Últimas indefectivações

sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Fever Pitch - A bomba do Eliseu...

O Brinco do Baptista #54- Eu, "menina"

Desporto é muito mais do que os resultados


"“Um país pode considerar-se realmente desportivo quando a maior parte dos seus habitantes sente o desporto como uma necessidade pessoal”
Pierre de Coubertin

Talvez por ser fruto de uma mãe e de um pai licenciados em Educação Física que desde pequeno sonhava em trabalhar no desporto.
Minha mãe conta-me a história que todos os anos obrigava o meu irmão a escolher um desporto até que lá encontrou o seu e pratica há mais de 20 anos. Comigo era ao contrário... podia praticar no máximo dois, e nem mais um, porque caso contrário ficava sem tempo para os estudos. Não fossem estes limites, por mim passava os dias a praticar desporto e a descobrir novas modalidades!
Conselhos sábios com que as mães nos guiam e que hoje me possibilitam trabalhar no Comité Olímpico de Portugal, realizando o sonho de trabalhar no desporto e para o desporto.
De quatro em quatro anos, desconhecendo todas as outras Missões em que Portugal participa honrosamente, entre Jogos Olímpicos (o maior evento desportivo à escala mundial), alguns amigos gostam de questionar – e medalhas? Sendo a minha resposta, conquistámos uma medalha, dez diplomas Olímpicos (classificações nos oito primeiros) e 18 classificações nos 16 primeiros, entre cerca de 11 000 atletas participantes de 206 Comités Olímpicos Nacionais. Aproveito sempre a oportunidade para concluir o tema com a seguinte questão – consegues dizer-me outro sector da nossa sociedade em que Portugal atinge, à escala global, estes resultados de excelência?
Antes dos Jogos Olímpicos é também muito comum ouvir a seguinte questão – quantos Atletas já fizeram os mínimos para os Jogos Olímpicos? Mínimos? Que expressão tão exígua para descrever um feito gigantesco que só está alcance de muito poucos e que resulta do trabalho de, pelo menos, 1430 dias (3 anos x 365 dias + 11 meses), a anteceder cada edição de uns Jogos Olímpicos.
Atletas esses que são referências nacionais e exemplos pela capacidade de lidar com a adversidade, pela capacidade de decidir mais rápido perante o risco, por serem extraordinariamente resilientes, com um incrível espírito de sacrifício e força de vontade, persistentes, empenhados, focados nos objetivos finais, habituados à pressão, determinados e criativos.
Quantas empresas não gostariam de recrutar e ter nos seus quadros trabalhadores com estas características?
Não descurando o facto, estudado e comprovado, de que o aumento dos indicadores de atividade física e desportiva têm associados ganhos de produtividade, influenciando positivamente o resultado económico global e uma redução significativa nas despesas de saúde e dos níveis de absentismo das populações.
O desporto é muito mais do que alcançar resultados em Jogos Olímpicos, Campeonatos do Mundo ou Campeonatos da Europa. A atividade física e desportiva é um fator cultural indispensável na formação integral das pessoas, podendo através dela combater o racismo, criar uma sociedade melhor e mais saudável, contribuindo para a paz mundial e para o entendimento entre todas as nações.
Tal como quando era criança sonhava em trabalhar no desporto e para o desporto, sonho com um País que valoriza socialmente o desporto... Um dia chegaremos lá!

“O mais importante nos Jogos Olímpicos não é vencer, mas sim participar, assim como o mais importante na vida não é o triunfo, é a luta. O essencial não é ter vencido, mas sim ter lutado bem.” 
Pierre de Coubertin"

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Superiores...

Benfica 4 - 2 Sporting
H. Araújo, Azevedo, Serginho, Cruz


A diferença entre as duas equipas é superior ao marcador final, mas enquanto nas jornadas anteriores, o Benfica acabou por ter uma postura mais na 'expectativa', apostando em ataques rápidos, até com vários momentos onde o Henrique Araújo jogou muito sozinho, hoje, foi diferente, com o Sporting a tentar fazer o 'contrário'... Mesmo assim só marcou (dois grandes golos), porque os lagartinhos se 'enganaram': duvido que voltem a marcar golos desta maneira!!!
Mas ao intervalo, tudo mudou, sendo a entrada do Tomás Azevedo importante, para o equilíbrio da equipa!
Pessoalmente, acho que esta aposta no Samu e no Serginho para alas não está a resultar... tal como o Jair na B!!!

