Últimas indefectivações

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Bruno Lage

Sem surpresa, Bruno Lage foi hoje oficialmente anunciado, como treinador principal do Benfica, até ao final da época. Defendi esta decisão desde da primeira hora. Aliás, ainda antes da saída de Rui Vitória, sempre disse que Bruno Lage iria ser o próximo treinador do Benfica!!! Não só porque lhe reconheço qualidade e competência... mas também, porque na já 'famosa' conferência de imprensa da 'luz' do nosso Presidente, fiquei com a impressão que o próprio Luís Filipe Vieira, acreditava que Bruno Lage seria o futuro do Benfica!!! Creio que a única 'dúvida' na cabeça do Presidente (e na minha) seria a recepção que Bruno Lage teria por parte dos jogadores, porque ser um treinador da 'formação' não é mesma coisa do que ser um treinador de 'profissionais'...!!! E todas as indicações publicas, dão a entender que o balneário recebeu Bruno Lage muito bem...
Agora, só espero que no próximo Verão exista uma conferência de imprensa com o Presidente e o Bruno Lage, a anunciarem um novo contracto... será bom sinal!!!

Clássico foi bom entre os 90' e os 90'+5

"À atenção de quem de direito: com 42 faltas em 90 minutos (no City-Liverpool houve 19...) é difícil dar mais minutos ao tempo útil de jogo

Chegou ao fim a primeira volta da I Liga portuguesa e, de forma natural, já que apresentou a equipa mais sólida, o FC Porto arrecadou o título honorífico de campeão de inverno. A tabela classificativa apresenta-nos algumas tendências, mas nenhumas certezas. Por exemplo, a cinco pontos do líder, o Benfica ainda pode, em tese, sonhar com o título. Porém, não é complicado avaliar a dificuldade suprema dessa empresa quando se constata que, na segunda volta, os encarnados viajam a Guimarães, a Alvalade, a Moreira de Cónegos, ao Dragão e a Braga. É verdade que o feeling deixado pela equipa de Bruno Lage (provisório, definitivo ou definitivamente provisório?) nos Açores foi positivo, graças a uma exibição personalizada. Mas, provavelmente, só a dupla ronda na cidade-berço permitirá conclusões, já com a poeira mais assente.
Já o SC Braga, que ocupa o degrau mais baixo do pódio, tem pela frente o desafio da continuidade, a necessidade de dar resposta positiva a dúvida sobre a profundidade do seu plantel e a resistência física e resiliência mental de jogadores, técnicos e dirigentes.
A primeira volta, Luz à parte, foi bastante boa, mas seguramente que a segunda metade da Liga será mais exigente, sob todos os pontos de vista.
Finalmente, de olhos ainda postos no título mas sobretudo no acesso indirecto à Champions, está o Sporting, que se manteve como patinho feio produtivo com Peseiro, sonhou alto com os inícios de Keizer e parece agora ter constatado que oito pontos para o FC Porto (tendo de jogar no Dragão na 34.ª jornada) são pontos a mais. Já apontar a um segundo lugar que deixou de ser o primeiro dos últimos (o Benfica encaixou está época mais de 50 milhões na Liga dos Campeões...) poderá encerrar motivação suficiente para uma equipa que ainda procura o melhor equilíbrio defensiva.
Quanto ao clássico do último sábado: O melhor período do jogo foi entre o minuto 90 e 90+5. Depois de hora e meia de tédio, sacudido apenas por um falhanço de Soares e uma defesa de Casillas, esses cinco minutos cá e lá deixaram água na boca. Viu-se um Sporting menos virado para a frente e um FC Porto com visíveis carências de ordem física, num jogo que teve 42 faltas (o último City - Liverpool teve 19...) e um tempo útil ao nível do pior campeonato da Europa nesse particular, o nosso.

Às
Bruno Lage
Nos Açores, viu-se um Benfica diferente da versão-Vitória. Presença na área a atacar, sectores mais juntos e pressão alta, criaram condições para um triunfo claro em exibição segura. É ainda demasiado cedo para quaisquer outros considerandos. Mas, ao identificar os pressupostos acima descritos, há que congratular Lage.

Ás
Lito
São públicas e notórias as dificuldades por que passa o Vitória de Setúbal, estando inclusivamente em causa a perda de pontos na Liga. Não obstante, Lito vai segurando as pontas dentro do balneário e o ponto conquistado ontem em Vila do Conde representa um tónico importante para o futuro do clube. Organizem-se, por favor.

Às
Tiago Fernandes
A forma pouco humilde como se expressou durante a interinidade leonina levantou reservas. Mas já então se percebia uma vocação para a função. Chaves não começou por ser uma missão fácil, mas a pouco a pouco a água tem-se separado do azeite e este, ao vir à tona, revela um jovem técnico com interessante potencial.

E agora, qual o lugar para Pepe no onze do FCP?
«Já antes podíamos jogar com três centrais. Depende do que se quer de alternativa...»
Sérgio Conceição, treinador do FC Porto
Pepe está no FC Porto com o estatuto merecido de «ele e mais dez». Resta saber quem sai. Sai Maxi e Militão passa para a direita? Ou haverá mudanças mais profunda, com a entrada em cena de três centrais? Seja qual for a decisão de Sérgio Conceição, estamos perante uma mudança significativa na estrutura dos dragões. A meio da Liga, grandes manobras em curso...

Estão a brincar, não é?
O Casa Pia foi punido com a subtracção de seis pontos, a que acresce uma multa de 14 mil euros e a inibição de estar no banco do treinador Rúben Amorim por um ano, por este se ter levantado no banco, quando não tinha habilitações para tal. Punir o Cas Pia? E os outros? E os inúmeros casos semelhantes que têm sido prática nas várias divisões, incluindo a primeira, com clubes de topo até? É uma cobardia que seja um emblema humilde (embora histórico) a servir de bode expiatório. Fortes com os fracos, fracos com os fortes...

Finalmente, o Mónaco faz prova de vida...
O tipo de investimento feito pelo Mónaco desde que foi comprado por um oligarca russo nunca inspirou grande confiança. Agora, em risco de uma despromoção impensável, voltou a aparecer dinheiro e será com jogadores do calibre de Fabregas que a equipa continuará sua política de montanha-russa."

José Manuel Delgado, in A Bola

Sabe quem é? De descalço a desertor - Pedro Pablo Pichardo

"Tio morreu para salvar Che Cuevara duma emboscada; Na sua casa há túnel que vai dar ao cemitério de Fidel

1. De pequeno se lhe notou tendência de correr para fora de casa - para jogar caricas, beisebol, futebol. «Não marcava muitos golos, naqueles jogos em que púnhamos duas pedras a fazer de baliza, era mais defesa». O pai era treinador de atletismo, a mãe andava pelas ruas de Santiago a vencer o que pudesse: roupas, batata doce, bananas, legumes. «Sim, vida difícil: o nosso pequeno almoço era pão com óleo e café, o almoço tinha de ser, muitas vezes, ovo com arroz, melhor só ao jantar, em que já havia bocado de carne». O boxe foi a sua primeira paixão - o pai o desviou de lá...

