Últimas indefectivações
sábado, 2 de outubro de 2010
O Totobola da opinião

Miguel Sousa Tavares
28 de Setembro de 2010
"Durante muito tempo, achei (…) que, com túnel ou sem túnel, o Benfica merecia ganhar este campeonato, porque era a equipa que melhor jogava (…). Mas a verdade é que um campeonato não são 15, nem 20, nem 25 jornadas: são 30 e o saldo final deve-se fazer às 30. E, no último terço do campeonato, desapareceu aquele Benfica que jogava mais e melhor"
Miguel Sousa Tavares
11 de Maio de 2010
“O Fernando Guerra pode, pois, tomar nota desde já: dificilmente os portistas e os bracarenses irão reconhecer o mérito de um campeonato ganho pelo Benfica nestas circunstâncias"
Miguel Sousa Tavares
16 de Fevereiro de 2010
NÃO tenho outro remédio senão admitir que Miguel Sousa Tavares tem sempre razão. Ter sempre razão não é fácil, e MST consegue-o da maneira mais trabalhosa. MST não tem sempre razão por conseguir exprimir constantemente a opinião mais correcta, mas sim por exprimir uma grande variedade de opiniões sobre o mesmo assunto. Nisto das convicções, MST joga com múltiplas. Acerca do último campeonato, às segundas, quartas e sextas reconhece o mérito do Benfica; às terças, quintas e sábados assegura que o Benfica não teve mérito nenhum. Aos domingos, provavelmente, descansa a espinha dorsal, que deve chegar dorida ao fim-de-semana. No entanto, mais notável do que a capacidade para estar sempre certo é o talento para manter a mesma superioridade moral quando diz uma coisa e o seu rigoroso inverso. É muito raro uma trampolinice ser eticamente irrepreensível, mas para MST não há impossíveis. Nos dias em que garante que os portistas são os únicos que reconhecem o mérito dos adversários, MST tem a superioridade moral dos que aceitam a derrota com desportivismo; nos dias em que exige que fique registado que os portistas nunca reconhecerão o mérito dos adversários, tem a superioridade moral dos que não pactuam com fraudes.
Quanto a mim, é evidente que não possuo arcaboiço para competir neste campeonato de moralidade com MST – quer com o que tem a nobreza de reconhecer méritos, quer com o que tem a dignidade de não reconhecer méritos nenhuns. Só posso prometer que, se o presidente do Benfica for apanhado em escutas a indicar o caminho para sua casa a um árbitro nas vésperas de um jogo, a Leonor Pinhão, o Sílvio Cervan e eu viremos aqui escrever que esse tipo de conduta nos envergonha. E daremos razão a todos os adversários que não reconhecerem mérito a títulos conquistados à custa desse modelo de dirigismo desportivo. É pouco, mas é o que tenho para oferecer.
"Realmente, Luís Filipe Vieira e Ricardo Araújo Pereira têm razão: O Hulk é uma banalidade. Deve ser por isso que tão empenhadamente manobraram para o tirar de jogo"
Miguel Sousa Tavares
28 de Setembro de 2010
COMO se não fizesse já demasiado, MST ainda tem a simpatia de ser meu arquivista. E dos mais competentes: tanto colecciona o que vou dizendo, como também arquiva o que nunca disse. Na verdade, eu nunca disse que o Givanildo era banal. Posso ter tido o atrevimento de pensar, como o seleccionador do Brasil, que não é igualável. Talvez tenha a insolência de acreditar – como, aparentemente, a generalidade do mercado -, que não vale 100 milhões de euros. Mas, no que diz respeito a críticas, nunca fui tão violento como o vigilante Rui Moreira, que ainda há um ano escrevia: «Hulk (…) não sabe jogar de costas para a área (…). Além disso, parece ter entendido mal os recados do treinador e o mais que dele se viu foi que se entreteve a adornar as jogadas, a tentar ‘quaresmices’ e a simular faltas.» Nunca fui tão acintoso como o mesmo Rui Moreira, que dois meses depois acrescentou: «Gostei de ver Hulk sentado no banco. (…) talvez lhe devessem ter explicado que fora preterido por causa dos seus tiques e individualismo, das suas inócuas simulações. Talvez assim tivesse optado por uma outra atitude, logo que surgisse a oportunidade de jogar. Em vez disso, e como tem sido costume, Hulk foi de pequena utilidade quando entrou.» E nunca disse que, na época passada, as prestações do Givanildo estavam «a léguas do desempenho do ano anterior», como escreveu aqui MST escassos 40 dias antes de o jogador, talvez por causa do fraco desempenho futebolístico ter resolvido dedicar-se ao pugilismo.
