Últimas indefectivações

segunda-feira, 8 de abril de 2024

Imerecido


"O destaque desta edição da BNews é o dérbi disputado ontem com o Sporting em Alvalade.

1. Reagir ao desaire
Roger Schmidt considera que o jogo foi "equilibrado e decidido nos detalhes" e elogia a atitude dos jogadores: "Ambas as equipas tiveram os seus momentos, ambas dominaram fases diferentes do jogo. Conseguimos dominar em algumas alturas, criar boas oportunidades para decidir a nosso favor. Jogámos bem o suficiente, mas não aproveitámos os nossos momentos. A equipa mostrou que queria muito reentrar na corrida pela conquista do Campeonato Nacional."
O treinador do Benfica refere ainda a mentalidade que o grupo de trabalho deve demonstrar no futuro próximo: "Temos de lidar com esta derrota para nos próximos jogos, da Liga e da Liga Europa, demonstrar que também nos momentos mais complicados conseguimos estar focados e jogar bom futebol. É o momento de mostrar personalidade e resiliência, olhando os próximos desafios."

2. Lutar até ao fim
Bah, o autor do golo benfiquista, lamenta o resultado aquém do que a equipa justificou e perspetiva os desafios vindouros: "Outra vez um grande jogo. Merecíamos mais, mas é o futebol e agora temos de lutar até ao fim. Temos de encarar um jogo de cada vez e estar focados no que podemos fazer."

3. Resultados – equipas masculinas
O Benfica venceu, por 94-70, ante o Sporting em basquetebol. No dérbi dos Sub-19, vitória do Benfica, na visita ao Sporting, por 1-2. Em andebol, derrota, por 37-39, com o FC Porto. No voleibol, triunfo, por 0-3, no jogo 2 das meias-finais dos play-offs. Em râguebi, 87-5 favorável às águias na receção ao CDUP.

4. Resultados – equipas femininas
No basquetebol, apuramento benfiquista para as meias-finais dos play-offs ao bater o Basquete Barcelos por 69-53. Em hóquei em patins, vitória na deslocação ao Vila Boa do Bispo (1-10). E, no futsal, triunfo, por 0-5, no reduto do Atlético.

5. Jogos do dia
A equipa B visita a Oliveirense com início marcado para as 18h00. À mesma hora, o Benfica tem jogo de hóquei em patins no pavilhão do SC Tomar.

6. Notável percurso europeu
Nesta peça do jornal O Benfica é recordado o trajeto europeu da equipa feminina de futebol na presente temporada, com realce para a presença inédita para um clube português nos quartos de final da Liga dos Campeões e para a subida sustentada no ranking europeu de clubes.

7. Corrida Benfica António Leitão
Cerca de 1800 jovens, entre os 4 e os 15 anos, participaram na Corrida da Pequenada."

O Benfica Somos Nós - S03E49 - Sporting...

El Mítico #85 - Sólo nos resta Europa

Simples: Derby...

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Terceiro Anel: Sporting...

Drechsel: Rivalry Week - Part I

Sistema tácito: o silêncio dos culpados


"Rica semana, com dois dérbis de grande nível. Treinadores disseram o que tinham de dizer

O futebol, como espelho da sociedade que é, confirma todos os dias que vivemos num mundo cheio de ses. Talvez seja o ser humano a complicar, mas na realidade podemos, facilmente, passar metade da nossa vida a pensar e se?. Quem nunca caiu nesta tentação?
A grande vantagem trazida pelos dois dérbis desta rica semana foi que esses ses baseiam-se essencialmente nas contingências do próprio jogo. Se o Sporting não tem marcado primeiro na Luz, quando não tinha feito muito por isso? Se o Sporting não tem marcado em Alvalade quase antes de o jogo começar? Se Israel não tem feito duas ou três defesas decisivas? Se o Benfica não tivesse marcado em cima do intervalo? Se Trubin, António Silva, Morita ou Inácio (entre muitos outros) não tivessem cometido erros? Se o primeiro lance de Koindredi, ontem, tivesse resultado em golo do Benfica como esteve quase a acontecer? Se Geny não tivesse tirado um coelhão da cartola, com o pé cego, no período de compensação? Se Amorim tivesse feito entrar na Luz o onze de Alvalade? Se Roger Schmidt tivesse mexido antes na equipa?
Podemos ir por aqui afora, mas há mais para dizer. O essencial era percebermos que o futebol se explica sempre, se quisermos, para lá das decisões das equipas de arbitragem, algo que os dois treinadores, aliás, fizeram ontem questão de mostrar.
É nos discursos dos dois treinadores, justamente, que encontramos sinais de enorme inteligência após mais um grande jogo de futebol.
Falou primeiro Roger Schmidt. Exaltou os méritos do Benfica, que os teve e muitos, explicou que a equipa tudo fez para ganhar e desta vez não falou sobre arbitragem (tudo o que dizemos pode bater-nos de volta em estilo boomerang). Mas foi cirúrgico numa frase: «O Sporting tem as mãos no título.»
Perante uma desvantagem pontual relevante, com o confronto direto anulado e a diferença de golos a pender para os leões em caso de empate classificativo, o treinador encarnado só pode assumir que o campeonato está mais difícil e que um eventual sucesso será algo de épico.
Rúben Amorim recusa a ideia da «mão no título» e faz muito bem. Continua a falar em quatro pontos de vantagem, sem contar com o jogo em atraso frente ao Famalicão, e lembra que um dia mau pode reduzir a diferença a um.
Ontem à noite, em Lisboa, ouviram-se carros a buzinar e não é difícil imaginar porquê. Cabe ao treinador do Sporting colocar água na fervura e isolar os jogadores de eventuais festejos antecipados.
O Sporting está a fazer uma época notável e não pode adormecer. O Benfica, desculpem os mais inflamados, também está a fazer uma boa época (atenção à Liga Europa), mas não pode sequer piscar os olhos, sob pena de ficar mal na fotografia.
Se o futebol não fosse imprevisível, não existia."

A estratégia de Pinto da Costa


"Pinto da Costa reage como sempre faz quando não está na sua zona de conforto: com ataques, insinuações e demagogia

Todos sabíamos que esta época iria ser muito disputada porque o pote dos milhões vai ficar acessível apenas a duas equipas. Dos habituais três lugares na Liga dos Campeões, este ano teremos apenas um com entrada direta e outro nas pré-eliminatórias. Com o aproximar do final da época, a pressão aumenta e torna tudo mais complicado de gerir.