2. Pio e Toi, dois dos tios, foram heróis na revolução que desfez a ditadura de Fulgêncio Baptista. No DN, contou-o: «Pio morreu numa emboscada a Che Guevera, acabando por salvá-lo. Toi vingou o assassinato de Frank País. O governo de Fidel esqueceu tudo isso. E perto da casa onde vivia Toi, havia túnel que ia dar ao cemitério, onde agora está sepultado Fidel, Frank País, Che Guevara e outros guerrilheiros iam muitas vezes a essa casa, o túnel era para a fugirem se fossem alvo de emboscada».

3. Aos seis anos começou a aparecer pela pista de Santiago onde o pai treinava. Aos 14 anos pô-lo no triplo salto - apesar dele gostar mais do comprimento. Poucas eram as condições de treino: o campo era de basebol, os exercícios de saltos na relva. Sem ténis, nem roupa conforme - descalço saltava.

4. Da primeira vez que foi a Havana (e deixou abertas de espanto as bocas de quem o viu...) não lhe permitiram que saltasse descalço (como fazia em Santiago): «Emprestaram-me um par de ténis, senti-me esquisito porque não estava habituado, mas ganhei. No comprimento fiz 7,12 metros e no triplo 15,45. Apesar dessas marcas, não me deixaram ir aos Jogos Olímpicos da Juventude de 2010, a Singapura».

5. Nas competições que fazia em Havana, normal era passar a noite nas bancadas do Estádio Panamericano: «Levámos cobertores para nos taparmos e dormíamos no chão». Por vezes, não - porque aparecia atleta da selecção que, por pena ou solidariedade, e levava, sorrateiro, para o seu quarto no centro de estágio, mesmo correndo risco de ser castigado. Foi o que fizeram, por exemplo, Alex Copello e Guillermo Martínez (até serem apanhados): «Para comer, havia cafetaria aberta 24 horas, comprávamos pão e refresco que se vendia em sacos...»

6. A federação impediu o pai de continuar a treiná-lo em Santiago. Para não ser cortado dos Mundiais de 2013 aceitou passar para Ricardo Ponce, o técnico nacional. Em Moscovo ganhou medalha de prata - e, depois, nos Mundiais de Pista Coberta foi terceiro: «Tinha dor na canela, Ponce queria que fizesse tratamento caseiro com ligas para trancar o corrimento do sangue. Depois, tirava a liga e aumentava a circulação. Era experiência perigosa, pedi, por favor, outro treinador». Claro, o que queria era o regresso ao pai - e afiançaram-lhe que isso não...

7. Acusado de faltar aos treinos, deram-lhe seis meses de suspensão. (Ao pai, impediram-no de voltar a treinar no atletismo - para sobreviver, ainda andou como treinador de basebol). Estava-se já em 2015, quando regressou à competição - e não tardou a passar os 18 metros. Tinha 21 anos - e era efeito dos treinos que continuava a fazer com o pai, em segredo. (Em Pequim voltou a ser vice-campeão mundial).

8. Na Aldeia Olímpica do Rio, exame detectou-lhe fractura de 7,4 milímetros. Ainda assim, queriam que competisse. Recusou - e recambiaram-no para Cuba. Percebeu que só lhe restava uma solução: desertar. O pai já o fizera, estava como treinador na Suécia...

9. Aproveitou estádio em Estugarda para fugir. À espera tinha, clandestino, o pai, no carro que só parou na Suécia. Turcos, espanhóis e italianos correram a desafiá-o para lá. Empresário falou do seu caso a Ana Oliveira - e foi ela que o convenceu a ligar-se ao Benfica. Veio, com o pai, viver em Portugal - num fogacho bateu o recorde de Nélson Évora, já como português ganhou a final da Liga Diamante, para o pódio foi, embrulhado na bandeira nacional, fechou o ano com a melhor marca do mundo no triplo. (Desolado ficara por não o deixarem competir nos Europeus, mas nos Mundiais do Catar já pode estar...)."

António Simões, in A Bola

Vitória e clássico

"De partida para a Arábia Saudita, Rui Vitória falou à TVI sobre a saída da Luz. Não disse nada de polémico - não é surpresa -, mas o que disse deve ter chegado para causar mal-estar na Luz. Admite-se que sim, tendo em conta que ainda no início da semana Luís Filipe Vieira fora bastante simpático para com o ex-treinador, não se coibindo até de afirmar que os benfiquistas, que não morriam de amores por Vitória, dele iam sentir saudades. Optou Vitória por não retribuir a cortesia, aproveitando a oportunidade para, sacudindo responsabilidades, falar do que, de outro lado, não correu bem nos últimos tempos - esquecendo-se, talvez, daqueles que mais de perto o acompanharam e ampararam nos piores momentos -, algo que, mesmo à vista de todos, não explica tudo. Era, no mínimo, escusado. Tem razão Mourinho ao nunca falar dos clubes de onde sai, porque deixa, sempre, uma porta aberta. O ex-treinador do Benfica optou por outro caminho. E embora tenha assumido vontade de voltar um dia, o mais provável é que enquanto Vieira estiver na Luz essa possibilidade viverá, só, na cabeça de Vitória.

O clássico de sábado começou, sem razão plausível, com oito (!) minutos de atraso. Pode parecer coisa pouco relevante mas não é, se tivermos em conta que são jogos como o Sporting - FC Porto que fazem com que os direitos do campeonato sejam vendidos para o estrangeiro por números, de certeza, simpáticos. E, em televisão, para quem paga, oito minutos é demasiado tempo perdido - e dinheiro também. No sábado o principal culpado foi o FC Porto - a entrega de prémios não ajudou... -, mas a Liga tem de fazer os clubes perceberam de uma vez por todos que o futebol, mesmo o nosso, é um negócio que não se compadece com caprichos. Se não perceberam a bem, tem de ser a mal. E não vamos lá com multas de 300 euros..."

Ricardo Quaresma, in A Bola

Um clássico com muitos salamaleques, cortesias, “por quem sois” e satyagrahas de Gandhi