Por outro lado, sou dolorosamente forçado a reconhecer que MST me desmascarou quando revela que, em concluio com o presidente do Benfica, eu «manobrei empenhadamente para tirar o Givanildo de jogo». Normalmente, as teorias da conspiração consistem em palermices mais ou menos lunáticas, sem qualquer sustentação em provas. Não é o caso desta. A pujança da minha influência no futebol português é bem conhecida. As conversas conspiratórias que mantenho com Luís Filipe Vieira estão amplamente documentadas no YouTube. MST e Rui Moreira ainda tentaram enganar-me, escrevendo várias vezes que o rendimento do Givanildo era pobre, para que eu fosse levado a pensar que o jogador não era assim tão fundamental na manobra da equipa do Porto, na época transacta. Mas a mim ninguém passa a perna, e fui precisamente o Givanildo que eu escolhi para tirar de jogo através das minhas maquinações. Confesso: o castigo do Givanildo foi ideia minha.
Por absoluta falta de espaço, deixo para a semana a confissão do meu envolvimento na morte do Kennedy."
Ricardo Araújo Pereira, in A Bola
Presidente inseguro
Mas voltando atrás, a infelicidade das declarações do presidente do FC Porto não me surpreendeu. Pessoalmente, nunca julguei que Pinto da Costa possuísse competências de liderança. Um líder deve confiar plenamente nas suas capacidades. Pinto da Costa, pelo contrário, é demasiado inseguro: contrata jogadores e treinadores que lhe parecem mais competentes, mas, à última da hora, não acredita nas escolhas que fez, e tenta resolver a coisa de outra forma. Um internauta que vá ao youtube, por exemplo, não encontra uma única conversa telefónica de ou para Pinto da Costa sobre atletas promissores ou treinadores talentosos. Talvez por isso muitos dos jogadores do FC Porto digam que assinaram em quatro ou cinco minutos – o presidente do clube deve, em seguida, ser libertado para tarefas mais decisivas.
De resto, fala-se muito nos valores de Pinto da Costa, mas o certo é que as escutas revelam um homem preocupado com o nosso planeta. Vê-se que está assustado com a pegada ecológica deixada pelos árbitros nas suas deslocações até aos estádios, quando repete várias vezes frases como “esse é de muito longe!”, ou “porque é que não pões um do Porto?”"
Miguel Góis, in Record
Imerecido !!!
Falta de 'pernas'...
Ganhar ritmo...

"O senhor, na Funerária, vira à esquerda" ou como no GPS Dourado não há túneis
Bendita seja a Madalena que não tem túneis, que alimentem suposições estéreis!
Mas se não tem túneis, pois tem rotundas. E por lá passaram. «Na rotunda, vem para baixo», disse.
E também tem edifício dos CTT. «Vai passar por uns correios» e «na rua larga vira à esquerda». Então tem correios e também tem uma rua larga e não tem sequer um mísero túnel?
E também passaram por outros lugares bem identificados pela voz monocórdica como convém ao GPS Dourado disponível no youtube para todos os automobilistas que não acreditem que não há túneis na Madalena.
«Tem uma escola do lado direito», «o senhor na Funerária, vira à esquerda», «vai passar nuns columbófilos», «vira à esquerda, sempre para baixo», «passa o Orfeão», «passa a Junta de Freguesia da Madalena», «a clínica dentária», «na rua larga vira à esquerda», «vai passar no Clube da Madalena», «tem uma tabuleta que diz Porto», «passa o estaleiro», «sempre para baixo, sempre para baixo», «tem uma seta que diz praia» até chegar «a uma casa iluminada» …
Incrível, não é? E nem um único túnel!
E, pronto, está explicada a razão que impediu o FC Porto de arrebatar o título dos túneis. Também não lhe faz falta nenhuma.
Eu, por exemplo, dispensaria bem o regozijo se visse o meu clube a ganhar o maldito campeonato das suposições estéreis numa enfiada de títulos, como o título da fruta, o título do café com leite, o título das viagens ao Brasil, o título do sprint de José Pratas, o título do marfim, o título do chefe da caixa, o título dos quinhentinhos…
O facto de não terem acontecido condenações no processo que ficou conhecido como Apito Dourado poderá explicar o actual regabofe no sector da arbitragem. É natural, é humana, e até pode ser subconsciente em alguns casos, esta pândega que não é mais do que a celebração do triunfo do estatuto de impunidade avalizado pelos tribunais civis.
