Últimas indefectivações

sábado, 23 de outubro de 2021

Comunicado


"Tendo em conta as recentes notícias vindas a público, o Sport Lisboa e Benfica informa que vai iniciar, de imediato, um processo de averiguação interno quanto ao possível envolvimento de dois colaboradores seus num alegado negócio respeitante à transação de participações qualificadas da sua SAD."

Antevisão...

Alta rotação...

Boa Hora 19 - 39 Benfica
(8-17)

Mesmo com muita rotação, actuámos em modo rolo compressor...!!!

A vitória que ninguém acreditava


"O Benfica passou da desconfiança aos festejos, com a conquista do primeiro troféu nacional

Na época 1929/30, a Direcção, devido ao facto de se ter visto na 'impossibilidade de pedir a um dos nossos antigos jogadores que se encarregasse dos treinos', avançou a contratação de Arthur John.
O treinador checo tinha chegado a Portugal em 1925, para orientar o Vitória de Setúbal, pelo qual conquistou o Campeonato de Lisboa e foi finalista do Campeonato de Portugal, na temporada 1926/27.
Nos encarnados, a tarefa não se perspectivava fácil, por não conquistarem qualquer titulo desde 1921/22 e terem o rótulo de equipa que se eclipsava nos momentos decisivos.
Porém, o início foi prometedor, com a vitória na 1.ª jornada da Taça Preparação, frente ao União Lisboa, em que os benfiquistas evidenciaram novas dinâmicas, com o meio-campo a 'empurrar para a frente os avançados no caminho aberto para as redes, tornando neutral a acção dos médios do União, o que descompôs o conjunto normal da equipa e o levou à derrota', por 6-1.
Na 11.ª jornada do Campeonato de Lisboa após terem vencido o Belenenses, os benfiquistas alcançaram os azuis no topo da classificação, reforçando a ideia de que o técnico tinha transfigurado a equipa. No entanto, nas três jornadas seguintes, os benfiquistas registaram um empate e uma derrota, vencendo apenas um dos jogos, e o Belenenses sagrou-se campeão. A imprensa não perdoou: 'O Benfica vai a Roma e não vê o Papa. Quando está próximo do fim, quando todas as probabilidades menos uma, são a seu favor, é exactamente essa uma que corresponde à realidade, e o sonho de ser campeão desfez-se'.
Perdida a oportunidade de vencer esse título, restava o Campeonato de Portugal. Na deslocação a Santarém, para a 1.ª eliminatória, frente à União Operária, parecia que o mau momento iria prolongar-se, 'o Operário marcou na sua única bola, no primeiro minuto de jogo'. Mas os encarnados deram uma boa resposta, começaram a impor o seu jogo, a dominar técnica e territorialmente, transformando esse domínio em oito bolas.
O Benfica chegaria à final, frente ao Barreirense. Após um empate a uma bola no tempo regulamentar, os benfiquistas surgiram revitalizados no prolongamento. 'O Benfica foi o Benfica das grandes tardes, o Benfica que empolga, que faz entusiasmar a multidão. Sentiu-se vencedor, meteu uma bola e não desamimou, queria mais, queria vencer por mais score o seu adversário'. Os encarnados ganharam por 3-1, passando das críticas aos elogios: 'Tanto mal que se disse desde clube! E vá lá, quem é que há dois meses julgaria que fosse capaz da proeza que ontem realizou? O Benfica tomou alma, aí é que os seus partidários viram crescer o n´mero das probabilidades da vitória'.
Desta forma, sob orientação de Arthur John, o Benfica assegurou a sua primeira conquista nacional. Saiba mais sobre este treinador na área 25 - Mestres da Bola, no Museu Benfica - Cosme Damião."

António Pinto, in O Benfica

Festa da Taça...


