Últimas indefectivações

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Benfica, golos, azares e pastilhas !!!

Basileia 0 - 2 Benfica


Aqui está o Benfica 2011-2012, ganhador, pragmático, controlando o jogo, sem tantas correrias loucas como no passado recente, mas com espírito vencedor, com todos os jogadores sacrificando-se em prol da equipa...

Hoje, irritei-me com algumas oportunidades falhadas (Gaitán, Aimar, Emerson), os Suíços demonstravam que num contra-ataque, ou numa bola parada podiam criar perigo, mas felizmente os golos apareceram naturalmente, e a nossa defesa soube fechar a baliza, com mais uma vez Artur a transmitir tranquilidade e segurança...

Inesperadamente, com o resultado feito, uma série de acontecimentos infelizes manchou o final do jogo: aparentemente fadiga muscular no Gaitán, que foi obrigado a terminar o jogo, já não havia substituições; Maxi obrigado a sair com lesão aparentemente grave; Emerson expulso com mais um mergulho do Shaquiri (algo constante durante todo o jogo!!!); Expulsão do Jesus, após reacção 'energética' a uma falta sobre o Bruno César!!! Foram 15 minutos totalmente dispensáveis...!!!

Arbitragem típica: 'matou' vários contra-ataques ao Benfica, principalmente no fim da partida, em sentido contrário 'ofereceu' vários ataques aos Suíços, após faltas não assinaladas!!!

Destaco a estreia internacional do Rodrigo, o faro pelo golo do Bruno, a consistência das duas duplas centrais (Luisão/Garay e Javi/Witsel), o cool Artur, e a pastilha do Cardozo!!! Sim, quando vi o Óscar mascar a pastilha, durante a preparação do 'livre', provavelmente da marca Gorila, tive um feeling, que ia sair bomba!!!

Uma, duas, três!

"Sábado, 3 de Setembro de 2011, Portimão: vencendo o campeão nacional (Sporting), o Benfica conquistou a Supertaça de Futsal, primeiro troféu oficial da época, vingando a final do último Campeonato.

Quarta-feira, 5 de Outubro de 2011, Lisboa: vencendo o campeão nacional (Fonte Bastardo), o Benfica conquistou a Supertaça de Voleibol, primeiro troféu oficial da época, vingando a final do último Campeonato.

Domingo, 9 de Outubro de 2011, Vagos: vencendo o campeão nacional (FC Porto), o Benfica conquistou o Troféu António Pratas de Basquetebol, primeira prova oficial em que participou na nova época, vingando a final do último Campeonato.

Em três troféus oficiais disputados pelas modalidades de Pavilhão, o Benfica fez o pleno, erguendo as três Taças, todas elas frente aos respectivos campeões nacionais - que o haviam derrotado, meses antes, em dramáticas finais de play-off. Em poucas semanas, o nosso ecletismo deu três tiros na fatilidade, juntando-se ao Futebol no alimento a uma fé renovada, capaz de devolver os benfiquistas à glória.


Vitórias e mais vitórias

Para além destes saborosos triunfos (dois dos quais obtidos nas barbas dos rivais de sempre), diga-se, ainda, que o Benfica leva já um balanço de 18 vitórias e 2 empates, em 21 jogos disputados pelas várias modalidades, e não fosse uma inoportuna derrota caseira do Andebol diante so Madeira SAD, poderíamos estar aqui a falar de uma invencibilidade absoluta (extensiva, aliás, ao Futebol), e da consequente liderança de todos os campeonatos em curso. E seria injusto não deixar também uma palavra às meninas do Râguebi, que já consquistaram a sua Supertaça, e não irão, certamente, ficar por aqui.

Esta entrada de rompante do ecletismo 'encarnado' repõe alguma justiça face aos infortúnios da temporada passada. À semelhança do que ocorreu no Futebol (onde derrotas extraordinariamente dolorosos nos puseram fora da Taça de Portugal e da Liga Europa, depois da arbitragens grotescas nos terem afastado precocemente da luta pelo título), também as nossas modalidades sofreram os efeitos de um trimestre maldito (Abril, Maio e Junho) - que, qual vírus devastador, ceifou sonhos e ambições, e derrotou aquelas que, nalguns casos, eram claramente as melhores equipas do panorama nacional nas respectivas modalidades. Recordemos, por exemplo, a forma inglória como o nosso Voleibol viu fugir-lhe o título nacional (depois de 30 vitórias em 32 jogos das duas fases regulares); lembremos como o Hóquei em Patins (vítima de circunstâncias alheias, como o 'Candelária-gate') terminou o Campeonato com o mesmo número de pontos do injusto vencedor; ou como o Futsal, tendo concluído uma Fase Regular invicta, acabou caindo aos pés do rival Sporting, numa final do play-off que incluiu derrotas por penalties, golos sofridos nos últimos segundos, arbitragens tendenciosas, e todas as infelicidades possíveis de imaginar.


