Últimas indefectivações

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Até sempre, Mortimore


"Esta manhã fomos surpreendidos pela triste notícia do falecimento de John Mortimore, aos 86 anos, nosso treinador ao longo de cinco temporadas, distribuídas por duas passagens no Clube, com vários títulos conquistados e um legado de amizade e respeito mútuos.
Depois de se ter notabilizado como jogador ao serviço do Chelsea entre 1956 e 1965, onde chegou a capitanear a equipa, retirou-se aos 31 anos após uma época em que representou o Queen's Park Rangers. Abraçou a carreira de treinador e chegou ao Benfica em 1976 pela mão de Borges Coutinho. 
O começo titubeante no Campeonato gerou alguma desconfiança (à 5.ª jornada, seis pontos de atraso para o líder – a vitória valia dois pontos), afinal o Benfica era o bicampeão nacional em título e ganhara 13 dos 17 Campeonatos anteriores.
Aparentemente imperturbável, Mortimore promoveu várias alterações no onze-base da equipa, com destaque para os "miúdos" Chalana (ainda júnior), José Luís, Eurico e Pietra, além dos também muito utilizados Alberto e Romeu, partindo então o Benfica para mais um tricampeonato, fruto de 25 partidas consecutivas sem conhecer a derrota (22 vitórias e três empates), com o título a ser garantido na antepenúltima jornada.
Na época seguinte, envolta em polémica, Mortimore não conseguiu revalidar o título, apesar de o Benfica ter terminado o Campeonato invicto pela segunda vez na sua história e de ter obtido a mesma pontuação do campeão. Apesar da vantagem no confronto direto, vigorava a diferença de golos como primeiro critério de desempate. O insucesso em 1978/79 ditou a sua saída do Clube.
Regressou em 1985, contratado por Fernando Martins, com a equipa ainda órfã das saídas, um ano antes, de Eriksson e Chalana. No Campeonato, o título fugiu perto do final da prova, mas a época ficou marcada pela conquista da Taça de Portugal e pela goleada infligida ao Sporting, por 5-0, nos quartos de final da competição.
No ano seguinte, tudo pareceu desmoronar quando, em Alvalade, perto do ocaso da primeira volta, sofremos uma derrota pesada, por 7-1. Mais uma vez, Mortimore pareceu imune ao contexto adverso e liderou a equipa para mais um triunfo no Campeonato Nacional, ao qual juntou a sempre apetecida Taça de Portugal, redimindo-se da goleada sofrida em Alvalade sagrando-se campeão nacional e vencedor da Taça de Portugal em partidas frente ao Sporting.
Nas cinco temporadas em que serviu o Benfica, venceu dois Campeonatos, duas Taças de Portugal, uma Supertaça e três Taças de Honra. Nos anos subsequentes, fez sempre questão de vincar a admiração e respeito sentidos pelo Clube que lhe proporcionou os anos de maior sucesso na sua carreira de treinador.
Em 2012, durante o intervalo do embate dos quartos de final da Liga dos Campeões entre Benfica e Chelsea em Stamford Bridge, Mortimore deu uma volta ao relvado e foi saudado efusivamente pelos adeptos dos dois clubes. Merecido!
Obrigado, Mortimore, até sempre!

P.S.: Hoje celebramos o 12.º aniversário da Fundação Benfica, cuja ação social muito enobrece o Sport Lisboa e Benfica. Parabéns!"

Benfica Podcast #395 - (No)Excuses

Modalidades: Semanada...

O Bailarino que tinha o nº 136954


"Salamo Arouch sobreviveu a Auschwitz à custa de punhos. Pelas suas contas venceu mais de 200 combates.

