Últimas indefectivações

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

A actividade física e desportiva... em nome da vida!... (4)


"Pensei no início tratar esta temática em 4 capítulos, no entanto pelas mensagens que me fizeram chegar, “obrigam-me” a deixar em aberto para mais tarde os artigos necessários no desenvolvimento dum assunto que me apaixona e penso ter algo a refletir com os meus estimados leitores e leitoras. 
Contudo, já estou com saudades de “regressar ao relvado” e às circunstâncias que fazem da preparação, treino e competição um estado de sítio, cada vez mais importante ser objeto de reflexão crítica, muito em especial neste momento de confinamento, que espero seja transitório da nossa vida comunitária. Daí no próximo artigo, voltar ao balneário e equipar-me para reentrar em jogo.
Concluíamos então o último artigo, dizendo que há alguns anos era preciso ser forte para fazer Desporto, hoje faz-se Desporto para se ser forte porque nele está a possibilidade de salvaguardar a raça humana – é quase uma oportunidade de sobrevivência. A Atividade Física e Desportiva é em suma uma das formas possíveis para se tentar evitar a decadência física e psíquica da espécie, tendo uma intervenção direta na saúde e higiene, no lazer e recreação, nas aprendizagens escolares de base, na reabilitação física, etc … indo ao encontro dos anseios de todos aqueles que experimentam um espaço de realização pessoal, pela prática do movimento humano de forma intencional e que visa a superação.
Tem vindo a constatar-se uma prática generalizada da Atividade Física, de forma mais ou menos regular e sistemática, no sentido de que o exercício físico possa causar uma melhoria da saúde e bem-estar e cujos benefícios também sejam capazes de incorporar a prevenção e recuperação duma multiplicidade de doenças.
Neste aspeto, sabe-se que a ação preventiva é mais eficaz quando associada a um estilo de vida saudável. Não devemos nunca esquecer que o exercício físico, como qualquer carga exercida ao organismo, leva a respostas adaptativas, condicionadas pelo teor em que a mesma é aplicada. A incorreta administração dessa carga, pode provocar uma grave rotura do equilíbrio bio psíquico e funcional com resultados de extrema gravidade.
Por isso, a prescrição de qualquer programa de exercício, deve mencionar o modo, a intensidade, a duração, a frequência e a progressão do esforço.
A qualificação dos agentes que têm a responsabilidade de orientar o exercício, assume uma das regras de ouro, porque, como temos vindo a referir não fazer o que deve ser feito ou fazê-lo de forma incorreta são males do mesmo tamanho.
A fase do empirismo foi definitivamente ultrapassada. São cada vez mais as ciências que se dedicam ao estudo do “homem desportivo” nas suas diferentes formas de atuar. Desde a anatomia, fisiologia, psicologia, medicina desportiva, sociologia, biomecânica, nutricionismo e tantas outras, se preocupam com o equilíbrio do homem em esforço. Não se investiga um esforço qualquer, mas um esforço que implique movimento intencional, sendo o ser humano corpo, mente desejo, natureza e sociedade. Movimento onde no corpo em ato emerge a carne, o sangue, o desejo, o prazer, a paixão, a rebeldia, as emoções, os sentimentos, tudo isto visando a transcendência ou a superação, como nos tem ensinado o nosso querido Professor Doutor Manuel Sérgio e que de forma sapiente acrescentava: “em cada gota de suor terá sempre de existir um grão do pensamento”.
A ciência tem evoluído de forma categórica. As universidades chamaram a si a razão do estudo e investigação na formação de quadros, aos quais competem um alargado grau de competências, na defesa do direito à saúde e à vida.
Neste contexto não há mais lugar para o voluntarismo, para a improvisação e para o desenrascanso. A prática metodológica da Atividade Física e Desportiva corporiza sem dúvida um tempo de alegria, de prazer e entusiasmo…é como uma chamada à festa do corpo em que poderemos aglutinar um nível superior de relação entre as pessoas, onde as noções do belo, do estético e do ético farão acordos duma admirável existência.
Mas como referia no artigo 1 a prática da Atividade Física e Desportiva tem sobrado para um certo desprezo, em relação às demais exigências orgânicas e funcionais, com que os responsáveis se lhe devotam ao longo dos tempos.
Ao que temos vindo a assistir, creio que não será apenas esquecimento, mas sobretudo incompetência ou negligência pelos continuados governos que, vá lá, pela constante pressão dos vários núcleos das federações, associações, escolas, clubes, comité olímpico, etc, pertencentes a um País em que a percentagem de prática desportiva se encontra na cauda da Europa, só agora é que se viu referida a inclusão do Desporto na versão final da visão estratégica para o plano de recuperação de Portugal 2020-2030, reafirmando que as políticas que possam promover o incremento da prática desportiva podem ter consequência na qualidade de vida dos cidadãos.
Como bem sabemos os palcos do poder são por vezes montados em insuportáveis ninharias que só a ocasião fará clamar a razão e, como diz o nosso bom povo: gato escaldado de água fria tem medo, cá estaremos para constatar e de que forma esse título de boas intenções ostenta a honradez da sua aplicabilidade.
O que temos como dado adquirido é que a Atividade Física e Desportiva empresta à causa participativa uma imagem de generosidade, civilidade e respeito, podendo funcionar como catalisador privilegiado para fazer potenciar maior sintonia entre o teor energético do indivíduo e a correspondência com a vida … e também nos deixa ensinamentos, memórias e imagens que nos vão exigindo competências de vida capazes de nos fazer pessoas de bem."

E de repente descobriram... a formação!


