Últimas indefectivações

quarta-feira, 20 de março de 2024

D. Kökçü I, o incompreendido


"O treinador e comentador Afonso Cabral explica o que mudou em Lisboa para Kökçü e como era em Roterdão, onde era a estrela da companhia.

No final da passada semana, as hostes benfiquistas acordaram em sobressalto. Orkan Kökçü, o turco que bateu o recorde de valor pago pelos ‘encarnados' por um jogador, disse ao "De Telegraaf" sentir-se incompreendido e pediu que lhe dessem o papel que melhor enaltecesse as suas qualidades.
Vou saltar a parte das declarações e da sua legitimidade, do timing ou falta dele, e de tudo o que em termos emocionais esta entrevista pode significar para o próprio, para o treinador do Benfica e para toda a estrutura ‘encarnada'. Ou seja, neste artigo não haverá sangue.
Kökçü foi possivelmente dos jogadores mais cobiçados da Europa no último verão. Melhor jogador da Liga Holandesa, diz-se que rejeitou o Manchester United para assinar pelo Benfica. Segundo o próprio, pesou na decisão a forma como o clube lisboeta tem exportado talento. Infelizmente, por todo o mediatismo, valores e reputação do jogador, esperava-se um impacto à la Enzo Fernández, algo que ainda está por acontecer.
Roger Schmidt conhecia-o bem, mas, por ora, é um casamento longe de ser feliz. À primeira vista parece algo estranho, visto que Kökçü ocupa a mesma posição que tinha no Feyenoord e que o levou para as bocas do mundo. Mudaram as funções e aí reside o problema para o jovem internacional turco, sobretudo a quantidade de missões defensivas a que está sujeito sob a alçada do treinador alemão, por palavras do próprio.
Comecemos pela construção. Kökçü é um médio de transporte, gosta de receber de frente para o jogo, mais próximo aos centrais, para através do drible ou em combinações progredir pelo corredor central. É aí que se destaca. Dar-lhe a posição mais adiantada do triângulo do meio-campo castra-o, obrigando-o a receber muitas vezes de costas para o jogo, capítulo onde não está tão à vontade. O futebolista turco prefere procurar colegas entrelinhas com passe, do que propriamente ocupar essa posição, e de trás para a frente chegar perto da área para rematar de longe.
Aqui reside um problema chamado João Neves. Porque, em teoria, o emparelhamento natural de Kökçü seria com um jogador de cariz defensivo como Florentino, com uma área de ação que permitisse ao turco libertar-se em campo. João Neves, apesar da capacidade que tem defensivamente, é um jogador que também sobressai pelo que faz com bola.
No Benfica, a altura em que Orkan esteve mais confortável foi quando descaiu para a esquerda para pegar no jogo, já bem recentemente. Ainda assim, nos ‘encarnados' não goza do estatuto que vivia no Feyenoord. Todo o jogo e ritmo eram controlados por si e, em Portugal, isso não acontece, algo que, à luz das recentes declarações, parece frustrá-lo.
Pegue-se agora na missão defensiva, a raiz de todo o problema.
Nos Países Baixos há uma preocupação defensiva diferente. É um futebol virado para o golo e onde se exige menos responsabilidade (defensiva) aos criativos. Kökçü, estrela da companhia, tinha funções no momento de pressão, mas era um jogador que no meio-campo defensivo era mais desocupado. Preocupava-se em fechar espaço e tentar sair em transição caso a bola lhe chegasse aos pés.
Em Lisboa isso mudou. O estatuto e a necessidade de se criar um Enzo 2.0 levaram a que Schmidt tentasse fazer do turco uma máquina defensiva, com capacidade de chegar à frente na pressão, e que defensivamente tivesse um sentido apurado de proteção de baliza em situações de cruzamento, ou entradas adversárias no último terço. No Benfica há apenas um jogador que se pode alhear de missões defensivas e chama-se di María.
O já mencionado Florentino, num cenário hipotético, é a cola que podia fazer João Neves e Kökçü sobressairem. Porém, para que isso aconteça, era necessário sentar no banco um dos dois.
A tal entrevista ao "De Telegraaf" marca um possível ponto sem retorno da relação entre Kökçü e o Benfica, porque agora haverá menos abertura do treinador em adequar-se a um jogador que pouco se esforçou para resolver internamente o problema. Afastado da equipa, Kökçü terá ainda menos possibilidades de reclamar o protagonismo que acha merecer."

