Últimas indefectivações

quarta-feira, 3 de maio de 2023

Os beneficiados chorões


"A comparação deveria ser do domínio do absurdo, mas é verdadeira e não surpreende quem, jornada após jornada, segue atentamente o Campeonato Nacional português de futebol. Desde 2019/20, o FC Porto beneficiou de 47 grandes penalidades, enquanto o Benfica se ficou pelas 27.
Escrito de outra forma, no período em análise, as equipas de arbitragem assinalaram uma grande penalidade favorável ao FC Porto em cada 251 minutos, enquanto precisaram de 437 para descortinar uma a favor do Benfica. Ou seja, um penálti para os portistas em cada três jogos (incompletos) e um penálti para o Benfica a cada quase 5 jogos.
Anomalia estatística? Reflexo do tipo de jogo ou das características técnicas (não “artísticas”) dos jogadores? Azar? Até poderia ser, mas quem vê os jogos sabe que não é o caso e dados estatísticos como oportunidades de golo esperadas, remates, ações na área adversária, etc, não estabelecem correlação, pelo contrário até revelam uma discrepância entre a realidade e o que seria expectável face a esses dados.
Recupero um artigo da minha autoria, publicado em O Benfica há pouco mais de um ano: O FC Porto era, entre os cinco primeiros classificados dos campeonatos dos 15 países melhor posicionados no ranking europeu de clubes, o líder destacado em adversários admoestados com cartão vermelho, uma situação que não encontrava paralelo, nem de perto nem de longe, com o observado na Liga dos Campeões. Por conseguinte, era esmagador, a favor do FC Porto quando comparado com o Benfica, o tempo jogado em superioridade numérica. E, claro, invertiam-se os papéis na análise do tempo jogado em inferioridade numérica, em que o Benfica “superava” o FC Porto.
O que se passa então em 2022/23? A resposta é fácil de adivinhar: 11 cartões vermelhos a adversários do FC Porto, 4 a adversários do Benfica, sendo que um deles foi após o apito final.
A facilidade com que adversários do FC Porto são expulsos só é comparável ao empenho dos árbitros na “gestão” do capítulo disciplinar em jogos do Benfica, também visível na admoestação de cartões amarelos: 86 a adversários do Benfica; 118 amarelos a adversários do FC Porto.
É com estes dados em mente, além do que é facilmente perceptível pelo que se vê no campo, que se deve interpretar as lamentações de responsáveis portistas sobre arbitragens. Como é óbvio, não passam de propaganda reles, porque nem sequer é demagógica, é mesmo mentirosa e mais do que gasta. Que continuem a ter efeito, é vergonhoso, mas também não surpreende."

João Tomaz, in O Benfica

Todos os caminhos vão dar a Barcelos


"Portugal está equipado com boas autoestradas, desde a A1 à A44, em funcionamento de norte a sul do país. A CP tem a mesma cobertura geográfica, através de comboio. Os aeroportos do Porto, de Lisboa e de Faro levantam aviões para os quatro cantos do mundo. Os portos de Leixões e de Lisboa recebem e enviam embarcações diariamente. Não faltam, como se percebe, opções disponíveis para viajar dentro e para fora de Portugal. No entanto, por muitas rotas que estejam disponíveis, amanhã à noite todos os caminhos vão dar a Barcelos.
Faltam 5 jornadas para a Liga 2022/2023 chegar ao fim, e se o Benfica ganhar pelo menos 4 jogos será campeão nacional. Penso que nenhum benfiquista olharia para este cenário com mais olhos antes de a época começar, mais ainda se considerarmos que há exactamente um ano, á entrada para a 30.ª jornada, o Benfica estava no 3.º lugar a 15 pontos da liderança. Há dois anos, a posição na tabela era a mesma, e a distância para o 1.º lugar era de 10 pontos. Estamos, portanto, a entrar na reta final dentro de um contexto bem mais favorável para sermos felizes. Temos sido felizes no campeonato ao longo do ano, mas é no mês de maio que todos queremos verdadeiramente sorrir. Aliás, penso que depois de andarmos de cara sorridente desde agosto, ninguém tem cara para exibir outra expressão facial.
Depois de a equipa do mister Schmidt ter despertado a onda vermelha, chegou o momento de ser também a onda vermelha a empurrar a equipa do mister Schmidt. Esta não é a hora de festejar nem de criticar, de euforias nem de desesperos. É tempo de apoiar ainda mais e jogar á Benfica. Todos os caminhos vão dar a Barcelos."

