Últimas indefectivações
domingo, 25 de fevereiro de 2024
sábado, 24 de fevereiro de 2024
Juniores - 3.ª jornada - Fase Final
Sofremos um golo no 1.º minuto, e depois mais dois de penalty!!! Conseguimos empatar por duas vezes, mas à 3.ª já não deu...
Primeiros pontos perdidos, num jogo que podia ter corrido melhor... contra um adversário, que em conjunto com o Sporting serão os nossos principais adversários, e que tem num ex-jogador do Benfica, o seu melhor jogador: Furtado!
‘Too loose’ para ser verdade, Herr Schmidt
"Roger Schmidt está a sentir dificuldades em perceber aquilo que é mérito seu e demérito dos outros, e em Toulouse contribuiu também ele para o desnorte da equipa
Aconteça o que acontecer, Toulouse será certamente um marco nas exibições mais estranhas de um Benfica já de sim extremamente errático esta temporada. O que pretendeu Roger Schmidt na segunda mão do play-off da Liga Europa é transparente ou deveria sê-lo para a maior parte das pessoas, porém não resultou.
É verdade que os encarnados foram bem-sucedidos no essencial, ou seja, na qualificação para os oitavos de final, todavia as suas decisões em nenhum momento pareceram suficientes, bem pelo contrário, para manter a eliminatória sob controlo, tivessem sido tomadas antes do pontapé de saída, ao intervalo ou no decorrer da partida.
Não sou, como sabem, daqueles que atiram pedras sem olhar ao trabalho do alemão na Luz, nem me sinto influenciado em nenhum momento pelo que dizem à minha volta, mesmo com toda a toxicidade que tem sido visível sempre que o seu nome vira tema de conversa, porém o que aconteceu esta quinta-feira desafia a lógica do que tem sido sido hábito por parte do técnico.
Schmidt partiu de uma decisão de gestão no embate com o Vizela, carimbado com um 6-1, em que revolucionou o 11 e fez descansar jogadores, como base para o ataque ao encontro europeu, protegido por uma ideia de superioridade que sempre foi real, mas nem por isso transportada para dentro de campo no Estádio da Luz.
Quis dar continuidade aos bons sinais dados por David Neres e, ao juntá-lo a Rafa e a Di María, embora contrabalançando-o com a ética de trabalho defensivo em que Tengstedt se distingue dos outros pontas de lança, recuperou aquela que parece ter sido a imagem com que partiu para esta temporada, a de uma equipa capaz de reunir os elementos mais criativos em campo ao mesmo tempo. Num jogo em que o controlo e a racionalidade poderiam expor um adversário obrigado a atacar para ganhar e seguir em frente, o treinador do Benfica não se preocupou com as fragilidades que a equipa tem vindo a demonstrar há meses, com um ou outro momento de maior equilíbrio, e qual lutador de sumo bateu com as pernas no chão, à vez, para um choque frontal. Fazendo ainda ouvidos de mercador à ideia de que a Europa, mesmo uma Liga Europa e não uma Liga dos Campeões, é sempre um nível de exigência acima de um jogo da Liga, à exceção talvez de dérbis ou clássicos, também por aí se explica a continuidade de João Mário, que tinha jogado bastante bem no jogo do campeonato, no duplo-pivot, com Neves ao seu lado. Nunca esteve confortável.
A diferença entre os dois conjuntos ficou bem patente no primeiro tempo, quando, mesmo sem jogar bem, os encarnados tiveram momentos para se chegar à frente no marcador. Iludido talvez com essas jogadas, ao intervalo Schmidt respondeu ao 0-0 ao pisar um pouco mais no acelerador, com as entradas de Carreras - Morato estava mal, o espanhol entrou pior e não se admirem se Aursnes voltar em breve a ser lateral-esquerdo - e Arthur Cabral, e o carro, que já se mostrava instável e de difícil controlo, fugiu-lhe definitivamente de frente.
Carreras é jovem, porém a exibição de Toulouse, em que sucumbiu à pressão com várias péssimas decisões e abordagens, vai de certeza marcá-lo e reacender o debate sobre mercado do Benfica no que diz respeito ao pós-Grimaldo. Morato parece ter chegado ao seu limite, depois de ter sido importante na estabilização defensiva, e o espanhol, percebe-se, ainda não está preparado para este nível. Já Arthur Cabral, que sem se perceber bem porquê, agora tem entrado e não começado de início, não parecia bem a solução para um jogo que a equipa não tinha controlado. Valia às águias um João Neves, que se compreenderia sempre se não se sentisse preparado para jogar, a carregar a equipa às costas. E o mesmo se pode dizer de António Silva.
Aursnes e Florentino estavam no banco no momento do pontapé de saída. Não faz sentido. Os maiores equilibradores do conjunto deveriam estar no relvado numa partida em que o equilíbrio é fundamental. O norueguês ainda foi a jogo, o português nem por isso, mesmo quando o momento o reclamava. É incompreensível como uma unidade tão importante na conquista de um título seja agora apenas alguém acessório para o projeto, mesmo quando todos os caminhos para o sucesso do conjunto pareçam passar por ele.
Schmidt, aparementemente, está iludido por uma imagem de ataque avassalador que dificilmente será possível, mesmo com toda a gente disponível. E aparenta sim deixar-se influenciar pelos resultados ou exibições sem as conseguir contextualizar. O alemão tem de perceber o que é mérito seu e demérito dos outros rapidamente. Se não, arrisca-se a falhar. Em França, assinou também ele uma exibição muito pouco segura. Too loose, mesmo.
Faltou o «bom» a um bom SC Braga
Escrevi aqui ontem que um bom SC Braga conseguiria recuperar a desvantagem na eliminatória com o Qarabag. A equipa de Artur Jorge conseguiu-o por duas vezes, uma nos 90 minutos e outra no prolongamento. No entanto, um bom SC Braga não se deixaria morrer na praia depois de uma caminhada tão difícil até aí. Não contra dez elementos e nunca da forma como aconteceu, numa altura em que a concentração deveria ser máxima com o aproximar do final do tempo-extra. Há muito a refletir na Pedreira.
