Últimas indefectivações

terça-feira, 17 de agosto de 2021

O que muda? A diferença entre o 4x4x2 e o 3x4x3 de Jorge Jesus


"No Futebol Total, o Pedro Bouças falou sobre as diferenças de posicionamento em cada momento do jogo – Organização e Transição – e como estas interferem na dinâmica própria do jogo, do Benfica nos seus dois diferentes modelos.

Em 3x4x3:

Treino...

Benfica FM #164 - Spartak, Arouca...

Pesar por Paulão


"O Sport Lisboa e Benfica lamenta profundamente o falecimento de Paulão, antigo avançado angolano que representou o Clube entre 1995 e 1997.
Nas duas épocas em que vestiu o Manto Sagrado, Paulão (faria 52 anos no próximo dia 22 de outubro) participou em 27 jogos oficiais pela equipa principal e apontou três golos.
Aos familiares e amigos do nosso antigo jogador, o Sport Lisboa e Benfica expressa as mais sentidas condolências em nome de toda a Família Benfiquista."

Tendências evolutivas do jogo de futebol


"Conhecer o futuro é um desejo iminentemente humano. Para tal, mune-se das informações do passado e do presente, inventariando um conjunto de questões que possa perspetivar como esse futuro será concretizado e idealizado. No que ao futebol diz respeito, existe um conjunto de tendências evolutivas do jogo, formatadas pelas experiências do passado e do presente projetando-se no futuro. Bem como outras que surgirão do conhecimento, operacionalização e criatividade dos treinadores e jogadores, baseadas na perpetuação de um futebol em constante evolução.
As questões que se colocam neste domínio são múltiplas, todavia elegem-se as seguintes: que tendências evolutivas do jogo se descortinam? Como é que estas se inter-relacionam? Que impacto terão na alteração dos processos de preparação e condução da equipa, antes e durante a competição? Quais os limites da performance humana? Até onde se poderá exigir dos jogadores e das equipas? Como entender o percurso e o processo formativo dos jogadores até atingirem o alto rendimento, bem como dos treinadores? Quais as competências de diferente ordem no jogador de elite na próxima década?
Tendo como referência o número de leis do jogo, apresentam-se 17 dessas tendências que influenciam o presente e o futuro a curto ou médio prazo.

Jogar permanentemente em ‘unidade’
1. As equipas desenvolvem uma mentalidade coletiva, aumentando a sua eficácia em que todos atacam e defendem. Promovem-se rotinas individuais e coletivas, através de movimentos coordenados em largura e profundidade no ataque, bem como reagir à perda da bola e concentrando-se num espaço defensivo específico. Estabelece-se a homogeneidade coletiva facilitando os objetivos para cada situação, em função do binómio risco/segurança que envolve toda a ação individual e coletiva realizada. Nada é mais importante do que a equipa.

Desenhar planos estratégico//táticos flexíveis
2. A estratégia e a tática são dimensões lógicas e flexíveis. Partindo do conhecimento do adversário, cenários plausíveis são treinados no sentido de melhorar o modelo de jogo da equipa, permitindo mudanças temporárias na sua funcionalidade para atingir objetivos competitivos. Pré-ativam-se assim os jogadores para situações que possam acontecer. Para tal, desenvolvem-se padrões de jogo regulares (modelo de jogo) mas também padrões espontâneos (plásticos), ampliando a eficácia da sua organização, mantendo a integridade e a identidade da equipa. Tais modificações conectam-se às condições reais de competição, bem como redimensionam o plano durante a competição em função do binómio resultado/tempo de jogo.

Marcar primeiro e liderar o resultado
3. Marcar primeiro é um elemento determinante para atingir a vitória. Sendo fundamental quando as duas equipas em confronto detêm os mesmos níveis de rendimento. As análises da Liga dos Campeões evidenciam que 73% das equipas que marcaram primeiro atingiram a vitória, 19% empataram e 8% perderam. Para além do facto referenciado, liderar continuamente o resultado do jogo tem um efeito de carácter psicológico positivo nos jogadores e na equipa, dando-lhes maior segurança e confiança, obrigando o adversário a jogar num contexto de crise de resultado e tempo. Assim, o binómio marcar/liderar passa por se aproveitarem as oportunidades para se atingir o golo, sendo um elemento chave para se atingir a vitória.

Assegurar a maturidade futebolística dos jovens jogadores
4. Hoje e no futuro, observar-se-á o sucesso dos jogadores mais jovens no alto rendimento. A preparação do futebol nos jovens começa mais cedo, estendendo-se para o futuro. As seleções posicionadas nos 6 primeiros lugares dos Mundiais de 2014 e 2018 mantiveram o mesmo número de jogadores até aos 23 anos (Alemanha, Holanda e Bélgica 6/7), reduzindo as idades de 30 ou mais anos e aumentando entre os 24 e 29 anos. Paralelamente a este facto, verifica-se uma maior longevidade profissional dos jogadores. Sendo normal observar-se elevadas percentagens de jogadores com mais de 30 e até 40 anos. O possível choque geracional desta tendência (jovens/menos jovens) terá de ser corretamente gerido pelos clubes e treinadores. Esta tendência tem como base o binómio entre a qualidade da formação dos treinadores, suportada por metodologias de treino e conhecimentos científicos. Possibilita-se assim que os jogadores ascendam mais rapidamente ao alto rendimento e mantenham durante um maior período temporal elevados níveis de desempenho futebolístico.

Flexibilizar os sistemas táticos
5. O sistema tático é baseado em diagramas (G:4:4:2, G:4:5:1, etc.), estabelecendo a ordem e o equilíbrio nas várias zonas do campo, tanto no ataque como na defesa, e sendo um ponto de partida para a coordenação das ações individuais e coletivas, baseadas numa cadeia de geometrias triangulares. Todas as equipas adotam um sistema tático básico (deriva de seu modelo de jogo) e alternativo (dependendo do desenvolvimento da competição). Os sistemas táticos na atualidade são dotados de flexibilidade para anular/explorar os adversários. Tal facto significa mudanças na formação da equipa, antes e durante a competição. O treinador poderá ser visto como um jogador de xadrez, movendo as suas peças em função de múltiplas informações vindas do jogo. Contudo, a par de uma ocupação racional do espaço de jogo, importa dotar os jogadores de missões táticas específicas, interagindo individual, sectorial e coletivamente. Estabelece-se um binómio entre espaço/missão.

Harmonizar ações de ataque vs. defesa
6. Ataca-se preparando-se para defender e defende-se preparando-se para atacar, explorando diferentes níveis organizacionais. Criam-se assim condições favoráveis, de modo a obrigar os adversários a defender ou atacar com menor número de jogadores em dificuldades de tempo e espaço. Manter equilíbrios posicionais, bem como a sua sincronização em função das situações de jogo é um dos fatores chave das equipas na fase ofensiva e defensiva do jogo. Das análises da Liga dos Campeões o espaço efetivo de ataque variou entre 792 e 1180 m2 (Barcelona e Ajax mais espaço), enquanto em fase defensiva variou entre 759 e 480 m2 (FC Porto e Man. City menos espaço). Os menores valores diferenciais entre o ataque e a defesa foram observados pelo Liverpool (92 m2), FC Porto (236) e Man. City (312).

