Últimas indefectivações

quinta-feira, 27 de maio de 2021

Lanças...

O desporto: um paradoxo


"O “desporto” é um termo genérico que abrange diversas atividades (de lazer, de espetáculo, de competição, de educação) e representações. Algumas dessas atividades têm raízes históricas. O desporto é um facto social total. De acordo com o sociólogo alemão Norbert Elias, o desporto é um laboratório privilegiado para se refletir sobre as relações sociais e a sua evolução.
O desporto impõe-se em Inglaterra a partir do século XIX. Os gentlemans para resolver os conflitos entre eles, organizam combate de boxe com os seus domésticos. Os alunos dos colégios, onde a disciplina era restrita, entusiasmam-se praticando desporto. Em França, Pierre de Coubertin e os liceus adeptos contribuem para o desenvolvimento das práticas desportivas. Os Jogos Olímpicos conheceram um grande sucesso no século XX. A televisão favoreceu o desporto-espetáculo.
A análise sobre o desporto carateriza-se por um paradoxo: ela está omnipresente nos debates públicos, mas surge pouco desenvolvida no âmbito dos sociólogos. O desporto surge como uma instituição mundializada. Todavia, é mais julgado do que estudado. O discurso mobilizado é, essencialmente, partidário. Muitos militantes pensam que ele é um meio cultural; outros, pensam que é o “ópio do povo”. É necessária uma sociologia do desporto, ultrapassando algumas visões limitadas sobre o que é o desporto e as suas especificidades.
Numa lógica proposta pelo francês Pierre Parlebas, o desporto tem uma pertinência motriz, para ir em direção de uma institucionalização, passando pela codificação competitiva. E aqui surgem julgamentos contraditórios, uns positivos e outros negativos. A única forma de escapar ao paradoxo, é fazer com que a sociologia não seja um perpétuo recomeço. A sua fragilidade conta com a presença de obstáculos epistemológicos. A evidência de que o desporto é uma atividade simples, “natural”, uma forma de expressão instintiva. É também vítima de evidências básicas, isto é, de que um sistema de pensamento preestabelecido. É preciso estudar a prática desportiva segundo os gostos dos praticantes, a pertença social, a dimensão cultural e simbólica, os valores, etc."

Regresso à Casa


"As Casas, Filiais e Delegações do Sport Lisboa e Benfica são um caso único em todo o mundo, com um modelo sobre o qual muitos dos grandes clubes procuram constante informação para tentativa de replicação.
Trata-se de uma aposta do Sport Lisboa e Benfica que, desde 2005, com a descentralização de serviços e produtos do Benfica espalhados por todo o país, permite a sócios e adeptos "estarem" no nosso Estádio.
O reforço de ferramentas e meios às Casas intensificou-se e hoje é possível, de forma confortável e simples, ter o Estádio em cada Casa, não só pelo Projeto de Uniformização de Imagem, mas também com a digitalização dos serviços, seja na componente do Food & Beverage, Sócios, Gestão interna e Serviços SLB.
Noutra vertente, os mais de 40 000 atletas em 36 modalidades distintas enquadram-se num dos principais pilares, estando este igualmente a ser alvo de reestruturação e modernização.
O modelo 2.0, que, infelizmente, com a pandemia sofreu um atraso na obra, será finalmente concretizado em Santarém e há várias localizações já definidas para a implementação deste modelo, tal tem sido o interesse em mais um projeto pioneiro em todo o mundo.
Mas tudo isto só é possível porque os nossos sócios e adeptos que têm a responsabilidade de gerir estas autênticas embaixadas do Clube têm uma dedicação e empenho acima da média e todo o universo benfiquista lhes deve muito pelo extraordinário trabalho em marcha.
Vila Nova de Gaia e Genebra são hoje os exemplos mais recentes onde muito em breve abrirão Casas modernizadas com tudo o que está a ser planeado para o futuro.
Casas do Benfica,
Todos os Dias Para Ti!"

Cadastrado!


