Últimas indefectivações

sábado, 1 de fevereiro de 2020

A dança do Nijinski negro...

"Marques Oreole Haynes fazia coisas que ninguém conseguia imitar. Estendia a mão e tocava na cauda dos cometas.

Em Sand Springs, um subúrbio de Tulsa, no Oklahoma, nos meados dos anos 30, a miudagem não tinha muito com que se entreter. O que não deixava de ser contraditório com o projecto inicial de Charles Page, um homem de negócios de sucesso, que criou, em 1911, a Sand Springs Home, um abrigo para órfãos e viúvas, que acabaria por ser a génese da cidadezinha que se ergueu em seu redor.
Os Haynes eram uma família remediada. O pai trabalhava nos caminhos-de-ferro, não havia dinheiro para luxos como electricidade ou água canalizada. Hattie, a mãe, fazia biscates em casa e espreitava pela janela os quatro filhos que se entretinham com uma bola de borracha no baldio empoeirado das traseiras. Marques Oreole Haynes era o mais novo. Nascera em Março de 1926, tinha umas mãos mágicas e um corpo que parecia desconjuntar-se a cada movimento. Muito mais tarde, já era um nome sonante dos Harlem Globetrotters, Ben Green, um dos grandes jornalistas norte-americanos, escreveu sobre ele: «Era etéreo. Driblava por detrás das costas, por entre as pernas. Conseguia bater a bola com ela a cinco centímetros do chão. Certa vez vi-o fazer um movimento tão súbito perante dois adversários que o cercavam que os infelizes acabaram por chocar violentamente um contra o outro». 
Só alguém com a arte de Haynes poderia jogar nos Globetrotters e Haynes foi uma das maiores almas do clube que, a despeito de levar o nome de Harlem, nasceu em Chicago. Tal como Sand Springs contrariou a filosofia do seu criador, tornando-se um lugar horrendo para se crescer, órfão ou não, os Globetrotters desafiam a ideologia dos Estados Unidos, mesmo que usem um equipamento copiado da bandeira da confederação: vencer não é assim tão importante. Aliás, importante era dançar com uma bola de basquete. Tal como um grupo de antigos estudantes da Wendell Phillips High School começou a fazer no salão de baile do Hotel Savoy a partir de 1926 sob o nome bastante prosaico de Savoy Big Five. Não tardaram a juntar ao bailado o teatro e a comédia. Até que um tipo vivaço, Abraham Saperstein, se tornou o treinador e promotor da rapaziada. Inventou-lhes um nome que fizesse justiça ao facto de serem todos retintos, Harlem Globetrotters, e levou-os em digressão pelo país. Ficou rico.
Quando era garoto vi os Globetrotters em Lisboa espinafrarem por completo uma espécie de selecção de jogadores portugueses reunidos propositadamente para serem pacientemente esculhambados pelas brincadeiras adversárias. Muitos anos depois levei o meu filho Afonso, ainda pequenino, a vê-los no pavilhão Atlântico. Assistir a uma exibição dos Globetrotters é, para mim, que nem gosto de basquete, uma lição que se deve estudar nem que seja uma vez na vida. Mesmo que se esqueça em seguida, algo que não é fácil. Nunca poderia ser fácil esquecer cinco Nijinskis negros.
Abe Saperstein tinha tanto de esperto como de unhas de fome. Não admira: era judeu. Teve dificuldade em lidar com a crescente popularidade de Marques Haynes e este acabaria por lhe virar as costas em 1953 e fundar os Harlem Magiciens. Porque Haynes era daqueles homens que estendia a mão e tocava na cauda dos cometas. Green outra vez, agora no original: «No one had ever seen anything like this before on a basketball court. And, in truth, there had never been anything like this on any basketball court. Not on any court, anywhere, since Dr. Naismith invented the game. What Marques Haynes was doing with a ball had never been done». Pois: nunca ninguém como Marques Haynes. As pessoas atiravam-lhe chapéus, moedas, até as camisas. Quando saía da quadra, o chão ficava pejado de objectos.
Antes de se tornarem numa equipa para a qual vencer é apenas a menos importante das coisas mais importantes, os Globetrotters venceram e de que maneira. O World Professional Basketball Tournament, em 1940, por exemplo, considerada como a mais dura competição mundial para profissionais. E espancaram com requintes artisticamente sádicos os Minneapolis Lakers que se ufanavam de ser a mais poderosa equipa dos Estados Unidos. Depois demandaram o mundo. Havia quem os conhecesse de cor: Louis Pressly, William ‘Rookie’ Brown, Boyd Buie, Reece ‘Goose’ Tatum, Frank Washington, Marques ‘Markus’ Haynes, Sammy Quee, Clarence Wilson. Negros esplendorosos! Aos 60 anos, ainda Marques Oreole Haynes viajava por toda a parte, ora conduzindo o seu próprio automóvel, ora apanhando comboios e autocarros, dormindo em motéis de beira de estrada, apresentando-se em espectáculos circenses de ‘one man show’, fazendo com as suas mãos mágicas, uma bola e um cesto coisas que mais ninguém conseguiu fazer alguma vez. Tornara-se nómada: «You get lonely on the road, sure. It gets boring. It gets tiring. Sometimes you wonder why you’re out here, out on the road, but then you remember you’ve been here all your life and how you enjoyed it so». Navegava na solidão recusando um cais."

A sociedade Nescafé e o efeito Coriolano

"Tudo se faz e desfaz, julga e sentencia, engrandece e envilece em momentos. Basta uma notícia, verdadeira ou falsa, uma ideia, uma imagem, uma suposição, um incómodo. Não é de agora que alguém passa de um momento para o outro de bestial a besta – o inverso também é possível e acontece, embora talvez não seja tão fácil nem tão frequente.

