Últimas indefectivações

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Honra aos vencedores, desonra aos vencidos






Garra, atitude, 'mau perder', inconformismo, coração, ambição, colectivo, militância, talento, dignidade, competência foram algumas das qualidades que fizeram o Benfica vencedor. Hoje, e no passado. Mesmo acusando a fadiga da sucessão de jogos (3 em 3 dias), mesmo com mais um 'Douradinho' a inclinar o campo, mesmo contra uma equipa que se recusou jogar futebol, o Benfica ganhou.
Os festejos do golo da vitória vão ficar na memoria colectiva Benfiquista por muito tempo, e com total justiça...
A caminho de casa, ouvi um treinador adversário com um discurso 'à Cabral', completamente ridículo, alegando injustiça no resultado (quando na verdade merecia ter sido goleado), e ainda cobardemente insinuando prejuízo por causa da arbitragem (quando ficou um penalty por marcar contra, e ainda beneficiou da 'não expulsão' do Ricardo Esteves)!!! Chego a casa, ouço um 'cego' (só pode ser cego!!!) elogiar o futebol positivo, bonito do Marítimo!!! O Lagarto Pedro Martins, com este discurso garante os seus futuros 'tachos', e o 'cego dos caracóis' não percebe que é este anti-jogo (e foi mesmo anti-jogo do mais porco possível), que afasta as pessoas dos Estádios (entre outros factores)... Depois de terem marcado um golo quase 'sem querer', depois de terem abdicado de construir jogo ofensivo com 'pés e cabeça', depois de várias bolas aos 'ferros', depois de um guarda-redes completamente possuído, depois de várias decisões favoráveis do árbitro, depois de terem simulado várias lesões, depois de terem passado 90 minutos a 'queimar' tempo em todas as situações de jogo, acabarem o jogo correndo desalmadamente para cima do árbitro, é preciso ter muita falta de vergonha na cara!!!

Até nós adeptos estamos cansados com esta sucessão de jogos, imagino os jogadores!!! Para quarta-feira exige-se rotação...


A única equipa Portuguesa, que se mantém na Europa...




Melhores

Castêlo da Maia 1 - 3 Benfica
Só vi o início do jogo, mas a meio do primeiro set já era notório o vergonhoso, descarado, e habitual critério completamente enviesado dos profissionais da Sport TV, principalmente da 'menina' especialista em Volei!!! E não interessa qual é o adversário, pode ser o Castêlo, pode ser o Guimarães, ou o Espinho, os comentários são sempre iguais, anti-Benfica do mais primário possível...

Jesus forever

"No espaço de quatro dias, e com uma viagem pelo meio, a equipa do Benfica vulgarizou o Sporting e o Estugarda nos seus respetivos terrenos. Temo que assim se esteja a banalizar o futebol-espetáculo. Corre-se o risco de o espectador português esperar que em todas as partidas se pratique bom futebol. Pelo sim, pelo não, aconselho o visionamento de um ou dois jogos do FC Porto para se voltar à realidade.

Comecemos pelo dérbi, o primeiro desde há muitas épocas em que se sabia de antemão que Liedson não ia resolver (muito se falou sobre a tática de Jorge Jesus, mas a estratégia de José Eduardo Bettencourt também acabou por ter influência no resultado). No fim da partida, o Benfica venceu e a imprensa sentenciou: Gaitán foi o homem do jogo, Postiga o homem do fora-de-jogo. Em relação à estratégia de Jorge Jesus, o Benfica estudou dois sistemas táticos, semelhantes aos que tinha já utilizado no último jogo contra o FC Porto: um 4x4x2 que anulava as iniciativas da equipa adversária, e um 4x4x1 que anulava as iniciativas do árbitro da partida. Em termos estatísticos, com este resultado, Jorge Jesus igualou o recorde de 15 vitórias seguidas conquistado por Jimmy Hagan e Eriksson. Todavia, caso o clube de Alvalade tivesse ganho, Paulo Sérgio também teria batido o recorde de vitórias do Sporting, nesta época: ou seja, uma vitória seguida.

Em relação ao Estugarda-Benfica, foi uma partida que não espelhou convenientemente a realidade que os dois países vivem atualmente – na quinta à noite, quem precisava de um “bail out” eram os alemães (não nos custava nada, por exemplo, emprestar-lhes o Roderick e o Nuno Gomes). Seja como for, caso ultrapasse o PSG, restam ao clube da Luz ainda algumas equipas bastante acessíveis na Liga Europa, como é o caso de Rangers, Twente ou FC Porto. Pessoalmente, torço para que nos calhe o clube das Antas, uma vez que o Benfica teria direito a uma enorme regalia: árbitros estrangeiros. Mas, conhecendo a nossa sorte, ainda nos calhava o Olegário Benquerença."

...e o jogo lá acabou!!! Só não sei onde foi jogado?!!!


sábado, 26 de fevereiro de 2011

Manter distância para os Corruptos, aumentar para a Oliveirense...



