Últimas indefectivações

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Odysseas 2024

Renovação pré-anunciada nos últimos dias, confirmada esta noite!
O Ody entre os postes, está ao nível dos melhores do mundo, sem exagero...; mas nas saídas nos cruzamentos, e principalmente no controlo da profundidade, tem muitos problemas!
Foi público, o Benfica tentou contratar um guarda-redes top Europeu, o próprio Bruno Lage admitiu que o Benfica estava à procura de um goleiro para ser alternativa ao Ody... Aparentemente isso não vai acontecer! O Ody na pré-época respondeu às notícias, com boas exibições, mas sem 'rectificar' os problemas identificados...
Com o Ody no plantel, 'competindo' com o Zlobin e o Svilar, era óbvio, que teria de haver uma renovação!

O perigo aperta nos últimos dias

"Excepção feita aos ingleses, que decidiram, e bem, a meu ver, fechar as entradas de jogadores antes da realização da jornada inaugural da Premier League, os restantes mercados aguardam com expectativa pelo lavar dos cestos, para fazerem os derradeiros e quiça decisivos movimentos. O que acontecer com Pogba, Eriksen, Dybala, Rodrigo, Icardi e, acima de todos, Neymar, poderá gerar um tsunami que chegue à Liga portuguesa, onde Bruno Fernandes e Marega continuam de olhos postos nos terminais das partidas dos aeroportos Humberto Delgado e Sá Carneiro.
E, por mais que o dinheiro que possa entrar no Dragão e em Alvalade de muito jeito, perder estes jogadores, nesta altura da época, seria, do ponto de vista desportivo, muito complicado.
As contas são fáceis de fazer, em qualquer dos casos. Se o Valência, que tem Rodrigo apalavrado com o Atlético de Madrid por 70 milhões, bater os 40 da cláusula do maliano, o FC Porto nada poderá fazer; o mesmo acontece com o capitão do Sporting, que tem a promessa presidencial de que os leões não lhe cortam as pernas, assim alguém - e neste caso fala-se do Real Madrid, que pode ter de responder à eventual idade de Neymar ir para Barcelona - acene com 70 milhões. Se tal suceder, o melhor que o Sporting pode dizer é gracias, adiós y buena suerte.
É para evitar estes apertos de última hora, que penalizam essencialmente os clubes que não competem nos big five, que deveria ser alargado a todo o espaço UEFA o modelo inglês, o único verdadeiramente respeitador da integridade da competição. Não é por acaso que a Premier League é o melhor campeonato do mundo..."

José Manuel Delgado, in A Bola

Totalmente branqueado...

"De um lado, um jogador completamente perdido da cabeça a distribuir pau por todos os lados, vá-se lá saber porquê.
Do outro, um árbitro que nestas 5 situações marcou falta em...uma! Uma! Amarelos? Vermelhos? Nah, siga que aqui o Jorge Super Dragão Sousa está cá por algum motivo! Nem faltas marcou quanto mais cartões! Lembrar que este Super Dragão Sousa foi o mesmo que expulsou este ano Gabriel no Estádio do Calor da Noite por uns empurrões entre meia dúzia de jogadores...


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Não é melão nem mau perder. Melão por ganhar quase tudo em Portugal nas últimas 6 épocas? lol...Esse rabinho azul é que ainda está muito em ferida de uns anedóticos 2 troféus ganhos nos últimos seis anos em 23 troféus possíveis, daí as reacções desmedidas e exacerbadas pela vitória num jogo. Nós gostamos é de vos ver assim...isso é um óptimo sinal! Agora é mau perder denunciar tudo o que de estranho se passou no Sábado? É como nos anos 90: droga, fruta, quinhentinhos mas não se podia falar nada porque era...mau perder. E eis que passados uns anos o mau perder tinha um nome: Apito Dourado!
Vergonhoso o branqueamento que se tem dado a tudo isto desde Sábado!
(...)"

