Correia dos Santos, e Aurélio Márcio deixaram o mundo dos vivos nos últimos dias, um Sportinguista, outro Benfiquista, um atleta, outro jornalista, ambos com carreiras dignas, e honestas, que honram os seus nomes, e as suas famílias. Ambos conseguiram reconhecimento Mundial, um patinando, o outro escrevendo, ambos atingindo patamares de excelência, afirmando-se sempre pela positiva, com mérito, e brio. No caso de jornalista ainda podemos acescentar aos adjectivos: 'soldado' da liberdade, contra a censura - que falta fazem exemplos destes no actual panorama da (des)comunicação social desportiva portuguesa.
Mas em Portugal estas caracteristicas não são suficientes para se ser 'mediático', e assim com a morte de outra figura pública desportiva, o desaparecimento dos dois primeiros passou para segundo plano!!!
Do senhor Monteiro não se sabe se alguma vez deu alguma coisa de positivo ao futebol, ao desporto, ao Direito, ou a outra coisa qualquer. Alimentou ódios, mentiu, foi malcriado, ofendeu pessoas e instituições, defendeu activamente organizações criminosas... qual fiel canino, que mesmo depois de levar pontapés do 'dono', continuou sempre a 'abanar a cauda', sempre que o senhor Costa 'aparecia'!!!
Neste triste cantinho, uma figura destas, mesmo na hora da morte, conseguiu 'ganhar' em protagonismo a dois enormes 'profissionais' do desporto português!!! Tanto na comunicação social generalista, como na desportiva (se a 'outra' se pode desculpar a ignorância, a desportiva é indesculpável)!!!
E depois a gente ainda se queixa do estado do futebol em Portugal, quando são estes os critérios de reconhecimento público pelos serviços prestados. Com exemplos destes...!!!
"Faz hoje, 17 de Dezembro exactamente 50 anos que Eusébio chegou a Lisboa. Muitos textos laudatórios dispensei ao ídolo, ao amigo, ao padrinho de casamento. Basta-me, para tanto, o recurso ao meu arquivo que só ele poderia hegemonizar.
Veio de Lourenço Marques, da então África Oriental portuguesa. Ou será que veio do outro mundo? Eusébio, encurralado pelo colonialismo, no bairro da Mafalda, com aura quase angelical, pés descalços, corpo de vento, alma gentil, sangue de bola.
'I have a dream', terá dito, como Luther King, à chegada a Lisboa, menino ainda, disputado pelo Sporting, fiel ao Benfica. Dizia sim, diziam não. Dogmatizava a bola. Rajada fatal. Batuta de génio. Sedução hipnótica. Deus nativo na Luz.
Antes dele, só crença. Formou-nos o gosto, fez-nos exigentes. Culposamente, Eusébio era Portugal, era todos nós sendo apenas ele. Jamais houve um jogador tão sectariamente sublinhado. Gostava de discursar em campo, fazendo das consoantes passes e das vogais golos. Uma das poucas personalidades planetárias conhecidas pelo nome próprio.
Foram Bolas de Ouro e de Prata. Botas também. Campeonatos muitos. Em Portugal, na Europa, no Mundo. Foram mais de mil remates com rótulo certeza, nesse prazer animal, a caminho da bíblia da bola. Entre ele e os demais havia tantos fusos de distância. Só não conquistou a liberdade para marcar quando quisesse. Esteve tão próximo como os outros tão distantes. Humildemente, pediu desculpa. Por isso era grande, por isso Eusébio é o maior."
"Já alguém terá feito esse exercício mental? O que seria o futebol sem Eusébio? Chegou a Lisboa há 50 anos e, com ele, tudo mudou. O Benfica? O Benfica e Portugal. Mesmo a bola planetária passou a referenciar uma das suas maiores divindades. De Eusébio está tudo dito, mas tudo tem de ser sempre dito. Eusébio foi uma espécie de milagre neste país triste e envergonhado da década de sessenta. Transformou o Benfica num clube mítico. Em tempo de ditadura, colocou Portugal no mapa afectivo. Foi tudo por nós, sendo apenas ele. Sempre disse que antes de saber que me chamava Malheiro, já sabia dizer Eusébio, já sabia quem era Eusébio, já sabia que o meu ídolo era Eusébio. Só não sabia que, alguns anos volvidos, Eusébio estava no leque restrito dos meus melhores amigos, só não sabia que Eusébio haveria de ter a sua biografia assinada por mim, só não sabia que Eusébio seria padrinho de um dos meus casamentos, só não sabia que com Eusébio viria a servir o nosso Benfica. Um dia, ainda no começo da década de 90, num jantar que organizei na Costa de Caparica, estava a nossa forte e arreigada amizade numa fase embrionária, Eusébio pediu-me um autógrafo. Fiquei apopléctico. A mim? Que troca absurda de factores era essa? Percebi então, emocionadamente, que só a humildade faz os grandes. Por isso é que Eusébio é tão grande. Por isso também percebi que só humildemente poderia continuar a ser credor da sua bênção amiga. Até porque, a seu lado, a minha pequenez me engrandece."
