"Não foi o ano que desejávamos em termos de futebol masculino do Sport Lisboa e Benfica. Os resultados não estiveram ao nível da qualidade do plantel e de quem o dirige. Às vezes, é mesmo assim, em especial quando se está numa modalidade tão singular como esta. Em especial em Portugal, onde o que se passa fora dos relvados é mais importante que o desporto em si. Não vale a pena fingirmos que não é, porque é.
Até horas de emissão de televisão e rádio, as páginas de jornais impressos e online, as caixas de comentários, a blogosfera, todos estes meios - com honrosas exceções - dão muito mais relevância ao jogo sujo, às tricas, castigos, contratações, erros de arbitragem, declarações polémicas, tribunais e investigações do que a golos de bandeira, rabonas, trivelas, carrinhos no último minuto, defesas impossíveis e jogadas a roçar a perfeição.
O que interessa - o que vende - é o sangue, a discussão, o acirrar de posições. E se o Sport Lisboa e Benfica estiver metido ao barulho, tanto melhor. Neste campo, tal como no número de adeptos, presença geográfica ou lucros de merchandising, não haja dúvidas: o Benfica é maior do que Portugal. E vai continuar a sê-lo em 2022.
O ano que entra é novo, mas a época desportiva vai a meio, e ainda há muito para fazer a disputar. Já não estamos em todos as frentes e não dependemos apenas de nós, mas enquanto adeptos temos de sentir que, no campo, a vontade é maior que a de quem está na bancada e no sofá. Nunca dizemos que não, e estamos sempre lá a puxar pela equipa, mas, deste plantel - e de todos os outros, passados e futuros -, aquilo que esperamos é que também puxe por nós. Com garra, com vontade, com inteligência, astúcia, malandrice sempre que for preciso, com a excelência que estes jogadores e equipa técnica já mostraram em tantas outras ocasiões. É só isso. Excelência. Isto é o Sport Lisboa e Benfica."
"Contorno as teorias das maldições, mas tenho as minhas fezadas. Uma? Há anos que aposto nos mesmos sete números no Euromilhões. A sorte tem sido regular no bordejar da chave, que, no entanto, continua comigo e, juntos, seguimos no domínio da pseudocrença, até ao dia em que, talvez, quem sabe.
No que acredito, sobretudo, é no trabalho e nos seus (potenciais) frutos. Virando a página do calendário, entramos em 2022 e, ao fazê-lo, é na transposição da porta virtual que replicamos votos disto e daquilo, que recriamos desafios e objectivos, que renovamos esperanças e plantamos cogitações pensando no amanhã. Da bancada onde estamos ou nos imaginamos estar, as perspectivas, como digo, são fáceis de esboçar, mas são ainda mais imediatas e autoritárias quando as evidências, objectivas, nos escoram as conjecturas. Por exemplo, no Benfica Campus, o labor produz talento, cada vez mais vincado na quantidade e na qualidade.
No tecto do Futebol de Formação do SL Benfica, valorizando um processo de selecção, peneira, desenvolvimento e depuração, a equipa B - é assim que a vejo - apresenta-se-nos, ao dia de hoje, como uma espécie de montra que expõe e simultaneamente sujeita a exames contínuos o que de melhor se cria. É neste patamar que, entretanto jogadores feitos e de barba rija, os jovens aspirantes têm de justificar e reivindicar que lhes pertence o tempo que há de vir; é com rendimento e provas de maturidade (e de amadurecimento) como as que vêm dando - a liderança na Liga 2 é justamente isso, uma (boa) consequência e não um misterioso acaso - que darão corpo e força à realidade que fará ruir o chavão, e o futuro será mesmo deles.
Da baliza ao ataque, é todo um contingente B que vemos pugnar pela emancipação e afirmação, de olhos na equipa A, como deve ser, mas há (muitos) mais valores no ascensor ou a caminho dele. Como espectador interessado dele, Como espectador interessado, tenho vários rabiscados no meu bloco de notas mental, e é referenciando apenas alguns desses nomes e semeando a curiosidade assente em expectativas, que me despeço de 2021. André Gomes, João Tomé, António Silva, Hugo Félix, João Neves, Diego Moreira, Luís Semedo e João Resende: que avanços terão na vossa escalada e que oportunidades conquistarão no novo ano civil? Cá estaremos para conferir..."