E este, sendo o primeiro campeonato que se disputa depois do coro de absolvições de dirigentes e árbitros reputadamente promíscuos nas suas relações, não podia deixar de ser um campeonato muito, mas mesmo muito especial.
Pois se ninguém, foi de cana, o que era impensável, e nem uma simples irradiação desportiva emanou de tanta matéria de prova, como impedir este fartar de folia que tem vindo a marcar as primeiras jornadas da nossa Liga e que já obrigou o próprio Vítor Pereira, presidente do sector, a vir a terreiro meter os pés pelas mãos, que foi, precisamente, o que fez o árbitro Bruno Paixão, na ilha da Madeira, quando viu Rolando, o central portista, meter as mãos pelos pés na sua área?
Estes velhos protagonistas, dado que o tempo é de justificada descompressão judicial, dão-se a luxos que os põem a jeito das interpretações mais torpes.
Noticiada por um jornal generalista e até hoje ainda não desmentida por nenhum dos presentes, a madrugada de convívio de Bruno Paixão com Lourenço Pinto, presidente da Associação de Futebol do Porto, e com José António Pinto de Sousa, ex-presidente absolvido do Conselho de Arbitragem da FPF, no bar de um hotel de Lisboa, depois de consumada a discutida arbitragem de Paixão no Nacional - FC Porto, só poderá fazer adivinhar, além da bonomia geral, uma próxima homenagem pública da AF Porto a Bruno Paixão, na sequência de idêntico preito em oportuna hora prestado a Olegário Benquerença.
Lamentavelmente, nunca a opinião pública conhecerá o teor dos diálogos entre Bruno Paixão, Lourenço Pinto e Pinto de Sousa visto que os tempos da perseguição policial e das escutas ilegais estão mortos e enterrados e não é de crer que, estando todos juntos na mesma assoalhada, tenham falado pelo telemóvel uns com os outros.
É assim a vida. Se há conversas que ficam legitimamente entre quem as conversou, outras há que nascem para saltar para a praça pública com a naturalidade das coisas naturais.
Por exemplo, no sábado passado, Olegário Benquerença que ficou de fora do calendário desportivo do fim-de-semana por razões sanitárias, aproveitou a mais do que merecida folga para receber uma nova homenagem. Sim, porque não há maior homenagem do que o desafio de ensinar os mais jovens a trilhar os bons caminhos de uma profissão, de um mister, de uma carreira.
Olegário Benquerença, na sua qualidade de émulo, ou seja, de modelo a seguir, a igualar ou a superar, respondeu afirmativamente ao convite do Encontro Nacional do Árbitro Jovem, organizado em Rio Maior pela Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol e foi dar uma lição a 60 árbitros com idades compreendidas entre os 14 e os 18 anos.
Como seria de esperar numa iniciativa pedagógica do género, as incidências do seu trabalho no último Vitória de Guimarães - Benfica mereceram a curiosidade da juvenil plateia de educandos que questionaram o educador sobre as sequelas desse seu estrondoso sucesso. O mestre, num incentivo claro à formação de herdeiros que não temam protestos de ninguém, respondeu: «Esta capacidade só está ao alcance de meia dúzia de predestinados. Não tenho dúvidas de que todos vocês gostariam de ser atacados como eu e os outros colegas porque isso significa que chegaram ao patamar mediático.»
Anda um pai a mandar o filho à escola (de árbitros) para isto.
O próximo Benfica - Braga promete. Mais do que em função do campeonato português, em função dos dois respectivos estampanços europeus desta semana. É verdade que o resultado do Benfica foi menos mau do que o do Sporting de Braga. Mas também é verdade que o Braga vai chegar à Luz com um dia a mais de descanso do que o Benfica. E estas coisas têm a sua importância. O Sporting que, por exemplo, lamentou ter dado tantos dias de descanso ao Benfica antes do derby, vai agora jogar a Aveiro contra o Beira-Mar que tem quase mais uma semana de descanso do que os leões. São as contas..."
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Com quantos Olegários se faz um Villas Boas???
Afonso de Melo, in O Benfica
Desonestidade e intelecto
António Melo, in O Benfica
Objectivamente
João Diogo, in O Benfica
República
Em nome da verdade
Discurso de Luís Filipe Vieira na AG Ordinária
Como todos sabem, para mim uma promessa é uma dívida, e havia uma promessa antiga que por diversas razões ainda não tinha sido possível cumprir até aqui. Felizmente, chegou o tempo de saldar essa divida, que é uma divida de gratidão.