"Conhecem a história daquele jogo disputado entre tropas inimigas no Natal de 1914, poucos meses após o início da Primeira Guerra? Um acontecimento extraordinário, sem dúvida, em que, devidamente imbuídos de espírito natalício, aqueles homens mostraram que o futebol pode unir o que a política e o ódio separam.
Lembro-me sempre deste jogo quando vejo um Sporting-Porto. Não há clássico no futebol português, e dificilmente haverá algum no futebol mundial, disputado em tão grande ambiente de cordialidade. Clássico como o conto de Charles Dickens. Clássico como o “Jingle Bells” e o “Silent Night”. Clássico como o “Música no Coração” na noite de Natal. Mais do que um jogo amigável, é um armistício. Sente-se que a partida pode ser interrompida a qualquer momento para deixar passar um comboio humanitário da Cruz Vermelha; que, no intervalo, o coro de Santo Amaro de Oeiras pode subir ao relvado e espalhar magia natalícia pelo ar. Todos e quaisquer sentimentos de raiva e de rivalidade são reservados, como quem reserva um molho, para ocasiões em que serão de maior utilidade a ambos os contendores.
O jogo de sábado foi, assim, mais uma celebração deste espírito de fraternidade, tão raramente testemunhado nos estádios de futebol. Na tribuna presidencial, a proximidade entre Frederico Varandas e Pinto da Costa deu o mote para um encontro de acordo com as regras da urbanidade e do convívio aristocrático. Se os treinadores gostam de citar Sun Tzu e a sua “Arte da Guerra”, Sérgio Conceição e Marcel Keizer devem ter optado por basear as respetivas palestras no “Livro do Cortesão”, de Baldassare Castiglione.
Os adversários depuseram as armas e entraram numa espécie de pacto de não-agressão, com muitos salamaleques, cortesias, “por quem sois”, culminando na recusa educada em infligir danos ao adversário, mormente através de remates perigosos ou entradas homicidas. O habitualmente letal Marega comportou-se à altura dos mandamentos da satyagraha de Gandhi. Soares, isolado, não quis desrespeitar os anfitriões e, à boca da baliza, preferiu chutar caridosamente com a canela. Bas Dost teve uma oportunidade que não costuma desperdiçar, mas, tolhido pelo clima cristão, foi tão meigo como um objector de consciência. Até o árbitro contribuiu, na medida das suas possibilidades, para que os instintos belicistas não viessem à superfície. Quando Bruno Fernandes fez uma daquelas faltas cínicas a meio-campo, Hugo Miguel poupou-lhe o segundo amarelo para não tingir de sangue a festa, entendendo que uma falta tão cirúrgica era, mais do que um comportamento anti-desportivo, um ato médico, digno de Hipócrates, um “primum non nocere” aplicado ao futebol. Mas como é que poderia haver derramamento de sangue se os jogadores entraram em campo anémicos?
Tudo isto teve como resultado uma grande propaganda à paz entre os homens de boa vontade, mas um medonho espectáculo de futebol. As quase 50 mil almas em Alvalade devem ter ficado arrependidas de não terem passado a tarde de sábado numa sala de teatro, seguindo o sábio conselho dado por Conceição há uns meses. O outrora bárbaro Maxi Pereira disfarçou-se de Florence Nightingale, a quantidade de faltas serviu para se jogar a um gracioso ritmo distrital, dentro dos limites de velocidade nas localidades, e, não fossem as reacções pavlovianas do banco do Futebol Clube do Porto ao apito do árbitro e algumas amostras do cancioneiro vernáculo, ninguém se atreveria a confundir este jogo com um confronto oficial entre dois dos maiores clubes portugueses. Não se chegou ao ponto de os jogadores entrarem em campo com papoilas na lapela e de trocarem abraços durante o jogo, mas, no final, os jornalistas terão hesitado entre escrever uma crónica ou um tratado de diplomacia.
Compreende-se que alguns jogadores do Sporting, depois do que viveram na Academia, sofram de stress pós-traumático e se esforcem por evitar a todo o custo situações de conflito que lhes relembrem aquele cenário. Como tal, o louvor maior deve ir para os jogadores do Porto que, benevolentemente, pouparam os companheiros de profissão a semelhante sofrimento. Um Sporting-Porto como este pode afastar os adeptos do futebol, mas pode aproximá-los da meditação, da solidariedade e do pacifismo. Quem sabe se alguns dos adeptos que, até agora, têm confortado os estômagos com cachorros e bifanas nas roulottes à volta dos estádios não se convertem ao vegetarianismo, às salsichas de soja e aos enchidos de seitan?
Não se pode menosprezar o impacto de um acontecimento destes. Se há muitos jogos que são lembrados pelas suas características bélicas – quem não se recorda da Batalha de Nuremberga, em 2006? – este merece ficar para a história como o Tratado de Alvalade, o Acordo de Camp Grand ou a Cimeira do Lumiar. Sporting e Porto podem ter perdido dois pontos, mas por tudo o que fizeram no sábado são dignos do prémio fair-play da Fifa, do prémio Sakharov, do Nobel da Paz. O que interessa um resultado de futebol quando se dá ao mundo um exemplo tão elevado de humanitarismo e filantropia."


O que fazem os filósofos?

