Últimas indefectivações
domingo, 18 de setembro de 2022
E não foi o único!!!
"1º minuto de jogo e Artur Soares Dias a não assinalar penálti por não estar no sue posto de trabalho, certamente.
Já aos 90+9 não falhou. É um profissional de todo.
Sempre a favor dos seus."
Segredo!!!
"No dia de ontem circulava, entre os adeptos do FC Porto, um boato de que o Otávio jogara infiltrado no jogo contra o Brugge. Ora, se bem nos lembramos, o jogador dos azuis e brancos sofreu uma lesão no jogo anterior em que, alegadamente, fraturou duas costelas. Lesão essa que o afastaria da competição pelo menos durante um mês.
Três dias depois lá estava Otávio escalado para o jogo da Liga dos Campeões. Incrivelmente recuperado e pronto para dar o seu contributo no naufrágio coletivo da equipa portista.
Ontem, ao final da noite, no esgoto a céu aberto das TVs, discutia-se que o jogador naturalizado Português tinha contraído um pneumotórax durante a partida da liga milionária. Para quem não sabe, pneumotórax é a presença de ar entre as duas camadas da pleura (membrana fina, transparente, de duas camadas que reveste os pulmões e o interior da parede torácica), resultando em colapso parcial ou total do pulmão, impossibilitando respirar normalmente. Como é possível que o departamento médico do FC Porto tenha autorizado o jogador a participar na partida nestas condições? Quase diríamos que é criminoso autorizar isto!
Naturalmente incrédulos - como é normal com tudo o que se diz naquele canal - fomos pesquisar sobre o assunto no "Dr. Google" e para nossa surpresa lá estava a notícia dada pelo jornal A BOLA . Curiosos, abrimos a notícia e, para nosso assombro, deparamos-nos com a informação que a notícia já não existia. Que surpreendente!!
Reza a lenda (conversas entre portistas) que na noite do jogo com o Chaves, Otávio deslocou-se a um Hospital do Porto com dores fortíssimas e que o diagnóstico apontava para algo mais do que costelas partidas. Pediu para ser injetado de modo a aliviar o sofrimento e veio embora. A grande preocupação do luso-brasileiro era poder jogar no jogo da Champions League, uma vez que o plantel portista tem um défice de jogadores no meio campo . No dia seguinte, no treino, sentiu-se mal e teve que voltar à unidade hospitalar onde detectaram uma embolia pulmonar. Contrariando a vontade dos médicos, assinou um termo de responsabilidade e veio embora. Alegou que tinha jogo e tinha que jogar. Não podia ficar sem jogar porque não havia quem o substituísse.
Inicialmente ficamos apenas a pensar que seria isso mesmo, apenas uma lenda ou um boato nascido no seio dos adeptos portistas devido ao mau momento o clube que atravessa. Mas depois da notícia da Cofina TV e do jornal a bola ter apagado a publicação que fez sobre o tema, as dúvidas dissiparam-se. Ficou também, mais uma vez, a certeza de que os mídia têm uma agenda própria que vai para além do dever de informar o público.
As pergunta que fica no ar são:
➡️Porque faz o FC Porto tanto secretismo com o estado de saúde de Otávio?
➡️A fazer fé neste boato, porque é que Otávio insistiu em forçar uma lesão?
➡️Haverá mais alguma coisa por trás disto que pretendam esconder?"
No Name Boys Vs Claque
"Isto depois de páginas afetas ao FC Porto passarem a cartilha que o ataque não foi feito por elementos dos Super Dragões.
Vénia a Sporting e Benfica, suas excelências uefeiras
"Noites europeias, noites na ponta da língua, na maré alta da memória.
«E aquela vez em que o Caneira fez um golo do outro mundo ao Inter?»
«E quando o Madjer marcou de calcanhar na cara do Pfaff?»
«E a noite em que o Isaías e o Kulkov destruíram o Arsenal?»
Pedaços de perfeição do futebol português, possivelmente irrepetíveis.
Mas há versões aproximadas, noites em que o génio e a inspiração se enlaçam, num dueto arrebatador e condenado a ser protagonista nas conversas à mesa do café – se no futuro houver mesas de café.
