Últimas indefectivações

terça-feira, 13 de maio de 2025

BI: Modalidades #168 - Semanada...

A conquista do Bicampeonato

Visão: S06E32 - Desilusão do Século

O Benfica Somos Nós - S04E56 - Sporting...

Bello: Sporting...

Fontes selectivas!

Sporting, 66%; Benfica, 34%; jogo da mala, 100%


"Jornada 34: Sporting-V. Guimarães e SC Braga-Benfica. Rui Borges contra a ex-equipa e Bruno Lage contra o ex-chefe de equipa

A equipa mais forte em casa não ganhou. A equipa mais forte fora de casa não ganhou. O melhor marcador da Liga não marcou. O segundo melhor marcador da Liga não marcou. O melhor assistente da Liga não assistiu. O segundo melhor assistente da Liga não assistiu.
O líder arrancou o mais baixo expected goal (0,3) da época. O vice-líder arrancou um dos mais baixos expected goal (1,4) da época. O líder teve um dos jogos com menor número de remates enquadrados (4). O vice-líder teve um dos jogos com menor número de remates enquadrados (1).
O líder arrancou um dos jogos com mais faltas (14). O vice-líder arrancou o jogo com mais faltas (22). O líder teve um dos jogos com mais tackles (28). O vice-líder teve um dos jogos com mais tackles (26). João Pinheiro dirigiu três dos últimos cinco jogos entre Benfica e Sporting. Tudo junto, aconteceu o mais previsível: campeão só na jornada 34.
Jornada 34: Sporting-V. Guimarães e SC Braga-Benfica. Sporting ganhou nove dos últimos dez jogos de Liga em casa com o Vitória: 24-4 em golos. Empatou em 2016/2017 (1-1) com Jorge Jesus e Pedro Martins como treinadores. O único jogador do Sporting que continua no plantel não vai jogar: Esgaio. Um dos atuais melhores jogadores do Mundo foi suplente nesse jogo: Raphinha.
Benfica venceu sete dos últimos dez jogos de Liga na Pedreira: 20-10 em golos. Perdeu em 2014/2015 (1-2) com Sérgio Conceição e Jorge Jesus nos bancos, 2021/2022 (2-3) com Carlos Carvalhal e Nélson Veríssimo e 2022/2023 (0-3) com Artur Jorge e Roger Schmidt. Victor Gomez, Paulo Oliveira, Racic, Horta, Niakité, Otamendi, António Silva, Florentino e Aursnes continuam nos plantéis. Um dos atuais melhores médios do Mundo foi suplente no último jogo: João Neves.
Carlos Carvalhal defrontou 25 vezes o Benfica: ganhou sete, empatou cinco e perdeu 13. Bruno Lage jogou seis vezes com o SC Braga: ganhou quatro e perdeu duas. Luís Freire defrontou oito vezes o Sporting: ganhou uma, perdeu seis e empatou uma. Rui Borges defrontou quatro vezes o Vitória: ganhou uma, perdeu uma e empatou duas. Carlos Carvalhal vai jogar frente ao seu antigo adjunto. Rui Borges defrontará a sua ex-equipa.
Sporting será campeão em seis dos nove cruzamentos possíveis com o Benfica: VV, VE, VD, EE, ED e DD. Benfica será campeão em três dos nove cruzamentos possíveis com o Sporting: EV, DV e DE. Dir-se-á que os leões terão cerca de 66% por cento de possibilidades de terminar em primeiro.
Uma coisa é garantida a quase cem por cento: haverá dois jogos da mala. Desconhecem, porém, os emissores e os recetores e a dimensão do interior das malas. Outra coisa parece certa: João Pinheiro não estará em Alvalade nem na Pedreira. Reforço a palavra: parece."

