Últimas indefectivações

sábado, 22 de maio de 2021

Vantagem...

Fundão 0 - 3 Benfica

Pragmáticos, numa partida complicada, como normalmente são os jogos no Fundão, defendemos bem e mesmo sem fazer um grande jogo, ganhámos tranquilamente! Tudo isto com o Fundão a apostar no guarda-redes muito cedo... Agora na Luz, é para fechar no 2.º jogo...

Melhores...

Benfica B 2 - 1 Corruptos B


Foi pena os outros resultados terem permitido aos mini-Corruptos, terem ficado na II Liga, mesmo tendo perdido (Vilafranquense e Oliveirense perderam...), mas o mais importante foi mesmo os nossos miúdos terem mostrado competência, carácter e garra para vencer o jogo que nada iria alterar o nosso bom desempenho nesta II Liga, garantindo a permanência cedo, sem sustos... Mesmo com muitos pontos perdidos nos últimos minutos em vários jogos, muitas lesões, e muitas arbitragens horríveis, como aconteceu por exemplo na última jornada em Coimbra!!!

Os Corruptos começaram com 8 jogadores do plantel principal (do nosso lado, só o Svilar...), e com o Manuel Oliveira no apito, por isso mesmo, jogámos de forma inteligente, com claras preocupações defensivas, a defender com os blocos próximos, mais recuados do que estamos habituados... E depois de ficarmos em desvantagem, não desarmamos e demos a volta ao marcador com consistência... E nem a 'esperada' expulsão do Kalaica nos tirou a vitória...

No final, a habitual má educação daquela 'organização' que começou no banco e depois passou para o relvado!

Treino...

SL Benfica | 5 heróis benfiquistas na Taça de Portugal


"O SL Benfica é ainda hoje o clube com mais Taças de Portugal conquistadas, com um total de 26 no seu palmarés. Muitas delas tiveram momentos que tornaram essas conquistas ainda mais marcantes. Aqui, irei recordar um grupo de antigos jogadores das águias que deixaram a sua marca na final da prova rainha do futebol nacional, seja por recordes inalcançáveis ou por momentos com um especial simbolismo.

1. Rogério Lantres de Carvalho Conhecido como Rogério “Pipi”, foi, provavelmente, a maior glória do SL Benfica nos primeiros 50 anos de história dos encarnados, tendo alcançado um record que muito dificilmente será quebrado por alguém. Conquistou seis Taças de Portugal e marcou um total de 15 golos em finais.

2. Eusébio Como não podia deixar de ser, o Pantera Negra também deixou a sua marca no Jamor. Eusébio conquistou cinco Taças de Portugal na sua carreira, tendo marcado sete golos só em finais. Aquela com sabor mais especial terá sido a conquistada em 1971/72, tendo sido o autor de um hat-trick na vitória por 3-2, após prolongamento, sobre o Sporting CP.

3. Carlos Manuel Em mais uma guerra regionalista, a direção do FC Porto recusou deslocar-se a Lisboa para jogar a final da Taça de Portugal contra o SL Benfica na temporada 82/83, fazendo de tudo para que esta se realizasse no Estádio das Antas.
A indefinição em relação ao local onde a final se iria realizar fez com que esta se realizasse não no final da temporada, mas sim no início da época seguinte, mais precisamente a 21 de Agosto de 1983. Numa final realizada em casa do adversário, o SL Benfica apresentou a sua melhor equipa e derrotou o FC Porto com um golo “do meio da rua” de Carlos Manuel.

4. César Oliveira No final da década de 70, Pinto da Costa e José Maria Pedroto declararam uma guerra regionalista contra os rivais da capital, criando uma narrativa de que o futebol e a sociedade portuguesa estavam condicionados pelo poder centralista, discriminando a cidade do Porto.
Esta guerra atingiu o seu ponto alto na final da Taça de Portugal de 1979/80 entre encarnados e azuis e brancos, numa final que tinha unido os adeptos dos rivais de Lisboa contra o rival do norte. Num jogo muito duro e intenso, um golo solitário do brasileiro César Oliveira – segundo jogador estrangeiro a vestir a camisola do SL Benfica – pôs termo às aspirações azuis e brancas.

