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terça-feira, 26 de maio de 2026

Palavras para quê?


"ADORMECEM E ACORDAM A PENSAR NO BENFICA
Eles são os alinhamentos nos programas de televisão, mais os jornalistas, elas são as conversas de café, dos táxis, é uma verdadeira obsessão."

Verdade!

Terceiro Anel: Bola ao Centro #204 - ENTÃO ZÉ, OU VAIS OU FICAS?!!! 🦅🔴

Leão não passou nas Linhas de Torres


"É fantástico como uma só tarde de futebol sem fronteiras pode gerar tantos eventos contraditórios e gerar danos colaterais. O Torreense ganhou a Taça e vai à Liga Europa; e o Sporting, graças ao Aston Villa, entra na Champions, num dos dias desportivamente mais negros da sua história

Começo com uma frase de que gosto bastante, porque é sábia, que recomenda cautela, é suscetível de evitar estados de euforia prematura, e assenta como uma luva no fenómeno do futebol: só a pescada é que, antes de o ser, já o era…
O Sporting entrou no Jamor a pensar que bastava mandar as camisolas a jogo para que Morten Hjulmand recebesse, das mãos do Presidente António José Seguro, a Taça de Portugal, e saiu-se mal. Houve arrogância e sobranceria na forma como o Torreense foi encarado, e essa subestimação da equipa de Luís Tralhão acabou por sair cara aos leões.
Sem querer ser minimamente injusto para com o Torreense, que foi exemplar na entrega e espartano na organização, exigia-se outra atitude à equipa de Rui Borges, que assinou uma das exibições mais displicentes dos últimos anos, dando à turma de Torres Vedras, a cada minuto que passava, mais razões para acreditar. É preciso termos consciência da dimensão histórica do que aconteceu: esta foi a maior surpresa de sempre do futebol português, precisamente por ter ocorrido numa final. O Sporting já tinha sido eliminado da Taça de Portugal por equipas do escalão secundário, mas nunca com o impacto que teve perder no Jamor com o Torreense. Não será por acaso que, desde que se disputa a prova rainha do nosso futebol, nunca uma equipa da II Divisão tinha erguido o troféu. E, perante a diferença abismal entre as forças em presença, o Torreense só ganhou ao Sporting porque a equipa de Tralhão jogou no limite máximo do seu potencial, ao passo que os leões se mantiveram no patamar mínimo daquilo de que são capazes.
Quis o destino que tudo isto acontecesse na tarde em que o Sporting ficou a saber que estava dispensado das etapas preliminares para entrar na Champions, e Portugal ficou a saber que o Torreense será o seu representante, com entrada direta, na Liga Europa. Do efeito dominó gerado no Estádio Nacional resultou também que o Benfica terá de disputar as pré-eliminatórias da Liga Europa e que ao SC Braga acontecerá o mesmo relativamente à Liga Conferência.
E Rui Borges, como sai disto tudo? Tendo renovado contrato há pouquíssimo tempo, depois de uma época em que não ganhou nada, mas chegou aos quartos de final da Liga dos Campeões e obteve acesso direto ao pote de ouro da UEFA, não há nenhuma razão para pensar que possa haver qualquer volte-face quanto ao seu futuro próximo. Mas, dito isto, vai começar 2026/2027 sob o estigma do Jamor, ou seja, com níveis de tolerância por parte dos adeptos mais baixos do que teria se os leões tivessem cumprido os mínimos frente ao Torreense. Esta conclusão até pode parecer de La Palice, mas não é…
Mas falemos um pouco mais da equipa de Torres, que vai jogar a Liga Europa em casa emprestada e que, se eliminar o Casa Pia (que também anda de casa às costas), fará o mesmo na I Liga. Para quando a exigência (e a ajuda) de infraestruturas mais completas para as equipas que disputam as competições profissionais, evitando-se um choque térmico, muitas vezes fatal, quando mudam de escalão? Sei que não faltaram foliões ao Carnaval de Torres, que aconteceu, fora de época, na noite de ontem, e que trazer aqui estes temas até pode gerar um anticlímax. Mas a proeza do Torreense foi de tal maneira avassaladora que deve servir de um bom ponto de partida para conversas sérias, que, por incómodas, são demasiadas vezes varridas para debaixo do tapete."