"Não ficam grandes recordações de 2021, como aliás, não haviam ficado do ano anterior. Nem para o Benfica, nem para o país, nem para o mundo.
A pandemia continuou - e, teimosamente, continua - a condicionar os nossos dias. Muita gente perdeu a vida, a vida de familiares ou amigos. Muitos ficaram sem emprego, ou sem o seu negócio, e ninguém se escapou de um amargo sentimento de ansiedade que foi corroendo os corpos e as almas, e continua a importunar-nos.
É verdade que já pudemos voltar às bancadas do Estádio da Luz. Mas ainda na da nos garante que as mesmas, um destes dias, não tenham de voltar a ficar despedidas.
Em termos desportivos, o Benfica foi, dos chamados 'três grandes', o clube mais penalizado pela covid-19. Quer pela ausência dos adeptos que, em condições normais, teriam enchido os estádios de norte a sul com o apoio a que a equipa estava habituada, quer pelo próprio vírus que atacou em força o plantel numa fase decisiva da época passada.
Não só mais também por isso, nada ganhámos em 2021. E, sem títulos para podermos falar de sucesso, resta-nos olhar para os apuramentos europeus, primeiro para a fase de grupos e depois para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões.
Também as restantes modalidades acompanharam um certo cinzentismo, pelo menos no plano interno. A excepção foi o voleibol, que ganhou Campeonato e Supertaça. Já nas competições europeias, além do próprio vólei, também andebol, basquetebol e futsal têm obtido resultados interessantes na recente temporada, que esperamos poder ver sedimentar no futuro imediato.
2021 não foi nada bom, 2022 será certamente melhor."
"Talvez nunca antes, como nos anos mais difíceis, se entenda tão claramente a razão por que o Benfica criou e mantém uma fundação. A solidariedade é uma expressão máxima, ética e civilizacional de cooperação que permite à espécie humana viver e prevalecer, para o bem e para o mal, sobre todas as outras neste planeta azul a que chamamos a nossa casa comum. A espaços o jogo cruel da evolução, tal como o entendemos hoje, faz sobrevir novas ameaças globais, tantas vezes mortíferas. A espaços, também, convocamos o melhor de nós e trazemo-lo à luta da frente, seja pelo engenho humano da ciência e da tecnologia, seja pela vontade, pela união e pela resiliência que nos caracteriza.
É no domínio da vontade que se afirma a importância do futebol e da sua obra social, ao galvanizar a energia que move multidões, canalizando-a para a acção em prol do bem comum. É sobretudo disso que se trata o trabalho da fundação, como e sobretudo nisso que assentam os seus resultados: num Benfica com uma massa adepta imensa e numa ideia de Clube solidário que radica nos valores da primeira hora.
Fazemos muito. Faremos ainda mais! Tal é a razão de ser com que o Benfica nos deu à Luz!
Veríssimo volta a ser chamado a liderar a equipa A do Benfica. Na vez anterior, após a saída de Bruno Lage, dirigiu a equipa em 6 jogos, com 4 vitórias, 1 empate e 1 derrota. Uma diferença relevante em relação à anterior passagem pelo cargo é a de que, desta vez, tem a experiência de ter comandado, com muito sucesso, a equipa B, antes fora adjunto de Lage. Realce para o excelente campeonato que a equipa B está a fazer, em que, à 15.ª jornada, liderava a prova com 4 pontos de avanço, fruto da maior pontuação de sempre do Benfica na II Liga até essa jornada (33 pontos, 10 vitórias, 3 empates);
18
Pizzi completou 356 participações em 'jogos oficiais' pelo Benfica, igualando o registo de Cruz. É agora o 18.º com mais jogos de sempre de águia ao peito em competições oficiais. A glória imediatamente acima nesta lista é Costa Pereira, com 366 partidas. Nestes 356 jogos marcou 94 golos, é o 23.º mais concretizador, com os mesmos golos que Simão, o 22.º:
300
André Almeida atingiu a marca dos 300 jogos em competições oficiais pela equipa de honra do Benfica. É o 31.º a chegar às centenas, e faltaram-lhe 15 partidas para ser o 25.º, a par de Diamantino, neste ranking. É o 5.º com mais jogos na actual Estádio da Luz. No ranking de 'jogos oficiais' seguem-se, no actual plantel, Grimaldo, com 228 (52.º), e Rafa, com 210 (58.º);
408
Chegou ao fim a segunda era Jorge Jesus no banco benfiquista. Orientou a equipa em 408 jogos de competições oficiais, o máximo entre os treinadores da equipa de honra de futebol do Clube - 69,12% de vitórias (282), 15,44% de empates (63), considerando vitórias ou derrotas os jogos com desempate nos penáltis; 2,10 golos marcados por jogo, 0,81 golos sofridos por jogo)."
