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segunda-feira, 15 de julho de 2019

Liberalismo e epistemologia - Introdução a Karl Popper

"Quando, nos últimos dias de Setembro de 1983, visitei o Brasil, pela primeira vez, foi a convite do Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte (CBCE) que o fiz, como conferencista de um congresso, organizado pelo CBCE. Foi este o tema da minha charla: “O racionalismo, na medicina e na educação física”. E notei, entre alguns congressistas, uma insopitável antipatia por Karl Popper que, no seu entender, não passava de um “intelectual orgânico”, representante emérito do neoliberalismo conservador. Relembraram-me até que ele era o filósofo mais publicitado, nas ditaduras militares da América Latina. De uma simpatia irresistível gozavam Karl Marx e a Teologia da Libertação. E começo por dizer que não sou um “popperiano”, nem um liberal, principalmente quando se esquece o imperativo do “bem comum”. Só que não basta referir que ele é um liberal para sintetizar a obra de Karl Popper. Na sua Autobiografia Intelectual, ele confessa quão fundamental foi para a sua formação pessoal uma conferência de Einstein a que assistiu, na cidade de Viena: “o que mais me impressionou foi a explícita asserção de Einstein, de que consideraria insustentável a sua teoria, se ela viesse a falhar em certas provas”. A partir daqui, entrou de elaborar o problema da demarcação, propondo que uma teoria só possa considerar-se como científica, quando enumerar as condições da sua própria rejeição. O critério popperiano de demarcação, fundamentado na falsificabilidade, adianta desta forma que todos os procedimentos metodológicos devem ser conduzidos de tal forma que facultem o falseamento das hipóteses. Em tudo o que faço, o que mais vale é a minha capacidade para descobrir os meus próprios erros. Na Lógica da Pesquisa Científica, Karl Popper escreve: “Não sabemos, só podemos conjecturar”. No livro Conjecturas e Refutações, continua o mesmo tema: “Conjecturas testáveis ou hipóteses são, de qualquer modo, conjecturas ou hipóteses sobre a realidade”. Há assim, em Popper (e, no meu entender, de modo avisado) o realismo como pressuposto epistemológico: “Racionalidade, linguagem, descrição, argumentos – todos radicam na realidade e dirigem-se a uma audiência real. Tudo isto pressupõe realismo”(Conhecimento Objectivo).
Mas o realismo de Popper não nos conduz a uma concepção instrumental da teoria, pois que o seu modelo de racionalidade configura a ciência como manifestação autêntica de autonomia e liberdade do pensamento. O racionalismo, neste filósofo, não se confunde com qualquer tipo de platonismo, dado que tem a ver com uma atitude de apresentar e discutir argumentos e simultaneamente aprender com a experiência. Realismo e racionalismo não são conceitos opostos. Daí o não conclusivo de Popper ao determinismo, tanto ao nível das ciências hermenêutico-humanas, como das ciências da natureza. O historicismo, por exemplo, a mania de interpretar a História, usando e abusando do determinismo. O hjstoricismo (di-lo claramente n’A Sociedade aberta e os seus Inimigos) é “a doutrina que ensina ser a História controlada por leis específicas, cujo descobrimento nos levaria a profetizar o destino do Homem”. Como poderia o determinismo integrar a filosofia popperiana, se é a falsificabilidade, e não a verdade, a trave mestra de qualquer conhecimento científico? A concepção de Sociedade Aberta implica necessariamente o dualismo crítico, ou seja, a distinção inequívoca entre natureza e convenção. Vejamos as suas certeiras observações: “o dualismo crítico apenas assevera que normas e leis normativas podem ser feitas e alteradas e, mais especialmente, por uma decisão ou convenção, no sentido de mantê-las ou alterá-las, sendo portanto o Homem moralmente responsável por elas” (A Sociedade Aberta e os seus Inimigos). Popper não aceita que o caráter convencional das regras que defende seja uma forma de relativismo ético. Nem sempre a criação humana descamba na arbitrariedade. A matemática é um bom exemplo. No livro acima citado, pode ler-se: “o Homem criou mundos novos, referentes à linguagem, à música, à poesia, à ciência e o mais importante de todos eles é o mundo das exigências morais, visando a igualdade, a liberdade e a solidariedade”. O dualismo crítico, ao distinguir a natureza da convenção, permite a adopção de imperativos morais do tipo kantiano, podendo cada qual erguer a sua moralidade sobre a solidez de um “a priori” inconcusso: o seu imperativo categórico, ou a sua autonomia absoluta!
Aliás, a síntese individualismo-altruismo constitui a base da nossa civilização ocidental. É o núcleo de toda a mensagem judaico-cristã (ama o teu próximo, dizem as Escrituras, e não ama a tua tribo) “e, por isso, das várias escolas éticas que emergiram da nossa civilização e a estimularam” (A Sociedade Aberta e os seus Inimigos). Numa ordenação das prioridades políticas, a Popper interessa mais como se deve governar do que quem deve governar. Platão, no ambiente remansoso da Academia, advogava que quem deveria governar era o rei-filósofo. Popper, talvez porque o espectáculo da ganância e da emulação sem nobreza não o encontramos num só partido, elabora um projecto político que se articula em três frentes: eliminação dos privilégios (entre cidadãos, há iguais direitos e deveres); o primado da pessoa humana sobre um colectivismo indiferenciador; concepção do Estado, apresentando, como função básica, a defesa das liberdades e da segurança dos cidadãos. Na Sociedade Aberta, tendo em conta o dualismo crítico, são convencionais os seus objectivos. No curso nebuloso da política, há tendência para sobrestimar a ideia de que o contexto sócio-histórico, no qual nos inserimos, determina o conteúdo dos nossos juízos. Popper rejeita a redução de normas a factos e é um kantiano, na medida em que faz da razão subjectivada o motor da História. Mas sublinha que, em democracia, mais do que a eleição de governantes admiráveis, importa a construção de um sistema que possibilite a sua substituição, desde que eles, no exercício do Poder, se mostrem impreparados ou ineficazes. Vale a pena escutá-lo, no discurso que veio fazer a Lisboa, em 7 de Outubro de 1987, a convite do Dr. Mário Soares: “(…) Todas estas dificuldades teóricas desaparecem, se se puser de lado a velha questão, quem deve governar, substituindo-a por um novo problema de ordem prática: qual a melhor maneira de evitar situações em que o mau governante cause demasiados danos? (Balanço do Século, Ciclo de Conferências, promovido pelo Presidente da República, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, Lisboa, 1990). Só em democracia tal pode suceder, já que, nos regimes tirânicos, a transformação institucional do Poder é praticamente impossível. Também só em democracia não se verifica qualquer limitação no pluralismo ideológico e partidário, visto que não cabe ao Estado papel determinante na formação da consciência moral dos cidadãos. 
Mas Popper permanece sempre liberal, ou seja, considera a liberdade como o valor fundante dos demais valores, dado que é ele a viabilizar a construção de todos os outros. A este respeito Popper não tergiversa: “a liberdade é mais importante do que a igualdade (…) pois que, se a perdemos, a igualdade não pode implantar-se entre os não livres” (Autobiografia Intelectual). Ao contrário de Platão que vê na educação um dos pontos basilares do seu sistema; ao invés de Marx que saúda, no estado socialista, o espaço terrestre onde a felicidade acontece, Popper não reconhece ao Estado qualquer função formativa. Não cabe ao Estado formar a consciência dos cidadãos, pois que lhes roubaria, inevitavelmente, as capacidades críticas. Igualmente não é função do Estado criar a felicidade sobre a Terra, já que tal poder torná-lo-ia capaz de legislar acerca do bem e do mal. Ele poderia fazer sua a célebre afirmação de Lorde Acton: “Se todo o poder corrompe, todo o poder absoluto corrompe absolutamente”. A Sociedade Aberta admite o Poder, desde que ele radique na alternância institucional, excluindo apenas a mudança que ponha em cheque a tolerância e a liberdade. No liberalismo de Popper, está presente a sua epistemologia: é preciso indagar em profundidade os nossos próprios erros, para fazer ciência ou… política! O “reino cadaveroso” do nosso Ribeiro Sanches (expressão de que, no século XX, António Sérgio faria largo uso) principia onde acaba a crítica e a autocrítica, a tolerância e a liberdade. Políticos e politólogos de vários quadrantes podem apregoar a invulgaridade dos méritos de Popper. Mas só a livre inquietação poderá fertilizar o seu legado. Já Ortega y Gasset considerava que o !theoretikos bios” dos gregos equivalia à “vita contemplativa” dos romanos e ao “ensimesmamento” peninsular. Mas, se como o refere também Pierre Bourdieu, n’O Poder Simbólico,, “uma prática científica que se esquece de se pôr a si mesma em causa não sabe o que faz”, teóricos, como Karl Popper, fixam a criatividade e o rigor científicos, no âmbito vasto e complexo e tumultuante da prática. Carl Schmidt assinala que “todos os conceitos fecundos da teoria moderna do Estado são conceitos teológicos secularizados (Théologie Politique, Gallimard, Paris, p, 68). Karl Popper des-sacraliza o político porque a liberdade é mesmo des-sacralizadora.
Mas a liberdade decorre em sociedade, isto é, dentro de um sistema, com a sua lógica específica. Só que a lógica em que Popper se fundamenta tem sempre um carácter hipotético e conjectural. Em qualquer sistema, a inércia e a rotina tendem a sedimentar-se. “Situações há em que a sociedade não faz mais do que reproduzir-se, isto é, perpetuar as suas formas de relação social, os comportamentos e os modelos culturais que nela vigoram. É, então, a lógica da reprodução que predomina (António Teixeira Fernandes, Sociedade e Sócio-Lógica, Brasília Editora, Porto. p.93). Popper, todavia, não deixa de terçar armas pelo racionalismo crítico, que o leva a concluir “a irrefutabilidade não é uma virtude, como frequentemente se pensa mas um vício” (Conjecturas e Refutações).Daí, que o impulso das aspirações individuais nem sempre se coadune com a rigidez das fronteiras, onde os sistemas se entrincheiram. A opção pelo racionalismo crítico é, para Popper, uma decisão moral, porque está nele implícito uma atitude de tolerância e de igualdade, ao admitir-se que o nosso adversário possa estar mais próximo da verdade do que nós e, assim, respeitando-o como nosso igual (o Cardeal Ratzinger diz o mesmo, no seu livro A Igreja e a Nova Europa) o Direito não é mero arbítrio, mas o reconhecimento de que é preciso conciliar a igualdade essencial com as desigualdades funcionais. Mas o Direito, em Popper, desenvolve-se em regime de democracia burguesa e, como tal, num espaço em que o povo parece (e digo “parece”, porque nem sempre “é”) agente da sua própria História, ao pretender atenuar o carácter agressivo e discriminatório de todas as jerarquias e dos mais teimosos tradicionalismos. Na democracia que Popper defende, o Direito assume um papel pedagógico porque, nela, a organização repousa sobre uma desigualdade funcionalmente justificada e socialmente discutida. Popper acredita na razão, porque a sabe também militante: a razão, de facto, não cessa de lutar contra o erro (na ciência e na política) publicitado como triunfante. Dizia Rudyard Kipling que “só há duas maneiras de governar: partir as cabeças, ou contá-las”, o que nos obriga a acrescentar que é preciso optar pela democracia, ou pela ditadura. Com Karl Popper, o cidadão eleva-se da singularidade, da individualidade à universalidade da razão. Já não quer tão-só o seu bem, mas deve querer, acima do mais, o bem comum. Nem sempre assim acontece. Não é por mudar-se a ideologia que todos os discursos passam a ser legítimos. Mas continua a ser verdade que é, em democracia, que melhor se vive a liberdade. Uma questão deixo em suspenso: mesmo nas “democracias iliberais”, que por aí já se anunciam?"

