Últimas indefectivações

sábado, 11 de outubro de 2025

O dia em que Mourinho rejeitou o Newcastle


"Treinador do Benfica podia ter tido uma carreira bem diferente se tivesse aceitado o último convite de Bobby Robson

Quando José Mourinho rescindiu contrato com o Barcelona não pensava noutra coisa que não fosse passar a ser treinador principal. Bobby Robson já tinha deixado Camp Nou, o tempo de Van Gaal tinha acabado e estava a chegar Serra Ferrer. Mourinho tinha decidido enfrentar o maior desafio da sua ainda curta carreira ao lançar-se sozinho para a liderança de uma equipa de futebol.
O jovem treinador, então com 37 anos, encontrava-se à espera de um convite para voltar ao ativo quando foi surpreendido por um telefonema de Bobby Robson, na altura treinador do Newcastle. O inglês conhecia a ambição dele por isso tentou «dar-lhe a volta» com uma proposta tentadora: um a dois anos como treinador-adjunto e depois o comando técnico do Newcastle, com Robson no papel de manager da equipa.
José Mourinho agradeceu o convite do seu «mestre», mas rejeitou a proposta. Na sua biografia oficial, José Mourinho escreveu: «Bobby Robson esqueceu-se que trabalhei com ele muitos anos e que, portanto, o conheço bem. Ele é um homem que só irá abandonar o campo quando deixar de trabalhar. É impensável vê-lo como manager de um qualquer clube a assistir aos treinos e aos jogos na bancada».
Após a nega ao Newcastle, logo apareceu o convite para a estreia como treinador principal no Benfica, onde esteve apenas 3 meses. Agora, 25 anos depois, José Mourinho está de viagem marcada com as águias para a cidade onde poderia ter começado a carreira como principal.
Newcastle e Benfica têm pouco em comum, mas há uma ligação profundamente significativa entre José Mourinho e Bobby Robson, falecido a 31 de julho de 2009.
O tributo do clube ao «filho do Nordeste» é bem visível, com uma estátua no exterior do estádio St. James Park e um busto no hall dos balneários das equipas, mesmo antes da entrada para o relvado.
Mourinho já jogou em Newcastle com Chelsea, Manchester United e Tottenham, mas este regresso com o Benfica tem uma história particular para contar."

A arte científica do penálti


"A 14 de Maio de 1994, no Riazor, estádio do Deportivo da Corunha, Miroslav Dukic preparava-se para aquele que viria a ser um dos golpes mais trágicos da História do Futebol. Empatados 0-0 com o Valência no último minuto da última jornada, os jogadores do Super-Depor rezavam por um milagre que lhes desse a vitória e, consequentemente, o campeonato espanhol. Um título que, ainda por cima e só para ajudar à festa, seria o primeiro para o clube galego.
Na linha directa da hierarquia do penálti, o sérvio Dukic não era a primeira escolha, nem sequer a segunda. Mas tragicamente aconteceu que Donato, o capitão, havia já sido substituído durante o jogo, e Bebeto, o genial goleador que festejava golos embalando os filhos nos braços, não quis bater a bola decisiva porque tinha falhado um penálti no jogo anterior. Resultado: atiraram o pobre Miroslav para o meio dos lobos de Valência e mudaram o rumo da História para sempre.
A bola, tímida, quase nem uma bola mas qualquer coisa mais leve e frágil, uma pena, seguiu para a meia-direita do guardião González que a aninhou no peito sem nenhuma dificuldade e atirou os adeptos do Depor para a noite mais longa das suas vidas. No momento decisivo, como lhe chamava Cartier-Bresson, o jogador sucumbiu à pressão e fez o que quase todos os humanos fariam: jogou sem risco, para o meio, à espera da sorte e com medo da morte. Mas... terá sido apenas culpa do azarado sérvio? Ou Arsenio Iglesias, o histórico treinador castelhano, também deve contas eternas ao Riazor?
No coração do adepto, há sempre um penálti de sonho. Mas, para quem é responsável por um plantel de alto rendimento, e tem de escolher o seu melhor executor, a pergunta que deve ser colocada é simples: o que é um penálti bem marcado?
Em resposta, teremos várias visões. Logo na primeira fila, aparecerão os pragmáticos: «é o penálti que dá golo». De seguida, os prestidigitadores: «é o que engana o guarda-redes». Os estetas: «bola para um lado, guardião para o outro». Os cruéis: «o que humilha o adversário». Os estrategas: «o que transmite a ideia de ir para um canto e vai para o lado contrário». Os cavaleiros: «o que tem uma paradinha a meio da corrida». Os bélicos: «o que faz explodir as redes!». Os emotivos: «o que faz levantar o estádio».
Na verdade, como em quase todos os momentos do jogo, o futebol é para cada adepto um mundo muito diferente do dos restantes e as teorias sobre ele tendem para mais infinito. Há em cada um de nós um especialista catedrático nesta arte; temos todos o conhecimento científico - porque empírico - sobre quais as melhores acções ao longo de uma partida de futebol. Tivesse o treinador a nossa clarividência e o nosso clube ganharia sempre por 20-0 com mais 20 golos falhados porque os jogadores, já se sabe, não possuem as nossas qualidades inatas para a prática da modalidade.
Humildemente, deixarei o meu contributo: um penálti bem marcado é aquele que, por maior qualidade que o guarda-redes tenha, por mais alto, elástico, atlético, instintivo que o guardião seja, fará com que a bola entre sempre na baliza. Dito de outra forma: o penálti bem marcado é o penálti que encontra a sua janela para a baliza num lugar em que é impossível ao adversário chegar.
Pode ser, na perfeição, uma bola batida a um dos cantos superiores da baliza - esse é o penálti-fenómeno, o penálti-pérola, o Rei dos penáltis. É o penálti que traça uma linha horizontal e vertical tão perfeita que cria a diagonal eterna. Lá «onde a coruja dorme» é o sítio do milagre e da explosão do adepto. Esteticamente, é admirável; tecnicamente, soberbo; psicologicamente, devastador para o guarda-redes.
Mas há outras caminhos por onde marcar golo mantendo o essencial do princípio «penálti bem marcado»: bola batida, rasteira, em força, a um dos cantos da baliza; bola batida para as malhas laterais de um dos lados, a meia-altura; bola, rasteira, meia-altura ou alta, que ou apanhe a lateral interna ou o poste pelo lado de dentro, inevitavelmente entrando. Toda a bola que for batida com estes princípios dará golo. É impossível a um guarda-redes defender um esférico que vá puxado, em força, a um dos lados da baliza. E isso, por ser inevitavelmente golo, é um penálti bem marcado.
O que são penáltis mal marcados? São todos os outros. Um penálti «à Panenka» é um penálti mal marcado, por mais arte que o jogador tenha em fazer crer ao guarda-redes que vai atirar para um canto e não para o centro, em delicadeza - é bonito, não nego, mas não cumpre o requisito de tornar impossível ao guardião a sua defesa. Basta que fique ao centro para defender a bola; basta que, indo para um dos lados, consiga com os pés tocar no esférico. Ou seja, este é um penálti que não depende apenas e só da qualidade do remate, mas de vários outros elementos: posicionamento do guarda-redes; capacidade do guardião em antecipar a ideia do marcador; sorte do guarda-redes que, mesmo atirando-se para um canto, pode tocar com as pernas ou pés na bola. Pelos mesmos motivos (não dependerem apenas da qualidade do executante mas de vários outros factores), todos os penáltis que fizerem a bola entrar num lugar da baliza a que o guarda-redes pode chegar são maus penáltis, são penáltis com gripe, são anti-penáltis.
E isto é independente de ser golo ou não. A grande maioria dos penáltis marcados em futebol é executada de forma deficiente. Pode a bola entrar ou não, é irrelevante para a análise. Pergunta-se é: «podia o guardião chegar àquela bola?». Quase sempre, sim. Logo, o executante não fez aquilo que devia.
A função de um treinador tem de passar por escolher o jogador que marca mais vezes o penálti bem marcado, o tal impossível de ser defendido, e não aquele que nos treinos mete mais vezes a bola na baliza porque esse, em competição, falhará inevitavelmente mais do que aquele que nos treinos mete, em 10, 7 bolas impossíveis de defender, 2 à trave e 1 para fora. O que marca, por exemplo, 8 em 10, mas fá-lo de forma deficiente, estará sujeito, em jogo, a vários outros imponderáveis elementos que o forçarão a uma estatística mais baixa se analisarmos a sua produção no tempo - digamos, por estudo, 5 anos.
Ou seja, como em tudo neste jogo que nos apaixona, mais uma vez importa olhar menos para o resultado esporádico e mais para a acção e decisão acertadas ao longo do tempo. Será que, em 1994, não havia, no plantel do Desportivo, alguém mais capaz do que Dukic para bater aquela bola?"