Modalidades em alta

Como aqui disse a propósito do Futebol, também a temporada de 2010/11 das modalidades não foi, de modo algum, desastrosa, mas antes, profundamente infeliz. Provam-no os quatro segundos lugares alcançados (só o Andebol destoou), os vários troféus conquistados (Supertaça e CERS no Hóquei em Patins, Supertaça e Taça da Liga no Basquetebol, Taça e Supertaça no Andebol, e Taça no Voleibol), e, sobretudo, as já aludidas circunstâncias em que vimos fugir os principais títulos.

Os primeiros sinais de 20011/12 revigoram-nos a esperança de que, ao mérito desportivo já demonstrado na época anterior, se poderá juntar a conquista dos vários campeonatos - onde, sem excepção, integramos o restrito lote de favoritos. O azar não pode durar sempre, e, como diz o ditado popular, 'depois da tempestade chega a bonança'.

Para já, ao abatermos, um por um, os nossos últimos verdugos, mostrámos que em cada um destes tabuleiros de competição, estamos ainda mais fortes e mais aptos a triunfar. Mostrámos, também, que os resultados da última época não passaram, na maioria dos casos, de meros e conjunturais acidentes, e que é na Luz que moram as melhores e mais equilibradas equipas da actualidade, falemos nós de Voleibol, falemos nós de Futsal, ou mesmo de Basquetebol.

À imagem do Futebol, as nossas principais modalidades andam, neste começo de época, a roçar a perfeição. Há muito que lutar, há muito para vencer, mas, com um início destes, não há como contornar o mais vivo optimismo e o mais prometedor entusiasmo."


Luís Fialho, in O Benfica

Temos Taça

"Parece maldição, mas se para Jorge Jesus a Taça de Portugal é uma prova com um significado muito especial, a verdade é que é precisamente nela que o Benfica tem sido menos feliz ultimamente.

No ano do título (2009/10), a única derrota caseira de toda a temporada originou a eliminação prematura aos pés do V. Guimarães. Na época passada, ninguém se esquece da forma terrível como fomos afastados pelo FC Porto, desperdiçando na Luz a vantagem que tanto havia custado a construir no Dragão.

Se recuarmos mais no tempo, veremos que em 2008/09 fomos eliminados em Matosinhos, no desempate por penalties, após uma das tradicionais arbitragens de Olegário Benquerença em nosso desfavor; e na época imediatamente anterior havíamos perdido, de forma não menos dramáticos, nas meias-finais (então a uma só mão), em Alvalade, depois de chegarmos a meio da segunda parte a vencer, por 0-2, sofrendo - então - cinco golos em cerca de vinte minutos.

Seria preciso recuar sete anos para encontrarmos o último triunfo, após o qual uma final perdida diante do V. Setúbal (na ressaca das comemorações do título 2004/05), outra eliminação em casa, outra vez com o V. Guimarães, e uma triste derrota na Póvoa do Varzim, completam um quadro de infelicidade, e, nalguns casos, também de sobranceira e facilitismo, que tem tido custos elevados para o nosso Palmarés, na mesma medida em que tem enriquecido substancialmente o dos rivais.

Nos últimos quinze anos apenas conquistámos uma Taça de Portugal, enquanto o FC Porto venceu oito e o Sporting três. Trata-se, pois, de uma competição em que o Benfica está em dívida perante os seus adeptos, sobretudo sabendo-se que é ela que encerra a temporada, e permite ao respectivo vencedor ir para férias em festa.

Hoje começa nova edição. O sorteio pôs-nos o Portimonenese por diante, o que não sendo propriamente de lamentar, também não é para grandes sorrisos - até por paralelismo com a sorte dos principais rivais, que, esses sim, parecem ter e eliminatória praticamente garantida."


Luís Fialho, in O Benfica

Bastidores

"1. Continuam animados os bastidores da luta eleitoral para os órgãos dirigentes da Federação Portuguesa de Futebol. A lista de Fernando Gomes tem sido, para mim, uma surpresa agradável, juntando nomes respeitados e acima de qualquer suspeita de favorecimento a este ou aquele clube. Claro que isso não agrada a Lourenço Pinto, ponta-de-lança do presidente do FC Porto, nem a algumas outras associações regionais, que se sentem a perder protagonismo. Mas a grande questão que agora se coloca é a da arbitragem - era inevitável - e todas as manobras de algumas Associações (já não são todas...) visam isso mesmo. Curiosamente, numa das notícias sobre essas movimentações, salientava-se o facto de há já 15 anos o Conselho Arbitragem não ser liderado por alguém do Porto. Face ao triste passado e a alguns daqueles que agora se movimentam (a começar por Lourenço Pinto, que até foi um dos presidentes dos anos mais negros... ou azuis!), será bom que esse 'período de nojo' se mantenha. A arbitragem precisa de ser liderada por alguém acima de qualquer suspeita. E toda a gente tem fortes razões para suspeitar de quem seja apoiado pelos 'Pintos' do nosso Futebol...