"Quis voltar a falar e falei, quis voltar a andar e andei, quis voltar a ter uma vida normal e aqui estou hoje a falar-vos do Benfica e da minha experiência." Para todos aqueles que já o ouviram a recordar os momentos de competição ou simples curiosidades é mais fácil perceber a grandeza do seu benfiquismo. Raras são as experiências de tamanha força, coragem e persistência como a de Artur Correia. Francamente, não conheço nenhuma. No aniversário da Casa do Benfica de Vendas Novas, Artur emocionou a plateia, fez chorar a maioria com exemplos de vida e de benfiquismo. O vice-presidente para as Casas, Domingos Almeida Lima, Juan Bernabé e eu ouvimo-lo incapazes de suster a comoção. Evocando os adversários, destacou as diferenças para definir o que é ser do SLB. E naquela tarde ficou claro o que é Ser Benfiquista... Ser Benfiquista é ter crescido com símbolos da grandeza de Artur Correia, homens que respeitavam o Clube, o emblema, a bandeira, a história, o País e os Portugueses.
Homens que serviram o Benfica sem se servir dele. Aos 29 anos, quando ainda tinha muito para oferecer ao futebol português, ele que era um dos melhores laterais-direitos da Europa, viu a sua carreira bruscamente terminada. Era um jogador incansável, que corria durante 90 minutos sem mostrar quebras de rendimento. Ninguém apostaria num fim tão antecipado por causa de um acidente cardio-vascular-cerebral. O comum dos mortais ter-se-ia curvado aos sinais do destino, ter-se-ia fechado e provavelmente definhado com o passar dos anos. Mas Artur Manuel Soares Correia ainda hoje não é comum, felizmente para ele e para o Clube onde escreveu as mais importantes páginas de glória. Foi vencendo as adversidades, ganhando batalha após batalha e hoje consegue passar a mensagem triunfal de quem alcançou o impensável. O infortúnio só o fez dar mais valor aos princípios e às pessoas que nunca o abandonaram e à instituição que o apoia. Até nisso este Clube é diferente. Fez-se grande com jogadores como Artur Correia e agora retribui, dando-lhe o que merecem.
Com a derrota do Lugano na Bulgária passámos à próxima fase da Eurochallenge, vamos jogar mais 6 jogos, com mais 3 viagens complicadas, e como é óbvio o grau de dificuldade vai aumentar...
Vencemos os 3 jogos em casa, mas as 3 derrotas fora de casa, todas elas com diferenças grandes, deixam o aviso que as aspirações são limitadas. Aquilo que a equipa já alcançou tem que ser considerado como bastante positivo...
'Vira o disco e toca o mesmo !!!' É o lema. Tudo feito com a complacência, daqueles que deveriam exigir um Campeonato 'limpo'!!! A cobardia, e o medo são tão evidentes (na melhor as hipóteses, porque se não é medo então tudo é feito com a intenção clara de branquear!!!), que mesmo quando acontece um Roubo do tamanho do Evereste, como esta semana aconteceu em Paços, ninguém assume a obrigação ética, e deontológica de informar o público. Foi 'massacrante' ouvir todo o dia, em diversos órgãos de comunicação social, principalmente nas televisões, palavras como: 'penalty contestado pelo Pacenses.'!!! Mais nada!!! Ninguém teve a decência de assumir que o penalty do David Simão não existiu. Quando o Benfica é supostamente beneficiado (normalmente na Taça da Liga!!!) fazem-se primeiras páginas, 'abrem-se' telejornais, quando o Clube assumidamente Corrupto é beneficiado, semana após semana, descaradamente, à vista de todos, SILÊNCIO...!!!
Agora mais uma vez, após uma vitória do Benfica, em vez de se falar positivamente sobre o Benfica, tenta-se arranjar outro assunto, desta vez é a Águia Vitória, e sobre este assunto não se importam de fazer 'barulho'...!!!
Na Catedral apesar da indiscutivel vitória, os erros foram muitos. Depois de um famoso Estrela-Benfica, onde este Hugo Miguel marcou 2 penalty's a favor do Benfica (no primeiro a falta existiu, mas foi fora da área. O segundo foi bem marcado), e 1 contra (não existiu). A partir desse momento esta personagem 'sinistra' profundamente incompetente ficou sem condições de arbitrar jogos do Benfica. Pois como é habitual, na altura 'fabricaram' um Circo 'Mentiroso' à volta desse jogo, 'vendendo' a ideia que a arbitragem tinha sido escandalosamente favorável ao Benfica. Desde dessa altura que tem tentado 'apagar' essa imagem de 'Benfiquista', inclusive em jogos particulares como o Benfica - Atlético de Madrid!!!