Não é de agora, não, é assim desde que o mundo é mundo, e creio que há de continuar a ser. Não há coisa mais simples, é como morrer, basta estar vivo. Para a degradação em besta, basta estar no estado de bestial (ou mesmo, em certos casos, um pouco acima da aparentemente pacífica mediania). É elementar, e da natureza das coisas humanas. Umas vezes precisa de uma conjugação de factores, outras de um apenas, outras quase só de uma viragem do vento ou de um estalar de dedos. Chamar-lhe-ia – embora seja porventura demasiada História e muita literatura para algo tão simples e conhecido – o “efeito Coriolano”, pensando no militar romano (cuja tragédia Shakespeare, com o seu olho clínico para os podres da humanidade, eternizou em peça assim chamada) que um dia era herói, a seguir um pária e, tempos depois, estava morto, às mãos, mais coisa menos coisa, de quem o tinha antes levado ao altar. Suprema e efémera glória. Suprema, não; traiçoeira apenas, afinal. Grande foi o general Caio Márcio um dia, chamado Coriolano e feito cônsul depois de tomar Corioli, seguidamente inimigo do povo e bode expiatório e, finalmente, por má fortuna e passos errados, já só um cadáver.
Convém não esquecer, e temer sempre os efeitos da bestialidade e, sobretudo, os humores da turba. E sobretudo convém não o esquecer nos tempos que correm – e por esse mundo fora em geral e pelo nosso país em particular temos vários e bons exemplos, inclusive recentes –, tempos em que quase tudo é tão instantâneo como o Nescafé. Tudo se faz e desfaz, julga e sentencia, engrandece e envilece em momentos. Basta uma notícia, verdadeira ou falsa, uma ideia, uma imagem, uma suposição, um incómodo. Quem no dia anterior era incensado, ou cultivado, ou útil, ou tudo isso junto, no dia seguinte já pode ser tóxico, desgraçado, dispensável. E com a mesma facilidade com que foi levado em ombros, e muitas vezes pelos mesmos, leva um despudorado pontapé no traseiro. A memória é curta, a necessidade de sobrevivência imperiosa, e a decência e a solidariedade podem ser dispensáveis na directa proporção da urgência da hipocrisia. Um pouco de pó de café, ou parecido, mistura-se em água, mexe-se, e já está. Parece mesmo café e tudo, e ide em paz, que para a frente é que é o caminho. Tantos Coriolanos por aí, muito e tão tonto regozijo, sedutora pressa em pontapear. Até que um dia pode acontecer, também, a quem agora pontapeia, sem pinga de pudor. Pode acontecer a qualquer um. Aliás, tudo pode acontecer a qualquer um. Pois pode, verdade fatal e tantas vezes esquecida. Se acaso fosse mais vezes lembrada, far-se-ia menos e não se aplaudiria o que, amiúde, e bem vistas as coisas, apenas devia suscitar tristeza ou mesmo nojo. É a vida. Mas é pena. E sempre guardado está o pedaço, ou o fel, ou o veneno..."

Jogos Olímpicos: espírito de Missão

"Foi através da Ginástica e em particular das aulas de acrobática, na Associação Académica da Amadora, que nasceu a minha paixão pelo desporto. E foram as competições de Ginástica que, ao longo dos anos, foram captando a minha atenção aquando da realização dos Jogos Olímpicos (JO). Presa ao ecrã, admirava a flexibilidade, o equilíbrio, a coordenação e o rigor das ginastas em competição. Estava longe de imaginar que, anos mais tarde, os JO, esse evento multidesportivo carregado de emoções, fariam parte da minha vida profissional e me levariam a estádios, piscinas e pavilhões onde é possível vivenciar o desporto ao mais alto nível.
Trabalhar em contexto olímpico é, também, ter o privilégio de acompanhar o antes, o durante e o depois da participação de uma Missão nos JO. E, de Barcelona, em 1992, ao Rio de Janeiro, em 2016, são sete as Missões que contaram com o meu contributo, enquanto elemento de uma equipa multidisciplinar, focada em facultar aos atletas, treinadores e convidados as melhores condições de treino, competição e estadia.
É elevado e criterioso o volume de trabalho que engloba a preparação de uma Missão.
É abrangente o número de pessoas e entidades envolvidas, que não se limita aos atletas e treinadores, pois passa também pela equipa médica, a comunicação social, a Comissão Executiva do Comité Olímpico de Portugal e os convidados institucionais.
É rigoroso todo o procedimento de acreditações, inscrições desportivas, viagens, seguros, alojamentos, estágios de pré-competição, aquisição de trajes oficiais e equipamentos desportivos, transporte de equipamentos, aquisição de bilhetes e protocolo.
E para que todo o trabalho seja amplamente realizado não basta pensar, planear e executar. É necessário coordenar uma equipa, onde cada elemento conhece a fundo não só as suas tarefas e responsabilidades, mas também as suas fragilidades e as suas idiossincrasias.
Se até ao início dos JO todos temos de estar em forma, durante a realização dos mesmos o nosso equilíbrio é fundamental. O cansaço, a privação de sono, as contrariedades, as refeições fora de horas, fazem parte do nosso dia a dia. Porém, o sentido de responsabilidade e o cumprimento de objectivos falam mais alto e tornam-nos flexíveis, atentos, disponíveis e eficazes. Cada um de nós faz parte de uma orquestra que se quer afinada e diversificada num palco onde todos dançam a mesma música. 
Durante as semanas em que estamos fora de casa, a vida familiar continua a acontecer. E tudo pode acontecer. Um aniversário, uma doença, uma morte, um nascimento, o início de um ano escolar, o casamento de um melhor amigo. É preciso acompanhar à distância, agradecer a quem nos substitui e manter o foco no trabalho a desenvolver.
Integrar uma Missão Olímpica representa prestar um serviço ao país e para trabalhar com atletas de alta competição precisamos de ser, também, profissionais de alta competição."