‘Honey’ Mukhtar


"Hany Mukhtar foi um médio ofensivo que a Benfica SAD contratou ao Hertha em Janeiro de 2015 por 500 mil euros.
Aterrou em Lisboa com a chancela de jovem promessa e internacional alemão (escalões de sub-15 a sub-21). A verdade é que fez apenas 15 minutos pela equipa principal frente ao Marítimo no último jogo da celebração do bicampeonato e 89 minutos pela equipa B frente ao Chaves.
Em 2015/2016 foi emprestado ao Salzburgo e em 2016/2017 seguiu o mesmo caminho para os nórdicos do Brondby. Foi este clube escandinavo quem o contratou em definitivo, no mês de Julho de 2017, por €1.5 milhões.
Ora, na semana passada circulou uma notícia que dava conta de que o Benfica deverá estar prestes a fazer-se representar no Tribunal do Desporto de Lausanne pois o agente de futebol português que promoveu a saída do atleta do SLB para o Brondby reclama uma comissão acima dos €2 milhões.
Curiosamente, foi o mesmo agente quem trouxe Mukhtar para o SLB, tendo-lhe sido pago 240 mil euros pelo serviço à altura.
Porém, contrariamente ao que sucedeu aquando da primeira transferência, o empresário nada recebeu pela saída do jogador para o Brondby e decidiu acionar a Benfica SAD para ser ressarcido, arrolando como testemunhas o atual presidente Rui Costa e o seu antecessor (Luís Filipe Vieira).
Foi esta dupla quem assinou com o empresário, no dia 3 de Janeiro de 2015, o acordo que estabeleceu as condições da vinda de Mukhtar para a Benfica SAD e, ao mesmo tempo, os termos para uma eventual saída do atleta para outro clube no futuro.
Procedimento habitual (e por mim, pessoalmente, criticado) nas lides do futebol, sobretudo ao nível da promiscuidade entre clubes e agentes. Desta forma, o empresário defende que tem direito a ser indemnizado milionariamente pelo Benfica pois resulta da sua leitura muito própria de uma das cláusulas do acordo que tem direito a receber 15% (quinze por cento) da taxa de transferência recebida pela Benfica SAD acrescido do montante de €1,9 milhões por a saída se ter concluído do dia 1 de julho de 2017 (inclusive) para a frente.
Logo, a sua exigência resulta do cálculo da soma de 225 mil euros (15% de 1,5 milhões) acrescido dos tais €1,9 milhões, num total de €2,125 milhões. Ainda assim, a este valor teria que ser sempre deduzido as habituais despesas que os clubes normalmente impõem como compensações pagas a outros clubes (formação ou mecanismo de solidariedade) aquando da vinda e após a partida do jogador, taxas do agente de futebol relacionadas com a transferência, entre outros.
Mas, tal como afirmo mais do que gosto, o problema nos negócios são as pessoas. E há que ter particular atenção com que perfil nos encontramos a negociar.
Se estivermos perante dirigentes com traços de Luís Filipe Vieira, aconselha-se vivamente a analisar as vezes que forem necessárias todos e quaisquer documentos e anexos antes de se assinar e, mesmo quando se está prestes a subscrever, não se perde nada em confirmar se está vertido o que se combinou.
Parece-me, para infortúnio do agente em causa, que se deu neste caso um ato de ingenuidade da sua parte movido pela pressa em querer ser compensado pelo que sucedera, pouco tempo antes, com a sua perda de representação de Gonçalo Guedes e que fora promovida, como não podia deixar de ser, pelo ex-Presidente da Benfica SAD.
Guedes que se encontrava, em 2015, a ser referenciado como revelação e aposta certa da formação benfiquista foi representado pelo agente que hoje aguarda julgamento contra a Benfica SAD.
Mas viria mais tarde a ser desviado, como tantos miúdos promissores, para outro(s) agente(s). Em muitos destes casos, além dos pais dos atletas que também fomentam as ocasiões e não estão isentos de responsabilidade, os dirigentes têm interesse direto no assunto.
Posto isto, fica o leitor a saber que, quando referi umas linhas atrás que o agente teve uma leitura muito própria da referida cláusula que lhe permitiria receber 15% (dos €1,5 milhões) mais os €1,9 milhões, eu tenho (tal como a Benfica SAD) uma interpretação diferente pois a fórmula Vieira imputou, no acordo com o agente e em termos semânticos, os €1,9 milhões como custo a deduzir à comissão do agente e não a premiá-lo com um valor."

Tempo útil de jogo e recordes


"Os árbitros têm que perceber que marcar menos faltas não é sinónimo de deixar de marcar faltas. Não é suposto ser assim

A pressão para que os jogos tenham cada vez mais tempo útil recai sobre todos os agentes desportivos. Por exemplo, aos árbitros pede-se que intervenham o menos possível. Aos jogadores exige-se foco na função, sem perdas de tempo deliberadas ou condutas que retardem o reinício das partidas. E às equipas técnicas apela-se à prática de jogo positivo, não incentivando os seus atletas a manobras que belisquem a sua dinâmica.
Até o IFAB tem sido pressionado no sentido de efetuar alterações constantes às leis do futebol. O objetivo? Continuar a encontrar formas de tornar o espectáculo cada vez mais atrativo e entusiasmante.
A pretensão é obviamente legítima. Quando o jogo está interrompido, nada acontece. E se nada acontece, então o objetivo maior está desvirtuado. As pessoas consomem futebol porque o jogo é rápido, emotivo e incerto. Nada disso ocorre quando a partida está interrompida.
Mas... há sempre um mas. E neste caso, o problema é que essa exigência pode muitas vezes ser mal interpretada por quem tem uma das missões mais desafiantes no jogo: a de fazer cumprir as regras, zelando pela verdade desportiva.
Aos árbitros tem sido pedido sistematicamente que intervenham apenas quando necessário, evitando sancionar infrações que o futebol não espera que sejam sancionadas. Também lhes é pedido que sejam intransigentes em relação a manobras que visem perdas de tempo, acelerando dentro do possível todos os recomeços de jogo. Percebe-se o repto. E a verdade é que, com maior ou menor dificuldade, quase todos têm interpretado corretamente essas orientações, adotando postura ativa e intervindo (só) quando necessário.
Infelizmente ainda há alguns, poucos, que foram forçados a descalibrar por completo a forma como sempre cumpriram a sua missão em campo. Aqueles que, por defeito de personalidade, sempre fizeram leitura restritiva de contactos, não estando agora preparados para o exato oposto, de um momento para o outro.
Quando um árbitro passa de uma média de trinta e muitas faltas por jogo para vinte e poucas, das duas uma: ou antes assinalava infrações a mais ou agora assinala a menos. Nenhuma da duas é boa.
É preciso equilíbrio, sensatez e ponderação na forma como se tenta alcançar essa meta. Os árbitros têm que perceber que marcar menos faltas não é sinónimo de deixar de marcar faltas. Se a infração existe, tem que ser punida. No futebol não há faltas pequenas ou grandes: há faltas. O importante é que não intervenham em caso de dúvida: se o contacto for ligeiro, se não tiver consequências ou se for dúbio, no limite, não é para punir. É o mesmo princípio do critério disciplinar: sem certeza, é ir por baixo.
Nas últimas jornadas, tem-se assistido a um exagero na forma como se tenta deixar jogar, não sancionando mãos na cara, tackles imprudentes ou cargas evidentes. Não é suposto ser assim. Aos árbitros não cabe a função de justiceiro em nome do recorde de números, mas a aplicação uniforme e coerente das regras.
E por falar nisso, convém recordar que aos árbitros também não compete estabelecer recordes (sejam eles quais forem). Isso é coisa para jogadores e atletas, para quem joga e compete. Para quem tem capacidades técnicas superlativas e é admirado, idolatrado por isso. De um juiz de topo espera-se humildade, discrição, eficácia e até respeito para com os seus pares. Se o seu desempenho for fantástico e a carreira bem sucedida, que seja a história (e os outros) a recordá-lo. Não o próprio, nunca o próprio.
O deslumbramento é um defeito que nunca traz nada de bom. É fundamental que os nossos árbitros, globalmente competentes, nunca se esqueçam que o seu papel é servir o futebol, não servir-se dele. Nos tempos que correm, nunca é demais deixar o lembrete."