"Li, já não sei onde, que um dia um jornalista perguntou a uma cozinheira da casa de Alexandre Herculano o que fazia habitualmente o notável historiador e escritor. E ela, expressiva e rápida, mordiscando uma peça de fruta: “O Senhor Herculano? Não faz nada. Só lê e escreve”. Durante os três primeiros anos da década de oitenta, trabalhei no Centro de Medicina Desportiva de Lisboa, como adjunto do Dr. Aníbal Silva e Costa, médico cirurgião e director-geral do Apoio Médico. Como licenciado em Filosofia, todos me tratavam por “senhor doutor” e cheguei mesmo a passar por cirurgião, quando, uma vez, um cavalheiro, já avelhentado, me agradeceu uma cirurgia que eu lhe teria feito “e que correu muito bem”, dizia ele – eu, que de medicina e cirurgia (e de tudo o mais) só sei que nada sei. Mediante recursos de uma certa oralidade folclórica, tentei informá-lo que era um simples funcionário administrativo do Ministério da Educação e professor do ISEF/UTL. Acompanhava-me o Dr. Maia Ferreira, médico fisiatra, que desfez o equívoco, junto do meu inesperado e confuso interpelante: “De facto, o doutor Manuel Sérgio não é médico, não faz Medicina, mas faz outras coisas que esta Direcção-Geral precisa que se faça”. Eu trabalhava na edição dos “Cadernos de Medicina Desportiva”, uma obra oportuna e coesa, que mereceu palavras de gratidão de alguns médicos de Medicina do Desporto, exercendo a sua profissão em clubes desportivos de norte a sul do País. Vendo bem as coisas, na Direcção-Geral de Apoio Médico, eu só lia e escrevia, ou seja, segundo a empregada da casa do Alexandre Herculano, não fazia nada. No entanto, no escárnio serôdio ao labor dos filósofos (ou dos modestos aprendizes de filosofia, como eu) que em alguns deles até deu frutos bem sazonados, há um desconhecimento de que os filósofos sempre mostraram um interesse muito especial por um trabalho que não se confunde com qualquer solitária especulação filosófica.
Vejamos: o Sócrates, após o serviço militar, que cumpriu com exemplar pundonor, andava pelas ruas interrogando as pessoas e procurando conduzi-las à Virtude, ao que, para ele, era Bom e Belo e Justo. Em 408 a. C. , encontrou Platão, fizeram-se Amigos e foi Platão que escreveu e deu a conhecer as ideias socráticas, dado que Sócrates nada deixou escrito. Platão fundou ainda uma Academia e manifestou interesse pela vida política. Descartes foi militar, durante vários anos. Pascal inventou, para o pai, uma máquina de calcular, e um coche de cinco pisos, para transporte público. Leibniz teve uma intensa e profícua atividade diplomática. Espinosa polia lentes e os filósofos das Luzes filosofavam e não escondiam os seus interesses políticos e a sua exposição social. Kant e Hegel distinguiram-se também como distintos professores universitários. Marx foi jornalista muito respeitado e “doublé” de um filósofo igualmente grande, concordemos ou não com as suas ideias. E poderíamos multiplicar os exemplos até ao “infinito”. O nosso Sampaio Bruno (1857-1915) era dono de uma padaria e, por vezes, vendia pão aos fregueses habituais do estabelecimento, seu e do seu irmão. No entanto, são muitos (e gente até de admirável fecundidade literária) os que o consideram o fundador da filosofia portuguesa. Um dia, Unamuno visitou o Porto com o fito primeiro de travar relações com Sampaio Bruno. Logo que chegou à Cidade Invicta, dirigiu-se à rua do Bonjardim, onde Bruno morava por cima da padaria da família e que era administrada pelo irmão do filósofo. “Unamuno entrou no estabelecimento e dirigiu-se a um sujeito grave, gordo, de lunetas que, de facalhão em punho, talhava meia quarta de pão a uma freguesa: “Sabe dizer-me onde mora o sábio escritor Bruno?”, perguntou o catedrático de Salamanca. O sujeito de lunetas embrulhou a meia quarta de pão, sacudiu das mãos a farinha triga, guardou o troco na gaveta e, pausadamente, avançou para o espanhol, dizendo numa vozita fina e tímida, que saía como um esguicho daquele corpanzil mole e pesado: Sou eu mesmo!” (Augusto de Castro, Fumo do meu cigarro, pp. 180/181).
A hostilidade, a respeito da Filosofia e da Epistemologia, radica no facto de aqueles dois saberes, por natureza, desinstalam e desestabilizam e portanto incomodam. Eu próprio a senti quando, na minha poligrafia dispersiva, comecei a sugerir a importância da epistemologia, no estudo da Educação Física e do Desporto. Acompanharam-me, nesses anos distantes, se bem me lembro, o Prof. Gustavo Pires, o Dr. Augusto Baganha, o jornalista Homero Serpa, o treinador de futebol José Maria Pedroto e ainda os Profs. Gonçalo M. Tavares, Abel Figueiredo e José Neto. Outros nomes deveria, aqui, acrescentar, como os brasileiros João Tojal, João Baptista Freire, João Paulo Medina e Anna Feitosa. Foram estes os nomes que, imediatamente, me ocorreram. Ao fim de 40 anos, é bem possível que o meu aterosclerótico esquecimento não me deixe chegar a outras pessoas que eu desejaria lembrar, aqui e agora. Dos adversários não me ocupo, mas agradeço-lhes o muito que me obrigam a estudar. Lastimando embora que muitos deles não cultivem a arte subtil de conversar, nem a nobre arte de escrever. O culto da linguagem, escrita ou falada, é uma das formas superiores da vida em sociedade. Não tenho dúvidas a este respeito, mormente num tempo como o nosso, em que a língua portuguesa, com a estulta pretensão de modernizar-se, já se confunde com o inglês e portanto desarticulou-se, está, também ela, ao serviço de um certo imperialismo, filho dileto daquele imperialismo que o nosso Papa Francisco tão certeiramente classificou: “Esta economia mata!”. Mas volto à hostilidade que rodeia a Filosofia e a Epistemologia. Porque a Filosofia não é científica? Mas se o espírito nasce da natureza, a Filosofia deverá, inevitavelmente, estabelecer os seus conceitos, a partir da natureza. Uma solução não tem sentido independentemente de uma problemática que, sem dispensar as ciências, não é unicamente científica. Uma solução não remete para uma psicologia do conhecimento, mas para uma ontologia da complexidade humana. E, aqui, o problemático é mais subjectivo do que objectivo, sendo tanto Ciência como Filosofia. Toda a imagem da realidade surge como biface: é científica e exprime-se em números e é, simultaneamente, filosófica e exprime-se em proposições.
O que pode fazer o filósofo, no desporto? O período axial (termo criado pelo médico e filósofo alemão Karl Jaspers, que aponta o período em que nascem o budismo, o confucionismo, a filosofia grega e em que o profetismo judaico já anuncia Jesus de Nazaré) que permite a resposta a esta questão, começou em Pierre de Coubertin e continua ainda hoje. O filósofo, no desporto, tem, em primeiro lugar, de saber onde está, ou seja, conhecer, melhor ou pior, a prática desportiva; depois, sugerir ao treinador principal que toda a investigação exige um método e, no caso do desporto, o método é o específico das ciências humanas, pois que não há jogos, há pessoas que jogam; por fim, com a consciência de nós mesmos e com a metodologia adequada, importa elaborar conceitos, em busca dos significados essenciais das coisas, dos factos e dos acontecimentos. A pergunta básica de toda a filosofia poderei assim resumi-la: o que é isto? Ou, melhor ainda: qual o conceito que mais fielmente me retrata a realidade e me transmite o sentido do que estou a investigar?... No desporto, é a motricidade. Eu criei, sem esquecer os meus inúmeros limites e condicionalismos, uma definição de motricidade humana: é a energia do movimento intencional e em equipa da transcendência. Canta o Caetano Veloso que “Se você tem uma ideia incrível, é melhor fazer uma canção./Está provado que só é possível filosofar em alemão”. É evidente que a minha definição de motricidade humana não significa a posse de uma absoluta certeza. Significa, sim, que tenho um caminho para investigar e que sei também que nunca o poderei caminhar sozinho, nem chegarei alguma vez à claridade matinal de uma certeza indiscutível. Embora o desporto (e a dança) seja uma obra humana e sejam seres humanos que perpetuam a história do desporto (e da dança). E o filósofo acrescenta: e qual o sentido do desporto (e da dança), na história da humanidade.
Há mais de 40 anos, me parece (veja-se o meu livro, Desporto em Democracia, Seara Nova, 1976) que o ser humano não pode definir-se como substância estática, pois que o ser da mulher e do homem é um fazer- se, um tornar-se, um transformar-se, mas com pontos de referência axiológica, pois que há um vínculo iniludível, entre a História e os valores, donde nascem a civilização e a cultura. A prática desportiva e a dança, pela sua qualidade intrínseca, são movimento intencional e, porque o ser humano as faz num surto incoercível de valores, transformam-se num espaço de civilização e cultura e de poesia e de sonho. Quem tem um mínimo de consciência histórica descobre, na História, um processo contínuo de humanização, através de um contínuo processo de aprendizagem, onde se movimentam o desporto e a dança. Julgo não ser excessivo acentuar a diferença entre o que é justo, por imperativos de uma ordem moral, e o que é justo por imposição legal. As metas axiológicas do desporto e da dança, embora algumas estridências de sinal contrário, mostram-nos que o ser do homem (e da mulher) é o seu dever-ser. “(…) somos testemunhas de um formidável aumento das atividades financeiras e bolsistas, de uma aceleração da velocidade das operações económicas que funcionam, agora, em tempo real, de uma explosão fenomenal de volumes de capitais, em circulação no planeta. Desde há muito tempo, a sociedade de consumo estabelece-se, sob o signo do excesso, da profusão de bens: o que é ainda amplificado através dos hipermercados e dos centros comerciais cada vez mais gigantescos e que oferecem uma série de produtos, de marcas e de serviços pletóricos” (Gilles LIpovetsky, Os Tempos Hipermodernos, Edições 70, Lisboa, 2018, p. 57). Acentua-se, no tempo em que vivemos, a ambiguidade já pressentida por Ortega y Gasset, sobre as sociedades de massas.
De facto, as pessoas vivem mais anos, a tecnologia produz bens que tornam mais agradável a existência, a sociedade do conhecimento dá-nos “lato sensu” a informação necessária, debruando as imagens soturnas do terrorismo com a vida fantástica dos mais célebres jogadores de futebol e artistas de cinema. Todavia, as desigualdades crescem entre os homens e as nações, os bens que a tecnologia produz não chegam a todos, a informação passa por aí ao serviço de certos interesses e as bombas atómicas mais mortíferas estão na posse de verdadeiros psicopatas. Cícero ensinava que educar significa libertar o futuro (o estudante) da tirania do presente. Mas apontando sempre valores de forte carácter axiológico, que resultem de reacções emocionais, mas também de juízos lógicos de conhecimento dos mais nobres objectivos da história humana. Ora, estes valores descobrem-se no nascimento do desporto moderno. No processo de criação e construção da prática desportiva, a competição conjuga-se com o espírito lúdico e é dos desempenhos físicos (da nossa corporeidade) que pode visionar-se a vida espiritual do atleta. O ser humano é interioridade e exterioridade, “bios” e “logos”, como convém a matéria que se faz espírito. Como desconhecer que a escola necessita do desporto, não tanto para ajudar ao nascimento de campeões, individualistas e narcisistas, mas para galvanizar a vivência das virtudes humanas, que (repito-me) emergem da génese do desporto moderno? É o ser humano, com o pleno conhecimento dos seus limites, o objectivo primeiro do treino e da competição desportiva. Tanto na Escola, como no Lazer, como na Saúde, como no Espectáculo Altamente Competitivo. E ainda como Ciência e Filosofia, como Ética e como Política. No dia em que assim o entendermos, torna-se fácil o papel do filósofo, no mundo do desporto. Porque todos sabem o que é o essencial…"