Noites como a de Turim e a de Alvalade, nesta semana agora a findar.
«E o Enzo e o Neres a amassarem a Juventus em Itália?»
«E o Edwards a deixar o Tottenham de cabeça perdida?»
Testemunhos populares, entusiasmados, a certeza de que sabemos mais do que o compincha do lado, aquele que tem a mania de que bebe mais cervejas do que todos os outros juntos.
O futebol é muito isto. Momentos de partilha, da celebração de um amor conjugado de cor e salteado, como se estivéssemos a entoar em uníssono os parabéns à maior das nossas paixões.
Sporting e Benfica não têm tido muito para contar, ultimamente, se o tema for UEFA. Por isso, sublinho o comentado aqui há dias na redação:
. Ruben Amorim foi o melhor que aconteceu aos de Alvalade nos últimos 40 anos
. Roger Schmidt veio dar ordem e cabeça a um gigante que esperneava e só partia a mais fina porcelana lá de casa
São estes jogos, de bancada cheia e povo em êxtase, que constroem o romance entre o clube e as provas europeias. A UEFA pode ser a mais quente das amantes, mas temos de saber estragá-la com mimos.
Parabéns ao Sporting e ao Benfica pela semana inesquecível.
PS1: desde 1984 e a final de Basileia, o FC Porto habituou (bem) os portistas a tratarem os jogos europeus por tu. São duas Ligas/Taças dos Campeões, duas Taça UEFA/Liga Europa e momentos intermináveis de júbilo e orgulho. Ver os rivais maiores a triunfarem como triunfaram na semana em que o dragão foi goleado em casa pelo... Club Brugge, só pode doer. É impossível não haver consequências.
PS2: o SC Braga só não está no título porque a vitória – sobre uma interessante equipa alemã – teve como palco a Liga Europa, a segunda divisão uefeira. Mas só mesmo por isso, porque tudo o resto neste grupo de Artur Jorge me leva a colocá-lo ombro a ombro com os três típicos candidatos ao título português. Parabéns aos Guerreiros do Minho, cada vez mais membros por direito próprio do lote dos grandes."
Era uma vez um torcedor
"João tem apenas nove anos. Nem sequer pregou os olhos na madrugada anterior, tamanha era a ansiedade que percorria cada centímetro do seu pequeno corpo em formação. Domingo era dia de bola. A sua tão sonhada estreia na arquibancada.
Fez questão de guardar a mesada daquele mês. Levou comida para a escola para economizar toda e qualquer moeda. Quis pagar o próprio bilhete. Aquela satisfação única de chamar algo de "meu" e flertar com a ainda distante maioridade.
Acompanhado do pai, Francisco, apanhou transporte público boas horas antes de a bola rolar. Queria sentir cada segundo da atmosfera de um grande jogo, um espetáculo que outrora parecia distante. Guardar com carinho na memória os pormenores de uma data marcante.
Assim que pisou fora da estação, foi prontamente recebido com gás de pimenta e balas de borracha. Confusão generalizada. Não sabia o que fazer diante do despreparo da polícia para conter uma briga agendada de torcedores.
Não pôde desfrutar um belo sandes de pernil na Roulote do Zé, beber uma Coca-Cola quente e, quem sabe, trocar cromos do Mundial com outras crianças. Assustado, correu diretamente para dentro do recinto.
Quando estava a um passo da sua cadeira, foi abordado por três homens bêbados. Entre berros e ameaças, acabou obrigado a tirar a camisa comprada com muito suor de trabalho pela mãe Nazaré. Era presente de aniversário.
Vestia as cores do seu clube do coração, mas não havia adquirido ingresso para o setor visitante. O terreno era inóspito. Os olhos ameaçavam encher de lágrimas enquanto o pai tentava, em vão, conversar com os agressores. De nada adiantou. Em tronco nu ali ficou.
Só pensava em voltar para casa. Tinha vergonha de pedir para ir embora. Resolveu ficar e assistir aos seus ídolos. Ronaldo, o maior deles, um craque brasileiro de mão cheia, era preto como ele. Havia então ali uma identificação. Química pura. Representatividade.
