Últimas indefectivações

terça-feira, 27 de setembro de 2022

𝗣𝗼𝗱𝗲𝗿 𝗲 𝗖𝗲𝗻𝘀𝘂𝗿𝗮.


"A máquina de propaganda do FC Porto tem andado imparável nas últimas semanas. Desde o Diretor de Comunicação, Francisco J Marques, até Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto e membro do Conselho Superior do FC Porto, todos os “soldados” da nação azul-e-branca saltaram para a linha de combate. A intenção é a mesma de sempre: condicionar tudo e todos para que se tenha medo de falar sobre eles. E resulta. Quem não está alinhado rapidamente é posto na linha.

𝗢 𝘁𝗿𝘂𝗾𝘂𝗲 𝗱𝗼 𝗙𝗖 𝗣𝗼𝗿𝘁𝗼.
Ao apresentar Taremi na flash interview após o jogo com o Estoril, o FC Porto quebrou a normalidade. Não levou nenhum dos jogadores sugeridos por Luís Vidigal (o comentador da Sport TV que esteve na Amoreira) e, curiosamente, levou um dos jogadores que, teoricamente, faria até mais sentido proteger em função de recentes acontecimentos. O que pretenderam, pois, os responsáveis do FC Porto com esta decisão? Precisamente o que aconteceu. Esperar que fosse feita uma pergunta sobre a expulsão do iraniano em Madrid e, consequentemente, sobre as polémicas tentativas de simulação. A partir daí, estavam reunidas as condições para a estratégia de vitimização que se seguiu. O FC Porto mostrou-se indignado com a pergunta do repórter Tiago Peres Costa e utilizou essa alegada indignação para, entre outras coisas, justificar o prolongamento do silêncio de Sérgio Conceição.

𝗢 𝗮𝘁𝗮𝗾𝘂𝗲 𝗱𝗼 𝗰𝗼𝘀𝘁𝘂𝗺𝗲.
O repórter da SPORT TV, para além de ter sido “apertado”, in loco, logo no estádio, foi transformado naquilo que o FC Porto precisa/procura/cria/inventa sempre que dá jeito: o famoso “inimigo externo”. Francisco J Marques – a viver de incerteza na condição de arguido – abriu as hostilidades e considerou “vergonhoso” o comportamento do repórter. Rui Moreira escolheu um caminho ainda mais lamentável ao usar as redes sociais para classificar a pergunta como “provocação abjeta”. Uma atitude penosa para alguém que, por muito adepto que seja, tem a obrigação de se exprimir ao nível da sua função. O FC Porto no seu melhor.

𝗖𝘂𝗹𝘁𝘂𝗿𝗮 𝗱𝗲 𝗮𝗿𝗿𝘂𝗮𝗰̧𝗮.
Não é a primeira vez, nem a segunda, nem a terceira e muito menos será a última que o FC Porto tenta intimidar jornalistas e silenciar comentadores. Há casos sobejamente conhecidos – aliás, vêm desde os famosos tempos do falecido Marinho Neves – de agressões, esperas, ameaças em forma de telefonemas anónimos, pedradas aos automóveis dos repórteres e múltiplos estratagemas para condicionar a atividade dos profissionais da informação. Num passado mais ou menos distante, houve jornalistas agredidos no Estádio das Antas e no Dragão. Houve queixas, processos e condenações, mas foram ainda mais os casos que, por medo, acabaram silenciados. Há dois anos, felizmente, houve imagens de um “alto quadro” do FC Porto (Pedro Pinho) a agredir um operador de câmara da TVI/CNN Portugal, com Pinto da Costa, dois metros ao lado, a assistir impávido e sereno. No fundo, a ser cúmplice.