Discursos sobre o Desporto (II)

"Analisámos o discurso dos especialistas em Ciências do Desporto e o dos intervenientes directos no sistema desportivo no artigo anterior. Passaremos de seguida para o discurso dos consumidores do espectáculo desportivo e dos receptores daquilo que é divulgado nos e pelos mass media desportivos e para o próprio discurso destes últimos.
Os consumidores do espectáculo desportivo, quer sejam espectadores ‘in loco’, quer sejam receptores do que é veiculado pelos mass media, em directo ou em diferido (TV ou imprensa), fundam o seu discurso num fenómeno de identificação com o clube ou com a modalidade e de posterior oposição em relação ao adversário. Mais preocupante quando fundam esse discurso em razões emotivas que ‘a posteriori’ se transformam em fundamentalismos… É o discurso da paixão e não o discurso da razão. É o discurso inflamado e não o discurso ponderado. É o discurso faccioso e não o discurso isento. É o discurso da reprodução e não o discurso da crítica ou da análise. É o discurso alterado e não o discurso sereno. É um discurso de opressão, um discurso de amarras…
Têm opiniões sobre tudo e sobre todos mesmo que não consigam explicar os fundamentos das mesmas. Têm opiniões sobre tudo e sobre todos mesmo que não saibam do que estão a falar. É um discurso muitas vezes reprodutivo daquilo que escolheram – ou lhes fizeram escolher – para seguir na comunicação social.
Souness, nos tempos em que treinava o Benfica, em 1997/98, chegou a afirmar que “em Portugal todos os burros falam de futebol”, referindo-se aos comentários que eram dirigidos à sua actividade profissional e ao desempenho dos profissionais da equipa que orientava. Não deixava de, alegoricamente, ter razão... Mas Souness esqueceu-se de dizer que para esses burros falarem de futebol alguém ou algum meio lhes tinha metido na cabeça ideias sobre o futebol…
Os mass media, ou parte deles, procuram relatar factos e acontecimentos, apesar de esse relato não poder fugir a uma certa subjectividade e interpretação do seu relator, o que o torna parcial e arbitrário. E se parte desses media ainda procura… a outra parte elabora e propaga o discurso que tem de ser construído para vender.
A 27 de Janeiro a Espanha acabava de vencer o Europeu de andebol. Tragicamente, um helicóptero com nove pessoas despenhava-se nos Estados Unidos. A imprensa do país vizinho – Marca, Mundo Deportivo e As – ocupavam as suas capas com fotos a tamanho inteiro de Kobe Bryant. Os três principais jornais desportivos do nosso país retratavam o nosso futebol, o nosso futebol e o nosso futebol…
Como dizia Humberto Eco na sua obra “Apocalípticos e Integrados” (1976, São Paulo: Ed. Perspectiva), “os mass media, colocados dentro de um circuito comercial, estão sujeitos à «lei da oferta e da procura». Dão ao público, portanto, somente o que ele quer, ou, o que é pior, seguindo as leis de uma economia baseada no consumo e sustentada pela ação persuasiva da publicidade, sugerem ao público o que este deve desejar.” Assistimos então na TV a transmissões futebolísticas com as imagens de quatro ecrãs num ecrã só em que não se vislumbram imagens do jogo jogado (mas tão só do seu envolvente) e onde este é relatado com essas imagens em fundo – é a rádio visual. Alain Woodrow em “Informação, manipulação” (1991, Lisboa: Dom Quixote), explica-nos que a imagem é insolente e pervertida pelo dinheiro e “é assim que todos os media, sob o jugo da imagem, se deixam pouco a pouco desviar do seu objectivo – informar – para se tornarem, por sua vez, manipuladores.” Transmite-se em cima do acontecimento (é o “chegar primeiro”) e transforma-se o espectador num ‘voyeur’ desencadeando nele emoções e retirando-lhe a possibilidade de parar um pouco para analisar a mensagem recebida (é o “formar o desinformado”) ao invés de procurar informar bem e correctamente através da imagem real do acontecimento mesmo que em directo (ou até em diferido) com a particularidade de nessas imagens passar publicidade encapotada. É esse o principal objectivo destas transmissões. Departamentos de marketing e de comunicação estudam e aplicam estas técnicas o que indica que não são ingénuas essas transmissões. Essa publicidade em primeiro lugar seduz e em segundo lugar leva ao consumo: uma forma camuflada de manipulação. E, na realidade, quem a paga é o consumidor final do produto publicitado – o espectador.
Assistimos depois a um sem número de programa de debate transformados em autênticos ‘reality shows’ os quais revelam por vezes uma certa tendência para influenciar ou manipular a opinião dos consumidores através dos ‘opinion makers’ e/ou dos ‘influencers’. O jornalista Daniel Deusdado (JN de 21.07.2011) diz-nos exactamente que “fazer jornalismo é produzir influência na opinião pública”. São mesas redondas, são debates, são programas sobre futebol e não sobre desporto, pois se perguntássemos a esses comentadores (normalmente um por cada um dos três “grandes clubes”) por que motivo uma baliza de futebol tem as dimensões que tem, qual a altura a que se encontra colocado um aro de uma tabela de basquetebol, quantas armas tem a esgrima ou quantos buracos existem num campo de golfe provavelmente (quase de certeza!) não saberiam responder. Nas palavras de Alain Woodrow em “Os meios de comunicação – quarto poder ou quinta coluna?” (1996, Lisboa: Dom Quixote) “os limites do abjecto são os do valor comercial do sórdido. E a merda vende-se bem.”
O consumo assíduo destes tipos de programa, para os quais nem sequer existe um espírito selectivo ou um espírito crítico, condena o espectador passivo ao obscurantismo. E é sempre mais fácil dominar uma pessoa criada neste meio ambiente…
E na internet, redes sociais incluídas, a divulgação de factos deturpados (há quem lhe chame ‘fake news’) é bem notória. Como disse o jornalista Luís Freitas Lobo (Notícias Magazine, n.º 1304, suplemento do DN de 21.05.2017) sobre a modalidade mais mediatizada “há algo que o futebol actual consagrou através do impacto da internet e das redes sociais: a verdade vende menos. A mentira é um produto lucrativo.”
Se tivermos em linha de conta toda a evolução do desporto e todo o conhecimento sobre este, reparamos que as crenças no mesmo – ou antes, nas suas finalidades – existentes desde o tempo do amadorismo e do «amor à camisola» ainda hoje se mantêm (o que é verificável pela linguagem utilizada pelos consumidores do desporto – o desporto forma, é um meio educativo, transmite valores, o desporto promove a saúde), quando esse «amor à camisola» se traduz actualmente por uma actividade onde a busca do lucro e da vitória é cada vez mais explícita. Consequência disto, no desporto, é a excepção ter-se tornado regra, ou seja, as perversidades sucederam, por evolução do desporto, a um estado ético onde existiam valores, estando estes agora cada vez mais ausentes."