O peso do licenciamento na despromoção da Boavista SAD


"O recente escrutínio público ao processo da Boavista SAD recolocou na agenda um tema que, todos os anos, decide subidas, descidas e presenças europeias: o licenciamento.
Em Portugal, a participação dos clubes nas competições organizadas pela Liga Portugal, pela Federação Portuguesa de Futebol, assim como nas tão almejadas competições europeias, depende de um processo de licenciamento obrigatório, que garante que apenas entidades legalmente e financeiramente sólidas possam competir.
Longe de ser um ritual burocrático, o licenciamento é o «cartão de embarque» dos clubes nas competições profissionais e o principal mecanismo de proteção da integridade competitiva, da sustentabilidade financeira e dos direitos de jogadores, treinadores, trabalhadores e credores.
No panorama desportivo nacional, a licença é atribuída anualmente pelo órgão decisório competente da respetiva competição e é válida pelo período de um ano, correspondente a uma época desportiva, caducando no final da época desportiva para a qual foi emitida.
Nas competições organizadas pela Liga Portugal (I e II Ligas), a licença é concedida pela respetiva Comissão de Auditoria da LPFF. Já nas competições sob a égide da Federação Portuguesa de Futebol - entre as quais se incluem a Liga 3, o Campeonato de Portugal, a Liga feminina e a Liga de futsal -, a decisão compete à Comissão de Licenciamento da FPF.
No que respeita à participação nas competições europeias, incumbe à FPF assegurar, perante a UEFA, a implementação de um sistema nacional de licenciamento de clubes, sendo a emissão da correspondente licença da competência do Órgão de Primeira Instância.
Na prática, a atribuição da licença encontra-se condicionada ao cumprimento, pelos clubes, de requisitos obrigatórios e cumulativos de natureza desportiva, legal, infraestrutural e financeira. O incumprimento de qualquer um desses requisitos poderá determinar a não obtenção da licença, impedindo o clube de participar na competição para a qual pretendia inscrever-se, e podendo, inclusivamente, culminar na sua despromoção administrativa.
A Boavista SAD é um caso paradigmático do quanto o licenciamento não é mero formalismo, mas condição «sine qua non» para a continuidade competitiva oficial nas divisões profissionais em Portugal.
No termo da época 2024/2025, não obstante a despromoção desportiva para a II Liga, a SAD axadrezada viu-se impossibilitada de se inscrever nessa competição, em virtude do incumprimento dos requisitos financeiros exigidos pela Liga Portugal.
A esperança de disputar a Liga 3 esbarrou nas mesmas dificuldades: a falta de apresentação de certidões de não dívida à Autoridade Tributária e à Segurança Social, aliada a uma situação económico-financeira fragilizada - agravada pelo chumbo do Processo Especial de Revitalização e pela subsequente instauração de processo de insolvência - conduziu à não concessão da licença por parte da Comissão de Licenciamento da FPF.
Tal decisão selou, em definitivo, a despromoção administrativa da SAD boavisteira, relegando-a para os campeonatos distritais da Associação de Futebol do Porto.
O caso Boavista SAD serve, assim, como ponto de partida pedagógico: a cada época, a licença deve ser tratada como um ativo estratégico, e não como um mero requisito. Num ecossistema cada vez mais escrutinado - desportivo, financeiro e mediático -, a robustez do licenciamento é, em si mesma, vantagem competitiva: dá previsibilidade, credibiliza a gestão e protege a competição, garantindo rigor financeiro, transparência e sustentabilidade no futebol português.
Destarte, para os clubes, o jogo começa muito antes do pontapé de saída. A licença erige-se como o primeiro troféu da época, símbolo de uma cultura de responsabilidade e de governação que enobrece o desporto e garante a sua perenidade."

SportTV: ReportTv - Irmãs Jorge Lado a Lado|

sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Bah & Manu

Derrota...

Benfica 55 - 64 Ferrol
14-17, 15-16, 18-19, 8-12

Sinceramente, pensava que a derrota seria 'maior'! Temos um vaga de estrangeira para preencher no plantel, e a recente contratação brasileira, lesionou-se! Hoje, jogámos com 2 estrangeiras, contra uma equipa com 6 estrangeiras e isso notou-se, principalmente nos ressaltos, com uma diferença brutal: 28 contra 53 !!! Perder por 9, com uma diferença destas, foi um milagre!!!

Fever Pitch - Domingo Desportivo - Portugal Despises Fans Awards

Benfica, FC Porto e Sporting: que fizemos nós para merecer estes presidentes?


"No lugar dos maus mestres ficaram os 'bons' alunos, mas o futebol português não pode continuar a arder, incendiado a cada palavra de mau gosto, suspeita ou discussão. É preciso punir. Sem recurso! Porque não se calam? Porque não interessa.