Maximizar o ritmo de jogo
7. Esta tendência evidencia a operacionalização de taxas de variabilidade rítmica (variação do número de ações na unidade de tempo) de circulação dos jogadores no ataque e na defesa, impossibilitando o adversário de ter espaço/tempo para se organizar efetivamente. Os jogadores ao interferirem intensamente nas situações de jogo ampliam o grau de sincronização da ação coletiva, reduzindo os custos dos mecanismos de suporte dos sistemas de ação, potenciando acelerações do ritmo de jogo em momentos e espaços próprios aos objetivos da equipa. As análises das ações ofensivas eficazes realizadas na Liga dos Campeões (de 2012 a 2019) demonstram que o tempo médio de ataque variou entre os 10,3 e 12,5 segundos, bem como o número de ações de passe realizados entre 3 e 4.

Efetuar rápidas transições de fase
8. Os momentos de transição de fase suportam-se na base de uma forte atitude mental por parte dos jogadores. Passam do ataque à bola ao ataque à baliza (da concentração defensiva à profundidade e largura no ataque) ou do ataque à baliza ao ataque à bola (da profundidade e largura no ataque à concentração defensiva). Para tal as ações serão rápidas, imediatas, seguras e adaptadas às situações de jogo. Fomentando a continuidade do processo ofensivo ou defensivo. Além dos valores diferenciais referenciados entre o espaço efetivo de jogo na fase ofensiva e defensiva, importa igualmente analisar o tempo que as equipas necessitam para transitar de uma para outra fase. Quanto menor for esse tempo, mais eficazes serão os momentos de transição de fase. Esta tendência é altamente dependente da ocupação racional do espaço de jogo, da mentalidade agressiva dos jogadores na perda e recuperação da bola e do tempo transacional entre atacar e defender e vice-versa.

Potencializar os esquemas táticos
9. No Mundial 2018, as bolas paradas representaram 30/39% das situações de golo e cerca de 50% dos remates. A sua aplicação na competição oferece vantagens em relação à iniciativa, tempo e oportunidade para quem ataca. Mas também a possibilidade de originar situações de contra-ataque para quem defende. Neste sentido, armadilha-se a situação, de modo que os atacantes criem uma falsa noção do controlo de jogo, bem como ocuparem posições diferentes daquelas que normalmente dominam. O penálti foi a situação que mais golos produziu (22), porventura devido à intervenção do VAR. O pontapé de canto foi o segundo (19) e os pontapés de livre o terceiro (17). Em todas as fases competitivas deste Mundial observaram-se golos a partir de esquemas táticos. Importa assim evitar infrações às leis do jogo, modelando o binómio entre a necessidade do seu uso a favor da equipa e o fator emocional dos jogadores.

Estimular a criatividade e a improvisação
10. A qualidade da tomada de decisão e da execução técnica dos jogadores suporta-se na sua eficácia, sendo um processo em constante aperfeiçoamento, antecipando, acelerando e adequando soluções, atendendo às conjunturas de jogo. Os jogadores terão de tomar entre 2500 e 3500 decisões para um tempo efetivo de jogo que varia entre os 50 e os 60 minutos. Os pés e o cérebro estão em constante interação, sem a qual os jogadores jamais poderão antecipar/agir à emergência de cada situação de jogo. Paralelamente a uma forte disciplina tática, reclama-se que os jogadores atendam a um imaginário, ao mesmo tempo disciplinado pelos contornos do modelo de jogo e flexível, proporcionando a cada jogador dentro da organização da equipa o espaço necessário para impor sua personalidade e criatividade, suportada por uma cultura de regras de ação e de princípios da gestão coletiva.

Ampliar a intensidade do jogo
11. As equipas percorrem mais de 100 km por jogo. Cada jogador percorre entre 8,3/6 km acima de 20 km/h, 1,4/2,3 km acima de 25 km/h, efetuando mais de 1300 mudanças de intensidade. Na Liga dos Campeões, muitos jogadores atingem velocidades máximas entre os 33,5 a 34,5 km/hora e um elevado número de sprints durante cada jogo (52 a 56). Em termos comparativos, o recorde dos 100 metros, estabelecido em 2009, foi de 44,7 km/h. Estes dados objetivam o elevado nível de disputa por cada cm de espaço e situação de jogo. Logo, quanto maior o grau de sincronização da ação coletiva, suportado por jogadores considerados mestres da síntese, criando/gerando tempo e espaço, reduz-se o recrutamento de sistemas de apoio (menor fadiga). Em simultâneo aos dados apresentados, a tendência futura das diferentes organizações competitivas é aumentar a proporção de jogos/época (densidade competitiva). A resposta a esta equação passa por uma correta gestão dos esforços dos jogadores (realizando entre 50 a 80 jogos/época), relativamente às exigências colocadas pelo binómio treino/competição.

Universalizar as ações do guarda-redes
12. A missão tática essencial do guarda-redes é defender a baliza, dominando as ações específicas que derivam da sua posição (realizando entre 5 a 25 defesas/jogo). Contudo, na atualidade os guarda-redes têm ampliado o seu papel na fase ofensiva, participando na circulação da bola na primeira etapa deste processo, elevada precisão das ações de passe curto, médio e longo, na aceleração do ritmo ofensivo, colocando rapidamente a bola em jogo, bem como escolher o colega melhor posicionado para atacar a baliza adversária. Os guarda-redes realizam em média de 18 a 32 ações de passe por jogo. Desta constatação os guarda-redes foram, nos últimos anos, os jogadores que mais evoluíram do ponto de vista técnico, tático e estratégico. O futuro demonstrará que tal evolução irá continuar.

Aplicar o ataque de segunda vaga
13. Este conceito é usado em função de diferentes níveis da organização, logo após a recuperação da bola, de forma a aproveitar a possível desorganização defensiva adversária. Chegado às zonas de finalização e havendo reduzidas possibilidades de êxito, reduz-se a velocidade do ataque, criando condições para nova aceleração, usando os atacantes movendo-se em alta velocidade de trás para a frente. Tais deslocamentos tornam difícil a possibilidade de marcação efetiva por parte dos adversários. Esta 2ª vaga potencia o fator surpresa quando os defesas ainda estão ocupados em se reorganizar.

Adotar o conceito do ‘contra do contra’
14. Este conceito de jogo é a resposta da equipa que ao perder a posse de bola reage desenvolvendo 3 objetivos: evitar o contra-ataque do adversário, recuperar a bola e colocá-la rapidamente nas zonas de finalização. Aproveita neste âmbito o desequilíbrio da equipa adversária que transita, em poucos segundos, da defesa para o ataque e de seguida para a defesa. Assim a equipa, após recuperar a bola e tentando contra-atacar, é surpreendida pela sua perda, encontrando-se numa situação precária de organização defensiva, possibilitando condições de crise de raciocínio tático e redução dos índices de confiança.

