Últimas indefectivações

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Museu do Benfica em casa

"As portas estão fechadas ao público, mas o Museu Benfica Cosme Damião não pára.
A vocação do Sport Lisboa e Benfica é essencialmente desportiva, mas há outras vertentes a que o nosso clube se dedica como, por exemplo, a promoção cultural, tendo aqui o nosso museu um papel fundamental.
A missão do Museu Benfica Cosme Damião é preservar, valorizar e difundir o património cultural do Clube através da sua conservação, investigação, interpretação e comunicação, bem como de outras acções de cariz pedagógico e cultural.
Não obstante as limitações derivadas do surto de coronavírus, o nosso museu e todos os departamentos a ele afectos persistem no cumprimento da sua missão, aproveitando os meios disponíveis online para comunicarem com o seu público, nomeadamente os benfiquistas.
Entre as acções empreendidas consta o projecto #MuseuBenficaEmCasa. Trata-se de uma iniciativa que promove a disponibilização de materiais e actividades para toda a família no site do museu. 
Assim, estão disponíveis, para download, materiais construídos pelo serviço educativo do museu como, por exemplo, troféus, bolas de futebol, camisolas 3D, entre muitos outros objectos.
A iniciativa poderia ser exclusivamente dedicada às faixas etárias mais jovens, mas optou-se por alargar o leque de destinatários. Além de desenhos para colorir e máscaras que se podem recortar e usar das mais variadas formas, foram ainda disponibilizados, e continuarão a ser, artigos da secção do Património Cultural publicados no jornal O Benfica. Neles constam várias histórias ligadas ao Clube e ao dia a dia do museu e de todos os que trabalham em prol da Direcção de Património Cultural do Sport Lisboa e Benfica.
Adicionalmente, nas redes sociais do museu, estão a ser publicados conteúdos que apelam às boas práticas de higiene e saúde mostrando, simultaneamente, o acervo do Clube ou fazendo uma ligação à nossa realidade. Por exemplo, sugerindo que se cante o "Ser Benfiquista" enquanto se lava as mãos para que se cumpram os 20/30 segundos recomendados pelas autoridades da Saúde.
Estes conteúdos têm merecido enorme atenção por parte dos seguidores do Museu Benfica Cosme Damião nas redes sociais, cumprindo assim o museu a sua dupla intenção nesta iniciativa, a da promoção cultural e a da contribuição para a prevenção e mitigação da propagação do coronavírus.
#fiqueemcasa"

Reconhecer...




Seferovic solidário...

Benfica de Quarentena #40 - Roberto Purificação

Limitação de mandatos, não apertar pescoços em AGs e o fim das cheerleaders: 10 desejos dos benfiquistas para o futuro

"Quarentena, dia 534. Ainda não aprendi a fazer pão. A família continua a tolerar a minha presença, apesar do humor de cão. Minudências que antes me incomodavam são agora frágeis memórias, embirrações sem qualquer nexo. Quero lá saber o que vem primeiro, se os cereais se o vinho. A mente vai sofrendo o desgaste natural de uma clausura forçada e da avalanche de informação. Sinais promissores de uma vacina pela manhã, um autarca furibundo à hora do almoço, dezoito marcas de margarina, carros, anti-histamínicos, leite e créditos de consumo que garantem estar ao meu lado e que vai ficar tudo bem, apesar de todos sabermos o que dizem as letrinhas pequenas do prospecto.
Os meus filhos mostram uma evolução positiva ao nível da coordenação motora e da capacidade de me tirarem do sério. Um deles já lê, o outro sabe chegar à comida. Aos poucos começam a sair do ninho. Decidi que vou passar menos tempo com eles em 2021, mas tudo farei até lá para os preparar. Vamos aproveitar a tele-escola para que ambos completem a 4ª classe até ao final deste mês. Se a quarentena se prolongar, são meninos para terminar a licenciatura em dezembro. Em breve, serão mais dois a contribuir para a recuperação da economia enquanto gastam copiosamente o seu primeiro salário pago em escudos.
Mas vocês querem é saber de futebol e afins. Pois bem. O Benfica continua a salvar vidas. Já o fazia através do seu futebol, agora fá-lo doando mais equipamentos ao SNS do que meio país junto. Não que eu esteja a contar, mas este campeonato já ganhámos. Com tanta vitória moral neste país, permitam-me que celebre esta. Quanto à outra competição, sinceramente já não me lembro em que lugar íamos, nem sei se interessa. Mas tropecei numa coisa gira por estas dias. O grande benfiquista José Rosário, emissário do clube em Inglaterra, lembrou-se de colocar uma série de 10 questões ao universo benfiquista e a resposta não se fez esperar. A coisa espalhou-se nos meios digitais e mais de 1000 pessoa responderam. O José não só teve a amabilidade de partilhar os resultados com todos os que participaram como aceitou enviar os resultados do inquérito a pessoas como eu, que estaria inebriado no momento em que fui convidado a responder.
Os temas são muitos - apoio aos sócios, estatutos, futebol, modalidades, assembleia geral, bilhética, btw, etc. Não conseguirei falar-vos de tudo, mas o estudo está aqui, caso o queiram descarregar. Vale mesmo a pena. Escolhi as respostas que considerei mais interessantes, por motivos que explico abaixo.