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Força Benfica

"Faltam poucas horas para o início do embate com o Belenenses, SAD, relativo à 19.ª jornada da Liga NOS. O pontapé de saída está agendado para as 19 horas, no Estádio da Luz.
Bruno Lage já deu a receita para somar mais três pontos esta noite: foco total, tremenda motivação, entrada forte, à semelhança das últimas partidas frente a Sporting e Paços de Ferreira, jogar bem e ganhar.
A nossa equipa tem feito um percurso impressionante no Campeonato, é líder com 51 pontos, mais sete que o segundo classificado, resultantes de 17 vitórias nas 18 jornadas disputadas. Neste momento encontra-se numa série de 15 triunfos consecutivos na principal prova nacional, o que perfaz o segundo melhor registo de sempre na história do Benfica nesta competição.
No entanto, quando ambas as equipas entrarem em campo, o resultado estará 0-0 e o percurso recente não terá qualquer relevância na partida. Independentemente dos resultados anteriores, dos adversários ou do local, a nossa equipa prepara-se e actua sempre com o intuito de ganhar.
Esta é, necessariamente, a mentalidade bem arreigada, desde sempre, em quem representa o nosso Benfica.
E serão muitos mais os nossos atletas que, este fim de semana, terão a honra e a responsabilidade de defender as nossas cores e o nosso emblema.
Hoje, às 16h00, a nossa equipa Sub-23 entrará em campo no Benfica Campus para defrontar o Portimonense.
Amanhã, sábado, destacamos o jogo dos juniores, às 15h00, frente ao Alverca no Seixal. E, à mesma hora, mediremos forças com o Belenenses em andebol, na Luz. Uma hora mais tarde começará o dérbi no basquetebol, no pavilhão João Rocha, em que procuraremos manter a liderança do Campeonato. Às 17h00, os nossos hoquistas terão pela frente, na Luz, o AE Física. Às 17h30 será a vez da nossa equipa feminina de futebol, em Braga, a contar para a segunda jornada da Taça da Liga. E o dia terminará com o jogo das nossas andebolistas, às 20h00 na Luz, com o ASS Assomada.
No domingo, o destaque recai no desafio da Equipa B frente ao Vilafranquense, no Seixal, às 15h00. Na Luz, as nossas equipas femininas de hóquei em patins e futsal jogarão com CR Antes (15h00) e Sporting (18h00), respetivamente.
Ao longo do fim de semana, serão muitas e boas as oportunidades para apoiarmos o nosso Benfica. 
#PeloBenfica"

Antevisão SL Benfica x Belenenses SAD: Vencer é a palavra de ordem

"Encarnados vão tentar manter a distância pontual que têm em relação ao FC Porto
Em vésperas de uma difícil jornada contra o FC Porto no Dragão, o Sport Lisboa e Benfica recebe o Belenenses SAD em jogo a contar para a 19.ª jornada da Primeira Liga.
Os azuis chegam à Luz na 15.ª posição do campeonato – com apenas quatro pontos acima da “linha de água” -, sendo que o astual corpo técnico, liderado por Petit, assumiu o comando da equipa há duas jornadas. Nos dois jogos que realizou, Petit somou uma derrota e uma vitória – (0-1) contra o Vitória FC e (2-1) frente ao Portimonense SC, respetivamente. De lembrar que a última vitória fora de portas do Belenenses aconteceu em dezembro, na qual derrotaram o CD Tondela por uma bola a zero, em partida a contar para a 12.ª jornada da Primeira Liga.
Com a segunda pior defesa do campeonato pela frente – as redes da baliza do Belenenses já abanaram por 32 vezes esta época, menos duas vezes do que as redes do CD Aves. O jogo, que terá lugar às 19 horas de sexta feira, poderá resultar num festival de golos já que os encarnados são, de forma destacada, o melhor ataque da Primeira Liga com 41 golos marcados.

Como Jogará o SL Benfica?
Numa altura em que não pode haver facilitismos por parte das “águias”, tudo indica que Bruno Lage deverá manter o onze base frente ao Belenenses SAD. As únicas alterações em vista serão, porventura, a inclusão de Tomás Tavares no onze por André Almeida – que poderá falhar a deslocação ao Dragão caso veja o quinto cartão amarelo -, e a possível entrada de Adel Taarabt para o lugar de Gabriel, que tem estado sujeito a um enorme desgaste nas últimas partidas.
No que ao último terço encarnado diz respeito, tudo indica que a dupla atacante deverá ser a mesma que, na última jornada, em Paços de Ferreira, destruiu por completo o dique dos castores. Rafa e Vinícius complementam-se um ao outro dentro do terreno de jogo, sendo que são uma ameaça constante às redes adversárias.

Jogador a Ter em Conta
Rafa Silva – Com a perspectiva de um Belenenses a apresentar-se com um bloco defensivo médio-baixo, o poder de explosão de Rafa e a capacidade que este tem para jogar em espaço curto podem ajudar a furar a muralha azul montada por Petit.

XI Provável
4-4-2: Odysseas; Tomás Tavares, Rúben Dias, Ferro e Grimaldo; Pizzi, Weigl, Taarabt e Cervi; Rafa e Vinícius.

Como Jogará o Belenenses SAD?
Analisando toda a temporada, os azuis têm alinhado em 4-3-3. No entanto, desde que chegou ao clube, Petit montou a equipa em 3-4-3, com os veteranos Licá e Varela a ganharem protagonismo.
Os dois atacantes valem seis golos na presente edição da Primeira Liga – Licá com quatro tentos e Varela com dois. De lembrar que o Belenenses é o quinto pior ataque da prova, com 14 golos em 18 jornadas -, protagonizando, assim, a maior ameaça à baliza defendida por Vlachodimos.
Os comandados de Petit deverão apresentar-se num bloco médio-baixo e a jogar no erro dos encarnados, fazendo da busca pela profundidade a sua principal arma. Numa tentativa para tentar anular o jogo interior da equipa de Bruno Lage, os azuis deverão organizar-se mais num 5-4-1 ao invés do 3-4-3 que têm apresentado nas últimas duas partidas, mantendo as linhas juntas e compactas, de modo a anular quaisquer tentativas de jogo entre linhas por parte das “águias”.