"O Sport Lisboa e Benfica tem pautado a sua postura pelo contributo, servindo de exemplo, para um ambiente mais respirável no futebol português, seja na relação entre clubes, seja no respeito pelas instituições que têm um papel ativo na organização das competições.
O Benfica tem sido particularmente empenhado, ao contrário de outros, em fomentar um ambiente mais sadio, promovendo e respeitando valores como a elevação, a dignidade e o respeito por todos os adversários e entidades.
Espera-se, dos vários intervenientes, que haja reciprocidade, pois é a valorização do futebol português no seu todo que está em causa.
No entanto, os erros acumulam-se e, ontem, no Dragão, a lista, já longa, aumentou ainda mais. É inconcebível que a ilegalidade no lance do primeiro golo portista não tenha sido comunicada pelo videoárbitro. A bola foi dominada com o braço esquerdo e, apesar da possibilidade de se socorrer a imagens de inúmeros ângulos, nada foi feito. E depois, na segunda parte, ocorreu a falta evidente sobre Everton na área portista que, aparentemente, nem sequer mereceu uma análise cuidada de quem tem por missão auxiliar, com recurso à tecnologia, a difícil tarefa de ajuizar lances no relvado.
Temos de ser mais exigentes na utilização da vídeoarbitragem, para que lances capitais não passem despercebidos, o que é incompreensível quando tal se verifica.
Como é possível que o árbitro não tenha sido chamado para analisar os lances do primeiro golo portista e da grande penalidade sobre Everton? Já no jogo da semana passada houve um golo anulado a Darwin por 4 centímetros, ficando para muitos a dúvida se o frame utilizado era o correto. Da mesma maneira que o pisão de que Darwin foi vítima também não mereceu qualquer análise.
De resto, a arbitragem no jogo, obviamente influente no resultado pelo acima exposto, pecou ainda por critérios díspares na admoestação de cartões amarelos. Não criticamos o duplo amarelo a André Almeida, numa partida em que o nosso capitão passou a ser, a par de João Vieira Pinto, o 30.º futebolista com mais jogos oficiais pelo Benfica (301), mas somos então obrigados a relevar que outros lances houve, protagonizados por jogadores adversários, que não mereceram o mesmo rigor.
Acrescente-se que os erros flagrantes de ontem são acompanhados hoje por uma tremenda falta de honestidade intelectual por parte de alguns analistas de arbitragem da nossa praça, os mesmos de sempre, mas isso é algo a que também já estamos habituados e já ninguém espera que dali venha algo melhor do que a mediocridade.
A nossa equipa, pela atitude e pelo que fez em campo, poderia ter conquistado outro resultado. Mesmo reduzida a dez jogadores, nunca deixou de lutar e criou oportunidades para anular a desvantagem.
Quanto às contas do Campeonato, a situação está difícil, mas longe de resolvida. Em cada jornada, temos a obrigatoriedade de tudo fazer para vencer e tentar reduzir distâncias.
A próxima jornada será disputada na Luz, com o Paços de Ferreira, dia 9 de janeiro.
Terminamos com o desejo de um bom ano para todos e que os Benfiquistas possam celebrar muitos títulos do nosso querido Clube."
"A mão é CLARÍSSIMA! É um escândalo de proporções bíblicas validar-se um golo destes com VAR. Se não vamos para a UEFA com este caso fechem o clube!
Aguardamos que Hugo Miguel e Tiago Martins tenham saído sob escolta policial do Calor da Noite directamente para o Campus da Justiça em Lisboa. O estado de coisas vai ter de mudar, a bem ou a mal. Atingiram-se todos os limites possíveis!"
Nenhum Benfiquista estava optimista para hoje, infelizmente o resultado não é surpresa, e o facto do novo treinador ter alterado a forma da equipa jogar, com poucos dias de treino, ainda elevou o grau de dificuldade, naquele que à partida sem as atribulações conhecidas, já seria o jogo mais difícil da temporada!