1. Volta Comboio à Benfica
92% dos inquiridos deseja o regresso do Comboio Benfica, a parceria com a CP que permitia aos melhores adeptos do mundo dirigirem-se confortavelmente e em grupo para o Estádio da Luz em dia de jogo. Há muito tempo que constatamos que o Benfica tem melhor apoio fora de casa, seja pelos que saem de Lisboa para apoiar seja onde for, seja porque o Benfica é esta coisa enorme que está em maioria onde quer que esteja. Seja como for, poucas coisas me parecem mais importantes do que garantir a presença destes adeptos responsáveis por tantos pontos conquistados ao longo dos anos. Da maneira que isto está, talvez a melhor solução seja comprarmos a CP.

2. Limitação de Mandatos
As questões estatutária não foram ignoradas pelos adeptos, em especial uma ideia de eternização no cargo que é comum no poder em Portugal, mas que talvez fosse bom revisitar. Cerca de dois terços dos inquiridos concordam com uma limitação ao número de mandatos e com uma revisão da exigência do número de anos de sócio para presidir aos órgãos sociais. Assino já por baixo. Juntar-lhe-ia a importância de remunerarmos os cargos, proposta que também mereceu a concordância de metade dos inquiridos, que mais seriam se o tema fosse discutido publicamente com a importância que tem. Lá chegaremos, inevitavelmente.

3. Esqueçam Lá o Novo Emblema (por enquanto)
Esta é uma das minhas discussões favoritas e uma das que eu sei que está condenada à partida. Sendo eu alguém que ganha a vida a trabalhar na área do marketing, tenho algumas opiniões fortes sobre temas como marcas, design, e outras mariquices do género. Não obstante, também sei que os benfiquistas não estão para isso. Mais de metade dos adeptos recusa-se a fazer alterações ao emblema. No entanto, 40% admitem uma modernização do emblema. Ou seja, com algum trabalho, é possível que uma boa proposta de actualização da marca passe numa AG. Aqui entre nós, acho que poderia ser positivo.

4. Assembleias Gerais ao Fim de Semana
95% dos adeptos pedem que as assembleias gerais do clube se realizem ao fim de semana e uma percentagem muito próxima solicita a acta da AG até 30 dias depois da sua realização, para não parecer uma daquelas reuniões na empresa em que a única decisão tomada é marcar uma nova reunião. Parece-me legítimo. Já agora, cerca de 100% dos inquiridos preferiam que não se apertassem pescoços durante a realização das AGs. Esta questão não foi colocada no inquérito, mas vão por mim.

5. Melhorar o Sistema de Compra dos Bilhetes
Perto de 90% dos inquiridos concorda com esta proposta. Se eu recebesse um euro por cada pessoa que já vi a relatar dificuldades na compra de bilhetes online, comprava o Sporting.

6. Dia da Criança no Estádio
Mais de 83% dos inquiridos gostaria de celebrar o dia da criança no estádio. Nada mais justo. Eu concordo, até porque considero que a principal criança a ser beneficiada por esta proposta deva ser eu. Não sei se a Sagres quererá patrocinar esta festa do dia da criança, mas fica a ideia.