"A pandemia (do grego «de todo o povo» – restará agora definir o que é «o povo»), com todas as suas restrições, os seus confinamentos, os seus distanciamentos, levou à descoberta de realidades que andavam ou escondidas ou ignoradas.
Temas como “a função educativa do desporto” ou “o carácter educativo do desporto” ou “os valores do desporto” regressaram à ribalta. Clichés como “o desporto é muito mais que saúde, bem-estar e lazer, o desporto é educação” voltam ao nosso quotidiano na tentativa de demover governantes – aqueles que dizem “não temos conhecimento de nenhum clube que tenha fechado portas” – a recolocarem o público nos estádios (recolocado que está na Fórmula Um), a permitirem que as escolas de formação de futebol dêem continuidade ao seu ‘métier’, a autorizarem a reabertura de academias e ginásios e a consentirem a prática dos desportos de contacto – não aquele contacto das comemorações do golo do futebol, mas aquele contacto de oposição, de luta, de combate.
Resta discernirmos se esta preocupação se prende de facto com a formação do carácter do ser humano, com a transmissão de valores positivos, com a saúde dos jovens praticantes (não só corporal mas também com a sua saúde social, emocional e mental), se se prende com o desenvolvimento psico e sociomotor da criança, do atleta, do jogador, do desportista, se se relaciona com o aperfeiçoamento do gesto técnico e da preparação táctica com vista à competição, ou se esta preocupação revela outros contornos.
Na página online «fairplay.pt» Francisco Isaac propõe o seguinte exercício matemático “fácil para compreender e perceber o impacto económico e social usando o rugby como exemplo: imaginemos que 50% dos atletas jovens (entre os 6 e 18 anos) deixam de estar ligados à modalidade, perdendo-se quase 3000 inscritos num só ano. Se cada inscrito pagar 350€ ao seu clube – uma média geral para o que os emblemas nacionais aplicam no acto de inscrição no início de época – dá-se uma perda imediata de 1.050,000€ (sim, leram bem… 1 milhão de euros), que significa um buraco na saúde orçamental dos clubes e por conseguinte da federação.”
E Francisco Isaac continua o seu exercício: “O mais grave desta matemática é a seguinte equação adicional, que passa pelo abandono de jogadores e a perda total de inteiras gerações, pois mesmo que alguns atletas permaneçam, estes não podem competir e pôr em prova as suas capacidades, sendo testados até ao limite em termos de durabilidade mental para aguentar treinos de distanciamento durante uma época inteira (quando nas actividades escolares vão andar sempre lado-a-lado com os seus colegas…).
Se avançarmos três ou quatro anos no tempo, abrem-se consecutivas falhas nas equipas de formação seja nos sub-8/10/12/14/16/18 e seniores, colocando o rugby português no limiar de um abismo que será impossível de evitar. A qualidade individual e de jogo vai cair abruptamente, o rugby (e qualquer outra modalidade afectada pelas “recomendações” da DGS) vai sofrer um retrocesso quase sem precedentes e o apoio estatal será quase zero, independentemente da cor política ou partido que esteja no seu poder (quando actualmente já o é) – desde Março até Agosto de 2020 só por uma vez o primeiro-ministro de Portugal falou sobre a situação desportiva portuguesa.”
Desta análise de uma modalidade, e que poderemos extrapolar para muitas outras, retiramos duas ilacções. A primeira, económica. A segunda, social. Seria uma análise completa se da mesma conseguíssemos tirar mais uma ilacção, que passaria necessariamente por ser do foro pedagógico...
Em relação à primeira, recorre-se aos parâmetros educativos do desporto e aos seus valores formativos para se garantir uma subsistência monetária. Releva a fonte de rendimentos de clubes, academias e ginásios, com o subsequente suporte de patrocinadores (em suma, o negócio!). Em relação à segunda, continua-se a propalar as virtudes da prática desportiva mas o objectivo final é o da competição-espectáculo (que não deixa também de ser económico) a qual nada tem a ver com essas virtudes. 
Olvida-se no entanto, aqui, o papel do treinador dos escalões de formação (as suas competências pedagógicas) e a sua subsistência em termos salariais. E se a grande maioria das modalidades competitivas vive para o resultado, se muitas crianças e jovens há a treinar de uma forma desmesurada (treino intensivo precoce), percebe-se a preocupação dos treinadores em termos da sua visibilidade através dos troféus para além do seu ganha-pão. Mas existem modalidades (ou sectores de algumas modalidades) em que a formação é exactamente isso: o desenvolvimento harmonioso do ser humano e o seu apetrechamento de capacidades de resposta a diferentes situações, de esquemas de comportamentos e respectiva associação entre eles. É precisamente nestas que o treinador mais para trás fica, mais ignorado é, quer seja por falta de interacção com os seus colegas dado não se enquadrar num quadro competitivo quer seja pela inexistência – ou inoperância – de estruturas associativas que o possam representar. Encerram-se assim, principalmente, academias e ginásios devido às restrições impostas.
E torna-se irrelevante que o desporto seja incluído na versão final da Visão Estratégica para o Plano de Recuperação de Portugal 2020-2030, apresentado por António Costa Silva. A preocupação somente com desportos náuticos, eventos e estágios internacionais apontados como estratégicos nesse plano só nos mostra o desrespeito pela formação e o acabar com a base da pirâmide, o que implicará que daqui a uns tempos não haja topo. Quando a própria máquina mercantilizada e mercantilizadora é ignorada, mais facilmente são triturados os seus intervenientes directos. Quando a máquina está de tal maneira bem oleada, não é um grão de areia – nem um penedo – que a irá fazer emperrar!
A pandemia (a tal «de todo o povo») leva-nos a um estado de “saber e não saber, ter uma noção de absoluta veracidade enquanto se dizem mentiras cuidadosamente elaboradas, defender simultaneamente duas opiniões que se anulam reciprocamente, sabendo-as contraditórias e acreditando em ambas; usar a lógica contra a lógica, repudiar a moral ao mesmo tempo que se reclama a moral (…).” Mil novecentos e oitenta e quatro. George Orwell. Trinta e seis anos de atraso… em relação ao previsto!"