Empate não coloca em causa solidez do leão
O Sporting fez o seu papel e não comprometeu, depois de uma boa vantagem conquistada em terras suíças. O objetivo maior era a qualificação e, embora o leão quisesse obviamente vencer uma segunda vez o Young Boys, o empate justifica-se sobretudo pelo desperdício que de vez em quando ataca a equipa, incluindo um penálti desperdiçado por Gyokeres. Nada que coloque em causa a solidez e a consolidação do leão, que parece ser de longe a equipa portuguesa mais consistente da atualidade."
Eu vi a bola
"A propósito do adeus d’A BOLA à Travessa da Queimada, e a 27 anos da minha história
Domingo passado fechei a porta do número 23 da Travessa da Queimada, no Bairro Alto, em Lisboa, provavelmente pela última vez. No dia seguinte, o jornal A BOLA foi feito em São Domingos de Benfica, 78 anos depois de ter chegado ao que era então o bairro dos jornais e onde era o último resistente há alguns anos. A BOLA TV ainda ficará no Bairro Alto mais algumas semanas, e talvez lá apareça para comentar a atualidade, mas o jornal de domingo foi o último para o qual escrevi no lugar de sempre.
A primeira vez que me lembro de ir ao Bairro Alto foi numa visita de estudo a um jornal, A Capital, nos anos 80. Se calhar foi aí que ganhei o bichinho. Entrei no 23 da Travessa da Queimada, pela primeira vez, a 4 de julho de 1997. Tinha 20 anos, e queria ver a bola e o mundo e escrever sobre eles. Hoje tenho 47. Passei mais de metade da minha vida a subir e descer aquelas escadas, a entrar e sair de salas dum palácio que, construído no século XVII, nunca pensou (nem tinha particular jeito para isso...) ser uma redação.
Fiz amigos, alguns para a vida, alguns que perdi no caminho, entre aquelas quatro paredes e os bares e restaurantes à volta, do Clandestino, onde eu o Nuno gostávamos de passar ao fim do dia (da noite...) de trabalho, no século passado, ao Caçador de Oliveira, onde jantei quase todas as noites durante mais de 15 anos e onde passei a ser parte da família — os dois já de portas fechadas.
A do 23, d’A BOLA, também se fechou para o jornal, e fá-lo-á de vez daqui a umas semanas. Algo novo nascerá por lá daqui a uns anos, para criar novas memórias para outros deslumbrados de 20 anos de idade. Por mim, achei que iria custar-me mais sair da casa de sempre, mas por muito que os sítios ajudem a construir personalidades, o que as faz realmente são as pessoas."
Benfica FM, excerto: Gouveia!
Sobre o impacto do Tiago Gouveia no Benfica x Vizela pic.twitter.com/aGhM6DwXVb
— Benfica FM (@benfica_fm) February 22, 2024
Os exigentes!
A absoluta vergonha destas últimas 24h, com os “benfiquistas exigentes” a insultar e rasgar o Carreras, um puto que ainda agora chegou e apenas tem 200 minutos jogados, diz muito do que se passa na massa associativa do clube.
— Polvo das Antas - Em Defesa do SL Benfica (@moluscodasantas) February 23, 2024
Vocês não são exigentes. Vocês são pura escumalha.
Azares...
"“Oh sô juiz…pensei que estava falando do Porto sabe…é que houve uns jogos que pronto…eu tive uns azares sabe…só não acontece a quem não está lá dentro como o Lionn que o Boaventura tentou subornar como nós combinamos dizer graças ao pagamento do grande líder verde que foi visitar o Rui Pinto a Budapeste…sabe…o feijão com arroz não se paga sozinho e nem todos nós fomos encher chouriços com contratos milionários para o Sporting onde nunca jogamos…”"
Afinal...
"Afinal o empresário era outro!!! E o jogo também era outro!!! O Cássio fez confusão com a época. São tantas vezes em que o tentam subornar que ele até se confunde - o que nem deixa de ser natural.
Agora sim! Agora isto tem tudo para ser verdade!!
Estou mesmo a imaginar:
- "Sr. Dr. Juiz, eu disse Rui Vitória? Ah desculpe lá, não foi nesse ano.
Nesse ano era outro treinador, outro empresário e outro jogo.
Enganei-me. Acontece!!"
Às tantas, o melhor será investigar o Cássio!
Fica a dica..."
O Sindicato de Jogadores faz 52 anos. Viva o Sindicato!
"O Sindicato dos Jogadores é feito dos rostos que, desde a sua fundação, ajudaram a dignificar a classe dos futebolistas em Portugal.
Permitam-me que num ano particularmente difícil comece por duas homenagens a quem perdemos. O nosso companheiro João Oliveira Pinto deixa a saudade do seu lado humano, solidário e afetivo que era tão importante para cumprir a missão de representar e defender os interesses dos jogadores. Quis o destino que na véspera deste aniversário perdêssemos também Artur Jorge, fundador do sindicato, homem do desporto e da cultura e um dos maiores exemplos da capacidade que um futebolista pode ter ao longo da sua vida para a transformação da sociedade.
Apesar desta valiosa herança de uma geração ímpar, na sociedade atual cresce o individualismo e alheamento dos valores comuns. Muitos já se esqueceram que os direitos dados por adquiridos custaram muito a conquistar e que no futebol, como na vida, é preciso que cada um seja protagonista do seu próprio destino, defensor da sua profissão e ativo no exercício da sua cidadania.
Artur Jorge foi esse homem que deu a cara e encabeçou o ambicioso projeto de uma estrutura sindical para futebolistas, em plena ditadura, com a bandeira de acabar com a chamada 'lei de opção' e rodeado de nomes ímpares como Eusébio, António Simões, Manuel Pedro Gomes, Fernando Peres, Rolando e João Barnabé, entre outros.
Desde então o sindicato afirmou-se, esteve sempre lá nos momentos decisivos, desde a revolução nacional com 'Saltillo' à revolução mundial do 'caso Bosman' e integração da FIFPro.
Com o primeiro contrato coletivo de trabalho para o setor, na luta constante para acabar com o incumprimento salarial e exigir o licenciamento e controlo salarial dos clubes que hoje existe, na aposta na educação apoio à transição de carreira, na defesa do emprego com iniciativas como o estágio do jogador, ou na promoção do futebol feminino e emancipação das nossas jogadoras, com a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho a constituir a grande prioridade para afirmação de melhores condições laborais na modalidade.