Contexto do FC Porto
O Porto atravessa uma fase decisiva na sua história. Se nos últimos anos, desportivamente, conseguiu continuar a lutar por títulos, financeiramente a história é outra.
As dificuldades têm aumentado e o aumento do financiamento e a antecipação de receitas têm sido uma constante. O descontrolo é visível.
Mesmo para quem não tem noções financeiras, este facto é claro quando se analisa a perda de qualidade que o plantel azul e branco tem sofrido ano após ano.
O presidente do Porto refere muitas vezes que as pessoas não querem saber dos balanços, os adeptos querem é ver os troféus no museu.
Neste ponto concordo com o presidente azul e branco, acrescentando apenas que, cada vez mais, as pessoas percebem a ligação entre a gestão financeira e os resultados desportivos.
Uma boa gestão financeira cria condições para que, desportivamente, o clube e a SAD sejam mais fortes e mais preparados.

A campanha de Pinto da Costa
Pinto da Costa é presidente do FC Porto há 42 anos. Já passou por muitas dificuldades e por muitos momentos de alegria. Até 2024 tem sido inquestionável. Contudo, ao fim de tantos e tantos anos, eis que chega alguém com capacidade para o desafiar e para o colocar em sentido.
Habituado a ser hábil e irónico nas palavras, mas sem necessidade de desenhar programas de campanha, o presidente do Porto ficou desconfortável. André Villas-Boas não só é alguém reconhecido dentro do universo portista, como é metódico, disciplinado, apaixonado pelo seu clube e determinado em dar um rumo de modernidade a um clube que está agarrado a práticas do passado.
Este é, sem dúvida, um contexto que o presidente dos dragões nunca tinha passado. Assim sendo, como é que Pinto da Costa reage? A resposta é simples, reage como sempre faz quando não está na sua zona de conforto: com ataques, insinuações e demagogia.
Exemplo disto mesmo foi a entrevista concedida a meio da semana a um canal de TV, onde repetiu por várias vezes que Villas-Boas ou alguém ligado a si pediu para que os sócios filmassem tudo o que se passava dentro da assembleia onde ocorreram as ameaças e agressões entre sócios portistas.
Ao referir isto, insistentemente, quer passar a mensagem de que André Villas-Boas pode ter responsabilidade nos tristes acontecimentos que todos vimos. Mais ridículas ainda foram as afirmações posteriores, onde referiu que «a partir do momento em que Villas-Boas anunciou a sua candidatura, o FC Porto começou a ser prejudicado pelas arbitragens».
Esta afirmação, de tão ridícula que é, demonstra o descontrolo, a falta de capacidade de enfrentar um adversário bem preparado e passa um atestado de estupidez aos adeptos! Partir para as ofensas ou para as insinuações sem lógica alguma demonstra bem o nervosismo e o desconforto que impera na atual administração portista.

Gestão irresponsável
Em Portugal as regras desportivas são rudimentares. Estou a referir-me aos castigos que são aplicados quando existem infrações ou maus comportamentos. Mesmo quando os jogadores são castigados, existem formas de adiar os castigos, como verificámos no caso Palhinha, entre outros.
Com 42 anos de presidência, é neste contexto que o presidente azul e branco está habituado a movimentar-se, onde os fins justificam todos os meios, ou de uma forma simples, onde as vitórias tudo justificam! Felizmente a sociedade evolui. Se no desporto a falta de respeito e de fair play continuam a ser possíveis, dados os castigos ridículos, nas outras áreas as coisas evoluíram.
Estou naturalmente a referir-me à vertente financeira. Uma empresa cotada em bolsa tem regras.
Em primeiro lugar, não me parece que seja positivo que um presidente de uma SAD refira publicamente que a questão financeira não é com ele, que quem sabe disso é o administrador Fernando Gomes. Percebo que esta não seja a área de Pinto da Costa, mas um presidente deverá fiscalizar, acompanhar e perceber a realidade da sua empresa, não referindo publicamente que não tem muito a ver com isso!
Em segundo lugar, não me parece aceitável a forma leviana como diz que vão entrar 70M€ num negócio que está a ser concluído, ou que o FC Porto está a negociar com um fundo 250M€ para reformulação da sua dívida de médio/longo prazo.
Na parte financeira existem regras. Por este motivo a CMVM suspendeu as ações da FC Porto SAD. Mesmo com poderes muito limitados, a CMVM fez o seu papel. Quem está no futebol está habituado a fazer as suas próprias regras e a gerir tudo a seu bel-prazer. Com a transformação do futebol numa indústria, a transparência e ética irão aumentar. Quem não aceitar esta realidade e se agarrar ao passado irá ficar para trás…

Ética
Tocando neste ponto, há uma ideia que fica no ar. Dado que, em abril, vão existir eleições nesta grande instituição, o que deveríamos esperar por parte de quem está a gerir os destinos do clube? Que tomasse decisões estruturais a poucos meses das eleições? Ou que apresentasse as suas ideias e após o ato eleitoral as colocasse em prática?
Analisando um ponto importante para o futuro do clube, a academia, percebemos que duas das três listas têm visões diferentes. Cada uma apresenta o seu projeto em zonas diferentes e com características diferentes.
Até aqui tudo é lógico e natural. Então, por que motivo a atual administração vai avançar com um compromisso para o seu projeto em vez de esperar mais um mês? Faz sentido tomar uma decisão estrutural desta dimensão e importância a menos de um mês das eleições? Quem está a tomar esta medida está a pensar em si ou no clube? Quem esperou tantos e tantos anos para comprar os terrenos para a academia não poderia esperar mais um mês para tomar esta decisão e não condicionar a futura administração, caso outra lista vença as eleições?

