Últimas indefectivações

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Benfica 0-0 Tondela: A mediocridade perante o silêncio

"Quem não tinha já saudades do futebol caseiro? Estes 3 meses fizeram-nos esquecer o pobre futebol que praticávamos. Confesso que durante a quarentena, os inúmeros episódios do #BenficaDeQuarentena e os semanais do Benfica FM me fizeram visitar outros tempos, com os quais me apercebi que o Sport Lisboa Benfica, outrora, foi muito grande. Hoje em dia, os momentos que consideramos gloriosos não passam de raras situações de efemeridade, quando comparados com a História do Benfica. A História do Benfica fez-me mesmo esquecer o futebol que praticamos actualmente. Talvez não tenha realmente passado de uma ilusão, deixei-me iludir sonhando que o Isaías ia resolver o jogo de hoje da meia-lua, que o Ricardo Gomes ia cabecear para as redes num canto, que o Eusébio ia fazer das suas ou que o Carlos Manuel ia marcar um canto directo. Talvez até um livre do Cardozo, porque não?
Passando para a triste mediocridade actual, Gabriel falha inúmeros passes da meia-lua, Rúben Dias e Jardel contabilizam vários cabeceamentos falhados, Grimaldo desperdiça 14 cantos e nem um a livre à entrada da área temos direito. Quanto a Eusébio, esqueçam, não tem mesmo comparação possível. Posso tentar comparar apenas com o colectivo todo, que desaproveitou 26 remates, sabendo que o Rei apenas precisava de um. Passando rapidamente ao jogo de hoje, a equipa apresentou-se com apenas Jardel como novidade, no lugar de Ferro. Nas bancadas do estádio, 21 000 cachecóis vermelhos hasteados nas cadeiras representavam milhões de benfiquistas privados de ir ao estádio, por motivos pelos quais aguardámos 3 meses por este jogo. A motivação extra estava lá, o Porto havia perdido frente ao Famalicão no dia anterior e o Benfica podia passar para primeiro lugar. Para aproveitar a ajuda de Pote e alcançar o pote, isto é, passar para a frente, bastava uma vitória frente ao 14º classificado, o Tondela.
O jogo começou ao ritmo esperado. Os primeiros 15' foram a passo lento mas não causaram grande preocupação, era expectável. 3 meses sem jogos, regresso a estes sem adeptos, em condições novas para os protagonistas. O problema foi que esses 15' se traduziram na totalidade do jogo. Um Benfica que, infelizmente, nos reavivou a memória dos jogos anteriores e não apresentou fio de jogo. Apresentou, no entanto, uma táctica que consistia em cruzar a bola para o adversário, quase sempre sem sucesso. Foi uma fotocópia dos últimos jogos, nas crónicas anteriores ainda me dei ao trabalho de tentar reflectir sobre o estilo de jogo, agora já estou saturado. É preocupante acabar com 26 remates, nenhum golo e a melhor oportunidade de golo ser do adversário. O jogo acabou 0-0 e traduziu-se em mais um empate, que agrava a crise de resultados, apenas 1 vitória nos últimos 9 jogos.
Vendo pelo copo meio-vazio: O Benfica fez um jogo fraco e mostra grandes debilidades para o que resta do campeonato. O título só parece possível se o Porto perder mais do que um ponto, porque parece certo que nós também o faremos, perante o fraco futebol. Vendo pelo copo meio-cheio:
- Deixo um voto de esperança a todos os benfiquistas, acredito que ainda poderemos ter adeptos no estádio até ao final do campeonato, em condições de segurança. Talvez seja impossível estarmos todos presentes no estádio actualmente, mas vejo com bons olhos a integração da ocupação de 1/3 da lotação dos estádios, aí será mais fácil escrever estas crónicas. Cumpram as normas de segurança e encontraremo-nos lá, a festejar a conquista do campeonato. Melhores dias virão e viva o Benfica. 

Notas individuais:
Odysseas: 6
Não teve que fazer nenhuma defesa. 6 é a nota de quem cumpriu.
André Almeida: 4
Prefiro o Tomás, principalmente contra blocos baixos. Além de ser jovem e ter larga margem de progressão, ataca melhor do que o André que mostrou grandes dificuldades em ser objectivo.
Rúben: 7
O novo corte de cabelo à Maldini não tem ponta por onde se pegue mas foi dos melhores em campo. Ofensivamente, é o jogador que cruza melhor no Benfica e isso é assustador, no mínimo. 
Jardel: 7
Grande surpresa: primeiro, apareceu a titular inesperadamente e causou alguma preocupação sobre a sua condição. Depois, grande exibição, muito bem na antecipação e no posicionamento. 
Grimaldo: 5
Falta-lhe objectividade. É muito melhor aproveitado nas suas progressões associativas interiores, mas parece ter ordens para ficar na linha e dedicar-se apenas aos cruzamentos. É pena. 
Weigl: 7
A sua substituição acaba por ser algo inesperada. Saiu aos 60', mesmo tendo sido dos melhores em campo. Muito forte na recuperação de bola e a começar a apostar na verticalidade. 
Gabriel: 5
Parece um robô e nem sei se recuperou totalmente a visão. Sempre que recebe bombeia para a frente e para as aulas quase sem olhar. Perdeu 24 vezes a bola. O estilo de jogo é tão previsível que não consegue desequilibrar com os seus passes.
Rafa: 4
Muito apagado, a sua queda de forma é notória e até faz impressão.
Pizzi: 4
Escondeu-se do jogo, nem se viu em campo. Um pouco à semelhança de Rafa.
Taarabt: 6 
Não fez dos seus melhores jogos, principalmente na primeira parte. Na segunda, melhorou muito e foi dos poucos a arrancar com a bola para a frente, ao invés de se limitar aos cruzamentos. Ainda ajudou bastante na transição defensiva, principalmente no final do jogo.
Vínicius: 5
Esteve apagado do jogo, a bola não chega e o a ausência de processo ofensivo tira-lhe o potencial.
Dyego Sousa: 5
Copy-paste do Vínicius. Não vou julgar enquanto assim for.
Seferovic: 3
Não foi feliz.
Jota: -
Mais tempo para o Jota é essencial. 5' não dá para nada. É dos poucos que pega da bola e não se esconde do jogo."

