Últimas indefectivações

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Sporting CP 1-0 SL Benfica: “Jogo da Tripla” é favorável ao leão


"A Crónica: Cabeçada Certeira de Matheus Nunes Faz Sonhar o Leão
Nove, seis ou três (pontos) – as contas de mais um dérbi entre Sporting CP e SL Benfica eram à volta destes três números, que poderiam ter algum peso no futuro a médio-longo prazo nas contas do título: a vitória leonina aumentava a vantagem, o empate deixava tudo na mesma e um triunfo encarnado ditava uma redução pontual.
Neste “Jogo da Tripla”, onde o Dragão também entrava na equação, quem acabou por sorrir foi o leão, já que venceu a águia pela margem mínima, aumentando assim para nove pontos a vantagem sobre o eterno rival. O golo tardio de Matheus Nunes ao cair do pano foi o suficiente para os comandados de Amorim festejarem uma vitória muito importante.
Fruto da liderança, o Sporting CP entrou mais confortável na partida, a ter mais bola e fazer boas combinações entre todos os elementos à procura de desfigurar o modelo de jogo encarnado. Se a entrada do SL Benfica na partida já não tinha sido positiva, ficaria ainda pior com a lesão do capitão Jardel aos 10 minutos (foi substituído por Gabriel). Com esta mudança forçada, Julian Weigl recuou no terreno, passando a ser o terceiro central.
A ânsia de ver o dérbi lisboeta rapidamente deu lugar à frustração, pois, em termos de espetacularidade, o jogo entre os eternos rivais não estava a corresponder às expetativas iniciais: muita disputa de bola a meio-campo e pouco espaço para os mais criativos dos dois lados poderem evidenciar toda a sua criatividade. Foi preciso esperar até aos 35 minutos para se ver a primeira ocasião de perigo: vindo de trás, Pedro Porro apareceu em zona adiantada no terreno e rematou para fazer o 1-0, só que um desvio da defesa encarnada impediu a pretensão do lateral espanhol. O lance motivou o conjunto sportinguista que, aos 40’, num pontapé de canto do lado direito, Tiago Tomás desvia ao primeiro poste e, no segundo, aparece Neto que tinha tudo para marcar, mas não conseguiu acertar na baliza.
Com poucos lances de perigo, esperava-se (muito) mais dos 22 jogadores na segunda parte, embora o sinal mais do primeiro tempo tenha pertencido ao Sporting CP que estava a jogar mais em transição, sabendo que poderia ser essa a fórmula para resolver o encontro. O SL Benfica ressentiu-se muito do recuo de Weigl, o que levou a uma perda de qualidade no seu meio-campo e, consequentemente, na sua forma de atacar.
O intervalo fez de facto bem às duas equipas, já que o início de segundo tempo foi eletrizante! Primeiro foi Darwin aos 46’ a receber bem nas costas de Coates e a disparar forte para defesa atenta de Adán. Na resposta, Pedro Gonçalves recebeu de Tiago Tomás e rematou à entrada da área, valendo o bloqueio de Weigl a impedir mais um golo do número 28 dos leões.
O jogo estava bem mais vivo, sobretudo o SL Benfica que estava agora com maior iniciativa. Rúben Amorim percebeu esse crescimento e colocou João Palhinha para estancar as ofensivas encarnadas. Essa substituição ajudou o leão a equilibrar forças no meio-campo e voltar a crescer na partida, o que trouxe maior incerteza aos últimos 10 minutos da partida.
O jogo estava aberto e podia pender para qualquer lado. O certo é que a “estrelinha de campeão” está mesmo com o Sporting CP, e eis que quase num “golpe de teatro” surge o golo que pode valer mais que uns simples três pontos: aos 90+2’, Porro cruza do lado direito para soco de Vlachodimos, onde a bola vai ter à cabeça do leão Matheus Nunes que faz o primeiro e único tento da partida que garante uma vitória muito importante e mostra bem que este Sporting CP está mesmo com vontade de ser campeão. 

A Figura
Matheus Nunes – Grande exibição do jovem leão que foi importante para a vitória sobre o Benfica. Escolhido para render João Palhinha, Matheus Nunes foi um elemento no meio-campo leonino que conferiu maior capacidade de ter bola e criar desequilíbrios em ataque posicional. A boa performance foi recompensada com o golo ao cair do pano que garante uma vitória importante no final da primeira volta.

