Últimas indefectivações

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

Teaser #9: 300 dias...

O talento de Plácido Abreu


"Um nome incontornável na história do andebol benfiquista

Plácido Abreu foi um baluarte do andebol português nas décadas de 50 e 60, tendo envergado a camisola encarnada durante 20 anos. O seu percurso no Benfica iniciou-se em 1954, em juniores, contribuindo para a conquista do Campeonato de Lisboa de 7 na sua época de estreia. Devido ao talento demonstrado, o capitão ascendeu à equipa principal estreando-se a 23 de Outubro de 1955, para o Campeonato de Lisboa de 11, e fez parte da selecção nacional de andebol, junto de outros nomes consagrados da modalidade.
O atleta viria a eleger como a 'maior alegria da minha vida desportiva' a final do Campeonato de Lisboa de 11 de 1958/59, na qual o Benfica venceu por Sporting, por uns renhidos 10-9. Os dois clubes estavam empatados a poucos minutos do fim, quando foi assinalada uma grande penalidade a favor dos 'encarnados'. Os 'meus companheiros escolheram-me para marcar a falta que, ainda que bastante nervoso, converti no golo da vitória do Campeonato'. Um momento emocionante, que recordaria por toda a vida.
Ao longo da sua carreira desportiva, conquistaria ainda mais dois Campeonatos de Lisboa de 11, em 1960/61 e um 1961/62, esta última a época mais brilhante do atleta e do andebol benfiquista. Nesta temporada histórica, a equipa 'encarnada', liderada por Plácido Abreu, conquistou o seu primeiro e único título de campeão nacional de 11, e ganhou, igualmente, o seu primeiro Campeonato Nacional, de 7, conseguindo o feito de vencer as duas competições nacionais sem derrotas.
Foi reconhecido como sócio de mérito em 1964, tendo deixado de competir dez anos depois. Todavia, continuaria ligado ao Benfica como vogal da actividade desportiva, nas Direções presididas por Duarte Borges Coutinho e por João Ferreira Queimado, e como monitor de natação na iniciação desportiva.
Saiba mais sobre este ídolo do andebol na área 2 - Joias do Ecletismo do Museu Benfica - Cosme Damião."

Lídia Jorge, in O Benfica

Leonor...

Contas...

105x68...

Radonjic – A jornada Europeia


"Velocidade a carecer de melhor definição. Potencial bem expresso na velocidade a que conduz. Ofereceu um golo, perdeu um de forma inacreditável. Assim foi o jogo de Radonjic com o Luxemburgo."

Rescaldo | SL Benfica x Ouriense (Fem)

quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Lutar por todas as competições