Granjeámos a credibilidade necessária para não apenas reivindicar, mas apresentar propostas e soluções em sede própria. Na relação com a FPF, enquanto sócio ordinário, no Conselho Nacional do Desporto, em representação dos praticantes, ou na negociação coletiva com a Liga, crescemos sustentadamente para afirmar o respeito pelos futebolistas.
Combatemos o tráfico de seres humanos todos os dias e apoiamos as vítimas destes esquemas fraudulentos, damos suporte aos jogadores na área da saúde mental com um sistema de apoio integrado em todo o território nacional. Combatemos o racismo e discriminação e defendemos a tolerância zero ao match-fixing e ao doping, tendo sempre a integridade e os valores éticos associados ao desporto como referência.
Um crescimento sustentado a que somamos pequenas grandes conquistas pela obra feira. O Campus do Jogador, a nossa casa, é espaço que permitirá desenvolver muitos projetos inovadores para o futuro.
O sindicato são as suas pessoas, os seus jogadores e jogadoras que diariamente dignificam o futebol português. A todos eles, sem exceção, deixo o meu agradecimento.
Parabéns SJPF."
Nos oitavos de final da Liga Europa
"O empate em Toulouse e a subsequente qualificação para os oitavos de final da Liga Europa é o destaque nesta edição da BNews.
1. Adversário conhecido
O Rangers é o próximo adversário do Benfica na Liga Europa. Os oitavos de final da prova disputam-se em 7 e 14 de março.
Simão Sabrosa, diretor para as relações internacionais do Benfica, salienta que "é muito importante estarmos nesta fase" e refere o "máximo respeito pelo Rangers".
2. Apuramento garantido
Roger Schmidt afirma: "Estamos felizes pelo apuramento para a próxima ronda, perante um oponente duro, que esteve muito bem." E elogia a atitude da equipa: "Por vezes, é preciso lutar no futebol, mostrar espírito e, no final, ser bem-sucedido. Foi isso que fizemos hoje."
O treinador do Benfica faz ainda questão de destacar António Silva e João Neves: "Grande respeito por ambos. Todos os colegas deram tudo para apoiá-los."
3. Objetivo cumprido
Carreras salienta a passagem à eliminatória seguinte e enaltece os Benfiquistas: "O objetivo era passar e conseguimos. Estamos superagradecidos pelas pessoas que viajam para nos apoiar."
Neres refere o enfoque da equipa no apuramento: "Sabíamos que teríamos de lutar até ao final. Foi isso que fizemos."
E Bah lembra o mais relevante: "Estamos apurados para a próxima ronda e claro que estamos felizes."
4. Dia especial
A cerimónia anual de entrega dos Anéis de Platina e Emblemas de Dedicação é no sábado, desde as 9h30, no Pavilhão Fidelidade.
5. Agenda
Nesta manhã, os Juniores do Benfica visitaram o Braga e perderam por 3-2.
Amanhã, às 18h00, a equipa B recebe o Länk Vilaverdense no Benfica Campus.
Na Luz há os seguintes jogos: às 15h00, receção à AA Espinho em voleibol; em andebol, com a Águas Santas (19h00).
Às 15h00, no Estádio Universitário, o Benfica defronta o Belenenses em râguebi, a contar para os quartos de final da Taça de Portugal.
Há ainda uma partida de hóquei em patins em Murches (16h00) e, no feminino, de andebol, futsal e hóquei em patins nos redutos de Academia São Pedro do Sul (16h00), Nun’Álvares (17h00) e CP Vila-Sana (18h00), respetivamente.
6. Protagonista
Arlete Gonçalves, capitã da equipa feminina de râguebi do Benfica que já se sagrou campeã nacional na presente temporada, em entrevista.
7. História Agora
Veja a rubrica habitual das manhãs de quinta-feira na BTV."
Nota de pesar
"Faleceu Rui Rodrigues, antigo jogador do Sport Lisboa e Benfica.
O Sport Lisboa e Benfica endereça sentidas condolências e associa-se à dor da família de Rui Rodrigues, antigo jogador, falecido hoje com 80 anos.
Rui Rodrigues deixa a memória de um atleta distinto, elegante e de classe superior, em campo, e íntegro, estudioso e solidário, fora dele.
Ao serviço do Benfica, Rui Rodrigues cumpriu 96 jogos, e conta com três golos marcados, distribuídos por três épocas consecutivas, entre 1971 e 1974, sendo contemporâneo de jogadores como Eusébio, Simões, Humberto Coelho, Toni, Jordão ou Nené, entre vários outros de um nível excecional.
Nessas três épocas que realizou com o Manto Sagrado, Rui Rodrigues venceu dois Campeonatos e três Taças de Honra, e participou num memorável percurso na Taça dos Clubes Campeões Europeus, que apenas terminou na meia-final da competição, frente ao Ajax de Johan Cruijff.
Nascido em Moçambique, foi em Portugal e particularmente na Académica de Coimbra que cumpriu a maior parte da sua carreira, tendo sido internacional por Portugal em 13 ocasiões, marcando três golos.
A morte de Rui Rodrigues deixa o desporto mais pobre e deixa, também, um rasto de saudade e um lugar na história do Benfica e do futebol português."
Para ir longe na Liga Europa é preciso jogar mais, muito mais
"Toulouse 0 - 0 Benfica
Antes do jogo
> Consigo entrar faltam 25 min para o início do jogo. Não cabe nem mais uma ervilha na zona destinada aos adeptos visitantes. Furo e arranjo um lugar em pé - sem problema, adoro ver futebol em pé - nas escadas, no meio de uma confusão de gente. O Paulo Parreira, aqui perto, avisa-me: "Não fiques aí que quando for golo vai tudo por aí a baixo." Se não fico aqui, fico onde, crl? Que venham é muitos golos do Benfica. Siga!!!
Durante o jogo
> Entrámos a gerir a vantagem da Luz, como se a vantagem fosse de três ou quatro. Só Neres tem iniciativas para nos levar para a frente.
> 40 min e nada quase a assinalar.
> Ui, era tão bonito o António Silva fechar a primeira parte com um golo quando apareceu isolado...
