Últimas indefectivações

domingo, 2 de março de 2025

Fora de jogo: um centímetro é um centímetro


"O International Board vota neste sábado possíveis alterações com o fora de jogo a poder mudar; o que não vai mudar é que o futebol continuará a ser decidido por centímetros

O VAR chegou a Portugal em maio de 2017. Quase oito anos depois, continua a gerar a mesma confusão. O desconhecimento dos adeptos ainda é imenso, o que significa que as explicações têm sido insuficientes e quando existem são «desviadas» por indivíduos pouco interessados em esclarecer e muito interessados em arranjar álibis.
A confusão e o desconhecimento não são apenas realidade portuguesa, porque se perguntarem a qualquer adepto por esse mundo fora quantas leis tem o futebol talvez não obtenham a resposta. Eu, por exemplo, recuso-me a discutir arbitragem com quem não sabe.
Portugal foi dos primeiros países a introduzir o VAR, dos primeiros a colocar linhas de fora de jogo e pioneiro também na comunicação dos árbitros ao público no estádio. Também é um país onde um jogo termina e existem programas de arbitragem logo a seguir aos principais clubes estarem em campo e vários comentadores especializados. E mesmo assim, o público continua sem perceber em que ocasiões o VAR pode intervir, como são postas linhas, porque existem telemóveis para comunicar com a Cidade do Futebol, câmaras em postes e que os árbitros têm todas as imagens disponíveis e não apenas aquelas que o realizador de determinado canal mostrou em determinada transmissão. Se o público não entende, a culpa não é do público. É de uma indústria que procura culpados, quando ninguém está inocente, de um futebol em que os intérpretes buscam demasiadas vezes o direito a um golo ilegal.
Neste sábado, o International Board vota sobre alterações às Leis do Jogo. Atrevo-me a dizer que a mais significativa é a possível mudança no fora de jogo. Uma alteração que não tem por base melhorar o jogo – ainda que possa muito bem haver questões estratégicas a rever -, mas sim tentar acabar com a discussão. A tecnologia já tem ajudado, mas ainda está dependente de qual se compra - os grafismos da Liga dos Campeões são mais esclarecedores e geram mais confiança que as linhas da Liga portuguesa – e ela vai continuar a ser fundamental para esclarecer pessoas. Esta mudança, porém, pode cair em saco roto, porque um frame continuará a ser um frame e um jogador estará totalmente adiantado, sem nenhuma parte do seu corpo a intercetar uma linha com um defesa, dependendo de quando a bola parte – lá está, o frame…
O futebol continuará a ser um jogo de centímetros. E com esta ou outra regra de offside, se estiver um centímetro em fora de jogo estará um centímetro em fora de jogo.
As Leis do futebol são 17."

Júlio César descobre craques via IA


"Júlio César, tricampeão no Benfica, agora usa a Inteligência Artificial (IA) para descobrir novos talentos do futebol.
O ex-guarda-redes, ao lado de outro internacional brasileiro, Luiz Gustavo, ainda atleta do São Paulo, é embaixador do CUJU, uma aplicação que pretende revelar o primeiro futebolista com base no último grito da tecnologia e, segundo o site oficial, distribuir prémios e apresentar os melhores a um batalhão de olheiros.
Na primeira etapa, em Florianópolis, no sul do Brasil, o CUJU, operado 100 por cento por IA, dividiu dezenas de pretendentes a craque em quartetos ao longo de partidas de nove minutos, com fase de grupos, meias-finais e final, separados por categorias etárias e por géneros.
Decore estes nomes: João Vítor Xavier, Kauã Caetano, Pedro Gil, Kailan Meller, Nauã Gabriel e Ryan Granja, nos rapazes, e Amanda Gabrielly, Marina Gil e Larissa Prudêncio, nas meninas, já estão apurados para a próxima fase da competição.
Seguem-se etapas noutras praças do Brasil, como Blumenau e Joinville, também na região sul, até em junho 60 miúdos e 30 miúdas terem a oportunidade de disputar a finalíssima, em Itajaí, a casa do clube profissional Barra FC — a finalíssima é A Jornada. «A tecnologia chegou para nos ajudar», disse Julio Cesar, hoje com 45 anos.
«A iniciativa do CUJU é muito interessante, a plataforma consegue identificar os melhores talentos com o uso da IA mas a fase presencial também é importante para testar não só a qualidade técnica mas o desempenho físico e mental dos meninos», acrescentou.
Julio Cesar, que foi convocado para três mundiais pelos canarinhos (não chegou a entrar em campo, em 2006, mas foi titular em 2010 e 2014), além da Luz, fez história no Flamengo e no Inter.
Os irmãos Caio e Vitor Lo, autores do Banheiristas, canal de Youtube com desafios de futebol de muito sucesso entre jovens, ajudaram Julio Cesar e Luiz Gustavo como jurados. «Avaliar o desempenho de todos com o sonho de virarem atletas profissionais não é uma tarefa fácil mas foi uma experiência divertida, ter Luiz Gustavo e Júlio César, dois profissionais que já ganharam tudo no futebol, ajudou muito a escolher os vencedores», disse Caio. «O nível técnico é muito alto e muito aproximado, já conseguimos perceber que alguns meninos podem tornar-se grandes promessas», completou Vitor.
O CUJU, plataforma de IA com a cara do século XXI, pede emprestado o nome a um desporto chinês jogado no século III antes de Cristo que é considerado um antepassado do futebol. Vamos ver se será o futuro dele."