Auslosung Champions League

"Heute wurden in Monaco die Gruppen der Champions League ausgelost. Benfica war in den letzten zehn Jahren neben Real Madrid, dem FC Barcelona und Bayern München als einziger Verein immer in der Gruppenphase der Königsklasse dabei. In dieser Saison bekommen es die Adler in Gruppe G mit Zenit St. Petersburg, Olympique Lyon und RB Leipzig zu tun.
Auf den ersten Blick eine wenig attraktive Auslosung, fehlt doch ein Gegner mit ganz großem Namen. Gerade das macht die Sache jedoch unangenehm. Auf Benfica wartet die wohl ausgeglichenste Gruppe der Champions League, in der jeder jeden schlagen kann.
Auf Zenit St. Petersburg trifft Benfica in der Champions League bereits zum vierten Mal in den letzten neun Jahren. Die Bilanz ist mit drei Siegen und drei Niederlagen völlig ausgeglichen. Zuletzt konnten die Adler den amtierenden russischen Meister im Achtelfinale 2015/16 zweimal besiegen. 
Olympique Lyon ist mit zwei Siegen und einer Niederlage in die Liga gestartet. Gegen den Meisterschaftsdritten aus Frankreich spielte Benfica in der Königsklasse erst einmal. In der Gruppenphase 2010/11 gewannen die Adler in Lissabon mit 4:3, verloren aber 2:0 in Lyon. Im Tor der Lyonnais steht der portugiesische Nationalspieler Anthony Lopes.
Noch kein Pflichtspiel hat Benfica gegen RB Leipzig bestritten. Obwohl nur im Topf 4 der Auslosung, ist der Meisterschaftsdritte der Bundesliga bei seiner zweiten Teilnahme an der Champions League sicher nicht ohne Chancen auf den Gruppensieg.
Welche sportliche Rolle der portugiesische Rekordmeister in dieser ausgeglichenen Gruppe spielen kann, bleibt abzuwarten. Die Leistungen der letzten Jahre auf internationalem Parkett geben nur wenig Grund zur Hoffnung. Wirtschaftlich ist die Teilnahme schon jetzt ein Erfolg, allein für die Teilnahme an der Gruppenphase kassiert Benfica 44 Millionen Euro.
Nach einem Interview, das CFO Domingos Soares Oliveira vor einigen Wochen dem portugiesischen Wirtschaftsmagazin Exame gegeben hat, liegt die Vermutung nahe, dass die in diesem Sommer wieder so üppig sprudelnden Einnahmen weiter in die finanzielle Konsolidierung und die Infrastruktur investiert werden, und nicht in den Profikader. Eine Strategie, die den Fans wehtut, sehnen die sich doch nach einem neuerlichen Erfolg in einem europäischen Wettbewerb, dem Benfica seit 1962 vergeblich hinterher läuft.
Nüchtern betrachtet trägt diese Strategie jedoch Früchte. Der Verein scheint mittlerweile wieder eine stabile wirtschaftliche Basis zu haben. Notverkäufe in der Winterpause, die in der Vergangenheit fast an der Tagesordnung waren, hat es zuletzt nicht mehr gegeben. Immer mehr Nachwuchstalente aus der Akademie in Seixal drängen in den Profikader und werden - wenn überhaupt - zu exorbitanten Summen abgegeben.
Angesichts der wirtschaftlichen Schieflage beim FC Porto und natürlich auch bei Sporting Lissabon, wurden im Estádio da Luz in den letzten Jahren viele richtige Entscheidungen getroffen. Auf einen Europapokal werden die Benfiquistas jedoch höchst wahrscheinlich noch eine Weile warten müssen."

