Últimas indefectivações

quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Perdões vs. Dívidas (pessoais)!


"Luís Filipe Vieira, na qualidade de presidente do conselho de administração da Promovalor, esteve na Assembleia da República no âmbito da comissão parlamentar de inquérito ao Novo Banco/Banco Espírito Santo e respondeu às questões dos deputados durante cinco horas.
A comunicação social, com especial enfoque no Grupo Cofina Media, apressou-se a promover uma campanha de indignação pelas perdas do grupo económico de Luís Filipe Vieira, com créditos e ativos associados abrangidos pelo Acordo de Capitalização Contingente (ACC), aludindo ao facto dos contribuintes terem de pagar ao NB os prejuízos gerados por esses créditos tóxicos.
Os intelectuais da nossa praça, sempre em luta para o bem do nosso país, não se coibiram de condenar Luís Filipe Vieira, porém, toldados pela clubite aguda, têm conseguido abafar o que se passa no Sporting Clube de Portugal, que através dos valores mobiliários obrigatoriamente convertíveis (VMOC) e repetidos perdões de dívida provocou perdas que ascendem os 135 milhões de euros. Mas esses continuam imunes a "julgamentos" na praça pública e, aparentemente, isentos de culpa no dano provocado à carteira dos contribuintes.
A Comissão de Inquérito também tem sido cúmplice por branquear este atentado às finanças públicas, bem como a comunicação social, que não pode continuar a ignorar os princípios fundamentais do código deontológico e deve relatar estes factos com rigor e exatidão para que todos os portugueses percebam o que está a acontecer.
É extremamente grave que haja quem incumpra reiteradamente e continue a beneficiar de tratamento privilegiado por parte da banca, Governo, imprensa e organismos que tutelam o desporto nacional. O contribuinte não tem de pagar pelos atos de gestão dos administradores de um clube que há muito deixou de poder competir com os grandes, mas que continua a viver como se fosse um, bem acima das suas capacidades. Enquanto as SAD de clubes concorrentes têm de recorrer a empréstimos obrigacionistas, nomeadamente o Benfica que cumpre escrupulosamente os seus compromissos com a banca, a SAD do Sporting recorre a perdões de dívida, o que resulta num claro ato de concorrência desleal.
Enquanto continuarmos todos a assobiar para o lado, tratando o Sporting de forma diferenciada como se de um menino com necessidades especiais se tratasse, este escândalo nunca conhecerá o fim.
Basta!"

Fever Pitch - O regresso dos 3 rivais

Comunicado


"A Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD (“Benfica SAD”) informa, nos termos e para os efeitos previstos no artigo 248.º-A do Código dos Valores Mobiliários, que tomou conhecimento pelo Sport Lisboa e Benfica de que esta entidade recebeu do Senhor Luís Filipe Ferreira Vieira uma comunicação para exercer direito de preferência relativamente à possível transmissão das 753.615 ações representativas de 3,28% do capital social da Benfica SAD de que este é titular. Na referida comunicação não é identificado o potencial adquirente, é mencionado que a proposta de aquisição ascende a €7,80 por ação (o que corresponde ao valor global de €5.878.197) e que o exercício ou não do direito de preferência deverá ser comunicado até ao fim do dia 15 de setembro de 2021. Não consta da comunicação mais nenhuma informação acerca da potencial venda. A Benfica SAD informa ainda que não tem conhecimento de qualquer decisão do Sport Lisboa e Benfica a este respeito. Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD Lisboa, 7 de setembro de 2021."

Esta palavra Cultura...