Mourinho: bastava querer


"Falta de comunicação empurrou Mourinho para fora de um clube onde parecia querer estar e para os braços de um novo que ainda não o pode assumir

É possível que, quando este jornal chegar às bancas, ou ficar ativo no site de A BOLA, José Mourinho já não seja o treinador do Benfica e tenha assinado regresso ao Real Madrid. Se não for já, podemos imaginar que seja quando estiver a embrulhar peixe, a forrar uma gaiola ou a proteger copos, cumprindo assim, retirando os que ficam em coleções, o seu ciclo de vida.
Mas para haver uma saída, houve uma entrada. Algo que há anos parecia impossível voltar a acontecer em setembro do ano passado, acabou por ser possível num clube que estava à beira de eleições e precisava de um treinador.
Agora, menos de um ano depois, por uma sucessão de episódios de má comunicação, apesar de todos falarem português, Mourinho vai sair - não serve para o Benfica, que não foi capaz de dizer categoricamente que o quer, mas parece ser mesmo o que o Real Madrid precisa. Mas há um requinte: o treinador português, de quem muitos diziam que já nenhum clube de topo quereria e teria de se contentar com migalhas de ligas periféricas, está agora novamente envolvido num processo eleitoral, sendo o trunfo (ainda não assumido) do atual ocupante do cargo.
O rei Florentino tem agora um adversário, pelo que se gerou um efeito dominó invertido - ainda não foi lançado o nome de Mou, o Benfica não pode avançar para o sucessor, mete-se o Mundial e daqui a nada começa a época, sendo que os encarnados são os únicos que terão de começar do zero.
E o lugar está tão frio, que Ruben Amorim, por exemplo, prefere não fazer nada durante uma época inteira, do que assumi-lo. Mas o Benfica volta a precisar de treinador.
Os adeptos poderão pensar: Farioli também começou do zero no FC Porto e veja-se onde está agora. Mas por vezes mesmo copos embrulhados em jornais também se partem numa mudança mal feita."

A justiça poética do Torreense


"Torres Vedras já tinha dado ao país um cardeal-patriarca, antes bispo do Porto. Na família de Manuel Clemente, onde o Torreense é devoção antiga, houve uma fábrica de moagem que ficou na memória coletiva por ter laborado horas extraordinárias, durante a Segunda Guerra Mundial, para assim garantir que o pão nunca faltava.
Na final da Taça de Portugal, quando o nacional-futebolismo dava por adquirido que o Sporting teria o prémio de consolação de uma época falhada e a ditadura leonina não teria oposição à altura, o clube de Torres Vedras fez também História a trabalhar fora de horas.
Não há aqui milagres.
Na verdade, talvez tenha entrado em campo a "justiça poética", expressão com largo historial entre líricos do futebol e prosadores de excelência que tendem a romantizar vitórias dos pequenos contra os grandes num mundo de injustiças, talhado para poderosos. Escritores como Eduardo Galleano, Vázquez Montalbán ou Nelson Rodrigues associavam esse destino improvável a uma espécie de resgate dos invisíveis ou oprimidos, que, intrometidos e insolentes, ousam desafiar a ordem natural das coisas e desforrar-se dos senhores do mundo com heroísmo, talento e graça.
Impossível, pois, não ver na Taça de Portugal ganha pelo Torreense a justiça poética que o futebol reclamava desde que uma arbitragem escandalosa afastou o Santa Clara do caminho do Sporting.
Há também algo de justiça poética numa época em que o presidente dos "leões" exibiu uma desconhecida faceta de rufia, ainda que perfumada, como se fosse o dono da bola de uma elite privilegiada.
Mais importante ainda: como não ver, neste triunfo, a justiça poética para as regiões vítimas da prosa devastadora das recentes tempestades e que aguardam pelo devido auxílio do Estado enquanto reconstroem laços, tetos e amanhãs?
Através do Torreense, o interior enviou à capital a mensagem que só o futebol, por vezes, consegue dar.
Ao celebrar o seu Carnaval tardio, Torres Vedras mostrou aos doutos senhores da governação do país que, por vezes, bastam duas bolas no sítio certo para reduzi-los à imagem que merecem: a de cabeçudos do carro alegórico a que, por preguiça, comodismo e incompetência, também chamam país."