O Brinco do Baptista #13

Dia de Sorteio

"Será mais logo, às 17 horas, que terá início o sorteio da fase de grupos da Liga dos Campeões, no qual, infelizmente, o Benfica é o único representante português.
Será a décima presença consecutiva nesta fase da prova, um feito apenas conseguido por Benfica, Barcelona, Bayern Munique e Real Madrid, o que demonstra inequivocamente a consistência do trabalho realizado.
O objectivo da nossa equipa já foi definido e assumido publicamente no início da temporada pelo nosso técnico Bruno Lage: “Temos a noção de que necessitamos de fazer uma boa campanha para passarmos à fase seguinte, esse tem de ser o nosso grande objectivo. Essa é a história do Benfica”.
O nosso historial na prova é assinalável. Às duas Taças dos Clubes Campeões Europeus conquistadas, junta-se a presença em mais cinco finais. E, desde que a competição foi denominada Liga dos Campeões, o Benfica faz parte de um grupo restrito constituído por 16 clubes que já garantiram o direito a participar na fase de grupos pelo menos 15 vezes.
É de realçar que, nas últimas oito épocas, o Benfica disputou duas finais da Liga Europa e chegou duas vezes aos quartos de final e uma vez aos oitavos de final da Liga dos Campeões.
Nesta temporada, a presença no pote 2 do sorteio da fase de grupos da Liga dos Campeões significa que a nossa equipa não defrontará Ajax, Atlético Madrid, Borússia Dortmund, Nápoles, Real Madrid, Shakhtar e Tottenham.
No pote 1 encontram-se alguns velhos conhecidos que o Benfica já defrontou em fases adiantadas das competições europeias. Desde logo o Barcelona, o adversário na final da nossa primeira Taça dos Clubes Campeões Europeus conquistada. Também o Chelsea, que defrontámos na final da Liga Europa em 2013. O Bayern e o Liverpool, com os quais já disputámos dez partidas nas competições europeias (só superados por Manchester United, com onze). Sobram Juventus, nosso oponente nas meias-finais da Liga Europa que resultou no nosso apuramento para a final em 2014, PSG, Zenit e Manchester City, que conta com as pérolas do Seixal Bernardo Silva, Ederson e João Cancelo.
Nos restantes potes há, entre as 16 equipas, dez que já defrontaram o Benfica anteriormente nas competições da UEFA. Nomeadamente o Inter por três vezes, incluindo a final da Taça dos Clubes Campeões Europeus em 1965. Olympiacos, com 7, Leverkusen, 6, D. Zagreb e Galatasaray, com 5, são os clubes que mais vezes se encontraram com o Benfica. Estrela Vermelha, Leipzig, Lille, Lokomotiv Moscovo e Lyon disputaram cada duas partidas com o nosso clube.
Sobram seis que, se o sorteio assim o ditar, terão a honra de visitar o nosso Estádio pela primeira vez em competições oficiais e poderão, assim, sentir o forte apoio habitualmente dedicado à nossa equipa pelos nossos adeptos: Atalanta; Brugge; Genk; Salzburgo; Slavia Praga; Valência.
Terminamos desejando boa sorte ao Sporting de Braga e ao Vitória de Guimarães que, hoje ao final da tarde, acreditamos que ultrapassarão, respectivamente, Spartak Moscovo e Steaua Bucareste. O sucesso destas equipas será o sucesso do futebol português."

Lanças... em frente

Benfiquismo (MCCLXXVI)

Ambiente de Champions...

Contas... Dúvidas... Números!

Champions 2019/20

Amanhã (hoje) temos Sorteio da Liga dos Campeões. Com os últimos jogos do play-off a serem jogados hoje. Finalmente temos os Potes definidos.
Com o 'azar' que normalmente persegue o Benfica nestas ocasiões, não tenho grandes ilusões!
Existem várias 'armadilhas' no Pote 3: Lyon, Inter, Bayer, Valência... Recordo que existem 'condicionalismos' no Sorteio. Como único Clube português não temos equipas 'proibidas', mas o facto dos 'outros' não poderem enfrentar equipas no mesmo país, as probabilidades de encontrarmos determinadas equipas não é igual para todos! As equipas dos países com 1 clube dos Potes 3 e 4 têm mais probabilidades de 'cair' nos grupos das equipas do Inglaterra, Espanha...!!!

Desportivamente, não tenho dúvidas que um grupo com o Zenit, Dinamo e o Genk seria 'agradável', mas também será interessante 'encher' a Luz, com adversários de 'nome'!!! 

Pote 1
Liverpool
Chelsea
Barcelona
Manchester City
Juventus
Bayern Munique
Paris Saint-Germain
Zenit

Pote 2
Real Madrid
Atlético Madrid
Borússia Dortmund
Nápoles
Shakhtar
Tottenham
Ajax
Benfica

Pote 3
Lyon
Bayer Leverkusen
Salzburgo
Olympiacos
Club Brugge
Valência
Inter de Milão
Dínamo Zagreb

Pote 4
Lokomotiv Moscovo
Genk
Galatasaray
RB Leipzig
Slávia Praga
Estrela Vermelha
Atalanta
Lille

Montanha russa com Luz à portuguesa

"Bruno Lage continua a ser o homem certo para o Benfica. À medida das plenas exigências e da grandeza do clube

