Últimas indefectivações
sábado, 8 de outubro de 2022
Comunicado
"Em face das informações com origem em França relativamente a queixas no decurso da entrada dos adeptos do PSG no Estádio da Luz, cumpre ao Sport Lisboa e Benfica esclarecer:
1. A revista aos adeptos é realizada por uma empresa privada contratada para o efeito, que se encontra certificada para este tipo de procedimentos.
2. Não houve nenhuma indicação por parte do Benfica para qualquer alteração dos procedimentos seguidos desde sempre neste tipo de situações.
3. A revista aos adeptos do PSG foi efetuada sob supervisão das forças de segurança, nomeadamente PSP, não tendo sido reportada qualquer irregularidade.
4. A revista aos adeptos foi acompanhada por representantes do PSG, não tendo sido igualmente reportada qualquer irregularidade.
5. O Sport Lisboa e Benfica rege-se pelos mais elevados padrões e valores no que concerne ao respeito pela dignidade humana, seja em que circunstância for."
Pretendem...
"Mário Figueiredo apenas errou no tempo verbal aplicado. Não é o Pretérito Imperfeito “Pretendiam”, mas sim o Presente do Indicativo “Pretendem”. Há 40 anos que o fazem. A fábula parida dos emails foi o alibi perfeito para continuarem a fazer o que queriam, sem qualquer tipo de perigo. A táctica Goebbeliana de manipular a opinião pública manifestando a ideia de que a repetição de uma mentira por muitas vezes se transforma em verdade, ou a acusação aos outros daquilo que eles fazem, foi a cortina de fumo perfeita para que a criminalidade desportiva continuasse a colher frutos para as bandas do Calor da Noite nestes últimos anos.
E assim conseguiram ganhar uns campeonatos ultimamente, à custa de uma arbitragem completamente controlada através de Fontelas, Paulo Costa e Bertino Miranda e de azares sucessivos de jogadores adversários que teimam em fazer passes errados nas pequenas áreas e de Guarda Redes com problemas reumatológicos nas semanas em que defrontam o Calor da Noite. Lá fora apanham no cu de tudo e todos (quer dizer, esta semana conseguiram uma vitória espectacular contra o penúltimo classificado da Bundesliga! BRAVO!👋), mas cá dentro, nesta República das Bananas, são recordistas de jogos sem perder!
E amanhã temos Manuel Oliveira na Luz. O tal do camarote do Dragão, Chalina, o padeiro, para os amigos de Gondomar. Coadjuvado no VAR por Rui Oliveira, um Sportinguista de infância que teve de se converter ao Andradismo para subir na vida. Rui Oliveira é o único árbitro em Portugal que conseguiu validar um golo em fora de jogo no célebre Calor da Noite 2-0 Feirense de 28 de Outubro de 2018, passando por cima da decisão correcta do seu auxiliar de anular o golo por fora de jogo e ignorando as imagens que lhe foram mostradas pelo VAR em que se via o jogador do Calor da Noite em fora de jogo. Rui Oliveira é genro de Alexandre Morgado, ex-presidente do Conselho de Arbitragem da AF Porto. Antigo árbitro e observador, Morgado é um dos homens de mão da estrutura portista no “contacto” com os árbitros da AF Porto.
Tudo normal no Futebol Português, portanto."
Bandidos...
"Ex-presidente da Liga Portuguesa acabou de admitir explicitamente em tribunal que o FC Porto dominava - e ainda domina! - o futebol português e que utilizou a psicologia invertida para mentir e criar uma narrativa de que o Benfica é que controlava tudo, quando era precisamente o FC Porto a fazê-lo.
𝗕𝗔𝗡𝗗𝗜𝗗𝗢𝗦! 𝗖𝗢𝗥𝗥𝗨𝗣𝗧𝗢𝗦! 𝗔𝗟𝗗𝗥𝗔𝗕𝗢̃𝗘𝗦! 𝗠𝗔𝗙𝗜𝗢𝗦𝗢𝗦! ESTÃO A SER EXPOSTOS FINALMENTE!"
