Últimas indefectivações

sexta-feira, 16 de setembro de 2022

Ah e tal a centralização dos direitos televisivos...


"Pra quê dividir com os outros aquilo que conseguimos sozinhos!? E ainda por cima tentam "roubar "o Benfica de todas as formas e feitios."

Uma águia invencível e um treinador em estado de graça


"Quem ama o futebol, ama o Benfica, e quem ama o Benfica tem de estar completamente rendido a Roger Schmidt. São 12 vitórias em 12 jogos e um futebol que entusiasma as bancadas e os milhões de adeptos benfiquistas em todo o mundo.
Primeiro lugar isolado na Liga Portugal e duas vitórias em dois jogos disputados na fase de grupos da Liga dos Campeões. Registo imaculado até ao momento.
Destacamos também os últimos seis jogos do Benfica fora de casa para as competições europeias:
❎ Barcelona 0-0 SL Benfica
✅ Ajax 0-1 Benfica
❎ Liverpool 3-3 SL Benfica
✅ Midtjylland 1-3 SL Benfica
✅ D. Kiev 0-2 SL Benfica
✅ Juventus 1-2 SL Benfica
O gigante europeu está de volta! 🦅🔴⚪️"

Diferenças!


"Estes são os números de Benfica e Calor da Noite nas Competições Europeias desta época e da época passada:

Benfica
20 Jogos
12 Vitórias
3 Derrotas
Adversários como Bayern, Liverpool, Barcelona, Juventus, Ajax, PSV

Calor da Noite
12 Jogos
2 Vitórias
6 Derrotas
Adversários como Brugges, Lyon, Lazio, Atletico

Liga Fontelas, a Liga mais mentirosa de todo o Mundo. A farsa total a entrar olhos dentro de toda a Europa todas as semanas às Terças e Quarta-feiras. Ninguém questiona publicamente esta mentira onde o Putedo faz 91 pontos e bate recordes de jogos sem perder. Vamos esperar até quando para recuperar a verdade desportiva em Portugal? Sr.Rui Santos, sempre tão interessado na verdade desportiva, porque motivo nunca dedicou o seu tempo de antena a esta curiosidade? Ah já sabemos, deve ser coincidência. Uma coincidência que dura há 2 épocas!
PROENÇA, FERNANDO GOMES, TIAGO CRAVEIRO, FONTELAS, PAULO COSTA, BERTINO MIRANDA, CHEGA DA PRÁTICA DESTE CRIME! RUA E RUA E RUA E RUA! EXIGIMOS O FUTEBOL VERDADEIRO DE VOLTA A PORTUGAL!
E para Domingo já está o lagarto do Nobre nomeado, com o Andrade do Vasco Santos no VAR. Mais uma tarde de sofrimento para nós. Certinho."

Importa-se de repetir...!?


"Por nós o SL Benfica passava a época inteira assim. Sem um teste a sério. Nada nos deixaria mais feliz que chegar a Maio, cheios de títulos e sem encontrar uma equipa à altura do Benfica."

O homem que é acusado de atos de violência doméstica veio a público condenar os atos perpetrados sobre a família de Sérgio Conceição...

O outro lado da moeda!!!


"Querem ver que anda algum "Rui Pinto" a fazer serviço público? Que coincidência! Logo agora que vai começar o julgamento dos três estarolas... 😉"

