Últimas indefectivações

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

O Evangelho Segundo Pedro

"Pedro Proença foi o árbitro do Boavista-Benfica de 2002, que ditou a demissão de Toni, após uma actuação que o deu a conhecer ao grande público. Foi o árbitro do penálti de Silva, em 2004, no primeiro dérbi que apitou, e onde também fez questão de deixar a sua marca. Foi o árbitro do caso-Penafiel (penso que não será exagero chamar-lhe assim), em Maio de 2005, que por pouco não nos subtraiu o título dessa temporada. Foi o árbitro que não viu um penálti tamanho do estádio, sobre Nuno Assis, em jogo com o Belenenses que terminou a zeros. Foi o árbitro do penálti de Yebda, no Dragão, que então nos retirou da liderança do campeonato 2008-09. Foi o árbitro que não viu a mão na área do bracarense Rodriguez, no jogo do título de 2010, que nos poderia ter custado caro.
Foi o árbitro do penálti de Emerson (…de costas) em Braga, que na altura nos impediu de vencer importante partida. Foi o árbitro do golo de Maicon na Luz, que nos retirou o campeonato de 2011-12. Foi o árbitro que expulsou Siqueira na última meia-final da Taça (com um primeiro cartão amarelo absurdo), obrigando o Benfica a um esforço épico para vencer o FC Porto. Foi o árbitro do mais recente FC Porto-SC Braga, onde deixou um penálti por marcar aos 93 minutos na área portista. Há mais de uma década que este indivíduo nos persegue, com uma panóplia variada de atropelos à verdade desportiva. Até na Taça da Liga nos prejudicou - na final com o Paços de Ferreira -, entre muitos outros jogos que seria fastidioso trazer para aqui.
Com a bênção da A.F. Porto, os abraços de Fernando Madureira, as festas na cabeça de Vítor Pereira ou Domingos Paciência, e as cunhas na UEFA, este homem foi escrevendo a história do futebol português pelo seu próprio sopro.
Diz agora que a arbitragem está um caos. Tem razão. Enquanto ele, Benquerença e outros 'internacionais' cozinhados nos tempos do Apito Dourado por lá andarem, a regeneração é impossível.
Diz também que se vai embora.
Ficamos a rezar para que assim seja. Dos relvados, e do futebol."

Luís Fialho, in O Benfica

Falta mais um Jorge Jesus

"Apesar de um resultado vitorioso e, por isso mesmo, muito positivo com a Arménia, a Selecção Portuguesa continua com exibições sofríveis frente a adversários que continuam a sentir-se 'à altura' da equipa das Quinas. Portugal continua a jogar com pouca alma, escassa motivação e sempre a contar com a finalização miraculosa de Cristiano Ronaldo. Quer frente a uma fria Dinamarca, quer a uma defensiva Arménia, os lusos continuam a depositar todas as esperanças de concretização no capitão... revelando pouca ambição colectiva, imaginação táctica e capacidade de concretização.
Não fora a possibilidade de voltar a ver um sempre incrível Ricardo Carvalho, responsável por travar imensas vezes a bola à entrada da área portuguesa (nomeadamente aos pés de Mkhitaryan), um insistente Danny, a surpresa de Raphael Guerreiro e uma estrela mundial sempre reinventada chamada Cristiano Ronaldo, a exibição frente à Arménia continua a revelar que, mesmo ultrapassadas algumas obsessões pessoais de Paulo Bento, continua um registo pouco agressivo e pouco imaginativo, quer na criação de um jogo rápido e consistente, quer na capacidade de concretização.
Desde um Nani extremamente confuso - que assim continua desde que chegou ao Sporting - a um Moutinho e um Bosingwa que parecem permanentemente cansados e esquecidos das suas múltiplas posições no terreno de jogo, a Selecção Nacional apresenta-se pouco ofensiva, com pouca garra e com muito pouca confiança. Sobretudo a confiança necessária para enfrentar as melhores selecções da Europa no torneio de 2016 que se avizinha.
É certo que Fernando Santos acaba de chegar. É certo que a 'recuperação' de alguns jogadores castigados por Paulo Bento é necessariamente lenta e progressiva. Mas a questão continua a ser de outra dimensão e de um outro universo: falta voltar a acreditar que temos potencial. Falta motivação por Portugal. Falta Jorge Jesus a esta equipa nacional."

André Ventura, in O Benfica

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Em defesa da jovial maturidade

"Tal como o personagem principal de 'O Curioso Caso de Benjamin Button', a nossa selecção progride em modo de regressão. Até Quaresma parece mais novo do que quando não joga no FC Porto.

NA sexta-feira passada lá se venceu à tangente a Arménia com um golo do «gajo do costume», tal como ficou expresso na feliz manchete deste jornal na edição do dia seguinte ao jogo no Estádio do Algarve. Na verdade, todas as homenagens ao dito do costume são poucas.
A Federação Portuguesa de Futebol, até para nunca vir a ser acusada de gestão danosa, devia transportar sempre Cristiano Ronaldo numa bandeja em aço inoxidável de última geração coberta por uma redoma de diamante amassado com titânio por causa das tosses. O gajo é de ouro.
Veja-se só isto: para a selecção de Cristiano Ronaldo jogar o amigável com a Argentina, em Manchester, os organizadores do acontecimento pagaram à FPF um cachet de 1,2 milhões de euros, o maior de sempre a entrar nos seus cofres. É muito dinheiro tendo em conta que Cristiano Ronaldo jogou apenas na primeira parte, cláusula que devia estar combinada entre as partes.
1,2 milhões de euros não foi dinheiro gasto, com certeza, para atrair a Old Trafford um público desejoso de conferir com os seus próprios olhos o fabuloso salto para trás no tempo que é já marca distintiva da selecção desta era Fernando Santos.
Tal como o personagem principal da história O Curioso Caso de Benjamin Button, a nossa selecção progride em modo de regressão. E progride bem, não se faça disto um bicho-de-sete-cabeças.
Até Ricardo Quaresma, quando joga na selecção, parece mais novo do que Ricardo Quaresma quando não jogo no FC Porto.
Não que haja qualquer coisa a obstar ao excelente contributo nas importantes vitórias sobre a Dinamarca e sobre a Arménia, jogos a valer, emprestado pelos jogadores seniores-seniores que Fernando Santos foi recuperar à era Queiroz. Foram até brilhantes, quase todos, pela jovial maturidade que souberam pôr em campo ao serviço da qualificação de Portugal para o Europeu de 2016 que se realiza em França.
O facto de se realizar em França é, só por si, uma excelente notícia para Fernando Santos porque tudo o que acontecer de menos bom à sua e nossa selecção será sempre, em primeira instância, por culpa do Platini. E só depois virão as culpas do seleccionador como, aliás, é prática tradicional.
Voltemos, então, ao gajo do costume até porque foi só por ele que o cachet recebido pela FPF atingiu os gordíssimos números referidos. E também foi só por ele e só com os golos dele que Portugal, muito a custo, conseguiu vencer dinamarqueses e arménios.
1-0 e 1-0, tangenciais, suficientes e com a mesma assinatura.
Cristiano Ronaldo, enfim, é o Talisca da nossa selecção.

QUATRO motivos de preocupação numa semana sem jogo do Benfica:
1) Renovação do Maxi.
2) Possibilidade de lesões do Enzo Pérez e do Gaitán ao serviço da selecção argentina caso o treinador resolvesse metê-los a jogar no amigável com Portugal.
3) Possibilidade de lesão do Talisca ao serviço da selecção do Brasil caso o treinador resolvesse metê-lo a jogar no amigável com a Áustria.
4) Possibilidade de lesão do Maxi Pereira ao serviço da selecção do Uruguai sendo certo que o treinador resolve, de caras, metê-lo a jogar no amigável com o Chile.

QUE venha a chanceler alemã protestar por Portugal ter licenciados a mais, ainda se compreende em função da conjuntura internacional, mas que venha o presidente do Bayern Munique protestar por o Benfica ter sócios demais já parece, francamente, má vontade.
Escusada seria, no entanto, aquela resposta oficial do Benfica com a ideia triste de fazer fotografar três jogadores da casa exibindo em alemão para alemão ler. Mas para quê? É que nem parece coisa nossa... antes pelo contrário.

MAIOR alegria numa semana sem jogo do Benfica:
- O golaço de Gonçalo Guedes na conversão de um livre no jogo da selecção de sub-19 com a Dinamarca.
Tristezas da semana:
- Foram-se embora o José Luís e o Asterónimo Araújo. O roupeiro e o enfermeiro. Partiram quase ao mesmo tempo. Até parece que combinaram. Eram uma simpatia, ou melhor duas simpatias.