[DE] SL Benfica - Tondela 0:0

"Drei Monate nach der Zwangsunterbrechung wird in der Liga NOS wieder Fußball gespielt. Auf und neben dem Platz ist fast alles beim Alten geblieben.
Wer gehofft hatte, die dreimonatige Pause würde die Akteure im portugiesischen Fußball ein wenig zur Besinnung bringen, wurde jedenfalls enttäuscht. Schon in der Debatte um die Wiederaufnahme des Spielbetriebs fanden die meisten Funktionäre schnell in den Normalmodus zurück. Wie gewohnt wurde gedroht und unterstellt, Ligapräsident Pedro Proença steht nach internem Zwist vor dem Aus. Aller Appelle zum Trotz versammelten sich zudem am Mittwoch und Donnerstag Fangruppen vor den Stadien in Famalicão, Lissabon und Guimarães.
Der „Restart“ selbst begann mit einem Paukenschlag, denn am Mittwochabend verlor Spitzenreiter FC Porto mit 2:1 beim Aufsteiger Famalicão und bot Verfolger Benfica damit die goldene Gelegenheit, Tags darauf die Tabellenführung zurückzuerobern. Dafür benötigten die Adler lediglich einen Heimsieg gegen den Tabellenvierzehnten Tondela.
Die leeren Plätze im weiten Rund des Estádio da Luz waren mit mehr als 20.000 Fanschals dekoriert, die die Anhänger der Adler in den Tagen vor dem Spiel zum Stadion gebracht hatten. Auf dem Spielfeld übernahm Benfica erwartungsgemäß die Initiative und kam schon nach 70 Sekunden zu einer ersten Gelegenheit durch Rafa.
Es folgte ein zähes Ringen, das den Zuschauern vor den Fernsehgeräten schnell die Freude an der Rückkehr ihrer Helden nahm. Während Tondela eigentlich gar nicht am Spielgeschehen teilnahm und sich über weite Strecken ganz auf die Verteidigung des eigenen Strafraums konzentrierte, fehlte es Benfica einmal mehr an Ideen, um den Abwehrriegel des Gegner zu knacken. Trotz 61 Prozent Ballbesitz blieben die Adler immer wieder im Mittelfeld stecken, im Angriffsspiel war die Mannschaft von Trainer Bruno Lage auf die sehr spärlichen Initiativen von Grimaldo, Rafa oder Taarabt angewiesen. Das torlose Unentschieden war am Ende das logische Ergebnis einer schwachen Partie.
Was bleibt, ist die Erkenntnis, das Benfica Anfang Juni keinen Schritt weiter ist, als am 7. März nach dem letzten Auswärtsspiel in Setúbal. Von den letzten neun Pflichtspielen konnten die Adler gerade einmal eine Partie gewinnen, trotzdem hat Präsident Luís Filipe Vieira dem immer umstritteneren Coach Lage erst am Montag eine Jobgarantie auch für die kommende Spielzeit gegeben.
Auf der Rückfahrt vom Stadion ins Trainingszentrum in Seixal wurde der Mannschaftsbus von Benfica dann mit Steinen beworfen. Scheiben gingen zu Bruch, Julian Weigl und Andrija Zivkovic mussten ins Krankenhaus gebracht werden. Es war das bittere Ende eines völlig missglückten Wiederbeginns.
Weiter geht es für Benfica am kommenden Mittwoch mit dem Auswärtsspiel bei Portimonense. Die Begegnung wird um 20.15 Uhr deutscher Zeit angepfiffen, DAZN und sportdigital übertragen live.
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SL Benfica - CD Tondela 0:0
Liga NOS, 25. Spieltag
Donnerstag, 4. Juni 2020, 19.15 Uhr
Estádio do Sport Lisboa e Benfica, 0 Zuschauer
Mannschaftsaufstellung: Odysseas, André Almeida, Jardel, Rúben Dias, Grimaldo, Pizzi (83. Jota), Weigl (58. Dyego Sousa), Gabriel, Rafa, Taarabt, Vinícius (75. Seferovic)"

Rescaldo...

Energúmenos...!!!


Ciclos !!!