Pedro Álvaro 2024

Mais uma renovação, na 'onda' das anteriores.
Para quem não conhece, o Pedro é na minha opinião o Central da formação do Benfica com mais potencial que eu vi jogar nos últimos anos! Sim, mais potencial que o Rúben e que o Ferro!!! Neste momento ainda não está lá... mas vai a caminho!!!
Na Formação chegou a jogar a ponta-de-lança, médio-defensivo e a médio-ofensivo... mas de facto é a Central que vai ser jogador!
Pode ser o 4.º Central do plantel, já esta época... mas deverá por jogar na B a maior parte do ano!!!
Forte nos duelos, no jogo de cabeça... e muito evoluído tecnicamente, falta-lhe alguma cultura de posicionamento ao mais alto nível, mas isso só se aprende com jogos contra adversários mais difíceis.

De todos, um.

"O dia 10 de Julho de 2019 ficará marcado na memória colectiva de todos os Benfiquistas como um dia triste, o dia em que um jogador da sua equipa principal de futebol, de seu nome Jonas Gonçalves Oliveira, decidiu retirar-se dos relvados deixando o seu pedestal de ídolo incontestado para subir ao de lenda intemporal.
Para mim, Jonas nasceu demasiado tarde para o futebol. Comparando-o com outros mitos vermelhos, Jonas não era como o Preud’Homme que chegou ao Benfica já com toda uma brilhante história no futebol mundial, não era como Aimar ou Saviola, ambos já com cartaz elevadíssimo antes de descobrirem o Benfica, não era certamente como o Luisão que chegou novo e mereceu o seu estatuto após anos de empenho, dedicação e glória e não era tão pouco como Cardozo, que abraçou no Glorioso a sua primeira experiência europeia e subiu cada degrau à cadência dos golos que festejava. Não, Jonas para mim nasceu no Verão de 2014, no dia 12 de Setembro para ser mais preciso, no dia em que assinou o seu primeiro contrato com o Benfica. Nasceu já com 30 anos.
Jonas é como aquele amor que parte do racional e não do coração. É aquela relação que começa com um franzir do coração e um “não era bem bem isto, mas vamos lá ver o que é que isto vai dar”. Não é daquelas paixões imediatas e avassaladoras, antes aquela chama quente e segura para quem já passou por dissabores passados. Por vezes, nem sempre, são estas relações que acabam por ser as melhores, as que nos trazem mais alegrias, mas também as que nos deixam mais arrasados na hora do adeus. 
Além dos golos que marcou ao serviço do Benfica, Jonas destacou-se pelo perfume que deixava nos relvados, como se cada gesto fosse adornado de seda, como se cada toque fosse dado em câmara lenta, mas também fora dele com o demonstrar constante de amor ao Clube, de abnegação, compromisso e esforço sem limites. Era aquela voz unânime que ninguém contestava, um pai para os miúdos da formação, um pilar no balneário, era aquele tipo de jogador que os mais novos deviam tentar imitar, que conjugava na perfeição a irreverência com a paixão e o profissionalismo.
Por várias vezes ultrapassou as adversidades que o seu próprio físico lhe impunha, como que a dizer “vá, já chega, tou cansado pô”, voltando aos relvados como uma onda caprichosa que teima em voltar para a areia e que responde “não chega nada irmão que ainda tenho muito para mostrar”. Até que chegou mesmo.
O dia de 10 de Julho de 2019 ficará marcado na minha memória. Raros são os jogadores que por mérito próprio alcançam o direito em imortalizar o seu nome na história de um clube, que se conseguem destacar para além dos demais, para além de muitos, tornando-se uma luz única que brilha eternamente. Raras vezes também o lema de um clube se personifica nos atletas que por ele passam, mas este é um destes casos e Jonas será sempre, por isto tudo e muito muito mais, de todos, um.
Até sempre Jonas."

Responsabilidade de todos

"A mensagem de Bruno Lage para que, de uma vez por todas, exista tolerância zero para quem instala um ambiente de violência no Desporto deve merecer um apoio inequívoco da parte de todos sem excepção.
Mas sem demagogias e falsos argumentos e muito menos confundindo a questão da pretensa legalização das claques como a origem que está por trás do que se tem passado.
Foram as ditas claques legalizadas que promoveram o terrível episódio de Alcochete, em que grande parte dos envolvidos nem estavam inscritos como sócios, nem como membros da dita claque, ou que promoveram espectáculos degradantes como aqueles a que assistimos no final da época passada, de profissionais de um clube a terem que se sujeitar a uma humilhação pública.
Uma pretensa legalização, aproveitada nalguns casos para legitimar o controlo de vários negócios dentro dos respectivos clubes.
Nos últimos seis meses, dois adeptos do Benfica foram hospitalizados por actos de pura violência gratuita. Nenhum dos casos envolveu qualquer tipo de confronto, nem pertenciam a qualquer grupo organizado de sócios. E foram vítimas precisamente de atos perpetrados de forma organizada por elementos de claques.
O primeiro passo para se pôr fim de forma veemente e definitiva a estas situações é ser célere na identificação e punição dos verdadeiros prevaricadores, estabelecer leis e regras claras, sem subterfúgios e que não sirvam apenas para legalizaram uma espécie de crime organizado, e que, finalmente, enfrente com coragem quem se considera acima das leis e exiba em todo o lado o seu poder de ameaçar e coagir tudo e todos a seu bel-prazer.
Sem clubites, sem olhar a cores, todos assumindo as suas responsabilidades, trabalhando para uma concretização das novas leis de uma forma séria e concreta em prol da promoção e projecção efectiva do futebol português, é esse o dever que nos compete concretizar nesta nova época.
Da nossa parte fica o apelo final, para que o futebol seja cada vez mais uma festa em que todos os adversários merecem o melhor dos respeitos e que, na nova época que se aproxima, o fair play seja o exemplo que prevaleça!