A palavra de Rui Costa


"O presidente prometeu e cumpriu

Há algumas semanas, quando ainda estávamos no defeso, comentei que Rui Costa ainda estava no início da sua caminhada como presidente do maior clube de Portugal, e por isso não poderia – pelo menos justamente – ser criticado. Algumas semanas volvidas e já se pode até elogiá-lo, quanto mais não seja por ter cumprido o que prometeu o ano passado.
Terminei o artigo sobre o presidente com a expressão “tem a palavra Rui Costa”, e no passado dia 9, chegaram essas palavras. Esta explicação sobre as ações neste mercado de transferências, foi muito positiva e trouxe alguns pontos à estrutura encarnada, pela transparência e consideração que a mesma demonstrou.
Tudo me pareceu feito para que os benfiquistas percebessem o porquê das escolhas tomadas e dos caminhos escolhidos. Foi também, e tem de continuar a ser, dada muita importância à manutenção da mística do Benfica.
A aposta cada vez maior na formação da casa, e a preocupação em manter esses jogadores o maior tempo possível no clube foi uma das premissas e a vinda de um treinador como Roger Schmidt também teve muito que ver com essa questão.
É importante que todos os departamentos falem a mesma língua e sintam o mesmo, para que juntos sigam a mesma direção, algo que não se tem visto nos últimos anos. Para isso também foi importante que esta explicação tenha sido no canal do clube.
A abertura a um canal isento, iria dar azo a que perguntas incómodas e fora do contexto, fossem colocadas, e iria gerar situações que não eram de todo o objetivo desta ação. Sendo na BTV manteve-se a harmonia e o espírito que se queria criar. Muito bem conseguido.
A naturalidade e asserto com que o presidente se apresentou nesta entrevista é de saudar. A forma como explicou os casos mais complicados, os motivos das saídas e o critério das entradas, foi na minha opinião, como tinha de ser.
O respeito esteve sempre presente, como mostraram as palavras sobre os jogadores que abandonaram o clube ou por exemplo a expressão “não houve limpeza no Benfica, porque os jogadores não são lixo”, e isso é ouro.
De realçar também as palavras de agradecimento a Lourenço Coelho pela forma como dirige o departamento de futebol e a surpreendente revelação sobre Rui Pedro Braz, a quem adjetivou de peça-chave neste mercado, o que contraria o que muito se disse sobre o seu papel no Benfica. Também aqui, Rui Costa foi grande.
Concluindo, e após várias vendas com objetivo de poupar em salários e contratações com critério, é unânime que o Benfica realizou um excelente mercado.
Na minha opinião, este é o plantel mais coeso, forte e homogéneo da liga, mas mais importante que comparar com rivais, é comparar com o que vinha a ser feito nos últimos tempos no clube.
Tendo em conta que é a primeira janela de mercado de verão desta direção, o trabalho foi muito bom, as promessas começam a ser cumpridas e o futuro apresenta-se promissor."

Lanças...