Adequar métodos defensivos construtivos
15. A organização das equipas de elevado rendimento operacionaliza uma visão construtiva da fase defensiva do jogo. Para tal, reduzem-se opções táticas do ataque adversário, tornando-o mais previsível. Promovem a redução do espaço efetivo do ataque e a marcação premente do adversário de posse de bola, bem como dos colegas com quem se pode articular. Preparam-se formas pré-estabelecidas de recuperação da bola, propiciando condições vantajosas na concretização do ataque subsequente, em virtude da eficácia do ataque depender, essencialmente, de como a bola foi recuperada. Por último, criam de modo constante uma incorreta perceção de domínio do espaço e do tempo por parte do adversário, convidando-o a cometer erros de ordem estratégica, tática e técnica.

Aplicar métodos de zona pressionante
16. Nestes métodos é essencial pressionar rigorosamente o atacante de posse de bola. Criar zonas de pressão sobre o ataque, suportadas numa superioridade numérica, reduzindo as opções dos adversários e conduzindo-os para zonas menos vitais de jogo. Mantendo de modo constante uma organização defensiva concentrada e compacta no espaço de jogo, adaptando-se rápida e eficazmente, quando se verifica a circulação ou a variação do centro do jogo atacante. Expressam igualmente um elevado espírito de sacrifício que somente termina aquando da recuperação da posse de bola.

Alterar as leis do jogo e as novas tecnologias
17. A lógica interna do jogo é o produto da interpretação e interação entre as leis do jogo, bem como da evolução das soluções práticas encontradas pelos treinadores e jogadores, decorrentes das suas capacidades. As amplas possibilidades de decisão/ação permitidas pelas leis do jogo geram múltiplas inter-relações que nunca são estáveis e soluções operacionais de carácter estratégico e tático. A tendência das leis do jogo é que estas sejam alteradas, tornando o jogo mais lógico, competitivo e verdadeiro, suportado por processos específicos de treino dos árbitros, mas também por novas tecnologias que possibilitem corretas tomadas de decisão. Cada vez mais a tecnologia irá inundar o futebol sob diferentes dimensões, especialmente com métricas quantitativas. As métricas de ordem quantitativa e qualitativa são essenciais para desvendar alguns factos da lógica do jogo, ajudando de uma forma humana a resolver problemas individuais e coletivos. Deste modo, os métodos de treino serão desenhados e aplicados em função do que é essencial, não se perdendo tempo nem energia, direcionando-os numa visão transformadora da qualidade de jogo. Alargam-se igualmente os graus de liberdade de todas as personagens envolvidas neste fenómeno desportivo, oferecendo mais opções, ideias e conceitos de jogo. A tecnologia poderá viver lado a lado com a experiência humana, contudo jamais poderá substituir a experiência humana."

Os Jogos Olímpicos terminaram


"Os Jogos Olímpicos (JO) de Tóquio 2020 terminaram e o balanço, apesar dos constrangimentos devido à Covid-19, parece ser positivo. Eles revelaram que continuam a ter uma extraordinária dimensão, envolvendo milhares de praticantes e espectadores. Alegrias e tristezas são sempre a pedra de toque em cada edição. Não se pode ter uma visão idílica do olimpismo. Será que o olimpismo triunfa segundo a vontade de Coubertin? Será que é exaltado o desporto desinteressado e o desporto praticado apenas pelo prazer e a superação de si próprio? Infelizmente, não!
No caso português, como refere um texto de Luís Francisco, na edição do Expresso, de 6.08.2021, “os adeptos criticam os atletas pela sua alegada falta de atitude, estes criticam os políticos por não terem apoio, os analistas criticam a fraca aposta do país no desporto, os telespectadores criticam a RTP por não passar as modalidades de que gostam mais, os responsáveis pela delegação olímpica criticam quem exige muito de quatro em quatro anos a atletas que roçam o anonimato em termos de reconhecimento social”. Ganhámos algumas medalhas, e apresento os meus parabéns aos atletas. Mas a maior “medalha” que se pode atribuir a Portugal é que se encontra no lugar 11.º em termos de inatividade física do mundo. A “espuma” dos resultados dos JO vai desaparecer e tudo volta ao normal.
Quando o secretário de Estado da Juventude e do Desporto anuncia o objetivo de colocar o país, até 2030, entre as quinze nações europeias como maior índice de prática desportiva, não sabe bem o que diz. E os primeiros dados dos Censos 2021, que recentemente foram divulgados, reforçam esta afirmação. Estamos perante um país cuja população decresce e o nível de envelhecimento é cada vez maior. Nestes JO vimos de tudo um pouco. Todavia, eles foram uma prova de abertura, de inclusão social, de diversidade, de liberdade e de promoção de valores positivos para as sociedades.
Pode ouvir na RDP África um balanço mais exaustivo sobre os JO."

segunda-feira, 16 de agosto de 2021

Lixívia 2


Tabela Anti-Lixívia
Benfica..............6 (0) = 6
Sporting........... 6 (0) = 6
Corruptos.......6 (+2) = 4


Não tivemos que esperar muito... logo, na segunda jornada, o primeiro jogo com erros de arbitragem, com influência directa no resultado final de uma partida, num dos candidatos ao título, e também sem surpresa, o beneficiado foi o do costume: os Corruptos...!!!

O mais extraordinário do erro principal de Famalicão, nem foi o próprio erro, foi a total indiferença que durante a transmissão directa, narrador, comentador e produção do PorkosTV... ignoraram olimpicamente o penalty que ficou por marcar...  E como ninguém gosta de ficar para trás, no rescaldo, foi um festival de expert's a justificarem o penalty como um lance normal e se alguém fez falta, foi o jogador do Fama, que só tinha é que se ter desviado do guarda-redes dos Corruptos!!!

A questão das linhas do fora-de-jogo, nem foi desperdiçar muitas palavras sobre o assunto! Já o afirmei muitas vezes, as Linhas Virtuais são colocadas à vontade do freguês... Os 21 centímetros no golo anulado ao Fama não me espantam nada... Já os 2 centímetros 'válidos' no 2.º golo dos Corruptos, aconselho a verificarem onde está a perna do jogador dos Corruptos que faz o passe: no frame usado, o pé que faz o passe, ainda nem sequer tocou na bola, quando mais a bola ter saído do pé... como 'costuma' ser o critério!!!

Em Braga, o Godinho não teve trabalho fácil... muitas entradas duras! O Esgaio que o diga...!!!
O lance mais significativo é na Bola na Mão do Esgaio! Aviso, que concordo com a decisão, não acho que seja penalty... o problema é que na 1.ª jornada, numa jogada parecida, foi assinalado penalty a favor dos Lagartos (desperdiçado...)... e neste jogo, nos minutos finais, quando o Braga procurava o empate, num lance idêntico, o Godinho marcou Mão na Bola do Roger (jovem do Braga)...!!!
Adenda: No 1.º golo do Sporting, o Paulinho está em fora-de-jogo no momento do cruzamento, faz-se à bola, mas acaba por não ter influência na forma como a defesa do Braga, incluindo o guarda-redes, reage ao lance... Na minha opinião, este tipo de situações, devem ser consideradas fora-de-jogo posicional, portanto não deve ser assinalado infração, mas estou curioso se o critério é mantido no futuro, com outras equipas...!!!