O Fora de Jogo
Darwin Núñez – O avançado uruguaio passou completamente ao lado do jogo. Habituado a ter companhia na frente de ataque, Darwin foi a única referência na frente ofensiva encarnada e isso acabou por fazer a diferença para a exibição cinzenta do número nove. Muito desapoiado, nunca conseguiu criar espaços devido à forte marcação feita pelo seu compatriota Sebastián Coates. 

Análise Tática – Sporting CP
A possibilidade de aumentar ainda mais a distância para o eterno rival era um motivo mais que suficiente para o Sporting CP ir em busca de mais uma vitória. Havia dúvidas quanto à possível presença de João Palhinha no onze inicial – depois da despenalização do número seis a meio da tarde -, mas o treinador leonino Rúben Amorim optou por relegar o médio português para o banco de suplentes, colocando assim Matheus Nunes de início no já bem rotinado 3-5-2.
No primeiro tempo, o conjunto verde e branco até foi tendo maior iniciativa, mas o Sporting CP apostou mais em colocar bolas na costas da defesa encarnada, tentou explorar a velocidade de Tiago Tomás, algo que deixava sempre o SL Benfica em grandes dificuldades para manter o longe o perigo. 
Os primeiros minutos trouxeram um Sporting CP a jogar mais na expetativa, dando iniciativa ao adversário. A entrada de Palhinha ajudou a estancar as pretensões encarnadas em marcar. Com o aproximar do final do encontro, o jogo estava partido e a “estrelinha de campeão” apareceu com o tento do leão Matheus Nunes.

11 Inicial e Pontuações
António Adán (6)
Nuno Mendes (6)
Luís Neto (6)
Sebastián Coates (7)
Zouhair Feddal (5)
Pedro Porro (7)
Matheus Nunes (8)
João Mário (6)
Pedro Gonçalves (5)
Nuno Santos (6)
Tiago Tomás (5)
Subs Utilizados
Jovane Cabral (5)
João Palhinha (5)
Bruno Tabata (5)
Daniel Bragança (-)

Análise Tática – SL Benfica
Com um atraso de seis pontos face ao líder leonino, as águias jogavam em Alvalade uma cartada importante na luta pelo título. Ainda sem o técnico Jorge Jesus presente no banco, o adjunto João de Deus voltou a comandar a equipa encarnada, tal como havia acontecido no jogo anterior, a contar para a Taça de Portugal. Quanto ao onze, houve o regresso de jogadores que tiveram Covid-19, mas a grande surpresa passou pela estratégia montada com um sistema com três centrais.
A entrada na partida ficou marcada pela lesão de Jardel aos dez minutos, o que obrigou Weigl a recuar no terreno para ser o terceiro central. Com esta mudança tática, o Benfica perdeu qualidade de jogo e tentou a maioria do primeiro apostar na velocidade de Rafa Silva para criar algum lance de perigo, só que a defesa leonina estava bastante concentrada e não ia dando grandes espaços.
O intervalo fez bem aos jogadores encarnados que vieram com outra motivação para atacar mais e correr maior riscos, e até teve algumas ocasiões para chegar à vantagem. Com o passar do tempo, o leão foi voltando a estar por cima do jogo e as águias acabaram por sofrer um golo que pode ter sentenciado as aspirações do SL Benfica na luta pelo título.

11 Inicial e Pontuações
Odysseas Vlachodimos (5)
Gilberto (5)
Jan Vertonghen (5)
Nicolás Otamendi (6)
Jardel (-)
Grimaldo (6)
Julian Weigl (5)
Pizzi (5)
Franco Cervi (5)
Rafa Silva (5)
Darwin Núñez (4)
Subs Utilizados
Gabriel (5)
Adel Taarabt (5)
Haris Seferovic (4)
Nuno Tavares (3)

BnR na Conferência de Imprensa
Sporting CP
Não foi possível colocar pergunta ao treinador do Sporting CP, Rúben Amorim.

SL Benfica
Não foi possível colocar pergunta ao treinador-adjunto do SL Benfica, João de Deus."

Vale tudo por uma palhinha


"O «Senhor Presidente do Tribunal Central Administrativo do Sul», a quem o Sporting CP se apressou a recorrer e a rasgar de elogios, é, nada mais nada menos, que Rui Fernando Belfo Pereira, um sportinguista fanático, como podem constatar nas fotos em anexo.

Agora todos entendemos, finalmente, o que Frederico Varandas quis dizer há 2 anos, em entrevista à CMTV, quando referiu, e passamos a citar: «Tenho na minha lista dois juízes-conselheiros do Supremo, um procurador da República, um juiz-desembargador. Acha que estas pessoas não vão fazer braço-de-ferro na justiça pelo Sporting?».