O peso dos resultados desportivos
Numas eleições tão renhidas, o peso dos resultados desportivos é considerável. Tendo em conta que esta é a pior época desportiva nos últimos anos, as coisas ficam mais complicadas ainda para a atual administração.
Assim sendo, qual é a forma de contornar esta questão e de iludir os adeptos? De uma forma simples, Pinto da Costa recorre a uma estratégia que usa desde que é presidente: a culpa é dos árbitros!!
O jogo com o Estoril foi, apenas, mais um exemplo. Num desafio em que houve erros de parte a parte, o presidente do FC Porto decide focar-se num possível erro do árbitro, esquecendo-se que Diogo Costa (que continua a ser um enormíssimo guarda-redes) cometeu o erro que decidiu o encontro. O que acho interessante é que para as equipas grandes os árbitros têm de ser perfeitos, mas os seus jogadores não. Um erro de um árbitro é sempre decisivo, mas um erro de um jogador da sua equipa já é desvalorizado.
Em termos concretos, o que é que um clube controla? Os clubes controlam o seu processo, planeamento, organização, equilíbrio financeiro para potenciarem a vertente desportiva e o treino físico e mental dos jogadores. Então, é aqui que devem resolver os seus problemas e não encontrar nos árbitros a culpa dos seus insucessos.
No limite, por muito que nos queiram vender a mensagem de que os árbitros estão a prejudicar o Porto, quem acompanha e analisa o futebol sabe que o Porto está fora da luta pelo título e ficou fora da Taça da Liga por demérito próprio. Adicionalmente, todos também percebem que o plantel azul e branco tem perdido qualidade por causa da má gestão financeira que tem vindo a ser feita e que se vai deteriorando ano após ano.
O futebol português precisa de pessoas que assumam as suas responsabilidades, nas vitórias e nas derrotas, e não de pessoas que procurem culpados para os seus insucessos!

A VALORIZAR
Geny Catamo: Dois golos, o último com uma execução fantástica no jogo do título.

A DESVALORIZAR
Soares Dias: Um grande árbitro cumpre as regras e não olha a caras, nomes ou clubes nem usa a lei da compensação dentro do jogo."

Vamos ter saudades!!!

Fundamental...

Geny escreveu um livro do início ao fim e deu ao Sporting o direito de escolher o título


"O Sporting venceu o Benfica em Alvalade (2-1) com dois golos de Geny Catamo. O moçambicano abriu o marcador no primeiro minuto e fechou o resultado aos 90. Os leões têm agora quatro pontos de vantagem em relação aos encarnados e menos um jogo realizado. O título está à distância de sete jogos

A gestão de um baralho de cartas no decorrer de um jogo é altamente pessoal e quase exclusivamente estratégica. A única segurança que se tem é que aquele Ás de trunfo pode ser usado a qualquer altura do jogo que vai valer sempre pontos. Resta saber se a jogada em que se recorre a uma arma tão valiosa é a mais indicada para, no fim, sair por cima.
O Sporting literalmente disparou foguetes antes da hora. A entrada dos jogadores em campo foi acompanhada por um chorrilho de pirotecnia. No lugar de cada adepto estavam cartolinas com imagens de todos os jogadores. Num baralho de quase 50.000 elementos, quem tinha a figura de Geny Catamo viu a sua carta ganhar valor antes do final do primeiro minuto do jogo.
Os leões deram tudo o que tinham logo ali. Pedro Gonçalves, regressado de lesão, forçou a entrada pelo lado esquerdo e fez o que conseguiu no pouco espaço que tinha. O ressalto em António Silva e o desvio pouco convicto de Trubin levaram a bola para Geny que estava em compromissos com o ócio no flanco contrário. Quando “O Mundo Sabe Que” ainda mal tinha terminado, o Sporting estava na frente.
90 minutos se passaram, até que Geny Catamo tenha voltado a ser decisivo. De novo numa simbiose perfeita com a bancada, o moçambicano ouviu o que ela lhe gritou. Chutaaa! Ele chutou e deixou as contas do título praticamente arrumadas na gaveta onde encaixou o remate do 2-1.
O cenário a que se assistiu desde o apito inicial era como o que foi prometido aos heróis n’Os Lusíadas: idílico. À entrada para a jornada 28, a equipa de Rúben Amorim liderava o campeonato com um ponto de vantagem sobre o Benfica e menos um jogo. Além disso, entrava a vencer num encontro em que até o empate chegaria para não afundar os níveis anímicos. Porém, naqueles corpos verdes e vermelhos, havia ainda a memória muscular do que se tinha feito na meia-final da Taça de Portugal quatro dias antes. O desfecho colocou o Sporting no Jamor, mas deixou o Benfica com boas sensações para o que podia fazer em Alvalade.
Os encarnados bem precisavam de, pelo menos, replicar o que haviam feito na Luz para ainda sonharem com o título. Roger Schmidt repetiu o onze convencido de que a resposta fosse a mesma. Foi até melhor. O Sporting recuou de imediato e, ao contrário do que acontece quando a equipa verde e branca quer explorar o ataque à profundidade de Gyokeres, desta vez foi uma situação imposta pelo clube da Luz.
A espaços, o Benfica até fez recordar alguns desempenhos que teve na primeira metade da época passada. De Florentino a Casper Tengstedt, um casulo de seis jogadores no espaço central conseguiu ter espaço para manobrar e levar a bola com consistência aos dois lados do campo. Em especial, o avançado dinamarquês mostrou, como poucas vezes até aqui, capacidade para cair no flanco e rodar sobre os adversários. Sofreram Inácio e Matheus Reis.
No entanto, era Di María quem transportava o jogo para outra dimensão, a todos os níveis. Do ponto de vista imaginativo, fazia o Benfica sonhar com o título. Do ponto de vista emocional, a quezília que criou com Pedro Gonçalves foi levada a peito também pelas bancadas. A zanga com os sportinguistas subiu ainda mais de intensidade com o empate conseguido no período de compensação da primeira parte. Livre lateral de Di María e Bah, que tinha acabado de ver cartão amarelo, empatou de cabeça.
Rúben Amorim renovou as ideias dos seus pupilos que passaram a ter mais bola ainda que maioritariamente no seu próprio meio-campo. Ia chegando para controlar o jogo e Gyokeres, aquele megálito de jogador, fez da barra o único motivo para não marcar neste encontro. Com espaço para transitar, o Benfica mostrou que também tinha um plano para os momentos em que não fosse tão dominante. SebastiánCoates salvou o Sporting em duas ocasiões, a mais vistosa, um corte em cima da linha após remate de Neres.
Morten Hjulmand arriscou o segundo amarelo e a consequente expulsão, o que obrigou Amorim a retirar o médio defensivo a dez minutos do fim e a lançar Koba Koindredi. A ponta final trazia de volta os fantasmas do encontro da primeira volta em que o Benfica completou a cambalhota no marcador nos instantes finais. Tentou Di María, tentou João Neves, mas foi Geny que fez o feitiço virar-se contra o feiticeiro. O Benfica viu Aursnes ser expulso, o que ajudou ainda mais o Sporting a sair do dérbi com quatro pontos de vantagem face aos encarnados e menos um jogo disputado. A caminhada para o título faz-se por cima de sete jogos."