O dérbi dos dérbis (ou do século) pariu um rato


"O Sporting saiu da Luz mais perto do grande prémio, embora, tal como o seu rival, não tenha estado à altura do momento. Ao Benfica faltou, outra vez, espírito de conquista

Rescaldo feito, argumentos apresentados, responsabilidades encontradas e réus acusados (e condenados), do dérbi ficam duas ideias principais: o Sporting alcançou o seu principal objetivo, que seria sempre sair da Luz em vantagem, definitiva ou quase, para o último jogo; e o Benfica fracassou no seu, o de eliminar pelo menos o confronto direto e depender de si numa última ronda, ficando a lamentar-se dos milímetros que faltaram a um Pavlidis travestido de Gyokeres no remate ao poste para levar a sua avante.
Claro que nenhum deles alcançou o jackpot, que seria festejar de imediato, objetivo que estaria sempre mais longe de encarnados do que de leões, já que ser-lhes-ia sempre exigido um golo mais do que a vitória pela margem mínima. E mesmo de depois de nos dois jogos na Liga o leão ter sempre acabado a sofrer, fica a ideia de que foi sempre o seu rival quem falhou o xeque-mate. O que garante, acredito, sentido de justiça ao provável título daqui por uns dias.
Contrariamente ao que se exigia, nenhuma das equipas, sem dúvida as melhores da Liga, levou para o dérbi dos dérbis ou dérbi do século, como o designaram, o espírito de conquista que se exigia. Este campeonato precisava de ser conquistado e não o foi, e essa impotência irá colar uma certa imagem de fragilidade ao campeão. Foi um dérbi nervoso e medroso e nem aqueles que alegadamente carregam toneladas de experiência às costas e devem servir como exemplo o foram, casos de Otamendi e Hjulmand, sempre a caminhar de mão dada com o risco da expulsão.
Se fechar o negócio, se confirmar a maior quota de probabilidades que tem de ser campeão, o Sporting conquista um desejado bicampeonato que lhe foge há 73 anos, todavia, não parece estar hoje mais perto da hegemonia em Portugal do que há um ano. A perda de Amorim provou-se gigantesca e a eventual saída do jogador mais influente num grande de que me lembro, por muito bons que sejam os leões no mercado, irá sentir-se para lá dos golos que marcou e obrigar a mexer em dinâmicas.
Mesmo o seu treinador, com a faixa ao peito e mérito óbvio no serenar e reorganizar da equipa, não deixará certezas absolutas de que se trata do homem certo. O que não quer dizer que seja o errado. Borges estancou os problemas defensivos, Gyokeres resolveu-lhe os restantes. O leão não resistiu a tudo, mas ao suficiente. O grande prémio está mais perto, mas o dérbi pariu um rato. Ou melhor, dois, em igualdade pontual."

Contas que dão vida aos números


"Dentro desta Liga que se resolve no próximo sábado, há outras ‘Ligas’ que merecem ponderação e devem ficar para memória futura...

Há quem sustente que a estatística não passa de números torturados até dizerem o que queremos ouvir. No que respeita à corrida, a ser decidida por ‘photo-finish', pelo título de campeão nacional de 2024/25, entre Sporting e Benfica, talvez seja interessante afirmar que:
Rúben Amorim ganhou cinco pontos a Roger Schmidt (em quatro jogos); Rúben Amorim e Bruno Lage fizeram o mesmo número de pontos (em sete jogos); Bruno Lage ganhou seis pontos a João Pereira (em quatro jogos); Rui Borges ganhou um ponto a Bruno Lage (em 18 jogos).
Três conclusões parecem óbvias, a primeira que, como escrevi há precisamente um ano, o Benfica desafiou o bom-senso e a história ao manter Roger Schmidt; a segunda, o tremendo impacto que a saída do atual treinador do Manchester United teve nos leões; e a terceira, o excelente trabalho de Rui Borges, que depois de ter começado por alterar o sistema de Amorim, o que era um contrassenso face ao plantel que herdara, devolveu o equilíbrio tático e emocional ao Sporting.
Quanto ao terceiro grande, o FC Porto, será interessante realçar que, quando Vítor Bruno saiu (após a jornada 18), os dragões estavam a quatro pontos do SCP e a um do Benfica. Houve uma ronda com um treinador interino, José Tavares, e quando Martin Anselmi chegou, os azuis-e-brancos estavam a seis pontos do SCP e iguais ao Benfica. Em 14 jogos com o argentino, o FC Porto perdeu onze pontos para o Benfica e cinco para o Sporting.
Mais uma conclusão, que parece óbvia: houve precipitação dos dragões, que não resistiram às pressões, de fora para dentro, no despedimento de Vítor Bruno. Mas também deverá ser dito que ao prescindirem, por questões de tesouraria, de Galeno e Nico González, tornaram o trabalho de Anselmi bem mais difícil.