Mais depressa se apanham estas manobras desesperadas que um coxo. Acusam os outros daquilo que fazem, mas a mentira tem perna curta e a verdade rapidamente vem à tona.
Pena para tráfico de influências: 
https://dre.pt/legislacao-consolidada/-/lc/107981223/201708230300/73474251/diploma/indice/4

Esperamos que o SL Benfica esteja de olhos bem abertos relativamente ao que se está a passar e se manifeste o mais rapidamente possível.

Quando o clubismo se sobrepõe ao Direito, abre-se um precedente muito sério e perigoso.
Investigue-se."

Rescaldo...

O Cantinho Benfiquista #28 - A Very Different Lisbon Derby

Fever Pitch - João & Markus... Alemanha!

Vermelhão: Derrota nos descontos!

Sporting 1 - 0 Benfica


Numa época que está correr mal, só faltava mesmo perder um derby nos descontos!!!

Antes do jogo começar, já sabíamos a nossa preparação foi seriamente afectada pela pandemia, chegando ao ridículo de nem sequer o treinador poder treinar na última semana... Tudo somado, a alteração na defesa, com a aposta 'descarada' pela primeira vez dos 3 centrais, até não foi assim tão surpreendente! Mas aos 10 minutos, a primeira contrariedade com a lesão do Jardel... e nova mudança! A ideia até se compreende, o problema é que o Benfica não tem rotinas para jogar mais na expectativa... neste esquema, pedia-se bolas longas, nas 'costas' da defesa adversária, algo que nós raramente fazemos. Estamos habituados a ataque apoiado, demasiado 'apoiado' na maioria das vezes...! Este é um dos problemas quando se altera a estratégia para um jogo específico! Onde acabámos por estar melhor, foi na pressão alta no início do jogo, mas depois...

Se retirarmos as bolas paradas (cantos e livres), pouco ou nada se passou neste jogo... um ou outro contra-ataque, mas em geral quase nenhum trabalho para os guarda-redes, o empate seria o resultado normal, até chegarmos aos descontos, com a colaboração do Ody...
Diga-se até que as únicas defesas dignas desse nome, foram do Adan... duas! E das três oportunidades que o Sporting teve em bola corrida, além do golo, duas delas, nasceram de faltas claras sobre jogadores do Benfica: a primeira sobre o Darwin e a segunda sobre o Pizzi!

Será muito complicado recuperar uma desvantagem de 9 pontos, mas não é impossível. Já fizemos algo parecido, o problema é que neste momento a falta de confiança e as más exibições, não dão esperança nenhuma... e até a qualificação para a Champions está em causa! Dificilmente teremos outra vaga de infectados com Covid (pelo menos 4 pontos perdidos deveram-se aos surtos...), mas com os jogos Europeus e da Taça de Portugal pelo meio, vamos ter pelo menos um Fevereiro novamente sobrecarregado de partidas...

Uma nota sobre a 'despenalização' do Palhinha! Vergonhoso, só mesmo em países do 3.º mundo, é que temos Juízes do Tribunal Administrativo a 'julgarem' cartões Amarelos!!! Se fosse ao contrário, teríamos seguramente escândalo nacional durante várias semanas, e protesto oficial a pedir a derrota do Benfica nas instâncias desportivas... Autêntica repúblicas das bananadas!

Visão Vermelha S2E19 - S-Sad, Sporting...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Confiança para o dérbi


"Para ganhar! É imbuída de ambição que a nossa equipa entrará em campo hoje à noite, em Alvalade, frente ao Sporting. Assim é em todos os jogos que uma equipa do Benfica disputa e o dérbi dos dérbis não é exceção.
O Sporting será, naturalmente, um forte obstáculo às nossas pretensões. Lidera a Liga NOS, tem argumentos fortes e por certo lutará também por um resultado positivo.
Mas, independentemente do adversário, do local de realização da partida ou da competição, a palavra de ordem é vencer. Não há outra postura possível. Só procurando a vitória estaremos mais próximos de obtê-la. E esse é o nosso objetivo: vencer e somar três pontos.
De acordo com o historial, o Sporting – Benfica, a contar para o Campeonato Nacional, é o confronto em que mais impera a imprevisibilidade quanto ao desfecho, com os 33 triunfos benfiquistas a superarem ligeiramente os 32 leoninos (ou 34-31 para o Benfica, de acordo com algumas fontes, a dúvida reside na época 1953/54 com ambos os jogos, nessa temporada, a serem disputados no Estádio Nacional) e 21 empates.
Nas últimas oito temporadas vencemos quatro vezes e empatámos outras quatro em Alvalade na Liga NOS, restando-nos desejar que consigamos prolongar esta tendência de resultados, de preferência com um triunfo.
Acreditamos muito na capacidade da nossa equipa para levar de vencida o nosso adversário desta noite. Força, Benfica!