1. Do Alentejo à Luz, para ver o clássico. Uma Luz cheia, mas, para mim, uma Luz relativamente triste, não me perguntem porquê, porque não sei responder objectivamente. Em parte, talvez porque tenha sido obrigado a mudar de lugar e de posição face ao rectângulo de jogo. Não porque a nova posição não seja boa em termos de visão do que se passa no relvado, direi mesmo que é melhor do que aquela que vinha tendo há mais de uma década. Até ao jogo da época finda em que nos sagrámos campeões, era um grupo de amigos e sócios benfiquistas de longa data e alma cheia, num camarote durante mais de uma década, agora despejado para ceder lugar a uma qualquer entidade que tem, evidentemente, retorno bem maior para o clube. Teria curiosidade em saber quem terá ocupado os nossos ex-lugares. Benfiquistas? Portistas? Convidados circunstanciais do novo usufrutuário corporate do camarote? Ou até indivíduos sem clube que vão a um jogo como se fossem a uma outra coisa qualquer? Enfim, o primado do sócio secundarizado e a primazia do retorno financeiro impositivamente à frente. Manda-se às malvas o contributo de décadas e décadas de sócios que pagaram as suas quotas, ingressos, custos de lugares cativos, e que vibram sem limites pelo seu amado clube como se, num ápice, tudo isso pouco contasse. No meu clube, o dinheiro é decisivo, mas não é tudo. Lembro aqui o que o seu Presidente tem dito repetida e peremptoriamente: «a vossa presença (dos sócios) é exactamente aquilo que somos: um clube que é dos seus sócios. Um clube que se mantém fiel às suas origens e à vontade dos seus fundadores. E essa realidade nunca mudará, pelo menos enquanto eu for presidente do Sport Lisboa e Benfica. Não há segredos ou fórmulas mágicas, sem os sócios e o vosso entusiasmo e apoio, não teríamos chegado aqui. É isso que celebramos, a vontade, a determinação, a liderança, e a fidelidade dos sócios a um projecto que cada ano se renova» (27.02.2016)
Verdade seja dita que agora escrevo não contraria, antes pelo contrário, todas as diligências e atenção que os responsáveis da área dos sócios e de marketing fizeram para minorar os efeitos da transumância a que fomos impedidos. A nós e, estou certo, a outros sócios que foram sujeitos à mesma decisão.

2. Fiz esta introdução, quase sentimental, para referir que a estreia no novo lugar (no qual o som mais autista...), não poderia ter corrido pior. O Benfica perdeu, sem apelo nem agravo. Incompreensivelmente, o capital de confiança encarnada virou inquietação e o adversário que arriscava muito mais neste clássico jogou com uma tranquilidade quase imperial. Resultado justo, sem sombra de dúvidas.
Neste início de época temos assistido a um período de sobressaltos, em jeito de montanha russa, ou a que chamaria a escala de Richter futebolística. Um Benfica, até aqui dominador, sucembe estrondosamente à terceira jornada. Um Porto desastroso em Barcelos e no seu Estádio face a um modesto adversário russo (entretanto goleado pelo Olympiakos por 4-0!), derrotou claramente a águia até então imperial. O Sporting depois de goleado pelo Benfica na Supertaça e ter cedido um empate no Funchal é o agora primeiro classificado. Como é implacável a natureza, bela ou trágica, do ajustamento das placas tectónicas futebolísticas, para as quais não há ciência ou arte de previsão seguras.
Tudo isto sempre polvilhado pela inevitável hiperbolização associativa, mediática e do comentarismo encartado. Só em 3 semanas deste mês de Agosto, já ouvi e li tudo. No sentido ascensional e no declive negativo. Glorifica-se o momento, transforma-se indutivamente um qualquer instante em regra absoluta, para logo de seguida o que era tão seguro passar a evanescente e passageiro. Ou, ao contrário, reduzir a esperança a pó, criticar tudo e todos, para, num ápice, se atingir o ponto alto da exaltação. Com um jogo (ou até com uma só jogada ou golo), o bestial passa a besta ou esta remonta a bestial. Ou proclamando-se antes, um plantel vasto e com alternativas, a seguir se sentenciar um plantel curto e limitado. Talvez pela idade, vou relativizando tudo isto e nem entro em euforias desmedidas, nem me enfio em depressões inconsequentes. Tudo o que seja -ninguém nos parará», na sua versão maximalista, ou «não temos equipa», numa das versões pós-traumática, não me entra no espírito. Nem o Benfica estava assim tão bom, nem agora está assim tão meu... Perdemos - é certo - 3 pontos (com muito probabilidade de serem 3 pontos e meio, pois a vantagem do FCP no confronto entre as duas equipa é agora mais difícil de superar) que, na verdade, para o nosso directo rival são em módulo de soma 6 pontos (os 3 que perdemos e os 3 que o Porto ganhou). Mas continuo a pensar que este foi apenas um dia mau numa prova longa e que terá surpresas sempre ao virar da esquina.

