Últimas indefectivações
quarta-feira, 8 de junho de 2022
terça-feira, 7 de junho de 2022
Derrota...
Sporting 4 - 2 Benfica
Mau jogo, com alguns jogadores ainda a pensarem na partida anterior, do que no jogo 3!!! A margem de erro acabou...
Com os castigos a serem protelados administrativamente, não me admirava nada que quem se qualificar para a Final, vai ficar sem 'meia' equipa quando jogarem com os Corruptos!!!
O melhor XI da formação do SL Benfica da época 2021/2022
"Numa época que foi histórica para a formação do Sport Lisboa e Benfica, com a tão desejada conquista da UEFA Youth League, esta foi mais uma temporada em que foram vários os jovens “made in Seixal” a destacarem-se e a ganhar notoriedade.
Neste artigo, irei fazer um onze com jogadores da formação do SL Benfica entre os juniores e a equipa B que se destacaram esta época de águia ao peito.
Guarda-Redes
André Gomes – Estreando-se na equipa de sub-23 com apenas 16 anos, André Nogueira Gomes mostrou ser um dos melhores projetos de guarda-redes do futebol português.
Não sendo um guarda-redes particularmente alto (1,86), demonstra uma grande presença entre os postes e é muito habilidoso a jogar com os pés, seja em passe curto ou longo.
Lateral Direito
João Tomé – Tendo feito todo o seu percurso formativo no SL Benfica, João Tomé começaria a jogar como extremo, mas seria adaptado a lateral-direito ao chegar à equipa de sub-23 sob a orientação técnica de Luís Castro.
Nessa posição, João Tomé demonstraria uma evolução notável ao longo desta época, demonstrando potencialidades para ser um lateral-moderno, um jogador com grande intensidade de jogo, qualidade técnica e disponibilidade física.
Defesa Central
Tomás Araújo – Um dos jogadores que tem melhores condições para ser aposta na equipa principal num futuro breve. Capitão da equipa que conquistou a Youth League, Tomás Araújo apresenta uma visão de jogo muito apurada, sabendo construir tanto de forma curta como longa e demonstra um sentido posicional e uma capacidade de controlo de profundidade acima da média para a idade que tem.
Defesa Central
António Silva – Depois de Morato e Tomás Araújo, António Silva é mais um defesa-central a começar a aparecer e a demonstrar um grande potencial, sendo opção na equipa de sub-23 desde a época passada, tendo-se já estreado pela equipa B. António Silva é um defesa-central fisicamente imponente, muito forte na marcação e no jogo aéreo.
Lateral Esquerdo
Sandro Cruz – Tendo regressado ao ativo na época passada depois de um longo calvário de lesões, Sandro Cruz foi dono e senhor da lateral esquerda na equipa B, realizando uma época bastante sólida, que viria a culminar com a estreia pela equipa principal na antepenúltima jornada da Primeira Liga.
Médio Defensivo
Nuno Félix – Este médio defensivo foi dos jovens em maior ascensão no Seixal nesta época. Trata-se de um médio com grande capacidade na construção de jogo e demonstra também uma grande capacidade nos duelos e no jogo aéreo, do qual saiu o golo decisivo em Alverca que deixou a equipa de juniores a um passo do título. Também já se estreou pela equipa B.
Médio Centro
Martim Neto – Um dos jogadores que mostrou maior evolução nesta temporada. Martim Neto demonstra uma disponibilidade física e uma maturidade táctica acima da média para a sua idade, demonstrando capacidade na construção de jogo, capacidade de chegaria à área e um bom remate.
Foi dos jogadores mais decisivos na caminhada dos juniores até à conquista da Youth League. Os seus desempenhos valeram a sua estreia pela equipa principal na última jornada da Primeira Liga em Paços de Ferreira.
Médio Ofensivo
Hugo Félix – Diz o ditado que quem sai aos seus não degenera. E Hugo Félix demonstra bastantes parecenças ao seu irmão que milita atualmente no Atlético de Madrid na sua forma de jogar, quer seja pela sua criatividade, pela capacidade para jogar e definir entre linhas ou pela finalização (17 golos em 35 jogos pelos juniores nesta época). Um miúdo que ainda terá muito para dar.
Extremo Direito
Pedro Santos – Apesar de ser número dez de origem, nesta temporada Pedro Santos tem-se destacado mais jogando descaído para a ala direita, de onde pode partir para diagonais e explorar zonas interiores do terreno de jogo, tirando um melhor partido da qualidade do seu pé esquerdo. Pedro Santos revela uma boa capacidade de finalização, tendo marcado golos importantes no campeonato e na Youth League.
