Últimas indefectivações

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Sonho continua...

Benfica 4 - 0 Qiryat Gat


Vitória esperada, mas só conseguida no 2.º tempo, após a entrada de três jogadoras mais criativas, pois as Israelitas, 'fecharam-se' bem lá atrás!!!

O sonho da qualificação para a fase de grupos da Champions, mantém-se...

No próximo sábado nova eliminatória, desta vez contra as Luxemburguesas do Racing FC, novamente em Zenica na Bósnia. Teoricamente, teremos mais um jogo relativamente acessível, mas não existem vitórias antes do apito inicial...!!!

Contas...

105x68...

Lotação esgotada


"Com os adeptos, pelos adeptos, partimos com a ambição de garantir o lugar que merecemos na Liga dos Campeões. O Estádio da Luz terá lotação esgotada, com perto de 20 mil Benfiquistas a puxarem e apoiarem a equipa, o que fará toda a diferença. Conforme Jorge Jesus afirma, "os adeptos são o 12.º jogador, mas às vezes até o 10.º ou o 11.º".
"Tanto o Benfica como o PSV não deviam estar aqui, mas, sim, na fase de grupos, porque são equipas à imagem das grandes da Champions", começou por afirmar Jorge Jesus, no lançamento da partida agendada para hoje, às 20 horas, no Estádio da Luz, referente à primeira mão do play-off de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões.
São, por isso, muito elevadas as expectativas em relação a esta eliminatória, a qual opõe dois adversários com legítimas aspirações, em função dos respetivos históricos e qualidade dos plantéis, a participarem no patamar seguinte da mais importante prova europeia.
Tanto Benfica como PSV iniciaram bem a temporada, somando vitórias em todos os jogos disputados. Perspetiva-se, portanto, que o confronto seja marcado pelo equilíbrio, além de marcadamente ofensivo em função do tipo de futebol praticado por ambos.
"Vamos encontrar um PSV muito agressivo ofensivamente, com muito talento individual na frente, jogadores que resolvem muitas situações sozinhos", prevê Jorge Jesus, que reparte o favoritismo entre Benfica e PSV para a passagem e atribui aos pormenores o que determinará o vencedor nesta contenda.
O capitão de equipa André Almeida, porta-voz do grupo de trabalho na antevisão a este desafio, disse: "Estamos com a mentalidade certa, temos um grupo forte e estamos confiantes para este jogo." Sobre o PSV, afirma que se trata de "uma equipa forte, com excelentes jogadores".
E deixou um apelo aos Benfiquistas: "Continuem a vir ao Estádio, a apoiar a equipa como têm feito nestes primeiros jogos, é extremamente importante para nós. Sempre que os temos do nosso lado é difícil pararem-nos."
Noutra latitude, a nossa equipa feminina de futebol inicia hoje, às 16 horas, em Sarajevo, a ronda 1 de acesso à Liga dos Campeões, na qual defrontará as israelitas do Kiryat Gat. Em caso de vitória, no dia 21 terá de bater o Racing FC Union Luxembourg, que venceu o SFK 2000 Sarajevo ao final desta manhã, para se apurar para a ronda seguinte (disputada a duas mãos e que dá acesso à fase de grupos com 16 participantes).
André Vale, membro da equipa técnica, deu conta da enorme ambição sentida no seio do plantel: "Vamos para ganhar, mas como o Benfica gosta de ganhar: com qualidade, a dar espetáculo e a cativar os adeptos, para que olhem para a modalidade de uma forma diferente."

P.S.: Devido às restrições impostas pela pandemia nos jogos internacionais, não haverá esta noite o tradicional voo da águia antes da partida Benfica-PSV."

Treino...

Paulo Bernardo, o “regista” que não pode ser desaproveitado


"Poderá não ser na presente época – a Segunda Liga, competitiva, com jogos que obrigam a esgrimir argumentos ofensivos e defensivos, fará maravilhas pelo seu crescimento – mas o talento de Paulo Bernardo não pode ser desperdiçado de forma alguma.
Em Penafiel contra os “homens de barba rija”, deixou o perfume de quem encontra sempre argumentos técnicos para sair dos espaços curtos, para receber com qualidade, fazer a equipa respirar e progredir no relvado. Aos dezanove anos, o “regista” deixa muita expectativa sobre o (elevado) nível que poderá atingir no futuro."