7. Acabem Com as Cheerleaders
Apenas 30% dos sócios que responderam ao inquérito consideram que se deve continuar a lançar estas meninas em campo. Eu cá gostaria muito de saber por que raio é que nos lembrámos de criar uma equipa de cheerleaders em 2019. É uma ideia, como dizê-lo, algo troglodita. E não devia ser necessário explicar isto, como aliás parecem dizer os adeptos do clube. Apenas 6% dos inquiridos são mulheres e isso não impediu a malta de dar a resposta certa. Vejam lá isso.

8. O Inferno da Luz Não Se Explica, Sente-se
Mais de 86% dos inquiridos concorda com a criação de uma campanha nas redes sociais que demonstre o inferno da Luz. Não percebo se a ideia é convocar mais pessoas a participarem no dito inferno ou se parte dos adeptos quer de facto ver provas da sua existência. É que de inferno a Luz por vezes tem poucochinho. Os assobios a jogadores ou os adeptos que abandonam a bancada aos 80 minutos são infernais, sem dúvida, mas para os nossos.

9. Dêem Um Desconto à Malta
Mais de 90% dos associados gostaria de ter um desconto na mensalidade da BTV. Talvez fosse porreiro aproveitar a deixa desta crise, que se avizinha longa, e tornar esta uma medida de um stimulus package benfiquista. Os mais carenciados não são menos benfiquistas do que os outros, e agradeceriam.

10. Estatutos, Estatutos, Estatutos
O tema considerado mais importante para a globalidade dos inquiridos. Dá que pensar, não acham? Eu diria que não custa perceber porquê, mas teremos oportunidade de voltar a este tema. Agora é tempo de voltar ao meu estado semi-hibernação. São 11 e meia da manhã, ou, como costumo dizer aos meus filhos neste período de quarentena, whisky o’ clock. Até logo, amigos!"

Portugal 3-0 Alemanha, Euro’2000. Entschuldigung, por acaso sabes quem é o Capucho?

"O último jogo da fase de grupos do Grupo da Morte do Campeonato da Europa foi um massacre emocional: Portugal apresentou a equipa B e a equipa C, trocou de guarda-redes e ganhou 3-0 à Alemanha numa exibição épica. E o autor do texto estava lá, na bancada, como adepto.