Na Luz, mais lenha para fogueira, na propaganda semanal anti-Benfica!!!
A paragem cerebral do guarda-redes do Arouca, é facilmente transformada em benefício do Benfica!!! Inacreditável, como os expert's consideram que houve falta de bom senso!!! Quer dizer, o Mota, não assinalando o fora-de-jogo (para evitar uma paragem desnecessária no jogo...), cumpriu as regras... o jogador do Arouca foi bem expulso... mas devia ter havido 'bom senso'... para evitar deixar o Benfica em superioridade numérica?!!!
E alguns mentiram mesmo, afirmando que o Fiscal assinalou o fora-de-jogo, enganando o guarda-redes do Arouca, algo que nunca aconteceu, como as imagens provam...!!!
Mas o principal erro nem foi do Mota... foi do Malheiro! No golo anulado ao Luca, o VAR reverteu uma boa decisão do árbitro de campo, quando as imagens não demonstraram que tenha existido um erro inequívoco...!!!
Recordo que este é o critério, os VAR's só podem mudar uma decisão do árbitro principal, quando as imagens o provam sem qualquer dúvida... Portanto, aqueles que escreveram que dão o beneficio da dúvida ao VAR, só podem estar a brincar!!!

Anexos (I):
Benfica
1.ª-Moreirense(f), V(1-2), V. Ferreira(Godinho), Prejudicados, Sem influência
2.ª-Arouca(c), V(2-0), Mota(Malheiro), Prejudicados, (3-0), Sem influência

Sporting
1.ª-Vizela(c), V(3-0), Nobre(Almeida), Beneficiados, Sem influência
2.ª-Braga(f), V(1-2), Godinho(Miguel), Nada a assinalar

Corruptos
1.ª-B Sad(c), V(2-0), Correia(Mota), Nada a assinalar
2ª-Famalicão(f), V(1-2), Almeida(Narciso), Beneficiados, (2-2), (+2 pontos)

Anexos (II):
Com influência (árbitros ou Var's):
Benfica
(...)

Sporting
(...)

Corruptos
Almeida - +2
Narciso - +2

Anexos(III):
Árbitros:
Benfica
V. Ferreira - 1
Mota - 1

Sporting
Nobre - 1
Godinho - 1

Corruptos
Correia - 1
Almeida - 1

VAR's:
Benfica
Godinho - 1
Malheiro - 1

Sporting
Almeida - 1
Miguel - 1

Corruptos
Mota - 1
Narciso - 1

Jogos Fora de Casa (árbitros + VAR's)
Benfica
V. Ferreira - 1 + 0 = 1
Godinho - 0 + 1 = 1

Sporting
Godinho - 1 + 0 = 1
Miguel - 0 + 1 = 1

Corruptos
Almeida - 1 + 0 = 1
Narciso - 0 + 1 = 1

Totais (árbitros + VAR's):
Benfica
V. Ferreira - 1 + 0 = 1
Mota - 1 + 0 = 1
Godinho - 0 + 1 = 1
Malheiro - 0 + 1 = 1

Sporting
Nobre - 1 + 0 = 1
Godinho - 1 + 0 = 1
Almeida - 0 + 1 = 1
Miguel - 0 + 1 = 1

Corruptos
Correia - 1 + 0 = 1
Almeida - 1 + 0 = 1
Mota - 0 + 1 = 1
Narciso - 0 + 1 = 1

Anexos(IV):
Jornadas anteriores:

Anexos(V):
Épocas anteriores:

Benfica After 90 - Arouca...

Diferenças!!!


"Hoje vamos exemplificar como é o Futebol Português desde que Fontelas Gomes, Paulo Costa e Bertino Miranda tomaram conta da arbitragem em Portugal. E basta um vídeo. Um vídeo que fala por si. Um vídeo que demonstra factualmente que o Calor da Noite joga numa competição com regras diferentes de todos os outros clubes.
Ontem ocorreu mais um roubo de proporções pornográficas, levado a cabo por dois indivíduos que nem há um ano tinham feito a mesma coisa em Paços de Ferreira, a favor do mesmo. Sempre a favor do mesmo. Na altura, ficaram proibidos de apitar mas isso é apenas uma forma de Fontelas e Paulo Costa atirarem areia para os olhos do consumidor de futebol Português. Desde que o roubo a favor do Calor da Noite aconteça, os árbitros e VAR´s até podem ficar meia dúzia de jogos castigados sem apitar. É o dano colateral do objectivo principal dos cabecilhas Fontelas e Paulo Costa: que o Calor da Noite ganhe a qualquer custo. Ontem deu para quase tudo: Penalty por marcar contra o Calor da Noite? Check / Golo fora de jogo em jogo por poucos cms? Check / Golo contra anulado por fora de jogo que em tempo real se vê não ter ocorrido? Check. Foi ternurento ver o Ferrari Vermelho acabar o jogo aos 90+7 (quando tinha dado 7 minutos de desconto), sendo que no tempo de desconto o jogo teve parado 2 minutos por causa do VAR anular o golo do empate ao Famalicão. Isto é à vista de tudo e todos, já nem vergonha têm. E ninguém da nossa parte faz nada!
Já não nos resta mais nada a não ser que Frederico Varandas e o Cashball denunciem esta vergonha sem fim destes dois senhores Nuno Almeida e André Narciso. Do Benfica não esperamos absolutamente nada. Foram 4 anos calados, a sermos enrabados por todos os lados sem uma única palavra. O Presidente saiu mas o autoproclamado novo Presidente parece ter os mesmos telhados de vidro do anterior. Só desta forma se explica que não venha a público denunciar tudo isto e chamar os bois pelos nomes.
A arbitragem precisa de uma limpeza profunda, as coisas conseguem hoje em dia estar num estado mais degradante e corrupto do que no tempo do Apito Dourado (apesar dos Malheiros desta vida continuarem nas TV´s a dizer que o Apito Dourado foi muito pior). Isto já não é nada.

P.S.- Rui Costa e Pedro Pinto, metam a newsletter que vão lançar hoje a queixarem-se pelo rabinho acima. Vale de BOLA!"

Mais uma jornada, mais um roubo


"Como esperado (e avisado antecipadamente por nós), a arbitragem do Famalicão – FC Porto não surpreendeu ninguém.
Um penálti por assinalar contra o FC Porto num lance exatamente igual ao que originou penálti a favor do FC Porto frente ao Marítimo na época passada, um golo validado por 2 centímetros num presumível fora-de-jogo e, como cereja no topo do bolo, um golo anulado ao adversário por fora-de-jogo de 21 centímetros, por intervenção de André Narciso. Este golo daria o empate ao Famalicão e retiraria 2 pontos ao FC Porto.
Nuno Almeida, com a pressa em beneficiar o FC Porto nem quis ver as imagens. A ordem do VAR ao auscultador foi clara.
Que continue o roubo."

As 'várias' linhas !!!