Extremo Esquerdo
Diego Moreira – Foi provavelmente, o jogador que mais entusiasmou os adeptos encarnados nesta época. Diego Moreira é um extremo que personifica o futebol de rua no seu estado mais puro.
Um jogador virtuoso, irreverente, desequilibrador.
Um jogador que apresenta uma capacidade de drible notável, um cruzamento venenoso e um bom remate. Já se estreou pela equipa principal.
Ponta de Lança
Luís Semedo – Há uns aninhos atrás, a posição de ponta-de-lança era a mais carenciada da formação do Benfica, mas melhorou muito na posição com o aparecimento de jogadores como Henrique Araújo, João Resende e Francolino Dju.
No entanto, optei por Luís Semedo porque foi na minha opinião, o ponta-de-lança que mais evoluiu nesta temporada.
O avançado foi o melhor marcador da equipa de sub-23 nesta temporada com 14 golos apontados, mas mais importante que isso, conseguiu acrescentar coisas novas ao seu jogo, demonstrando outra capacidade para combinar com os colegas de equipa e sendo uma autêntica “carraça” a condicionar a saída de bola adversária."
De jovem promessa a jogador experiente
"Depois de Alfredo Ferraz, foi Mário Ribeiro que, em quase três décadas, ajudou a rechear o palmarés do bilhar do Benfica
Mário Carlos da Silva Ribeiro nasceu em Lisboa, em 1949. Aos 11 anos, trocava as tardes na rua com os amigos pela sala de jogos do café Pigalle, na Amadora. Juntamente com o pai, 'inveterado amante do bilhar', deu os primeiros passos na modalidade.
Sendo 'benfiquista confesso', a sua carreira iniciou-se no Sporting, clube no qual foi inscrito à revelia. Mesmo assim, levou avante a sua paixão pelo bilhar e sagrou-se campeão nacional às 3 tabelas na 2.ª categoria, em 1965/66. Em Fevereiro de 1968, passou a jogar como independente, período no qual foi campeão nacional individual às 3 tabelas, na 1.ª categoria. Nesse mesmo ano, logrou o seu objectivo: 'representar o Benfica'.
Rapidamente Mário Ribeiro se destacou na equipa encarnada, rodeado de nomes grandes como Vítor Hugo Leal, Vladimiro Monteiro e, ainda, Mário Machado. Por ter alcançado a melhor média geral, foi considerado o jogador mais promissor entre os demais encarnados. Elevado a capitão aos 19 anos, cumpriu o cargo ao longo das 28 épocas seguintes que esteve com a camisola benfiquista.
Na primeira época, venceu o Campeonato Nacional de Clubes às 3 tabelas, feito que se repetiria nos dois anos seguintes. Além disso, sagrou-se campeão nacional individual às 3 tabelas em 1969/70 e a 1 tabela em 1979/71. Foi bicampeão regional às 3 tabelas, individualmente, em 1969/70, conquistando o título novamente em 1975/76 e 1993/94. Em equipas, foi campeão regional 13 vezes.
Em 1973, a meio do seu serviço militar no Ultramar, deslocou-se a Lisboa para participar num torneio de promoção da modalidade. Perante a decadência do bilhar na sociedade portuguesa o jovem Mário Ribeiro destacou-se entre os maiores divulgadores e mais dinâmicos bilharistas.
Com uma carreira profícua, com inúmeras internacionalizações e temido pelos seus adversários, passou a profissional em 1993, dedicando-se à modalidade a 100%. Entre as suas ideias estava a criação de uma escola de bilhar, para além de poder render mais da sua prestação.
Com Mário Ribeiro na frente, o Benfica foi 10 vezes campeão nacional às 3 tabelas e venceu 2 Taças de Portugal, título que, individualmente, o bilharista conquistou 5 vezes. Em suma, 'ganhou tudo o que havia para ganhar no bilhar nacional' e reuniu quase meia centena de títulos apenas enquanto serviu o Benfica, até se ter retirado do Clube em 1996/97.
Conheça o palmarés do bilhar benfiquista na área 3 - Orgulho Eclético, do Museu Benfica - Cosme Damião."
Pedro S. Amorim, in O Benfica
Cartilheiro... em flagrante delito!
O boneco e a "cartilha express" (quando corre mal). pic.twitter.com/sqTl7slW0K
— olhaoquete2igo (@olhaoquete2igo) June 6, 2022
Só mais uma!!!