"Esta palavra Cultura (reincido no que já disse, anteriormente) muitos a utilizam como o fariam os humanistas e depois os racionalistas dos séculos XVII, XVIII e XIX. Quero eu dizer, em poucas palavras: culto é aquele que, além de um exemplar e promissor comportamento, apresentava inusual erudição. E, mais visível nuns do que noutros, verdadeiramente propenso à reflexão filosófica. Era um conceito elitista, pois esta Cultura só a podia usufruir um determinado estamento social, que já beneficiava do ócio que lhe permitia o estudo e a frequência de uma universidade. No fundo, era de uma “cultura de classe” que se tratava. No Concílio Vaticano II, Cultura significa tudo o que, neste mundo, é criação humana e não é natureza, “em estado puro”. Malinowski incluiu, no conceito de cultura, os produtos elaborados não materiais: língua, arte, filosofia, ciência, leis religião, os valores e toda a realidade material, produzida ou transformada, pelo trabalho humano. Um exemplo: não apenas são cultura a tecnociência que precede a criação de um automóvel como a próprio automóvel e a organização sócio-económica e administrativa que, por último, o faz e o negoceia. O que é Cultura, para mim? É o mundo próprio do ser humano: no seu sentido mais subjetivo, coincide com a educação, designadamente uma educação continuada; no seu sentido mais objetivo, é o resultado da ação das pessoas sobre o mundo e sobre a história. O Concílio Vaticano II sublinhou que “o género humano se encontra hoje numa fase nova da sua história, na qual mudanças profundas e rápidas se estendem progressivamente ao universo inteiro” (GS, 4). Na vida, tudo é movimento e a história também o revela. Principalmente a partir de Hegel, uma “consciência histórica” ensinou as pessoas que o progresso das nações e dos povos não resulta dos imperativos de forças misteriosas e ocultas mas das decisões conscientes dos cidadãos. O que representa a tarefa humanista da libertação de imperativos totalitários (outro exemplo) senão movimento e emancipação de uma falsa consciência? Mas a emergência das aspirações típicas de um período histórico significa, antes do mais, que um dia não poderão esconder, ou o seu termo, ou a sua transformação. Tudo é movimento!...
Ninguém é plenamente verdadeiro quando intenta definir o ser humano. Sendo Matéria, Vida e Espírito, não há palavras que nos digam quem ele é. Ora, é este ser humano, avesso a qualquer indiscutível definição, que muitos tentam definir como jogador de futebol que, ao não poder usar as mãos, sente despontar, em si, uma certa liberdade não racional, espontânea, uma primitiva matreirice. Ou seja, a perda de alguma racionalidade anuncia, no jogador de futebol, um acréscimo do instinto. “A mais elementar experiência revela-nos que, para além da palavra e do pensamento, há mensagens que podem ser transmitidas para realizar uma ação imediata e sintética. Dois jogadores que jogam juntos há muito tempo conhecem-se intimamente através do futebol e desenvolvem naturalmente uma espécie de relação muda em que os seus movimentos falam, funcionando como eficazes sinais de comunicação entre os dois” (Álvaro Magalhães, História Natural do Futebol, Assírio & Alvim, Lisboa, 2004, pp. 182/183). E nem é preciso que, fora do relvado, se estabeleça entre eles uma indestrutível amizade. No “campo”, eles comunicam, jogando, com uma naturalidade e um rigor, que nos deixa, a nós, simples espectadores, verdadeiramente deslumbrados. Não falando, nem por isso eles deixam de “falar” um com o outro. Há, neles, como que uma comunicação mais animal do que integralmente humana. Ou será por acaso que os balneários (quase todos) se situam em nível subterrâneo, em relação ao relvado, como as tocas dos animais? E releio Álvaro Magalhães: “Assim não admira que os gestos dos jogadores nos pareçam decalcados da vida animal: certas cargas, fintas de corpo, mudanças de velocidade, súbitas paragens, pequeninos voos. Como os animais, eles correm, saltam, carregam, estabelecem um território” (op. cit., p. 197). E não são inúmeros os futebolistas que vêem o seu nome associado aos animais? Não era o Eusébio a “pantera negra”? E o Jackie Charlton a “girafa”? E o Ardiles a “formiguinha”? E o argentino Kempes a “gazela”? E lembram-se do brasileiro Leandro, jogador do Valência que, após os golos, imitava os gestos dos cães a urinar? Enfim, o futebol é uma espetacular celebração do animal que, afinal, todos somos também…