DE Dinis, que foi um brilhante extremo-esquerdo no Sporting entre 1969 e 1975, soubemos boas notícias através da edição de anteontem de A BOLA. O elegante angolano continua atento ao futebol português e ao dia-a-dia do clube cujo emblema defendeu com tão bons resultados.
No seu tempo de jogador não havia defesa-direito que o travasse, excepção feita a Artur, o Ruço. Os protagonizaram duelos épicos. Artur começou a confrontar-se no mesmo corredor com Dinis ainda em representação da Académica de onde rapidamente se transferiu para o Benfica passando, então, os tais duelos a ter palco de derby, o que lhes conferia uma dimensão superior.
O derby tem um histórico imenso de duelos individuais. O capítulo do mano-a-mano é inesgotável renovando-se continuamente os protagonistas, naturalmente. Como espectadora, confesso, gostei de todos a que assisti. Sendo que entre os meus primeiros se contam os duelos Eusébio-Damas e Artur-Dinis e entre os últimos se conta, por exemplo, o duelo Óscar Cardozo-Rui Patrício que, do meu ponto de vista, não foi tão artístico como os anteriormente citados mas não deixou se ser espectacular.
Olhando com benevolência para o actual quadro de jogadores dos dois lados da Segunda Circular é francamente difícil projectar o próximo mano-a-mano de fazer estarrecer o derby de Lisboa. Não é que em ambas as equipas não abundem os bons jogadores mas por isso mesmo, por serem bons, é de duvidar que permaneçam por estas bandas o tempo suficiente para poderem construir um historial de truz.

QUATRO temas insólitos numa semana sem jogo do Benfica:
1) As Ilhas Faroé foram ganhar à Grécia.
2) A presidente do Gençlerbirligi vai multar em 9 mil euros qualquer jogador que lhe apareça de barbas pela frente.
3) O Sporting vai apresentar-se na Taça da Liga com uma formação mista de jogadores da equipa B e dos juniores.
4) Está-se a acabar o chocolate.

FOI uma boa semana sem jogo do Benfica até porque nenhum dos nossos internacionais em acção se lesionou. Maxi foi titular pelo Uruguai, Talisca não se estreou no escrete, Enzo não saiu do banco em Old Trafford. Já Gaitán saiu do banco na segunda parte e quase marcava dois golos bonitos. Mas dos quase-golos não reza a história, como sabemos.
Importante é que todos regressam aptos para o que se avizinha cá por casa. O próximo compromisso diz respeito à Taça de Portugal e o adversário é o Moreirense. Máxima concentração, é o que se deseja.
Entretanto, sem jogadores do Benfica, a selecção nacional venceu a Argentina com o resultado do costume (1-0), com o golo a ser marcado quando é costume (nos instantes finais do jogo), com a assistência a ser feita pelo do costume (Ricardo Quaresma), sendo que o seu autor, desta vez, não foi «o gajo do costume» (Cristiano Ronaldo), mas Raphael Guerreiro que parece já tão acostumado a estas altas andanças que até causa espanto.
O jovem Raphael estreou-se pela selecção dos crescidos no jogo com a Arménia dando boa conta do recado na sexta-feira. Na terça-feira ficou no banco na primeira parte do jogo com a Argentina escapando-se assim a ter de enfrentar Lionel Messi. Depois jogou quase toda a segunda parte de Manchester e coube-lhe marcar o golo da vitória portuguesa. Estas coisas nunca acontecem por acaso. Raphael Guerreiro chegou para discutir o lugar com Fábio Coentrão, vai uma aposta?"

Leonor Pinhão, in A Bola

Gato por lebre

"Não fora o resultado - caído do céu - e nada se aproveitaria do particular Portugal-Argentina. É que foi mesmo particular. Uma espécie de solteiros contra casados em versão vedetista.
Num jogo em que as federações dos dois países receberam um importante cachet, houve uma enorme falta de respeito pelos espectadores que compraram o seu bilhete e pelas televisões que pagaram os direitos de transmissão. Não tanto pelo jogo ser de duvidosa qualidade (os rapazes só se esforçam qb nestas jogatans...), mas pela insensatez de, ao intervalo, terem saído Ronaldo e Messi. Não que estivessem a jogar bem, principalmente o nosso jogador, mas o que se serviu, a partir daí, foi gato por lebre. Porque mais do que Portugal e Argentina (ainda por cima em campo neutro), o contrato e a expectativa alimentados freneticamente pelos patrocinadores se concentrara nos dois craques.
Mandam as mais elementares regras éticas que não se devem defraudar tão acintosa e unilateralmente os compromisso assumidos. Era esse o dever de quem dirige, orienta e joga. É como uma pessoa pagar o ingresso para uma ópera famosa e, depois do intervalo, o programa ser alterado (comparação sem ofensa para os que ficaram a jogar) para a música pimba que se ouve nos domingos à tarde em alguns canais televisivos. Uma aldrabice.
Os craques não têm apenas direitos. Têm obrigações que devem respeitar. De um modo reforçado, tratando-se da representação do país. É para isso que não principescamente pagos.
Nestas alturas, vem-me à memória o grande Eusébio. E as precárias condições em que, às vezes, jogava para que fossem respeitados contratos firmados pelo Benfica..."

Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Jonas...

Macro Euro e micro selecções

"No espaço de 20 anos, o Europeu passou de 8 para 24 selecções. Entre 1996 e 2012, teve 16 equipas. O número de países também aumentou pela impulsão da URSS (são agora mais de 10 países, além da Rússia: Ucrânia, Bielorússia, Lituânia, Letónia, Estónia, Arménia, Azerbeijão, Moldávia, Geórgia e Cazaquistão), da divisão da Jugoslávia em 6 países (Eslovénia, Croácia, Sérvia, Bósnia-Herzegovina, Montenegro e Macedónia) e da Checoslováquia em 2 (R. Checa e Eslováquia).
Sob a jurisdição da UEFA há 6 países que só parcialmente (ou muito parcialmente) estão na Europa (Federação Russa, Turquia, Arménia, Geórgia, Azerbaijão e Cazaquistão) e um até está noutro continente (Israel). E, no Europeu, jogam selecções de territórios politicamente não independentes, para além das já antigas federações da Escócia e Gales e Irlanda do Norte. Refiro-me às Ilhas Feroé (dinamarquesas) e à estreante Gibraltar. Em contrapartida há dois Estados europeus que não se apresentam: o principado do Mónaco e, por razões óbvias, o Vaticano. Além do polémico Kosovo.
Das 54 selecções participantes apuram-se 45% todos os 1.º e 2.º classificados e 5 dos 9 terceiros. Um exagero! Há, no entanto, o lado bom deste alargamento: países que, à partida, não podiam sequer sonhar, estão a causar alguma surpresa. Por exemplo Irlanda do Norte, Gales, Israel, e até há outras bem mais débeis que inscrevem no seu historial feitos como o das Ilhas Feroé que venceram, fora, os gregos!
Portugal não vai ter dificuldades em ser apurado. É quase um pró-forma, apesar de, algo excitadamente, se procurarem enfatizar as dificuldades. Até o 3.º no apuramento tem hipóteses..."

Bagão Félix, in A Bola

PS: O Bagão ainda se esqueceu de Andorra, do Liechtenstein, e de São Marino...!!!

...und du?

Vitória Europeia !!!

Kataja 90 - 93 Benfica
21-31, 28-11, 21-24, 20-27

Regresso às vitórias Europeias no Basket, desta vez fora de casa (caso raro...), num jogo equilibrado de altos e baixos, onde o Jobey Thomas foi gigante, acabou por fazer de Lisboa, e com 7/10 nos Triplos, foi decisivo, aliás fizemos 16/28 de longa distância 57.1%, mais de metade dos nossos pontos foram Triplos, e foi aqui que esteve a chave do jogo, pois tivemos menos ressaltos, fizemos menos assistências, tivemos menos lances livres, fizemos mais turnovers...
A rotação mais inteligente da equipa também ajudou (Fonseca), só o Jobey fez os 40 minutos.

Apesar da vitória, não entro em euforias, os Belgas e os Franceses são mais fortes, e em condições normais vão passar os dois...

terça-feira, 18 de novembro de 2014

No Inverno também havia Luz

"A propósito de Eriksson e da sua biografia, memórias de uma visita histórica do Liverpool (antes de Eriksson) e de outras que apesar da intempérie faziam encher o velho estádio que o treinador sueco nunca esqueceu.