Jogador a Ter em Conta
Licá – Melhor marcador dos azuis, Licá tem estado a um grande nível na presente temporada. Apesar da idade, demonstra uma grande frescura física, assim como uma grande capacidade de trabalho em prol da equipa. Além disso, a sua versatilidade na frente do ataque faz com que seja um quebra-cabeças para os defensores adversários, visto que tanto pode oferecer um apoio frontal para fazer combinações como também é capaz de oferecer profundidade através de desmarcações entre os laterais e centrais adversários.

XI Provável
5-4-1: Moreira; Tiago Esgaio, Gonçalo Silva, Nuno Coelho, Nilton Lopez e Chima Akas; Marco Matias, André Santos, Show e Silvestre Varela; Licá."

Semanada...

"Uma análise semanal sobre pequenos pontos relacionados com o Benfica que me fui lembrando durante a semana.
1. Dyego Sousa. No último dia do mercado, o Benfica fecha a última contratação. Dyego Sousa foi apontado ao Benfica no último verão. Acabou por rumar à China. Alegadamente agora com o vírus que assola a China, quis mudar de país durante uns tempos e chega ao Benfica por empréstimo até ao final da época. É um jogador razoável, que - imagino eu - vem para ficar com os minutos de um terceiro ponta de lança. Ou seja, não acredito que voltemos a jogar com dois pontas de lança. O melhor Benfica surgiu a jogar com apenas um. E como tal, o Dyego Sousa jogará apenas caso aconteça alguma coisa a Seferovic ou Vinícius. Na minha opinião, o Benfica tem uma equipa B fantástica, que se farta de produzir muitos jogadores talentosos e tem um treinador extraordinário. O Benfica deve usar essa ferramenta de maneira a que o quarto central da equipa principal, o terceiro guarda-redes e o terceiro ponta de lança - posições que são precisas por precaução, mas não têm muitos minutos - sejam jogadores titulares na equipa B. Talvez tenhamos tentado arranjar um jovem para equipa B para fazer de terceiro avançado, não conseguimos achar ninguém e por isso acabámos com Dyego Sousa porque estava disponível. Se for um empréstimo até ao final da época, é melhor do que nada. Mas não é com este tipo de contratações que vamos deixar de ser uma chacota na Europa. 
2. Yony Gonzalez integrado. Ao que tudo indica, Yony Gonzalez já se treina com a equipa principal e se não arranjar nenhum clube até ao final do dia de hoje pode mesmo ficar lá. A contratação de Yony nunca fez sentido. É um jogador sem grande talento, já com 25 anos, e como tal a perspectiva de valorização não parece ser muito grande. Passámos o verão e o mês de Janeiro todo a dizer que o objectivo é diminuir o tamanho do plantel e aparentemente agora trouxemos um jogador ainda mais banal do que o Caio Lucas. Como adepto do Benfica, esta é das coisas que menos consigo aceitar. O Benfica diz uma coisa, faz outra. Sempre assim.
3. Nuno Santos emprestado. O melhor jogador da equipa B actualmente - o que é diferente de ser o jogador com maior potencial - vai ter oportunidade de jogar na Primeira Liga. É um bom empréstimo. O Nuno Santos tem muito talento. Infelizmente joga numa posição onde estamos sobrelotados. Mas vamos ver como lhe corre o empréstimo e se no próximo verão não terá a hipótese de ser chamado para a pré-época. Pessoalmente acho que teria mostrado mais do que David Tavares se tivesse tido os minutos que David teve na equipa principal. E arrisco dizer que se não o aproveitarmos, num par de anos está no Braga ou no Guimarães e é um dos melhores do plantel - como acontece com os irmãos Horta, Pêpê, Fábio Cardoso e o outro Nuno Santos.
4. Resumo do Mercado de Inverno. As saídas foram mais ou menos o que se esperava. Saiu RDT para o Espanyol por 20M e houve ainda os empréstimos de Gedson ao Tottenham, Caio ao Sharjah, Conti ao Atlas e Fejsa ao Alavés. São cinco saídas de jogadores que não eram titulares, nem tinham assim tantos minutos na rotação. Houve duas entradas. Julian Weigl e aparentemente o Dyego Sousa. O alemão tem sido titular desde que chegou. Dyego ainda vamos ter que esperar para perceber qual é exactamente o plano. O plantel tem neste momento 25 elementos a contar com Yony e Svilar. Ficou a faltar resolver o caso de Zivkovic, aparentemente de Yony e contratar um segundo avançado que era algo que estávamos em falta no verão e aparentemente vamos continuar. Creio que estas reticências todas do clube para contratar um segundo avançado se podem estar a prender devido a Gonçalo Ramos, que é um dos jogadores com um potencial tremendo que temos na equipa B. Em falta, na minha opinião, ficou a gestão dos jovens que estão emprestados. Willock, Zé Gomes e Alex Pinto não têm jogado nas respectivas equipas. Ebuehi e Daniel dos Anjos já não estão a fazer nada na equipa B. Todos estes jogadores deveriam ter sido emprestados a novos clubes.
5. Carlos Resende de partida no final da época. A bomba explodiu. Carlos Resende vai deixar o Benfica no próximo verão, o que não choca. Resende foi um falhanço total como treinador do Benfica. Primeiro insistiu imenso em jogadores portugueses, negligenciando a contratação de estrangeiros. Depois não conseguiu atrair quase nenhum jovem português talentoso. Acabaram todos - tirando o Cavalcanti que já estava no Benfica - ou no Sporting (Frade, G. Vieira) ou no Porto (A. Gomes, Branquino). O senhor que se segue é o antigo campeão mundial de Andebol Chema Rodriguez que tem sido treinador-jogador numa equipa da 2º Divisão de França e foi treinador adjunto do Hungria no último Europeu. Chema como treinador tem percurso muito pouco significativo, mas é um homem dos meandros do Andebol europeu, que jogou nas melhores equipas, disputou as melhores provas e poderá conseguir atrair alguns jogadores interessantes só pelo seu nome. Na minha opinião, o Andebol é uma das modalidades onde um bom departamento de scouting faz milagres. Há jovens muito talentosos no Egipto, Cuba, Chile, Tunisia, Irão, Letónia, Croácia que certamente gostariam de vir jogar para Portugal. Acho que é mais por aí que devíamos pensar e não tanto andar a contratar jogadores à procura do último contrato da carreira.
6. Jacaré reforça equipa de futsal. Chegou ao Benfica em 2017. A partir deste mês já conta como formado localmente e como tal é mais uma alternativa para Joel Rocha. A primeira época no Futsal Azeméis foi boa. Fez 12 golos em 25 jogos. Esta segunda não estava a ser tão boa. Estou curioso para ver se temos nele um pivot para o futuro, ou se num espaço de 6-18 meses estará de saída. Independentemente da evolução do Jacaré, espero que o Benfica assegure a contratação do Ludgero, pivot do Quinta dos Lombos, que já tem 19 golos esta época e que tem sido uma das sensações da temporada. Com Ludgero, Fernandinho e Fits ou Jacaré, teríamos um trio pivots muito interessante. 
7. Manchester United S23 fará estágio no Benfica Futebol Campus. Tem sido falada a hipótese do Benfica construir um Hotel no Seixal. Eu não estou muito convencido com a ideia. Mas se tal viesse a acontecer, seria por casos como este que aparentemente vai surgir em breve. A equipa S23 do Man United vai fazer um estágio no Benfica Futebol Campus. Deve haver um mercado para estágios e esse mercado deve procurar climas quentes e espaços com certas condições para a prática de futebol. Se valer o dinheiro, porque não? È arrojado. Vamos ver o que acontece com esta equipa do Man United."