Pedro Soares, in O Benfica

Cinco finais


"Estamos na fase de todas as decisões. Nas próximas semanas saberemos se a temporada do Benfica fará justiça ao futebol praticado durante meses, recuperando um título que nos escapa desde 2019, ou se, pelo contrário, deixaremos fugir a hipótese de voltar a ser campeões depois de uma caminhada tão prometedora - e esta é, naturalmente, uma eventualidade que agora nem sequer queremos colocar.
À medida que o tempo passa, a ansiedade cresce. Os dias que decorrem entre as jornadas são lentos e dolorosos. É pena não podermos jogar já tudo de seguida, e acabar logo com o sofrimento. A vida de adepto apaixonado é difícil, e tem destas coisas. O Benfica enche-nos. De alegria nas glórias, de tristeza nas derrotas, de ansiedade nas incertezas.
Sábado, em Barcelos, temos de ganhar. Qualquer outro resultado será altamente penalizador. É verdade que dispomos de uma margem de 4 pontos, mas o calendário ainda nos impõe uma recepção ao SC Braga (que também luta pelo título), e uma visita a Alvalade (jogo da época para um rival afastado de todos os outros objetivos). A inesperada derrota de Chaves expôs-nos necessariamente a um desses jogos. Perder pontos em Barcelos significará expormos a ambas, ou, melhor, a todos, criando uma enorme pressão sobre a equipa, e dando motivação suplementar aos adversários.
Depois de quatro exibições bastante pobres, o jogo de Milão revelou algumas melhorias. A partida com o Estoril consubstanciou essas melhorias, nomeadamente ao nível da velocidade e da pressão, faltando retomar uma maior eficácia diante das redes. Mostrou também que temos em João Neves, Neres, Musa e Guedes alternativas válidas para os próximos compromissos.
A onda vermelha vinda das bancadas também entra em campo. Em Barcelos será fundamental o apoio de todos. Juntos, iremos conseguir."

Luís Fialho, in O Benfica

Um dia de jogo


"Um dia de jogo na Luz é bem mais que um dia de jogo, porque o Benfica é bem mais que um clube de futebol.
Uma ida ao jogo prepara-se com antecedência. As famílias organizam-se pelas aldeias, vilas e cidades. Partilham-se carros, racham-se despesas, fretam-se autocarros e elege-se o jogo e a viagem para cá e para lá como um dos bons momentos da vida em família e com os amigos.
O mesmo se passa em Lisboa, mais próxima do estádio, mas onde é preciso competir por um lugar nas bancadas cada vez mais cheias.
E se é assim com as massas adeptas, é também assim como as centenas de milhares de sócios a quem o calendário desportivo cria oportunidades únicas de reencontro com a equipa e com o inferno da Luz. Todos querem estar, e é precisamente por isso que é tão importante para a Fundação assegurar presença nos jogos para os mais diversos públicos com quem trabalhamos e que nos procuram constantemente.
E o Benfica responde sempre sim. Mesmo nos jogos mais concorridos arranja sempre maneira de encontrar o tempo e o espaço necessários para receber quem mais precisa, da infância à idade de ouro.
Por mais renhido que esteja o Campeonato e por mais concorrida que seja a bilheteira, o Benfica encontra sempre tempo e espaço para focar a sua atenção e o seu carinho nas pessoas. Encontra sempre espaço para ser quem é: um Benfica imenso e místico, das pessoas, para as pessoas e com as pessoas!"