Decidimos poupar uns trocos e ganhar outros. Alguns de nós distribuíram publicidade porta a porta, janela de carro a janela de carro, em Carnaxide e no Rato e sítios que a memória não reteve; outros não sei bem o que fizeram para fazer mais algum.
Eu fui um dos panfletários e também um dos poupados, e ainda juntei um prémio de um concurso local de piano para um dia poder olhar para trás e dizer que fui ao Euro’2000 às minhas custas. Só que esta emancipação orgulhosa de pré-assalariado foi travada no Portugal 2-0 Turquia: aquele em que o Baía defendeu inesperadamente um penálti e o Figo (não) fez uma falta sobre o Alpay para o golo do Nuno Gomes; o jogo que nos levou para as meias-finais de uma fase final.
Ora, isto implicou comprar mais um bilhete para o jogo, mais bilhetes de comboio de ida e volta da Holanda para a Bélgica, e mais comes e mais bebes – e um telefonema para casa.
Mas isto não é sobre o França - Portugal, em que estávamos – eu, o Roseiro, o Bernardo, o Lima e o André – exactamente atrás da baliza do Baía quando o Abel Xavier entrou desgraçadamente para a história do futebol português. Também não é sobre o Inglaterra 2-3 Portugal, porque havia exames de Faculdade em Lisboa para prestar, nem sobre o Roménia 0-1 Portugal, em que amaldiçoámos e a seguir santificámos o Humberto Coelho pelo seu movimento de xadrezista da Escola Soviética. Para quem não se lembra, a minutos do fim, o Humberto lançou o engodo e nós e os romenos caímos na trapaça: trocou um médio ofensivo (Rui Costa) por um trinco (Costinha) e ganhou o jogo com um golo deste.
Um golpe de génio.
O “O Meu Jogo” é, então, o que sobra dessa epopeia lusitana, o Portugal 3-0 Alemanha da terceira jornada do verdadeiro Grupo da Morte ao qual a selecção chegou liberta de quaisquer sobressaltos de última hora, com todos os ângulos cobertos, serenamente acomodada ao estatuto grande-surpresa-do-Europeu.
Acontecesse o que acontecesse, Portugal acabaria o grupo A em primeiro lugar e eu vesti uma t-shirt que dizia “Second Place is the First Loser” durante a longa caminhada em Roterdão até ao De Kuijp, do Feyenoord. Antes de entrarmos, trocámos umas palavrinhas num fast food com uns quantos adeptos alemães germanicamente seguros de um triunfo contra os portugueses e de um resultado alheio favorável no Inglaterra - Roménia.
Eles lá nos falaram no Jancker, no Kirsten, no Hassler, no Mathäus, discorrendo todos aqueles apelidos formidáveis de uma aristocracia envelhecida e falida, efabulando virtudes da Mannschaft; às tantas, lançámos uma pergunta irrespondível: 
– Desculpem lá, vocês conhecem o Capucho?
– Quem?
Era previsível que o genial Humberto fosse mexer na equipa, para poupar músculos e dar minutos a outros, e a nossa bazófia era olímpica, indestrutível e irresistível a qualquer contra-argumentação, por mais sensata que fosse. Portugal iria jogar com a equipa B, com o Capucho a titular, e ia ganhar à Alemanha.
– Esperem que já vão ver.
Acertámos em tudo – o Capucho jogou e Portugal ganhou por 3-0, golos de Sérgio Conceição – menos na letra do abecedário, pois o genial Humberto apresentou a equipa C e lá para o fim ainda trocou de guarda-redes, para dar um cheirinho ao Quim, infligindo a inimaginável humilhação aos alemães.
Foi um massacre emocional e nós lá dentro do De Kujp, com a abóboda fechada e um calor dos diabos, ombro com ombro com outros patrícios a gritar “Auf Wiedersehen” e a entoar “A Portuguesa” aos adeptos alemães, grandes como árvores, que aceitaram a derrota e aplaudiram Portugal enquanto saíam de cena conservando alguma dignidade.
E assim foi:
Portugal 3-0 Alemanha, 20 de Junho de 2000
Portugal: Pedro Espinha (Quim, 90’), Beto, Jorge Costa, Fernando Couto e Rui Jorge; Costinha, Paulo Sousa; Capucho (Vidigal, 71’), Sá Pinto e Sérgio Conceição; Pauleta (Nuno Gomes, 67’). 
Alemanha: Kahn; Rehmer, Nowotny e Linke; Scholl (Hassler, 60’), Hamann , Matthäus, Balack (Rink, 45’) e Deisler; Bode e Jancker (Kirsten, 69’)
Golos: Sérgio Conceição (35’, 54’, 71’)"

A embrulhada

"A contratação de Rúben Amorim promete tornar-se num caso que, aliás, começou logo no momento do anúncio da sua contratação.