"Existe o ciclo da água. Existe o ciclo do Sol. Existe o ciclo do #portoaocolo.
Com ou sem pandemia, é um ciclo que se repete jogo após jogo.
No pré-jogo, temos a fase do “condicionamento” e "coação". O tal “pedido à terceira equipa” feito por Sérgio Conceição.
No jogo, temos o resultado prático, ou seja, a fase do “roubo”. Expulsão e penalty por assinalar, que resolveria desde logo o jogo. Foi tão evidente que é um escândalo pelo mundo fora, mas em Portugal tenderá a ser abafado.
Abafado porquê? Porque no final do jogo vem a fase do “choro”. Esta processo resume-se, normalmente, a ir para a conferência de imprensa reclamar que foram prejudicados e que jogam “contra tudo e contra todos”, quando todos viram o que se passou em campo. Normalmente, a fase do “choro” incluí tweets de vários tipos de personagens cartilhados e o auxílio do “jornal” “O Jogo”.
Na semana seguinte, o ciclo repete-se."

A covid-19 e o desporto: uma guerra pela sobrevivência

"A pandemia da covid-19, para além do rasto de morte que tem deixado — muito por culpa de políticos eugenistas, diga-se —, está também a deixar de pantanas o Desporto, essa actividade que obriga a preparação cuidada e intensa numa base científica e que exige competição na procura da superação pelo rendimento do melhor resultado, enquadrado na rota de excelência e do reconhecimento do mérito. A questão é de vista desarmada: logo que seja possível um depois, como vai ser? Que retorno vai haver depois das forçadas paragens em que o tempo foge definitivamente a uns e intervala demasiado para outros? Como recuperar? O que acontecerá às modalidades colectivas limitadas ao jogo executado por memórias distantes e impedidas de ampliar a determinante coesão técnica, táctica, estratégica dos seus elementos?
Se para as modalidades individuais, mesmo com a brutal falta de calendarização conhecida que permita uma periodização de treinos objectiva e adequada, ainda é possível uma manutenção da preparação em nível razoavelmente elevado, para os desportos colectivos o necessário distanciamento físico — e não social, que desse houve e há num fartote quotidiano de diversas formas comunicativas — impede tudo aquilo que cada modalidade obriga. E não se pense que é apenas o Rugby, desporto colectivo de combate onde a conquista de terreno se faz num palmo de respiração comum, que é incompatível com a actual pandemia — olhe-se para o Vólei, que se diz seguro porque tem uma rede a impedir contactos e que, afinal, não separa a respiração conjunta de um rematador contra um bloco de dois ou três adversários. Já o treino do Atletismo em pista é possível com separações de dez metros, se em perseguição, ou de dois corredores, se lado a lado — e à velocidade mais próxima possível do exigido no alto nível competitivo.
Durante uns meses, as modalidades colectivas ficarão limitadas a uma competição onde apenas participará um reduzido grupo de atletas do alto nível e sujeitos a regras de controlo constante, de enorme exigência e verificáveis antes de cada jogo. Jogo que se disputará, por falta do melhor entendimento das coisas, na frente do betão ou de truques a mascarar a verdade das bancadas vazias. É o que vemos no actual retorno do futebol português. Aos adeptos da modalidade ou das equipas restará — teoricamente, porque na prática a ver vamos — o sofá de casa ou um espaço comum de grupos de 20 na frente de um ecrã gigante de televisão ou virados uns para os outros, num faz de conta emocional, a lançar gritos de ânimo ou desânimo que os jogadores jamais darão conta. Mas, num golo transmitido por terceiros, saltos e abraços pela emoção coletiva que afirma o sentimento de pertença, não. Serão jogos que, para atores e espectadores, vão ter o sabor insonso das coisas por obrigação, mesmo que se comentem as vitórias e as derrotas sob o eterno prisma do mesmo culpado de sempre.
Os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 já foram atirados para 2021, na quase certeza de que não serão realizados em terras japonesas, porque um novo adiamento será quase inevitável uma vez que, ao que se sabe, não haverá vacinas em tempo útil para permitir a necessária preparação dos atletas e para o controlo dos milhares de visitantes que chegariam de toda a parte do mundo. A isto junte-se o aumento da desigualdade conhecida das possibilidades preparatórias de ricos e pobres, com um desequilíbrio a aumentar muito entre uns e outros, entre aqueles que tiveram acesso às prevenções em tempo útil e aqueles que conseguiram, num resvés de aflitos, apresentar-se limpos de suspeitas infecciosas. E tudo numa mais que provável desvalorização de resultados. Porque a inexistência de factores de risco para os grupos etários jovens, nomeadamente para o grupo de 20/29 anos, dito saudável e ao qual pertencem a maior parte dos atletas, não passa de um mito — veja-se o caso português para dados de 31/5/2020: o grupo etário 20/29 representa 13,3% da totalidade de infectados, para 7,9% de infectados no grupo etário 70/79. Ou seja: o jovem grupo etário de 20/29 anos, não tendo praticamente qualquer risco de letalidade, constitui um risco enquanto grupo transmissor da infecção. O que exigirá cuidados especiais e testáveis para que seja possível iniciarem as suas práticas desportivas competitivas.
No fundo, os modelos de referência que atraem e seduzem e que estão na base da sequência circular da substituição rejuvenescida estarão longe do seu melhor, atraindo menos e abrindo espaços para outras naturezas que, insidiosas, se apoderarão do vazio com promessas de fácil atractividade e com apostas seguras, sem riscos aparentes ou dificuldades de acesso. Vai ser assim: por culpa daqueles que insistem em dar o nome de Desporto a tudo que mexe, ignorando as diferenças para a actividade física ou para o mero lazer de movimento e que insistem quer na sua insofismável e absoluta visão salutar, quer na dificuldade de entender que a importância do “Desporto para 2/2 Todos” se centra, acima de tudo, na preocupação pelo direito de acesso à prática desportiva competitiva por culturas de diferentes raças, religiões ou costumes, o e-sports, mexendo os olhos e os dois polegares, aí estará, com toda a naturalidade que possa aparentar nomeadamente mostrando a moralidade de preocupações antidopagem que usará como suas, para ocupar, com a sua enorme capacidade financeira, o vazio que ficará no buraco desta pandemia.
E se não houver percepção de que existem novas e diferentes exigências para salvaguarda do Desporto, preparando novos processos estratégicos de implementação e de acesso a apoios governamentais específicos, perder-se-ão, para além da importância da complexidade do seu modelo, as características do Desporto que definem o seu enorme valor social: integração, excelência, mérito. 
Como em tudo o resto na vida, o Desporto que conhecemos pode, por ignorância, equívoco ou distracção, não ser para sempre. E o outro dito desporto que nos espera, o e-sports, viverá pelas vistas curtas de manutenção de uma ignorante mistificação primária: que o elemento central do Desporto é a Juventude."

