Últimas indefectivações

sexta-feira, 4 de outubro de 2024

3x4x3


Segunda Bola


Recorde do Mundo!!!

Probabilidades...

Justiça!

Aulas de português...!!!

Aniversário abençoado!!!

Outro profeta!!!

Visto do outro lado!!!

Toni está a ficar famoso!!!

Hino!

Um Zandiga que acerta!!!

Desaparecidos?!!!

Presentes...

Árbitros estrangeiros não conhecem as regras!!!

Outro!!!

Profeta de algibeira...!!!

O Benfica não é um clube de meias-medidas


"Em boa verdade, o Benfica não é bem um clube: é um exagero. Ali é tudo ou é nada. É sol ou chuva. Aliás, é sol ou é chuva, neve, granizo, ventos fortes e aviso laranja em todo o país.
No Benfica não há dias cinzentos, não há manhãs tranquilas e não há noites amenas. Não há cessar-fogos, nem armistícios. Não há bom senso, comedimento ou moderação.
No Benfica não há meio-termo.
Não há linhas retas, nem círculos perfeitos. Não há boa-vizinhança, nem amizade.
Ali é branco ou preto. Amor ou ódio. Guerra ou paz, céu ou inferno. Ali é Ocidente ou Oriente, Estados Unidos ou China, Reagan ou Khrushchev. Prost ou Senna, Ronaldo ou Messi. Atenas ou Esparta. Mário Crespo ou Valentim Loureiro.
No Benfica ou se ganha como um herói ou se perde como um vilão. Não há meias-palavras, nem meias-medidas. É tudo desmedido. Desmesurado e descomunal.
Na melhor das hipóteses, o Benfica é pela medida do impossível. As paixões são avassaladoras e as zangas são colossais. É uma dança frenética, uma exaltação permanente.
É uma loucura, no fundo, que se vive à flor da pele.
E é essa loucura à flor da pele que constrói a alma do clube. Quando apontada na direção certa, é uma imensa epopeia. Um poema épico à espera de ser escrito.
Depois de ontem, ficou claro que a equipa precisa de manter esta imensa loucura do lado certo. Porque a fronteira é muito fina, e o equilíbrio não é possível.
No dia em que o for, já não será o Benfica."

Uma noite à Benfica


"Ontem, voltou a ver-se o Sport Lisboa e Benfica Europeu, aquele que sempre se bateu perante qualquer equipa, seja ela qual for. O Sport Lisboa e Benfica que me ensinaram a admirar e a amar! O Benfica que respeita os pergaminhos fundadores do clube.
Sobre o ímpeto de Lage, que disse "Que seja uma Noite à Benfica", todos cumpriram!! Desde a equipa técnica, aos jogadores, aos adeptos. Há muito não via a nossa Catedral, o nosso Inferno da Luz com um ambiente como o de ontem, de tamanha comunhão entre todos para empurrar a equipa para a vitória.
Ontem, tudo funcionou de forma perfeita e resultou numa goleada que poderia ter sido maior e foi uma noite à Benfica das antigas, que resultou na maior goleada do Sport Lisboa e Benfica a equipas espanholas no formato e designação “Champions League”, com a anterior a ser de 5-1 sob o Real Madrid em 1965, na Taça dos Clubes Campeões Europeus.
Ontem, ao ver o jogo no nosso Santuário e como não fazia há muito, festejei os nossos golos abraçando pessoas que nunca vi na vida e talvez nunca volte a ver. Mas essa é a beleza do Sport Lisboa e Benfica.
á de saída do estádio, recordei quando a minha avó, com os seus belos 78 anos me falava e ainda fala das míticas noites europeias da Luz que presenciou (como os 5-1 ao Real Madrid em 1965 e ao Feyenoord em 1972) nas décadas de 1960 e 1970 ou as míticas noites dos anos 1980 e 1990 que o meu pai ainda hoje se lembra (como os 2-0 ao Steua de Bucareste em 1988 e o famoso jogo com o Marselha em 1990, que o Benfica venceu por 1-0).
O jogo de ontem, para mim e até ao fim dos meus dias será um daqueles jogos que falarei aos meus filhos e netos e que refletem bem o que é o Sport Lisboa e Benfica Europeu.
Terminando e citando o nosso antigo presidente da Direção, Capitão Júlio Ribeiro da Costa: "VIVA LISBOA, CAPITAL DO BENFICA!"

Lage e o novo Benfica das falsas «posições certas»


"Aursnes é o único que joga uns metros ao lado dos terrenos que antes ocupava, para reforçar o estatuto de elemento nuclear de todo o processo, ofensivo e defensivo, dos encarnados

Lage colocou os jogadores nas posições certas. Terá sido essa a explicação que li, algures nestas páginas, para que o Benfica tivesse voltado aos resultados positivos. Perdoem-me, mas não concordo. Não poderia haver explicação mais simplista e até algo enganadora sobre o que realmente fez o técnico neste seu regresso.
Se olharmos para dois dos principais dinamizadores do novo Benfica, Akturkoglu não joga na posição certa porque antes ainda não estava na equipa para que jogasse na errada, e Kokçu até está no mesmo posicionamento, embora com menor território para cobrir — ou melhor, com mais alguém com quem o dividir —, com que embirrou na era Schmidt.
Se Di María, Pavlidis e Florentino, tal como a linha defensiva, apresentam posições e até dinâmicas semelhantes, sobra Aursnes. No entanto, até o norueguês alinha próximo dos terrenos que já ocupava, pelo menos em altura, embora mais para a direita, por causa de Di María, mesmo que Lage não o queira (e não o possa) dizer. Na verdade, se não fosse necessária maior dimensão defensiva poderia estar aí Pavlidis e o nórdico à sua esquerda, exatamente como antes.
A capacidade de trabalho de Akturkoglu permite que o técnico fique descansado sobre o lado esquerdo, mas o mesmo já não acontece com o argentino. Contudo, o contributo de Aursnes não é só saltar à pressão e compensar Di María, mas também, com bola, surgir junto à linha, uma vez que o companheiro vem para dentro. O nórdico acrescenta essa dinâmica em relação a Rollheiser, que desempenhava o mesmo papel, mas depois também se apresentava no espaço interior, pisando terrenos semelhantes ao compatriota quando a equipa detinha a bola e apagando-se.
Bruno Lage tem o mérito de pensar num plano, estruturá-lo e conferir-lhe solidez. Notou-se alguma falta de controlo diante o Gil Vicente, apesar do resultado dilatado (5-1), porém melhorou com o bloco ligeiramente mais baixo diante do poderoso At. Madrid, que ainda mais moral acrescenta pela força da excelente exibição em crescendo e do score tremendo, sendo normal haver ainda situações por acertar. Convenceu jogadores e adeptos, e o trabalho prova desde já ser mais do que as consequências habituais de curto prazo que uma chicotada psicológica apresenta, antes de, na maioria das vezes, se provar não ter sido eficaz. O Benfica parece estar a crescer, mas a melhoria nunca passou por pôr os jogadores nas posições certas."