𝗟𝗲𝗶 𝗱𝗮 𝗺𝗼𝗿𝗱𝗮𝗰̧𝗮.
A comunicação social em geral está condicionada aos superiores interesses de quem domina o futebol português como se de uma ditadura se tratasse. E se dúvidas houvesse, elas acabam de ser desfeitas nas últimas horas.
Primeiro a ELEVEN SPORTS, que cedeu à pressão coerciva dos responsáveis do FC Porto e se viu na obrigação de demitir um colaborador que, durante um jogo do Masters de Madrid do World Padel Tour, teve a ousadia de afirmar: «Não há Taremis aqui», para elogiar a honestidade de um jogador. A estação, totalmente subjugada pelos poderes do futebol português, ainda lamentou o comentário infeliz e escreveu que não se revê nesse tipo de comportamentos, mas o autor das palavras já tinha o destino irremediavelmente traçado. Se o colaborador da Eleven Sports devia ter evitado esse comentário? Óbvio que sim. Mas o Taremi também podia evitar comportar-se como um parvinho com aquelas simulações ridículas.
Depois foi a SPORT TV, um dos braços armados da FPF e do FC Porto, a rescindir com Jaime Cancella de Abreu depois das suas declarações – absolutamente legítimas - no programa 'Aposta Tripla' de sexta-feira. Cancella de Abreu abordou a dispensa de Pepe da Seleção Nacional e apontou críticas à Federação, nomeadamente ao facto de a Gala 'Quinas de Ouro' ter decorrido num dia em que arrancou a concentração da seleção e ao facto de a Casa do Benfica de Loures, campeã europeia de futebol de praia, não ter sido convidada para esse evento. Fernando Gomes não gostou e exigiu à SPORT TV o afastamento imediato do comentador benfiquista. As palavras terão sido certeiras pois se assim não fosse não existiria uma reação tão drástica.

𝗣𝗼𝗿 𝗳𝗶𝗺, 𝗱𝗼𝗶𝘀 𝗽𝗼𝗻𝘁𝗼𝘀 𝘀𝗼𝗯𝗿𝗲 𝗼𝘀 𝗾𝘂𝗮𝗶𝘀 𝗶𝗺𝗽𝗼𝗿𝘁𝗮 𝗿𝗲𝗳𝗹𝗲𝘁𝗶𝗿.
1. Se a Federação exerce influência numa entidade externa, a SPORT TV, a ponto de determinar o despedimento de um colaborador, o que fará a organismos diretamente por si tutelados, leia-se o Conselho de Arbitragem e o Conselho de Disciplina? Dá que pensar.
2. Jaime Cancella de Abreu despedido da SPORT TV, comentador despedido da Eleven Sports. O que ambos têm em comum? Um falou do Pepe, o outro do Taremi.
𝗔𝗳𝗶𝗻𝗮𝗹 𝗾𝘂𝗲𝗺 𝗺𝗮𝗻𝗱𝗮?"

Conceição pegou-se com:


"✅ Isidoro Sousa,
✅ José Manuel Simões,
✅ António Salvador,
✅ Jorge Jesus,
✅ Rúben Amorim,
✅ Pedro Ribeiro,
✅ Luís Freire,
✅ Vítor Cunha,
✅ Renan,
✅ Nélson Puga,
✅ Paulo Sérgio,
✅ Ignoffi,
✅ um adepto portista,
✅ um adepto do Braga,
✅ Manuel Mota,
✅ Dupraz,
✅ Frederico Varandas,
✅ Luís Gonçalves,
✅ Danilo,
✅ Felipe,
✅ Tiquinho Soares,
✅ Guardiola,
✅ Tuchel,
✅ Pedro Ribeiro,
✅ João Henriques,
✅ João Félix,
Pegou-se com toda a gente mas uma juíza do Tribunal do Porto acha que a palavra "javardo" é uma ofensa."