> Schmidt apresentou uma equipa ofensiva que não atacou muito. Mesmo assim, no Sofascore 1.42 golos esperados para nós e 0.30 para eles.
> Venha a segunda parte. Com dois laterais de raiz como há muito lhe exigiam.
> 60 min e eles já lá foram várias vezes com perigo. O Benfica está a pôr-se a jeito.
> O jogo corre todo no nosso meio campo. O estádio ao rubro. Eles acreditam e vão criando lances de perigo. Fdx, mais 4 minutos.
> Acabou: para ir longe na Liga Europa vai ser preciso muito mais do que fizemos nestes dois jogos com o Toulouse.
> Grandes adeptos com cânticos de incentivo a João Neves e António Silva. Bonito."
Voltou a não haver balizas no estádio de Toulouse onde fomos felizes no râguebi e o Benfica agradeceu
"Após um sofrido nulo, o Benfica está nos oitavos de final da Liga Europa, mas não há como dourar a informação: os encarnados poderiam ter saído de Toulouse com uma goleada às costas, num dos piores jogos da era Roger Schmidt
Aqui há uns meses, em Toulouse, não haver balizas foi um gáudio para quinze-mais-uns-quantos garbosos rapazes portugueses, que à mão e ao pé fizeram ensaios e história, com a oval pela linha final fora, para agarrarem a primeira vitória da seleção nacional de râguebi num Mundial, frente a Fiji. E esta quinta-feira, não haver balizas foi um alívio para o Benfica, que frente ao modesto 13.º classificado da liga francesa, no mesmo sítio em que outubro fomos tão felizes, sofreu o que não se esperava que sofresse para segurar o 2-1 levado de Lisboa e qualifica-se sem brilho ou mérito ou merecimento para os oitavos de final da Liga Europa.
Não há como dourar a informação: os encarnados poderiam ter saído de Toulouse com um saco cheio de golos, com uma derrota histórica, um escândalo quase inaudito, depois de uma exibição a roçar o indigno e em que a equipa da casa desperdiçou um sem número de oportunidades claras. E quando a bola chegou enquadrada, estava lá Trubin, o único inocente numa das piores noites da era Roger Schmidt.
O alemão sabia ao que ia, pelo que nem sequer se pode dizer que o Benfica tenha ido ao engano. Na antevisão, previu uns gauleses a arriscar, à procura do golo para empatar a eliminatória. E foi a pressionar que o Toulouse entrou, aproximando-se com perigo quanto baste da baliza de Trubin, reivindicando para si a bola, com o Benfica na expectativa, à espera de uma recuperação ou uma transição onde pudesse matar a eliminatória. O tal “futebol de ataque” que Schmidt sempre promete, como ponto de honra inegociável, era apenas fogo de vista.
Ainda assim, as melhores oportunidades da 1.ª parte foram todas para os encarnados. Aos 24’, Neres esgravatou pela esquerda, cruzou atrasado para Rafa, que rematou por cima. No râguebi, seria um bom pontapé de ressalto, no futebol não conta. À passagem da meia-hora, já com o Toulouse com duas substituições feitas por lesão, o que também acalmou o ímpeto francês, Di María precisava de mais uns quantos centímetros para emendar uma tentativa de desvio de calcanhar de Tengstedt que correu mal e já nos descontos, um afoito António Silva aventurou-se rasgando a área, mas rematou ao corpo do guarda-redes Restes.
Equilibrando a tendência do jogo a meio da 1.ª parte, o Benfica não era uma equipa brilhante, mas aparentemente em controlo da situação. Aparentemente.
Porque a 2.ª parte dos encarnados foi desastrosa. Uma total inexistência de atividade na frente e lá atrás abriram-se espaços e oportunidades para o Toulouse, que até aos 68 minutos, quando Schmidt acedeu finalmente a lançar a calma de Aursnes para dentro do campo, bombardeou sem misericórdia a baliza encarnada, com o Benfica absolutamente incapaz de chamar o jogo para si, de controlar o meio-campo, de impôr-se como o claro favorito que deveria ser.
Os lances sucederam-se. Aos 47’, Sierro rematou após jogada pelo lado esquerdo da defesa do Benfica, onde Carreras conseguiu fazer pior que Morato - o que é obra. Trubin defendeu. Aos 55’, Spierings entrou de rompante pela área após uma bela jogada de Donnum, que deixou Otamendi e Rafa nas covas, cabeceando a rasar o poste. Cinco minutos depois foi Nicolaisen, de cabeça, a ficar muito perto do golo após canto e aos 65’, o avançado Dallinga rematou ao poste. Aos 66’, estava lá Trubin num primeiro remate à queima de Spierings, com Nicolaisen, na sequência, a rematar novamente muito perto do golo.
Da parte do Benfica, nada. Em meia hora de bombardeamento contínuo não houve uma solução, uma mudança, uma atitude vinda do banco. A entrada de Aursnes, não mudando a história do jogo, permitiu ao Benfica, pelo menos, respirar um pouco na defesa, antes de nova ofensiva dos franceses nos últimos minutos, com Sierro a voltar a ter nos pés o golo que empataria - justamente - a eliminatória, com Trubin mais uma vez atento, que nem soldado sozinho e desamparado, mas ainda assim heróico, não deixando a sua equipa cair.
O que não teria sido uma surpresa, tal o nível abismal apresentado pelo Benfica ao longo de boa parte do encontro, sem coesão, perdido no meio-campo. A saída de Tengstedt e entrada de Arthur Cabral acabou com qualquer ideia de pressão na primeira fase de ataque do Toulouse, uma equipa modesta e sem recursos abundantes, mas que com pouco conseguiu vulgarizar um Benfica que, aparentemente, ficou em Lisboa. Na sexta-feira estará no sorteio para os oitavos de final da Liga Europa, de olhos no chão."
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024
Vermelhão: Valeu pela qualificação...
Má exibição, com uma qualificação muito sofrida, contra um adversário com individualidades dum patamar muito mais baixo do que nós, mas com um coletivo interessante e com muita motivação gigante por estarem a jogar uma competição europeia, algo muito raro na sua história!
Mesmo com algumas alterações em relação às escolhas que têm sido habituais para o 'Plano A', a equipa voltou a demonstrar muitos problemas, na saída de bola apoiada, e quando finalmente tentávamos o ataque organizado no meio-campo adversário, não havia opções, com a equipa muito parada, sem movimentações sem bola... e quando os avançados 'atacavam' as costas da defesa contrária, o passe nunca saiu...!!!