Karaté: etnografia de uma prática corporal


"Como se diz normalmente, o karaté é uma arte marcial. É uma arte, dado que ele permite um campo de inúmeras formas de o homem e a mulher se construírem. É uma identidade! Numa entrevista efetuada em maio de 2011, um praticante graduado de karaté responde-nos desta forma: “construí um percurso de aprendizagem, de consolidação de conhecimentos, de socialização, de amizade, de aperfeiçoamento técnico e descoberta, motivo de interesse até por outras artes marciais e desportos de combate. O enquadramento e responsabilidade institucional, como treinador e árbitro, as rotinas diárias e de calendário oficial formativo e competitivo, restruturaram a minha vida pessoal, que o karaté assume hoje uma componente incontornável, que se funde com a familiar e profissional. É uma forma de estar, de me relacionar e de realização pessoal. Disciplina e dedicação em função de objetivos, enquanto competidor federado e da seleção nacional, árbitro internacional de alto rendimento e instrutor de classes de jovens e adultos, quer na vertente mais desportiva, quer na mais marcial, vincula a minha organização pessoal. Hoje, o karaté é parte da minha identidade”.
Para se compreender o karaté, é preciso penetrar na cultura nipónica e na sua relação com a cosmologia. Esta arte marcial oferece um conjunto de técnicas, corporais, mentais e espirituais, tornando o praticante mais perfeito, harmonioso e unificado. Muitos karatecas recusam aceitar o karaté como um desporto, mas a forma como é ensinada se identifica exatamente a uma prática desportiva (Rosa, 2017). As artes marciais japonesas, das quais o karaté faz parte, têm a sua origem na cultura samurai, que marca o tempo da feudalidade japonesa, que se estende dos séculos XII ao XIX. A cultura samurai desenvolve-se numa promiscuidade evidente com as religiões, como o budismo ou o xintoísmo. O samurai e o código bushido ainda animam o inconsciente coletivo japonês. O etnólogo Chie Nakane revela-o no livro “La société japonaise”, mas Yukio Mishima prova-o no “Le Japon moderne et l’éthique samourai”. O especialista em karaté e sociólogo Kenji Tokitsu (1979), diz que as artes marciais apresentam uma forte vontade de fusão com o princípio universal da vida, que inclui a morte, dado que, neste pensamento, a morte não é mais do que uma fase da vida. Os heróis míticos servem de mediação entre o inconsciente individual e os fantasmas coletivos, mais ou menos conscientes. No fundo, as artes marciais são uma mercadoria ideológica que tornam o Japão célebre no mundo. As artes marciais japonesas, quaisquer que elas sejam, beneficiam de uma popularidade que as artes chinesas, coreanas ou tailandesas não conseguem atingir. Na prática do karaté encontramos um funcionamento muito hierarquizado, com as suas instituições, os ritos, os rituais e os mitos. Os praticantes de karaté encontram qualquer coisa mais do que na prática do boxe, por exemplo, como refere Le Rest (2002). Existe a importância do dojo, do kimono, dos rituais como a saudação, o caminho da progressão com a aquisição da graduação, a incorporação de qualidades como a confiança em si próprio, o controlo das emoções e o respeito pelos outros. Outros autores franceses (Patrick Baudry ou David Le Breton) colocam a prática das artes marciais nas condutas de risco.
O karaté é mistificado pelos karatecas. Mas nem todos os instrutores/treinadores têm o mesmo carisma e não empregam todos os rituais japoneses. É preciso assistir aos treinos dos mestres japoneses para se sentir a força dos ritos, dos signos e dos símbolos. Os praticantes imitam as técnicas, os gestos e as posturas que observam. Muitos procuram compreender o sentido dos gestos que produzem e se satisfazem com a suposta eficácia das técnicas. As técnicas do corpo colocadas em jogo no karaté permitem construir as representações místicas. No caso do karaté, muitos nem sabem que as técnicas são provenientes de Okinawa, da China e, antes disso, da India.
O combate é a razão que motiva os karatecas na prática. Para evoluir neste combate, eles se conformam com a exigência de um trabalho técnico (kihon, kata, ippon kumité) e aos ritos, como a passagem de graduação. O corpo de cada praticante é portador de um saber, de uma aquisição, de um percurso, de lesões, de fraturas, de fraquezas, de dores, de incapacidades, de equilíbrio, etc. É, muitas vezes, na dor que o praticante constrói a sua relação com o corpo. Os katas constituem a memória da arte de combate. Cada kata representa um combate real contra um ou mais adversários imaginários. Os katas exigem repetição, procurando aperfeiçoar as técnicas de defesa e de ataque. E é a graduação que determina o valor do karateca. Qual é o papel do treinador? A resposta de um praticante avançado (4.º dan) de karaté, estilo Goju-Ryu, é esta: “o treinador é sempre um modelo. Como ainda estamos numa fase de reprodução, o exemplo do treinador influenciará sempre – positiva ou negativamente – o praticante”."

Carrega...

"A 13 de Abril de 2022 o SLBenfica joga a segunda mão dos quarto de final da Champions League, em Anfield contra o Liverpool. Apesar do empate, os escarnados são eliminados da prova.
Os adeptos do Benfica estiveram incondicionalmente ao lado da equipa, entoando cânticos, puxando pelos jogadores, expressando toda a sua dedicação, todo o seu amor ao Glorioso. Uma demonstração de paixão que goleou na Liga dos Campeões.
Nessa noite, uma nova era nasceu no clube. Nessa noite ficou patente que havia algo de muito precioso no conjunto de jogadores do plantel e que era necessário apenas lapidar. E Rui Costa percebeu...
Uns retoques, umas mudanças e aí está o novo Benfica, um novo treinador, novos jogadores. Um Benfica de gente com humildade, com capacidade de trabalho e que não se coloca em bicos de pés, já leva 12 jogos oficiais e 12 vitórias.
Na Europa o registo é impressionante. Nos últimos 12 jogos apenas perdeu 1 jogo. Pelo meio jogou com Barcelona, Livelpool 2 vezes, Ajax 2 vezes e Juventus. Eram a piores equipas desses clubes dos últimos 25/30 anos, bem sabemos. Mas ganhamos.
Com estes adeptos, com todo o seu amor, com esta união seremos sempre mais fortes e mais candidatos a ganhar, #SejaOndeFor . Em Maio até podemos não ter conquistado os objetivos. Mas conquistamos o nosso Benfica de volta.
Carrega Benfica 🔴⚪🦅
Unidos somos mais fortes."