Por uma Liga com verdade desportiva

"O balanço da 1ª volta da Liga 2018/19 fica marcado por um conjunto de erros de arbitragem de uma dimensão que há muitos anos não se via. Muitos deles inexplicáveis e incompreensíveis.
O que habitualmente se verifica é que, entre eventuais benefícios e perdas, acaba por haver um equilíbrio no final das contas, entre equipas que lutam pelos mesmos objectivos. Na actual temporada isso não acontece. Pelo contrário: desta vez existe um clube que tem beneficiado sistematicamente de erros a seu favor.
Situação reconhecida pela esmagadora maioria dos analistas e que coloca em causa a verdade desportiva desta competição.
Outra evidência é que, no confronto directo entre os principais candidatos ao título, não se tem afirmado a superioridade de quem surge destacado na liderança. Bem pelo contrário. Trata-se, pois, de uma liderança muito alicerçada em erros sucessivos em momentos decisivos de jogos, a que não será alheio todo o clima de pressão, ameaças e coação dirigidos a diferentes agentes desportivos. 
Neste quadro, mais se torna urgente que, de forma transparente, se faça um balanço e se tornem públicos os 9 erros que recentemente foram assumidos.
Ao nível do VAR, assistiram-se inclusive às mais incríveis decisões, onde mesmo com a ajuda de diversos ângulos e imagens, houve quem não visse o que toda a gente viu.
Esperamos que, na segunda volta, esta dualidade de critérios e protecção absurda a um clube termine para que todos estejam em igualdade de circunstâncias e assim, com verdade desportiva, possam lutar pelos seus objectivos.
O Sport Lisboa e Benfica também assume os seus erros quando eles existem. E não nos custa reconhecer o mérito dos adversários. Demonstrámos isso mesmo já esta época, nos jogos que não conseguimos vencer.

PS: O Benfica voltou a vencer a Taça da Liga de Futsal, derrotando o Sp. Braga, na final, por 3-0. A equipa de Joel Rocha repete o título conquistado na época passada e confirma assim o excelente momento que atravessa e que atinge expressão máxima nas 16 vitórias conseguidas em 16 jornadas da Liga Sport Zone."

Benfiquismo (MLXIV)

Benfica...

2.ª Taça da Liga

Benfica 3 - 0 Braga


Estamos a jogar a um nível muito elevado. Jogos praticamente perfeitos, consequência óbvia de muito trabalho, nos treinos... e nem as habituais 'habilidades', nem os esquemas elaborados pelos treinadores adversários, nos têm conseguido parar... Grandes!!!
Mas ainda falta muito caminho, para chegar ao título mais importante da época!

domingo, 13 de janeiro de 2019

Urgente, definir o futuro próximo...

Benfica B 2 - 3 Braga B


A ausência do Bruno Lage, está claramente a afectar esta equipa, é importante efectuar as 'promoções' definitivas. Neste caso, parece que será o Renato Paiva que irá assumir esta equipa... As saídas do Parks e do Amaral... e a lesão do Zlobin também não ajudam!

A equipa mantém os princípios de jogo, mas hoje fomos lentos e pouco objectivos, isto contra uma equipa que jogou no nosso erro... e acabou por marcar 'golas da vida' dos jogadores!!!

PS: A renovação do Tiago Dantas, foi anunciada hoje. É uma boa notícia, pois é um excelente jogador... Não é todos os dias que um miúdo que começa a jogar no Benfica com 4 anos, tem hipóteses de chegar à equipa principal!!!

Vitória nos Oitavos-de-final da Taça...


Benfica 3 - 0 Leixões
25-15, 25-18, 25-13

Jogo bastante diferente da recente partida, para o Campeonato, disputada em Matosinhos. Desta vez, jogámos 'avisados'!!!
Nos Quartos-de-final recebemos o Guimarães.
O próximo jogo, é na Roménia, na 2.ª mão da Challenge Cup...

PS: Parabéns aos nosso Marchadores que hoje em Porto de Mós se sagraram Campeões Nacionais por equipas: Tricampeões os masculinos; e Campeãs no feminino.

Liga a meio, Taças a caminho e malas a voar

"Seferovic voltou ontem a marcar e Jardel voltou a marcar na baliza certa. E o Benfica lá ganhou ao Santa Clara, que jogou a segunda parte toda com menos um jogador em campo e que, mesmo assim, ainda assustou umas quantas vezes o guarda-redes grego do Benfica. Estranhamente, o Benfica jogou bem melhor contra 11 do que contra 10. Quando se viu com mais um jogador em campo do que o adversário, a equipa de Bruno Lage começou a pensar nos jogos com o Vitória de Guimarães para a Liga e para a Taça de Portugal e no jogo com o FC do Porto para a Taça da Liga e resolveu "desligar". Vá lá que correu bem. O Benfica aguarda agora o desfecho do Sporting-FC Porto para definir o seu ataque à segunda volta da prova. É o que se lhe exige.
E novidades, há? Há pois! E de monta. A tese do "Ministério Público do Porto" aproxima-se amorosamente da tese que o ex-presidente do Sporting Clube de Portugal não se cansou de brandir em sua defesa durante meses a fio: o ataque "hediondo" a Alcochete, que conduziu à queda do próprio, o saudoso Bruno Miguel, foi obra do Benfica. Aliás, se não fosse obra do Benfica não seria "hediondo". seria apenas "chato". O Ministério Público portuense, de acordo com as notícias que têm vindo a lume (brando), alinha em toda a sua plenitude com a tese de Carvalho. O Benfica comprou, um a um, os jogadores do Marítimo para vencerem o Sporting no encontro da última jornada da última Liga, garantindo, assim, a qualificação para as pré-eliminatórias da Liga dos Campeões. Mas não se ficaram por aqui as manipulações dos vermelhos. O Benfica assegurou também com a derrota comprada na ilha da Madeira, e numa relação antecipadíssima de causa-efeito, a invasão do centro de treino de Alcochete, a carga de pancada em jogadores-chave, o despedimento de Jorge Jesus, as rescisões de contrato por parte de trânsfugas de alto coturno e, finalmente, a volatividade do projecto presidencial do carvalhismo que, em poucas palavras, se reduz ao facto, indesmentível, de ter sido o artefacto mais conveniente que alguma vez caiu no colo do FC Porto em 125 anos de história ou mesmo em 250 anos de história, tal como os vindouros terão oportunidade de constatar.
Não tardará que o "Ministério Público do Porto" relate ao país como o dinheiro foi transportado numa mala do estádio da Luz para o Funchal e como ficou à guarda da mãe de um fabricante de ponchas artesanais da região. Naquele domingo à tarde já distante de maio, a senhora estava aflita porque não sabia o que fazer ao guito,já que os jogadores do Marítimo nunca mais perdiam o jogo e o plano ameaçava ir por água abaixo. Foi então que Rui Patrício em tempo de descontos, ofereceu a vitória aos insulares através de aquilo a que se pode chamar um frango monumental. A mãe do do fabricante de ponchas artesanais encolheu os ombros e disse para com os seus botões "estes tipos pensam em tudo" e nunca mais pensou no assunto."