P.S.: Foram várias as equipas benfiquistas a entrarem em ação ao longo do fim de semana. Destacamos as de basquetebol e voleibol, que obtiveram dois triunfos importantes em deslocações a contar para o Campeonato Nacional. No básquete vencemos o Vitória, em Guimarães, por 66-89. No vólei batemos o Esmoriz por 1-3."

Webinares: Educação e desporto em debate


"Em fevereiro de 2021, a educação e o desporto vão estar em debate em três webinares, que vão ser promovidos pela comunidade de investigação e de aprendizagem ReLeCo: Educação Desportiva, Corpo e Ética, integrada no Centro de Estudos Interdisciplinares em Educação e Desenvolvimento (CeiED), da Universidade Lusófona de Lisboa.
O primeiro webinar (ID Zoom: 852 5566 5352; Senha: 901970) terá lugar no dia 02 de fevereiro, das 16h às 17h, e versará sobre “Os desafios que se colocam à escola de hoje”. O orador convidado é o Professor Doutor António Nunes, Coordenador e Gestor de Formação e ex-Diretor do Instituto de Psicopedagogia da Universidade Lusófona do Porto. O tema em debate é extremamente importante. De facto, o lugar da escola vem sendo debatido com enorme entusiasmo. Continuamos no mesmo modelo do século XIX, mas os alunos do século XXI pensam de forma diferente.
O segundo webinar, via Plataforma Zoom (ID Zoom: 858 5699 8061; Senha: 103048), realizar-se-á no dia 18 de fevereiro e será sobre “As tendências da Educação Física e da prática desportiva em Timor-Leste”, no dia 18 de fevereiro, das 11h às 12h. Este evento conta com a oradora convidada, Professora Doutora Céu Baptista, da Universidade Nacional Timor Lorosa’e, que dará conta da realidade timorense em matéria desportiva.
“Uma perspetiva integrada do sistema desportivo português: uma proposta assente no desenvolvimento positivo dos jovens”, será o tema do terceiro webinar, que se realiza no dia 25 de fevereiro, das 18h à 19h, via Plataforma Zoom (ID Zoom: 857 8899 8394; Senha: 332974). O orador convidado será o Professor Doutor Fernando Santos, da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto e da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viana do Castelo.
Damos aqui nota de que o vídeo e a apresentação do webinar realizado no mês de janeiro sobre a “Organização da atividade conjunta no processo de ensino-aprendizagem. Uma perspetiva sócio-construtivista aplicada ao contexto da educação física e desporto”, já se encontra disponível no site do CeiED (ver aqui)."

Vitória em Guimarães...

Guimarães 66 - 89 Benfica
21-25, 20-23, 15-20, 10-21

Bom jogo, sem as 'brancas' do costume... e se não fosse a queda da percentagem nos Triplos no último período o resultado até teria sido mais expressivo (mesmo assim terminámos com 50% além da 'linha')!
Destaque claro para o regresso do ex-lesionado Tomás Barroso, após uma paragem de mais de 1 ano!!!

Vitória em Esmoriz...

Esmoriz 1 - 3 Benfica
20-25, 23-25, 25-23, 21-25

A equipa não está a 100%, os últimos jogos provaram isso mesmo, mas em condições normais dá para ganhar praticamente todos os jogos em Portugal, mesmo quando pelo meio os adversários utilizam todas as armas para tentar perturbar a nossa equipa! Os nossos jogadores já tem experiência suficiente para não perder a cabeça quando as manobras, as provocações, os protestos e as más decisões dos árbitros são a fruta da época!!!

domingo, 31 de janeiro de 2021

Empate em Rio Maior...

Vilafranquense 2 - 2 Benfica B


A perder por 2-0 ao intervalo, conseguimos retificar na segunda parte...
Destaco o regresso do ex-emprestado David Tavares e do Umaro após longa ausência por lesão...