Dentro de poucos dias será erguido o ‘mural’ com os nomes de todos os sócios ‘fundadores’ do novo estádio.
Sócios que, num momento difícil da nossa vida associativa, ajudaram o Sport Lisboa e Benfica a construir a sua ‘nova’ casa.
Sócios que num momento em que era necessário recuperar a nossa auto-estima, disseram presente!
Sócios que ajudaram financeiramente a erguer o estádio de que hoje todos nos orgulhamos.
Sempre fui agradecido a quem me ajudou na minha vida! Como presidente do Benfica a minha postura não podia ser diferente!
Este mural representa o nosso obrigado a todos esses sócios que num momento de incerteza nos ajudaram a escolher o caminho do crescimento e da modernização!
Obrigado a todos!!
Continuamos a viver, economicamente, tempos difíceis, o que nos obrigou a enfrentar novos desafios, definindo uma estratégia clara que nos permitiu chegar onde chegamos. Temos vindo a saber encontrar o bom caminho nos momentos mais difíceis.
Conseguimos melhorar em muitos capítulos, sem nunca desistir do rigor nas nossas contas. Não é um exercício fácil, mas é necessário se pretendemos manter o Clube no patamar onde ele chegou.
Como poderão ver no relatório que vos foi entregue, o Clube obteve um lucro de 2,4 milhões de euros, mas a vida do Clube vai muito para além dos seus mapas contabilísticos. É evidente que compete-nos gerir com prudência, principalmente em função da degradação económica que vivemos, mas continuam a ser os êxitos desportivos que orientam a nossa acção diária.
Como sempre foi assumido por esta Direcção, os sócios vão continuar a estar no centro da nossa estratégia de desenvolvimento, sem eles nada disto faz sentido. Mas é, igualmente, importante que se mantenha a dinâmica de crescimento do número de associados. Os 300 mil é a próxima meta, atingi-la é responsabilidade de todos e a melhor manifestação da nossa vitalidade e do nosso dinamismo.
A responsabilidade de continuar a fazer o Benfica crescer não é apenas da Direcção – desta ou de qualquer outra. É responsabilidade de todos os sócios, é responsabilidade de todos os adeptos.
Este deve ser o tempo em que todos aqueles que ainda não são sócios devem formalizar a sua relação com o Clube. Quanto maior for a nossa força mais fácil será enfrentar as dificuldades que se avizinham.
No que se refere às modalidades a nossa aposta mantêm-se com o reforço de todas as equipas, mas com a certeza da necessidade de alcançar resultados equilibrados. O nosso propósito é que todas as modalidades tenham a capacidade de lutar por todos os títulos em discussão.
Podemos não os ganhar todos, mas temos a obrigação de estar em todas as finais. É essa a responsabilidade que os nossos técnicos sabem que têm, é essa a meta que deve ser partilhada por todos os nossos atletas!
Permitam-me que saúde aqui a nossa equipa de hóquei em patins que conquistou de forma tão brilhante, no passado domingo, a Supertaça, algo que já não acontecia desde 2001. Esta deve ser a regra e não a excepção!
Essa é, pelo menos, a minha ambição!
No que toca a outra das promessas eleitorais da actual Direcção, o Museu continua a ser um dos objectivos do presente mandato, por tudo quanto ele representa para a preservação da nossa memória, mas principalmente no que ele representa a nível do legado que queremos deixar as gerações futuras.
Temos essa responsabilidade e essa obrigação e posso-vos garantir que eu estou empenhado em deixar – neste estádio – um Museu que orgulhe todos os Benfiquistas!
O nosso Clube também é a nossa história, e o nosso Museu deverá ser lugar de memória, de identidade, de renovação!
Quanto aos nossos meios internos, além da reformulação do Jornal do Benfica, do desenvolvimento e da internacionalização da Benfica TV, continuamos apostados em defender de forma intransigente os valores dos nossos direitos audiovisuais.
Dentro de poucas semanas vamos concluir algumas parcerias que vão permitir à Benfica TV chegar a mais uma série de países, algo que me deixa naturalmente satisfeito, tendo em conta não apenas a juventude do projecto, mas sobretudo a sua importância estratégica na afirmação dos valores universalistas do Sport Lisboa e Benfica.