Descentralização

"Tenho admirado - sim a palavra é essa! - a discrição e a serenidade de Bruno Lage. E, até, os seus 'feelings'. Merece ser acarinhado.

1. Terminou a primeira volta desta Liga NOS. O Futebol Clube do Porto lidera com cinco pontos de avanço em relação ao segundo classificado, o Benfica. Mas nesta última jornada, que só acaba hoje, o grande vencedor foi o Benfica. Ganhou categoricamente nos Açores, viu o Sporting de Braga empatar em Portimão e assistiu ao empate ao Sporting em Alvalade no primeiro dérbi deste ano de 2019. O jogo de Alvalade, numa bonita e singular tarde de futebol, não foi, de verdade, um grande clássico. Foi um jogo repartido, demasiado táctico e em que o Sporting pareceu contente com o empate, dando a entender que a sua preocupação era não dilatar a sua desvantagem face a Benfica e Braga. Assumindo que a liderança do Futebol Clube do Porto lhe parece inquestionável. Não foi deitar a toalha ao chão, mas pareceu. Foi, direi, a vitória, porventura do realismo e da racionalidade, bem holandesa, do treinador do Sporting. Obrigou este Futebol Clube do Porto de Sérgio Conceição a ser menos exuberante - diria que jogando com menos fulgor - e mostrou que a sua equipa sabe defender e sabe controlar os jogos, ao contrário do que evidenciara, negativamente, por exemplo, em Portimão e em Tondela. O empate em Alvalade foi um resultado justo e Sérgio Conceição, afinal, não ultrapassou, no que respeita a vitórias consecutivas, Jorge Jesus. Mas falta toda a segunda volta de uma Liga que se vai disputar muito nos relvados e, bastante mesmo, para não fugir ao que nos habituámos, fora deles.

2. O Benfica, agora liderado por Bruno Lage, venceu, categoricamente, o Santa Clara. A festa foi bem bonita. Com um estádio cheio, vibrante e acolhedor. E com a demonstração, inequívoca, que em termos de assistência o Benfica goleia o Futebol Clube do Porto e o Sporting. O dobro das assistências dos jogos dos rivais, o que evidencia o fervor das gentes de São Miguel como, aliás, há cerca de vinte anos constatei quando participei, na companhia do saudoso Senhor Eusébio da Silva Ferreira, numa festa de aniversário do Santa Clara. O Benfica pressionou, bem e muito, o Santa Clara e lutou, bem e muito, durante largos períodos do jogo. Este Benfica de Bruno Lage, depois destas duas vitórias, sabe que vai ter uma intensa segunda quinzena de Janeiro. Onde muito se vai decidir. Na Taça de Portugal, e no seu acesso às meias finais, já no arranque desta próxima semana. Depois, também em Guimarães, o arranque da segunda volta deste renhida Liga. Depois, ainda no Minho, e na cidade rival, Braga, a disputa da Taça da Liga, naquilo que o seu marketing, e bem, identificou com a procura do Campeão de Inverno. Uma nota pessoal: tenho admirado - sim a palavra é essa! - a discrição e a serenidade de Bruno Lage. E, até, os seus feelings. A sinceridade das palavras e a sua percepção da ligação aos adeptos sabem bem. Mesmo bem. E o balneário, este balneário, tem de o sentir e de o assumir. É que a ligação entre treinador e jogadores - onde entra a rotatividade - e a conexão entre equipa e adeptos - onde entram a disponibilidade e a responsabilidade - que motivam para o legítimo sonho da reconquista. Com a consciência que o Benfica, este Benfica, tem uma segunda volta bem complexa - com visitas a Alvalade, ao Dragão e a Braga - e tem que avançar, e muito, em termos de Liga Europa. Mas Bruno Lage merece ser acarinhado. E o carinho não é caridade. O carinho implica reconhecimento de capacidade e de carácter. Mas como Robert Frost, direi que «trabalhando dedicadamente oito horas por dia talvez acabes em chefe a trabalhar doze horas por dia». E esta novas doze horas de Bruno Lage têm sido motivanetes e estimulantes. Desde logo para este simples adepto do Benfica e este bem pequeno acionista da SAD do Benfica.

3. Vamos viver tempos complexos no futebol. Acredito que as rupturas de tesouraria se vão multiplicar nas próximas semanas. Acredito que até final deste mês de Janeiro haverá algumas mexidas de Janeiro em certos plantéis, incluindo em muitos que participando na segunda Liga - que vai mudar de patrocinador, o que implica uma saudação especial à Liga e ao seu presidente -, ainda sonham em subir à única competição que, em Portugal, gera proveitos e, por isso, é tão tentadora. E basta olharmos para os investidores estrangeiros que, com sagacidade, adquiriram parte substancial do capital social das sociedades desportivas, qualquer que seja a sua específica natureza, que participam mas por ora identificadas competições profissionais. E na antecâmara, repito, de uma mudança estrutural, diria que revolucionária, da definição dessas competições e, até, do valor dos direitos televisivos conferidos às SAD's. Desde logo àquelas que participam nesta segunda liga. Mas não só... acreditam!

4. A Taça da Liga de futsal conhece hoje o seu vencedor. O que mais importa realçar é que a fase final desta competição se disputou, nos últimos dias, no Pavilhão Multiusos de Sines. Há poucos meses voltei a Sines a convite do meu Bom e querido Amigo Joaquim Barbosa. Na companhia, bem fraterna, dos seus três irmãos, abracei o porto, degustei a sua gastronomia, deslumbrei-me com olhar penetrante das suas praias e do oceano que as acaricia. E, de cima de um penetrante miradouro, senti que vale a pena saudar e vibrar à Vida. E é esta Vida que, mesmo no final de um clássico sem muita chama, importa realçar. Sabendo que, também ontem, na ilha Terceira, ali nestes Açores que sempre nos atraem, o Benfica e o Futebol Clube do Porto chamaram muita gente aos Pavilhões do Terceira Basket e do Lusitânia para vibrarem com dois jogos de basquetebol. E, assim, o deporto, em época baixa, estimula o turismo e mostra e muitos a beleza singular dos Açores, e das suas ilhas, e a cativante hospitalidade das suas gentes. Como a que sentimos, de verdade, também em Sines! Terra hoje do futsal numa iniciativa da nossa Federação que se saúda. Aqui há, a sério, descentralização! Há mesmo!"