«António Silva emprestado pelo SL Benfica ao Estoril Praia»
"O Sport Lisboa e Benfica informa que chegou a acordo com o Estoril Praia para a cedência por empréstimo, até final da época desportiva de 2022/23, do atleta António Silva. Quem? António Silva. António Silva? Ah, sim, o miúdo que venceu a Youth League na temporada passada. Pé esquerdo, alto, mas franzino. Não, pé direito. Pé direito, sim. Mas magrinho, certo? Pois, far-lhe-á bem rodar, ganhar robustez, perceber o que custa a vida – quiçá, passar as passas do Algarve antes de conquistar os primeiros minutinhos na Primeira Liga portuguesa, essa Liga a transbordar de defesas-centrais deveras superiores ao António. E há que não esquecer que um central franzino não garante umas porradas nos múltiplos jogos em que o SL Benfica é encostado às cordas. Isso acontece tantas vezes! Não te lembras do Ferro? Também era o próximo Rúben Dias e anda pela Croácia. Já agora: o António não tem pelo menos 50 jogos na equipa B, logo, não dará resposta na equipa A. Se é assim tão bom, será titular do Estoril Praia e depois logo se vê. Logo se vê se não lhe fica a faltar, ainda, um emprestimozinho maroto ao Wolverhampton ou ao Getafe.
Em Portugal, dá ideia de que são donos do mais espectacular e talentoso campeonato do mundo. De que os craques são tantos que nem o Vitinha era de caras. De que dá gosto sentar no sofá para assistir a qualquer equipa, a qualquer jogo. Mas que raio. Nos últimos anos, uma mão não chega para contar o número de clássicos e dérbis intragáveis. Amigos, clássicos e dérbis. Onde se encontram os melhores da Liga. O cheiro a ignorância em relação ao que sucede no futebol além-fronteiras paira no ar e lá se transforma em sirenes de alarme aquando goleadas vindas dos Países Baixos, da Bélgica ou da Áustria. Os projectos desportivos são conversa de quem não cheira o suor dos balneários, porque o que importa é ganhar; a aposta na formação não convence, porque só assenta nos predestinados; o António Silva tem apenas dois jogos a titular pelo Estoril, portanto não serve para o SL Benfica (esqueçam, confundi com o Gonçalo Esteves).
Quando um clube abre mão de um atleta da formação, seja por empréstimo, seja em definitivo, parte da premissa de que esse atleta não está apto para integrar a equipa principal. Os motivos podem ser vários, mas a avaliação não advém do infalível Chapéu Seleccionador inventado por J. K. Rowling em Harry Potter, advém de treinadores. Os treinadores não são infalíveis nas avaliações, tão pouco imparciais, já que têm uma ideia de jogo e preferências no que toca a características individuais. Ora, se Roger Schmidt tem libertado António Silva para um empréstimo ao Estoril Praia, o António Silva passaria a estar sob avaliação de um treinador totalmente diferente, que poderia aceitar o jogador, mas, de certo, não lhe garantiria a titularidade. O caso de Gonçalo Esteves é revelador, o caso de Bernardo Silva é enigmático e os casos de Vitinha e Florentino são recentes. Estão à frente dos nossos olhos para nos provar que não existem fórmulas matemáticas.
O que, aos 18 anos, António Silva tem feito na equipa principal do SL Benfica é, também, rasgar ideias bacocas sobre a fisionomia de um defesa-central, provar que a inteligência tática não tem idade, a experiência de Champions League vale o que vale e habitar num colectivo bem trabalhado ajuda muito mais a formar do que comer banco fim-de-semana após fim-de-semana. António Silva é dono de uma calma atroz em situações de caos, alia velocidade e inteligência na leitura dos lances – quando deve antecipar, quando deve manter contenção -, é forte nos duelos pelo ar, procura que a intercepção seja o início da acção defensiva e não o seu final, detém uma invulgar qualidade no passe curto e longo. Pela frente, já teve opositores de variadas dimensões. Temos o direito de não estar convencidos, mas, infelizmente para mim, confessa admiradora de Ferro, ter como principal argumento alegadas parecenças entre ambos não cola. Ferro foi o central português proveniente da formação que mais me entusiasmou com a bola no pé, contudo, as lacunas defensivas eram evidentes e não sei se teve quem o ajudasse a superá-las.