Hoje, as vitórias nos Pavilhões da Luz foram tiradas 'a ferros' (volei e hóquei) Contra uma equipa difícil, que tem alguns jogadores muitos bons individualmente, que ainda está na Taça Cers, o Benfica teve que lutar muito para conseguir os 3 pontos. A vitória é justa, mas durante várias fases do jogo, a equipa perdeu o controlo das emoções, procurando o golo um pouco 'à maluca', permitindo muitos contra-ataques ao adversário. Mais uma vez o Ricardo Silva defendeu um livre directo bem perto do final do jogo (tem sido quase em todos os jogos!!!), mais uma vez a falta que deu origem ao livre não existiu!!! Aliás se durante o jogo a dupla de arbitragem mostrou muita incompetência (com cada árbitro a apitar faltas com critérios completamente diferentes!!!), tendo ficado um penalty descarado por marcar a favor do Benfica na última jogada da primeira parte, e outro logo a abrir a segunda sobre o Viana, na parte final do jogo além de terem 'oferecido' o livre directo ao Braga, ainda permitiram o 3º golo do Braga em falta, depois de um toque com o patim !!!

Para a semana vamos ao antro dos Corruptos, temos 3 pontos de vantagem, em caso de derrota ficamos empatados (sinceramente não sei qual é o critério de desempate). Com o empate nesta jornada a Oliveirense perdeu algum 'gás'!!! Até ao final da época temos a difícil deslocação a Oliveira de Azeméis, os Corruptos daqui a duas jornadas vão ao Pico, e na última jornada recebem a Oliveirense. Estes teoricamente são os jogos mais difíceis, mas como já se provou também se pode perder pontos com as equipas mais 'fáceis'!!!

Espero estar enganado, mas parece-me que o Benfica já esteve a jogar melhor. As dificuldades que temos demonstrado contra as equipas que jogam muito 'fechadas', podem não dizer nada, mas...


PS: Enquanto escrevo esta crónica a nossa equipa de Basket anda a viajar pelo zona centro de Portugal, deve ser para os Americanos ficaram a conhecer 'Portugal by Night'!!! Inacreditável, para não dizer outra coisa!!! Para quem não sabe, tínhamos um jogo esta noite às 21.00 no Pavilhão do Sampaense, o jogo decorreu com 'normalidade' até ao intervalo, o Benfica estava a ganhar por 35-42, mas 'algo aconteceu', e decidiram que o pavilhão não tinha condições para o jogo continuar!!! Assim, jogadores para dentro do Autocarro a caminho de Coimbra, para 'terminar' o jogo esta madrugada!!! Relembro que o Benfica, na Terça-feira tem um jogo na Suécia!!! Parece que os nossos jogadores já chegaram a Coimbra mas neste momento já passa da meia-noite e jogo ainda não recomeçou...!!!


Líderes isolados (de novo!!!)



O 'match-point' foi um grande bloco, que representa fielmente a dificuldade do jogo, e a maneira guerreira como o Benfica ultrapassou as dificuldades...
O que vou dizer é um 'cliché', mas é adequado à situação: se o Fonte Bastardo jogar sempre assim, dificilmente perderá um jogo, com qualquer adversário!!! Mas como é habitual a motivação de jogar contra o Benfica, acrescenta sempre alguma coisa, então se tiverem envolvidos ex-jogadores do Benfica!!!

Entre as várias peculiaridades do actual campeonato nacional, não posso deixar de notar o facto que a equipa, que dominou completamente a primeira fase, terminando com uma diferença pontual substancial, agora na segunda fase, já é a única equipa com 2 vitórias, nos 2 jogos disputados, tem unicamente, 1 ponto de vantagem sobre os seus adversários!!!

2ª jornada - Juniores - Fase Final

Jean



O resultado 'esconde' um jogo complicado!!! Estávamos a ganhar 1-0, quando o nosso guarda-redes foi expulso, aos 25 minutos da primeira parte!!! Já na segunda parte o Leria empatou, mas o Benfica mesmo a jogar com 10, respondeu marcando 4 golos!!!

Com a derrota dos Corruptos, e o empate dos Lagartos em Alcochete com a Naval!!! O campeonato está totalmente em aberto, e como disse na 1ª jornada, a nossa derrota com o Sporting foi completamente injusta, os Lagartos gastaram a 'vaca' toda no Seixal, agora em casa foram obrigados a assumir o jogo, e mesmo com um dos adversários mais fáceis, não marcaram...