"E pronto, fim de novela. Sérgio Coação vai continuar ao serviço do Calor da Noite. Uma não surpresa uma vez que ninguém mais lhe quis pegar. Sérgio Coação personifica o pior do desporto. A única coisa em que é realmente competente é a difundir a cultura de ódio do Calor da Noite. Vamos, portanto, continuar a insistir nos próximos dois anos pelo menos a toda a impunidade das entidades desportivas face ao comportamento violento e agressivo do mesmo, comprovado por todos estes acontecimentos: 

«És um palhaço!»: Sérgio Conceição e Paulo Sérgio pegaram-se e gerou-se o caos junto ao túnel 
https://www.record.pt/multimedia/videos/detalhe/sergio-conceicao-e-paulo-sergio-pegaram-se-e-gerou-se-o-caos-junto-ao-tunel

Conceição foi direto a Carlos Carvalhal e à equipa de arbitragem após o Sp. Braga-FC Porto 
https://www.record.pt/multimedia/videos/detalhe/conceicao-foi-direto-a-carlos-carvalhal-e-a-equipa-de-arbitragem-apos-o-sp-braga-fc-porto

Sérgio Conceição e Jorge Jesus desentenderam-se e acabaram clássico 'pegados' 
https://www.record.pt/multimedia/fotogalerias/detalhe/sergio-conceicao-e-jorge-jesus-desentenderam-se-e-acabaram-classico-pegados

Sérgio Conceição virou a cara ao treinador do Paços num final quente de jogo 
https://www.record.pt/multimedia/videos/detalhe/sergio-conceicao-nao-cumprimentou-joao-henriques-viram-antijogo-do-pacos

Sérgio Conceição agride Pedro Ribeiro "Ele deu-me um soco! É uma vergonha" 
https://www.sabado.pt/desporto/detalhe/o-boi-deu-me-um-soco-treinador-do-belenenses-sad-queixa-se-de-agressoes

Sérgio Conceição deixou João Félix de mão estendida
https://www.record.pt/multimedia/videos/detalhe/sergio-conceicao-deixou-joao-felix-de-mao-estendida

Sérgio Conceição 'pegou-se' com adepto do FC Porto no jogo dos juniores 
https://www.record.pt/multimedia/fotogalerias/detalhe/sergio-conceicao-pegou-se-com-adepto-do-fc-porto-no-jogo-dos-juniores

Conceição e Guardiola em discussão acesa no Man City-FC Porto 
https://maisfutebol.iol.pt/videos/5f90a7f50cf28e704d915a87/conceicao-e-guardiola-em-discussao-acesa-no-man-city-fc-porto

Sérgio Conceição e Guardiola voltaram a pegar-se no fim do jogo
https://maisfutebol.iol.pt/.../sergio-conceicao-e...

As imagens da tensão entre Tuchel e Sérgio Conceição Treinadores trocaram palavras menos bonitas no final da partida entre o Chelsea e o FC Porto.
https://www.noticiasaominuto.com/desporto/1731231/as-imagens-da-tensao-entre-tuchel-e-sergio-conceicao?fbclid=IwAR2u7TWX9HZ2yrN-1ADtsQDIMTuVTDsK9P7iuaxjSjFxD4W2uh1JgCXynZU

Isto apenas de memória rápida e não colocámos aqui as pegas com equipas de arbitragem porque são tantas que já as confundimos!
Sérgio Coação já foi expulso 19 vezes desde que é treinador:

2011-12
Olhanense-Rio Ave, 0-2
U. Leiria-Olhanense, 1-3

2012-13
Olhanense-Gil Vicente, 2-2

2013-14
Marítimo-Académica, 3-1

2014-15
Sp. Braga-Benfica, 2-1
Sp. Braga-Sporting, 0-1
Sp. Braga-Académica, 0-0

2015-16
V. Guimarães-Tondela, 1-1
V. Guimarães-V. Setúbal, 2-2
Benfica-V. Guimarães, 1-0