"O Sport Lisboa e Benfica tem sido um dos grandes impulsionadores do desporto feminino em Portugal, e as nossas equipas das modalidades vão, por isso, continuar a ser uma forte aposta no universo eclético do Clube. Os trabalhos já arrancaram para as cinco principais formações de pavilhão e a ambição não podia ser maior para a época 2021/22.
No futsal feminino, as tetracampeãs nacionais já participaram no último fim de semana num torneio em Espanha e venceram o mesmo. Apesar da saída de algumas atletas, a equipa foi reforçada para manter a sua hegemonia, e o treinador Pedro Henriques já apontou o caminho para o sucesso ser novamente uma realidade. "Vamos preparar uma temporada longa, criar algumas regras para que tudo corra bem e estamos focados. Queremos trabalhar da melhor forma para conquistarmos tudo o que estiver ao nosso alcance", assegurou o timoneiro no início dos trabalhos.
Quem conhece também bem o sabor da conquista é a nossa equipa feminina de hóquei em patins. As octacampeãs nacionais já rolam no Pavilhão Fidelidade, tendo realizado um teste no passado domingo frente às espanholas do Liceo da Corunha (triunfo por 4-2). O treinador Paulo Almeida sublinhou que a ambição será a mesma de sempre. "Estamos com 200 por cento de energia, sempre com o objetivo de ganhar em qualquer jogo, seja oficial ou amigável. Todas as jogadoras sabem desde o início que o objetivo é chegar ao fim com os títulos conquistados", apontou.
Depois da conquista inédita da dobradinha em 2020/21, o basquetebol feminino mantém firme a responsabilidade inerente a esses feitos extraordinários para a secção, tal como expressou o seu treinador Eugénio Rodrigues. "Temos os mesmos objetivos, que são estar nos pontos altos da época e vencer. Temos a Supertaça, vamos ter a Taça da Federação e a Taça de Portugal, mais tarde os play-offs, mas a responsabilidade e os objetivos são os mesmos", vincou.
No andebol feminino, após ter estado até ao fim na luta pelo título nacional durante a temporada transata, o foco da equipa passa por ir mais além. João Alexandre Florêncio assumiu o comando técnico para a nova época e explicou bem quais são as metas em mente para as encarnadas. "Estamos muito contentes com o equilíbrio do plantel. É jovem, forte, ambicioso, com qualidade, mas com margem de progressão. Queremos ganhar a construir, mas, ao mesmo tempo, sustentar esta equipa por vários anos", sublinhou.
O voleibol feminino surpreendeu pela positiva em 2020/21, superou as expectativas iniciais e atingiu inclusivamente as meias-finais do play-off do Campeonato Nacional, acabando por terminar num honroso 4.º lugar. O objetivo é conseguir um desempenho superior e, nesse sentido, a equipa foi reforçada. "Entraram quatro jogadoras novas, os outros elementos que já trabalhavam connosco eram da formação e, portanto, o plantel manteve-se e melhorámos nas posições que achámos necessário alterar", detalhou o treinador Nuno Brites.
Com as condições oferecidas diariamente pelo Clube, as nossas equipas vão então partir para a exigente temporada com um desejo enorme de lutar por todas as competições em que irão participar.
Vamos, Benfica!"

Perdões vs. Dívidas (pessoais)!


"Luís Filipe Vieira, na qualidade de presidente do conselho de administração da Promovalor, esteve na Assembleia da República no âmbito da comissão parlamentar de inquérito ao Novo Banco/Banco Espírito Santo e respondeu às questões dos deputados durante cinco horas.
A comunicação social, com especial enfoque no Grupo Cofina Media, apressou-se a promover uma campanha de indignação pelas perdas do grupo económico de Luís Filipe Vieira, com créditos e ativos associados abrangidos pelo Acordo de Capitalização Contingente (ACC), aludindo ao facto dos contribuintes terem de pagar ao NB os prejuízos gerados por esses créditos tóxicos.
Os intelectuais da nossa praça, sempre em luta para o bem do nosso país, não se coibiram de condenar Luís Filipe Vieira, porém, toldados pela clubite aguda, têm conseguido abafar o que se passa no Sporting Clube de Portugal, que através dos valores mobiliários obrigatoriamente convertíveis (VMOC) e repetidos perdões de dívida provocou perdas que ascendem os 135 milhões de euros. Mas esses continuam imunes a "julgamentos" na praça pública e, aparentemente, isentos de culpa no dano provocado à carteira dos contribuintes.
A Comissão de Inquérito também tem sido cúmplice por branquear este atentado às finanças públicas, bem como a comunicação social, que não pode continuar a ignorar os princípios fundamentais do código deontológico e deve relatar estes factos com rigor e exatidão para que todos os portugueses percebam o que está a acontecer.
É extremamente grave que haja quem incumpra reiteradamente e continue a beneficiar de tratamento privilegiado por parte da banca, Governo, imprensa e organismos que tutelam o desporto nacional. O contribuinte não tem de pagar pelos atos de gestão dos administradores de um clube que há muito deixou de poder competir com os grandes, mas que continua a viver como se fosse um, bem acima das suas capacidades. Enquanto as SAD de clubes concorrentes têm de recorrer a empréstimos obrigacionistas, nomeadamente o Benfica que cumpre escrupulosamente os seus compromissos com a banca, a SAD do Sporting recorre a perdões de dívida, o que resulta num claro ato de concorrência desleal.
Enquanto continuarmos todos a assobiar para o lado, tratando o Sporting de forma diferenciada como se de um menino com necessidades especiais se tratasse, este escândalo nunca conhecerá o fim.
Basta!"