3. O Benfica tem pontos muito bons, mas, atenção, há vertentes que urge consolidar ou acautelar. Uma das quais ficou evidente neste jogo: um plantel tecnicamente muito bem apetrechado, mas bastante vulnerável no confronto estritamente físico. em gíria popular, faltam-nos matulões que imponham respeito e que completem o fascínio técnico dos artistas. O que vi lá em baixo, no relvado, em partes significativas do jogo, foi o domínio dos matulões do FCP a ganhar sempre as bolas e a superiorizar-se nas alturas. Por outras palavras, uma esquadra completa precisa tanto dos violinistas preciosos, como de músicos de instrumentos de sopro e de percussão. Será caso para, talvez, o Benfica aproveitar a semana de defeso que falta, para contratar algum bem tocador de trombone ou de tambor, ou, em versão de voz, menos tenor e mais barítono.
Já quanto ao seu maestro Bruno Lage, o Benfica está muito bem servido. Como treinador, como condutor de pessoas, como pessoa. E, neste momento do primeiro desaire, é preciso ter bem presente o notável desempenho no campeonato desde que é treinador do clube (95% de vitórias e total sucesso nos 11 jogos fora de casa). Sabemos que cometeu erros neste jogo, sem dúvida. Mas a sua conferência de imprensa depois do jogo foi o contraponto à palidez da exibição no campo: iluminada, sensível, elegante, corajosa, responsável. Confesso que o ouvi na radio, quando, sozinho e desconsolado, regressava ao Alto Alentejo, mas ao escutá-lo senti-me melhor e a viagem foi menos custosa. Por vezes, quando eu falava da personalidade de Bruno Lage, algumas pessoas me questionavam «e como será quando ele perder?», porque - dizem-me - a elegância e virtuosismo na vitória não é difícil (cá para mim, não é bem assim, há tantos exemplos de mau ganhar...). Eis, nesta derrota difícil de digerir, a resposta do jovem treinador do Benfica. Desportivismo, felicitando o merecido vencedor, não falando de circunstancialismos que não dependem dele, como é vulgar com as arbitragens, jamais entrando em euforias patetas, mas também não se deixando cair em absurdos desânimos depois de uma derrota, explicando com serenidade as opções tomadas e os constrangimentos que a equipa não foi capaz de anular, e não diminuindo publicamente qualquer jogador (a resposta sobre Samaris foi soberba). Por tudo isto (e não só) Bruno Lage continua a ser o homem certo para o Benfica. À medida das plenas exigência e da grandeza do clube.

4. Não foi por causa do árbitro da Associação de Futebol do Porto (a nomeação do costume) que o Benfica perdeu. Mas há dois pontos que num juiz internacional tão elogiado são intrigantes. O primeiro, como foi possível Pepe terminar o jogo isento de cartões (por exemplo, aquela entrada de pé bem levantando sobre Vlachodimos)? Como estando Samaris prostrado no relvado, deixou seguir o jogo em ataque do Porto, por duas vezes e só quando a bola foi interceptada por um jogador do Benfica resolveu interromper a partida. Estava à espera de quê?

Contraluz
- Coerência: O presidente do FCP tem razão quando deplora a Liga não ter tido o cuidado de não marcar um clássico no meio de jogos decisivos de apuramento para a fase de grupos da Champions, que acabou por não acontecer por eliminação precoce do clube. Pena que não se tenha lembrado o ano passado, quando o Benfica recebeu o Sporting precisamente entre os jogos do play-off contra os gregos do PAOK...
- Citação: Nuno Espírito Santo disse depois do Wolves - Man. United que «não sei como vão resolvê-lo, mas o problema é a emoção. Celebras um golo tão bom, com tanta emoção, e depois ficas em silêncio, à espera daquilo... Não tirem isso das pessoas! Porque este é o momento mais importante do futebol». Concordo inteiramente.
- Liderança: A notícia tem sido a da liderança à terceira jornada do Sporting. Em boa verdade, a notícia deveria ser o Famalicão estar também à frente. Mas este só tem direito a uns míseros e envergonhados rodapés ou a quase omissões televisivas, como se não existisse. Há grandes e o resto é... paisagem para entreter!"

Bagão Félix, in A Bola

Chegou, enfim, o tempo de Jota?