5. Simão Sabrosa Na temporada 2003/04, o SL Benfica atravessava um jejum de títulos que já durava oito anos. Para quebrar essa seca, os encarnados teriam de derrotar no Jamor o FC Porto de José Mourinho, que arrasava em Portugal e na Europa com o seu futebol. Num jogo emocionante que chegaria ao prolongamento, o capitão das águias marcaria o golo que deu ao SL Benfica a sua 24ª Taça de Portugal."

Antevisão...

Treino...

Informações falsas


"Uma vez mais, em momentos de decisão e na véspera de jogos importantes, somos confrontados com informações falsas no que diz respeito ao presente e ao futuro do Sport Lisboa e Benfica.
Diogo Boa Alma não está, nem nunca esteve, nos planos do Sport Lisboa e Benfica, tal como já foi publicamente explicitado há uns meses em desmentido formal e que hoje reiteramos perante mais uma vaga de desinformação.
Os benfiquistas saberão distinguir quem nos quer abalar e desestabilizar de quem respeita o Clube.
O foco está apenas em vencer a Taça de Portugal amanhã e não será esta permanente lotaria de nomes e reforços para o futebol, sejam dirigentes ou atletas, que nos fará desviar daquilo que é o essencial."

Escutas de ficçon


"- Bom dia, Serginho. Tudo bem?
- Bom dia, presidente. Tudo a rasgar. É cada treino que o presidente precisava ver. Até bouam.
- Olha, Serginho. Temos um problema aqui, carago. O Marega acusou positibo ao Cobid.
- Ui, presidente. Não me diga isso. Mas olhe que num parece nada. Ele até conseguia labrar uma leira de 12 hectares.
- Pois é. Está assintomaticu, num é?
- É. A num ser que aquele fumo que lhe sai da cabeça a suar já seja disso. Faz-nos tanta falta.
... .... ....
- Tou, Serginho?
- Sim, presidente.
- Olha, falei cu gaijo das análises. O filho do outro.
- Sim, presidente. E?
- Disse-me que precisaba de um gaijo parecido com o Marega.
- Ui, para quê presidente. O Marega não percebe nada de análises.
- Num é isso, carago. Cunseguimos infectar o Loum e o Marega já está cumo nobo. Que aichas, Serginho?
- Ah, ah, ah, presidente. Foda-se, eu já sabia que o presidente era o maior, mais isto? Foda-se.
- Eh, eh, eh...gostaste Serginho?
- Oh, presidente, bóçê é um jénio, carago. Um jénio!"