-Golo bem anulado ao Saviola. -Penalty evidente sobre Coentrão. Joelhada do Tarantini. Só o Santolas do Laço não viu...!!! -Penalty contra o Benfica mal marcado. Não existe fora-de-jogo do Mendes, no momento do cruzamento estão 3 jogadores do Rio Ave em fora-de-jogo, mas o extremo está em jogo. O toque de cabeça do David Luíz é completamente inconsequente, o que conta é o momento do cruzamento do Bruno Gama. Depois a bola bate claramente no peito do Coentrão, e não toca em nenhum dos braços do Fábio. Eu até admito que o fiscal-de-linha tivesse dúvidas, em 'tempo real' o lance é 'complicado', mas após ver as repetições na televisão continuar a insistir que é penalty, é de uma extraordinária canalhice...!!! -David Luíz faz falta sobre o Paulo Santos no 5º golo do Benfica. É uma 'faltinha', mas é falta, o David move-se para 'atrapalhar' a vida ao adversário, o contacto existe, não é provocado pelo Paulo Santos, é dentro da pequena área, portanto é falta. Não me parece que o Paulo Santos tivesse hipóteses de chegar à bola, mas isso também não interessa...!!! -Vários fora-de-jogo mal assinalados para as duas equipas, pelos dois árbitros auxiliares. Numa situação o João Tomas ainda atirou a bola ao poste, mas o fora-de-jogo já tinha sido erradamente marcado. Na última jogada do jogo o João Tomas também não estava em fora-de-jogo, o nosso ex-goleador chegou a rematar à baliza, mas a bola foi ao lado. Para compensar na jogada que permite ao Roberto a defesa da noite, o João Tomas estava fora-de-jogo mas nada foi assinalado. -O Santola do Laço, no seu monologo cobarde 'tentou' inventar várias expulsões ao David Luíz, mas como já habitual a razão não lhe assiste. O David 'atinge' a cara do Wires (creio ser este!!!), mas sem qualquer intenção, aliás o Vila-condense já está em queda, com a cabeça em baixo, o David está de costas para o adversário, ganha posição e limita-se a proteger a 'linha' da bola. Na parte final do jogo, o David dá um 'encosto' ao João Tomas sem bola, para impedir a sua desmarcação, mas só o jeito para o teatro do Jardel de Coimbra é que transformou um lance normal, num lance supostamente duvidoso. No pior dos cenários seria um amarelo, nunca um vermelho, porque não existe agressão... A existir agressão é logo no início da partida quando o João Tomas dá uma bofetada no David, mais tarde estranhamente o João Tomas voltou a reincidir atingindo o Roberto com o cotovelo sem qualquer necessidade... -Uma nota para os 'critérios', mais uma vez faltas à entrada da área do Rio Ave não 'existem', no início da segunda parte, na mesma jogada existiram duas seguidas sobre o Salvio. Nos 5 minutos que antecederam o primeiro golo do Rio Ave, existiram pelo menos 3 faltas, praticamente consecutivas a meio-campo favoráveis ao Benfica que não foram marcadas, a mais evidente sobre o Javi Garcia.
adenda: Uma nota para o feliz regresso do António Pires Vicente aos comentários na Benfica TV. O Benfica não pode estar refém das campanhas dos anti-Benfica. Recordo que o António Pires Vicente no Guimarães-Benfica, em directo, afirmou que o penalty sobre o Carlos Martins não existiu, enganou-se, também tem direito, eu até prefiro este tipo de 'enganos' contra o Benfica na Benfica TV, do que os 'enganos' a favor do Benfica, dão credibilidade, podemos até dizer sem exageros que a Benfica TV é mais 'honesta', do que a Sporttv, a SIC, a TVI, e a RTP!!! Que sobre a capa da independência manipulam constantemente a realidade. Sem vergonha de assumir o nosso Benfiquismo, a Benfica TV deverá manter-se o mais objectiva possível nas analises aos jogos. Resumindo, fomos mais uma vez prejudicados nos penalty's, ficou 1 por marcar a nosso favor, e foi 1 mal marcado contra. No final do jogo, quando já não 'contava' lá se 'enganou' a nosso favor no 5º golo!!!