Visão: Explica #23 - Como Schmidt mexeu nos Avançados

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Gasper...

Zero: Tema do Dia - Academia do FC Porto: o que é verdade e o que é mentira?

Todos à Luz


"A receção ao Lyon, referente à 1.ª mão dos quartos de final da Liga dos Campeões de futebol no feminino, é o tema em destaque na BNews. A partida é disputada no Estádio da Luz, com começo agendado para as 20h00.

1. Continuar a evoluir
Na opinião de Filipa Patão, "seria arrogância da nossa parte não atribuirmos favoritismo ao Lyon". E acrescenta: "Não deixa de ser uma referência para nós. É necessário um Benfica perfeito para anular esta equipa." A treinadora do Benfica deixa ainda uma garantia: "Vamos ter um Benfica preparado e na máxima força. Sedento de continuar a crescer e de subir patamares. De tudo vamos fazer para sermos uma equipa competitiva."
A capitã de equipa, Pauleta, dá conta da mentalidade das Inspiradoras e antevê o jogo: "Todas nós, em 2018, quando foi criado o projeto [no Benfica], sonhávamos e ambicionávamos estes momentos. É um jogo complicado. O Lyon é uma das grandes equipas europeias, mas sabemos que dentro de campo tudo é possível. Temos as nossas armas e lá dentro vai ser uma batalha pelo melhor resultado possível. Vamos dar tudo para conseguir a vitória."

2. A fazerem história
Ao longo dos últimos dias, foram várias as jogadoras que abordaram a eliminatória e apelaram aos Benfiquistas para comparecerem no Estádio da Luz e apoiarem o Benfica. Veja ou reveja nos links abaixo.

3. Marca redonda
Roger Schmidt completou 100 jogos oficiais ao comando da equipa A do Benfica. Com 73% de vitórias e 87% de invencibilidade, garantiu a conquista de um Campeonato Nacional e de uma Supertaça.

4. Distinção
João Neves foi eleito, pelo Sindicato dos Jogadores, como o Melhor Jovem da Liga Betclic no mês de fevereiro.

5. Convocados
São 12 os membros do plantel da equipa principal do Benfica chamados para trabalhos de seleções.

6. Calendário definido
Já há datas e horários para as partidas da 27.ª à 31.ª jornadas da Liga Betclic e da 2.ª mão das meias-finais da Taça de Portugal.

7. Vitória no futsal
O Benfica recebeu o Torreense e ganhou, por 5-1.

8. Título e bons desempenhos
O Benfica é campeão nacional de corta-mato curto. Etson Barros venceu a corrida, já Emanuel Sousa estabeleceu o novo recorde nacional de lançamento do disco."

3x4x3

Segunda Bola

Zero: Ataque Rápido - S04E31 - Semana de seleção: quem riscamos e quem levamos?

Simples: Jornada 26

A Verdade do Tadeia - Flash - Benfica...

A Verdade do Tadeia - Flash - Sporting...

Jogo Pelo Jogo #32 - Kökçü, Cerveja com Rúben Amorim, Vasco faz bolachas

Pre Bet-Show - S02E34 - Santana Lopes rendido a Gyökeres 🥵

No Princípio Era a Bola - A liderança de Francisco Conceição e as verdades que Kökçü disse, mas não podia ter dito

ESPN: Futebol no Mundo #321 - United e Liverpool fazem jogaço e Barcelona passa fácil pelo Atleti

Somos!


"O "Somos Porto" é isto... acusam os outros daquilo que fazem. Hoje e sempre!!
«Operação da Polícia Judiciária em curso visa suspeitas de crimes na obtenção de subsídios da União Europeia, fraude fiscal e branqueamento de capitais. Jornalista Júlio Magalhães também foi alvo de buscas».

Manuel Serrão é acusado de criação de empresas fantasmas para facilitar a obtenção de subsídios europeus. Num esquema em que poderá ter obtido, de forma ilícita, 40 Milhões de euros."

Leonor, excerto...

3x4x3, excerto...

Hora, excerto...

6, excerto...

FanZone, excerto...

Central, excerto...

terça-feira, 19 de março de 2024

Vitória...

Benfica 5 - 1 Torrense

Bonança, antes das tempestades que se avizinham...

Benfica FM #268 - Rangers, Casa Pia...

Visão: S05E29 - Ganhamento pré-seleções | Rangers, Casa Pia

Bigodes: Casa Pia...

El Mítico #83 - Ganar sin convencer

Golaço #172 - L'affaire Kökçü et la dernière liste de Martinez avant l'Euro

O Futebol é Momento - S02E32 - Sarna para se kökçar…

A Verdade do Tadeia - Live - #2024/144 - Pleno de vitórias no topo

Mata Mata: A entrevista de Orkun Kokçu, Jornada Europeia dos tugas, 26ªJ da LP1 e LP2, RM de Mbappe, Endrick...