15-10, 13-11, 16-11, 12-16
Feio?! Sim... Mas com o Benfica a defender assim, estou-me nas tintas para a nota artística! Feio ou bonito, a vitória é que interessa!
Mais do que o 2-0, a forma como o Benfica defendeu nestes dois jogos, vai garantir vários pesadelos na cabeça dos Corruptos, nos próximos dias, antes do jogo 3!!!
Quem diria, a meio da época, que poderíamos estar a uma vitória do título máximo, a 3 jogos (na pior das hipóteses) do final da época!
🎥🏀 A 2.ª vitória do #BasketBenfica na final do play-off da Liga Betclic, frente ao FC Porto! #SóHáUmBenfica #Ramirez #GTC #SupremeSportsHospitality @adidas pic.twitter.com/7BJEPVlILD
— SL Benfica (@SLBenfica) June 7, 2022
INCRÍVEIS! ❤️🤍 Obrigado a todos pelo apoio no Pavilhão Fidelidade!#BasketBenfica #SóHáUmBenfica pic.twitter.com/GskrzSGVMY
— SL Benfica (@SLBenfica) June 6, 2022
Milagres
"Não há exagero: a conquista da Liga Europeia de andebol foi uma autêntica epopeia, em particular pelas incidências da final.
O adversário era fortíssimo e oriundo da Alemanha, cujo campeonato é considerado o melhor da atualidade. E basta olhar para o palmarés desta competição: a máxima futebolística “… no fim ganha a Alemanha” é, em rigor, muito mais adequada ao andebol.
Chema Rodríguez disse, no final, que “o jogo foi um milagre atrás de milagre”, mas como alguém disse, e Chema sabe-o muito bem, “os milagres dão muito trabalho”.
E esse trabalho começou na constituição de um plantel repleto de jogadores experientes e com qualidade muito acima da média, orientados por uma equipa técnica capaz de formar um grupo competente, empenhado e ambicioso. O percurso na prova foi muito meritório, encontrando na final four o palco ideal para duas exibições memoráveis. E é importante que aplaudamos também a decisão arriscada da direcção do Clube em investir na organização do evento derradeiro da prova: os mais de cinco mil benfiquistas junto da equipa foram essenciais para o feito alcançado.
A taça vai para o museu, o nome do Benfica fica para sempre gravado no palmarés da prova e na memória coletiva perdurarão o golo de Borges no último segundo, as defesas incríveis de Hernandez e a fantástica bola recuperada por Kukic na parte final do prolongamento e que permitiu que o Benfica passasse para a frente do marcador. Que grande alegria! Obrigado, Benfica!
E, por falar em milagres, o que dizer do campeonato de juniores? Ganhámos bem, somos melhores, a maioria dos jogadores utilizados são sub18, etc., mas o Porto quase fazia o milagre de vencer a prova.
Neste caso, a citação que me ocorre é a de uma frase da autoria de Herberto Hélder, que consta no notável “Photomatom & Vox”: “É sempre fácil caminhar em cima das águas, mas é impossível fazê-lo milagrosamente.”
Escrito isto, milagre, milagre mesmo, foi ainda assim termos conseguido ganhar este título…"
João Tomaz, in O Benfica
A maior vitória de todos
"Não vos escrevo sobre a conquista de um troféu, apesar de os últimos dias terem sido de uma riqueza extraordinária para os atletas do Sport Lisboa e Benfica, com a vitória na Liga Europeia de andebol ou a chuva de medalhas de ouro de Fernando Pimenta na canoagem. Hoje apetece-me escrever sobre a forma como os sucessos relativos ao Sport Lisboa e Benfica são festejados pelos seus adeptos.
Ao contrário do que já é hábito por parte dos adeptos e dirigentes de outros clubes em Portugal, nas vitórias do Glorioso não se entoam cânticos contra ninguém, não se deseja a morte de equipas adversárias nem se insultam as mães dos adeptos rivais. E não, caro comentadores e narradores de rádio e televisão: quando isso acontece, não se trata do estádio ou do pavilhão a puxar pela sua equipa, é só baixo nível, falta de educação e uma demonstração cabal de pequenez mental. Tenham a coragem de chamar os bois pelos nomes.
A homenagem de Gustavo Capdeville ao seu amigo e companheiro de seleção Alfredo Quintana e o exibir da camisola do malogrado guarda-redes de andebol nas bancadas do antigo Pavilhão Atlântico foram duas notas de destaque nas celebrações de uma conquista épica. Isso o os constantes cânticos de apoio e amor ao nosso clube.