Os próprios clubes (e grandes clubes!) identificam-se com animais. Em Portugal: o F.C.Porto, com o dragão; o Sporting C.P.. com o leão; e o S.L.Benfica, com a águia. Existe, no futebol, um tal sentido de fidelidade â Natureza que o enraizamento, no instinto, do gesto desportivo parece redescobrir o verdadeiro conteúdo desta modalidade. Insinuávamos atrás que “o futebol é uma espetacular celebração do animal que, afinal, todos somos também”. Por seu turno, o relvado permanece, normalmente, ao sol, à chuva, ao vento, sujeito à variabilidade do clima. Ou seja, sem qualquer tendência redutora, em relação à originalidade do futebol, como via de acesso ao natural, ao animal. Se, como considerava Adorno, “a cultura oscila dialeticamente, entre a manipulação e a redenção”, o futebol parece oscilar, acima do mais, entre o natural e o religioso. Segundo o Edgar Morin de O Paradigma Perdido, se a Terra surgiu, há 5 mil milhões de anos, o ser humano só há cem mil anos existe. E por que adiantamos esta ideia com tamanha convicção? Porque é a consciência da morte que mais distingue o ser humano das restantes criaturas de Deus. E foi nesse então que os Neandertalenses começaram a sepultar, com ritos, os seus mortos. Assim como, para mim, não há jogos, há pessoas que jogam, também não há mortos, há pessoas que morrem. O ser humano, em todas as circunstâncias, não é “algo”, é “alguém”. Ora, abordar o sentido último e definitivo da própria vida não se revela um dado imediato e intuitivo. Significa, se bem penso, que não absolutizamos o relativo, nem tomamos o efémero pelo definitivo. As questões, como estas: Quem sou eu? Donde vim? Para onde vou? – não são perguntas de hoje, são perguntas de sempre. E perguntas que ultrapassam o imanente, o histórico, surgem afinal associadas à condição humana. O homem hodierno, filho espiritual do humanismo, do racionalismo, do positivismo, dos “mestres da suspeita”, entende-se como “secular” e “anti-metafísico”. No lugar de Deus, a tecnociência. Mas, sem Deus, como fim último, toda a vida me parece um processo fracassado. Respeitando os que não pensam como eu, repito-me: a vida, sem Deus, parece-me um processo fracassado…
Patrícia Portela, com assento certo, no JL – Jornal de Letras, Artes e Ideias (jornal que muito aprecio e onde muito aprendo e… há muitos anos!) não abusa das palavras, nem burila as frases. Leio-a, de facto, com verdadeiro prazer. É uma escritora de vasta cultura e de vasto mundo. Desta feita, no nº. 1327 deste Jornal (11 a 24 de Agosto de 2021) diz “não” a um desporto (será desporto?) que eu abomino também particularmente. Realço que este “não” me chega de E. Bloch e, portanto, é “fome” que nos impele ao “possível”, ao “ainda não”. Este “não” tem, como futuro, o horizonte dinâmico da História. Este “não” radica no facto, como a Patrícia o refere, de muitas e muitos atletas de alta competição findarem as suas carreiras “paraplégicos físicos ou emocionais”. Ela “põe-se na pele” destes paraplégicos. E escreve: “Fizemos tudo. Fomos o entretenimento perfeito que as feras já não oferecem nos coliseus. Atingimos as pontuações máximas, batemos recordes nacionais, mundiais e olímpicos. Fomos os melhores na Terra. Em atletismo, no triplo salto, na ginástica, no lançamento do disco, no judo, agora também no surf. Endeusados por minutos, em troca de vidas inteiras, todos nós escondemos o nosso calcanhar daqueles: as vidas isoladas e dedicadas a esticar tronco e membros, a deformação que nós próprias infligimos aos nossos corpos a ensaiar ad nauseam o menor gesto, a praticar saltos e manobras impossíveis, a ouvir que não prestávamos, que não nos estávamos a esforçar o suficiente, que tínhamos de fazer melhor, mesmo quando os pés e as mãos sangravam”. Por isso, “as olimpíadas são piores do que um carnaval, são quatro anos a treinar, para dez segundos de glória, que podem nunca acontecer. Muitas de nós não se safaram, não ganharam medalhas, não viveram um momento de glória. Mas todas nós tentámos. Para lá do que é humano, para lá do que é decente, para lá do que é possível”.
Peço licença para uma citação de um livrinho de que sou autor, Algumas Teses sobre o Desporto (6ª. Edição, 2019): “De tão amarrados nos encontrarmos ao sistema capitalista, não descortinamos que ele fomenta o bellum omnium contra omnes (a guerra de todos) dando o primado à dimensão económica e siubalternizando a dimensão política. No desporto, fomenta ele a mais despudorada mentira, quando os futebolistas, tenistas, basquetebolistas, ciclistas, etc. negam, contra todas as evidências, o consumo de substâncias dopantes; quando treinadores e atletas escondem a frequência e a gravidade das lesões, numa prática que nada tem de saudável; quando uma idolatria acrítica do desporto percorre os manuais escolares. Tudo é objectualizável no capital, incuindo a pessoa humana”(p. 30). No rio heraclitiano, que é a História, nem o comunismo, em todas as suas formas e essências, soube ser outra coisa senão capitalismo. Quero eu dizer: um capitalismo de estado. E, daí, o desporto dos países comunistas reproduzir e multiplicar as mesmas taras do capitalismo liberal: alta competição, medida, rendimento, lucro e recorde. O desporto, como instituição, começou imbuído de uma “cultura de classe”, como passatempo da burguesia. O desporto decorre, sem margem para dúvidas, do desenvolvimento das forças produtivas capitalistas e, também no desporto, tudo é, acima do mais, objeto, instrumento mercadoria. O atleta de alta competição transforma-se assim num novo tipo de trabalhador que vende a um patrão a sua força de trabalho, como produtor de um espetáculo que tem, em seu redor, como nenhum outro, milhões e milhões de espectadores. E que ajuda a interiorizar uma certa cultura que aplaude e legitima a maximização do lucro para a maximização do poder. E por aqui me fico, deixando um abraço fraterno à Patrícia Portela."