Na mesma semana:


"- Antigo secretário de Estado dos Assuntos Europeus chama "javardo" a Sérgio Conceição devido às suas atitudes agressivas e é condenado.
- Rui Moreira, presidente da Câmara Municipal do Porto, chama "imbecil" a um jornalista por fazer uma pergunta a Taremi e o caso é completamente abafado, saindo impune.
- Rodolfo Reis fomenta a violência e recorre a ameaças de porrada em direto contra um colaborador da Eleven Sports e ninguém se insurge. Mais tarde, o comentador portista ainda goza com a situação.
- Um comentador afeto ao Benfica é silenciado e despedido de um canal televisivo por levantar questões legítimas contra a gestão da Federação Portuguesa de Futebol.
- Um colaborador da Eleven Sports é silenciado e, muito provavelmente, despedido, após fazer uma piada sobre Taremi.
Este é o verdadeiro rosto do Sistema. Um Sistema putrefacto, desesperado e com receio de cair, que já não se coíbe de esconder o lápis azul para riscar todos aqueles que ousem enfrentá-lo e denunciá-lo. Está à vista de todos. Portugal está podre a nível desportivo.
É ALTURA DA 𝗙𝗘𝗗𝗘𝗥𝗔𝗖̧𝗔̃𝗢 𝗣𝗢𝗥𝗧𝗨𝗚𝗨𝗘𝗦𝗔 𝗗𝗘 𝗙𝗨𝗧𝗘𝗕𝗢𝗟 CAIR!
𝗨𝗡𝗜𝗗𝗢𝗦 𝗡𝗔 𝗟𝗨𝗧𝗔 𝗖𝗢𝗡𝗧𝗥𝗔 𝗢𝗦 𝗣𝗢𝗗𝗘𝗥𝗘𝗦 𝗜𝗡𝗦𝗧𝗔𝗟𝗔𝗗𝗢𝗦 𝗔𝗢 𝗟𝗢𝗡𝗚𝗢𝗦 𝗗𝗢𝗦 𝗨́𝗟𝗧𝗜𝗠𝗢𝗦 𝟰𝟬 𝗔𝗡𝗢𝗦! 𝗟𝗘𝗩𝗔𝗡𝗧𝗘𝗠𝗢𝗦 𝗔 𝗡𝗢𝗦𝗦𝗔 𝗩𝗢𝗭!"

Na Champions


"A conquista de dois troféus e a qualificação inédita para a Basketball Champions League foram os pontos altos do fim de semana benfiquista, ao qual é dedicada esta edição da News Benfica.

1
Estamos na fase de grupos da Basketball Champions League, uma presença inédita de um clube português nesta competição europeia criada pela FIBA em 2016.
Na ronda de qualificação realizada no Pavilhão Fidelidade, entre 21 e 25 de setembro, a nossa equipa bateu sucessivamente o Golden Eagle, do Kosovo, o Keravnos, do Chipre, e o Bamberg, da Alemanha, apontado pela generalidade dos analistas como o favorito a conseguir o apuramento para a fase de grupos da prova. O triunfo frente aos alemães, por 73-87, selou a qualificação benfiquista.
Determinada a conseguir o que nunca um clube português fizera no atual contexto competitivo do basquetebol europeu, e fortemente apoiada pelos adeptos presentes no pavilhão, a nossa equipa teve raça, querer e ambição em doses benfiquistas e agora pretende mais, já a partir de dia 4 de outubro. A nossa equipa mede forças com BAXI Manresa, de Espanha, VEF Riga, da Letónia, e Limoges, de França. A primeira partida é em Riga.
Veja o resumo do jogo com o Bamberg e leia as declarações dos protagonistas sobre a partida e a qualificação, aqui.

2
E são mais dois os troféus conquistados pelo Benfica na fase inicial da presente temporada. Vencemos a Supertaça de futsal (feminino) e a Taça Vítor Hugo de basquetebol (feminino). As nossas futsalistas bateram o Nun’Álvares, aumentando para sete o pecúlio benfiquista neste troféu, enquanto, no basquetebol, frente ao GDESSA, celebrámos pela segunda vez o triunfo na prova.
Desde o início da temporada, o Sport Lisboa e Benfica venceu nove troféus nas várias modalidades (sete Supertaças), além da Taça Intercontinental de futebol, Sub-20.