Românticos e Pragmáticos


"É uma daquelas ideias feitas do futebol português: na segunda liga triunfa-se com jogadores maduros, um ponta de lança estilo armário e mais uns quantos atletas com credenciais para duelos sucessivos, além da aposta inevitável no “pragmatismo”, eufemismo repetido para o que em linguagem simples não passa de “jogar à defesa”, no máximo “em contra-ataque”, ou com “aposta nas transições” se pretendermos modernidade. Só que não, felizmente. Numa época em que na Liga principal ninguém jogou propriamente bem e a maioria jogou efetivamente mal, não deixa de ser refrescante anotar que estão no topo da tabela as duas equipas que, claramente, melhor futebol praticaram: Estoril (já com ascensão garantida) e Vizela. E conduzidas ambas por treinadores estreantes numa prova em que tantos valorizam o “conhecer bem o campeonato”. Mais que identificar balneários pelo cheiro, relvados pelo tamanho e bancadas pela iluminação, tanto Bruno Pinheiro como Álvaro Pacheco definiram bem o caminho por onde seguir. Apostaram no risco de um jogar positivo, de iniciativa e foi assim que ganharam. E, para o quadro ser completo, fizeram crescer quase todos os jogadores em que apostaram, alguns de talento indiscutível, como Miguel Crespo, Zé Valente ou André Franco no Estoril, mais Samu, Guzzo e Kiko Bondoso no Vizela. Juntar o melhor jogo a resultados e à valorização de atletas, eis o pragmatismo verdadeiro. Por isso gosto tanto que triunfem os românticos.
Fernando Santos pode ser o que quiser no próximo Europeu, imagino-o até na tentação de ser romântico e pragmático à vez, seja pela diferença entre o que vão exigir a Hungria, no primeiro jogo, ou a Alemanha e a França, nos seguintes, seja porque o selecionador tem, efetivamente, jogadores de perfil diverso como nunca teve, o que se reforçou com a possibilidade de chamar 26 homens. Os centrais são todos contundentes (além de maduros) e os laterais de recorte ofensivo (embora experimentados), mas daí para a frente não falta nada: homens de combate puro, como Palhinha e Danilo, gente que conjuga o físico com o passe – Sérgio Oliveira e William – ou que coloca o passe antes do físico - Moutinho e Ruben Neves – e o puro transportador de bola que é Renato Sanches. A seguir entra-se na zona da criatividade, que é onde emergem Bruno Fernandes, Bernardo Silva e João Félix e se acrescenta a novidade Pedro Gonçalves, com suplemento de aceleração garantida nas pernas de Diogo Jota, Gonçalo Guedes e Rafa. Por fim, a capacidade goleadora de André Silva e Cristiano Ronaldo, sobretudo deste, que ainda pode ser o topo do bolo.
Lembro-me de seleções portuguesas de qualidade idêntica, mas nunca como agora sobram soluções de fazer inveja a um canivete suíço. Pessoalmente, e mesmo com tanta fartura, abdicaria de um de tantos médios puros para ter outro criativo, que desse pausa e critério e soubesse viajar entre as alas e o centro, como só vislumbro Bernardo Silva. Mas este grupo de eleitos respeita a lógica dominante de um futebol português em que se duvida mais do talento que da força, da criatividade que da velocidade, por isso se discute João Mário e não Palhinha, e dificilmente se escolhe Pizzi antes de Renato Sanches ou Rafa. Na dúvida, talvez o pragmatismo tenha levado vantagem nas escolhas, mas no todo não faltam razões, umas 26, que legitimam todos os sonhos, até os mais românticos."

O torcedor do novo milénio


"A Internet é o ambiente perfeito para o surgimento e reprodução de um novo torcedor. Com espaço para se manifestar (pouco espaço, já que a maioria dos comentários ocorrem nos 280 caracteres do Twitter) e reverberar entre os seus iguais, o torcedor do novo milénio é um fator de mudança, ou pelo menos de conflito, no futebol brasileiro. 
O torcedor de balanço, que prefere um novo patrocinador a um golo da sua equipa, parece ter a receita. Basta uma gestão profissional, com pessoas do mercado, e tratar o clube como uma empresa, procurar maximizar receitas e minimizar despesas. Os títulos virão, obviamente, pensam eles. Claro que isso é importante, mas futebol não é só isso.
O fã de Guardiola, e os seus termos técnicos elitistas, parece ter a receita. Basta subir as linhas, forçar o passe entrelinhas, ter amplitude com os extremos. Os títulos virão, obviamente, pensam eles. Claro que a tática é importante para o jogo, mas o futebol não é só isso.
Os Enzos do século 21 com uma foto do Neymar, no lugar da sua, no perfil das redes sociais, parecem ter a receita. Apaixonaram-se por outro futebol e veem os seus ídolos na Europa, no Instagram, nas festas VIP.
Veem futebol europeu todos os fins de semana e usam camisolas do PSG, Manchester City, Chelsea.
Torcem por jogadores do Ajax, Lyon e só são bons se tiveram bons stats no FIFA. Para eles, habituados ao modelo Europeu, uma equipa classificar-se para a Libertadores é mais importante do que vencer o campeonato Estadual. O jogo brasileiro parou no tempo e ficou para trás, mas o futebol brasileiro não é como o Europeu.
As redes sociais amplificam a voz destes torcedores, filhos da Internet e do acesso que ela trouxe para o mundo. Com o passar do tempo, são estes torcedores que ocupam cadeiras de jornalistas ou comentaristas na televisão. Com as novas mídias, são os torcedores que muitas vezes influenciam mais do que a notícia, através dos seus canais de Youtube.
O torcedor anterior a estes novos tempos, que vibrou com golos de Romário, Viola, Oséias, Washington, não consegue entender a idolatria ao Roberto Firmino. Para não falar dos que viram Zico, Sócrates, Pelé. O torcedor autodenominado “raiz”, inimigo do canto curto, fã da arquibancada e que não grita golo antes de a bola entrar, não compreende este novo torcedor. E este conflito será o centro da evolução do futebol no Brasil nos próximos anos.
O futebol concorre, como entretenimento, com um milhão de outras opções. Um menino de 12 anos pode escolher, com o mundo na palma de sua mão através do seu smartphone, entre assistir aos golos da sua equipa ou a pessoas a jogar videojogos. O princípio é o mesmo. O diferencial do futebol sempre foi a paixão.
Paixão passada de pai para filho, nos momentos em que o jogo virava memória marcante. Mesmo para aqueles que moravam longe e não podiam ir ao estádio, assistir os jogos e ver a sua equipa ser campeã ou, até mesmo, sofrer com as derrotas que deixavam marcas, fortaleciam este sentimento que o só o futebol era capaz de criar. E é a elitização do jogo e o distanciamento do torcedor que cria os torcedores “Nutella” e afasta a paixão racional do futebol.
Só neste ano tivemos muros pixados para acordar Abel Ferreira, campeão duas vezes um mês antes, pois perdia a Recopa. Tivemos o genial torcedor do Santos que classifica como obrigação ganhar a Libertadores. A discussão se é mais importante se classificar em primeiro do grupo na Libertadores ou ser campeão estadual depois de 19 anos. A soberba do flamenguista que espera que a equipa ganhe todos os jogos com larga vantagem. Para citar apenas alguns exemplos.
Precisamos, sim, de cobrar boas gestões tanto nos clubes como na organização do futebol nacional.
Precisamos, sim, evoluir a discussão tática e cobrar melhores trabalhos dos nossos treinadores.
Precisamos, claro, valorizar o desempenho dos brasileiros lá fora, onde hoje estão os nossos melhores atletas. Mas futebol não é só isso, como nos lembrou o menino Derek, fã do São Paulo, com 12 anos de idade, e que ainda não viu seu time ser campeão.