Teaser #8: 300 dias...

terça-feira, 7 de setembro de 2021

Ambição no Futsal


"Estes primeiros dias de setembro assinalam antes de mais uma data muito especial para o futsal do Sport Lisboa e Benfica. A secção completa 20 anos de existência, tendo conquistado 27 troféus nestas duas décadas, distribuídos por 1 UEFA Futsal Cup, 8 Campeonatos Nacionais, 7 Taças de Portugal, 8 Supertaças e 3 Taças da Liga. Tal como mencionou à BTV o presidente da secção, Armindo Cordeiro, o contributo do futsal "tem sido extremamente positivo" no panorama da modalidade. É nessa linha que a equipa principal quer seguir no futuro e, por isso, tem vindo a trabalhar diariamente para enfrentar as exigências da temporada 2021/22, ainda que esta fase da pré-época esteja a ser marcada por um contexto bem diferente relativamente às épocas anteriores.
Temos uma nova equipa técnica, liderada por Pulpis, e, consequentemente, a aplicação de novos processos de trabalho, além das inúmeras ausências devido aos compromissos das seleções no Mundial. São 7 no total. Afonso Jesus (Portugal), Rafael Henmi (Japão), Arthur (Brasil), Rômulo, Robinho e Chishkala (Rússia) e Tayebi (Irão) estão ao serviço dos respetivos países, numa prova que tem início marcado para 12 setembro e o seu final para o dia 3 de outubro.
É, portanto, um núcleo muito restrito que tem estado às ordens do novo treinador, o que condicionou a participação da equipa no último fim de semana na Taça Vila Cascais.
Além dos mundialistas, o reforço Bruno Cintra e o pivô Jacaré estiveram impossibilitados de disputar o torneio. "Chegámos numas condições muito limitadas, com nove baixas. Só temos quatro jogadores da primeira equipa e o resto são jogadores da formação. Na partida com a Quinta dos Lombos fizemos um bom jogo na defesa e bastante correto no ataque. Gostei bastante. Com o Sporting Paris foi uma partida diferente, com as duas equipas muito cansadas, muito castigadas fisicamente", explicou Pulpis.
Os jogos realizados na prova terminaram empatados, mas houve situações positivas, tal como destacou o técnico. "O Pedro Marques, um jogador que fez recentemente 16 anos, somou minutos com a nossa equipa. Os miúdos terem oportunidade é algo positivo dentro do negativo que são as ausências", argumentou.
Com o Campeonato Nacional previsto começar uma semana depois do fim do Mundial, a nossa equipa prossegue com o seu plano de preparação nas próximas semanas. Neste domingo, dia 12 de setembro, haverá um jogo particular frente ao AMSAC, a partir das 17h00, no Pavilhão n.º 2 da Luz."