Espreitando o dérbi por uma palhinha


"É sabido que o dérbi Sporting CP – SL Benfica é, desde sempre, o jogo da época para os sportinguistas, estejam ou não na luta pelo título. A este facto, acresce ainda a liderança da liga por parte do clube leonino, o que confere, assim, um fator de maior importância ao jogo. Não será por isso surpreendente que, esta semana, tenhamos assistido a um espetáculo verdadeiramente deprimente.
João Palhinha viu o quinto amarelo, que o fará falhar o dérbi. Porém, logo se levantaram vozes de que o cartão teria sido propositadamente mostrado para que Palhinha falhasse o jogo. O órgão oficioso de comunicação do Sporting CP, o jornal Record, não perdeu tempo, e até casos que em nada são comparáveis foi buscar, numa tentativa desesperada de exercer pressão mediática sobre o Conselho de Disciplina, na esperança de que este retirasse o castigo aplicado ao médio.
Um dos exemplos dados foi um cartão vermelho mal mostrado, na Liga feminina, a uma jogadora do SL Benfica (“admiração”). O que nós gostaríamos de ter visto era que este mesmo jornal, aquando da suspensão por amarelos a Otamendi, tivesse vindo a público defender a reversão da decisão. É que é unânime e de conhecimento geral que essa decisão foi errada. Há, no entanto, uma diferença mais reveladora entre os amarelos mostrados a Otamendi e a Palhinha. No caso de Otamendi, era jogador do Benfica, e por isso tudo foi abafado e a “normalidade” da injustiça imperou perante o bom senso. 
Pasme-se que até o árbitro do jogo, Fábio Veríssimo, se apressou a vir a público afirmar que o cartão mostrado teria sido, afinal, uma má decisão. Saudamos o facto de um árbitro admitir um alegado erro, mas perguntamos: porquê agora? Porque não vimos este e outros árbitros, no passado, admitir que assinalaram erradamente um penálti ou que perdoaram uma ou outra expulsão? É por se tratar do Sporting ou por todo o espetáculo em redor deste (não) caso?
Naturalmente – e aqui há que saudar a equidade e coragem de não ceder a pressões ou ruído - o Conselho de Disciplina manteve a decisão e João Palhinha não jogará o dérbi. Palhinha não se ficou e, nas redes sociais, manifestou o seu mau caráter, proferindo a típica frase do ABC portista e sportinguista, «contra tudo e contra todos».
O árbitro do jogo será Artur Soares Dias, com o cognome "o habilidoso". Um árbitro que, apitando uma falta aqui e outra acolá, perdoando um amarelo a uma equipa e mostrando à outra, leva a sua avante, condicionando o jogo e inclinando o campo. Este árbitro notabilizou-se no futebol português por favorecer o FC Porto, mas, acima de tudo, por prejudicar o SL Benfica. Soares Dias é, também, o árbitro que afastou o SL Benfica do título em 2012, perdoando 3 penáltis à equipa da casa, no então Sporting CP- SL Benfica. Um árbitro que, em toda a sua carreira, assinalou mais penáltis contra o Benfica que em benefício.
Para finalizar, relembramos que estamos quase a terminar a primeira volta do campeonato e o SL Benfica continua sem um único livre de 11 metros a seu favor. Não pedimos favorecimento, apenas que lances de grande penalidade sejam analisados com imparcialidade e assinalados em conformidade. Ao SL Benfica, equipa assolada por inúmeros casos de covid-19, reclamamos superação. Jogando com a mesma determinação com que jogaram no Dragão, não poderá existir outro desfecho que não seja a vitória.
É ganhar ou ganhar!"

Choradeira do costume...


"O Pote leva apenas um jogo por palavras, ao contrário do que tem acontecido esta época, o reincidente Rúben Amorim apenas multa, e agora imaginem se não tivessem um único penálti esta época ou andassem a ir a jogo com um surto no plantel, praticamente sem treinar, limitados de jogadores, treinador e equipa técnica.
Por tudo isto e muito mais, para cima deles!"

Sistema de três centrais | Ilusão ou possibilidade no SL Benfica?