P.S.: Hoje inicia-se uma nova fase da pré-época da equipa com a partida para os Estados Unidos da América – marque os jogos no seu calendário: Benfica – Chivas Guadalajara, dia 20, às 21h00 (13h00 locais); Benfica – Fiorentina, no dia 25, à 1h00 (dia 24, 20h00 locais). Benfica – AC Milan, dia 28, às 20h00 (15h00 locais)."

27 nos States

Guarda-redes: Odysseas, Zlobin e Svilar;
Defesas: André Almeida, Ferro, Jardel, Rúben Dias, Nuno Tavares, Conti, João Ferreira, Grimaldo e Ebuehi;
Médios: Florentino, Pizzi, Fejsa, Chiquinho, Rafa, Samaris, Gabriel, Caio Lucas, Zivkovic, Cervi, Taarabt e Tiago Dantas;
Avançados: Raul de Tomas, Seferovic e Jota.

Faltam o Gedson, David Tavares e o Cádiz (lesionados). Com o João Ferreira de 'precaução' devido aos problemas do Almeidinhos e do Ebuehi.
Sendo assim, neste momento o plantel é de 29 jogadores, sendo natural algumas 'saídas' até ao final de Agosto. O Salvio já não está. O Dantas na minha opinião deveria ser emprestado para ter minutos... se ficar, ficará completamente 'tapado'!
Na baliza, tendo em conta as últimas notícias, ainda podemos ter muitas alterações, mas será jogador, por jogador...

Na defesa, estará tudo definido... só se o Ebuehi não demonstrar estar totalmente recuperado; ou o Grimaldo for vendido, é que teremos alterações (ou é vendido, ou tem que renovar 'obrigatoriamente'!
No meio-campo, deverão existir algumas saídas: Fejsa e Zivko... Com a saída do Salvio é provável a chegada de um Extremo: por precaução é preferível ter pelo menos 5 Extremos, neste momento temos Rafa, Cervi, Caio, Zivko e o Jota... além do Pizzi. Com o Zivko possivelmente no mercado, e o Jota a jogar mais como 2.º ponta de lança... fica pelo menos um lugar vago. E ainda temos o Cervi, no vai/fica!!! (aparentemente ninguém sabe que se passa com o Willock)!!!

Tanto o Taarabt, como o Chiquinho, ou mesmo o Dantas podem ser adaptados à linha, mas serão sempre adaptações. Em relação ao Taarabt recordo que vai entrar no último de contrato, portanto também terá a porta aberta para a saída... se houver ofertas!!!
Lá na frente, continua em aberto, a vaga do 'Félix': sendo que a opção de ir ao Mercado, deverá neste momento estar condicionada pelo nível que o Chiquinho demonstrar no lugar...

Prazo prescricional

"Foram aprovadas, em Assembleia Geral da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, as alterações ao Regulamento Disciplinar das Competições Organizadas pela Liga para época 2019/2020 e, uma das alterações introduzidas tem a ver com a prazo prescricional do procedimento disciplinar.

No artigo 23º do actual Regulamento Disciplinar consta uma alteração ao seu n.º 8 e a introdução de um novo número, o n.º 9.
Diz o n.º 1 do artigo 23.º que o procedimento disciplinar prescreve decorridos que sejam três anos, um ano ou 30 dias consoante as infracções sejam, respectivamente, muito graves, graves ou leves, sobre a data em que a infracção tenha sido cometida.

Quando se inicia a contagem deste prazo prescricional?
O n.º 8 do anterior artigo 23.º do Regulamento Disciplinar dizia: “O prazo de prescrição começa a contar-se desde a data da prática da infracção ou, no caso de infracção continuada, desde a data da sua cessação”.
O novo Regulamento Disciplinar introduziu a seguinte alteração ao n.º 8: “O prazo de prescrição do procedimento disciplinar corre desde o dia em que o facto se tiver consumado.” Significa que se o facto ilícito foi consumado no dia 1 de Julho de 2019 o prazo prescricional do procedimento disciplinar começa a contar desde esse dia e prescreve decorridos que sejam três anos, um ano ou 30 dias consoante a qualificação do facto ilícito, se muito grave, grave ou leve.

Contudo, situações há em que a prática do facto ilícito não é isolada, mas sim permanente ou continuada ou, até mesmo, não consumada, não deixando de ser ilícito. Fonte: Liga Portugal
O novo Regulamento Disciplinar veio esclarecer, e bem, para cada uma das situações, quando se inicia o prazo de prescrição do procedimento disciplinar.

Assim, foi introduzido o n.º 9 no supra referido artigo 23º do Regulamento Disciplinar e que diz o seguinte:
“O prazo prescricional só corre:
1. Nas infracções permanentes, desde o dia em que cessar a consumação;
2. Nas infracções continuadas, desde o dia da prática do último ato;
3. Nas infracções não consumadas, desde o dia do último ato de execução.”

O que é isto do último ato de execução numa infracção ilícita que nem sequer foi consumada?
O ato de execução é um ato dotado já de capacidade potencial para a produção do evento ilícito. Os actos de execução hão-de conter já, eles próprios, um momento do ilicitude, pois ainda que não produzam a lesão do bem jurídico tutelado pela norma disciplinar da infracção consumada, produzem já uma situação de perigo para esse bem."

Benfiquismo (MCCXXXII)

Alinhados...

Foi um prazer, Jonas

"Jogou 10 minutos, vestiu a sua camisola 10 e a Luz, sempre justamente agradecida, tributou-lhe largos e sentidos aplausos

1. Em poucos dias o Benfica despede-se de dois jogadores que representa(ra)m o seu actual ADN. Com a extraordinária transferência de João Félix parte um dos símbolos do Seixal e, também, da relevante capacidade de atracção que a Academia suscita nos últimos anos. Lá está a detecção do talento, se necessária a sua contratação e, depois, a completa sedução. Pessoal e profissional. João Félix é referência desta estratégia e o Atlético de Madrid o seu destino. Já Jonas é um dos marcos do Benfica, que soube que teria de combinar sempre juventude com experiência, disponibilidade com sagacidade, confiança com esperança. Sim, Jonas chegou ao Benfica já que não contava em Espanha em razão do seu estatuto de não comunitário. Era um a mais lá. No Benfica, em razão da igualdade de direitos legalmente consagrada em relação aos brasileiros(as), passou a somar. Marcou golos e entusiasmou. Decidiu jogos e fez-nos acreditar, jogo a jogo, que a vitória era possível. Agora sabiamente resolveu, e bem, deixar os relvados. Se João Félix partiu, na linha destes novos tempos de comunicação, com uma despedida nas redes sociais, Jonas disse adeus numa noite emotiva em que o jogo frente ao Anderlecht, num relvado ainda de férias, foi claramente o facto secundário. Foi verdadeiramente um jogo de apresentação para os novos jogadores à ordens de Bruno Lage mas foi, acima de tudo, um jogo de despedida em que Jonas jogou dez minutos, vestiu a sua camisola 10 e a Luz, sempre justamente agradecida, lhe tributou largos e sentidos aplausos. Aqueles momentos, bem intensos e com uma emoção contagiante, representaram puto agradecimento. Acredito que foram mesmo os «melhores anos» da sua carreira. Por mim, digo que o aplaudi centenas de vezes, o cumprimentei dezenas de vezes e que tenho algumas camisolas, com registos pessoais, que deixarei a meus netos com a nota que Jonas foi um marco na equipa do Benfica nesta década do século XXI. E nesta varanda de Verão, com o tempo a aquecer - e decerto os fogos a aparecerem -, a saudade invade-me. E nela está a referência João Félix e o marco Jonas. Jogaram poucos minutos juntos na segunda parte da época que agora terminou. Mas um e outro saborearam uma reconquista marcante. E a mensagem de João Félix ao Jonas e a homenagem que o conjunto dos colegas lhe dedicaram antes do arranque do jogo na passada quarta-feira mostraram um comportamento pessoal - e colectivo - que importa realçar. Estava ali o homem e o jogador, o cidadão e o colega, o dez e o pistolas. Estava o jogador que nos deixa saudades. Mas com a certeza que o Benfica continuará a ser um clube conquistador, a referenciar jogadores de eleição, a detectar jovens com talento puro e a chamar outros menos jovens que encontrarão no Seixal e na Luz o espaço, o ambiente e as condições para expressarem, no relvado competitivo, as suas qualidades singulares. Jonas foi, para mim, um desses jogadores. Mas a justiça exige-me que aqui escreva que já em outras décadas do século passado e na primeira deste aplaudi, porventura que não em momento tão intenso de despedida, outros jogadores e homens que foram determinantes para outras conquistas históricas do Benfica. Sei que vivemos tempos em que o presidente já é quase história. Mas nesta varanda de Verão que me contagia a alma não esqueço grandes Senhores que fizeram grande e europeu o nome do Benfica e outros que o ajudaram a resistir em momentos complexos da vida desta insituição, que é uma referência e um marco na história do desporto, e do futebol, em Portugal. E a extraordinária primeira página na quarta-feira deste jornais diz tudo. Foi também um prazer Jonas!