Visão Vermelha S02E03 - Fama, Liga...

A televisão e o desporto


"No universo desportivo a “caixa mágica” (televisão) tornou-se um ator essencial. Nenhuma competição desportiva profissional pode passar, atualmente, sem a televisão. Por uma forte convergência de interesses, os media, inversamente, também devem muito ao desenvolvimento do desporto-espetáculo. Entre os dois, as relações financeiras tornaram-se dominantes.
Uma análise económica deveria ser feita em Portugal, convocando outras disciplinas, como a sociologia, na medida em que a audiência no desporto e na televisão é um facto social. Pelas diferentes formas de mediatização, não podemos esquecer de convocar o contributo das ciências da comunicação. Os estudos permitiriam medir o impacto da “caixa mágica”, verdadeira aceleradora da mundialização do desporto, e sublinhariam (talvez) as derivas desportivas, quando a influência do dinheiro se torna determinante. Também pelos jogos de convergências de interesses, a televisão fornece um suporte mundial de propaganda e promoção desportiva. Os direitos de transmissão pelas cadeias televisivas constituem uma fonte importante de financiamento dos eventos desportivos nacionais e internacionais. A televisão é, de facto, um vetor privilegiado da globalização do espetáculo desportivo (no sentido da aldeia global de MacLuhan).
O processo teve várias etapas. Inicialmente, verificou-se uma internacionalização das práticas desportivas, das performances, das técnicas, etc.; mas também das grandes competições, do espetáculo desportivo e do comércio de artigos e produtos associados ao desporto. Nos anos 1970, verifica-se a deslocalização e a mundialização da produção de bens e serviços e, nomeadamente, a mediatização mundial do desporto. Nos anos 1980, uma mudança mais profunda intervém no desporto de alto rendimento, que vai abolir a fronteira entre os mundos amador e profissional. A atividade desportiva submete-se ao duplo princípio do ganho financeiro e da comercialização, traduzindo-se numa procura crescente de lucro e de proveito máximo. As empresas multinacionais figuram entre os “sponsors”, os produtores de artigos desportivos ou os acionistas das cadeias de televisão viram-se para o desporto. O número de eventos desportivos internacionais também aumentou. A sociedade contemporânea tornou-se uma civilização de imagens. A mundialização das relações financeiras entre o desporto e a televisão decorrem também do decréscimo do tempo de trabalho, do aumento dos lazeres, do aumento do consumo desportivo, onde se inclui a TV, da progressão das despesas em publicidade de apoio desportivo e do aumento dos direitos de retransmissão na maior parte dos países da economia mundial. 
Na Europa, os modos de consumo atuais do desporto são o resultado de uma desregulação administrativa que levou ao abandono do monopólio público sobre as emissões de televisão. A modificação legislativa conjugou-se com a revolução tecnológica e do desenvolvimento intenso da concorrência no mercado, que evoluiu no sentido de uma cartelização.
O agrupamento das cadeias na mesma organização criou um cartel de procura, encarregados de negociar os direitos com múltiplos organizadores de espetáculos desportivos, provocando uma descida de preços. De referir, igualmente, que a forte penetração da televisão no desporto profissional tem dois impactos profundos: 1) ela transforma o seu modelo de financiamento; 2) cria um desequilíbrio financeiro entre os clubes, que, por sua vez, têm desequilíbrio desportivo. Estamos perante um círculo vicioso."