Fever Pitch - O regresso dos 3 rivais

Comunicado


"A Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD (“Benfica SAD”) informa, nos termos e para os efeitos previstos no artigo 248.º-A do Código dos Valores Mobiliários, que tomou conhecimento pelo Sport Lisboa e Benfica de que esta entidade recebeu do Senhor Luís Filipe Ferreira Vieira uma comunicação para exercer direito de preferência relativamente à possível transmissão das 753.615 ações representativas de 3,28% do capital social da Benfica SAD de que este é titular. Na referida comunicação não é identificado o potencial adquirente, é mencionado que a proposta de aquisição ascende a €7,80 por ação (o que corresponde ao valor global de €5.878.197) e que o exercício ou não do direito de preferência deverá ser comunicado até ao fim do dia 15 de setembro de 2021. Não consta da comunicação mais nenhuma informação acerca da potencial venda. A Benfica SAD informa ainda que não tem conhecimento de qualquer decisão do Sport Lisboa e Benfica a este respeito. Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD Lisboa, 7 de setembro de 2021."

Esta palavra Cultura...


"Esta palavra Cultura (reincido no que já disse, anteriormente) muitos a utilizam como o fariam os humanistas e depois os racionalistas dos séculos XVII, XVIII e XIX. Quero eu dizer, em poucas palavras: culto é aquele que, além de um exemplar e promissor comportamento, apresentava inusual erudição. E, mais visível nuns do que noutros, verdadeiramente propenso à reflexão filosófica. Era um conceito elitista, pois esta Cultura só a podia usufruir um determinado estamento social, que já beneficiava do ócio que lhe permitia o estudo e a frequência de uma universidade. No fundo, era de uma “cultura de classe” que se tratava. No Concílio Vaticano II, Cultura significa tudo o que, neste mundo, é criação humana e não é natureza, “em estado puro”. Malinowski incluiu, no conceito de cultura, os produtos elaborados não materiais: língua, arte, filosofia, ciência, leis religião, os valores e toda a realidade material, produzida ou transformada, pelo trabalho humano. Um exemplo: não apenas são cultura a tecnociência que precede a criação de um automóvel como a próprio automóvel e a organização sócio-económica e administrativa que, por último, o faz e o negoceia. O que é Cultura, para mim? É o mundo próprio do ser humano: no seu sentido mais subjetivo, coincide com a educação, designadamente uma educação continuada; no seu sentido mais objetivo, é o resultado da ação das pessoas sobre o mundo e sobre a história. O Concílio Vaticano II sublinhou que “o género humano se encontra hoje numa fase nova da sua história, na qual mudanças profundas e rápidas se estendem progressivamente ao universo inteiro” (GS, 4). Na vida, tudo é movimento e a história também o revela. Principalmente a partir de Hegel, uma “consciência histórica” ensinou as pessoas que o progresso das nações e dos povos não resulta dos imperativos de forças misteriosas e ocultas mas das decisões conscientes dos cidadãos. O que representa a tarefa humanista da libertação de imperativos totalitários (outro exemplo) senão movimento e emancipação de uma falsa consciência? Mas a emergência das aspirações típicas de um período histórico significa, antes do mais, que um dia não poderão esconder, ou o seu termo, ou a sua transformação. Tudo é movimento!...
