Não me digas que pisaram a cabeça de um árbitro e deixaram-no a espernear no relvado sem qualquer consequência para o autor? pic.twitter.com/oFERuLRTun
— Coluna Vermelha (@CurtaVermelha) March 23, 2026
Últimas indefectivações
terça-feira, 24 de março de 2026
O indignado... atrasado!!!
Do clubismo e da clubite
"A mudança geracional nas lideranças dos principais clubes justificava a existência de uma nova mentalidade, que não estivesse refém de desavenças do passado, e contribuísse para um Desporto melhor. Não tem sido assim…
Os clubes portugueses cresceram num clima de tensão permanente entre si e, desde que me recordo, houve sempre períodos de cortes de relações institucionais, que muito contribuíram para transformar o saudável clubismo em tóxica clubite. Até à Lei Bosman, de 1995, que abriu as portas da Europa aos nossos melhores futebolistas, a Seleção Nacional foi uma das principais vítimas do estado das coisas, com ataques constantes aos selecionadores por levarem este do Benfica em vez de outro do Sporting, e vice-versa, com o FC Porto a queixar-se do Terreiro do Paço pela ostracização de futebolistas que entendia serem selecionáveis. Quando, no pós-Bosman, as representações dos principais clubes na Seleção passaram a ser residuais, deixou de se discutir quem municiava a Seleção Nacional, que, povoada de jogadores do Manchester United, Manchester City, Real Madrid, Barcelona ou Chelsea, foi-se aproximando cada vez mais da ideia de equipa de todos nós.
Infelizmente, noutras áreas relacionadas com o desenvolvimento da indústria do futebol, apesar dos progressos feitos ao longo dos últimos anos, nomeadamente na Liga, com quadros de segunda linha dos clubes, ainda não foi dado o passo em frente que nos projetasse para uma dimensão mais adulta e destruísse a ideia de que os clubes, em vez de inimigos, devem tratar-se como adversários, alastrando esse conceito às massas de adeptos.
Confesso que pensei que, com a mudança geracional nas lideranças do Benfica, Sporting e FC Porto, as coisas mudassem de forma decisiva e fosse possível um convívio menos encapsulado em desavenças antigas e métodos ultrapassados. Sem perder a esperança de que tal ainda venha a ser possível, reconheço o desencanto provocado pelas constantes acusações e pela ausência de uma frente unida capaz de defender os interesses do futebol profissional em causas tão importantes e justas como as da fiscalidade ou da segurança. Noutros países com fortes indústrias do futebol, a rivalidade entre os principais clubes não é menor do que a que existe por cá, mas, na hora de defender interesses comuns – na bilhética, nos direitos televisivos, nos custos com a segurança, por exemplo – conseguem assumir posições conjuntas, transmitindo aos detentores do poder uma ideia de unidade que lhes dá força. Ao mesmo tempo, com gestos simples, como os presidentes se sentarem lado a lado durante os jogos, transmitem aos adeptos uma ideia de civilidade compatível com a rivalidade, que será sempre um motor de evolução e desenvolvimento.
Creio que já é tempo de os presidentes dos nossos principais clubes deixarem de dar ouvidos às teses mais radicais, que pertencem a um passado sem saudades, e passarem a assumir uma convivência mais distendida, que em nada belisque a identidade de cada emblema e não represente uma cedência na defesa dos direitos de cada um, mas que crie condições para que o futebol seja essencialmente falado pelas boas razões.
Poder-se-á pensar que esta é uma visão lírica e desfasada da realidade. Mas só o será se as lideranças dos clubes não quiserem criar condições para o crescimento económico e social, que só subsistirão num ambiente onde a poluição verbal não exista e a hierarquização da importância dos assuntos seja objetiva e racional."
Nem penálti nem simulação, caro João!
"Naide Gomes e Agate de Sousa. Carlos Calado e Gerson Baldé. Rui Silva e Isaac Nader. Giovanni Trapattoni e (provavelmente) Francesco Farioli.
Acredito que não se importem que os outros ganhem como eles, um dia, ganharam
Acredito que Naide Gomes, porque era (até ontem) a última port
uguesa a sagrar-se campeã do Mundo do salto em comprimento em pista curta (Valência-2008), não se importou nada que a também portuguesa Agate de Sousa se tivesse sagrado campeã do Mundo da especialidade. E que prova, meu Deus, fez a atleta de 25 anos, oriunda de São Tomé e Príncipe, com aquele pulo de gata a 6,92 metros! Não foi gatinha. Foi gatona!
uguesa a sagrar-se campeã do Mundo do salto em comprimento em pista curta (Valência-2008), não se importou nada que a também portuguesa Agate de Sousa se tivesse sagrado campeã do Mundo da especialidade. E que prova, meu Deus, fez a atleta de 25 anos, oriunda de São Tomé e Príncipe, com aquele pulo de gata a 6,92 metros! Não foi gatinha. Foi gatona!
Acredito que Rui Silva, porque era, até ontem, o último português a sagrar-se campeão do Mundo dos 1500 metros em pista curta (Lisboa-2001), não se importaria nada que o também português Isaac Nader se tivesse ontem sagrado campeão do Mundo da especialidade. Não aconteceu, mas o algarvio lutou até ao último metro com a garra que sempre tem demonstrado. Merece bem aquela prata.