No Independent havia um jornalista chamado David McKittrick com um jeito supimpa para escrever obituários. Dava vontade de dizer: estou ansioso para ler o meu. No dia 26 de abril de 2009 coube-lhe falar sobre Salamo Arouch, a quem chamavam O Bailarino. Tinha cumprido um belo naco de vida quando a morte o ceifou com 86 anos, em Tel Aviv, Israel. Aliás, há que dizer que dificilmente alguém com a vida que Arouch levou teria chegado a essa idade. «Salamo Arouch was a particularly tough Jewish boxer who needed every ounce of his toughness to stay alive during two years in Auschwitz concentration camp, where hundreds of thousands were put to death», lançava David no início da sua prosa. Sim, na verdade Arouch sobrevivera à custa dos punhos. Ele que até era um meia-leca, não indo além de um metro e sessenta e oito de altura, assim mesmo por extenso, porque era um homem por extenso e foi sempre um resistente por extenso.
Nascido em Salónica, na Grécia, no dia 1 de janeiro de 1923, filho de um estivador que tinha por conta, além dele, mais dois rapazes e quatro raparigas, aos 14 anos já andava pelo porto do mar Egeu carregando e descarregando caixotes dos navios que iam e vinham e o faziam sonhar com uma vida longe da comunidade judaica da qual fazia parte. O tempo passa, e como passa… Quando a II Grande Guerra rebentou, já O Bailarino tirava proveito da sua força bruta nos ringues de boxe, abatendo adversários como quem derruba manequins da montra do Grandella, tendo sido campeão grego de pesos-médios em 1938 e vencedor da mesma categoria no torneio dos países balcânicos. Podia ufanar-se de, em 24 combates, ter vencido todos, com o impressionante pormenor de somar 24 KO. Por essa altura, sentiu que o dever pátrio o chamava e alistou-se no exército grego. As coisas não lhe correram de feição nos campos de batalha. Não tardou a ser feito prisioneiro e os nazis caçaram-lhe a família por inteiro e despacharam-na por via férrea para essa estrumeira da Humanidade que levou o nome de Auschwitz-Birkenau.
No dia 15 de maio de 1943, os Arouch foram recebidos como untermenchen e Salamo ganhou uma tatuagem no braço direito com o n.º 136954. Num abrir e fechar de olhos, arrasaram-lhe a família. Pais e irmãos caíram do céu pardo de Oswiecim em forma de cinzas. Salamo aguentou-se. Os oficiais nazis gostavam de ter boxeurs por conta. Programavam lutas duas ou três vezes por semana e ganhavam boas maquias nas apostas a favor dos seus preferidos em caso de vitória. Esses combates duravam, frequentemente, até à morte de um dos contendores, mas não havia nenhum dos prisioneiros de Auschwitz que não preferisse morrer no ringue do que numa câmara de gás. O Bailarino não fugiu aos escrutínios das bestas do apocalipse alemão. Envolvido na teia sinistra da barbárie, decidiu conquistar o direito à vida através dos punhos. Muitos anos mais tarde, numa entrevista, foi simples na maneira como explanou a sua filosofia: «Ou ganhava ou morria». Ganhou.
Salónica é uma cidade simpática, capital da Macedónia de Alexandre, orgulhosa do seu passado como dominadora do mundo que se estendia da Grécia até à Índia. Durante décadas a fio atraiu muitas famílias judias a ponto de, em 1939, os judeus se contabilizarem em cerca de 47 mil. Em menos de um ano as alimárias de Hitler reduziram esse número à insignificância de 2 mil.
O pijama às riscas e o número tatuado no braço não envergonhavam Salamo. Pelo contrário: encontrou neles uma motivação para a resistência. Os ataques frequentes de disenteria em vez de o abaterem tornavam-no mais duro, mais impiedoso. O seu estilo intrépido fez dele um dos favoritos de vários oficiais da Schutzstaffel que exibiam canalhamente nas fardas o emblema da caveira e ossos. Passou a ser chamado mais vezes ao ringue. Raras eram as semanas em que não o sujeitavam a três combates. O Bailarino de Auschwitz ganhou a tenacidade do aço.
Foi o próprio Salamo que fez as contas: durante os dois anos que passou em Auschwitz realizou mais de duzentos combates. Muitos daqueles homens que venceu e, com isso, atirou para os crematórios, eram seus companheiros de caserna, mas não lhes era dado o privilégio da escolha. Quando um dos boxeurs resistia durante mais tempos aos seus punhos demolidores, um qualquer Obersturmbannführer menos paciente mandava interromper a luta e decidia arbitrariamente o vencedor. Arouch valia demasiado em apostas para ficar do lado dos derrotados, que era o mesmo que dizer do lado dos mortos. «Não houve um único combate em que tivesse participado que terminasse sem que aqueles monstros bêbados e excitados tivessem visto sangue. Era como uma sede incontrolável», recordou Salamo antes de tomar o mesmo caminho dos que vencera. No dia 17 de janeiro de 1945, Salamo foi transferido para Bergen-Belsen. A guerra estava à beira do fim mas os nazis continuaram a explorar a sua força colossal em trabalho escravo. Os seus punhos partiram pedras até ao dia da libertação."

Pandemia comportamental: contributos (esquecidos) dos cientistas portugueses


"Na passada sexta feira, foi endereçada uma carta aberta ao governo português assinada por um conjunto de 68 especialistas e cientistas na área comportamental (ao dia de hoje, mais de 100), evidenciando que “estamos a disponibilizar o nosso conhecimento científico e o nosso tempo ao serviço do governo e da população portuguesa”.
Em boa verdade, e como refere a dita carta (ver texto completo no final do artigo), “sendo a mudança comportamental individual e colectiva essencial na prevenção da transmissão da COVID-19, bem como no sucesso do plano de vacinação, parece-nos fundamental que os especialistas nesta área sejam consultados, para que as decisões possam ser informadas pelo conhecimento científico sobre os fatores que influenciam o comportamento e formas eficazes de os alterar.”
Como tão bem refere Tiago Duarte Pereira, da Direção da Ordem dos Psicólogos Portugueses, na sua intervenção no passado dia 19 na RTP2 (aqui), a atual fase da pandemia comporta enormes desafios (diferentes dos encarados em março de 2020) resultantes da “vulnerabilidade emocional e psicológica da população, já significativa pré-pandemia e hoje acrescida com impacto na auto-regulação de comportamentos; da fadiga da pandemia e necessário maior apoio, estímulo e nudge ao comportamento adequado; da percepção de risco, avaliada a cada momento, fundamental à estimativa da adopção de comportamentos; da comunicação hoje negativa, culpabilizante e ilegitimadora do cansaço, que diminui a adesão ao comportamento esperado; e a crise de confiança nos decisores e media.”
Comportamentos, comportamentos, comportamentos... comportamentos de quem já tenta cumprir há tanto tempo as diretrizes dadas pelo governo e que, face ao cansaço de um prolongamento exasperante da situação, começa a conviver com uma aparente “normalidade” onde os comportamentos de risco inconsciente e involuntário se começam a multiplicar diariamente... comportamentos de quem, possuindo desde logo baixos recursos de literacia emocional (ver aqui), dificilmente conseguirá atuar com os comportamentos de auto-regulação necessários para manter o foco, disciplina e motivação para a manutenção do rígido (e necessário) protocolo de distanciamento físico... comportamentos que, na realidade, são atuados diariamente por todos nós.