O jogo de Paços começou a ser jogado uns dias antes, quando o puto das Birras, ficou 'chateado' porque o adversário anunciou que queria ganhar!!! Onde já se viu, um Presidente, um treinador, ou mesmo um grupo de jogadores, demonstrar desejo de ganhar uma partida!!! Obviamente os Caixinhas de Leiria são muito mais 'simpáticos', vão a jogo para 'perder'!!! E até são recompensados com classificações interessantes!!! -Primeiro golo dos Corruptos. Curiosamente as imagens até não esclarecem na totalidade, eu até posso admitir que não existe fora-de-jogo, agora estão vários jogadores corruptos em fora-de-jogo, o Otamendi aparece por trás deles, neste tipo de situações o fora-de-jogo é quase sempre marcado. A recomendação para beneficiar o ataque em caso de dúvidas existe, mas nunca é seguida, excepto se for conveniente!!! Além disso tudo, a falta que dá o livre é extremamente duvidosa, é das tais que favor do Benfica nunca são marcadas... -Walter deveria ter sido expulso. Nem todas as situações de mão na bola são merecedoras de amarelo. Mas agarrar a bola para impedir a marcação da falta dá amarelo. Se o 'Martelinho' tivesse levado amarelo, se calhar segundos depois quando 'arrancou' pela raiz um adversário tivesse levado o segundo amarelo, e correspondente vermelho!!! -Remate de Roldon, terá Rolando jogado a bola com a Mão?!!! Curiosamente as repetições deste lance 'desapareceram'!!! É um caso, que nem sequer chega a ser, por ausência de imagens. Um cruzamento da direita, o Nelson Oliveira amortece de cabeça, e o Rondon remata enrolado, o Rolando 'mergulha' à frente da bola, e consegue 'amortecer' a bola para defesa fácil do Helton. O remate é à 'queima', mas se a bola bater na Mão é penalty, porque usa os braços para tapar 'ângulo' !!! -Pisadela de Filipe Anunciação a Givanildo. Dá ideia que ficou um penalty por marcar, mas como o Givanildo não 'rebolou'... -Anedota da jornada, David Simão dá um pontapé na bola, e o Corrupto Frutado, marca penalty!!! Já vi muitos 'roubos', mas nunca nada parecido com este!!! O Paços nesta altura já merecia o empate, estava farto de falhar golos, nada melhor que um penaltyzinho para acalmar os 'corações'!!! Aqui a falta que está na origem do livre também deixou muitas dúvidas... É daqueles jogos, onde os erros tornam impossível 'imaginar' qual seria o resultado, sem os 'desvios' já descritos...
Na Pedreira nada a assinalar, a não ser a anunciada saída do treinador dos Corruptos D !!!
Em Setúbal, nada a assinalar de significativo além de uns fora-de-jogo mal assinalados ao Setúbal. Podémos também assistir às capacidades teatrais 'esplêndidas' dos Lagartos. Ainda me lembro quando o João Pereira era o inimigo numero 1 em Alvalade, após a expulsão do Hugo Viana num jogo para a Taça na Luz, hoje fico abismado quando o mesmo jogador rebolou, rebolou, rebolou, e ainda guinchou, quando ninguém lhe tocou, tentado 'sacar' o vermelho ao Valdomiro, e os mesmos adeptos Lagartos ficam 'derretidos' com tanta 'genica'!!!
Anexos:
Benfica
1ª-Académica, Prejudicados, Com 3 pontos 2ª-Nacional, Prejudicados, Com 3 pontos 3ª-Setúbal, Prejudicados, Sem influência no resultado 4ª-Guimarães, Prejudicados, Com 3 pontos 5ª-Sporting, Nada a assinalar 6ª-Marítimo, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado 7ª-Braga. Nada a assinalar 8ª-Portimonense, Prejudicados, Sem influência no resultado 9ª-Paços Ferreira, Beneficiados, Sem influência no resultado 10ª-Corruptos, Prejudicados, Beneficiados, Sem influência no resultado 11ª-Naval, Prejudicados, Sem influência no resultado 12ª-Beira-Mar, Prejudicados, Sem influência no resultado
13ª-Olhanense, Prejudicados, Sem influência no resultado
14ª-Rio Ave, Prejudicados,Beneficiados, Sem influência no resultado
Corruptos
1ª-Naval, Beneficiados, Com 3 pontos 2ª-Beira-Mar, Beneficiados, Impossível de contabilizar no resultado 3ª-Rio Ave. Beneficiados, Com 2 pontos 4ª-Braga, Beneficiados, Com 2 pontos 5ª-Nacional, Beneficiados, Impossível de contabilizar no resultado 6ª-Olhanense, Nada a assinalar 7ª-Guimarães, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado 8ª-Leiria, Prejudicados, Sem influência no resultado 9ª-Académica, Nada a assinalar 10ª-Benfica, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado 11ª-Portimonense, Nada a assinalar 12ª-Sporting, Prejudicados, Com 2 pontos
13ª-Setúbal, Beneficiados, Com 3 pontos
14ª-Paços de Ferreira, Beneficiados, Prejudicados, Impossível contabilizar no resultado
Sporting
1ª-Paços de Ferreira, Nada a assinalar 2ª-Marítimo, Nada a assinalar 3ª-Naval, Beneficiados, Com 2 pontos 4ª-Olhanense, Beneficiados, Com 1 ponto 5ª-Benfica, Nada a assinalar 6ª-Nacional, Nada a assinalar 7ª-Beira-mar, Nada a assinalar 8ª-Rio Ave, Nada a assinalar 9ª-Leiria, Prejudicados, Sem influência no resultado 10ª-Guimarães, Beneficiados, Sem influência no resultado 11ª-Académica, Nada a assinalar 12ª-Corruptos, Beneficiados, Com 1 ponto
13ª-Portimonense, Nada a assinalar
14ª-Setúbal, Nada a assinalar
Braga
1ª-Portimonense, Nada a assinalar 2ª-Setúbal, Nada a assinalar 3ª-Marítimo, Beneficiados, Com 2 pontos 4ª-Corruptos, Prejudicados, Com 1 ponto 5ª-Paços de Ferreira, Nada a assinalar 6ª-Naval, Nada a assinalar 7ª-Benfica, Nada a assinalar 8ª-Olhanense, Beneficiados, Sem influência no resultado 9ª-Rio Ave, Nada a assinalar 10ª-Beira-Mar, Prejudicados, Com 2 pontos 11ª-Guimarães, Beneficiados, Prejudicados, Sem influência no resultado 12ª-Nacional, Beneficiados, Com 2 pontos
"A equipa de futebol do Benfica e, por contágio, os adeptos benfiquistas, têm vivido esta época momentos da maior ansiedade. As coisas não têm corrido sobre rodas, como no ano passado. Na Europa, o Benfica deixou cair as expectativas, no campeonato caseiro exibições e pontuação estão aquém do que todos esperávamos. Há rumores de quezílias no balneário. E o bombardeamento das parangonas nesse sentido é de tal intensidade que não permite suficiente discernimento para avaliar, com clareza, a situação. Por tudo isso, era muito importante que o Benfica seguisse em frente na Taça de Portugal. E seguiu.