Mas apesar da derrota, e da azia, a exibição não foi tão má como o resultado, parece transparecer... Até ao 1-0, o jogo estava equilibrado, com o Benfica a ter mais bola, mas com as habituais dificuldades na objectividade nos últimos metros... Mas mais uma vez, um golo ilegal (claro controlo de bola com o braço... apesar da PorkosTV ter tentado esconder as imagens!!!), colocou o Benfica em desvantagem, imediatamente a seguir à nossa melhor oportunidade da partida, até àquele momento (algo que já aconteceu este ano, noutros jogos...), e como um mal nunca vem só, na 'ressaca' do golo, sofremos o 2.º...!!!
Ao intervalo, resultado mentiroso, com o Benfica a desperdiçar outra grande oportunidade mesmo antes do apito...
Não podíamos ter entrada melhor no 2.º tempo, a reduzir para 2-1... e logo de seguida a expulsão do Almeida! Tenho sido critico da utilização do André (sendo que a principal culpa é de quem o mete a jogar!), sendo que hoje, com as alterações táticas, parece-me que só jogou porque o Grimaldo estava de fora: no 1.º Amarelo teve 'culpas', mas neste 2.º Amarelo, é uma falta igual a muitas outras, que até podem dar o 1.º Amarelo, mas nunca o 2.º e respetivo Vermelho, pelo menos aos nossos adversários, este tipo de faltas nunca dá 2.º Amarelo!!! O Macron já apitou dezenas de jogos do Benfica, nunca o vi expulsar um adversário, com uma falta destas... aliás, pensado melhor, não me recordo de ele alguma vez ter expulsado um adversário do Benfica!!!!!
Mesmo a jogar com 10, continuámos à procura do golo do empate, e estivemos perto, por diversas vezes, com os Corruptos, claramente 'incomodados' com o decorrer do jogo, apesar da superioridade numérica! Mas mais uma vez, demos um tiro no pé, neste caso dois: o desperdício, e com uma tripla substituição que naquela altura, não se pedia... Perdemos a dinâmica, e acabou por ser os Corruptos, a 'matar' a partida com um 3.º golo...
O Veríssimo teve muito pouco tempo para preparar este jogo. Parece-me que foi buscar os esquemas do tempo do Lage, e tentou 'remediar'! E muito sinceramente, independentemente do resultado, melhorámos em relação a outras partidas, e extrapolando para o futuro próximo, parece-me que a maioria dos jogadores vai 'gostar'! Pois, assim, alguns vão voltar a jogar nos seus lugares de 'origem'!!! Só prevejo, alguns problemas na defesa, pois com dois Centrais, ficamos com dois Centrais titulares 'lentos': o Otamendi e o Vertonghen! Se existir coragem para colocar os mais novos, poderemos ter 'sorte'!!! No meio-campo, nos jogos mais 'apertados', continuo a achar que a dupla Weigl/Mário é demasiado 'soft', espero ver o Paulo Bernardo como titular no futuro próximo, com o João Mário, a jogar mais solto...!!!
A arbitragem ficou marcada pelo golo ilegal dos Corruptos! A PorkosTV bem tentou 'esconder', mas o controlo com o braço é claro... A bola nunca faria aquela trajetória, se tivesse batido no peito!
O outro lance que passou em claro, foi um penalty sobre o Everton, no lance onde o Rafa remata fora da área... O Everton tentou cabecear, e o defesa adversário, derrubou-o no ar... Aliás, no golo do Benfica, no início do ataque, existiu outra falta quase igual, que não foi assinalada, com o jogador do Benfica, a ficar no chão, após uma queda muito aparatosa... Mas felizmente, a bola sobrou para os nossos jogadores, e deu contra-ataque...
Disciplinarmente, mais do mesmo... Os jogadores Corruptos, sabem que estão sempre protegidos, sempre... A expulsão do jogo da Taça deu-se com 3-0 no marcador, hoje, bastou o Benfica 'assustar' para o critério 'apertar'!!!
O Benfica pode trocar de treinador, pode trocar de jogadores, pode até trocar de Direcção, enquanto a Arbitragem e a Disciplina da FPF, estiver entregue a estes corruptos, nunca iremos ganhar uma competição! É impossível...