Assembleia Geral


"Amanhã decorrerá a Assembleia Geral ordinária do Sport Lisboa e Benfica que terá como ponto único apreciar e votar o relatório de gestão, as contas do exercício de 2019/20 e demais documentos de prestação de contas.
Os moldes de funcionamento são, à semelhança da última Assembleia Geral realizada, significativamente condicionados pela pandemia, respeitando escrupulosamente as recomendações da Direção-Geral da Saúde.
Após um período em que o relatório esteve disponível para consulta e durante o qual os Sócios do Clube tiveram a oportunidade de colocar questões, seguir-se-ão as respostas. Amanhã, das 14h30 às 22h00, nas instalações do Estádio, decorrerá a votação.
Num exercício fortemente marcado pela pandemia, cuja principal consequência incidiu na atividade desportiva, com a interrupção abrupta, e posterior cancelamento, de quase todas as competições, o Sport Lisboa e Benfica, não obstante o enorme impacto da quebra de atividade económica, voltou a apresentar lucro.
O resultado positivo de quase 27 milhões de euros foi fortemente influenciado pelos lucros da SAD. Tratou-se do segundo melhor desempenho dos últimos sete anos, um período que apresenta resultados acumulados positivos de 137,8 milhões de euros, o que permitiu fortalecer os fundos patrimoniais do Clube, agora valorizados em 31,9 milhões de euros (verificou-se um aumento do ativo de 25,6% e uma redução do passivo de 2,7%).
Analisando as contas do Clube apenas, isto é, sem o efeito dos resultados das participadas, nomeadamente as que têm maior volume de negócio, como a SAD, a Benfica Estádio e a BTV, verificamos que o lucro ascendeu a 4,4 milhões de euros. Realce-se que o Clube, sem influência das participadas, apresenta lucro há dez exercícios consecutivos.
A nível das receitas, o destaque vai para o crescimento das quotizações pelo sétimo ano consecutivo, atingindo, em 2019/20, 17,2 milhões de euros, um novo recorde. Saliente-se que esta trajetória ascendente das receitas de quotização se verifica sem que tenha havido qualquer aumento do valor da quota, resultando antes do crescimento do número de sócios pagantes.
Um dado muito relevante na apreciação destas contas está diretamente relacionado com a pandemia. Por um lado, as receitas foram extremamente afetadas no último trimestre do exercício. Por outro, os custos, que já se antevia que crescessem devido ao maior investimento nas modalidades, futebol feminino e estrutura operacional ligada ao futebol de formação, mantiveram-se quase inalterados até final do ano, visto que o Clube optou por não recorrer ao layoff.
Foi ao nível das receitas de merchandising que mais se sentiram os efeitos da pandemia. Até final de março, verificava-se um crescimento de 39,5% comparativamente ao período homólogo do exercício anterior. Porém, no último trimestre assistiu-se uma quebra de 90%, resultando num decréscimo de 15% face ao ano anterior. Este fenómeno ocorreu também com as receitas de publicidade e patrocínios e com as de inscrições e mensalidades (futebol de iniciação, modalidades, piscinas).
Estes efeitos foram compensados pelo crescimento de quase 40% das receitas de royalties, uma consequência de uma medida histórica e que fortaleceu significativamente o Clube: a passagem da Benfica Estádio e da BTV, a 100%, para a esfera do Sport Lisboa e Benfica.

P.S. Ontem, às 19 horas, Jorge Jesus concedeu uma entrevista muito interessante a Cristina Ferreira, na TVI, em que ficámos a conhecer um pouco mais do lado pessoal do nosso treinador e na qual reiterou a enorme ambição por voltar a conquistar títulos ao serviço do Benfica e reconheceu que o Clube tem "condições de trabalho únicas no mundo". Um elogio consensual a todos os profissionais que ao longo dos últimos anos têm passado pelo nosso Clube e é motivo de orgulho pela obra feita."

Benfica News, SL Benfica

Jesus...

Hóquei...

Homens com H grande

Vinte e Um - Live Fama...

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Entrada suicida...

Benfica 3 - 4 Chaves


Aos 24 minutos estávamos a perder por 0-3 !!! Nada corria bem... O Chaves trouxe a lição bem estudada, e com uma mistura de eficácia e falta de inspiração nossa, parecia ter tudo decidido a meio da 1.ª parte...
O Benfica 'mexeu' e com uma grande segunda parte, conseguimos empatar o jogo a 3... para pouco depois num livre lateral, o Chaves voltar a ter vantagem no marcador!!!
Nos últimos minutos, faltou cabeça e experiência...