2017-18
FC Porto-Portimonense, 3-2
FC Porto-Desp. Aves, 3-1

2018/19
FC Porto-Desp. Chaves, 1-1
Boavista-FC Porto, 0-1

2019/20
Benfica-FC Porto, 1-2

2020/21
P. Ferreira-FC Porto, 3-2
Sp. Braga-FC Porto, 2-2
Portimonense-FC Porto, 0-2
Moreirense-FC Porto, 1-1

Não pode haver lugar para pessoas destas no futebol e a Europa toda já o percebeu. Infelizmente, Portugal continua a ser um País de terceiro Mundo no que diz respeito ao Desporto e corrupção, e insiste em albergar este tipo de gente.
A este propósito, Luis Vieira já não se preocupa com o futuro da indústria do futebol e deve esquecer-se selectivamente do tema nas conversas regulares diárias que tem mantido com Pinto da Costa. A propósito destas conversas, vamos revelar em breve algo que vai envergonhar todos os Benfiquistas e que diz tudo relativamente ao compromisso de Luís Vieira com o Benfica."

Três homens e um morto


"David Oluwale deixara a Nigéria para tentar ser jogador de futebol em Inglaterra. O racismo da polícia de Leeds matou-o.

O rio Aire pode ser o mais caudaloso da região do Yorkshire, mas quem olha o seu movimento manso em direção ao mar não seria capaz de adivinhar os segredos que guarda de todos os seus afogados. Volta e meia, surge nas páginas dos jornais e as notícias trazem consigo a morte. Como aconteceu no dia 4 de maio de 1969. Uns tipos que estavam à pesca num bote, talvez os mesmos das páginas de Jerome K. Jerome em Three Men on a Boat (To Say Nothing of the Dog), estranharam o volume negro que boiava um pouco mais adiante. Aproximaram-se, mas a visão foi desagradável. Um indivíduo negro e volumoso, vestido com um fato coçado, já bastante inchado pelos efeitos da água, não deixava dúvidas de que se encontrava irreversivelmente morto.
Os pescadores, que se encontravam numa zona entre Knostrop Weir e a Skelton Grange Power Station, procuraram puxar o cadáver para bordo, mas era demasiado pesado e optaram por desistir do intento sob o risco de passarem a ser ‘Three Men Without a Boat’._Os polícias que ocorreram para registar o incidente não lhe deram grande importância. Eram dois daqueles imbecis cuja farda é mais importante do que o que lhes vai na alma e chamavam-se, respetivamente, Geoffrey Ellerker (inspetor) e Kenneth Kitching (sargento).
De início, não se veio a saber se o corpo encontrado a boiar no Aire tinha ido lá por vontade do seu proprietário ou por ação alheia. No entanto, o inspetor e o sargento não tiveram dúvidas em registar o caso como suicídio. E arquivando alegremente os dados que tinham em mãos, foram à procura de um pub onde pudessem esvaziar umas pints de pale ale ligeiramente tépida.
Foi com indisfarçável aborrecimento que, no dia seguinte, surgiu uma testemunha que afirmou convictamente que vira dois fulanos fardados perseguindo um negro ao longo das margens do rio. O negro correspondia por inteiro à descrição do cadáver e o cadáver tinha nome: David Oluwale, natural de Lagos, na Nigéria, onde nascera em 1930. O caso deu brado e saiu da gaveta onde estava arquivado. A imprensa atirou-se a tudo o que mexia com um ferocidade de hienas e a direção da Scotland Yard não teve outro remédio senão abrir uma inspeção aos acontecimentos.
Durante a sua juventude, em Lagos, Oluwale sonhara em ser jogador de futebol. Quando partiu em direção a Inglaterra, já havia quem sussurrasse, aqui e ali, o nome de Albert Louis Johanneson, um miúdo sul-africano que viria a ser a primeira pérola negra do grande Leeds United. Por mais que se tenha esforçado, ninguém levou Oluvale a sério. Era entroncado, rápido, mas com pés que pareciam ter a consistência de tijolos. Não. Não arranjou sequer um clube que ficasse com ele, nem que fosse à experiência. Obrigado a seguir outra carreira, empregou-se na construção civil. Parece que tinha um jeito particular para acartar com baldes de cimento.
Em novembro de 1971, o inspetor Geoffrey Ellerker já não era inspetor e enfiara-se autenticamente numa camisa de onze varas. Encobrira o bárbaro assassinato de uma mulher de 69 anos que estava entregue à sua custódia numa esquadra de Leeds. Encarcerado, começou, como é costume da idiossincrasia dos grandes cobardes, a cantar como um passarinho. Não tardou a receber a visita do seu velho compincha Kenneth Kitching.
O ‘Caso Oluwale’ tornara-se num romance de cordel tão cheio de pormenores como o de Pimpinela Escarlate, da Baronesa Orczy. A pouco e pouco, Geoffrey e Kenneth confessaram o infame racismo que cultivavam no dia-a-dia, sobretudo quando estavam devidamente fardados.
David Oluwale, o rapaz que demandara Inglaterra para jogar futebol, ganhara o estatuto pouco agradável de sem-abrigo. O comando da polícia de Leeds levava a mal que um homem não tivesse um lugar para viver, fosse qual fosse a sua situação financeira. O assunto de Oluwale tinha de ser resolvido rapidamente. Na sentença final proferida pelo juiz que condenou Ellerker a três anos de prisão efetiva, sublinhou na sua decisão: «The physical and psychological destruction of a homeless, black man whose brutal, systematic harassment was orchestrated by the Leeds city police force».
Oluwale não era nenhuma flor que se cheirasse. Na Nigéria estivera atrás das grades várias vezes, por pequenos furtos e desacatos na rua. Mas, convenhamos, não era motivo para que a polícia de Leeds, cada vez com mais fama de racismo, lhe movesse uma perseguição sem tréguas, reduzindo-o a frequentes reclusões durante as quais era brutalmente espancado e insultado sem meios termos. Os relatórios assinalavam que o inspetor e o sargento invadiram a barraca do infeliz, infringiram-lhe golpes de cassetete até o obrigarem a fugir à toa pelas margens do Aire. Oluwale não sabia nadar e a noite estava negra como breu. Quando o Sol derreteu o nevoeiro, os três homens no bote tinham chegado tarde demais."