O Sporting meteu-se numa embrulhada da qual vai ter alguma dificuldade em sair. A contratação de Rúben Amorim promete tornar-se num caso que, aliás, começou logo no momento do anúncio da sua contratação.
Não obstante os reconhecidos sucessos alcançados à frente da equipa do Sporting de Braga, a verdade é que a inexperiência do técnico e sobretudo a ausência de uma carta de alforria que pudesse ser olhada sem desconfianças, lançaram sobre a família leonina uma enorme onda de perplexidade que rapidamente se transformou em grito de protesto.
É que impressionaram sobretudo os números chegados à praça pública relativos a uma transferência que, como se não bastasse, também estava envolvida em polémica entre as direcções dos clubes de Alvalade e da Pedreira.
De facto, chamar para os seus quadros um funcionário com custos elevados a dez milhões de euros, e juntando-lhes uma soberba remuneração anual, dois milhões e meio de euros, tornou estridentes os gritos de protestos dos adeptos, e de espanto de muitos que não gastam da loja verde e branca.
A chegada de uma pandemia, que transformou por completo a vida dos portugueses, parecia ter entretanto chutado para canto a discussão à volta de contratação tão discutível: o futebol parou, os leões atravessavam finalmente um período sem conhecer derrotas, e só envergonhadamente alguns discutiam acerca do que se poderá passar a seguir.
Eis que entretanto, o Sporting volta a ser cabeça de cartaz acusado de não ter pago em tempo devido aquilo com que se havia comprometido quando fechou o negócio com os minhotos.
António Salvador reclama a quantia que lhe é devida, enquanto Frederico Varandas, ou alguém por ele, afirma peremptoriamente que só pagará lá mais para a frente, invocando aspectos que sustenta como legais face à conjuntura que atravessamos.
Seja como for os responsáveis leoninos não ficam bem nesta fotografia, e a pandemia não justifica tudo. Daí que este seja mais um acto de gestão alvo de muitas críticas, com consequências difíceis de adivinhar, e mais um rombo num casco já muito fustigado noutros momentos em que o caminho escolhido não terá sido o mais recomendável.
Se os dirigentes do Sporting não tinham dinheiro para levar por diante uma operação de tal envergadura, ou se estavam a contar com ovos que afinal a galinha não pôs, deveriam ter avaliado tudo aquilo que poderia acontecer a seguir.
É que este é, e vai ser cada vez menos, o tempo dos milagreiros. Ou, por outras palavras, como dizia em tempos o falecido jornalista Neves de Sousa, “quem não tem competência, não se estabelece”."

P & R - Artur Moares...

O meu marido disse que eu estava maluca mas encomendei 1,5 km de elástico para coser cógulas

"Quando, no dia 11 de Março de 2020, vi o que nos esperava, começou o nosso isolamento voluntário. Com os nossos dois filhos, o Bartolomeu, de quatro anos, e a Carolina, de quatro meses, rumámos directamente para a casa de campo dos meus sogros. Sei que sou uma sortuda por ter esta oportunidade. Temos jardim e espaço exterior, onde foi possível improvisar o meu ginásio.
Passados uns dias, e depois de nos adaptarmos a esta nova fase, fui acompanhando as notícias do nosso país. Uma coisa que me chamou a atenção foi a falta de protecção dos profissionais de saúde. Os que nos salvam estão em risco. E isto é grave, muito grave. Existem ambulâncias do INEM que não podem sair por falta de material. Saber que podemos correr o risco de não haver profissionais para nos assistir se um de nós precisar de assistência num acidente vulgar do dia-a-dia…
Como não consigo ficar parada a olhar, tentei ver como poderia ser útil neste momento que atravessamos.
Quando tinha oito anos aprendi a costurar com a minha avó. Lembro-me do primeiro projecto que concretizei, um simples saco de pano, que ainda hoje utilizo. E desde então fui desenvolvendo os meus “skills” de costureira em várias áreas, inclusive nos barcos. Mas, neste momento, temos de estar em terra firme, e troquei o barco pela máquina de costura.
Entre amigos e familiares médicos fui percebendo quais as maiores necessidades de material de protecção. São as Cógulas. Não fazia ideia do que era isto, mas ao dia de hoje fazem parte da minha rotina diária. Pesquisei, perguntei e comecei o processo de produção com a minha sogra, que também tem uma máquina de costura. O primeiro pedido foi para o Hospital Santa Maria em Lisboa. Os pedidos de ajuda continuavam a chegar. E eu queria chegar a mais hospitais e ajudar mais profissionais de saúde.
Percebi o ritmo de produção e arrisquei. Encomendei um rolo (maior do que eu) de material apropriado certificado pelos médicos. O meu marido disse que eu estava maluca. Se calhar, um bocado, mas acredito que todos os grandes projectos têm uma pitada de loucura. O próximo passo seria perceber se a solidariedade das pessoas também estava em quarentena ou não, de maneira a contribuírem nestas despesas de material. É que isto não é como ir comprar uma saca de batatas: 225 metros ainda dão luta, e ainda faltava encomendar o elástico.
Lancei o desafio nas redes sociais, e tenho a dizer-vos que nós portugueses somos os maiores. Sentir o apoio e contribuição de todos não tem preço. Obrigada, Portugal!
Lá encomendei (só?) 1,5km de elástico que faltava para podermos fabricar as tão precisadas cógulas. Prevemos entregar mais de mil cógulas aos nossos profissionais de saúde.
Ao dia de hoje temos neste projecto dez costureiras incríveis que nos permitem aumentar o ritmo de produção, tal como pessoas a ajudar na logística de recolha e distribuição. Temos também delineado um planeamento para fazer a distribuição por todo o país: norte, centro e sul do país.
Esta cooperação de todos é fundamental. Sozinha eu não ia chegar tão longe. Este é um projecto de todos e para todos.
A nível pessoal tem sido sem dúvida um desafio diário. Gerir duas crianças, treino físico, e costurar. Mas o desporto ensinou-me que, com disciplina, tudo se consegue!"