O martelo de Nietzsche V

"1. A natureza racional dos Homens permite-lhes desenvolver acções voluntárias que decorrem do livre arbítrio o que liberta a humanidade dos seus próprios instintos mais egoístas. Então, num hino à lei do menor esforço, a lógica é o Estado tomar conta da Sociedade, e, assim, monopolizar o altruísmo próprio da condição humana. Felizmente, os Homens também empreendem ações que, apesar de determinadas pelo livre arbítrio, parecem involuntárias uma vez que é o altruísmo próprio do instinto moral que se sobrepõe ao instinto natural. Então, a lógica é a Sociedade tomar conta do Estado, e, assim, colocar o altruísmo ao serviço do desenvolvimento humano.
2. Diz o Programa de Recuperação Económica do PSD apresentado por Rui Rio no passado dia 3 do corrente mês que o Partido quer um Estado que proteja e sirva os cidadãos. O problema é que, em matéria de desporto, foi precisamente a partir do XV governo Constitucional (PSD) que se desencadeou um “golpe palaciano” que institucionalizou um desporto clientelar subjugado por um Estado omnipresente que, depois, foi superiormente aproveitado pelos governos do PS. Hoje, se, por um lado, os resultados nos Jogos Olímpicos são miseráveis apesar de não faltar dinheiro, por outro lado, a prática desportiva dos portugueses é vergonhosamente a pior da União Europeia apesar de não lhes faltar vontade para praticar desporto.
3. Os políticos, dos mais variados quadrantes partidários, na sua infantilidade desportiva, têm um jeito especial para transformarem um assunto natural, espontâneo e gracioso como é o desporto num objecto partidário, burocrático, carregado de normas e sem graça nenhuma. Os piores acabam orgulhosamente na televisão a berrar futebol ou, exclusivamente preocupados, com o “dress code” obrigatório das olímpicas festarolas.
4. Perguntam-me quem é o homem do “dress code”. Toda a gente sabe e eu também, mas não digo. A mim só me interessa a metáfora. A gestão em geral e a do desporto em particular é, em muitas circunstâncias, realizada através da força das metáforas. E até há dezenas de metáforas desportivas que se aplicam não só à gestão como às mais variadas áreas do conhecimento. Assim, de imediato, lembro-me desta: Dirigentes medíocres não suportam atletas de excelência. Atletas de excelência não suportam dirigentes medíocres. A excelência nunca se deu bem com a mediocridade do espírito do “dress code”.
5. É na ludicidade pedagógica de cada jogo infantil onde se começa a construir a base ética de sustentação da educação desportiva de um país promotora de uma futura cultura competitiva justa, nobre e leal. Da prática desportiva para a vida ao alto rendimento é no jogo infantil onde tudo deve começar. E continuar na Disciplina de Educação Física pelo ensino do desporto e no Desporto Escolar através de amplos quadros competitivos. Depois, do lazer ao alto rendimento, cabe aos clubes proporcionar a prática desportiva aos portugueses.
6. Infelizmente, em Portugal o desporto, salvo algumas excepções, está cativo de um certo dirigismo desportivo que jurassicamente se afirma em algumas Federações, repetindo de ano em ano mais do mesmo quando não cada vez pior. Nem que para isso se tenha de servir de Testas de Ferro. A perversidade desta situação só muda se mudar a filosofia de financiamento estatal do mundo desporto.
7. É tempo de começar a mudar a lógica do financiamento estatal ao desporto. O atual modelo evoluiu mais em função das suas perversidades do que do desenvolvimento da prática desportiva que era suposto promover. Os dinheiros devem entrar no desporto por onde acontecem as actividades que é nos clubes e só deve chegar às Federações se estas justificarem aquilo que produzem.
8. Para além da estuporada orgânica do desporto nacional em que toda a gente manda mas nunca ninguém é responsável por nada, um dos seus maiores problemas é as Federações terem transformado o seu processo em produto. Quer dizer, num grande número de federações, o produto é o processo. Transformaram-se em máquinas burocráticas absolutamente inúteis em termos de desenvolvimento do desporto nacional ao ponto de, sem qualquer pudor e numa ode à incompetência, naturalizarem de aviário atletas estrangeiros (autênticos mercenários) a fim de representarem Portugal nos eventos desportivos internacionais. Claro que à custa do dinheiro dos papalvos, quer dizer, dos contribuintes. 
9. Entretanto, o Estado, para além de um pornográfico controlo político-partidário do desporto, tem vindo a perder cada vez mais o interesse por um verdadeiro desenvolvimento da prática desportiva dos portugueses em benefício do aumento exponencial dos consumidores acéfalos dos espectáculos desportivos que expressam as sus mais primárias frustrações a atacar academias e autocarros ou a transformar as relações humanas em autênticos campos de batalha que acontecem regularmente na comunicação social. Nada que há muito não tenha sido previsto. George Orwell num texto intitulado “The Sporting Spirit” publicado na revista Tribune de dezembro de 1945, para além de classificar os eventos desportivos como “orgias de ódio” explicava que o verdadeiro desporto “não tem nada a ver com fair play. Está ligado ao ódio, ao ciúme, à vaidade, ao desrespeito a todas as regras e ao prazer sádico de testemunhar a violência. Em outras palavras, é guerra menos o tiroteio”. Por cá, de acordo com Orwell, o desporto está transformado numa autêntica guerra civil.
10. A competitividade parece estar a surgir como o elixir que vai salvar o País dos estragos provocados pelo Codvid-19. Os políticos, os gestores, os gurus da rádio, da televisão e da net e quejandos andam com a boca cheia de competitividade. Tornar Portugal um dos países mais competitivos no quadro da zona Euro parece ser o novo karma político. Pergunta-se: Pode, alguma vez, um país ser competitivo se não tiver uma cultura competitiva? Pode, alguma vez, um país ter uma cultura competitiva se não tiver uma verdadeira educação desportiva?"