SL Benfica | Uma equipa com ambições renovadas


"A equipa de andebol do SL Benfica parte para a nova época com as expectativas em alta, depois das mexidas que tem feito no mercado de transferências. Já passam 13 anos desde a última vez que o andebol encarnado conquistou o seu último campeonato e a verdade é que, no papel, parece que as hipóteses de quebrar esta seca nunca foram tão grandes.
A última temporada teve um balanço negativo para as águias, mas realista face às armas de que a equipa dispunha em relação aos clubes rivais. Apesar disso, a época deixara alguns sinais positivos para o futuro e fez com que pudesse ser estabelecida uma base à volta da qual pode ser construída uma equipa mais profunda, capaz de lutar em todas as frentes.
A nível de saídas, o SL Benfica viu sair jogadores que não eram reais mais-valias para a equipa, sendo substituídos por jogadores que darão mais garantias.
O lateral-direito Kévynn Nyokas era um jogador que, num dia bom, era capaz de contribuir com uma boa quantidade de golos. No entanto, para além de não ser um grande defensor, era também um jogador com uma forte propensão a cometer falhas técnicas que resultavam em contra-ataques para a equipa adversária.
O jovem pivot Pedro Loureiro era um jogador que pouco contou para o plantel. Já o ponta-esquerda João Pais viria a colocar um ponto final na sua carreira após mais de dez anos ao serviço do Sport Lisboa e Benfica.
O pivot Matic Suholeznik foi a saída mais recente a ser anunciada. Dos reforços da época passada, o internacional esloveno foi o que menos me convenceu, não sendo a âncora defensiva que prometia ser, e demonstrando ser um jogador lento e preso de movimentos.
Quanto a chegadas, a primeira a ser anunciada foi a do internacional português Alexis Borges. O pivot luso-cubano está, assim, de regresso a Portugal depois de um ano ao serviço dos franceses do Montpellier, sendo uma das aquisições mais sonantes deste mercado nacional.
Para a posição de lateral-direito (uma das mais carenciadas no SL Benfica nos últimos anos) vieram dois jogadores. O primeiro a ser apresentado foi Demis Grigoras, um internacional romeno que chega dos franceses do Chambery Savoie, sendo um lateral com bom remate, e também muito habilidoso no 1vs1 e que combina bem com o pivot.
Não sendo um atirador nato como é Petar Djordjic, é um jogador com um perfil que encaixa no modelo de jogo de Chema Rodriguez, que gosta de laterais móveis, desequilibradores e que tomem boas decisões.
O outro lateral-direito a ser contratado foi o esloveno Tadeq Kljun. Um jovem de 20 anos vindo do Celje, uma das melhores escolas de andebol do mundo, sendo um lateral móvel com uma boa meia-distância e que, ganhando alguma massa muscular, terá tudo para se tornar num lateral-direito que faça a diferença nos dois lados do campo.
Para a ponta-esquerda chegou um dos grandes nomes do andebol mundial nos últimos 20 anos. Aos 40 anos, Jonas Kallman chega ao SL Benfica após uma carreira ao mais alto nível. Apesar da idade avançada, o antigo internacional sueco ainda se exibia ao mais alto nível na Europa. Chega a Portugal com um currículo invejável, no qual conta com 5 campeonatos espanhóis, 2 campeonatos húngaros, 1 Taça EHF, 3 Champions e 1 medalha de prata olímpica.
Tendo em conta os seus dois metros de altura, será uma mais-valia na defesa, sendo uma ótima peça para trocar posição com Petar Djordjic no momento defensivo. A sua experiência ao mais alto nível, o seu currículo e o seu profissionalismo podem também ser uma mais-valia para o balneário.
Recentemente, surgiu mais uma bomba no mercado nacional, com o pivot internacional brasileiro Rogério Moraes a assinar pelos encarnados. O jogador, de 27 anos, conta com duas Champions no currículo, tendo já representado clubes como o Vardar, o PSG e o Veszprem, este último pelo qual viria a rescindir contrato devido a questões pessoais, tendo o SL Benfica aproveitado esta oportunidade de mercado.
Com estes reforços o SL Benfica sofreu um claro upgrade no plantel, sendo que estes jogadores contratados resolvem vários problemas que a equipa apresentava. Primeiro que tudo, a equipa ganha mais peso e altura, aspetos em que ficava atrás dos clubes rivais nas últimas épocas.
Com a contratação de Alexis Borges e de Rogério Moraes, os encarnados ganham dois pivots capazes de fazer a diferença nos dois lados do campo, algo que a equipa não possuía há anos. Juntando a estes dois o sueco Jonas Kallmann, a equipa ganha três especialistas defensivos, oferecendo mais soluções à equipa.
Neste momento, o plantel apresenta duas lacunas visíveis: a primeira é o facto de não haver um lateral-direito que seja um especialista defensivo. Grigoras é outro lateral que não defende, enquanto Kljun ainda precisa de se desenvolver fisicamente para se tornar fundamental na defesa. Quanto ao internacional português Belone Moreira, o treinador Chema Rodriguez já assumiu numa entrevista que pretende apostar nele na posição de central.
A outra lacuna, é o facto de não haver nenhum lateral-esquerdo que possa assumir-se como uma alternativa ofensiva ao goleador Petar Djordjic. O espanhol Arnau García é um bom defensor, mas acrescenta muito pouco no ataque, enquanto o brasileiro Luciano Silva é ainda muito jovem e não terá muito espaço neste plantel. A colmatação desta lacuna pode ser feita com mais um ataque ao mercado.
Quanto aos rivais, o Sporting CP fez uma revolução no plantel, contratando muitos jogadores jovens, com muito potencial, mas que ainda precisam de crescer, o que faz com que os verde e brancos estejam um degrau atrás de SL Benfica e FC Porto nesta época.
Já os dragões, apesar de terem perdido alguns jogadores importantes como Miguel Martins e André Gomes, mantêm grande parte da sua base e ainda se reforçaram no rival leonino com a contratação de Pedro Valdés, acrescentando assim mais um especialista defensivo a uma das equipas mais fortes da Europa nesse lado do campo.
Analisando os dois plantéis, diria que o SL Benfica tem melhor plantel a nível ofensivo e o FC Porto está mais forte a nível defensivo, fazendo antever duelos que serão muito emocionantes e disputados.
No meio deste forte investimento, existem, no final, duas questões quanto ao que esta equipa do SL Benfica poderá dar: primeiro, se o treinador Chema Rodriguez terá capacidade e competências para fazer esta equipa render enquanto coletivo; e segundo, se estes jogadores serão capazes de se mostrar empenhados e comprometidos com o SL Benfica, sabendo exibir-se ao seu melhor nível, não seguindo o exemplo de vários jogadores que representaram o andebol encarnado nos últimos anos."