Porque assim se esconde fragilidades, se desvia atenções e não se discute o essencial. Mesmo recentes, são personagens iguais a tantas outras antes deles. Os dirigentes portugueses, de clubes e instituições, não querem viver em paz e de forma racional, preferem o pântano e a discussão de café, que os fatos bem-compostos ou as palavras mais cuidadas não disfarçam. Não vou discutir o frame, o agarrão ou a agressão. Joguem à bola!
A última conversa de Varandas com os jornalistas é uma aberração. Ultrapassa o bom-senso, soa não só a premeditado como a infantil. O silêncio, tão mas tão esperado, de um Proença que tenta passar, outra vez, entre os pingos da chuva, é também ensurdecedor. Sim, aquele que reclamou o prémio Calimero para os rivais foi o primeiro a lançar a própria candidatura. Queixou-se do que todos se queixam e, ultrapassando qualquer sentido de Estado, foi mais adepto do que dirigente. E aquele outro que foi defendido duas vezes, enquanto presidente e candidato, voltou à desculpa de que nada sabia, agora sobre dinheiro russo na Luz, horas antes de lançar o primeiro verdadeiro soundbyte da campanha: «Serei melhor presidente do que joga
dor.» Infelizmente para si, fosse no Benfica, na Fiorentina, no Milan ou na Seleção, fica difícil imaginar que aguentaria quatro anos a um nível como este.
Esqueçamos a péssima amostra de algo que ninguém quer comprar que surgiu no Dragão. Ninguém ganhou, fosse produto ou equipas. Nem mesmo os treinadores. A fazer descer as expetativas de jogo para jogo, Mourinho atravessou a limusina no meio-campo e, quando esta já não tapava tudo, trouxe finalmente o autocarro. Continua a ser forte a defender, mas não provou o essencial: consegue pôr o Benfica a atacar? E bem? Farioli foi ainda pior, não se entende. Quis soltar Varela com Rosário e deu os descontos para Mora — que continua a olhar como médio ofensivo em vez do segundo avançado ou o falso extremo que é — resolver. Teve medo de perder, mas todos perderam.
O FC Porto ao não ficar com sete de avanço, o Benfica ao não reduzir para um de atraso, o Sporting ao ficar exatamente como estava com o empate dos rivais e o SC Braga no fracasso do encurtar de distâncias, que o deixa em 8.º e com Vicens ainda em risco. E o que faz Salvador? O mesmo que os outros.
É a Liga dos queixumes e das queixinhas, e já não há o mínimo de paciência para tamanho teatrinho dos horrores."

Mourinho faz lembrar Trapattoni


"Maior beneficiado da jornada dos empates foi o que, curiosamente, está mais atrás na classificação: o Benfica. Interregno é benéfico para os três grandes, a começar pela águias.

O último domingo prometia ser gordo, com dois jogos grandes, o Sporting-SC Braga e, fundamentalmente, o FC Porto-Benfica, mas a noite acabou com sabor a muito pouco. Dois empates que deixaram tudo igual no topo da classificação.
Passou assim mais uma jornada, mas, obviamente, que há conclusões a tirar. E, do meu ponto de vista, o maior beneficiado foi, curiosamente, o que está mais atrás na classificação: o Benfica — considero que o SC Braga não tem argumentos para lutar pelo título.
Ao assistir ao clássico do Dragão, assim como às conferências de imprensa após o jogo, recordei-me de Giovanni Trapattoni, a velha raposa que levou o Benfica ao título em 2004/2005, quebrando um jejum de 11 anos. O carismático italiano mais do que um treinador defensivo era um pragmático. Para ele o fundamental era o resultado e é assim que analiso agora José Mourinho, um verdadeiro resultadista.
O técnico dos encarnados, como é habitual, foi bem claro nas explicações e todos percebemos que para ele o mais importante foi não perder. E o maior elogio que se lhe pode fazer é que o Benfica esteve sempre bem longe de perder no Dragão.
Tanto como de ganhar, é certo, mas indiscutivelmente parou a máquina de pressão que é o FC Porto de Francesco Farioli. Tanto assim foi que o jovem italiano mudou a habitual estratégia, a equipa deu sempre a sensação de estar inibida, e só a um minuto dos 90 resolveu arriscar um pouco, lançando o criativo Rodrigo Mora e prescindindo do médio defensivo Alan Varela. Ironia do destino, a ousadia quase que era premiada, mas a bola rematada pelo craque azul e branco embateu na trave.
O FC Porto continua no topo da classificação do campeonato, na UEFA Europa League tem duas vitórias em dois jogos, mas viu interrompida a série 100 por cento vitoriosa. E logo em casa e contra um dos grandes rivais. Teve, também ele, medo de perder. O que pode deixar marcas. Afinal, perdeu uma grande oportunidade de cavar um fosso talvez irrecuperável de sete pontos para um dos candidatos ao título, mesmo que estejam decorridas apenas oito das 34 jornadas.
A reação do FC Porto ao nulo é mais um motivo de interesse para os próximos capítulos no reino do dragão, até porque o calendário apresenta uma série de cinco jogos fora nos próximos seis: Celoricense, Nottingham Forest, Moreirense, Utrecht e Famalicão, sendo que pelo meio é o SC Braga que visita a Invicta.
Já o Sporting foi também uma equipa curta na receção ao SC Braga, sendo penalizada por um penálti desnecessário cometido por Hjulmand, já no período de compensação, mas que só veio trazer justiça ao resultado. Rui Borges geriu a equipa entre Napóles e o jogo com os guerreiros, mas as contas saíram-lhe furadas. Derrota na UEFA Champions League e oportunidade perdida de ganhar pontos aos rivais na corrida pelo título. Também em Alvalade, que depois da desilusão do 1-1 deve ter ficado a torcer pelo empate no Dragão, há motivos para reflexão.
Considero que o interregno nas competições, dados os compromissos das seleções, é benéfico para os três grandes, fundamentalmente para o Benfica.
Mourinho, mesmo privado por estes dias de grande parte do plantel, precisava de tempo para assentar ideias e os jogadores de aliviarem o stress. Entre mudança de treinador, calendário ainda mais sobrecarregado depois de pré-época atípica e período eleitoral, os encarnados podem agora desanuviar e reaparecer com outra imagem. Como referi, empatar no Dragão foi bom na atual conjuntura, mas jogar à defesa não se coaduna com a grandeza do Benfica.
É preciso mais. É preciso vencer. É preciso convencer. Jogar à Trapattoni só resulta se se conquistarem… títulos."

Abriu a época de caça ao Calimero!


"À falta de bom futebol, ou de confiança de que o que as suas equipas praticam lhes seja suficiente para garantir as vitórias, em inequívoco reconhecimento de que a influência das arbitragens poderá sobrepor-se, os presidentes dos três grandes, mais do que uma simples marcação de posição, pressionam e tentam, sem dúvida, coagir o processo de arbitragem