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Jorge Jesus é o segredo

"A vitória sobre o Sporting em Alvalade pôs em realce ainda mais as qualidades de Jorge Jesus como treinador. Muita da estabilidade e da consistência do Benfica deve-se a Jorge Jesus, e não apenas a qualidade do futebol apresentado ou mesmo dos jogadores.
Uma autoconfiança, quase sempre superior à de adeptos como eu, e um patamar de exigência muito elevado, fazem do treinador uma garantia para o futebol encarnado maior do que qualquer grande jogador.
No fim, ele saberá mehlor do que ninguém, que será sempre avaliado pelos resultados, e saberá também que as expectativas tão elevadas por ele criadas são uma oportunidade e um perigo. Mas a verdade é que Jorge Jesus acredita no seu trabalho de uma forma ilimitada e essa característica manteve o Benfica numa seuência de resultados impressionante. Esta ambição de querer ganhar tudo foi a maior conquista de Jorge Jesus no Benfica e não se pode perder. Um Benfica que quer ganhr tudo acabará sempre por ganhar alguma coisa, um Benfica que tentava ganhar alguma coisa arriscava-se, como frequentemente aconteceu no passado recente e não ganhar nada.
Esta valorização de todas as provas, esta busca predadora por vitórias é admirável mesmo sabendo e respeitando que se não ganha sempre e por vezes há adversários que são melhores.
A exibição e resultado com o Estugarda dão ânimo, dinheiro e prestígio. Foi pena o Sporting cair.
Em Paris vai ser um grande jogo, num grande palco, com milhares de portugueses apoiar o Benfica. Os conco campeões europeus mantêm-se em prova nesta Liga Europa. Benfica, Ajax, PSV, FC Porto e Liverpool são cardápio de qualidade e quando se somam PSG, Manchester City e Bayer Leverkusen se percebe que Dublin vem muito longe.
P.S. - MST. Ipanema. Brasil. Calheiros. Penso eu de que."
Sílvio Cervan, in A Bola

Abuso de poder

"Joaquim Oliveira não precisa de dar a cara. Gera uma receita anual de cerca de 200 milhões de euros com os assinantes da Sport TV, cujo negócio lhe permitiu estender o seu poder na área da comunicação social, como proprietário dos títulos JN, DN, “O Jogo”, da rádio TSF e do canal de desporto/futebol Sport TV, que não abdicou de transmitir, por exemplo, o último Sporting-Benfica, porque ou as outras estações lhe dão o preço que querem ou as grandes transmissões ficam por sua conta e risco. Uma temática em discussão nas instâncias europeias. É muito poder concentrado. E o poder excessivo gera múltiplos abusos. Com uma enorme “complacência democrática”.
O Grupo Controlinveste marca terreno em todas as áreas. Na política, na economia, no desporto, com profundíssima incidência no futebol. Nos jornais, na rádio e na televisão, com os efeitos que essa “mancha de poder” produz, direta ou indiretamente, noutros órgãos de comunicação social.
A contaminação é evidente. E nessa contaminação são arrastados os prisioneiros voluntários de uma lógica obsessiva de poder e aqueles que, num clima de emprego precário, não têm outra alternativa. Estão dependentes do salário – e os que não estão diretamente nessa dependência estão dependentes de outros mecanismos, que têm a ver, quase todos, com o monopólio dos direitos televisivos.
Joaquim Oliveira faz de conta que não tem poder nenhum e ainda é capaz de se fazer de vítima da exposição que lhe é – quando é – conferida. Quem tem o poder que tem, não precisa de facto de publicidade. E muito menos daquela que pode considerar negativa, decorrente do estatuto que só o Benfica, em primeira análise, ousou contestar, por se sentir vítima desta forma de indiscutível “cleptocracia”. Um estatuto de abuso de posição dominante, que os reguladores continuam a ignorar e, assim, a alimentar, num ambiente que não estimula a concorrência.
Há cerca de um ano, Joaquim Oliveira recusou-se a ir à Comissão Parlamentar de Ética prestar esclarecimentos sobre questões suscitados a propósito do “caso BPN”. Estava no seu direito. Mas este é o comportamento típico de quem construiu o seu império sem ruído ou explicações. Ou de quem se habituou a ter quem faça ruído em seu nome. São estas as perversidades da concentração de poderes. E são essas perversidades que o “patrão dos clubes” não se disponibiliza a debater, preferindo marcar presença nas tribunas dos Estádios (os principais) e a glosar a miséria de mão estendida de quem não pode dispensar a “generosidade” de uma “receita antecipada” para fazer face à “pressão da tesouraria”. Por isso não acredito que, independentemente da natureza dos financiamentos, e porque está em causa a manutenção de um raro poder, não pague ao Benfica aquilo que Luís Filipe Vieira quer.
Em circuito fechado, alega não possuir qualquer influência em matérias editoriais no Grupo que controla. É por isso mera coincidência dispor de publicidade positiva e notícias “a seu favor” nos títulos do qual é proprietário e sempre que se sente acossado. Nos destaques e nas omissões. Mera coincidência, de facto. Também temos o nosso Berluscónio e o povo ainda não desceu a Avenida da Liberdade."