O SL Benfica tem sempre de ser isto, independentemente daquilo que os nossos rivais façam e tenham feito nas últimas décadas. Tal como eles nunca serão como nós, é fulcral que continuemos a não descer ao nível dos energúmenos que, mesmo sem estarmos em campo, nos tentam insultar do baixo da sua falta de civismo e inteligência. Por exemplo (e antes que venham acenar com este triste fantasma), imitar o som de very-lights coloca qualquer pretenso adepto benfiquista num patamar impensável de falta de humanismo e decência. Só comparável ao daqueles que tentam insultar-nos, mas que nem para isso têm categoria."
Ricardo Soares, in O Benfica
Parabéns, campeões da Europa!
"Lamento dizê-lo, mas faço parte do infeliz grupo de pessoas que não esteve no Altice Arena no domingo ao final da tarde. O Benfica garantiu uma das maiores conquistas de sempre do clube e do desporto português ao vencer a Liga Europeia de andebol, num pavilhão eufórico onde os milhares de adeptos presentes estavam dispostos a permitir que os heróis que andavam a correr lá em baixo abandonassem o campo de mãos a abanar. E que bem que eles as abanaram, enquanto o jogo não acabava. Especialmente, a 3 segundos do fim, quando os sorrisos adversários demonstravam claramente que, por momentos, alguém se tinha esquecido de que estava a jogar contra o Benfica. O Kukic descobriu o Alexis, e todo o pavilhão o ajudou a tirar aquela bola para o fundo das redes. As bancadas explodiram, especialmente aquele ilustre adepto que as câmaras captaram em grande plano, que por acaso também se trata do presidente do clube. A partir dali, o desfecho não poderia ser outro.
Para os mais desatentos compreenderem a dimensão deste feito, vale a pena deixar algumas notas. O Magdeburg, finalista vencido, era o detentor do título e já venceu a Liga Europeia por quatro vezes. Fizeram um percurso imbatível até à final com 13 vitórias e 2 empates. São os líderes da Bundesliga, o campeonato mais forte do mundo, com 6 pontos de vantagem a 3 jornadas do fim. Nos últimos 17 anos, as equipas alemãs conseguiram ganhar 16 edições da prova. O azar de toda esta estatística foi encontrar um Benfica a jogar sob a escolta de milhares de benfiquistas em êxtase absoluto. Andebol são sete contra sete e no fim ganham os alemães... desde que o adversário não seja o Benfica."
Pedro Soares, in O Benfica
Bancadolândia
"Que inspiração!
Passadas 24 horas, sobre o inédito sucesso europeu do Benfica na modalidade de andebol, revistos os minutos finais do tempo regulamentar e o prolongamento quase meia dúzia de vezes, ainda me era difícil isolar apenas um adjectivo para sintetizar o resultado arrancado na final da EHF European League perante a melhor equipa do mundo na actualidade. 'Heroico' é o meu preferido, pela magia que aconteceu e se viveu no Altice Arena, das bancadas à quadra, e vice-versa, mas ainda mais pela resistência, pela incrível capacidade de transcendência, uma das impagáveis belezas do desporto, aspecto notável que em diversos momentos-chave permitiu 'enganar' cãibras e inventar oxigénio para resoluções ofensivas e defensivas que se afiguravam impossíveis. Tudo neste êxito é uma inspiração para o que resta na época e para que vem a seguir!
Verdade acima de suspeita
Juntando as peças do puzzle de incidências dos principais jogos da última e determinante jornada da fase de apuramento de campeão nacional dos sub-19, haverá substância para classificar este título do Benfica como tendo sido 'contra tudo e contra todos'. Opto por eleger a palavra 'compromisso' para forrar esta conquista, e ainda lhe junto 'alma'. Foi com esse binómio que, na penúltima ronda, a equipa virou um negativo 1-0 para um imprescindível 1-2 em Alverca e que, volvida uma semana, nos derradeiros minutos das decisões, o treinador Luís Araújo (com cartadas-chave, outra vez...) e os seus comandados derrubaram uma muralha chamada Braga e construíram o imperativo triunfo para ganhar o súbito 'golo a golo' com o FC Porto e, com isso, almofadar as celebrações do 25.º título nacional e da verdade desportiva.