2. Jonas também conheceu bons árbitros e conviveu com momentos de menor acerto de alguns árbitros. É a vida. A vida vivida e a vida sentida. Mas olhemos para o quatro principal de árbitros para a época desportiva que agora arranca. São vinte e um (21) e oriundos de onze associações distritais de futebol. Seis do Porto, três de Lisboa e também de Braga, dois de Leiria e um do Algarve, de Castelo Branco, de Setúbal, de Évora, de Santarém, de Vila Real e de Aveiro. E se olharmos para a lista de doze (12) que integram a categoria C2 vemos que três são Porto e outros três de Lisoba e os outros seis originários da Madeira, de Aveiro, de Santarém, de Castelo Branco, de Setúbal e da Guarda. Chegamos, assim, à conclusão que sete Associações Distritais e Regionais de futebol não estão representadas nas duas listas principais da arbitragem portuguesa. E lá está, também, o interior de Portugal com a excepção - que é uma surpresa - do distrito de Coimbra (e Viana do Castelo). As outras cinco, para além das associações dos Açores, são as de Bragança, Beja, Portalegre, Viseu e Viana do Castelo. É o Portugal do interior que não tem clubes na Liga Nos - com a relevante e meritória do Tondela - e que resiste na Liga 2 com o Covilhã, o Académico de Visei e o Chaves. Por ora... e antecipando um Verão quente na justiça desportiva e, já agora, pressinto na justiça comum... Mas, para aqui, nada como escrever, lendo, ao Sábado...

3. (...)"

Fernando Seara, in A Bola

Adepto do Benfica hospitalizado

"O Sport Lisboa e Benfica informa que o adepto do Benfica que caiu ontem no jogo em Coimbra chama-se José Dinis, tem 30 anos, vive naquela cidade, é economista e quadro da Sonae, está internado e sob observação no Hospital de Coimbra HUC e fracturou a vértebra D12 da coluna.
Na segunda-feira será tomada a decisão sobre a necessidade de se avançar com uma eventual operação, mas terá sempre um prazo mínimo de 8 semanas de recuperação.
Não esteve envolvido em qualquer desacato, mas, à passagem de indivíduos adeptos da Académica (escoltados pela Polícia) que tinham sido responsáveis pela confusão gerada, foi empurrado por um deles.
Os seus amigos sabem identificar o responsável pelo empurrão e pela agressão, e a família avançará com os processos adequados. A própria direcção da Académica prontificou-se de imediato a ajudar os familiares a identificar os responsáveis.
O SLB tem estado em contacto com a família e deseja as rápidas melhoras de José Dinis, reiterando de forma veemente o apelo e a mensagem de que é responsabilidade de todos, sem excepção e sem clubite, tudo fazer para eliminar e punir sem contemplações este tipo de comportamentos. Lamentamos ainda que nos últimos seis meses seja o segundo adepto do nosso clube hospitalizado com gravidade."


PS: Um grupo de adeptos, sai da sua zona da bancada, em grupo, com clara intenção de criar problemas no lado 'contrário'. A polícia, apercebe-se da situação, e 'tapa' o caminho! Reunindo o tal grupo, e escolta-os de regresso ao seu lugar devido! No caminho de 'regresso', um dos indivíduos, empurra um Benfiquista de forma grosseira...!!!
E o que as autoridades fazem?!!!
Nada...!!!
Extraordinário, como os elementos do tal grupo, não foram imediatamente, detidos, no mínimo para identificação... Extraordinário, como estando a ser 'escoltados', empurra o Benfiquista, e não foi detido de imediato...!!!
Uma autoridade que gosta de 'varrer' bancadas indiscriminadamente, mas deter os verdadeiros arruaceiros, dá mais trabalho!!!

domingo, 14 de julho de 2019

Sobre os maravilhosos negócios infinitos

"Sobre o maluco mercado de negócios e transferências

- Falemos de quê?
- Do valor das coisas.
- Quanto vale uma coisa?
- Vale o que Vossa Excelência queira pagar, parece-me.
- Sim?
- A não ser que um determinado Estado e governo, que tem as armas e as leis, já se sabe...
- ... assim são as democracias...
- ... a não ser que o Estado, dizia eu, excelência, determine um valor para as coisas. Um valor exacto, um valor por decreto.
- Pois.
- Porém, no mercado dos produtos livres, sim, algo vale o que o comprador estiver disposto a pagar.
- É assim nas artes, e nas muitas variantes de muitas artes.
- Isso mesmo.
- O mais importante é o seguinte, excelência: não há um valor absoluto. Um copo de água no deserto e um copo de água numa cidade europeia num dia normal, por exemplo. A diferença pode ser abissal. Podes não pagar nada por um copo de água, ser gratuito, ou então custar-te uma fortuna.
- Variação entre zero e muito.
- Isso mesmo.
- E Marx?
- Também.
- Valor do uso, valor da troca.
- Eu diria ainda, Excelência. Há um valor pessoal, subjectivo. E isso não é nada de desprezar. Por exemplo, este objecto foi oferecido pelo meu avô e por isso, para mim, vale uma fortuna. Pois sim, mas levo esta bela cruz que o meu avô me ofereceu a um contabilista dos metais e ele diz-me: isto não vale nada!
- Parvalhão!
- Exactamente, parvalhão! Besta quadrada! Etc.
- Mas o facto é que este objectivo é feito de um material pobre, o metal mais comum do mundo. Não lhe dou dez euros por isso, diz o parvalhão.
- Vossa Excelência pode dar um soco tremendo no rosto exacto do senhor contabilista dos metais, mas talvez não adiante.
- Não.
- O seu avô não era avô dele e isso altera tudo.
- Pois. O sujeito é claramente o neto errado.
- Podemos, por isso, Excelência, lembrar o valor afectivo das coisas. Um valor que tem a ver com experiências que passámos com um objecto, por exemplo, e quem nos ofereceu, etc., etc.
- Sim, isso mesmo.
- E esse valor afectivo, tremendo, interior, quando nos viramos para fora, vale exactamente...
- ... zero.
- Um redondo zero.
- Zerinho, zerinho.
- Mas a questão mais importante, excelência, parece-me, além da afectividade, é o contexto.
- Exactamente. A arte do negócio é esta: se queres vender um copo de água, vais para perto de quem tem sede e para o deserto, claro.
- A questão é esta, Excelência: o bom negociante cria, se necessário, desertos artificiais.
- Desertos artificiais?
- Isso mesmo.
- Como assim?
- O bom negociante é um prestidigitador, um mágico dos bons.
- Sim?
- Ele faz com que olhemos para um lado enquanto o essencial está a acontecer exactamente no lado oposto.
- Um político?
- Ah, mais ou menos, mais ou menos. Pertencem à mesma especialidade.
- E a acção desses negociantes mágicos é...?
- Criar desertos artificiais, sim. Uma espécie de miragens negativas.
- O mágico negociante diz: veja, Excelência excelentíssima que quer comprar, veja, lá no fundo: o deserto!
- E o comprador lá diz, com um ar extasiado: pois, pois, o deserto, lá no fundo. É enorme. E seco. Estou a vê-lo!
- Enorme e seco, repete o negociante.
- E depois, de súbito: Vai precisar de água. Eu vendo-a. É cara, é certo, mas não há alternativa.
- E o comprador não tem olhos?
- Tem, claro. Mas todos temos olhos e vemos a linha do horizonte que não existe, vemos o sol a mexer-se à nossa volta e ele não se mexe nem um bocadinho, vemos uma vara dobrada dentro de água e ela esta direitinha.
- Chega. Entendo, Excelência.
- A arte é esta; o efeito óptico inverso: vender uma vara torta como se estivesse direita.
- Pois, isso mesmo, Excelência, isso mesmo."