Porque Não Recorre, Então, o Governo, à Ciência Comportamental?
Não me parece desconhecimento (há décadas que esta classe de especialistas faz volumosos contributos para a área científica da motivação para os comportamentos de saúde) ou “esquecimento” – seria algo bizarro, dado o imperativo de mudança comportamental associado à resolução desta pandemia.
É curioso, porque a única razão que me ocorre, ouvi há uns anos no discurso de uma colega: “era tão resiliente, tão resiliente, tão resiliente... que chegou ao consultório com 5 anos de atraso – enquanto lutava não conseguiu parar e reconhecer que precisava de ajuda”.
Assim ficamos quando adoecemos – indivíduos, mas também organizações, instituições e até governos... quando “adoecemos” não sabemos parar e pedir ajuda. E a doença alastra.
Não temos 5 anos para continuar a tentar resolver esta questão – todos os dias morrem portugueses num número outrora inimaginável (a mãe, o pai, o avô, a avó ou o filho de alguém) e urge corrigir a estratégia de intervenção, integrando o mais rapidamente possível este grupo de especialistas reflexão sobre as diretrizes a atuar. 
Pedir ajuda não é sinal de vulnerabilidade é, antes de mais, sinal de auto-consciência e auto-regulação. Sinal também de inteligência adaptativa – saber reconhecer onde está o conhecimento que necessitamos para nos superarmos.
E, duvida houvesse onde este conhecimento se encontra, acabou de ser evidenciado por este conjunto de reconhecidíssimos cientistas portugueses (nacional e internacionalmente) que, desde já se prontificaram a constituir um grupo de trabalho especializado por forma a que se possa “assegurar uma resposta de saúde pública à COVID-19 baseada na melhor evidência sobre o comportamento humano, visando a proteção e promoção da saúde física, psicológica e social de todos os cidadãos”.
O que falta então?

Carta Aberta Sobre a Necessidade de Incluir a Ciência Comportamental na Gestão da Pandemia em Portugal
Suas Excelências,
Exmo. Senhor Presidente da República Portuguesa Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa
Exmo. Senhor Primeiro Ministro Doutor António Costa
Exma. Senhora Ministra da Saúde Professora Doutora Marta Temido
Endereçamos esta carta ao XXII Governo Constitucional e à Presidência da República Portuguesa para expressar a nossa preocupação face à ausência de especialistas na área da mudança comportamental em saúde, na gestão do recente agravamento da situação pandémica no país. Dada a situação extraordinária que vivemos, consideramos fundamental que a ciência comportamental seja considerada nos processos de tomada de decisão relativos à formulação de medidas de combate à COVID-19, bem como no delineamento dos planos estratégicos de implementação e comunicação das mesmas.
As mais recentes estatísticas da pandemia em Portugal reforçam a necessidade e urgência da concretização do nosso apelo. De acordo com os dados revelados pela Direção Geral de Saúde registaram-se nas últimas 24 horas 13.544 novas infecções por COVID-19 e 221 óbitos. A adesão às medidas de confinamento parece, no entanto, não acompanhar a aceleração da progressão da transmissão da COVID-19 no país, com a empresa PSE que desenvolve estudos de mobilidade a adiantar que no seu primeiro dia de implementação aproximadamente 33% dos portugueses aderiram ao confinamento, tendo havido um ligeiro aumento nos dias que se seguiram. Números relativamente baixos face àqueles registados em Março e Abril de 2020 que rondavam uma média de 60%.
Sendo a mudança comportamental individual e colectiva essencial na prevenção da transmissão da COVID-19, bem como no sucesso do plano de vacinação, parece-nos fundamental que os especialistas nesta área sejam consultados, para que as decisões possam ser informadas pelo conhecimento científico sobre os fatores que influenciam o comportamento e formas eficazes de os alterar. Desta forma, poderemos assegurar uma resposta de saúde pública à COVID-19 baseada na melhor evidência sobre o comportamento humano, visando a proteção e promoção da saúde física, psicológica e social de todos os cidadãos.
Alguns pontos fundamentais em que os especialistas em ciência comportamental podem contribuir para o controlo da propagação da COVID-19:
1. Providenciar recomendações para uma comunicação eficaz das medidas de combate à COVID-19, baseadas em evidência (p.ex. é ampla a evidência científica que a comunicação puramente baseada no medo e culpabilização pode ter resultados contraproducentes);
2. Providenciar recomendações baseadas na evidência e nos modelos comportamentais do potencial de impacto, adopção e eficácia das medidas de combate à COVID-19;
3. Desenvolver investigação sobre os fatores associados à adesão e não adesão aos comportamentos preventivos da transmissão da COVID-19;
4. Sintetizar e divulgar a evidência já existente sobre os fatores associados à adesão e não adesão aos comportamentos preventivos da transmissão da COVID-19.
Para maximizar o impacto do conhecimento da ciência comportamental na gestão da pandemia num curto espaço de tempo, propomos a criação de um grupo de trabalho (“task force”) em ciência comportamental e COVID-19, à semelhança do que tem sido feito internacionalmente, em países como a Holanda, Irlanda, Canadá, Finlândia, entre outros (Exemplos em: https://www.gov.ie/en/collection/3008f6-the-national-public-health emergency-team-nphet-covid-19-subgroup-be/; https://www.rivm.nl/en/novel-coronavirus covid-19/research/behaviour). Temos vários especialistas portugueses com trabalho reconhecido nesta área a nível nacional e internacional, que estão disponíveis para integrar e colaborar na organização deste grupo de trabalho.
Quanto mais eficazes formos a combater este vírus, menores serão as consequências pessoais, sociais e económicas para os cidadãos e para o país. É no interesse de todos usar o mais avançado conhecimento científico disponível para poder apoiar e motivar da melhor forma a população a aderir às medidas de prevenção da transmissão da COVID-19.
Com esta carta aberta estamos a disponibilizar o nosso conhecimento científico e o nosso tempo ao serviço do governo e da população portuguesa.
21 de Janeiro de 2021