Cartão do absurdo


"A pausa da Liga bwin para as seleções (e os clubes a pagarem) é um bom momento para se refletir sobre o famigerado cartão de adepto.
Decorridas quatro jornadas, constata-se o óbvio: a fraquíssima adesão e a relocalização, nos estádios, dos adeptos considerados potenciais criminosos pelos mentores da lei.
Numa altura em que subsistem as restrições à lotação e os clubes continuam ávidos de receitas, é penoso olhar para os setores reservados a portadores do cartão de adepto, desertos, porém vigiados.
Não sei avaliar da constitucionalidade do cartão de adepto. Parece-me, no entanto, um caminho perigoso requerer uma identificação adicional a quem opta por uma postura diferente, leia-se, neste caso, ver um jogo de pé, cantar, usar artefactos afetos a clubes ou a claques.
Muito menos entendo como é possível que, com uma lei, se infira de certos comportamentos que possamos estar perante um prevaricador ou se lance um anátema sobre alguns cidadãos, presumindo-se culpabilidade em atos por acontecer. O que seria se se exigisse um cartão de político a cidadãos na política ativa, por já ter havido criminosos entre os seus pares...
É evidente que há prevaricadores em estádios de futebol. No entanto, é caricato que se reconheça implicitamente na lei a incapacidade das forças de segurança e da justiça para lidar com o problema, apesar do enquadramento legal e dos recorrentes aparatos policiais. O cartão de adepto não é a solução, só mesmo em João Paulo Rebelo no país das maravilhas funcionaria.
Em suma, é isto: solicita-se a meninos maus que tenham um cartão para acederem a uma zona específica dos estádios. Por serem pouco imaginativos, não lhes ocorre ir para outros setores. E, portanto, quando forem traquinas, serão mais facilmente identificados e punidos. Não deixa de ser intrigante que alguém vislumbre eficácia neste método.
E já que estamos no domínio do absurdo, espero que João Paulo Rebelo não tenha reparado na inexistência de problemas nas bancadas dos estádios sem público durante a pandemia."

Mantorras...

Noite !!!

Gil...

Benfica FM #167 - Mercado, Assembleias e Eleições...

Teaser #7: 300 dias...

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Fim de semana de emoções fortes


"Finalmente deu-se o tão aguardado regresso do público aos pavilhões. Ano e meio depois, os Benfiquistas voltaram a ter a oportunidade de apoiar as suas equipas in loco, acrescida da possibilidade, ontem, de homenagear o ex-hoquista Valter Neves, que pendurou os patins após 17 anos de águia ao peito.
Os momentos emocionantes antecedentes à partida de apresentação com o Liceo da Corunha justificam-se plenamente pela notável carreira de Valter Neves ao serviço do Clube, capitão de equipa ao longo de 13 anos, essencial para as muitas conquistas benfiquistas desde que passou a jogar de águia ao peito.
Valter Neves, que deu a stickada de abertura do encontro, recebeu das mãos do vice-presidente Fernando Tavares uma camisola do Benfica com menção aos muitos títulos que ajudou o Clube a conquistar. Diogo Rafael e Pedro Henriques, os capitães de equipa, entregaram-lhe o Manto Sagrado e um stick. E o agora team manager da equipa viu ainda o 2, o seu número, ser retirado e pendurado no topo do pavilhão, à semelhança do que já havia sido feito com o mítico 7 do basquetebol, pertença de Carlos Lisboa, uma homenagem que perdurará nos tempos e servirá de exemplo e motivação para todos os atletas com a honra e a responsabilidade de representarem o Benfica.
O jogo acabou por se saldar por um triunfo, por 7-6, para as nossas cores, após muita indefinição quanto ao resultado final.
No dia anterior a nossa equipa de andebol assegurou, ante o Kriens Luzern, o apuramento para a 2.ª ronda da EHF European League. A vitória, por 29-18, comprovou que a vantagem de sete golos trazida da Suíça não fora obra do acaso. Chema Rodríguez, treinador da equipa, realçou que a segunda mão disputada na Luz pôde ser encarada com mais tranquilidade devido ao bom jogo realizado em terras helvéticas e mostrou-se convicto de que o plantel está mais competitivo na presente temporada do que na anterior.
Também a equipa de basquetebol esteve em ação nos últimos dias defrontando Bétis e Obradoiro, ambos da fortíssima Liga ACB, a primeira divisão espanhola, e o Sporting. Apesar de desfalcada, a nossa equipa teve uma participação positiva, lutando pelo triunfo no torneio até ao último segundo, vencendo uma das três partidas. Os dois desaires saldaram-se por três pontos, o último dos quais, com o Sporting, ao soar da buzina que assinalou o final do encontro. O Obradoiro venceu o torneio. Ben Romdhane, que ontem se sagrou campeão africano pela Tunísia, e Arnette Hallman, lesionado, foram as ausências, além de James Farr, também impossibilitado de participar na partida derradeira.
Quanto ao futsal, num contexto de pré-época muito condicionado, com sete elementos do plantel em preparação para o Campeonato do Mundo pelas suas seleções e a impossibilidade de contar com os atletas Jacaré e Bruno Cintra, participámos na Taça Vila Cascais, com Quinta dos Lombos e Sporting Paris, empatando ambos os jogos a dois golos. A equipa feminina venceu, em Espanha, o Torneio Internacional Caldaria-Concello de Cartelle.
Nota ainda para a estreia vitoriosa da nossa equipa feminina de futebol na Liga BPI. Frente ao Ouriense, vencemos por 3-2, numa partida que foi disputada entre mãos da ronda 2 de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões. Depois do empate a uma bola, na semana passada, nos Países Baixos frente ao campeão holandês Twente, o segundo jogo está agendado para quinta-feira, no Benfica Campus. O apoio dos Benfiquistas será fundamental para ajudar a nossa equipa a alcançar o feito de integrar as 16 melhores equipas da Europa.
Vamos, Benfica!"