Os 5 melhores momentos de Kobe Bryant

"Kobe Bean Bryant foi, talvez, dos jogadores mais carismáticos e talentosos que a NBA já viu. Kobe não era apenas um jogador, era uma figura, um exemplo a seguir e também um pai de família, bastante devoto demonstrando sempre todo o apoio e carinho às suas filhas (em especial a Gianna, que também foi vítima do mesmo acidente mortal que o pai, cuja a equipa era treinada por Kobe).
De game-winners no último segundo, “afundanços” por cima das estrelas da equipa adversária a recordes que dificilmente serão quebrados ou até o seu modo de encarar os desafios e de persistência qualquer que fosse o obstáculo a superar, Kobe deixou uma forte marca em todos os amantes do basquetebol à volta do mundo. Fosse porque estivesse praticamente a ensinar os bases da nossa equipa preferida a atirar ao cesto, ou pela sua incrível confiança em si próprio continuando a atirar depois de 10 e 12 lançamentos falhados, muitas foram as lições que este nos passou ao longo da sua carreira, e vida, que, infelizmente, têm um fim amargo e prematuro.
Assim, muitos são os momentos que nos fazem relembrar a lenda com um carinho especial e um sorriso na cara! Desde momentos de jogo que para sempre nos parecerão mágicos, ou outros grandes feitos fora das quatro linhas, fiquem com os melhores momentos (ou os mais sensacionais) a relembrar.

1. A última dança – A 13 de Abril de 2016, naquele que viria a ser o seu último jogo profissional, Kobe Bryant conseguiu surpreender-nos uma vez mais. Kobe brindou-nos com uma performance memorável e nostálgica, marcando 60 pontos no seu último jogo! Numa época em que Kobe esteve mais em “cruise control” com um plantel cujo objectivo era desenvolver e aprender e não propriamente lutar pelo titulo, Kobe vinha com média de cerca de 17 pontos por jogo. Mas no último jogo, depois de uma carreira inteira a ser criticado por não passar a bola aos seus colegas de equipa, todos queriam era que este atirasse ao cesto. Assim, viria a culminar numa perfomance de 60 pontos que também incluiu o cesto da vitória, deixando todos com um sentimento nostálgico e de saudade de bons momentos vividos outrora.
No entanto, a última estatística anotada por Kobe num jogo de basquetebol viria a ser uma assistência, para Jordan Clarkson, jovem base na altura. Este foi quase como o momento do “passar da tocha” à geração seguinte.
2. Os 81 pontos – Na época 2005/2006, aquela que viria a ser a mais forte estatisticamente de Kobe Bryant, a 22 de Janeiro de 2006 marcou 81 pontos numa vitória sobre os Toronto Raptors.
Contra uma equipa que não era forte candidata ao titulo, mas os Lakers de Kobe também se encontravam a meio dos oito candidatos a playoff da conferência Oeste, Kobe Bryant deixou o mundo do basquetebol estupefacto. Kobe Bryant viria a marcar 26 pontos apenas na primeira parte e, não estando satisfeito, marcou mais 55 pontos na segunda parte. Uma segunda parte que viu múltiplos defesas diferentes em Kobe, bem como alguns 2 para 1 e até 3 para 1 na defesa. Mas nada viria a parar o tiro certeiro de Kobe que, da linha de lance livre, viria a marcar o 81.º ponto, tornando-se assim na segunda melhor marca da história da NBA (atrás dos 100 pontos de Wilt Chamberlain) e a melhor da era moderna do Basquetebol.
3. O mítico “jogo sete” – Em 2010, Kobe já era uma Lenda e a Super-Estrela da NBA, com quatro campeonatos ganhos, que incluíam um MVP das finais, um MVP da temporada regular, dois “scoring titles”, uma medalha olimpica e ainda três MVP’s do “All-Star Game”. No entanto, apesar de tudo, Kobe queria mais, Kobe sempre quis mais. Estando empatado em termos de campeonatos ganhos com o seu ex-colega de equipa Shaquelle O’Neal, Kobe estava determinado a ganhar mais um. Vindo de um campeonato ganho em 2009 contra os Magic de Dwight Howard, Kobe tinha algo a provar: que conseguia bater a super equipa de Boston que em 2008 tinha ganho o campeonato, com final contra os Lakers.
Uma série muito disputada, com Kobe a carregar o poder ofensivo do lado da equipa da cidade dos anjos, chegou ao “jogo sete”. Jogo este que viria a ser disputado em Los Angeles. Boston tinham uma táctica defensiva muito forte, desenhada para retirar os pontos fortes do ataque de Kobe e o obrigar a não ter a bola nas mãos nem a poder criar muito a partir do drible. Este foi o jogo que o próprio disse que não saberia como ganhar até o estar a jogar.
Ficará para sempre com um carinho especial pois não só foi o ultimo anel de Kobe, mas também pois foi um típico jogo de Kobe Bryant. Kobe fez seis em 24 lançamentos de campo, terminando com 23 pontos num jogo que ficou 83-79 a favor dos Lakers (demonstrando a forte defesa da época). Apesar de ofensivamente não ter sido nem de perto nem de longe dos melhores de Kobe, este conseguiu agarrar 15 ressaltos. 15 ressaltos contra uma equipa que contava com Kevin Garnett, Rasheed Wallace e Tony Allen.
Kobe mostrou-nos que nem sempre fazer tudo para a equipa ganhar passa por marcar pontos e, por vezes, é preciso parar e redirecionar o foco para se contribuir da maneira mais eficaz possível.
4. Fundação da Mamba Academy – Uma academia que já estava em funcionamento desde 2016 teve a atenção de Kobe em 2018, ano em que este se tornou co-fundador do espaço. Kobe viria assim a abrir o centro de desporto, juntamente com alguns dos melhores nomes na indústria, que viria a albergar cinco campos de basquetebol, cinco campos de voleibol, dois campos de voleibol de praia, um sintético de futebol, entre outras instalações. Esta viria também a tornar-se na nova “casa” para a equipa de basquetebol da sua filha Gianna, equipa que Kobe era também treinador.
No verão, esta academia organizava vários “campus” de basquetebol para os jogadores poderem desenvolver as suas habilidades técnicas, bem como aprender mais acerca do jogo. A Academia viria também a ser visitada por algumas estrelas da NBA, como Paul George.
5. O óscar depois da carreira – A 30 de Novembro de 2015, Kobe vinha a anunciar ao mundo, através de uma carta escrita ao “Players Tribune” intitulada de “Dear Basketball”, em como essa seria a sua última temporada e que o momento da reforma chegara. Kobe escreve a cara ao jogo do basquetebol, a explicar como sempre se manteve fiel ao jogo, sem fazer batota e que, apesar do seu amor continuar forte como se ainda fosse o jovem de cinco anos que pegou na bola pela primeira vez, o seu corpo já não aguentava mais.
Assim, usando esta carta, Kobe, juntamente com Glen Keane, transformou a sua carta numa curta metragem que viria ser lançada a 23 de abril de 2017. Esta curta metragem ficou nomeada para um Óscar da academia, Óscar esse que Kobe viria mesmo a ganhar, tornando-se no primeiro ex-jogador de basquetebol a alcançar tal feito.
Este era um típico momento “Mamba-mentality” de Kobe, a mostrar-nos de que com dedicação tudo era possível.