Vítor Roque no Palmeiras: O ponto de viragem para a Nova Era no Futebol Brasileiro


"A transferência de Vitor Roque do Barcelona para o Palmeiras representa mais do que uma simples operação de mercado, é a face visível para o planeta futebol do que está a acontecer no futebol brasileiro, evidenciando a crescente capacidade de investimento dos clubes nacionais e o fortalecimento da competitividade à escala global da sua gestão desportiva.
Nos últimos anos, o Palmeiras consolidou-se como um dos clubes mais bem geridos do Brasil, combinando equilíbrio financeiro com resultados desportivos impares na história que o nosso Abel Ferreira ajudou a escrever para o clube. Sob a presidência de Leila Pereira, o clube tem investido fortemente na manutenção de um plantel competitivo, na modernização das suas infraestruturas e, agora, na contratação de talentos que, até há pouco tempo, eram impensáveis resgatar ao futebol europeu.
A chegada de Vitor Roque ao Palmeiras marca uma mudança de paradigma.
Historicamente, o Brasil sempre foi um exportador de talentos. Agora, assistimos a um movimento contrário: um jovem avançado promissor, que havia sido recentemente adquirido pelo Barcelona, regressa ao país para representar o "Verdão".
Esta transferência reflete o fulgor financeiro do Palmeiras, mas também o novo futebol brasileiro. Com o crescimento das receitas televisivas, com patrocínios robustos, e a implementação de uma gestão mais profissional, clubes como o Palmeiras, Flamengo e Atlético Mineiro estão a conseguir competir no mercado internacional de transferências, como nunca acontecera antes.
Os dados do Global Transfer Report da FIFA mostram que o Brasil continua a ser o maior exportador de talentos para a Europa. Entre 2011 e 2020, os clubes brasileiros transferiram 15.128 jogadores para o estrangeiro, gerando 7,1 mil milhões de dólares em receitas, tendo sido Portugal o principal destino, acolhendo 1.556 jogadores brasileiros durante este período.
Em 2024, o Brasil manteve esta liderança, com 2.350 jogadores "exportados" dos quais resultaram 1,9 mil milhões de dólares em receitas, o que torna evidente como o jogador brasileiro agora custa em média aproximadamente o dobro do que era pedido na década passada. As transferências para Portugal continuam a ser as mais frequentes, com 262 jogadores que movimentaram 33,9 milhões de dólares.
No sentido inverso, entre 2011 e 2020, registaram-se 934 transferências de Portugal para o Brasil, refletindo essencialmente o regresso de jogadores brasileiros em final de carreira após passagem pelo futebol europeu. No entanto, apenas em 2024, registaram-se 223 transferências de Portugal para o Brasil, movimentando 24,8 milhões de dólares, o que é bem demonstrativo do aumento deste fluxo de Portugal para o Brasil, e de como o Brasil começa a pagar pelos jogadores a atuarem no campeonato português.
Comparando com a década anterior, observa-se um crescimento significativo na capacidade de negociação dos clubes brasileiros. Se antes os clubes europeus monopolizavam os talentos emergentes no Brasileirão, agora os clubes brasileiros começam a ter capacidade para competir financeiramente logo no momento da sua retenção e, invertendo até, o fluxo que foi tradicional durante décadas.
Há dez anos, um jogador do nível de Vítor Roque dificilmente regressaria ao Brasil tão cedo. Mas hoje, clubes como o Palmeiras já têm estrutura financeira e desportiva para oferecer um projeto de carreira competitivo ao jogador que sente que não está a dar necessariamente um passo atrás regressando ao Brasil.
Esta mudança terá um impacto direto na forma como os clubes europeus encaram o mercado sul-americano. Se antes Portugal era um destino natural para jovens talentos brasileiros devido ao baixo custo e à facilidade de adaptação, agora os clubes brasileiros começam a rivalizar diretamente com Benfica, FC Porto e Sporting na disputa por jogadores, e começam mesmo a cobiçar alguns frutos das melhores escolas de formação de Portugal.
A contratação de Vítor Roque pelo Palmeiras não será um acontecimento isolado, é sim um reflexo visível de um futebol brasileiro que procura reinventar-se.
Talvez seja agora que o Brasil se afirma não apenas por formar os maiores talentos do futebol mundial, mas também por ter alguns dos mais interessantes projetos desportivos do Mundo, por enquanto apenas ao nível dos seus clubes, mas quem sabe no futuro também ao nível das suas competições que ainda sofrem bastante com a sobre dosagem do seu calendário e de muitas influências externas à sua organização.
Poderemos estar a testemunhar o início de uma nova era, onde o futebol brasileiro venha a tornar-se num destino competitivo para jogadores de elite no pico do seu potencial, e aqui igualmente para nosso prejuízo, que nos habituamos durante décadas a ter Portugal como ponto de passagem obrigatório para os melhores jogadores brasileiros de muitas gerações."

Terceiro Anel: 121...

sábado, 1 de março de 2025

Regresso às vitórias...


Chaves 1 - 2 Benfica


Jogo muito complicado, sofremos um golo caricato logo no arranque, mas conseguimos a remontada, 1.º num Canto e depois com o Varela a aproveitar um erro dum adversário...
Não fizemos um jogo deslumbrante, mas fomos pragmáticos... O André esteve bem e mesmo a fechar a barra ajudou!
Jogo marcado, pela arbitragem feminina, que permitiu muitas entradas duras, algumas agressões...

Vitória apertada...

ABC 34 - 37 Benfica
17-19

Última jornada da 1.ª fase, com uma vitória em Braga, numa semana complicada, com o jogo na Suécia na Terça, e viagem ao Minho hoje.

BI: On Tour - Ao vivo e com amigos

BolaTV: Entrevista: Manteigas...

Juntos

𝟐𝟏 𝐚𝐧𝐨𝐬 de uma história Gloriosa ❤️⚪

🎂 Mais um ano, a mesma paixão! Parabéns ao nosso amor! 🥰

💫 Uma vez Benfica, para sempre Benfica! 🦅

🎶 Cantaram-se os Parabéns ao Sport Lisboa e Benfica! 🎉🎂

✨ Antigos jogadores deixam a sua mensagem neste dia especial! 😍

🦅 𝐏𝐚𝐢𝐱𝐚̃𝐨 𝐬𝐞𝐦 𝐢𝐠𝐮𝐚𝐥 ❤‍🔥

🦅 E Pluribus Unum 🌍

🎉 Felicitações de quem vestiu o Manto Sagrado! 🌟

🏆 Mensagens de quem fez história de águia ao peito neste dia especial! ❤

Parabéns, Sport Lisboa e Benfica 🦅

𝟭𝟮𝟭 𝗮𝗻𝗼𝘀 𝗱𝗼 𝗮𝗺𝗼𝗿 𝗱𝗮𝘀 𝗻𝗼𝘀𝘀𝗮𝘀 𝘃𝗶𝗱𝗮𝘀 ❤️

121

El Mítico #129 - Empaterkusen

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Sérgio Conceição e o AC Milan: uma relação com o futuro?

121.º aniversário


"O Sport Lisboa e Benfica celebra, hoje, 121 anos da data de fundação. E já está disponível o Relatório e Contas da SL Benfica, SAD relativo ao 1.º semestre de 2024/25, no qual foi registado um lucro de cerca de 40 milhões de euros. Estes são os temas em destaque na BNews.