Só um destes lances foi penálti!! Adivinhe qual foi


Libertem o desporto


"O desporto faz parte integrante da vida dos cidadãos, é um dos motores de bem-estar e potenciador de uma melhor qualidade de vida e não pode ser uma preocupação de menor importância

Por estes dias, muito se tem falado de desporto, ou não fosse este o ano de Jogos Olímpicos e Portugal tivesse conseguido a melhor prestação de sempre, quatro medalhas e 15 diplomas olímpicos. Os parabéns vão acima de tudo para os nossos atletas, os medalhados pela proeza que alcançaram, mas também para todos os outros, para todos os 92 atletas que integraram a comitiva portuguesa pela qualificação e participação que resulta do esforço, dedicação, coragem e superação que tiveram e demonstraram nesta longa caminhada para chegar até aqui. Desengane-se quem pensa que um atleta olímpico se cria e constrói em meia dúzia de dias – ao invés, é o produto de muitos anos de investimento pessoal, familiar e financeiro e que na grande maioria dos casos começa na infância, com a aquisição e o desenvolvimento de competências motoras básicas até à formação do atleta sénior de competição.
Mas o desporto não é em si um tema que se esgota nos Jogos Olímpicos ou no “Desporto Rei”, o futebol. É muito mais do que isso… devia ser muito mais do que isso!
O desporto e a educação deviam andar lado a lado, numa perfeita simbiose entre aquisição de conhecimento, desenvolvimento de raciocínio, mas também construção de espírito e trabalho de equipa, resiliência, ambição pela excelência e superação de adversidades. As crianças e os jovens de hoje são os adultos de amanhã, aqueles que constroem e dignificam uma sociedade que se quer equilibrada, justa, livre e preparada para enfrentar o rápido progresso e as constantes mudanças a que cada vez mais estamos expostos.
É por tudo isto, que o desporto escolar, ou sendo mais precisa, a prática de atividade física devia ser encarada com seriedade e como um dos motores basilares no desenvolvimento das crianças e jovens. A disciplina de Educação Física devia assumir no ensino básico e secundário o mesmo nível de importância e exigência que as restantes disciplinas curriculares, porque provoca hábitos saudáveis, cria a base e os alicerces daquilo que são os valores fundamentais de uma sociedade. Desde 2018 que a disciplina de Educação Física faz parte integrante das disciplinas que contam para a média final de ano e do secundário em geral, mas esta é uma medida desenquadrada da realidade, porque o importante é dotar as escolas, os agrupamentos escolares e os professores de ferramentas, de condições, de equipamentos e de estratégias inovadoras para conseguir chegar aos alunos de forma criativa, incitar-lhes o gosto pela prática de desporto e que estes possam utilizar a disciplina de Educação Física como rampa de lançamento para a prática de outras modalidades.
Para nós, liberais, o desporto, a par da atividade física, é uma área que não tem passado despercebida, sobretudo em tempos de pandemia e com condições adversas e, por conseguinte, desde cedo que temos vindo a apelar à retoma de todas as modalidades desportivas e de todos os escalões, com regras definidas e em respeito pelas normas de segurança, bem como à abertura ao público, de forma gradual e com as devidas precauções, de estádios, pavilhões e recintos desportivos. Parece que finalmente fomos ouvidos e que assistimos a uma mudança naquilo que são as restrições no que ao desporto diz respeito.
Basta olharmos mais uma vez, e a título de exemplo, para aquilo que alguns países mais desenvolvidos já implementaram aos dias de hoje, como é o caso da Holanda onde o desporto e a atividade física estão integrados no ministério da Saúde, Bem-Estar e Desporto, tutelado pelo vice-primeiro-ministro.
É por considerar que o desporto faz parte integrante da vida dos cidadãos, que é um dos motores de bem-estar e potenciador de uma melhor qualidade de vida, que considero que não pode ser uma preocupação de menor importância, secundarizada e deixada para depois, não, deve ser tratado com a seriedade que merece e pode ser que assim consigamos encontrar, potenciar e elevar mais Patrícias, Jorges, Fernandos e Pedros… Portugal precisa, precisamos todos daquilo que estes agentes da mudança provocam em cada um de nós!"

Faltam 1.054 dias para Paris 2024


"Faltam 1054 dias para o início dos Jogos Olímpicos (JO) Paris 2024. Corrijo. Faltam SÓ 1054 dias!
Polémicas à parte, estes JO, realizados em condições que nunca imaginamos serem possíveis, acabaram por ser um sucesso. Para os atletas presentes, porque puderam enfim expressar toda a beleza e arte do desporto nas pistas, nos ringues, nos campos, nos terrenos de jogo, no mar. Para o país organizador, porque, apesar de todos os obstáculos, conseguiu que a essência dos JO prevalecesse e deu ao mundo mensagens poderosas. De esperança num futuro onde possamos voltar a viver vidas ditas normais.
Mas também num mundo onde a igualdade de género seja uma realidade. Ou questões delicadas como a saúde mental possam ser abordadas sem tabus. Ou ainda que se possa discutir seriamente a importância do pós-carreira destes milhares e milhares de atletas que, dos quatro cantos do planeta, se entregam de corpo e alma a uma vida de tão curta duração, mas que, tantas vezes, condiciona a sua existência enquanto mulheres e homens inseridos numa sociedade, até ao fim dos seus dias.
Pessoalmente, integrado que estive na Missão de Portugal aos JO de Tóquio, foi um privilégio poder acompanhar de perto as incríveis atuações dos nossos atletas, que resultaram na melhor participação de sempre de Portugal neste evento. Foi também uma descoberta para mim. Mas apesar do tanto que aprendi, em todos os momentos, com todos os atletas e modalidades, encontrei um traço comum. Uma paixão pelo fenómeno desportivo nas suas mais diversas manifestações, num colorido multicultural, unidos num mesmo evento, alicerçado em princípios e ideais com os quais todos nos identificamos.
Assim, estou profundamente agradecido pela oportunidade que me foi dada pessoalmente, mas também pelo voto de confiança que foi transmitido à Comissão de Atletas Olímpicos — CAO, que esteve presente em Tóquio com o seu Presidente e com o Coordenador do Gabinete do Atleta, o Açoriano Ricardo Bendito.
Importa ressalvar que outros elementos da CAO estiveram presentes, mas na qualidade de atletas, como sejam o Emanuel Silva (canoagem), o João Pereira (triatlo), o João Silva (triatlo) e o Rui Bragança (taekwondo). Em Portugal, ficaram a acompanhar-nos o David Rosa (BTT), a Jéssica Augusto (atletismo), a Susana Feitor (atletismo) e a Telma Santos (badminton). Foi a primeira vez na história do Movimento Olímpico Nacional que a CAO esteve incluída na Missão a uns JO. Tudo fizemos para estar à altura do desafio.
E agora?
Agora é tempo de celebração! De vivermos, cada um à sua maneira, o que foram estes JO. De homenagearmos os vencedores, de respeitarmos todos os outros e, muito importante, de descansarmos! Deixarmos a poeira assentar calmamente no chão, permitirmos ao nosso corpo e mente que relaxem. Absorver todas as emoções, processá-las e deixar o tempo curar as feridas.
Mas a vida continua a sua inexorável caminhada. A roda da vida não parou depois destes JO. Passado este período, que o verão convida a aproveitar, outro momento tem de surgir. O da reflexão, do debate, da discussão, não só do que se passou, mas também, aproveitando os ensinamentos deste ciclo, corrigir o que for necessário, alterar o que não esteve bem, cimentar o que funcionou corretamente.
Acredito que vamos assistir a passos que nos permitam, a médio e longo prazo, conduzir a sociedade portuguesa a uma maior multiculturalidade desportiva, com reflexos nos níveis de excelência dos nossos atletas. Tenho esperança que a perceção da importância que o desporto tem na sociedade portuguesa venha a crescer. Seja na opinião pública em geral, seja ao nível dos decisores políticos. Também seria importante ver os atletas cada vez mais envolvidos na construção e desenvolvimento do Movimento Desportivo. Com competências cada vez maiores, estes estão prontos para esse passo. E querem-no.
Existe a abertura para os receber no seio dos centros de decisão e estou convicto de que será uma mais-valia para todos. Por um lado, o conhecimento que têm do fenómeno desportivo, das suas nuances, necessidades, desafios, peculiaridades, é inestimável e deve ser aproveitado. Por outro, para os próprios, certamente dará ainda mais sentido às suas vidas, dedicadas ao desporto. Seja quando ainda estiverem no ativo, seja quando terminarem as suas carreiras desportivas.
O nosso compromisso enquanto Comissão de Atletas Olímpicos é o de também contribuir para esse debate. Para tal, iremos organizar o Encontro Nacional de Atletas Olímpicos, já em setembro, convidando todos os atletas Olímpicos a participar neste derradeiro capítulo dos JO de Tóquio 2020, mas também o primeiro de Paris 2024. Os seus contributos serão extremamente importantes para a forma como o Projeto Olímpico Paris 2024 será moldado. Sem a partilha das suas experiências, sem as suas sugestões, recomendações e críticas, aquele será sempre um projeto incompleto.
Umas palavras finais para quem agora começa a preparar Paris 2024. Por mais palavras que escreva, nunca conseguirei fazer jus ao que significa representar o nosso país, Portugal, no maior evento multidesportivo do planeta. Como seria possível que combinações de palavras, por mais rica que seja a nossa língua materna, pudessem expressar a magia de uma vida com significado? Descubram por vocês mesmos. Vale a pena! Vale mesmo a pena! Felicidades!"