Rui Santos, in Record




Fonte: Fórum Benfica



PS: 2013 aproxima-se, o fim da escravidão que o Benfica está sujeito está mais próximo, por isso o tema: Direitos Televisivos. Vai ser cada vez mais discutido, aconselho alguns post's no Blog Fórum Benfica, e no Blog do Manuel.

A verdade é como azeite

"Como é público, em devido tempo e de várias formas, o Sport Lisboa e Benfica denunciou o facto de um jornalista que integrava a editoria de desporto da Agência Lusa desde o dia 1 de Novembro de 2009, vindo dos quadros do Jornal de Notícias, manter uma prática difamatória, parcial e tendenciosa em relação ao tratamento que dava a toda a matéria noticiosa do SL Benfica.
Houve, de resto, várias denúncias e queixas feitas pelo Sport Lisboa e Benfica à ERC neste sentido, principalmente porque a Agência Lusa tem responsabilidades de carácter público, pelo que os seus profissionais devem ter um redobrado cuidado na maneira como exercem a sua profissão.
Apesar do nosso esforço, da matéria de facto que foi enviada ao Presidente da Agência Lusa e à própria ERC, o jornalista Francisco J. Marques continuou a exercer as suas funções com total impunidade e protegido por algumas pessoas que, agora, terão de responder pelo facto.
Em jornalismo não há coincidências. O carácter e o propósito da pessoa em causa ficou bem expresso desde cedo. As motivações eram evidentes e a intencionalidade de algumas notícias também.
Pois bem, ficou a saber-se, esta semana, que Francisco J. Marques, assumiu finalmente o lugar que merece e para o qual tanto trabalhou: coordenador do sítio do FC Porto e da revista “Dragões”.
Nada que nos surpreenda. O que verdadeiramente nos surpreende é a cegueira ou, pior, a cumplicidade de quem durante todos estes anos permitiu que, com intenções claras, certas notícias tenham nascido e merecido guarida numa agência noticiosa que tem por obrigação preservar a imparcialidade, garantir a neutralidade dos seus jornalistas e, acima de tudo, servir o interesse público.
Esperamos agora, por uma palavra quer dos responsáveis da Agência Lusa, quer da ERC e, ao mesmo tempo, recordamos algumas das pérolas que o senhor Francisco J. Marques já tinha publicado antes de chegar à Lusa:
- “O denodo com que João Leal, director do departamento Jurídico da FPF, escreve que o FC Porto não recorreu e omite que o recurso de Pinto da Costa pode ter óbvios efeitos sobre a condenação do clube caso venha a ser considerado procedente pelo CJ indicia uma inaceitável tomada de partido. Diabolizando o FC Porto, claro!”
Francisco J. Marques in JN a 04/06/2008
-
“Há em Portugal uma abissal diferença de tratamento mediático dos jogadores do FC Porto e dos jogadores de Lisboa. É uma verdade tão evidente quanto inconveniente, mas basta uma leitura superficial da imprensa para observar como os jogadores do Benfica e do Sporting beneficiam de uma imprensa muito mais simpática.”
Francisco J. Marques in JN a 3/12/2007
- “No Dragão, o FC Porto manteve a cadência (…) mostrou uma diferença para a concorrência que é quase pornográfica”
Francisco J. Marques in JN a 10/3/2008
Efectivamente, o pior cego é sempre aquele que não quer ver."
PS: Estes avençados como Francisco J. Marques em Portugal tem carreiras de sucesso, a vida corre-lhes bem, outros quando fazem algumas perguntas mais 'chatas', isto é, cumprem o seu dever deontológico, são condenados pelos Tribunais Portugueses por difamação!!! Aconselho este post no Antitripa, onde se fala de um jornalista condenado em Portugal, mas absolvido nos Tribunais Europeus (e o jornalista em causa, pelos comentários que efectua, benfiquista não deve ser...!!!). Esta é a Justiça que temos. Esta é a Justiça do Apito Dourado!!! E não pensei que isto só acontece com o Pintinho, nunca cheguei a saber a decisão dos Tribunais Europeus no caso que envolveu os Lagartos contra o Público (ou JN, ou outro...): onde um Tribunal Superior Português condenou o Público por ter publicado uma notícia assumidamente verdadeira (pelo próprio Tribunal), alegando que apesar da veracidade (dívidas ao fisco e à segurança social) a notícia denegria o nome da 'grande' instituição: Sporting Clube de Portugal!!!