Falsos Lentos - S04E28 - Carlos diz toda a verdade sobre Diogo

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - O caso Kökçü: onde moram as culpas?

Tailors: Final Cut - S02E18 - Seferovic...

Zero: Semedo...

Segundo Poste...

Zero: Senhoras - S04E24 - Do Mundial ao Euro: Francisco Neto passou pelo Primeiro as Senhoras

Amanhã?!

100


"Roger Schmidt completou 100 jogos pelo Benfica e alcançou o segundo melhor registo de sempre de um treinador na história do clube. O primeiro lugar pertence a Jimmy Hagan.
▫️ 72 vitórias, 17 empates, 11 derrotas
▫️ 224 golos marcados e 83 sofridos
▫️ 1 Campeonato e 1 Supertaça"

Errar é humano! Esperamos por ti...

O banho turco que foi um duche escocês


"Kokçu colocou em causa a hierarquia e a disciplina do grupo, e deve ser punido. Mas tem razão na maior parte do que disse...

Confesso que concordo com a maior parte dos argumentos expostos por Orkun Kokçu na entrevista ao De Telegraaf. De facto, não faz sentido que um clube, a pedido do treinador, embarque no maior investimento da sua história, e depois coloque aquele que foi pago como jogador-referência do projeto de Roger Schmidt, como tapa-buracos, uma vez aqui, outra vez ali. E que não lhe seja dada continuidade onde, realmente, rende mais. E que se lhe retire a confiança, substituindo-o com frequência, ou deixando-o no banco. Roger Schmidt pediu Kokçu, campeão e melhor jogador da Liga dos Países Baixos na última época, a Rui Costa, dando como garantia a profundidade com que conhecia o jogador e a forma como iria encaixá-lo na equipa; e, afinal de contas, a colocação, o rendimento, e o resultado do investimento encarnado tem andado a milhas daquilo que seria expectável. Dito isto...
Não sei quantas conversas terá havido entre Schmidt e Kokçu, antes do internacional turco ter dado o grito do Ipiranga na entrevista ao De Telegraaf. Presumo que o treinador alemão não seria alheio ao mal-estar do seu jogador pelo facto de estar a ser utilizado fora da posição onde pode fazer, realmente, a diferença. Mas, nestas coisas, manda quem pode e obedece quem deve, com mais ou menos Kompensans no percurso. É da vida, só podem entrar em campo onze jogadores, e há cinco substituições que podem ser feitas, e quem tem a última palavra, quer na escolha dos titulares, quer na sua colocação no terreno, quer nas trocas ao longo da partida, é o treinador. Nunca hei de esquecer uma frase que ouvi a Johann Cruyff, no dia da apresentação de Luís Figo em Barcelona, num contexto em que o técnico neerlandês andava de candeias às avessas com o presidente blaugrana, Josep Lluís Núñez: «Neste clube, em relação à equipa principal de futebol, o presidente só tem um poder: despedir-me. O resto é tudo comigo.»

Resumindo, por mais razões que lhe assistam (e, como já disse, simpatizo com a maior parte delas...), Kokçu errou quando levou para a praça pública coisas que devem ser resolvidas entre as quatro paredes do balneário. E colocou em causa a hierarquia. Sem ela, instala-se a indisciplina e a anarquia, e o naufrágio é certo. Por tudo isto, deve ser punido, na medida certa. Vendo a floresta, e não a árvore."

Roger Schmidt não tinha outra opção


"Kokçu foi apenas egoísta ou considera que há um bem maior que deve ser protegido?

Obviamente, Roger Schmidt não podia ter Orkun Kokçu na equipa. A entrevista do turco foi, acima de tudo, uma desautorização da liderança do treinador.
Os desportistas sabem e respeitam as regras de balneário – mais até do que regulamentos internos – e aquilo que o ex-jogador do Feyenoord fez foi muito mais contra as primeiras do que uma quebra dos segundos.
Ou seja, de uma vez só, Kokçu colocou Roger Schmidt em causa e não se importou, sequer, com as repercussões que as declarações que proferiu poderiam ter no seio do grupo e em todo o universo encarnado: ainda que aqui e ali desgostosos com o futebol praticado, os adeptos continuam a querer vencer e sabem que a equipa está em posição disso.
Voltando a Kokçu, no mínimo, o camisola 10 deixou suspeitas no ar de que algo vai mal dentro de portas. O que nos leva a pensar: foi Kokçu simplesmente egoísta ou considera que há um bem maior e se chegou a um estado de coisas que já não se suporta? Essa, por exemplo, é uma pergunta que falta na entrevista do ex-Feyenoord.
No discurso do internacional turco há, porém, algo do qual discordo. Parece-me claro que o Benfica lhe deu devida importância, ao contrário do que Kokçu refere. O próprio montante da transferência explica como o clube olha para o jogador. O número que usa na camisola também, já agora.
Ainda assim, parece-me claro que é de estatutos que Kokçu fala em determinadas partes. Quando frisa a quantidade de vezes que foi substituído, quando pede protagonismo em campo. E isso aponta à gestão do treinador que, perante tais frases, não teve outra opção que não afastar o jogador do encontro com o Casa Pia e até quando não se sabe.
Nesse aspeto, a semana de seleções calha bem ao grupo de trabalho. Ganha-se tempo para se poder gerir, sabendo disto. O Benfica, e o seu talentoso plantel, está completamente metido na luta pelo título, pela Taça de Portugal e na Liga Europa. Isto, apesar de alguns erros de casting, de más decisões a vários níveis, apesar dos efeitos que esta entrevista pode causar internamente.
Há um velho chavão no desporto que se usa em tempos desafiantes e de crítica. Di María usou-o já esta época quando numa rede social escreveu «sempre contra todos».
O Benfica está em condições de competir por tudo e até ganhar títulos, «contra todos» e apesar de si próprio, acrescentaria.