NA passado semana, na BTV, tivemos com o Toni uma agradável conversa sobre Sven-Goran Eriksson, seu bom amigo, grande treinador da história do Benfica, e que acaba de lançar uma auto-biografia cuja versão portuguesa ficou ao cuidado da minha tradução.
O livro é interessante e vale a pena ser lido, e a conversa foi-se perdendo em pormenores que me levaram a escrever esta crónica.
Primeiro porque, ao longo de toda a obra, Eriksson esgota-se em elogios ao velho Estádio da Luz, esse monstro de betão que durante anos aterrorizou grandes equipas da Europa. Mesmo depois de ter partido para a Roma e para o campeonato italiano continuou, segundo as suas próprias palavras, a explicar aos seus novos jogadores que não havia ambiente no «calcio» que fosse sequer comparável ao da velha Luz.
Em segundo lugar porque veio à baila as tremendas enchentes de 70, 80, 100 ou 120 mil espectadores nas grandes noites europeias e em tantos dos jogos do Campeonato Nacional e lamentou (eu, pelo menos, lamentei-o e continuo a lamentar) que a nova Luz em jogos decisivos para a Liga dos Campeões não vá além de 30 mil pessoas. Ou seja, um «Inferno» apagado.
Um dos tele-espectadores que entrou em directo no programa, justificou as ausências pelo preço dos bilhetes (compreensível) e por algum desinteresse pela prova (essa agora?), além das condições climatéricas que, na noite do confronto com o Mónaco, por exemplo, não eram das mais simpáticas (homessa!?).
Eu era muito miúdo quando comecei a ir com amigos à velha Luz. Por ser um apaixonado pelo Futebol internacional, ia também a todos os jogos europeus que pudesse, também em Alvalade e, de quando em vez ao Restelo. Depois, as recordações começaram a correr para trás e, já com o programa acabado, fiquei com o Toni a falar de noites de tempestade em pleno Inverno e na qual a Luz se acendia. Os adeptos eram, nesse tempo (tempo de Tempo e tempo apenas de tempo) mais solidários com os jogadores do que nunca. Enquanto uns se encharcavam até aos ossos no relvado e na lama, os outros sofriam a bom sofrer nas frias bancadas de cimento, enregelados, a água correndo-lhes por dentro das roupas, pelas camisolas e pelas calças transformando os sapatos em poças alagadiças e disformes. E não se calavam, não arredavam pé, não tiravam os olhos do jogo enquanto as bátegas os vergastavam inclementes.
Foi assim há tanto tempo? O público do Futebol português aburguesou-se com tamanha rapidez?

Chuva, sempre, sempre chuva!
A nossa conversa foi recuando para antes de Eriksson exactamente porque Eriksson confessa que uma das suas grandes desilusões no seu tempo de Benfica se chamou Liverpool. E caiu num dia inclemente de Março de 1978. Mas o povo não faltou na Luz, apesar da tempestade.
Na minha adolescência dos Olivais Sul havia um grupo de compinchas que se dedicava exclusivamente à prática do que apelidávamos de «futabol à ingalesa» - quem não fizesse «carrinhos», não soubesse tirar centros tensos para a cabeça dos avançados, teimasse em dar mais do que um toque na bola e não ensaiasse de vez em quando uns pontapés de moinho ou de bicicleta não tinha lugar na equipa. Por isso, quando no dia 1 de Março, o Liverpool de Jimmy Case e Terry MacDermott, Callagham e Steve Heighway e Kenny Dalglish desembarcou em Lisboa para defrontar o Benfica, não houve cá intempérie que nos afastasse da Luz.
Toni jogou nesse encontro, o primeiro dos quartos-de-final da Taça dos Campeões. O treinador era John Mortimore. Bento, Bastos Lopes, Humberto Coelho, Eurico e Pietra estavam na defesa. Shéu, e mais tarde Mário Wilson (filho) ao lado de Toni; Celso, Nené e Cavungi na frente.
Convenhamos: era uma luta desigual. Esse Liverpool foi, quanto a mim, o melhor de sempre da história do clube (embora já sem o Kevin Keegan da época anterior) e o Benfica muito longe disso, vira-se e desejara-se para eliminar até então o Torpedo de Moscovo e o BK 1903. Na segunda «mão» perdeu por 1-4 em Anfield.
Mas era um acontecimento para não mais se apagar da nossa memória - Benfica contra Liverpool. Um confronto que se repetiria por mais algumas vezes, quase a ponto de se tornar um clássico das provas europeias.
Chovia e chovia e chovia. Nené ainda fez o 1-0, mas Jimmy Case e Mark Hughes dariam a volta ao resultado, com muitas culpas para Bento que nunca foi feliz contra o Liverpool - e assim de repente recordo-me do golo em Anfield Road encadeado pelos holofotes e outro por debaixo das penas, na Luz, este sim já com Eriksson (e também em noite de tempestade).
Chalana estava aleijado e ficou de fora. Vìtor Baptista com as suas camuecas e sob alçada disciplinar. Não havia Benfica que chegasse para o Liverpool campeão da Europa, muitas vezes esquecido injustamente quando se fazem as listagens das melhores equipas de todos os tempos. Quem foi à Luz não esqueceu. Nem a chuva, nem o jogo, nem o ambiente em redor dele. Lembro-me de outras visitas do Liverpool - acho que estive presente em todas. Na vitória por 1-0, com golo de «penalty» de Maniche logo no início da partida, voltou o céu a desabar sobre o velho estádio. Parece que os ingleses atraíam o mau tempo. Mas o público, esse, não faltava. Não ficava em casa. E levava consigo, de volta, memórias que jamais se esquecem."

Afonso de Melo, in O Benfica

domingo, 16 de novembro de 2014

Símbolos...

As instituições podem ter muitos símbolos, o Benfica tem o King e mais alguns... entre os quais o Zé Luís e o Asterónimo... Muitos doutores e engenheiros deste país, 'trocariam' de bom grado lugar com estes profissionais que durante tantos anos tiveram o privilégio de trabalhar no departamento de futebol do Benfica, e ainda recebiam ordenado, que inveja!!!
Deixaram-nos quase ao mesmo tempo... Mas tenho que a certeza, que continuam a sofrer pelo Benfica!

sábado, 15 de novembro de 2014

Excelente jogo...

Benfica 5 - 2 Oliveirense

Pessoalmente, acho que fizemos um dos melhores jogos da época. Fizemos uma exibição equilibrada, não foi um daqueles jogos cheio de correrias malucas, mas fizemos um jogo consistente... contra um dos melhores plantéis da 1.ª Divisão, que tem feito um campeonato abaixo das expectativas, mas tem muita qualidade.
Marcámos cedo, chegámos aos 4-0, e só depois permitimos os golos do adversário... mas acabou por ser um jogo onde senti-me sempre descansado (o que não é fácil)!!!

No próximo fim-de-semana vamos a França jogar com o Quévert, onde o ano passado tivemos muitas dificuldades...

Dar de avanço...

Benfica 7 - 1 Burinhosa

Começamos praticamente a perder (com muito azar)... mas era impossível os golos não começarem a aparecer, tal o caudal ofensivo do Benfica.
O jogo trauliteiro do Burinhosa, acabou por ajudar (mesmo assim vimos o Patias falhar o 1.º livre de 10 metros!!!), mas a qualidade, a rotação, o ritmo do Benfica... era quase inevitável a vitória.
Com o regresso do Ré, e do Bruno Pinto, e a contratação do Mancuso, finalmente podemos fazer uma rotação normal, e isso acaba por fazer a diferença...
O 4.º lugar da Burinhosa, é a grande surpresa da época, e notou-se qualidade na equipa hoje, mas o comportamento conflituoso que começou no treinador e foi transmitido aos jogadores, não ajuda. Aparentemente o treinador - que foi expulso -, é um adepto Corrupto, anti-benfiquista primário, e assim tá explicado...!!!

2.ª parte

ISMAI 24- 33 Benfica

Fácil de explicar: mau 1.º tempo; muito boa 2.ª parte!!!
Contra uma equipa, que a semana passada venceu os Lagartos 'algures' em Lisboa!!!
Mesmo com a desilusão da semana passada, acho que esta equipa melhorou em relação a épocas anteriores, nota-se uma atitude nova... existe muita juventude, temos muito para melhorar, o plantel tem lacunas, mas este ano temos play-off, portanto temos tempo...

Ritmo Europeu...

Benfica 98 - 71 CAB Madeira
22-18, 27-13, 30-16, 19-24

Por acaso até começamos a perder, mas rapidamente demos a volta, tornando o jogo fácil. A vantagem foi sempre grande, e só não foi maior no final, porque tirámos a 'mão' do acelerador!!!
Deu para rodar todo o plantel, dando descanso aos jogadores com mais minutos na Eurochallenge (mesmo assim acho que o Seth podia ter descansado mais!!!).
Hoje ao contrário do que tem sido habitual as percentagens de lançamentos foram muito boas... principalmente os Triplos com 48%.
Foi claro hoje, um dos benefícios dos jogos Europeus: ritmo...!!! O possível cansaço ainda não se notou, aquilo que foi evidente, é que o CAB não conseguiu aguentar o nosso ritmo de jogo...
Na próxima Terça, novo jogo Europeu, desta vez temos uma viagem longa, até à Finlândia...