2. Bonita a homenagem feita ao sócio n.º1, José Gonzalez Oliveira, no dia do seu 100.º aniversário, com a presença do presidente, Luís Filipe Vieira, no lar onde reside, em Torres Vedras, e bem simbólico o pequeno filme da cerimónia a passar nos painéis do nosso Estádio (aquando do jogo com o Paços de Ferreira), com o público a cantar o 'Parabéns a Você'. Não conheço o nosso mais antigo associado, mas tive o prazer de ser companheiro de equipa do filho, Mário Gonzalez Oliveira, que foi atleta internacional do Benfica (100 e 200m). E o neto foi também promissor atleta do Clube, embora tenha abandonado cedo. Uma família de ilustres benfiquistas...


3. As nossas modalidades continuam em alta. Depois de vitórias nas Supertaças de Futsal e Hóquei em Patins, foi a vez do Voleibol ganhar o troféu, desforrando-se da triste derrota da final do último Campeonato. E também foi bem saboroso, até pela forma como foi conquistado, o triunfo sobre o FC Porto na emocionante final do Troféu António Pratas em Basquetebol. Estamos a começar bem..."


Arons de Carvalho, in O Benfica

Futebol em tempo de crise...

"No próximo fim-de-semana regressa a Liga. E, para quem já não se lembra, FC Porto e Benfica lideram com 17 pontos e são perseguidos por SC Braga, Sporting e Marítimo, com 14. Na jornada que se segue, no que respeita ao topo, o Benfica vai a Aveiro, o FC Porto recebe o Nacional, o Gil Vicente viaja a Alvalade, o Feirense desloca-se a Braga e o Marítimo é anfitrião do V. Setúbal. Pois é. Com tanta diferença entre a sétima e a oitava jornada (um tempo exagerado, que corta o entusiasmo aos adeptos e o ritmo às equipas...), o melhor é mesmo fazer um ponto da situação e aguardar para perceber em que condição é que os clubes vão regressar.

Antes, há ainda uma ronda europeia, onde as hipóteses do quarteto luso continuam em aberto.

Mas - e esta é uma questão a rever - as próximas calendarizações (só temos 30 jornadas e não 38 como espanhóis ou ingleses!) deverão evitar estes cortes que retiram emoção à prova mais importante do nosso futebol.

E, sabendo-se que o IVA dos bilhetes para os jogos de futebol vai passar de 6 para 23 por cento, é fundamental tudo fazer para que os adeptos não desmobilizem.

Há uma filosofia que devia ser seguida e, na maior parte das vezes, não o é: mais vale ter 10 mil espectadores a pagar 10 euros do que 5 mil a pagar 20 euros. A receita directa é a mesma, mas a indirecta é muito maior se houver o dobro dos adeptos nos estádios.


FUTEBOL EM TEMPO DE CRISE

O futebol não vai resolver a crise em que o País se encontra mergulhado, não evitará os cortes nos subsídios de férias e Natal e não deve ser usado, sequer, para desviar atenções. Aliás, Portugal só sairá do buraco se os portugueses se unirem e em vez de pensarem o que Portugal pode fazer por eles, pensarem antes no que podem fazer por Portugal (JFK...).

Mas ao futebol, quer nos clubes, quer na Selecção Nacional, cabe um papel importante nesta conjuntura preocupante. O futebol pode e deve ser fonte de prazer, um espectáculo que motive e nos ajude, especialmente quando estamos nos palcos internacionais, a aumentar a auto-estima colectiva.

Esta é a contribuição possível e não é de somenos, pode ser uma suave panaceia que nos permita viver, de forma menos agreste, o dia-a-dia.

Bombardeados com notícias deprimentes do ponto de vista económico, fartos de ver a opinião pública a ser influenciada por teses catastrofistas, sem paciência para ver a escutar politólogos e quejandos que só sabem ver o copo meio vazio, o desporto - e neste caso específico o futebol - pode ajudar-nos a dar um pontapé no baixo astral, de maneira a encararmos a dura realidade com mais e melhor ânimo. O futebol não pode servir para nele escondermos a cabeça, qual avestruz, abstraindo-nos da realidade. Mas pode e deve ajudar-nos, fornecendo-nos ânimo para darmos a volta por cima.




'O FC Porto tem uma posição bem clara, não vai tomar parte em lutas eleitorais (na FPF) e vetará e votará contra qualquer político que venha a ser candidato seja ele qual for!'


PC é para levar sempre muito a sério, não é?

Está dito, está dito. O que é verdade hoje não vai ser mentira amanhã. O presidente do FC Porto assumiu um compromisso que irá resistir, seguramente, às cambalhotas da vida. Aliás, as eleições para a FPF, já têm slogan: «Assim se vê a coerência do PC». E até à entrega das listas não vão faltar surpresas, algumas inimagináveis, até para guionistas de Hollywood...


(...)"