SPORTING ESMAGADOR
O rival maior não desiste e mesmo com a perspetiva de ter ainda um jogo em atraso, o Sporting não tira o pé do acelerador.O leão tem sido esmagador e em casa tem vitórias em todos os jogos de Liga. Ir a Alvalade hoje em dia é o maior problema que uma equipa portuguesa pode ter.
O Sporting ainda não ganhou - e pode não ganhar - qualquer título, mas já conquistou as emoções e as memórias futuras dos seus adeptos."

Tempo de reflexões


"Tempo de paragem para as seleções, tempo de breves reflexões sobre a realidade benfiquista, dizendo umas coisas prementes, deixando outras para o balanço de final da época.
Escrevo num momento de felicidade pelo apuramento para os Quartos de final da Liga Europa, ou seja, até estou muito bem disposto com esta façanha. Mas a boa disposição não me tolda a preocupação que decorre de uma época com altos e baixos e com umas Contas que merecem urgente reflexão, em que o apuramento para a Champions se torna vital para o projeto de Rui Costa.
Um passivo a subir, custos a crescer acima do razoável, as explicações são secundárias nestas circunstâncias. Interessa alguma coisa conhecer as razões, senão para dissecar quais os remédios necessários, quando parece inequívoco que substituímos uma estrutura profissional na área de gestão por outra que, se o é, aparenta deixar muito a desejar?
Não podemos ter medo das palavras: estamos com um enorme problema a curto prazo, demasiado dependentes de uma receita futura, decorrente do apuramento para o pote dourado da Champions. Pusemo-nos a jeito, não temos do que nos queixar. O Benfica é um fantástico Fórmula 1 que, como ressalta à evidência, requere pilotos experimentados e de provas dadas…
Só que tudo isto fundamentalmente depende dos resultados desportivos do futebol. Um futebol que tem algo de aleatório, mas muito de planeamento estratégico e qualidade de liderança apoiada num staff de gabarito. As colheitas estão sempre dependentes do plantar, também das vicissitudes do tempo, mas resultam sempre muito do saber e conhecimento da matéria. Se em tudo na vida assim é, no futebol porque não o seria?
Estamos atualmente em 2º lugar, com uma vantagem confortável para o 3º lugar, temos uma possibilidade real de conquistarmos o título, assim os ventos corram de feição e façamos pela vida, como ir ganhar a Alvalade, sem desperdiçar outros pontos de forma inglória. A Taça da Liga foi exemplo do que nunca deveria ter sucedido (convencimento de ganhar antes de jogar), a Supertaça é nossa, a Taça de Portugal não é miríade e o Marselha, sem ser fácil, está ao nosso alcance.
Ou seja, deveria prevalecer uma estabilidade emocional e remarem todos para o mesmo lado, sem amuos que apenas nos prejudicam e servem agendas escondidas. No entanto, aqui e ali saltam à evidência uns arrufos de primas-donas entre o plantel que apenas instabilizam e demonstram debilidades de carácter. Compete a Rui Costa dar uns murros na mesa, explicar aos "mais sensíveis" que estes comportamentos irrefletidos apenas servem os interesses dos empresários que buscam comissões de transações, mas que só serão possíveis se os jogadores tiverem atitudes, no campo e fora dele, consentâneas com o nível de profissionalismo associado aos valores remuneratórios auferidos.
Nesta altura, seria difícil não falar um pouco de Schmidt que entendo merecer uma palavra de confiança – sim, não me enganei. Um alemão que cai num país estranhamente apaixonado pelo futebol, em que o criticar vai muito além do ser construtivo, quantas vezes com o único objetivo de denegrir. Foi brilhante grande parte do ano passado e fomos campeões. Este ano, com um plantel que globalmente está longe do valor propalado, com carências qualitativas nalgumas posições que janeiro não corrigiu e que se "metem pelos olhos dentro", mesmo assim estamos onde estamos.
Todos os benfiquistas que o criticam (e são muitos) acham que não é difícil fazer melhor com o atual plantel que clamam ser capaz de produzir outra qualidade de jogo, sem falar nos comentadores, uns quantos de forma livre e objetiva, mas outros, certamente, ou por agenda ou por despeito. Seja como for, sobre as críticas dos benfiquistas, choca-me a forma acintosa de umas quantas, porque criticar "de cátedra" e sem qualquer responsabilidade é um jogo fácil e com sucesso garantido, ou por ser chamariz na imprensa ou nas redes sociais. Estas críticas, sendo perfeitamente dispensáveis, têm nefastas consequências, como já se viu no Estádio, criando instabilidade e enervando a equipa, quantas vezes já "sob brasas", a precisar de apoio e a ouvir vaias ao treinador.
Reconheço que há críticas e críticas e todas as que reputo de construtivas serão sempre oportunas e legítimas, além de úteis e fundamentais. Vamos ser francos, também eu me revejo, por vezes, em algumas dessas críticas, desgostoso com algumas exibições, com a falta de intensidade competitiva ou com a escassez de remates, mas como já fui treinador (andebol – 10 anos), penso 2 vezes, reconheço que sou indulgente e darei sempre um desconto. Ninguém acerta sempre e Schmidt também errou, algumas ou várias vezes. Ele também o sabe e reconhecerá, quiçá algum atraso, notando-se que começa a mudar o que entende premente para melhorar o coletivo.
Que Diabo, por que razão, nós (benfiquistas), não damos uma folguinha e manifestamos uns laivos de confiança, "remando todos para o mesmo lado", até porque a época vai adiantada, a instabilidade nada ajuda e qualquer mudança tem o suicídio garantido? Há que pensar duas vezes, ter sangue-frio, sobretudo quando o que está em causa, por razões financeiras (e também económicas), é o apuramento para a Champions…"

Triunfo merecido


"Os destaques nesta edição da BNews são a vitória, por 0-1, na visita ao Casa Pia e o apuramento histórico da equipa feminina de andebol na competição europeia.