Os signatários,
Professora Doutora Marta Moreira Marques,
Investigadora e Professora em Psicologia e Mudança Comportamental em Saúde, Trinity College Dublin (Irlanda), Centre for Behaviour Change-University College London (Reino Unido), Comprehensive Health Research Centre, NOVA Medical School (Portugal)
Professora Doutora Cristina Isabel Albuquerque Godinho,
Investigadora e Professora Auxiliar na área da Psicologia da Saúde, Universidade Católica Portuguesa (Portugal)
Professora Doutora Marlene Nunes Silva,
Investigadora e Professora Associada na área da Mudança Comportamental em Exercício e Saúde, Faculdade de Educação Física- ULHT (Portugal)
Professora Doutora Vera Araujo Soares,
Professora Catedrática em Psicologia da Saúde, University of Twente (Países Baixos)
Professora Doutora Ângela Rodrigues Powell,
Professora Assistente em Psicologia da Saúde, Northumbria University (Reino Unido)
Professor Doutor Pedro Teixeira,
Professor Catedrático de Nutrição e Atividade Física, Universidade de Lisboa - Faculdade de Motricidade Humana (Portugal)
Professora Doutora Tânia Gaspar Sintra dos Santos,
Professora Associada com agregação em Psicologia, Universidade Lusíada / ISAMB/Universidade de Lisboa / Aventura Social Associação (Portugal)
Professor Doutor António Silva,
Investigador e Consultor de Ciência Comportamental, Behavioural Insights Team (Reino Unido), Instituto Superior de Economia e Gestão (Portugal)
Professora Doutora Maria Luisa Pedroso de Lima,
Professora Psicologia Social da Saúde, ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa (Portugal)
Professora Doutora Maria João Alvarez,
Professora Educação para a Saúde, Faculdade de Psicologia, Universidade de Lisboa (Portugal)
Professora Doutora Sibila Fernandes Magalhães Marques,
Professora Auxiliar Psicologia Social da Saúde, ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa (Portugal)
Professora Doutora Maria João Pinheiro Morais Gouveia,
Professora de Psicologia da Saúde, ISPA (Portugal)
Professora Doutora Sofia Marlene Marques Ramalho,
Investigadora em Psicologia da Saúde, Universidade do Minho (Portugal)
Professora Doutora Catarina de Oliveira Tomé Lopes Pires,
Professora de Psicologia, Universidade Autónoma de Lisboa (Portugal)
Professor Doutor Samuel Ginja,
Investigador Associado em Análise do Comportamento, Ulster University (Reino Unido)
Professora Doutora Isabel Alexandra de Figueiredo Falcão Correia,
Professora Psicologia Social e das Organizações, ISCTE- Instituto Universitário de Lisboa (Portugal)
Professora Doutora Marta Osório de Matos,
Investigadora Psicologia da Saúde, ISCTE Instituto Universitário de Lisboa/ CIS-Instituto Universitário de Lisboa (Portugal) 
Professora Doutora Christin-Melanie Vauclair,
Professora Psicologia Social e Cultural, ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa (Portugal)
Professor Doutor David Filipe Lourenço Rodrigues,
Investigador em Psicologia Social e da Saúde, ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa (Portugal)
Professora Doutora Sónia Marisa Pedroso Gonçalves Bogas,
Professora Psicologia do Trabalho, das Organizações e da Saúde Ocupacional, ISCSP-Universidade de Lisboa (Portugal)
Professora Doutora Ana Meireles,
Professora de Psicologia e investigadora na área da Psicologia da Saúde, Universidade Lusíada (Portugal)
Professor Doutor Rui Gaspar de Carvalho,
Professor Auxiliar de Psicologia (especialização em Psicologia Social) e de Comunicação em Saúde Pública, Universidade Católica Portuguesa (Portugal) 
Professor Doutor Ricardo José Martins Pinto,
Psicologia da Saúde - Diretor de Mestrado, Universidade Lusófona do Porto (Portugal)
Professor Doutor Pedro Miguel Silva Costa Afonso Teixeira,
Saúde das Populações, Professor Auxiliar, Escola de Medicina da Universidade do Minho (Portugal)
Professora Doutora Filipa Valente Teixeira,
Psicologia da Saúde, Investigadora Júnior, Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (Portugal)
Professora Doutora Rute Sofia Monteiro Sampaio,
Investigadora em Psicologia da Saúde, Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e CINTESIS (Portugal)
Professora Doutora Teresa Cristina da Cruz Fatela dos Santos,
Professora Psicologia Clínica e da Saúde, Universidade Europeia/ ISAMB, Universidade Lisboa (Portugal)
Professora Doutora Ana Bárbara Vicente Nazaré,
Psicologia da Saúde; Professora Universitária, Universidade Católica Portuguesa (Portugal)
Professor Doutor António Manuel Simões Pereira Duarte,
Professor Psicologia Educacional, Universidade de Lisboa (Portugal)
Professora Doutora Rita Mafalda Costa Francisco,
Professora de Psicologia do Bem estar e Promoção da Saúde; Diretora do Católica Research Centre for Psychological, Family and Social Wellbeing (CRC-W), Universidade Católica Portuguesa
Professor Doutor Cícero Roberto Pereira,
Investigador Associado, Universidade de Lisboa (Portugal)
Professora Doutora Ana Rita Oliveira Goes,
Professora de Promoção da Saúde, Escola Nacional de Saúde Pública (Portugal)
Professora Doutora Rute Sofia Monteiro Sampaio,