Mal o juiz apitou o começo da partida, os xingamentos começaram: "Preto!". "Macaco!", "Favelado!", "Volta para a tua terra", entre outros. Não entendeu o motivo de tamanha perseguição contra um jogador que era a essência do esporte que tanto amava.
Fechou os olhos e tapou os ouvidos durante quase todo o jogo. Teve tempo de sobra para refletir diversas vezes o que poderia ter feito com o dinheiro que economizou. Comprar um tênis ou levar os pais para jantar fora, talvez.
Houve muitos obstáculos, mas o seu time ganhou por 1-0. Pouco importou, até porque perdeu o lance do gol. Angustiado, apressou o passo para sair dali o quanto antes. Teve, entretanto, que esperar. Havia uma multidão sedenta por vingança para dispersar.
Já na rua, mas ainda no entorno do estádio, ficou à espera da boleia de um amigo da família. De repente, ouviu um estrondo. Correria. Pânico. Um carro com uma mulher ao volante e duas crianças no banco traseiro foi apedrejado.
A gota d'água. Começou a chorar. Colocou para fora toda a angustia, a dor e o sofrimento de um dia que tinha tudo para ser especial. Largou a mão do único que o protegia e desatou a correr. Sem destino.
Ofegante e desnorteado, atravessou a rua sem verificar os dois lados. Quase foi atropelado. Foi salvo por uma torcedora rival, uma simpática senhora dos seus quase 80 anos. Desabafou então no colo de Maria: "Obrigado, mas não volto nunca mais"."
Mãos de Pedra e o leão obeso
"Roberto teve uma relação volátil com o dinheiro. Gastava tudo o que ganhava e chegou a ganhar francamente muito...
Quem sai da Cidade do Panamá em direção a sul, numa estrada em mau estado desenhada sem jeito por entre filas de palmeiras, vê barracas de tetos de alumínio mas de certeza que não vê leões. Depois chegará a uma cidadezinha chamada Guararé, na província de Los Santos, na península de Azuero, lugar onde nasceu Manos de Piedra. O seu pai era um velhaco. Soldado americano destacado para o batalhão de defesa das fronteiras do território do Canal do Panamá, mal soube que engravidara uma rapariguita chamada Clara Samaniego, pôs-se na alheta de regresso ao Arizona, no Estados Unidos, lugar onde nascera de uma família de emigrantes panamianos, os Durán Sanchez. Enfim, saiu de casa para ir fazer um filho em casa dos avós e voltou. Uma besta. Apesar disso, Roberto, não renegou o pai e usou sempre o seu nome: Dúran.
Após a fuga do cobarde, Clara levou Roberto para El Chorrilho, povoação mesmo encostada ao muro entretanto erguido pelos americanos para manter os indígenas longe das suas vivendas finórias com piscinas. Durán cresceu a saltar o muro para ir roubar mangas nos quintais do lado de lá e a participar em refregas de rua e cenas de pancadaria gratuita que, no fundo, era apenas a forma como os miúdos da sua idade descarregavam frustrações e lidavam com os seus complexos de inferioridade provocados pela exibição de riqueza dos gringos.
Há quem afirme, sem se engasgar, que Roberto Durán foi o maior peso-leve de todos os tempos. Foi um ganhador: campeão do mundo de leves, meio-médios, médios-leves e médios. E um eterno revoltado, desde menino até iniciar a sua carreira profissional aos 16 anos, no ginásio Neco de La Guardia, treinado por Roy Arcel, um mestre que fez vinte campeões mundiais. O Panamá tornou-se pequeno demais para Durán. Mudou-se para os Estados Unidos, território inimigo. Sabia bem que a sua chegada necessitava de ser sublinhada por uma frase que fizesse explodir as manchetes dos jornais que não aceitam que um boxeur seja um fulano discreto e dão preferência aos fanfarrões. Por isso tiveram direito a uma fanfarronada mal Roberto desembarcou: «I am not God - but I am something similar!».