domingo, 15 de agosto de 2021

6 pontos!!!

Penafiel 0 - 1 Benfica B

Soares; Ferreira, Tomás(Álvaro, 56'), Ganchas, Rafa; Brito, Vukotic(Neto, 56'), Bernardo; Umaro(Jair, 86'), Samu(T. Araújo, 69'); Henrique(Duk, 86')

Dois jogos, duas vitórias, contra adversários com plantéis de I Divisão!
Eu sei que provavelmente vamos 'perder' jogadores (o Vukotic é provável que vá para o Boavista...), mas esta equipa, sem alterações significativas, arrisca-se a dominar completamente a II Liga!!!

Vitória justa, com um marcador curto, pois desperdiçamos várias oportunidades para alargar a vantagem... Na segunda parte, recuámos, deixámos de sair nos 'contra' perigosos, e arriscámos o empate... principalmente nos descontos, onde tínhamos vários jogadores ao 'pé coxinho', e com as substituições esgotadas!!!

O regresso do Capitão


"Só o triunfo interessava e foi focada nesse propósito que a nossa se equipa se apresentou em campo frente ao Arouca, imprimindo desde cedo a dinâmica e a qualidade de jogo que lhe permitiram, no último quarto de hora da primeira parte, adiantar-se no marcador e ampliar a vantagem ainda antes do intervalo, selando o resultado final (2-0).
Para Jorge Jesus, da partida há a extrair “duas coisas muito importantes: a vitória e novamente o regresso dos nossos adeptos”.
A quarta vitória consecutiva nos quatro jogos inaugurais da época, um registo que ocorreu somente pela 5.ª vez desde o final dos anos 60 do século passado, refletem o bom início de temporada, ao qual não será certamente irrelevante o regresso do público às bancadas. “Com os nossos adeptos temos sempre mais um jogador. Eles ajudam muito a equipa a ter de lutar pelo golo”, reconhece Jorge Jesus.
O nosso treinador destacou ainda a rotatividade do onze titular nas partidas efetuadas, ganhando-se “um plantel que está sempre em competição, hoje joga um, amanhã joga outro, e todos vão ter um ritmo alto de jogo, que é o que queremos”, a segurança coletiva da equipa em mais um jogo em que manteve as redes invioladas, e, no lado oposto, as muitas oportunidades de golo criadas.
Yaremchuk, autor de um golo e de uma assistência, foi considerado o homem do jogo. E Pizzi, que assistiu o ucraniano, atingiu a marca de 333 jogos oficiais de águia ao peito, passando a figurar no top 20 dos jogadores com mais jogos em todas as competições oficiais pelo Benfica, dando-se a coincidência de ter atingido este marco frente ao mesmo adversário, também na Luz, com que se estreou de vermelho e branco. Nota ainda para o 50.º jogo oficial de Vinícius pelo Clube.
Mas o grande momento da tarde, além do triunfo, deu-se à passagem dos 66 minutos de jogo, quando André Almeida, depois de quase um ano de muito sofrimento e ainda mais trabalho com vista ao seu restabelecimento físico e regresso à competição, voltou a pisar os relvados para defender as cores e o emblema que já representa pela 11.ª primeira temporada.
André Almeida tem sido, desde que chegou ao Benfica, insuperável na dedicação e competitividade e foi instrumental nas muitas conquistas do Clube na última década, entre as quais cinco Campeonatos Nacionais. Versatilidade tática, conhecimento do jogo e entrega são as suas imagens de marca, conforme Jorge Jesus fez questão de destacar ontem. E também as assistências para golo (desde 2012/13, só Pizzi, Gaitán e Salvio fizeram mais).
O nosso capitão explicitou todas as emoções que envolveram este regresso: “Senti-me muito emocionado, esperei muito tempo por este momento. Já se fazia tarde, até. Foi uma lesão muito dura, foram meses muito duros, mas tive muito apoio dos meus colegas e da estrutura do Benfica. Estou extremamente feliz por estar de volta."
“Foi uma satisfação para todos nós, treinadores, adeptos e colegas de equipa”, confidenciou Jorge Jesus acerca do regresso de André Almeida, acrescentando que “a equipa precisa dele!". A estrondosa ovação que lhe foi prestada ao entrar em campo foi reveladora do grande e merecido apreço que os benfiquistas sentem por ele. Foi a 283.ª vez que André Almeida alinhou pela equipa de honra do Benfica. Caso o treinador assim o entenda, que sejam muitas mais!"