Benfica Podcast #415 - Plowing through August

A extinção dos adeptos no estádio


"Quinhentos e um dias. Por força de uma pandemia que infecta e mata milhares diariamente eu e tantos fomos obrigados a ficar em casa e assistir pela TV a peladinhas glorificadas. A jogos nuns estádios vazios em que 22 jogadores vestiam os seus equipamentos, compareciam no relvado na hora acordada e jogavam para câmaras de TV, sabendo que por força da tecnologia todo o seu esforço não seria visto apenas pelas vazias cadeiras de um estádio abandonado. Repito, não foi futebol, foram peladinhas glorificadas. O futebol tornou-se "futebol", apenas ligado à máquina artificialmente para que os contratos televisivos e publicitários se mantivessem intactos e para que os viciados no jogo não perdessem a sua droga. E bem, que já tinham bastado os 3 meses em que realmente o futebol esteve parado.
Mas quinhentos e um dias depois, um ano e cinco meses depois...o regresso. O retomar do ritual: Combinar nos grupos de whatsapp. Comprar o bilhete. Vestir a camisola. Colocar o cachecol nos ombros. Entrar no carro com destino ao estádio. Estacionar. E onde antes o encontro era nas roulotes, agora passou a ser na esplanada de um restaurante. Cenário diferente, mas o mesmo ambiente. Saber que durante umas horas antes do jogo vamos estar de cerveja na mão a falar com amigos de táticas, memórias, presidentes, planos, treinadores, a vida, jogadores, família, o vírus, comida, eleições, séries de TV, rivais, música, deslocações, os piores jogadores do clube, os melhores jogadores do clube...de tudo e mais alguma coisa e entretanto falta 1/4 de hora para o jogo começar e é altura de ir para o estádio. Percorrer corredores familiares, a visão do relvado, subir a escadaria, esticar o cachecol, entoar o hino e entretanto a bola rola e o estado de espírito alterna entre o silêncio do nervosismo, o protesto da irritação e as palmas e o cântico do contentamento.
O árbitro apita para o final e o Benfica vence. Levantar da cadeira e sentir que após quinhentos e um dias uma parte importante da vida está de regresso. Falta o reencontro com os amigos, nova ida para a esplanada para mais cerveja, mais conversas, mais outro reencontro com novos amigos, mais uma cerveja, mais uma conversa já no meio da rua e entretanto são 2 da manhã. Chegar às imediações do estádio às 14h da tarde, sair às 2h da manhã. Doze horas a Benficar é um bom medidor das saudades que eu e tantos tínhamos disto. Nós, os últimos dos Moicanos, os índios que ainda vão ao estádio.
Há uma reflexão a fazer e que ninguém está a fazer: mesmo depois de tanto tempo com os adeptos afastados do futebol, mesmo com as lotações reduzidas a 33%, os bilhetes não estão a esgotar. Nem na Luz, nem em lado nenhum. Já houve um jogo na Primeira Liga com apenas 500 curiosos. Cada vez mais as pessoas resolvem assistir pela TV e parece que ninguém se preocupa. Pior, parece que fazem de propósito para acelerar a queda do futebol enquanto passatempo de famílias e espetáculo ao vivo. E qualquer dia até enquanto espetáculo de TV. O inenarrável "cartão do adepto" é o mais recente exemplo. Uma burocracia que obriga ao gasto de mais 20 euros, que proíbe os jovens nos estádios, que ataca a dignidade dos adeptos, que presume o crime ainda antes de qualquer crime, que coloca uma estrela de David nas suas palas e que resolve absolutamente zero.
Tomaram todos os membros dos grupos organizados como criminosos e patetas e agora são eles que gozam com os políticos. Deixam os sectores do cartão e mudam-se para o sector ao lado. Queriam enjaulá-los, separá-los dos restantes adeptos e agora ainda mais misturados estão. Com a lamentável excepção dos Super Dragões, tem havido um boicote total ao cartão do adepto e é isso que fará esta miserável experiência morrer. Mas o mal já está feito: Mais cadeiras vazias, mais arma de arremesso para os dirigentes: adeptos do Vizela querem ir a Alvalade? Não vão porque o Sporting só vende a quem tem cartão. Adeptos do Sporting querem ir a Braga? Bilhetes a 93 euros. Os dirigentes matam o futebol e qualquer dia já ninguém vai aos estádios. Vêem pela TV? Qualquer dia nem isso. Quem quer ver ad eternum um espetáculo com jogadores medianos e cadeiras vazias?
Contra isto tudo, os índios, os últimos dos Moicanos, continuam a tentar ir à bola. Uma espécie em vias de extinção que aguarda a semana à espera do dia de vestir a camisola, colocar o cachecol aos ombros, ir em direção ao estádio (às vezes com duas, três, seis horas de viagem), passar a tarde a falar de tudo e mais alguma coisa, subir a escadaria, entoar o hino e sofrer, gritar, chorar, protestar, amar o futebol.
O problema? O problema é que segundo o último census, já só sobram 3000 Moicanos nos EUA."

terça-feira, 17 de agosto de 2021

Antevisão...

Roman Yaremchuk | Um ídolo em ascensão na Luz?