Este recorde não é para todos
O enraizamento da vertente feminina do futebol e das suas agendas no espaço mediático acentua-se à velocidade dos incrementos competitivos e qualitativos, mas há registos que campanhas (es)forçadas não suplantam assim do pé para a mão. O recorde de assistência nas competições nacionais tem menos de um mês de vida e foi batido no Estádio da Luz (14221 espectadores). O calendário interno desta época ficou arrumado com a recente final da Taça de Portugal e o recorde oficial de 8 de Maio transita para a época 2022/23 como um número (e barómetro de evolução/interesse) e transpor."
João Sanches, in O Benfica
Que coisa linda!
"Escreveu-se história: o Benfica foi a primeira equipa portuguesa e conquistar a Liga Europeia de andebol.
Fê-lo com inteira justiça, após um jogo frenético, com prolongamento e de desfecho incerto até ao último segundo. Derrubou o detentor do troféu e líder destacado da melhor liga do mundo - a alemã.
A final de Lisboa, presenciada por milhares de benfiquistas em êxtase, foi o corolário de uma campanha assinalável, que começou em Agosto de 2021, e totalizou vinte jogos, alguns deles diante de equipas poderosas de Alemanha, França, Dinamarca e outros países com forte tradição na modalidade.
O nosso andebol, que durante anos andou arredado das grandes decisões, regressa agora aos títulos, e em grande estilo: com uma conquista internacional inédita, surpreendente e heroica, que orgulha todos os benfiquistas.
Trata-se, sem dúvida, do troféu mais relevante da história do andebol português. E constituiu também, juntamente com a UEFA Futsal Cup de 2010, e as Ligas Europeias de hóquei em patins de 2013 e 2016, o quarteto de melhores momentos de sempre do ecletismo encarnado. Mas, ao contrário desses triunfos, surge numa modalidade em que o nosso país está longe de ser uma das principais potências.
Por bons motivos, restam-me poucas linhas para sublinhar a conquista do Campeonato Nacional de juniores em futebol, que se juntou assim ao sumptuoso triunfo já obtido por alguns daqueles jogadores na UEFA Youth League. Bem como os campeonatos da formação em futsal e futebol feminino, também garantidos.
Tivemos, pois, um fim-de-semana à Benfica. Que seja o tónico para o que ainda falta disputar."
Luís Fialho, in O Benfica
Uma aventura especial
"É assim que se traduz o nome do já tradicional Special Adventure Camp que a fundação Football Is More organiza anualmente com a participação de equipas de futebol adaptado de grandes clubes europeus. No qual, evidentemente, não poderia faltar a equipa da Fundação Benfica agora que a covid nos permite a todos ir retomando as iniciativas presenciais.
Na verdade, é mesmo uma aventura especial esta participação que ficará gravada na memória de todos estes jovens ao lado dos seus dias mais felizes. Viajar até um país distante, ouvir falar uma língua diferente, reencontrar amigos dos emblemas mais prestigiados, jogar e apostar tudo na superação e na conquista é uma experiência inesquecível e edificante. E não só para os jovens mas para a equipa técnica que os acompanha e que tem na afetividade, na alegria e nos resultados a melhor das pagas.
Obrigado!"
Jorge Miranda, in O Benfica
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"0
Terminámos o campeonato nacional de andebol (feminino) invictos. Que grande época das nossas campeãs!
1
O Benfica venceu, pela 1ª vez, uma competição europeia de andebol. É o feito mais significativo da história do andebol nacional, valorizado ainda mais pelo fortíssimo adversário na final, o líder do melhor campeonato do mundo;
7
Os canoístas do Benfica estão em alta. O desempenho na Taça do Mundo de velocidade foi notável, com 7 medalhas de ouro ganhas. Só à conta de Fernando Pimenta foram 4, as restantes por Teresa Portela, João Ribeiro e Messias Baptista;
25
O Benfica sagrou-se campeão nacional de juniores pela 25ª vez, num época fantástica, que inclui o triunfo da UEFA Youth League. Um título ganho ao sprint na reta final, decidido por 2 golos de diferença;
60
A Benfica, SAD realizou o montante total pedido ao mercado na emissão do empréstimo obrigacionista 2022-25, com a procura (88,5 milhões de euros) a exceder em mais do dobro a oferta inicial de 40 milhões de euros e a superar em quase vez e meia a oferta aumentada para 60 milhões de euros. Trata-se de um sinal muito importante de confiança dos mercados na Benfica, SAD e uma operação de financiamento que permite maior liberdade atuação na implementação da estratégia;
4576
Quantidade de investidores na mais recente emissão da Benfica SAD de um empréstimo obrigacionista;
5055
Estiveram 5055 espectadores presentes na Altice Arena para assistir ao Benfica – Magdeburgo da final da Liga Europeia de andebol. A decisão de organizar a final four em Lisboa comportou riscos e um elevado investimento, mas mais do que valeu a pena. O apoio dos adeptos foi essencial para o extraordinário feito benfiquista."