"Bruno Lage anda não conseguiu encontrar uma solução eficiente para substituir João Félix. Colocam-se, assim, e muito especialmente depois do descolorido jogo com o FC Porto, dúvidas importantes ao treinador. A saber:
1) Deve ainda insistir, em Braga, na dupla Raul de Tomas/Seferovic?
2) Deve prescindir de Raul de Tomas e, na impossibilidade de contar com Chiquinho, apostar em Jota, como segundo avançado?
3) Pode inovar mais ainda e fazer de Raul de Tomas o ponta de lança e deixar Jota na sua retaguarda, prescindindo, assim, de Seferovic?
Três hipóteses que, certamente, não deixarão de passar pela cabeça de Bruno Lage, sobretudo num momento em que a equipa parece precisar de um abanão para se reacender reagir ao banho frio da última jornada.
Das três hipóteses colocadas, sinceramente, parece-me que a primeira é demasiado conservadora e pouco empolgante para a própria equipa. Seferovic não está num fantástico momento de forma e, especialmente, de autoconfiança; quanto a Raul de Tomas, tarda tanto em conseguir mostrar sinais de melhoria na posição de segundo avançado que, para já, seria um risco desnecessário insistir.
Interessante, até porque mais revolucionária e, também por isso, mais agregadora de expectativas e de inovação, a colocação do espanhol no seu lugar preferido de primeiro avançado, com Jota em apoio. Só que em futebol de alto nível nenhuma teoria é válida, se não for previamente bem treinada. Falta, pois, saber qual a ideia de quem decide. De qualquer forma, pode ter chegado, enfim, o tempo de Jota."

Vítor Serpa, in A Bola

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Basquetebol...

Cadomblé do Vata (Debandada...!!!)

"Está a ser difícil acompanhar a enxurrada de problemas da equipa do Benfica nesta meia semana que sucedeu à primeira derrota "ligueira" de 2019. Efectivamente, estranho que tão grande dose de defeitos só agora tenha sido identificada, tendo em conta a trajectória desastrosa da nossa equipa nos últimos 33 jogos oficiais, onde apenas se somaram 26 vitórias, contra estrondosos 7 insucessos destacando-se também o magro pecúlio de 17 goleadas. Só não atiro já a toalha ao chão, porque desde Janeiro, a história de que "ninguém é campeão nacional trocando de treinador depois de iniciada a época", se tornou num logro fenomenal.
Todo este bizarro percurso veio obviamente acompanhado de uma debandada dos adeptos aos jogos do Benfica, como ficou patente no anúncio de que ainda há bilhetes para a nossa visita a Braga, tendo sido esgotados unicamente os baratinhos de 31,00€, adquiridos certamente por adeptos que nunca desistem ou pelo Benfica para distribuir por convidados. Fica portanto o pedido: ainda há bilhetes para o SC Braga - SL Benfica. Vamos lá pessoal, apoiar o Benfica caramba. Nos bons e nos maus momentos. Contra tudo e contra todos. São só 93,00€... repito, 93,00€... por extenso: noventa e três euros para um jogo contra uma equipa apurada para as competições europeias, logo a seguir a um jogo contra uma equipa apurada para as competições europeias, da Liga Portuguesa que tinha como condicionante do sorteio que nenhuma equipa deveria jogar consecutivamente contra equipas apuradas para as competições europeias, com início marcado para as 21h00 de domingo e transmissão em directo na SportTV.
Apesar do preço dos bilhetes que restam, acredito que os Gloriosos adeptos vão esgotar o sector visitante. Obviamente que os bota abaixistas de serviço dirão que "1614 bilhetes para o Municipal de Braga, até o Alverca conseguia esgotar". A esses respondo: nem todos têm a sorte de ser do FC Porto... ou o LFV, que mesmo presidindo ao Clube enxovalhado pelo SC Braga sempre que pode, não dispensará a cadeira almofadada da tribuna presidencial ao lado do Dr. Salvador. Podia era pedir os big balls do Thomas emprestados e levar o Schettine como acompanhante de luxo."

Rascord Rasca... mentiroso! Qual é a novidade!!!