Investigadora (Psicologia da Saúde), Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e CINTESIS (Portugal)
Professora Doutora Ana Pinto Bastos,
Psicóloga Clínica e Investigadora Júnior, Escola de Psicologia, Universidade do Minho (Portugal)
Professora Doutora Ana Filipa Madeira,
Psicologia Social, Instituto Ciências Sociais (Portugal) 
Professora Doutora Ana Cristina Mateus Figueiredo,
Professora de Psicologia Social, Universidad Academia de Humanismo Cristiano (Chile)
Professor Doutor Manuel Carlos do Rosário Domingos,
Neuropsicologia e Psicoterapia, CHPL e Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa (Portugal)
Professor Doutor Paulo dos Santos Duarte Vitória,
Professor Auxiliar, Universidade da Beira Interior (Portugal)
Professor Doutor Luís André Pereira Veludo Filipe,
Psicologia Clínica, Instituto Politécnico de Leiria (Portugal)
Mestre Márcia Filipa Nazário Carvalho,
Investigadora doutoranda em Psicologia da Saúde, National University of Ireland Galway (Irlanda)
Mestre Carolina C. Silva,
Investigadora doutoranda em Psicologia da Saúde e Mudança Comportamental, Trinity College Dublin (Irlanda)
Mestre Jorge Eduardo Conde Encantado Paulo,
Investigador Assistente e Doutorando Psicologia da Saúde e Comportamento, ISPA- Instituto Universitário/ Faculdade de Motricidade Humana, Universidade de Lisboa (Portugal)
Mestre Ana Margarida de Barros Trovisqueira Baptista da Silva,
Investigadora em Psicologia da Saúde, Universidade do Minho (Portugal)
Mestre Sara Oliveira Quintela Martinho,
Investigadora doutoranda em Psicologia Social e da Saúde, ISCTE/CIS- Instituto Universitário de Lisboa (Portugal)
Mestre Eduardo Silva Reis,
Apelos aos Riscos para a Saúde, Estudante de Doutoramento, ISCTE-IUL/CIS-IUL (Portugal)
Mestre Ana Mafalda Gayou Lima Reis Esteves,
Investigação Psicologia Social e Comunitária, CIS-ISCTE-IUL; CES-UC (Portugal)
Mestre Tiago Filipe Ribeiro Ruas Maçarico,
Doutorando, Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa (Portugal)
Mestre Sofia Isabel da Silva Ribeiro,
Doutoranda em Psicologia da Saúde, Centro de Investigação e Intervenção Social do ISCTE- Instituto Universitário de Lisboa (Portugal)
Mestre Cláudia Sofia Perneta Camacho,
Doutoranda, Psicologia da Educação, Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa (Portugal)
Mestre Maria Margarida Pires da Costa Sequeira Antão,
Estudante de Doutoramento em Psicologia, Faculdade de Psicologia da UL (Portugal)
Mestre Ana Filipa Madeira Pegado,
Psicologia da Educação - Aluna de doutoramento, Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa (Portugal)
Mestre Pedro Miguel de Freitas Taborda,
Doutorando Psicologia Educação, Faculdade Psicologia Universidade de Lisboa (Portugal)
Mestre Patricia Celeste Reis Correia Santos,
Investigadora na área do trauma psicológico, Universidade do Minho (Portugal)
Mestre Ana Isabel Teixeira Vieira,
Investigadora em Psicologia Clínica, Universidade do Minho (Portugal)
Mestre Samuel Filipe Pereira Domingos,
Doutorando/Investigador; Psicologia Social, ISPA - Instituto Universitário (Portugal)
Mestre Gonçalo Filipe dos Santos Freitas,
Estudante de Doutoramento em Psicologia Social, Universidade de Lisboa - Instituto de Ciências Sociais & Faculdade de Psicologia (Portugal)
Mestre Bárbara Sofia Freitas Sousa de Castro,
Psicologia Clínica e da Saúde, Universidade Lusófona do Porto, Universidade do Minho (Portugal)
Mestre Rute Filipa Dinis de Sousa,
Psicologia, Directora Executiva unidade de I&D; gestora de Ciência, NOVA Medical School - Universidade Nova de Lisboa (Portugal)
Mestre Raquel Alexandra Ferreira Rosas,
Investigadora doutoranda em Psicologia da Saúde, William James Center for Research, ISPA - Instituto Universitário (Portugal)
Mestre Sónia Alexandra Ribeiro Esteves,
Técnica Superior Psicologia Educacional, Câmara Municipal de Lisboa
Mestre Luís Miguel Vaz de Carvalho,
Psicologia Clínica e da Saúde (coordenador do Gabinete de Psicologia da Polícia Marítima), Polícia Marítima, Autoridade Marítima Nacional
Mestre Jorge Manuel da Silva Ascenção,
Psicólogo clínico e da saúde, Associação portuguesa de doença Inflamatória Intestinal; clínica médica de Matosinhos ;clínica médica da Trofa; clínica da Lourinhã
Mestre Marta Isabel Franco Marchante,
Psicóloga educacional, Académico torres Vedras, CIPD - Lusíada Porto, Udij (Portugal)
Mestre Joana Cordeiro Bernardo Gonçalves,
Psicologia da Educação e da Orientação, Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa (Portugal)
Mestre Teresa Filomena Duarte Tavares Montano,
Psicologia Clínica e da Saúde, Psicologia Comunitária e Psicologia da Justiça. Coordenadora EPVA e de NACJR, ISS, IP, ACES, APPASSI 
Mestre Sónia Fernanda Barreiras Parreira Duque,
Psicóloga clínica e da saúde, Centro Catarina Lucas 
Dr. Raul António Soares de Melo,
Técnico Superior de Saúde - Ramo Psicologia Clínica, SICAD
Dra. Maria Alexandre Quarenta,
pós graduação na área do comportamento. Técnica superior de psicologia cm Lisboa, Câmara Municipal De Lisboa"