Definitivamente, abriu a caça ao Calimero nos três grandes do futebol português.
Após o presidente do Benfica, Rui Costa, ter aberto as hostilidades ao afirmar que «acha» que o Sporting está a ser «beneficiado pelas arbitragens» neste início de temporada e frisar que o seu clube está a «sentir-se prejudicado», referindo ainda «não saber se o Sporting controla ou não as instituições do futebol», e do seu homólogo Frederico Varandas ter-se insurgido sobre essas declarações, três dias depois, dizendo que «o presidente da Federação é benfiquista (...) «e o presidente da Liga (...), que lhe disseram «ser pessoa séria, profissional e íntegra, e que também é benfiquista», foi a vez do líder do FC Porto, André Villas-Boas entrar na liça, com tanta ou maior acutilância nas palavras. O presidente dos dragões, à margem do Portugal Football Globes, introduziu na contenda a figura do Calimero, o célebre pintainho negro de desenho animado, que usa metade da sua casca de ovo na cabeça, em permanente vitimização, e que passou a denominar síndrome psicológica. Rejeitando querer «entrar no mesmo jogo dos outros», o presidente portista disse que estariam «todos ansiosos para ver a quem será hoje [na referida cerimónia de entrega de galardões de futebol] atribuído o prémio de 'Calimero do Ano'. Não faltam candidatos…», referindo-se a Rui Costa e Frederico Varandas, acusando-os de «coação» sobre a arbitragem com «impacto direto nas nomeações». Villas-Boas deu como exemplo a «ausência de um dos melhores VAR portugueses, Tiago Martins, que tem sido amplamente criticado pelo presidente do Sporting e do Benfica e está afastado dos clássicos», questionando: «Como é que a mediocridade é premiada com um clássico?».
O presidente do FC Porto visou ainda diretamente Frederico Varandas, afirmando que «o mais grave é ter havido um encontro entre o presidente do Sporting e o presidente da Federação para o mapeamento clubístico dos órgãos sociais da FPF», afirmou.
Contra o Benfica, o F. C. Porto anunciou, na quarta-feira, que fará queixa ao Conselho de Disciplina da FPF para denunciar «conduta violenta» do avançado Pavlidis no último clássico, num lance de alegada cotovelada do grego ao médio portista Gabri Veiga.
Ainda no mesmo dia, as águias contra-atacam, publicando um vídeo do jogo no Dragão que mostra lances de entradas dos jogadores do FC Porto sobre os do Benfica, intercalados pela imagem de... Calimero. Em resposta à queixa sobre Pavlidis ao CD da FPF, os encarnados preparam também uma ao mesmo órgão sobre o azul e branco Alan Varela, por eventual agressão ao grego na mesma partida.
A reação do Sporting também demorou menos de 24 horas, em forma de participação ao Conselho de Disciplina da FPF, por se considerar que as declarações do presidente do FC Porto «atentam contra a honra de Frederico Varandas e a reputação da SAD». Ao comunicado dos leões, só faltou... o Calimero.
Tudo muito maus exemplos das figuras de proa dos maiores clubes e os que, certamente, disputarão os principais títulos nacionais esta temporada. À falta de bom futebol, ou de confiança de que o que as suas equipas praticam lhes seja suficiente para garantir as vitórias indispensáveis à conquista das competições - em inequívoco reconhecimento de que a influência das arbitragens poderá sobrepor-se, os três presidentes, mais do que uma simples marcação de posição, sem dúvida, pressionam e tentam coagir o processo de arbitragem (desde nomeação até ao ajuizamento dos árbitros envolvidos nos jogos). Falta de desportivismo - que promete ficar pior..."

O fantasma do vácuo


"Escrevo isto não como uma crítica, mas como um aviso. Um aviso do que não fazer perante um cenário, cada vez mais provável, de mudança e que convém estar na mente de todos nós.
Assistimos várias vezes, ao longo da História, a períodos de grande instabilidade após um governo/regime, em poder há décadas, cair quer de forma pacífica ou violenta. Há vários exemplos que atestam esta ideia, entre estes a França, após a revolução de 1789, a União Soviética, após a queda do Muro de Berlim e Portugal, após o 25 de Abril de 1974.
Após as quedas destes regimes altamente impopulares, houve sempre a tendência de existir um grande vácuo de poder, exponenciando radicalismos, divisões e instabilidade. E é exatamente por estes motivos que, caro leitor(a), escrevo este texto.
O Sport Lisboa e Benfica, durante mais de 20 anos, teve na Direção mais ou menos as mesmas pessoas, com ideias e maneiras de dirigir o clube cada vez mais impopulares entre os Benfiquistas e que têm propulsado o crescimento, cada vez mais acentuado, do sentimento de mudança (sendo eu um destes Benfiquistas descontentes).
Tudo aponta para que, a 25 de Outubro (ou a 8 de Novembro), um novo capítulo, com novas pessoas ao leme, comece a ser escrito na longa história do Sport Lisboa e Benfica.
No entanto, não deixo de me preocupar com o que vier a seguir às eleições. Preocupa-me que a oposição à atual Direção, unida em torno do objetivo de mudar o rumo do clube, se fragmente após as eleições e que, no meio do vácuo de poder, a instabilidade cresça. Além disso, também me preocupa que os apoiantes do "status quo" utilizem este momento, tão delicado, para causar ainda mais divisão e mais instabilidade.
Por estes motivos, deixo já o seguinte repto:
Se, realmente, querem o bem do Benfica e se, realmente, são Benfiquistas íntegros, conscientes e de bom senso, não se assustem com o fantasma do vácuo de poder. O clube, certamente, estará num momento altamente instável e a transição só poderá correr bem se todos nós ajudarmos, independentemente de quem vocês apoiam.
Só assim é que o Benfica Vencerá."

Pisões e agressões!!!


"Acho muito bem, até o Porto assume a corrupção que houve na final da taça de Portugal…no entanto a taça continua no museu sapal.
Mas vamos apertar o critério!
Musa e Otamendi expulsos por pisão, únicos no panorama dos três grandes a nível nacional, são a bitola, e olhem que eu vi o Darwin ser suturado num pé por causa de um pisão que nem amarelo foi.
Portanto em relação a esta partida onde o “super Porto” de “Gaurdioli”…
Alan Varela - cotovelada sobre Pavlidis = agressão;
Moura - pisão sobre Lukebakio = Agressão;
Pepê - pisão sobre Dahl = agressão;
Até deixo o vídeo para que não restem dúvidas!
Vamos lá brincar aos sumarissimos."

Têm-se visto por aí muitos Andrades indignados com o Pavlidis e os seus cotovelos!! Dizem que devia ter sido expulso!!


Honestidade!

Tiagos!!!


"Ontem vimos um senhor de cabeça completamente perdida, com as veias quase a rebentarem pela cara, a colocar em causa a honestidade e integridade de colegas de programa que tinham uma opinião que, curiosamente, é a opinião de todas as pessoas que não são adeptos do FC Putedo ou anti-benfiquistas primárias como o Paulo Andrade (deve ser do nome...lol).
O que vale é que esse mesmo senhor tem um histórico nas redes sociais que o próprio não pode apagar. E o carácter e honestidade desse senhor ficam bem demonstradas pelo comparativo com o lance do agarrão de Otávio sobre Gyokeres no clássico do ano passado no Dragão, apenas a meia dúzia de meses de distância. Aquilo que há 8 meses era um penalti da treta, passou 8 meses depois a ser um lance vergonhoso e indecente, que deveria levar à prisão dos juízes que em campo não assinalaram nada, bem como de todos os comentadores que ousem dizer agora o mesmo que o Tiago dizia há 8 meses atrás.
We rest our case em relação a essa personagem, mas convém de facto irmos relembrando o carácter do individuo, para que ninguém se esqueça."

Jogo Pelo Jogo - S03E09 - Porto x Benfica

BF: Abaixo das expectativas...

PortugueseSoccer - International Break: Portugal vs Hungary & Ireland, Reviewing First 8 Liga Portugal Match Days

Terceiro Anel: Eleições...

BolaTV: Lado B - S02E10 - A Virgínia é a nova 'Vini'

Visão: Debate - Mayer vs. Manteigas...

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Conceição na Arábia: quais os desafios?

Observador: E o Campeão é... - De calimero em calimero, todos ralham e ninguém tem razão?

