Últimas indefectivações

domingo, 23 de agosto de 2026

Palhinha e Giménez: jogadores com a faca e o queijo na mão


"Benfica e FC Porto conseguem reforços que normalmente estariam fora do seu alcance

João Palhinha vai ser jogador do Benfica, Santiago Giménez vai ser jogador do FC Porto, e os clubes portugueses conseguem duas contratações de peso, junto de Bayern e Milan, que, normalmente, estariam fora do seu alcance.
Mas neste mundo de mercado, de compra e venda de jogadores, de mais-valias e défices contabilísticos, em que os atletas parecem tratados como mercadoria, são eles, na verdade, que têm a faca e o queijo na mão.
«O João bateu o pé e disse ao Bayern que ou ia para o Benfica ou não ia para mais lado nenhum. Em Inglaterra não via os filhos com a regularidade que queria e que gostaria e aqui em Portugal tem essa facilidade», contou Diogo Viana, amigo do médio internacional português e ex-jogador, ao podcast DeLetra.
À Sport TV, explicou que o Bayern ficou sem alternativas: «O Bayern percebe que ou aceita os termos do Benfica ou vai ficar com um jogador que só lhe dá despesa.»
O Newcastle fez proposta atraente para os bávaros, mas nunca conseguiu convencer João Palhinha. E o Bayern tinha duas opções: ou aceitava o que o Benfica propunha, mesmo que abaixo do que pretendia, e do que os magpies ofereciam; ou ficaria com um jogador que não queria ter, tendo ainda de pagar-lhe, em vez de receber qualquer coisa...
A situação de Santiago Giménez não é muito diferente, embora para o mexicano o FC Porto não fosse a única possibilidade a considerar para aceitar sair de Milão. Mas a partir do momento em que disse sim aos dragões, é inevitável que a transferência acabe por concretizar-se, não vá dar-se o caso de o avançado recusar depois todas as outras possibilidades e preferir ficar a dar voltas ao campo durante a época inteira.
Há clubes que preferem isso. Levam o braço de ferro até ao fim, recusam-se a aceitar menos do que o que definiram, e preferem ficar com alguém sem jogar do que serem chantageados, como entendem ser o caso em situações destas. Mas são poucos. E muitas vezes são apenas ameaças, tentativas de levar os jogadores a considerar, ou aceitar, ofertas que não pretendiam, em vez de dizerem 'ou este ou nada'. Só que quando o atleta não fraqueja, responde ao bluff e pede para ver as cartas, é muito raro que perca.
Pelo menos nos casos em que o clube quer ver-se livre dos jogadores. Quando são eles a querer sair mas o clube quer guardá-los, também conseguem fazer pressão, mas muitas vezes têm só a faca e não o queijo."

Verdíssimo apitou para o intervalo!!!

Boa ideia!

Fantasia irrealista...

Maus conselheiros...

Um dia...



"Um dia iremos compreender o doping financeiro que o Chelsea fez no Sporting…assim como sucedeu no caso do Porto com o fundo soberano na Arábia Saudita com as transferência de Galeno e Octávio…"

DAZN: Palhinha...

Oliveira: Palhinha...

MasterVi: Mercado...

Zero: Mercado - Há um sonho no Dragão

BF: Lateral...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Observador: E o Campeão é... - Dia decisivo para o Sporting (e Rui Borges)?

Futpedia #23 - FUTDRAFT LEILÃO 💰 QUEM MONTOU A MELHOR EQUIPA? 🤔

Liga: Sporting 3 - 1 Alverca

Liga: Estoril 0 - 2 Rio Ave

Liga: Marítimo 2 - 2 Académico

Martim: Aarhus...

Abel com toda a razão!


"Treinador tem toda a legitimidade para desabafar do modo como o fez esta semana. Dizendo que «o futebol está doente», o português soltou a alma e juntou-a à razão.

Em oitenta segundos Abel Ferreira fez parar o mundo do futebol. Parar para pensar, parar para refletir, parar para compreender as diferenças, os estímulos, as obrigações do alto rendimento, as desmesuradas pressões da competição, ela própria diretamente influenciada pelos ritmos alucinantes da sociedade moderna, e pelas desesperantes cobranças do lucro, da vitória, da supremacia.
Contextualizemos: o treinador português havia ganho por 1-0 o encontro da segunda mão da Taça dos Libertadores, no Paraguai, e com essa vitória conquistado o apuramento para os quartos de final da maior competição sul-americana para clubes, depois de um empate a um golo em São Paulo, no primeiro jogo.
Passou, com este triunfo, a ser um dos mais vitoriosos técnicos da história do Verdão, com 237 jogos ganhos, igualando Luiz Felipe Scolari. Aliás, se há palavra que pode definir os cinco anos e meio de Abel Ferreira no comando da equipa do norte da capital paulista é sucesso, e não apenas em número de jogos, mas em toda a formulação mais ampla do termo, tornando-se uma referência na história do emblema e do futebol brasileiro.
Ora isto quer mesmo dizer que Abel tem toda a legitimidade para desabafar do modo como o fez esta semana. Dizendo que «o futebol está doente», o português soltou a alma e juntou-a à razão, falando de treinadores, jogadores, presidentes e jornalistas, da pressão tremenda criada, sobretudo utilizando a comunicação social tradicional, mas também os novos media, para a necessidade emergente de ganhar, no sentido mais estrito do termo: vencer jogos, ultrapassar adversários e conseguir primeiros lugares.
As palavras de Abel, o português mais bem inserido na intrincada e complexa teia do futebol brasileiro, ecoaram como ele próprio pensara, e com as consequências daí advenientes.
Ganhar não pode ser apenas marcar mais golos e somar mais pontos. O processo de preparação de uma equipa profissional estimula a competição como primeiro patamar. Desde logo, a competição interna, entre os elementos de um mesmo grupo de trabalho, pela capacidade de convencer a equipa técnica de que constituem a melhor solução para determinado jogo. Depois, a competição inter pares, sabendo-se como se sabe que ela é encarada de modo muito distinto, assim sejam identificadas diversas zonas do globo.
Falar de rivalidade, em Portugal, é deitar abaixo os principais competidores do nosso emblema. Uma espécie de quanto pior, melhor, não percebendo, a maioria dos adeptos mais fanáticos, que só com adversários de qualidade é que as vitórias ficam valorizadas.
Depois, fora do campo, a perceção estrutural de que a indústria necessita de todos, em cooperação e com idênticos objetivos, parece também não colher, uma vez que os principais dirigentes são os primeiros a virar costas a soluções de fundo, a conversas profícuas e que, em primeira instância, deveriam visar a melhoria do produto final apresentado (que, de resto, é particularmente valioso).
Quer dizer: em Portugal vale a máxima latina do salve-se quem puder, pressionando treinadores e jogadores, culpando jornalistas e visando opositores.
Mas não se pense que a comunicação social fica incólume nesta equação. Bem pelo contrário. A proliferação de programas de debate, nos diversos canais televisivos e até em prestigiadas frequências radiofónicas, sob o pretexto da consolidação de audiências, é o pior caminho, o mais fácil, aliás, para acicatar rivalidades e desinformação.
E a contribuição dada pelos media surge, portanto, como também decisiva para um panorama muito pouco agradável ou, parafraseando Abel Ferreira, «doentio».
O treinador luso procurou, muito claramente, distinguir entre o que compete, lutando, trabalhando, melhorando, ativando novas propostas e alternativas, e o que ganha, suscitando a ideia de que ganhar não é um verbo redutor, antes abraça todos aqueles que competem e tentam fazer o seu melhor.
No Brasil, sobretudo, são diversos os episódios de uma imensa pressão sobre clubes e comissões técnicas para a obtenção da vitória. O próprio Palmeiras vinha de um ciclo de quatro jogos sem vencer (quebrado, justamente, no Paraguai), e o som dos contestatários havia subido inopidamente de intensidade.
Influencers de frigideira, opinion makers de quintal, todos tentavam empurrar fora de borda Abel e os seus companheiros, na certeza de que este jogo paralelo não era jogado pela primeira vez, e não é exclusivo do maior país da América do Sul.
A reação, forte e marcante, de Abel Ferreira na coletiva que se seguiu ao encontro com o Cerro Porteño bem pode ser plasmada para o futebol português, onde todos parecem formatados e treinados para a voragem do triunfo, da maledicência, da crítica fácil, da sugestão imediata. Mimetizando para as redes sociais, com o auxílio importantíssimo da cobardia do anonimato e dos perfis falsos, todos se parecem sentir à vontade com estes princípios de funcionamento e de comportamento.
Falta-nos reduzir o ritmo, equidistanciar, equilibrar e pensar. Pensar na nossa vida, pensar no modo como nos relacionamos com os que nos rodeiam (e mesmo com os que não conhecemos se não dos ecrãs de televisão ou das viagens pela internet). Falta paciência para compreender os processos, que variam muito de profissional para profissional, de estrutura para estrutura. Falta tolerância, para entendermos que o futebol é apenas a coisa mais importante de todas as coisas menos importantes da nossa vida, embora salvaguardando que é a vida de muitas famílias pelo mundo.
Falta cumprir a capacidade de perceber que quem trabalha e persegue objetivos, mesmo que os não consiga, é tão digno como os mais dourados pelos resultados e pelos troféus.
Falta curar o futebol, começando por nos curarmos a nós próprios.