1. Ciclo exigente fechado com três pontos
Roger Schmidt valoriza a vitória obtida no epílogo de uma sequência de jogos exigentes num curto espaço de tempo: "Foi uma caminhada longa nas últimas semanas, com muitos jogos consecutivos. Jogar um jogo muito duro e importante em Glasgow, na quinta-feira à noite, e, depois, jogar contra o Casa Pia, no domingo à noite, é um desafio de futebol, mas também mental."
E acrescenta: "O que os jogadores fizeram, o futebol, a mentalidade, a união e a qualidade foram de topo, por isso tenho muito respeito pelo que os jogadores fizeram."

2. Saber esperar
João Mário opina: "Fomos a equipa que procurou sempre mais vencer este jogo. Foi um jogo de paciência e conseguimos o golo. A segunda parte foi toda nossa, era uma questão de tempo até ao nosso golo."

3. Homem do Jogo
Arthur Cabral, autor do golo que deu a vitória ao Benfica, foi considerado o Homem do Jogo.

4. Apuramento histórico
O Benfica está nas meias-finais da EHF European Cup Women de andebol, após vencer, na Turquia, o Armada Praxis Yalikavaspor por 23-30.
João Alexandre Florêncio realça a grande exibição e deixa um apelo aos Benfiquistas: "Foi incrível, fizemos o melhor jogo da época. Estamos na meia-final. Espero que os nossos sócios encham o pavilhão. As jogadoras são umas vencedoras, são umas guerreiras, e jogam à Benfica."

5. Todos à Luz
É já amanhã que o Benfica defronta o Lyon, no Estádio da Luz (20h00), em jogo da 1.ª mão dos quartos de final da Liga dos Campeões de futebol no feminino.
Francisca Nazareth revela ambição e lança um repto aos adeptos: "Já fizemos história. Com este símbolo ao peito, queremos sempre mais, obviamente. Não queremos ficar por aqui. Apelo aos Benfiquistas e aos amantes de futebol que vejam o jogo, porque vai ser um dia histórico para o Benfica e para o futebol feminino em Portugal e no mundo. É nestes palcos que queremos jogar."

6. Outros resultados
Em hóquei em patins, o Benfica apurou-se para a final four da Taça de Portugal ao vencer o Candelária por 1-7. Na final da Taça de Portugal de basquetebol, jogo decidido nos últimos segundos, com a balança a pender para o FC Porto (78-81). A equipa feminina de basquetebol ganhou, por 75-65, ao Ferragudo, e fechou a fase regular na 2.ª posição, após uma recuperação impressionante na classificação. A equipa feminina de hóquei em patins ganhou, por 1-3, na deslocação a Gulpilhares. A equipa feminina de voleibol perdeu, por 3-1, no reduto do PV Colégio Efanor. Os Iniciados empataram a um golo na deslocação a Braga e mantêm-se na liderança da fase de apuramento do campeão ao fim de sete jornadas.

7. Jogo do dia
O Benfica recebe o Torreense em futsal, na Luz, às 20h00.

8. Casa Benfica Charneca de Caparica
Conheça esta embaixada do benfiquismo através da BTV."

Claro...

A arte de Arthur Cabral resgata o Benfica do problema chamado Casa Pia


"Num encontro muito difícil para as águias, um golo do brasileiro aos 75' deu o triunfo (1-0) aos campeões nacionais. Com Kökçü, na sequência da polémica entrevista, de fora da convocatória, a equipa de Schmidt realizou uma exibição algo apática, mas um excelente lance de Cabral quebrou a resistência dos gansos