A imprensa adorou Roberto e todas as confusões em que foi capaz de se enfiar. Eram praticamente diárias e estava-se nas tintas se estivesse na véspera de um grande combate. Ele próprio contou que numa noite, em Miami, numa boate, um tipo que não conhecia de lado nenhum se sentou à sua mesa e lhe pôs na frente dos olhos 250 mil dólares em notas para que, quinze dias mais tarde, subisse ao ringue para defrontar o terrível Thomas Hitman Hearns. Durán aceitou de imediato. Estava demasiado entretido com duas mulheres que lhe confessaram ser lésbicas para prestar atenção a dinheiro. Excitado com a perspetiva de uma longa noite a três, levou-as para um quarto mas rapidamente percebeu que o caso iria ser muito sério e que elas podiam ser tão duras e resistentes como ele. Um deboche. «Foi o melhor tempo da minha vida. Passámos mais de uma semana fechados num quarto a fazer sexo e a beber champanhe. Na verdade, nunca mais me lembrei do maldito Hearns», contou na sua autobiografia, I Am Durán. No dia 15 de junho de 1984, no Ceasar’s Palace, em Las Vegas, Nevada, Hitman acabou com a refrega ao segundo dos doze assaltos programados. Por KO. «Quando caí com a cara no chão depois de um golpe de Thomas a única imagem que me surgiu na cabeça foi a daquelas duas lésbicas no meu quarto de Miami. Não sei porquê, mas desatei a rir».
Roberto teve uma relação volátil com o dinheiro. Gastava tudo o que ganhava e chegou a ganhar francamente muito. «Queria divertir-me. Ter tudo o que nunca imaginei que alguma vez pudesse ter na minha infância em El Chorrillo. Até entrar pela porta de Hollywood». Não entrou. Ficou na ombreira. Silvester Stallone convidou-o para um pequeno papel em Rocky II. Deveriam enfrentar-se e deixar o povo festejar a vitória do seu herói. Durán levou a coisa a sério e não esteve pêlos ajustes. Deu uma carga de porrada em Stallone e, como seria de esperar, ficou fora das filmagens. Eram tempos tão abandalhados da sua existência que deixou de ter a simpatia popular que tanto lhe custara a ganhar. Havia quem lhe chamasse nomes na rua, atiravam pedras às vidraças de sua casa, mandavam o cholo para casa. Roberto resolveu seguir a velha máxima - «Quem tem medo compra um cão». Mas um cão era de menos para o maior desportista panamiano de todos os tempos. Em vez de um cachorro, comprou um leão bebé e deu-lhe o nome de Walla. Passeava-se com ele pela trela, descontraidamente nas ruas de Nova Iorque, como se desafiasse: «Vem agora aqui insultar-me se és capaz!».
Durante os quatro ano seguintes, Walla foi a sua melhor companhia. Estragava o bicho com mimos. Certa tarde, quando brincava com ele na praia, a fera tombou para o lado repentinamente. O veterinário diagnosticou a causa da morte: um ataque de coração provocado por obesidade. Comia tudo o que queria. A vida de Roberto Durán e de quem o rodeou esteve sempre equilibrada no arame de tudo ou nada."
sábado, 17 de setembro de 2022
Em busca de troféus
"Temos a oportunidade, neste fim de semana, de juntar quatro Supertaças às três já conquistadas na presente época. A agenda desportiva para os próximos dias é o tema principal da News Benfica.
1
O reforço competitivo das nossas equipas, num processo contínuo que conheceu novo ímpeto na temporada passada, com importantes melhorias patenteadas, incluindo o notável feito europeu no andebol e o regresso ao topo nacional do basquetebol e do andebol feminino, além da renovação dos títulos de voleibol (masculinos) e, na vertente feminina, de futebol, basquetebol, futsal, hóquei em patins e polo aquático, visa um propósito único, mas fundamental: engrandecer o palmarés do Clube ano após ano.
2
Até ao momento, na presente época, tivemos a oportunidade de disputar cinco troféus, vencendo quatro. Três Supertaças (andebol, hóquei em patins e futebol feminino) e a primeira edição da Elite Cup, no hóquei feminino. Todos esperamos que o início auspicioso seja o preâmbulo de muitos triunfos em 2022/23, a continuar já no sábado.