3 pontos

Sp. Caldas 0 - 3 Benfica
16-25, 18-25, 22-25

Jogo com alguns percalços, mas que deu para rodar praticamente todo o plantel...
Volto a repetir, é muito importante manter esta 'onda' de 3-0, porque no final da época regular, o equilíbrio entre o Benfica e a Fonte vai ser mínimo, tudo conta... para ficar com a vantagem, de jogar em casa, na Final.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Temos de jogar muito mais

"Seria mentiroso se dissesse que gostei daquele jogo de domingo na Madeira ou daquela exibição a preto e branco tão distante daquilo que o Benfica sabe e já produziu. Seria hipócrita se não dissesse que gostei muito de ganhar os três pontos na Madeira. Ainda mal retemperado do sofrimento de 90 minutos, próximos do pior desta época, sentei-me a ver os jogos dos rivais, intervalados de outras ofertas desportivas mais atractivas. No final da noite o resultado era excepcional. O Benfica a jogar pouco faz melhor do que os assumidos concorrentes a jogar bem. Sporting e FC Porto ficaram amarelos com Paços de Ferreira e Estoril e no fim da noite a exibição do Benfica nem parecia tão pálida como às 18 horas. O fleumático Bobby Robson diria «three points very good, three points». A classificação é óptima mas teremos que jogar muito mais para ser campeões. Este descanso é um cansaço. Primeiro porque os nossos melhores jogadores actuam sem parar ao serviço das suas selecções e segundo porque todos os dias nos vendem meia equipa no mercado de Janeiro.
Bruno de Carvalho, numa altura em que parecia ter dado alguma estabilidade ao Sporting, resolveu entrar em guerra com 7 dos 10 milhões que habitam Portugal. Para quem está em oitavo lugar na Liga e ainda em todas as provas que quer vencer, não me parece uma estratégia muito sagaz. O FC Porto, que é terceiro classificado e já não disputa o seu segundo maior objectivo, mostra uma estabilidade que me parece bem mais apropriada.
Jonas mostrou mais uma vez ser o joker nas aquisições do Benfica. A mim enche-me as medidas, pelo que joga, pelo que defende, pela qualidade de recepção e passe tanto como pelos golos que marca. Jonas é classe e o futebol com classe é muito mais bonito. Jonas joga assim com a equipa abaixo daquilo que é capaz, imaginem com a equipa a jogar bem."

Sìlvio Cervan, in A Bola

A mesma cantiga

"Há várias tendências que se repetem na história do futebol português das últimas décadas. As arbitragens protegerem o FC Porto nos momentos decisivos é uma delas. O Sporting queixar-se espalhafatosamente das mesmas, exacerbando pequenos prejuízos, e ignorando benefícios, é outra. Mas há uma terceira, verdadeiramente pavloviana, que se repete a cada campeonato que o Benfica lidera, mormente quando a distância para a concorrência começa a ter algum significado.
Sempre que tal acontece, surge um coro de comentadores e escribas mais ou menos encartados, mais ou menos assumidos, pouco ou nada isentos, a entoar uma música já muito batida: 'o Benfica está a ser levado ao colo'. Foi assim em 2005, foi assim em 2010, foi assim a dada altura da temporada passada, pelo que não devemos agora, ficar particularmente surpreendidos.
A melodia não tem graça, mas o concerto é afinado. Ora diz um, ora escreve outro, até fazer vingar a máxima de que uma mentira repetida muitas vezes pode transformar-se numa verdade.
Tomemos por exemplo a última jornada. No Estoril vi um penálti claríssimo ser perdoado ao FC Porto, ainda na primeira parte. Em Alvalade, vi um golo irregular ser bem anulado (sendo essa, por sinal, opinião partilhada por todo o painel de um programa insuspeita Sport TV). Na Choupana, o único erro que recordo foi um fora-de-jogo de centímetros, num lance que, estou em crer, Júlio César deteria. Poderia ainda lembrar a única derrota do Benfica nesta Liga, e uma grande penalidade claríssima sobre Gaitán, que ficou por assinalar na área bracarense. Mas, eles não se calam, nem irão calar-se enquanto o Benfica seguir na liderança.
Nós não nos deixamos impressionar. Mas confesso o meu receio de que árbitros e assistentes encarem as coisas de outro modo, e tendam a procurar dissipar o ruído da pior forma possível. No fundo, uma questão de coragem, ou de falta dela. E é preciso dizer que as minhas expectativas relativamente a essa gente também não são elevadas."

Luís Fialho, in O Benfica

Os números...

"Não são apenas os números que geram certezas nem consolidam tendências incontornáveis. Não se trata apenas dos três pontos de diferença do FC Porto ou os expressivos sete pontos face ao nosso rival da Segunda Circular. Trata-se de consolidar um espírito de vitórias e de solidez.
A instabilidade ou a rotatividade excessiva prejudicam o normal funcionamento dos clubes e, a jusante, o próprio desempenho desportivo, minando a confiança dos jogadores, da equipa técnica e dos próprios adeptos. A grande virtude do Benfica esta época não é sequer a de conseguir agrupar um conjunto de jogadores imbatíveis, mas a de consolidar uma rotina de sucesso, de credibilidade que percorrer os alicerces do Benfica, desde a direcção até ao banco de suplentes.
E deve ter sublinhado um elemento que tenho vindo a enfatizar: a capacidade de Jorge Jesus no desenvolvimento e adaptação do potencial dos jogadores à sua disposição. A extraordinária performance de Talisca no decurso da presente época ai está para confirmar isso mesmo, assim como o desenvolvimento claro do instinto concretizador de Jonas. Quando a instituição se consolida e se credibiliza, os resultados surgem naturalmente, sem necessidade de declarações patéticas ou manobras financeiras duvidosas. Quando os dirigentes se afirmam como líderes naturais, toda a estrutura se ressente e todos os órgãos, todos os funcionários, todos os sócios se mobilizam para um apoio incondicional que só pode resultar em mais obtenção de títulos.
Termino com os parabéns à nossa BTV, órgão de comunicação de excelência, que chegou, com apenas seis anos de existência à final da categoria de 'melhor canal desportivo do ano'. Mais uma vez, a lição a retirar é apenas esta: quando a liderança é firme, credível e sonhadora, os resultados surgem. Na televisão e no estádio.
A partir daqui, já o sabemos sonhar é possível... e o céu o limite!"

André Ventura, in O Benfica

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Para o Tozé este vai ser o campeonato do túnel

"Quando Tozé se encaminhou para cobrar o 'penalty' muitos pensaram: «Se o rapaz falhar vai haver falatório quinze dias.» Poucos pensarem no contrário, porém...

TALVEZ não seja mera questão de fé mas sim um dado instruído por uma vida cheia e experimentada o que me leva a acreditar que, entre os candidatos ao título, a equipa capaz de vencer o maior número de jogos com exibições medíocres é a que tem mais hipóteses de vir a ser campeã feitas as contas.
Superstição? Chamem-lhe o que quiserem.
O que importa é que, à luz desta minha singela convicção, a carreira do Benfica neste campeonato está a ser verdadeiramente empolgante.
Sucedem-se as vitórias tangenciais em jogos de fraca intensidade e de raro acerto, lastimosos pecados temperados pela já tradicional aflição dos minutos finais.
Indiscutivelmente, custou tanto ganhar ao Nacional como já tinha custado ganhar ao Rio Ave na jornada anterior. E o campeonato fica agora a marinar durante duas semanas para o bem e para o mal.
Sem ainda ter jogado nada de especial o Benfica fica a marinar para o bem porque segue no primeiro posto da tabela e tem essa posição garantida até 30 de Novembro, dia em que joga em Coimbra com a Académica no reatamento da prova.
Depois se verá o que acontece. Que há entre os benfiquistas uma grande saudade de ver a equipa jogar bem, isso há. Que venha depressa esse Benfica que nos sabe encantar porque isto assim como tem estado só serve para enervar toda a gente, inclusivamente os rivais. E serve também para liderar a prova, o que não deixa de ter valor.

PARA os adeptos do Benfica este último Sporting - Paços de Ferreira ficará como aquele jogo em que o Sporting jogou contra 10 e não conseguiu ganhar, o que é grave em termos retóricos.
Não ganhando o Sporting contra 10, roubou-nos a possibilidade de acusarmos o rival de só conseguir ganhar quando joga contra 10 como, aliás, eles fazem connosco quando o Benfica joga contra 10 e ganha.
Ou não é assim?

POR comparação com o percurso da época passada na Liga nacional, o Sporting-candidato faz pior do que o Sporting-não-candidato.
Já na Liga internacional, a dos Campeões, o Sporting faz melhor do que na época passada até porque em 2013/2014 nem compareceu. Passou o ano inteiro a jogar dentro de portas, um sabido descanso.
O Sporting do último ano lutou com o Benfica pelo título até tarde por estar folgado. E também por não ter de suportar a pressão da imprensa e do presidente do clube a exigir-lhe que fosse campeão vindo, como vinha, de um inaudito 7.º lugar no campeonato.
Também, e pelas mesmas razões, o Liverpool lutou pelo título em Inglaterra em 2013/2014. Livre de compromissos europeus, a equipa de Anfield Road por pouco, por muito pouco, falhou o título que persegue já há uma quantidade de anos.
Correctamente, temos em Espanha e em Inglaterra mais casos de equipas que por estarem fora das competições europeias brilham nas respectivas provas internas. Trata-se do Valência e do Southampton que andam nos lugares cimeiros das respectivas tabelas a surpreender quem ainda se surpreende com estas coisas.
Neste último fim de semana o Valência, ao contra´rio do que vinha fazendo, até nem esteve particularmente inspirado. Empatou em casa sem golos com o Atlétivo de Bilbau. Fez-lhes falta, certamente, o Jonas cujos serviços dispensaram, imprudentes.
Nesta última jornada do nosso campeonato, ficou bem patente essa questão do cansaço que as idas à Europa a meio da semana provocam nas equipas que têm muito afazeres. O Benfica arrastou-se por toda a segunda parte no jogo da Madeira e o Sporting viu o Paços de Ferreira mandar no resultado e no jogo de Alvalade até Montero conseguir empatar com um golo 100% legal, assinale-se.