Superioridade absoluta

"O Sporting não quis disputar o dérbi no domingo, subtraindo um dia de recuperação ao Benfica e à sua própria equipa no confronto subsequente da Liga Europa. Que razão motivou o nosso rival de Alvalade? Renúncia à competição europeia? Impossível. Expectativa no segundo ou primeiro lugar da Liga Nacional? Impossível. Vontade de vencer o Benfica, arredar a turma 'encarnada' da luta pelo título, salvar a temporada com o triunfo no clássico? Nem mais nem menos.
A estratégia saloia dos 'leões' abortou. Deu mesmo lugar ao reforço da depressão que atinge dolorosamente Alvalade. O Benfica venceu o jogo de forma tão autoritária quanto cristalina. Actuou mais de 50 minutos em inferioridade numérica, mas sempre em superioridade técnica, táctica e também emocional.
Que dizer da expulsão de Sidnei? Um atentado ao futebol, aquele primeiro cartão amarelo. Só mesmo um tal Miguel Sousa Tavares, mais os seus minguados dotes futebolísticos e a sua cegueira anti-benfiquista, permitiu descortinar uma arbitragem sempre favorável aos Campeões Nacionais. O Tavares não presta, vê futebol com olho borrado de azul...
Não era Pedro Mendes quem deveria ter recebido ordem de expulsão, ainda a meio da primeira metade? Depois de ter visto (bem) um amarelo, não cometeu logo a seguir uma falta grosseira susceptível de nova amostragem? Mas que necessidade há, para desespero dos Tavares cá da praça, de fazer essa menção, tão categórico foi o triunfo do Benfica?
E agora? São já 17 triunfos consecutivos nas competições domésticas. Há muito Benfica na actualidade. Haverá mais Benfica ainda. Consequência inevitável? Uma temporada que só pode mesmo conhecer bonitos e também entusiásticos episódios vermelhos."
João Malheiro, in O Benfica

10 contra 11

"Façam o que entenderem, reajam como mais vos aprouver, façam ouvir as vossas vozes como considerarem mais oportuno mas dificilmente conseguirei acreditar que haja entre vós alguém a crer na imparcialidade após ver o último jogo do campeonato, realizado no estádio do outro lado da 2ª Circular. Depois do Dragão deslocámo-nos a Alvalade e em ambos os encontros vencemos por dois golos contra nenhum dos nossos adversários. Nas duas partidas ficámos com 10 homens em campo contra 11. Se nos concentrarmos no jogo frente ao Sporting, foi de tal forma evidente a dualidade de critérios que sobram razões para ficarmos preocupados. Sem querer levantar falsas suspeitas, porque não gosto de alimentar polémicas, muito menos após uma vitória incontestável, gostava de alertar os leitores para o estranho número de cartões amarelos atribuídos aos efectivos do Sport Lisboa e Benfica: cinco amarelos e um vermelho contra três amarelos para os sportinguistas.
Mas onde é que se pode encontrar justificação para tamanha discrepância? Houve violência gratuita de um lado e conduta pacífica do outro? E como explicar o cartão para Gaitán, ao abordar o árbitro, quando Cristiano faz bem pior ao fiscal de linha e nem uma advertência verbal levou? E o segundo amarelo para Pedro Mendes e a ordem de expulsão para Maniche? Há missões, de tal forma ostensivas, que quem as cumpre não se importa com a vergonha pública. Mostra claramente ao que vem, exibe despuradamente as ínsignias da autoridade e até não poder mais faz o que é suposto. Azar, azar ter que se curvar perante a superioridade dos comandados de Jorge Jesus. Contas feitas, somámos mais três pontos e mantivemos sobre pressão o actual líder da primeira Liga. Continuamos a ser os que jogamos melhor e somamos triunfos consecutivos, sem mácula nem contestação. O Benfica tem razões para estar confiante, o Porto sabe que não terá sossego até ao final."
Ricardo Palacin, in O Benfica

O meu Bairro

"1. Tenho a impressão que, no meu bairro, só há benfiquistas. A minha TV está alguns segundos atrasada em relação à realidade e são várias as ocasiões em que, apesar de morar num 10.º andar e ter janelas duplas, oiço primeiro os festejos dos golos do Benfica e só depois vejo desenrolar-se a jogada que dá origem a essa alegria. Devo confessar que não gosto de ver na TV os jogos do Benfica nos estádios do FC Porto e do Sporting. Prefiro saber o resultado só no final e, caso este seja positivo, ver a gravação do jogo descansado. Simplesmente, a grandeza do SLB impede-me de 'esquecer' o jogo naquelas quase duas horas. Uma vez, num hotel no Algarve, 'senti' que o Benfica marcara dois golos no Porto, tais os festejos que ouvi. Infelizmente, no final do jogo, soube que perdêramos, por 3-2, depois de recuperarmos de 0-2 para 2-2. É que enquanto os golos do Clube nacional eram festejados, os do clube regional não tinham qualquer eco nas ruas. Na passada segunda-feira, estava a jantar, com a televisão noutro canal e bem alta, quando ouço grandes festejos na rua. Pensei logo: foi golo do Benfica. Mudei o canal: fora o segundo. Pouco depois, sabia que estávamos a jogar só com 10. Resolvi desligar e regressar ao jogo apenas no final.
Dominámos a primeira parte e, mesmo com 10, jogámos de igual para igual até ao 2-0, só então recuando, mas sem deixar o Sporting jogar. Vamos continuar a confiar...
2. A propósito do Sporting: o clube está em período eleitoral e são já vários os candidatos assumidos. E até já houve um que prometeu milhões e desapareceu. O problema é do Sporting e dos sportinguistas, mas acho piada à facilidade com que se colocam nos píncaros alguns dirigentes ligados aos últimos títulos nacionais, esquecendo os custos que tiveram. Foi engraçado contratar uma série de jogadores a altos preços, entre os quais o nosso João Pinto (pagando para contas em paraísos fiscais...). Deu um título mas endividou o clube até aos dias de hoje.
3. Ukra, jogador cedido pelo FC Porto ao Braga, lesionou-se na semana passada e não defrontou o seu clube. Curiosamente, no dia seguinte, treinou sem limitações e marcou um excelente golo. Coincidências, claro!..."
Arons de Carvalho, in O Benfica