É difícil que não tenhamos notado as exibições de António Silva em Guimarães e frente ao Paris Saint Germain. Foi um dos melhores em campo em ambos os empates e acredito que possa ser um dos primeiros nomes a ir à forca nas mesas dos cafés no período em que os resultados custarem a aparecer. Afinal, é só o miúdo magrinho de pé esquerdo que venceu a Youth League. Não, pé direito."
sexta-feira, 7 de outubro de 2022
𝗔 𝗶𝗺𝗯𝗲𝗰𝗶𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗺𝗲𝗻𝘁𝗮𝗹 𝗱𝗼 𝗣𝗼𝗿𝘁𝗼 𝗖𝗮𝗻𝗮𝗹 𝗲 𝗱𝗼 𝗱𝗲𝗽𝗮𝗿𝘁𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗱𝗲 𝗱𝗲𝘀𝗶𝗻𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗼 𝗙𝗖 𝗣𝗼𝗿𝘁𝗼.
"Repetem até à náusea uma mentira que nasce das tentativas persistentes de tentar destruir o maior clube de Portuga e de rescrever a história do futebol Português e mesmo de Portugal. Mas uma mentira repetida um milhão de vezes não se torna verdade.
1. António de Oliveira Salazar, governou Portugal de 1933 a 1968 (35 anos).
2. Até 1974, quando a Revolução dos Cravos pôs fim ao Estado Novo, regime político autoritário implantado por Salazar com a Constituição de 1933, foram disputados 40 títulos do Campeonato Português. O Benfica venceu 20 deles (50 do total), contra 14 do Sporting (35), 5 do Porto (12,5) e 1 do Belenenses (2,5). No entanto, nos primeiros 20 anos após a Revolução dos Cravos, período que antecede o predomínio absoluto dos Dragões (Pinto da Costa), o Benfica ganhou 10 títulos (mais uma vez, 50 do total). O Porto venceu 8 títulos (40), enquanto que o Sporting, apenas 2 (meros 10).
3. O Benfica sempre foi olhado com suspeita pelo "regime", pois era o clube da ralé, como eles diziam , e pior ainda, tinha uma bandeira vermelha, a cor associada a todos os que lutavam contra o governo fascista de António de Oliveira Salazar.
4. O Benfica foi o primeiro clube a ter eleições democráticas. Já tinha eleições democráticas muito antes do fim do estado novo.
5. As ligações do FC Porto ao poder permitiram-lhe, nas épocas de 1939/40 e 1941/42, o alargamento dos nacionais para evitar descer à 2º divisão.
6. A ditadura ajudou o FC Porto a construir o já desaparecido Estádio das Antas, simbolicamente inaugurado a 28 de Maio de 1952 pelo General Craveiro Lopes (dia comemorativo da revolução que deu origem ao estado novo).
7. O antigo Estádio da Luz foi inaugurado no dia 1 de Dezembro (data da Restauração da Independência) e a 5 de Outubro (Implantação da República) foi inaugurado o 3º anel.
8. Em 1954/55, o Benfica, apesar de campeão, não foi indicado para a Taça dos Campeões Europeus porque naquela altura os clubes eram sugeridos pelas entidades nacionais responsáveis e o Benfica, mesmo sendo campeão, foi preterido em favor do Sporting. As "más-línguas" garantem que houve uma "mãozinha" de Salazar neste processo, pois as excelentes relações existentes entre o próprio e alguns dos dirigentes sportinguistas não deixavam antever outro cenário, visto que é do conhecimento geral que nas décadas de 40, 50 e no início de 60, as direcções sportinguistas eram constituídas por gente da Legião Nacional e da UN - Góis Mota, Maia Loureiro entre outros.
9. Na década de 1960 o Benfica disputou cinco finais da Liga dos Campeões e venceu duas. É improvável imaginar que isso também tenha sido obra do Salazarismo.
10. O Benfica foi obrigado a jogar os quartos-de-final da Taça de Portugal, em 1961/62, em casa do adversário (Vitória de Setúbal), um dia depois de o Benfica ter vencido o Barcelona na final da Taça dos Campeões Europeus. Os 15 jogadores que estiveram nesse jogo estavam em viagem no dia do jogo em Setúbal, no qual o Benfica perdeu 1-0.
11. Na década de 70 o Benfica foi campeão por 6 vezes e conseguiu fazer dois campeonatos sem perder um único jogo.
12. O clube mais próximo da ditadura sempre foi o Sporting, pois era o clube que tinha simpatizantes com maior peso na sociedade da altura, e mais tarde (na época do Almirante Américo Tomás) também o Belenenses. O Sporting era o clube do regime. Contudo, Salazar aproveitou-se das vitórias do Benfica para se promover e credibilizar como faria qualquer ditador.