Melhor arranque para as equipas portuguesas era impossível...

Percurso da Juventus na Champions nos últimos 6 anos:


"2022 - Juventus Oitavos
2021 - Juventus Oitavos
2020 - Juventus Oitavos
2019 - Juventus Quartos
2018 - Juventus Quartos
2017 - Juventus Final
Que sorte tivemos em apanhar a pior Juve desde a Civilização Romana. Falta apanhar uma equipa verdadeiramente forte para meter à prova este Benfica. Um Brugges, por exemplo."

Acreditar...


"“O que é que eu disse aos jogadores ao intervalo? Disse que não estávamos a jogar como uma equipa que queria ganhar. Não foi nada de táctico, foi sobre a atitude e o acreditar na nossa ideia de jogo”
Roger Schmidt"

Oh pró fedelho a colocar o Bonucci no lugar!! Que venha o Pepe...😏

🎵🎶O Benfica ganhouuuuuu 🎶🎵



"✅17 jogos ( incluindo pré época)
✅17 vitórias ( incluindo pré época)
Falta ainda fazer um teste a sério! 😏"

Cadomblé do Vata


"1. E ao 12° confirmaram-se os prognósticos dos críticos um SL Benfica cansadíssimo soma nova vitória.
2. Na semana passada morreu Isabel II, esta semana a Juventus leva banho de bola em casa... Setembro está a ser um mês horrível para as vechias signoras.
3. Em Março ganhamos em Amesterdão e em Setembro em Turim... 2022 é o ano de acerto de contas com as finais da Liga Europa.
4. Este Juventus - SL Benfica foi o jogo dos centrais experientes... Bonucci, Otamendi, António Silva...
5. Sporting 6 pontos; Benfica 6 pontos... Lisboa é a cidade com mais pontos na Champions 2022."

quinta-feira, 15 de setembro de 2022

Monstro & Monstro


"Não há domínio sem recuperação da posse. Não há equilíbrio sem Transição Defensiva eficaz. Não há bola sem recuperadores. A diferença da competência do meio campo do Benfica de uma para outra temporada é abismal, e ainda há Aursnes, que muito promete também. Hoje o Benfica joga com bola e sem bola. E como joga sem bola, é melhor e tem mais bola.
Competência sem bola não é só fechar o caminho da própria baliza, é porque se recupera, permitir que a equipa tenha bola e possa atacar e contra atacar.
Em Turim, Monstro & Monstro."