Mas se a 1.ª parte, até foi relativamente equilibrada, com poucas oportunidades, e até acabou por ser mesmo o Benfica a ter as 'melhores' com o Rafa, o Di Maria e o António... Agora, o 2.º tempo, foi muito mau! Se no 1.º tempo, a linha defensiva estava a jogar muito recuada, com os Centrais propositadamente a oferecerem espaços entre-linhas, para 'cobrirem' as costas dos Laterais, nos 2.ºs 45 minutos, parece que entrámos com a intenção de defender mais alto, mas isso acabou por dar muito espaço nas costas dos nossos Laterais...
Valeu a falta de pontaria dos jogadores do Toulouse, até porque o Trubin, se me recordo, fez somente duas grandes defesas, o resto foram golos desperdiçados... Enquanto do nosso lado, a única oportunidade que me recordo no 2.º tempo, foi a tentativa de golo olímpico do Aursnes...!!! Conseguimos alguns contra-ataques, mas a decisão junto da área adversária, foi sempre má...
A titularidade do João Mário, a '8', foi a grande surpresa! E uma má surpresa! Eu elogiei o jogo do João Mário contra o Vizela, mas foi contra o Vizela, na Luz!!! Com o Tino e o Kokçu no banco, não havia necessidade...!!!
Se a intenção era fazer pressão alta, tal como fizemos contra o Vizela, então o Di Maria não podia ser titular! Porque o facto dos 6 golos contra o Vizela terem sido na sua maioria após recuperações altas, não se deveu devido à presença do João Mário a '8', deveu-se devido à presença do Tengstedt no '11', e do Neres com o Gouveia nas Alas, e foi o sucesso nesta pressão alta, que facilitou o trabalho do nosso '8' nesse jogo: o João Mário, e não contrário!!!
Sendo honesto e grato, tenho que admitir que o Di Maria, hoje, pelo menos acompanhou o Lateral do lado dele, e 'safou' a equipa várias vezes, com cortes fundamentais, na nossa linha mais recuada... Mas, na pressão alta, ele simplesmente não tem 'pernas' nem 'rins' nem força nos duelos defensivos, e às vezes, parece mesmo que não sabe o que está a fazer...!!!
Depois de tudo o que se passou esta semana, o Joãozinho voltou a ser o nosso melhor em campo... mas se tivesse tido o Tino nas suas costas, poderia ter liberdade para pressionar uns metros mais alto, e isso poderia ter feito a diferença... Hoje, mesmo os Centrais tiveram alguns problemas, mas sem a cobertura no zona central do meio-campo, fica tudo mais complicado...
Com atuações positivas, só realço o Trubin, o Neres e o Bah, além do nosso pequeno campeão! Mesmo o Rafa, hoje não conseguiu fugir às marcações...
O Carreras também provou, que ainda não está preparado para este tipo de jogos... Normal, tendo em conta a idade e a sua experiência anterior. Por exemplo, os constantes saltos antecipados que faz quando tenta jogar a bola de cabeça, têm que ser evitados, com treino, muito treino...!!!
Já agora, sobre o adversário: o treinador pode perfeitamente vir para o Tugão vai sentir-se em 'casa', tanto no show que dá no banco, como na forma como a equipa joga, inclusive a manhosice...!!!
Diga-se também, que mais uma vez, levámos com um árbitro de critério largo, que pouco marcava, e Amarelos nem vê-los, se tivéssemos levado com o árbitro de ontem dos Corruptos, tudo seria diferente!!! Várias entradas duras, passaram em claro, sobre o Neves, sobre o Bah, sobre o João Mário... Só se lembrou que tinha cartões perto do fim...
Sem descanso, temos novo jogo no Domingo, novamente na Luz, contra o Portimonense. Que sendo uma equipa do 'campeonato' do Vizela, tem características diferentes, tem um treinador experiente no Tugão, e em épocas anteriores, já nos tirou pontos na Luz!!! Espero nova revolução no 11... O Tino e o Kokçu tem que jogar no meio (se não jogarem neste jogo, não sei quando!!!), o Aursnes deverá voltar, à posição de Lateral ou à esquerda... O Gouveia e o Neres na minha opinião voltavam a ser os Alas... Mas neste momento, qualquer previsão deste estilo, é um tiro no escuro...
Obrigado ❤️🤍#TFCSLB pic.twitter.com/8c8eQa3rME
— SL Benfica (@SLBenfica) February 22, 2024
Vamos ter jogos com o Sporting e os Corruptos, nos próximos 10 dias, logo a seguir nova eliminatória da Liga Europa, com o adversário seguramente mais complicado, e ainda teremos jogos, com equipas 'manhosas' como o Estoril e o Casa Pia pelo meio... Sem margem de erro no campeonato, e nas Taças, opções e exibições como as de hoje, podem ser fatais...
#SejaOndeFor 🦅#TFCSLB • #UEL pic.twitter.com/ypUF9ifFpn
— SL Benfica (@SLBenfica) February 23, 2024
Para o Sorteio de amanhã, tendo em conta aquilo que estamos a jogar, praticamente não existem adversários fáceis... Talvez, o Rangers e o Slavia, mas um desses deverá calhar aos Lagartos, tendo em conta a vaca que têm tido nos sorteios! Leverkusen e Liverpool claramente os mais complicados, mas o Brighton, a Atalanta também não são fáceis, o West Ham está numa fase má, mas têm uma plantel muito bom, e até a Villarreal está a melhorar...
Em Toulouse, para seguir em frente
"O destaque nesta edição da BNews é o embate, nesta tarde (17h45), em Toulouse, a contar para a 2.ª mão do play-off de acesso às rondas a eliminar da Liga Europa.
1. Profundo pesar
Artur Jorge, campeão nacional quatro vezes e vencedor de duas Taças de Portugal e uma Taça de Honra em seis temporadas de águia ao peito, e posteriormente com uma passagem pelo Clube como treinador, faleceu aos 78 anos.
