Últimas indefectivações

sábado, 31 de dezembro de 2022

O Cantinho Benfiquista #124 - Antevisão...

Retomar com um triunfo


"O Campeonato Nacional de futebol está de regresso e logo com a deslocação ao reduto do Braga, o terceiro classificado à entrada da jornada. Vencer é o objetivo, num jogo que terá um minuto de silêncio em homenagem a Pelé, uma das maiores figuras da história do futebol mundial.

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O Sport Lisboa e Benfica manifestou ontem, em comunicado oficial, o seu profundo pesar pelo falecimento de Pelé, para muitos o melhor futebolista de sempre, e lembrou a amizade do astro brasileiro e Eusébio. Leia o comunicado.

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A deslocação a Braga, sempre desafiante, não retira a ambição característica da nossa equipa. Roger Schmidt considera que "é um bom jogo para recomeçar" e garante: "Estamos prontos, temos trabalhado bem."
Schmidt considera que, após a paragem prolongada da Liga, "temos de reconstruir a mesma concentração, a mesma dinâmica" patenteada anteriormente e reforça: "Temos de o fazer desde o primeiro minuto em Braga. Estamos prontos para isso."

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Sobre o adversário, o nosso treinador reconhece que "é uma equipa muito forte no ataque, muito completa". "Tem um eixo muito bom, sabem como querem jogar, são muito perigosos no ataque, pelo que temos de ter cuidado, defender muito bem e de nos recordar de que também sabemos jogar futebol de ataque. É preciso termos um jogo equilibrado", afirma.
Veja a antevisão de Roger Schmidt ao jogo no Site Oficial. A partida tem início marcado para as 21h15.

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A Equipa B voltou ontem à competição, tendo visitado o Nacional e perdido, por 2-0. Luís Castro lamentou a ineficácia no segundo tempo: "Não fomos felizes. Bolas a passar perto do golo, bolas nos ferros..."

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Em basquetebol, terminámos o ano com um triunfo na Madeira, ante o CAB (78-107). Reportagem e resumo do jogo, aqui.

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Nos últimos dias foram anunciadas duas importantes ações de solidariedade, entre muitas outras tornadas públicas ao longo do último mês.
Em parceria com o Instituto Português do Sangue e Transplantação, procedeu-se à dádiva coletiva de sangue e registo na base nacional de dadores de medula óssea. Esta iniciativa foi dirigida a colaboradores, atletas e equipas técnicas do Sport Lisboa e Benfica.
E, no âmbito da cooperação com o Shakhtar Donetsk, foram oferecidos e enviados 30 geradores que serão usados em diferentes cidades ucranianas, com o propósito de mitigar as dificuldades de acesso à energia."

A Verdade do Tadeia #714 - Pelé (1940-2022)

Águia: Diário...

Futebolês - B


"Basculação, a invenção de Mourinho

Muitos se recordarão daquela tarde do verão de 2004 em que a TVI colocou José Mourinho a comentar o Portugal-Espanha do Europeu. Algures nessa função, o treinador da moda, recém coroado campeão europeu com o FC Porto e contratado pelo Chelsea, usou o termo “basculação” para caracterizar o movimento lateral da equipa enquanto o lateral direito Miguel fazia “pressão vertical”.
Esses comentários foram “unanimemente considerados os melhores da prova e um exemplo de como falar de futebol”, segundo a descrição do Mais Futebol, e assinalaram o desatar da criatividade lexical dos novos agentes do futebol, em particular os jovens treinadores a saírem dos seus cursos, para desespero dos clássicos e empíricos das gerações anteriores.
Há um futebol falado antes e depois de Mourinho.
O mais interessante - e inexplicável, para mim - foi toda a gente ter percebido o que ele queria dizer. “Basculação” - bem como “vertical” - não tinha, até àquele dia, o significado que ele lhe atribuiu, mas quem estava a ouvir não precisou de ir ao dicionário descodificar a mensagem.
O verbo bascular significava apenas, nos canhenhos do século XX, “virar um recipiente com a boca para baixo fazendo-o girar em torno de um eixo horizontal”. Mas, a partir daquele dia, também passou imagem de uma equipa a descair sobre uma lateral do campo, a inclinar-se com a bola de um lado para o outro, criando espaço, o que os ingénuos de outros tempos descreviam singela e modestamente como “mudança de flanco”.
Para aumentar a clareza do que antes se designava apenas de jogo “muito puxado para as laterais”, Mourinho serviu-se da imagem do reboque basculante de alguns camiões, que permite levantar uma borda descendo a outra para provocar o deslizamento da carga. Ou do movimento das pontes levadiças, que levantam apenas uma extremidade sobre um ponto fixo no lado oposto.
E, apesar de, 18 anos depois, a palavra “basculação”, bem como a sucedânea “basculamento”, continuar de fora dos dicionários, não existindo oficialmente, toda a gente sabe o que quer dizer. Até algum brasileiro vacilão a terá utilizado já. Foi com o tom rebuscado de algo que parece científico que Mourinho, paradigma de um académico que desafiava o status quo dos treinadores ex-jogadores dos tempos da bola de cauchu, deu um passo decisivo no sentido de aprimorar o linguajar desportivo.
Durante alguns anos, a expressão mais arrojada que algum treinador tinha conseguido acrescentar ao calão anglófilo de termos adaptados da origem do jogo, tinha sido o “coisas bonitas” de Artur Jorge, que os seus pares imitavam a esmo como se isso lhes emprestasse uma aura de sapiência e conhecimento. Ninguém se arriscava a inventar palavras.
Ora, a “basculação” de José Mourinho virou o campo da terminologia futebolística, desatando o nó para uma série de neologismos metafóricos, às vezes anacrónicos ou contraditórios, mas suficientemente sonoros, eloquentes e, sobretudo, frequentes através da normalização das transmissões televisivas, entranhando-se nas mentes dos adeptos. Assim se começou a desenvolver o glossário que cria uma nova identidade, ao fazer cair para um flanco a esmagadora maioria dos praticantes de futebolês, deixando um largo espaço ignaro do outro lado para os teimosos puristas da língua.