Observador: Três Toques - Adeus futebol, olá aspiradores

Zero: Saudade - S04E05 - O melhor capitão de sempre: Manuel Fernandes, Gomes ou Veloso?

ESPN: Futebol no Mundo #498

TNT - Melhor Futebol do Mundo...

Condições de excelência


"Nesta edição da BNews, são vários os temas abordados, com destaque para o Benfica Health & Performance Congress.

1. Todos os meios à disposição
José Mourinho revela que "o Benfica é um daqueles clubes aonde se chega com um pequeno grupo de pessoas, como foi o meu caso, e onde, depois, é só criar empatias funcionais e começar a trabalhar em grupo, porque, de facto, o Benfica tem tudo".

2. Congresso
Benfica Health & Perfomance Congress foi um sucesso.

3. Declaração
O Presidente do Sport Lisboa e Benfica, Rui Costa, assegura que "os sócios do Benfica têm de ficar tranquilos e serenos, porque não é um processo que implique algo de mais para o Benfica", referindo-se à transação relacionada com o ex-atleta Conti.

4. Distinção
O futebol no feminino do Benfica recebeu o Prémio Globo Mérito Desportivo.

5. Vitória no Minho
Em andebol no feminino, o Benfica ganhou, por 12-31, na visita ao ABC. 6. Jogo do dia Hoje há embate europeu, na Luz, de basquetebol no feminino, com o Benfica a receber o BAXI Ferrol, às 20h30.

7. Convocatória
São 6 os atletas do Benfica na mais recente convocatória da seleção nacional de futsal.

8. Entrevistas
Veja as entrevistas acerca das conquistas das Supertaças de voleibol e de polo aquático no feminino, e também aos campeões do mundo e da Europa de canoagem.

9. Partilha de experiências
O canoísta Fernando Pimenta e o plantel masculino de voleibol do Benfica conviveram e trocaram conhecimento.

10. Ação solidária
A Fundação Benfica ajuda Cabo Verde."

Mourinho...

História Agora


Andries Jonker: a técnica da política contra a política da técnica


"Há um erro quase congénito nas candidaturas presidenciais aos grandes clubes portugueses: o de apresentarem quadros técnicos como trunfos eleitorais. O fenómeno repete-se de forma cíclica — vimos isso recentemente, nas eleições para o FC Porto (onde está Zubizarreta?) e voltamos a vê-lo agora no Benfica. É a instrumentalização eleitoral do que devem ser escolhas do âmbito exclusivamente técnico e que não são nem podem ser sufragáveis. Com o devido respeito por todos os adeptos do futebol, não têm quer o conhecimento quer as competências para avaliar quem deve ou não deve ser um director desportivo de um clube profissional de futebol
Transformar um diretor-geral, um diretor desportivo ou um coordenador técnico em argumento de campanha é uma distorção sem quaisquer virtudes. Estas funções exigem competência, rede de contactos, sensibilidade negocial, leitura de mercado e conhecimento profundo do contexto competitivo nacional e internacional. Nenhuma destas qualidades se mede em votos.
O problema é que, neste jogo eleitoral, o critério deixa de ser técnico e passa a ser mediático. Em vez de se procurarem os melhores, procuram-se os mais apresentáveis. Em vez de profissionais discretos mas eficazes, buscam-se nomes que soem bem na praça pública. E assim se perde o essencial: a adequação ao cargo.
A escolha de Andries Jonker, treinador e selecionador, mas sem percurso relevante como dirigente ou conhecimento do futebol português, é o exemplo mais recente dessa tendência. Um nome estrangeiro, com prestígio internacional, mas sem lastro local, ou craveira na função.
A história mostra o contrário: Tiago Pinto, Antero Henrique, Luís Campos, Mário Branco, ou Carlos Freitas (apenas para citar alguns nomes) eram desconhecidos da maioria dos adeptos quando assumiram cargos semelhantes — e foi precisamente essa ausência de protagonismo que lhes permitiu trabalhar com rigor e foco. Como exemplo de sentido oposto tivemos Rui Pedro Braz...
Quando os clubes escolhem dirigentes para ganhar eleições, em vez de os escolherem para ganhar campeonatos, o resultado é sempre o mesmo: perde o futebol, e os clubes que os escolhem não ganham campeonatos."

Como se destrói a cultura num clube?


"Tal como nos desportos coletivos, também nas organizações é mais fácil destruir jogo do que construir. No que diz respeito às culturas e às identidades, desvalorizamos muitas vezes o real impacto que a destruição de uma cultura de trabalho comprometida e de uma identidade sólida tem nas pessoas. Uma identidade que leva sempre anos a ser construída num clube (e pode aplicar-se a qualquer empresa).
No desporto de alta competição olhamos (apenas) para o resultado e tendemos a achar que, quando se vence, está muita coisa bem, e quando se perde, está muita coisa mal. A cultura de um clube, a sua identidade, aquilo que faz mover as pessoas (e a vitória é uma das justificações, claro, mas está longe de ser a única) acaba, por isso, muitas vezes menosprezada. Por regra atribuímos a responsabilidade quase exclusiva das vitórias e das derrotas aos atletas e treinadores, e raramente à estrutura de suporte, à capacidade de existir organização ou à presença de uma cultura que identifique, una, direcione e comprometa todos com uma exigência comum que possa fazer a diferença. 
E como se destrói uma cultura já existente ou como se começa, de forma errada, um processo de criação de cultura? Três coisas: mentiras, incoerências e incapacidade de dar o exemplo. E especialmente quando essas atitudes vêm da liderança, que tem quase sempre o condão de ser uma espécie de farol. Um líder que não é exemplo naquilo que pede e naquilo que faz, que mente e é incoerente, acaba por criar um efeito de contágio. Isso vai-se infiltrando no pensamento diário até se tornar normal dentro da organização e leva geralmente a duas reações:
1. Pessoas que não se identificam e saem;
2. Pessoas que, por diferentes razões, querem manter-se e acabam por se habituar a esse tipo de comportamento.
Passa então a ser encarado como algo normal e, com o tempo, desvalorizamos. Um simples exemplo: se a estratégia de valorização das pessoas diz uma coisa, mas na prática acontece outra, isso descompromete e desmotiva o grupo. Dizemos que valorizamos as pessoas, os seus valores, a integridade e a responsabilidade como pilares fundamentais. Mas depois temos na organização alguém que maltrata, mente ou engana, mas entrega o seu trabalho muito bem e decidimos mantê-lo. A mensagem que passa é clara: vale tudo, desde que se entregue.
Numa linguagem de jogo, se valorizamos ao máximo o treino, não podemos tolerar a frase «ele até treina mal, mas depois no jogo faz melhor». Mesmo que seja verdade, os que jogam têm de ser aqueles que estão mais próximos de atingir o objetivo. E isto deve passar pela nossa marca interna: seja a valorização do treino, seja termos pessoas competentes e com valores corretos dentro da organização."