13. Aquando da revolução de 25 de Abril, o presidente do Benfica era Borges Coutinho.
14. Nos 20 anos seguintes à revolução de Abril o Benfica venceu 10 campeonatos e 7 Taças de Portugal, contra 8 campeonatos e 5 taças ganhas pelo Porto e 2 campeonatos e 2 taças conquistadas pelo Sporting.
15. Também nas 84 edições da Taça de Portugal o Benfica venceu 27, 14 sem Salazar e 13 com Salazar. Mais uma vez, com ou sem Salazar, o Benfica mantém a senda vitoriosa.
16. Em termos Europeus, o Benfica conta com 8 finais europeias (7 na Taça dos Campeões Europeus e uma na Taça Uefa) e duas meias-finais (Taça das Taças). Venceu ainda a Taça Latina e uma edição da Taça Ibérica (em 83/84). Estes dados mostram o poderio do Benfica quer em Portugal, quer na Europa, na era Salazar e no pós-Salazar.
17. O hino oficial do Benfica não era a música de Luís Piçarra. O hino oficial do Benfica, composto por Bermudes, chamava-se “Avante Benfica” e foi censurado por Salazar por ser entendido como uma afronta ao seu poder.
18. Na história do Benfica contam-se imensos dirigentes que lutaram contra o fascismo de Salazar. Manuel Conceição Afonso, Félix Bermudes (o autor do hino censurado), Tamagnini Barbosa e Júlio Ribeiro são alguns desses exemplos. José Magalhães Godinho, conhecido opositor do regime, foi o primeiro director do jornal do Benfica.
19. Quando o Benfica foi ocupar o campo 28 de Maio (onde jogava o Sporting) muda o seu nome para estádio do Campo Grande.
𝗖𝗼𝗻𝗰𝗹𝘂𝘀𝗮̃𝗼:
O Benfica não era o clube do regime como querem fazer querer. Salazar aproveitou-se das vitórias do Benfica para se promover e credibilizar como faria qualquer ditador.
A supremacia dos dragões coincide com o reinado de Pinto da Costa, e não com o fim do estado novo como afirmam mentirosamente. Se um dos pilares da democracia é justamente a alternância de poder, não se pode dizer que o FC Porto viva em democracia, já que é controlado pelo mesmo presidente há 40 anos.
O Sporting foi o grande prejudicado com o fim do estado novo, dado ser o clube mais próximo do regime. O clube conquistou apenas 7 vezes o campeonato sem Salazar no poder."
2.º jornada, consecutiva, com um All In da AF Porto !!!
"🏟️ SL Benfica vs Rio Ave
⚠️ Manuel Oliveira.
Rafa com 4 amarelos e a um jogo de ir ao Dragão está bom de ver o que vai acontecer, não está?"
Extraterrestre o quê?
"António Silva limpou fácil. De caras!!
Eles até caem à passagem do miúdo... 🔴"
Falta de vergonha sem limites!
"O processo sobre os e-mails decorre nos tribunais.
Pelas notícias que vão sendo divulgadas pela comunicação social, a "verdade" tão propalada pelos representantes do FC Porto não passa afinal de uma grande mentira.
Não satisfeitos com o "tapete que lhes foge", numa parceria com a aplicação de "streaming" HBOMax, na tentativa de desvirtuar a história e a opinião pública, foi lançado um filme/documentário com a intenção de criar mais ruído e limpar a imagem de "ladrão" do hacker - também conhecido por "ladrão de bancos" - Rui Pinto.
Mais uma vez a tentativa de endeusar o "figurinha triste" é feita por Francisco J Marques, Fernando Madureira e Ana Gomes.
Avisamos que é necessário estômago para assistir a este longa metragem. Mas no final fica uma certeza: o nosso dinheiro não vêm mais.
Esta gente compra tudo e compra todos!
Subscrição cancelada!!
#CancellaHBOMax"
A sorte do canalha de El Ferrol
"Franco e o seu médico, Vicentón, acertaram nos doze resultados do totobola e ganharam 900.333,10 pesetas numa aposta de 24.