1. Parabéns, Benfica
 No dia em que se celebra o 121.º aniversário do Sport Lisboa e Benfica, o Futebol Profissional associa-se ao momento, e as mensagens de parabéns ao Clube são simbólicas, expressivas e em várias línguas!

2. 121 anos de glória e paixão
Lendas do futebol e das várias modalidades do Sport Lisboa e Benfica relembram histórias marcantes, sentimentos vividos, e vitórias que moldam a grandeza do Clube.

3. Prestígio e grandeza ímpares
Consagrado, laureado e respeitado, o Sport Lisboa e Benfica é sinónimo de prestígio e de grandeza por todo o mundo.

4. Lucro de 40,3 milhões de euros da SL Benfica, SAD 40 no 1.º semestre de 2024/25
A Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD comunicou nesta quinta-feira, 27 de fevereiro, à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) o Relatório e Contas do 1.º semestre do exercício de 2024/25. O resultado líquido do período ascende a 40,3 milhões de euros positivos, o que representa uma melhoria de 22,2 milhões de euros face ao período homólogo do exercício de 2023/24.

5. Calendário
Estão definidos os horários e datas dos jogos do Benfica nas 25.ª e 26.ª jornadas da Liga Betclic.

6. Futebol no feminino
O jogo dos quartos de final da Taça de Portugal entre Benfica e Sporting, agendado para 22 de março, é no Estádio da Luz.
E a final da Taça da Liga entre os mesmos clubes, que será em Leiria no dia 9 de março, foi marcada para as 15h00.

7. Vitória em Valongo
O Benfica terminou a fase de grupos da WSE Champions League de hóquei em patins com o triunfo, por 1-3, em Valongo. Recorde-se que o primeiro lugar do Grupo B já estava assegurado pelos encarnados a priori.

8. Jogos do dia
A equipa B de futebol do Benfica joga em Chaves às 20h15. E em andebol os encarnados deslocam-se ao reduto do ABC (21h00).

9. Agenda para sábado
Do futebol de formação, os Juniores visitam o Vitória SC (15h00) e os Juvenis recebem o Vitória de Setúbal (11h00).
Na Luz há as seguintes partidas: basquetebol no masculino e no feminino, respetivamente com Vitória SC (19h00) e CAB Madeira (15h00).
Em voleibol, o Benfica visita o SC Espinho (17h00). Em futsal, deslocação ao Torreense (13h00). A equipa feminina de andebol atua no reduto da Academia São Pedro do Sul (15h00).

10. Chamadas internacionais
A mais recente convocatória da Seleção Nacional feminina de futsal, com vista ao apuramento para o Mundial, integra sete jogadoras do Benfica.
No atletismo, quatro atletas do Benfica estão convocados para a Taça da Europa de Lançamentos e cinco para o Campeonato da Europa de Pista Curta.

11. Atividades do Museu
Hoje há Benfica Quiz Night às 21h00. E, das 18h30 às 23h00, é possível visitar o Museu Benfica – Cosme Damião e o Estádio da Luz, incluindo o balneário da equipa de futebol profissional.

12. Casas Benfica Seixal e Peniche
Representantes destas embaixadas do benfiquismo estiveram na Luz no desafio com o SC Braga."

Lanças...


Aquecimento...


É a isto que se referiam quando falavam de critérios diferentes?

Na ressaca da vitória de ontem


"ELIMINÁMOS O MELHOR BRAGA DA ÉPOCA E EU SÓ LEIO CRÍTICAS AO LAGE!

1. O melhor Braga da época foi "esmagado" pelo menos durante 60/70 minutos e safou-se de sair da Luz vergado a uma goleada.
2. O Benfica apresentou-se na sequência de uma apertadíssima série de jogos, vários de elevadíssimo grau de dificuldade, e o melhor Braga da época não.
3. Também eu teria gostado que o Benfica tivesse estado todos os 90 minutos do jogo em cima deles, mas não me parece muito difícil de compreender e aceitar que a equipa tivesse recuado ou tivesse sido obrigada a recuar linhas para defender a vantagem da eliminatória na parte final do jogo. Alguém viu o Samu fazer uma defesa digna desse nome?
4. Em vez de saudarem o mais do que provável acesso ao Jamor, vi e li muitos Benfiquistas a criticarem as substituições do Lage. Parece até que a equipa não dá mostras de estar bem e que não atingimos um objetivo complicado face a uma das melhores equipas portuguesas, talvez melhor que Sporting e Porto nesta altura da época.
5. Entretanto, o Rui Borges, que ainda não ganhou dois jogos seguidos, vai sendo "branqueado" porque tem muitos jogadores lesionados. E o Martín Anselmi, que ganhou dois jogos em sete, um em campo neutro contra um Maccabi que acumulou 8 derrotas na Liga Europa e outro contra o Farense só conseguido com golo completamente irregular, vai sendo "branqueado" porque tem um sistema de jogo para o qual o plantel não foi construído.
6. Mas o Lage não herdou também um plantel construído em função dos desejos e necessidades de Schmidt? Mas o Lage não pegou também numa equipa com a época em andamento, sem ter oportunidade de a preparar numa pré-época? Mas o Lage não se debate também com problemas de vários e importantes jogadores lesionados?
7. O único título da época já disputado é nosso, ganho com todo o mérito, diga-se. Acresce que estamos bem na luta pela Liga e bem na luta pela Taça de Portugal. E mais: dos três ditos grandes o Lage é o único que se mantém na Europa do futebol ao mais alto nível.
8. Não sei - ninguém sabe - o que o futuro nos reserva, se vamos sair vitoriosos da Liga e/ou da Taça de Portugal, de que forma nos vamos conseguir bater com o super poderoso Barcelona. Mas vale a pena dar força à equipa para o que aí vem. E dar força à equipa passa por apoiar também o treinador. É o que vou continuar a fazer."