105x68...

Cadomblé do Vata


"1. "Por amor de Deus, Jorge Jesus é o treinador do Benfica. É lógico que vai ficar na próxima época"... Luís Filipe Vieira a recorrer ao mais antigo expediente do Benfica: quando estás à rasca, evoca o nome do Eusébio.
2. A imprensa tem noticiado com insistência o interesse do Benfica em Carlos Júnior... Isto é JJ a tentar calar os críticos que o acusam de não apostar na formação.
3. Na News Benfica de ontem o SL Benfica criticou de forma veemente as arbitragens e os VAR's da temporada que terminou no domingo... fortíssimos a condicionar já os árbitros para os jogos de pré epoca. 
4. Darwin, jovem avançado do Benfica, foi operado ao joelho... admitam, "jovem avançado do Benfica, foi operado ao joelho" é a frase que mais arrepios na espinha provoca a um benfiquista.
5. Se o Man. United vencer a final da Liga Europa contra o Villareal, o SL Benfica salta directamente para o playoff de acesso à Champions... na maré em que o Glorioso anda, bem podem já as autoridades espanholas começar a preparar a operação policial para conter os festejos da afición do Submarino Amarelo."

Vencer no Domingo...

Benfica 3 - 5 Corruptos

Era desnecessário dar 'esperança' ao adversário! Podemos e devemos fechar a eliminatória no Domingo na Luz, mas deveríamos ter evitado esta derrota...
Hoje, de facto, fizemos o pior jogo da época, em jogos 'importantes', oferecemos 2 golos, com dois passes desastrados... e estivemos menos inspirados lá na frente, mesmo assim, sem o 'roubo' doa apitadeiros teríamos ganho o jogo novamente! Toda a 1.ª parte, e inclusive no início da 2.ª parte, até ao 1-3 valeu tudo para empurrar para trás (o Pedrão 'disfarçou' o roubo no marcador)... depois, com a vantagem dos Corruptos, o apito começou a roubar 'menos'... mesmo assim a 15.ª falta do Benfica, foi mais um dos muitos 'mergulhos' dos piscineiros Corruptos... Mas ainda tivemos um penalty perto do fim, que podia ter dado o 4-4, e falhámos!
Domingo, de cabeça limpa, sem precipitações, temos que repetir as exibições do Ladrão Caixa!

O Cantinho Benfiquista #56 - What Did We Do To Deserve This

quarta-feira, 26 de maio de 2021

David Luiz, o filho pródigo a casa torna? | SL Benfica


"Nuno Gomes, Rui Costa, Luisão, Jonas. Podia referir muitos outros nomes que representam o que é ser benfiquista de alma e coração mas, hoje, vou focar-me num em específico – David Luiz.
O defesa central chegou ao SL Benfica a meio da época de 2006/07, por empréstimo do EC Vitória. Estreou-se ao serviço da equipa encarnada no jogo da primeira mão dos oitavos de final da UEFA Europa League, frente ao PSG. Apesar de não ter sido dos seus melhores jogos, a realidade é que nos jogos seguintes provou ser uma peça chave para a defesa das águias, tendo mesmo convencido os dirigentes do clube a contratá-lo – assinou por cinco temporadas.
A época de 2007/08 tinha tudo para correr bem, mas o defesa brasileiro viveu um dos maiores pesadelos que um jogador de futebol pode viver: lesionou-se e participou em apenas 13 jogos (949 minutos). Na época seguinte, vestiu o manto sagrado 27 vezes e marcou três golos.