Sai dois borregos!!!

Antes do jogo...


E durante o jogo...


Estugarda 0 (1 - total dos dois jogos) - Benfica 2 (4 - total dos dois jogos)

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Pronto, agora o Benfica ainda não ganhou na Gronelândia !!!




Highlights - MyVideo

Nem com uma ajuda do Porto...

"E disse «Mas que grandes incompetentes!» De facto, é uma experiência diferente ver jogos grandes do nosso clube na companhia de convivas de clubes adversários.
Sendo inevitável que uma pessoa, se for educada, não se sinta à vontade para vincar as suas emoções como, mais efusivamente aconteceria, se estivesse apenas rodeada de correligeonários, também é verdade que a pluralidade dos sentimentos reunidos acaba sempre por produzir pérolas de sabedoria, expressas em tom de amigável rivalidade.
-Mas que grandes incompetentes! - esta foi, por exemplo, a melhor pérola da plateia na minha noite de segunda-feira.
Como qualquer leitor minimamente qualificado já depreendeu, tratou-se do desabafo de um amigo portista dirigido a um amigo sportinguista. E foi proferido no mesmíssimo momento em que Artur Soares Dias deu por acabados os seis minutos de compensação em Alvalade.
Compreende-se, não é?
Falando sozinho, falou por todos os portistas que devem ter sentido o mesmo desencanto quando tanto, mas tanto, tinham apostado no Sporting e na visita do Benfica a Alvalade para a cerimónia de oficialização dos 11 pontos de atraso e, consequentemente, para a cerimónia da entrega do título.
É que o FC Porto ofereceu ao Sporting para esta jornada um apoio moral fortíssimo ao antecipar por largas semanas o seu confronto com o Nacional, da ronda correspondente, de modo a fazer tremer o Benfica só de pensar que ia entrar em Alvalade com os tais 11 pontos de atraso. Mas, obra do acaso, foi o Sporting quem não aguentou a pressão que era destinada ao rival.
Como se não bastasse, o FC Porto ofereceu ao Sporting - e de borla! - ideias divertidas para o ambiente do jogo. Em redor de Roberto choveram no relvado bolas de golfe, isqueiros, tochas e outros artefactos.
E foi também o FC Porto que inspirou o Sporting a passar no ecrã do estádio, antes do jogo, momentos antigos de golos marcados ao Benfica. É que os inspiradores-amigos tinham feito exactamente a mesma coisa no seu Estádio do Dragão quando o Benfica foi lá há menos de um mês jogar e vencer no jogo da Taça.
Não deixa de ser engraçado verificar que com tantas semelhanças os resultados acabaram por ser iguais. O Benfica venceu no Porto e em Alvalade por 2-0 e jogou as segundas partes com 10 jogadores apesar dos esforços dos comentadores da Sport TV que persistiram ao longo dos dois jogos em dar instruções, um tanto infantilmente, para o relvado.
No jogo no Porto bem disseram que para fazer companhia a Varela «precisavam» de mais alguém com as suas características, no jogo de Lisboa nunca desistiram de acreditar na reviravolta do Sporting, embora se enervassem com o volume de bolas pelo ar despejadas para a área de Roberto. Assim não podia ser.
Quanto ao árbitro do derby não se pode imputar qualquer responsabilidade ao FC Porto.
Artur Soares Dias veio do Porto, mas da cidade do Porto, não do clube, que fique bem claro. E a expulsão de Sidnei foi uma ajuda ao Sporting mas foi uma uma ajuda que veio do Porto e não do Futebol CLube do Porto.
E lá que foi uma ajuda, foi, apesar de não ter resultado. Daí o desabafo do meu conviva portista:
-Mas que grandes incompetentes!
Aceitar-se-ia até a expulsão de Sidnei se Artur Soares Dias tivesse expulsado vinte minutos antes Pedro Mendes, o que acabou por não se verificar.
A defesa da honra leonina está agora a cargo dos portistas com voz activa, unânimes em acusar o árbitro de ter roubado o Sporting miseravelmente. Não ficaram, portanto, satisfeitos com o trabalho do árbitro portuense.
Enfim, foi a maneira que arranjaram de não terem de reconhecer que apostaram com entusiasmo excessivo na incompetência de terceiros. Este azedume portista com o portuense Soares Dias só tem paralelo na crispação de Alberto Cabral, o adjunto de Paulo Sérgio, que aproveitou os seus cinco minutos de fama para conseguir exasperar a ala lúcida de Alvalade.
Até ao final da época ainda vai haver mais um derby, pelos primeiros dias de Março joga-se na Luz a meia-final da Taça da Liga. Desta vez é que vamos levar com o Jorge Sousa. Para equilibrar.
JARDEL estreou-se num derby e passou quase todo o tempo em campo de cabeça atada por causa de um choque com Cristiano que, do outro lado, também se estreou num derby embora longe, muito longe da eficiência do benfiquista.
Enquanto o jogo prosseguia, Jardel esteve cinco minutos a ser assistido fora das quatro linhas. Ou seja, o Benfica não só jogou com 10 toda a segunda parte como também durante um bocadinho não menos emocionante jogou com 9. No entanto, não houve danos a registar à excepção dos 9 pontos com que o central de 24 anos foi cosido na cabeça.
Nove pontos que não dão grande jeito na cabeça de Jardel e que são, precisamente, os mesmos 9 pontos que davam um grande jeito ao Benfica para ultrapassar o FC Porto na tabela. Mas não se pode ter tudo.
NA noite de terça-feira o Chelsea jogou em Copenhaga, para a Liga dos Campeões. À mesma hora, em Lyon, o Real Madrid fazia também o seu jogo, com mais e maiores ingredientes de atracção. Mas felizmente há o zapping. E por breves instantes surge-nos Ramires a lavrar o campo na Dinamarca, para a frente, para trás e para os lados, uma máquina impressionante.
Ramires é um jogador do outro mundo. Foi pena que a crítica portuguesa não lhe tivesse reconhecido as suas capacidades raras. Não é que não tenha sido sempre tratado, enquanto esteve no Benfica, como um jogador muito acima da média. Mas poucos se terão dado conta da real dimensão do seu futebol. Foi um prazer revê-lo.
FOI notícia de jornal que um grupo de adeptos portistas fez pela águia Vitória uma oferta de meio milhão de euros ao seu treinador Juan Barnabé. A ideia seria oferecer a grande ave ao presidente Pinto da Costa. Fariam melhor os mencionados adeptos portistas, em nome da amizade com o Sporting, em terem pegado no meio milhão de euros e oferecê-lo à SAD de Alvalade para que pudessem pagar os ordenados ao Liedson.
HOJE é noite de Europa para o Benfica e para o Sporting. Ontem foi tarde de Europa para o FC Porto que sofreu ainda uns vinte minutos mas seguiu em frente. Há uma certa curiosidade em ver como vão os rivais lisboetas, depois do derby, ressurgir em campo. Mas disso falaremos na próxima quinta-feira."