Benfica em Paz


"Nem me queria manifestar, estou farto do divisionismo criado e alimentado por uma pequena minoria…daquelas que querem dar lições de moral e ensinar Benfiquismo aos demais Benfiquistas que não pensem igual a si, mas que depois nem nas próprias casas conseguem passar esse benfiquismo de pai para filho (entendedores, entenderão)!
Mas não me podia furtar ao debate dos estatutos, o debate mais repugnante a que assisti nos últimos anos!
Eu assisti a um presidente ser vaiado, enxovalhado, insultado, tudo e um par de botas por mais do que uma vez, fizeram dessas AG’s uma feira de vaidades, onde o presidente lhes fez as vontadinhas todas, os deixou destratar tudo e todos, os deixou fazerem gato de sapato de tudo e todos, escreverem e rescreverem os estatutos a seu prazer, meter pessoas das suas facções na comissão dos mesmos, fizeram cair presidentes das AG, tiveram tudo tudo tudo!
Chegada à hora da verdade ainda querem mais e mais e mais!
Já li de tudo…e vou enumerar algumas…
- que a AG de votação não deveria ser em dia de jogo,
- que não deveria ser dia das casas do Benfica no dia da votação da AG;
- que querem supervisionar os boletins de voto, as votações, os cartões de sócios, o diabo a sete;
Colocam em causa tudo e todos, mas nunca olham para si próprios!
Que estilo de liderança é uma que não confia em ninguém e que está sempre a liderar ao sabor do vento???
Hoje querem isto amanhã querem aquilo!
Do que tem medo estes ditos democratas?
Tem medo que no dia da votação haja uma presença massiva de Benfiquistas votantes???
Então mas não é isso mesmo que se pretende???
Que haja uma grande adesão às urnas?
Do que tem medo afinal???
Metam na cabeça, são uma minoria organizada, nada mais.
Não há Benfiquistas de primeira nem de segunda, somos todos Benfiquistas, parem de se meter em bicos de pés porque todos já perceberam o que são e o que querem!
Manietar o Benfica!
Lamento, mas não aceito isso, estamos em 2025, não estamos mais em 1904, e se chegamos cá foi porque nunca nos deixámos manietar por uma minoria porque sempre mas sempre fomos democráticos!
Aceitem os resultados da votação dos estatutos seja ela qual for e deixem o Benfica em paz de uma vez por todas, em Outubro terão novamente espaço para aparecerem, mas daqui até lá deixem o BENFICA EM PAZ!!!!
Já agora a minha intenção de voto é só minha, e aos milhares de Benfiquistas espalhados pelo país e pelo mundo, votantes, só vos peço, votem em consciência, leiam os estatutos novos e os antigos, comparem-nos e votem em consciência! Isto sim é democracia!"

Liga portuguesa: trituradora de treinadores


"São já 17 as trocas de técnicos na divisão principal, só nos últimos sete meses. Há três clubes que já vão no terceiro treinador. E só quatro mantêm o mesmo líder desde o início da época

Os números atuais da Liga portuguesa mais parecem do sul-americano Brasileirão, um dos maiores cemitérios de treinadores do Mundo, terra quente onde se ferve em pouca água, onde, à mínima falha de um treinador, seja ela qual for, o destino está traçado: despedimento!
Veja-se, por exemplo, o caso de Pepa, protagonista de emocionante e dramática subida do segundo para o escalão principal com o Sport Recife e que, há apenas dois dias, perante eliminação da Taça do Brasil aos pés de conjunto que nem nas quatro divisões nacionais atua, foi imediatamente alvo de pressões para que se demitisse ou para que o clube o afastasse do cargo.
É assim o futebol em países onde as emoções se sobrepõem muitas vezes à razão, onde Direções seguem o coro de adeptos ou das redes sociais, sem que, aqui e ali, se pare um pouco para pensar, ou para decidir com ponderação, ou para não deixar cair a aposta num caminho ou num projeto. Não! Qual quê? Há ligas onde a impaciência é rainha, onde a ditadura do prazer (ou resultado) imediato não permite que os arquitetos (treinadores) que procuram desenhar um novo edifício tenham tempo para fazê-lo com critério e onde o cargo de treinador é um alvo constante.
É assim no Brasil, já sabemos, e é cada vez mais assim, também, em Portugal. E, desengane-se quem pense o contrário, começa a ser assim, até, em Inglaterra... Mas centremo-nos no caso português, porque, mesmo sendo habitual assistirmos ano após ano a uma certa dança de treinadores, o que está a acontecer esta época ultrapassa todos os limites da razoabilidade.
Contas feitas, só nos 18 clubes do principal escalão do futebol português, são já 17 as trocas de treinadores: a última foi a saída de César Peixoto do Moreirense. Sim, leu bem: dezassete! Desses 18 emblemas, há três que já vão no terceiro treinador – Sporting, Vitória de Guimarães e Aves SAD – sendo que leões e conquistadores sofreram com a contratação dos seus primeiros treinadores da época por outros emblemas: Ruben Amorim pelo Manchester United e, em consequência, Rui Borges pelo Sporting.
E isto tudo em sete meses, o que quase resulta, em média, em duas trocas de técnico por mês. A razia atingiu, assim, 14 equipas da primeira divisão nacional, pelo que só quatro treinadores se mantêm em funções desde o início da temporada: Vasco Matos no Santa Clara, João Pereira no Casa Pia, Ian Cathro no Estoril e Tiago Margarido no Nacional, nem de propósito quatro das equipas mais interessantes do panorama português, mas que também passaram, aqui e ali, por pequenas crises de resultados.
Fica a pergunta: as várias mudanças de treinador trouxeram reais alterações ao futebol das equipas onde estas aconteceram?
Para o ajudar, aqui fica a lista das 17 alterações de treinador desde julho de 2024, por ordem cronológica:
Gil Vicente – Tozé Marreco por Bruno Pinheiro por José Pedro Pinto
SC Braga – Daniel Sousa por Carlos Carvalhal
Benfica – Roger Schmidt por Bruno Lage
Farense – José Mota por Tozé Marreco
Estrela da Amadora – Filipe Martins por José Faria
Arouca – Gonzalo García por Vasco Seabra
Rio Ave – Luís Freire por Petit
Sporting – Ruben Amorim por João Pereira; e por Rui Borges
Aves SAD – Vítor Campelos por Daniel Ramos; e por Rui Ferreira
Famalicão – Armando Evangelista por Hugo Oliveira
V. Guimarães – Rui Borges por Daniel Sousa; e por Luís Freire
FC Porto – Vitor Bruno por Martin Anselmi
Boavista – Cristiano Bacci por Lito Vidigal
Moreirense – César Peixoto por Cristiano Bacci"