Fever Pitch - João & João... Espanha!

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Recuperar o que perdemos


"Não vale a pena lamentar o que já passou. É preciso olhar com exigência e firmeza para os desafios que o futuro reserva e ter um propósito em mente: o Benfica pretende recuperar os dois pontos perdidos ontem, diante do Nacional da Madeira, o mais rapidamente possível.
Não só os pontos perdidos, mas também uma série de características que a equipa vinha solidificando, como a qualidade, a consistência e a intensidade de jogo que foram colocadas em campo diante do Tondela e, igualmente, no Dragão.
Esse é um desígnio que a todos convoca após o apito final da partida de ontem, mas que – infelizmente, porque gostaríamos que fosse já! – só poderá ser colocado em marcha nas próximas jornadas, e, no imediato, com uma resposta concreta já na quinta-feira, ante o Belenenses, SAD, nos quartos de final da Taça de Portugal. Que a todos convoca e que de todos, estamos certos, vai merecer resposta.
Esta foi, provavelmente, uma das semanas mais difíceis vivida entre o plantel do Benfica, com sucessivos casos de covid a minarem a confiança de todos, a desfocarem daquilo que são objetivos imediatos – renovados de três em três dias, esta temporada –, a desconcentrarem e a baralharem as rotinas e as dinâmicas que são a argamassa do crescimento de qualquer grupo. Não são desculpas, é uma constatação. 
É igualmente uma constatação que o Benfica continua a ser o único dos candidatos ao título sem um único penálti assinalado a seu favor neste Campeonato, apesar das demais evidências em sentido contrário. E isso merece uma reflexão desapaixonada, sem as amarras típicas de uma justificação desesperada, a procurar encobrir um mau resultado. Não é isso que está em causa: sabemos porque falhámos e cientes estamos quanto ao que é premente melhorar. Contudo, cumpre-nos perguntar: há alguma lei não escrita que proíba um árbitro de validar um castigo máximo só porque é a favor do Benfica?"

A última sinfonia


"Rui Costa 'endurou as botas' com a camisola do clube do seu coração

Desde início, é-nos instruído o que fazer, que postura devemos ter e como vamos sentir-nos sempre que fazemos algo pela primeira vez. Contudo, nada nos é ensinado quando fazemos alguma coisa pela última vez. Se, numa estreia, há momentos que nem se chegam a guardar na memória com a ansiedade a sobrepor-se à perceção, numa despedida, retemos cada ação pela familiaridade de gestos a que dizemos adeus.
A 11 de Maio de 2008, o Estádio da Luz estava quase cheio para ver Rui Costa pela última vez conduzir a bola de cabeça levantada, numa elegância pura, dominar o esférico com uma facilidade que parecia arrogância por quem não domina dessa forma e rasgar as defesas contrárias com passes brilhantes, encontrando um 'buraco' que parecia não existir até então. O 'maestro' ia comandar a sua última sinfonia!
Frente ao Vitória de Setúbal, cada vez que Rui Costa tocava na bola o público aplaudia intensamente. O jogador retribuía com a entrega e fantasia de sempre. Aos 25 minutos, com um excelente cruzamento assistiu Katsoranis para inaugurar o marcador. Mas, continuava a faltar-lhe o golo, tentou inúmeras vezes, porém, sem sucesso. Na verdade, o 'maestro' não precisava do golo para assinalar a sua despedida, já tinha deixado a sua marca na história do futebol. Foi um dos jogadores que, pelo seu virtuosismo, transformaram espectadores em adeptos.
Aos 85 minutos, o placard eletrónico anunciou a saída do número 10, decretando o fim da carreira de um dos responsáveis pelo encanto deste desporto. Os adeptos levantaram-se e aplaudiram-no, enquanto o viam sair num registo completamente diferente do habitual: não era Rui Costa, era emoção. Todo ele era emoção! De braços levantados, retribuiu os aplausos, num momento arrepiante, sentia-se que quanto mais se aproximava da linha lateral mais pobre o futebol ficava.
Para os benfiquistas, apesar da vitória do Clube por 3-0, a sensação era de perda. Passados vários anos, o 'maestro' continua a comover-se com esse momento: 'não o escondo... há pouco quando me lembrei do último dia a lágrima ainda veio aos olhos'.
Recorde a carreira deste fantástico jogador ao serviço do Clube na área 23 - Inesquecíveis do Museu Benfica - Cosme Damião."

António Pinto, in O Benfica

Benfica FM #144 - Braga, Nacional...

Dormir à sombra do… segundo poste


"O Benfica teve mais um resultado negativo, o terceiro consecutivo, e empatou em casa com o Nacional de Luís Freire. Num jogo em que na primeira parte até parecia estar a correr bem para os homens de Jorge Jesus, a equipa sofreu o empate cedo na segunda parte, através de um lance de bola parada. Curiosamente, foi o terceiro golo consecutivo sofrido na sequência de uma bola parada, depois dos dois golos frente aos bracarenses na meia-final da Taça da Liga. Estes três golos tem todos algo em comum, e que merece uma reflexão. Primeiro, é impossível ignorar o contexto. Nestes dois jogos o Benfica atuou com alguns jogadores que não têm jogado tanto devido às inúmeras alterações provocadas por casos de COVID no plantel. Segundo, e aí já num lado mais técnico, todos estes golos ocorreram não no primeiro passe da bola parada, aquele que é mais trabalhado, mas sim na consequência das jogadas, onde é necessário muito trabalho e concentração para manter certos comportamentos e posicionamentos.
Estes três golos acabaram por ser explorados por superioridades criadas pelos adversários na zona do segundo poste, a zona mais difícil de controlar nestas segundas bolas porque requer não só atenção à bola, que está em movimento, mas também coordenação com os colegas a subir/descer a linha e vigiar os adversários que podem aparecer nas costas. Muito mais difícil do que parece, mas que deveria ser muito melhor executado pelos encarnados do que aquilo que tem sido. Deixamos então um vídeo com algumas das semelhanças e pontos fracos do Benfica neste tipo de lances, algo atípico nas equipas de Jorge Jesus."