"O mercado está ao rubro, na Luz, e a chegada de Roman Yaremchuk é prova disso mesmo. O ucraniano é a mais recente contratação do emblema encarnado. Se por um lado o ataque fica indiscutivelmente mais forte, por outro é certo que haverá saídas do plantel encarnado naquilo a que a avançados diz respeito.
Atualmente há no plantel várias opções para o terreno que pisará, certamente, Yaremchuk. Seferovic, Carlos Vinícius, Darwin, Gonçalo Ramos, Rodrigo Pinho e ainda Waldschmidt são os nomes que poderão jogar numa posição mais avançada do terreno de jogo.
Contudo, é certo de que haverá nomes na porta de saída. Os mais falados são Haris Seferovic e Carlos Vinícius, curiosamente, dois dos avançados que têm tido épocas mais prolíferas de águia ao peito.
Yaremchuk esteve em destaque na última temporada ao serviço do Gent, clube que milita na primeira divisão da Bélgica, onde apontou 23 golos e oito assistências em 43 aparições pelo KAA Gent. Também no Europeu que se realizou este ano, o ucraniano apresentou-se a um excelente nível ao apontar dois golos pela sua seleção. Curiosamente, Yaremchuk é apenas o segundo ucraniano a representar o SL Benfica em 117 anos de história.
Com 1,91 metros de altura, Yaremchuk, ou simplesmente Roman, para ser mais fácil, é um ponta de lança com uma técnica aprimorada e que vem acrescentar imensa qualidade ao processo ofensivo das águias, sendo o homem alvo do ataque. Do ucraniano espera-se, para além de movimentações, com e sem bola, de desmarcações a rasgar as defesas adversárias.
Com a sua estampa física poderia muito bem ser um avançado estático que espera pela que a bola caia nos seus pés, mas, pelo contrário, Yaremchuk procura ter bola e é mesmo capaz de recuar um pouco no terreno para ajudar na construção do ataque.
O avançado ucraniano faz lembrar, em certa parte, Jonas. Claro que num patamar inferior, mas com potencial para se tornar numa referência no Sport Lisboa e Benfica. A disponibilidade que traz ao jogo e o facto de ser capaz de recuar para procurar ter bola assemelha-se ao ídolo brasileiro.
Nesta temporada, e já de águia ao peito, o mais recente reforço dos encarnados conta já com um golo e duas assistências em dois jogos com um agregado de apenas 82 minutos jogados. Uma coisa é certa: se mantiver o nível que tem mostrado neste arranque de temporada tornar-se-á, muito rapidamente, numa lenda para os adeptos.
O potencial está lá, mas é também necessário assentar os pés na terra e perceber que Roman Yaremchuk não é um semi-deus (pelo menos por enquanto), mas para já começa bem. O ponta de lança foi contratado por 17 milhões de euros e o Sport Lisboa e Benfica fica com 75% do passe do jogador.
Comparado o valor pago ao de outros atletas, Roman Yaremchuk foi até barato. É um jogador feito, nada propício a lesões e com estatísticas muito boas, para além de que quem o vê jogar percebe que o ex- KAA Gent é muito mais do que estatísticas."

O que muda? A diferença entre o 4x4x2 e o 3x4x3 de Jorge Jesus


"No Futebol Total, o Pedro Bouças falou sobre as diferenças de posicionamento em cada momento do jogo – Organização e Transição – e como estas interferem na dinâmica própria do jogo, do Benfica nos seus dois diferentes modelos.

Em 3x4x3:

Treino...

Benfica FM #164 - Spartak, Arouca...

Pesar por Paulão


"O Sport Lisboa e Benfica lamenta profundamente o falecimento de Paulão, antigo avançado angolano que representou o Clube entre 1995 e 1997.
Nas duas épocas em que vestiu o Manto Sagrado, Paulão (faria 52 anos no próximo dia 22 de outubro) participou em 27 jogos oficiais pela equipa principal e apontou três golos.
Aos familiares e amigos do nosso antigo jogador, o Sport Lisboa e Benfica expressa as mais sentidas condolências em nome de toda a Família Benfiquista."

Tendências evolutivas do jogo de futebol


"Conhecer o futuro é um desejo iminentemente humano. Para tal, mune-se das informações do passado e do presente, inventariando um conjunto de questões que possa perspetivar como esse futuro será concretizado e idealizado. No que ao futebol diz respeito, existe um conjunto de tendências evolutivas do jogo, formatadas pelas experiências do passado e do presente projetando-se no futuro. Bem como outras que surgirão do conhecimento, operacionalização e criatividade dos treinadores e jogadores, baseadas na perpetuação de um futebol em constante evolução.
As questões que se colocam neste domínio são múltiplas, todavia elegem-se as seguintes: que tendências evolutivas do jogo se descortinam? Como é que estas se inter-relacionam? Que impacto terão na alteração dos processos de preparação e condução da equipa, antes e durante a competição? Quais os limites da performance humana? Até onde se poderá exigir dos jogadores e das equipas? Como entender o percurso e o processo formativo dos jogadores até atingirem o alto rendimento, bem como dos treinadores? Quais as competências de diferente ordem no jogador de elite na próxima década?
Tendo como referência o número de leis do jogo, apresentam-se 17 dessas tendências que influenciam o presente e o futuro a curto ou médio prazo.

Jogar permanentemente em ‘unidade’
1. As equipas desenvolvem uma mentalidade coletiva, aumentando a sua eficácia em que todos atacam e defendem. Promovem-se rotinas individuais e coletivas, através de movimentos coordenados em largura e profundidade no ataque, bem como reagir à perda da bola e concentrando-se num espaço defensivo específico. Estabelece-se a homogeneidade coletiva facilitando os objetivos para cada situação, em função do binómio risco/segurança que envolve toda a ação individual e coletiva realizada. Nada é mais importante do que a equipa.

Desenhar planos estratégico//táticos flexíveis
2. A estratégia e a tática são dimensões lógicas e flexíveis. Partindo do conhecimento do adversário, cenários plausíveis são treinados no sentido de melhorar o modelo de jogo da equipa, permitindo mudanças temporárias na sua funcionalidade para atingir objetivos competitivos. Pré-ativam-se assim os jogadores para situações que possam acontecer. Para tal, desenvolvem-se padrões de jogo regulares (modelo de jogo) mas também padrões espontâneos (plásticos), ampliando a eficácia da sua organização, mantendo a integridade e a identidade da equipa. Tais modificações conectam-se às condições reais de competição, bem como redimensionam o plano durante a competição em função do binómio resultado/tempo de jogo.

Marcar primeiro e liderar o resultado
3. Marcar primeiro é um elemento determinante para atingir a vitória. Sendo fundamental quando as duas equipas em confronto detêm os mesmos níveis de rendimento. As análises da Liga dos Campeões evidenciam que 73% das equipas que marcaram primeiro atingiram a vitória, 19% empataram e 8% perderam. Para além do facto referenciado, liderar continuamente o resultado do jogo tem um efeito de carácter psicológico positivo nos jogadores e na equipa, dando-lhes maior segurança e confiança, obrigando o adversário a jogar num contexto de crise de resultado e tempo. Assim, o binómio marcar/liderar passa por se aproveitarem as oportunidades para se atingir o golo, sendo um elemento chave para se atingir a vitória.

