Na live em direto da rede social do Sporting, ouve-se claramente, Matheus Reis a vangloriar -se:
— Alberto Mota (@lbrtmt1904_mota) May 25, 2025
"AQUI NÓS PISA NA CABECA, C*RALHO!!"
São corruptos e assumem! Veremos quais os castigos! pic.twitter.com/rZrZ6uViev
Últimas indefectivações
terça-feira, 27 de maio de 2025
Orgulho!
segunda-feira, 26 de maio de 2025
Vermelhão: Criminoso...
Benfica, Caso, Belotti, 95m
— VSPORTS ARCHIVE (@VsportsArchive) May 25, 2025
Belotti fica queixoso depois de um duelo com Matheus Reis, foi pisado mas Luís Godinho manda seguir,#TacadePortugal #EPOCA2425 #Final#SLBSCP #SLB #SCP pic.twitter.com/jUJgLo22J2
O Campeonato não foi suficiente, a Máfia quer tudo!!! Não vale a pena falar de futebol, porque aquilo que se passou no Jamor, foi uma autêntica fraude ao futebol...
📽️ Kökcü a inaugurar o marcador no dérbi! ☄️#SLBSCP • #TaçadePortugal pic.twitter.com/ktWgGU3Won
— SL Benfica (@SLBenfica) May 25, 2025
Desde dum penalty a favor do Benfica revertido pelo VAR, um Amarelo por simulação, num lance onde existe contacto com o pé do nosso jogador (igual ao penalty assinalado em Braga contra o Benfica), e um escandaloso golo anulado pelo mesmo VAR, que mais à frente fechou os olhos a uma agressão qualificada no código penal, quando o Benfica estava a vencer por 1-0... Numa partida, onde a primeira falta marcada a favor do Benfica nos últimos 30 metros, foi aos 108' do jogo (e só marcou a falta sobre o Aursnes no cruzamento para evitar ter que tomar uma decisão no agarrão ao Belotti, que seria mais um penalty roubado)!!! Sendo que o golo da reviravolta do Sporting, foi marcado por um jogador que já devia ter sido expulso!!! Foi um festival, um nojo, de gente sem escrúpulos, corrupta até ao tutano!!!
Até o jogo de ontem dos Iniciados (tentativa descarada de dar o título aos Lagartos), merecia uma reação energética do Benfica!!!
Mais uma. Nem falta marcou. E o Harder já tinha amarelo. pic.twitter.com/fxHKB9g52x
— Vai Benfica 🦅 (@vaibenfica1904) May 25, 2025
As palavras do Rui Costa são tardias, e demonstram uma ingenuidade quase 'criminosa'! Para começar, o Benfica devia exigir a Irradiação imediata do Tiago Martins, e a suspensão do Godinho, e ainda uma admissão pública por parte do Conselho de Arbitragem da FPF, dos erros de facto cometidos neste jogo (algo que já fez no passado...). E enquanto isto não acontecer, o Benfica não participaria em jogos contra os Lagartos, a começar pela Supertaça... Isto é o mínimo, dos mínimos.
E já agora, uma queixa ao MP da agressão sofrida pelo Belotti que ultrapassa em muito qualquer dinâmica de jogo.
Três lances que mostram bem a inclinação do campo por parte do Godinho e Tiago Martins...
— Alberto Mota (@lbrtmt1904_mota) May 25, 2025
Harder devia ser expulso na jogada anterior ao 1-2 pic.twitter.com/YDIWeEohXS
Participar em qualquer competição interna, nas actuais circunstâncias, é um exercício inútil, é ser cumplice... Repito, podemos trocar o treinador, podemos trocar todo o plantel, podemos gastar o dinheiro que temos e não temos, e o Benfica continuaria a não ganhar competições em Portugal...
📣 Incomparáveis! 🔥#SLBSCP • #TaçadePortugal pic.twitter.com/0mtVJ0InXK
— SL Benfica (@SLBenfica) May 25, 2025
9.ª Taça de Portugal
13-12
Dobradinha confirmada, com clara superioridade sobre o nosso principal adversário...
Faltou a Supertaça no início da temporada, e na Europa o sorteio não foi favorável, mas após um início com soluços, a equipa encontrou o ritmo certo, e provou que a mudança de treinador, foi acertada...