Diz-se por aí à boca cheia que todos os canalhas têm sorte, e Francisco Franco Bahamonde, o Generalíssimo de El Ferrol, não fugiu à sua sina: de canalha e de afortunado. Tinha uma paixão diariamente alimentada pela sua mulher, Carmen Polo, o que só lhe ficava bem, e passavam ambos as tardes de domingo a verem filmes num estúdio construído de propósito para isso no Palácio El Pardo. Com o aparecimento da televisão, encheu os compartimentos de aparelhos para poder movimentar-se de um lado para o outro ao mesmo tempo que deitava o rabo do olho aos seus programas favoritos e a qualquer notícia que o incomodasse e fizesse com que pusesse os seus sicários na peugada de algum infeliz que não tivesse por ele o respeito que exigia para si próprio.
O seu médico particular, Vicente Gil, mais conhecido por Vicentón, tornou-se parceiro das tardes desportivas. O coração negro do Caudillo diz-se que batia a branco, o mesmo branco das camisolas do Real Madrid cujas proezas na Taça dos Campeões foram festejadas por Franco com a certeza de que tendo os madrilenos felizes era um primeiro passo para que o não chateassem muito com a escassez de liberdades que lhes havia imposto. Mas, apesar de tudo, em Espanha nunca ninguém conseguiu ter a certeza de que a simpatia total de Franco caísse para o lado dos madrilenos e muito usam como exemplo uma série de medidas tomadas pelo seu governo que permitiram ao Barcelona diversos negócios de terrenos a preços tão favoráveis que permitiram ao clube catalão sair de uma situação séria de quase bancarrota.
A década de 1950 foi entusiasmante para o futebol espanhol. Choviam diariamente jogadores de extrema qualidade para as equipas que disputavam o título, a começar por Di Stéfano que provocou uma tremenda trabusana ao assinar pelo Real e pelo Barça concomitantemente, obrigando o assunto a ser resolvido pela FIFA de forma salomónica, ordenando que o jogador jogasse uma época em cada equipa, algo que os catalães recusaram, entregando-o de mão beijada ao Real para que ganhasse cinco Taças dos Campeões Europeus consecutivas. Também se comentou, e ainda hoje se comenta, que Franco terá metido o bedelho no assunto, protegendo os interesses madridistas, mas o facto é que se diz tanta coisa que nem sempre distinguimos a realidade do mito. Foi igualmente o tempo da chegada dos refugiados húngaros, vindos da queda definitiva do seu país nas patas do urso soviético: Puskás, Kubala, Czibor. No Brasil, no Mundial de 1950, a Espanha obtinha a melhor classificação de sempre até aí: quarto lugar. No dia em que bateu a Inglaterra, o telefone do Caudilho tilintou. Do outro lado, uma voz excitada comentava: «Caudillo, hemos batido a la pérfida Albión».
Francisco Franco gostava de futebol. E gostava, sobretudo, de se apresentar perante as multidões ululantes dos estádios que gritavam o seu nome e o aplaudiam até as mãos doerem numa submissão tão típica das ditaduras latinas. Além disso, a meias com Vincentón, jogava religiosamente o totobola, que em Espanha é conhecido por quiniela.
Rogelio Baon escreveu um livro interessantíssimo sobre o Generalíssimo: La cara humana de un Caudillo. A determinada passagem revela um dos vícios do homem que governava Espanha: «El Generalísimo y su médico llenaban al alimón dos boletos, uno de ellos firmado [en los primeros años] como Francisco Cofrán (con las sílabas invertidas del apellido Franco) y otro confeccionado conjuntamente. En una ocasión obtuvieron un premio menor de 2.800 pesetas». Claro que 2.800 pesetas para Franco e para Vicentón não servia para muito mais do que beber uma garrafa de Rioja (crianza) e comer uns bocadillos, mas demonstrava que a deu Fortuna não estava disposta a deixar que o canalha desperdiçasse o seu dinheiro, logo ele que dispunha de todos os bens do Estado a seu bel-prazer.