José Manuel Delgado, in A Bola

Nova realidade

"Não é uma, não são duas, não são três. São muitas vezes. A pergunta é recorrente, vejo-me confrontado com ela amiudadas vezes e nas mais diferentes paragens. 'Por que é que o Benfica não tem mais jogadores portugueses?'. O povo vermelho recorda com saudade a longa época em que as míticas camisolas berrante só eram vestidas por futebolistas nacionais. Ademais, o povo vermelho recorda com saudade esses que foram tempos de pujança, de hegemonia, de glória.

Mas, afinal, por que é que o Benfica não tem mais jogadores portugueses? Tão-só porque a realidade é outra. No Futebol, como noutros segmentos da vida. Acaso seria possível, na paisagem da actualidade, reeditar velhos tempos por mais empolgantes que tenham sido?

E será que qualquer jogador português encaixaria no quadro profissional do Benfica? Cristiano Ronaldo, Nani, outros mais, não podem estar nas cogitações financeiras ou emocionais do Clube. Da mesma forma que resgastar Fábio Coentrão, por exemplo, não passa de um exercício de ficção.

A realidade mudou. Mudou de forma inexorável. E não apenas no atinente do nosso Benfica. Quantos espanhóis tem o Real Madrid? Quantos italianos tem o Inter Milão? Quantos ingleses tem o Arsenal? Até clubes com recursos económicos incomensuravelmente superiores ao Benfica tiveram que se adaptar aos novos tempos no universo da bola.

Há muitos estrangeiros no Benfica? Há, na verdade. Mas o Benfica não está descaracterizado. Estrangeiros são os outros, não são os nossos. E mais: importam as nacionalidades quanto importam mais ainda as vitórias e a sanidade financeira? O Benfica até pode falar uma grande amálgama de línguas, tem sempre é que falar a língua do sucesso."


João Malheiro, in O Benfica

A arte na ciência

"A expressão não fez parangonas, não deu para grandes comentários, nem deu azo a que os pasquineiros tentassem criar uma crise artificial no seio do Benfica. A expressão era simples, Jorge Jesus disse que Aimar tinha a capacidade de transformar, no futebol, a ciência em arte.

Esta capacidade referida por Jorge Jesus vai ao encontro da ideia do professor Manuel Sérgio de que não há ciência sem imaginação. Ou seja, para que a sublimação se verifique é necessário esse arrojo de transformar os postulados científicos em algo que os transcenda: em arte. Interpretar dinamicamente os conceitos e os princípios de jogo defendidos por um treinador não está ao alcance de qualquer futebolista. Acrescentar, com qualidade, a essa dinâmica a tal imaginação está apenas ao alcance dos predestinados.

Temos, ao longo dos anos e mesmo após a geração de Eusébio, tido a felicidade de ver com o nosso emblema alguns desses predestinados. Chalana acima de todos, porque era o mais desconcertante, o mais imprevisível, o que conseguia, pela técnica e velocidade de execução, desequilibrar o adversário, empolgar a sua equipa e maravilhar plateias. Conheço muitos que, não sendo benfiquistas, iam à Luz para apreciar a arte de Chalana.

Actualmente é Aimar quem melhor sublima o futebol no nosso Benfica. Estranhamente, não tem o perfil dos que costumam empolgar as plateias. Não corre desenfreadamente pelas alas, não finta sucessivamente adversários, não surge com aquela irreverência de quem rejeita amarras tácticas e cria arte como solista. Não, o futebol em Aimar é arte na medida em que tem a imaginação para obrigar a que todos os que o rodeiam joguem com mais arte do que a que pensavam ter. Ou seja, Aimar tem a arte de potenciar a arte nos companheiros de equipa. E isto é uma ciência que poucos têm."


Pedro F. Ferreira, in O Benfica

Glorioso

"Agora que o Campeonato sofreu a primeira de muitas paragens que vão prejudicar o ritmo competitivo das equipas - o que é igual ao litro para quem resolve jogos fora das quatro linhas - é tempo de um primeiro balanço. E, para os benfiquistas, é significativo que o Benfica seja equipa que lidera mais itens no relatório acumulado das estatísticas oficiais da Liga relativas às primeiras sete jornadas. O Benfica está no topo das tabelas estatísticas, nomeadamente, as relativas a posse de bola no meio-campo do adversário, cruzamentos em bola corrida, cantos, remates à baliza, finalização (golos marcados) e rácio de golos por remates efectuados. Para além destes dados estatísticos, o Benfica tem dois entre os três melhores ex-aequo marcadores do campeonato - Cardozo e Nolito -e outros dois entre os dez melhores finalizadores - Bruno César e Saviola.

O Benfica é, também, das equipas com menos faltas cometidas e menos cartões e ninguém, no seu juízo, dirá que o Glorioso é, de algum modo, beneficiado pelas arbitragens. Muito pelo contrário. Estes dados configuram o futebol que o Benfica está a praticar: aberto, atacante, dominador, eficaz. E bonito de se ver.