Jorge Miranda, in O Benfica

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"1
O Benfica está um ponto de se sagrar tricampeão nacional de futebol no feminino;

7
João Neves foi o 7º jogador da formação do Benfica utilizado no onze inicial por Roger Schmidt. São ainda 4 os que foram chamados a partir do banco;

14
Neres leva 14 assistências para golo (em 43 jogos), o que o coloca no top25 dos jogadores do Benfica com mais assistências para golo em competições oficiais desde 2009/10. No atual plantel, só Grimaldo (3º com 61 em 298 jogos), Rafa (4º com 51 em 269 jogos) e João Mário (15º com 19 em 91 jogos) o superam neste capítulo do jogo. Neres tem uma média de 0,33 assistências para golo por jogo, seguido por João Mário com 0,21. Na presente temporada, Neres partilha a liderança deste ranking com Grimaldo, mas em menos 1913 minutos de utilização (inclui tempos adicionais);

22
O Benfica terminou a fase regular do Campeonato Nacional de futsal no feminino com um pleno de triunfos;

100
Cloe Lacasse atingiu a centena de golos de águia ao peito, é a 2ª mais goleadora de sempre do Benfica, só superada por Darlene. A canadiana lidera os rankings benfiquistas no Campeonato, na Liga dos Campeões e na Taça da Liga;

101
De acordo com dados da Sofascore, João Neves foi o jogador com mais ações na partida que opôs Benfica a Estoril, 101. O seguinte foi Grimaldo, com 86. Uma estreia sempre a procurar a bola;

4780
Odysseas Vlachodimos é o jogador mais utilizado por Roger Schmidt, com 4780 minutos em campo (inclui tempos adicionais). Após o jogo com o Estoril, passaram a ser 4, além do guarda-redes, os jogadores com mais de 4000 minutos de utilização na presente época: Grimaldo (4675); João Mário (4082); Otamendi (4066)."

João Tomaz, in O Benfica

terça-feira, 2 de maio de 2023

Editorial


"1. Solidez, consistência e confiança. O Benfica lidera desde a 1.ª jornada e está a 4 vitórias de garantir o objetivo para o qual trabalhamos desde o início da época. Voltou á trajetória de vitórias diante do Estoril e quer confirmá-la amanhã diante do Gil Vicente. Somos a equipa com o melhor ataque e a melhor defesa da competição, numa prova inequívoca da qualidade que espelhamos desde o primeiro minuto, e sem paralelo com os nossos rivais. Pressão? Claro que sim: pressão para vencer todos os jogos, como sempre acontece. Isso é o Benfica, e todos sabemos! Sempre foi, e assim será. E com o apoio dos nossos adeptos, numa união que é uma couraça só mesmo nossa, vamos chegar aonde merecemos estar.

2. No futebol feminino há três cifras que merecem elogio: Filipa Patão chegou aos 100 jogos na liderança da equipa; Cloé Lacasse marcou 100 golos com a camisola do Benfica; estamos a 1 ponto de garantirmos o tricampeonato, naquele que tem sido um trajeto notável do Clube na afirmação e na projeção da modalidade em Portugal.

3. Em destaque nesta edição do jornal O Benfica, tudo o que envolve a final four da Champions feminina de hóquei em patins no Pavilhão Fidelidade, neste fim de semana. Maria Sofia Silva foi a Protagonista e deu o mote: oferecer ao Benfica mais um título europeu! É com essa ambição que milhares vão estar neste fim de semana a apoiar e a elevar o sonho de mais um troféu europeu no Museu Cosme Damião. Fica a reportagem nos bastidores de tudo o que não pode perder."