3
São quatro as Supertaças decididas amanhã. No basquetebol, a nossa equipa masculina defronta a do Sporting (18h00), enquanto a feminina mede forças com a do GDESSA (15h00). Ambos os jogos são realizados em Torres Novas. No andebol (feminino) o adversário é o Colégio de Gaia (Gondomar, 19h00) e, no hóquei (feminino), há dérbi com o Sporting em Vila Franca de Xira (15h00). Sábado cheio para ajudarmos o Benfica a vencer mais quatro troféus. Apoie as nossas equipas!
4
E há mais. Não deixe de consultar a agenda para os próximos dias no site oficial. Destacamos o embate com o Marítimo, em futebol (domingo, 18h00, na Luz) e a receção ao ADA Maia, em andebol, em jogo a contar para a primeira jornada do Campeonato Nacional.
5
O plantel da nossa equipa principal de futebol solidarizou-se com o nosso jovem adepto, obrigado a ver de tronco nu o jogo em Famalicão. "O que sentes ninguém te pode tirar. Esta é a nossa pele". Veja a imagem nas redes sociais do clube (Instagram ou Twitter).
6
Foram anunciadas as convocatórias para os próximos compromissos das seleções nacionais A, Sub-21 e Sub-19. João Mário e Rafa foram chamados por Fernando Santos para a A, enquanto Rui Jorge, dos Sub-21, convocou seis atletas do Benfica (André Gomes, António Silva, Henrique Araújo, Paulo Bernardo, Rafael Rodrigues e Samuel Soares). Moreira Jr. foi convocado para os Sub-19 (além de Diogo Prioste, João Neves e Nuno Félix)."
«O Benfica é reconhecido como uma referência mundial no futebol de formação»
"«Temos de proporcionar oportunidades de formação complementar para serem amanhã cidadãos do futuro que nós queremos ver no nosso país»
Bola na Rede: No Footbal Talks, referiu que os treinadores de níveis 1 e 2, que trabalham com o jovem jogador, não se devem focar em ser o próximo Mourinho ou o próximo Guardiola; acha que, para os treinadores que caiam nessa tendência, a pressão para terem resultados imediatos acaba por afetar o desenvolvimento individual de cada jogador?
Pedro Mil-Homens: Se tiverem essa pressão, claro que isso afeta o desenvolvimento natural desse jogador e essa pressão, a existir, donde é que ela vem? Pode vir, em primeiro lugar, do modelo competitivo que é oferecido a estes escalões jovens, e pode vir também de alguma pressão que os clubes exerçam. Não me parece que seja questão principal, a pressão que os clubes possam fazer; o tema principal, do meu ponto de vista, é que nós precisamos de, no processo de formação destes jovens treinadores (que têm perfis diferenciados, uns foram jogadores, outros são jovens oriundos de formação mais académica), precisamos de trabalhar com ele, no sentido de lhes mostrar que nestas idades mais jovens, a dimensão tático-estratégica do jogo não é a questão principal, pelo contrário.
São as oportunidades para jogar um jogo mais livre, mais divertido, com mais alegria, mais criatividade, se quiser até vou mais longe, um jogo um bocadinho mais selvagem. Porque foi assim, nestas condições que as nossas referências do passado, os Figos, os Rui Costas, que tantas alegrias nos deram, não começaram a jogar futebol neste modelo formatado da escolinha de futebol que nós temos hoje. Mas como o mundo não anda para trás, nós precisamos hoje, nos clubes, nas escolas de futebol, criar, recriar esse ambiente e ter uma abordagem menos virada para os assuntos tático-estratégicos, mas para isso acontecer, não precisamos só dos treinadores; precisamos dos treinadores e dos organismos que regulam o futebol, neste caso as associações regionais que eu acho que deveriam refletir num modelo competitivo que hoje nós oferecemos a esses escalões.
Eu disse ali na sessão que a federação alemã está a rever toda a oferta competitiva dos sub-11 para baixo, um modelo complemente inovador. Portanto, isto quer dizer que outros estão preocupados com esta questão, porque a questão do futebol de rua não existe em Portugal como existe em Munique. Portanto, precisamos de encontrar um conjunto de estratégias para, a médio-longo prazo, podermos ver os resultados.