Cartão branco
Estamos entre presenças importantes de representações portuguesas em provas internacionais.
Depois dos Campeonatos Europeus de atletismo e dos seus homólogos de natação, são os Jogos do Mediterrâneo, na italiana cidade de Taranto, que chamam a atenção.
Antes dos resultados, a participação. Em qualquer das três provas, chegar para competir é o primeiro grande objetivo, porque qualquer atleta sabe o quão difícil é fechar um ano de trabalho, conciliando tantas vezes o percurso no Ensino Superior com a presença no alto rendimento desportivo, prescindindo de tantos momentos entre família e amigos, para conseguir representar o seu país entre os eleitos.
A dois anos dos próximos Jogos Olímpicos (Los Angeles-2028), Portugal tem, nos seus atletas e na sua determinação, o melhor exemplo para o país. Que o saiba aproveitar."

À procura de Ronaldinho


"Ronaldinho tem 46 anos e um problema com o número 299. Podia deixá-lo assim. Não vai. Vai vestir a camisola do Ravenna e voltar a um campo de futebol. Falta um golo. O golo 300. Há contas que um homem faz com números. Outras faz com o tempo.
Uma pequena dívida com a estatística.
Haverá marketing. Claro. Haverá câmaras, fotografias, vídeos, camisolas, nostalgia vendida em pequenas doses. Ronaldinho continua a ser uma marca extraordinária. Um sorriso seu ainda atravessa gerações. Uma bola nos pés ainda desperta qualquer coisa em milhões de pessoas.
Mas esta história fala de outra coisa.
De algo muito mais humano.
Ronaldinho vai procurar um jogador que já não existe. Ele próprio. É essa a condenação dos futebolistas. Nenhum jogador deixa o futebol. É o futebol que deixa o jogador.
Primeiro, quase sem avisar. Um metro que desaparece numa corrida. Uma recuperação que fica congelada. Um adversário que antes chegava depois e agora chega primeiro. Uma bola que a cabeça manda para um lado e o corpo entrega noutro. Pequenas traições. 
Até que chega o dia em que o jogador percebe.
O futebol continua dentro dele. O jogador é que já não consegue estar dentro do futebol.
Por isso, é tão difícil o adeus.
Quem trabalhou uma vida inteira num escritório pode passar pela porta do antigo emprego e sentir alguma nostalgia. Quem jogou futebol passa por um relvado e encontra uma parte de si. Porque um futebolista não deixa apenas uma profissão.
Deixa um corpo. Deixa o rapaz que conseguia correr sem pensar nas pernas. Deixa o jovem que acordava no dia seguinte e não sentia dor. Deixa aquele instante maravilhoso em que tudo aquilo que imaginava podia ser executado.
Com Ronaldinho tudo isso deve ser ainda mais cruel. Poucos jogadores tiveram uma relação tão íntima entre imaginação e corpo. Pensava e acontecia. Via um espaço e a bola aparecia.
Imaginava uma finta e os pés obedeciam.
Decidia humilhar a geometria e a geometria agradecia.
Ronaldinho fez desaparecer a distância entre aquilo que um homem sonha e aquilo que um homem consegue fazer. Depois chegou o tempo.
O único defesa que nunca perdeu um duelo.
Agora, aos 46 anos, o Bruxo vai voltar a calçar as chuteiras. Vai entrar num campo. Vai receber a bola. E durante alguns segundos acontecerá algo estranho. A cabeça saberá exatamente o que fazer. A visão permanece. A memória também. O jogador continua a reconhecer os espaços. Continua a antecipar movimentos. Continua a saber onde deve colocar o pé.
Só que o pé chega mais tarde.
E é aí que mora a tristeza. Mesmo no jogador mais sorridente do mundo.
Ronaldinho procura o golo 300. Mas procura também uma tarde em Barcelona. Uma noite em Paris. Um treino em Porto Alegre. Um corredor no Camp Nou. Um defesa do Real Madrid diante dele. Procura o rapaz de tranças ao vento. Não vai encontrá-lo. Nenhum de nós encontra. Essa é a verdadeira história deste jogo. Não o regresso. A procura.
Passamos grande parte da vida a tentar regressar a lugares que continuam a existir apenas dentro de nós. A rua da infância ainda lá está. Mas já não é a nossa rua. A escola continua no mesmo sítio. Mas já não é a nossa escola. O estádio permanece. A baliza mede o mesmo. A bola continua redonda. Mas o jogador desapareceu.
É por isso que os antigos futebolistas aceitam jogos de homenagem, partidas de veteranos, desafios improváveis. Muitos não precisam do dinheiro. Muitas vezes nem precisam do aplauso. Precisam de tocar outra vez naquele mundo. Por alguns minutos. Só alguns. Querem enganar o relógio. E às vezes conseguem.
A bola chega. O primeiro toque sai perfeito. O adversário aproxima-se. O corpo esquece a idade durante dois segundos. Surge um passe que ninguém viu. Então aparece o sorriso. Não porque fizeram uma grande jogada. Porque reconheceram alguém. Durante dois segundos voltaram a encontrar-se. Depois o jogo continua.
E o tempo também.
Ronaldinho marcou 299 golos. Quer mais um. Mas o verdadeiro golo que procura não pode ser marcado. Não está no campo. Está algures entre aquilo que foi e aquilo que ainda sente ser.
Essa é a tragédia silenciosa de todos os grandes jogadores.
O mundo vê homens envelhecerem.
Eles continuam a ver o rapaz. O rapaz corre. Dribla. Acelera. Faz coisas impossíveis. Nunca se cansa. Nunca sente dores. Nunca pensa que haverá um último jogo.
Ronaldinho vai procurá-lo outra vez. Pode encontrá-lo num toque. Num passe. Num sorriso.
Até num golo. Depois acabará o jogo. As luzes vão apagar-se. E Ronaldinho perceberá aquilo que, no fundo, já sabia. Nunca deixou o futebol.
Foi o futebol que, há muito tempo, começou a deixá-lo."