Amanhã: C de Construção"

Terceiro Anel: Pelé...

sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

30 de Dezembro


Antevisão...

Profundo pesar por Pelé


"O Sport Lisboa e Benfica lamenta profundamente a morte de Pelé, um dos maiores vultos da história do futebol mundial que nos deixou nesta quinta-feira, 29 de dezembro, aos 82 anos.
Para a eternidade ficarão as memórias dos cometimentos do genial Pelé no desporto-rei, tal como a lembrança da fortíssima relação de amizade, de admiração e de respeito mútuo que manteve com o nosso Eusébio.
Neste momento de tristeza e de dor, o Sport Lisboa e Benfica endereça as mais sentidas condolências à família, aos amigos e aos fãs de Pelé, e envia também um fraterno abraço ao Santos FC, o único clube que o astro representou no Brasil."

Mau reinício...

Nacional 2 - 0 Benfica


Velhos males, em derrota na Madeira...

Esclarecimento


"O Sport Lisboa e Benfica esclarece que em nenhum momento o Presidente do Clube, Rui Costa, proferiu as palavras que estão a ser divulgadas em Itália pela DAZN.
O Sport Lisboa e Benfica reitera a intenção de contar com o jogador Enzo Fernández até ao final da temporada."

Comunicado 🔴⚪


"“O Sport Lisboa e Benfica esclarece que em nenhum momento o Presidente do Clube, Rui Costa, proferiu as palavras que estão a ser divulgadas em Itália pela DAZN.
O Sport Lisboa e Benfica reitera a intenção de contar com o jogador Enzo Fernández até ao final da temporada”.
É desta forma que, no site oficial do SL Benfica fica desmentido a informação de que Enzo Fernandez estaria de saída do clube. O comunicado do SL Benfica obrigou já a um desmentido por parte da DAZN Itália."

𝗔 𝗺𝗶𝘀𝘀𝗮̃𝗼 𝗱𝗼 𝗕𝗲𝗻𝗳𝗶𝗰𝗮 𝗲́ 𝘃𝗲𝗻𝗰𝗲𝗿.


"Quando, no verão, o Benfica pagou 10 milhões de euros ao River Plate por Enzo Fernández, mais oito em variáveis, correndo o risco de apenas poder contar com o jogador quando a sua equipa fosse eliminada da Taça Libertadores, houve quem questionasse a sua contratação.
A resposta do jogador foi imediata, assumindo uma preponderância gigantesca na dinâmica de jogo da equipa de Roger Schmidt. Volvidos apenas 5 meses, Enzo Fernández ganhou créditos pela Europa fora - e com o título de Campeão do Mundo pela Argentina e com o prémio Melhor Jogador Jovem do Campeonato do Mundo no bolso, já ninguém questiona a sua contratação nem duvida das mais-valias, desportiva e financeira, que o jogador irá proporcionar ao Benfica. Comprar por 18 milhões e, passados 6 ou 12 meses, ter a oportunidade de alienar o passe do jogador pelos valores astronómicos que têm vindo a ser veiculados na imprensa, que ascendem os 100 milhões de euros, só está ao alcance de um clube bem estruturado e com uma excelente gestão financeira, como é o Benfica.
Ainda assim, a intenção esbarrou na intransigência da direção liderada por Rui Costa, que só admite saídas em janeiro pelo valor da cláusula de rescisão. Uma decisão arrojada, apenas possível devido à forte solidez económica e financeira da Benfica SAD, que está empenhada numa gestão criteriosa dos seus ativos com o propósito de garantir títulos e vitórias desportivas.
A missão do Benfica é vencer. E Rui Costa mantém-se firme com a promessa feita aos sócios no início da época: «Este é o projeto desportivo, não financeiro». Se o Enzo Fernández sair do Benfica - e tudo indica que isso irá acontecer -, os responsáveis do Clube saberão colmatar convenientemente a sua saída. Confiança total e absoluta nesta Direção e equipa técnica.