AS equipas portuguesas que jogam na Liga Europa não se queixam de cansaço. O Rio Ave teve pernas para se desembaraçar tranquilamente da Académica depois de ter jogado com Steaua. Mas, curiosamente, foi o Estoril que melhor deu provas de arcaboiço para sobreviver fisicamente a um jogo internacional a meio da semana.
O Estoril jogou na quinta-feira em Moscovo, bem longe, e no domingo só não ganhou ao FC Porto, que jogara na terça-feira em Bilbau, bem mais perto, porque Julen Lopetegui lançou Oliver para os minutos finais do jogo da Amoreira dando-lhe ordens estritas para só marcar no tempo de descontos não fosse o Estoril, mais fresco do físico e das ideias, ter tempo para se colocar de novo em vantagem.
Lopetegui será, certamente, um excelente treinador mas como actor é fraco. Quase diria, com o devido respeito, que roça o canastrão. Quando Lopetegui é espicaçado para improvisar sobre um qualquer tema soprado dos bastidores normalmente perde toda a naturalidade, arregala os olhos em jeito de desculpa e a coisa saiu-lhe sem brilho, sem pinga da convicção.

FOI, portanto, de olho arregalado que Julen Lopetegui, a quem sopraram uma bucha institucional mal terminou o jogo na Amoreira, lá se viu forçado a improvisar sobre o sempre cadente da arbitragem para convencer a sua plateia de que é por causa dos árbitros que o FC Porto está a 3 pontos do líder do campeonato.
- De árbitros não falo, vi o jogo do Benfica - disse na pele desconfortável de quem tem de se justificar e de arregimentar solidariedade para a causa pessoal e colectiva em consequência de um resultado menos bom.
Há gente francamente susceptível em todos os emblemas, gente exagerada e pronta a reagir ofendida sempre que ao lado do adversário tocam no nome do seu mais que tudo. Aconteceu assim na noite do domingo. Houve muito benfiquista que não gostou da referência ao nome do seu clube emitida pelo treinador do FC Porto.
Houve também quem corresse a isentar Lopetegui de qualquer pecado realmente sério porque, tendo em conta as circunstâncias, ao treinador basco até poderia ter tocado um papel pior do que aquele a que se viu coagido pelo 2-2, assim tivesse ele oportunidade de dar asas em público aos seus pensamentos.
Que sarrabulho grassaria pela nação se Lopetegui, no lugar de dizer que viu o jogo do Benfica, dissesse isto:
- Meus amigos, quando a grandes penalidades, o Jackson que ponha os olhos no Tozé!
Ou perguntasse isto:
- Mas, amigos, onde é que está a tal grande organização de que me falaram?
Ou se despedisse de todos com isto:
- Besitos! Besitos! Besitos!
Em Novembro, 3 pontos de avanço ou de atraso não definem o nome do campeão, é verdade. Mas definem uma impressão, uma dúvida. Será que o mundo está a mudar? Não, não acreditem nisso.

QUANDO Tozé se encaminhou para cobrar a grande penalidade tendo diante de si a baliza e o enorme Fabiano, muitos pensaram:
- Se o rapaz falhar vai haver falatório durante quinze dias.
Mas poucos, nem os mais ousados, terão pensado:
- Se o rapaz NÃO falhar vai haver falatório durante quinze dias.
No entanto, foi o que veio a suceder. O rapaz não falhou e o falatório está instalado.
Conclusão:
Para o Tozé este vai ser o campeonato do túnel. Sobre isso é que não há dúvida nenhuma.

DUNGA levou Talisca para a Turquia com os grandes do Brasil mas o actual líder dos goleadores do campeonato português viu ontem sentado no banco os seus colegas darem cabo dos donos da casa. O Brasil joga na próxima terça-feira na Áustria e, provavelmente, o jovem Talisca continuará sentado no banco a ver os seus colegas dar cabo dos austríacos. Não desmoralizes, jovem Talisca. Quando voltares tens um jogo muito importante com o Moreirense para a linda Taça de Portugal."

Leonor Pinhão, in A Bola

André Almeida

No Benfica sempre tivemos jogadores, que faziam a diferença... e outros que fazem os equilíbrios. Parabéns ao André Almeida pela renovação, merecida...

Tento e tentos

"No futebol, à semelhança desta mesmo palavra e de muitas outras, adaptámos vocábulos ingleses. Um deles, por sinal e mais fascinante, é golo, importado do goal/inglês, que quer dizer objectivo ou alvo. Tal como no idioma francês (but) ou, mais forçadamente, no alemão (tor), mas nestes casos sem sombras de anglicismo.
De facto, o golo é o propósito, o fim a alcançar. Com os pés, cabeça, joelho, barriga, costas, excepto com a parte do corpo, por sinal, a mais apetrechada: mãos e braços.
Curioso é que, de vez em quando, ainda que em decrescendo, se diz também tento em substituição de golo. Até acho interessante este termos que tem várias e diferentes significações. No futebolês, tento está associado a um instrumento que se usava para marcar pontos num jogo. Já com outra origem etimológica, e enquanto substantivo, tem outros sentidos. Por exemplo, ter tento ou, em versão mais anatómica, ter tento na língua. Ou, com ar crítico, sem tento nem propósito.
O interessante é que nestas últimas acepções, o tento (ou falta dele) também está muito presente no futebol. Observem-se as fartas declarações de jogadores, treinadores, presidentes para ver como poderíamos medir o superávite ou o défice de tento. Aliás, o tento na língua dos protagonistas varia na razão dos tentos a menos na baliza.
Passando do substantivo para o verbo, há jogadores que dizem «eu bem tento» no período de jejum entre dois tentos. Uma versão semelhante ao «quase». O problema é que não há «quase tentos». Só lhes resta «levantar a cabeça» à espera de tentar um novo tento. E nestes casos, há adeptos que só se acalmam com um golo, ainda que seja de água..."

Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Golos traiçoeiros

"Está na moda um jogador transferido não festejar um golo que venha a marcar contra a sua anterior equipa. É, para alguns, uma espécie de amálgama de virtudes: a gratidão, o profissionalismo, o pudor. Os adeptos da nova equipa são compreensivos e os da anterior não sibilam perante tal 'deslealdade' de se lhes marcar um golo.Sobretudo quando ainda estão frescos na memória os óculos tão apaixonados que davam ao emblema do precedente clube na sua suada camisola. Em suma, um comportamento cauteloso qb e uma atitude pc. Todas as semanas temos exemplos empolgantes destes comoventes resguardados. Confesso que sou indiferente a estas expressões de 'bigamia' clubista. Um fingimento, no meio de tantos, que se vêm observando no futebol!
Caso diferente é o do golo marcado por um jogador ao seu clube contratual que, antes, o havia emprestado ao clube oponente. Neste caso, compreendo o recato da coreografia do golo, entalado que está a jogador entre o patrão de facto. Mas daí até se insinuar 'falta de profissionalismo' do atleta que marca ao seu clube de origem vai a distância entre desportivismo e um insuportável facciosismo.
No domingo o excelente jogador Tozé emprestado pelo Porto ao Estoril foi encarregado de marcar um penalty. Decisão destemida e, ao mesmo tempo, venenosa. Marcando - como foi o caso - uma traição para os mais sectários; falhando, um atoarda de suspeições ainda que injustas. Por esta e por outras razões, deveria haver duas regras: 1) jogador do clube 'comodatário' não joga contra o clube 'comodatário'; 2) deveria haver um limite para estes 'comodatos'. Acabavam-se as dúvidas e suspeições."