3
Há também a realçar os triunfos no andebol. A equipa masculina ganhou em Santo Tirso e a equipa feminina teve jornada dupla vitoriosa, na Luz, frente ao Gil Eanes, e à Academia São Pedro do Sul, este última apontada como uma das candidatas ao título.
E na vertente feminina do futebol: os 5-0 ao Valadares Gaia na primeira mão dos quartos de final da Taça da Liga coloca-nos em excelente posição para avançarmos na prova.
Mas nem só de alegrias se fez o fim de semana. Não fomos felizes na decisão por penáltis na Supertaça de futsal disputada com o Sporting. No tempo regulamentar verificou-se um empate a três golos e o prolongamento nada decidiu, registando-se novo empate, mas a quatro bolas. Nos penáltis, caiu para o nosso adversário."

27 de Setembro


26 de Setembro


Ivan, o Glorioso!!!

As origens de António Silva

Benfica FM - Temporada 1982/83

Águia: Diário...

Terceiro Anel: Top 3...

A Verdade do Tadeia #663 - Portugal goleia em Praga

O triunfo dos imbecis


"Socorro-me da adaptação de uma ideia de Machado de Assis. A imbecilidade é o braço esquerdo dos adeptos de futebol; o braço direito é a paixão. E concluo: muitos adeptos são canhotos.
Nos estádios, a possibilidade de ocorrência de comportamentos inaceitáveis noutros palcos é real. Os episódios da criança obrigada a despir-se para ver um jogo e do pai e da criança que se tiveram de afastar foram uma iniquidade sem nome.
Há muito que se promove a separação, por bancadas (ou setores), dos adeptos em cada jogo. Em Portugal, a habitual míngua de espetadores facilita a operacionalização dos guetos, mas nem sempre é possível. E alguns clubes, ávidos de receitas, recorrem a uma artificialidade, proibindo adereços dos adversários.
Ministra e secretário de Estado reagiram bem, mas logo anunciaram um projeto de legislação, o que me suscita a seguinte apreciação: não faltam leis. Os estádios de futebol são considerados espaços de exceção, onde os adeptos, num ambiente propício às emoções, libertam frustrações, como se a massa adepta fosse composta ainda, na sua maioria, por classes operárias oprimidas em sociedades industriais.
Com tolerância eivada de paternalismo, aceita-se comportamentos que há muito deveriam ter sido expurgados dos espetáculos desportivos. O problema não são as leis, mas a não aplicação das mesmas, fomentando-se um clima de impunidade.
Medidas de prevenção e atuação das autoridades atuais não mais são do que a proteção de imbecis, os quais, em vez de penalizados, ainda se regozijam por verem limitada a liberdade de quem (adversário) se move apenas pela paixão clubista.
Termino citando um excerto do claro e conciso código de conduta dos adeptos da NBA: "Quem escolher não aderir (......) será sujeito (......) a expulsão sem reembolso, revogação do bilhete de época e/ou impedimento de assistir a jogos no futuro (......) resultando em possível detenção e posterior acusação do Ministério Público". Não se trata de palavras vãs; são intransigentes no cumprimento destas regras."

Rennie...!!!