O Pep que já não é Guardiola, e uma explicação para o colapso


"Manchester City foi perdendo a sua identidade, enquanto o Real Madrid criou uma que lhe tem trazido enorme sucesso, num caminho que começou a ser desbravado por... Mourinho

Se Francis Fukuyama, meio japonês meio norte-americano, cientista político e económico de corpo inteiro que provavelmente nunca tocou numa bola, analisasse o jogo, chegaria muito provavelmente à conclusão de que este se encontra num impasse, num equilíbrio aparentemente perfeito em cima do ponto final da sua história.
Caso se tivesse interessado pelo soccer em Nova Iorque ou em Harvard, no Massachusetts, talvez não evitasse apaixonar-se pelo som do couro a bater nas redes ou pelas reações das bancadas, como com tantos outros que isolou e reproduziu enquanto hobby quando fugia dos assuntos mais sérios que o perseguiam intelectualmente. Mas isso é outra história.
O choque entre guardiolismo e kloppismo levou a que praticamente todas as equipas sigam princípios idênticos, joguem praticamente da mesma forma. É o raio da síntese, o que fica do embate de titãs, a tese e a melhor das antíteses. Não é novidade, acontece desde que os malucos dos ingleses começaram a pontapear bexigas de boi entre as pernas de outros gentlemen até alcançarem o clímax, banhados de testosterona, na periferia de três paus de madeira.
Os sistemas perderam relevância, diluíram-se em ajustes à procura de superioridades numéricas por todo o campo, em nome de um domínio territorial, com expressão posterior no resultado. São pontos de partida, intervalos no tempo ou mero alinhamento defensivo, representando um momento que não reflete o jogar, porém sim o impedir do adversário em fazê-lo. No fundo, o 3x5x2, o 3x4x3, o 4x4x2 e 4x3x3 não são mais do que simplificações rudimentares ultrapassadas do que é o futebol na atualidade.
A pressão e a respetiva fuga tornaram-se gato e rato a derrubar móveis e a espalhar o caos por todo o lado em longas perseguições, e as novidades aparecem hoje sobretudo aí, na contagiante criatividade de nomes como De Zerbi, Thiago Motta, Xabi Alonso e, sempre, Guardiola, verdadeiros influenciadores, que vão acrescentam variantes à sua primeira fase de construção para levar a bola até perto da baliza contrária, distribuindo-se depois agressivos pelo campo a assumirem a sua vez para que os rivais provem do próprio veneno.
O modelo é semelhante um pouco por todo o lado. Com bola, constrói-se a partir da baliza. A três ou a dois, com ou sem guarda-redes e com os laterais mais ou menos projetados. Tenta-se ligar com o meio-campo, que depois procura associar-se rapidamente ao ataque. Sem bola, sobem-se as linhas para pressionar de forma agressiva, com a da defesa mais perto da do meio-campo, de forma a que a construção rival tenha menos tempo e espaço para pensar e executar de forma limpa. Se possível, grita-se para que haja encurtamentos e assim se apertar mais. Se o ataque rápido não for possível, gere-se a bola, liga-se o modo ataque posicional, montando o cerco à baliza que se pretende atacar.
Se o Manchester City partiu do ataque posicional para incorporar a verticalidade de extremos como Savinho e Doku e a potência e acuidade na área de Haaland, o Liverpool acrescentou a presença imperial de Mac Allister, a explosividade de Szoboszlai e ambivalência de Gravenberch para escrever estrofes a rimar com juego de posición no emocional You’ll Never Walk Alone.
Na realidade, as equipas são sempre um pouco mais uma destas coisas do que a outra, mas tentam revelar-se a soma das duas, devido a heterogeneidade que enfrentam: adversários a encontrar-se algures num ponto muito próprio deste caminho, com jogadores mais fracos ou mais fortes em determinadas dinâmicas, e terrenos e climas que obrigam a abordagens mais complexas, por exemplo. Neste mundo cada vez mais monocórdico há diferenças impostas pela qualidade individual. No treino, nas vertentes teórica e prática, pelo treinador; nos jogos, na concretização do plano através do nível da tomada de decisão e definição que os jogadores apresentam, além do que estes trazem de fora da caixa.
Num jogo que está permanentemente a tentar ter bola ou a movimentar-se para recuperá-la – claro que ainda há uma percentagem de clubes que assenta em blocos baixos e em transição e outros que não abdicam da pressão alta a todo o custo –, os jogadores começaram a passar por um molde que, ao mesmo tempo, eliminava projetos menos bem-conseguidos: o posicionamento e a leitura tática, juntamente com o passe, tornaram-se mais importantes do que o drible e houve até um momento em que Guardiola ameaçou, em jeito de caricatura, jogar com 11 médios em simultâneo, a fim de controlar sempre a bola.
O catalão mudou de ideias, chegou à sua Liga dos Campeões pelo City já com Haaland incorporado, mas quando se pensou que se iniciaria uma fase de domínio planetário, começou sim a descaracterização da equipa, em busca de soluções diferentes, que a tornam sobretudo mais parecida com todas as outras. É verdade que não foi imediato e houve conquistas internas, mas o colapso chegou, talvez até em jeito de karma. É que uma equipa de Guardiola nunca antes foi mais do mesmo.
Quando o espanhol voltou a abrir a porta aos dribladores, vários outros treinadores já o tinham feito e um nunca deles abdicara. Com a habitual liderança tranquila, em que entrega aos jogadores grande parte das decisões, Carlo Ancelotti transformou o Real Madrid numa verdadeira máquina de transições, com Vinícius Júnior, Rodrygo, Mbappé, e ainda Guler, Brahim e Endrick. É verdade que herdou os merengues de Mourinho, que nos jogos com o Barcelona não tinha pudor de estacionar o autocarro – e embora ofensivo, esse Real tinha forte presença de ligações Benzema-Ronaldo nos ataques rápidos –, mas a viragem na direção da sólida organização defensiva e das saídas em velocidade começou na primeira passagem, prolongou-se, embora com insucesso, vom Benítez, e depois, aí de volta à glória, em Zidane.
Quando Florentino Pérez tentou recuperar o ataque posicional, via Lopetegui, deu-se mal. Zizou voltou menos entusiasmante em termos europeus e Ancelotti sucedeu-lhe então para levar mais duas Ligas dos Campeões para o museu, não sendo descabido que volte a consegui-lo na edição em curso. Mesmo que tenha também essa capacidade de se organizar em associação – o tal ponto próprio no seu caminho – , a identidade está mais do que vincada. O que garantirá resultados até que apareça nova antítese que contrarie Fukuyama."