Benfica After 90 - Os Encarnados #1

Feito histórico


"Pela primeira vez na nossa história todas as equipas femininas do nosso Clube estão na Primeira Divisão!
É notória a tendência crescente de participação feminina no desporto. A presença mais acentuada de mulheres nos estádios e pavilhões e a notoriedade das competições e atletas femininas são reflexo desse fenómeno, para o qual o Sport Lisboa e Benfica tem contribuído decisivamente.
É longa a história do Benfica na promoção e desenvolvimento da vertente feminina do desporto. Porém, apesar do enorme sucesso de algumas das suas equipas, como foi o caso das "Marias" no voleibol nas décadas de 60 e 70, do andebol nos anos 80 e início dos 90, ou do râguebi já neste século, tratou-se de apostas que se viriam a revelar inconsequentes, marcadas, por vezes, pela interrupção abrupta do investimento e subsequente abandono do panorama competitivo.
Na última década, a aposta benfiquista no desporto feminino teve um novo impulso, beneficiando do impacto e sucesso que várias atletas, apoiadas no âmbito do projeto olímpico, atingiram, e do reconhecimento da responsabilidade social que um clube com a grandeza do Sport Lisboa e Benfica deve sempre assumir.
Esta aposta centrou-se, numa primeira fase, no basquetebol, futsal e hóquei em patins, com as duas últimas a darem enorme retorno desportivo. Somos heptacampeões nacionais no hóquei em patins, além de campeões europeus em 2015, e tricampeões nacionais no futsal. Na temporada passada, vencemos, pela primeira vez, uma competição ao mais alto nível no basquetebol.
Entretanto a atividade no andebol e voleibol, curiosamente aquelas em que tínhamos maior tradição, foi finalmente retomada. As nossas atletas começaram por disputar as divisões inferiores, como sinal de respeito do Sport Lisboa e Benfica por todos os clubes que já integravam os quadros competitivos.
A ambição de alcançar o patamar superior nestas modalidades foi concretizada no andebol e, agora, também no voleibol, perfazendo o pleno das modalidades de pavilhão no primeiro escalão de cada uma delas. Trata-se de um feito inédito na nossa história que muito nos orgulha e, simultaneamente, nos responsabiliza, pois é bem sabido que, qualquer que seja a equipa do Benfica em campo, o objetivo terá de ser sempre o da vitória.
Realce-se, ainda, que a forte aposta no feminino não se extingue nos pavilhões. Todas as modalidades incluídas no projeto olímpico têm vindo a contar com o contributo de cada vez mais mulheres, recentemente estreámo-nos no futebol, com sucesso imediato, e há ainda a nossa equipa de polo aquático, que tem acrescentado títulos e troféus ao nosso vastíssimo e muito diversificado palmarés.
Em boa hora, finalmente, o Benfica assumiu uma posição de liderança no apoio ao desenvolvimento da vertente feminina do desporto, uma aposta que será para manter e reforçar.

P.S.: Não perca hoje, às 19 horas, a presença de Jorge Jesus na TVI, onde será entrevistado por Cristina Ferreira."

Benfica Podcast #379 - Herzlich Wilkommen

Jorge Jesus e a frente de ataque do Benfica


"Com a época a iniciar-se e com os reforços ainda em fase de ambientação, a confiança de Jorge Jesus, na frente de ataque, recaiu nos jogadores que já integravam o plantel.
À partida, Carlos Vinícius parecia ter lugar cativo no 11. No entanto, para surpresa de muitos, Haris Seferovic (vindo de uma época muito pouco positiva) começou a temporada como titular. A que se deveu esta opção do treinador do SL Benfica e afinal quem deve ser o titular na frente de ataque? 
Comecemos por aquele que foi o melhor marcador da última edição da Primeira Liga: Carlos Vinícius. A qualidade do avançado brasileiro é inegável, mas Jorge Jesus parece não ser especial apreciador das características de Carlos Vinícius. É fácil de perceber o porquê. Vinícius terá muita dificuldade em adaptar-se ao modelo e às dinâmicas do treinador português.
Apesar de até ser relativamente rápido, Vinícius não é um ponta de lança que procure a tão discutida profundidade. Algo normalmente fundamental nas ideias de Jorge Jesus. A capacidade técnica do brasileiro também deixa algo a desejar, não sendo um jogador capaz de controlar e manter a bola quase como um pivot de futsal, como tantas vezes vimos fazer Slimani ou Cardozo. É igualmente fraco a recebendo a bola entrelinhas.
Defensivamente também lhe falta a intensidade no momento de pressão, que Jorge Jesus exige aos seus avançados. A capacidade de finalização de Vinícius foi disfarçando e compensando estas lacunas, mas agora inserido num sistema onde se exige mais do que golos ao avançado a sua vida complica-se. Sendo também um dos ativos mais valiosos da equipa das águias, a sua saída pode ser vista com bons olhos pelos responsáveis encarnados.
Já Haris Seferovic encontra-se num posição diferente, mas igualmente pouco segura. O avançado suíço encaixa, pelas suas características, na perfeição no sistema de Jorge Jesus. Seferovic é um jogador conhecido pela forma como ataca a profundidade nas costas da defesa e é consideravelmente mais intenso no momento defensivo. No entanto, a qualidade pura do jogador não está nem sequer perto do nível exigido por Jorge Jesus.
Darwin Nunez, pelo que fez frente ao FC Famalicão e pelas qualidades que apresenta, parece já ter a titularidade assegurada. A forma como o uruguaio dá profundidade à equipa, mas consegue igualmente funcionar como um homem alvo na construção ou uma figura central dentro da área, dá uma enorme versatilidade ao ataque encarnado.
A tão discutida ideia da profundidade acaba por ser algo limitadora, sobretudo num campeonato onde boa parte das equipas se irá apresentar com linhas muito baixas e juntas. Darwin oferece essa versatilidade que mais nenhum avançado do SL Benfica pode oferecer.
A forma como o uruguaio se associa com Luca Waldschmidt pode também ser muito importante para o sucesso da equipa de Jorge Jesus. Esta dupla dinâmica entre um avançado mais possante e outro mais técnico faz lembrar o SL Benfica de 2010, com Saviola e Cardozo na frente de ataque.
O alemão parece também já ter convencido Jorge Jesus. A qualidade que tem a ligar setores e a boa capacidade de finalização e remate de longe, tornam Luca Waldschmidt no jogador perfeito para desempenhar aquela função. O internacional alemão é o mais parecido com João Félix a chegar ao SL Benfica, desde a saída do prodígio do Seixal.
Darwin e Waldschmidt parecem ser a dupla por agora, mas se Vinicius ficar certamente que o avançado brasileiro trabalhará para recuperar a titularidade. O jovem alemão também não pode descansar, Pizzi e até mesmo Pedrinho podem roubar-lhe o lugar. Atenção também a Gonçalo Ramos! O jovem jogador continua semana sim, semana sim, a bater à porta.
As opções são muitas e de excelente qualidade!"