Cadomblé do Vata


"1. Imaginem a azia do dono do PSG a esta hora... vai pagar 35 milhões por época ao Messi, quando tinha logo ali ao lado o Yaremchuk a pedir 2 milhões ao ano.
2. Bolas aos postes, defesas do guarda redes, remates ao lado... a baliza do Arouca parecia tão pequena, que a meio da segunda parte eu pedi a entrada do Nicolia.
3. Waldschmidt faz-me lembrar Ola John... tem futebol nos pés, mas a equipa joga em FM e ele está 90 minutos em AM.
4. Destaque especial para o regresso de André Almeida depois de 10 meses fora... foram tempos duros para ele que sofreu com a lesão e para os adeptos que sofreram com o Gilberto.
5. O futebol português não para de nos surpreender... nas 4 participações anteriores do Arouca na Primeira Liga o SL Benfica foi campeão e mesmo assim, agora que foi promovido ao escalão maior pela quinta vez e a Liga de Clubes insiste que se tem de disputar as 34 jornadas para decidir o vencedor."

Yarem no fim do bloqueio em Lisboa


"Que estreia do avançado ucraniano. “Expulsa” o guardião adversário, num lance bem bizarro, cria o primeiro golo do jogo, e marca o segundo. Pelo meio, ao longo de toda a primeira parte foi aparecendo em lances prometedores aos quais chegou pela sua superior leitura das situações. Alguns perdeu por não ser tecnicamente um jogador refinado. Promete não precisar de tal para deixar marca. Intuição e Finalização de quem não poderia ter estreia melhor.

Estava difícil entrar em Ataque posicional contra o 5x4x0 – Desbloqueou o jogo em Transição – Superior definição de J. Mário e Yaremchuk no golo de Luca

O jogo iniciou-se com um Benfica dominante e controlador – Desta feita organizado num 4x4x2, que permitiu colocar mais gente em zona de criação – Everton, Luca, Roman e Pizzi, mais a chegada de Gil Dias e Gilberto – e com João Mário uma vez mais a assumir protagonismo no ataque posicional. Em cobertura (atrás da linha da bola) quando a bola chegava a zonas altas, foi sendo opção para receber e ligar os diferentes corredores. Nas suas costas, Meité controlou possíveis saídas adversárias. Ora caindo em cima de quem podia ser referência, ora ganhando duelos.
Contudo, foi bem cedo que a história se começou a definir. Com a expulsão do guarda redes do Arouca, se o jogo já havia prometido toada única, quase ficou sentenciado.
Contra 10, João Mário saltou uma estação e incorporou-se na frente de ataque, mesmo que com liberdade para oscilar entre diferentes espaços entre sectores.

João Mário a saltar entre diferentes espaços, forçando igualdade numérica sobre a numerosa linha defensiva adversária

A numerosa organização adversária foi dificultando o processo criativo do Benfica, e quando o Arouca finalmente saiu de trás, abriram-se os espaços em Transição para a equipa de Jesus se adiantar, e a partir daí a única dúvida passou a ser perceber por quantos venceria um Benfica que vai crescendo no processo e na confiança.

Superioridade numérica em cima dos 5 defesas do Arouca

A segunda parte trouxe um Arouca com maiores dificuldades para controlar o processo criativo do Benfica, e as ocasiões foram-se sucedendo. A entrada de Rafa, Ramos e Taarabt com o jogo sentenciado, e o Arouca sem condições de colocar dificuldades à construção de Otamendi e Morato, vieram trazer velocidade às combinações ofensivas. Para lá de mandão, passou a criar com maior facilidade. A própria opção de saída do Arouca proporcionou momentos óptimos para os encarnados roubarem bolas em zona alta, e procurarem acelerar contra uma equipa ainda a fechar-se.
Somente as várias perdidas na finalização impediram a águia de sorrir mais. E algumas das quais seriam imperdoáveis, não tivessem os três pontos assegurados. O volume de criação na etapa complementar deixou o Benfica com amargo de ficar a dever a si próprio um resultado bem mais avolumado. 

Homem do Jogo
Roman Yaremchuk
Foi o homem que desbloqueou todo o jogo. Esteve nos três lances capitais na definição do resultado e da toada da partida. Contornou o guardião obrigando-o a “expulsar-se” para impedir o golo do avançado, serviu Luca para o primeiro num lance que definiu com qualidade imensa, e marcou com a simplicidade que se lhe reconhece o golo que sentenciou definitivamente as aspirações do Arouca."

SL Benfica 2-0 FC Arouca: Yaremchuk é sinónimo de golos nos lados da Luz


"A Crónica: Expulsão Ao Início Tornou Fácil a Tarefa Encarnada
O início de época do SL Benfica tem sido em alta e hoje assistiu-se a mais um episódio que faz os adeptos antever uma temporada mais positiva que a anterior: após eliminar o Spartak de Moscovo, os encarnados receberam no seu reduto o FC Arouca.
Os comandados de Jesus não tiveram qualquer dificuldade em despachar o conjunto visitante com uma vitória categórica por 2-0, com o destaque a ir para a exibição do último reforço das águias, Roman Yaremchuk, que esteve presente nos dois golos da sua equipa. Um jogo sem grande história que acabou por ter a bizarra expulsão de Victor Braga como o momento-chave para o triunfo encarnado.
Num final de tarde de bastante calor, o jogo começou muito mal para o FC Arouca: à passagem do minuto oito, o guardião Victor Braga viu o cartão vermelho direto por ter tocado com a mão esquerda na bola fora de área, o que obrigou o técnico visitante a mudar muito cedo a sua estratégia. O sacrificado foi Arsénio, para entrar o suplente Fernando Castro. No livre direto, Luca Waldschmidt atirou à barra e Everton Cebolinha na recarga cabeceou em cheio no poste.
A expulsão veio ainda reforçar uma tendência que já se previa antes do início do jogo: o SL Benfica a ter mais bola e completamente instalado no meio-campo contrário. Contudo, as desmarcações dos encarnados estavam a ser em vão, já que a defesa arouquense estava bem sintonizada e conseguia sempre colocar os homens mais avançados caseiros em posição irregular. Foi preciso esperar até aos 29’ para ver novamente um lance de perigo para as águias: num lance já típico seu, Cebolinha fletiu para o meio e disparou a rasar a trave da baliza adversária.
O marcador foi inaugurado aos 38 minutos por Waldschmidt. Pizzi recuperou a bola no meio-campo defensivo, deu para João Mário que desmarcou Yaremchuk, com este a passar por um defesa e a assistir o número dez do SL Benfica para o seu segundo golo na Primeira Liga.
Cinco minutos depois, Yaremchuk fez mesmo o gosto ao pé depois de um belo cruzamento do lado direto tirado por Pizzi. A vantagem de dois golos a favor da equipa da casa justificava-se pela maior procura durante a maioria da primeira parte, muito por culpa da inferioridade numérica do FC Arouca.
O primeiro lance de perigo da segunda parte surgiu por intermédio de João Mário aos 51 minutos, num potente remate fora de área que não passou muito longe da baliza de Fernando Castro. Antes do alcance do minuto 60, Jorge Jesus fez uma tripla substituição, colocando em campo Taarabt, Rafa Silva e Gonçalo Ramos. O FC Arouca timidamente ia tentando levar perigo à baliza de Vlachodimos, e fê-lo aos 65 minutos num remate ao lado de André Bukia.
Já com André Almeida em campo, foi-se assistindo a um autêntico show de golos falhados por parte do SL Benfica, com Waldschmidt a ser o maior protagonista de lances em que a vantagem podia ter-se alargado, só que estava a faltar assertividade na hora de colocar a bola no fundo das redes.
Até ao apito final do árbitro, o conjunto caseiro bem tentou chegar ao terceiro golo, mas esse objetivo acabou por não se concretizar para grande tristeza dos adeptos presentes nas bancadas da Luz. O jogo fechou com 2-0 no marcador e a confirmação de que o SL Benfica está a ter um início fulgurante de época, o que pode ser um sinal de que a má temporada 20/21 já vai bem longe no horizonte. Yaremchuk fez toda a diferença numa partida controlada a belo prazer pelas águias!