E, para além do Futebol e demais modalidades, há outros dados que exibem a grandeza do Sport Lisboa e Benfica: o Clube não tem passivo bancário e a marca Benfica é uma das 30 mais valiosas do Futebol Europeu. E é também por dados assim que este é o Clube Glorioso.

A tempo - grande vitória do Benfica, treinado por Carlos Lisboa, no Troféu António Pratas. A perder por 11 pontos e com jogadores excluídos a dedo - Sérgio Ramos, Ted Scott, Heshimu -, o Benfica deu a volta e conquistou, com grande atitude, o seu primeiro troféu da época de Basquetebol."


João Paulo Guerra, in O Benfica

Paragem inoportuna

"Tenho para mim que devia haver Futebol (do Campeonato) todos os fins-de-semana. Não se percebe esta paragem prolongada a meio de uma prova que exige regularidade. O Benfica, como temos vindo a testemunhar, está a fazer um primeiro terço de prova muito positivo. Pese embora o arranque titubeante em Barcelos, frente ao Gil Vicente, os jogos seguintes demonstraram que esta equipa 'encarnada' tem alma, magia, pragmatismo e, acima de tudo, espírito de sacrifício, predicados que lhe permitem acalentar os mais altos voos. Independentemente de muitos poderem julgar o contrário, bem sei que há sempre os casos dos jogadores lesionados, as equipas que estão a praticar um futebol medíocre e que aproveitam estas alturas para recuperar fôlego, energia, etc... etc... não concordo, nem gosto destas paragens. Tiram ritmo competitivo, esfriam as emoções, apagam muito de entusiasmo que se vive em volta desta poderosa industria que está sequiosa de espectáculo e receitas.
Espero que o Benfica não saia prejudicado destes dias pasmacentos, faço votos para que jogadores de forma, como os casos de Gaitán, Witsel, Javi, Luisão, Nolito e Cardozo, não percam os índices competitivos que têm vindo a apresentar e que a equipa não deixe de praticar o futebol bonito e objectivo com que nos tem prendado, quer na Liga nacional, quer na Liga dos Campeões.
Nota final para desejar sorte a mais um novo talento que acaba de chegar à Luz pelas mãos de um antigo jogador, digo, antigo excelente jogador, de seu nome Carlos Gamarra - quem não se lembra daquele paraguaio? - que raramente fazia uma falta e que sabia travar os adversários como poucos. Pois bem, Gamarra, que agora preside a um pequeno clube, trouxe para o Benfica Derlis González, mais uma pérola sul americana, oriunda do Paraguai. Embora só venha no início da próxima época e só atinja a maioridade a 23 de Março de 2012, Derlis já só pensa em mostrar serviço pelo Benfica."

Luís Lemos, in O Benfica

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Início do Campeonato...



Barreirense 62 - 83 Benfica

14-22, 21-18, 15-22, 12-21



Bom começo, num jogo sempre controlado...


PS: A Telma Monteiro, na etapa da Taça do Mundo do Abu Dhabi, lesionou-se na Meia-final, ficando assim impedida de lutar pelo Ouro... a Telma não queria desistir, mas não deu para continuar... os gritos de dor da Telma foram bem audíveis na televisão, todos esperamos uma recuperação rápida...





domingo, 16 de outubro de 2011

65/63

"Não são as medidas de nenhuma super modelo, nem tão pouco anos ou datas, é apenas a pontuação verificada na final do Troféu António Pratas. O Benfica venceu o FC Porto, por dois pontos, naquele que foi o primeiro grande jogo da temporada de 2011/2012 do Basquetebol português. Acabou por ser, também, a primeira grande vitória do ciclo de Carlos Lisboa enquanto treinador do Benfica. 'Um jogo de Basquetebol tem 40 minutos e faltavam ainda 12 quando perdíamos por 11 pontos. Rectificámos algumas coisas, mas tivemos uma coisa muito boa que foi o espírito dos jogadores, daqueles que jogaram, que não jogaram e os que fizeram faltas e foram para o banco. É este espírito que quero', afirmou o técnico e basquetebolista multicampeão de 'águia ao peito'.
Com Ben Reed lesionado e vários jogadores «tapados« por faltas, a equipa enfrentou dificuldades para bater o seu maior rival. Estou certo de que houve telespectadores e adeptos presentes no pavilhão que vaticinaram a derrota, pelo menos até se atingirem os derradeiros 10 minutos da partida. Mas o Desporto de alta competição não é só táctica e preparação física, o Desporto de alta competição é psicologia, inteligência e força emocional. É crer, é querer vencer. Nesse campo não deverá haver maior motivação do que ver Carlos Lisboa junto ao banco a incentivar os seus atletas. É o campeão dos campeões, um homem com um currículo invejável, uma figura ímpar do Desporto Nacional, um benfiquista que escreveu inúmeras páginas de glória da história do nosso Clube, é um líder que sabe levar os craques, os habituais e os novos, à vitória que se deseja. Sérgio Ramos disse, ao 'Todos Por Um', da Benfica TV, que era necessário agradecer aos benfiquistas que acompanharam o Basquetebol do Benfica a Vagos. Enquanto tivermos homens destes na nossa alta competição saberemos que estaremos bem entregues, bem representados tanto em casa como fora. Com eles, Benfica sempre!"