"... é o Benfica ganhar. Crónica arrumada.
Mas acrescento que adoro a Taça de Portugal. É a competição mais antiga entre as disputadas actualmente (desde 1922) e aquela que mais clubes têm a possibilidade de conquistar, não só por ser a que conta com mais participantes (na presente edição foram 154), mas também pelo que o palmarés indica: 16 vencedores entre 27 finalistas.
Vencemo-la 29 vezes em 42 finais disputadas, ambos registos máximos no futebol português. Porém, desde 1987, quando erguemos o troféu pela 24.ª vez, só em 5 ocasiões voltámos a celebrar.
Este fraco pecúlio nas últimas três décadas e meia não me afasta da prova, pelo contrário, ano após ano, anseio pelo início de uma sequência de títulos que remeta este período para o passado.
Tradicionalista neste particular, preferiria que os clubes da divisão cimeira entrassem mais cedo na competição, mas até em Inglaterra já só inicial a participação na 7.ª ronda. Percebo que, do ponto de vista competitivo, poderia haver inúmeros jogos sem qualquer interesse, no entanto, entre os jogos da Taça da minha meninice que me vêm logo à memória constam, além das várias finais disputadas pelo Benfica e os 5-0 a Sporting nuns quartos-de-final, vários com adversários desconhecidos, por norma copiosamente goleados, como o Riachense, o Ponte da Barca, o Vialonga, o Cartaxo ou o Marco, entre outros.
Sobre a obrigatoriedade de os clubes da Liga 1 jogarem fora na 3.º eliminatória, tenho sentimentos conflituantes. Por um lado, os clubes mais pequenos aumentam as hipóteses de apuramento e são anfitriões de um clube maior, por outro, muitos jogadores perdem aquela que seria a única oportunidade de jogarem num grande estádio.
Quanto às meias-finais a duas mãos, não gosto."

João Tomaz, in O Benfica

Que futebol é este?


"No passado fim de semana fomos brindados com mais uma página triste do futebol português. Num jogo do campeonato distrital entre Olímpico do Montijo e a equipa B do Vitória FC, houve cenas de pancadaria e de tiros para o ar em pleno relvado.
Não me interessa quem começou, quem tem razão, se houve excesso policial ou não. Nenhum dos intervenientes tem desculpa. Nenhum,
O simples facto de um jogo de futebol, seja dos Distritais ou da Champions, poder originar uma batalha campal com intervenção policial é o que está errado. Futebol não é isto, desporto ainda menos.
Nas horas que se seguiram a este muito lamentável acontecimento, houve declarações para todos os gostos, apontar de dedos, lágrimas de crocodilo quanto bastem. E acções? Poucas, a não ser aberturas de inquérito e frases de circunstância. Havia que actuar de imediato, não deixar dúvidas, suspender os intervenientes. Todos. Não será com sanções pecuniárias ou joguinhos de castigo que a situação muda. Os últimos anos provaram-no. Castigos desportivos imediatos, sumarissimos, chame-se o que se quiser - só assim a coisa vai.
Nos últimos anos são vários os acontecimentos do género, com espancamento de árbitros, agressões entre jogadores, pancadaria nas bancadas, violência entre claques, feridos graves, mortes. Não chega já disto? Assim não é desporto, é só mais uma ramificação do que corre mal na sociedade. E não me acenem com o cartão de adepto, outro placebo para uma doença que se espalhou pelo corpo todo. O que isto precisa é de medidas sérias."

Ricardo Santos, in O Benfica

Bayern, Vizela e pizas


"Hoje, sexta-feira, tanto posso estar em estado de euforia pelo brilharete que o Benfica fez contra o poderoso Bayern na quarta-feira como posso também estar num estado de coma profundo desde o jogo com os alemães. Faltam 24 horas para o início da partida enquanto escrevo esta crónica. Não sei exactamente o que esperar do Benfica, na medida em que, no espaço de 17 dias, vi esta equipa a dar 3-0 ao Barcelona, perder em casa com o Portimonense e ganhar com dificuldade na Trofa, já no prolongamento. Enquanto o Bayern espetou 5 batatas no Dínamo de Kiev e, na jornada passada, serviu a mesma dose ao Bayer Leverkusen, a jogar fora de casa. Pelo meio, os bávaros perderam em casa com o Eintracht Frankfurt, o que me traz alguma dose de esperança, porque afinal estes tipos também são seres humanos.
Para um adepto do Benfica há uma ansiedade tremenda, entre a crença na vitória e a consciência de que os alemães são um adversário extremamente difícil de enfrentar. Para alguns adeptos de outros clubes e vários especialistas do comentário antes do jogo também há um dilema que se mantém. Ainda não têm, bem a certeza se este Bayern com Neuer, Lewandowski, Muller, Gnabry, Sané, Goretzka, Kimmich e companhia é demasiado forte para este Benfica e candidato a ganhar a Liga dos Campeões, ou se o Bayern do tempo de Robben, Ribéry, Schweinsteiger, Xabi Alonso e Philipp Lahm é que era. O Benfica é uma espécie de papel de filtro das equipas fortes - se não ganha, é porque o adversário foi muito superior, e quando ganha é porque o oponente apresentou pouca qualidade.
Domingo é de ir a Vizela e, como tal, lá vou ter de fazer o sacrifício de devorar duas ou três pizas na pizaria Bom Gosto no final do jogo. Se o Benfica ganhar, claro. Noutro cenário qualquer, vou para casa comer antes duas ou três bolachas Maria. Espero que os nossos craques sejam solidários. Quando entrarem em campo, não só está em causa a minha alimentação como a rentabilidade da própria pizaria, que tanto tempo esteve fechada por causa da pandemia."