Correu tudo bem para eles, ponto final na Liga


"Sporting 2 - 1 Benfica

Antes do Jogo:
> Das duas vezes que fomos a Alvalade com Schmidt demos uma parte de avanço. É absolutamente proibido repetir a brincadeira hoje.
> Só a vitória interessa para prosseguirmos na luta pelo título.
> O jogo de terça feira mostrou a receita para lhes ganharmos. Precisamos é de mais acerto na concretização e de um árbitro/VAR que não incline o campo.

Durante o Jogo:
> Depois de duas horas a ser tratado como gado na caixa de segurança, entramos no estádio... e já estamos a perder.
> 23 min E só vejo o Benfica a jogar, a errar na decisão final e a levar mocada nas bolas divididas.
> 27 min Eles é bola atrás de bolas para o sueco e o António a passar por dificuldades.
> 28 min Ó Pote, joga à bola, não sejas merdoso.
> 40 min Domínio do jogo, mas...
> 45+3 min Baaaaaaaaaaaah!!! Está feita meia justiça com o empate. Falta mais um, crl.
> Segunda parte, vamos atacar para a nossa baliza.
> 55 min Não se pode marcar uma falta à coqueluche sueca. O banco deles e as bancadas vão abaixo.
> 65 min O Neres a perder uma daquelas e o Sporting a gerir o empate.
> 67 min Roger tens que refrescar a equipa! Neres e Tegstedt já não podem com uma gata pelo rabo. E o Rafa não está cá.
> 73 min Segundo amarelo poupado ao Hjulmand. Assim é difícil. Grande Aursnes!!!
> 80 min Amorim esgota as substituições e nós ainda só trocámos um. Mesmo assim estamos em cima deles.
> 81 min Di María na barra, eles apertados lá trás.
> 85 min Para o Aursnes já há amarelo. Tá certo, critério inadmissível.
> 87 min Agora são eles em cima e com perigo. Mexe, Roger! Penálti em análise? Daqui não se percebeu nada.
> 90 min Golo deles. É o nosso adeus ao título.
> 6 minutos? Vergonha este futebol português.
> Ainda há tempo para o Aursnes ir pro olho da rua. E acabou.
> Nota final para os adeptos, inexcedíveis uma vez mais. Sempre!"

Tailors - Final Cut - Especial - Derby

Vinte e Um - Como eu vi - Sporting...

Águia: Sporting...

Bigodes: Sporting...

BI: Sporting...

5 minutos: Sporting...

BTV: pós-jogo, exerto...

RTP, excerto...

Total, excerto...

domingo, 7 de abril de 2024

Vermelhão: Campeonato decidido...

Sporting 2 - 1 Benfica


Adeus ao título, em mais um jogo onde não fomos inferiores, onde voltámos a desperdiçar demasiado, e onde mais uma vez, Soares Dias foi decisivo ao afastar o Benfica do título!

Sofremos dois golos, em situações de falta de concentração: não se pode sofrer um golo no primeiro minuto; e depois no 2.º golo, com uma paragem longuíssima da partida, a equipa voltou a 'esquecer-se' das marcações na 2.º bola num Canto defensivo!

No resto do jogo, vimos um Sporting que tem como jogada mais perigosa os alívios dos Centrais, quando estão 'apertados' e encontram o Sueco! No 2.º tempo, com o Bragança, tivemos menos bola, mas só na parte final, quando o Benfica arriscou mais (e estávamos mais cansados) o adversário em contra-ataque criou perigo...

1.ª parte, a perder desde início, mas com domínio do Benfica, apesar de poucas oportunidades. Não conseguimos colocar a intensidade de Terça-feira, muito por culpa do corrupto apitadeiro que foi 'congelando' o jogo constantemente apitando faltas a todos os mergulhos dos Lagartos! Na Terça, apesar da roubalheira, nos contactos a meio-campo, o Pinheiro deixou jogar, hoje foi impossível... Como também é habitual, a 1.ª opção para travar os ataques do Benfica, foi fazer falta: varias jogadas, onde nem sequer existe tentativa de jogar a bola, só de derrubar os nossos jogadores... e tudo isto com impunidade disciplinar!

Sem surpresas no 11 inicial do Benfica, mas com o Neres e o Di Maria a trocarem de flanco mais do que é habitual! Como também era esperado, tivemos um Sporting, mais parecido com o do 2.º tempo da Taça! Mas, muito sinceramente o jogo não foi decidido pela tática...

Momento do jogo, a não expulsão do Hjmuland: por duas vezes, devia ter levado o 2.º Amarelo e ficou em campo. Quando mais tarde mostrou o 2.º Amarelo ao Aursnes, parecia o pistoleiro mais rápido do Oeste!!!

O lance do Di Maria, no máximo seria um Amarelo para cada um. Os avençados vão passar a narrativa que o Angel devia ter sido expulso, mas isso não passa de gente com espinha torta: o Di Maria, é provocado, e responde com o braço afastando o cabrão, e toca-lhe de raspão na cara, mas sem qualquer intenção de agressão... o outro, como cabrãozinho que é todos os dias, atirou-se para a chão!!!

Aos 81' penalty claro por assinalar sobre o Otamendi, que leva um pontapé do St. Juste, e o corrupto, marca falta contra o Benfica! Ainda houve outra falta sobre o Nico para penalty já depois do 2-1, que não foi marcada, mas por acaso, existia fora-de-jogo, que anularia o penalty, caso tivesse sido marcado!

Uma nota ainda para os 6 minutos de compensação, numa partida, onde nos últimos 20 minutos, não teve mais de 5 minutos de jogo jogado, tantas foram as paragens!


Não perdemos o campeonato hoje, os pontos perdidos, com o Casa Pia, o Farense, o Moreirense além do Boavista, foram decisivos, já para não contar com os pontos oferecidos aos Lagartos, mas no Tugão, o Benfica para ser Campeão, tem que ser perfeito, e este demos demasiadas abébias...!

Agora, apesar de matematicamente ainda haver hipóteses, o título é impossível, pois o Sporting tinha que facilitar em 3 dos 6 jogos que faltam! Mas, a época não acabou, temos a Liga Europa na próxima Quinta-feira; e muitíssimo importante: o 2.º lugar no Campeonato é fundamental para a saúde financeira do Clube, já que dará muito provavelmente acesso direto à Champions (basta o Liverpool, o Bayer ou o AC Milan vencerem a Liga Europa), e se 6 pontos parecem confortáveis, não são!
Primeiro porque só são 5 pontos, já que em caso de empate, os Corruptos têm vantagem, e depois porque temos vários jogos 'armadilhas' contra algumas equipas que até jogam relativamente bem, no Tugão: Arouca, Moreirense, Rio Ave em casa, Farense em casa... além do Braga e do Famalicão! Também acredito que os Corruptos também podem perder pontos, mas não podemos contar com isso... Aquilo que podemos contar, são as 'promessas' de Malas, mesmo falidos, os Corruptos têm várias formas de motivar os nossos adversários, que mesmo na maioria confortáveis na classificação, vão jogar contra o Benfica como fosse a  Final da Champions!