Fernando Seara, presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sport Lisboa e Benfica, recorda o jogador, o goleador, o treinador e o papel ativo de Artur Jorge na valorização do estatuto dos futebolistas ao contribuir para a criação do Sindicato dos Jogadores.
Também em nota de pesar, o Sport Lisboa e Benfica relembra o legado de Artur Jorge no Clube e no futebol português.
2. Continuar em prova
Roger Schmidt conta com os Benfiquistas nas bancadas e antevê a partida: "Espero um jogo difícil, duro. Claro que temos muita motivação para continuar nesta competição. Ficamos felizes pelo apoio dos adeptos e queremos fazer um bom jogo. Acreditamos em nós, tentaremos jogar o nosso futebol."
Sobre a forma como o grupo de trabalho encara as várias provas, o treinador do Benfica afirma que "todas as competições são prioritárias" e só está focado no embate que se segue: "Temos de mostrar que podemos continuar em prova."
3. Juntos por um bom desfecho
Trubin, o guarda-redes, das sete melhores ligas europeias, mais eficaz na defesa de grandes penalidades, refere a ambição do plantel benfiquista como trunfo para o desafio em Toulouse: "Lutamos por todos os títulos e, para nós, todas as vitórias são importantes. Vamos tentar o nosso melhor e dar o nosso máximo."
E acrescenta: "Tudo depende de nós, temos de jogar o nosso futebol, no nosso estilo, e temos de mostrar a nossa qualidade. Onde quer que joguemos, temos muitos adeptos do Benfica, e isso é ótimo nos jogos fora, dá-nos mais energia."
4. Sonhos realizados
Uma iniciativa conjunta da Fundação Benfica e do Futebol Profissional.
5. Distinção
A equipa técnica liderada por Filipa Patão foi eleita, pelos treinadores da Liga BPI, a melhor dos meses de dezembro e janeiro, e os galardões foram entregues no Benfica Campus.
6. Resultados
Em futsal, o Benfica ganhou, por 6-3, ao Quinta dos Lombos. E, em hóquei em patins no feminino, venceu, por 2-9, na visita ao APAC Tojal.
7. Casa Benfica Avis
Esta embaixada do benfiquismo celebrou o 21.º aniversário."
Nota de pesar do Sport Lisboa e Benfica
"Faleceu Artur Jorge, antigo jogador e treinador do Clube.
O Sport Lisboa e Benfica expressa profundo pesar pela morte do seu antigo jogador e treinador, Artur Jorge.
Ao serviço do Benfica, Artur Jorge cumpriu seis épocas como jogador do plantel principal (1969-1975), tendo realizado 184 jogos e obtido a impressionante marca de 152 golos (particulares incluídos). Um notável goleador que ficará para sempre na memória dos Benfiquistas.
Artur Jorge será ainda evocado na história do Sport Lisboa e Benfica por fazer parte de uma magnífica equipa que venceu o título de campeão sem derrotas, orientada à altura por Jimmy Hagan.
De resto, enquanto jogador, Artur Jorge venceu sete títulos, entre os quais quatro Campeonatos, duas Taças de Portugal e uma Taça de Honra. Na Europa, o Benfica chegou, por duas vezes, às meias-finais da Taça dos Campeões Europeus com o seu contributo e participação.
Ao serviço do Benfica, Artur Jorge foi, por duas vezes, melhor marcador do Campeonato, arrecadando duas Bolas de Prata, e atuou pela seleção principal de Portugal em 16 ocasiões.
Mais tarde, entre 1994 e 1996, Artur Jorge foi treinador da equipa principal do Benfica, durante duas épocas.
Além de uma referência no desporto português, Artur Jorge era um homem apaixonado pelas artes, sendo também reconhecida a sua dimensão sindical e política no futebol, numa altura particular em Portugal.
A morte de Artur Jorge deixa um vazio difícil de preencher e o Sport Lisboa e Benfica associa-se à dor da sua família, respeitando a sua memória de grande desportista e um ser humano de reconhecidos valores morais."
Benfica em vantagem
"Na Luz há mais quantidade de qualidade e em Alvalade reside maior confiança
É eterna a questão: os campeonatos ganham-se nos jogos com os grandes ou com os pequenos? Por norma, numa Liga desequilibrada como a nossa, o campeão encontra-se no campeonato dos grandes. Com mais ou menos dificuldades, o coroado vai resolvendo os problemas ao longo da s 34 jornadas e depois faz a diferença nos jogos grandes. Naqueles que valem seis pontos. Sim, o vencedor soma três pontos e o adversário deixa de somar outros tantos.
Dado o crescimento do SC Braga nas duas últimas décadas, há que incluir os guerreiros nestas contas nobres, até porque já se intrometem com alguma frequência entre a tradicional hierarquia. Analisando as últimas três épocas, curiosamente com cada um dos três grandes a conquistar o título, o Sporting quebrou o jejum de 19 anos vencendo o campeonato dos grandes, com 11 pontos, mais três que FC Porto e Benfica. Na época seguinte, o FC Porto regressou ao trono também com 11 pontos no campeonato das decisões, contra nove do Sporting e seis do Benfica. Na época transata foram os encarnados a festejar, mas, curiosamente, não conseguiram ganhar o campeonato dos grandes, somando oito pontos nos 18 em disputa com FC Porto, SC Braga e Sporting, os clubes que se lhes seguiram na tabela - os dragões somaram 10.
Como já se percebeu, foi uma exceção. E como conseguiu Roger Schmidt levar as águias até ao Marquês de Pombal? Simples: venceu praticamente todos os outros jogos! Num percurso brilhante, os encarnados cederam apenas mais cinco pontos, deixando dois em Guimarães e três em Chaves. Notável.
Já esta época, o Benfica tem outro registo magnífico: três jogos com os grandes, nove pontos, depois das vitórias sobre FC Porto e Sporting na Luz e na visita a Braga. O que atira muita pressão para os rivais… O Sporting soma sete, mas tem mais um jogo - triunfo sobre o FC Porto e empate e vitória sobre o SC Braga -, enquanto o FC Porto não vai além de três, depois de ser ter superiorizado aos guerreiros. O Benfica está, pois, muito bem lançado para conquistar o campeonato dos grandes, o que o deixa neste momento em vantagem na corrida ao título.