Finalmente, uma palavra para as Casas do Benfica. A sua dinamização e a uniformização de toda a rede contínua a ser uma prioridade, por tudo quanto representam a nível da expansão e da defesa do Clube.
Se quiserem assumir a sua tarefa – e estou convencido que querem – as Casas serão fundamentais para o crescimento e consolidação do Benfica.
O nosso caminho vai continuar a ser feito de grande determinação, de muita inovação na acção e de absoluto rigor na gestão!”
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Vírus da nojeira alastra !!!
Ontem na curta cronica que fiz ao jogo não falei deliberadamente da arbitragem. Apesar de ter detectado erros, achei que a derrota deveu-se essencialmente a erros próprios. Mas esta manhã ao ler a cronica do jogo no jornal A Bola fiquei irado!!!quarta-feira, 29 de setembro de 2010
...e o 'borrego' escapou, outra vez!!!
Regresso amargo !!!

Heshimu(19), Henry(15), Tavares(14), Jordão(13), Reed(11), Elvis(11), Jenkis(8), Minhava(8), Mascarenhas(6), Eky
A Ilustração da Roubalheira !!!

terça-feira, 28 de setembro de 2010
Surreal (ou talvez não!!!)

Consequência natural disto tudo?!!!
NADA !!! O São Bernardo não protesta, a Federação demite-se das suas responsabilidades, e a classificação do Campeonato a partir deste momento é MENTIROSA...!!!
O atletismo do FC Porto
1.º) O FC Porto ganhou os Nacionais de pista coberta e ar livre, interrompendo longas séries de triunfos do Sporting. No entanto, no campeonato de ar livre, por exemplo, utilizou oito atletas estrangeiras em 13 das 19 provas individuais. Atletas que, com uma excepção, se deslocaram naquele fim-de-semana unicamente para participar no campeonato (no atletismo, ao contrário da generalidades das modalidades, a competição realiza-se em apenas duas jornadas, sábado e domingo).
2.º) Pagar um fim-de-semana de provas a atletas estrangeiros sai muitíssimo mais barato que pagar mensalmente um subsídio a atletas nacionais.
3.º) Há muito se sabia da intenção da Federação em modificar o regulamento, de forma a evitar estas situações (Record deu conta disso) e a Assembleia Geral federativa decorreu em 24 de Julho, quase dois meses antes do início do período de transferências.
4.º) Os atletas estrangeiros (no máximo de dois por equipa), quaisquer que eles sejam, desde que residam em Portugal há pelo menos dois anos, continuam a poder participar nos campeonatos de clubes.
5.º) A Federação limitou-se (e bem) a defender os atletas portugueses e a verdade da competição. É verdade que o Sporting tem um orçamento no atletismo ao qual os outros não podem (não querem) chegar. Tal como o FC Porto (ao longo dos anos) e agora também o Benfica têm um orçamento no futebol inatingível pelo Sporting e por todos os outros. E ninguém deixa de competir por isso…
6.º) É pena que o FC Porto deixe o atletismo. Tinha uma promissora equipa júnior masculina, campeã nacional em 2009 e vice-campeã em 2010, em compita com o Benfica. E o orçamento do Sporting, que este ano já baixou, irá baixar ainda mais nos próximos…"
Xistra amarelo
2. Ao longo da semana, ouvimos a conversa habitual: 'Quando perdem, desculpam-se com a arbitragem e atacam os árbitros.' Pode colocar-se em causa, no comunicado dos Órgãos Sociais, o facto de se ter 'disparado' em várias direcções, numa altura em que o maior prejuízo vinha das arbitragens. Mas é inegável que o Benfica tem sido neste campeoanto muito prejudicado. E que ao longo de muitos e muitos anos - as escutas recentes, como as facturas das viagens ao Brasil e os 'quinhentinhos' das décadas passadas comprovam-no à evidência - houve um clube que comprou os árbitros e ganhou muito à conta disso. Além disso, as pessoas que subornaram continuam nos mesmos lugares, como se nada de mal tivessem feito. Será que teremos que continuar a 'comer e calar'? Ou, para sermos campeões, teremos que jogar sempre para ganhar por três ou quatro golos para no fim vencermos por um ou dois?
3. O treinador de basquetebol do FC Porto foi há cerca de um ano investido no cargo de seleccionador nacional, perante a reprovação geral. Um ano após, a Federação reconheceu que não devia ocupar estes dois cargos em simultâneo e dispensou-o. Mais vale tarde... que nunca, mas não havia necessidade de fazer a experiência...
Arons de Carvalho, in O Benfica