Benfiquismo (MDIV)

Voar alto...!!!

Bola da Noite...

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Hino...

Não vá. Telefone! - Weigl

Golo: Mitroglou...

Nuno 'Sherran' Tavares

Jardel & Ferro... Fun...

O exemplo das Casas

"Face aos impactos tremendos que esta crise está a ter em todos os sectores de actividade, naturalmente, uma das prioridades do Clube está no acompanhamento atento e diário da situação de todas e de cada uma das nossas Casas do Benfica.
Ajudando-as a procurar as melhores soluções e os apoios que necessitem para conseguirem ultrapassar esta fase e para, logo e nas circunstâncias possíveis, retomarem a sua actividade.
É nas fases difíceis que melhor se afere a força das instituições e o Sport Lisboa e Benfica, nesta que vivemos, tem estado à altura da sua enorme responsabilidade social, através da promoção, nas suas várias vertentes, de um conjunto de iniciativas que, mais que dignificar o Clube, ajudam a mitigar as consequências da pandemia na sociedade portuguesa.
Um dos pilares fundamentais deste posicionamento e intervenção do Clube que muito nos orgulham são as Casas do Benfica.
Independentemente das dificuldades inerentes ao momento que vivemos, às quais, inevitavelmente, as Casas do Benfica não são imunes, tem sido notável a sua capacidade de mobilização em torno do auxílio a quem mais precisa e a quem está na linha da frente deste combate.
Por exemplo, o Sport Vila Real e Benfica impressionou pela celeridade com que procedeu à entrega de viseiras de protecção ao município em que está sediado; em Moura, os bombeiros receberam material para utilização no combate à pandemia; em Algueirão–Mem Martins, a nossa Casa fornece refeições a bombeiros e a profissionais de saúde; na Murtosa foram feitos donativos aos bombeiros locais; a Casa do Benfica no Porto está a proceder à recolha de vestuário e alimentos para entrega à instituição Coração da Cidade; em Vila Real de Santo António e em Marco de Canaveses está a ser levado a cabo um projecto de reciclagem de computadores de forma a se suprir as necessidades de alunos agora obrigatoriamente em regime de ensino à distância; e, finalmente, em Ovar, aproveitando os fundos de tesouraria da Casa, os responsáveis entraram em contacto com o hospital local, questionaram sobre o que era mais necessário, compraram o material de protecção requerido e entregaram-no para colmatar as necessidades identificadas.
A génese das Casas do Benfica, filiais e delegações já remonta à primeira década de existência do Sport Lisboa e Benfica, e têm conhecido diversas fases na sua expansão e desenvolvimento, os quais conheceram notória aceleração com as presidências de Luís Filipe Vieira, passando as Casas a serem encaradas como fundamentais para o crescimento e sustentabilidade do Clube.
No presente está a ser implementado um novo conceito, as Casas 2.0, cujo projecto-piloto arrancará em Santarém. O carácter inovador deste projecto, que, além de servir o Clube, apoia as comunidades locais e cria postos de trabalho, mereceu a atenção da Universidade Católica, passando a ser um caso de estudo no âmbito do plano curricular (licenciatura em Gestão) da Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais.
Trata-se, mais uma vez, do reconhecimento dos méritos de um projecto com a marca Benfica, logo vencedor!"

Benfica de Quarentena #39 - Valdo

Valdo marca um golaço na Luz




"Golão de Valdo ao Académico de Viseu para a 5ª jornada do Campeonato 1988/89. O Glorioso venceu o jogo por 4-0."

Benfica de Quarentena #38 - Trabal