Uma época com novos desafios | SL Benfica


"A equipa de basquetebol feminino do Sport Lisboa e Benfica já iniciou a sua época oficial, tendo iniciado a temporada da mesma forma como acabou a anterior, com a conquista da Supertaça diante do GDESSA por 78-57.
No fim-de-semana seguinte, o Benfica voltaria a erguer um caneco ao conquistar o Torneio Vítor Hugo pela segunda vez na sua história, ao derrotar novamente o GDESSA por 71-55. Foi o oitavo troféu nacional consecutivo conquistado pela equipa orientado por Eugénio de Rodrigues, que continua assim a fazer o pleno no comando técnico das águias.
Foi mais um início auspicioso de uma equipa que tem distribuído qualidade pelos pavilhões nacionais nos últimos dois anos, e que nesta temporada terá novos desafios para enfrentar. Para esta nova temporada, também houve várias mexidas no plantel, saindo várias jogadoras importantes, e entrando outras que se espera que venham a acrescentar tanto como as que saíram.
Depois de duas épocas ao serviço do Benfica, a extremo internacional portuguesa Laura Ferreira regressa ao estrangeiro, ingressando no TV Saarlouis Royals da Alemanha. A jovem internacional portuguesa Mariana Silva também irá abraçar a sua primeira experiência no estrangeiro, rumando às espanholas do Real Canoe.
A jovem poste argentina Candela Gentinetta também regressou ao continente sul-americano a fim de ingressar nas uruguaias do Aguada, enquanto a norte-americana Taylor Peacocke também deixou as águias, Também saíram algumas jogadores com menos influência no plantel, tal como Ana Barreto, que rumou ao college, sendo mais uma jogadora portuguesa a competir nas universidades americanas.
Para além destas jogadoras, saíram ainda as portuguesas Carolina Aguiar, Cyntia Dias (Carnide), Carolina Gonçalves (Francisco Franco), Maria Lopes (CAB Madeira) e Janisy Gomes (CP Natação).
Das jogadoras que permanecem no plantel, a capitã Joana Soeiro, Marta Martins e Ana Carolina Rodrigues renovaram contrato, bem como a internacional brasileira Raphaella Monteiro. A extremo que é para muitos a melhor jogadora a actuar em Portugal, renovou contrato com as encarnadas depois de no Verão ter tido uma curta passagem pelo Ituano, a fim de disputar os play-offs do campeonato brasileiro. A extremo Diana Baptista e a poste Maria do Carmo Cruz também integram o plantel principal, transitando da formação.
A nível de caras novas no plantel, o Benfica trouxe duas jogadoras portuguesas para as posições interiores que fizeram parte da formação no Benfica.
Joana Alves e Carolina Cruz. Joana Alves tem experiência no college e também já competiu em Espanha e Itália, tendo regressado a Portugal na época passada para jogar nas açoreanas do União Sportiva. Está agora de regresso ao Benfica para acrescentar energia e capacidade de lançamento ao jogo interior da equipa.
Já Carolina Cruz está de regresso ao Benfica depois de passagens pelo Quinta dos Lombos e pelo União Sportiva. É filha do antigo basquetebolista do Benfica Artur Cruz e pode ser descrita como uma poste moderna. É uma jogadora muito alta (1,90m) e para além de ter bastante influência na área pintada, também demonstra qualidade a jogar longe do cesto, tendo um bom footwork e boa capacidade no lançamento exterior.
Para a posição de base chegaram as jovens Carolina Duarte e Catarina Frederico. Carolina Duarte é uma base de 20 anos, que vem de duas épocas a competir a nível sénior ao serviço do CB Queluz. Já Catarina frederico é uma jovem de 19 anos que vinha a fazer a sua formação em Espanha ao serviço do CB Lepe Alius. São duas jovens que irão acrescentar profundidade ao backcourt da equipa e que irão aprender com três das melhores bases nacionais.
Neste defeso, o basquetebol feminino encarnado destacou-se pelo facto de ter contratado três jogadoras estrangeiras, tendo em vista a participação nas competições Europeias da qual irei falar mais adiante.
Para a posição de extremo foi contratada a norte-americana Darien Huff, uma extremo de 25 anos que fez o seu percurso universitário em Charleston e que já jogou também na Alemanha e na Suécia. Pelo que já se pôde ver dela, é uma jogadora que tem no lançamento a sua principal arma, tanto a média como a longa distância, tendo em todas as suas épocas tido uma eficácia no lançamento de 3 pontos superior a 30%.
Para a posição de poste foram contratadas a norte-americana Courtney Warley e a croata Katarina Trehub. Courtney Warley é uma poste que jogou na Universidade de Manhattan durante cinco anos, tendo tido média de duplo-duplo nas últimas duas, indo cumprir agora a sua primeira experiência a nível sénior.
A norte-americana de 22 anos é uma poste que não é muito hábil tecnicamente, mas que apresenta uma grande capacidade a jogar de costas para o cesto e é uma jogadora aguerrida e muito difícil de bater nos confrontos físicos.
Já Katarina Trehub é uma poste de 24 anos, internacional pelas selecções jovens da Croácia e que foi MVP no campeonato croata em 17/18, tendo depois tido uma passagem pelo basquetebol italiano. Pelo pouco que pude ver dela, aparenta ser uma poste com grande presença física (1,92m) e com capacidade para dominar na área pintada.
Esta temporada também ficará marcada pela participação da equipa nas competições europeias. Um prémio completamente merecido para uma equipa que tão bem tem representado e dignificado o Benfica. A equipa encarnada entra directamente na Fase de Grupos da Euro Cup Women, integrando o grupo G juntamente com o Fribourg (Suíça), o Basket Namur-Capital (Bélgica) e o T71 Diddeleng (Luxemburgo).
Em suma, é uma temporada em que o Benfica apresenta um plantel forte e profundo, fruto da aposta feita pela secção tendo em conta a participação nas competições Europeias. Nestes primeiros jogos já deu para perceber que a equipa continua a mostrar muita qualidade de jogo com um basquetebol coeso e bem trabalhado e onde todas as jogadoras são capazes de render. A época iniciou com o pé direito e por aquilo que tem visto, tem tudo para dar continuidade ao domínio que tem levado a cabo na modalidade."