Assegurar a maturidade futebolística dos jovens jogadores
4. Hoje e no futuro, observar-se-á o sucesso dos jogadores mais jovens no alto rendimento. A preparação do futebol nos jovens começa mais cedo, estendendo-se para o futuro. As seleções posicionadas nos 6 primeiros lugares dos Mundiais de 2014 e 2018 mantiveram o mesmo número de jogadores até aos 23 anos (Alemanha, Holanda e Bélgica 6/7), reduzindo as idades de 30 ou mais anos e aumentando entre os 24 e 29 anos. Paralelamente a este facto, verifica-se uma maior longevidade profissional dos jogadores. Sendo normal observar-se elevadas percentagens de jogadores com mais de 30 e até 40 anos. O possível choque geracional desta tendência (jovens/menos jovens) terá de ser corretamente gerido pelos clubes e treinadores. Esta tendência tem como base o binómio entre a qualidade da formação dos treinadores, suportada por metodologias de treino e conhecimentos científicos. Possibilita-se assim que os jogadores ascendam mais rapidamente ao alto rendimento e mantenham durante um maior período temporal elevados níveis de desempenho futebolístico.

Flexibilizar os sistemas táticos
5. O sistema tático é baseado em diagramas (G:4:4:2, G:4:5:1, etc.), estabelecendo a ordem e o equilíbrio nas várias zonas do campo, tanto no ataque como na defesa, e sendo um ponto de partida para a coordenação das ações individuais e coletivas, baseadas numa cadeia de geometrias triangulares. Todas as equipas adotam um sistema tático básico (deriva de seu modelo de jogo) e alternativo (dependendo do desenvolvimento da competição). Os sistemas táticos na atualidade são dotados de flexibilidade para anular/explorar os adversários. Tal facto significa mudanças na formação da equipa, antes e durante a competição. O treinador poderá ser visto como um jogador de xadrez, movendo as suas peças em função de múltiplas informações vindas do jogo. Contudo, a par de uma ocupação racional do espaço de jogo, importa dotar os jogadores de missões táticas específicas, interagindo individual, sectorial e coletivamente. Estabelece-se um binómio entre espaço/missão.

Harmonizar ações de ataque vs. defesa
6. Ataca-se preparando-se para defender e defende-se preparando-se para atacar, explorando diferentes níveis organizacionais. Criam-se assim condições favoráveis, de modo a obrigar os adversários a defender ou atacar com menor número de jogadores em dificuldades de tempo e espaço. Manter equilíbrios posicionais, bem como a sua sincronização em função das situações de jogo é um dos fatores chave das equipas na fase ofensiva e defensiva do jogo. Das análises da Liga dos Campeões o espaço efetivo de ataque variou entre 792 e 1180 m2 (Barcelona e Ajax mais espaço), enquanto em fase defensiva variou entre 759 e 480 m2 (FC Porto e Man. City menos espaço). Os menores valores diferenciais entre o ataque e a defesa foram observados pelo Liverpool (92 m2), FC Porto (236) e Man. City (312).

Maximizar o ritmo de jogo
7. Esta tendência evidencia a operacionalização de taxas de variabilidade rítmica (variação do número de ações na unidade de tempo) de circulação dos jogadores no ataque e na defesa, impossibilitando o adversário de ter espaço/tempo para se organizar efetivamente. Os jogadores ao interferirem intensamente nas situações de jogo ampliam o grau de sincronização da ação coletiva, reduzindo os custos dos mecanismos de suporte dos sistemas de ação, potenciando acelerações do ritmo de jogo em momentos e espaços próprios aos objetivos da equipa. As análises das ações ofensivas eficazes realizadas na Liga dos Campeões (de 2012 a 2019) demonstram que o tempo médio de ataque variou entre os 10,3 e 12,5 segundos, bem como o número de ações de passe realizados entre 3 e 4.

Efetuar rápidas transições de fase
8. Os momentos de transição de fase suportam-se na base de uma forte atitude mental por parte dos jogadores. Passam do ataque à bola ao ataque à baliza (da concentração defensiva à profundidade e largura no ataque) ou do ataque à baliza ao ataque à bola (da profundidade e largura no ataque à concentração defensiva). Para tal as ações serão rápidas, imediatas, seguras e adaptadas às situações de jogo. Fomentando a continuidade do processo ofensivo ou defensivo. Além dos valores diferenciais referenciados entre o espaço efetivo de jogo na fase ofensiva e defensiva, importa igualmente analisar o tempo que as equipas necessitam para transitar de uma para outra fase. Quanto menor for esse tempo, mais eficazes serão os momentos de transição de fase. Esta tendência é altamente dependente da ocupação racional do espaço de jogo, da mentalidade agressiva dos jogadores na perda e recuperação da bola e do tempo transacional entre atacar e defender e vice-versa.

Potencializar os esquemas táticos
9. No Mundial 2018, as bolas paradas representaram 30/39% das situações de golo e cerca de 50% dos remates. A sua aplicação na competição oferece vantagens em relação à iniciativa, tempo e oportunidade para quem ataca. Mas também a possibilidade de originar situações de contra-ataque para quem defende. Neste sentido, armadilha-se a situação, de modo que os atacantes criem uma falsa noção do controlo de jogo, bem como ocuparem posições diferentes daquelas que normalmente dominam. O penálti foi a situação que mais golos produziu (22), porventura devido à intervenção do VAR. O pontapé de canto foi o segundo (19) e os pontapés de livre o terceiro (17). Em todas as fases competitivas deste Mundial observaram-se golos a partir de esquemas táticos. Importa assim evitar infrações às leis do jogo, modelando o binómio entre a necessidade do seu uso a favor da equipa e o fator emocional dos jogadores.