Morreu o melhor político que conheci


"Passaram-se muitos anos. Eu ligava e ele atendia sempre. Todos os dias, várias vezes por dia. Nem sempre me dizia o que eu queria. E às vezes dizia ao Record, o que me chegou a fazer chorar numa casa de banho da Travessa da Queimada como se a notícia de qualquer reforço para o Estrela da Amadora fosse a mais importante notícia do Mundo.
A verdade é que era — nesse dia era. Pelo menos para mim, e o jornalista também é pessoa.
Soube há alguns dias, tarde de mais, da morte do senhor Marques Pedrosa, eterno vice-presidente do Estrela, o melhor político que conheci.
E assim se vai ganhando maior consciência da finitude.

De chorar por mais
É absolutamente admirável perceber como Roberto Martínez nunca se esquece de Jota sempre que fala em público.

No ponto
Portugal somou mais um título de futsal, nas camadas jovens, provando que há planos que dão mesmo certo.

Insosso
Calma, Cabo Verde! Foi apenas um adiamento. Na segunda-feira o passaporte para o Mundial será carimbado.

Incomestível
Comunicados, comunicadinhos, queixas, queixinhas, futebolzinho. Quem quererá comprar este produto?"

quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Calimeros!

Comunicado

BolaTV: Entrevista - Rui Costa

Terceiro Anel: Bar do Cosme #27 - Eleições, Listas Feitas e Muitas ou Poucas Ideias!

BF: Quem deve ser titular?

Bela jornada


"O jogo no Dragão foi um clássico muito competitivo e taticamente fechado pela importância que este duelo representava. Fisicamente muito intenso, com um FC Porto mais pressionante e subido na primeira parte, frente a um Benfica mais expectante, mas bem organizado. No segundo tempo, a dinâmica do FC Porto baixou muito, aparentemente pelo desgaste do pressing exercido. O Benfica foi, então, mais controlador e confiante, embora pouco ameaçador, acabando por ser aceitável a opção de Mourinho relativamente ao equilíbrio que preferiu escolher com a entrada de Leandro Barreiro.
Uma derrota no clássico era tudo o que não podia acontecer, tendo em conta o contexto pontual corrente. Os guarda-redes tiveram uma noite descansada, resultado da solidez e rigor das duas equipas. No Benfica, António Silva foi o melhor elemento da defesa, que também teve um Dahl melhor do que vinha sendo. Estes são os jogos em que as dúvidas se tiram e em que os mais fortes se impõem. Na frente, foi tudo muito centralizado e de costas para a baliza, matéria em que Pavlidis é mestre, mas os desequilíbrios quase não existiram, só com algumas exceções de Lukebakio.

3x3
Mourinho decidiu tentar anular o meio campo do FC Porto e conseguiu, através do posicionamento de Sudakov e de dois pivots, encaixando nos três médios portistas. Os médios do Benfica acabaram por ser decisivos, superiorizando-se, qualquer deles, aos adversários diretos. Exemplo mais expressivo foi a dupla Enzo e Froholdt. O jovem jogador dinamarquês vinha sendo dos mais influentes portistas e este confronto consagrou, também por isso, Enzo Barrenechea como o melhor em campo. Enzo foi também o jogador com a maior percentagem de passes certos. Já Ríos vai evoluindo e mostrando o seu poder, fortalecendo fisicamente um setor onde muito dos jogos se ganham.
Quanto a Sudakov, tem a versatilidade dos craques, requintado onde quer que jogue. Foi a nuance apresentada por Mourinho. Aproximou-o de Pavlidis e das decisões, libertando-o do desgaste lateral que seria a oposição a Alberto Costa. O controle de Varela foi rigoroso e acabou por se revelar igualmente fundamental. Cumprido que foi mais um difícil desafio, mesmo com todo o seu trajeto, Mourinho terá vivido uma das semanas mais intensas da sua carreira, voltando a dois clubes que, na verdade, definitivamente o consagraram.

Seleção com tempo
Muito se fala, e com razão, na falta de tempo para treinar. Sendo uma realidade difícil de alterar no futebol profissional, esta limitação é ampliada nas equipas com muitos internacionais e que disputam competições europeias. No caso do Benfica deste ano, o tardio final de época e o calendário competitivo apertado encurtaram drasticamente a preparação da equipa. Os difíceis compromissos iniciais e as alterações no plantel, completaram um quadro complicado de resolver. Esta nova pausa de seleção cria uma nova verdade.
No caso do Benfica, as seleções hoje acabam por ter mais tempo para treinar do que alguns clubes, que pouco mais conseguem fazer do que recuperar do jogo anterior. Não deixa de ser, no entanto, esta pausa um período em que os jogadores também têm mais tempo de recuperação, física e mental. Em termos da coordenação da equipa, não deixa de ser mais um corte nas ligações coletivas que o Benfica e Mourinho pretendem.

Sudakov 'fan'
Volto a Sudakov e confesso, se é que já não o fiz, a minha admiração por este reforço. Os jogadores talentosos são, muitas vezes, descuidados naquilo que vai para além do seu contacto com a bola. Ao contrário, este jovem recém-chegado junta a sua capacidade técnica à responsabilidade tática que lhe é confiada.
O exemplo de jogador que ouve e cumpre com rigor o que lhe é pedido. É tudo aquilo que um treinador deseja. Na ala ou no meio, como no último jogo, a sua presença faz sentido e diferença. Neste último clássico, a sua ação de controle do adversário direto foi, como já antes referi, fundamental para a equipa. Os dados estatísticos que resultaram deste jogo mostram Sudakov como o jogador sobre quem foram feitas mais faltas. Um jogador que pede a bola, não se esconde, seja qual for o contexto. Uma exibição de sacrifício tático, mas inteira.

Panorâmica
Não me custa entender o porquê de Luís Enrique querer voltar a observar a sua equipa da bancada, na primeira parte dos jogos. O treinador espanhol não esteve no banco de suplentes do PSG durante a primeira parte da vitória, em casa, por 2-0, sobre o Lens, devido a uma clavícula partida. Porque é tradicional os treinadores estarem no banco, não quer dizer que essa seja a melhor opção. Com equipas técnicas atualmente tão extensas, cada vez mais se justifica olhar em frente e, se possível, do cimo da bancada para baixo.
O tempo de intervalo é aquele em que os treinadores conseguem intervir e de uma maneira mais efetiva. Se tiverem a melhor perspetiva de observação da equipa durante o primeiro período, a mensagem só pode ser mais objetiva e melhor. E isso não se consegue, de todo, no banco e à flor da relva. Pode ser que a ideia pegue e que a triste rábula que treinadores e respetivos guarda-redes interpretam atualmente, deixe de ter lugar. Era de bom tom que os jogos passassem a ser interrompidos só por verdadeiras razões e não pelo antijogo a que os donos das balizas são obrigados e que as regras existentes não conseguem impedir. Um bom desafio para quem regula."