Dificuldades? Até para o chuveirinho – curtas do Benfica vs. Nacional


"Os primeiros 15min mostraram um Benfica diferente. No entanto, o golo anestesiou a equipa, algo que só Cervi pareceu querer contrariar.
- O sistema tático do Benfica foi um segredo, até iniciar o encontro: Weigl novamente no meio-campo, com os encarnados a apresentarem-se no seu tradicional 4-4-2.
- Os comandados de Luís Freire organizaram-se em 4-3-3, com Nuno Borges atrás de Koziello e Francisco Ramos.
- O Benfica entrou bem. Se o jogo terminasse aos 15/20min, o foco destas curtas podia muito bem ser o crescimento do jogo exterior do Benfica. O lado esquerdo funcionou muito bem, com excelente combinações entre Cervi e Chiquinho, salpicadas com apoios de Darwin. Bolas no espaço, criação de superioridade numérica e alguns cruzamentos, que deixavam antever outro jogo.
- No lado contrário, João Ferreira um pouco mais desligado de Rafa, por este último não ser tão combinativo e preferir ser ele a acelerar em condução. Ainda assim, fica o registo de uma excelente jogada, na qual 19cm não permitiram a validação do golo.
- Ao contrário do que tem acontecido esta época, o Benfica parecia ter encontrado alternativas para ferir o adversário por fora. Contem-se as vezes que as águias ligaram por dentro, com Darwin e Seferovic (apesar destes serem dois pontas mais “virados para a frente”)… Nenhuma, ou perto disso! E mesmo assim, estavam a conseguir criar situações para acelerarem jogo por fora e ferir o Nacional da Madeira. 
- Após esse bom período até ao final do encontro, o Benfica mergulhou num mar de tédio, que lhe retirou a velocidade que ainda estava a imprimir. Mesmo com as substituições, Jorge Jesus não conseguiu mexer com o jogo – Pedrinho procurou menos o espaço exterior e na profundidade quando os laterais do Benfica tinha a bola, Pizzi por fora também “ajudou” a travar o jogo e a entrada do ainda desinspirado Taarabt não surtiu qualquer efeito.
- A lentidão de processos foi tanta que, nos segundos finais, nem o tradicional chuveirinho houve. Digo-o com ironia, mas… que importa se é “feio”, quando o tempo está a passar e a falta de ideias é tão gritante?!
- Em relação ao Nacional, sai da Luz com um ponto sem ter feito muito por isso. Todavia, olhando para o que fez o Benfica, chegou.
- Os madeirenses procuraram sair quase sempre longo no pontapé de baliza, não se expondo à eventual pressão alta do Benfica.
- Conseguiram travar a circulação do Benfica na sua primeira fase, com um dos interiores a ajudar Rochez a sair aos centrais.
- Chegaram ao golo num lance de bola parada, criando o perigo que praticamente nunca conseguiram em lance corrido.

Destaques individuais
Cervi – personificou tudo o que o Benfica não tem: jogo exterior, velocidade, agressividade e energia! Excelente primeira parte; caiu na segunda, com alguns passes errados, mas que nunca deram perigo, sendo que alguns deles ainda resultaram em lançamentos (ou seja, nem a posse perdeu). Pode não ser tão criativo com bola, mas tem condições técnicas e mentais para se tornar um bom lateral esquerdo no nosso campeonato. Para seu mal, Grimaldo acabará por ganhar o lugar, mais tarde ou mais cedo. 
Chiquinho – deliciosa aquela receção orientada no primeiro lance de perigo do Benfica. Combinou muito bem com Cervi enquanto esteve do lado esquerdo, apagando-se quando trocou de lado com Rafa. Caiu como o resto da equipa no segundo tempo."

Assalto à mão armada na Luz


"Algum benfiquista ouve alguma coisa? Algum protesto? Já saiu algum comunicado oficial sobre o que se tem passado sistematicamente? Os jogadores do SL Benfica entraram em campo, sequer?
Dirigentes?
Técnicos?
Jogadores?
Alguém se preocupa?
Exato. Todos conhecemos a resposta.
Temos o que merecemos."

Anos 90 em pleno século XXI


"Pior que isto só o silêncio conivente do Sport Lisboa e Benfica."

Fever Pitch - João & Markus... Alemanha!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Vermelhão: mais 2 pontos perdidos, em jogo que não devia ter sido realizado!

Benfica 1 - 1 Nacional


Voltámos a jogar pouco, a demonstrar carências nas bolas paradas defensivas, mas também na construção do jogo ofensivo, mas independentemente dos 10 jogadores infetados pelo Covid-19, jogámos o suficiente para vencer... Mas quando se falha golos de baliza aberta, não é fácil ganhar!!! Ainda por cima, com um relvado que desde do apito inicial inclinou quase na vertical: foram 3 penalty's, só mais 3 (na 15.ª jornada, ainda não 'ganhámos' um penalty!!!) e foram dezenas de decisões nas faltas e faltinhas, sempre contra... Sabendo da nossa fragilidade, a encomenda foi entregue a um dos maiores corruptos a apitar em Portugal, e ele de 'incompetente' tem pouco!!!l

Por acaso, até entrámos bem no jogo, os primeiros minutos foram bons, marcámos dois golos, um deles anulado após prolongada escolha de um frame que indicasse fora-de-jogo (foram 3 minutos!!!). Mas após o 1-0, reduzimos a velocidade e a pressão, e permitimos ao Nacional que subisse... Além disso deixámos praticamente de chegar com perigo à baliza adversária!
O 2.º tempo começa com o golo do empate, ficámos com bastante tempo para retificar, mas com o jogo constantemente parado, nunca conseguimos sufocar o Nacional, demonstrando sempre muita timidez no remate!