Pedro Soares, in O Benfica

Bancadolândia


"Este é um daqueles momentos em que fitamos o retrovisor das nossas vidas para apreciar reflexões e premonições. Em Maio de 2017, quando a Federação Portuguesa de Futebol, alinhada com os desígnios que do IFAB irradiavam para latitudes reguladoras de competições profissionais, anunciou a introdução do VAR em todos os jogos do nosso principal campeonato em 2017/18, era antecipável que o desporto líder dos mais populares no planeta entraria numa dimensão tecnológica transformadora do espectáculo, porventura sem retorno possível. Caminhos de afinação nesse novo rumo, sim, são imperativos, sempre, porque só melhorando é que se poderá fazer e legitimar a defesa de um bem maior chamado futebol, por muitas transfigurações que encarne.
Hoje, passados mais de quatro anos, é consensual que o videoárbitro não eliminou os erros de arbitragem com interferência directa no resultado, 'somente' emagreceu esse número. Paralelamente, semeou e fez germinar outras controvérsias, em razão da componente humana que lhe está associada tanto na redação do protocolo como, e sobretudo, na interpretação e execução do mesmo. Não nos podemos espantar.
Deixando para os peritos o lado formal do tema e o trabalho a realizar no propósito de elevar a fiabilidade desta ferramenta em abono do desporto amado, centro a abordagem e a leitura numa perspetiva de coração e mais colorida, e das bancadas, nomeadamente nos estádios, onde as experiências sensoriais são ímpares, mas pensando também em todos os que acedem pela janela mágica da televisão ou demais dispositivos electrónicos.
Para quem paga 'bilhete' e se inquieta, entusiasma e empolga, o VAR é uma autêntica 'picadora de emoções'. Por mais iluminados contributos que surjam, o videoárbitro tende a empurrar-nos fatal e silenciosamente, a nós, adeptos, para um certo estado de ceticismo, porventura irresolúvel, estimo. O VAR também nos modificou. A quem não acontece sentir o disparo interior do interruptor da dúvida em lances que no passado conduziram a expressões de júbilo e a sentimentos de felicidade sem marcha-atrás?"

João Sanches, in O Benfica

Na estrada


"Das propostas apresentadas por Rui Costa ao longo do período pré-eleitoral, houve uma que me tocou particularmente.
Como é óbvio, não foi apenas por isso que votei no Maestro (até porque o outro candidato também falou no assunto), mas a ideia de lançar as bases para um eventual regresso do Benfica ao ciclismo foi uma espécie de cereja no topo do programa eleitoral. Mais do que responder ao anseio de muitos adeptos, esse regresso responderá aos ditames da própria história do Benfica - que, recorde-se, estenta uma roda de bicicleta no seu emblema.
Há quem diga que a enorme popularidade do Benfica no território português se deve, mais do que ao futebol, e antes de Eusébio, aos feitos velocipédicos de José Maria Nicolau. O grande ciclista do Cartaxo brilhou sobretudo na primeira metade da década de 30, quando já se disputava a Volta a Portugal, mas ainda não havia Nacional de futebol. Então, era o ciclismo que levava as cores e os símbolos dos principais clubes aos locais mais recônditos do país, exibindo-se à porta de gente para quem o que se passava em Lisboa ficava demasiado distante. A popularidade dos ciclistas era, por isso, muito grande, e José Maria Nicolau tornou-se o primeiro grande ídolo do benfiquismo.
Depois dele, muitos outros ciclistas brilharam de águia ao peito. Já nos anos 70, o Benfica chegou a participar em três edições da Volta à Espanha, onde até ganhou etapas.
Nos últimos anos, os benfiquistas amantes da modalidade têm sido forçados a engolir sucessivos êxitos do FC Porto. Já é altura de lhes pôr termo. Na estrada, e em respeito pela nossa história."