Teaser #6: 300 dias...

domingo, 5 de setembro de 2021

Poupanças!!!

Benfica 3 - 2 Ouriense


Tentativa de poupar jogadoras para a 2.ª mão da Champions com o Twente, que esteve quase a 'correr' mal...

BI on Tour - Eleições, Estádios...

A jornada Europeia de Yaremchuk

"Depois de somar um golo verdadeiramente fabuloso contra o Kazaquistão, Yaremchuk e a sua Ucrânia recebeu a poderosa França, e o avançado do Benfica demonstrou um conforto a servir de apoio, ora tocando, ora recebendo para o espaço e pela forma certa, que ainda não havia demonstrado nos poucos minutos ao serviço do Benfica.


Esteve no golo da sua selecção – Os seus movimentos a ganhar as costas das defesas adversárias são letais, e daí serviu a grande área – e mais ainda nas saídas que procuravam mais velocidade, servindo de apoio. Também em momentos de Ataque Posicional soube orientar o corpo para dar rotas ofensivas e potencialmente perigosas. Prometedor!"

SL Benfica | Pausa, Jorge, ainda há por onde melhorar


"O SL Benfica chegou a esta fase de interrupção do calendário para compromissos de seleções com a presença na Liga dos Campeões assegurada e na liderança da Primeira Liga.
No entanto, e pese embora a consistência vitoriosa e a maior solidez defensiva (em contraste com o que sucedia na temporada anterior), há sempre aspetos a trabalhar e melhorar.
A pausa no calendário competitivo abre espaço a eventuais mudanças, ainda que 13 elementos do plantel principal estejam ausentes em representação das suas seleções.
Assim, há um aspeto sobre o qual poderá incidir maior atenção da equipa técnica nesta quinzena de paragem: a integração de jovens da equipa B nos trabalhos do plantel, procurando suprir as lacunas remanescentes do fim de mercado de menor fulgor das águias.
Apesar de algumas boas movimentações nesta janela de transferências, os encarnados permanecem com um plantel algo desequilibrado. Este é o momento ideal para procurar soluções internas para contrariar isso.
Talvez o exemplo mais gritante seja o da lateral/ala esquerda. Gil Dias não foi sequer inscrito na Liga dos Campeões e o português parecia ser “a” alternativa de Jorge Jesus para o lugar de Grimaldo.
Parece não ter agradado. E agora? De uma forma pessoal (e ainda que rogue por uma maior, mas não cega e descabida, aposta nos jovens), não me parece que Sandro Cruz ou Rafael Rodrigues estejam preparados para serem a sombra do espanhol ex-FC Barcelona B. Todavia, mereceriam pelo menos mostrar-se e compor o grupo de trabalho durante a ausência de outros elementos.
Contudo, não são apenas os novatos a precisarem de espaço de montra. Também elementos que partem em claro segundo ou terceiro plano devem ter nestes 15 dias uma oportunidade maior para se mostrarem ao treinador.
Ferro, por exemplo, poderá beneficiar das ausências dos habituais centrais para demonstrar a JJ que este não precisava, como apregoado em conferência de imprensa, de mais um central.
Todavia, as mudanças vão além do plano individual. Coletivamente, a equipa poderá igualmente crescer nesta quinzena sem partidas oficiais. Naturalmente, não é fácil trabalhar os automatismos e os processos da equipa com gente em falta, mas Jorge Jesus vai com certeza querer consolidar a solidez defensiva das águias.
Ainda que o SL Benfica tenha melhorado em relação a 20/21, nas partidas frente ao PSV e frente ao CD Tondela avistaram-se vislumbres de dificuldades nas transições defensivas, sobretudo quando as águias perdiam a posse de bola ainda no seu meio-campo. Os golos de Gakpo e de Salvador Agra na Luz evidenciaram tal.