Não esquecendo que precisamos também nestes escalões mais jovens que, a Federação Portuguesa de Futebol, e todos em conjunto, regulemos de outra forma a intervenção dos intermediários e dos agentes de futebol em crianças desta idade. Não é aceitável que a pressão sobre pais e crianças, jovens, aconteça em idades tão precoces. Estamos a profissionalizar cedo demais este ambiente e amanhã estes jovens, vão “fartar-se” deste contexto em que têm tantas obrigações, coisas já muito profissionalizadas e abandonam e têm outras coisas para fazer, porque o mundo hoje para oferecer a estes jovens mais coisas do que o futebol. E se nós os queremos captar para o futebol, que é um jogo maravilhoso, temos de lhes dar um jogo mais alegre, um contexto mais divertido e menos pressionante.
Bola na Rede: Já enveredou um pouco pela minha próxima pergunta; quando se discute a formação de jogadores jovens, é normal falar-se que também é essencial formar homens com valores, acha que a intervenção precoce de agentes, às vezes até em jovens com 14 anos, pode influenciar essa formação de homens com valor?
Pedro Mil-Homens: Os agentes são, entre aspas, agentes do desporto e do futebol, são uma peça, um parceiro da nossa atividade, não vamos dizer que eles não existem, eles existem e têm o seu papel. Agora, devem ter o seu papel, na minha humilde opinião, em idades e etapas mais avançadas do processo de desenvolvimento destes jovens, e não em idades tão precoces. E, para o desenvolvimento integral desses jovens, como mencionou, todos nós, clubes, temos a nossa responsabilidade, nomeadamente aqueles que tem academias onde têm jovens residentes, temos obrigação de, para além de os manter numa carreira dual – escola e futebol – temos de proporcionar oportunidades de formação complementar para serem amanhã cidadãos do futuro que nós queremos ver no nosso país.
Bola na Rede: O SL Benfica, ano após ano, costuma ser das equipas a nível europeu que gera mais dinheiro com a venda de jogadores, muitos deles formados na Academia do Seixal. Você mede o sucesso da academia consoante o valor que os jogadores lá formados são vendidos, ou consoante a qualidade do jogador, dentro e fora de campo, independentemente de ter gerado dinheiro para o clube?
Pedro Mil-Homens: Isso é uma pergunta muito interessante porque muitas vezes perguntamo-nos, nós e até em fóruns internacionais, o que é que devem ser os indicadores de produtividade, digamos, de uma academia, e não é uma resposta unânime, portanto deve ser provavelmente, penso eu, um conjunto de indicadores que se devem ponderar para termos uma resposta à sua pergunta.
Certamente a valorização dos jogadores, a promoção dos jogadores, a nossa capacidade de fazer chegar jogadores da nossa formação à nossa equipa principal será certamente um indicador. A capacidade de colocar jogadores que não chegam, porque só um número muito reduzido é que consegue chegar a esse patamar, mas a capacidade que um clube, uma academia, tem de colocar jogadores noutros patamares, noutras ligas também de bom nível, deve ser outro indicador. E naturalmente, a capacidade de gerar uma receita com a alienação de direitos desportivos de jogadores oriundos da formação é certamente um indicador importante porque na formação, todo o investimento é feito pelo clube, portanto o clube quer ver rentabilizado esse trabalho.
Evidentemente num clube da dimensão do Benfica, como de outros clubes, o desempenho desportivo é também um fator. Ter um bom desempenho desportivo, sem que isso signifique subverter um conjunto de regras e de princípios para obter esse desempenho desportivo. A participação de jogadores do Benfica nas seleções nacionais, o número de jogadores internacionais jovens, também é um indicador. Portanto, é preciso construir um conjunto de indicadores, cada um com uma ponderação, para poder ter, se esse fosse o objetivo, um ranking de produtividade de uma academia de futebol.
Bola na Rede: No ano passado, no evento Soccerex Connected, disse que gostaria que o Benfica fosse uma referência mundial na formação. Entre 2011 e 2021, o Benfica foi a equipa europeia que gerou mais dinheiro com a venda de jogadores; acha por isso que o Benfica já atingiu esse patamar de referência que desejava, ou acha que a formação do clube pode dar mais um passo em frente?