Benfiquismo (MDXLV)

Alinhados...

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Vermelhão: Regresso sem golos...

Benfica 0 - 0 Tondela


Ponto prévio: não concordo com o regresso do campeonato. E entre as várias razões, a questão da 'ausência' de uma pré-época, após uma paragem superior às habituais férias de Verão, é uma delas! Esta situação vai tornar os prognósticos, ainda mais imprevisíveis!
O jogo de hoje, é uma daquelas partidas muito ingratas de analisar. Estaticamente, foi um massacre; posse de bola, remates, passes, oportunidades, etc... mas fica sempre a sensação, que podíamos ter dado mais intensidade à partida!
Entre as várias variáveis com implicação neste resultado, a ausência de faro de golo, ao nível de um Jonas ou de um Félix, ou de um Cardozo... está a 'matar' as nossas exibições. O Vinícius prometeu fazer esse papel, mas ultimamente tem desafinado! A equipa após esta paragem continuou a demonstrar alguns problemas nos posicionamentos defensivos, nas recuperações, na variabilidade dos ataques, profundidade nas Alas... e até o facto de termos abdicado dois pontas-de-lança de início, algo que normalmente é fatal... Mas tudo isto seria ultrapassável se a eficácia fosse outra! Hoje tivemos oportunidades suficientes para ganhar o jogo tranquilo... o Ody não fez uma única defesa, e acabamos por perder dois pontos. Aliás o Tondela tem um remate perigoso em todo o jogo, aos 75 minutos! Dois pontos que nos dariam a liderança isolada no campeonato, e a consequente vantagem motivacional... Nada está perdido, mas os indicadores não foram nada bons!

O que esperar do Benfica no retorno da Liga?