Gonçalo M. Tavares, in A Bola

Do Félix ao Jonas

"Ao ver o João Félix chegar ao Atlético de Madrid eu não vi o João Félix chegar ao Atlético de Madrid, vi o futuro a chegar ao Atlético de Madrid. Vi o que vi e pensei no Cruyff, no Cruyff a dizer (filosófico):
- Se, numa equipa de futebol se escolher o melhor jogador para cada posição, não se terá a melhor, ter-se-ão apenas 11 bons jogadores em cada posição.
Sim, é o que eu julgo: tendo o Atlético de Madrid escolhido o João Félix pode não ter escolhido o melhor jogador para a posição que João Félix vai ter (aquela que o Griezmann tinha - eu não) mas não tenho dúvidas: seja em que posição for, João Félix vai fazer com que o Atlético de Madrid seja uma equipa melhor (e isso tem a ver, claro, com o que Futre afiançou que ele tem: o talento e o carácter...)
Vi o que vi e pensei no Valdano, no Valdano a dizer (filosófico):
- No futebol ganha-se fazendo bem o que é preciso fazer para se ganhar e não se perde fazendo bem o que é preciso fazer para não se perder.
Sim, é o que eu julgo: com João Félix, Simeone pode ter uma boa forma alquímica para fazer o que precisa de fazer para o Atlético de Madrid não perder o que sonha ganhar mas sobretudo para fazer melhor o que precisa de fazer para ganhar o que não pode perder (e isso tem a ver também com o que João Félix mostrou do coração que tem na cabeça que lhe vai até aos pés:
- Ronaldo é Ronaldo, o melhor do mundo e eu sou eu mesmo e só quero fazer a minha história...)
Ok, admito que possa haver quem me aponte exagero no olhar atirado ao futuro do João Félix. (Ou pelo menos a precipitar-me). Não concordo mas percebo - porque o futebol ser mesmo assim. E por ser mesmo assim é que eu acho que exagero maior é fazer-se o que se fez do adeus ao jogo do Eusébio - aliás do Jonas (porque o Jonas é indiscutivelmente craque mas não foi o que se quis fazer crer que ele foi - nem na história do futebol, nem na história do Benfica - no frenesim mediático dos últimos dias...)"

António Simões, in A Bola

PS: A azia que cada golo que o Jonas provocou, 'cheira-se' a milhas!!!

O regulamento da FIFA

"A FIFA aprovou alterações ao seu Regulamento Disciplinar, as quais contêm algumas soluções importantes e inovadoras face ao quadro vigente. As principais mudanças dizem respeito à luta contra a manipulação de medidas disciplinares severas, que transparecem uma política de tolerância zero ao racismo e à discriminação. Outras alterações relevantes incluem medidas relativas ao apoio judiciário. A FIFA fornecerá, a pedido do interessado, a isenção de pagamento de custas do processo, disponibilização de um advogado pro bono e o pagamento de custos de viagem e acomodação de testemunhas e especialistas, incluindo os custos de viagem e acomodação de qualquer advogado pro bono seleccionado.
No âmbito da defesa da transparência e dos direitos fundamentais das partes, são incluídas alterações relevantes. O Regulamento da FIFA prevê a realização de audiências públicas em certos tipos de processos disciplinares (dopagem e manipulação de resultados). Na mesma linha, um site da FIFA (legal.fifa.com) será lançado no último trimestre de 2019, contendo as principais decisões de proferidas pelos órgãos jurisdicionais da FIFA e de outros órgãos de recurso.
De modo a reduzir o número de processos disciplinares, o Regulamento, de forma inovadora, consagra a possibilidade de, em certos casos, ser proposta uma sanção com base nos indícios e documentos existentes antes do início do processo disciplinar. A parte interessada pode rejeitar a sanção proposta e solicitar o início de um processo disciplinar.
O texto a explicar todas as mudanças, bem como a versão final do Regulamento, estão publicados e disponíveis para consulta no site da FIFA."

Marta Vieira da Cruz, in A Bola

Condolências por Renato Silva

"O Sport Lisboa e Benfica endereça as mais sentidas condolências à família e amigos de Renato Silva, antigo atleta do Clube que faleceu, este domingo, quando participava numa prova de BTT, em Águeda.
Faria 38 anos em Agosto e vestiu a camisola de várias equipas de atletismo, tendo competido pelo SL Benfica nos 800 metros, numa carreira que durou duas décadas.
Renato Silva abandonou mesmo o Atletismo em 2013, tendo sido o Benfica o último emblema que representou."

Benfica After 90: Preseason: Académica 0 - 8 Benfica

Benfica After 90 - Preseason: Benfica 1 - 2 Anderlecht

O Cantinho do Olivier - ep. 7

Quem 'matou' a mudança? Suspeito 18 - A resistência à real... (Parte 1)

"“200.000 Milhões podem ir pelo Ralo” – era o título da primeira página, do maior jornal desportivo do mundo, que o Detective Colombo estava a ler. O F.C. os Galácticos tinham protagonizado a maior transferência de todos os tempos, ao pagar 200.000 Milhões, por Peter Taylor, o jovem de 22 anos, poucos meses antes. Peter era um jogador com uma estrutura física fantástica para jogar e uma técnica ímpar, para não falar de uma persistência notável. Oriundo de uma família humilde, tinha vivido uma infância dura, com o Pai a perder o negócio, a separação dos Pais, os seus 3 irmãos e tinha encontrado no Futebol uma “tábua de salvação”. Por isso, possuía o desejo inabalável de chegar ao topo e, com isso, proporcionar uma vida melhor, à sua família e a si.
Cedo deixou a casa dos pais, para integrar uma Academia de Futebol e testemunhou várias situações marcantes. O elogio aos que marcavam golos e o ignorar ou a critica aos que “ficavam em branco”, levaram-no a acreditar que o seu valor resultava do que conseguia. Por isso, conseguir ganhar significava ter valor e perder que não se tinha valor. A ideia de que “muitos desejam, mas poucos alcançam” acompanhada das muitas desistências a que assistiu, no seu percurso de formação, reforçavam a crença de que “persistir é vencer e desistir é perder”.
Os frequentes comentários a ele e aos seus colegas, na Academia, que eram baixos ou não tinham a velocidade necessária, a força mental exigida, (…), acabou por “ajudar” outros tantos a desistirem dos seus “sonhos”, levou-o a reagir impulsivamente a todas as críticas.
O porte físico, a sua apuradíssima técnica e a sua persistência, pareciam ter feito dele o jogador perfeito e levou o F.C. os Galácticos a investir 200.000 Milhões, na sua transferência, mas pareciam não estar a dar certo. Todos estavam insatisfeitos, ele inclusive, mas também os colegas de equipa, o treinador, a direcção, os adeptos e até a imprensa. Necessitava de se adaptar a uma nova cidade, a um novo clube, a uma nova equipa, a um novo sistema de jogo, mas a sua teimosia, em persistir com a repetição do que o tinha ajudado a chegar ali, mas que agora não estava a produzir os mesmos resultados, estava a comprometer tudo. Corria-se o risco da sua transferência se tornar no maior “flop” da história do Futebol. Tudo isto era do domínio público. A situação estava insustentável. 
Nisto, tocou o telemóvel. No visor, apareceu o nome do famoso Treinador Brad Wooden e o Detective Colombo atendeu e disse – “sim, como está Treinador Wooden?”. “Olá viva Detective Colombo. Espero que esteja tudo bem consigo?” – devolveu o Treinador Wooden. “Sim, está! Em que posso ajudar?” – disse o Detective Colombo. “Detective” – começou por dizer o Treinador Wooden – “estou com uma situação difícil, que está a comprometer a melhoria da equipa e, depois da nossa última conversa, pensei em falar consigo. Está disponível?”. “Com certeza” – respondeu o Detective Colombo. Umas horas mais tarde, já no gabinete do Treinador Wooden, o Detective Colombo perguntou – “o que se passa Treinador Wooden?”. “Estou com uma situação em mãos muito desafiante” – começou o Treinador Wooden e continuou – “o nosso “craque” tem um talento do tamanho do mundo, mas também tem coisas para melhorar. Contudo, dada a sua inflexibilidade e incapacidade para aprender, mudar e melhorar, não estou a conseguir que melhore e gostava de saber se há alguma coisa que esteja a fazer ou possa fazer, para ajudá-lo a melhorar.”
O Treinador Wooden referia-se à superestrela de Futebol, Peter Taylor. “Treinador Wooden gosta de jogadores que: se riem, quando perdem; não se esforçam ou desistem perante as dificuldades; ou estão dependentes dos outros para agirem?” – perguntou o Detective Colombo. “Não, prefiro jogadores que detestam perder, que persistem perante as dificuldades e que tomem a iniciativa, lutem pelas coisas” – respondeu o Treinador Wooden.
“O que faz quando os jogadores: estão a rir-se, no balneário, depois de uma derrota; perdem a bola e desistem da sua imediata recuperação; ou ainda, quando reagem ao adversário?” – perguntou o Detective Colombo e, de imediato, o Treinador Wooden respondeu – “dou-lhes um ralhete, daqueles que não se esquecem”. O Detective Colombo fez uma pequena pausa e colocou outra questão – “e o que faz quando os jogadores ganham, não dão nenhum lance por perdido, desafiam as probabilidades, mesmo estando a perder, ou quando fazem o que lhes pede, agindo proativamente?”. “Elogio-os, reconheço-os e recompenso-os” – respondeu o Treinador Wooden.
Treinador Wooden é normal fazer o que faz, repreender o que não quer ver e elogiar o que deseja ver. Há muitos pais, professores, treinadores e gestores que fazem o mesmo, mas o que é que os jogadores estão realmente a aprender, nestes casos?” – perguntou o Detective Colombo. “A evitar a derrota a todo o custo, se querem estar satisfeitos, no final dos jogos; que é preciso manter o compromisso, persistir e “ripostar”, para virar os resultados desfavoráveis; e que lutem pelo que querem” – devolveu o Treinador Wooden. “Ou seja” – começava a resumir o Detective Colombo – “os jogadores acabam por acreditar que perder é mau, que quem desiste perde e que têm de lutar para dar a volta às situações desfavoráveis e, embora tudo isto possa ser considerado positivo, quer ir um pouco mais além, ao fundo da questão?”.
“A realidade é que o Peter Taylor representa um investimento de 200.000 Milhões, a forma como está a jogar não está a funcionar e necessitam, todos, de adaptação. Porém, há resistências a esta realidade, a de ter de mudar, que estão a comprometer tudo. Concorda Treinador Wooden?” – perguntou o Detective Colombo. “Em absoluto” – respondeu o Treinador Wooden. “Há três coisas que isoladamente podem estar a contribuir para isso, para a resistência à mudança, mas cujo efeito combinado é multiplicador” – estava a dizer o Detective Colombo, quando foi interrompido pelo Treinador Wooden que perguntou – “quais são?”.
“Primeiro, a aversão à perda. A situação familiar o Peter, que na sua infância, viu o Pai a perder o negócio e os pais a perderem a relação, assistiu aos colegas e a ele a serem criticados quando perdiam um jogo, quando perdiam um passe ou falhavam um penalty, levaram-no a associar a perda a situações desconfortáveis e, por isso, a evitar quaisquer perdas potenciais a todo o custo” – começou por dizer o Detective Colombo. “Percebo, a realidade de mudar exige que se perca: o conforto na cidade onde o Peter vivia; a cultura do Clube onde jogava; o ambiente da equipa anterior; e a posição e o sistema de jogo, e como, há uma aversão à perda aprendida. O Peter resiste à realidade de mudar, porque isso significa perder o que está habituado a fazer, consequentemente não se adapta e, por isso, não “vinga” – começou por dizer o Treinador Wooden e, a seguir, perguntou – “qual é a segunda situação?”.
Nisto, o telemóvel do Detective Colombo toca e ele diz - “Treinador Wooden, podemos fazer uma pequena pausa, para atender esta chamada?”. “Claro Detective Colombo” – respondeu o Treinador Wooden. Depois de desligar, o Detective Colombo disse que havia uma situação urgente, na esquadra, que tinha de se ausentar e perguntou se podiam continuar a conversa mais tarde. O Treinador Wooden estava curioso e ansioso por saber quais eram as outras duas situações que poderiam estar a comprometer a mudança, a adaptação do Peter Taylor."