As contas de Rui Costa


"Presidente do Benfica parece agora mais confortável a falar de finanças, mas muitos sócios e adeptos ainda esperam que ele faça a diferença no campo dos resultados desportivos

Verdade seja dita: se a campanha para a presidência do Benfica nem sempre tem sido rica em ideias e projetos, Rui Costa aproveitou a entrevista concedida ao jornal A BOLA, hoje publicada nas diferentes plataformas, para deixar uma promessa concreta: colocar o passivo na fasquia que herdou, o que significa uma redução de 100 milhões de euros nos próximos quatro anos.
Uma intenção audaz — sobretudo se tivermos em conta que tenciona avançar, ao mesmo tempo, com o Benfica District e com a Cidade do Benfica —, mas que reforça a ideia de que Rui Costa encara as contas como trunfos, até pela comparação que faz com os números apresentados recentemente pelo FC Porto de André Villas-Boas, que foi intervencionado pela UEFA há não muito tempo.
Embora tenha feito nome a calcular passes e não balancetes, Rui Costa parece agora mais confortável a olhar para a vertente financeira do que para a realidade desportiva. Apresenta justificações para o aumento do passivo e traça um plano para o recuperar, insiste na ideia dos 500 milhões de euros de receita e garante que o sucesso do próximo exercício está assegurado, mas torna-se mais vago quando é preciso explicar treinadores despedidos, contratações falhadas ou títulos que fugiram para os rivais.
É nesse campo que muitos sócios e adeptos do Benfica ainda esperam que Rui Costa faça a diferença, sobretudo em comparação com os outros candidatos, mas só com a contratação de José Mourinho conseguiu condicionar os opositores, pelo menos em contexto de campanha.
Nesta entrevista concedida ao jornal A BOLA, a menos de um mês de um ato eleitoral que será sempre histórico, Rui Costa manifesta uma preocupação legítima com a estabilidade diretiva do Benfica. O processo de revisão dos estatutos não foi perfeito, mas permitiu que o clube assumisse mudanças muito importantes para o futuro. É justo dizer que o Benfica ficou mais democrático, mas isso não pode ser sinal de fragilidade. Agora, mais do que nunca, é preciso pensar duas vezes antes de chumbar contas para contestar uma Direção, ainda para mais tendo em conta a representatividade existente nas Assembleias Gerais.
O Benfica pode dar o exemplo também nesta matéria, se decidir encarar a urgência de questionar todo o conceito desatualizado de filiação, mas esse será sempre um tema extremamente sensível, ainda para mais no rescaldo de umas eleições tão marcantes."

Mundial com 64 equipas: bizarro ou nem por isso


"Já se pode começar a fazer contas. Teoricamente, os clubes poderiam ser beneficiados com mais descanso dos seus internacionais na qualificação. Mas as surpresas estão sempre ao virar da esquina

As atenções voltam a centrar-se por estes dias para a qualificação rumo ao Mundial-2026, mas há notícias insistentes de que a grande novidade está aí para rebentar: a possibilidade de o Campeonato do Mundo em 2030 passar para 64 seleções (!), o dobro das equipas que estiveram na última edição da prova, no Qatar, em 2022. Atravessamos uma era em que o que seria considerado uma bizarria há 20 anos é encarado como algo possível, exequível e com argumentos válidos. Senão, vale sempre a pena recordar: alguma vez o leitor acreditava que iria ver um Mundial em dezembro, a meio das temporadas desportivas europeias (Qatar)? Ou um Mundial de Clubes com 32 equipas no verão, em substituição das pré-épocas? Ou mesmo uma UEFA Champions League sem grupos e com única fase de liga? São apenas três exemplos que evidenciam uma tendência que não tem travão: as competições macro vieram para ficar, criando novos hábitos e expectativas nos adeptos. Os atores do jogo é que têm de mudar e adaptar-se, não o contrário.
Vale a pena antecipar o que se pode esperar já em 2026 (EUA, Canadá e México), com o alargamento para 48 seleções: desde o dia do jogo de abertura (o único em que haverá apenas uma partida) até ao último dos oitavos de final haverá 96 jogos em 27 dias (sem o tradicional dia de descanso). Isto significa que haverá dias com três, quatro ou mesmo seis jogos. É muito? Não na perspetiva da FIFA: são esperadas receitas na ordem dos 9,5 mil milhões de euros para a prova que irá decorrer no continente americano (cujos preços dos bilhetes estão a suscitar críticas de todo o lado). Daí que não causará surpresa se a proposta dos países da América do Sul for aprovada, com um Mundial realizado em seis países: além de Portugal, Espanha e Marrocos, Paraguai, Argentina e Uruguai também teriam um quinhão maior de jogos, provavelmente com as respetivas seleções anfitriãs a jogarem a fase de grupos na América do Sul e não na Península Ibérica ou Norte de África. Klopp critica FIFA: «É como se estivesse a falar com o meu micro-ondas...»
Vale a pena também imaginar como ficaria (ficará) a qualificação. Se já todos achamos que o modelo para o Mundial-2026 é uma formalidade para seleções como a portuguesa (a crise de Itália é a exceção), o reforço de todos os contingentes poderia reduzir o número de jogos. Em boa verdade, e por absurdo, as equipas nacionais de topo até poderiam receber um wild card à imagem do que acontece no ténis (ou eventualmente a Liga das Nações ganhar ainda mais peso nas contas na Europa), o que teoricamente reduziria a carga das seleções em momentos como o atual (datas FIFA em setembro e outubro) o que no caso europeu permitiria maior descanso aos clubes porque teoricamente não haveria necessidade de o top 10 das seleções do Velho Continente terem de fazer tantos jogos - o mesmo aplicando-se aos sul-americanos, porque as 10 que disputam a atual qualificação regional estariam automaticamente apuradas.
Esta seria, talvez, a grande vantagem de um Campeonato do Mundo cheio de esteróides: para ter tantas seleções numa prova multicontinental poupava-se na qualificação. Mas porque a surpresa está sempre ao virar da esquina, nunca se sabe se em 2030 não haverá mudanças no próprio calendário do Mundial, ocupando praticamente um verão inteiro. Para já está previsto mês e meio (8 de junho até 27 de julho), mas ainda sem contemplar 128 jogos (!)..."

5 Minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Villas-Boas sem papas na língua

Observador: E o Campeão é... - Varandas, Rui Costa e Villas-Boas. A liderança não ia ser diferente?

Observador: Três Toques - F1 é a nova plataforma de "fofoca"?

Benfica: um manual de propriedade horizontal


"O cínico está convencido que o associativismo é um problema. E é verdade: é uma desordem. Mas uma desordem muito nossa: viva, humana, e só quem nunca foi a uma assembleia de condóminos não sabe o que é a democracia em Portugal