El balón tenía rázon

sábado, 22 de agosto de 2026

Empate...

Benfica 1 - 1 Portimonense
Pastel(83')


Jogo feio, com o Benfica a ficar em desvantagem no arranque, contra a corrente de jogo, e sem conseguir reagir inicialmente, mas os putos foram buscar forças, e mais com suor do que com 'talento' conseguimos chegar ao empate!

O jogo marcado pelas 35 faltas assinaladas! Indicador importante para perceber que não foi fácil jogar futebol. O Portimonense usou a 'falta' como a primeira opção defensiva, e o árbitro permitiu... curiosamente, quando os jogadores do Benfica começaram a responder na mesma moeda, não gostaram!!!

Fever Pitch - Estamos de Volta e Todos Com o Marco!

Day One: Circati

Zero: Canto - Crescer a ganhar: Há mais Benfica neste Benfica

Falar Benfica - Conversas Gloriosas #63 - Os 7 ao Casa Pia, vitória por 3 frente ao Aarhus e o jogo na Dinamarca

DeLetra #49 - ⚽ João Palhinha no Benfica, Mora na Roma e previsões!

Os ingredientes são os mesmos!!!

Pois...

Rennie...

Estes estão registados?!

Factos...

Parasitas...

João Palhinha: a trave-mestra do 'novo' Benfica


"Marco Silva chegou e deram-lhe pouco para a revolução que o o clube exigia. Palhinha será, mesmo chegando mais tarde, o seu reforço mais importante. A sua extensão em campo

Marco Silva terá certamente aprovado Kaminski e Circati, porém, a confirmar-se, o reforço que tem a sua cara é João Palhinha. Porque o treinou, sim, mas também porque o fez evoluir e transformou numa peça fundamental do seu Fulham e num jogador de Premier, ao ponto de encaixar mais tarde no Tottenham e de, provavelmente, poder vir a ser importante no Villa, com quem as águias lutaram pela transferência.
Há umas décadas teria sido herói da Sabener Strasse e da gigante mancha bávara que não se cansa de gritar que é o que é. No entanto, os anos de Guardiola e do aprendiz Kompany consolidaram o duplo-pivot e levaram a que se exigisse mais do 6, interpretado pelo lateral-direto com complexo de 10 Kimmich, fosse Goretzka ou Pavlovic o companheiro do lado. O técnico belga nunca precisou de inverter o triângulo para fazer subir um deles, já que sempre o fizeram com naturalidade, e aqueles que vaticinaram grande futuro do português por terras germânicas rapidamente perceberam o equívoco. Um dia talvez seja desconstruída, mas nunca se percebeu a contratação.
Ora, enquanto o futebol se vai formatando também através do recurso a estereótipos, como os de verdadeiros farois como Rodri ou Busquets — não é coincidência que o primeiro vá agora também vestir blaugrana, ainda que o Real Madrid se tenha antecipado a mostrar interesse, depois de ter sido um dos mais influentes do City de Guardiola —, capazes de dominar fisica e, ao mesmo tempo, tecnicamente, ditando ritmos e caminhos de fuga à pressão contrária, Marco Silva não teve pudor de ir em sentido contrário. Se no Fulham, equipa que iria, em tese, passar muito tempo sem bola, a decisão iria ser naturalmente compreendida, no Benfica ter-se-á de explicar pela capacidade de tornar as águias ainda mais ofensivas: no libertar dos outros médios (hoje, Barreiro e Sudakov; mais tarde, talvez Aursnes e o ucraniano) para uma chegada mais efetiva em número, uma das limitações apresentadas nas últimas temporadas.
Palhinha evoluiu, como disse antes. Não é o mesmo que brilhou no Sporting. Deixou de ser unidimensional. Ganhou valências no passe, sobretudo na distribuição à distância. Já a verticalização na quebra das linhas de pressão deixa-a para companheiros mais habilitados. Ajudará a equipa a crescer nos níveis de agressividade, coesão defensiva e reação à perda, e poderá ser arma importante nos esquemas táticos ofensivos. Não vou discutir um investimento que nunca será independente do rendimento e esse ainda não é um fator, e percebo os valores envolvidos perante a concorrência e o contexto do negócio. Que, também me parece, não teria existido se o treinador não fosse quem é. A todos os níveis.
O futebol de posse progressiva, triangulações e de descoberta do homem livre, o terceiro homem, recriado no relvado com velocidade e criatividade a gosto tem convencido as bancadas, tal como a nova mentalidade, aquela que mantém os jogadores em cima do resultado em vez de baixarem no terreno. Os triunfos ajudam — o Académico, sem público, poderá para já ser rotulado de acidente — e os atletas parecem convencidos qb. As convicções absolutas só serão validadas com vitórias, num calendário bastante exigente.
O discurso tem sido honesto, lúcido, o que não é de estranhar dado o resto da carreira, quase sempre coerente. E não se pode deixar de classificar a troca de guarda-redes como uma opção arriscada, sobretudo por ser setor que mexeu tanto. É uma escolha que até poderá impactar no que falta de mercado aos encarnados. O técnico acrescentou critério onde não havia e criou o rumo que antes ninguém soube estabelecer. Contratá-lo foi a melhor decisão de Rui Costa, o que não invalida que pudesse haver outras de igual ou maior mérito. Esta dá apenas sinais de poder funcionar, ao contrário das anteriores. O critério dificilmente terá tocado em todas as questões referidas, todavia vamos acreditar que sim, mesmo que Marco Silva ainda seja mais distante de Mourinho do que este era de Lage. Agora, o melhor que o presidente pode fazer é não estragar. E se, no final, esta revolução de um homem só não chegar para chegar ao sucesso resta-lhe perceber o que lhe falta para que isso aconteça.
Se Marco Silva sempre quis Palhinha, Farioli nunca pensou o mesmo de Rodrigo Mora. O FC Porto tentou vender um dos rostos mais mediáticos da sua formação logo depois de se ter afirmado e antes de o tentar adaptar a posição que nunca foi a sua, a de sombra de Gabri Veiga. Agora, clube e treinador desfizeram-se do problema e ficaram com alguns milhões para o mercado. 50 milhões de euros (pelos 100%) estará aquém do potencial que prometia entregar, não tivesse perdido uma época a tentar ser o que queriam que fosse. Por isso, só será um bom negócio se confirmar o que no Dragão se pensa dele. O que não é assim tanto, aparentemente.
O calcio não será fácil para o miúdo, mas hoje os clubes são os últimos a pensar nos jogadores que transferem e terá de se desenrascar, mesmo com um treinador tão especial como é Gasperini. Tem de acreditar.
Gosto de Mora, confesso. E também de Pedro Gonçalves e de Bragança, nos quais igualmente vejo alguma injustiça. O primeiro é um dos melhores da história do clube e só não foi ainda mais grandioso por culpa de algumas lesões, enquanto o outro ficou às mãos da intensidade ou falta dela, essa expressão tão cara dos analistas e tão oca para quem procura outros ângulos.
Mereciam estar em campo. Mesmo querendo sair. O que ainda fragiliza mais na falta de referências, enquanto o Sporting decide fazer uma queimada tão extensa que aparecem labaredas por todo o lado. Um erro de um Rui Silva algo sobrevalorizado poderá agora encaminhar o leão para o mercado, já para não falar em Luis Suárez, também com a cabeça a mil. As chamas andam incontroláveis. Num ápice, o super-leão da pré-época deixou de ser avassalador e as câmaras, como era previsível, voltam-se para o rosto que ligam aos zero títulos de 2026: Rui Borges. Que parece assoberbado sem saber o que fazer. À procura em si próprio de carisma para liderar."