domingo, 20 de setembro de 2020

Benfica tem início de temporada '8 e 80'


"Com o retorno do técnico Jorge Jesus e com o investimento de cerca de 80 milhões de euros (R$ 499,5 milhões, pela cotação actual) para reforçar o elenco, a expectativa em torno do Benfica, para o ciclo 2020-2021, era naturalmente alta. Proporcional à responsabilidade do compromisso com o PAOK, válido pela terceira fase eliminatória da Liga dos Campeões da Europa.
O Maior de Portugal, que já tinha Odysseas Vlachodimos, Rúben Dias, Weigl, Rafa Silva e Carlos Vinícius entre os principais nomes do plantel, trouxe Luca Waldschmidt, Jan Vertonghen, Éverton "Cebolinha", Pedrinho, Gilberto e Darwin Núñez para qualificar sua delegação.
Contudo, mata-mata em jogo único, principalmente em início de temporada, reserva a qualquer clube um lugar no céu ou no inferno. Não existe meio termo.

Eliminação extremamente amarga
Infelizmente, aconteceu o pior na Tessalônica: a derrota por 2 a 1, além de ser moralmente terrível, rendeu aos cofres dos Encarnados um prejuízo de pelo menos 37,4 milhões de euros (R$ 233,5 milhões), segundo o jornal português "A Bola". O SLB não cobrirá o valor investido para a temporada nem se for conquistar a Liga Europa, pois a premiação para o campeão da segunda maior competição interclubes do Velho Continente é de R$ 19,6 milhões de euros (R$ 12,2 milhões).
O rendimento na primeira etapa do compromisso da terça-feira passada (15) foi positivo, com 70% de posse de bola e várias chances de abrir o placar. Porém, ainda não era satisfatório para o nível de exigência do torneio. Afinal, o gol que daria tranquilidade à equipe e a credenciaria à classificação não se concretizou.
Os mandantes apenas esperavam um erro dos visitantes para surpreendê-los. E, ao se aproveitar de falhas de posicionamento e de marcação do sistema defensivo das Águias no segundo tempo, o PAOK levou a melhor com gols de Giannoulis e Zivkovic, que "até ontem" vestia a águia ao peito e saiu sem deixar muitas saudades na nação encarnada. Rafa Silva ainda balançou as redes nos acréscimos, mas já era tarde demais. Os 45 minutos finais lembraram a pior fase do Benfica sob os comandos de Rui Vitória e Bruno Lage.
A partir daí, é possível formular vários questionamentos. Por que Darwin (a contratação mais cara da história do futebol português, com 24 milhões de euros, o equivalente a R$ 153,2 milhões!) e Waldschmidt, que chegaram para serem protagonistas, esquentaram o banco de reservas? Por que o artilheiro da temporada passada, Vinícius, ainda que ele possa ser vendido em um futuro próximo, não foi titular? Por que André Almeida e Haris Seferovic, contestados pela torcida há muito tempo, foram titulares no jogo mais importante da temporada? Quais foram os critérios do treinador? Por que ainda não chegaram laterais e um meia central para o time titular? Por que a directoria não investiu como deveria na defesa, o sector mais preocupante da temporada passada? Começar a temporada com muitos erros dentro de campo, aliados a uma eliminação vexatória na bagagem, é verdadeiramente preocupante. Será doloroso não ver, na fase de grupos da Champions, o clube que ostenta dois títulos e é o segundo com mais participações no maior certame entre clubes europeus.

Recuperação no Norte
Era hora de juntar os cacos. O jogo de sexta-feira (18), em Vila de Famalicão, no norte de Portugal, serviria para mostrar como o time lisboeta reagiu à eliminação na Liga dos Campeões e a que viria no campeonato nacional.
Sensação do futebol português na temporada passada, o Famalicão foi a campo com muitas caras novas e, consequentemente, ainda necessitava de entrosamento. O Benfica, então, tirou proveito dessa condição dos oponentes, confirmou o favoritismo no encontro e descontou os gols que havia perdido na Grécia. Com a sonora goleada de 5 a 1, largou na frente dos concorrentes na Primeira Liga. Do '8', as Águias voaram para o '80'.
Melhor do que o resultado foi a exibição. Sobretudo, dos reforços Luca Waldschmidt (foto), Darwin Núñez e Éverton "Cebolinha", que mostraram a capacidade de elevar o nível do plantel. Viram só? Waldschmidt e Darwin jogaram... E o alemão anotou dois gols! "Cebolinha", Grimaldo e Rafa Silva completaram o triunfo.
É necessário responder com vitórias e com títulos o humilhante desfecho da temporada passada. A eliminação precoce na principal competição europeia foi um péssimo começo e deixou a maior torcida da Terrinha com uma enorme pulga atrás da orelha, mas é possível sorrir no final deste ciclo. O destino nos dirá se os jogadores lidarão da melhor forma com tamanha pressão – e, também, se as falhas de 2019-2020 e o revés para o PAOK pesarão na eleição presidencial, que está marcada para Outubro e definirá a gestão do Sport Lisboa e Benfica para os próximos quatro anos."

A incrível trajetória de Taarabt: de habitué do Urban a carregador de piano a incansável trabalhador agrícola


"Vlachodimos
Tal como nós, também ele retirou prazer de uma partida de futebol em que voltou a ser possível manter a tensão arterial em 12/8. O nosso serviço nacional de saúde agradece.

André Almeida
Já estivemos aqui. É por isso que André Almeida sorri aparentemente livre de preocupação. Estamos naquela fase da época em que um número surpreendentemente elevado de pessoas com convicções se convencem que o lateral direito do Benfica poderá ser outro que não André Almeida. Hoje pegaram numa declaração de Jorge Jesus e desataram a celebrar o novo flanco direito do Benfica, que não evoluirá para além do save no modo carreira do FIFA. A nossa sorte é que ele não leva a mal.