Dobradinha
"A conquista da Taça de Portugal de andebol (feminino) fechou a magnífica temporada da nossa equipa. Este é o destaque da News Benfica, na qual também antevemos os jogos com o FC Porto e Sporting em basquetebol e hóquei em patins, respetivamente.
1
Regressado em 2018 à competição na vertente feminina do andebol, depois de longos anos de ausência e da interrupção das competições devido à pandemia, o Benfica voltou, em 2022, ao topo da modalidade. A nossa equipa sagrou-se campeã nacional 29 anos depois, sem ceder qualquer derrota. E agora venceu a Taça de Portugal (38-31 frente ao Colégio de Gaia), perfazendo uma dobradinha, a quinta, passados 30 anos da última. Fabuloso!
2
Na mensagem de felicitações do Presidente Rui Costa, destacamos o enaltecimento da extraordinária temporada da nossa equipa: "Alcançámos uma dobradinha que fica para a história e que vem enobrecer uma temporada notável: apenas um empate em todas as competições!"
Veja o resumo da partida e leia a reportagem, aqui.
3
É já às 19h00, na Luz, que se disputa o segundo jogo da final dos play-offs de basquetebol. Recordamos que, no primeiro embate com o FC Porto, alcançámos o triunfo, colocando-nos em vantagem na contenda.
Determinante para a vitória no jogo inaugural foi o magnífico apoio prestado pelos benfiquistas. Aaron Broussard, porta-voz do plantel na antevisão do jogo, lembra isso mesmo: "Temos de jogar com a mesma intensidade. Esperamos ter a mesma moldura humana nas bancadas. Vamos lutar para voltar a ter sucesso no jogo."
Não deixe de comparecer no Pavilhão e de ajudar a nossa equipa a somar mais um triunfo rumo ao título.
4
É já amanhã a terceira ronda das meias-finais do Campeonato de hóquei em patins. Com a eliminatória empatada, a nossa equipa está focada em assumir a liderança da corrida para a final.
O jogo é no Pavilhão João Rocha e está agendado para as 20h00. Fazemos votos para que não se repitam as cenas lamentáveis da última partida, que ganhe o melhor e que o melhor seja o Benfica."
A Seleção Nacional (que não é) de todos nós!
"• Zero naturalizados do SL Benfica na história de seleção;
• Naturalizações a pedido de FC Porto e Sporting;
• Convocatórias para valorizar jogadores de FC Porto e Sporting e permitir que acedam a determinados mercados;
• Abandono do Estádio da Luz a pedido de Pinto da Costa;
• Inexistência de convocados do SL Benfica por baixa de forma, enquanto outros têm lugar cativo mesmo lesionados;
• Convocatória de jogadores a serem negociados pelo SL Benfica, após 7 anos (sete!!!) de ausência, com o jornal O JOGO a intrometer-se descaradamente no negócio;
• Selecionador incompetente e subserviente a todos os poderes;
• Poder desmesurado a Cristiano Ronaldo, nunca visto na história de nenhuma seleção mundial;
• Uma claque patrocinada pela Federação Portuguesa de Futebol que só contém elementos da associação criminosa do Norte;
• Apagamento completo da ligação ao SL Benfica dos jogadores da nossa formação, ao contrário do que se passa com outros, como ontem vergonhosamente se comprovou;
• Comunicação Social completamente controlada, sempre os mesmos comedores;
• Por último, a enorme parolice que rodeia a seleção nacional;
Posto isto, não percebo como é que algum Benfiquista que se sinta consegue apoiar isto. E isto não se trata de escolher, porque nestas coisas não há escolha. É uma questão de sentir. Eu não consigo sentir nada por esta seleção a não ser repulsa e vergonha.
Repulsa e vergonha."
segunda-feira, 6 de junho de 2022
Os 5 melhores reforços encarnados que já jogavam em Portugal
"Acrescentarias Alguém à Lista?
Deixou de ser um mercado preferencial para o SL Benfica. Rafa foi o último grande achado na Liga Portuguesa, já por valores proibitivos e que não justificam diferenças para outros mercados, menos observados e mais em conta para a carteira.