Ninguém é plenamente verdadeiro quando intenta definir o ser humano. Sendo Matéria, Vida e Espírito, não há palavras que nos digam quem ele é. Ora, é este ser humano, avesso a qualquer indiscutível definição, que muitos tentam definir como jogador de futebol que, ao não poder usar as mãos, sente despontar, em si, uma certa liberdade não racional, espontânea, uma primitiva matreirice. Ou seja, a perda de alguma racionalidade anuncia, no jogador de futebol, um acréscimo do instinto. “A mais elementar experiência revela-nos que, para além da palavra e do pensamento, há mensagens que podem ser transmitidas para realizar uma ação imediata e sintética. Dois jogadores que jogam juntos há muito tempo conhecem-se intimamente através do futebol e desenvolvem naturalmente uma espécie de relação muda em que os seus movimentos falam, funcionando como eficazes sinais de comunicação entre os dois” (Álvaro Magalhães, História Natural do Futebol, Assírio & Alvim, Lisboa, 2004, pp. 182/183). E nem é preciso que, fora do relvado, se estabeleça entre eles uma indestrutível amizade. No “campo”, eles comunicam, jogando, com uma naturalidade e um rigor, que nos deixa, a nós, simples espectadores, verdadeiramente deslumbrados. Não falando, nem por isso eles deixam de “falar” um com o outro. Há, neles, como que uma comunicação mais animal do que integralmente humana. Ou será por acaso que os balneários (quase todos) se situam em nível subterrâneo, em relação ao relvado, como as tocas dos animais? E releio Álvaro Magalhães: “Assim não admira que os gestos dos jogadores nos pareçam decalcados da vida animal: certas cargas, fintas de corpo, mudanças de velocidade, súbitas paragens, pequeninos voos. Como os animais, eles correm, saltam, carregam, estabelecem um território” (op. cit., p. 197). E não são inúmeros os futebolistas que vêem o seu nome associado aos animais? Não era o Eusébio a “pantera negra”? E o Jackie Charlton a “girafa”? E o Ardiles a “formiguinha”? E o argentino Kempes a “gazela”? E lembram-se do brasileiro Leandro, jogador do Valência que, após os golos, imitava os gestos dos cães a urinar? Enfim, o futebol é uma espetacular celebração do animal que, afinal, todos somos também…
Os próprios clubes (e grandes clubes!) identificam-se com animais. Em Portugal: o F.C.Porto, com o dragão; o Sporting C.P.. com o leão; e o S.L.Benfica, com a águia. Existe, no futebol, um tal sentido de fidelidade â Natureza que o enraizamento, no instinto, do gesto desportivo parece redescobrir o verdadeiro conteúdo desta modalidade. Insinuávamos atrás que “o futebol é uma espetacular celebração do animal que, afinal, todos somos também”. Por seu turno, o relvado permanece, normalmente, ao sol, à chuva, ao vento, sujeito à variabilidade do clima. Ou seja, sem qualquer tendência redutora, em relação à originalidade do futebol, como via de acesso ao natural, ao animal. Se, como considerava Adorno, “a cultura oscila dialeticamente, entre a manipulação e a redenção”, o futebol parece oscilar, acima do mais, entre o natural e o religioso. Segundo o Edgar Morin de O Paradigma Perdido, se a Terra surgiu, há 5 mil milhões de anos, o ser humano só há cem mil anos existe. E por que adiantamos esta ideia com tamanha convicção? Porque é a consciência da morte que mais distingue o ser humano das restantes criaturas de Deus. E foi nesse então que os Neandertalenses começaram a sepultar, com ritos, os seus mortos. Assim como, para mim, não há jogos, há pessoas que jogam, também não há mortos, há pessoas que morrem. O ser humano, em todas as circunstâncias, não é “algo”, é “alguém”. Ora, abordar o sentido último e definitivo da própria vida não se revela um dado imediato e intuitivo. Significa, se bem penso, que não absolutizamos o relativo, nem tomamos o efémero pelo definitivo. As questões, como estas: Quem sou eu? Donde vim? Para onde vou? – não são perguntas de hoje, são perguntas de sempre. E perguntas que ultrapassam o imanente, o histórico, surgem afinal associadas à condição humana. O homem hodierno, filho espiritual do humanismo, do racionalismo, do positivismo, dos “mestres da suspeita”, entende-se como “secular” e “anti-metafísico”. No lugar de Deus, a tecnociência. Mas, sem Deus, como fim último, toda a vida me parece um processo fracassado. Respeitando os que não pensam como eu, repito-me: a vida, sem Deus, parece-me um processo fracassado…