Luís Fialho, in O Benfica

20 gloriosas atletas


"As semanas vão passando, e os títulos vão chegando ao Museu Benfica - Cosme Damião. No passado sábado, foi a vez de a nossa equipa de polo aquático feminino conquistar a Supertaça. Num jogo difícil frente ao Clube Aquático Pacense, as pupilas lideradas por António Machado chegaram a Felgueiras viram e venceram. As bicampeãs nacionais somam e seguem. Foi o 9.º título conquistando nas últimas épocas, António Machado, na véspera da final, tinha avisado de que iria ser um jogo muito difícil, e foi. O adversário reforçou-se muito bem, e as nossas atletas, superiormente capitaneadas por Inês Nunes, tiveram de dar o seu melhor: 15-12 no final expressa bem o jogo equilibrado que foi. As benfiquistas estavam avisadas para o grau de dificuldade do CA Pacense e entraram fortíssimas na partida. Verdade seja dita que a arbitragem também contribuiu para o equilíbrio do jogo, prejudicando claramente o SL Benfica. A expulsão inacreditável da nossa capitã acabou por se refletir na nossa prestação competitiva. Ou seja, jogámos dois períodos e meio sem a principal referência da equipa. Sublinhe-se que esta foi a primeira vez que Inês Nunes foi expulsa na sua brilhante carreira, o que vem provar a estranheza e a injustiça desta decisão. As palavras de António Machado à BTV dizem tudo: 'Jogámos contra tudo e contra todos, mas vencemos!' Uma palavra muito especial para a estrutura do polo aquático do Benfica. Além do papel crucial de António Machado no comando técnico, merecem destaque Augusto Jardim, team manager, e os delegados Ana Almada, Paulo Lousa e Luís Sampaio. São já 9 os títulos conquistados: 3 Supertaças, 4 Taças de Portugal e 2 Campeonatos. Na formação já conquistámos 4 títulos: 1 Campeonato de sub-18, 3 de sub-20 e 1 de sub-23. Ou seja, o futuro esta garantido."

Pedro Guerra, in O Benfica

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Futebol para todos!


"Na verdade, o grande jogo, batizado na língua inglesa como football, desenvolveu-se no devir dos tempos em muitas latitudes diferentes, baseado na competição de grupos pela posse de uma bola e na conquista de posições ou alvos. Foi assim em diferentes tempos e culturas, até que, durante a afirmação plena da economia industrial, as elites educadas inglesas inventaram as regras modernas, e estas foram sendo importadas um pouco por todo o lado por imitação do império inglês, que era hegemónico e o principal modelo desenvolvimento ocidental. Globalizou-se então o jogo, e não tardou a organização de estruturas associativas e federativas de níveis sucessivamente alargados, do regional ao continental e mundial. À medida que se acentua a globalização, acentuou-se a vivência social de futebol encurtam-se as distâncias em relação à vida dos clubes e, sobretudo, em relação aos jogadores.
O futebol é hoje, sem sombra de dúvida, o jogo mais popular e transversal da humanidade.
Ele é intrinsecamente democrático, nivelador das pessoas independentemente da sua condição, aproxima os diferentes e valoriza todo(a)s a cada um(a) de nós.
Mas só quando se dissiparem todas as desigualdade que ainda persistem na sua prática será verdadeiramente inclusivo e justo. O mesmo será dizer quando as mulheres, os cidadãos portadores de deficiência, os idosos e outros tradicionalmente arrecadados da sua prática passarem das bancadas, ou do sofá, para os relvados.
Na verdade, a paixão do futebol é património de todos, e a sua prática e fruição plena são um direito universal! O futebol é de todos e tem de ser para todos. É o que pensam os promotores do curso Football dor All, e é isso que procuramos, também, fazer na Fundação Benfica."