Alvorada... do Guerra

Época Alta: o impacto do Clássico, a Champions e a ida a Braga

"Em altura de férias, foi a vez do SL Benfica ir a banhos: começou pela ausência de estágio e acabou no banho táctico de Sérgio Conceição, o primeiro peremptóriamente entregue a Bruno Lage desde que assumiu o comando da equipa. Se as derrotas em Alvalade e Frankfurt foram consensuais, o atropelamento na Luz mostrou a total passividade da equipa quando confrontada com uma oposição ao seu nível e com outros argumentos físicos, que anulou com facilidade os anões endiabrados da turma da Luz. Grimaldo, Rafa e Pizzi foram uma sombra de si mesmos e ainda estão guardados no bolso de alguém.
Tornou-se já uma tendência: com equipas do mesmo nível, os encarnados vêm-se mergulhados numa apatia quase total, num tédio que se alastra desde os titulares ao banco de suplentes. As últimas campanhas da Champions assim o ditam, o historial com o FC Porto tem-se desnivelado desde os anos 90 (só na nova Luz, são quatro vitórias, seis empates e sete derrotas…) e a única excepção, que confirma a regra, é a eliminatória com a Juventus FC, em 2013-2014. O Benfica desta década, de nível superior ao das décadas transactas, mantém ainda assim muitos dos seus traumas, insistindo-se em alimentar complexos de inferioridade envelhecidos e de razões já esquecidas, roçando o limiar do dogmático.
A derrota causou natural apreensão na Luz e gerou ainda mais dúvidas quanto à competência da equipa na piscina dos grandes. Se este Benfica chega para consumo interno, serão as exigências da Champions demasiado pesadas para um grupo a quem só falta afirmar em contexto internacional? Dependerá muito do sorteio. Com a eliminação do Porto e a consequente colocação no pote 2, a tarefa poderá ser facilitada. Em condições normais, o pote 3 perspectivava dificuldades avultadas, com grande probabilidade de dois “tubarões” no grupo.
A primeira derrota a toda a linha do Benfica de Lage mostrou uma velha realidade, que se pensava já ultrapassada. Se a perda dos três pontos em nada ofusca a excelente evolução da equipa até agora, com resultados de acordo, a verdade é que se esperava bem mais e é essa a principal implicação deste desaire: a gestão de expectativas. Era já expectável um Benfica muito mais adulto, com outras soluções contra equipas do mesmo nível e que a identidade implementada fosse discernível em todos os momentos. Será esse o desafio da equipa daqui para a frente: confirmar à massa adepta que o 0-2 e as circunstâncias em que aconteceu (dois remates, zero à baliza!!!) foi apenas um acidente de percurso.
Bruno Lage tem agora a palavra e há muita curiosidade para ver como prepara a equipa para o próximo Domingo. O jogo em Braga é a melhor oportunidade que o setubalense poderá ter para demonstrar outra face e confirmar ao público que aprende com os erros, corrigindo-os prontamente, num processo necessário à construção de um grande Benfica. Uma vitória contundente no Minho irá ajudar a recompor índices de confiança e confirmar o estofo da equipa, recheada de juventude e que tem muito a aprender com este tipo de momentos.
O que o jogo do passado fim-de-semana também poderia transparecer uma necessidade de ir ao mercado para colmatar certas debilidades: Chiquinho, para piorar todo o cenário, lesionou-se com gravidade e não joga até Janeiro. Um segundo-avançado torna-se agora prioritário, visto a inoperância entre a parelha da frente; Nuno Tavares é um craque e a sua utilização à direita não poderá ser encarada a tempo inteiro – André Almeida precisa de um substituto à sua altura, ficando Nuno a lutar por um lugar com Grimaldo.
Quanto à baliza, Lage, a 19 de Julho, admitiu publicamente que outra opção seria benéfica para a evolução de Odysseas, afirmando que quer «…tirar o conforto aos jogadores e criar um plantel competitivo. Ninguém pode pensar que existem lugares garantidos no onze titular, não podem estar seguros. Têm que se deitar a pensar que existe um colega que está trabalhar tanto como eles para ficar com o lugar. Nesse sentido estamos atentos e se sentirmos que há jogadores por aí que podem trazer qualidades e ajudar a que o colega do lado seja competitivo, esse jogador vai estar no nosso radar e pode entrar a qualquer momento do clube». A 28 de Agosto e a cinco dias do fecho do mercado, continua tudo igual. O eclipse da equipa perante o rival directo deveria fazer soar os alarmes na direcção do clube, que com 200 milhões de euros em caixa tem capacidade negocial suficiente para suprimir todas as lacunas, assim queira Luís Filipe Vieira."

Um texto sobre satisfações, opiniões e esperança. Mas também sobre ressabiamentos e idiotas