Ricardo Palacin, in O Benfica

O Convidado leva o champanhe

"Naquele início de Julho, havia tanta gente triste em Portugal, mas O Convidado não. Vi miúdos e homens feitos chorando de amargura sincera, e O Convidado ria. Gente deu de si o melhor; gente foi até ao fim do seu esforço possível; gente ultrapassou as fronteiras da alma para contrariar o destino. Gente séria; gente honesta; gente boa. O Convidado desprezou a crença de todos eles; O Convidado sujou a honra de todos eles; O Convidado foi o canalha que nenhum de nós precisa de ter a seu lado, e muito menos numa altura como aquela. Foram milhares. E milhares e milhares e milhares. Saíram para a rua com orgulho, apesar da derrota. Orgulho próprio de quem dá o que tem e vai até para além do que pensava ter para dar. O Convidado olhou a multidão com um sorriso escarninho, fechou a janela para não ouvir o ruído que subia dos passeios, e abriu o jornal na página da necrologia.

Depois riu-se sozinho da piada sem graça. Foi, de alguma forma, 'a dor azul de Portugal'. A dor de todos aqueles que souberam unir-se e ser felizes contra a maldição das desgraças. Que deitaram para trás das costas as lamentações e disseram não a tantos ais. E foram vogando a onda das vitórias até ao momento em que ela se desfez na praia da derrota. O Convidado, absorto na sua teia de aranha peçonhenta, esperou pelo momento das lágrimas para se rir à gargalhada. Alguns dos que choravam até eram seus conhecidos, seus subalternos. Pouco importou para O Convidado. Limpou a cera de um ouvido com a unha comprida do mindinho e abriu a garrafa de champanhe. O Convidado é assim: velhaco! A queda dos outros é o seu gáudio. Continuou a rir-se pela noite fora como um labrego à medida que as pessoas regressavam a casa, condoídas. O Convidado está de volta: convidaram-no. Resta saber se levou a garrafa de champanhe..."


Afonso de Melo, in O Benfica

Objectivamente (ainda o Túnel...)

"As críticas que o advogado portista, Carlos Abreu Amorim, deputado da Nação, lançou ao Ministério Público, dizendo que há uma perseguição descarada do Procurador, Pinto Monteiro, ao FC Porto por causa da denúncia feita em termos criminais aos jogadores Hulk, Sapanaru e Fucile, é tão ridícula como a justificação dada por essa figura à ausência de denúncia pelas agressões entre jogadores do Braga e Benfica num jogo da Liga e de uma agressão de Scolari a um jogador sérvio, durante uma partida da Selecção. E diz mesmo, em declarações à Antena 1, que o Ministério Público deveria ter avançado com acusações.

Bom, afinal o que ele quer mesmo é que o Ministério Público «persiga» os jogadores do Benfica que, segundo ele, teriam agredido os jogadores do Sp. Braga... Assim já estaria tudo bem.

Mas há alguma comparação possível entre aquilo que se passou no túnel do Estádio da Luz, onde vários jogadores do FC Porto, agrediram seguranças, partiram objectos, fizeram desacatos nos balneários, deliberadamente pelo facto de terem perdido um jogo, e excessos entre jogadores e treinadores à vista de toda a gente durante um jogo de futebol? Ou o que ele quer é fazer esquecer aquilo que os vídeos demonstram claramente? Quer que os vídeos tomem o mesmo caminho das Escutas telefónicas da corrupção no Futebol Português e 'lavar tudo' como se nada se passasse?

Pergunta ele se o Ministério Público não tem mais nada para fazer que proceder criminalmente contra estes indivíduos só pelo facto de terem feito o que fizeram? Com tanto que há que fazer na Justiça Portuguesa... diz esta figura! Para ele, provavelmente, o melhor era nem haver Ministério Público. Para quê? Com tanto que há a fazer com os buracos financeiros, para quê preocupar-mo-nos agora com outras questões que não sejam as das finanças públicas???!!!

Bom, o melhor é esquecer tudo o que tem que ver com as asneiras do FC Porto, dos seus dirigentes e jogadores. Como os conselhos de Disciplina e Justiça branquearam estas atitudes com penas ridículas, quer que seja feito o mesmo com os Tribunais Comuns e critica duramente o Procurador Geral da República. Acham-se impunes... como sempre!"