Bom...

Benfica 94 - 70 Sporting
21-20, 25-16, 25-20, 23-14


Vitória com 24 pontos de vantagem, que sem os apitos, podia e devia ter sido muito maior!!!
Excelente defensiva, e os Triplos a caírem no ataque, o 'paraíso' do basket do Benfica!

Drechsel a subir de forma nesta fase da época, e Makram com um excelente jogo, sem fazer 1 ponto!!!

Só mais uma...

Ac. Espinho 0 - 3 Benfica
27-29, 15-25, 18-25


2-0 nas Meias-finais do Play-off, faltando assim mais 1 vitória para carimbar a passagem esperada à Final do campeonato...

Juniores - 7.ª jornada - Fase Final

Sporting 1 - 2 Benfica


Jogo feio, num relvado impróprio, contra uma equipa de caceteiros, que aos 12' minutos já tinha lesionado o nosso principal desequilibrador nesta Fase Final, com total impunidade arbitral... Os 10 pontos de vantagem sobre este Sporting, ao fim de 7 jogos, demonstra bem a diferença entre as duas equipas, que hoje não se conseguiu evidenciar devido às circunstâncias...
Sofremos numa carambola, numa bola parada, empatámos de penalty e confirmámos a reviravolta, num bomba do Tiago Pinto!

Vitória importantíssima, confirmando que este campeonato, será uma disputa a dois, com o Braga a fazer sombra ao Benfica, ao final de 7 jogos. Faltam outros 7, com o Benfica a receber no Seixal os principais 'nomes', Braga, Corruptos, Sporting e Vitória, e a jogar fora com o Farense, o Académico e o Famalicão.

Eliminação na Taça...

Benfica 37 - 39 Corruptos
14-17, 32-32, 34-35


Com um plantel reduzido, hoje ainda ficámos sem o Baptista que nem se equipou e durante a partida, o Izquierdo também se lesionou... mesmo assim, a equipa conseguiu recuperar a desvantagem e levar o jogo para prolongamento, mas no tempo extra faltaram pernas!

Fim inglório da única possibilidade de conquistar um troféu esta época, numa secção onde tudo correu mal desde da pré-época! 

Ganhar!


"Benfica e Sporting têm encontro marcado, hoje às 20h30, no Estádio José Alvalade. Este é o tema em destaque na BNews.

1. Focados na vitória
Roger Schmidt realça a boa exibição no jogo anterior e afirma que a equipa tem mentalidade de vitória: "Na terça-feira, fizemos uma grande exibição e estamos em boa forma a nível físico, mental e tático. Fizemos coisas muito boas, mas sábado é outro jogo. As equipas partem do zero, estamos prontos. Sabemos que temos de fazer uma grande exibição para conquistar os três pontos, que é sempre o nosso objetivo. Quando entramos em campo queremos sempre vencer. Queremos ganhar sempre, não importa onde jogamos."

2. Dérbi no basquetebol
O Benfica recebe o Sporting, às 15h00 na Luz, em jogo a contar para a Liga Betclic.

3. Clássico no andebol
Às 17h00, Benfica e FC Porto encontram-se na Luz para discutirem a passagem às meias-finais da Taça de Portugal.

4. Vitória no futsal
Na receção ao Leões Porto Salvo, o Benfica ganhou por 5-1.

5. Agenda do dia
Nesta manhã, a equipa feminina de basquetebol do Benfica selou a passagem às meias-finais dos play-offs do Campeonato Nacional, ao vencer o Basquete Barcelos, na Luz, por 69-53.
Além das partidas referidas acima, estão ainda previstas as seguintes: às 15h00, o Benfica recebe o CDUP, no Estádio Universitário, em râguebi; os Sub-19 visitam o Sporting às 16h00; no voleibol, visita à AA Espinho, às 18h00, referente ao 2.º jogo (à melhor de 5) das meias-finais do Campeonato; à mesma hora, começa a participação benfiquista, com deslocação ao reduto do Atlético, nos quartos de final dos play-offs de futsal no feminino; e, também às 18h00, a equipa feminina de hóquei em patins atua no pavilhão da Vila Boa do Bispo.

6. Contribuição importante
A Seleção Nacional feminina de futebol venceu, por 3-0, a Bósnia e Herzegovina e contou com quatro jogadoras do Benfica no onze inicial, além de outras duas utilizadas desde o banco de suplentes. Carole Costa abriu o ativo, com assistência de Lúcia Alves.

7. Protagonista
Letícia Soares, do basquetebol benfiquista, em entrevista à BTV e ao jornal O Benfica.

8. Road to Benfica Campus
Foi realizada a 2.ª edição, desta vez com atletas do clube norte-americano FC Sudamerica.

9. Acervo enriquecido
Pedro Buaró doou, ao Museu Benfica – Cosme Damião, a camisola por si envergada no Campeonato Nacional de Clubes em pista coberta, no qual estabeleceu o recorde nacional de salto à vara e alcançou os mínimos para os Jogos Olímpicos de 2024.

10. Casas do Benfica
A BTV acompanhou o jantar das Casas do Benfica que antecedeu a Gala de entrega dos Galardões Cosme Damião."

Números...