O menos que pode ser mais


"Nesta semana, Benfica apurou-se para os oitavos de final da Champions pela terceira vez nos últimos quatro anos, mantendo-se como a única equipa portuguesa com a possibilidade de vencer todos os troféus em que está envolvido, “despachou” um sempre aguerrido Boavista com uma facilidade que não se antevia (recorde-se o que fez em Alvalade) e aproximou-se do primeiro lugar no campeonato. Fê-lo depois de lesões graves de dois potenciais titulares e com a ausência de jogadores como Di María, Florentino e Barreiro. Nestes jogos, os reforços de inverno, que tanto tinham sido criticados, revelaram-se fundamentais e houve ainda espaço para lançar jovens como Leandro, Félix e Prioste, que mostraram qualidade e temperamento para estes “voos”. Ganhou, assim, mais jogadores quando parecia ter menos e mostrou, como aqui escrevi na semana passada, que tem plantel para lutar por todos os títulos. Na terça-feira, frente a um excelente Mónaco (vamos todos ouvir falar muito de Akliouche) soube resistir e, dias depois, só com cinco dos habituais titulares, só não goleou um Boavista reforçado porque encontrou um Vaclik do “outro mundo.” Agora que, infelizmente, Porto e Sporting foram eliminados das competições europeias, o Benfica terá de se habituar, a começar já com Braga e Barcelona, a fazer mais com menos. Menos dias de descanso, menos foco numa só prova e, no caso do Barcelona, menos orçamento (espera-se, nada mais que isto). Acreditemos todos nisso porque, juntos, o menos pode ser mesmo mais."

Zero: Senhoras - S05E24 - E agora? Portugal já é elite?

SportTV: NBA - S03E21 - Bons e maus momentos

Na Delantera Eléctrica havia um homem chamado Mundo


"Epi, Amadeo, Mundo, Asensi e Gorostiza – nomes recitados como saídos do Romanceiro Gitano

Mundo é um grande nome para um jogador de futebol. Para um jogador de futebol e para qualquer um, seja jogador de futebol ou não, já agora. Claro que não cai do céu aos pontapés. Ou seja, o homem chamava-se Edmundo Suárez de Trabanco, nascido em Baracaldo, margem esquerda do rio Nervíon, no País Basco, não longe do centro de Bilbau, no dia 22 de janeiro de 1916. E a margem esquerda também faz sentido. Porque Mundo foi daqueles que enfrentou o Caudillo. E para isso era preciso coragem porque quando Franco pegava alguém de ponta, esse alguém podia muito bem ir parar aos campos de concentração de La Isleta, na Grande Canária, ou de Miranda de Ebro, na província de Burgos, erguido em 1937 com ajuda dos nazis alemães.
«Claritas aguas del Ebro
rojillas van a Aragón
el llorar de los prisioneros
las tiñen de ese color…».
Foi Paul Winzer, também conhecido por Walter Mosig, membro da Gestapo que impingiu a ideia aos falangistas. Paul, um daqueles canalhas homéricos de pai e mãe, seria acolitado por Gonzalo Queipo de Llano y Sierra, um general que o ascoroso Francisco transformou em marquês como se não passasse de um boneco de corda, o obsceno compulsivo que ordenou o fuzilamento de Federico García Lorca.
Mundo jogou por vários clubes da Vascónia até chegar ao Athetic de Bilbao e sair. Um ano apenas, um jogo somente e contra o Barakaldo Club de Fútbol, nem de propósito, no Estádio de Lasesarre, onde dera os primeiros pontapés numa pelota. Depois começou a Guerra Civil. Voltou à bola em 1939, encaixado numa equipa, Recuperación de Levante (o nome diz tudo), que albergava os soldados que tinham combatido pelos republicanos na região do mesmo nome. Num embate amigável promovido pelo Valência, Edmundo entrou pelos olhos dentro com a mesma facilidade com que as bolas por si chutadas entraram pelas balizas valencianas. Foi logo contratado. Deixou de ser recuperado, seja lá isso o que for, não tenho pachorra para fascismos bacocos.
A aventura de Mundo em Valência durou doze temporadas. Mas não teve, que bom para ele, de a viver sozinho. De 1940 a 1946 gozou da companhia de Epifanio Fernández Berridi, também basco, de San Sebastián, três anos mais novo (23 de abril de 1919), que jogava a ponta-direita. E da do valenciano Amadeo Ibáñez, que era como se fosse seu gémeo, pelo menos pela data da vinda à superfície deste planeta redondo e apenas ligeiramente achatado nos polos (22 de fevereiro de 1916), interiordireito sobre o qual alguém escreveu: «Él era delantero, pero con la llegada de Mundo empezó a jugar de interior. Ha estado en todas las posiciones del campo, de hecho tengo una foto de él como portero». Gente para toda a obra. Como Vicente Asensi Albentosa, igualmente valenciano, de Alcudia de Crespins, interior-esquerdo, onde nasceu a 28 de Janeiro de 1919, outro monstro das canchas que foi recuando, primeiro para defesa central e finalmente para guarda-redes. Falta falar de Guillermo Gorostiza Paredes, esse finguelinhas fantástico, mais um basco, de Santurce, registado a 15 de fevereiro de 1909, extremo-esquerdo, o mais velho de todos e por margem folgada, empurrado para o serviço militar na marinha, em El Ferrol, herói do Athletic onde formou a primera delentera histórica do futebol espanhol com Lafuente, Iraragorri, Bata, Chirri II e Unamuno.
Em Valência, este quinteto foi apelidado de Delantera Eléctrica. Em 1940-41 ganhavam a primeira Copa del Rey para o clube. Pela primeira vez na história o Valência era campeão – e logo a seguir outra vez (1941-42 e 1943-44). Toda a cidade os guardou na memória para sempre. O Camp de Mestalla enchia-se de gente entusiasmada e divertida. Mundo sagrou-se nessas duas épocas de glória por duas vezes o melhor marcador do campeonato espanhol. Havia uma alegria pairando no ar como se a Primavera nascesse a cada dia. Os radialistas gritavam alto os seus nomes. Por ordem do lugar em campo de cada um: Epi, Amadeo, Mundo, Asensi e Gorostiza. Como um poema do Romanceiro Gitano."

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

Vitória...