"Depois de quase três meses de paralisação por conta da pandemia do novo coronavírus, que infelizmente já contaminou mais de 6 milhões de pessoas, provocou aproximadamente 390 mil óbitos ao redor do mundo e vem se concretizando como a maior crise do século XXI, a Primeira Liga de Portugal está de volta. O retorno, contudo, esteve ameaçado, pois 11 jogadores testaram positivo para Covid-19 no início de maio: foram cinco casos no Famalicão, três no Vitória de Guimarães, um no Moreirense, um no Belenenses SAD e um no Benfica. O SLB revelou a identidade do atleta infectado: o meio-campista David Tavares, que continua afastado do elenco, conforme orientações médicas. Na ocasião, o Maior de Portugal pediu a autorização do jovem de 21 anos para a divulgação do exame.
Por avaliar que o país já havia passado pelo pico da pandemia - no momento, são 33.261 casos notificados, dos quais 20.079 estão clinicamente recuperados, 1.735 continuam ativos e 1.447 vieram a óbito -, a Direção Geral da Saúde - equivalente ao Ministério da Saúde no Brasil, onde a Covid-19 até agora infectou meio milhão de pessoas e matou mais de 30 mil, e ainda não se sabe quando o futebol volta - autorizou o reinício do maior certame do futebol português para a primeira semana de junho. Agora, 19 países, sendo 13 da Europa, quatro da Ásia, um da América e um da África, juntamente com um território semiautônomo da Europa e um território semiautônomo da Ásia, têm bola rolando em meio à pandemia.
Alento para os adeptos lusitanos, que estavam com abstinência de futebol e tinham saudades de ver o time do coração jogar, certo? Em partes... O acesso às partidas só está permitido para jogadores, comissões técnicas, dirigentes, equipe de arbitragem, profissionais de imprensa e funcionários dos estádios. E os jogadores não podem se abraçar nas comemorações. Futebol sem torcida e sem abraços nos gols é uma experiência estranha... Mas, como diz o ditado: "Hoje não é um dia qualquer... Hoje joga o Sport Lisboa e Benfica!".
E o que esperar do actual e maior campeão nacional nesta "nova fase" do Campeonato? O elenco ganhou uma motivação extra na terça-feira (2), com a derrota do FC Porto na visita ao Famalicão, é verdade. Se fizerem o dever de casa contra o Tondela nesta quarta-feira (3), as Águias ultrapassarão o arquirrival na classificação e dependerão das próprias forças na corrida rumo ao título. Por outro lado, sem a presença da maior torcida da Terrinha nas bancadas, sendo esse o maior desfalque, a missão torna-se ainda mais difícil. Os Auriverdes querem fugir das últimas posições e naturalmente adotarão uma postura defensiva, apostando nos contragolpes para surpreender os donos do Estádio da Luz. 
Porém, algo mais preocupante que o eventual ferrolho tondelense e os portões fechados deixa os benfiquistas com a pulga atrás da orelha: o futebol praticado pela equipe pouco tempo antes da paralisação. Não havia nenhum resquício do estilo de jogo encantador da segunda metade da temporada passada, com toques rápidos, intensidade, ousadia e marcação em alta pressão, que rendeu o 37º título do Campeonato. Via-se um time afobado, com sistema defensivo vulnerável, dificuldades de transição e posse de bola improdutiva. A vantagem de sete pontos (!) na ponta da tabela foi inacreditavelmente desperdiçada em quatro (!!!!) rodadas, após as derrotas para Porto e Braga e os empates diante de Moreirense e Vitória de Setúbal - com pênaltis perdidos no meio desse desmantelo.
Até a mentalidade do técnico Bruno Lage, um dos grandes responsáveis pela incrível reviravolta e pelo grito de campeão na temporada passada, não era condizente com o Benfica que dava gosto de ver jogar em 2018-2019. Logo após o revés de 2 a 1 para o Shakhtar Donetsk, na Ucrânia, em Fevereiro, pela primeira mão dos 16 avos de final da Europa League 2019-2020, o treinador teceu comentários que repercutiram muito mal entre os torcedores. "Independentemente de ser o quarto jogo sem ganhar, o mais importante é o contexto. A eliminatória está em aberto e vamos decidi-la em nosso estádio. Não era o resultado que esperávamos, mas está em aberto. Prefiro perder por 2 a 1 a perder por 1 a 0", afirmou, referindo-se à regra do gol qualificado. Ainda que o Shakhtar seja uma equipe muito forte em seus domínios, a mentalidade à Benfica não permite avaliar qual derrota é a "menos ruim" dentre as diversas possibilidades dentro dos 90 minutos. As vitórias, e somente as vitórias, devem ser almejadas. E reparem bem: o comandante minimizou a série negativa de quatro jogos sem vitória.
Mas o pior veio depois: Lage admitiu que recuou a equipe para segurar o resultado, de modo a provocar o menor prejuízo possível. "Depois do 2 a 1, voltamos a reagir bem e tentamos chegar ao empate. Nos últimos minutos, senti que era melhor segurar o resultado, pois estávamos permitindo transições ofensivas ao adversário. Entrou Samaris e fechou-se o resultado, que nos permite decidir a eliminatória no jogo seguinte", justificou.
No final das contas, o Benfica não conseguiu se classificar às oitavas. Mesmo decidindo em Lisboa o seu destino na competição continental, deixou escapar uma vantagem de 3 a 1, a qual lhe dava a vaga, e acabou cedendo o empate, resultado suficiente para as pretensões do escrete ucraniano. Longe de querer ser um engenheiro de obra pronta, mas... Era evidente que jogar para "perder de menos" em Kharkiv não havia sido uma boa estratégia - muito pelo contrário. Além disso, a presença na Liga Europa, vale recordar, deveu-se à eliminação precoce na Liga dos Campeões. O grupo, que também tinha RB Leipzig, Lyon e Zenit, era encardido, de fato... Contudo, as circunstâncias do jogo em Leipzig, quando os Encarnados abriram 2 a 0 e viram os três pontos escaparem, deixou a sensação de que a campanha poderia e deveria ter sido melhor - o único representante de Portugal na atual edição da Champions ficou a um ponto da vaga nas oitavas de final.
Pois bem, retornando à antevisão do jogo de hoje, quem serão os 11 que entrarão em campo logo mais? Segundo o jornal A Bola, a possível escalação será Vlachodimos (um dos melhores da temporada, vale frisar); André Almeida, Rúben Dias, Ferro, Grimaldo (os quatro vinham abaixo do que podiam apresentar, verdade seja dita); Gabriel (seu retorno é uma excelente notícia para a nação benfiquista), Weigl (olha, confesso que eu preferiria Samaris, mas, se for mesmo Weigl... Bora jogar, rapaz!), Pizzi (esteve muito abaixo nos últimos jogos... Eu apostaria em Franco, creio que ele Cervi - perdão pelo trocadilho), Rafa (indispensável à equipe, podendo alternar entre a ponta-esquerda e o meio); Taarabt (a grata surpresa de 2019-2020, verdade seja dita... Mas será que ele vai render dentro da área? Na minha avaliação, rende melhor jogando mais atrás. Poderia auxiliar Rafa em um momento no qual Pizzi não vem bem) e Vinícius (faz teu nome, homem-gol!).
Mais do que resultados positivos: queremos um time com sangue nos olhos e futebol bonito, características as quais nos permitiram a reconquista no ano passado."

O Brinco do Baptista #43 - Fome de bola

O que uma sentença não nos diz

"Quem tem criticado Bruno de Carvalho não é obrigado a colocar a mão no peito. A resposta dada pelo direito iliba-o criminalmente, mas não legitima os desvarios que foram cometidos nos seus mandatos.