Ricardo Horta deve seguir o mesmo caminho – espera-se que com o mesmo sucesso – mas o clube encarnado tem, desde meados dos anos 80, olhado para outras latitudes do planeta de forma a descobrir os craques que no Portugal pré-25 de Abril vinham maioritariamente das colónias ultramarinas.
Os brasileiros primeiro – como Jorge Gomes, o estreante estrangeiro – os suecos depois, o um dó li tá geográfico dos anos 90 e 00, os sérvios no inicio da última década – as tendências têm-se alterado consoante as circunstâncias financeiras do clube se vão alterando e os objetivos desportivos se regulam de acordo com o contexto da equipa.
A velha certeza de um mercado nacional a rebentar de talentos convictos, a preço de saldo, deixou de existir, como veremos em cinco exemplos que seriam muito difíceis replicar aos dias de hoje. Três vindos do Boavista, dois (ou quatro) vindos do SC Braga.
1. Lima
Quatro milhões de euros que provocaram muitas dúvidas na altura, apesar das boas indicações do avançado brasileiro ao serviço do Braga. No play-off da Liga dos Campeões, hattrick no Sanchez Pizjuan frente ao Sevilha, na lendária vitória arsenalista por 3-4 – isto estávamos em 2010, nessa época Lima faz 14 golos em 50 jogos, ajudando a equipa a chegar à final da Liga Europa (perdida para o FC Porto).
Ano seguinte, sobe para 26 a contagem de golos, desce a de jogos – 44. A taxa cada vez mais promissora de acerto entusiasma os grandes portugueses, o Benfica é quem faz o maior forcing para a contratação nos últimos dias de Agosto de 2012, numa transferência já fora de horas: além dos quatro milhões de euros, seguiu Michel – outra promissora estrela dos relvados portugueses, desvendada pelo Paços de Ferreira – para a capital do Minho, Lima para Lisboa.
Se a dupla tinha sido Aimar-Cardozo até ai, ás vezes Rodrigo, a partir dai Lima passa a fazer com Óscar outra com enorme poder de fogo: só nessa primeira epoca juntos fazem 63 (o brasileiro 30, o paraguaio 33).
Ano seguinte, Lima faz 21 – dois no jogo do título, versus Olhanense – e depois, na última época, 19, quando se sagra pela segunda vez campeão português. Ao todo, 70 golos em 144 jogos, dois campeonatos, uma Taça, duas Taças da Liga e uma Supertaça, além de duas finais europeias.
2. Tiago, Armando Sá e Ricardo Rocha
José Veiga era por essa fase um dos mais influentes empresários portugueses. Estávamos na passagem de 2001 para 2002, em 2004 seria dele a responsabilidade de construir o plantel que Trapattoni faria campeão em 2005 – mas nesse Janeiro, quando o Benfica ainda estava a meter ligaduras nas feridas abertas por Vale e Azevedo, um pacote do mercado português deu um jeitaço.
A ideia foi de Veiga: três das peças mais em destaque daquele SC Braga 2001-02 (treinado pelo saudoso Manuel Cajuda, acabaria no 9º lugar) seriam reforços do Benfica, pericilitante na luta pelo pódio. Três milhões de euros seria o preço, com Mawete e Ricardo Esteves a seguirem no caminho inverso.
Preço demasiado aceitável tendo em conta que, por esses tempos, Rui Costa chegava a Milão por 41 milhões, Verón trocava Roma por Manchester a troco de 42 e Mendieta saía de Valencia por… 48. Armando, Ricardo Rocha e Tiago, não sendo estrelas planetárias, seriam também peças importantes na reconstrução do Benfica interpretada uns tempos depois por José Antonio Camacho, sendo os três vencedores da Taça em 2004 ( só Ricardo chegaria a campeão, em 2005).
Armando tinha seguido no verão para Villareal (jogou tambem no Espanyol e no Leeds) e Tiago era levado debaixo da asa de Mourinho para o Chelsea. Rocha seria o parceiro de Luisão no título de 2005 e ficaria até 2007 – seguiram-se Tottenham, Standard Liége e Portsmouth, numa altura em que os Pompey tinham equipas entusiasmantes na Premier.
3. Nuno Gomes
Nuno Ribeiro era a coqueluche dos escalões de formação boavisteiros. Nuno ‘Gomes’ já era quando foi campeão nacional de juniores, campeão europeu sub-18 em Espanha ou terceiro lugar no Mundial sub20 do Catar, em 1995, já depois de se ter estreado pelos AAs do Boavista pela mão de Manuel José – o apelido vinha do Bibota, o craque portista que fora o original no penteado e nos golos.