O ‘fator Palhinha’ na ‘Marcolândia’ e na Liga portuguesa


"Marco Silva quase, quase a respirar de alívio e as últimas movimentações dão um novo alento ao Benfica.

1. Sou um admirador confesso das qualidades de João Palhinha e assumi que Portugal perdeu muito em não o levar ao mais recente Campeonato do Mundo.
Foi um dos erros crassos de Roberto Martínez. Espero, sinceramente, que Jorge Jesus corrija essa situação, até porque foi ele quem o mandou regressar ao Sporting, em 2017, para ser alternativa a William Carvalho, quando estava emprestado ao Belenenses e foi com ele nesse ano que Palhinha fez a estreia na Champions, com a Juventus…

2. Mas não é obviamente Jorge Jesus quem está agora na jogada. Na jogada da transferência do Bayern para o Benfica (dada oficiosamente pelos ‘encarnados’, à hora a que escrevo, como iminente) está Marco Silva, que levou Palhinha do Sporting para o Fulham, e isso é um dado muito relevante. Porque ambos conviveram durante duas temporadas completas em Londres no Craven Cottage e não é despiciendo que o médio já tenha trabalhado com três treinadores portugueses com história no futebol europeu e mundial: precisamente Marco Silva, mas também Jorge Jesus, e também Ruben Amorim (no SC Braga), antes de rumar a Alvalade e depois a Manchester e a Milão.

3. Relevante é igualmente o facto de Palhinha ter feito, no Fulham, com Marco Silva 79 jogos oficiais (40 em 22-23 e 39 em 23-24, o que revela uma notável regularidade). Desses 79 jogos, 68 foram realizados na Premier League e nesses 68 jogos foi titular em 66. Quer dizer: na competição mais apaixonante do Mundo, só em duas ocasiões foi suplente no Fulham com Marco Silva, pelo que é fácil de inferir que assumiu a titularidade em cerca de 97% das vezes.
Não tenho dúvidas de que Marco Silva, junto de Rui Costa, apostou todas as fichas na contratação de Palhinha e, como observador, vejo nisso todo o sentido, no território da ‘Marcolândia’ que se começa a desenhar e a delimitar.

4. Porque acho mesmo que a posição ‘6’ é fundamental em qualquer equipa e o Benfica precisa de ‘6’ à séria, que – com todo o respeito – não é Enzo Barrenechea.
O Benfica precisa de um ‘6’ que seja ao mesmo tempo posicional, que dê bola aos médios que joguem na periferia, que seja forte nos duelos e nas divididas, que seja lesto e agressivo nos cortes e nas dobras, que baixe para a posição entre os ‘centrais’ quando for necessário e que esteja ‘sempre em campo’ como um radar que identifica qualquer movimento mais perigoso do adversário.
Com 1,90m, Palhinha tem isso tudo e mesmo nas iniciativas um pouco mais ofensivas, ‘a coisa’ faz-se, mesmo não sendo a praia dele, sem esquecer a importâncias bolas paradas, sobretudo as defensivas, mas também na área do adversário (dos 8 golos marcados no Fulham, 4 foram de bola parada, um dos quais, vai fazer agora 3 anos, resultou no golo do empate na parte final do jogo com o Arsenal, no Emirates).

5. Se se olhar para a actual equipa do Benfica, a colocação de Palhinha a ‘6’ não vai apenas constituir um reforço excelentíssimo na zona central defensiva da equipa, junto de Tomás Araújo e Lenglet, e também de Alessandro Circati, mas converter-se-à, também, num elo de ligação com Aursnes, formando um meio-campo fortíssimo, independentemente de quem seja o terceiro médio, entre Rafa, Sudakov (se se aguentar neste balanço, o que não está fácil) e Richard Ríos, sem descartar as hipóteses – em linha com a variabilidade que os jogadores da frente dão a Marco Silva – de Prestianni ou mesmo Schjelderup possam ter uma palavra a dizer nessa posição, embora eles estejam muito bem nas funções que ora desempenham, mais sobre os flancos mas com movimentos constantes para aparecerem na zona do golo.

6. Àqueles que olham para o ‘fator idade’ (31 anos) e que, por isso, esta aquisição não faz o mínimo sentido, porque não dará retorno financeiro ao Benfica, eu respondo obviamente sem procuração: quantos jogadores já passaram pelo Benfica rotulados de grandes promessas e não tiveram nem retorno financeiro nem desportivo? Daqui a 4 anos (tempo de contrato que está acordado entre as duas partes), Palhinha terá 35 de idade e posso estar enganado mas – se tudo correr bem, sem contratempos – terá tudo para ser ‘capitão’ do Benfica e uma enorme mais-valia no objectivo principal de quebrar o jejum da Luz e criar, com Marco Silva, uma identidade própria.