"Desde que Jorge Jesus regressou ao comando técnico do SL Benfica que se tem vindo a falar da possibilidade deste vir a apostar num sistema de três centrais, um sistema que chegou a usar uma vez por outra no Sporting CP, mas que nunca foi aposta definitiva do treinador amadorense.
Jorge Jesus sempre foi um adepto predileto do 4-4-2, embora já tenha assumido publicamente que é um apaixonado pelas táticas com três centrais. No entanto, ainda na fase inicial da época, JJ declarou que a equipa ainda não estava preparada para adotar essa tática, visto que os processos defensivos no 4-4-2 ainda não estavam assimilados, e ficaram ainda mais atrasados com a venda de Rúben Dias e a lesão grave de André Almeida.
Também é público que Jorge Jesus tinha Johan Cruyff como a sua principal referência, tendo realizado um estágio com ele em 1993, sendo que a sua admiração pelos sistemas de três centrais pode muito bem ter surgido daí.
Jorge Jesus dispõe atualmente de cinco defesas-centrais no plantel encarnado: Otamendi, Jardel, Ferro, Verthongen e Todibo, sendo que os dois último são canhotos, como Jesus tanto gosta. Para além disso, também está assegurada a contratação de Lucas Veríssimo ao Santos, desejo antigo de JJ, sendo que Todibo e Lucas Veríssimo aparentam ser aqueles com maior qualidade na saída de bola, podendo encontrar jogadores nas costas da primeira linha adversária.
Para dar largura nas alas, há Grimaldo, Cervi, Nuno Tavares Gilberto e Diogo Gonçalves. Portanto, há jogadores na defesa para Jorge Jesus adotar o sistema. Mas neste caso, Grimaldo poderá vir a ter uma função diferente das funções tradicionais num ala neste sistema. Tratando-se de um lateral com uma grande capacidade associativa e que gosta de explorar espaços interiores, Jorge Jesus pode conjugar essas características com Everton, que é um extremo que gosta de receber a bola em zonas mais abertas do terreno de jogo, podendo haver aqui uma dupla com funções invertidas, um pouco à imagem do que acontece no US Sassuolo com Rogério e Boga. Lucas Veríssimo, defesa central brasileiro de 25 anos, pode deixar o Santos FC e o Brasileirão já em janeiro, para reforçar o SL Benfica.
Passando também pelos jogadores mais adiantados, este sistema também pode ser uma forma de Pedrinho vir a ter mais oportunidades no onze, tendo em conta que se trata de um extremo mais cerebral e que dá maior qualidade e critério ao último terço do terreno, não correspondendo ao perfil de extremo mais clássico de que JJ tanto gosta.
Já quanto a outro extremo como Rafa, jogador mais vertical e que gosta de explorar a profundidade, creio que encaixaria melhor com Waldschmidt a jogar como falso nove. Com o alemão a servir de referência entre linhas, forçaria a linha defensiva adversária a subir dando liberdade ao internacional português para atacar a profundidade.
Uma vantagem deste sistema com três centrais, seria que este permitiria à equipa fazer uma saída de bola a três sem recuar ninguém no meio-campo, deixando a equipa equilibrada no espaço central, e forçando a equipa a canalizar o jogo para as alas.
Outra vantagem que este sistema traz é que confere uma maior presença de jogadores em zonas centrais do terreno de jogo, o que confere uma maior segurança em situações de transição defensiva, que tem sido um dos grandes problemas do futebol do SL Benfica nos últimos anos. Esta maior presença também seria uma salvaguarda a jogadores que expõem muito a equipa neste momento do jogo, tais como Pizzi ou Taarabt.
De momento, ainda não existem reais indícios de que a aposta no 3-4-3 venha a tornar-se numa realidade. Ainda existem alguns pontos de interrogação quanto a esta possibilidade e só o tempo e a evolução coletiva da equipa nos poderá dar mais sinais quanto a esta hipótese, sendo que, havendo constantemente dois jogos por semana, existe pouco tempo para trabalhar modelos e processos de jogo."

Uma Nova Era!


"O SL Benfica de Filipa Patão apesar de recente, já demonstrou aquilo que pode fazer! A sua qualidade individual continua a ser a mesma, mas aquilo que cada uma faz e que colectivamente procuram fazer é que mudou a forma como encaram cada partida!
Este SLB é uma equipa de princípios, ou seja, elas jogam para procurar a superioridade numérica, evitar a igualdade e recusar a inferioridade numérica. Como? Sabendo todas o que fazer em qualquer parte do terreno de jogo. E em qualquer momento.
Essa características torna-as imprevisíveis e deixam o trabalho da equipa adversária muito mais complicado. Disputar um jogo com o SLBenfica e não sofrer um golo é praticamente impossível. Uma das jogadoras que se destaca individualmente é sem dúvida a Cloe Lacasse que para além de ser dinâmica nos seus movimentos ofensivos é praticamente implacável a finalizar. Mas a chave não está aí…. Referências individuais? Esqueçam.
O SLB é muito mais que isso!
Defensivamente destaco o momento da reação à perda de bola e a velocidade que cada uma delas impõe nas suas ações defensivas, ou seja, uma colega perde a bola toda a equipa procura recuperá-la o mais rápido possível. Uma característica já conhecida das equipas de Filipa Patão!
Por tudo isto, não venho aqui dar-vos a fórmula mágica para as dinâmicas do SLB, mas sim, fazer-vos entender para além disso: O Futebol é muito mais do que aquilo que vemos individualmente em cada jogadora, é sim aquilo que todas as individualidades juntas conseguem fazer."