Estimular a criatividade e a improvisação
10. A qualidade da tomada de decisão e da execução técnica dos jogadores suporta-se na sua eficácia, sendo um processo em constante aperfeiçoamento, antecipando, acelerando e adequando soluções, atendendo às conjunturas de jogo. Os jogadores terão de tomar entre 2500 e 3500 decisões para um tempo efetivo de jogo que varia entre os 50 e os 60 minutos. Os pés e o cérebro estão em constante interação, sem a qual os jogadores jamais poderão antecipar/agir à emergência de cada situação de jogo. Paralelamente a uma forte disciplina tática, reclama-se que os jogadores atendam a um imaginário, ao mesmo tempo disciplinado pelos contornos do modelo de jogo e flexível, proporcionando a cada jogador dentro da organização da equipa o espaço necessário para impor sua personalidade e criatividade, suportada por uma cultura de regras de ação e de princípios da gestão coletiva.

Ampliar a intensidade do jogo
11. As equipas percorrem mais de 100 km por jogo. Cada jogador percorre entre 8,3/6 km acima de 20 km/h, 1,4/2,3 km acima de 25 km/h, efetuando mais de 1300 mudanças de intensidade. Na Liga dos Campeões, muitos jogadores atingem velocidades máximas entre os 33,5 a 34,5 km/hora e um elevado número de sprints durante cada jogo (52 a 56). Em termos comparativos, o recorde dos 100 metros, estabelecido em 2009, foi de 44,7 km/h. Estes dados objetivam o elevado nível de disputa por cada cm de espaço e situação de jogo. Logo, quanto maior o grau de sincronização da ação coletiva, suportado por jogadores considerados mestres da síntese, criando/gerando tempo e espaço, reduz-se o recrutamento de sistemas de apoio (menor fadiga). Em simultâneo aos dados apresentados, a tendência futura das diferentes organizações competitivas é aumentar a proporção de jogos/época (densidade competitiva). A resposta a esta equação passa por uma correta gestão dos esforços dos jogadores (realizando entre 50 a 80 jogos/época), relativamente às exigências colocadas pelo binómio treino/competição.

Universalizar as ações do guarda-redes
12. A missão tática essencial do guarda-redes é defender a baliza, dominando as ações específicas que derivam da sua posição (realizando entre 5 a 25 defesas/jogo). Contudo, na atualidade os guarda-redes têm ampliado o seu papel na fase ofensiva, participando na circulação da bola na primeira etapa deste processo, elevada precisão das ações de passe curto, médio e longo, na aceleração do ritmo ofensivo, colocando rapidamente a bola em jogo, bem como escolher o colega melhor posicionado para atacar a baliza adversária. Os guarda-redes realizam em média de 18 a 32 ações de passe por jogo. Desta constatação os guarda-redes foram, nos últimos anos, os jogadores que mais evoluíram do ponto de vista técnico, tático e estratégico. O futuro demonstrará que tal evolução irá continuar.

Aplicar o ataque de segunda vaga
13. Este conceito é usado em função de diferentes níveis da organização, logo após a recuperação da bola, de forma a aproveitar a possível desorganização defensiva adversária. Chegado às zonas de finalização e havendo reduzidas possibilidades de êxito, reduz-se a velocidade do ataque, criando condições para nova aceleração, usando os atacantes movendo-se em alta velocidade de trás para a frente. Tais deslocamentos tornam difícil a possibilidade de marcação efetiva por parte dos adversários. Esta 2ª vaga potencia o fator surpresa quando os defesas ainda estão ocupados em se reorganizar.

Adotar o conceito do ‘contra do contra’
14. Este conceito de jogo é a resposta da equipa que ao perder a posse de bola reage desenvolvendo 3 objetivos: evitar o contra-ataque do adversário, recuperar a bola e colocá-la rapidamente nas zonas de finalização. Aproveita neste âmbito o desequilíbrio da equipa adversária que transita, em poucos segundos, da defesa para o ataque e de seguida para a defesa. Assim a equipa, após recuperar a bola e tentando contra-atacar, é surpreendida pela sua perda, encontrando-se numa situação precária de organização defensiva, possibilitando condições de crise de raciocínio tático e redução dos índices de confiança.

Adequar métodos defensivos construtivos
15. A organização das equipas de elevado rendimento operacionaliza uma visão construtiva da fase defensiva do jogo. Para tal, reduzem-se opções táticas do ataque adversário, tornando-o mais previsível. Promovem a redução do espaço efetivo do ataque e a marcação premente do adversário de posse de bola, bem como dos colegas com quem se pode articular. Preparam-se formas pré-estabelecidas de recuperação da bola, propiciando condições vantajosas na concretização do ataque subsequente, em virtude da eficácia do ataque depender, essencialmente, de como a bola foi recuperada. Por último, criam de modo constante uma incorreta perceção de domínio do espaço e do tempo por parte do adversário, convidando-o a cometer erros de ordem estratégica, tática e técnica.

Aplicar métodos de zona pressionante
16. Nestes métodos é essencial pressionar rigorosamente o atacante de posse de bola. Criar zonas de pressão sobre o ataque, suportadas numa superioridade numérica, reduzindo as opções dos adversários e conduzindo-os para zonas menos vitais de jogo. Mantendo de modo constante uma organização defensiva concentrada e compacta no espaço de jogo, adaptando-se rápida e eficazmente, quando se verifica a circulação ou a variação do centro do jogo atacante. Expressam igualmente um elevado espírito de sacrifício que somente termina aquando da recuperação da posse de bola.