7.ª Taça de Portuagal
10-1, 7-0, 7-2, 6-0
Confirmação do domínio completo interno da nossa seção feminina de Polo Aquático...
Dia de Taça
"Benfica e Sporting disputam a final da Taça de Portugal, hoje às 17h15, no Estádio Nacional. Este é o tema em destaque na BNews.
1. Pelos Benfiquistas
O treinador do Benfica, Bruno Lage, salienta: "Tudo faremos para oferecer o troféu aos adeptos, que nos têm apoiado desde o primeiro minuto." E revela: "O mais importante é eu sentir a equipa determinada, com um ambiente muito positivo."
2. Foco na final
O capitão de equipa, Otamendi, refere que "temos mais uma final pela frente e vamos tentar fazer um bom trabalho para podermos conquistar o título". "Um troféu para nós, para o Clube e os adeptos", acrescenta.
3. Chamadas internacionais
Otamendi (A) e Prestianni (Sub-20) estão convocados pela Argentina.
4. Apuramento conseguido
Os Sub-23 do Benfica ganharam, por 6-0, ao Famalicão na 2.ª mão da meia-final da Taça Revelação, qualificando-se para a final do troféu.
5. Outros resultados
Em basquetebol, o Benfica comanda a meia-final dos play-offs com a Ovarense por 2-0. Ontem venceu por 103-71. Em andebol, derrota no reduto do FC Porto, por 37-34. Os Iniciados de futebol ganharam, por 4-3, ao Alverca.
6. Mais Taças de Portugal para ganhar
As equipas femininas de andebol e polo aquático, ambas com os títulos nacionais já revalidados, podem acrescentar a Taça de Portugal ao pecúlio da temporada. A primeira joga em Matosinhos e a segunda na piscina do Clube Fluvial Portuense. Ambos os jogos são às 15h00.
7. Benfica Basketball Camp
Hugo Matos, coordenador da formação do basquetebol benfiquista, pormenoriza a ação que já só tem inscrições abertas para a segunda semana, de 7 a 11 de julho.
8. Novos Estatutos em vigor
Já se encontram inscritos na Conservatória do Registo Comercial."
Final da Taça de Portugal: o que está em jogo?
"O jogo de hoje é muito mais do que apenas um título. Quem conhece o futebol português percebe a relevância da final do Jamor para todos os que têm o privilégio de estar presentes. Sendo esta uma verdade inquestionável, a final de hoje poderá ainda ter uma influência determinante no rumo que tanto Benfica como Sporting irão seguir.
Que seja uma festa
O formato da Taça de Portugal está criado para que, na final, a probabilidade de se encontrarem dois dos três grandes seja maior. Não concordo com o facto de as meias-finais serem a duas mãos. Assim como entendo que os clubes de divisões inferiores deviam jogar sempre em casa frente a adversários de divisões superiores. A Taça é a competição que permite faz
er sonhar. Que leva a elite a clubes que, por norma, não têm capacidade de disputar as grandes competições. Se a Taça de Portugal é de todos e para todos, então, que se criem condições para que as forças estejam mais equilibradas e para que a festa seja a palavra que carateriza esta competição.
er sonhar. Que leva a elite a clubes que, por norma, não têm capacidade de disputar as grandes competições. Se a Taça de Portugal é de todos e para todos, então, que se criem condições para que as forças estejam mais equilibradas e para que a festa seja a palavra que carateriza esta competição.
Para o dia de hoje tenho dois desejos. O primeiro é que fora das quatro linhas possamos ter um convívio entre todos os adeptos, independentemente do clube que apoiam. Que a mata do Jamor se transforme num momento de união, desportivismo e de lazer antes das decisões dentro das quatro linhas. O segundo desejo é que os intervenientes tenham a capacidade de terminar a época com um grande jogo de futebol, bem diferente do último e recente Benfica-Sporting em que assistimos a um jogo não muito bem jogado. Por fim, desejo que os vencedores saibam vencer e que os vencidos saibam perder. O exemplo terá sempre de partir dos protagonistas.