A nossa equipa vai ganhar e vai perder. Mas é a nossa equipa. Eu prefiro ver um golo do Luciano no Paulistão do que ver o Antony marcar na Liga Europa. Eu prefiro ser campeão contra o Palmeiras do que ser eliminado nos quartos de final da Libertadores. Eu sinto mais emoção com a pequena equipa da minha cidade no interior do que se torcesse para o West Ham pela televisão. Mas isso sou eu, talvez um torcedor “raiz” rumo a virar peça de museu. Até o Derek me salvar."

Bastidores: Vitória...

Força, Benfica!


"Ganhar a Taça de Portugal não salva, nem deixa de salvar, uma temporada. É bem mais importante do que isso, tem um valor intrínseco, é a segunda competição mais relevante do calendário competitivo nacional e a mais antiga entre as existentes.
Começou a ser disputada em 1922, alteraram-lhe o nome em 1938, e, como não poderia deixar de ser, o Benfica é o clube mais vezes vencedor: 3 sob a denominação 'Campeonato de Portugal', 26 já como 'Taça de Portugal'.
E porque o revisionismo se combate com factos, aqui está, mais uma vez e as vezes que forem necessárias, o excerto do relatório da Federação Portuguesa de Futebol, aprovado pelas Associações, referente à temporada 1938/39 que comprova inequivocamente que o Campeonato de Portugal e a Taça de Portugal são uma e a mesma prova (ou a primeira antecede a segunda) e não outra qualquer como o Sporting anda a tentar enganar desrespeitadora e vergonhosamente.
Diz então assim: 'Por virtude da reforma a que se procedeu no Estatuto e Regulamentos da Federação, os Campeonatos das Ligas e de Portugal passaram a designar-se, respectivamente, Campeonatos Nacionais e Taça de Portugal'. E, no parágrafo seguinte, para que não houvesse confusão, reiteram que 'o Campeonato da 1.ª Liga passou a ser Campeonato Nacional 1.ª Divisão'.
Mais claro que isto é impossível, podendo o Sporting, se quiser, afirmar que já venceu 6347 campeonatos, que tal não alterará a realidade: ficam-se pelos 19 em 2020/21.
Mas, agora, o que realmente me importa é que vençamos a Taça de Portugal, mesmo sem público e longe do Jamor. Venceremos!