Acreditem se quiserem!


"Os japoneses possuem o provérbio “pouco se aprende com a vitória, mas muito com a derrota.” Ditado que aportuguesámos para algo parecido com “na vitória comemora-se, na derrota aprende-se.” Diferente era a posição de Napoleão Bonaparte, o qual dizia que o vinho na vitória era merecido, na derrota necessário…
Se os provérbios expressam algo que vem de antanho, baseados no senso comum ou na experiência, também dão origem a muitas crenças. Mas se por um lado quem vê caras não vê corações, por outro a cara é o espelho da alma… ou se saber esperar é uma virtude, quem espera desespera…
Ao pretendermos, aqui e agora, complementar o artigo anterior (“Sobre as crenças…”), fazemos esta pequena abordagem inicial porque nas redes sociais proliferam os aconselhamentos sempre aos outros mas relatos na primeira pessoa são quase inexistentes. É a agenda motivacional – "Quando pensar que chegou ao seu limite, irá descobrir que tem forças para ir mais além!"; "O único passo entre o sonho e a realidade é a tua atitude!"; "Nunca é tarde demais para viveres os teus sonhos!". Inexistente algo do género “Vou mudar de mentalidade para mudar o meu comportamento.” Ou “Não farei ao meu vizinho o que não quero que me façam a mim.”
Acreditarmos que seremos infalíveis, que poderemos ultrapassar os nossos limites, que conseguiremos atingir a heroicidade, é um ferrete gravado nos desportistas a fogo desde tenras idades. Ferrete inamovível quando ancorado, como é usual, na pedagogia da dor: “no pain, no gain” ou “a dor é o que diferencia os campeões das pessoas comuns.” Tanto a comunicação social como as redes sociais ampliam a formação destas crenças sem se preocuparem se são produto do nosso conhecimento ou se, efectivamente, são confirmadas pela ciência, isto é, se são verdadeiras.
O ser humano acredita – faz fé – numa ideia em primeira instância e só depois apresenta a justificação para essa crença. E muitas vezes acredita só no que quer acreditar independentemente da sua justificação ou da sua veracidade. Acreditar num conceito, numa ou outra ideia, é um impulso intuitivo e por isso mesmo a ausência de análises, de reflexões e de um espírito crítico geram preconceitos e vieses cognitivos. E deveremos estar atentos porque só há ‘influencers’ porque há os ‘influenced’...
Na esteira de Maria Luísa Soares (1), “embora algumas crenças não estejam sob o domínio da nossa vontade e nos submetamos a elas como a um conjunto de hábitos herdados ou adquiridos mas de um modo quase instintivo, isso não significa que não as possamos reavaliar, rever: elas não são totalmente irreversíveis e a revisibilidade constitui, de facto, um instrumento apropriado para compreender os diferentes tipos de crenças e as diferentes relações entre elas.”
A crença de que “pouco se aprende com a vitória, mas muito com a derrota”, não será só uma prerrogativa dos desportistas. Também o é dos dirigentes desportivos e dos políticos. Que o diga Orwell (2) quando afirmou que “o segredo da governação consiste em combinar a crença na nossa própria infalibilidade com a capacidade de aprender com os erros cometidos.”
Recorrendo ainda a Maria Luísa Soares (1), o desejo humano de que as opiniões coincidam com os factos só pode ser satisfeito pelo método científico. “Só o método científico tem a prerrogativa de fazer com que as nossas opiniões coincidam com os factos, porque não são determinadas por nenhum factor humano, mas por uma ‘permanência externa’, algo sobre o qual o nosso pensamento não tem qualquer efeito, algo que afecta ou pode afectar qualquer ser humano. Essa ‘permanência externa’ garante um consenso, que ultrapassa a fronteira da opinião meramente individual e assume o carácter objectivo da verdade pública.” Verdade pública: uma noção que exige um acordo sobre assuntos concretos e reais com características inteiramente independentes das nossas crenças sobre eles.
Assim, só o método científico – com a dúvida, a incerteza e a falibilidade – poderá produzir conhecimento. Não o poderão produzir crenças injustificadas, infundamentadas ou não apoiadas em evidências verídicas… Ainda segundo a mesma autora, “a definição clássica de conhecimento como crença verdadeira justificada aponta para uma dupla relação do conhecimento com a da justificação e com a da verdade.”
Se nos preocuparmos em reflectir um pouco sobre o que tem sido a evolução da nossa sociedade somente nas últimas décadas, verificaremos que temos sido objecto de lentas mudanças na nossa forma de vida, imperceptíveis, às quais nos vamos acostumando ou até absorvendo sem delas darmos conta. Factos há que nos poderiam espantar há poucos anos e que aceitamos hoje em dia porque foram pouco a pouco sendo futilizados e hoje apenas incomodam uns poucos e deixam muitos na mais completa indiferença.
Em nome do progresso, da sustentabilidade, da estabilidade económica, da ciência e da tecnologia (normalmente esquece-se o lucro!), são pressionadas e esmagadas as liberdades individuais, a dignidade, a capacidade de raciocinar e de reflectir… e até o objectivo de viver. Estas arremetidas têm sido efectuadas lenta mas inexoravelmente, com a permanente cumplicidade das vítimas, submissas, acríticas, manipuladas, subservientes.
Já não há previsões para o nosso futuro desportivo e ou social e tudo reside numa enorme incógnita. Mas se continuarmos a acreditar no infundado só estaremos a ampliar essa incógnita.
O despejar contínuo de informações pelos ‘mass media’ – que não é conhecimento –, a desinformação constante, as ‘fake news’, o politicamente correcto e as crenças disseminadas pelos discursos que circulam nos meios de comunicação preenchem os cérebros daqueles que, sem uma capacidade de análise crítica, tudo aceitam, tudo absorvem e tolhem-lhes a possibilidade de distinguirem umas coisas de outras e toldam-lhes o raciocínio… Os ‘mass media’ e as redes sociais fazem o seu papel! Criam crenças injustificadas. Produzem ignorância e obscurantismo. E não é “perdoai-lhes porque não sabem o que fazem”, porque, recorrendo a Sophia de Mello Breyner, eles sabem exactamente o que fazem. 
“Não há impossíveis.” Não há? Não, mas há altamente improváveis. “Ultrapassa os teus limites.” Ultrapassa? Não, os limites existem exactamente para serem limites, para não serem ultrapassados. 
Winston, a personagem principal de «Mil novecentos e oitenta e quatro» (2) resolveu, de facto, o enigma: “se ele pensar que paira, e se ao mesmo tempo eu pensar que o vejo pairar, então a coisa de facto acontece.”"