A importância para o Sporting
Apesar de ter vencido o campeonato, o jogo de hoje continua a ser muito importante para o Sporting. É verdade que a pressão diminuiu, uma vez que o principal objetivo (campeonato) foi alcançado. Contudo, se o Sporting ganhar hoje a Taça de Portugal consegue conquistar a dobradinha, algo que já não acontece desde 2001/2002. Se o conseguir reforça o seu posicionamento. Rui Borges é quem mais tem a ganhar. Se vencer o jogo de hoje acaba a época sem nenhuma derrota pelo Sporting durante 90 minutos nas competições nacionais. Não devemos ainda esquecer o impacto que os jogos frente aos rivais têm. Assim, em caso de vitória, jogadores e administração saem reforçados, mais confiantes e com tranquilidade para descansarem e prepararem a próxima época com a confiança em alta. Por fim, e não menos importante, é o que uma vitória do Sporting poderá causar no Benfica. Uma vitória do Sporting fará com que a pressão, instabilidade e contestação no Benfica aumentem.
A importância para o Benfica
Para o Benfica o jogo de hoje é de vital importância. Em primeiro lugar porque a pressão para vencer a Taça aumentou, depois da perda do campeonato. Em segundo lugar, uma vitória trará mais estabilidade e confiança, o que vai contribuir para que a equipa técnica e jogadores possam preparar o Mundial de Clubes com maior tranquilidade. Em terceiro, porque o facto de o Benfica ter ficado em segundo lugar no campeonato faz com que os encarnados tenham um início de época muito intenso. Possivelmente, muitos dos jogadores do plantel não irão ter um período de férias adequado. A começar estão os jogos de seleções entre 2 e 10 de junho e um Mundial de Clubes, que irá começar no dia 16 de junho e que vai durar até pelo menos 24 de junho, mas que pode ser alargado caso o Benfica passe a fase de grupos. Dia 1 de agosto há a Supertaça. Por norma, as equipas começam a trabalhar até três semanas antes da competição, o que faz com que no dia 11 de julho comecem os trabalhos da nova época. O mês de agosto será terrível com a possibilidade de o Benfica jogar quatro jogos na Liga dos Campeões (duas pré-eliminatórias) que serão fundamentais para a entrada na prova milionária, com a respetiva compensação financeira.
A juntar a tudo isto temos os jogos do campeonato que irão começar no dia 9 de agosto. A realidade é que o Benfica tem de efetuar o planeamento da época em competição, com as respetivas compras, vendas e dispensas de jogadores e sem a certeza da participação na Liga dos Campeões, o que pode influenciar a abordagem ao mercado. Para piorar todo este cenário, em outubro, irão existir eleições que naturalmente aumentam a pressão. Analisando os próximos meses existem dois eventos que serão determinantes e que podem ser responsáveis por mudanças internas. O jogo de hoje é um desses eventos. Uma derrota frente ao Sporting poderá representar o adeus de Bruno Lage. Tal decisão terá reflexos financeiros com mais uma indemnização e com a contratação de um novo nome, que deverá já estar identificado. Em termos desportivos, a contratação de um novo treinador será sempre uma aposta de risco porque, com tanta densidade competitiva, as ideias e a nova metodologia terão de ser adquiridas em competição. Em termos emocionais, uma vitória no jogo de hoje poderá ter um impacto importante pela confiança que trará a todos e pela redução da pressão por parte dos adeptos.
O segundo evento muito relevante é a disputa das pré-eliminatórias da Liga dos Campeões. Se o Benfica não conseguir a entrada na prova milionária perderá uma fonte de receita fundamental e difícil de substituir. Isto poderá levar a ajustes drásticos no planeamento da época. Se em condições normais o Benfica tem de vender €100 M limpos de comissões para poder ter um resultado financeiro positivo, sem a Liga dos Campeões as águias terão de vender muito mais. Complementarmente, a ausência da prova milionária fará com que o Benfica deixe de estar presente na grande montra de clubes. Por outras palavras, o Benfica deixará de estar presente na competição que lhe permite valorizar os jogadores. Se em termos competitivos, e como referiu Bruno Lage, o slogan é «um dia a la vez», fora das quatro linhas será fundamental que o caminho esteja bem definido e que os vários cenários estejam devidamente identificados e preparados, caso contrário a probabilidade de sucesso diminui drasticamente.