Rúben Dias
Última Hora: Toni Martinez recusa proposta do FC Porto e segue embalsamado para casa de Rúben Dias.

Verthongen
A estampa física não deixa margem para dúvidas. Verthongen apresenta porte de atleta, qualidade de passe e futebol de sobra para neutralizar um Famalicão fraquinho, mas tem ali momentos em que não se percebe se veio para ser campeão ou para baixar o handicap.

Grimaldo
A sua cara a seguir ao golaço de livre dizia tudo: “será que isto chega para me perdoarem a borrada do outro dia com o Zivkovic pela frente?”. A resposta, Alejandro, é: mais ou menos. Estás no bom caminho. Ou melhor, estavas, até ao golo do Lameiras. Nada que umas duras do mister não resolvam.

Gabriel
Por um lado, é seguro dizer que enfiou o Weigl no bolso. Foi vê-lo recuar para sair a jogar entre os centrais, foi vê-lo subido no terreno para pressionar a saída de bola dos adversários, foram passes progressivos para aqui e para ali, foi tudo o que nos habituámos a ver nele quando aparece para trabalhar. Por outro lado, mostrou a qualidade que geralmente antecede as suas piores lesões. Enfim. Foi bom enquanto durou.

Taarabt
Incrível a trajectória deste rapaz. De habitué do Urban a carregador de piano a incansável trabalhador agrícola. Hoje foi vê-lo conduzir o rolo compressor, nivelando o solo com brilhantismo para que os colegas atropelassem sem misericórdia meia dúzia de indivíduos equipados de branco.

Everton
Podíamos falar da classe do remate que lhe deu o primeiro golo em jogos oficiais na Europa, mas prefiro destacar a assistência para o Rafa no 4.º golo. Até a escorregar este Everton revela predestinação.

Rafa
Se jogar sempre com esta vontade está oficialmente autorizado a deixar a barba por fazer e/ou mudar de penteado a cada 3 dias. Não concordo, mas defenderei até à morte o seu direito ao mau gosto.

Waldschmidt
Tem futebol de Champions. Curioso. Continua o processo de adaptação à cultura local. Hoje descobriu o famoso ritual de bater em mortos e parece ter apreciado.

Darwin
Outro tipo de avançado poderia sentir-se desmotivado por ter de vestir a camisola da Académica de Coimbra numa partida de futebol em Vila Nova de Famalicão, mas não Darwin Nunez. Depois de ter chorado por chegar a um clube da dimensão do Benfica, o nosso uruguaio favorito voltou a sorrir. Fez duas assistências para o novo amigo alemão, fartou-se de lutar e mostrou uma gana que não se vê todos os dias. São bons indicadores. Eu não sou urologista, graças a Deus, mas parece-me que este trouxe os testículos com ele.

Nuno Tavares
O único sobrevivente do clã Tavares aproveitou a chegada de Jorge Jesus para entrar na idade adulta e parece hoje um homem com um plano para a sua vida. Há quem gaste fortunas com o Tony Robbins. O Nuno é pago para sofrer bullying de um sexagenário da Amadora e parece ter gostado.

Pizzi
Welcome to Wolves!

Vinicius
Demoras muito, Jorge? Anda lá.

Diogo Gonçalves
Eu sei que foi elogiado pelo Jesus, mas ainda não é evidente para mim que o Diogo Gonçalves não esteja a caminho do Notingham Forest."

André Almeida | Quando é que expira o RedPass?


"Recrutado ao CF Os Belenenses em 2011, foi após estar emprestado durante uma temporada ao UD Leiria que André Almeida passou a integrar, na época 2012/2013, definitivamente, os quadros do SL Benfica. O defesa depressa se afirmou como uma peça importante no plantel encarnado, muito por culpa da sua polivalência dentro do rectângulo de jogo.
Actuando preferencialmente como lateral direito, o português pode também desempenhar as funções de defesa central, lateral esquerdo ou até médio defensivo. Essa polivalência valeu-lhe, na sua época de estreia, 2923 minutos de jogo. Jogou 18 partidas como lateral direito, sete como lateral esquerdo e três como médio defensivo.
Entretanto, oito anos, 347 jogos, 15 golos e 43 assistências depois, André Almeida passou de um jogador de rotação a capitão e titular absoluto da lateral direita encarnada, e assim o é há já quatro anos, aquando da saída de Nélson Semedo para o FC Barcelona. Uma situação inconcebível para um clube com a dimensão e com as ambições do Benfica, que tem tido como a sua única e viável opção, até ao momento, André Almeida.
Atenção, é importante ter André Almeida no plantel. É importante tê-lo dado a sua polivalência, de uma forma geral até cumpre quando é chamado, e até é útil para ir rodando em alguns jogos, dado que as épocas costumam ter uma grande sobrecarga de partidas. Além disso, tem também um peso considerável no balneário e faz parte do núcleo duro do plantel das “águias”.
No entanto, André Almeida é muito curto para ser titular indiscutível no Benfica, e o facto de o ser só demonstra o tamanho da incompetência que tem pairado na construção dos plantéis encarnados nas últimas épocas.
Todos os laterais direitos que chegaram à Luz nos últimos anos – Ebuehi, Corchia, Douglas, ou Gilberto, por exemplo – não conseguiram tirar o lugar ao português, o que é demonstrativo da incompetência do departamento de scouting dos encarnados, pois André Almeida não é nenhum Cafu, muito pelo contrário.
André Almeida é um lateral lento, muito limitado tecnicamente, que de vez em quando se engana e marca golos dignos de prémio Puskas, e cuja única explicação possível para que continue a ser titular indiscutível, ano após ano, é a existência de uma cláusula, no contrato, onde diz que o português tem RedPass vitalício para a lateral direita das “águias”.