sábado, 30 de janeiro de 2021

Benfica After 90 - B Sad...

Fever Pitch - João & Patrick... França!

Vamos melhorar!


"Todos nos recordamos da celebérrima tirada de Jorge Jesus, instado a comentar a propalada saída de Matic em Janeiro de 2014. Desde então, sempre que há notícias de várias ausências na equipa do Benfica, logo há quem arremate as conversas com o concludente: 'Joga o Manel'.
O problema, agora, é que o Manel tem covid. E também o Tó e o Zé. Se calhar até o Cajó, veremos na próxima bateria de testes.
Daqueles que se previa pertencerem ao quarteto defensivo titular do Benfica após a saída de Rúben Dias (André Almeida, Otamendi, Vertonghen e Grimaldo), nenhum esteve disponível nos recentes jogos com o SC Braga e o Nacional. Nem Gilberto e Nuno Tavares, os laterais suplentes. Ou mesmo Diogo Gonçalves, adaptado várias vezes a lateral direito. A agravar o cenário, tanto Vlachodimos como Helton Leite, os dois guarda-redes utilizados, se viram igualmente impossibilitados de jogar. Exceputando o caso de André Almeida, todos se devem à covid-19.
Desta situação inusitada resultam diversos problemas. Desde logo, a redução da qualidade individual à disposição do treinador; por alguma razão uns são titulares e outros suplentes. Também alguma eventual descoordenação entre colegas de sector, seja pela menor utilização de cada um dos elementos, o que potencia erros individuais, seja pela falta de rotinas colectivas. E, naturalmente, os níveis de confiança são abalados. Como se não bastasse, há ainda a inexistência de tempo, para treinar devido à sobrecarga de jogos e a própria menor qualidade de treino em virtude de condicionantes protocolares e a evidente perda momentânea de competitividade do plantel.
Sem se ter tudo isto em conta, torna-se estéril qualquer análise aos desaires recentes. Melhores tempos virão!"

João Tomaz, in O Benfica