Jorge Miranda, in O Benfica

Núm3r0s d4 S3m4n4


"1
E já só resta 1. Até sábado passado, dos 143 adversários portugueses que a equipa de honra do Benfica já defrontara em competições oficiais, só a 2 não ganhara, o Trofense e o Gondomar. Que venha o Gondomar já na próxima época;

3
E são 3 as Supertaças ganhas pela nossa equipa feminina de polo aquático;

7
As dificuldades sentidas na Trofa já não surpreendem. Nas últimas 9 temporadas, foram 7 as vezes que selámos o apuramento pela margem mínima (Cinfães, Covilhã, Vianense, 1.º Dezembro, Olhanense, Paredes e Trofense). As excepções fora o Sertanense e o Cova da Piedade;

12
O Benfica completou 15 jogos em competições oficiais na presente temporada e alcançou a 12.ª vitória. Nas 96 temporadas em que disputou pelo menos 15 'jogos oficiais' (considerando todas as competições oficiais regionais, nacionais e internacionais), só em 12 venceu 12 ou mais vezes nas primeiras 15 partidas, sendo que apenas em 1982/83 fez melhor (15 vitórias);

15
Restam 15 clubes da Liga nos 16 avos de final da Taça de Portugal. Aos primodivisionários juntam-se 10 clubes da Liga 2, e 3 da Liga 3 e 4 do Campeonato de Portugal. O sorteio foi efectuado já depois do fecho da edição, espero que nos tenha calhado em sorte o Mafra ou o Serpa, clubes que nunca defrontámos, nem mesmo em jogos particulares;

30
Pizzi integra agora o top 30 dos futebolistas com mais jogos, incluindo particulares, pela 'primeira equipa' do Benfica. Soma 373, os mesmos que Jacinto Marques. Está a 9 de Artur Santos e a 12 de Ângelo;

32
André Almeida chegou aos 290 'jogos oficiais' pela equipa de honra do Benfica, igualando o registo de Adolfo. É agora o 32.º do ranking de jogos em competições oficiais pelo Benfica, a 3 de Cardozo."

João Tomaz, in O Benfica

Editorial


"1 - Personalidade, carácter, qualidade. Durante mais de 70 minutos o Benfica jogou de cabeça levantada perante o Bayern de Munique. Faltou a sorte do jogo num ou noutro momento decisivo em que poderíamos ter ficado por cima no resultado. O desenlace pesado não reflete nem a qualidade da exibição nem as oportunidades de que o Benfica também dispôs. É na capacidade de nos reerguermos já no domingo diante do Vizela que se desenha a nossa identidade. Os aplausos do público no final do encontro de quarta-feira dizem tudo: não é um revés que nos vai fazer deixar de acreditar nesta equipa e no enorme valor já bastas vezes por ela demonstrado.

2 - Nesta edição do jornal O Benfica destacam-se duas entrevistas que nos colocam entre as glórias que construíram a nossa história e as muitas que a vão continuar a escrever. Bastos Lopes leva-nos pela não numa viagem a grandes momentos de superação, momentos à Benfica! Bárbara Timo desvenda todo um horizonte brilhante que se vislumbra por aquilo que já fez e pela ambição que coloca em cada combate. Duas gerações distintas, a mesma indómita vontade de vencer pelo Benfica. Um privilégio para todos nós."

Pedro Pinto, in O Benfica

Supertaça para conquistar


"Assistimos a mais uma extraordinária noite de voleibol na Luz, com a nossa equipa a vencer, por 3-0, os finlandeses do VaLePa Sastamala, colocando-nos em vantagem na segunda ronda de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões.
Os comandados de Marcel Matz voltarão a defrontar este adversário no próximo dia 27, desta feita em casa do adversário, e terão a oportunidade de carimbar a passagem à ronda derradeira para a definição dos dois clubes que se juntarão aos 18 já apurados para a fase de grupos da mais importante prova europeia de clubes. Antes, haverá mais um desafio a contar para o Campeonato Nacional, amanhã, dia 23, às 17h30, em Santo Tirso, no qual a nossa equipa procurará somar novo triunfo.
Mas a noite não foi perfeita, pois a nossa equipa de hóquei em patins saiu derrotada do rinque do FC Porto, por 4-3, num jogo em que, mais uma vez, a arbitragem se fez notar, com influência negativa, no decurso da partida. O facto de constatarmos que não começámos bem a temporada não nos pode impedir de exigir equidade na aplicação das leis do jogo.
O hóquei em patins, mas no feminino, dá-nos oportunidade, neste fim de semana, de conquistarmos mais um troféu. Sábado, às 12h00 em Alverca, a nossa equipa lutará com o CACO pelo triunfo na Supertaça. Apelamos aos Benfiquistas que se desloquem ao Pavilhão Municipal de Alverca para apoiar as octocampeãs nacionais.
Serão muitas mais as nossas equipas a defender as nossas cores e emblemas ao longo dos próximos dias.
Desde logo, no futebol, teremos o regresso ao Campeonato Nacional, em Vizela (domingo, 18h00), com o objetivo de regresso aos triunfos. A equipa B atuará no Benfica Campus, frente à Académica, às 18h00 de sábado. Haverá dérbi nos Sub-23, em Alcochete (domingo, 13h00). E as equipas de Sub-19, Sub-17 e Sub-15 jogarão todas na condição de visitado: Amora (sábado, 11h00), Casa Pia (domingo, 11h00) e Oeiras (domingo, 11h00), respetivamente.
No andebol, com a nossa equipa regressada da Alemanha com um notável triunfo na bagagem, hoje é dia de deslocação curta à Boa-Hora (20h00). Vencer é o objetivo. A equipa feminina visita a SIR 1.º de Maio (amanhã, 19h00).
No basquetebol, depois da vitória antes os russos do Parma-Parimatch, a nossa equipa tem a deslocação à Madeira para enfrentar o CAB (sábado, 12h30), enquanto, no feminino, as campeãs nacionais em título recebem o CDEFF (domingo, 15h00).
Finalmente, no que a equipas seniores respeita, está ainda agendado um Benfica-Leixões em voleibol feminino (Luz, domingo, 17h00) e um Técnico-Benfica, em râguebi, hoje às 20h00.
Há muito Benfica para apoiarmos e ajudarmos a somar vitórias.
Vamos, Benfica!"