Agora, vamos entrar numa fase onde os adversários serão teoricamente mais fracos, até final de Fevereiro (a excepção será a potencial Final da Taça da Liga), onde iremos regressar à Europa! Este tempo, terá que ser usado, para consolidar um novo Modelo de jogo... Pelo meio, teremos uma janela de transferências, que promete movimentações, a 'entrar' e a 'sair'... Sendo que existem alguns jogadores, que na minha opinião merecem uma 'reforma' dourada nas Arábias!!!
O trabalho do Veríssimo na B, merece apoio por parte dos Benfiquistas! Contratar um treinador a meio da época, quando a maioria dos técnicos 'apetecíveis', estão a trabalhar, é muito arriscado. Não vejo esta aposta, como um baixar da toalha, com o Lage em circunstâncias idênticas, conseguimos recuperar... Acreditando que vamos jogar em 442 (ou 433) até final da época, a chave do sucesso, na minha opinião vai ser na composição da dupla de Centrais. O Otamendi é o jogador que o adepto gosta mais de ver jogar, pois mete o pé, é agressivo, impõe respeito... mas quando é preciso velocidade já não tem pernas! Jogar contra equipas fechadas, com a linha defensiva no meio-campo, com dois Centrais 'lentos', será demasiado arriscado... E pessoalmente, acredito nos nossos jovens Centrais, não só no Morato, mas também no Tomás... e até no Ganchas e no Álvaro!!!
"Isto já ultrapassa todas as vergonhas possíveis e imaginárias.
Um jogador que deveria ter sido expulso na primeira parte marca um hat-trick na segunda e assim se transforma um resultado de 0-1 para um 3-2. E, claro, a jogar contra 10, numa expulsão absolutamente ridícula.
Este campeonato está completamente manipulado com a lagartagem a ser levada ao colo.
"António Nobre acaba de dar (mais) uma vitória ao Cashball. Leram bem, dar uma vitória. E a coisa já é feita de forma tão escandalosa que já nem é questionado o porquê de situações curiosas como um jogador que dá uma patada noutro não ser expulso, sendo que na sequência dos protestos é amarelado um jogador da outra equipa, que mais tarde seria expulso com segundo amarelo, minutos depois de Palhinha ter varrido um gajo ao contrário sem qualquer amarelo. Ah, o jogador que mandou uma patada num colega de profissão e não foi expulso, foi o marcador dos 3 golos que deram a vitória ao Cashball.
Do lado de Contumil, nada se ouve. Os outrora tão assertivos e selectivos tweets de Francisco Marques deram lugar...a som de grilos. E não admira porquê. Basicamente, porque assistimos neste momento a uma luta titânica em quem rouba mais, se Cashball, se Calor da Noite.
Cashball mete António Nobre e Fábio Verdíssimo como árbitros internacionais no quadro de 9 árbitros internacionais. Calor da Noite mete Vitor Ferreira e Gustavo Correia. Tudo sob orientação de Fontelas Gomes.
O Benfica mete...uma banana no cu. E ninguém da Direcção fala, porque metade estão-se a cagar e a outra metade são lagartos.
"Irá o SL Benfica chegar ao Dragão com uma postura diferente?
É, de novo, dia de Clássico. O SL Benfica vai, de novo, visitar o Estádio do Dragão. E se não mudar muito do que fez e sobretudo do que não fez vai, de novo, cair ante o FC Porto.
Na partida referente à Taça de Portugal, os dragões venceram com muito mérito – pressionaram bem e alto, souberem golpear as águias da forma correta e pelo lado certo e foram letais.
Todavia, o demérito dos encarnados foi para lá de gritante e mais do que claro. É, portanto, vital aprender com os muitos erros e corrigi-los, para que a corrida pelo cetro de campeão nacional continue a ter três participantes. Há, contudo e desde logo, acrescidas circunstâncias que dificultam o processo.
Um dos pontos de ordem seria a correção da tática e da estratégia adotadas. Claramente, saiu gorada a inserção de Adel Taarabt no onze e a mudança para um 3-5-2 que foi cabalmente consumido e digerido pelos homens de meio-campo dos azuis-e-brancos.
E, acredito, Nélson Veríssimo sabe bem que o terá que fazer. O problema é que as ausências vão limitar a panóplia de novas estratégias e táticas a adotar.
Além de dificultarem as escolhas táticas, as ausências de Otamendi, Grimaldo e Darwin vão interferir em grande medida com as escolhas das individualidades que se vão apresentar de início no relvado portista.