Leonor Pinhão, in A Bola

Sem tempo para tréguas

"Por uma vez, e registando as inevitáveis exceções dos facciosos sem formação e sem códigos, podemos aproveitar a jornada europeia para correr todos para o mesmo lado, acreditando que as quatro equipas portuguesas envolvidas podem seguir adiante. Com apenas um resultado desvantajoso à entrada para a segunda mão, e mesmo esse é tangencial, as hipóteses, mesmo desiguais, são francamente boas.
E quem anda perto do futebol sabe como seria importante – e não, não é só prestígio – que fizéssemos o pleno, avançando a quatro para os oitavos-de-final, marcando pontos, multiplicando receitas, aproximando (nem que seja um bocadinho assim…) a periferia em que vivemos do centro nevrálgico das operações. Os investimentos estariam mais próximos da compensação.
De resto, basta lembrar que os primeiros vencedores da Taça dos Campeões Europeus também foram dois clubes ibéricos. Apetece dizer – e sonhar – que o Atlético Madrid já fez a sua parte, ganhando a edição de estreia da Liga Europa; falta a armada portuguesa corresponder…
Depois desta ronda europeia, a olhar então com fé, adensa-se o calendário, sobretudo para as equipas de topo e em particular para o Benfica. Antes de mais, é – por esta altura – a única ainda envolvida em quatro frentes, uma vez que entre as suas parceiras na Europa, o FC Porto já se despediu da Taça da Liga, o Sporting há muito esqueceu o campeonato e caiu na Taça de Portugal, o Braga – quase redimensionado à era pré-Jesualdo – já percebeu que tem de acelerar na Liga dos pontos para não perder o contacto com a Europa, dando de caras com competidores inesperados como Paços de Ferreira, União de Leiria, Olhanense e Beira-Mar, que se juntam a uma corrida que ainda abarca o Vitória de Guimarães (a um ponto do Sporting e ainda à espera da visita dos leões…) e o Nacional.
Neste quadro, talvez seja o momento de os adeptos compreenderem por que Jorge Jesus não abdicou de algumas pedras menos utilizadas, antevendo que o número de jogos e o respetivo ritmo acabaria por justificar novas chamadas, e não perdeu tempo a inscrever os chamados “reforços de Inverno”, com Jardel e a sua inesperada chamada de anteontem a ser o primeiro a demonstrar utilidade e espírito combativo. Se a malapata germânica for ultrapassada – e é bom que ninguém tenha admitido ir a Estugarda a apontar ao empate –, o Benfica habilita-se, no conjunto das várias provas, a uma das melhores épocas de sempre, não só pelos resultados como pelo nível de empolgamento que regressou às exibições. Ou seja, não fosse a escorregadela inicial – a juntar à via rápida que de quando em vez se abre ao FC Porto –, e outra seria a história. Assim, em boa verdade, não há tempo para limpar armas."