Pedro Mil-Homens: Nós, quando em 2018 procurámos definir a missão e a visão dos valores do futebol de formação, dissemos que a nossa visão, é sermos reconhecidos como uma referência mundial no futebol de formação, portanto é um objetivo a atingir. A mim, custa-me ser eu a dizer se já chegámos a esse patamar ou não. Acho que o Benfica chegou a um patamar elevado ao nível do reconhecimento do seu trabalho em termos internacionais; chegar muitas vezes é insuficiente, o que é preciso é manter durante vários anos desempenhos a um nível, às vezes não é possível manter sempre ao mesmo nível, mas acho que o Benfica tem mantido nos últimos anos, um patamar que o permite ser reconhecido como uma referência mundial no futebol de formação."
Copy/paste !!!
"A 8 de janeiro deste ano, o Estoril recebeu o FC Porto em jogo da 17.ª jornada da Liga 2021/22.
A equipa de Sérgio Conceição entrou a perder o jogo por 2-0 mas reduziu no início da segunda parte para 1-2. O Estoril fez o 3-1 mas viria - para surpresa geral (até dos comentadores espanhóis) - a ser anulado pelo VAR.
Já nos últimos minutos de jogo, o FC Porto logrou chegar à vitória por 2-3. Até aqui nada de surprendente.
Mas quem era o VAR de serviço nesse jogo?
Não se lembram!? Nós ajudamos a lembrar.
Esse mesmo, Artur Soares Dias.
E, quem era o AVAR? Rui Licínio.
Este sábado haverá um novo Estoril-FC Porto. O VAR nomeado é nada mais nada menos do que Artur Soares Dias e o AVAR é Rui Licínio.
E para que nada falte, até a Delegada da Liga, Helena Relvas, é a mesma que esteve em janeiro no jogo da Amoreira.
Coincidências ou a Liga Portugal fez só copy/paste?
#LigadaFarsa #41anosdisto #LigaPortugal"
Remédio Santo!!!
"17ª Jornada (21/22)
📌 Estoril 2-3 FC Porto
Caso: Golo anulado ao Estoril que faria o 3-1.
ASD era o VAR.
Rui Licínio o AVAR.
Helena Relvas a delegada ao jogo.
Amanhã haverá Estoril-FC Porto.
O VAR? ASD.
O AVAR? Rui Licínio.
A Delegada? Helena Relvas.
Ah, e o árbitro que anulou o golo em campo (António Nobre), vai estar Domingo na Luz a apitar o Benfica-Marítimo.
Fazem o que querem, como querem e quando querem.
Até quando vamos aturar isto? Vai demorar muito a recusarmo-nos a entrar em campo com Árbitros e Var´s Portugueses enquanto Fontelas, Paulo Costa e Bertino Miranda continuarem no Conselho da Arbitragem?"
Silêncio...
"Durante 5 anos (sim, 5 longos anos!!) o caso dos emails fez as delícias da comunicação social. Foram gastos rios de tinta na impressão de capas de jornais e revistas. Nos escaparates dos quiosques e tabacaria foram colocadas os jornais, de modo estratégico, para que fossem bem visíveis os títulos (de letras garrafais), carregados de dramatismo, com frases sonantes e tiques de malvadez.
Tantos foram os jornais vendidos...
Hoje começa o julgamento dos prevaricadores. Os mentores da disseminação de uma mentira. Uma mentira com demasiados danos reputacionais e financeiros para o SL Benfica. Uma mentira que passou além fronteiras com a cumplicidade da mesma comunicação social que alimentou a esta novela.
Apenas pedimos justiça. E se essa justiça incluir penas de prisão, então que seja feita justiça.
Hoje o silêncio nos jornais é sepulcral... Diz muito da agenda e dos propósitos que os movem."
Arguidos...
"O julgamento dos três arguidos acusados de divulgação de correspondência eletrônica privada do SL Benfica teve hoje a primeira sessão.
Os arguidos preferiram remeter-se ao silêncio. Estranha opção daqueles que dizem estar cheios de provas irrefutáveis sobre o conteúdo - alegadamente criminoso - dos emails.
O melhor está para vir..."
Afinal, a PSP do Porto quando quer até é competente
"Elogiar a pronta resposta.
Pena que noutros casos, com repercussões graves, passados 4 anos, ainda não existam responsáveis identificados. Porque será?"
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