Rápidas de Coimbra

"Num teste de dificuldade nula porque perante uma equipa que pareceu estar sempre à beira do abismo, ora porque sem qualquer pormenor nos princípios defensivos, ora porque com bola ainda terá de perceber que não compensa oferecer várias situações de golo iminente ao adversário para se chegar 2 ou 3 vezes ao meio campo ofensivo, a análise incidirá apenas nas impressões ao lado individual.
Ferro. Com o jogo tão fácil, emergiu ainda mais a capacidade do central do Benfica em posse. Se já era uma marca do seu jogo, vai agora parecendo cada vez mais aprimorada. Em jogos de grande caudal ofensivo, são os seus primeiros passes e decisões que começam a desenhar as jogadas mais adiante. É um jogador diferenciado naquela posição, no momento ofensivo.
Nuno Tavares. No trabalho para o DN (aqui) e no post “Fábrica de Talentos” no Patreon (aqui) já me tinha referido ao potencial do lateral esquerdo do Benfica. Fisicamente é um monstro, capaz de fazer consecutivamente todo o corredor. Contra a “briosa” esteve novamente muito participativo, demonstrando que no seu primeiro ano de futebol sénior já está preparado para ser alternativa ao espanhol Grimaldo.
Gabriel. O regresso do “quarterback”. Foram as suas primeiras variações longas que começaram a desmontar a organização da Académica. Agressivo e forte nos duelos no momento da recuperação, e capaz de transformar as situações ofensivas perante muitos contra poucos pela forma como circula a bola. Volta a ser um dos destaques com Bruno Lage.
Chiquinho. Pequenos pormenores em espaços curtos que não enganam. O médio português tem qualidade para jogar dentro do bloco adversário, e com coordenação com os colegas, será determinante quer no processo de criação quer a finalizar. É um candidato ao onze e a uma época de nível elevado.
Raul De Tomás. Três quatro pormenores técnicos, quer na recepção quer na finalização que deixaram antever uma qualidade muitíssimo elevada. Um milésimo de segundo ou trinta centímetros de espaço e o Espanhol parece preparado para aproveitar. Do que se vai conhecendo, um upgrade gigantesco ao perdulário Suíço, que ainda assim somou mais de duas dezenas de golos na temporada passada.
Cervi e Caio Lucas. Vida mais difícil para ambos os alas. Problemas de decisão, que se acentuam pela forma como o modelo de Lage pede aos seus alas para jogarem em espaços curtos. A agressividade defensiva do Argentino não será suficiente para ser opção na nova época, e o brasileiro ainda bem longe de demonstrar o porquê de poder ser opção.
Tudo bastante prematuro, porém. Quer nas competências de uns, quer na incompetência de outros."

A média de 1.3 travadinhas por jogo (dados Goalpoint) de Florentino e a Taça Hospital da Luz que tanto diz a Fejsa

"Svilar
Uma defesa de belo efeito e zero patacoadas? Objectivamente, foi uma das melhores exibições de Svilar desde que chegou ao Benfica, mas compreende-se que César Peixoto tenha recusado abordar o tema na flash interview. Veja-se o que aconteceu a José Mourinho desde que elogiou o miúdo.

João Ferreira
Antes do jogo de hoje, achava que este miúdo só viajaria para os EUA se entrasse no porão à socapa. Boa surpresa. Fez por merecer um lugar em económica.

Rúben Dias
Noite de pouco trabalho defensivo e muito planeamento de todos os posts de Instagram que vai publicar quando estiver na Califórnia.

Jardel
Apesar da titularidade, Jardel sabe que a próxima época será provavelmente passada no banco e nos bastidores de mais um título nacional, a educar os jovens e até os graúdos. Podia começar por seguir a sugestão do treinador e prender os imbecis que se portaram mal na bancada.

Grimaldo
Das duas uma: ou a condição física de Grimaldo melhorou muito nos últimos dias ou afinal não há propostas decentes de gigantes europeus. Seja o que for resultou.

Samaris
Esqueçam os criativos de FC Porto e Sporting. Esses vão levar pau e serão aniquilados sem grande dificuldade. O grande adversário de Samaris neste campeonato é Florentino, mas por enquanto o grego parece levar vantagem. Bem a defender, mais recursos a atacar.

Gabriel
Agora que percebemos que a sua condição física e disponibilidade mental estão já em níveis invejáveis, é melhor guardá-lo no banco, não vá o homem lesionar-se outra vez.

Rafa
Bons olhos o vejam, meu caro amigo e decisor de eleição revelado na época passada.

Caio Lucas
13 de Julho e já me começa a irritar. Não sei se isto vai acabar bem.

Chiquinho
13 de Julho e já me parece titular. De resto, há muito que o futebol português precisa de um ídolo chamado Chiquinho. Posso estar a exagerar, mas daqui a 2 horas ninguém se vai lembrar disto. 

Raul de Tomás
Como se não bastassem as movimentações inteligentes e o pragmatismo na cara do guarda-redes, dá-se o caso de RDT soar muito melhor do que HS. RDT parece uma nova tecnologia utilizada para vencer o Mundial de Ralis ou uma corrida às 4 da manhã na Ponte Vasco da Gama. HS (Haris Seferovic) é literalmente o nome de uma marca de champôs.

Florentino
Perante um adversário macio, manteve a média de 1.3 travadinhas por jogo (dados Goalpoint). 

Vlachodimos
Os leitores mais fiéis sabem que às vezes me esqueço de escrever sobre um jogador ou simplesmente me esqueço de o colocar no email enviado para a redacção. Quero que saibam que não foi esse o caso.