Porém, pode existir uma luz ao fundo do túnel para os benfiquistas, e o RedPass de André Almeida estará a expirar muito em breve. Em declarações após a goleada frente ao FC Famalicão, Jorge Jesus, após ser questionado sobre a inclusão de Diogo Gonçalves na equipa, deu a entender que o extremo alentejano poderá, muito em breve, afirmar-se nos encarnados como o próximo grande lateral direito “made in Seixal”.
O que não é de estranhar, dado que Gonçalves é muito veloz, hábil tecnicamente, tem golo, sendo apenas necessário calibrar a sua capacidade defensiva, podendo, inclusive, tornar-se numa adaptação de topo tal como aconteceu com Maxi Pereira ou Fábio Coentrão."

Diminuir para alguns, e subir para outros!!!


"Algumas notas decorrentes do jogo do Calor da Noite de ontem:
“Contra tudo e contra todos”, “Somos o alvo a abater, dentro e fora do campo”, estas declarações foram cagadas da boca de Sérgio Coação. Todos os anos, todas as semana, saem declarações neste sentido por parte da escumalha do Calor da Noite.
Vamos aos factos:
- A equipa do calor da Noite é profissional em procurar faltas e passar a vida a simular. Octávio é o rosto máximo deste modus operandi, se bem que Marega esteja a um nível elevadíssimo neste aspecto e mais jornada menos jornada estará em condições de destronar o seu colega de equipa.
- Últimos 6 jogos contra o Braga, 6 penaltis. - O banco do Calor da Noite deve ter uma mola no cu de cada jogador ou dirigente que lá se senta pois passam os 90 minutos aos saltos, sendo o principal veículo em criar confusão, legitimar simulações, gerar vitimização e soltar insultos.
- A sério que ainda ninguém comentou/analisou os jogos do Raul Silva contra o Calor da Noite e contra Benfica? Nunca ninguém pegou nisto? Com Vitor Pintos, Rodolfos, Amarais e Queiroz fica difícil, já sabemos. A CMTV está pior que o Porto Canal e o Benfica a comer sono.
- https://www.dn.pt/desportos/sergio-conceicao-temos-de-ter-mais-penaltis-a-favor-12338713.html
Daí para cá, 7 penalties em 8 jornadas.
- O Calor da Noite contratou Taremi, um verdadeiro profissional em cavar penaltis, como se vê pela estatística. Verdade seja dita que o de ontem é mesmo penalti mas não deixa de ser assustador o potencial que um jogador destes tem num clube com a protecção da arbitragem em Portugal.
- Tudo isto enquanto Fontela Gomes dá entrevistas a dizer que os penaltis vão diminuir. Só se se esqueceu de acrescentar à declaração “Os penaltis vão diminuir, excepto para o Calor da Noite”.
Vale mesmo a pena competir em Portugal com esta teia montada pelo Calor da Noite em todas as Instituições do Futebol Português e Comunicação Social?"

Nada de novo...


"Dois penaltis, um deles, no mínimo, duvidoso, um golo precedido de falta, um golo anulado por 8 cm (!) e o jogo habitual.
Pressão e coação sobre tudo e todos, num futebol em que tudo é permitido, com apenas um amarelo em 17 faltas, enquanto os adversários são penalizados e condicionados em todos os momentos.

Na falta de talento, a lei da força e do vale tudo vai dando para as encomendas.
Nova época, velhos hábitos.
O SL Benfica pode investir 80, 100 ou 200M. Para ser campeão em Portugal terá de ser sempre perto de perfeito."

sábado, 19 de setembro de 2020

Meia-dúzia...

Casa Pia 0 - 6 Benfica


Mais uma excelente exibição, com grandes golos pelo meio e com o Gonçalo a demonstrar que está pronto para a equipa principal..!!!

É verdade que com esta pré-época atípica, existem equipas atrasadas na preparação, ainda sem ritmo, e outras com dificuldades em construir plantéis competitivos, e portanto creio que esta época haverá bastantes goleadas, mas isso não impede de verificar que esta equipa B, está de facto a dar excelentes indicadores! E não foi só o Gonçalo, o Vukotic e o Ganchas por exemplo, estiveram muito bem nestes primeiros dois jogos...

Vitória fácil...

Boavista 25 - 36 Benfica
(9-17)

Jornada 'trocada', jogada na Luz!
Não é fácil avaliar nestas partidas mais fáceis verificar a evolução da equipa, ainda por cima sem o Djordjic, o Kukic e o Matic, mas mesmo assim, parece-me que estamos a 'melhorar'!!!

Estamos com um caso positivo de Covid-19, e mais dois atletas de prevenção de fora, na secção...

PS: Parabéns às meninas do Voleibol, que hoje venceram o Sp. Espinho por 3-1, conseguindo a assim, a promoção à divisão maior do Voleibol feminino nacional...

Luka para Darwin para Luka – Para lá da velocidade


"O quinto golo do Benfica em Famalicão impressionou pela demonstração de potência e velocidade da dupla de Avançados do Benfica. Porém, é sempre necessário que a eficiência no gesto e a inteligência na movimentação esteja presente, porque um jogador rápido pode tornar o jogo lento, e um jogador lento pode tornar um jogador rápido. Mas quando um rápido consegue ter o jogo rápido, então percebe-se que se está na presença de alguém especial. Assim é Luka.
A velocidade, sim. Mas sem saber receber a bola, e sem o timing para sair para procurar entrar nas costas, o “timing” para a velocidade aparecer desvanecer-se-ia."

Benfica After 90 - Famalicão...

Fever Pitch - João e Patrick... França!