A valorizar: Rodrigo Mora
De uma forma justa foi, aos 18 anos, pela primeira vez convocado para a Seleção Nacional A.
A desvalorizar: Ruben Amorim
Uma época de sonho transformou-se numa época de pesadelo para o treinador do Manchester United."
domingo, 25 de maio de 2025
Iniciados - 15.ª jornada - Fase Final
Contra um adversário que esta época ainda não tínhamos ganho! A jogar com 10, partir do minuto 20' (com 0-0 no marcador), e com 9 a partir do minuto 74' (imediatamente a seguir a um Vermelho perdoado ao Alverca), após duas expulsões dos nossos jogadores, com um golo sofrido de forma irregular (jogou a bola com o braço), com um penalty não assinalado sobre o Wang, e com um penalty logo a seguir marcado contra (muito duvidoso), conseguimos vencer e somar os 3 pontos, de forma épica!!!
A 3 jornadas do fim, só temos que ganhar dois jogos, o próximo será em casa, com o Farense. Normalmente seria fácil, mas sem o Castro e o Martim pode ser complicado!
Goleada a caminho da Final...
Para ser sincero, não estava à espera duma goleada! O Benfica é superior, mas esta equipa tem demonstrado uma tremenda falta de eficácia, e alguma fragilidade nas transições defensivas, mas hoje, estivemos mesmo muito bem...
O adversário, com a vantagem de 0-2 da 1.ª mão, veio para fazer anti-jogo desde do 1.º minuto; o árbitro também vinha com clara intenção de inclinar o relvado (a falta assinalada ao Kevin, depois do jogador do Fama ter 'marrado' no nosso Lateral, fica para a história...!!!), mas com a sucessão de golos, ficaram desarmados...
Agora, na Final com o Torrense tudo pode acontecer: ganhámos em Torres, mas perdemos no Seixal. Esta equipa este ano, já passou de goleadas a derrotas, e o inverso!!! Mas nesta 2.ª metade da época, temos estado claramente melhor...
Bom jogo...
Benfica 103 - 71 Ovarense
28-21, 28-17, 35-21, 15-12
Um dos melhores jogos da época, com percentagens agradáveis, contra um adversário inferior, mas que coletivamente até funciona bem!
3.º jogo em Ovar, para decidir a passagem à Final...
Derrota...
Corruptos 37 - 34 Benfica
17-20
Um dos melhores jogos do Benfica, no antro Corrupto, mas faltaram as pernas no final, pois com algumas ausências, a rotação ficou curta, e quando isso acontece o marcador reflete isso nos minutos finais... Chegámos a ter uma vantagem de 7 golos na 1.ª parte, e mesmo na 2.ª parte chegou aos 5 golos!
Com mais uma época, sem títulos, já se fala da próxima, e parece que vamos apostar forte...
Esta final não é para treinadores
"O que vai pesar mais do ponto de vista mental no dérbi do Jamor? A autoconfiança ou a honra ferida? Gerir estes aspetos mentais terá sido mais importante do que a tática ou estratégia
Porque o futebol não é jogado por futebolistas, mas por pessoas que jogam futebol, tal como diria o saudoso professor Manuel Sérgio, mais do que nunca a questão mental terá marcado a semana dos dois finalistas da Taça de Portugal, precisamente os dois rivais que disputaram o título de campeão nacional até à última jornada.
E não poderia ser mais contrastante o estado de espírito emanado para o exterior de Benfica e Sporting: as águias, derrotadas, naturalmente fechadas no seu ninho, assistindo à festa na noite do título, no dia a seguir ao título e às muitas manifestações públicas dos jogadores leoninos até ao dia de hoje. Numa arrojada decisão da SAD (que naturalmente se saúda embora admitamos ser parte interessada), os responsáveis sportinguistas permitiram que 16 elementos do plantel concedessem entrevistas aos mais variados órgãos de informação portugueses no espaço de poucos dias: Maxi Araújo, Rui Silva, Catamo, Gyokeres, Hjulmand, Debast, Quenda, João Simões, Diomande, Eduardo Quaresma, Nuno Santos, Pedro Gonçalves, Matheus Reis, Daniel Bragança, Trincão e Harder. Graças a isso foi possível perceber muitas dinâmicas de balneário e, na esmagadora maioria dos casos, aumentar os níveis de empatia, algo muito valorizado até do ponto de vista do marketing. É uma prática invulgar, pela quantidade, nos clubes portugueses (talvez um dia isso possa ser possível também noutros períodos da época) e pode até ser considerado por muitos um risco tendo em conta que ainda há um título importante por disputar, ainda para mais diante do velho rival.