Bagão Félix, in A Bola

Saber jogar mal

"Lembro-me bem quando Jesus chegou ao Benfica e logo prometeu que, com ele, a equipa ia 'jogar o dobro'. A promessa, é um facto, não se concretizou. O Benfica de Jesus, quando comparado com o do inenarrável Quique Flores, não jogou o dobro, mas sim, no mínimo, o quádruplo. Por estranho que possa parecer, jogar bem passou também a ser o principal dos problemas do Benfica das últimas temporadas.
Não me entendam mal. Como qualquer adepto, sou muito sensível à nota artística e o futebol precisa de equipas capazes de dar espectáculo. O problema é que o Benfica dos últimos anos tem dificuldade em jogar mal. E uma equipa para ganhar títulos precisa mesmo de saber jogar mal - gerir resultado e manter os ritmos dos jogos em cadência baixa.
Tem sido sempre assim com Jesus: temos a avalanche ofensiva, com um carrossel estonteante que deixa os adversários à banda; já quando é preciso controlar o jogo, o Benfica apresenta problemas. Na maior parte das partidas, a questão nem se coloca. O balanceamento atacante da equipa revela-se a melhor defesa e a qualidade individual e a organização colectiva chegam e sobram para as encomendas.
Este ano, contudo, a questão é diferente. Com um plantel mais curto, com menos talento em posição-chave e com muitas rotinas ainda por aprimorar, o Benfica vai precisar de saber jogar mal para conquistar títulos. Como, aliás, se viu na Choupana este fim de semana: assim que demos a volta ao marcador, passámos a sofrer.
Construir uma equipa 'resultadista', capaz de gerir jogos, é o principal desafio que se coloca a Jesus, hoje. Convenhamos que, mesmo assim, é uma tarefa comparativamente pouco exigente. Afinal, o que é ensinar a jogar mal quando comparado com o que foi montar o carrossel atacante que caracteriza o Benfica dos últimos anos?"

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Derrota em França

Nanterre 80 - 68 Benfica
27-15, 17-19, 18-21, 18-13

Não acompanhei o jogo desta noite. Só posso analisar o jogo pelas estatísticas. O resultado não envergonha, mas parece que o próprio Nanterre após a vantagem inicial também geriu o esforço. Recordo que defrontámos supostamente a equipa mais forte do nosso grupo...
Pela positiva tenho que realçar a subida de forma do Slay, depois de algumas indicações muito negativas, parece que está a ganhar espaço na equipa...
Pela negativa, as percentagens de lançamentos. Todos, começando pelos Lances Livres!!!

Já afirmei anteriormente, que esta participação Europeia é um risco, devido à veterania do nosso plantel. Talvez por isso o Lisboa usou uma estratégia 'estranha' onde o Fonseca e o Carreira, não foram usados, poupando-os para os compromissos internos?! Hoje, até o João Soares, teve poucos minutos... É uma estratégia aceitável, mas não ficará bem ao Benfica uma participação Europeia sem vitórias, ainda por cima após as boas indicações que demos, nesta competição, na última vez que participámos... Hoje chegámos a reduzir para 4 pontos no 3.º período, mas depois aparentemente não aguentámos a pedalada nos últimos minutos, com outra rotação, a história podia ter sido outra...

Nico & Talisca

Duas boas notícias: a renovação do Nico era esperada, seria 'perigoso' ir para o último ano de contrato sem a renovação. Tentaram criar um caso com a nova clausula de rescisão €35 milhões (menos €10 milhões), mas não estou minimamente preocupado, já que dificilmente alguém irá dar esse dinheiro pelo Nico... Suspeito que o Gaitán vai fazer toda a sua carreira Europeia no Benfica, é uma suspeita pessoal, não tenho acesso a informações confidenciais, nem sou adivinho!!! Mas num momento onde muitos se questionam das razões da liderança do Benfica na Liga, mesmo jogando feio, é curioso que Lagartos, Corruptos e analistas supostamente independentes, ninguém, elogie a estabilidade directiva, da equipa técnica, e até no 11 inicial que o Benfica tem conseguido nas últimas épocas, mesmo com algumas vendas milionárias... Jogadores como o Luisão, Maxi, Amorim, Jardel, Gaitán, Salvio... entre outros que caminham a mesma estrada, fazem do balneário do Benfica, um balneário com referências claras... E esse caminho só pode ser trilhado, com renovações de contratos...
Em relação ao Baiano Talisca, foi com surpresa que recebi a noticia da sua convocatória para a Selecção principal Brasileira. O Jesus, pedagogicamente, afirmou recentemente, que o Talisca ainda tinha que melhorar muito, para chegar à selecção A, mas acabou por durar pouco tempo... nos tempos que correm a pressão mediática, acaba por afectar todos os seleccionadores!!! Felizmente em todas as suas declarações públicas o Talisca parece ser um rapaz com 'cabeça', humilde, e trabalhador (ainda antes de assinar pelo Benfica, eram essas as informações off-the-record directamente da Baía!!!), portanto estou confiante que esta convocatória não lhe vai subir à cabeça... Do lado do Benfica, ficamos com um jogador valorizado... portanto Parabéns aos dois.

"Bienvenidos Rey Eusébio y su corte"

"A América foi sempre um dos destinos mágicos do Benfica nas suas viagens em redor do planeta. Colômbia, Paraguai, Brasil, Argentina, Estados Unidos... Não houve céu por onde a águia não voasse.

Vamos lá a mais uma viagem no tempo. E na história do Benfica e das suas viagens pelo planeta. Lá está: «Se Mais Mundo Houvera...» Camões tinha razão.
Estava previsto que o Benfica visitasse a Argentina em Agosto de 1967, para participar no Torneio Internacional de Buenos Aires, mas a viagem ficou adiada um ano. O que não impediu os encarnados de seguirem outra vez para a América do Sul, demandando à Colômbia, segundo o seu dirigente, engenheiro Cavaleiro Madeira, com grandes benefícios financeiros para o clube. O voo é longo, faz escala em Caracas e Maracaíbo. No dia 12 de Agosto, o Benfica aterra em Barranquilla, no norte da Colômbia, junto ao Mar das Caraíbas, um dos portos mais importantes do continente americano, mais uma cidade nova a juntar a tantas que já conhece. «Bienvenidos Rey Eusébio y su corte», pode ler-se num pano desfraldado frente ao Hotel Majestic, onde a equipa se instala.
Mas o tempo não é muito. O Benfica defronta o Deportivo Junior, vence por 2-1, e segue de imediato para o aeroporto. Viaja em direcção a Bogotá onde faz a primeira escala, e depois um «stop over» em Lima, no Peru, antes de partir para Assunção, no Paraguai. Nossa Senhora Santa Maria de Assunção, na margem esquerda do Rio Paraguai. O Benfica desembarca, joga, derrota o Guarani (4-0) frente a mais de 30.000 espectadores, o segundo mais antigo clube do Paraguai, depois do Olmipia, com as suas camisolas de riscas pretas e amarelas inspiradas nessoutro velho conhecido do Benfica, o Peñarol de Montevideo, e retorna à Colômbia, repetindo escalas, para se dirigir, desta vez, a Guayaquil, no Equador, para jogar com o Barcelona Sporting Club, ou Barcelona de Guayaquil, fundado em 1925 por emigrantes catalães, como está bem de ver. 20.000 pessoas enchem o Monumental Pichincha para ver Eusébio. E vêem. Com o resultado em 2-2, Eusébio faz um golo extraordinário de mais de 40 metros que leva os equatorianos ao delírio. Será a sua recordação.