Além, claro, do peso que estas ausências terão por si mesmas. Veríssimo terá, então, que apostar em jogadores nos quais deposita pouca ou nenhuma confiança ou engendrar planos e desenhos táticos que lhe permitam deslocar jogadores da sua confiança para posições que não as suas.
O aspeto mais técnico, tático e estratégico do jogo será um dos pontos a ter em consideração pelas águias nas mudanças que terão que operar na preparação para este jogo.
Não obstante, também o aspeto psicológico carece de trabalho depois da pesada derrota e da parca exibição da transata quinta-feira, não contribuindo para a melhoria desse aspeto o ambiente vivido internamente no clube da Luz, agravado com a saída de Jesus.
Para não ajudar, o fator casa estará, de novo, do lado portista – se bem que, de momento, o Estádio da Luz não deva ser um lar acolhedor. Contudo, este não é um elemento que as águias possam mudar. O que podem e devem mudar é um elemento em falta no jogo da semana passada e que se sobrepõe a todos os outros: a atitude dentro das quatro linhas.
Faltou no Dragão, como faltou na Luz frente ao Sporting CP, uma atitude minimamente condizente com os pergaminhos do clube e que entroncasse num dos mais importantes motes benfiquistas – “Raça, Crer e Ambição”. Faltou atitude desde o início, faltou atitude até ao fim. Faltou atitude contra 11, faltou atitude contra dez. Não pode faltar.
Posto isto, são muitos os pontos de necessária mudança do lado das águias na antecâmara de novo Clássico.
O mais importante, todavia, é este último – é obrigatório chegar e ter renovada atitude no relvado do Estádio do Dragão! Ah, claro, já me esquecia: jogar com (este) André Almeida é jogar com um a menos. Também convém mudar isso."
"A verdade é que às tantas, pelo que Jesus garantia, o despesão pareceria um bom investimento, que nos dava a melhor equipa do campeonato e, como tal, o próprio campeonato (ou 1ª Liga). Contudo, embora os jogadores individualmente pareçam bons, nunca jogaram bem em equipa
Confesso que gostei de saber que o sportinguista Jorge Jesus já não está no Benfica. Falo como benfiquista relativamente ferrenho, e como sobrinho mais velho (masculino) de Cosme Damião.
Embora esclareça desde já que invejo o nível de vida dele, só não gostei de saber que continua a auferir o ordenado mais uns meses, que me parecem demasiado largos. Ainda por cima não julgo que tenha sido inocente a enorme e dispendiosíssima contratação de jogadores por ele sugerida, imaginando o que custaram ao clube só em Comissões.
Mas é claro que o actual presidente, o ex-jogador Rui Costa, embora eleito há pouco, deve explicar-nos alguma coisa disto. Porque a sua atitude não me agrada nada, apesar de nada lhe ter a apontar como atleta.
A verdade é que às tantas, pelo que Jesus garantia, o despesão pareceria um bom investimento, que nos dava a melhor equipa do campeonato e, como tal, o próprio campeonato (ou 1ª Liga).
Contudo, embora os jogadores individualmente pareçam bons, nunca jogaram bem em equipa. Um trabalho (fazê-los jogar bem em equipa) que caberia ao mesmo Jesus que disse querer contratá-los, e que agora sai, talvez ingloriamente, mas ricamente."
"O mundo consternou-se com a morte de Zamora e celebraram-se missas em sua memória. Mas Zamora estava vivo. E estava preso
Conheci Pedro Luis de Galvéz pela prosa de Cristobál Villalobos Salas. Pedro, o poeta anarquista que incomodou Franco, o Caudillo, até este perder as estribeiras. Em Pueblonuevo del Terrible – ninguém poderia ter inventado um nome melhor para servir de cenário aos acontecimentos –, uma terra perdida a norte de Córdova, foi apanhado pela Guardia Civil por ser considerado um perigoso revolucionário e julgado e condenado em Cádiz por um conselho de guerra. Sentença: «Reo de lesa majestad y culpable de injurias al Ejército», Fecharam-no na prisão de Ocaña.
Pedro era um poeta e os poetas não se prendem, matam-se. Durante anos tornou-se uma figura própria de uma opereta de Manuel Penella Moreno. Entrava e saía das cadeias a toques de corneta, conferindo a si próprio laivos de autoridade que ninguém lhe houvera atribuído. Outro dos escritores malditos da língua castelhana, Rafael Cansinos Assens, dizia que Gálvez era «ulcerado e bom».