Patrícia Portela, com assento certo, no JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias (jornal que muito aprecio e onde muito aprendo e… há muitos anos!) não abusa das palavras, nem burila as frases. Leio-a, de facto, com verdadeiro prazer. É uma escritora de vasta cultura e de vasto mundo. Desta feita, no nº. 1327 deste Jornal (11 a 24 de Agosto de 2021) diz “não” a um desporto (será desporto?) que eu abomino também particularmente. Realço que este “não” me chega de E. Bloch e, portanto, é “fome” que nos impele ao “possível”, ao “ainda não”. Este “não” tem, como futuro, o horizonte dinâmico da História. Este “não” radica no facto, como a Patrícia o refere, de muitas e muitos atletas de alta competição findarem as suas carreiras “paraplégicos físicos ou emocionais”. Ela “põe-se na pele” destes paraplégicos. E escreve: “Fizemos tudo. Fomos o entretenimento perfeito que as feras já não oferecem nos coliseus. Atingimos as pontuações máximas, batemos recordes nacionais, mundiais e olímpicos. Fomos os melhores na Terra. Em atletismo, no triplo salto, na ginástica, no lançamento do disco, no judo, agora também no surf. Endeusados por minutos, em troca de vidas inteiras, todos nós escondemos o nosso calcanhar daqueles: as vidas isoladas e dedicadas a esticar tronco e membros, a deformação que nós próprias infligimos aos nossos corpos a ensaiar ad nauseam o menor gesto, a praticar saltos e manobras impossíveis, a ouvir que não prestávamos, que não nos estávamos a esforçar o suficiente, que tínhamos de fazer melhor, mesmo quando os pés e as mãos sangravam”. Por isso, “as olimpíadas são piores do que um carnaval, são quatro anos a treinar, para dez segundos de glória, que podem nunca acontecer. Muitas de nós não se safaram, não ganharam medalhas, não viveram um momento de glória. Mas todas nós tentámos. Para lá do que é humano, para lá do que é decente, para lá do que é possível”.
Peço licença para uma citação de um livrinho de que sou autor, Algumas Teses sobre o Desporto (6ª. Edição, 2019): “De tão amarrados nos encontrarmos ao sistema capitalista, não descortinamos que ele fomenta o bellum omnium contra omnes (a guerra de todos) dando o primado à dimensão económica e siubalternizando a dimensão política. No desporto, fomenta ele a mais despudorada mentira, quando os futebolistas, tenistas, basquetebolistas, ciclistas, etc. negam, contra todas as evidências, o consumo de substâncias dopantes; quando treinadores e atletas escondem a frequência e a gravidade das lesões, numa prática que nada tem de saudável; quando uma idolatria acrítica do desporto percorre os manuais escolares. Tudo é objectualizável no capital, incuindo a pessoa humana”(p. 30). No rio heraclitiano, que é a História, nem o comunismo, em todas as suas formas e essências, soube ser outra coisa senão capitalismo. Quero eu dizer: um capitalismo de estado. E, daí, o desporto dos países comunistas reproduzir e multiplicar as mesmas taras do capitalismo liberal: alta competição, medida, rendimento, lucro e recorde. O desporto, como instituição, começou imbuído de uma “cultura de classe”, como passatempo da burguesia. O desporto decorre, sem margem para dúvidas, do desenvolvimento das forças produtivas capitalistas e, também no desporto, tudo é, acima do mais, objeto, instrumento mercadoria. O atleta de alta competição transforma-se assim num novo tipo de trabalhador que vende a um patrão a sua força de trabalho, como produtor de um espetáculo que tem, em seu redor, como nenhum outro, milhões e milhões de espectadores. E que ajuda a interiorizar uma certa cultura que aplaude e legitima a maximização do lucro para a maximização do poder. E por aqui me fico, deixando um abraço fraterno à Patrícia Portela."