Mantorras

"O anúncio da despedida de Pedro Manuel Torres, Mantorras, nos campos de futebol não pode deixar de causar entre os benfiquistas nada menos que uma profunda e sentida emoção. Com razão, nos derradeiros anos da sua carreira, Mantorras representava como que um talismã para as hostes benfiquistas. E algumas vezes, correspondendo à expectativa dos adeptos, ele entrou em campo, marcou e resolveu.
Talvez nem todos os que chamavam agora por Mantorras se recordem do jogador fenomenal, que poderia ter atingido os píncaros da glória.
De muito poucos atletas como Pedro Mantorras se poderá dizer com inteira justiça, e com enorme e sentida tristeza, que «passou ao lado de uma grande carreira».
O desconcertante Mantorras de um admirável hat-trick frente ao Sporting, ao serviço do Alverca, gingão e velocíssimo avançado, ainda brilhou no Benfica, clube do seu coração, e foi cobiçado por grandes potências do futebol mundial, como o Barcelona ou o A.C. Milan.
Mas um ano de 'águia ao peito' acabou com uma dramática lesão num joelho, quatro intervenções cirúrgicas e três anos de afastamento dos relvados.
'Deixem jogar o Mantorras', pediam dirigentes do Benfica quando o fenomenal angolano, mal pegava na bola, era vítima das mais brutais, traiçoeiras e impunes agressões.
Nos poucos anos durante os quais jogou, numa longa carreira de sofrimento, Pedro Mantorras mostrou ser um daqueles raros jogadores que resolve, por entre uma floresta de pernas, ou arrancado de trás e destroçando uma equipa adversária.
Mantorras merecia mais da vida e do futebol. E é de grande nobreza de carácter o Benfica anunciar, comovidamente, que o jogador vai ter a festa de despedida «com a dignidade e o carinho que merece». Nesse dia, os benfiquistas lá estarão."
João Paulo Guerra, in O Benfica

O breve adeus de Vanessa

"Fui um dos muitos portugueses que receberam com estupefacção a notícia da suspensão, por tempo indeterminado, da brilhante carreira de Vanessa Fernandes. Segundo o comunicado difundido pela atleta, é um problema de saúde que se encontra na origem desta interrupção inusitada.
É, como cidadão e como benfiquista, que lamento esta paragem, por certo incontornável, pois, para além dos magníficos resultados desportivos alcançados numa modalidade de elevadíssima grau de exigência, Vanessa, que não conheço pessoalmente, sempre me pareceu ser uma pessoa muito autêntica, combativa e dotada de um invulgar espírito de sacrifício, certamente também herdado do grande ciclista que foi o seu pai, Venceslau Fernandes. O que está na origem desta decisão pertence ao foro da atleta e da equipa que a treina e apoia, mas é legítimo que aqueles que a veêm deixar as competições de forma tão abrupta não consigam esconder a sua surpresa e desconsolo.
Não é preciso ser especialista em Desportos de Alta Competição para se saber que só com um imenso trabalho e, sobretudo, com um inimaginável grau de sacrifício se consegue chegar até onde Vanessa chegou.
Tudo havia ainda a esperar desta carreira brilhante, desde logo nas próximas Olimpíadas, em que ela estaria, naturalmente, entre os candidatos às medalhas. Para Vanessa, e para quem trabalha com ela, esta decisão terá sido das mais difíceis das suas vidas. Só nos resta esperar que ela possa, e queira regressar, apta a completar um ciclo de triunfos que tantas alegrias nos trouxe.
Mas o importante para a jovem atleta é também perceber que, seja qual for a evolução do seu, existe vida para além da Alta Competição e que quem é jovem tem direito a escolher o seu destino, ainda que ele não passe pelos pódios da glória que nos exalta. As carreiras terminam e a vida continua. Aconteça o que acontecer, Vanessa Fernandes já figura na história do Atletismo português, num lugar difícil de igualar. Essa glória já ninguém lhe tira."
José Jorge Letria, in O Benfica