Com o FC Porto já bastante longe na classificação e com exibições pouco convincentes, o Sporting surge como principal adversário dos encarnados e bem pode inspirar-se… neles. Já só com a deslocação ao Dragão e o dérbi em Alvalade no calendário do campeonato dos grandes, a equipa de Rúben Amorim está assim como que obrigada a limpar o percurso até ao fim. Para já, só perdeu oitos pontos, cinco no tal campeonato à parte e três em Guimarães, com a ressalva de o Vitória este ano até merecer honras de grande.
À entrada para o último terço, o Sporting está como que obrigado a manter o percurso quase imaculado para se manter a par do Benfica ou isolar-se no topo, caso supere o Famalicão. O tal jogo em atraso que pode ser visto como reserva de… segurança , isto quando o calendário se apresenta cada vez mais sobrecarregado. O que também pode fazer a diferença, entrando aqui os plantéis ou os… grupos. Na Luz há mais quantidade de qualidade e em Alvalade reside maior confiança, dada a superior qualidade exibicional."
Unidos também na dor
"O grande problema da humanidade não está na bondade, está na memória...
Há pessoas de quem gostamos ao primeiro olhar. Ainda não sabemos nada dessa pessoa e já preenchemos todos os vazios com um sentimento de simpatia que nos gera. Pessoas que nem precisam de uma primeira oportunidade para causar uma primeira boa impressão. Basta aparecer. João Neves é uma dessas pessoas.
A primeira vez que reparei nele aconteceu a 11 de dezembro de 2022, num jogo particular do Benfica com o Sevilha, em Faro. Ao minuto 76, Roger Schmidt promove a estreia de João Neves na equipa principal. Vi em João Neves um miúdo com cara de miúdo… Todo aprumadinho, com a camisola por dentro dos calções. À antiga... E, acima de tudo, vi no rosto um prazer imenso de, finalmente, ter autorização para brincar no seu parque de diversões favorito. E esse ar pueril, sonhador até, fez-me gostar mesmo daquele miúdo muito antes de gostar do futebolista.
Não fui só eu que me rendi ao miúdo com cara de miúdo transbordando felicidade por brincar no parque de diversões favorito. Os adeptos do Benfica também. A mais monumental assobiadela dos adeptos a um treinador do Benfica aconteceu num jogo em que Roger Schmidt decide tirar João Neves de campo. Aquela assobiadela não é proporcional ao juízo tático e desportivo que os adeptos fizeram da saída de João Neves. A razão tinha de ir muito além disso. E porque os adeptos podem não ter sempre razão, mas têm sempre emoção, aquela assobiadela foi um veemente protesto emocional. Os adeptos vestindo o papel de um pai babado que está feliz por ver o filho feliz a brincar no parque de diversões favorito, de onde foi retirado pelo insensível do Roger Schmidt. Deixa jogar o miúdo...
O menino João Neves está agora de luto pela morte da mãe, Sara Gonçalves. E se a morte é a mais universal das experiências humanas, o luto é um processo individual. C. S. Lewis, escritor inglês do século XX, escreveu que «o luto não é um estado, é um processo». O luto é também o preço do amor, um preço mais alto para quem mais ama.
Morrer é o contrário de nascer, não é o contrário de viver. E viver é o milagre da imortalidade semeada no coração de todos os que foram tocados por nós. É por isso que é possível viver mesmo depois da morte. Uma vida depurada e transformada em exemplos.
Falo de experiência feita: perdi o meu pai aos 21 anos. Não fixei nenhuma conversa séria que tenhamos tido. Mas lembro todos os pequenos e grandes exemplos do dia a dia. Não poderia ter tido melhor professor sobre como ser um Homem e como amar uma mulher. Fosse eu tão brilhante aluno como ele foi meu professor…
A João Neves vai faltar o telefonema para Sara no final de cada jogo. Há um vazio enorme para preencher, mas antes há que esvaziar tudo. Talvez um dia se lembre e passe até pelo Poço Vaz Varela, à saída da sua Tavira, e se inspire na lenda para desejar dois figos e receber dois bordões de ouro de uma moura encantada.
Há momentos em que as palavras nada acrescentam. Passei pelo mesmo que João Neves, mas não tenho a veleidade de saber o que ele está a passar e do que está a precisar. Talvez apenas de quem chore sentado ao lado dele. Só espero que a dor e a injustiça não lhe roubem a cara de menino a brincar no seu parque de diversões favorito.
Professor chamado avô
Há pessoas que nada nos dizem ao primeiro olhar. Cujo semblante não conseguimos perscrutar . António Silva foi uma delas.
A primeira vez que lhe pus os olhos em cima foi ao minuto 7 do jogo do Benfica no Bessa, com o Boavista, a 27 de agosto de 2022. Aos 18 anos foi lançado ao onze do Benfica por, numa série de infortúnios, não haver mais opções para jogar no eixo da defesa. Só ele e Morato. Ao minuto 7, dizia eu, uma entrada em falso valeu-lhe o amarelo. A idade, inexperiência e esse amarelo eram os ingredientes para um potencial desastre. Mas António Silva teve mais 83 minutos para provar que não só é um central de eleição, como tem enorme personalidade. Não tremeu e comandou algo mais difícil do que a defesa do Benfica, comandou as próprias emoções. E, mais tarde, a forma como cresceu para jogadores de nomeada em jogos Champions fez-me ver que «temos homem».
Também António Silva está de luto pela morte do avô. Também ele tem de passar por esse processo sempre singular que é o luto. Ironia negra do destino: até no luto partilha a dor com um dos melhores amigos: João Neves.
O meu avô, com quem vivi desde os cinco anos, também garantiu a imortalidade. Ainda hoje o oiço a contar histórias dos livros que leu, da tradição oral ou do que a imaginação lhe ditava. Foi ele quem me inspirou para a leitura e o prazer de ouvir e contar uma boa história. Não poderia ser jornalista sem esses dois ingredientes. Numa sociedade de descarte, um dos conselhos que dou aos pais preocupados em dar uma boa educação aos filhos é que promovam o convívio com os avós.