Alterar as leis do jogo e as novas tecnologias
17. A lógica interna do jogo é o produto da interpretação e interação entre as leis do jogo, bem como da evolução das soluções práticas encontradas pelos treinadores e jogadores, decorrentes das suas capacidades. As amplas possibilidades de decisão/ação permitidas pelas leis do jogo geram múltiplas inter-relações que nunca são estáveis e soluções operacionais de carácter estratégico e tático. A tendência das leis do jogo é que estas sejam alteradas, tornando o jogo mais lógico, competitivo e verdadeiro, suportado por processos específicos de treino dos árbitros, mas também por novas tecnologias que possibilitem corretas tomadas de decisão. Cada vez mais a tecnologia irá inundar o futebol sob diferentes dimensões, especialmente com métricas quantitativas. As métricas de ordem quantitativa e qualitativa são essenciais para desvendar alguns factos da lógica do jogo, ajudando de uma forma humana a resolver problemas individuais e coletivos. Deste modo, os métodos de treino serão desenhados e aplicados em função do que é essencial, não se perdendo tempo nem energia, direcionando-os numa visão transformadora da qualidade de jogo. Alargam-se igualmente os graus de liberdade de todas as personagens envolvidas neste fenómeno desportivo, oferecendo mais opções, ideias e conceitos de jogo. A tecnologia poderá viver lado a lado com a experiência humana, contudo jamais poderá substituir a experiência humana."

Os Jogos Olímpicos terminaram


"Os Jogos Olímpicos (JO) de Tóquio 2020 terminaram e o balanço, apesar dos constrangimentos devido à Covid-19, parece ser positivo. Eles revelaram que continuam a ter uma extraordinária dimensão, envolvendo milhares de praticantes e espectadores. Alegrias e tristezas são sempre a pedra de toque em cada edição. Não se pode ter uma visão idílica do olimpismo. Será que o olimpismo triunfa segundo a vontade de Coubertin? Será que é exaltado o desporto desinteressado e o desporto praticado apenas pelo prazer e a superação de si próprio? Infelizmente, não!
No caso português, como refere um texto de Luís Francisco, na edição do Expresso, de 6.08.2021, “os adeptos criticam os atletas pela sua alegada falta de atitude, estes criticam os políticos por não terem apoio, os analistas criticam a fraca aposta do país no desporto, os telespectadores criticam a RTP por não passar as modalidades de que gostam mais, os responsáveis pela delegação olímpica criticam quem exige muito de quatro em quatro anos a atletas que roçam o anonimato em termos de reconhecimento social”. Ganhámos algumas medalhas, e apresento os meus parabéns aos atletas. Mas a maior “medalha” que se pode atribuir a Portugal é que se encontra no lugar 11.º em termos de inatividade física do mundo. A “espuma” dos resultados dos JO vai desaparecer e tudo volta ao normal.
Quando o secretário de Estado da Juventude e do Desporto anuncia o objetivo de colocar o país, até 2030, entre as quinze nações europeias como maior índice de prática desportiva, não sabe bem o que diz. E os primeiros dados dos Censos 2021, que recentemente foram divulgados, reforçam esta afirmação. Estamos perante um país cuja população decresce e o nível de envelhecimento é cada vez maior. Nestes JO vimos de tudo um pouco. Todavia, eles foram uma prova de abertura, de inclusão social, de diversidade, de liberdade e de promoção de valores positivos para as sociedades.
Pode ouvir na RDP África um balanço mais exaustivo sobre os JO."

segunda-feira, 16 de agosto de 2021

Lixívia 2


Tabela Anti-Lixívia
Benfica..............6 (0) = 6
Sporting........... 6 (0) = 6
Corruptos.......6 (+2) = 4


Não tivemos que esperar muito... logo, na segunda jornada, o primeiro jogo com erros de arbitragem, com influência directa no resultado final de uma partida, num dos candidatos ao título, e também sem surpresa, o beneficiado foi o do costume: os Corruptos...!!!

O mais extraordinário do erro principal de Famalicão, nem foi o próprio erro, foi a total indiferença que durante a transmissão directa, narrador, comentador e produção do PorkosTV... ignoraram olimpicamente o penalty que ficou por marcar...  E como ninguém gosta de ficar para trás, no rescaldo, foi um festival de expert's a justificarem o penalty como um lance normal e se alguém fez falta, foi o jogador do Fama, que só tinha é que se ter desviado do guarda-redes dos Corruptos!!!

A questão das linhas do fora-de-jogo, nem foi desperdiçar muitas palavras sobre o assunto! Já o afirmei muitas vezes, as Linhas Virtuais são colocadas à vontade do freguês... Os 21 centímetros no golo anulado ao Fama não me espantam nada... Já os 2 centímetros 'válidos' no 2.º golo dos Corruptos, aconselho a verificarem onde está a perna do jogador dos Corruptos que faz o passe: no frame usado, o pé que faz o passe, ainda nem sequer tocou na bola, quando mais a bola ter saído do pé... como 'costuma' ser o critério!!!

Em Braga, o Godinho não teve trabalho fácil... muitas entradas duras! O Esgaio que o diga...!!!
O lance mais significativo é na Bola na Mão do Esgaio! Aviso, que concordo com a decisão, não acho que seja penalty... o problema é que na 1.ª jornada, numa jogada parecida, foi assinalado penalty a favor dos Lagartos (desperdiçado...)... e neste jogo, nos minutos finais, quando o Braga procurava o empate, num lance idêntico, o Godinho marcou Mão na Bola do Roger (jovem do Braga)...!!!
Adenda: No 1.º golo do Sporting, o Paulinho está em fora-de-jogo no momento do cruzamento, faz-se à bola, mas acaba por não ter influência na forma como a defesa do Braga, incluindo o guarda-redes, reage ao lance... Na minha opinião, este tipo de situações, devem ser consideradas fora-de-jogo posicional, portanto não deve ser assinalado infração, mas estou curioso se o critério é mantido no futuro, com outras equipas...!!!