Eu sei o que fizeste na Grécia – Crónica de um Benfica à Benfica


"Sejamos honestos. Quantos de vós não se interrogaram vezes sem conta como foi possível deixar Luka de fora na final de Salónica?
Famalicão recebeu um Benfica arrasador – Em criação, na pressão recuperando cada bola, no controlo e domínio.
O alemão rubricou uma exibição de elevado quilate e demonstrou todo o potencial que tem para ser uma das grandes figuras da Liga – Talvez só Cebolinha o possa acompanhar na equipa encarnada, não ignorando que Darwin poderá também ser um elemento de enorme notoriedade pelos golos que provavelmente somará – mas longe do requinte e definição da dupla das zonas de criação.
Não há nada tão importante quanto a eficiência nas acções técnicas correspondendo à boa tomada de decisão – Luka tem a destreza e velocidade de execução para jogar em espaços curtos, e quando o campo se abre é tremendo na forma como conduz em direcção à baliza. Dinamitou em conjunto com Everton por completo toda a organização famalicense. Se descobrem espaços e são um perigo quer a criar quer a finalizar, quando os ataques rápidos se iniciam nas suas botas, todo o campo se abre e o poderio ofensivo do Benfica é incrível.
O trio ofensivo tem velocidade de passada e de execução tremenda, mas é a destreza técnica e motora de Everton e Luka que mais impressiona. A agressividade de Darwin provará ser importante no futuro. 
E agressividade é algo que não pode ser deixado de fora da equação:
Com uma frente de ataque sem elementos que são facilmente ultrapassados pelos adversários directos, o Benfica pôde finalmente pressionar sem ver o caminho para a sua baliza destapado. E o vendaval ofensivo começou precisamente onde tem de começar sempre – Na capacidade defensiva dos elementos da frente, que resgataram a bola ou obrigaram a um jogo sem critério do adversário.

Darwin, Luka e Everton imponentes na primeira fase defensiva – Não foi possível jogar contra este Benfica agressivo!

Gabriel poderia ser um adição importante de qualidade no meio campo do Benfica, mas teria de deixar de ser Gabriel. Isto é, o jogo com bola teria de ser todo formatado para parar de arriscar as bolas longas e a progressão em posse. O que acrescenta em recuperação – e isso poderá levá-lo à equipa em detrimento do alemão, perde por completo no jogo ofensivo. É que fazer simples é melhor que fazer errado.
A acompanhar a tremenda exibição de Luka e Everton – Taarabt. O marroquino num relvado de dimensão mais reduzida que o Toumba chegou mais cedo em cada situação defensiva, não comprometeu a equipa, foi esforçado e eficaz. E com bola, voltou a demonstrar porque é tão diferente dos demais – A quantidade de bolas com qualidade que coloca nas zonas de criação encontra pouco paralelo com qualquer outro jogador na Liga nacional ."

FC Famalicão 1-5 SL Benfica: Só agora?


"A Crónica: Águias entram a golear
Depois da hecatombe grega, ansiava-se redenção benfiquista em Famalicão e assim houve. João Pedro Sousa tinha prometido uma equipa capaz frente ao novo Benfica, mas Jorge Jesus respondeu de forma pragmática colocando o melhor ataque em campo – Everton, Waldschmidt e Rafa endiabraram-se no apoio a Darwin e a equipa produziu o melhor futebol visto até agora. A primeira grande exibição encarnada surgiu da criatividade de um trio que, apoiados pela dupla Gabriel e Taarabt, forçaram a ingénua defensiva famalicense a erros múltiplos e provocaram variadíssimas vezes Zlobin, que não teve mãos a medir com tantas oportunidades a surgir á sua frente e que ao intervalo já levavas três nas suas redes.
Foi um Benfica em alta rotação aquele que surgiu no relvado de Famalicão, dominando o jogo a bel prazer desde o seu inicio. Vestidos de preto, houve luto á displicência de 3ª feira, enterrou-se a vergonhosa derrota no passado e construiu-se novas perspectivas de um futuro risonho, ainda que sem o principal objectivo da época. Rúben Dias e Verthongen trataram bem de Toni Martinez – vai cumprindo minutos enquanto espera pelos dinheiros vindos do Porto… – Almeida não teve problemas com Valenzuela e Jordão, interior que para aquele lado descaiu muitas vezes, e Grimaldo nem sequer ouviu falar de Lameiras, tal foi a disponibilidade ofensiva do espanhol e o espaço que teve para explorar a ala.
Jesus optou por Weigl e Pizzi no banco, talvez mensagem para o balneário de que não há lugares marcados, a mesma que Bruno Lage teve em tempos, sendo agora aceite de bom grado por jogadores sedentos de provar capacidades e ganhar lugar. Não se ressentiram das ausências os outros habituais titulares, o nível elevou-se mais do que é costume e a primeira parte foi de sentido único, com a primeira grande oportunidade a surgir aos oito minutos por intermédio do alemão Luca Waldschmidt: provocou transição rápida, recebeu de Everton e desbravou caminho, auxiliado pela desmarcação inteligente de Darwin, terminando com remate á rede lateral. Como primeiro grande aviso, percebeu-se logo ali as deficiências táticas do esquema de João Pedro Sousa e o Benfica, qual predador, focou-se nessa fraqueza.
O espaço provocado pela postura atrevida da equipa da casa foi aproveitada ao máximo pelos criativos encarnados, que esperavam pela iniciativa para dar o golpe aquando da recuperação. Usando e abusando da velocidade dos intérpretes, o Benfica chegou naturalmente á vantagem numa finalização cheia de classe de Waldschmidt, corria o minuto 18’. Demorou dois minutos a chegar o segundo, quando André Almeida preenche a ala direita e cruza atrasado, á espera do remate em arco de Everton – sem hipóteses. Moral em alta, a confirmação que o episódio na Grécia foi acidente de percurso e que existe poder de tiro na Luz, como também ficou demonstrado no 3-0, autoria de Grimaldo, em livre directo irrepreensivelmente batido por cima da barreira.
A segunda parte entrou com um Famalicão mais consciente dos seus próprios erros, que parecia tentar minimizar estragos. Porém, Rafa aproveita assistência de Everton aos 51’ para colocar o marcador em 4-0, após insistência dentro da grande área. Se a ideia dos famalicenses era limpar a imagem duma primeira parte inacreditável, começavam mal e pior ficariam aos 65’, quando Waldschmidt começa e acaba grande triangulação com Darwin Nuñez, dando assim inicio á descompressão benfiquista – até ao final foi controlo a toda a linha, num domínio que se tornou avassalador em certos momentos mas que não se traduziu no alargar da vantagem. Nem os gritos de Jorge Jesus nos últimos cinco minutos – “Bora lá fazer mais golos!” – colocaram em causa o relax encarnado, que foi brincando ao bom futebol e aproveitando para tirar o máximo de prazer do jogo, com tabelinhas, fintas e toques de classe como ingredientes duma exibição com elevada nota artística frente ao FC Famalicão.