Juventus FC 1-2 SL Benfica: As águias voam alto em Turim


"A Crónica: Neres E João Mário Castigam Os Bianconeri

Num Allianz Stadium vestido a rigor, a Juventus FC defrontou o SL Benfica, na segunda jornada da fase de grupo da Liga das Campeões. O desfecho final foi favorável aos encarnados, que saíram de Turim com uma vitória por 2-1, mais que merecida.
A Juventus FC de Massimiliano Allegri precisava de mudar o rumo dos últimos jogos, e ganhar hoje significava aliviar a pressão a volta da equipa, mas do outro lado encontrou um SL Benfica que soube sofrer e ressurgir no momento certo, afundando a lama no momento certo.
Os primeiros minutos de jogo viu-se uma Juventus muito determinada e que pareceu que pudesse dominar o jogo do início até o fim, visto que entrou muito afirmativa no relvado.
A equipa bianconera conseguiu de facto assumir rapidamente o jogo e colocar muita pressão aos benfiquistas, encosto-os na própria área.
Os caseiros não demoraram muito para fazer abanar a baliza, tanto que aos 3 minutos, Milik escapou à marcação e desviou de cabeça um pontapé livre da direita de Paredes. O 1-0 estava feito em Turim.
A pressão ofensiva dos bianconeri continuou com constança, tanto que gerou um perigoso remate cruzado de Kostic, que passou mesmo a rasar o segundo poste.
Foi necessário chegar aos 20 minutos para rever finalmente o SL Benfica entrar novamente no ritmo de jogo, na tentativa de disputar a posse de bola no meio-campo.
O plantel de Schmidt de facto cresceu ao longo do tempo, conseguindo ter algumas oportunidades ofensivas sobretudo com o Gonçalo Ramos.
Foi só no final da primeira parte que o conjunto lusitano teve reais oportunidades de chegar ao empate. Primeiro com um cabeceamento de Ramos, que Perin travou da breve distancia, e depois aos 39’ com um remate de fora da grande área de Rafa, que tirou a tinta ao poste da baliza.
Mas o golo forasteiro estava de facto preste a chegar. Miretti cometeu uma falta sobre o Gonçalo Ramos na grande área, e o arbitro concedeu penálti. João Mário assumiu a conversão e recolocou o marcador ao empate.
A segunda parte do jogo foi quase completamente de domínio encarnado. A equipa de Schmidt entrou em campo com um rumo diferente, mais ordenada, propositiva e agressiva, com o plantel de casa a sofrer cada vez mais a pressão adversaria.
De facto o Benfica assumiu o jogo no meio-campo e soube aproveitar com inteligência e rapidez os contra-ataques que se vinham a criar a partir das laterais.
Contudo, foi a Juventus FC a ter a oportunidade de dilatar a vantagem aos 49 minutos, com um remate central de Milik que Vlachodimos trava com uma mão.
A pressão das águias foi tão eficaz que o segundo golo chegou aos 54 minutos graças ao Neres, que concretizou um remate cruzado da direita, fuzilando o inculpado Perin.
Por quase toda a segunda parte do jogo a equipa encarnada cheirou o terceiro golo, sobretudo com um remate de Rafa, mas encontrou um solido Perin que defendeu o indefensável.
Só nos últimos dez minutos a Juventus FC voltou a marcar presença no jogo, conseguindo colecionar duas oportunidades, ambas sob assistência de Di Maria, que deu mais tração ofensiva à equipa caseira, mas que não foram concretizadas eficazmente para alcançar pelo menos o empate.
O Benfica conquista, portanto, a segunda vitória consecutiva na sua caminhada na Liga dos Campeões, demostrando que a sua participação na liga milionária não é certamente um acaso.

A Figura
David Neres – O avançado brasileiro foi determinante no desfecho positivo do jogo. Na primeira esteve apagado, um pouco como toda a equipa encarnada, e precisou de um tempo para encontrar o ritmo ao que estamos habituados.
Na segunda parte foi decisivo não só porque marcou o golo da vitória final, mas sim porque a sua prestação melhorou e com ele o ritmo de jogo de toda a equipa, sobretudo na frente de ataque.

O Fora de Jogo
Miretti – O jovem médio hoje foi protagonista de uma partida incolor, e sobretudo foi o culpado para o penálti que abriu o caminho do Benfica ao empate, e consequentemente ao da vitória.
Provavelmente sofreu a tensão do grande palco, mas estávamos à espera de uma prestação mais madura.

Análise Tática – Juventus FC
Massimiliano Allegri orientou a equipa num 3-5-2, confirmando o mesmo onze que utilizou em campeonato recentemente.
Com a defesa a três, o Bremer assumiu a posição de central-esquerdo, geralmente ocupada pelo Danilo que hoje passou a ser responsável, com pouco sucesso, da zona centro-direita.
No meio-campo, as combinações na lateral esquerda entre Mckennie, Paredes e Kostic foram eficazes para quase tudo o primeiro tempo, contudo, na segunda parte, os médios juventinos desaparecem sob o domínio benfiquista.
Com a entrada de Di Maria e De Sciglio, o modelo tático mudou para um 4-4-2, tentando assim de dar mais consistência à defesa, e uma maior tração ofensiva com o argentino. De facto, a troca foi eficaz, tanto que El Fideo conseguiu reanimar a Juventus FC em fase ofensiva, mas não oi suficiente para chegar ao empate.