Curiosidades...


"Curiosidades #PortoaoColo:
- Nenhum árbitro assinalou mais de 2 penáltis desfavoráveis ao #PortoaoColo no total das últimas 12 temporadas;
- Em contraste, ao Benfica vários árbitros já o fizeram. Artur Soares Dias é o árbitro recordista, tendo assinalado 8 penáltis contra o Benfica. Em 2º lugar encontra-se Rui Costa e em 3º Jorge Sousa. Curiosamente, ou talvez não, 3 árbitros da AF Porto;
- Nos confrontos diretos entre os 4 candidatos ao Título nas últimas 12 épocas (71 jogos para cada equipa), o #PortoaoColo beneficiou de 21 penáltis a favor e sofreu 6 desfavoráveis;
- O Benfica beneficiou de 15 penáltis favoráveis e sofreu 14 penáltis contra. Fazendo o saldo (penáltis assinalados – penáltis contra), temos +15 para o #PortoaoColo e +1 para o Benfica.
Tudo isto são factos que demonstram o que se passa no futebol português. Está à vista de todos, mas muitos continuam de olhos fechados."

Lista...!!!


""FC Porto é o clube com mais políticos nos seus órgãos" - Investigação SIC
A investigação não surpreende, os dados eram conhecidos, fica apenas a descoberto a desonestidade de todos aqueles que se levantam sobre meros apoios eleitorais - que mantemos a não concordância- e se escondem quando não o deveriam fazer.

É obsceno a quantidade de políticos no ativo e "reformados" que fazem parte dos órgãos oficiais do clube do apito dourado.
Uma promiscuidade e um poder visível que todos continuam convenientemente a ignorar, até quando?"

Fever Pitch - João & João... Espanha!

terça-feira, 22 de setembro de 2020

Páginas que não tinham pontos finais


"O terramoto que destruiu Skopje no final de Julho de 1963 fez erguer pela Europa uma onda de solidariedade. A UEFA levou a Belgrado uma selecção com três portugueses - Eusébio, José Augusto e Simões - para disputar no ano seguinte, um jogo a favor das vítimas. Eusébio marcou quatro golos.