O Cantinho Benfiquista #68 - São Realidades Diferentes

Rui Costa: ser pessoa para ser líder!


"Se bem me lembro, desde que me conheço sempre convivi com jogadores de futebol: em criança e rapaz, no Estádio das Salésias, com a veemência de quem neles via a elite dos meus sonhos e dos meus mais calorosos sentimentos; já adulto e como dirigente do Belenenses e estudioso do “fenómeno desportivo”, consciencializando que um clube não se refaz com os discursos e as arengas de alguns oportunistas, mas acima do mais com os desempenhos gloriosos dos seus atletas, fruto de uma indispensável gestão sapiente e criteriosa; hoje, tendo a certeza que o calor (o sentimento) penetra mais fundo do que a luz (a razão), no entanto só há histórias de sucesso, com trabalho, competência e liderança, onde sentimento e razão se encontram integrais e em colaboração permanente. O atual presidente do S.L.Benfica e antigo futebolista, Rui Costa, foi, entre os profissionais portugueses desta modalidade (e eu vejo futebol, com assiduidade, desde 1939) um dos mais dotados intérpretes (refiro-me a portugueses tão-só) de um futebol pensado, racionalizado, com presunção magistral. Antes dele, conheci outros: o Mariano Amaro, do Belenenses; o Pinga e o Hernâni, do F.C.Porto, o José Travassos, do Sporting, o Coluna e o Toni do S.L.Benfica e o Rocha (o Rochinha, como lhe chamavam) da Associação Académica de Coimbra. Depois, com as características deste friso de intelectuais que venho de apresentar, é que surgiu o Rui Costa. Intelectuais? É evidente: para mim, só alguém que sabe pensar interpreta o futebol como eles (incluindo o Rui Costa) o interpretavam. Nenhum deles tinha a rapidez, a espontaneidade, a velocidade do Albano, do Bentes, do António Simões; nem a elegância do José Augusto, do José Águas, do Artur Jorge, do dr. António Oliveira (F.C.Porto e Sporting); nem a força e a certeza no remate do Fernando Peyroteo, do Araújo, do Eusébio, do Matateu e do Fernando Gomes (F.C.Porto) – mas ensinavam, com a bola nos pés, que no futebol também há o sentimento da medida e das proporções, em poucas palavras: que o futebol é ciência também. A propósito do Fernando Peyroteo: por que se esquece, demasiadas vezes, que este possante rematador marcou 694 golos, nos 432 encontros em que participou?... Há sempre aquela resposta muito apressada: “O futebol era outro”. Se assim é, daqui a 100 anos, o futebol é outro necessariamente e portanto o que o Cristiano Ronaldo genialmente conseguiu… não vale nada!
Estou certo que no outro mundo o Sr. José Maria Pedroto (que tanto gostava de ouvir-me porque, dizia-me ele: “é que o meu amigo diz diferente”), com a sua probidade meticulosa, aprova esta minha afirmação: já era tempo de um antigo (e famoso) jogador de futebol ser, de facto e de direito, o presidente de um Clube, como o Sport Lisboa e Benfica. O meu querido Amigo, Jorge Jesus, já disse o mesmo. Ele sabe que a teoria não é prática, quero eu dizer: que, sem a prática, a teoria não transforma. Ou seja, numa ação, há uma relação mediata da teoria com a prática. Um exemplo: só quando os agentes sociais encarnam uma determinada teoria, uma revolução é possível. Portanto, para mim, a prática é mais importante do que a teoria e a teoria só é válida, quando é a teoria de uma determinada prática. Mas, tudo isto, sem esquecer o papel orientador da teoria. Jogadores, como o Rui Costa foi, inundavam de inteligência os campos de futebol e não só da labareda vivaz do sentimento clubista. Sim, é verdade que o ser humano é mais emoção do que razão, mas não é menos certo que se notava, no seu futebol, uma original inteligência. Ainda hoje, se pudesse voltar aos 20 ou aos 30 anos de idade, ele teria lugar, sem muitas dúvidas, na seleção nacional.
E uma pergunta levanto, imediatamente: E por ter sido um grande jogador de futebol tem as características necessárias a um grande dirigente desportivo? Pode ter, ou pode não ter. De facto, a primeira qualidade de um líder é esta: ser pessoa! Ou seja, ser um exemplo de humanidade. Quero eu dizer então que o líder não tem defeitos? Todos temos defeitos. Lembram-se das palavras de Jesus Cristo, quando meia dúzia de hipócritas pretendiam lapidar a mulher adúltera? “De todos vós quem não pecou nunca seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra”. Repito-me: todos temos defeitos. A diferença entre uma pessoa honesta e quem o não é, não está na ausência de erros, defeitos ou pecados, mas no arrependimento do mal que praticou e na subsequente transformação. Também muitos dos santos de maior culto foram pecadores que sucumbiram às tentações de funestos pecados (Santo Agostinho, por exemplo). Mas arrependeram-se e transformaram-se e são santos, hoje.