Ribeiro aprendeu depressa, no Bessa começa interessante dinâmica com as balizas, ganha uma Taça de Portugal, estreia-se nas provas da UEFA – e ao Benfica chega em 1997, por 600 mil contos (3 milhões de euros). Na Luz marca 76 vezes até 2000, quando a prestação no Euro do Benelux chama a atenção da Fiorentina, que acabara de perder Batistuta para a Roma mas ainda tinha Rui Costa.
Fatih Terim desembolsa 19 milhões por Nuno e faz dele o seu ‘9’ titular, Roberto Mancini depois, em inicio de carreira, já não – e o português só não sai mais cedo de Itália por um golo decisivo na final da Taça. Apesar do troféu, em Florença haviam problemas financeiros e muitas dívidas, que provocaram a queda para os escalões inferiores: e o plantel inteiro de passe na mão, autorizados a procurar novo clube.
Como Nuno tinha sido feliz em Lisboa, para lá fez questão de voltar. Estávamos em 2002. Só voltaria a mudar de ares em 2011, 90 golos depois (166 no total).
4. João Vieira Pinto
Campeão mundial em Riade em ’89, com menos dois anos que os outros, e já figura de proa no título de 91, JVP foi desde cedo habituado a grandes pressões, a que os holofotes sobre si ficassem colocados. Deu tanto nas vistas como adolescente que o Atlético de Paulo Futre foi buscá-lo à Invicta e integrou-o na equipa secundária, como forma de preparação para fazer dupla com o astro português.
A inveja dos colegas levou a que não fosse recebido da melhor forma, a experiência foi tão negativa que JVP voltou assim que pode ao país de origem e daqui nunca mais saiu, ao contrário de todos os seus colegas da Geração de Ouro.
Voltou ao Bessa, fez nova grande época, levando a equipa às costas até na caminhada europeia – e o SL Benfica de Jorge de Brito não descansou enquanto não o pôs na Luz, depois de muito guerrear com o Sporting pelo concurso da pérola.
O “Menino de Ouro” ficaria de águia ao peito até 1999, sendo figura essencial no título 1993-94 e um capitão muitas vezes desacompanhado na fase que se seguiu, a pior desportivamente que o clube já atravessou.
5. Isaías
O Profeta começou por baixo. Não veio do Flamengo ou do Vasco, chegou a Portugal vindo do Cabofriense. Ao contrário da maioria dos brasileiros que chegavam aos grandes na época, não era internacional brasileiro.
Desembarcou em Vila do Conde primeiro – depois de já ter estado á experiência no Belenenses, sem sucesso – e findo um ano, chega ao Bessa.
O espírito voluntarioso e a força que demonstrava em cada lance fizeram dele dor de cabeça para as defesas nacionais, o pontapé canhão foi outro cartão de visita que fizeram o Benfica apostar nele em 1990, na ressaca da final perdida em Viena para o Milão.
Na Luz esteve até 1995, cinco anos de muitas memórias criadas á custa desses predicados como jogador que o afastavam do protótipo craque brasileiro – geralmente elegante e cuidadoso, como Valdo – e o aproximavam do ideal do Terceiro Anel de jogador à Benfica, mais abnegado na obtenção das vitórias, que foram muitas – se calhar poucas para tanta vontade.
Em dez remates para as nuvens, um acabava no fundo das redes de forma inesquecível – como em Highbury, por exemplo. Ou nas cinco vezes que marcou ao Porto, ou as cinco que marcou ao Sporting. Ou como no golo em carrinho no temporal do Bessa."
5.ª Dobradinha...
(20-14)
A meia-final acabou por ser mais complicada, hoje, na final tivemos sempre por cima, em grande no contra-ataque, com a Alina a dar show...
Excelente final de temporada, naquela que é claramente a melhor equipa nacional.
Uma palavra para a Viktoriya, que apesar de tudo o que se está a passar no seu país, com a sua família no meio da confusão, continua a ser decisiva no Benfica!
🎥 O jogo da conquista da 𝐃𝐎𝐁𝐑𝐀𝐃𝐈𝐍𝐇𝐀 do #AndebolBenficaFem! #SóHáUmBenfica #Pollux #KellyServices #StepAhead @adidas pic.twitter.com/7VOAtTQWos
— SL Benfica (@SLBenfica) June 6, 2022
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