O panorama começava a melhorar e em 2009/10, David Luiz teve uma prestação praticamente exímia ao serviço do SL Benfica. Em 51 jogos, o central assumiu o comando da defesa 49 vezes, ajudando a equipa a conquistar o 32º campeonato nacional, com 24 vitórias, quatro empates e apenas duas derrotas, sagrando-se, também, o melhor jogador da temporada. A partir desse momento, começou a despertar a atenção de clubes como o Real Madrid CF, Manchester United FC e Manchester City FC, mas a saída só se confirmou em 2011, com destino a Londres. O defesa central assinou pelo Chelsea FC, mas continuou a ser um apaixonado pela equipa encarnada.
No 107º aniversário do clube português, David Luiz escreveu uma carta emotiva, onde descreveu o amor que tinha pelo clube: “O Benfica entra no nosso coração e nunca mais sai. Por isso levei, levo e levarei sempre o Benfica no coração. O Benfica é paixão, garra, cumplicidade, amizade, companheirismo, respeito, lealdade, conquista… Enfim, Benfica é parte da minha vida e nenhuma palavra consegue expressar a real grandeza deste clube. (…) Não era, aprendi a ser e sou um eterno benfiquista. Obrigado a todos do fundo do meu coração!”.
Nos anos seguintes, o percurso do jogador alternou entre o Chelsea FC e o PSG. Em agosto de 2019, assinou contrato com o Arsenal FC, realizou 43 jogos e marcou dois golos. Na presente época vestiu a camisola dos Gunners 30 vezes, marcou dois golos e ainda defrontou e eliminou a equipa do coração, nos 16-avos-de-final da UEFA Europa League – “Se eliminar o Benfica dói? Dói sempre”.
Há uns dias atrás, David Luiz anunciou que está de saída do Arsenal FC. O contrato de ligação ao clube termina no próximo mês e não vai ser renovado. Depois de se ter despedido dos colegas de equipa e de ter confessado que não vai terminar já a carreira, o jogador de 34 anos ainda não tem o futuro definido. Neste momento, estão duas hipóteses em cima da mesa: regressar ao Brasil ou ao SL Benfica.
A verdade é que o brasileiro sempre disse que queria voltar a jogar em Portugal e o regresso pode estar prestes a acontecer. Jorge Jesus já conhece as características do jogador, uma vez que foi seu treinador em 2009/10, falta agora saber se consegue ter lugar no plantel da próxima época. A concorrência é forte: Lucas Veríssimo, Otamendi, Vertonghen e até mesmo Morato, mas a ligação que David Luiz tem com o clube e com a a liga também deve ser tida em conta.
A aposta recorrente de Jorge Jesus num sistema de jogo com três centrais pode ser favorável ou não para a vinda do jogador. O treinador pode sempre optar pela rotatividade dos jogadores, mas esta gestão tem de ser muito bem feita, já para não falar que é sempre complicado prescindir de algum deles. Otamendi tem sido um autêntico patrão da defesa encarnada, Lucas Veríssimo chegou e deu imensa confiança à equipa, Vertonghen é um verdadeiro muro e tem uma leitura de jogo como poucos e Morato, apesar de ter feito poucos jogos ao serviço do clube, tem surpreendido os adeptos, uma vez que tem tido desempenhos fantásticos.
Tendo em conta este cenário é complicado conseguir agarrar o lugar na equipa. David Luiz quer voltar à Luz, os adeptos querem que ele volte, porque é sempre bom ter alguém que ame o clube como ele, falta agora saber se o destino do eterno apaixonado pelo SL Benfica passa ou não por Portugal."

