"Após 9 jogos oficiais realizados,
com o primeiro objectivo da
temporada cumprido (a entrada
na fase regular da Liga Europa),
já podemos ver como e para
onde caminha este Benfica.
De forma inteligente, Marco
Silva montou um onze-base
totalmente formado por jogadores que não haviam estado
presentes no Mundial. Isso permitiu ganhar rapidamente rotinas, com atletas frescos e disponíveis, e ir ultrapassando,
um a um, os obstáculos europeus que surgiram pelo caminho. Vice-campeões da Suíça e
da Escócia e campeão da Dinamarca, foram cilindrados com
resultados agregados de 6-2,
7-2 e 6-2 respectivamente.
Não fosse o tropeção diante do
Académico de Viseu (jogo em
que os adeptos, manifestamente, fizeram falta), e estaríamos perante um início de
época perfeito.
Agora, em cima de vitórias e de
boas exibições, quem chegou
mais tarde tem de esperar a
oportunidade para entrar na
equipa titular. A lesão de Enzo
Barrenechea permitiu a estreia
antecipada de João Palhinha –
contratação que mais entusiasmo gerou entre os benfiquistas, tratando-se de um experiente internacional que, pese
embora a passagem pelo rival
de Alvalade, ostenta o cartão
de sócio do nosso clube desde
a infância.
Mais tarde ou mais cedo, o
agora capitão Aursnes voltará,
também ele, à equipa. E assim
ficaremos com um meio-campo
bastante versátil e robusto. Na
frente, Prestianni está a afirmar-se como um craque, Pavlidis tem marcado em todos os
jogos e Rafa vive um excelente
momento. Olhando para o
nosso melhor onze, do meio-
-campo para a frente já podemos ver uma equipa com perfil
de campeã.
Há, porém, muito trabalho a
fazer no processo defensivo.
É esse o desafio para as semanas que se seguem: tornar a
área do Benfica uma fortaleza
inexpugnável, onde não sejam
concedidas tantas oportunidades nem permitidos golos aos
adversários."
Luís Fialho, in O Benfica

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