Benfica: futuro de Schmidt em jogo


"Resultado em Alvalade importantíssimo para a continuidade do treinador; tem contrato até 2026 e ganha €4 milhões; Rui Costa já defendeu ferozmente o alemão mas na SAD há quem esteja insatisfeito com os resultados esta época

O resultado do dérbi deste sábado determinará, decisiva e inevitavelmente, as hipóteses de o Benfica reconquistar o título de campeão e, com isso, o futuro de Roger Schmidt. O triunfo recolocará as águias na liderança, embora os leões ainda com menos um jogo, o empate mantém-as na corrida pelo primeiro lugar, uma derrota compromete o sucesso final. O desfecho fortalecerá ou enfraquecerá a posição do treinador no clube, apesar de ter contrato até 2026.
Rui Costa já defendeu, ferozmente, Schmidt, especialmente depois do empate a um golo com o Farense, na 13.ª jornada, num jogo em que os protestos dos adeptos ao treinador atingiram o auge. Considerou-o, então, o «treinador do projeto».
O técnico assumiu, depois da igualdade com os algarvios, que sairia se fosse considerado o problema. Mas a questão não é assim tão simples, desde logo porque ganha quatro milhões limpos por temporada, ou seja, o despedimento, sem qualquer acordo, implicaria um custo de cerca de €16 milhões, incluindo pagamento de impostos. É certo, porém, que poder-se-ia chegar sempre a um entendimento à imagem do que aconteceu antes — pagamento do salário até o treinador encontrar outro clube, situação que chegou a ser considerada por alguns elementos da SAD, insatisfeitos com os resultados, mas também com a forma como o Schmidt não tem explorado o potencial do plantel.
Schmidt e a equipa resistiram aos mais difíceis momentos da temporada e chegam à jornada 28 na luta pelo principal objetivo, não obstante alguns erros nas contratações — David Jurásek custou €14 milhões e é o caso mais óbvio — e a falta de aproveitamento de reforços que exigiram um elevado investimento, nomeadamente Orkun Kokçu (€25 milhões) ou Arthur Cabral (€20 milhões).
A eliminação da Taça de Portugal, no início da semana, contra o Sporting foi mais um golpe duro, mas a equipa produziu o melhor futebol da época e parte para o dérbi de Alvalade do campeonato com confiança, desejo e otimismo reforçados de vencer os leões.

Schmidt 'vs' Sporting
Roger Schmidt visitará Alvalade pela quarta vez — soma uma vitória, um empate e uma derrota. Ganhou no covil dos leões pelo Leverkusen, nos 16 avos de final da Liga Europa, empatou lá pelo Benfica na penúltima jornada do campeonato depois de estar a perder por 2-0 (golo da igualdade por João Neves aos 90+4’), resultado que praticamente garantiu a conquista do título, confirmado depois com triunfo sobre o Santa Clara na última ronda, e foi derrotado esta época, na primeira mão da meia-final da Taça de Portugal, por 1-2.
No total dos duelos, em casa e fora, apenas pelo Benfica, contra o Sporting, o treinador soma uma vitória, três empates e uma derrota.

Benfica em Alvalade
Nas últimas 10 visitas a Alvalade para o campeonato, o Benfica venceu quatro vezes, empatou cinco e perdeu uma. A última vitória aconteceu na 30.ª jornada da época 2020/2021, sob o comando de Nélson Veríssimo. Participaram nela, do atual plantel, apenas Nicolas Otamendi (90’) e João Mário (entrou aos 86’ para o lugar de Gonçalo Ramos). Morato não saiu do banco de suplentes e Rafa não foi convocado por lesão. Darwin Núñez (14’) e Gil Dias (90+2’) marcaram os golos.
Mas se forem consideradas as últimas dez visitas do Benfica a Alvalade para todas as provas (com dois jogos da Taça de Portugal), então o saldo já não é tão favorável aos encarnados — quatro vitórias, três empates e três derrotas."

Benfica: fracasso?


"Rui Costa sabe melhor do que ninguém como trabalha Schmidt e o que pensam os jogadores do treinador. Isso basta para tomar uma decisão

Está quase a completar-se um ano de mais uma madrugada sem a necessária reparação do cansaço. Com um olho meio aberto e outro fechado a espreitar os play-offs da NBA aquilo que poderia ser uma simples reação a uma derrota que provocou um final de época que a generalidade considerou uma surpresa e um fracasso para a equipa que teria a obrigação de ganhar tornou-se num dos mais sensíveis e profundos momentos de reflexão sobre a sociedade, como olhamos para expectativas e resultados, como reagíamos a sucesso e adversidade.
Foi fácil perceber, então, que as palavras do gigante Giannis Antetokounmpo não me tinham atingido e feito pensar apenas a mim. Toda a América, por alguns dias, debateu o assunto que nasceu de uma pergunta preguiçosa de um jornalista e da resposta sensacional do poste grego com origens nigerianas.
Giannis é uma história de sucesso, uma história que nos faz sentir bem, alguém que venceu desafiantes provações e os maiores obstáculos que se podem encontrar na vida. Filho de pais nigerianos, imigrantes ilegais na Grécia, já nasceu na Europa, em criança teve de vender, nas ruas de Atenas, óculos, malas ou relógios para contribuir para sua sobrevivência. Perseguiu o sonho de menino de querer jogar na NBA — é emocionante, ainda hoje, como o partilhou com inocência num vídeo que se pode encontrar no YouTube, sabendo que, agora, é um dos melhores do mundo. Com ética de trabalho irrepreensível, transformou-se como atleta, mas manteve sempre a dignidade de quem nunca esqueceu de onde partiu.
Há pouco menos de um ano, então, depois de os Milwaukee Bucks terem sido eliminados na segunda ronda dos play-offs, sentou-se para falar da derrota com os Miami Heat e do fim temporada. Ao contrário de Portugal, a Liga e os clubes sabem que os atletas têm de falar para aqueles que ajudam a manter a indústria próspera. E Giannis foi questionado sobre se a época dos Bucks, campeões em 2021, tinha sido um fracasso.
«Oh meu Deus», desabafou, levando as mãos à cara, para logo a seguir assinalar que o mesmo jornalista lhe tinha feito a mesma pergunta um ano antes e que não respondera por não estar, então, com o estado de espírito adequado para fazê-lo. Giannis pegou na palavra para, nas palavras Kenny The Jet Smith, antigo campeão da NBA, dar uma palestra digna das TED Talks.
Em resumo, perguntou se o jornalista tinha sido promovido no emprego todos os anos. Como a resposta foi negativa, perguntou se isso era um fracasso. Acrescentou que trabalhar por um objetivo, proporcionar uma casa à família ou cuidar dos pais não é fracasso são passos para o sucesso. «Michael Jordan jogou 15 anos e ganhou seis campeonatos. Os outro nove anos foram um fracasso? É isso que me estás a dizer? Então porque me estás a fazer essa pergunta? É uma pergunta errada. Não há fracasso no Desporto, há bons e maus dias, umas vezes temos sucesso outras não, umas vezes é a tua vez outras não. É disso que se trata o Desporto. Uma vezes vencemos e noutras alguém vencerá. Simples quanto isso», argumentou.
O que, no fundo, Giannis nos quis dizer foi que o fracasso não é o contrário de vencer e que andamos todos cegos com a ideia de que só interessa ganhar e nalguns casos a todo o custo. Talvez seja uma ideia demasiado romântica para os dias que correm e, hoje, pouco ou nada valorizada ou respeitada.
Neste como em qualquer outro caso teremos de respeitar sempre o contraditório. Que, ainda me lembro bem, surgiu pela voz rouca do gigante Shaquille O’Neal, um dos melhores de sempre a jogar basquetebol, muitas vezes com a sensibilidade de um elefante numa loja de porcelana. Não neste caso. Contestou Shaq que a definição de sucesso é a incapacidade de corresponder às expectativas. E que quando se é o melhor do mundo, como Giannis era considerado naquele ano, todos esperam que tenha capacidade de conduzir a equipa a um título de campeão. «A missão é um fracasso quando não é cumprida», rematou, cruelmente, Shaq.
Vem isto a propósito da época do Benfica, que ainda pode ser campeão. Se for irá formar-se um coro a cantar afinadinho o sucesso. Essas eram as expectativas no início da época, depois de uma temporada de reconquista do título e de forte investimento financeiro na equipa. Mas, não estando a equipa a corresponder às expectativas, o mais provável, para quem é realista, é o Sporting ser campeão e o Benfica acabar em segundo lugar.
A época será, nessas circunstâncias, um fracasso? Será Rui Costa que terá de responder a essa pergunta e agir em conformidade. Sem meias palavras: terá de decidir o futuro do treinador. Aqueles que não hesitarão na condenação implacável de Roger Schmidt e até do presidente exigirão mudanças. Desde logo o despedimento do treinador. Rui Costa terá, pois, de refletir sobre sucesso e fracasso. E, seguramente, mesmo desconhecendo-se como vai baixar o pano da época, já sabe tudo o que precisa para decidir. Conhecedor profundo do balneário, da capacidade e método dos treinadores, sabe melhor que ninguém como trabalha Schmidt e o que dele pensam os jogadores. Isso chega. Consideremos nós, no final, a época do Benfica um fracasso ou não, sejamos ou não promovidos todos os anos ou cuidemos, como fazemos, da nossa família."