P.S.: Um dia ter-se-á de discutir seriamente a questão do Estádio Nacional. Deixá-lo degradar-se é um crime lesa-futebol português."

João Tomás, in O Benfica

Não tenho jeito para balanços


"Falta um jogo para terminar esta época. Estava difícil de acabar, não precisávamos de sofrer tanto para aqui chegar, mas foi assim que aconteceu. Os balanços ficam para quem gosta de os fazer ou pensa que sabe fazê-los. Eu limito-me a ser um adepto que não está feliz, mas que também não anda com uma candeia acesa à procura de culpados. Tenho a minha cabeça para pensar e a certeza de que lições e medidas estão a ser tomadas, por quem de direito, para que não volte a acontecer.
Resta-nos a final da Taça de Portugal, com o SC Braga, mas mesmo esta competição de que tanto gosto não tirará o sabor amargo da boca. Pode atenuar um pouco, claro, mas, como dizem os entendidos, 'não salva a época'. Em qualquer outro clube português salvaria, não no SL Benfica.
Final da Taça é festa do Jamor, certo? Errado. Quem manda no futebol nacional tem anticorpos com o relvado, acessos e áreas próximas do Estado Nacional. Isso não impede que uma equipa quase sem nome lá jogue oficialmente de 15 em 15 dias, mas se for para a final da prova-rainha já não pode ser. Adeptos a assistir, muito menos. Primeiro estavam aprovados para a última jornada da Liga, mas mudaram de ideias. Talvez, se tivessem preparado convenientemente os festejos dos vencedores do campeonato e evitado cenas tristes, uma pequena percentagem de adeptos do Glorioso e do SC Braga pudesse ter o prémio de estar nas bancadas de Coimbra, mas não. O que é que interessam as pessoas para o espectáculo? Pouco, cada vez menos, quase nada. E depois admiram-se de ver as crianças e os jovens vestidos com as camisolas de Real Madrid, PSG, Liverpool e Juventus. Vai ser muito difícil salvar a imagem do principal campeonato português de futebol, mas ainda tenho esperança de que a competência, a justiça desportiva e o amor pelo jogo voltem a ser condições essenciais para gerir a modalidade em Portugal."

Ricardo Santos, in O Benfica

sexta-feira, 21 de maio de 2021

Adeptos, sim, desde que tenham passaporte britânico


"Portanto, deixem-me cá recapitular para ter a certeza absoluta de que percebi bem. Portugal tem condições para organizar a final da Liga dos Campeões com adeptos nas bancadas, mas não tem condições para organizar a final da Taça de Portugal com as portas abertas ao público - e o leitor está surpreendido? Então? Até parece que vive em Portugal há meia dúzia de anos. Qualquer aluno do ensino primário que tenha estado presente na aula onde se aprendem os ditados populares é capaz de lhe explicar o motivo que justifica estas diferentes tomadas de posição: em Portugal, finais são apenas para inglês ver.
Temos de abrir a mente e estar disponíveis para perceber porquê. A presença de adeptos portugueses na final da Taça de Portugal não contribui para o comércio local. Preparamos o farnel em casa, pomos as bebidas todas numa geladeira e aí vamos nós. E os ingleses? Numa simples tarde na praia, um inglês de porte médio é capaz de enfrascar sozinho três barris de cerveja, quanto mais numa final da Liga dos Campeões. A 100€ cada barril de 20 litros, que a malta das roulottes não é parva. Para além disso, dinamizam o turismo. No final do jogo ficam todos cá a dormir, com sorte sem desarrumarem nada se já nem se lembrarem do hotel ou Airbnb onde marcaram reserva.
Quanto muito, talvez fizesse sentido haver adeptos na final da Taça de Portugal, mas apenas se fossem de nacionalidade inglesa. Não sei porquê não se avançou com a ideia, mas desconfio de que esteve em cima da mesa. Esta final ser jogada às 20H30 e não às 17H00 só pode ter uma explicação: não atrapalhar os ingleses no chá das 5."