João Diogo, in O Benfica

A festa da Taça

"1. Na passada sexta-feira, arrancou mais uma eliminatória da Taça de Portugal. Com o envolvimento dos grandes do futebol português, a Taça ganha visibilidade, já que alguns dos jogos são objecto de transmissão televisiva e de atenção privilegiada por outros meios de comunicação social, sejam jornais ou rádios. E, assim, tivemos transmissão televisiva a partir de Portimão, de Pêro Pinheiro e de Famalicão, o que traduz uma receita suplementar para cada um dos jogos e, logo, um claro benefício patrimonial para os três clubes envolvidos, ou seja, Portimonense, Pêro Pinheiro e Famalicão. Neste domingo, teremos, em muitas localidades de Portugal, a festa da Taça e com o supremo desejo dos vencedores desta tarde sonharem, em próximo sorteio, com um confronto, nas suas casas, com o Benfica, Futebol Clube do Porto, Sporting ou Sporting de Braga. A festa da Taça é isto. É aquela que leva milhares a pequenos estádios e que mostra, a milhões de portugueses, aldeias ou vilas quase que desconhecidas. E que permite às respectivas comunidades, nestes tempos dolorosos, um pouco de auto-estima.


2. (...)


3. A perspectiva das próximas eleições da Federação Portuguesa de Futebol, com a disputa de poder que se antevê, tornam urgente uma decisão final do Governo sobre o projecto de criação e constituição do Tribunal Arbitral do Desporto, elaborado pela Comissão para a Justiça Desportiva presidida pelo Professor Cardoso da Costa.

Com efeito, como se pode constatar da leitura do excelente relatório apresentado e se acha reflectido na proposta de articulado, a introdução deste órgão da justiça desportiva como instância última para o julgamento disciplinar a desportivo (aqui funcionando no âmbito da arbitragem necessária) impõe um reajustamento das competências hoje atribuídas ao Conselho de Justiça, amputando-lhe poder e reforçando isenção e transparência. Desta forma, as expectativas sobre a composição desta estrutura jurisdicional ficariam suficientemente arrefecidas, porquanto todos saberiam que o seu poder judicante não era nem o último nem o decisivo. Menos problemas, menos conflitos, menos compromissos seriam provocados e/ou estabelecidos e maior a liberdade e a independência de que disporiam os candidatos para a composição das suas listas.

Mas, a urgência deste Tribunal decorre de outro factor. Se queremos que o desporto português entre num novo momento, mudando de paradigmas, de culturas e de práticas viciosas que tanto mal lhe têm feito, torna-se incontornável a implementação do projecto existente. O extremo rigor advogado e projectado quer na parte da criação e constituição do Tribunal, designadamente as exigências estabelecidas para a sua composição, bem assim como o cuidado posto nas normas de processo que o acompanham, são seguros penhores de isenção e competência que poderão assegurar a verdade e a celeridade na justiça desportiva. Seguramente, com este Tribunal em funcionamento não teriam acontecido muitas das situações complexas que perturbaram o desempenho dos órgãos jurisdicionais nestes últimos anos e não só ao nível do futebol.

A reforma do desporto que este Governo prometeu teria aqui um excelente começo e um bom augúrio. Pegar no que já existe e, em coordenação com o Ministério da Justiça, consagrar o que a Comissão da Justiça Desportiva, empenhada e competentemente, soube criar. Um tribunal Arbitral do Desporto, necessário para tudo o que sejam poderes públicos transferidos para as federações, e voluntário para todas as restantes matérias, solução inovadora que muito tranquilizaria as agitadas águas desportivas e muito credibilizaria perante o País o desporto nacional.


4. (...)


Fernando Seara, in A Bola

Adeus, Liga!

"Criada nos tempos áureos do cavaquismo (não tenho culpa, é da história!), a Liga Portuguesa de Futebol Profissional, também por aí designada como Liga de clubes ou, mais recentemente, por ordem de um qualquer marqueteiro da praça, como Liga Portugal, está a dar as últimas.

A passagem da arbitragem e da disciplina para a alçada da Federação, tão ardentemente reclamada por uns quantos, e porventura até justificada face à incompetência da geração liguista, chamemos-lhe assim, deixa em absoluto vazio um organismo que se pretendia capaz de revolucionar o futebol português e de colocá-lo ao melhor nível da Europa e do planeta.

Em Portugal, de facto, muitas coisas nascem, consomem e consomem-nos, e morrem no desterro, por falta de clientela. É sempre assim quando os interesses movimentados se unem ou... desunem.

Limitada à aceitação (literal) de documentos para as inscrições de jogadores - que nunca escaparam à tutela da FPF, note-se, como final decidora! -, e à organização das competições ditas profissionais, pelas quais é, ou era, suposto pagar uma renda anual à FPF, a Liga tem tudo para desaparecer... e, confessemo-lo, sem deixar saudade, a não ser àqueles burocratas e mesistas que dela se foram e vão ainda servindo.

Ficará então um belo imóvel, feito à pressa, é verdade, ali à zona da Constituição, mas que ultrapassa, em qualidade, quase tudo o que os sucessivos quadros dirigentes e respectivos assessores fizeram pela causa, à qual não creditaram até hoje uma ideia, um caminho, um plano, política ou sentença digno de defender o melhor de todos os nossos produtos: o jogador português!