Volvidos dois anos desde o ataque à academia de Alcochete ficámos a saber que não foram dados como provados os factos imputados ao anterior presidente do Sporting, Bruno de Carvalho. Os tribunais falaram, a justiça decidiu, e a partir de agora, do ponto de vista estritamente criminal, não existe nada que possa ser apontado ao cidadão Bruno de Carvalho. O “problema” é que o direito penal, pela sua própria natureza, apenas fornece respostas a um limitadíssimo grupo de questões, apenas incide sobre uma pequeníssima parte dos nossos comportamentos, deixando de fora, como é natural, indagações sobre o quilate moral e ético dos indivíduos. Sob pena de construirmos uma comunidade de empedernidos burocratas, é essencial perceber este ponto: as avaliações feitas pelos tribunais não deslegitimam nem tornam caducas as avaliações éticas e morais feitas à revelia de argumentos jurídico-penais.
Por isso, quem tem criticado Bruno de Carvalho não é obrigado a colocar a mão no peito e a fazer um acto de contrição, porque ainda que a resposta dada pelo direito ilibe criminalmente o ex-presidente leonino, isto não significa que os desvarios que foram cometidos e que levaram à sua destituição da presidência do clube e expulsão da qualidade de sócio fiquem legitimados. Uma sentença cuja apreciação factual se circunscreve ao fatídico episódio do ataque à Academia não deve servir como fonte de branqueamento de um conjunto de outros episódios com graves repercussões financeiras e reputacionais que tristemente mancharam a história de um clube centenário.
Quem quiser estudar os fenómenos populistas em Portugal tem no consulado “brunista” no clube de Alvalade um excelente ponto de partida. Desde que assumiu a presidência do clube, em 2013, perfilando-se como o candidato que não fazia parte do sistema dos “croquetes”, não se cansou de fomentar antagonismos estéreis que não tiveram outro propósito a não ser arregimentar as massas e torná-las, não apenas tribais, mas verdadeiramente fanáticas e trogloditas. Como qualquer populista que se preze não hesitou na hora de agitar a bandeira do inimigo, fosse ele interno ou externo, desde que lhe permitisse assumir o papel de salvador da honra sportinguista. O Sporting precisava de voltar a ser respeitado, de voltar a ser grande (alguma vez deixou de o ser?), e só o conseguiria se tivesse a liderar os seus destinos alguém que dissesse as verdades que tinham de ser ditas. As suas próprias e mirabolantes verdades.
É nesta relação de proximidade emocional inteligentemente urdida por Bruno de Carvalho ao longo da sua liderança que reside a sua principal força. E é também com base nela que tem mantido uma base de indefectíveis suficientemente ruidosa para se manter activa no espaço mediático e nas redes sociais e que já começou a dar mostras do seu desejo de iniciar o processo de reabilitação do ex-presidente enquanto sócio tendo em vista uma futura candidatura à presidência.
O sucesso desta tentativa de capitalização da decisão judicial dependerá sempre da vontade dos sócios que anda sempre de mão dada com os resultados apresentados pela equipa de futebol. No caso do Sporting, afastado das grandes conquistas há praticamente duas dezenas de anos, a obsessão pelos resultados é ainda maior e será decisiva em tomadas de decisão futuras. Da minha parte, vou preferir sempre estar mais vinte anos sem ganhar do que ver o Sporting tornar-se novamente um feudo de demagogos e populistas."

A Bola da Noite...

Uma Luz em cada um de nós

"Está de regresso o futebol, embora tristemente sem público dentro dos estádios, para satisfação de todos os que gostam deste desporto. A bola a rolar nos relvados constitui-se, também, como um sinal importante de retoma progressiva da normalidade, esperando-se que assim continue sem qualquer retrocesso.
Após quase três meses de paragem, não se anteveem quaisquer facilidades. O ritmo competitivo das equipas estará, naturalmente, num patamar mais baixo do que o adquirido com o desenrolar da temporada, o que reforça a necessidade de máxima concentração, empenho e humildade na abordagem às partidas.
O adversário deste final de tarde, hoje às 19h15 na Luz, será o Tondela, que vinha fazendo um bom campeonato até à interrupção forçada devido à pandemia, situando-se, neste momento, na 14.ª posição, seis pontos acima da linha de água (menos um jogo). Na primeira volta, vencemos os tondelenses por 0-1, o mesmo resultado com que, na temporada passada, triunfámos ante o Tondela na Luz.
O contexto actual e o histórico recente com este adversário indiciam que será necessário que a nossa equipa esteja ao seu nível para conquistar mais três pontos e assumir a liderança do Campeonato. 
Estamos na condição de que somos agora os únicos que dependemos de nós próprios para sermos campeões. Desengane-se, no entanto, quem tiver a ilusão de que o título se encontra ao virar da esquina. Faltam-nos dez jornadas, teremos dez adversários competentes e motivados pela frente e estamos conscientes de que este título, ainda mais pelas circunstâncias em que vivemos, será disputado aguerridamente até ao fim.
A novidade, aliás, relaciona-se somente com a ausência de público nas bancadas. Conforme Bruno Lage afirmou, ontem, em conferência de Imprensa de antevisão ao jogo com o Tondela, “os adeptos são a alma do Benfica e do que representa o Benfica”. A nossa equipa estará amputada de um dos seus principais trunfos, o apoio incessante e entusiástico dos adeptos.
Mas, mesmo não havendo a possibilidade de marcar presença no Estádio, sabemos que em cada lar onde haja um benfiquista, estará um adepto a empurrar a nossa equipa para a vitória. A nossa equipa técnica e os nossos jogadores sabem-no bem, pois são os grandes beneficiários, semana após semana, dos milhares de benfiquistas que percorrem o País de lés a lés para apoiá-los.
Fiquemos em casa e apoiemos o nosso Benfica na medida do que nos é possibilitado, sempre respeitando as normas de segurança e prevenção.
#PeloBenfica"

Por um futebol seguro


"Ao longo dos últimos meses, fizemos um fantástico esforço de adaptação das nossas rotinas e hábitos para enfrentar o risco da pandemia.