Teaser #8: 300 dias...

terça-feira, 7 de setembro de 2021

Ambição no Futsal


"Estes primeiros dias de setembro assinalam antes de mais uma data muito especial para o futsal do Sport Lisboa e Benfica. A secção completa 20 anos de existência, tendo conquistado 27 troféus nestas duas décadas, distribuídos por 1 UEFA Futsal Cup, 8 Campeonatos Nacionais, 7 Taças de Portugal, 8 Supertaças e 3 Taças da Liga. Tal como mencionou à BTV o presidente da secção, Armindo Cordeiro, o contributo do futsal "tem sido extremamente positivo" no panorama da modalidade. É nessa linha que a equipa principal quer seguir no futuro e, por isso, tem vindo a trabalhar diariamente para enfrentar as exigências da temporada 2021/22, ainda que esta fase da pré-época esteja a ser marcada por um contexto bem diferente relativamente às épocas anteriores.
Temos uma nova equipa técnica, liderada por Pulpis, e, consequentemente, a aplicação de novos processos de trabalho, além das inúmeras ausências devido aos compromissos das seleções no Mundial. São 7 no total. Afonso Jesus (Portugal), Rafael Henmi (Japão), Arthur (Brasil), Rômulo, Robinho e Chishkala (Rússia) e Tayebi (Irão) estão ao serviço dos respetivos países, numa prova que tem início marcado para 12 setembro e o seu final para o dia 3 de outubro.
É, portanto, um núcleo muito restrito que tem estado às ordens do novo treinador, o que condicionou a participação da equipa no último fim de semana na Taça Vila Cascais.
Além dos mundialistas, o reforço Bruno Cintra e o pivô Jacaré estiveram impossibilitados de disputar o torneio. "Chegámos numas condições muito limitadas, com nove baixas. Só temos quatro jogadores da primeira equipa e o resto são jogadores da formação. Na partida com a Quinta dos Lombos fizemos um bom jogo na defesa e bastante correto no ataque. Gostei bastante. Com o Sporting Paris foi uma partida diferente, com as duas equipas muito cansadas, muito castigadas fisicamente", explicou Pulpis.
Os jogos realizados na prova terminaram empatados, mas houve situações positivas, tal como destacou o técnico. "O Pedro Marques, um jogador que fez recentemente 16 anos, somou minutos com a nossa equipa. Os miúdos terem oportunidade é algo positivo dentro do negativo que são as ausências", argumentou.
Com o Campeonato Nacional previsto começar uma semana depois do fim do Mundial, a nossa equipa prossegue com o seu plano de preparação nas próximas semanas. Neste domingo, dia 12 de setembro, haverá um jogo particular frente ao AMSAC, a partir das 17h00, no Pavilhão n.º 2 da Luz."

Cartão do absurdo


"A pausa da Liga bwin para as seleções (e os clubes a pagarem) é um bom momento para se refletir sobre o famigerado cartão de adepto.
Decorridas quatro jornadas, constata-se o óbvio: a fraquíssima adesão e a relocalização, nos estádios, dos adeptos considerados potenciais criminosos pelos mentores da lei.
Numa altura em que subsistem as restrições à lotação e os clubes continuam ávidos de receitas, é penoso olhar para os setores reservados a portadores do cartão de adepto, desertos, porém vigiados.
Não sei avaliar da constitucionalidade do cartão de adepto. Parece-me, no entanto, um caminho perigoso requerer uma identificação adicional a quem opta por uma postura diferente, leia-se, neste caso, ver um jogo de pé, cantar, usar artefactos afetos a clubes ou a claques.
Muito menos entendo como é possível que, com uma lei, se infira de certos comportamentos que possamos estar perante um prevaricador ou se lance um anátema sobre alguns cidadãos, presumindo-se culpabilidade em atos por acontecer. O que seria se se exigisse um cartão de político a cidadãos na política ativa, por já ter havido criminosos entre os seus pares...
É evidente que há prevaricadores em estádios de futebol. No entanto, é caricato que se reconheça implicitamente na lei a incapacidade das forças de segurança e da justiça para lidar com o problema, apesar do enquadramento legal e dos recorrentes aparatos policiais. O cartão de adepto não é a solução, só mesmo em João Paulo Rebelo no país das maravilhas funcionaria.
Em suma, é isto: solicita-se a meninos maus que tenham um cartão para acederem a uma zona específica dos estádios. Por serem pouco imaginativos, não lhes ocorre ir para outros setores. E, portanto, quando forem traquinas, serão mais facilmente identificados e punidos. Não deixa de ser intrigante que alguém vislumbre eficácia neste método.
E já que estamos no domínio do absurdo, espero que João Paulo Rebelo não tenha reparado na inexistência de problemas nas bancadas dos estádios sem público durante a pandemia."

Mantorras...

Noite !!!

Gil...

Benfica FM #167 - Mercado, Assembleias e Eleições...

Teaser #7: 300 dias...