A ansiedade é um estado emocional, com origens e reacções psicológicas ou físicas, que constitui uma reacção normal dos indivíduos e grupos a determinadas situações. Neste caso, é evidente que os sintomas de ansiedade se sucedem a alguma frustração pelas exibições e resultados do campeão nacional depois de uma época retumbante. O que aconteceu é que a ansiedade potencia mais ansiedade, até se transformar numa perturbação persistente e obsessiva. Daí a importância de travar o avanço dos sintomas. A vitória clara na eliminatória da Taça foi um oportuno antídoto. Importa agora seguir com a terapia, digamos assim.
E como? A equipa precisa de nós, os benfiquistas, como nós precisamos da equipa, para ultrapassar a ansiedade. Temos que exigir à equipa que corresponda ao apoio que lhe damos. Tal como a equipa nos deve exigir o apoio de adeptos incondicionais. Quem começa? Nós, enchendo os estádios e puxando pela equipa. A equipa é a do Benfica, um plantel de jogadores com merecimento e lealdade para vestir aquela camisola e usar sobre o coração aquele emblema."
"1. Domingos Paciência, que o no Estádio do FC Porto costuma olhar para o chão quando os jogadores da casa cometem qualquer acção que possa conduzir à expulsão, insinuou, no final do jogo de domingo, que um ou dois jogadores do Benfica deveriam ter visto segundo amarelo, 'esquecendo-se' do vermelho directo que faltou ao seu defesa Sílvio.
Caso (este Sílvio) que não foi (estranhamente, ou talvez não...) considerado entre aqueles que os três habituais árbitros do jornal 'O Jogo' apreciaram. De entre estes, e como sempre, Jorge Coroado distingue-se pela sua 'azia' ao Benfica, que só é ultrapassada pelo ódio de estimação relativamente a alguns antigos companheiros...
2. Alguns jogadores do Benfica receberam cartões amarelos desnecessários (ia dizer estúpidos). Não vale a pena reclamar decisões do árbitro, por muito erradas que sejam. E há que ter cuidado com as provocações dos adversários (o Braga é especialista...) e não cair nelas. São cartões que se vão somando e a dada altura dão suspensão... escusadas.
3. Quando preciso de equipamento desportivo, compro Adidas, tal como bebo Sagres de preferência, mudei para a Meo e ponho gasolina na Repsol. Mas sou incapaz de comprar um equipamento do Benfica que não seja vermelho e branco, 'à Benfica'. Por isso, comecei logo a perder o jogo frente ao Schalke da passada semana quando o Benfica (que não tinha que mudar de equipamento por jogar em casa) se apresentou com umas cores que nada têm que ver com o Clube, num novo equipamento 'alternativo' do 'alternativo'. Por vezes, até tive dificuldade em reconhecer os jogadores. O Benfica é vermelho e branco!
4. Os atletas do Benfica estiveram muito bem no Europeu de Corta-Mato. O júnior Rui Pinto subiu ao pódio (3.º) e continuará neste escalão no próximo ano, podendo então aspirar a voos ainda mais altos. Ele e ainda Emanuel Rolim (21.º) e Nuno Santos (26.º) formaram três-quartos da selecção que ganhou a medalha de prata colectiva. E Marisa Barros, especialista da maratona, surpreendeu ao ser brilhante sexta classificada na sua estreia internacional na especialidade, dando forte contributo para o título colectivo da selecção. As perspectivas são animadoras mas, quanto aos Juniores, é bom recordar que o mais importante é chegarem a Seniores ao mais alto nível."
"Esta semana, Sousa Tavares escreveu na sua crónica que Jorge Araújo foi um “treinador de basquetebol, que deu ao Benfica vários títulos nacionais, antes de rumar ao FC Porto”. Como é evidente, Jorge Araújo nunca treinou o Benfica, não cumprindo assim um dos requisitos necessários para se vencer vários títulos por esse clube. Sousa Tavares escreveu isto, mas - salvo uma única exceção (cuidadinho, Leonor!) - ninguém o desmentiu.