Al Musrati, o monstro (não) precisa de amigos


"Depois de João Palhinha o médio líbio é o melhor do ano em Portugal no sector intermédio. Embora extremamente competente sem bola, não tem a abrangência de jogador leonino. Contudo, com bola tem condições superiores para se tornar um jogador notável. Na verdade, já o é. Al Musrati é o médio mais completo do futebol luso.
Completo não porque (mas também) muito forte em todos os parâmetros físicos e técnicos, mas porque tem impacto semelhante em qualquer momento do jogo. É incrível no duelo e no rápido fecho do espaço defensivo, e tem argumentos de elevado calibre no momento de assumir o jogo em posse.
Em Coimbra foi uma vez mais, monstruoso. Em cada jogo sem espaço, o médio demonstra que não há outro em território nacional com tamanha capacidade."

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Leonor...

Projeto sólido


"Terminou a temporada para a equipa B, pelo que importa fazer um balanço da participação na 2.ª Liga, deste que é um projeto considerado estruturante no modelo desportivo do futebol benfiquista.
A classificação final no 8.º posto da classificação, com 44 pontos, refletiu o percurso estável e sem sobressaltos significativos, do ponto de vista classificativo, feito ao longo da época, com exceção para a fase inicial, o que se atribui, em grande medida, à inexperiência, neste patamar competitivo, da maioria de jogadores muito jovens que compuseram o plantel. A pontuação obtida resultou de 12 vitórias e oito empates, sendo 14 as derrotas registadas.
À boa entrada na prova, com dois triunfos, não correspondeu um ciclo no mesmo sentido, verificando-se seis desaires consecutivos, todos pela margem mínima (dois no tempo adicional). Na 9.ª jornada regressámos às vitórias, sendo essa a primeira de dez até final do Campeonato, a que se juntaram oito empates e oito derrotas. A permanência da equipa liderada por Nélson Veríssimo foi garantida após o triunfo no reduto da Oliveirense na 31.ª jornada, ainda com três jogos por disputar.
A forte propensão atacante é uma imagem de marca de todas as equipas de formação do Benfica, devendo-se enaltecer, portanto, que a equipa B tenha sido, em 2020/21, o 3.º melhor ataque da prova (2.º em jogos caseiros) da Liga SABSEG.
A utilização de atletas em idade ainda precoce enquadra-se no principal objetivo da aposta na equipa B, que passa por estimular a evolução dos jogadores, capacitando-os para a eventual integração no plantel da equipa A.
Assim, importa destacar que, dos 41 jogadores utilizados, 11 não eram ainda seniores (1 sub-17; 2 sub-18; 8 sub-19). Dos restantes 30 atletas, só dois pertencem ao escalão etário acima dos sub-23 (12 sub-20; 8 sub-21; 5 sub-22; 3 sub-23). 41,5% dos utilizados (17 jogadores) foram estreantes na 2.ª Liga, sendo que quatro deles constaram entre os mais utilizados. Entre os 18 chamados mais vezes a atuar pela equipa, houve quatro juniores e sete sub-20.
Morato (o mais utilizado), João Ferreira, Tiago Araújo e Gonçalo Ramos integraram esta época a Equipa A e ganharam importante 'rodagem' na Equipa B. Svilar já era jogador de Equipa A, mas ganhou volume de jogo na B.