O pior, apesar de tudo, nem será a morte da Liga e o silêncio prometido ao edifício onde se terão repetido alguns dos maiores atropelos ao desenvolvimento do nosso futebol, tantas vezes anunciados ao povo como a panaceia. O pior é que parece que todos os gabinetes se vão passar para a Federação!..."


Paulo Montes, in A Bola

A fase final do Europeu-2012

"Comigo, Portugal já estava na fase final do Euro-2012. Comigo, a Madalena Iglésias tinha ganho o Eurofestival da Canção de 1966. Comigo, o Veloso não tinha falhado o penalty de Estugarda. Comigo, o Lobo Antunes tinha ganho o Nobel há dez anos. Comigo, o Mamede tinha sido campeão olímpico em 1984. Comigo, a Maria João Pires vivia em Portugal. Comigo, o Walter marcava seis ao Pêro Pinheiro. Comigo, o Manoel de Oliveira não tinha 102 anos, tinha 202. Comigo, o Real Madrid tinha dado cinco ao Barcelona. Comigo, o salário mínimo era de 1500 euros. Comigo, Yannick jogava no Nice e no Sporting. Comigo, o Duarte Lima não era suspeito. Comigo, Valdano e Mourinho eram amigos. Comigo, Eusébio ainda jogava. Comigo, Barak Obama era branco. Comigo, o Restelo enchia todas as semanas. Comigo, o João Pinto não tinha sido expulso na Coreia. Comigo, Usain Bolt não tinha feito falsa partida. Comigo, o Silvio Berlusconi dormia com a Ângela Merkl (e gostava). Comigo, o Bento não tinha partido a perna em Saltillo. Comigo, Nicolas Sarkozy era mais alto do que a Carla Bruni. Comigo, o Futre tinha marcado aquele golaço em Viena. Comigo, John Lennon usava colete à prova de balas a 8 de Dezembro de 1980. Comigo, o Abel Xavier não tinha feito o penalty do Euro-2000. Comigo, Mahatma Gandhi não era vegetariano. Comigo, tinha havido três equipas portuguesas na final da Liga Europa de 2011. Comigo, Bin Laden tinha sido apanhado a 12 de Setembro de 2001. Comigo, só tinha passado ar pelo nariz de Maradona. Comigo, Saramago ainda escrevia. Comigo, Miguel Sousa Tavares era benfiquista. Comigo, Elizabeth Taylor tinha casado apenas uma vez. Comigo, o Garrincha e o Best detestavam álcool. Comigo, não havia buraco na Madeira. Comigo, ninguém escrevia estas palhaçadas. Comigo, Portugal já estava na fase final do Euro-2012."


Rogério Azevedo, in A Bola

Desconstruindo

"Queiroz diz que se fosse com ele e não fosse pela bicharada e pelos dinossauros Portugal já estava no Euro, o Milan quer abrir uma escola de futebol no Cartaxo, o Nice não quer e parece que mais ninguém quer o Yannick, o Gascoigne deu um autógrafo numa bomba dos filhos de Kadafi, o Carlos Martins é a minha triste esperança para 10 da Selecção, os espanhóis dizem que Mourinho vai orientar a Selecção no play-off, vão ao ar os subsídios de férias e Natal e o maratonista inglês Rob Sloan apanhou um autocarro para ganhar uma prova no seu país.
O Queiroz vai treinar o Cartaxo, o Milan quer o Yannick e um dinossauro, o Gascoigne assinou o Carlos Martins a julgar que era uma bomba ou um filho do Kadafi, os espanhóis dizem que Mourinho não vai receber os subsídios de férias e Natal e Rob Sloan vai apanhar um autocarro cheio de bicharada para Nice, mas não sabe se o Nice o quer lá muito tempo.
O Queiroz vai treinar o Yannick, o Milan quer contratar o Gascoigne, pelo menos um filho de Kadafi é um dinossauro, já qualquer elemento da bicharada pode ser 10 da Selecção do Cartaxo, os espanhóis dizem que o Mourinho vai treinar o Queiroz e Rob Sloan diz que apanha qualquer autocarro excepto se conduzido por um dinossauro ou por Yannick, porque ficaria sem saber quais são as paragens.
O Yannick quer o Milan, o Gascoigne é a minha esperança para 10 da Selecção dos dinossauros, os subsídios de férias e Natal serão para pagar ao Queiroz se ele levantar processos à Nação e os espanhóis dizem que os filhos de Kadafi vão orientar a Selecção no play-off, mas só se Sloan não levar a bomba no autocarro.
Os subsídios de férias e Natal pode ser que sejam bons a 10 da Selecção, a bicharada diz que se fosse com Rob Sloan a treinar Portugal até de autocarro iria ao Euro, o Queiroz disse ao Mourinho para não se meter com dinossauros nem com Gascoigne, o Cartaxo aceita o Yannick mas só para jogar o play-off e os subsídios de férias e Natal serão pagos pelo Milan ou pelos filhos do Kadafi, isto segundo garantem os espanhóis do Nice."

Miguel Cardoso Pereira, in A Bola