Esta semana, Sousa Tavares escreveu também: “Insisto: o futebol é um jogo simples de entender. Basta um mínimo de conhecimento do assunto e um mínimo de experiência de observação para distinguir um bom jogador dum mau jogador.” No entanto, a 9 de março não era “preciso ser nenhuma luminária para perceber que o Belluschi tem pose de pavão mas a eficácia em voo de uma avestruz”, e até que o jogador é “uma fonte de despesas e frustrações sem fim”; e, a 30 de novembro, já era um dos “bons jogadores” do plantel portista, e o único “médio de ataque à altura das necessidades”. Sousa Tavares escreveu isto, mas ninguém o confrontou.
Esta semana, Sousa Tavares escreveu ainda, referindo-se ao jogo contra o Setúbal, que “o FC Porto ganhou, de facto, com um penálti que não terá existido, mas só ganhou porque o Vitória, que dispôs da mesma oferta, a desperdiçou e o FC Porto não”. Posta a questão nestes termos, há quase, no desfecho da partida, um sabor a justiça, e quase nos esquecemos que justo, mas mesmo justo, seria que nenhum dos penáltis tivesse sido assinalado e o jogo acabasse 0-0. Sousa Tavares escreveu isto, mas ninguém o desmascarou. Assim é que é bonito."
"1 - Esta é a primeira época em que o incumprimento salarial a jogadores pode ter consequências desportivas sérias na Liga: perda de pontos. Está em vigor uma infração disciplinar que se junta ao impedimento de registo e renovação de contratos de jogadores. Uma inovação do “consulado” de Hermínio Loureiro, nascida numa das assembleias gerais “buliçosas” de que foram vítimas os órgãos da Liga desse mandato. Era, aliás, um dos objetivos de Loureiro: credibilizar as competições da Liga em razão da (tantas vezes alegada) concorrência desleal entre os clubes cumpridores e os clubes incumpridores. Claro que não foi nem é uma reforma fácil; antes é uma medida delicada, atentatória do status quo, mas reclamada pela transparência e tutela da igualdade entre os competidores. Melhor ou pior, assim se fez. Como?
1.º Os clubes, até 15 de dezembro, estão obrigados a demonstrar que têm os salários regularizados – os vencidos entre 31 de maio e 10 de novembro de cada ano; se dessas declarações – ou da falta delas – resultar que o clube está atrasado em 60 dias (ou mais) no pagamento dos salários, a Comissão Executiva (CE) “avisa” o clube para cumprir no prazo de 15 dias. 2.º Ao longo de toda a época, qualquer jogador ou clube pode queixar-se à Liga sobre o “atraso” igual ou superior a 60 dias no pagamento; a CE notifica o clube para comprovar (também) no prazo de 15 dias que pagou ou, pelo menos, que o atraso é inferior a 60 dias. Se os clubes não demonstrarem o cumprimento nesse prazo de 15 dias, a CE comunica à Comissão Disciplinar (CD) e esta instaurará o devido processo disciplinar pela “infração salarial”. Consequência: subtração de 3 pontos na tabela. E “bulício” na Liga.
2 - Enquanto isso, fomos percebendo que, a partir desta época, a suspensão de um treinador pouco ou nada significa. Uma vez castigado em tempo (dias ou meses) – e não em jogos –, um treinador suspenso pela Liga continua como se nada fosse: intervém publicamente em conferências de imprensa; comunica à vista de quem quer ver com o banco como se lá estivesse durante o jogo do “castigo”. Não julgo que seja este o caminho que deriva da leitura correta da letra e do espírito do Regulamento Disciplinar da Liga: os treinadores, durante o tempo do castigo, ficam inabilitados para, diz a “lei”, “o desempenho das funções decorrentes dos regulamentos desportivos na qualidade em que foram punidos”. Entre essas funções (expressas em direitos e deveres) estão naturalmente o exercício da direção técnica nos jogos, a participação em conferências antes e depois dos jogos, assim como o dever de participar na “flash interview”. Se desempenham algumas destas funções, ou contornam grosseiramente a inibição, estarão a violar o castigo. E sujeitam-se a outro – por “não acatamento”. De facto, estão a desafiar a autoridade da Liga. Para o evitar, necessário se torna delegados da Liga instruídos sobre a sua competência para fazer cumprir os regulamentos e as deliberações da Liga; e uma CD… atuante. Mas isso será com certeza incómodo demasiado para a Liga do “presidente pago”..."
"«A Bola» assinalou condignamente a efeméride do acontecimento que marcou, de forma incontornável, o futebol português. Cumpriram-se 50 anos sobre a chegada de Eusébio a Lisboa e ao Benfica. Sendo um facto que o Benfica, no ano anterior, sem Eusébio, já tinha sido conquistado a sua primeira Taça dos Campeões, não deixa de ser verdade que, com Eusébio nas fileiras, o Benfica se transformou num emblema mítico nacional e internacionalmente.