É tragicamente normal que já ninguém saiba bem o que é o Benfica. Nem os que o amam, nem os que o comandam. Após vinte e um anos de Vieiristão, somados a Damásio e Vale e Azevedo, eis o resultado: um Benfica exausto, desmemoriado. Ora, três décadas de deriva não passam impunes. E desse torpor brotou uma nova espécie de criatura: o adepto-cínico. Uma planta híbrida que floresceu durante esta era de miséria moral e que hoje domina grande parte da conversa em torno do clube.
Ama o Benfica tanto quanto o romântico, mas já não acredita. É o lesado do Vietname: tão ferido como nós, mas resignado a um regime de ocupação colonial. Capaz de entregar o volante da alma à primeira zurrapa tecno-executiva que lhe prometa eficiência. Incapaz de reagir às mensagens da Benfica Pet com a dignidade de quem está vivo (se não sabe o que é, vá googlar). Acha que o clube deve ser gerido como uma empresa e não como a pátria sentimental que é.
É desta cepa que nascem as máximas: “Temos de admitir: Vieira fez obra”, “É ingovernável um clube em que os novos estatutos permitem que a direcção caia ao segundo chumbo do relatório e contas”, “Nunca esquecerei Rui Costa” (Rui Costa jogador é a única válvula de escape emocional a que este adepto se permite). O cínico está convencido que o associativismo é um problema. E é verdade: é uma desordem. Mas uma desordem muito nossa: viva, humana, e só quem nunca foi a uma assembleia de condóminos não sabe o que é a democracia em Portugal.
Não votou Vieira — não era preciso — mas votará Rui Costa. E, porque vota, é a mais perigosa criação de Vieira.
Vieira, que foi sócio de tudo, nunca chegou a ser sócio de nada. Por isso, não sabe o que é fazer parte de um clube. Criou essa metástase chamada “Benfica Corporate” que mais não foi que uma maneira de se incorporar no Benfica. Tanto se incorporou que passou a confundir-se com o clube. Acha que é tudo dele. Que o Benfica é ele. E, de certa forma, é: tudo o que desfigura o Benfica de hoje são as cicatrizes do seu consulado. Mas esse corpo sempre foi estranho ao Benfica. Porque o Benfica não é um, é muitos. Somos nós.
Foi preciso lembrá-lo na última Assembleia, quando, a dado momento, alguém começou a cantar “Benfica é nosso e há-de ser”.
No fundo, a doutrina de Vieira é a doutrina de Rui Costa. Foi a Universidade onde se licenciou. O reitor foi forçado a sair, mas o corpo docente é o mesmo. É natural que se esqueça de nós. Mais lugares no estádio? Chega para lá sócio. Aumentar as receitas? Passa para cá sócio. Camarotes para as empresas? Baza daí sócio. “Sócio”: com Rui Costa é apenas mais uma forma de tratamento. Como “chefe”, como “pá”, como “ó tu que fumas”.
Não acredita? Então atente na seguinte parábola.
Em 1983, ano em que Garrincha morreu e a Índia ganhou o Mundial de Cricket, um jovem rapaz da província fez-se sócio correspondente do SLB. Todas as semanas comprava o Jornal do Benfica no quiosque lá da terra. Ouvia os relatos no rádio e gravava os golos do glorioso em cassetes para ouvir mais tarde, até a fita romper de tanta devoção.
Quando atingiu a maioridade, como tantos, deixou de pagar as quotas. Era o pai que sustentava o vício, pois claro. Azar o dele. Mas em 2021 ganhou juízo: decidiu corrigir a história e recuperar o número original. Enviou uma mensagem ao Departamento de Sócios. Mensagem após mensagem, ninguém respondeu. Longos telefonemas com música manhosa, silêncio.
Foi então ao Estádio da Luz decidido a resolver o problema. Mas, para sua surpresa não havia Gabinete de Apoio ao Sócio. Não há. Foi desmantelado. Só há a loja. Esta podia ser a alegoria da sobreposição da lógica corporativa ao associativismo. Mas não é. É literal. O cliente comeu o sócio.
“Mas não existe Gabinete de Apoio ao Sócio”, disse o funcionário, simpático. Coitado: estava ali para vender camisolas a turistas americanos. Algures, talvez numa cave no Cacém, estaria um rapaz à frente do computador, a tentar resolver o problema. E perante a lentidão do sistema, pensaria: “Calma, sócio.”
O cínico, claro, iniciado que foi no vinho corporate que Vieira e Rui Costa lhe deram a beber, está-se nas tintas para esta história. Nem sequer a compreende. Não percebe o essencial: no Benfica, os meios são mais importantes que os fins: não basta ganhar, é preciso ganhar de uma certa maneira. Com lisura, lealdade; com aquela altivez de quem sabe que os jogadores em campo são uma extensão dos sócios. Pessoas que não só ergueram o clube, como o mantêm. É o associativismo que tem sido tão destratado, visto como um empecilho, um incómodo, um anacronismo: velhas maneiras que, graças a Deus, ainda há quem as tenha.
Ontem, na apresentação dos órgãos sociais da lista de João Noronha Lopes, no Beato 1904, ficámos a saber que o associativismo terá o seu próprio ministério. Já é alguma coisa. Não é todos os dias que se nomeia uma Vice-Presidente para lembrar ao Benfica o que é o Benfica. Mas se há alguém capaz de compreender o peso dessa ironia é Raquel Vaz Pinto, a heroína da redacção dos novos estatutos.
Para Noronha Lopes, como para qualquer pessoa moderada e razoável, o Benfica é esse gigante que vai pedalando no trapézio da vontade popular. Um trapézio chamado democracia. Dá trabalho, aborrece; mas é o que temos. Bem melhor do que a alternativa, não vos parece? Temos andado a beber dela. Não é como se não soubéssemos."

Debate...

Benfica Podcast #570 - Catastrophe Averted

Os Três do Costume #4 - Farioli Vs Mourinho e o Pecado de Hjulmand

BolaTV: 90+3 - S03E01 - “O maior inimigo de Jorge Jesus foi sempre o próprio Jorge Jesus"

DAZN: The Premier Pub - Liverpool perde liderança para o Arsenal e Amorim volta a vencer em casa

Rabona: The REASONS why AC Milan are UNRECOGNIZABLE in Serie A…

SportTV: Vamos à Bola - Estrela da Amadora

Portugal Football Summit


"Entre os dias 8 e 11 de outubro, a Cidade do Futebol será palco do Portugal Football Summit, um evento organizado pela FPF. Este encontro reunirá especialistas de diversas áreas, entre elas a vertente jurídica, para debater os desafios e as oportunidades que moldam o futuro da indústria do futebol.
Um painel incidirá sobre a janela de transferências e os impactos globais que esta gera nos diversos stakeholders do futebol, desde clubes, jogadores e órgãos reguladores. Embora a mesa conte com a presença de juristas especializados, todos os intervenientes estão diretamente ligados ao negócio, aportando uma perspetiva prática e detalhada sobre como as operações de mercado influenciam o panorama competitivo, financeiro e regulamentar.
Já o segundo painel aborda o controverso tema do multi-club ownership, um fenómeno crescente, que desperta tanto oportunidades como preocupações no setor. Este debate contará com a perspetiva de um representante da UEFA, capaz de detalhar as implicações regulamentares e os esforços para garantir a integridade desportiva. Adicionalmente, a análise será enriquecida por um árbitro do Tribunal Arbitral do Desporto (CAS) e um representante de um clube que integra um grupo multi-club, oferecendo um testemunho concreto sobre os benefícios, os desafios e a gestão dos interesses neste plano.
Também existirá um painel sobre 'Sports Justice: Reforming the Legal Framework of Football', com enfoque no sistema português, composto por personalidades de diferentes setores da área jurídica e que consistirá num importante momento de reflexão sobre o modelo em vigor.
A escolha destas temáticas reflete a relevância crescente de questões jurídicas no tecido do futebol global e sublinha o compromisso do evento em abordar tópicos que afetam não só o presente mas também o futuro deste desporto."

BolaTV: Desporto à Solta #6 - Roller Derby

BolaTV: Mais Vale à Tarde que Nunca

Zero: Negócio Mistério - S04E25 - Bojan Krkic na Roma

BolaTV: F1 - Debrief: Papaias Aladas