No fim de semana de 27 e 28 de maio de 1967 não houve campeonato em Espanha. A seleção tinha um compromisso internacional e o totobola desse interregno foi composto pelos jogos da 35.ª jornada do Campeonato Italiano, na qual cabiam duas cabeças de cartaz, a Juventus-Lazio e a Roma-Fiorentina num toral de catorze jogos de aposta, sendo dois de reserva. O primeiro prémio acabou por ser repartido pelos que tiveram doze resultados certos já que duas das partidas do calcio acabaram por ser adiadas. Dez pessoas em toda a Espanha fizeram o pleno. O valor atribuído a cada uma delas foi, exatamente, de 900.333,10 pesetas, ou seja, quase um milhão. Entre os felizardos contavam-se dois figurões: Francisco Franco e Vicente Gil. Tinham feito uma aposta de 24 pesetas e registaram-na em nome de Francisco Franco, Palácio El Prado. Paul Preston, que escreveu uma excecional biografia do Caudillo, comenta a propósito deste episódio: «É difícil imaginar Hitler ou Mussolini a fazerem apostas deste tipo». Mas Franco tinha uma regra de vida - «La suerte hay que jugarla!». Algo que também dificilmente ouviríamos do nosso António Salazar que agradecia sempre a Deus a providência de ser pobre."
Grande jogo na Luz
"Enorme noite de futebol no Estádio da Luz entre duas equipas que procuraram vencer o jogo. Benfica e PSG mantêm-se, após o empate a uma bola, na frente do grupo H da fase de grupos da Liga dos Campeões. Este é o tema principal da News Benfica.
1
Frente ao PSG, considerado um dos candidatos a vencer a Liga dos Campeões e tido como favorito para vencer a partida pela generalidade dos analistas, a nossa equipa apresentou-se destemida e empenhada em mostrar que também tem qualidade.
Na opinião de Roger Schmidt, "foi um grande jogo de futebol, contra uma grande equipa". "Tudo era possível, talvez o empate seja o resultado mais ajustado. Mostrámos o que queríamos mostrar. Queríamos jogar futebol e acreditar nas nossas qualidades. Quando entramos em campo acreditamos sempre nas nossas possibilidades de vencer os jogos, independentemente do adversário", referiu.
Sobre o futuro na prova, Schmidt realçou: "Agora temos outro jogo difícil para jogar em Paris e ainda mais dois jogos. Tudo é possível ainda, mas, desde que estejamos numa posição em que só dependemos de nós, podemos chegar à fase a eliminar."
Mas antes da deslocação à Cidade-Luz há um desafio importante para vencer, conforme o nosso treinador fez questão de salientar: "A partir de agora penso no Rio Ave. Temos um jogo muito importante no sábado e só depois disso nos vamos preparar para Paris."
Veja, na íntegra, a conferência de Imprensa de Roger Schmidt.
2
António Silva, Gonçalo Ramos e Odysseas foram os jogadores entrevistados após a partida. O jovem central destacou que "soubemos bater de frente com um tubarão europeu e isso foi o mais importante". Ramos frisou que "jogamos sempre para vencer e isso foi visível". E o guarda-redes elogiou o coletivo e garantiu que "lutaremos em todos os jogos e há que continuar assim".
Leia o essencial das declarações destes jogadores no Site Oficial.
3
Frenético, empolgante, incessante e essencial para a boa exibição conseguida ante o PSG é uma descrição possível do fenomenal apoio prestado pelos Benfiquistas presentes nas bancadas do Estádio da Luz.
Roger Schmidt enalteceu a "atmosfera incrível" e Odysseas considerou que "o ambiente criado pelos adeptos no estádio foi maravilhoso".
A continuar já no sábado, frente ao Rio Ave (18h00), para ajudarmos a nossa equipa a conquistar os três pontos.
4
A nossa equipa feminina de polo aquático conquistou a quarta Supertaça (17-12 frente ao Fluvial Portuense). Leia a reportagem no Site Oficial.
E, no hóquei em patins, batemos o Valongo, por 4-3. Veja o resumo, aqui.
5
Há muitos jogos para apoiarmos o nosso Benfica ao longo dos próximos dias. Destacamos os seguintes: no futebol temos desafio, na Luz, com o Rio Ave (sábado, 18h00), antecedido pela partida de basquetebol, também na Luz, frente ao CAB (16h00); no andebol feminino há duplo confronto europeu, um regresso às lides europeias 29 anos depois, no Pavilhão n.º 2, sábado às 14h00 e domingo às 11h00. Sábado, às 20h30, encontro com o Povoense em futsal feminino. Domingo, às 19h00, no Pavilhão Fidelidade, embate com o GDESSA no basquetebol feminino. Veja a agenda completa no Site Oficial."
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