Perdido numa leitura de esplanada à beira-mar, reencontrei-me com algumas histórias de Eusébio contadas por ele próprio no livro Meu Nome É Eusébio. Nome que abalou o mundo do seu tempo, porque Eusébio é um daqueles nomes que ficam a soar para sempre nas campanhas da memória. E deparei-me com o terrível terremoto de Skopje, no dia 26 de Julho de 1963, na altura Jugoslávia, hoje Macedónia do Sul. A violência com que a terra tremeu foi devastadora, atingiu 6,9 na escala de Richter, matou mais de mil pessoas, deixou 3 mil estropiados e mais de 120 mil sem tecto para se abrigarem. Skopje não voltou a ser a mesma. As cicatrizes podem ver-se ainda hoje. O mundo juntou-se numa enorme campanha de solidariedade, e o futebol não ficou à margem dessa onda.
Em Setembro de 1964, a UEFA resolveu levar até Belgrado um enorme conjunto de estrelas, formando uma selecção que defrontaria, no Estádio Jugoslenska Narodna Armidja, o estádio militar, a equipa nacional da Jugoslávia. Os mais de 20 mil bilhetes vendidos, que esgotaram a capacidade do recinto, ofereceram mais uma possibilidade para se poder fazer chegar às vítimas do terremoto o mínimo de confortos. O espectáculo seria fervilhante. Quem assistiu à exibição de Eusébio, nesse dia, nunca mais deixaria se saber pronunciar o seu nome.

Golos e golos e golos
A grande figura do futebol jugoslavo de então era Josip Skoblar, avançado do OFK Belgrado. Natural de Privlaka, na região de Zadar, na Croácia, Skoblar nasceu no dia 12 de Março de 1941. Apenas ligeiramente mais velho do que Eusébio: um ano e dois meses. Jogava tanto sobre a direita como sobre a esquerda, tinha uma técnica notável e um remate potente e colocado, não parava quieto na frente de ataque, servia os companheiros, mas não deixava, jamais, de ser o protagonista dos espectáculos em que participava. Nessa noite, Eusébio roubou-lhe o palco.
Havia mais dois portugueses em Belgrado: José Augusto e António Simões. E os checos Svatopluk Pluskal e Josef Masapoust, do grande Dukla de Praga; o alemão Karl-Heinz Schnellinger, da Roma; o inevitável guarda-redes Lev Yashin, do Dìnamo de Moscovo; o húngaro Kálman Mészóly, do Vasas de Budapeste; e ainda mais um alemão, Uwe Seeler, do Hamburgo, que jogava lado a lado com Eusébio na frente de ataque da selecção da UEFA escolhida pelo treinador Helmut Schon. 'Grande jogo em que alcançámos uma expressiva vitória!', dizia Eusébio na primeira pessoa. 'O público ficou rendido à maravilhosa exibição que havíamos feito, e, no final, os nossos opositores felicitaram-nos, tecendo os maiores elogios. Os portugueses foram os melhores jogadores sobre o terreno e tinham obtido cinco dos sete golos da selecção ad Europa'.
Ninguém pode queixar-se quando sai de um estádio depois de ter assistido a um encontro que termina com o resultado de 7-2. Enfim, queixem-se, se quiserem, os vencidos, mas já vimos que os vencidos no relvado felicitaram efusivamente os vencedores. Nas bancadas, os aplausos abrangiam todos os jogadores de ambas as equipas. Durante hora e meia esqueceu-se o terror de 26 de Julho do ano anterior, os mortos ficaram um pouco mais distantes, o sofrimento foi, de certa forma, mitigado por todo aquele bailado de 22 homens com uma bola. Irrequieto, Eusébio apepinava a paciência dos defesas que o perseguiam como se corressem atrás de um fantasma, Belin, Jusufi e Melic. Ah! Mas não havia um ser humano que, nessa noite, pudesse controlar o azougue do rapaz da Mafalala. Seeler fez o primeiro golo; Eusébio, no minuto seguinte, o 23, apontou um penálti cometido sobre si. Kostic reduziu à meia hora, e Eusébio voltou a marcar com um pontapé fulminante à beira do intervalo.
A segunda parte iniciou-se com Eusébio e mais Eusébio: golos aos 52 e aos 55 minutos. Era Eusébio acima de todos, Eusébio livre como nos seus tempos de criança à sombra dos coqueiros ignorando os gritos de Dona Elisa Anissabani, sua mãe, para que voltasse a casa a tempo do jantar. Galic marcou o segundo golo da Jugoslávia; Uwe Seeler adiantou o score para 6-2 aos 68 minutos, e José Augusto, que fora um vendaval de sprints pela ponta direita, fechou as contas aos 87 minutos. A noite serena de Belgrado terminava perdida numa bruma que ia subindo do Danúbio até ao alto do Kalamegdan. Eusébio fora o melhor de todos, uma vez mais. Tornava-se um hábito. Alegre, recordou os seus quatro golos a todo o comprimento de uma página. Mas as suas páginas nunca tinham ponto final."

Afonso de Melo, in O Benfica