7. Há um lado mais emocional na equação, que sei também ser muito importante para Palhinha neste processo: o regresso à capital portuguesa, do lado contrário da Segunda Circular, uma vez que esteve 9 anos ligado ao Sporting, entre 2015 e 2022, contando com formação/equipa B e equipa principal, onde realizou 95 jogos oficiais e 7 golos (5 de bola parada), permitindo aos ‘leões’ um encaixe na ordem dos 25,5M€.
É legítimo querer estar mais perto da família, o que se entende, percebendo esta fase da vida pessoal, sobre a qual ninguém tem de meter a colher e há uma coisa que – valendo o que vale – a maioria dos adeptos não sabe e que deixo aqui, com sentido construtivo, face à contrastante dialéctica entre adeptos sobre o tema: apesar da ligação ao Sporting desde menino, depois de Aurélio Pereira e Abel Ferreira (dos quadros técnicos leoninos) terem detetado as qualidades de Palhinha quando ainda era junior do Sacavenense, o seu clube do coração não era o Sporting, mas o Benfica, por influência do pai.
Isto altera alguma coisa sobre o nível de profissionalismo do jogador? ZERO! ZERO mesmo!
Sempre foi um grande profissional, em todos os clubes que representou e no Sporting ninguém tem nada a apontar-lhe em doação competitiva.

8. A asserção sobre o ‘lado de adepto’, que no futebol, hoje, vale cada vez mais zero ou perto disso, só tem uma vantagem: desmontar a tese da traição (no universo dos sportinguistas) e desmontar a tese da desconfiança (no universo dos benfiquistas) perante um ex-Sporting com uma passagem longa por Alvalade e Alcochete.
O profissionalismo tem sempre de vencer (entre o ‘diz-se, diz-se’) e Palhinha merece ser feliz, por tudo o que já fez, esteja onde estiver.

9. Estamos sensivelmente a 10 dias do fecho do ‘Mercado’ e o Benfica, mesmo tendo começado ‘a treinar’ nas eliminatórias de acesso à Liga Europa, ‘treinos’ que foram muito úteis para perceber ideias, desequilíbrios e fazer uma melhor avaliação das carências e dos recursos, está a atingir, com Ciricati e na iminência de Palhinha, uma nova ideia de consistência e pode dar um importante salto qualitativo na operacionalidade do plantel. Tem casos para resolver (a baliza não está… ‘resolvida’) e tem, sobretudo, excedentários para colocar, sob o princípio de que, para além das questões técnicas e tácticas e a necessidade de ter um bom ‘banco’, numa época longa com muitos desafios, é importante não reter jogadores que não tenham a consciência profissional adequada para ajudar mesmo quando não assumem a condição de titulares. É muito importante saber o que fazer com Barrenechea, Richard Ríos, Sudakov e Lukebakio. Os que não quiserem somar – isto sempre na ótica do interesse do Benfica e não, como é óbvio, dos seus rivais – mais vale vender (se houver mercado) ou emprestar.

10. É minha convicção que, com Palhinha, o Benfica ficará muito mais forte e em melhores condições para tentar ‘atacar’ o título. O FC Porto acaba de vender Mora, um jogador que faria tudo para manter no plantel. Quero entender Farioli (que é campeão e por isso merece esse crédito) mas não consigo. Um craque como Mora tem de ser sempre um potencial titular, mas nesta gestão há sempre outros factores, nomeadamente na relação entre o seu representante (Jorge Mendes) e a ‘estrutura’ do FC Porto… Financeiramente (para já garantidos 25M€) veremos no que resulta: pode ser um bom ou um mau negócio. Mas a perda de uma referência, que diz muitíssimo aos adeptos, é sempre um dado a considerar…
Finalmente, o Sporting. A construir uma nova equipa com jogadores de muito bom nível, mas o arranque do campeonato, com a pressão que não existe nos jogos amigáveis, trouxe com ele o ‘fantasma’ da natureza da gestão da liderança de Rui Borges, acentuada com o ‘caso’ Luis Suárez. Da resolução deste ‘imbróglio’ pode depender a temporada dos ‘leões’. Vão rolar cabeças ou, depois da tempestade, virá a bonança?..."

MasterVi: Mercado...

SportTV: Mercados - Afinal saiem ou não saiem?

Zero: Mercado - Excedentários com guia de marcha

BF: Dúvidas...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Palhinha no Benfica: contratação do defeso?

Observador: E o Campeão é... - O "timing" tornou Palhinha uma "aposta desportiva" na Luz

Observador: Três Toques - Saudades de Ronaldinho? 10 anos depois, quer voltar a marcar

A Verdade do Tadeia 2027/03 - A caminho do pleno europeu

Na frente


"O Benfica ganhou por 3-1 ao Aarhus, na 1.ª mão do play-off de acesso à fase de liga da Liga Europa. Este é o tema em destaque na BNews.

1. Vitória assenta bem
Marco Silva enaltece a postura da equipa: "Uma atitude muito boa desde o primeiro minuto, a pressionar, a jogar, a ter qualidade, a ter uma reação ao nível daquilo que pretendíamos também. Uma exibição, de uma forma geral, positiva, com uma primeira parte de grande nível."

2. Resultado coroa exibição
Leandro Barreiro realça a produção ofensiva: "É um resultado positivo e é uma boa exibição da equipa. Tivemos muitas oportunidades, podíamos ter marcado um ou outro golo mais."

3. Man of the Match
Autor do primeiro golo da partida, Rafa foi considerado o Homem do Jogo.

4. Ângulo diferente
Veja, de outra perspetiva, os 3 golos do Benfica ante o Aarhus.

5. Empréstimo
Tiago Gouveia vai evoluir no Gençlerbirliği.

6. Jogos do dia
A equipa B do Benfica recebe o Portimonense no Benfica Campus (18h00). E há jogo de apresentação da equipa masculina de futsal frente ao Eléctrico no Pavilhão Fidelidade (20h00).

7. Últimos resultados
Em Sub-23, o Benfica registou um empate sem golos ante o Rio Ave. A equipa feminina de futebol empatou 1-1 com o Torreense num jogo-treino.

8. Agenda do fim-de-semana
Em andebol, o Benfica disputa duas Supertaças no domingo em Santo Tirso. Nos masculinos, às 19h00, frente ao Sporting; nos femininos, às 15h00, ante o CJ Almeida Garrett.
No futebol de formação, os Juniores recebem o Torreense às 17h00 no domingo e os Juvenis são anfitriões do Nacional no sábado às 11h00.

9. Chamadas internacionais
A mais recente convocatória da seleção nacional masculina Sub-17 de futebol inclui 7 jogadores do Benfica.
No feminino, Thaís Lima e Ana Clara Oliveira estão convocadas pelo Brasil para o Mundial de Sub-20.

10. Calendário
A equipa feminina de futsal do Benfica já conhece o calendário da 1.ª fase do Campeonato.

11. Jornal O Benfica
A edição desta semana já está disponível para download no Site Oficial."

ESPN: Futebol no Mundo #623

TNT - Melhor Futebol do Mundo...

Rabona: Amorim, Sackings & Leão's Saga | What is AC Milan building?