Gonçalo Ramos (em apenas 11 jogos) e Henrique Araújo foram os melhores marcadores da equipa com 11 golos cada (só quatro jogadores marcaram mais nesta edição da Liga SABSEG), seguidos de Paulo Bernardo e Morato, com 4. Kalaica tornou-se no jogador com mais jogos pela equipa B do Benfica (97), superando o registo de Lindelöf (96) e Ferro (91). Cher Ndour passou a ser o estreante mais jovem de sempre (16 anos e 279 dias) na B, destronando João Félix.
Terminou assim mais uma temporada da equipa B em que o balanço é muito positivo. A possibilidade de jovens atletas poderem finalizar o seu processo formativo num patamar competitivo exigente, em que semana após semana se deparam com equipas experientes e evoluídas física e taticamente, é essencial para os preparar para a carreira profissional que tanto ambicionam, ao mesmo tempo que o leque de escolhas à disposição da equipa A é alargado.
Este é um projeto que continuará a ser central na política desportiva do futebol do Benfica."

Entre pedradas e ameaças de rapto


"Uma viagem atribulada, com incerteza da ida a Caracas, pedradas no intervalo do encontro e ameaças de rapto dos benfiquistas

Em 1965, o Benfica foi convidado a participar na Pequena Taça do Mundo, uma competição de carácter particular que se realizaria em Caracas, na Venezuela. Aproveitando a deslocação à América do Sul, o Benfica aceitou um convite do Vasco do Gama para um encontro particular, no Maracanã, agendado para 8 de Julho.
A caravana benfiquista saiu de Lisboa em 6 de Julho de 1965, em direcção ao Rio de Janeiro, mas ainda sem a confirmação da realização dos jogos em Caracas, dos quais se sabia, ainda, muito pouco. A principal dúvida da eventual ida à Venezuela prendia-se com uma exigência do Benfica, que tinha pedido que fosse efectuado um depósito bancário, para garantia das passagens de avião de regresso a Lisboa. A equipa já estava no Rio de Janeiro quando, de facto, se confirmou que viajaria até à capital venezuelana, a fim de defrontar o Atlético de Madrid.
Em 11 de Julho, o Benfica perdeu com os colchoneros, por 3-0. Ao intervalo, a partida esteve interrompida durante 28 minutos, devido ao arremesso de pedras e consequente invasão de campo, incidente que se saldou com, pelo menos, oito espectadores com cabeças partidas.
Mais tarde, soube-se que, para além das pedradas, a comitiva benfiquista esteve também em risco com uma ameaça de rapto aos jogadores. O episódio foi publicado ao jornal A Bola só quando a caravana se encontrava a escassas horas do regresso a Lisboa. Apesar de todos os cuidados que a equipa teve com a segurança dos jogadores e daqueles que os acompanhavam, na véspera da final do torneio, o chefe da caravana benfiquista, tenente-coronel Rodrigues de Carvalho, recebeu um telefonema que o informava de que 'se preparava o rapto de Eusébio e Costa Pereira'.
Redobradas as cautelas, tudo acabou por não passar apenas de um grande susto.
Em 17 de Julho, o Benfica venceu o Atlético de Madrid, por 1-0. Por serem jogados a pontos, os dois encontros disputados com os espanhóis deram em empate, pelo que, no mesmo dia, foi realizado um jogo de desempate de 30 minutos, tendo o Benfica vencido por 2-0 e conquistado o troféu em disputa.
A Taça Nieves M. de Gaubeka, que premiou o vencedor e foi trazida em segurança para Portugal, pode ser vista na área 12 - Honrar o País do Museu Benfica - Cosme Damião."