Os sportinguistas lamentam há 50 anos o desvio para a Luz do jovem moçambicano, promessa do Sporting de Lourenço Marques, e especulam sobre o que teria acontecido no futebol português se Eusébio em vez de ter assinado pelo Benfica tivesse assinado pelo Sporting.
É uma especulação que se justifica plenamente. Para os sportinguistas com certa mágoa, para os benfiquistas com uma grande dose de alívio.
Mas é hoje que vivemos. No presente. E no presente, tendo em conta a realidade em que se vive, é caso para que as gerações mais novas possam considerar, com toda a legitimidade, que se Eusébio tivesse vindo para Lisboa para ser jogador do Sporting não demoraria mais de seis meses a ser transferido para o FC Porto, ou cedido, ou trocado ou mesmo na condição de «maça podre» ou de qualquer fruto de sabor mais tropical e Índico.
Mas eram outros tempos, não duvidem.
Em 2010, Domingos Paciência veio com o seu Sporting de Braga à Luz por três vezes e por três vezes perdeu. Aconteceu a 27 de Março para o campeonato de 2009/2010, a 3 de Outubro para o campeonato corrente e no domingo passado para a Taça de Portugal.
Domingos que ao longo da sua interessante carreira como treinador já lhe ocorreu perder por diversas vezes com o FC Porto e nunca soltou um «ai» e que até conseguiu cometer a proeza ética de «estar a olhar para o chão» quando Ricardo Quaresma foi expulso num inesquecível Leiria-FC Porto, pois o mesmo Domingos sempre que perde com o Benfica choraminga a valer.
Foi o que aconteceu no domingo passado. O Sporting de Braga que, tal como o Benfica, está longe dos fulgores da época passada, só por uma vez causou perigo na casa dos campeões obrigando Júlio César a uma defesa impossível. Mas Domingos entende que foi eliminado porque jogou contra 11 quando devia ter jogado contra 10 já que, na sua opinião, David Luiz devia ter sido expulso, porque «meteu a mão» na cara de Alan.
É um caso discutível, sem dúvida. Menos discutíveis, no entanto, terão sido as entradas de Sílvio sobre Gaitan e de Paulão sobre Saviola.
Só que Carlos Xistra, esse grande benfiquista, devia estar com os olhos no chão.
Manuel Fernandes, quando foi jogador do Sporting e quando deixou de ser, nunca se preocupou em iludir o seu sportinguismo de génese em nome dos compromissosprofissionais. E agora que é treinador já com uma carreira provecta continua igual a si próprio, genuíno.
Era de esperar que antes do jogo com o Sporting, para a Taça de Portugal, os jornalistas mostrassem curiosidade em saber das palpitações do coração-de-leão do técnico. A todos respondeu, antes e depois do jogo, sem escusar. Antes do jogo reafirmou - como se fosse preciso... - a sua afeição pelo clube adversário e o desejo de o vencer no Bonfim. Depois do jogo, com a mesma pacatez, disse tudo numa frase curta: «Adorei ganhar ao meu Sporting.»
O futebol, no entanto, provoca entre os adeptos estados de espírito que vão contra a lógica das ciências exactas.
Assim, se houvesse um sportingómetropara medir a intensidade da paixão pelo clube, é caso para se dizer que, neste fim-de-semana, os sportinguistasdescoroçoados pela eliminação da Taça de Portugal deram mais valor e mostraram mais considerações pelo espírito leonino do seu ex-capitão e actual treinador do Vitória de Setúbal, que foi o seu carrasco, do que ao fervor também leonino de Maniche que representa presentemente o clube e esteve em acção (pouca) na noite de sábado no Bonfim.
É também normal que, quando as coisas não correm bem, os adeptos tendam a eleger um jogador para embirrar. Torna-se, sem dúvida, menos cansativo do que embirrar com todos os jogadores. No Benfica, por exemplo, os adeptos tê,-se entretido esta época a embirrar declaradamente com César Peixoto, vá lá saber-se porquê...
Em Alvalade, onde o sportinguismo de Maniche foi saudado com ênfase de uma nova e radiante aurora, o tal sportingómetro acusa agora, depois de uma série de infortúnios bem mais colectivos do que individuais, uns índices bem baixos para quem foi recebido como um portento de leão. E com valor acrescentado visto que Maniche era suposto transmitir ao restante plantel tudo o que aprendeu na escola do FC Porto que é a escola que mais e melhor impressiona a gerência da dupla Bettencourt-Costinha.
Maniche, cujo profissionalismo nem se discute, tal como o profissionalismo de Manuel Fernandes, já deve andar desconfiado desta situação. Ainda anteontem, numa entrevista ao Record, lamentava que o Sporting tenha que viver «todos os dias» sob as «críticas de falsos sportinguistas», entre os quais não se inclui por muito que os insatisfeitos de Alvalade lá o queiram incluir.