Assim relembramos, com saudade, Kobe Bean Bryant, a nossa estrela que partiu demasiado cedo. No entanto, e para citar textos que têm circulado nas redes sociais, se temos saudades de Kobe basta olhar à nossa volta pois este continua presente. Kobe é o jogo de poste de Devin Booker, Kobe é o trabalho de pés que DeMar Derozan tem, Kobe é a mentalidade de jogar 1×1 que Kyrie Irving carrega, é a mentalidade de liderança de LeBron James, é a confiança de Luka Doncíc, entre tantos outros. Kobe, sem dúvida que deixou a sua marca no jogo e na vida que viveu. Poucas são as pessoas que carregam um propósito maior do que a vida em si, mas Kobe era uma delas. Obrigado pela inspiração, motivação e memórias. Para sempre, descansa em paz, Kobe Bean Bryant."

Benfiquismo (MCDXXVIII)

Até debaixo de água...!!!

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Antevisão...

Todos à Luz

"É já amanhã, sexta-feira, às 19h00, que receberemos o Belenenses SAD em mais uma partida a contar para a Liga NOS. O objetivo, comum a qualquer jogo que o Benfica dispute na competição, é somar mais três pontos e, no mínimo, manter a distância pontual para o segundo classificado.
O nosso adversário ocupa a 15.ª posição, em igualdade pontual com o Moreirense, mas já se sabe que não há jogos fáceis, à partida, no Campeonato. Basta relembrar que a vitória na Luz mais complicada na presente temporada deu-se ante o último classificado, o Aves.
Será, portanto, fundamental que a nossa equipa apresente os seus habituais níveis de concentração, empenho e competência para levar de vencida mais um adversário. O percurso quase incólume nas 18 jornadas realizadas, em que a nossa equipa alcançou 17 triunfos, foi possível porque, além da qualidade individual e colectiva apresentadas, cada jogo foi encarado como se tratasse de uma final. Mais do que olharmos para a classificação, devemos estar conscientes de que ainda nos faltam 14 vitórias para o tão ambicionado 38.
Essencial será igualmente o Estádio cheio e vibrante no apoio aos nossos jogadores, aliás, como é costume. Sabemos que o dia e o horário do jogo poderão não ser os mais convidativos, mas já é sobejamente conhecido o papel inalienável dos benfiquistas enquanto 12.º jogadores. Um por todos, todos #PeloBenfica!

Compete-nos ainda deixar uma palavra a Fejsa, um grande campeão e figura de proa no sucesso recente do Clube, cujo empréstimo ao Alavés, até final da temporada, foi anunciado ontem.
Fez 169 jogos em competições oficiais pelo Benfica desde que chegou ao nosso país, contratado ao Olimpiacos. O seu contributo inexcedível para tantos títulos conquistados pelo Clube ao longo do período em que nos representou merece todo o nosso apreço e admiração.
Nas seis temporadas e meia de águia ao peito, foi campeão nacional cinco vezes (só 41 jogadores o foram pelo Benfica pelo menos cinco vezes e é um dos únicos cinco futebolistas, em toda a história do Clube, que se sagraram Tetracampeões – André Almeida, Fejsa, Jardel, Luisão e Salvio), além de ter contribuído para a conquista de duas Taças de Portugal, três Taças da Liga e duas Supertaças. Naturalmente que fará também parte dos títulos que venhamos a conquistar esta temporada.
A Fejsa devemos respeito, agradecimento e reconhecimento, desejamos muita sorte e dizemos até já. O Benfica será sempre a sua casa!"