O Benfica, os Benfiquistas e os portugueses responderam ao desafio de saúde pública com responsabilidade e sentido de comunidade.
O risco continua a estar bem presente e temos de o continuar a combater com o contributo de cada um.
Agora que a bola vai voltar a rolar, importa respeitar as normas definidas pelas autoridades de saúde e segurança, por um futebol seguro.
Sem concentrações nos dias dos jogos, nas imediações dos estádios, nos cafés ou noutros espaços de visualização dos jogos que não respeitem as regras da DGS.
Sem aglomerações ou contactos físicos aquando dos festejos dos golos que não respeitem as medidas de protecção.
Neste primeiro jogo (dia 4 de Junho), o complexo do Estádio do Sport Lisboa e Benfica, incluindo a zona comercial, será encerrado a partir das 15 horas.
No campo e fora dele, queremos continuar a dar o exemplo.
No campo e fora dele, vamos estar juntos no querer, na ambição e na determinação em ganhar e voltar a festejar.
Cada um tem um contributo a dar.
O Benfica precisa de todos, com o apoio de sempre, de forma diferente, para o resultado que queremos: o Benfica Campeão!"


Reinicio...


Sempre a chupar !!!

"Benfiquistão volta a atacar. Mais um jeitinho do futuro membro do Conselho Superior do #PortoaoColo.
A presença de Rui Moreira, actual Presidente da CM Porto, na Lista A, presidida pelo candidato Jorge Nuno Pinto da Costa, foi apenas uma manobra para oficializar um conjunto de favores com destino ao clube do costume.
"Promiscuidade entre o poder político e o futebol", diziam eles, do alto da sua sapiência e suposta isenção, falamos claro, de personagens como Rui Santos, Luís Marques Mendes ou Mário Figueiredo, em alinhamento total, com os cartilheiros da Torre das Antas e que dispensam apresentações.
A jogada é a mesma de sempre, desviar atenções e acusar os outros daquilo que fazem.
Depois de um centro de estágio pago por todos os contribuintes, um canal próprio que recebe ajudas estatais, tivemos agora o anuncio, por parte do candidato da Lista A, de uma academia do FC Porto, que como se percebe, será mais um favor e oferenda de políticos serviçais ao PortoaoColo, que utilizam desta forma, o dinheiro de todos os contribuintes.
É inaceitável mais este saque que está em marcha, à vista de todos, com uma tranquilidade que diz muito sobre a forma como esta gente se sente impune e acima da lei.
Nota ainda, para a relação do futuro membro de um órgão social do FC Porto e a “ajuda” à Liga. 
"Como actual presidente da Câmara, ficaremos atentos aos gastos e benefícios que se irá fazer com o clube que irá liderar num futuro próximo."
Tal como tínhamos dito há dois dias, não foi preciso muito tempo para se começar a ver os movimentos para beneficiar o #portoaocolo com dinheiros camarários. Não existe aqui, no mínimo, um claro conflito de interesses?"

Nadie !!!

"Ni el VAR ni el AVAR, ni nadie.
https://twitter.com/ElVarCentral/status/1268287214854774785
É a vergonha a passar em todos os lados e a tornar-se fenómeno Mundial.
Mas hey, se o Sérgio Conceição diz que houve 485 penaltis, diz que se jogaram 0,98535 segundos de jogo durante os 90 minutos, só temos de baixar a cabeça e aceitar. Só um homem completamente demente poderá dizer o que quer que seja de arbitragem depois do jogo de hoje. Amanhã terá o Tribunal do jornal do Calor da Noite a amplificar o branqueamento da arbitragem de hoje de árbitro e VAR e transformá-la num grande roubo ao Fóculporto!
Vergam-se! See less"

Estratégia...

"«Temos de ser mais fortes dentro e fora de campo», estas foram as palavras de Sérgio Conceição após a derrota com o Famalicão.
Bastou recomeçar o campeonato para que voltasse a habitual coação e pressão do FC Porto sobre os árbitros e instituições externas, e nem a DGS conseguiu evitar que a máscara caísse.
Nós sabemos muito bem ao que ele se referia quando mencionou a frase “fora de campo”, mas podem ficar descansados pois enquanto existirmos, jamais o FC Porto e a sua escória de corruptos voltarão a fazer aquilo que fizeram nos anos 90, apesar de o tentarem fazer reiteradamente.
Em relação ao «Penálti Escandaloso» que os dragões referem, com certeza que o FC Porto se estaria a referir à falta clara de Pepe sobre Diogo Gonçalves - lance que fez manchete em Espanha - precedida de uma queda teatral de Pepe digna da qualidade de representação de um actor dos Morangos com Açúcar.
Estamos de olhos e ouvidos bem abertos."

Benfiquismo (MDXLIV)

Cheio!