Onze Inicial e Pontuações
Perin (7)
Bremer (5)
Bonucci (5)
Danilo (5)
Cuadrado (5)
Mckennie (6)
Paredes (6)
Miretti (5)
Kostic (6)
Milik (6)
Vlahovic (5)
Suplentes Utilizados
De Sciglio (5)
Di Maria (6)
Kean (5)
Fagioli (5)

Análise Tática – SL Benfica
Roger Schmidt alinhou a equipa no seu clássico 4-2-3-1. Na primeira parte os lisboetas sofreram a pressão alta da Juventus, sobretudo na lateral esquerda, com o Kostic que conseguiu saltar facilmente o Bah, não sempre impecável na sua marcação ao sérvio.
Na segunda parte o Benfica entrou determinado e com uma atitude completamente diferente, conseguindo dominar o meio-campo adversário em ambos os corredores, graças ao Neres na direita e João Mário na esquerda.
As transições ofensivas foram frequentes e bem articuladas, chegando facilmente aos últimos 20 metros do campo com passes rápidos, aproveitando da agilidade do Rafa em rasgar centralmente a defesa adversária.

Onze Inicial e Pontuações
Vlachodimos (5)
Bah (5)
António Silva (6)
Otamendi (6)
Grimaldo (5)
Florentino(6)
Enzo Fernández (6)
Rafa (7)
João Mário (7)
David Neres (7)
Gonçalo Ramos (6)
Suplentes Utilizados
Aursens (-)
Chiquinho (-)
Musa (-)
Diogo Gonçalves (-)
Draxler (-)"

Só o Benfica foi gigante


"Num duelo de bicampeões europeus, a equipa portuguesa foi a Turim derrotar, por 2-1, a Juventus. Os italianos até marcaram primeiro, mas um Benfica cheio de personalidade e embalado pela qualidade de António Silva, Enzo ou David Neres deu a volta ao marcador, chegando a vulgarizar a vecchia signora e desperdiçando oportunidades para obter um triunfo mais confortável