A Figura
Éverton Cebolinha – Waldschmidt teve estreia de sonho, fez dois golos e assinalou exibição de encher o olho, mas o brasileiro é jogador de outros andamentos, não sendo descabido considerar que cada minuto cumprido na Liga Portuguesa seja um… desperdício – exige outro nível, outros adversários, outros companheiros. Qualidade técnica dos predestinados, visão, velocidade de ponta e inteligência muito acima da média entregam-lhe a qualidade diferenciada que justificam outros voos. 

O Fora de Jogo
Rafa Silva – Marcou pelo segundo jogo consecutivo, mostrou bons pormenores, mas no cômputo geral continua sem demonstrar o rendimento que teve noutras fases mais fulgurantes do ponto de vista físico. É notório que ainda não se encontra ao seu melhor nível e passa por aí a menção ao seu nome. Desconcentrado em vários momentos, ainda não é o melhor Rafa de 2018-19 – e, quando aí chegar, será definitivamente dono do lugar á direita do ataque.

Análise Táctica - Famalicão
Quanto ao FC Famalicão, João Pedro Sousa entrou como habitualmente, no seu 4-2-3-1 que a defender se transforma muitas vezes em 4-4-2, com Guga a fazer de terceiro médio a acompanhar Tony Martinez na pressão aos centrais encarnados. Valenzuela cumpriu o lado esquerdo e Lameiras á direita, com Gustavo Assunção a ditar ordens no centro acompanhado por Bruno Jordão. Aquando da recuperação de bola, o alvo era Tony Martinez, segurando o esférico e variando o flanco rapidamente, aproveitando a velocidade e capacidade técnica dos alas.

XI Inicial
Zlobin (2)
Jorge Pereira (1)
Riccieli (3)
Babic (2)
Verdonk (1)
Lameiras (3)
Assunção (3)
Jordão (2)
Valenzuela (2)
Guga (3)
Toni Martínez (2)
Subs Utilizados
Ibrahim (2)
Patrick William (2)
Del Campo (1)
Matheus Clemente (-)
Walterson (-)

Análise Táctica - SL Benfica
Jesus á sua imagem, com Gabriel a assumir as tarefas mais defensivas do meio-campo e Waldschmidt a fazer o papel de 9,5. Grande preponderância nas alas – Almeida e Grimaldo muito solicitados, sem grande oposição já que Jorge Pereira e Verdonk assinaram exibições muito cinzentas, justificando substituição ao intervalo. Everton conduzia a maioria das transições, com Darwin muito disponível na procura da profundidade e nos apoios frontais.

XI Inicial
Vlachodimos (5)
André Almeida (6)
Rúben Dias (6)
Verthongen (6)
Grimaldo (7)
Gabriel (7)
Taarabt (8)
Rafa (7)
Waldschmidt (8)
Everton (8)
Darwin (6)
Subs Utilizados
Pizzi (5)
Carlos Vinicius (5)
Nuno Tavares (6)
Weigl (-)
Diogo Gonçalves (-)"

Cadomblé do Vata (Fama...)


"1. Vamos lá começar por falar da pergunta que todos fazemos há 1 mês... Lucaschmidt... é assim que JJ trata o nosso Bomber Germânico.
2. O investimento foi alto, as expectativas são elevadas, mas temos que ter calma com a exigência... da minha parte, sou comedido e só peço mais 33 resultados destes no campeonato.
3. Apreciem bem o futebol de Everton no SL Benfica este ano... vai ser o único dele por cá.
4. Um golo de livre directo do Grimaldo é uma daquelas coisas que acontece uma vez por época... é pena termos desperdiçado este trunfo logo na primeira jornada.
5. Olho para a camisola amarela e lilás do Odysseas e depois vejo este equipamento todo preto e penso... será que ninguém reparou como isto ficava brutal na nossa baliza?"

Rescaldo...

Vermelhão: Goleada...

Famalicão 1 - 5 Benfica


Se na terça-feira na Grécia nem tudo foi 'mau' (na exibição), hoje apesar dos golos, também não devemos retirar muitas ilações, porque as variáveis da partida foram bastante diferentes: hoje, foi o Benfica que estava a vantagem por estar mais 'rodado'; hoje, o Fama como é habitual, não jogou de bloco baixo (como fez o PAOK), tentando sempre sair a jogar, com bola no pé, e com bastantes jogadores, permitindo ao Benfica, nos momentos de recuperação de bola, saídas rápidas, com espaços...

E sim, as alterações no onze também ajudaram: o Luca e o Darwin, deram outro capacidade ofensiva, tanto em velocidade, como em força e mesmo da capacidade de guardar a bola no pé, em progressão! A entrada do Gabriel também deu outro velocidade nas variações de flanco... além de ter 'poupado' ao Adel muitos quilómetros 'para trás', pois o marroquino assim não é obrigado a 'pegar' na bola, em todas as nossas saídas de bola...

Quando as 'coisas' correm bem, até parece que todos os jogadores jogam bem... O cansaço e respectiva substituição do Grimaldo é totalmente normal, num jogador que praticamente não fez a pré-época! A 'despromoção' do Vinícius para 3.º avançado, só se compreende, pela mais que provável 'venda'!!!