Hoje o Luca teria sido fundamental, foi notória a incapacidade dos avançados em segurar a bola entre-linhas, a entrada do Gonçalo melhorou nesse aspecto, mas falta-nos um avançado estilo Jonas ou Félix... Uma nota para o Cervi que nestes últimos dois jogos, foi um dos melhores, numa posição nova para ele...

A realização deste jogo é a prova cabal que contra o Benfica vale tudo!!! São 30 pessoas infetadas com Covid, 10 dos quais jogadores! Quando as indicações desde o início de época, eram de no máximo 7 jogadores infetados para adiar as partidas... Mas 'contra' o Benfica, as regras não contam!!! Depois do empate em São Miguel, são 4 pontos perdidos pelo Benfica em pleno surto de Covid, sendo que curiosamente os dois surtos, foram imediatamente a seguir a jogos contra os Corruptos!!! Só numa república das bananas, algo deste género passa impune...

Mais uma vez, dois pontos a fugirem, nos descontos!!

Corruptos B 1 - 1 Benfica B


Terceira jornada consecutiva onde concedemos o empate nos descontos... e desta vez, o adversário estava reduzido a 10 !!!
Um jogo onde ficou claro que temos melhores jogadores, mas do outro lado, joga-se com mais 'raiva' e como têm autorização para meter o pé a tudo o que mexe, o empate até pode parecer justo, mas depois de chegarmos à vantagem, não se podia sofrer aquele golo daquela forma...

Vencer a "tempestade"


"Independentemente das circunstâncias, por adversas que possam ser, o nosso objetivo passa sempre por triunfar. Esta tarde, às 17 horas, na Luz, com o Nacional para a Liga NOS, não será diferente.
Neste momento faltam-nos dez jogadores devido à Covid-19 (além de toda a equipa técnica, com exceção de Jorge Jesus, e vários elementos do staff de apoio), o que limita as opções do nosso treinador e condicionou a preparação da equipa para a partida. Mas se as ausências representam um forte constrangimento, não menos verdade é que se tratam, simultaneamente, de oportunidades para outros atletas.
"Temos de trabalhar com os jogadores que temos", começou por afirmar o nosso treinador, prosseguindo com o justo reconhecimento da qualidade de todos os que compõem o plantel benfiquista, o que por si só justifica que os níveis de confiança elevados sejam mantidos. Deles se espera que deem "o melhor de si, por eles e pelos colegas que estão em casa", conforme notou Jorge Jesus. E se forem capazes de fazê-lo, não duvidamos que estaremos mais próximos do triunfo. Esta é a nossa realidade, é a ela que temos de nos adaptar.
Não escondemos, no entanto, a nossa pretensão de adiamento da partida, à qual o Nacional, legitimamente, entendeu que não deveria aceder. Fica registado, esperando nós agora que, doravante, quaisquer outros jogos das provas disputadas sob a tutela da Liga Portugal só sejam adiados nos casos regularmente previstos, isto é, no que concerne a surtos de Covid-19, se um clube não dispuser de um mínimo de sete jogadores aptos a jogar.
Resta-nos desejar que vençamos o Nacional esta tarde, no dia do 79.º aniversário do nascimento de Eusébio, que infelizmente nos deixou já há sete anos e por quem sentimos enorme saudade. 
Acreditamos muito no potencial da nossa equipa e estamos convictos de que, com raça, querer e ambição, conseguiremos somar mais três pontos. Sairemos mais fortes desta "tempestade"!
De Todos Um, o Benfica!

P.S.: Foram várias as nossas equipas em ação neste fim de semana, com vários triunfos registados. Destacamos o voleibol, que saiu vitorioso de dois embates de elevado grau de dificuldade (3-0 ao Espinho e 1-3 no reduto do Castêlo da Maia), e o hóquei em patins, que foi a Alvalade em busca do triunfo e alcançou-o, batendo o Sporting por 4-5."

Dono...


"O CD Nacional que aceitou adiar o jogo com o Vitória SC devido a 6 casos Covid, é o mesmo que agora recusa adiar o jogo frente ao SL Benfica que conta com um surto de 28 elementos, dos quais 10 atletas.
O dono #portoaocolo, aplaude. E a Liga Portugal assobia para o lado."

Domínios!!!


"Vemos toda a gente indignado com a recusa do Nacional em adiar o jogo de amanhã. E com razão. No entanto, está tudo a esquecer-se que quem medeia este tema é a Liga. Foi a Liga que pressionou o Nacional no sentido de adiar o jogo com o Guimarães que tinha apenas 7 infectados. Agora a Liga fez...nada. Foi isto: "O Nacional não aceita adiar o jogo, lamentamos". Isto vai muito para além do Nacional...mas mesmo muito! E vai sempre desaguar no mesmo: no completo domínio das instituições desportivas pelo Calor da Noite e Cashball. Completo!
Luis Filipe Vieira é um fantoche neste momento e neste contexto. Podem continuar a insultar-nos. Nos próximos 4 anos o Benfica vai ganhar ZERO com Luis Filipe Vieira a escudar-se no Benfica ao invés de lutar pelo Benfica."

Um minuto de silêncio pela Liga Portugal



"Manuel Mota, que viu o seu estabelecimento ser novamente vandalizado, tem como prémio a nomeação para o Farense - FC Porto, amanhã, às 20:15 horas. Estará, seguramente, de cabeça limpa e sem qualquer condicionamento.


Hélder Malheiro, que ainda recentemente ajudou o FC Porto a passar em Guimarães (ao não expulsar Romario Baró, aos 30 minutos), é nomeado para VAR.

Siga a orquestra."