Valongo 1 - 3 Benfica

Jogo para cumprir calendário, com o 1.º lugar já garantido, neste última jornada da fase de grupos da Champions! Partida, estranhamente sem golos no 2.º tempo!
Vamos jogar com o Reus, nos Quartos-de-final da prova...

Espero que o Miranda não tenha partido nenhum osso naquela Mão!

Dahl e Pavlidis num Benfica de peito feito


"Um SC Braga tornado inofensivo foi eliminado num jogo que praticamente teve sentido único e que terá mostrado a melhor face dos encarnados, colocando-os à beira de mais uma final

Com um Pavlidis a atravessar o melhor momento na Luz, um Dahl a sair melhor do que a encomenda devido à versatilidade que coloca ao serviço da equipa, seja como extremo, médio interior ou a fechar como lateral e que faz lembrar um pouco o Zinchenko do City e do Arsenal ou o Raphael Guerreiro de Dortmund e agora de Munique, e ainda uma equipa estável também no plano defensivo, o Benfica eliminou com tranquilidade na Taça o SC Braga e marca agora encontro numa meia-final a duas mãos com o Tirsense, em que deverá, teoricamente, garantir mais uma presença no Jamor.
No início, as dúvidas! Seria o Benfica da Liga ou o da Taça da Liga? E a mesma pergunta poderia ser feita ao SC Braga. Será que os arsenalistas iriam expor as debilidades dos encarnados quando pressionados de forma mais acutilante como no campeonato ou acabariam por sucumbir perante uma sucessão de ataques criados pelas águias, precisamente como acontecera em Leiria?
Na verdade, durante a primeira parte, só houve um sentido em campo, o da baliza de Hornicek, com uma mão-cheia de oportunidades criadas e um golo de Pavlidis a dar tom à superioridade dos homens de Bruno Lage, mais uma vez a mostrarem maior conforto em ataques rápidos do que no jogo posicional.
Mesmo com a receção ao Barcelona nos oitavos de final da Liga dos Campeões no horizonte, percebeu-se rapidamente que as águias só estavam a jogar a partida que as opunha aos bracarenses, sinal de compromisso com a competição. Isso esteve na reação à perda da bola, o que limitou o conjunto de Carvalhal apenas ao seu meio-campo e a ações defensivas, ainda que tenha saído da cabeça de Racic uma das primeiras oportunidades (a única para os visitantes) do primeiro tempo.
Na segunda parte, o SC Braga melhorou, conseguiu ter a bola mais tempo, o que, aliando-se, à incapacidade de os locais em chegar a um segundo golo, mesmo com várias chances para tal, manteve o jogo em aberto. No entanto, tirando uma ou outra iniciativa e um ou outro corte dos centrais benfiquistas, a situação esteve sempre controlada.
Missão cumprida, agora sim, entrará o super Barça na cabeça dos encarnados. Preferencialmente, com um plano um pouco mais completo do que no último embate para que possam anular-lhe o poderio durante a totalidade dos 90 minutos. Mesmo que as probabilidades não estejam a seu favor, Bruno Lage, acho que já ninguém tem dúvidas, vai seguramente tentar."

Benfica com mais equilíbrio, Carreras com menos protagonismo


"Alteração tática resultou contra o SC Braga. Duvido que resulte contra equipas com blocos mais baixos

«Apostámos na forma de sair a três porque sabíamos que o SC Braga vinha de uma sequência muito boa»
Bruno Lage, treinador do Benfica, sobre a construção frente ao SC Braga

O Benfica está nas meias-finais da Taça de Portugal, depois de um jogo com casos, é verdade, mas com uma exibição convincente, sobretudo na primeira parte — viu-se uma águia bem mais próxima da que se mostrou em outubro/novembro, pouco depois de Roger Schmidt ter sido substituído por Bruno Lage, do que daquela que se arrastou por vitórias magras, às vezes nem isso, nos últimos dois meses.
Como nota de contraste com tempos recentes, fica a forma como o Benfica se arranjou em campo, com a presença simultânea de Dahl e Álvaro Carreras no onze. A defender, o sueco junta-se a Kokçu e Aursnes no meio-campo e Bruma vai tapando, de vez em quando, as subidas do lateral-direito adversário. Já a atacar, Dahl abre no flanco, Bruma procura terrenos interiores e Carreras funciona como terceiro central.
A equipa parece mais equilibrada, mas o espanhol perde protagonismo e envolve-se muito menos no ataque do que acontecia quando jogava como tradicional lateral-esquerdo. Fará sentido, ainda mais quando Carreras começa a acusar cansaço — é o jogador com mais minutos nas pernas pelo Benfica esta temporada. Mas pensando na forma como ajudava a desbloquear jogos pelo flanco esquerdo, o Benfica também arrisca perder alguma criatividade.
Tenho dúvidas de que faça sentido contra equipas com blocos mais baixos, ocasiões onde construir a dois, com eventual ajuda dum médio, pode mesmo ser a melhor opção."

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tirsense...

Zero: Tema do Dia - Análise a um arranque histórico de Portugal na Liga das Nações

Zero: Saudade - S03E25 - Franco Baresi e Baltemar Brito lado a lado: nesta galáxia tudo é possível

Observador: E o Campeão é... - Águia abate Guerreiros. Leão tem onze para o Galo?

Observador: Três Toques - Melhor jogador em campo...fora de campo?

El Mítico #128 - Benfiquistas del mundo hispanohablante: Alfonso López

Rabona: Fate, Ranieri & Roma’s REVIVAL: from CHAOS to consistency

Nas meias-finais


"O Benfica ganhou ao SC Braga e está nas meias-finais da Taça de Portugal, num dia em que foi emitido o cartão de sócio do Clube com o número 400 000. Estes são os destaques na BNews.

1. 400 mil sócios
O Sport Lisboa e Benfica informa que o cartão de sócio número 400 000 foi emitido ontem, dia 26 de fevereiro, por volta das 18h30.

2. Querer mais
O treinador do Benfica, Bruno Lage, frisa: "Terminamos um mês em que conseguimos atingir vários objetivos, chegámos à meia-final da Taça de Portugal, passámos aos oitavos de final da Liga dos Campeões e dependemos apenas de nós no Campeonato Nacional. Estamos muito satisfeitos com todos, o nosso objetivo, e a nossa ambição, e a nossa mentalidade, é querer sempre mais de todos."