A segunda parte em Turim estava mais ou menos a meio. David Neres, teórico habitante da direita do ataque do Benfica, viajou até à esquerda com a audácia dos talentosos e combinou com Gonçalo Ramos, referência ofensiva sempre disponível. O português olhou, esperou e serviu Rafa, que viu Perin defender o seu remate.
Logo a seguir, Neres, por duas vezes, invadiu a área adversária pela direita e ficou perto de marcar. Os jogadores do Benfica surgiam por todos os lados para ameaçar o 3-1, perante uma oposição atarantada, confusa, sem perceber bem o que estava a acontecer, ou percebendo-o mas não tendo armas para o contrariar.
Talvez tenha sido esta superioridade que a equipa de Roger Schmidt demonstrou em diversos períodos do triunfo, por 2-1, do Benfica em casa da Juventus a nota de maior destaque da partida. Porque não foi uma vitória sofrida, conseguida na base da resistência ou de acasos cósmicos; foi um triunfo em toda a linha, numa exibição digna de um bicampeão europeu na casa de outro duplo vencedor da mais importante competição europeia.
Se à forma como o Benfica se impôs à Juventus acrescentarmos que os visitantes tiveram de dar a volta a uma desvantagem que surgiu logo aos 4', então o mérito dos lisboetas surge redobrado. Ainda o desafio estava a amanhecer quando o pé direito preciso de Paredes encontrou a cabeça de Milik, finalizador como poucos, para fazer o 1-0.
As camisolas estilo zebra da Juventus são um apelo à memória. Uma recordação constante de defesa de Buffon, cortes de Cannavaro, passes de Pirlo, livres de Platini ou remates de Del Piero. No entanto, o peso dessa história está longe de ter correspondência nesta indefinida equipa de Allegri que, depois de uns 10 minutos iniciais de muita agressividade, foi manietada pelo Benfica.
Pouco depois do 1-0, Kostic e Miretti estiveram perto de dobrar a vantagem local. Aos 12', Roger Schmidt batia com uma mão na outra, como que pedindo mais agressividade ou nervo nos duelos. Pouco a pouco, a pressão da Juve afrouxou, o Benfica foi conseguindo sair de perto de Vlachodimos e o que antes eram dificuldades tornaram-se em oportunidades.
Como que sabendo que, antes de atacar a baliza adversária, era importante estabilizar o seu futebol, o Benfica começou por juntar passes, ligar algumas jogadas através de passes curtos, instalar-se no meio-campo adversário. Passada a tormenta inicial, havia condições para ir à procura do golo.
A partir de meio do primeiro tempo, a liderança autoritária de Enzo Fernández, o argentino que manda no meio-campo, juntou-se com a velocidade supersónica de Rafa e o drible com jeito de samba de David Neres. Aos 27' e aos 36', Gonçalo Ramos deu os primeiros avisos, ambos travados por Perin.
Aos 39', Rafa fez uma das conduções em que parece que as suas pernas se movem duas vezes mais rápido do que a realidade, qual opção de ouvir mensagens de voz mais velozmente. Paredes ainda tentou travar o português, mas este resistiu e, após combinação com João Mário, atirou em arco ao poste.
O golo chegaria em cima do intervalo. Depois de um canto da direita, Gonçalo Ramos aproveitou a lentidão de Miretti, espelho da apatia juventina, e foi derrubado pelo médio. Após consulta do VAR, o penálti foi marcado.
João Mário, com um (pouco feliz) passado no Inter de Milão que o levou a ser ferozmente assobiado pelos adeptos da Juventus, fez o 1-1 num remate forte e convicto. Na celebração, o português levou a mão aos ouvidos em frente aos adeptos da casa, o que não agradou a Bonucci, o xerife da defesa bianconera que passará os dias a ter saudades de Chiellini ou Buffon, companheiros do tempo em que as zonas próximas da baliza da Juventus eram propriedade de acesso restrito.
A época dessa força defensiva da equipa de Turim já lá vai e, na segunda parte, o Benfica demonstrou-o na perfeição. Com muita agressividade nos duelos e expondo a falta de ligação de jogo e criatividade dos locais, a equipa de Roger Schmidt tanto ameaçava pelas conduções de Rafa como pelos dribles de Neres, tanto dominava o meio-campo pelos passes de Enzo como pelas interceções de Florentino, tanto conseguia progredir com auxílio dos apoios de Gonçalo Ramos como pela subtileza de João Mário.
Aos 55', Enzo impôs-se a Milik e Paredes, saindo vencedor da disputa física. Depois do momento de agressividade do argentino, veio a inteligência, com o passe para Gonçalo Ramos. Bremer cortou o lance do avançado, sobrando a bola para remate de Rafa. Na recarga, Neres fez o que seria o resultado final.
Nos 20 minutos seguintes, só houve uma equipa em campo. Neres dançava à frente de Danilo, levando os adeptos do Benfica a fazer-lhe vénias. Bonucci multiplicava-se e ainda conseguia evitar finalizações com selo de golo de Bah ou Neres. Rafa levava Perin a esforçar-se para impedir o 3-1.
A superioridade do Benfica foi quase indigna para a Juventus, equipa da casa e reputada bicampeã europeia. Nos minutos finais, e perante o desperdício das águias, os italianos estiveram, em lances isolados, perto do 2-2, sobretudo com a ajuda do génio de Di María, que serviu Bremer. O central não teve boa pontaria.
Num dos últimos lances da partida, Di María, craque consagrado do futebol mundial em reencontro com a equipa que o projetou no futebol português, enfrentou-se a António Silva, de 18 anos e a fazer o segundo jogo da sua carreira na Champions. O central cortou a iniciativa do argentino, celebrando-a como se de um golo se tratasse. Foi mais uma exibição consagratória do jovem defesa.
O Benfica ganhou porque foi indiscutivelmente melhor, ficando a dever assim mais golos num triunfo em casa de um grande europeu que tem sempre contornos históricos. Na noite numa casa habituada a grandes campeões, só o Benfica foi gigante."

BR: Juventus...