Cadomblé do Vata (apitos)

"Tendo a perfeita consciência de que o que aqui escrevo é lido com particular atenção por todas as altas instâncias do pontapé no couro nacional, sinto-me na obrigação de dar o meu contributo para a melhoria da indústria. Como tal, compilei uma longa série de 5 medidas a adoptar, com o intuito de melhorar o trabalho dos árbitros e diminuir sobremaneira a contestação aos mesmos, no campo, nas bancadas e nos estúdios de canais televisivos.
1. Até ao início da temporada 20/21, todos os estádios da 1ª Liga têm que ter condições para a utilização de VAR sem condicionantes na colocação de câmaras. Não podemos ter uma tecnologia inovadora e milionária, a funcionar a 30% em alguns estádios. É como limitar o raio de acção de um árbitro míope ao círculo central.
2. Os espectadores no estádio têm que saber o que se passa quando um lance está a ser analisado. Se não há ecrã gigante para passar informação, deve ser o speaker de serviço a trabalhar sob supervisão do 4º árbitro. O homem do microfone não pode estar lá só para anunciar com pompa e entusiasmo o 11 inicial do visitado e com notável enfado o do visitante.
3. Em análises a possíveis foras de jogo que redundem em diferenças entre linhas de 10 ou menos centímetros, tem de prevalecer o julgamento do árbitro auxiliar. 5 centímetros para defender a margem de erro do software de linhas e 2,5 centímetros para defender a margem de erro da colocação das linhas e 2,5 centímetros para defender o adepto que de outra forma fica sem alvo para atingir com insultos.
4. É ridículo que a FPF tenha uma canal de televisão onde não há um programa sobre arbitragem (pelo menos que eu tenha visto). FPF, APAF, canal televisivo detentor dos direitos de transmissão da Liga e um canal de transmissão em sinal aberto têm que gizar uma parceria para transmissão de um programa semanal sobre arbitragem, onde não se vão discutir erros, mas explicar regras, protocolos e mostrar "bloopers" de juízes caso seja transmitido depois do horário nobre.
5. Sabem aquela reunião que a APAF promove com os 18 plantéis na pré época para explicar regras e dissipar dúvidas? Era uma por mês se faz favor para discutir os jogos desse período. A comunidade arbitral não pode ter medo de admitir os erros, os atletas precisam entender porque nem sempre têm razão nos protestos e 17 treinadores gostavam de saber porque o Sérgio Conceição nunca é suspenso quando é expulso.

Nota: não vejo benefício na presença dos árbitros nas conferências de imprensa. Para manter o inalienável direito à liberdade de imprensa, os juízes seriam expostos a perguntas à procura de polémica, das quais não se livrariam com rotundos “não respondo” porque nas salas de imprensa não encontrariam a reverência de que os treinadores gozam e os jogadores adorariam ter, caso os clubes lhes permitissem falar em tais espaços."

Tinder

"1. «365 dias, 356 perturbações». A notícia refere-se ao metro de Lisboa em 2019, mas podia ser sobre o Sporting.
2. Bruno Fernandes: parece que é desta. A família real britânica perdeu um príncipe, a Premier League ganhou um rei. Despeço-me com uma vénia.
3. Rudy Pevenage, antigo corredor e antigo director desportivo no ciclismo: «Vencer uma competição sem recorrer ao doping era muito difícil». Então qual a diferença para as dias de hoje?
4. O Tinder, famosa aplicação amorosa, criou um botão de pânico para quando os encontros correm mal. Chegou o momento de o Sporting carregar, não está a correr nada bem com Varandas.
5. João Félix, para já, está mais próximo de ser o novo Renato Sanches do que o novo Ronaldo. Oxalá seja só uma fase e 2020 ainda seja um Félix Ano Novo.
6. Culpar a falta de união no FC Porto é uma originalidade no habitual mau perder de Sérgio Conceição, mas é um facto que algo vai mal no reino no dragão quando a figura mais intocável do clube parece ser Fernando Madureira.
7. As duas notícias mais insólitas que li nos últimos tempos: «Praia da Califórnia invadida por peixes-pénis»; «Bruno de Carvalho oferece-se para liderar SAD do Sporting e trabalhar com Varandas».
8. Acho patético que o juiz que pediu escusa seja obrigado a julgar o caso dos emails, mas pergunto: um fervoroso portista ou fervoroso sportinguista daria mais garantias de imparcialidade?
9. Neste momento é quase tão difícil tirar pontos ao Benfica como interditar o Estádio da Luz. passe o exagero.
10. Michel Platini está de volta ao futebol para ser conselheiro do presidente da FIFPro. Nada contra. É um daqueles casos em que pode jogar Monopoly desde que não fique como banqueiro.
11. O Man. United contratou um jornalista para ajudar a melhorar a imagem de Ed Woodward. Temo que para Varandas nem uma redacção inteira chegasse.
12. A vida lembrou-nos mais uma vez, com frieza, que até os imortais morrem. E às vezes cedo. RIP Kobe Bryant."

Gonçalo Guimarães, in A Bola

O Brinco do Baptista #27 - Não é normal

Modalidades, ponto de situação...

Benfiquismo (MCDXXVII)

No bom caminho...

Jota 2024



Finalmente! Renovação de Jota, até 2024...
Agora, o Jota na minha opinião, neste momento devia ser emprestado...! Não duvido do talento nem do potencial, mas precisa de ganhar mais clarividência e algum músculo...

Vitória em Braga,,,

ABC 15 - 26 Benfica
(8-12)

Vitória clara, no regresso das competições internas... garantindo a qualificação para os Oitavos-de-final da Taça de Portugal.

Inacreditável...

Benfica 77 - 91 Medi Bayreuth
23-20, 27-14, 9-27, 18-30

Não se pode estar a ganhar por 16 ao intervalo, e perder por 14... Ainda por cima, quando na Alemanha, aconteceu praticamente a mesma coisa!!! A ausência do Betinho não é desculpa!
Com este resultado estamos fora da corrida...

Derrota em Varsóvia...

Verva Varsóvia 3 - 0 Benfica
25-21, 25-13, 25-22


O efeito surpresa 'passou', os nossos adversários já não pensam que são favas contadas, e isso torna estes jogos mais complicados...  Mesmo assim, hoje, tivemos uma boa vantagem no 1.º Set que não conseguimos manter... e no 3.º Set discutimos até ao fim...
Temos mais dois jogos, para fazer mais uma surpresa, mas não será fácil...