Throne: The Sad Truth About Rodrigo Mora's Transfer

Sem Benfica será impossível, isso parece certo


"Tendo assumido que concorda com o princípio da centralização, o que defende afinal o Benfica? Sabemos o que não quer, mas ainda não se ouviu uma palavra sobre o que quer

O Benfica promoveu na quinta-feira à noite, aproveitando a realização de um jogo do play-off da UEFA Europa League no estádio da Luz, a assinatura da petição que tinha entregue na Assembleia da República para discutir o eventual adiamento do processo de venda centralizada dos direitos televisivos das ligas profissionais a partir de 2028.
Não precisava de fazê-lo, visto que as 7.500 assinaturas requeridas para levar o assunto à discussão no Parlamento estão garantidas há dias, mas tratou-se de uma inteligente demonstração de força.
Estava na cara, há muitos meses ou mesmo anos, que o Benfica não iria deixar avançar a centralização sem garantir, no mínimo, a manutenção dos proveitos de que já usufrui quando negoceia sozinho no mercado.
Podemos discutir a essência da ideia de centralização ou a forma como deve ser aplicada. Podemos até tecer juízos de valor sobre a maior ou menor sobranceria dos clubes mais fortes nesta matéria — e por maioria de razão a do Benfica, que como todos sabemos representa uma larga maioria do mercado nacional e até internacional.
O que não podemos, creio, é ter a ilusão de que um passo estrutural como este possa ser dado sem o acordo e o forte compromisso do clube da Luz.
Aqui chegados, há mais por responder: o que farão os grupos parlamentares dos partidos que receberam comitivas do Benfica nos últimos meses com este assunto, certamente, na agenda?
Mais importante ainda: tendo assumido que concorda com o princípio da centralização, o que defende afinal o Benfica? Sabemos o que não quer, mas ainda não se ouviu uma palavra sobre o que quer, algo que, já agora, não deixa de ser relevante para a discussão.
A centralização é justa e parece ser o único caminho para uma Liga melhor e mais saudável. O princípio é eticamente correto. Somos uma aldeia gaulesa na Europa do futebol.
Se calhar todos deviam preparar-se para perder um pouco agora e ganhar mais tarde. Mas sabemos que na prática as coisas não são assim: defendemos a competitividade, mas no fundo desejamos poder ganhar sempre. Se for de goleada tanto melhor.
Bismarck foi sábio nestas palavras: «A política é a arte do possível.» No futebol português, «possível» só cabe numa frase que inclua «Benfica»."

Um sonho cada vez mais próximo


"A criação, pela Federação Portuguesa de Futebol, da Comissão Não Permanente para o Estatuto e Carreira do Delegado das Competições constitui um momento de enorme relevância para todos os que desempenham esta função.
É o reconhecimento da importância, responsabilidade e exigência do papel do delegado no futebol português.
Para mim, é um enorme privilégio integrar esta Comissão e, simultaneamente, uma grande responsabilidade poder contribuir para um processo que poderá marcar o futuro da nossa carreira. Já realizámos duas reuniões e é com enorme satisfação que vejo avançar um projeto que, durante tantos anos, foi um sonho de todos os delegados.
Mais do que uma conquista individual, este é um objetivo coletivo. Queremos uma carreira valorizada, estruturada, dignificada e assente na formação, competência, experiência e mérito, abrangendo todo o percurso: das competições distritais às nacionais e, para já, às profissionais.
A ANDF estará sempre empenhada na defesa dos superiores interesses de todos os delegados às competições, sem exceção, contribuindo de forma construtiva para que este desígnio se concretize.
Uma palavra final de profundo agradecimento a todas as instituições e entidades que nos têm demonstrado apoio e confiança.
O caminho ainda é longo, mas hoje podemos dizer, com orgulho e esperança, que o sonho está mais perto de se tornar realidade. 
Seguimos juntos, com determinação, responsabilidade e compromisso."

Golo...

1.º

BI: Rescaldo - Aarhus

Terceiro Anel: React - Rescaldo - Marco Silva - Aarhus

Terceiro Anel: Aarhus

Operação: Aarhus...

Vinte e Um - Como eu vi - Aarhus

Oliveira: Aarhus...

Observador: A Força da Técnica e a Técnica da Força - Aarhus

BF: Aarhus

Terceiro Anel: Live - Aarhus

SAÍRAM DAQUI VIVOS


"Benfica 3 - 1 Aarhus

O PRÉ-JOGO
1. Espero casa cheia na Catedral depois do vergonhoso castigo de um jogo de castigo à porta fechada. E mais: hoje decide-se muito do futuro do Benfica na Europa. Ambiente estava a ferver na fanzone - é ali que mora o Benfiquismo mais genuíno.

2. Marco Silva a apostar no seu onze preferido deste início de época. Estamos tranquilos com as escolhas do nosso treinador. Carregaaaaaa!!!

O JOGO
3. Mais um começo à Marco Silva! Rafa, não foi à primeira, foi à segunda. Vocês contaram quantos jogadores dos nossos estavam ali na área junto à baliza para concluir a jogada? Assim é mais fácil marcar: não é um? É outro!

4. Puxem.o filme atrás e vão rever esta jogada aos 10 min e 20 seg, mais coisa menos coisa. É dos compêndios do bom futebol. E deixem-se ficar mais um pouco na revisão da matéria para perceber como é que a pressão sobre o redes deles não deu golo nosso por muito pouco. E logo a seguir como é que um tiro ao boneco que estava em cima da linha não resultou no dois-zero.

5. O Samu teve agora uma reposição de bola, daquelas demoradas, com a bola nos pés dentro da área, que se fosse o Trubin tinhamos meio estádio a assobiar. O nosso caudal ofensivo continua acelerado - grande defesa do redes deles a remate do Prestianni, uns minutos mais tarde foi uma trivela do Rafa a causar pânico na área deles.

6. Como é que o apitador não dá penálti a este empurrão nas costas do Rafa no momento do remate cruzado? E o VAR, será que estava a pintar as unhas? Não faz mal, do canto veio o dois-zero: Barreiro, que já foi patinho feio, e agora é considerado imprescindível, são assim os bipolares treinadores de bancada, a concluir uma insistência junto ao segundo poste.

7. Um golo deles contra a corrente - faz parte do futebol. Apanharam-nos descompensados, tiveram o seu mérito: dois-um. Caramba que o Tomás podia logo de seguida ter reposto a diferença: atirou por cima - está mais habituado a aliviar do que a faturar... E mais o Pavlidis de pé esquerdo para grande defesa do redes. Por quantos já devíamos estar a ganhar? Perdi a conta às oportunidades desperdiçadas.

8. O VAR a inspecionar uma mão na área deles: penálti! Não falhes, Pavlidis, crl: já está, três-um!!! SLB-SLB-SLB! Ao intervalo a eliminatória já tinha era que estar resolvida: 21 remates, 11 enquadrados, 7 grandes oportunidades (FlashScore).

9. Gosto muito da forma como este Benfica se apanha a ganhar e continua a martelar os adversários de forma insaciável. Assim reentrámos na segunda parte: 10 minutos de posse e vários momentos de perigo na área do Aarhus. Mas o nosso ponto fraco, as transições defensivas, ainda nos vão causando uns sustos.