Para mim, o facto de o líder ser uma pessoa de “virtude” (a palavra pode não ter aqui qualquer conotação religiosa) significa um enraizamento, em tudo o que procura fazer, no Bem, no Belo e no Justo. E permite-lhe, assim, que os seus colaboradores o admirem e nele confiem – admiração e confiança, que me parecem a “conditio sine qua non” de uma liderança. Não sou um especialista na “liderança no desporto”. Conheço dois, em língua portuguesa: os Doutores Jorge Araújo e Luís Lourenço. Em sua homenagem os cito, como estudiosos desta área do conhecimento. Começo pelo Jorge Araújo: “A oposição é um factor de progresso. Quanto maior é a oposição que se nos depara, melhores condições temos para o desenvolvimento das nossas capacidades e optimizar o rendimento. Importa, por isso, apelar constantemente aos que vencem num determinado momento, para que não esqueçam que hoje eles, amanhã outros, precisam da presença competitiva daqueles que os confrontam” (A Busca da Excelência (Guerra & Paz, Lisboa, 2011). Abro agora o livro de Luís Lourenço, Liderator – A excelência no desporto, Prime Books, Lisboa, 2011): “A ausência de pretenciosismo, em Guardiola é acompanhada por uma feroz, quiçá até férrea, determinação, em relação à vitória, mas, na hora de ganhar, o técnico é um líder que manifesta uma modéstia e uma humildade invulgares. Após alcançar títulos, para o Barcelona, a imprensa atribuía o mérito a Pep, mas a resposta do catalão é representativa da sua forma de ser e de estar: os títulos são do Barcelona, não são meus. Guardiola minimizava assim a sua importância e olhava claramente mais para a janela do que para o espelho, na medida em que, apesar dos grandes feitos alcançados para o seu clube, atribuía as memoráveis conquistas aos seus colaboradores”(p. 133). De facto, o pensamento do especialista, na nossa pós-modernidade, é um “pensamento débil”, porque em qualquer processo investigativo, não se procura só a “coisa-em-si”, mas todo o jogo de relações que a constituem também. Daí, a interdisciplinaridade, nos grandes centros de investigação…
O italiano Gianni Vattimo, em livro que tenho em minha casa, em tradução castelhana, Las aventuras de la diferencia (Ediciones Península, Barcelona, 1986) escreve, com o aceno concordante de muito “aristocrata intelectual”(usei, aqui, o termo “aristocrata”, no mais puro significado etimológico do “aristos” grego): “Construir el superhombre, en el Zarathustra, significa, ante todo, construir un mundo. El superhombre no es posible como simple indivíduo excepcional (…): el existe solo en cuanto que tiene un mundo” (p. 87). Hoje, a cabeça de um presidente, n um clube de futebol, afoga-se em indecisões, se não tem por si a colaboração de um grupo, de certas áreas do saber e com o “quantum satis” de saber do futebol. É o líder que decide, mas com a humildade de reconhecer que não sabe tudo, mesmo no futebol. Já li muitos livros sobre treino desportivo, já procurei aprender com muitos treinadores e jogadores e, no fim de dez ou vinte anos de leituras e conversas, perceciono que de largas manchas daquele discurso se evola o ranço do já muito lido e ouvido. Na alta competição, designadamente no futebol, há “génios” em demasia… por isso o erro é tão frequente! Não, eu também não sei de futebol e o pouquíssimo que sei o devo, tanto a alguns “agentes do futebol” como ao grupo reduzido de pessoas, que nunca me converteram em discípulo, mas que são de facto meus Mestres. A uma revolução científica precede-a sempre uma revolução das mentalidades e o esfarelar da ditadura de algumas certezas. Ora, no futebol, há certezas que estão por criticar e desmantelar. Mas não só no futebol. O Agostinho da Silva assim o pensava: “uma das desgraças de Portugal é que foi sempre governado pelo vedor da Fazenda, quando este deveria ser o simples caixa de uma empresa a dirigir pelo Ministério da Cultura” (Dispersos, p. 563). Quero eu dizer, afinal, que não basta ser ex-jogador de futebol. para ser o presidente do Benfica, nem um adepto intransigente do Benfica. Mas que ser ex-jogador de futebol ajuda, desde que o presidente saiba valorizar o humano, em si e nos outros."