Na noite de sábado passado, vendo o Vitória de Setúbal-Sporting por entre uma assistência plural em termos de afectos clubistas - digamos que éramos 5 adeptos do Vitória e 2 do Sporting, todos sentados em frente ao televisor -, interroguei-me em voz alta, já no final do jogo, porque estranha razão Manuel Fernandes, sendo um competente treinador sportinguista, nunca tinha treinado o Sporting...
Mandaram-me imediatamente calar os sportinguistas que nos faziam companhia. E com razão chamaram-me de ignorante. Recordaram-me, então, que Manuel Fernandes já tinha sido treinador do Sporting por alguns meses no início do século XXI. Pois, francamente, não me lembrava... e agradeci muito o esclarecimento.
É bom ter amigos de todos os clubes que, com o que sabem das suas culturas próprias, impedem as nossas imbecilidades de sair do círculo estritamente familiar e pessoal.
É esta a moral da história.
PS: Por exemplo, anteontem, nas páginas deste jornal, ficou provado que já o Miguel Sousa Tavares não teve a mesma sorte. Isto é, a sorte de ter quem o corrija em privado e que, consequentemente, o impeça de proferir inocentes intrujices em público. Escreveu o nosso literato a propósito de... basquetebol, um tema tão bom como outro qualquer: «Jorge Araújo, treinador que deu ao Benfica vários títulos nacionais, antes de rumar ao FC Porto(...)»
Ora, ao contrário do Manuel Fernandes que já foi treinador do Sporting, o professor Jorge Araújo nunca na vida foi treinador do basquetebol do Benfica. Nem do andebol. Nem de xinquilho."
"Foi inaugurada esta sexta-feira a exposição que comemora os 50 anos da chegada de Eusébio da Silva Ferreira a Lisboa. Na sua intervenção, o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, destacou o papel desempenhado pela glória “encarnada” no Clube.
“Permitam-me que comece esta intervenção por dizer de forma simples mas sentida que o futebol deve agradecer a Eusébio tudo o que ele fez por ele.
Esta exposição não serve apenas para assinalar uma data, por mais simbólica que ela seja, mas antes para através dela manifestarmos um sentimento de gratidão que nunca se apagará em relação a um dos maiores e intérpretes do futebol de todos os tempos.
O Sport Lisboa e Benfica sempre foi um clube com memória, um Clube que valoriza os seus, que reconhece aqueles que contribuíram para construir e engrandecer a nossa história. E a vossa presença aqui hoje é o melhor testemunho do que acabo de dizer.
Estamos aqui para celebrar Eusébio da Silva Ferreira, porque mais do que uma data, o que verdadeiramente celebramos é o talento, o exemplo e o carácter de um homem que marcou o futebol português na segunda metade do século XX. E tendo marcado o futebol português, tornou-se, reconhecidamente, numa referência do futebol mundial.
A ele o Benfica deve-lhe a inspiração, o talento e a capacidade de sofrimento que sempre pôs em campo, mas mais do que do Benfica, Eusébio é uma referência do país, e o Benfica nunca tornou Eusébio refém do nosso Clube, porque o Benfica sabe que as suas referências se transformam em referências de Portugal.
A carreira de Eusébio é património de todos aqueles que amam o futebol. O Benfica foi o seu porto de abrigo e o Clube que o soube projectar a nível mundial, mas o Benfica teve em Eusébio um profissional incansável, alguém que sempre fez do Benfica muito mais do que o seu Clube, mas antes a sua casa e a sua família.
Devo dizer que é me indiferente que Eusébio tenha chegado a Lisboa a 15 ou a 17 de Dezembro de 1960 – um detalhe insignificante - o que verdadeiramente importa é que ele chegou, e com a vinda escreveu uma página brilhante da história do Benfica e do futebol português.
Quando falamos com ele, ontem como hoje, reconhecemos a sua abertura de espírito, a memória privilegiada, o talento também para contar histórias, a ironia e a ciência dos seus comentários, mas sempre o grande prazer e orgulho que teve em vestir esta camisola.
Neste dia de tão grande significado, na presença dos seus familiares, de antigos companheiros e de amigos, nesta casa que ele ajudou a construir quero, em nome do Sport Lisboa e Benfica, prestar-lhe uma sentida e pública homenagem e dizer-lhe o nosso muito obrigado pelo seu exemplo e por tudo o que nos deixou.
Esta exposição representa não apenas a nossa forma de o homenagear, mas também a nossa vontade de seguir o seu exemplo. Aqui poderemos visitar momentos e locais em que Eusébio deixou a sua marca, mas podemos visitar igualmente fragmentos da nossa história. E quando falo da nossa história, falo da história do Benfica e de Portugal.
O Sport Lisboa e Benfica tem uma dívida de gratidão enorme e a melhor maneira de a saldarmos é continuarmos a cumprir os seus sonhos e ambições.
Permitam-me que entregue a Eusébio uma pequena lembrança que evoca a data da sua chegada ao Sport Lisboa e Benfica e o nosso muito obrigado por continuar a partilhar a sua vida com todos nós!”"