Sporting-Benfica: o dérbi com impacto no futuro de Amorim e Schmidt


"Nunca me esqueço do episódio da lã de vidro na Luz e como as coisas poderiam ter sido diferentes nessa edição, caso Leonardo Jardim tivesse mesmo surpreendido Jorge Jesus

Dizem os treinadores que o jogo não é decisivo (e concordo sobre este); que se pensa jogo a jogo; que o próximo jogo é o mais importante; dizem os treinadores que não se sabe qual é o jogo decisivo num campeonato; tudo aquilo são verdades, como também é verdade que há sempre um dia que é mais importante do que os outros. Pois bem, esse dia está aqui, chegou na ressaca de um dérbi para anunciar-se como o dia em que se joga outro.O Sporting-Benfica não decide quem é campeão, mas decide em que termos se joga a caminhada até lá.
O dérbi traz com ele toda as possíveis análises sobre um jogo de futebol. A técnico-tática, claro, que apesar de todos os especialistas nos dizerem que é a mais importante da equação torna-se demasiado redutora e analítica para estes jogos.
A emocional, que realça temperamentos em campo, explica estados de alma apesar das, estratégias e ordens de treinadores e que tantas, mas tantas vezes faz a diferença, seja por um comportamento coletivo generalizado, seja por inspiração ou insurreição individual – sim, que os cartões vermelhos surgem muitas vezes daqui…
É nesta dicotomia que tantas vezes se aborda o olhar sobre o jogo. Os «táticos» raramente contemplam, ou desvalorizam, que uma emoção seja decisiva num jogo de futebol; os emocionais argumentam tantas e demasiadas vezes que não há atitude, quando o problema é, na realidade, tático. Há os que rejeitam que o público «joga», há os que acham que faz toda a diferença.
A verdade é que há tanta coisa a suceder num estádio de futebol antes e durante um jogo que qualquer coisa pode influenciar o encontro, o seu desenrolar e, logo, o seu resultado – nunca me esqueço do episódio da lã de vidro na Luz e como as coisas poderiam ter sido diferentes nessa edição, caso Leonardo Jardim tivesse mesmo surpreendido Jorge Jesus com um Sporting diferente do habitual (ficou sem o efeito surpresa com o adiamento do dérbi).
Assim, diria que o grande desafio do Sporting tem duas vertentes: deixar fantasmas para trás e não pensar no facto de que o Benfica até tem mais vitórias como visitante no dérbi do campeonato do que o próprio leão como visitado; perceber como inverter a supremacia futebolística que a águia demonstrou nos últimos 90 minutos jogados entre as duas equipas.
Assim, diria que o grande desafio do Benfica tem duas vertentes: refugiar-se naquela mesma estatística para acreditar que é possível voltar a vencer o leão no seu reduto; conseguir fazer o que ainda ninguém fez e travar um ataque que marcou golos em todos os jogos de Liga e que fez pelo menos dois nos últimos 15 encontros.
O grande desafio está aí, pelas 20h30, em Alvalade. E o que ali acontecer terá repercussões tão grandes que nem se sabe o que vai suceder a Amorim e Schmidt: porque as decisões umas vezes são táticas, outras vezes emocionais e podem ser influenciadas por tanto que se passa à volta."

Futebol com Todos: Lisboa é diferente em dia de dérbi


"O que tem Ary dos Santos a ver com o grande clássico do futebol português?

Não estou certo de que José Carlos Ary dos Santos fosse grande aficionado do futebol. É uma confissão de ignorância biográfica sobre um dos poetas que melhor soube fazer cantar Lisboa. Sei, de ciência certa, que se tivesse o talento dele escreveria um poema sobre os dias de dérbi na capital.
Um Sporting-Benfica como o de hoje extravasa largamente as fronteiras da cidade e do País. Mas há em Lisboa, logo pela manhã destes dias, uma atmosfera diferente. Ao fim de semana sente-se mais: nos mercados muitas bancas enfeitam-se com as cores do clube mais querido; os clientes assíduos não escapam a uma provocaçãozinha ou a uma palavra de alento — consoante as cores, lá está. Nos cafés nem se fala. Com o correr das horas as ruas pintalgam-se de vermelho e verde. Até quem abomina o futebol sabe que é um bom dia para escolher um programa diferente e deixar Lisboa viver o dérbi com os que o sentem.
Ary dos Santos escreveria sobre esta magia e Carlos do Carmo, mesmo tendo sido o belenense que conhecemos, cantá-la-ia como ninguém.