Na Luz, mais lenha para fogueira, na propaganda semanal anti-Benfica!!!
A paragem cerebral do guarda-redes do Arouca, é facilmente transformada em benefício do Benfica!!! Inacreditável, como os expert's consideram que houve falta de bom senso!!! Quer dizer, o Mota, não assinalando o fora-de-jogo (para evitar uma paragem desnecessária no jogo...), cumpriu as regras... o jogador do Arouca foi bem expulso... mas devia ter havido 'bom senso'... para evitar deixar o Benfica em superioridade numérica?!!!
E alguns mentiram mesmo, afirmando que o Fiscal assinalou o fora-de-jogo, enganando o guarda-redes do Arouca, algo que nunca aconteceu, como as imagens provam...!!!
Mas o principal erro nem foi do Mota... foi do Malheiro! No golo anulado ao Luca, o VAR reverteu uma boa decisão do árbitro de campo, quando as imagens não demonstraram que tenha existido um erro inequívoco...!!!
Recordo que este é o critério, os VAR's só podem mudar uma decisão do árbitro principal, quando as imagens o provam sem qualquer dúvida... Portanto, aqueles que escreveram que dão o beneficio da dúvida ao VAR, só podem estar a brincar!!!

Anexos (I):
Benfica
1.ª-Moreirense(f), V(1-2), V. Ferreira(Godinho), Prejudicados, Sem influência
2.ª-Arouca(c), V(2-0), Mota(Malheiro), Prejudicados, (3-0), Sem influência

Sporting
1.ª-Vizela(c), V(3-0), Nobre(Almeida), Beneficiados, Sem influência
2.ª-Braga(f), V(1-2), Godinho(Miguel), Nada a assinalar

Corruptos
1.ª-B Sad(c), V(2-0), Correia(Mota), Nada a assinalar
2ª-Famalicão(f), V(1-2), Almeida(Narciso), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)

Anexos (II):
Com influência (árbitros ou Var's):
Benfica
(...)

Sporting
(...)

Corruptos
Almeida - +2
Narciso - +2

Anexos(III):
Árbitros:
Benfica
V. Ferreira - 1
Mota - 1

Sporting
Nobre - 1
Godinho - 1

Corruptos
Correia - 1
Almeida - 1

VAR's:
Benfica
Godinho - 1
Malheiro - 1

Sporting
Almeida - 1
Miguel - 1

Corruptos
Mota - 1
Narciso - 1

Jogos Fora de Casa (árbitros + VAR's)
Benfica
V. Ferreira - 1 + 0 = 1
Godinho - 0 + 1 = 1

Sporting
Godinho - 1 + 0 = 1
Miguel - 0 + 1 = 1

Corruptos
Almeida - 1 + 0 = 1
Narciso - 0 + 1 = 1

Totais (árbitros + VAR's):
Benfica
V. Ferreira - 1 + 0 = 1
Mota - 1 + 0 = 1
Godinho - 0 + 1 = 1
Malheiro - 0 + 1 = 1

Sporting
Nobre - 1 + 0 = 1
Godinho - 1 + 0 = 1
Almeida - 0 + 1 = 1
Miguel - 0 + 1 = 1

Corruptos
Correia - 1 + 0 = 1
Almeida - 1 + 0 = 1
Mota - 0 + 1 = 1
Narciso - 0 + 1 = 1

Anexos(IV):
Jornadas anteriores:

Anexos(V):
Épocas anteriores:

Benfica After 90 - Arouca...

Diferenças!!!


"Hoje vamos exemplificar como é o Futebol Português desde que Fontelas Gomes, Paulo Costa e Bertino Miranda tomaram conta da arbitragem em Portugal. E basta um vídeo. Um vídeo que fala por si. Um vídeo que demonstra factualmente que o Calor da Noite joga numa competição com regras diferentes de todos os outros clubes.
Ontem ocorreu mais um roubo de proporções pornográficas, levado a cabo por dois indivíduos que nem há um ano tinham feito a mesma coisa em Paços de Ferreira, a favor do mesmo. Sempre a favor do mesmo. Na altura, ficaram proibidos de apitar mas isso é apenas uma forma de Fontelas e Paulo Costa atirarem areia para os olhos do consumidor de futebol Português. Desde que o roubo a favor do Calor da Noite aconteça, os árbitros e VAR´s até podem ficar meia dúzia de jogos castigados sem apitar. É o dano colateral do objectivo principal dos cabecilhas Fontelas e Paulo Costa: que o Calor da Noite ganhe a qualquer custo. Ontem deu para quase tudo: Penalty por marcar contra o Calor da Noite? Check / Golo fora de jogo em jogo por poucos cms? Check / Golo contra anulado por fora de jogo que em tempo real se vê não ter ocorrido? Check. Foi ternurento ver o Ferrari Vermelho acabar o jogo aos 90+7 (quando tinha dado 7 minutos de desconto), sendo que no tempo de desconto o jogo teve parado 2 minutos por causa do VAR anular o golo do empate ao Famalicão. Isto é à vista de tudo e todos, já nem vergonha têm. E ninguém da nossa parte faz nada!
Já não nos resta mais nada a não ser que Frederico Varandas e o Cashball denunciem esta vergonha sem fim destes dois senhores Nuno Almeida e André Narciso. Do Benfica não esperamos absolutamente nada. Foram 4 anos calados, a sermos enrabados por todos os lados sem uma única palavra. O Presidente saiu mas o autoproclamado novo Presidente parece ter os mesmos telhados de vidro do anterior. Só desta forma se explica que não venha a público denunciar tudo isto e chamar os bois pelos nomes.
A arbitragem precisa de uma limpeza profunda, as coisas conseguem hoje em dia estar num estado mais degradante e corrupto do que no tempo do Apito Dourado (apesar dos Malheiros desta vida continuarem nas TV´s a dizer que o Apito Dourado foi muito pior). Isto já não é nada.

P.S.- Rui Costa e Pedro Pinto, metam a newsletter que vão lançar hoje a queixarem-se pelo rabinho acima. Vale de BOLA!"