10. Vá lá, vamos lá marcar mais um para irmos sossegados para a Dinamarca, faltam 30 minutos, baixámos o ritmo, vamos lá! Apitador fraquinho: quantos amarelos ficaram no bolso em faltas deles que mais que justificavam? Marco Silva está sempre a dar indicações lá para dentro, quer mais e melhor de cada momento do jogo.

11. 59.147, na média desta época. O capitão vai voltar, foi chamado, recebeu a merecida ovação. Apitador a não ver mais um lance de falta na área deles. E o VAR? Nada... Gosto do futebol do Durán, com a cabecinha limpa vai ser muito importante na época.

12. Mostrámos grande superioridade, mas deixámo-los sair daqui vivos. Para a semana vamos à Dinamarca carimbar a passagem à fase de liga da prova."

Na Luz, as balizas estão bem à vista e o Benfica voltou a demonstrar contra o Aarhus que não precisa de esforço para as encontrar


"O Benfica marcou por três vezes, mas podia ter celebrado ainda mais. A máquina ofensiva de Marco Silva continua a produzir e os encarnados conseguiram uma vantagem confortável na 1ª mão do play-off de acesso à Liga Europa (3-1)

Uma roda de amigos. Uma regra estabelecida pelos participantes. Um golo por cada vez que esta é quebrada. Dá bastante jeito para este efeito a existência de palavras homónimas que permitam criar uma ligeira confusão entre a descrição de um drinking game e remates para o interior da baliza.
Marco Silva montou uma máquina de futebol atacante que vai proliferando. O Benfica está ofensivamente ébrio, tamanha a cascata de golos que tem emborcado. Sem esquecer os sete marcados ao Casa Pia, fez cinco diante do St. Gallen e seis frente ao Hearts, no que respeita a jogos do casting da Liga Europa realizados em casa.
O Aarhus também foi apanhado na enxurrada. Os encarnados serviram-se dos campeões dinamarqueses com um 3-1 na 1ª mão do play-off de acesso à Liga Europa que deixa à distância de uma viagem à Escandinávia a confirmação de que as águias vão estar cheias de compromissos a meio da semana durante a época.
No Estádio da Luz, decorreu um processo de banalização da oposição nórdica. Vai singrando o modelo associativo, com movimentações constantes e passes com mensagem. Logo aos dois minutos, o Benfica rebentou a bolha. Sendo as combinações de Bah, Rafa e Pavlidis o apogeu do futebol triangular, assim nasceu o golo do português.
Os números do ataque são impactantes e em certos momentos a eficácia nem tem primado. Esse é o resumo da carreira de Rafa, o pequeno génio que nem sempre acaba as contas. Além do golo inaugural, teve mais duas ocasiões claras para marcar que o teriam deixado ainda mais realizado em caso de concretização.
Um percurso igualmente utilizado pelo Benfica era a via aberta pelos destroços do Aarhus. As perdas de bola da equipa treinada por Jakob Poulsen desencadeavam ocasiões flagrantes para o adversário. A pressão de Prestianni, outro muito ativo na busca pela baliza, relacionou-se com alguns dos erros provocados.
O aconchego posicional de Sudakov e Pavlidis foi reconfortante para desatar jogadas interiores. Era por esta via - não tanto quando Dahl tentava cruzamentos mais bombeados - que as coisas funcionavam.
Por vezes, os defesas do Aarhus até se interpunham na agitação causada pelo Benfica dentro da grande área, mas eram incapazes de aliviar o perigo. Perante a insistência de Leandro Barreiro, autor do segundo golo, mais difícil ficou. Pavlidis, de grande penalidade, também ajudaria a evidenciar a superioridade.
O Benfica tem uma identidade muito transparente. Cheio de virtudes e melhorias, a Luz ansiava por uma equipa que lhe enchesse o ego com algo mais do que vitórias. Do mesmo modo, os defeitos também estão à vista.
Criando pouco, o Aarhus conseguiu com poucos toques adiantar-se no terreno. Lenglet foi brando no alívio ao cruzamento vindo da esquerda. A passividade e distância dos médios permitiu que Jacob Andersen tivesse tempo de pensar e dar a Sebastian Jorgensen a chance de fazer um remate sem grande pressão que acabou dentro da baliza de Samuel Soares.
Na segunda parte, o Benfica esqueceu-se do carregador e a eletricidade não foi a mesma. Entre o ritmo mais lento na circulação da bola e um adversário que tomou a inteligente opção de não se autodestruir, a satisfação com os dois golos de vantagem sobressaiu.
Schjelderup, o veículo ligeiro que no banco do Benfica é um peso pesado, prometeu aquilo que entregou. Mal entrou, o norueguês abanou de imediato a oposição e proporcionou uma defesa relevante a Mads Hedenstad. Já com o regressado Aursnes em campo, os minutos finais foram de retoma do sufoco, tendência à qual o impulso de Durán ajudou.
O Benfica está muito confortável no play-off da Liga Europa, mas não construiu uma vantagem que lhe permita ir à Dinamarca com o mesmo à vontade com que foi à Escócia, durante a eliminatória com o Hearts. As sensações seguem imaculadas."

Equipa ligada à corrente em noite de gala de Rafa


"Encarnados venceram e convenceram na primeira mão do play-off da Liga Europa, frente ao Aarhus. Vários brilharam, mas um em especial 

Melhor em campo — Rafa (8)
Este quadrado é pequeno para lembrar e descrever a quantidade de bons lances e pormenores deliciosos de Rafa neste jogo. Aos dois minutos já estava a festejar o primeiro golo, surgindo a finalizar um lance que ele próprio iniciara, com um passe de calcanhar para Barreiro. Aos 11' serviu Bah, aos 14' rematou para grande defesa, aos 26' cruzou e deixou Sudakov em boa posição, aos 27' rematou de trivela para enorme defesa de Hedenstad, aos 30' mais um remate e mais uma defesa (neste lance o avançado do Benfica foi empurrado e por isso não finalizou na perfeição), e mais, e mais... Rafa esteve endiabrado, criativo, eficaz, mas ao mesmo tempo muito lúcido em todas as ações. E solidário a defender. Este Rafa não é só um bom jogador, mas é enormíssimo e faz realmente a diferença na equipa e no jogo.

(6) Samuel Soares Sem culpa no golo sofrido, mostrou-se seguro. Autoritário nas saídas aos cruzamentos, foi confiante no jogo com os pés e mãos, e teve papel importante no lançamento dos companheiros para o ataque.

(6) Bah Muito vertical e agressivo no ataque, cruzou para o primeiro golo da equipa e deixou Pavlidis em boa situação para marcar, aos 11'. Teve problemas para lidar com a qualidade de Emmery e deu-lhe muito espaço para pensar no lance do golo do Aarhus.

(6) Tomás Araújo Alternou entre o bom e o mau, mas sai com saldo positivo pela forma como subiu linhas de pressão e lançou ataques. Começou desconcentrado, mas cresceu, esteve no lance do segundo golo e aos 38' poderia ter marcado, mas finalizou mal um cruzamento de Dahl. Grande erro na forma como (não) marcou Bech e o deixou cruzar para golo

(6) Lenglet Teve registo similiar ao de Tomás Araújo, mostrando mais segurança a defender, mas igual capacidade para pressionar e qualidade na saída com bola e passe. Esteve perto de marcar de cabeça em mais que uma ocasião e, tal como o companheiro de setor, também pecou: aos 36' perdeu a bola de forma displicente (mas perto da área do adversário) e permitiu ao Aarhus construir o lance do golo sofrido por Samu.