Sempre, sempre em viagem...
De Guayaquil a São Francisco, paragem seguinte, a comitiva benfiquista leva 21 horas ininterruptas. Os jogadores estão cansados, mas não desiludem os muitos portugueses da região, empatando (1-1) com o Boca Juniors. Em Los Angeles repete-se o resultado (1-1) e é tempo de regressar a casa, mesmo em cima da data de jogar a final da Taça de Honra com o Sporting. E partir, pouco depois, para Belfast, e defrontar o Glentoran para a primeira eliminatória da Taça dos Campeões Europeus.
O Benfica voa. Poder-se-ia dizer que voa como o Tempo. Não é por acaso que o seu símbolo é uma águia e que a ela cabia percorrer os céus do Mundo.
Nessa época de 1967-68, o Benfica atingirá a sua quinta final da Taça dos Campeões. Perderá em Wembley, para o Manchester United após prolongamento (1-4). Mas entre as eliminatórias com o Saint-Etiènne e com o Vasas de Budapeste, arranja tempo para dar uma saltada a São Paulo e para um particular com o São Paulo (2-3). A América do Sul estava na massa do sangue dos encarnados. No dia 7 de Agosto de 1968 está em Belém do Pará, na Amazónia, provando que não há destino que fique longe demais e visitando assim uma das cidades brasileiras com maior património cultural português do tempo da colónia. Faz um jogo com o Remo, empatando 1-1, e segue finalmente para Buenos Aires, correspondendo ao convite feito no ano anterior. É um torneio de grande fôlego. Um pentagonal que conta com as duas melhores equipas argentinas, River Plate e Boca Juniors, com o Santos de Pelé e com o Nacional de Montevideu. Mas o Benfica não está no seu melhor, Eusébio acaba de ser, mais uma vez, operado ao menisco e encontra-se, positivamente, preso por arames. Durante o torneio vão rebentar discussões, com os organizadores que não querem cumprir com os pagamentos combinados por causa da inferioridade visível de Eusébio que joga com um pano amarrado ao joelho e sacrifica-se até ao suportável da dor para não desiludir os que nele acreditam.
O torneio é um verdadeiro campeonato intercontinental com um pormenor - todos são do mesmo continente menos um, o Benfica. Vai disputar-se entre 11 e 25 de Agosto, com todos jogando contra todos. O Benfica entra em campo dia 11, frente ao Boca Juniors. Otto Glória é novamente treinador, Eusébio não aguenta o jogo inteiro e é substituído por Calado. Para o futuro, ficará a famosa fotografia de Eusébio, de joelho enfaixado, abraçado a Rattin, o grande defesa da selecção argentina. Ao golo de Suñe, de «penalty», aos 74 minutos, responde Jacinto, também de «penalty» quatro minutos depois. Entretanto, o Santos batia o River Plate por 2-1 e o Boca Juniors goleava o Nacional por 5-1.
Depois veio o sempre tão ansiado Santos-Benfica. Mas o Santos tem Pelé e o Benfica só tem algum Eusébio. Mais um vez será substituído por Calado. Os brasileiros fazem 3-0, com três golos de Toninho; Toni reduz, mas logo no início do segundo do tempo Toninho 4-1. O 4-2 é de Calado, a três minutos do fim. O Benfica está desde logo arredado da hipóteses de conquistar o troféu. Mas os seus jogos continuam a ser entusiasmantes, mesmo que Eusébio não possa ser o Eusébio do costume. O Santos empata em seguida com o Nacional (2-2), e o Benfica empata igualmente com o River Plate (3-3), com Eusébio a marcar um golo, de «penalty», e Torres a marcar dois. Os dois clubes argentinos empatam (0-0) e o Benfica soma nova derrota, frente ao Nacional (1-2), golo de Jacinto. Simões e Eusébio não jogam e perdem a possibilidade de reencontrar o guarda-redes brasileiro Manga, que tinham batido no Mundial de 1966, agora a jogar pelos uruguaios. Nacional, 1 - River Plate, 0; e Boca Juniors, 1 - Santos, 1, são os últimos resultados. O Santos leva o troféu. Para o infeliz Eusébio o consolo medíocre de também Pelé não ter marcado mais do que um golo durante o torneio.
Eusébio pode estar lesionado, mas é preciso seguir viagem, seguir sempre viagem. A equipa voa para Caracas, para um amigável com o Botafogo (0-2), para a Colômbia e para Bogotá, para jogar com o Independiente de Santa Fé (0-0), e finalmente para Nova Iorque, no Yankee Stadium, perante mais de 40.000 pessoas, novo Benfica-Santos, desta vez com um espectacular empate (3-3)."

Afonso de Melo, in O Benfica 

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Lixívia X

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica............. 25 (-1) = 26
Corruptos......... 22 (+5) = 17
Braga................18 (+2) = 16
Sporting........... 17 (+2) = 15


A palhaçada continua, é impressionante, nem é uma questão de coluna vertebral torta, é uma questão de total ausência de coluna vertebral!!! Transversal, a 99% dos azeiteiros, que têm um microfone à frente, ou um teclado qualquer com acesso directo aos pasquins!!!
Os Benfiquistas têm denunciado à muito tempo a forma corrupta, inquinada, como a PorkosTV realiza os jogos, com funcionários do PorkoKanal a condicionarem repetições, ângulos... e ainda a fazer desaparecer 'cassetes'. É uma história antiga. Os supostos canais abertos, incluindo a televisão pública, há muitos anos, condicionam os resumos das partidas: jogos onde o Benfica remata com perigo 10 vezes, e o adversário remata 3 vezes, quando chega o momento de escolher as imagens para o resumo de 2 minutos, mostra-se os 3 remates mais perigosos do Benfica (30%), e os 3 remates do adversário (100%)!!! Além da definição de 'oportunidade de perigo' ser diferente: para o Benfica só um golo salvo por milagre; enquanto um remate de 30 metros à nossa baliza, que passa a 10 metros ao lado da baliza, é uma jogada perigosíssima...!!!
Como é óbvio esta visão inclinada dos jogos, foi sempre visível na analise dos erros de arbitragem... nada de surpreendente. Os contactos, as intensidades, as linhas tortas... as leituras foram sempre enviesadas. Antigamente a maioria de Lagartos em tudo o que era televisão, rádio e jornais era indiscutível... Nos últimos anos, através de interesses empresariais (Oliveirinha...); de um jornal que se dizia ser um Bíblia, mas que permitiu a entrada de uma quantidade enorme de analfabetos adoradores de Satanás...; e através de um canal público que em nome de uma suposta descentralização delegou o Desporto a um grupo de avençados Corruptos... o número de jornaleiros, colunistas ignorantes e mentirosos, e paineleiros amantes de Corruptos na (des)comunicação social desportiva aumentou exponencialmente. E assim chegámos ao actual cenário: onde o Clube mais representativo a nível nacional, não tem mais de 5% de todo o 'espaço' na comunicação social desportiva; 5% talvez sejam verdadeiramente independentes; 50% são Lagartos; e os outros 40% são Corruptos!!! Assim, quando se trata de 'atacar' o Benfica, temos uma coligação negativa de pelo menos 90%, diariamente, em horário nobre nos canais de notícias, a usar todas as técnicas possíveis e imagináveis, mentindo, truncando, tentando criar uma onda negativa, anti-Benfica...
E que nas últimas semanas, chegou a patamares nunca antes vistos: além de interpretações tortas sobre contactos, intensidades, linhas tortas... agora, a moda, é simplesmente ignorar as Leis do Jogo!!! Agora, para insinuar que o Benfica foi supostamente beneficiado (ou não foi prejudicado), inventar Leis que não existem passou a ser normal... E ignorar Leis que existem, para afirmar que os Lagartos foram supostamente prejudicados, também é legitimo!!!
Eu até posso desculpar reacções 'a quente' de treinadores, jogadores no banco, ou até de dirigentes nos minutos após o final do jogo. Posso desculpar (ignorar) adeptos em discussões de café... Agora, profissionais, ex-árbitros, com acesso a várias repetições, que são pagos a peso de ouro para darem a sua opinião 'independente', com tempo para analisar, mesmo assim, não conseguem despir a camisola... Já não tenho paciência, vão todos para o caralho.

Numa semana, onde os 3 ditos grandes, todos, beneficiaram pelo menos de um erro grave de arbitragem, só se fala de um fora-de-jogo mal assinalado ao adversário do Benfica!!! E ainda dizem que eu sou 'maluco' por acreditar que existe uma cabala contra o Benfica, construída diariamente, por formiguinhas avençadas...

O Bruno Paixão na Choupana fez uma exibição razoável, mas foi mal auxiliado, pelos dois fiscais-de-linha. Pessoalmente, acho que demorou demasiado a 'sacar' o 1.º amarelo, beneficiando o Ghazal, o Boubakar e até o Zainadine... mas tirando o amarelo ao Samaris, na primeira falta que fez, até fez uma exibição tecnicamente e disciplinarmente equilibrada. Pelo menos comparando com outros artistas que normalmente temos que aturar. Em relacção aos foras-de-jogo houve várias más decisões: na 1.ª parte pelo menos dois ataques do Nacional deviam ter sido parados... por acaso, não deram golo; houve um fora-de-jogo marcado ao Luisão que me deixou dúvidas, mas o Lima acabou por rematar para as nuvens; no 2.º golo do Benfica, o Jonas está em jogo, como a foto prova; no lance anulado ao Marco Matias foi cometido um erro, não havia fora-de-jogo, e também não não acho que tenha sido pé em riste. O Júlio César parou, portanto nunca saberemos se seria golo... mas era uma jogada muito perigosa...
Uma das coisas que mais me irrita, quando oiço adeptos Corruptos a discutir as arbitragens, é a tendência que eles têm para misturar tudo: erros todos comentem, o problema é quando os erros são sempre para o mesmo lado... e quando são comprovadamente 'comprados'!!! E neste caso da Choupana, é o caso típico onde os Fiscais-de-linha erraram para os dois lados. Prefiro ganhar sem erros de arbitragem, mas não me envergonho destas vitórias, quando são erros honestos.
Eu sei que estes conceitos, são de difícil compreensão para qualquer adepto Corrupto, pois na cabeça deles, são todos iguais, corruptos como eles, mas o problema é deles...!!!