Bravo, meu caro Pedro
Bonito o gesto de Pedro Gonçalves na zona de entrevistas rápidas após o jogo com o Moreirense. Antes mesmo de responder à primeira pergunta, fez questão de revelar solidariedade, em nome de todo o plantel do Sporting, com João Neves e António Silva. Para mais, percebemos pelas declarações posteriores de Rúben Amorim, uma mensagem não planeada, logo genuína. Para mim a prova de duas convicções: que os jogadores são do melhor que o futebol tem e que o ser humano, na hora de aflição, é genuinamente solidário.
Falando genericamente, não propriamente deste caso, sempre defendi, meio a brincar meio a sério, que acredito profundamente na bondade do ser humano. Mas não acredito na sua memória. As situações limites ou mais dramáticas trazem ao de cima o que de melhor somos. Passado o perigo ou atenuada a dor, a humanidade entra em estado de amnésia e volta às guerrinhas estúpidas de todos os dias.
Sempre acreditei que ser má pessoa dá muito trabalho. Ninguém é mau o suficiente para não ser tombado por outra pessoa má. Há sempre uma esquina traiçoeira. E ser mau é uma péssima gestão do pouco tempo que temos disponível.
Os bons trocaram o ter pelo ser. Trocaram o presente pelo futuro. Trocaram a posse pela memória. Os bons são os que decidem ser felizes. Felicidade que não advém de fatores externos mas daquele sentimento único de olharmos ao espelho e sentirmos orgulho e paz.
Um abraço para o João e o António."
O FC Porto que não se estranha
"Dragões vão a Londres em vantagem e o melhor elogio que tenho é dizer que é ‘normal’
O FC Porto é isto. Não só, obviamente. Mas é muito isto. Nunca é para este clube tão relevante como para os outros o momento, a forma, a abordagem ou até os jogadores disponíveis, porque no final se trata sempre de lutar do primeiro ao último minuto. Correr as todas as bolas, dar o corpo até a balas de canhão. Não decidirá todos os encontros, porém aproximará sempre os dragões de que tem melhores jogadores, maiores orçamentos e até ideias mais bem definidas, especialmente em competições mais curtas e a eliminar e sobretudo no seu estádio, empolgados por um público que festeja cada desarme, cada oportunidade, mesmo que mínima, de atirar à baliza.
Depois, há sempre o plano estratégico, em que técnicos como Sérgio Conceição conseguem esconder as fragilidades e potenciar as qualidades, acrescentando mais um nível à força global do conjunto. Ao assumir a superioridade do adversário, preocupando-se sobretudo com ocupação dos espaços e com o tornar do jogo desconfortável para os criativos através dessa atitude never say die, o FC Porto nunca virou a cara à tentativa de aproveitar essa exibição uma mudança abaixo que o Arsenal apresentou - mesmo ao acelerar um pouco mais na segunda parte, o 0-0 parecia um resultado aceitável para os gunners - e até amaldiçoou o azar naquela dupla finalização ainda na primeira parte de Galeno, que reagiu muito mais rápido do que toda uma defesa londrina habituada na Premier League a responder de forma veloz para não ser ferida por rivais de capacidade de decisão vertiginosa.
O FC Porto seguiu o plano durante os 90 minutos, com os restantes dez elementos a reagir ao batimento cardíaco de Alan Varela, resistiu fisicamente à exigência e depois teve em Galeno a inspiração e o atrevimento de que precisava para capitalizar todo o esforço deixado em campo. Parte em vantagem para a segunda mão e no Emirates será exigido mais do mesmo. A agressividade do seu adversário subirá e as dificuldades que enfrentará serão muito provavelmente maiores, porém estar a vencer a meio-caminho é ótima notícia, a que se aliará a resiliência, a garra, a crença e a vontade, muito própria, de honrar o emblema que se traz ao peito. Para já, chapeau! Mesmo que o FC Porto europeu seja muito isto e já não nos surpreenda.
Toque a reunir
Sporting, Benfica e SC Braga têm missões de grau de dificuldade diferente, depois dos resultados da primeira mão.
A vantagem dos leões é confortável, a superioridade é inequívoca e não se espera mais do que mais uma exibição afirmativa e a respetiva qualificação perante os suíços do Young Boys.
Já os encarnados partem em vantagem, têm bem mais argumentos e a obrigação de ultrapassar o Toulouse.
Os minhotos comprometeram muito o trajeto, mas estão a dois golos de igualar a eliminatória. É preciso crer, não é impossível para um bom SC Braga, embora esse pouco se tenha visto nas últimas semanas."
Ainda mais Verstappen?!
"Não se quer a mais longa temporada de sempre da F1 o maior bocejo de... sempre
O primeiro dia de testes de Fórmula 1 para a temporada de 2024 foi o preliminar de um anticlímax. O que precede e prepara para o que pode vir a acontecer ao início da noite do dia 2 de março no Bahrain e em Portugal. Max Verstappen e Red Bull continuarem dominadores. Ou ainda mais do que foram nos dois últimos anos. Se tão ou mais do que em 2023, livrem-nos!
O tricampeão estreou o monolugar RB20, desenhado com base em conceito aerodinâmico em grande parte revolucionando o do vitorioso antecessor, quando seria mais fácil ou previsível o construtor da multinacional de bebidas energéticas concebê-lo sem disrupção, em continuidade. E desde logo o binómio piloto-máquina revelou-se tão ou mais superior à concorrência do que há um ano nestes mesmos ensaios.
Mas que superioridade! Verstappen terminou o dia, em que cumpriu 142 voltas ao circuito de Sahkir sem um único problema – grave que fosse indisfarçável ou reportado pela equipa - com impressionantes 1,140 segundos de vantagem sobre Lando Norris no McLaren, 1,240 s mais veloz do que o Ferrari de Carlos Sainz e a longínquos 2,765 s do Mercedes de George Russell. Não são diferenças credíveis como tendo sido alcançadas em condições de igualdade, mas… Não cremos noutra possibilidade! No entanto, a melhor volta do neerlandês, com pneus de composto idêntico (C3) ao de 2023, foi 1,493 s mais rápida do que a que realizou no mesmo dia de abertura dos testes na pré-temporada transata. É uma das maiores evoluções na era moderna da F1! Ponto.
Mas será que esperávamos algo diferente? Menos esmagador, sem dúvida. Espera-se que, hoje e amanhã, as rivais da Red Bull deem indicações de que são competitivas. Ou a mais longa temporada sempre da F1 será o maior bocejo de sempre."
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