Acredito que Carlos Calado, porque era (até ontem) o último português a ser medalhado no salto em comprimento num Mundial de pista curta (Lisboa-2001), não se importou nada que o também português Gerson Baldé se tivesse ontem sagrado campeão do Mundo da especialidade. Se Agate foi uma gatona no penúltimo salto que fez em Toruń, Gerson foi gato, foi tigre, foi lebre, foi canguru, com aquele salto impressionante de 8,46 metros. Aquilo, meus caros, não foi um salto. Aquilo foi quase um triplo salto. Gerson merece aquele ouro, tal como Agate merece o ouro e Nader a prata.
Acredito que João Pinheiro, por ser (dizem) o mais forte candidato a estar como árbitro na fase final do Campeonato do Mundo de 2026, interpretou mal o lance entre André Gomes e Luis Suárez no Alverca–Sporting de ontem. Primeiro: aquilo não é penálti em parte alguma. Mas, claro, qualquer árbitro pode ser enganado numa jogada tão tradicional e habitual como aquele contacto entre guarda-redes e avançado. Segundo: aquilo não é simulação em parte alguma.
É o avançado a saltar por cima do guarda-redes, a colocar mal os pés no contacto com o relvado e a cair: sem falta de André Gomes, sem simulação de Luis Suárez. Até porque o colombiano logo se levantou e, quando viu João Pinheiro a apontar para a marca dos 11 metros, lhe disse de imediato, por gestos, que não era falta. Que fez João Pinheiro? Foi ao VAR e, muito bem, anulou o penálti e, muito mal, mostrou o cartão amarelo ao 97 de Alvalade. Que raio, mas não há quedas na área, no confronto guarda-redes/avançado, em que não há penálti nem simulação? Há. Muitas. Como o confronto André Gomes/Luis Suárez.
Por fim, o mais importante da jornada de ontem: a vitória do FC Porto em Braga e, a sete jornadas do fim, sete pontos de avanço sobre o Sporting (com menos um jogo), segundo classificado. Já não defronta nenhum dos cinco primeiros e não tem, em teoria, jogos de grande complexidade: Famalicão (casa), Estoril (fora), Tondela (casa), Estrela da Amadora (fora), Alverca (casa), Aves SAD (fora) e Santa Clara (casa). Isto é ser quase campeão. Se isto não é ser quase campeão, não sei o que será. Acredito ainda que Giovanni Trapattoni, por ser o último (e único) treinador italiano campeão em Portugal, não se importará que Francesco Farioli o seja em 2025/2026. O que, aliás, me parece que será o que,lá para maio, irá acontecer: FC Porto campeão nacional. Com André Villas-Boas a igualar, por fim, os feitos de Pinto das Costa: o presidente dos presidentes, como lhe chamam, terá um substituto dentro de dois meses: o Luís André."
Campeões de facto e de futuro
"Um país é sempre melhor quando vê os resultados do investimento em Desporto; FC Porto pode começar a encomendar as faixas; aos árbitros pede-se mais sensibilidade, algo que João Pinheiro não teve ontem
Domingo em cheio, ontem, para o Desporto português com a conquista de três medalhas nos Mundiais de pista curta, na Polónia. Agate Sousa e Gerson Baldé com ouro e Isaac Nader com a prata fizeram desta a melhor campanha de Portugal na história da competição. Um regozijo coletivo que não é válido apenas pelo momento, mas também pelas perspetivas de futuro que estes triunfos trazem numa modalidade (no seu mais amplo espectro, incluindo as disciplinas técnicas) com tanto peso, história e tradição num país que, contrariamente a um certo discurso pequenino e miserabilista do passado, não é nem pequeno em termos europeus (em tamanho e na demografia) nem fadado ao insucesso. Desde que haja organização, planeamento e conhecimento, tudo é possível, desde que também as instâncias públicas e políticas entendam que investir no Desporto é investir numa sociedade melhor.
Isto num dia em que se jogou, na Liga, um dos clássicos do futebol português da era contemporânea. Um estatuto que se deve ao crescimento do SC Braga, mas que de ano para ano fica sempre distante do tal sonho do título. Na Pedreira assistiu-se a um daqueles encontros que vale o preço do bilhete e que pede meças às melhores partidas disputadas por esse continente fora. Diria mesmo que do ponto de vista da intensidade e do espetáculo foi melhor que a final da Taça da Liga da Inglaterra entre Arsenal e Manchester City.
Culpa de duas propostas de jogo diferentes, vencendo mais uma vez a de Farioli, treinador que tem uma impressão digital nesta equipa e neste campeonato quase tão grande como a Torre dos Clérigos. É um Porto de honra, capaz de uma reviravolta em casa de um adversário que acabara de vir de uma virada na Liga Europa com o Ferencváros; é um Porto de alma, que não perde a orientação mesmo quando está por baixo; é um Porto de uma rotação acima dos demais e será por causa dessa alta voltagem que pode começar a encomendar as faixas de campeão. Porque o grande e derradeiro teste na Liga realizou-se ontem e os azuis e brancos passaram com distinção.