Salvio
O nosso novo lateral direito brilhou na fase do jogo que mestres como Johann Cruyff, Arrigo Sacchi e Carlos Azenha denominaram "bater em mortos". O argentino não se deixou amaciar e foi fazendo piscinas no flanco direito, para choque dos adeptos da casa, que viram Salvio desfigurar sem misericórdia os corpos inertes dos jogadores da sua equipa.

Nuno Tavares
Então vá, Grimaldo, felicidades.

Conti
É uma pena ter o passaporte caducado, logo agora que bisou pela primeira vez ao serviço do Benfica.

Ferro
Perguntei ao meu amigo Balvenie 17 anos Doublewood o que achou da exibição do Ferro e nem ele soube dizer algo que vos interessasse ler. Não foi isso que me prometeram na Garrafeira Nacional. 

Pizzi
Entrou para o espaço até então ocupado por Caio Lucas e pareceu o próximo Bola de Ouro - por comparação.

Cervi
Bruno Lage sabe ler os adeptos benfiquistas e talvez por isso tenha desfeito desde já uma das maiores dúvidas deste plantel. Afinal Tiago Dantas consegue ser ligeiramente mais alto do que o Cervi.

Jota
Calma que isto vai.

Seferovic
Sef? Sefvc? Sfrvc? Svc? Sfc? Srvc? Hsfvc? #$%@-se! Não se aproveita uma sigla com o nome deste gajo.

Fejsa
A Taça Hospital da Luz terá um significado especial para Fejsa, que conhece aqueles corredores melhor do que muitos funcionários da 2045. Agora que a sua despedida do Benfica se aproxima, era de pensar numa festa como deve ser: ele e alguns veteranos deste plantel, algures nos EUA, que se lixe a Champions Cup ou lá o que é aquilo, uma carraspana à antiga, cocaína, o Jardel deixava o futebol e era deixado junto à fronteira com o México com o salário de Junho e uma amiga, entretanto a caravana tem dois lhamas que se juntaram sem que alguém soubesse explicar, descobrimos que o Rafa tatuou uma águia na cara, e o Tiago Dantas é descoberto a dormir dentro de uma Samsonite Weekender.

Taarabt
Talvez merecesse outro tipo de estreia a marcar na equipa principal, ele e nós, que fizemos as contas e percebemos que os golos de Taarabt ao serviço do Benfica custaram alguns 4 milhões cada um. Gaste-se ou não, a verdade é que o marroquino continua a ser um dos mais esclarecidos em campo. 

Tiago Dantas
Este menino vai dar-nos muitas alegrias. Ainda agora se estreou e já renovou contrato. Mais um talento singular saído do Seixal, e o primeiro em que o valor fixado para a cláusula de rescisão - 88 milhões - coincide com a altura do jogador em centímetros."

Cadomblé do Vata

"1. "Isto tem que acabar. Temos de começar a prender esta gente"... se não precisássemos tanto dele a treinador, eu queria o Lage como Presidente do Benfica.
2. 8-0... contra o Nacional tinha sabor a empate.
3. Primeira goleada da época, garantiu a conquista do Troféu Hospital da Luz... pensava que bastava ter Ebuehi, Sálvio e Fejsa, para garantir a vitória na competição.
4. Cada vez gosto mais de ver Ferro jogar... será que os pais dele.se importam que eu o adopte?
5. A Académica conta com. Zé Castro, Fernando Alexandre e Hugo Almeida... parecia que estávamos a defrontar a Caderneta Panini 06/07."

Académica Coimbra OAF - SL Benfica

"Uns primeiros 10 minutos não muito bons, onde a Académica criou mais perigo, mas a partir daí só deu Benfica. Soubemos forçar e explorar os erros da linha defensiva da Académica. 0-8. Resultado pesado, mas que demonstra bem a diferença de qualidade dos plantéis. Umas notas sobre o jogo.
1. RDT. Marcou os primeiros dois golos pelo Benfica. Beneficiou bastante dos erros da Académica. No primeiro golo é um passe fantástico do Gabriel e um falhanço de Yuri Matias que deixa o RDT finalizar sem oposição no coração da área. O seu segundo é uma oferta do guarda-redes depois do central lhe ter passado a bola para o pior pé. Não vai ter abébias destas sempre. Mas entretanto vai ganhando confiança. Algo que falhou com Ferreyra no ano passado, por exemplo.
2. Rafa. Bom jogo do Rafa. Marcou um golo após um belo cruzamento de Grimaldo. Parece que vai dar continuidade à excelente época do ano passado.
3. Grimaldo. Ao contrário do jogo com o Anderlecht, este jogou já não exigiu tanto defensivamente. E Grimaldo aproveitou isso para atacar mais. Esteve em vários dos bons momentos da primeira parte..
4. Gabriel e Samaris. Estão nos dois primeiros golos. Samaris inicia a jogada do primeiro. Gabriel assiste no segundo. Defensivamente não entraram muito bem, mas depois dos 10 minutos melhoraram bastante com uma excelente pressão e reacção à perda da bola.
5. Caio Lucas. Bons pormenores. Hoje teve oportunidade de marcar, mas a bola não entrou. No entanto, criou as suas oportunidades. Pode ser um jogador interessante.
6. Mile Svilar. Acho que fez a melhor defesa que o vi fazer com a camisola do Benfica.
7. João Ferreira. Não arriscou muito, mas também não comprometeu. A(s) próxima(s) (2) temporadas vão ser importantes para ele. Pode dar um jogador acima da média.
8. German Conti. Marcou 2 golos, ambos de cabeça. Ele na Argentina marcou 4 golos nas últimas duas temporadas do Cólon. Hoje a oposição também facilitou um pouco, mas estes momentos são importantes para ganhar confiança.
9. Nuno Tavares. Belo jogo do Nuno Tavares. Muito interventivo no jogo ofensivo do Benfica. Grimaldo que se aplique.
10. Pizzi. Tal como Rafa, Gabriel e Samaris, parece que não foi de férias. Fez um golo e três assistências.
11. Haris Seferovic. Podem não gostar dele, mas ele finaliza muito bem. Está perfeitamente encaixado com a equipa, o que neste momento parece-me ser uma vantagem. Marcou um golo e tem mais uma ou duas boas oportunidades.
12. Jota. Jogou na posição que era do João Félix e gostei. Teve vários momentos bons no jogo. Tem, por exemplo, um entendimento muito bom com o Seferovic que culminou no 5° golo. Tem outro momento, no 6° golo, que puxa o central da Académica para fora da posição, abrindo espaço para o Pizzi colocar a bola em Seferovic que só teve que finalizar. Começo a ficar vendido a esta ideia de Jota jogar atrás do avançado.
13. Chiquinho. Gostei mais do jogo com o Anderlecht, mas este também foi bom.
14. Adel Taraabt. Eis o primeiro golo. Grande pressão a aproveitar o passe fraco do guarda-redes para o médio da Académica e depois foi só perguntar para onde ele a queria.
Acho que as coisas vão mudar agora. O nível de dificuldade vai subir bastante. Vai haver algumas dispensas - vamos ver quem está no avião amanhã para os EUA. Não conheço as pré-épocas de Bruno Lage, mas parece-me que os testes acabaram hoje. Na ICC vamos fazer um trabalho mais específico do 11. O Benfica volta a jogar daqui a uma semana, contra o Chivas."

O Bom, o Mau, o Herói e o Vilão do Académica-Benfica

"O Benfica começou encostado às cordas pela Académica e acabou a golear 8-0. Ao segundo encontro de preparação, já mostra que tem um plantel profundo e algumas dinâmicas perto da afinação final. (...)

O Bom
Uma das primeiras características que Bruno Lage injectou à equipa do Benfica quando chegou ao banco a meio da temporada passada foi a objectividade. Ou pelo menos, uma maior objectividade. E num jogo como o deste sábado, a objectividade foi importante e aquilo que o Benfica fez melhor, numa altura em que o processo ainda não está afinado - mas também já não anda longe disso.
A uma entrada forte e surpreendente da Académica, o Benfica respondeu com uma leitura quase perfeita de jogo: era preciso jogar nas costas da defesa e era preciso passes de ruptura. E chegados à baliza da Académica, era preciso objectividade. Ela chegou com o golo de Rafa aos 23’, numa jogada simples e gizada por três dos artífices do título: lateralização de Samaris para Grimaldo, cruzamento do espanhol e Rafa na área a aparecer para finalizar. A partir daí, o jogo virou completamente para os encarnados, até ao 8-0 final, um resultado duro para uma Académica que mostrou fundamentos bem trabalhados.
E por isso é justo também colocar aqui os primeiros 10 minutos da Académica, que com um futebol preocupado com a construção, com o ataque apoiado e trocas de bola rápidas, conseguiu num ápice criar cinco, seis lances de perigo. Nos primeiros momentos do jogo, o Benfica mal tocou na bola e não foi por demérito: foi por qualidade da equipa agora treinada por César Peixoto.
A goleada que se seguiu mostra que o Benfica até pode ter perdido Jonas e João Félix mas continua a ter um plantel profundo e com vários elementos que parecem apenas estar a recomeçar aquilo que colocaram em pausa com o final da época passada. Olhe-se para Seferovic e para Pizzi que, mal entraram na 2.ª parte, jogaram tão coordenados como se não viessem de várias semanas de paragem. 
A defesa do Benfica também merece loas, pelo posicionamento quase perfeito na 2.ª parte: nunca deixou que as jogadas de construção da Académica, que tentou sempre ser fiel à sua ideia de jogo, chegassem sequer à área.