"As primeiras jornadas da Liga NOS fizeram emergir algumas ideias que merecem aqui ser dissecadas. A primeira foi a elevação e cordialidade dos vários agentes desportivos. Tudo o que foi dito, mesmo na crítica, foi educado e civilizado. Este sinal, ainda que prematuro, é francamente positivo e deixa-nos com esperança. Esperança que a qualidade do discurso se mantenha assim por muito e muito tempo.
Outra nota que me apraz registar (esta com particular satisfação) é a de termos assistido a arbitragens globalmente competentes. Nas vinte e sete partidas já realizadas (são de vinte e sete e não de duas ou três que devemos falar), o trabalho dos árbitros foi de muito bom nível.
Apesar de algumas falhas, nota-se mais preocupação em acertar, maior concentração no jogo e óptima disponibilidade física. O mérito vai inteirinho para quem, lá dentro, tenta dar o seu melhor e para quem, cá fora, os ensina, os instrui, os comanda.
Outra constatação interessante (esta de índole mais técnica) foi perceber que, nestas jornadas, aconteceram lances cuja decisão final levantou interrogações.
Não estamos a falar, naturalmente, de momentos mais factuais ou objectivos, mas sim das habituais situações dúbias. Aquelas cuja análise, em campo, levanta dúvidas e cuja letra/espírito da lei só as intensificam. Uma expressão que tem que passar a constar do vocábulo de quem gosta verdadeiramente de futebol é "dúvida razoável".
Sempre que uma qualquer situação de jogo tenha uma análise "in loco" (ou sustentação legal) cujo entendimento não permita concluir, de imediato, o que aconteceu... o mais sensato é aceitar, como boa, a decisão da equipa de arbitragem.
O princípio aqui é muito simples: se o lance é subjectivo e as regras não o objectivam, qualquer decisão final jamais seria consensual. Nestes casos, deve prevalecer a opinião de quem está lá a ver, a sentir, a cheirar, a ouvir.
Podemos concordar ou não, mas o fundamental é que respeitemos e aceitemos.
A este propósito - o dos tais lances com mil e uma análises - foi claro para todos que "a doutrina" também se dividiu. Esta divergência é perfeitamente natural e não é diferente daquela que ocorre em qualquer lado. Se pensarem bem, sempre que surge, nas nossas vidas, um assunto menos claro, as pessoas dividem-se. Faz parte. É normal. E é até salutar.
Nos cursos para árbitros, nas suas sessões nos respectivos núcleos e no âmbito do seu trabalho diário em sala, há dezenas de lances (vistos e revistos ao pormenor) que merecem acesas discussões. Uns dizem penálti, outros simulação, outros falta atacante. Todos têm idêntico know-how, todos veem o mesmo... mas é a tal questão da interpretação.
Quando fazem testes escritos, acontece exactamente o mesmo: debatem-se pela resposta certa, justificam, argumentam e até recorrem da nota. Tudo porque, lá está, há coisas que nem por escrito têm carimbos.
Estas divergências - extensiva a ex-árbitros que, como eu, se dedicam agora ao comentário desportivo - são um enorme contributo para a evolução. Para a evolução de todos nós.
O contraditório (quando justificado e explicado com elevação e fundamentação) é a melhor maneira de apelar à reflexão, de obrigar à mudança de perspectiva, de fazer-nos melhorar e crescer.
Numa grande equipa, a falta de contraditório é meio caminho andado para o fracasso. Ser autista perante a diferença de opinião é ser incapaz de perceber que não há, neste mar tão ondulado que é o futebol, verdades absolutas.
Entre nós, comentadores de arbitragem, há também quem ache que ter uma opinião diferente é logo sinónimo de ser destrutivo, estratégico ou, pior... ambicioso. Como se a ambição máxima de alguém fosse estar num sítio onde ninguém sensato gostaria de estar neste momento.
A falta de carácter, a pequenez de espírito e o facto de ver-se os outros à nossa imagem não podem servir de desculpa a quem, semana após semana, mês após mês, época após época, usa o seu nobre espaço de opinião não para informar, esclarecer ou explicar... mas para (tentar) descredibilizar quem pensa diferente. Para escoar, cá para fora, toneladas e toneladas de raiva acumulada e de ressabiamento pessoal.
Lamento. Lamentamos todos. Mas a verdade é que ainda há quem faça o que faz por acreditar genuinamente que pode contribuir. Que pode ajudar. Ainda há quem faça o que faz sem ter agenda própria, sem aspirar ao que quer que seja e, sobretudo, sem atropelar a legítima opinião e o espaço público dos outros.
É por isso que, enquanto uns choram e se vitimizam com a lenga-lenga do costume, outros dão palestras, escrevem livros, criam sites, promovem esclarecimentos didácticos nas redes sociais, dão formação a clubes, acompanham jovens árbitros, lutam pelo fim da violência no desporto, fazem consultoria além-fronteiras, apadrinham projectos de cariz social e dão a cara por cada ideia que defendem.
Não é só la fora que há idiotas. Mas, como lá fora, também por cá são esses que nos dão a oportunidade muito fácil de, sendo apenas normais, marcarmos logo a diferença.
"O silêncio é valioso... mas só é de ouro quando não cheira a consentimento".
Autor desconhecido. Ou não."


PS: O Sr. Duarte Gomes continuo em campanha eleitoral, procurando o habitual 'tacho' no sistema!!! Vergando a coluna, semana após semana!!!

Umbabarauma #01

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