A nossa qualidade ofensiva melhorou bastante esta época. Para quem tinha dúvidas, hoje o Everton e o Luca provaram que são grandes contratações... e o Darwin, apesar do golo não ter aparecido, demonstrou que vai encaixar com uma luva na equipa... Com mais rotinas, entre todos estes jogadores, vamos melhorar bastante...

Defensivamente, tivemos bastantes dificuldades em parar a saída de bola controlada pelo Famalicão. A equipa tem um défice físico em várias posições, é muito importante não perdermos duelos defensivos, no meio-campo e nas laterais, pois isso expõem em demasia a nossa defesa: estilo passa a bola, não pode passar o jogador!!!
A quantidade de passes 'fáceis' errados, também parece persistir... hoje, nos primeiros minutos, irritaram!!!

Creio que o 'barulho' vai acalmar nos próximos tempos, e o Jesus vai ter tempo para fazer evoluir a equipa! A próxima paragem para as Selecções, vem numa altura inoportuna, pois vamos perder novamente muitos jogadores...

PS: Em relação ao que se passa fora das quatro linhas, só uma coincidência: não me recordo do grupo Impresa tão interessado nas eleições do Benfica, desde do ano, em que 'conseguiram' eleger o Vale e Azevedo!!! E curiosamente, também havia um Rangel pelo meio!!!

Grave foi perder o campeonato


 "Vencer é, neste momento, o único ponto na agenda do Benfica. Por isso temos de começar hoje, em Famalicão, a ganhar o campeonato

A derrota na Grécia foi péssima e deixa marcas. Fazer conta que não há consequências é próprio de irresponsáveis nos quais não me incluo. Haverá consequências anímicas, que a equipa saberá rapidamente resolver, e outras financeiras que irão notar-se em Junho do próximo ano, caso não haja capacidade para atenuar esta perda.
Esta derrota é má e não é péssima porque houve sete exercícios de gestão positivos de forma consecutiva. Os adeptos têm que perceber que fazer as coisas bem, atenua-se as consequências de quando algo corre mal.
A Liga Europa não é a Liga dos Campeões e não é o palco que o Benfica deseja, mas é onde agora tentaremos minimizar os danos.
Mas sejamos justos, mais grave que perder este jogo nestas condições, foi perder o último campeonato que aqui nos trouxe a este jogo e por isso temos hoje que começar a ganhar o campeonato que logo começa em Famalicão. Ao contrário de um jornal que fazia manchete com o Benfica «precisa de vender» eu defendo que o Benfica «precisa de vencer». Podemos rentabilizar da melhor forma, aqueles que por agora não são determinantes para vencer. Mas vencer é neste momento o único ponto da agenda do Benfica. Pode o ruidoso anti-Benfica estrebuchar, mas a agenda do clube está com um ponto único na ordem de trabalhos: vencer. São de toda a utilidade os que quiserem ajudar e de toda a inutilidade os que não perceberem o ponto.
Não podemos ser empurrados para uma situação onde se coloca em causa o valor de jogadores agora chegados, nem muitos de inegável qualidade que já tínhamos, o processo qualitativo que Jorge Jesus quer e vai demora sempre algum tempo e temos que ir vencendo enquanto essa qualidade vai crescendo.
Vamos para a Liga Europa e isso é péssimo, mas também só clubes óptimos é que acham essa realidade péssima.
Começa em Famalicão uma caminhada que terá altos e baixos, sucessos e alguns percalços, mas que todos os benfiquistas esperam que termine com a (re)conquista do título. Uma prova de regularidade, de capacidade contínua, onde o talento e experiência de Jorge Jesus será motivo suficiente de ânimo. Eu acredito (mesmo sendo pessimista por temperamento) que este será ano de muitas vitórias e títulos.
Em tempo de pandemia tenho receio de infecção de vírus, mas não tenho medo dos inimigos infecciosos contra os quais já há muito foi descoberta a vacina nos laboratórios da Luz."

Sílvio Cervan, in A Bola

Branco...

E o fair play jornalístico?

"O aforismo sobejamente conhecido, popularizado em inglês, no news is good news (não haver notícias é boa notícia) há muito que caracteriza, na perfeição, a relação entre a comunicação social e os consumidores de notícias. Só é notícia o que está mal. E se nada está, mal, o ciclo noticioso tem de continuar a ser alimentado de alguma forma. A transformação do sector nos últimos 25 anos, nomeadamente a acentuada redução das receitas, agudizou esta tendência. E o tratamento dado ao último relatório e contas apresentado pela  SAD do Benfica é, na melhor das hipóteses, só mais um exemplo paradigmático deste contexto.
Sob qualquer prisma, deve-se reconhecer as magníficas contas apresentadas. Resumidamente: Segundo maior lucro da história, o sétimo consecutivo; Reforço dos capitais próprios muito para lá do capital social. Aumento do activo; Queda do passivo na ordem dos 10%; Endividamento financeiro aquém dos 100 milhões de euros, o mais baixo da década; Dívida líquida a atingir um mínimo histórico; Recorde de receitas (quase 300M€); Rendimentos operacionais, sem atletas, que bateriam o máximo anterior não fosse a pandemia; Etc.
Perante isto, o que foi destacado na comunicação social? O cumprimento, à risca, de uma recomendação da UEFA no âmbito do fair play financeiro. Vou repetir: o cumprimento de uma recomendação! E nem valerá a pena mencionar que, nos restantes indicadores e recomendações, a situação da SAD do Benfica é exemplar. Isto num país que tem um clube intervencionado pela UEFA e outro que, não fossem os perdões da banca, desculpem, a reestruturação da dívida bancária, se calhar já nem existiria. E ambos estão falidos tecnicamente há vários anos, um mero pormenor.
Necessidade ou agenda?"

João Tomaz, in O Benfica