De chorar por mais
OK, é na Arábia. Mas andam lá muitas estrelas ou ex-estrelas e Cristiano Ronaldo continua como sempre: melhor que todos os outros.

No ponto
Registo de interesses: trabalhei com Pedro Dias vários anos. Interesse como cidadão: grande escolha para a secretaria de Estado do Desporto.

Insosso
A pressa às vezes é travada com estrondo. Aconteceu ao início das obras da Academia do FC Porto na Maia, que foram suspensas.

Incomestível
Por causa de poucos, muitos benfiquistas podem ser impedidos de apoiar a equipa em Marselha. A magia de que falo acima não é esta."

Terceiro Anel: Diário...

Antero e o Poder

João Diogo Manteigas, in A Bola

Obrigado, João


"A evidência caiu-me em cima com a força de uma entorse no tornozelo direito

Quando era mais jovem tinha alguma competência para jogar à bola. Não era apenas vaidade, eram os outros que também o reconheciam nos torneios e jogos em que participava com amigos em Chelas — atenção Sam The Kid, estamos juntos: Chelas, não Marvila.
Tínhamos lá no bairro uma equipa bem talentosa, diga-se como nota de rodapé, mas o tempo encarregou-se de nos fazer a todos descer à realidade e não foi um processo fácil. Para mim certamente que não foi — começar a perceber que imaginava tudo na minha cabeça, a jogada perfeita, mas que as pernas depois não obedeciam nesse sentido e o que antes eram instantes passavam a ser eternidades entre o momento em que os pensava e os executava.
A gota de água foi querer correr para a frente e haver uma força misteriosa que me abraçava e puxava para trás.
Mesmo assim fiz vista grossa à evidência, mas ela caiu-me em cima com a força de uma entorse no tornozelo direito que se ouviu de uma ponta à outra do campo no Restelo. Disse adeus sem glória.
Penso muitas vezes em voltar a jogar, mas tenho medo de me aleijar novamente e também medo de ficar muito desapontado com o rendimento, inevitável.
Ao meu nível e com boa dose de presunção, percebo os atletas de alta competição quando caminham para o final da carreira. É que na essência somos todos iguais, muda apenas o contexto e o que está à nossa volta. É difícil para todos admitir que acabou, que é o the end, que c’est fini. E muito mais difícil por isso é acertar no timing certo para sair por cima, quando ainda estamos a ganhar, ou pelo menos não a perder sempre.
Há dias, por exemplo, saiu de cena o melhor tenista português de todos os tempos, que na parte final da carreira talvez não tenha dado a devida importância aos sinais, mas que mereceria, certamente, um reconhecimento bem diferente de Portugal e dos portugueses neste ponto final: João Sousa. Despediu-se com derrotas em singulares e pares no Estoril Open deste ano, depois de entre outros marcos importantes ter conquistado quatro títulos ATP 250 (Kuala Lumpur em 2013, Valência em 2015, Estoril Open 2018 e Pune em 2022) e atingido — coisa nunca vista ou repetida — um 28.º lugar do ranking mundial. Fez o seu último jogo da carreira no passado dia três de abril, mas o momento foi, lamentavelmente, uma nota de rodapé no desporto português.
Não sou nem nunca fui entusiasta da modalidade, mas se cresci também a olhar para ela foi muito por causa de João Sousa.
Não será o melhor timing do mundo, mas aqui vai: obrigado, João."

O outro mercado de transferências


"A janela de contratações não existe em mais lado nenhum do mundo diz o autor deste texto – e não está louco

O mercado de transferências acabou ontem e, como sempre, por esta altura, não se fala noutra coisa no Brasil.
Quem contratou quem? Quem dispensou quem? Onde o craque mais apetecido vai estar de agora em diante? Quem se reforçou melhor? E pior?
Qual dos candidatos está mais bem preparado para os embates que se avizinham? E qual está menos? Sim, uma das principais formações reforçou-se pesadamente – mas a que custo? Outra, pelo contrário, optou por mexer o mínimo possível na equipa – mas não será um risco?
Nos próximos dias vão surgir os ansiados rankings nos jornais sobre o número e a qualidade das contratações. E, em contrapartida, o impacto das baixas.
Sim, como acabou ontem, como sempre, por esta altura, não se fala noutra coisa no Brasil além do mercado de transferências – até porque o mercado de transferências não existe em mais nenhum país.
Perdão? O autor destas linhas endoideceu?
Em primeiro lugar, o mercado de transferências no Brasil terminou a 7 de março e não ontem. O Flamengo, por exemplo, contratou o uruguaio De La Cruz, o melhor negócio de 2024 segundo a maioria dos observadores, o Inter reforçou-se com Borré, outro golpe de mercado muito aplaudido, Luiz Henrique optou pelo Botafogo, que investiu 16 milhões de euros. E Scarpa rumou ao Galo, Everton Ribeiro ao Bahia, Renato Augusto ao Flu...
E que história é essa de o mercado de transferências só existir no Brasil? Há em todo o lado, com janelas de verão e de inverno, fora uma ou outra exceção localizada, muito bem definidas pelos organismos que tutelam o futebol.
Pois é: o mercado de transferências que acabou ontem e é uma especificidade brasileira não tem a ver com futebol e sim com política.
Todos os anos de eleições, durante um mês, do início de março ao início de abril, os deputados, federais ou estaduais, se a eleição for geral, ou vereadores, se a eleição for municipal, como sucede este ano, podem trocar de partido, como um jogador troca de clube. E os partidos podem aliciar os deputados mais competitivos, como os clubes buscam os melhores jogadores.
Soará estranho aos ouvidos portugueses e de eleitores de países onde a identidade dos partidos é forte mas não tanto no Brasil onde, no pântano de cerca de 30 formações com assento parlamentar federal, estadual ou municipal, a maioria, assumidamente, não é de direita, nem de esquerda, nem sequer de centro.
São, no fundo, meras barrigas de aluguer para políticos, numa realidade onde se vota muito mais em pessoas do que em formações partidárias.
Por isso sim, como acabou ontem, por uns dias, não se falou de outra coisa a não ser em quem assinou pelo partido de Lula ou pelo partido de Bolsonaro com vista às eleições municipais porque o Brasil é um país único – e não apenas no futebol."

Uma Semana do Melhor, excerto...

Total, excerto...

6, excerto...

Sagrado, excerto...

FanZone, excerto...