De um lado tivemos, portanto, jogadores moralizados, libertando a pressão das mais variadas formas (verbalizar é uma delas) mas mantendo a disciplina, acreditamos, exigida por Rui Borges; do outro, um grupo a lamber feridas sob uma nuvem negra mas garantidamente acossado pelo que viu e ouviu nesta semana – uma situação em si mesma que se veste como fator motivacional e não por acaso nas finais anteriores entre campeão e segundo classificado venceu mais vezes o pior, como se pôde ler ontem nas páginas de A BOLA.
A equipa mentalmente mais saudável estará mais perto de vencer no Jamor. Resta saber o que é mais saúde: a autoconfiança ou o sentimento de honra ferida. Esta semana foi para os gestores de homens, não para os treinadores - ou a verdadeira dimensão de um líder de balneário."
O que une Borges, Lage e Anselmi
"Um dos aspetos mais desafiantes e fascinantes da carreira de treinador de futebol é o permanente desafio e a necessária capacidade de resistência, resiliência e adaptação a diversas realidades.
Tudo muda num segundo, seja o percurso num clube, seja o desafio de amanhã, seja a simples imprevisibilidade de um jogo, com a bola a bater na barra e a entrar na baliza ou, simplesmente, a negar a festa.
Rui Borges e Bruno Lage sabem-no bem, embora estejam em fases ligeiramente distintas das respetivas vidas profissionais e da sua evolução (que se faz de resultados, claro, mas também dos subsequentes desafios, propostas e planos, consoante os emblemas e os campeonatos).
O transmontano do momento traz ao futebol português dados curiosos e muitas vezes arredios do quotidiano: simplicidade, naturalidade, espontaneidade. Uma comunicação quase rudimentar (no sentido amplo do termo), pouco cuidada em ternos de media training mas, exatamente por isso, atraente.
Borges chegou ao Sporting com a época a decorrer e com a responsabilidade de levar uma equipa campeã nacional ao segundo titulo consecutivo, não tendo construído o plantel, e recebendo uma herança pesada de uma das maiores surpresas recentes do treino de futebol em Portugal, Ruben Amorim. O que João Pereira não havia conseguido em Alcochete e Alvalade, pediam os sportinguistas que Rui Borges alcançasse, na perspetiva da manutenção do sonho e de uma equipa nos trilhos do sucesso.
De Mirandela surgiu uma alma pura, que havia subido a pulso e começado a temporada com um surpreendente registo de qualidade à frente do Vitória Sport Clube (sobretudo no capítulo internacional, com uma imaculada prestação na Liga Conferência).
E um dos grandes méritos do treinador do Sporting foi, justamente, não querer ser mais do que era, não exorbitar na comunicação, manter a simplicidade e o humanismo que sempre o caracterizaram.
E aqui ligam-se os técnicos dos dois grandes da segunda circular: também chamado ao comando do Benfica com o comboio em andamento, Bruno Lage — com a diferença de que conhecia muito bem as carruagens e nelas já havia sido muito feliz — opta por um discurso muito idêntico ao de Borges, na sua essência. Direto, simples, frontal, a procurar atacar os problemas de frente e resolvê-los rapidamente, para não criar réplicas ou hipóteses de interpretações díspares.
O que é, é. O que não é, não é. Olhares diretos, nos olhos, procura de clareza, palavras curtas, de significado único e penetração imediata nos respetivos universos clubísticos. A comunicação social gosta (talvez por não estar muito habituada, ao longo dos tempos, a este tipo de estratégia e comportamento…), e os sócios e simpatizantes agradecem a sinceridade contida no modelo.