(7) Dahl Muito competente a fechar o flanco e com algumas subidas bem desenhadas e cruzamentos perigosos. Aos 38' colocou Tomás Araújo na cara do golo e aos 51' fez o mesmo com Pavlidis. Finalizou o jogo com um bom remate, para defesa de Hedenstad.

(6) Barrenechea Deu geometria com bola e esticou bem a equipa, mas foi sempre demasiado posicional, perdendo várias oportunidades para progredir e poder ser mais infuente no jogo. (7) Leandro Barreiro — Uma máquina que não pára, a defender e a atacar. Nem sempre faz bem, mas está sempre lá. Aos 17' rematou ao lado, aos 31' marcou mesmo, em lance de insistência e de oportunidade. Aos 47' mais um remate perigoso, de cabeça.

(7) SudakovExibição muito interessante do ucraniano, com intensidade e pormenores que ligaram a equipa e a fizeram ganhar dimensão. Aos 13', pressionou o guarda-redes e, com felicidade, quase fez golo; aos 18', trabalhou bem na área e serviu Prestianni para remate perigoso; aos 26', recebeu cruzamento na esquerda e rematou com selo de golo, mas a bola desviou num defesa; aos 41', ofereceu a Pavlidis lance de golo.

(7) Prestianni Marco Silva disse tudo: é impossível não gostar da alma com que joga o argentino, e a qualidade que tem. Aos 14' lutou e ganhou a bola e ofereceu lance de golo a Rafa; aos 17' lançou Barreiro com um passe delicioso, e o médio rematou para canto. Grande remate para boa defesa, aos 18'; e novo remate aos 29'. Pelo meio, grande ajuda defensiva e pressão agressiva e alta em todas as zonas do campo.

(7) Pavlidis Finalizou sem sorte, aos 11' e 41', serviu os companheiros com qualidade e não tremeu na hora de concretizar a grande penalidade. Incansável e precioso a ligar a equipa.

(5) Richard Ríos Deu dimensão física ao meio-campo, mas entrou ansioso. Rematou mal aos 76' e aos 88' acertou num defesa. Tentou ganhar um penálti, num lance em que pareceu ter espaço e tempo para decidir melhor.

(7) Schjelderup Em pouco tempo fez muito. Quase marcou num cruzamento de Rafa (74'), rematou com perigo (78') e lançou Ríos na área (83'). Ligado e sintonizado com a energia da equipa.

(5) Jhon Durán Teve pouca bola, mas quando a teve tratou-a bem. Grande passe a desmarcar Schjelderup (78') e remate potentíssimo (90+3') para canto.

(5) Aursnes Primeiro jogo da época, lançado atrás do ponta de lança. Teve critério e inteligência na gestão dos lances, sem tempo para mostrar mais.

(5) Kaminski Entrou com vontade, mas teve pouco tempo para deixar marca. Aos 90+1' teve espaço na área, manteve a bola, mas não fez a diferença no lance."

Meio turno de alta qualidade na fábrica nacional do golo


"Superioridade imensa do Benfica podia ter resultado em vantagem maior, mas a eliminatória parece garantida e a média de golos continua elevadíssima

O Benfica deu passo e meio rumo à fase de liga da UEFA Europa League graças a uma primeira parte demolidora e uma segunda apenas completamente dominadora, mas sem golos. Segue em grande a principal fábrica portuguesa de golos, que leva 25 em sete jogos, média superior a 3,5 por partida. É obra ofensiva — veremos, em testes de maior exigência inevitavelmente a caminho, que solidez defensiva corresponde a este pendor atacante.
Marco Silva não promoveu surpresas no onze nem qualquer rotatividade, o que faz todo o sentido numa altura em que a época vai a iniciar-se e o mais importante, mesmo, é criar rotinas. Lá virá o tempo das poupanças e das gestões, se tudo correr bem durante vários meses. Para já, é hora de consolidar.
Se todos os jogos fossem como o de Rio Maior, na última segunda-feira, o Benfica teria chegado ao intervalo a ganhar por cinco ou seis golos de diferença. O domínio foi de tal forma intenso — e assinalado logo aos dois minutos com o 1-0 — que as oportunidades de golo foram-se sucedendo. Só que desta vez a pontaria não estava tão afinada, o guarda-redes contrário pôde fazer um pouco melhor e os encarnados não materializaram em golo cada chance, como afinal acontece na maior parte das vezes.
A ala direita benfiquista mostrou serviço desde o início e era sobretudo por ali, com as combinações Leandro Barreiro-Bah-Rafa, que o perigo ia nascendo, muito embora os desequilíbrios constantes de Prestianni na esquerda também não deixassem descansar os dinamarqueses.
Barrenechea chegava e sobrava para as encomendas do meio-campo defensivo, o que libertava Barreiro para a meia direita e fazia descair Sudakov mais para a esquerda, num esquema que na prática se plasmava em 4x1x4x1 e se adivinha para o futuro próximo quando, na maioria dos jogos, João Palhinha assumir sozinho as despesas da posição 6 encarnada para a equipa fazer o que melhor sabe: atacar.
Era muito movimento no meio-campo, demasiada informação para processar pelas linhas defensivas do Aarhus, por mais próximas que tentassem estar. De erro em erro (dinamarquês) e de virtuosismo em virtuosismo (português) se ia escrevendo a história da primeira parte. Chegou o 2-0 e não chegaram mais por razões já explanadas.
Mas já dizia um sábio amigo meu: «Cuidado que a bola é extremamente redonda!» E de tão redonda que é pode, de repente, caminhar por sítios imprevistos. Aos 36 minutos, na única jogada articulada de ataque do Aarhus, a defesa do Benfica facilitou (provavelmente não conseguiu arrancar, mal tinha entrado em ação...) e Jorgensen reduziu para 1-2.
O golo fortuito entusiasmou minimamente os dinamarqueses, mas o gás não deu para mais que alguns espasmos. O Benfica retomou a liderança das operações sem problemas de maior e, em cima do apito para descanso, surgiu um penálti-VAR, por mão na bola, que Pavlidis não desperdiçou.
A fábrica continuou a laborar no segundo tempo, mas já em ritmo de sexta-feira à tarde naquelas empresas em que existe a casual friday e até se admite maior informalidade na vestimenta. O Benfica dominou sempre, mas teve muito menos oportunidades e não voltou a marcar. O Aarhus foi igual: quase zero em termos ofensivos e só relativamente competente a defender.
Dentro de uma semana, só uma enorme hecatombe (e teria mesmo de ser enorme hecatombe, não apenas um ou dois percalços) tirará os encarnados da fase a doer da UEFA Europa League."

LiveMode: Live - Aarhus...