Não há festa como a do Jamor — mesmo para quem perde


"Quem já viveu uma final da Taça, por dentro ou por fora, sabe que é um dia único, mesmo que depois se repita mais vezes para alguns. Espero não ser vivo para vê-la fora do Estádio Nacional

Quando se passam largos minutos para sair de automóvel da mata do Jamor, depois da festa, tendemos a achar, e dizer, que «realmente isto é muito bonito mas não tem condições, blá blá blá». Como se não se passassem largos minutos a sair ou a chegar a estádios altamente evoluídos e construídos para o Euro-2004. É assim a vida (e a lógica): quando se juntam milhares de pessoas num espaço limitado não há milagres, mesmo que deputados da Nação já tenham perguntado a uma ministra porque é que as filas de trânsito são enormes e de repente «chega-se ali e começa a andar» se a polícia aparecer. Não é preciso dizer de que quadrante é este deputado, pois não?
Adiante: não há festa como a do Jamor, e quem já lá esteve sabe do que falo. Não há mau jogo que mitigue o brilho de um dia diferente, vivido de forma única. Claro que um dos lados perde e outro ganha, e a cara de quem ganha nunca será igual à de quem perde. Mas a experiência, mesmo que repetida para os felizardos adeptos dos clubes que mais vezes lá vão parar, é quase sempre boa e feliz. Teremos sempre, obviamente, o triste caso do very light a ensombrar a história da Taça de Portugal, mas como vemos todas as semanas isso poderia (poderá?) acontecer noutro recinto qualquer.
Faz calor e o sol bate e queima ? Sim. As casas de banho não são do melhor? Já foram bem piores. O estacionamento é horrível? Experimentem ir ver um jogo grande ao estádio municipal de Aveiro, construído de raiz fora da cidade, e depois falamos. Quanto tempo se passa para sair de um festival de música, por exemplo? E um dos mais famosos é mesmo ali ao lado.
Espero não ser vivo para assistir à retirada da final da Taça de Portugal do Estádio Nacional. Sei que poderia ser bem mais rentável ter muitos camarotes e é um drama arranjar bilhete para o jogo. Mas ali até vai gente (muita) só para o piquenique, para conviver e depois ver a bola numa TV qualquer, como afinal se faz todas as semanas pelo País fora.
Os próximos dias trarão rios de palavras sobre os deméritos do Sporting, que conseguiu perder a primeira final da história ganha por um clube da segunda divisão. Haverá quem veja o copo da época leonina meio cheio, outros vê-lo-ão meio vazio. Cheio ninguém, claro.
Interessa-me mais, hoje, louvar o mérito do Torreense. Não se chega por acaso ao Jamor e ao play-off da primeira Liga. E é sempre bom confirmar que o futebol é a única modalidade onde David derrota Golias com alguma frequência."

Kanal: Tamos Juntos - E agora?

Zero: Mercado - Lateral esquerdo belga na lista do FC Porto

Águia: Benfica: treinadores, reforços, e o Poeta Aleixo.

BF: 25 de Junho...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Torreense histórico, Sporting arrasado: a análise à final da Taça de Portugal

Observador: E o Campeão é... - A vitória histórica do Torreense frente ao Sporting

SportTV: Primeira Mão - O sonho virou realidade: Torrense vence Sporting e vai à Europa

LiveMode: Mundial Retro #13 - Portugal - Suíça 2022

DAZN: Premier League - R38 - Golos

DAZN: La Liga - R38 - Golos

Resumo do fim de semana


"Esta edição da BNews é dedicada à atividade benfiquista mais recente.

1. Últimos resultados (masculinos)
O Benfica venceu a Oliveirense em basquetebol por 86-61 e comanda as meias-finais dos play-offs do Campeonato Nacional por 2-0. No andebol, derrota com o Sporting por 34-22. Os Juvenis de futebol empataram 2-2 com o FC Porto.

2. Últimos resultados (femininos)
Em andebol, as já pentacampeãs nacionais perderam por 26-23 com a Academia São Pedro do Sul. Em futsal, desaire caseiro com o Nun'Álvares no jogo 1 da final do Campeonato Nacional (2-4). Em hóquei em patins, goleada obtida frente à Académica (12-0).

3. Campeão nacional
O canoísta Fernando Pimenta conquistou o título nacional de K1 Short Race.

4. Partilha de experiências
As guarda-redes do plantel sénior de futebol do Benfica estiveram com as colegas de posição da formação encarnada.

5. Estádio da Luz candidato
Em causa as novas sete maravilhas de Portugal.

6. Casa Benfica Braga
Esta embaixada do benfiquismo celebrou o 55.º aniversário."