A Figura
Roman Yaremchuk – Que bela estreia no onze inicial para o último dos reforços do SL Benfica para esta temporada! Bastante interventivo na frente de ataque, o avançado ucraniano teve em alta nos minutos que esteve em campo, sendo que participou de forma direta nos dois primeiros golos das águias, primeiro com uma assistência e com um golo. Uma exibição que deixa antever uma possível preponderância no ataque encarnado durante a época.

O Fora de Jogo
Victor Braga – O guarda-redes prejudicou bastante os seus colegas com um lance de completa desatenção que ditou na sua expulsão. Costuma-se dizer que erros destes ao mais alto nível se pagam caro, e o certo é que o FC Arouca saiu muitíssimo penalizado com a mudança repentina na estratégia ocorrida ainda antes dos primeiros 10 minutos de jogo.

Análise Tática – SL Benfica
A senda de três triunfos consecutivos no início de temporada trouxe um SL Benfica confiante para mais um duelo da Primeira Liga. Depois de eliminar o Spartak na eliminatória da Liga dos Campeões, Jorge Jesus fez bastantes mexidas – sete no total – no seu onze inicial: o sistema utilizado foi o 4-4-2, com os grandes destaques a serem as duplas de meio-campo (Meité e João Mário) e ataque (Roman Yaremchuk e Luca Waldschmidt).
O SL Benfica entrou bem no jogo com vontade de assumir as despesas de jogo, e isso ficou evidenciado com a expulsão de Victor Braga numa fase prematura da partida. A jogar mais com um, os comandados de Jorge Jesus intensificaram ainda mais a pressão sobre o adversário, embora o momento de desmarcação estivesse a sair mal, muito por culpa da boa sincronização da linha defensiva do FC Arouca.
Teve de se esperar até aos últimos 15 minutos do primeiro tempo para ver o SL Benfica a chegar à vantagem, que se aceitava perfeitamente. O grande destaque dos primeiros 45 minutos foi a excelente dinâmica entre João Mário, Yaremchuk e Luca Waldschimdt.
Na segunda parte assistiu-se a uma repetição do filme observado nos primeiros 45 minutos: equipa encarnada com maior controlo de jogo e à procura de deixar o FC Arouca ainda mais numa posição frágil, só que faltava maior acerto no momento de visar a baliza à guarda de Fernando Castro.
O SL Benfica ia pressionando, mas sem grande acutilância, o que permitiu a Jorge Jesus fazer uma rotação mais efetiva da sua equipa a pensar no jogo da próxima semana contra o PSV.

11 Inicial e Pontuações
Odysseas Vlachodimos (5)
Gilberto (6)
Nicolás Otamendi (6)
Morato (6)
Gil Dias (6)
Soualiho Meité (6)
João Mário (6)
Pizzi (6)
Everton Cebolinha (6)
Luca Waldschmidt (7)
Roman Yaremchuk (8)
Subs Utilizados
Adel Taarabt (5)
Rafa Silva (6)
Gonçalo Ramos (5)
André Almeida (5)
Carlos Vinícius (-)

Análise Tática – FC Arouca
Após ter começado o campeonato com uma derrota em casa, o FC Arouca veio à Luz à procura de conquistar os seus primeiros pontos, mas a tarefa não seria nada fácil de ser alcançada. Depois da derrota sofrida em casa na jornada anterior, o treinador Armando Evangelista fez apenas duas mudanças no seu onze: no setor mais recuado, o central João Basso e o lateral Quaresma jogaram de início nos lugares de Baptiste Aloé e Joel Ferreira respetivamente.
O jogo praticamente começou com a expulsão do guardião Victor Braga, o que levou à mudança repentina na estratégia para o resto do jogo. Se já com 11 seria uma árdua tarefa pontuar na Luz, com menos um isso acabaria por ser uma completa miragem, uma vez que os homens de Armando Evangelista se limitaram somente a tentar suster as intenções encarnadas de marcar.
A missão estava a ser parcialmente bem-sucedida, mas o golo de Waldschmidt aos 38’ deitou tudo por terra. Já perto do intervalo, o FC Arouca pôs em sentido a defesa encarnada com dois lances seguidos – remate de Eugeni Valderrama para defesa apertada de Vlachodimos e lance de André Silva na sequência de um canto, onde Gilberto fez um corte importante -, mas não conseguiu reduzir a diferença no marcador.
O segundo tempo foi ainda mais penoso para o FC Arouca, em que esteve apenas remitido ao seu meio-campo defensivo e só por uma vez conseguiu ir até à baliza de Vlachodimos. A expulsão de facto estragou qualquer vontade dos visitantes em tirar pontos ao SL Benfica, deixando assim a equipa recém-promovida sem qualquer ponto conquistado ao fim de duas jornadas já jogadas.

11 Inicial e Pontuações
Victor Braga (2)
Thales Oleques (4)
João Basso (5)
Sema Velázquez (6)
Mateus Quaresma (4)
Pedro Moreira (4)
Leandro Silva (5)
André Bukia (5)
Eugeni Valderrama (5)
Arsénio Nunes (-)
André Silva (4)
Subs Utilizados
Fernando Castro (5)
Pité (4)
Adílio Santos (5)
Brunão (4)
Or Dasa (4)

BnR na Conferência de Imprensa
SL Benfica
Não foi possível colocar questão ao treinador do SL Benfica, Jorge Jesus.

FC Arouca
BnR: Na antevisão ao jogo, disse que um dos objetivos na visita à Luz era o Arouca conseguir conquistar o respeito dos adversários. Antes de sofrer o primeiro golo, a sua equipa conseguiu fechar bem os caminhos da baliza. Sente que esse objetivo foi alcançado e o que retira de positivo deste jogo?
Armando Evangelista: “A mim, parece-me que uma equipa chegou agora à Primeira Liga e que há um ano estava a jogar o Campeonato de Portugal e que conta com um grande número de atletas que jogaram nessa divisão (eram seis) e faz aquilo que fez, acho que acaba por deixar uma imagem positiva. Até porque a nossa postura não foi de perder tempo, quebrar o ritmo de jogo e recorrer sistematicamente à falta. Foi sim uma postura de uma equipa que quer jogar o jogo pelo jogo, que quer divertir-se na disputa do jogo e gosta de jogar, por isso, perante o domínio que não deixa dúvidas e nem a justiça do resultado se discute, parece-me que, em relação a esse objetivo, fomos bem-sucedidos. Por isso, por este conjunto de situações, tenho apenas de dizer que fico orgulhoso da equipa, embora não satisfeito com o resultado final”."

Bello: Arouca...