Grave... mas não temos tempo!!!

Inimputável?!!!


"Depois de anos de incentivo ao ódio, ao centralismo bacoco, agora elevaram os padrões para incentivo à violência.
Para onde caminhamos se continuar tudo na mesma? Só os jornalistas de outras estações e comentadores afetos aos Benfica é que são saneados das tv's, os adereços relativos ao Benfica que são impedidos de entrar em estádios de futebol. Querem censurar tudo o que diga respeito ao Benfica?
#CancellaSportTV"

O algoritmo da Google vai ser 'despedido'!!!


"Estará o FC Porto ou até o Francisco J. Marques, a ponderar apresentar alguma "queixinhas" contra a Google?
#CancellaSportTV"

Mundial do Qatar e os “Números da Vergonha”


"Os direitos universais não se coadunam com o rio de sangue que as estatísticas oficiais do Mundial do Qatar evidenciam. São 6 750 pessoas que pereceram na construção de um espaço que celebra a vida.

Não percebo de futebol, não tenho nada contra nem a favor. Mas a sua beleza consiste no poder que tem de gerar emoções, unir nações, despertar o que de melhor se faz em termos futebolísticos e fair play. Contudo, não me é possível ficar indiferente à dura realidade e à sistemática violação dos direitos fundamentais a que os trabalhadores envolvidos no evento estão a ser sujeitos no decorrer da construção das infraestruturas que estarão disponíveis para a realização do Mundial do Qatar. Independentemente das questões culturais, da sua proveniência, da cor da pele, do género, da religião, do tipo de contrato, existe um conjunto de premissas ao nível da segurança que estão a ser descuradas de forma reiterada. Neste sentido, parece-me que toda a beleza e grandeza de um evento desta natureza estão seriamente comprometidas, tal como a imagem das marcas que o patrocinam (Adidas, Coca-Cola, Visa, McDonalds) e da própria organização do mundial (FIFA e o Estado do Qatar).
A realidade é que os direitos considerados universais pelas sociedades ocidentais não se coadunam minimamente com o rio de sangue que as estatísticas oficiais do Mundial do Qatar de 2022 evidenciam. As estatísticas reportam um total de 6 750 trabalhadores que morreram a trabalhar, o número de mortes é esmagador, são 6 750 pessoas que pereceram na construção de um espaço que celebra a vida, a união entre nações e o desporto. São números escandalosos e provavelmente ainda estarão a anos luz da realidade. Sabemos que muitos dos trabalhadores no país não são legais e, concomitantemente, não constam destas estatísticas oficiais. Um outro fato “interessante” que consubstancia a minha afirmação é que no Qatar não existem autópsias: até prova em contrário a causa da morte é sempre “causas naturais” ou “doenças cardiovasculares”, mesmo que seja a morte de um jovem de 18 anos a trabalhar na construção civil (setor de atividade complexo pelos índices de sinistralidade que regista anualmente em Portugal e noutras partes do mundo). Para ser considerado acidente de trabalho no Qatar, o trabalhador tem de chegar vivo ao hospital e morrer na sequência do evento. O Registo Nacional de Traumas deixa de fora um grande número de acidentes mortais, porque esta zona cinzenta é muito confortável para as entidades oficiais. O culminar das desventuras destes trabalhadores é estarem subjugados ao sistema Kafala, profundamente intrincado nos países árabes com uma base discriminatória (especialmente com base na raça e no género) e que se caracteriza, ainda, pela exploração e abuso generalizados dos trabalhadores por parte das entidades patronais.