𝗣𝗼𝘀𝘁 𝗦𝗰𝗿𝗶𝗽𝘁𝘂𝗺 - Relembramos que outros, a quem se elogia sobremaneira quaisquer atos de gestão, vendem os melhores ativos à pressa, por 45 milhões de euros, entre os quartos e as meias finais da Liga dos Campeões, porque o dinheiro faz falta para pagar o ordenado aos Taremis da vida. É assim. Cada um vive como pode."

Modalidades #110 - Semanada...

BI: Antevisão...

5 minutos: Antevisão...

Águia: Diário...

Futebolês - A*


"“Assistência” deixou de ser público

Sou do tempo em que “Assistência” era o número de pessoas que assistiam ao jogo. Em 1986, na 3.ª Edição do “Dicionário do Futebol” da Revista Placar, esta palavra ainda não constava com o sentido actual.
No final das crónicas de imprensa, que incorporavam o que a inovadora ‘Gazeta dos Desportos’ veio a destacar como “ficha”, havia um pequeno parágrafo que rezava assim:
- Assistência: Numerosa. Ou Assistência: Regular. Ou Assistência: Fraca.
Até aos anos 80, o rigor das informações da imprensa desportiva era muito baixo e absolutamente avesso a quantificações, medições ou comparações. Tudo era feito a olhómetro e dava-se muito mais importância à qualidade da escrita do que à exactidão dos factos.
Durante anos tentei refazer as estatísticas possíveis do futebol português “antes de mim” e esbarrei sempre nessa inexactidão das descrições. Ora falta um jogador no onze, ora os nomes surgem alterados, ora as incongruências são gritantes e deixam os investigadores na ignorância para sempre.
Portanto, até aos anos 90 do século passado, ninguém em seu perfeito juízo usaria o termo “assistência” para se referir a um passe para golo. Até Bobby Robson, que era inglês, o invocava como “pass precise”, porque o “assist” não existia no seu vocabulário de ex-jogador e treinador sexagenário.
Até que a linguagem do basquetebol norte-americano entrou nas nossas vidas com as transmissões da NBA e, em particular, nas dos estudantes de educação física e do treino que, literalmente, vieram a dar a volta ao texto futebolístico tradicional já no século XXI.
“Assist” no inglês americano é o último passe antes do cesto, embora com uma enorme carga subjectiva, sendo contabilizadas, nessas décadas do século passado, conforme a atenção e a vontade das mesas de juízes em diferentes pavilhões, porque ela era creditada ao jogador que tivesse tocado a bola antes do “shot”, independentemente de ter sido intencional ou não.
Quando entrou no futebol, nos anos da expansão televisiva nacional e europeia, houve quem lhe resistisse durante algum tempo, mas realmente a redução do complexo “passe para golo” para uma palavra única acabou passando de estranhado a entranhado. Porém, idêntica carga subjectiva também foi adiando durante anos a sua adopção pelos regulamentos dos “Fantasy Games”, antes de universalmente reconhecida e com chancela oficial.
No último Mundial, já ouvi falar em “pré-assistência”, o que nos leva para uma dimensão histriónica do linguajar futebolístico, completamente anacrónico para um jogo de erros, ressaltos, desvios e simulações sem bola, como é o futebol. A tal ponto, que nos primeiros vinte anos os números variavam consoante os meios de comunicação, obrigando as Ligas e Federações a chamarem a elas a responsabilidade final, por vezes em incompreensível choque com o que os nossos olhos viam.
Em todo o caso, o número de “assistências” veio valorizar estatisticamente uma classe de jogadores cuja actividade determinante em campo passava ao lado dos alfanuméricos da análise futebolística: deixou de haver os que se mediam apenas pelos comentários dos analistas, os construtores de jogo, e os que se valorizavam pelos números concretos dos golos marcados.

* Inicio aqui um A a Z sobre a linguagem e semântica do Futebol, palavras e expressões que caíram em desuso e novos vocábulos e significados do léxico futebolístico.

Amanhã: B de Basculação"

A Verdade do Tadeia #713 - FC Porto reabre a golear

29 de Dezembro


- Taça Limburgse Handbal Dagen...