O Mau
A ideia nestes textos é falar de futebol, mas é impossível não deixar aqui o que aconteceu no final da 1.ª parte no Estádio Cidade de Coimbra. Num encontro de preparação, com a época ainda mal arrancada, temos de levar um jogo interrompido por desacatos nas bancadas. Foi, seguramente, o pior deste jogo - é sempre condenável ver violência num encontro, mas num jogo de pré-época já roça o idiota.
De resto, num jogo que acaba 8-0, é difícil encontrar pontos negativos num Benfica que até arrancou para a goleada depois de mudar toda a equipa ao intervalo. Talvez Bruno Lage precise de analisar o que se passou nos primeiros 10 minutos, em que a Académica manietou o Benfica, roubando-lhe a posse de bola. Raul de Tomas bisou em Coimbra e mostrou que é mais que um marcador de golos Raul de Tomas bisou em Coimbra e mostrou que é mais que um marcador de golos.

O Herói
Num troféu em que, entre caras novas e jogadores da casa, muitos jogadores dos encarnados se evidenciaram, a boa notícia para os adeptos do Benfica será o bis do reforço Raul de Tomas, ainda na 1.ª parte. O primeiro golo aos 24’, a receber bem um cruzamento de Gabriel e a finalizar com tranquilidade, e o segundo já perto do intervalo, felino a aproveitar um erro do guarda-redes da Académica.
Mas a exibição do espanhol não foi só feita de golos: nos 45 minutos em que esteve em campo, já participou com facilidade no processo atacante, sem problemas em recuar para vir buscar jogo ou dar a bola aos colegas. Boas indicações do avançado formado no Real Madrid.
Boa injecção de confiança também para Germán Conti, o central argentino que marcou por duas vezes de cabeça na 2.ª parte. Falta agora é provar que é opção para onde interessa realmente, o eixo da defesa, pois claro.

O Vilão
O Benfica aproveitou muitos erros individuais e defensivos da Académica para construir um resultado volumoso e, por isso, vilões só mesmo aqueles que não aproveitaram para se elevar. Nesse aspecto, e depois das boas impressões deixadas no encontro com o Anderlecht, a exibição de Chiquinho não foi exactamente de encher o olho. O jogador português foi titular, mas passou algo despercebido. Terá também tido o azar de ter jogado no período de menor fulgor do Benfica, a 1.ª parte.
Caio Lucas, que também só jogou na 1.ª parte, teve bola e esteve em jogo, mas continua a exagerar nas acções individuais: aquela última finta que sempre tenta talvez não seja necessária..."

O melhor 11 da formação do Benfica em 2018/2019

"O Sport Lisboa e Benfica possui uma formação de topo, sendo que nesta última temporada, o clube sagrou-se bicampeão nacional de juvenis. Entre os juvenis e os sub-23, houve vários jogadores que se destacaram e irei fazer aqui um onze de jogadores do Benfica entre as equipas de juvenis e de sub-23 que se destacaram na última temporada.

Guarda-redes:
Celton Biai Estando no Benfica desde 2010, foi júnior de segundo ano na última temporada, tendo sido o guarda-redes mais vezes titular na equipa de sub-23, o melhor guarda-redes da Fase Regular da Liga Revelação, jogando pelos juniores na Youth League e na Fase Final do campeonato. Apesar da baixa estatura (1,84m), possui uma grande presença entre os postes, sendo dotado de grandes reflexos e de uma apurada elasticidade, tendo também habilidade a jogar com os pés. Fez 15 jogos pelos sub-23 e 19 pelos juniores (13 no campeonato e seis na Youth League).

Defesa-direito:
Tomás Tavares Tendo sido júnior de primeiro ano na última temporada, foi sobretudo aposta na equipa de sub-23. Podendo jogar também a lateral-esquerdo e a extremo, Tomás Tavares é um jogador com grande propensão ofensiva e qualidade técnica, sabendo combinar com os colegas no seu flanco. Fez 11 jogos pelos juniores (um golo), 19 pelos sub-23 e dois pela equipa B.

Defesa-central:
Tomás AraújoFoi o capitão da equipa de juvenis do Benfica e da selecção nacional de sub-17 que disputou o Europeu da categoria em Maio, sendo titularíssimo em ambas as equipas. Tomás Araújo tem perfil de líder e também se destaca pela sua qualidade no passe longo. Realizou 29 jogos pela equipa de juvenis (seis golos) e um pelos juniores.

Defesa-central:
Miguel Nóbrega Sendo júnior de segundo ano, foi titular indiscutível na equipa de sub-23 na última temporada, onde disputou 33 jogos e marcou quatro golos, tendo ainda jogado três jogos pela equipa B. Miguel Nóbrega é um central com qualidade técnica e visão de jogo, que sabe sair a jogar.

Lateral-esquerdo:
Nuno Tavares Alternou entre juniores, sub-23 e equipa B, sempre com exibições de qualidade. Nuno Tavares é uma locomotiva no flanco esquerdo com qualidade técnica para se desenvencilhar dos adversários, sendo dono de um cruzamento muito preciso. Realizou 23 jogos pelos juniores, oito pelos sub-23 e 13 pela equipa B.

Médio-defensivo:
Ilija Vukotic Está no Benfica há apenas dois anos. O médio montenegrino é um jogador muito completo, sendo dono de uma grande estampa física (1,91m) e de uma apurada qualidade técnica, que lhe permite subir no terreno com a bola coladinha ao pé. Fez 29 jogos pelos sub-23 (dois golos), a que se juntam mais sete pela equipa B.

Médio-centro:
Ronaldo Camará Este menino é um caso de estudo. Recrutado ao Sporting CP aos 12 anos, no Benfica tem jogado sempre dois escalões acima do seu. Aos 13 anos era uma das principais figuras da equipa de iniciados de 15/16 que foi campeã nacional só com vitórias. Nesta temporada, com idade de juvenil de primeiro ano, jogou 31 jogos pelos juniores (seis golos), seis pelos juvenis (um golo) e três pelos sub-23. Ronaldo é um médio muito habilidoso no controlo de bola e agressivo ao portador da bola. Também é dono de uma meia-distância temível.

Médio-ofensivo:
Gonçalo RamosMédio goleador, é um jogador com qualidade técnica, disponibilidade física, sabendo ocupar os espaços e aparecer em zonas de finalização. Pode também jogar em zonas mais adiantadas no terreno como falso nove. Marcou 20 golos em 35 jogos pelos juniores, fez três jogos pelos sub-23 e mais seis pela equipa B.

Extremo-direito:
Úmaro Embaló O extremo que já esteve em vias de se transferir para o RB Leipzig é uma das maiores pérolas da formação do SL Benfica. O extremo canhoto já jogava nos juniores com idade de juvenil, sendo que nesta época também jogou nos sub-23 e se estreou pela equipa B. Entre as três equipas, realizou 35 jogos e marcou 13 golos.

Extremo-esquerdo:
Tiago GouveiaContratado ao Sporting CP em 2016, Tiago Gouveia não é dos jogadores mais falados no Seixal. No entanto, como júnior de primeiro ano, foi dos jogadores em maior destaque na primeira edição da Liga Revelação, onde marcou seis golos em 19 jogos, fazendo ainda mais 10 jogos e três golos pela equipa de juniores. Tiago Gouveia é um jogador bastante desequilibrador e que dá profundidade ao jogo, sabendo explorar o espaço nas costas da defesa e usar o físico para segurar a bola. 

Ponta-de-lança:
Henrique AraújoNão havia muito por onde escolher aqui, visto que foi o único ponta-de-lança que sobressaiu entre os juvenis e os sub-23. Contratado no ano passado ao CS Marítimo, Henrique Araújo rapidamente se afirmou como o goleador da equipa de juvenis, terminando a época com números estrondosos: 37 golos em 33 jogos. E, incrivelmente, ficou de fora do Europeu de sub-17."

Benfiquismo (MCCXXXI)

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