É vital caracterizar esta força de trabalho, que é o motor da economia do Qatar e que está na base da edificação daquele que se espera ser o maior evento desportivo do ano. A força de trabalho que participa na construção deste evento mundial pode ser caracterizada da seguinte forma, são trabalhadores oriundos de países como a Índia, o Bangladesh, o Nepal e o Siri Lanka e que representam 62% da população total do Qatar (aproximadamente 3 milhões cidadãos). Os dados apontam para que 44% destes imigrantes estejam afetos à construção civil, o que consubstancia os relatos que emergiram de um questionário realizado aos trabalhadores que participam na edificação do projeto desde 2018. Principais conclusões do inquérito aos trabalhadores: (1) evidenciaram jornadas de trabalho diário compreendidas entre as 10 a 14 horas, (2) com semanas de trabalho de 6 dias, (3) existem ainda situações de trabalhadores com jornadas superiores a 10 horas de trabalho diário e 148 dias de trabalho ininterrupto sem período de descanso semanal e (5) registos de trabalhos a serem desenvolvidos sob o sol escaldante do deserto em que os trabalhadores são vítimas do calor (stress ao calor) com temperaturas acima dos 40ºC e com níveis de humidade praticamente inexistente (à semelhança do que aconteceu em Espanha há bem pouco tempo). Estima-se que neste momento as condições de trabalho se tenham degradado de forma vertiginosa, devido à proximidade da data da realização do evento.
No meu humilde entendimento estamos sem dúvida perante a condição de “trabalho escravo”, que, à luz do direito internacional, prevê pesadas sanções. Existem inúmeros relatos não oficiais de que esta posição vulnerável dos trabalhadores se prende com as promessas de trabalho que lhes são feitas nos países de origem, mas que não são cumpridas nos contratos que lhes são apresentados no Qatar mantendo-se, assim, reféns das redes de exploração e tráfico humano. Contudo, convém fazer a ressalva de que estes trabalhadores representam aproximadamente 6% da população global de imigrantes do Qatar e que, por força das “auditorias e inspeções” por parte dos organizadores do mundial, se encontram “ligeiramente mais protegidos” que os restantes.
É de lamentar a posição vulnerável dos trabalhadores do Mundial do Qatar que na sua tentativa desesperada de fugir à dura realidade dos seus países de origem (Índia, Bangladesh, Nepal e Siri Lanka), os aprisiona num regime muito próximo da escravatura, sem condições de segurança e de saúde que lhes permita desenvolver o seu trabalho e, que lhes ceifa o seu único bem: a vida.
Em suma, o desafio é olhar para este absurdo de 6 750 pessoas mortas como um falhanço e/ou um retrocesso ao nível das condições de segurança, da legislação laboral e das convenções internacionais e tratados da Organização Internacional do Trabalho. Será mesmo que estas 6 750 mortes não deveriam ser consideradas como um crime contra a humanidade?"

Sagrado Balneário - Carlos Manuel