Com a integração de Lázaro no plantel, o SL Benfica poderá agora aprimorar também o seu jogo exterior, tentando criar desde já rotinas que envolvam o jogador austríaco, que se espera que assuma o papel de titular. Todavia, as ausências de Rafa e Nemanja irão dificultar ao máximo a tarefa.
Por fim, a pausa que decorre servirá também para que a equipa técnica liderada por JJ perceba com que médios poderá verdadeiramente contar quando não for possível alinhar com a dupla Weigl-João Mário. Gabriel não conta, Paulo Bernardo (infelizmente) idem. Com Meité e Taarabt mais acima na hierarquia, Gedson será o elemento que mais necessitará de mostrar valor por estes dias.
O restante trabalho será de consolidação do que de bom tem sido feito, preferencialmente com maior afinco na finalização. O regresso à competição de clubes encerra partidas complicadas, com a deslocação aos Açores para defrontar o CD Santa Clara e a estreia na Liga dos Campeões, em Kiev. Que SL Benfica vamos ter? É esperar para ver…"

A hora de Morato | SL Benfica


"Um dos jogadores do SL Benfica em destaque nesta fase inicial da temporada tem sido o defesa-central, de 20 anos, Morato.
O brasileiro, que foi contratado no Verão de 2019 ao São Paulo FC a troco de seis milhões de euros, teve uma ou outra oportunidade na equipa principal nos primeiros dois anos de águia ao peito.
No entanto, jogaria essencialmente pela equipa B, tendo também jogado pelos juniores na Youth League. No entanto, o internacional sub-20 pela canarinha parece ter conquistado a confiança de Jorge Jesus na resta final da temporada passada, tendo inclusive sido titular na final da Taça de Portugal, contra o Sporting Clube de Braga, tendo agora aproveitado a lesão de Vertonghen para agarrar um lugar em definitivo na equipa principal.
A verdade é que, desde que o vi jogar pela primeira vez, percebi que estava ali um jogador com bastantes potencialidades, que estava um nível acima dos outros centrais da sua idade, tanto do ponto de vista físico, como do ponto de vista técnico.
No entanto, como é típico de um defesa vindo do futebol sul-americano, apresentava claras lacunas a nível do controlo de profundidade e do posicionamento em organização defensiva. Aspetos em que ainda não está no ponto, mas onde só poderá evoluir jogando regularmente a um nível competitivo.
Neste momento, parece que o central brasileiro já convenceu Jorge Jesus e tem tudo para vir a ser uma opção regular na equipa principal nesta temporada, devido ao sistema de três centrais, bem como às idades avançadas de Vertonghen e Otamendi, não descartando que haverá possibilidade de jogar pela equipa B quando não for opção para a equipa principal, visto que, na sua idade, o mais importante é jogar.
Muita gente questionou os seis milhões de euros que o SL Benfica pagou há duas épocas por um jogador de 18 anos que ainda não tinha competido a nível sénior. Agora, o jogador começou a justificar o investimento feito e tem tudo para poder tornar-se num dos maiores ativos do SL Benfica a curto/médio prazo.
Dando continuidade à sua utilização e ao seu desenvolvimento enquanto jogador, Morato terá tudo para se tornar num defesa-central de topo, chegar à seleção brasileira e render muito dinheiro aos cofres do clube encarnado."

Teaser #5: 300 dias...