Pedro Pinto, in O Benfica

Teto salarial no futebol


"O presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, aventa a implementação de um teto salarial no futebol, à imagem das ligas profissionais norte-americanas, para estimular a competitividade.
A remodelação do Fair Play Financeiro, agora denominado "Regras de sustentabilidade financeira", procura afinar o controlo das finanças e introduz melhorias nos limites dos custos (por exemplo, um clube com uma boa situação financeira tem uma margem adicional de 10 milhões de euros quanto aos prejuízos permitidos), mas não tem efeito na imprevisibilidade das competições. O teto salarial até já está contemplado, em parte, nas regras. O somatório dos custos com salários, transferências e comissões para agentes não pode superar 70% das receitas. Com esta limitação, procura-se proteger os clubes de si próprios. Mas pouco estimula a competitividade.
A imposição de um limite aos custos consoante as receitas, enquanto medida isolada, pelo contrário acentua a propalada falta de competitividade, protegendo quem, no presente, granjeia mais receitas, e dificultando os saltos competitivos de outrem, os quais implicam investimento avultado. São necessárias, neste contexto, regras mais apertadas do lado das receitas. À cabeça, as injeções de capital transvestidas de patrocínios. E, também, o tal teto salarial referido por Ceferin, em princípio bem acolhido pelos clubes (claro!) e criticado por jogadores (como é óbvio!).
Porém, há que ter cautela na mimetização dos modelos implementados nos EUA, bem-sucedidos no que respeita à competitividade desportiva e à sustentabilidade financeira. Todos definem uma percentagem da previsão de receitas totais da liga atribuída a salários de jogadores, mas no futebol americano o teto é igual para todos os clubes, enquanto na NBA há uma imensidão de regras de cálculo do que cada pode gastar em salários. Acresce que estas ligas são fechadas e não têm concorrência global (mais ninguém consegue pagar tanto aos jogadores). A realidade do futebol é (pode ser) diferente."

Tantas tentativas 'desperdiçadas'!!!



O Futebol é Momento #31 - Acreditar é o verbo!

RND - Soares: Dualidades!!!

A Verdade do Tadeia #797 - As dificuldades dos candidatos

Segunda, excerto...

3x4x3, excerto...

Três vitórias

Mauro Xavier, in Record

Passos para o sucesso

Vasco Mendonça, in A Bola

Esclarecidos?!

Criminoso?!

Segunda parte com:


"=> 17 faltas
=> Cinco paragens para substituições
=> Três paragens para ida ao monitor do VAR (um penalti, um vermelho e um golo anulado)
=> Jogadores da equipa em inferioridade a queimar tempo
O árbitro Rui Costa teve a coragem/lata/desonestidade/sem vergonhice de dar apenas quatro minutos de compensação! Quatro, leram bem! Desses quatro jogou-se um minuto e meio, e como se não bastasse, dá por encerrado o jogo com o Boavista em ataque promissor.
Para o Duarte Gomes isto que acabámos de descrever não deve ter sido criminoso. Só os penaltis correctamente assinalados a favor do Benfica merecem esse estatuto.
Para o CA da FPF, de que faz parte Paulo Costa (pura coincidência desta vida), irmão de Rui Costa, está tudo perfeito. Agora é nomear o Artur numa das próximas três jornadas do Benfica e está feito o trabalho.
Fechem esta merda a que chamam Liga Portuguesa! De uma vez por todas!

P.S.- Ah, o mesmo Rui Costa tinha apitado no fim de semana passado o Benfica. Nesse jogo o tempo útil de jogo foram 52 minutos e o tempo de compensação foi 4+5 minutos. O jogo da vergonha de ontem no Estádio do Calor da Noite teve 47 minutos de tempo útil e o tempo de compensação foi 1+4 minutos. Que NOBRE campeonato! Só dá para rir desta merda, não há outra forma de encarar isto.

P.S.2- Ah, Rui Costa já atingiu o limite de idade para arbitrar mas foi convidado a continuar no quadro de árbitros da 1ªLiga, certamente devido à enorme qualidade e imparcialidade que demonstra em cada jogo que apita."

Ainda não descobriram que existem formas mais honestas de ganhar jogos.

Vinte e Um - Como eu vi - Gil Vicente