Isto nos tempos em que o sevilhano Assens saltava de mesa em mesa pelos cafés de Madrid, mendigando uns «duros» àqueles que já tinham conquistado lugar na literatura e vieram a tornar-se seus amigos, como Pedro de Répide, Alberto Insúa, Armando Palacio Valdés e Ramón Gómez de la Serna e até Guillaume Apollinaire.
Todos eles velhos camaradas de Pedro e das suas excentricidades até ao dia em que este se infiltrou num grupo de criminosos, caçando como ratazanas os companheiros de estrada, traindo-os com a arma asquerosa que é a delação. Gomes de La Serna conta que o avistou por detrás de uns abajures do Café Lyon d’Or, na calle de Alcalá, vestido com um macacão de seda azul e trazendo duas pistolas à cintura. Nesse dia, cresceu dentro dele um desprezo profundo por um poeta que atraiçoara a poesia para se casar com prostitutas e aguardente.
Pouco tempo antes destes episódios, o mundo recebeu com tristeza a notícia da morte do grande Ricardo Zamora, guarda-redes dos guarda-redes, o homem das zamoranas que se fazia acompanhar por toda a parte pela boneca de trapos que usava como amuleto. Era um tempo de selvajaria total nessa Espanha de 1936.
Na verdade, ninguém sabia quem era quem e quais eram os bons e os maus. A morte campeava a torto e a direito, a imprensa francesa fez manchetes com a morte de Zamora, havia quem dissesse que pagou o preço de ser colaborador do jornal Ya, e celebraram missas em sua honra ao mesmo tempo que fuzilam outro poeta, Federico Garcia Lorca mas deixam à solta o seu Duende.
Zamora estava vivo; Zamora estava preso. Diz-se que na prisão Modelo, em Madrid, onde se encontrava, os gritos dos torturados ecoava pelas noites como gemidos de fantasmas negros. Foi lá que, segundo de La Serna, encontrou, ou foi encontrado por Pedro Luis de Gálvez.
Escreveu a história numa crónica do jornal argentino La Nación, depois de ter fugido para Buenos Aires onde os ares eram mais respiráveis. Pedro entrara em Modelo nos seus trajes tragicómicos de pirata caribenho e gritou: «Eis aqui Ricardo Zamora, o grande keeper internacional de futebol!» Depois lançou como um aviso: «É meu amigo e deu-me muitas vezes de comer. Comi muitos bifes à sua conta no Café Pombo. Está aqui preso e isso é uma injustiça. Que ninguém lhe toque sequer num cabelo. Proíbo-o!» E, em seguida abraçou o grande Zamora, beijando na cara e gritando: «Zamora! Zamora!»
Com disse, soube de Pedro Gálvez por Villalobos Salas e pelo seu livro Fútbol y Fascismo. Salas é ainda um jovem professor de História que escreve para vários jornais espanhóis com a prosódia própria dos antigos. Ricardo Zamora Martínez, que nasceu em Barcelona no dia 14 de Fevereiro de 1901 e jogou no Espanhol, no Barcelona e no Real Madrid, nunca apoiou decisivamente o nacionalismo catalão e sofreu por causa disso. Também já tinha conhecido os incómodos do cárcere quando, no regresso da Bélgica, após os Jogos Olímpicos de 1920, foi acusado de contrabandear charutos cubanos.
Em 1936, graças a Galvéz e à sua tremenda cara de pau que lhe dava poderes desconhecidos, conseguiu ser libertado e refugiar-se na Embaixada Argentina com a família. Em seguida, apanhou o vapor Tucumán e exilou-se em Marselha onde continuou a jogar futebol mesmo depois de ter perdido a elasticidade que fizera dele um mito. Acabaria por ser condecorado pelo próprio Francisco Franco.
Pedro Luis de Galvéz foi fuzilado a 30 de Abril de 1940, tanto pelos crimes que praticou como por aqueles que, pura e simplesmente, inventou. Tinha escrito num poema: «Bebo para esquecer... Sempre a garra/da calúnia no pescoço, sem fortuna/morta a fé sem qualquer ilusão/e na mão, uma bala, como Larra...» Os tiros que levou não destruíram a fotografia que trazia no bolso. Estava autografada por Zamora: «A Pedro, o único homem que me beijou na prisão»."