Fernando Seara, in A Bola

Caso de Abraham e regras da FIFA

"Abraham tem vínculo com o Chelsea na época 2018/2019 e encontra-se emprestado ao Aston Villa. As notícias deram conta, esta semana, do interesse do Chelsea e do Wolverhampton em transferir o jogador para este último clube, na presença janela de transferências. Ou seja, o jogador, durante a mesma época, representaria três clubes.
Será isto possível?
O Regulamento do Estatuto e Transferência de Jogadores da FIFA (doravante RSTP) diz, no artigo 5.º, n.º 3 (é importante referir que esta norma é, de acordo com o RSTP, vinculativa para todas as federações e que deve ser incluída a nível nacional sem qualquer modificação nos respectivos regulamentos, razão pela qual se traz aqui à colação) o seguinte (tradução livre):
«Os jogadores podem ser registados, no máximo, por três clubes durante uma época desportiva. Durante este período, o jogador só é elegível para disputar jogos oficiais por dois clubes. Como excepção a esta regra, um jogador que seja transferido entre dois clubes pertencentes a associações em épocas sobrepostas (...) pode ser elegível para jogar em jogos oficiais de um terceiro clube durante a época relevante (...)»
Assim, à partida, o jogador poderá ser transferido para um terceiro clube. Mas poderá disputar jogos oficiais pelos Wolves, caso a transferência ocorrera? O Chelsea pretende alegar que o jogador não disputou nenhum jogo oficial pelo clube referente à presente época: isto porque um dos jogos foi a Community Shield, referente à época passada, que é uma competição amigável e porque outro jogo foi referente à competição de sub-23. Porém, decisões precedentes da FIFA em casos semelhantes são contrárias à pretensão do clube."

Marta Viera da Cruz, in A Bola

Clássico: organização defensiva de excelência, num jogo rico tacticamente (atenção, este título contém ironia)

"O treinador (...) viu sábado em Alvalade um jogo paupérrimo onde a organização defensiva não se superiorizou; a ofensiva é que teimou em não aparecer

Primeira Parte
Os primeiro minutos do jogo poderiam indiciar um jogo diferente; não por parte do Porto que já nos habituou a não ter um jogo muito pausado e de passe curto, mas porque as duas primeiras acções do Sporting assim o indicavam. Um lance em que o guarda-redes participa e Wendel é parado em falta, e o lance seguinte que acaba com a entrada na área de Diaby e o remate interceptado. Logo de seguida, Renan recebe a bola e manda a equipa fechar, joga a bola na referência Bas Dost para os duelos, acabando numa disputa da segunda, terceira, (…), décima bola, falta cometida pelo Sporting e recomeço do jogo para o Porto. O jogo foi isto. Ninguém quis arriscar sair a jogar curto pressionado, deixando a construção para depois de uma segunda bola já no meio campo ofensivo ou no seguimento de uma reposição de bola.
Marcel Keizer trabalhou do ponto de vista estratégico as suas linhas para estarem posicionadas mais atrás. Bas Dost e Bruno Fernandes à entrada do meio campo, e o resto da equipa a tentar retirar espaço dentro do bloco e em profundidade para condicionar os ataques à profundidade. Não foi por isso estranho que os centrais do Porto e o Danilo tivessem a bola durante algum tempo fora do bloco, até que decidirem procurar o passe longo para Marega que se movimentava entre Mathieu e Jefferson, ou para Soares que se encontrava entre Coates e Bruno Gaspar. O Porto trabalhou da forma habitual, e optou por não pressionar Renan, fechando-lhe as linhas de passe mais próximas, como que o incentivando a escolher outro tipo de opções. Seis homens a fechar o corredor central: Marega, Soares e Herrera numa primeira linha; Corona, Danilo e Brahimi mais atrás, sendo que os dois alas tinham como missão dividir o espaço para conseguirem disputar a bola com os laterais caso Renan optasse por colocar a bola neles.
No meio campo ofensivo as duas equipas tentaram jogar, cada uma a tentar explorar as suas dinâmicas. Um Sporting a procurar ir mais em passe curto, e o Porto a tentar massacrar entre central e lateral e a forçar o passe em profundidade para os dois avançados. Por mais que a bola andasse por Brahimi ou Corona, os lances terminavam invariavelmente na procura das duas referências ofensivas naquele espaço. Também se percebeu que os jogadores do Porto tentaram, na marcação dos livres e nos lançamentos, recomeçar o jogo rápido para tentar aproveitar os momentos de desorganização do Sporting.
Nesta a primeira parte houve um encaixe das duas equipas com um ligeiro ascendente do Sporting. Porque nas situações em que ficou com a bola controlada depois de um duelo (que foram poucas), e sobretudo nas situações em que tentou jogar em passe curto pelo chão, conseguiu chegar junto à área do Porto, onde faltou a qualidade e a paciência para desmontar o que sobrava da organização defensiva do Porto. Sérgio Conceição também tem algum mérito porque a equipa pareceu saber sempre em que situação deveria parar o lance em falta para impedir a criação de uma situação de golo. Tendo Keizer optado por recuar alguns metros, a equipa do Porto entrou ficou desconfortável e esteve longe de conseguir criar situações claras de golo, excepto numa recuperação nos primeiros minutos onde Corona tenta explorar as costas de Mathieu, jogadno em Soares, mas Coates aparece muito bem a cortar o lance. Não se perceberam as fragilidades defensivas do Sporting pela alteração estratégica que criou constrangimentos ao Porto, e por ser um jogo onde os jogadores entram super concentrados nas tarefas defensivas. Sporting não conseguiu expor o Porto pela sua opção na construção, e por não ter qualidade na criação. As transições e outras situações de potencial foram muitas vezes paradas em falta. Não houve, por isso, situações de golo para nenhuma das equipas.
Há um dado interessante onde se percebe a melhor preparação do Porto para um jogo de duelos, e o quão pouco benéfico é para quem ataca optar por esse tipo de lance. Contabilizei durante a primeira parte o número de lances onde os jogadores das duas equipas, em zonas mais recuadas, optaram por jogar a bola pelo ar para uma zona onde se encontravam jogadores das duas equipas. E desses lances, tentei perceber em quantos a equipa que tinha provocado a situação (o duelo) ficava em vantagem (com a bola controlada) depois do lance estar limpo (disputas das segundas, terceiras, (…), décimas bolas). Considerei ainda dentro das vantagens a bola ir para fora e seguir da equipa que provocou o duelo numa zona mais adiantada, ou o adversário fazer falta. O posicionamento mais próximo dos jogadores do Porto, e acção mais agressiva que têm nesse tipo de lances percebeu-se. É este o tipo de jogos que jogam regularmente.
Já o Sporting ter optado por esta estratégia, retirou o erro das zonas mais recuadas, mas não lhe trouxe qualquer benefício do ponto de vista ofensivo. Começamos também com mais estes sinais a perceber que Keizer não é fundamentalista de uma ideia de passe curto, ou talvez ache que a equipa ainda não está preparada para se expor tanto, por haver pouco conforto dos jogadores, neste tipo de jogos. Ainda assim, há a responsabilidade da escolha do onze inicial onde não estavam os mais capazes de colocar a equipa mais confortável em posse.
O Sporting provocou 19 duelos, sendo que ganhou 8. Nestes estão incluídos duas faltas e três lançamentos. O Porto provocou 15 duelos, sendo que ganhou 9. Três foram faltas, e dois lançamentos. Se retirarmos as vantagens das faltas e dos lançamentos, as duas equipas juntas apenas em 7 situações ficaram com a bola controlada em 24 possíveis.