A vida benfiquista de Arthur Cabral é uma montanha-russa. Reforço milionário contratado para substituir Gonçalo Ramos, foi imediatamente aposta a titular mas, entre a falta de golos e dúvidas sobre o seu estado físico, foi, inicialmente, mais motivo de piadas do que ameaça para as defesas rivais.
Em dezembro, depois do empate contra o Farense, um gesto obsceno dirigido a um adepto marcou essa entrada em falso na Luz, mas a montanha-russa elevou-o para, dias depois, ser o herói de Salzburgo.
Pois bem, depois do calcanhar na Áustria, Schmidt relegou-o para o banco em Braga. Eis a montanha-russa, manifesta novamente entre janeiro e fevereiro: marcou em quatro jogos seguidos e, depois, esteve cinco partidas seguidas de fora do onze inicial.
Regressou aos titulares na receção ao Rangers, mas contra o Estoril foi suplente e, em Glasgow, nem saiu do banco. Do melhor momento em Portugal passou, subitamente, para opção secundária, parecendo atrás de Marcos Leonardo e Tengstedt, além do recurso ao ataque móvel.
Assim, na parte baixa da montanha-russa, entrou Cabral em Rio Maior. E, numa partida tensa e fechada, daquelas em que se perdem pontos que custam campeonatos, o brasileiro saiu do banco para se voltar a colocar no topo. Aos 74', pegou na bola para evidenciar tudo o que vinha faltando aos campeões nacionais: convicção para avançar, técnica para fintar, poder de fogo para rematar, capacidade de finalização para decidir. 1-0 e mais um problema superado, mais um ponto alto que se segue a um ponto baixo que sucedera um momento alto na vida montanhosa de Arthur Cabral no Benfica.
A antevisão da partida foi escrita em neerlandês, língua da polémica entrevista de Kökçü. Schmidt disse que ainda não a lera, mas, depois de o fazer, não terá gostado do conteúdo. O turco foi excluído da convocatória.
A terceira vez, na história da I Liga, que o Casa Pia recebeu o Benfica foi disputada no terceiro palco diferente. Em 1938/39, na primeira presença dos gansos na principal divisão, o duelo deu-se no Restelo; muitas décadas depois, em 2022/23, o embate foi em Leiria; agora, e enquanto o clube continua nómada face à demora das obras do estádio de Pina Manique, o jogo foi em Rio Maior.
Alheio a este andar com a casa às costas, o Casa Pia entrou apostado em incomodar os campeões nacionais. Gonçalo Santos abraçou os três centrais que marcaram a era Filipe Martins e, com solidez defensiva e capacidade para progredir de forma apoiada, os gansos criaram duas oportunidades nos primeiros 15’. No entanto, nem Larrazabal, após bom contra-ataque, nem Felippe Cardoso, na sequência de cruzamento de Lelo, tiveram a melhor pontaria.
O melhor lance do Benfica no primeiro tempo deu-se aos 20’, quando Di María serviu Marcos Leonardo, que viu Ricardo Batista defender o seu remate. O brasileiro pareceu sempre incómodo e desconfortável no desafio, desparecido no jogo e distante da baliza. Foi substituído, aos 59’, após tocar apenas 11 vezes na bola, o valor mais baixo entre todos os futebolistas que atuaram na hora inicial da partida.
Perante a ausência de lances claros de perigo das águias, era o Casa Pia quem aproveitava para ameaçar. Pablo Roberto, um brasileiro com elasticidade na condução de bola e criatividade nas botas, arranjou espaço para rematar aos 38’, mas Trubin defendeu a bomba.
Perto do intervalo, António Silva cabeceou para defesa de Batista, mas a imagem dos visitantes foi, em boa parte da contenda, pobre, escassa em ideias e deficitária em energia, deixando passar os minutos, permitindo que as coisas entrassem num panorama mais do agrado do Casa Pia. Perante esta letargia, as águias agarraram-se à sua dupla letal: no recomeço, Di María serviu a corrida de Rafa e, subitamente, um cenário tantas vezes repetido deu-se em Rio Maior. Rafa a correr com espaço, remate… ao lado. Desta feita, o supersónico desperdiçou.
Schmidt lançou, aos 59', Arthur e Neres, dando a dupla brasileira outra continuidade ofensiva ao Benfica. Aos 74', o ex-Shakhtar tocou em João Mário, que abriu para Cabral. O atacante empreendeu uma fuga para a vitória, expressa num tiro em arco de pé esquerdo que quebrou a resistência do Casa Pia, dono da casa emprestada de Rio Maior, o estádio que menos golos viu nesta edição da I Liga (20).
Logo a seguir ao 1-0, Batista evitou o ampliar da vantagem por parte de Arthur Cabral. O Casa Pia, que durante a primeira parte fora capaz de criar perigo, não mais incomodou verdadeiramente Trubin. O momento do Benfica não está para exibições de gala nem triunfos folgados, pelo que o surgimento de heróis que se cheguem à frente é fundamental. Arthur Cabral foi ao topo da sua montanha-russa encarnada para salvar as águias em Rio Maior."

Segunda parte, Arthur Cabral e 3 pontos para os adeptos


"Casa Pia 0 - 1 Benfica

Antes do Jogo
> O Casa Pia não está com a corda na garganta. Saiu de saco cheio de Alvalade - já agora, que nos dêem baldas daquelas também - mas depois disso já foi ganhar por dois a Guimarães. Proibido facilitar!
> Vou visitar pela primeira vez o Estádio Municipal de Rio Maior, talvez o único onde se joga a primeira liga onde nunca estive. Para lembrar que dali o Sporting regressou com 2 pontos a mais devido a um golo de Paulinho em claro fora de jogo validado em tempo recorde pelo VAR Hugo "Macron" Miguel.

Durante o Jogo
> Bem, neste estádio, moderno, inaugurado em 2003, mal se vê a área de cá, quanto mais a de lá.
> Tiago Gouveia marcou e assistiu contra o Estoril. Não merecia voltar à equipa hoje? Porquê o João Mário?
> Entramos a trabalhar para a estatística da posse de bola e a primeira grande oportunidade é deles. E o Di María vai estando no chão vezes demais.
> E vai a segunda oportunidade perdida por eles.
> Estamos a tomar conta do jogo, mas é tudo pelo meio, sempre pelo meio. Precisamos dar largura ao jogo.
> Primeira parte fraca, sem pressão, sem os fazer passar por grandes calafrios. Estar lá o Gonçalo Ramos, o Arthur ou Marcos é igual: a bola não chega lá em condições.
> Entrámos melhor na segunda parte.
> Ó Rafa, crl, rematavas antes. Que perdida!
> Di María a aparecer no jogo, mais bola na área deles.
> Agora foi o António com perdida incrível.
> De apoio não se podem queixar: maré vermelha com apoio constante à equipa. BEN-FI-CA.
> Estamos a encostá-los lá atrás. Neres a agitar o jogo. Mas porque não chutam mais?
> Arthur Cabral, que grande jogada, que grande golo! Entrou com tudo. É isso!!!
> Marcámos e baixámos a intensidade. Mas um golo de vantagem não dá para descansar.
> E O BENFICA GANHOUUUUU."

Simples: Sporting...

Simples: Benfica...

Terceiro Anel: Casa Pia...

Vinte e Um - Como eu vi - Casa Pia...

5 minutos: Casa Pia...

Segunda Bola, excerto...

BTV: pós-jogo, excerto...

Titulares, excerto...

6, excerto...

Total, excerto...

FanZone, excerto...

Central, excerto...

RTP, excerto...

segunda-feira, 18 de março de 2024

Vermelhão: 3 pontos...