João Pinheiro transformou um momento de fair play de Luis Suárez, quando este assumiu não ter sofrido penálti, numa punição (amarelo) que revelou uma profunda falta de noção do juiz, talvez incomodado por ter percebido o erro enorme que cometera. Esta falta de sensibilidade não é um detalhe."
Gerson Baldé, campeão descontraído
"No último salto da final do salto em comprimento, Gerson Baldé, «descontraído e calmo», transformou 20 centímetros do quinto lugar em glória mundial. Saltou mais 27 cm do que até então na noite na Arena Torun e 14 cm mais do que alguma vez conseguira: 8,32 metros do recorde nacional. Para o ouro
O atletismo sempre foi, e continua a ser, garantia de medalhas e títulos — mundiais e europeus — para Portugal. Nos últimos anos, sobretudo nas competições de pista. Este fim de semana trouxe mais uma distinção, em pista curta (outrora coberta), na Polónia, a enriquecer o medalheiro nacional. Agate Sousa e Gerson Baldé dominaram o salto em comprimento e conquistaram o ouro, enquanto Isaac Nader alcançou a prata nos 1500 metros.
Os três assinaram desempenhos exímios frente à elite mundial nas respetivas disciplinas, e os elogios já lhes foram amplamente dirigidos. Restam, por isso, curiosidades e pormenores das atuações — alguns decisivos, aqueles que tantas vezes separam os campeões dos restantes — como os que emergem das declarações de Gerson Baldé.
Dizia o novo campeão mundial do comprimento que partiu «descontraído» para o último salto da final, convicto de que «ia correr bem». O atleta natural de Albufeira, de 26 anos, conquistou o ouro com 8,46 metros nessa derradeira tentativa, resolvendo uma final em que esteve praticamente sempre arredado do pódio: 8,17 metros no primeiro ensaio, 8,19 na quinta tentativa, quando se encontrava a aparentemente insuperáveis 20 centímetros do título mundial — os 8,29 do italiano Mattia Furlani.
O resultado foi um salto 27 centímetros mais comprido do que o melhor que dera até então na noite na Arena Torun e 14 cm mais comprido do que alguma vez saltara: os 8,32 do recorde nacional — que lhe valeu o título mundial.
«O professor [o treinador José Barros] deixou-me mesmo muito calmo, gostei da mensagem. Com poucas palavras, pediu para fazer o que treinámos muito bem e, agora, talvez vá festejar com ele a beber uma taça de vinho. (...) Estar no top 3 da lista de inscritos deu-me muito mais calma. Não tenho mais urgência de provar nada a mim mesmo», recordou, numa descontração muito própria.
Baldé não tem o estatuto do compatriota do triplo salto, Pedro Pichardo, habituado a conquistas maiores, nem a quase inevitável sensação de vitória que acompanha Armand Duplantis antes de cada competição. São apenas dois exemplos. Mas a confiança nas próprias capacidades é traço essencial de um campeão — e Baldé demonstrou possuí-la.
Quando, «descontraído e mesmo muito calmo», no salto do tudo ou nada, voou mais 20 centímetros — do quinto lugar à glória mundial."
Chamadas internacionais
"Nesta edição da BNews, o destaque recai nos muitos jogadores do Benfica convocados por seleções.
1. Ao serviço das seleções (Equipa A)
São 15 os jogadores do Benfica em ação por várias seleções nacionais nas datas FIFA de março.
2. Ao serviço das seleções (Formação)
Ao longo de março e abril, são 35 os atletas da formação do Benfica convocados por seleções.
3. Mais perto do hexa
Em futebol no feminino, o Benfica ganhou por 1-3 no reduto do Marítimo e ampliou a vantagem pontual na liderança para 8 pontos quando faltam 4 jornadas para o término da Liga BPI.
4. Outros resultados
noticia destaque
Nos masculinos, a Equipa B do Benfica ganhou por 1-0 ao Farense e, em râguebi, triunfo benfiquista, por 0-29, no campo do CR São Miguel.
Nos femininos, vitória, por 3-2, ao Leixões no primeiro jogo dos quartos de final do play-off do Campeonato Nacional de voleibol; e triunfos em basquetebol, hóquei em patins e polo aquático ante, respetivamente, BC Barcelos (61-79), Stuart Massamá (6-1) e CA Pacense (21-7).
5. Mundiais de atletismo em pista curta
Acompanhe a prestação dos atletas do Benfica na competição. Agate Sousa conquistou a medalha de ouro no salto em comprimento e Isaac Nader alcançou a prata nos 1500 metros.
6. Bastidores
Veja imagens exclusivas da conquista da Taça da Liga de futsal pelo Benfica.
7. Título individual
Eduardo Camarate é vice-campeão nacional e campeão nacional Sub-23 de marcha de meia-maratona.
8. Casas Benfica Alcains e Braga
Representantes destas embaixadas do benfiquismo estiveram presentes no Estádio da Luz para apoiarem o Benfica frente ao Vitória SC."
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