Segunda Parte
Depois do intervalo a duas primeiras situações perto da área são do Sporting. A primeira num duelo em que conseguem ficar com bola e colocar um jogador de frente para a linha defensiva, a segunda num contra ataque depois de um livre ganho pelo Porto. Em ambas as situações faltou, novamente, qualidade e criatividade para definir o lance. Para tal, Keizer teria que optar por outro tipo de jogadores.
Com a entrada de Oliver, e com o intervalo, Sérgio Conceição mudou a dinâmica do Porto. Oliver começava mais baixo: numa primeira fase perto de Danilo, perto do lado direito, para permitir que Corona desse largura e profundidade. Assim, Marega poderia sair do corredor que passou a defender para pedir, novamente, entre central e lateral e Herrera acompanhava Brahimi na tentativa de explorar os espaços entre linhas. A subida de um médio, por troca com o lateral (Maxi) causou outro tipo de problemas ao Sporting. Quando Oliver subia, era Herrera que ficava mais. Os avançados do Porto apareceram mais vezes entre linhas, alternando os movimentos de profundidade com os médios. Do lado esquerdo Brahimi tinha que conduzir para dentro para encontrar colegas para combinar, uma vez que tinha Soares a fixar o Coates e o Telles quase sempre bem tapado pelo Diaby. O Porto estava, nesta fase, mais móvel e menos previsível. Jogou de forma mais paciente por forma a procurar os espaços que lhe interessavam atacar, juntou mais jogadores perto da bola, e também por isso conseguiu mais vezes recuperar a bola nas zonas onde perdia.
Por ter Oliver num espaço de construção o critério foi diferente nas zonas mais recuadas, e é por ele encontrar Brahimi entre linhas que surge a primeira grande situação de golo do jogo. Herrera temporiza bem, depois um passe um pouco largo de Brahimi, e encontra Corona dentro da área que assiste Soares, e este falha incomodado pelo movimento de Marega.
Ainda assim, e apesar de ter tentado de forma diferente, o Porto não conseguiu fazer tremer vezes suficientes a defesa do Sporting para que se justificasse marcar um golo. E sendo o momento defensivo o pior argumento de Keizer, isso diz muito sobre o momento ofensivo de Sérgio Conceição. É um modelo trabalhado para romper pela força, e quando os adversários respondem com força na mesma medida não consegue arranjar alternativas (dentro do seu modelo) para criar embaraço suficiente.
À maior iniciativa do Porto, o Sporting reagiu partindo o jogo. Tentou sair em contra ataque quase sempre que recuperava a bola, mesmo quando as condições não eram as mais indicadas para tal. Perdeu o controlo do jogo por isso, desgastou-se mais, e expôs mais as suas debilidades defensivas colectivas e más abordagens individuais. Continuou a provocar duelos, e o jogo foi-se deteriorando à cada minuto que passava: cada acção falhada precipitava os jogadores para outra acção falhada, e por isso os espaços que o Porto tanto gosta apareceram bem mais do que na primeira parte.
No último quarto de hora, quando Bas Dost estava um tanto quanto adiantado para atacar aquela bola de forma adequada ao segundo poste, no seguimento do canto, não nos podemos esquecer que foi a pausa de Bruno Fernandes que permitiu o tempo e o espaço à Ristovski para colocar lá a bola. O Bruno estava parado, e a acção dele mostra o caminho para se atacar melhor: o critério e a qualidade de execução.
Poder-se-à dizer que foi preferível para ambas as equipas não correrem riscos lá atrás, exemplificando com o lance em que Corona atrasa para Casillas e Bas Dost esteve perto de interceptar. Mas a situação apenas acontece porque Corona está habituado a jogar num espaço diferente onde não tem que jogar sempre na frente, e como Casillas não está habituado a dar linhas de passe ali, não se disponibilizou para receber a bola e dar seguimento ao lance. Se o tivesse feito, Dost não teria chegado perto do o incomodar e ainda o desgastava por ter feito mais um sprint onde nem ele nem os colegas tinham conseguido recuperar a bola. É tudo uma questão de hábitos, é uma questão de escolhas.
O jogo foi pobre porque nenhuma das equipas quis arriscar, e a riqueza táctica perde-se na falta de controlo dos duelos e na precipitação. Atacou-se mal, e por isso não é possível dizer que se tenha defendido de forma exemplar. Porque quando as intenções ofensivas foram boas as duas organizações defensivas acabaram expostas. O título do texto é uma forma irónica de catalogar um jogo paupérrimo onde a organização defensiva não se superiorizou; a ofensiva é que teimou em não aparecer. E como não estamos habituados a ver equipas com boas ideias de ataque dizemos que em Portugal defende-se muito bem, e que do ponto de vista táctico o jogo é muito rico."

Uma Semana do Melhor... Graciano com uma entrada a pé juntos!!!

Benfiquismo (MLXIII)

CCCP!!!

Finais são para ganhar!!!

Modicus 2 - 6 Benfica

Estamos de facto a jogar muito bem... a defender e a atacar. E os nossos adversários 'reconhecem' isso mesmo, sabem que não podem dividir o jogo com o Benfica, e assim são obrigados a arriscar o 5x4 precocemente!!! O Modicus não arriscou tanto, como o Azeméis ontem, mas mesmo assim...!!!
Os dois golos no final da 1.ª parte foram decisivos, deram a tranquilidade necessária para o resto do jogo...
Amanhã na final é preciso ter cuidado, até porque o Braga teve um dia de descanso... além de ter tido mais tempo de recuperação entre jogos de ontem para a amanhã!

Hoje, os sacrificados foram o Chaguinha e o Campos, na Final logo se verá...

Vida nova...

Benfica 5 - 3 Viana

Estreia do novo treinador, com uma vitória, num jogo que não foi fácil...
Notou-se a tentativa de fazer 'coisas' diferentes: defendemos com muita agressividade, e por isso as muitas faltas... com os apitadeiros do Tugão, a defender assim, vamos ter problemas! Além das 14 faltas assinaladas, o Viana beneficiou de 6 'bolas paradas' (só marcou uma)!!! No ataque, também houve diferenças: mais jogo colectivo, mais velocidade... notou-se uma tentativa de 'montar' triângulos... Mas vai demorar algum tempo, para as ideias do treinador chegarem ao stick dos jogadores!!!

PS: As nossas meninas, tiveram um jogo muito difícil estar tarde na Champions. Vencemos 2-1 na Luz ao Voltegrá. Uma vitória é uma vitória, mas vamos ver se será suficiente para a 2.ª mão!!!

Vitória em Guimarães...

Fermentões 22 - 35 Benfica
(12-18)

Jogo sempre controlado, neste regresso, após esta pausa prolongada...
Destaque para o regresso do João da Silva, após lesão complicada... E com a lesão do Pedro Seabra (poderá não jogar mais esta época!!!), é fundamental o regresso do Central brasileiro à boa forma!