Caminho aberto...

Benfica 3 - 0 Sastamala
25-23, 25-21, 25-18


O melhor elogio a esta equipa, é que na Europa, na Champions, estivemos longe do nosso melhor, e demos 3 secos!!!
Para a semana, na Finlândia, 2 Set's são suficientes, para passar para a 'última' eliminatória antes da fase de grupos da Champions...

Mais do mesmo...!!!

Corruptos 4 - 3 Benfica

Jogo estranhíssimo, que acabou da mesma forma, como normalmente terminam os jogos com os Corruptos!!!

Esta equipa está num péssimo momento, hoje, começamos o jogo a perder, e o 3-0 ao intervalo, parecia antever uma goleada...!!!
Mas no 2.º tempo, as coisas, mudaram... e o Benfica fez uma coisa super-anormal: fomos eficazes nas Bolas Paradas... a pressão começou a fazer-se sentir, e empatámos 3-3...
O empate foi tão surpreendente, que nem o 4-3 conseguiu 'acalmar' os Corruptos! Continuámos a ser perigosos, e nos últimos minutos só não empatámos, novamente (ou até poderíamos ter passado para a frente...), porque os apitadeiros não quiserem!!! Foi um festival de faltas inventadas contra... e nenhuma a favor do Benfica na parte final! Até conseguiram transformaram uma falta em três contra o Benfica...!!!

quinta-feira, 21 de outubro de 2021

Taça...


Mais um sorteio, onde o Benfica leva com uma das equipas mais fortes disponíveis... Se na eliminatória anterior não era possível equipas da I Liga, levámos com uma da II Liga, com os do costume a jogarem com equipas duas divisões 'abaixo'... Agora, mais um sorteio, e o mesmo resultado!!!

Vamos esperar para ver, mas suspeito que mais uma vez, os nossos internacionais sul-americanos, não vão estar disponíveis para este jogo, portanto, eliminatória complicadíssima com o Paços de Ferreira na Luz!

Benfica-P. Ferreira
Vilafranquense-Mafra
Vizela-CF Estrela
Leça-Gil Vicente
Casa Pia-Farense
SC Braga-Santa Clara
Sporting-Varzim
Alverca-Famalicão
Penafiel-Portimonense
Paredes-Torreense
FC Porto-Feirense
Moreirense-V. Guimarães
Caldas-B SAD
Serpa-Estoril Praia
Tondela-Leixões
Rio Ave-Olhanense

Benfica After 90 - Champions League On the ropes