No Alvalixo assistimos a mais um banho de bola. Depois de Guimarães, agora foi o Paços a dar um banho aos Lagartos... supostamente a melhor equipa a jogar futebol à face do planeta, os Reis do Tiki-Taka...!!!
O ano passado, os Benfiquistas andavam enamorados pelo Marco Silva, pessoalmente, sempre tentei ser cuidadoso. A minha dúvida foi sempre a forma como o Marco Silva jogaria contra equipas, que jogassem com as linhas baixas, em bloco, e tentassem partir rápido para o ataque... e parece que a época está-me a dar razão...
Em relação à choradeira no final, e às entrevistas aparvalhadas que bêbados vão dando a jornaleiros, só me posso rir...
Vamos lá ver: o jogo começou com um fora-de-jogo mal tirado ao Paços de Ferreira, quase 3 metros em jogo; durante o jogo tanto o João Mário, como o Adrien deviam ter visto vários Amarelos e os respectivos Vermelhos; aliás bastava que o critério que foi usado para expulsar (bem) o Sérgio Oliveira fosse usado para os dois lados; tivemos um ataque do Sporting, com 6 jogadores em fora-de-jogo, repito 6 jogadores em fora-de-jogo... peço desculpa mas tenho que repetir, 6 jogadores em fora-de-jogo, que não foi assinalado... que culpa tem o árbitro do Carrilo ter feito as vezes do defesa?!...; o Mané também teve um remate por cima da baliza, sozinho, depois de partir em posição de fora-de-jogo; o fiscal-de-linha marca bem um fora-de-jogo ao Slimani, que mesmo sem tocar na bola, teve influência no lance: além de ter deixado dúvidas no guarda-redes do Paços, sobre quem iria dominar a bola, chegou mesmo a 'bloquear' o defesa do Paços, permitindo um remate à vontade do Montero...;  mas ainda houve outros lances que a PorkosTV não deu relevância: o Cedric empurrou um jogador do Paços na área aos 14 minutos, penalty por marcar...; por volta do minuto 28 o Sarr domina mal uma bola, divide a bola com o Jailson, o brasileiro vai ao chão, não houve qualquer repetição, portanto não sei se houve falta.

Resumindo: Sporting com várias decisões favoráveis, inclusive um penalty contra que ficou por marcar (pelo menos um!!!)... mas como o fiscal-de-linha tomou uma decisão certa, conforme as regras e as indicações de fora-de-jogo que são dadas aos árbitros, temos que aturar o choradinho do costume...!!!


No Estoril, tivemos mais uma grande exibição do Floptegui, dentro e fora do campo!!! No fim do jogo não resistiu à provocação do jornaleiro e lá mandou uma posta pescada sobre a arbitragem do jogo do Benfica... também aqui, nada de novo!!! O que ele gostaria é que o seu amigo Angel Villar fosse o chefe da arbitragem em Portugal!!!
Além da impunidade disciplinar do Casemiro e do Indi que já estamos habituados (verdadeiros herdeiros de uma 'antiga' tradição naquela organização...); de um fora-de-jogo mal assinalado ao Sebá (sem muita consequência); ficou um penalty clarissímo por marcar contra os Corruptos, por falta de Casemiro sobre o 'benfiquista' Kuca, que leva um toque no pé, quando tenta o remate. A repetição de frente, com a câmara da linha de fundo, é clara... Curiosamente, foi o ângulo menos usado nas repetições!!!

O único lance que os Corruptos se podem queixar, foi de um Amarelo que ficou por mostrar ao Sebá, por uma entrada aparvalhada!!!
Os Corruptos, em maré de saldos, pediram 3 penalty's!!! Aos 45 minutos, o Jackson disputou a bola no ar com o Rúben Fernandes, num lance perfeitamente normal, bem decidido. Aos 54 minutos, no mesmo lance aparecem dois jogadores Corruptos no chão, Danilo e e Brahimi... a repetição prova que não houve qualquer falta, num primeiro momento houve um corte na bola, e depois uma disputa de braços normal. No penalty assinalado contra os Corruptos, tudo normal... Agora a forma 'empalada' como o Fabiano sprintou para o penalty foi engraçada!!!
Apesar do erro principal ter beneficiado os Corruptos, tenho que admitir a minha surpresa e admiração, pelo trabalho do Soares Dias!!! Teve várias oportunidades de apitar favoravelmente aos interesses do Clube do seu coração (e a crítica especializada iria lhe dar cobertura), mas resistiu à tentação!!! Se calhar ainda está chateado com as críticas do Pintinho no jogo na Luz, do época anterior...!!!
O Rascord publicou hoje, que o Tozé foi apertado no túnel, por pessoas ligadas aos Corruptos, por ter marcado o penalty, alegando que terá sido acusado de falta de profissionalismo!!! Também aqui, tudo normal... a definição de profissionalismo para aqueles lados, foi sempre dúbia. Aliás as melhores profissionais que os Corruptos conhecem normalmente estão de perna aberta...!!!
Pelo que sei o Tozé não está emprestado, creio que os Corruptos ainda têm 50% da passe, mas o jogador pertence ao Estoril. Pelo que sei também, o rapaz antes de ter ido jogar para a Formação Corrupta, era Benfiquista, portanto esta 'falta' de profissionalismo está explicada...!!!
Uma nota ainda para mais uma falta de respeito do Cigano, que desta vez cuspiu em direcção aos adeptos do Estoril... nada de novo!!!
ADENDA: Esqueci-me de um episódio engraçado, também com o Cigano... mas que foi totalmente ignorado pelos jornaleiros: se por acaso num jogo do Benfica, um jogador tirasse a bola das mãos do nosso melhor marcador de livres directos (neste caso Brahimi), só porque sim... e depois desperdiçasse a oportunidade, teríamos novela para semanas...!!!

O Braga beneficiou de um duplo-amarelo em poucos minutos, jogando mais de 55 minutos contra 10. E mesmo assim só marcou perto do final da partida... Uma equipa como o Braga que só dá pau, beneficiar de expulsões adversárias, é um contra-senso!!!

Anexos:
Benfica
1.ª-Paços de Ferreira(c), V(2-0), Cosme, Prejudicados, Sem influência no resultado
2.ª-Boavista(f), V(1-0), Marco Ferreira, Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
3.ª-Sporting(c), E(1-1), Proença, Nada a assinalar
4.ª-Setúbal(f), V(0-5), Capela, Nada a assinalar
5.ª-Moreirense(c), V(3-1), Luís Ferreira, Prejudicados, (4-1), Sem influência no resultado
6.ª-Estoril(f), V(2-3), Vasco Santos, Nada a assinalar
7.ª-Arouca(c), V(4-0), Hugo Miguel, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
8.ª-Braga(f), D(2-1), Marco Ferreira, Prejudicados, (2-3), (-3 pontos)
9.ª-Rio Ave(c), V(1-0), Manuel Mota, Nada a assinalar
10.ª-Nacional(f), V(1-2), Bruno Paixão, Prejudicados, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)

Sporting
1.ª-Académica(f), E(1-1), Soares Dias, Beneficiados, (2-1), (+1 ponto)
2.ª-Arouca(c), V(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, (2-0), Sem influência resultado
3.ª-Benfica(f), E(1-1), Proença, Nada a assinalar
4.ª-Belenenses(c), E(1-1), Cosme Machado, Nada a assinalar
5.ª-Gil Vicente(f), V(0-4), Beneficiados, (1-4), Sem influência no resultado
6.ª-Corruptos(c), E(1-1), Benquerença, Prejudicados, Beneficiados, Impossível contabilizar
7.ª-Penafiel(f), V(0-4), Rui Costa, Beneficiados, Impossível contabilizar
8.ª-Marítimo(c), V(4-2), Manuel Oliveira, Beneficiados, (4-3), Sem influência no resultado
9.ª-Guimarães(f), D(3-0), Hugo Miguel, Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
10.ª-Paços de Ferreira(c), E(1-1), Bruno Esteves, Beneficiados, (1-2), (+1 ponto)

Corruptos
1.ª-Marítimo(c), V(2-0), Xistra, Nada a assinalar
2.ª-Paços de Ferreira(f), V(1-0), Mota, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
3.ª-Moreirense(c), V(3-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
4.ª-Guimarães(f), E(1-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar
5.ª-Boavista(c), E(0-0), Jorge Ferreira, Nada a assinalar
6.ª-Sporting(f), E(1-1), Benquerença, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
7.ª-Braga(c), V(2-1), Proença, Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)
8.ª-Arouca(f), V(0-5), Xistra, Beneficiados, Prejudicados, (1-6), Sem influência no resultado
9.ª-Nacional(c), V(2-0), Nuno Almeida, Nada a assinalar
10.ª-Estoril(f), E(2-2), Soares Dias, Beneficiados, (3-2), (+1 ponto)

Braga
1.ª-Boavista(c), V(3-0), Vasco Santos, Beneficiados, (1-0)?!, Impossível contabilizar
2.ª-Moreirense(f), E(0-0), Paixão, Prejudicados, (1-0), (-2 pontos)
3.ª-Estoril(c), V(2-1), Hugo Miguel, Prejudicados, (3-1), Sem influência no resultado
4.ª-Arouca(f), D(1-0), Proença, Nada a assinalar
5.ª-Nacional(f) E(1-1), Jorge Tavares, Prejudicados, Impossível contabilizar
6.ª-Rio Ave(c), V(3-0), Bruno Esteves, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar
7.ª-Corruptos(f), D(2-1), Proença, Prejudicados, (2-2), (-1 ponto)
8.ª-Benfica(c), V(2-1), Marco Ferreira, Beneficiados, (2-3), (+3 pontos)
9.ª-Académica(f) E(1-1), Bruno Paixão, Nada a assinalar
10.ª-Gil Vicente(c), V(2-0), Manuel Oliveira, Beneficiados, (0-0), (+2 pontos)