3. Juntos
Pavlidis salienta o coletivo: "Estou a tentar fazer o melhor pela equipa."
Dahl alinha pelo mesmo diapasão: "Conseguimos a vitória. Isso é o importante."

4. Man of the Match
Pavlidis, autor do golo benfiquista, foi considerado o homem do jogo. Veja os melhores lances protagonizados pelo avançado do Benfica.

5. Ângulo diferente 
Veja o golo do Benfica frente ao SC Braga de outro ângulo.

6. Grande entrevista
Sílvio Cervan, vice-presidente do Sport Lisboa e Benfica, é entrevistado pela BTV. "O Benfica é muito mais do que um clube de futebol, é um estado de alma", afirma.

7. Contributos internacionais
Carole Costa, autora do golo que deu a vitória frente à Bélgica, Catarina Amado, Andreia Norton, Lúcia Alves e Andreia Faria estiveram em ação pela Seleção Nacional feminina de futebol. Jody Brown representou a Jamaica no embate com o Peru. Marie Alidou fez um hat-trick pelo Canadá frente a Taiwan. Marit Lund participou no triunfo da Noruega ante a Suíça.
Ainda na vertente feminina do futebol, a convocatória da Seleção Nacional Sub-17 inclui sete atletas do Benfica.
A mais recente convocatória da Seleção Nacional feminina de andebol conta com três jogadoras do Benfica.

8. Últimos resultados
Além do triunfo com o SC Braga para a Taça de Portugal, o Benfica também venceu em basquetebol no feminino (37-74 na visita ao CP Natação).

9. Jogo do dia
Hoje, às 21h00, há desafio forasteiro com a AD Valongo a contar para a última jornada da fase de grupos da WSE Champions League de hóquei em patins, no qual o Benfica entra no rinque já com o 1.º lugar assegurado no Grupo B.

10. Reforço
Ivica Radic, poste croata, regressa ao basquetebol benfiquista. "Sinto-me muito feliz por estar de volta. É um bom sentimento voltar a ver este estádio, estas cores", sublinha.

11. Calendários
Estão definidos os calendários da fase final do Campeonato Nacional de andebol no feminino e da fase regular do Campeonato Nacional de hóquei em patins no feminino.

12. Mérito escolar e social assinalado
Procedeu-se à entrega de prémios dos Quadros de Mérito Escolar e Social do Futebol de Formação do SL Benfica, referente ao 1.º semestre do ano letivo 2024/25.

13. Ação de formação
Estão abertas as inscrições para a ação de formação "SL Benfica – Modelo de Prospeção no Futebol de Formação", a realizar no dia 4 de maio no Auditório do Museu Benfica – Cosme Damião.

14. A não perder na BTV
Estreia amanhã, às 11h00 na BTV, no dia do 121.º aniversário do Sport Lisboa e Benfica, a reportagem especial "Unum", na qual quatro adeptos do Benfica, das mais diversas esferas da sociedade, partilham as suas surpreendentes histórias de vida."

400 000

3cm !!!

Vistas duplas!


"Tenho lido muitos adeptos portistas a pedir penalti neste lance do António Silva, no jogo de ontem para a Taça de Portugal.
Engraçado que neste lance os sportinguistas não reclamaram e até o Kickoff - Duarte Gomes achou bem decidido."

Com Vistas Para O Jamor Vitória Mais Que Merecida


"Benfica 1 - 0 Braga

Este jogo é uma espécie de acesso virtual à final da Taça de Portugal: quem seguir em frente terá que se bater com o Tirsense, do quarto escalão do futebol português, ainda por cima em duas mãos. Vencer hoje garante presença no Jamor.
Muito bem o Benfica a acertar com o Gil Vicente o adiamento do jogo de Barcelos para 28 de março. Assim teremos uma semana para preparar a receção ao Barcelona. Hoje é para dar tudo!
Não por acaso, Samuel Soares mantém-se na baliza: dá-me ideia de que Lage está a preparar o Samu para jogar contra o Barça - ele mete muito melhor a bola à distância do que Trubin e essa será uma forma de ultrapassar a primeira linha de pressão sufocante dos catalães. Vai ter hoje mais trabalho do que teve sábado.
O Braga, que ganhou aqui para a Liga, apresenta-se no seu melhor momento da temporada. Jogo de 50/50 como o classificou Lage? A ver vamos.

VAMOS AO JOGO (em direto das bancadas da Catedral mais bonita do país)
06 Nossa Senhora de Fátima esteve com o Braga neste remate de golo do Aktur defendido pelo poste. Entrámos bem.
25 jogo está morno,. Precisa de um golo - nosso, claro! - para desbloquear.
26 desbloquear, desbloqueámos... mas o Pavlidis estava fora de jogo no primeiro passe. Não se chama Fresneda, de modo que valeu.
30 andamos lá próximo, agora o Aktur para grande defesa do guarda-redes. Muito joga o Kokcu na posição em que fazia birras com o Schmidt. Aliás, os turcos estão a subir de rendimento, parece que está de regresso o melhor Aktur também.
38 não olhou para um lado nem para o outro: mandou uma bomba de fora da arealá para dentro! PA-VLI-DIS a meter justiça no resultado! Lindooooooo! Grande golo! Tanta gente a englir críticas, ui, ui...
45 o que nós desperdiçamos...
45+2 o que nós continuamos a desperdiçar... 46 bela primeira parte a nossa. Vamos à segunda.
47 VAR? Não vi nada. Alguém viu? Outra coisa qualquer, nada a ver com o jogo. Melhor assim.
54 ó Bruma, crl, marca lá um golo à tua ex-equipa, que eles não levam a mal, tanto golo falhado
57 e o que acaba de falhar o Pavlidis... inacreditável! Está perdoado, está farto de jogar. Mas, já agora, convém matar o jogo, ou não?
70 a nossa incapacidade para acabar com o Braga tem sido um pouco mais do que total. E as substituições não produziram até agora o resultado que o Lage pretendia: o Braga tem tido mais bola e joga-a mais no nosso meio campo.
85 escolham se querem.lances defensivos ou ofensivos: quando o Otamendi perder um duelo aéreo cai o mundo. Bom, e agora faz um corte na pequena área que valeu por um golo. Grande!
88 Schjelderup a esticar o jogo. Ia sendo...
90 mais 6, ainda mais 6.
90+6 Jamor espera por nós. Lá estaremos."