Para o final da temporada, surge também, do norte, uma pronúncia castelhana da América do Sul que alinha pelo mesmo diapasão. Jovem, culto (não pela formação superior em Jornalismo, mas pela abrangência dos argumentos e pela capacidade de oratória), Martín Anselmi vem, de azul e branco, reforçar uma época muito pouco habitual nos principais emblemas do futebol português.
O treinador escolhido por André Villas-Boas fala de futebol com a linguagem do jornalista e do adepto. Ambos (jornalista e adepto), não têm dificuldades em compreender a transparência quase de ruptura que o argentino aporta para os contactos com os media, abrindo o jogo em relação a jogadores, opções técnicas e táticas, visão estratégica e compreensão dos diversos momentos competitivos, ainda por cima numa época desportiva que ficou, do ponto de vista do rendimento objetivo, muito aquém das expetativas dos dragões, sempre muito exigentes e habituados, pelo menos, a lutar muito mais e até muito mais além do que sucedeu esta temporada.
Ora Sporting, Benfica e FC Porto tiveram (têm) nos seus treinadores lufadas de ar fresco no que ao modo e ao tipo de comunicação diz respeito. Alguns dos elementos essenciais do media training sempre estiveram presentes e — talvez o mais importante e significativo — não terão resultado de abordagens específicas dos respetivos departamentos de comunicação e dos spinning doctors de cada um dos clubes, mas de condições pessoais e inatas de três homens de origens distintas (Mirandela, Setúbal e Rosário), mas com a visão transversal do quão simples e importante é comunicar com objetivos bem definidos.
Saber do que se fala, quando se fala e para quem se fala é, afinal, a métrica básica e definidora, à partida, do sucesso do processo comunicacional para agentes que, como os três treinadores em equação, estão permanentemente sob o cutelo dos media, sob a avaliação interna (dos seus superiores hierárquicos e, até, dos seus jogadores) e externa (da imensa e disforme mole humana de adeptos e seguidores), e sujeitos à pressão que daí deriva sobre os seus cargos, o respetivo desempenho, e a ténue linha que separar o sucesso do insucesso.
A bola pode entrar ou não, o jogador pode falhar o golo ou obtê-lo, a final pode ser jogada e ganha ou, simplesmente, participada ou perdida.
Mas, se se olhar nos olhos, juntando vontade, perceção, naturalidade, compreensão e um pouco de humanismo transportado para a comunicação desportiva, eis que os três principais emblemas do futebol português apresentam, nas respetivas cadeiras de sonho, três ótimos exemplos.
Cartão branco
Se o Mundial de Futebol de Praia das Ilhas Seychelles deixou a ligeira impressão de que podia ter corrido melhor para os portugueses do futebol de praia, o reconhecimento veio esta semana. Bê Martins foi considerado o melhor jogador de 2024, enquanto o guarda-redes Pedro Mano recebeu idêntica distinção, na sua especialidade.
E o árbitro Sérgio Soares (cronometrista na final do Mundial, entre Bielorrússia e Brasil), foi eleito o melhor juiz de futebol de praia do mundo. Soares, aos 46 anos e cinco fases finais de campeonatos do mundo depois, chega ao topo, obtendo o reconhecimento e o agradecimento da comunidade do futebol de praia e elevando a matriz da arbitragem portuguesa, outra vez, ao mais alto nível.
A prova de que o sacrifício, quando aliado à qualidade e à dedicação, compensa sempre e pode preencher capítulos essenciais da nossa vida.
Cartão vermelho
Não queria acreditar quando, à distância de 10 mil quilómetros, vi nas redes: os clips de vídeo de Pedro Proença e Reinaldo Teixeira no apoio expresso a uma das candidaturas à Presidência do Grupo Desportivo de Chaves.
Não estão em causa os méritos do candidato em causa ou a sua apetência para o lugar. Está, evidentemente, em equação o dever de independência e de equidistância dos dois principais responsáveis pelas instituições (federação e liga) que organizam e tutelam o futebol português.
Não me parece que a simultaneidade da divulgação dos vídeos tenha sido obra do acaso, como tenho a certeza de que Proença e Teixeira não mediram a gravidade e as consequências da sua atitude.
A não repetir, em circunstância alguma."
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