ÚLTIMA JORNADA
Se, no próximo sábado, Sporting e Benfica obtiverem o mesmo número de pontos, as equipas terminarão a Liga empatadas na classificação, mas o título sorrirá aos leões, que têm vantagem no confronto direto. Se tal acontecer, será a oitava vez desde 1934/35, época do início da competição maior do nosso futebol:
O Sporting foi campeão em 1946/47 com o mesmo número de pontos do Benfica, e em 1957/58, com o mesmo número de pontos do FC Porto;
O Benfica foi campeão em 1937/38 com o mesmo número de pontos do FC Porto, e em 1954/55, com o mesmo número de pontos do Belenenses;
O FC Porto foi campeão em 1955/56, 1958/59 e 1977/78, com o mesmo número de pontos do Benfica.
A partir das 15h30 da véspera das eleições legislativas, a história do título será escrita no estádio José Alvalade e na ‘Pedreira’ de Braga. A jogar em casa, mesmo sendo contra uma das boas equipas da nossa Liga, é inegável o favoritismo do Sporting, que não é, contudo, imune a qualquer apagão psicológico, criado pela ansiedade do momento; e não é igualmente certo que o Benfica, que tem pesadelos com o remate ao poste da baliza de Rui Silva de Pavlidis, saia da Cidade dos Arcebispos com os três pontos. Hoje, as cores que iluminam o Marquês de Pombal têm no verde a predominância. ‘To be or not to be’, é a questão que estará respondida quando forem 17h30 de 17 de maio de 2025."

Zero: Mercado - Ancelotti, Xabi Alonso, Diana Silva

Zero: Ataque Rápido - S06E41 - Deixam tudo para a última

Mata Mata - Sporting Campeão?

Chuveirinho #126

SportTV - S03E40 - Título à vista

Falsos Lentos - S05E37 - Carlos exalta-se com jogo Benfica - Torreense

Segundo Poste - S04E41 - “Benfica perdeu-se no dérbi”

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Os cinco treinadores que a Liga 24/25 mais valorizou

Conscientemente Irracional


"10 de Maio de 2025.... foi um dia de emoções extremas. Um dia passado com família Benfiquista, a cantar, a confraternizar e acima de tudo a acreditar muito, que as nossas extensões dentro de campo correspondessem com o que todos desejávamos, que era pelo menos a vitória contra o Sporting.
Encontrar Jonas pela manhã, parecia o sinal que faltava para completar a crença. Almoço épico, Carnide era vermelho, e arrancar para o Manelito. Chegados, o cenário era já incrível. Tenho dificuldade de me lembrar de algo assim. E não era por estarmos convencidos, era mesmo porque tal como eu, todos aqueles milhares de loucos acreditavam que era possível, que estava nas nossas mãos, que era nosso.
Autocarro... sem palavras. Mais uma explosão de som e cor, de força encarnada, que construíram imagens que tão depressa não sairão da minha cabeça. O cenário estava montado, tudo estava pronto.
Golo do Sporting... um frio que de repente aparece e traz lembranças próximas, de títulos festejados em nossa casa... Mas ao contrário de tantas outras tardes e noites, o Estádio recuperou, os benfiquistas nas bancadas deram a mão aos nossos lá dentro e não pararam de apoiar, nunca. Tal como durante a tarde cá fora, não me lembro de ter tal ambiente lá dentro, de termos tal comunhão e união por um único objectivo, que era a vitória.
Jonas voltou, e ao invés de puxar para si a (justa) homenagem, pegou no microfone e deu-nos vontade, esperança e querer. Jonas é vida!
O golo, o golo, o que queremos mais festejar, e como este foi festejado! Foi pena não chegar para cumprir o nosso desígnio, para devolver a todos os que criaram este ambiente, a alegria da vitória, e de um dia incrível.
O dia acabava com semblantes carregados, gente cabisbaixa, que aponta aqui e ali como a causa do fracasso.
Eu, vim para casa e escolhi ter a mesma atitude que tive durante toda a semana que antecedeu o derby, de crença e de confiança.
Sim, sou louco, mas ainda acredito que é possível ganhar o 39. Ainda acredito que dentro de uma semana estaremos abraçados, a festejar mais um título nacional, mais um troféu para o museu.
Sim, sou louco, até iludido talvez, no entanto, tal como depois da difícil vitória no Estoril, decidi escolher ser conscientemente irracional. Viva ao maior.
Viva ao Sport Lisboa e Benfica!"