Marisa Manana, in O Benfica

O TPC de férias para JJ – Pormenores do (des)controlo de espaço em profundidade

"“Defensivamente, é um ponto onde eu me debato muito com os meus jogadores. É tão importante não sofrer como marcar e, portanto, estamos a trabalhar neste aspeto. Tivemos de mudar a estrutura dos centrais, o lateral… Parecendo que não, mexeu com os automatismos da equipa e este jogo foi um indicador disso. Notou-se que tenho de trabalhar mais a última linha.”
Jorge Jesus, treinador do SL Benfica

Olhando para esta citação de Jorge Jesus, a reflexão que o próprio faz sobre as dificuldades na modelação da sua organização defensiva (com principal enfoque nos subprincípios de linha defensiva) parece demonstrar alguma lucidez e bom fundamento. Problema é que estas declarações foram proferidas em… Outubro. E se era de esperar que o técnico das águias, sobejamente conhecido pelo grau de pormenor defensivo que dá às suas equipas (o próprio já afirmou várias vezes que é a fase do jogo onde existe mais intervenção do treinador), tivesse corrigido estes problemas durante estes meses. Pois bem, a final da Taça de Portugal frente ao Braga veio demonstrar o contrário. Os encarnados, que passaram grande parte do jogo com a sua linha de 5 intacta, sofreram imenso com as solicitações à profundidade por parte do SC Braga tendo resultado mesmo num lance que provocou a expulsão do seu guarda-redes e condicionando a estratégia encarnada para o resto da partida.
Tal facto deve merecer alguma reflexão por parte de JJ e apesar de não lhe pedirmos para passar o verão inteiro a ler livros de Arrigo Sacchi (JJ já demonstrou em vários contextos que é competente na operacionalização em treino de propostas de linha defensiva), deixamos alguns pormenores à reflexão para a próxima época e mais uma vez algumas provocações que poderão ser alvo de estudo num artigo próximo: mas afinal o Benfica defende melhor com uma linha de 4 ou de 5? É uma questão de números ou de princípios e subprincípios? Mas antes de nos centrarmos no futuro, regressemos à final de Coimbra:
- A bola coberta vs. bola descoberta – a principal dificuldade que se identifica na maioria das equipas na interpretação destes conceitos é a leitura das condições do portador e da sua orientação corporal para a solicitação em passe do espaço nas costas. Um encurtamento/contenção sobre o adversário não significa que o mesmo não tenha condições ou não vá buscar esse espaço, e é necessário estar preparado para reagir de acordo sem hesitações que podem custar metros.
- A orientação corporal e dos apoios – se a ação motora do portador indicia claramente que este vai procurar a profundidade, a linha tem que estar preparada para retirar essa mesma profundidade. Os apoios de base não devem estar paralelos e os movimentos de basculação vertical devem ser realizados com deslocamento lateral (e se necessário deslocamento frontal no sentido da própria baliza em regime de perseguição).
- As distâncias entre elementos – as linhas de topo para além de referências à profundidade devem ter também referências à largura, seja no plano macro (a linha do Benfica por vezes alarga em demasia, ocupando mais de 2/3 da largura do campo, por exemplo) ou micro (compactação da linha aquando de encurtamentos à frente para impedir movimentos de rutura nesse espaço)."

Benfica Podcast #410 - It's Over

Modalidades #48: Semanada...

Fever Pitch - João & Juanjo... Itália!