Casa Pia 0 - 1 Benfica


Três pontos muito importantes, para quem acredita no título máximo, ou para quem acredita que só estamos a lutar pelo 2.º lugar! Voltámos a jogar abaixo do nosso potencial, mas terminámos hoje uma sequência de 2 meses (mais ou menos) de dois jogos por semana, a jogar praticamente todas as Quintas-feiras e Domingo; foram 13 jogos (e só não foi 'pior' porque perdemos na meia-final da Taça da Liga...) consecutivos, com pouca rotação na maior parte dos jogos, com muitos nervos, com todos a perceberem que podíamos jogar melhor, a começar pelos jogadores e o próprio treinador... Teria sido diferente, se a equipa estivesse numa onda 'positiva', com a equipa a puxar pelos adeptos, o que teria dado à equipa técnica, uma margem maior para fazer a rotação, mas com esta onda 'negativa', dentro e fora do relvado, esta sequência tem sido penosa... mas após o jogo de Guimarães, jogado em condições especiais - impróprias para 'consumo'!!! -, temos vencido os jogos do Tugão, excepto o jogo do Dragay! E se após a polémica do Kokçu, querem encontrar um balneário dividido, conspirando à calada contra o treinador, a forma sofrida como temos vencido muitos jogos, muitas vezes na reta final das partidas, prova que os jogadores não 'desistiram', e que independentemente das 'opiniões' pessoais, até agora, todos estão a puxar para o mesmo lado dentro do balneário!

Primeira parte fraca, com a equipa muito previsível, lenta, e a afunilar o jogo, e como o João Mário afirmou no final: a tentar entrar com a bola dentro da baliza! Voltámos a facilitar, na transição defensiva, após um Canto a nosso favor, que deu a melhor oportunidade ao Casa Pia... e na sequência deste lance, a equipa perdeu confiança e deu confiança ao adversário, sendo que perdemos o domínio do jogo momentaneamente...! Perto do fim da 1.ª parte, após uma escorregadela do Nico, voltámos a permitir um contra-ataque perigoso! Dito isto, dominámos territorialmente a maior parte do jogo, e apesar dos poucos remates perigosos, acabámos por criar alguns desequilíbrios, mas decidimos sempre mal perto da área adversária...

No 2.º tempo, a atitude mudou. Pressionamos muito melhor, abafando o Casa Pia, que praticamente nunca conseguiu sair da toca. Tirando uma sequência de 3 Cantos 'contra', a jogo foi jogado somente no lado 'certo' do campo! Com as substituições, melhorámos. Com o Neres em campo, ficámos com dois flancos, em vez de só 'um'!!! E até o João Mário, a partir do momento que foi para o 'meio', para o lugar do Tino, melhorou... e acabou por ser importante na jogada do golo.

Vitória justíssima, que pecou por escassa... Jogadores cansados a decidir mal, nos momentos decisivos, contra um 'autocarro', que após a mudança de treinador, tem conquistado muitos pontos!


Grande jogo do Toni, mais um, merecia o golo... Tino dominador, mas com o Amarelo ficou condicionado e foi bem substituído! Cabral decisivo, com um excelente golo... mas se hoje os 'fãs' do Arthur estão de peito feito, eu recordo que até agora os Pontas-de-lança do Benfica esta época, sempre que saltam do banco, jogam 'bem'!!! Musa, Leonardo, até o Tengstedt, sempre que entram jogam bem... quando são titulares, jogam 'pior'!!! Admito, que o Cabral, entre todos, tem sido aquele que melhores números, como titular, mas...

As más arbitragens irritam-me, mas os Benfiquistas que depois de um jogo destes, acham que o árbitro esteve bem, deviam ser 'expulsos'!!! O facto do Casa Pia ter chegado ao fim do jogo sem um único Amarelo, devia dar irradiação... A quantidade de faltas não assinaladas, ao Benfica, sempre que alguém tentava fazer uma combinação entre-linhas, com entradas por trás...
E já agora o golo mal anulado: sim mal anulado, porque o Neves 'recebe' a bola do guarda-redes adversário. O Baptista não fez uma 'defesa', após o remate falhado do Nico; o Baptista disputou a bola com o Toni, dominou mal a bola, e esta sobrou para o Neves... Os do 'costume' vão afirmar que o guarda-redes do Casa Pia fez uma defesa incompleta, mas isso é treta!!!
Já agora, 'obrigado' pelo Amarelo mal mostrado ao Toni, assim vai 'limpar' com o Chaves!!!


Descanso para os nãos internacionais. Vamos esperar que ninguém venha lesionado. E esperar que a sequência desgastante de Abril, não seja fatal!!! Importante resolver a questão Kokçu: um jogador insatisfeito é mais normal do que parece, agora a forma como a entrevista foi dada, parece-me claramente uma questão de mau aconselhamento... neste caso, por parte do seu representante, o seu pai!!! Hoje, sem esta polémica, o Kokçu deveria ser sido titular... e com a sequência de jogos que se avizinham, todos são necessários...

Estamos nas meias-finais...

Yalikavaspor 23 - 30 Benfica
11-12

Qualificação histórica, para as Meias-finais de uma competição europeia, com uma vitória clara, com uma boa 2.ª parte!

Agora, vamos defrontar uma equipa Eslovaca, numa eliminatória teoricamente de 50/50, onde temos que eliminar as brancas, que esta equipa normalmente tem durante os jogos!

Iniciados - 7.ª jornada - Fase Final

Braga 1 - 1 Benfica
Nunes


Primeiros pontos perdidos, numa jornada onde até 'ganhámos' pontos aos potenciais principais concorrentes ao título!
Jogo após paragem para as Seleções, e talvez por isso, muitos jogadores ausentes, principalmente na defesa e no meio-campo! Temos opções válidas, mas não é a mesma coisa!

Vitória no Pico!

Candelária 1 - 7 Benfica

Qualificados para a Final Four da Taça de Portugal, com uma vitória fácil, no Pico!

Taça perdida...

Benfica 78 - 81 Corruptos
11-27, 25-22, 25-13, 17-19

Troféu perdido, com um 1.º período miserável, onde ainda conseguimos recuperar e 'colar' no marcador, mas na recta final, voltámos a não conseguir decidir bem!
Hoje, até equilibrámos na tabela, mas acabámos por 'perder' na estatística dos lance livres, com o Makram a falhar em demasia!
O Ivan faz muita falta nestes jogos...