Pedro Soares, in O Benfica

O jogo do ano


"Numa época desportiva bem-sucedida - leia-se: em que o Benfica tivesse sido campeão nacional - a Taça de Portugal constituiria uma simples cereja em cima do bolo. Uma coroa sobre a glória conquistada. Uma adorno no traje de gala dos campeões.
Infelizmente, não é o caso.
Por motivos que não interessa agora repisar, a temporada não foi feliz. Primeiro perdemos a qualificação para a Liga dos Campeões e os seus milhões, depois a Supertaça, a Taça da Liga, a Liga Europa, o Campeonato, e até o 2.º lugar e mais milhões. Sobrou a prova-rainha do futebol português, que tem epílogo no próximo domingo.
Mais do que conquistar um troféu, importa terminar a época em festa. Importa também demonstrar que tudo poderia ter sido diferente. Que havia equipa para mais. Além de garantir uma maior tranquilidade na abordagem à próxima época - que terá, necessariamente, de ser diferente das duas anteriores.
A decisão vai ter lugar em Coimbra, diante do SC Braga. Lamentavelmente, ainda sem público. Lamentavelmente, longe do Jamor, seu domicílio natural de beleza e carisma singulares.
Nos últimos 25 anos, conquistámos apenas três Taças de Portugal. Apesar de também nesta competição sermos o clube com melhor palmarés, a Taça tem vindo a tornar-se prova maldita para o Benfica. É hora de inverter essa sorte e esse ciclo. É hora de voltarmos a erguer um troféu e de dar um pouco de cor à temporada. De pôr fim, também, a um período, mais ou menos coincidente com a pandemia, em que os benfiquistas têm sido fustigados com sucessivas, e por vezes inesperadas frustrações.
Esta Taça tem de ser nossa. Força, Benfica!"

Luís Fialho, in O Benfica

A magia dos dérbis


"Foi com uma grande exibição que derrotámos o eterno rival. A vitória no passado sábado foi justa e pecou por escassa, pois poderíamos ter vencido por 6 ou 7 golos. Apreciei a prestação colectiva da equipa. Apesar dos 3 golos sofridos, Helton Leite provou ser um grande guarda-redes. Lucas Veríssimo justificou a convocatória à selecção do Brasil. Otamendi continua titular da Argentina, e Vertonghen é o capitão da Bélgica, a selecção que lidera o ranking FIFA. Com Weigl e Taarabt a segurarem o meio-campo, com Diogo Gonçalves e Grimaldo a desequilibrarem nas alas, com um Pizzi sempre temível e com Seferovic só com os olhos na baliza, foi Everton quem deu um recital. O internacional brasileiro acaba a época em grande forma, provando toda a sua qualidade. Creio que ele será decisivo na final da Taça de Portugal frente ao SC Braga. Conto com a genialidade e a inspiração de Jorge Jesus, o treinador mais titulado do SL Benfica e da Liga.
Este fim de semana poderá ficar na história do nosso clube, pois a equipa feminina de futebol está a um mero empate de se sagrar campeã nacional. Filipa Patão já mostrou ser uma treinadora muito focada nas vitórias. Vamos defrontar um adversário fortíssimo, mas com Lelê na baliza, com a dupla Sílvia Rebelo e Carole Costa na zona central da defesa, Catarina Amado e Lúcia Alves nas laterais, com um meio-campo sob a batuta de Pauleta, com Andreia Faria, Beatriz Cameirão e Ana Vitória a espalharem magia, e com o trio-maravilha formado por Nycole, Cloé Lacasse e Francisca Nazareth (Kika), qual Everton, iremos a Alvalade para vencer."

Pedro Guerra, in O Benfica

A lição do coração


"Maio é mês de espreitar o coração, mas tratá-lo bem é obra de todos os dias, porque é esse pequeno músculo que nos anima com o sopro da vida, que dá músculo aos nossos feitos, que dói no amor e galopa nas nossas contendas. É mais que um órgão, tal a  forma como o sentimos e representamos. E, no entanto, a forma como o sentimos e representamos. E, no entanto, a forma como o tratamos contrasta com a importância que dizemos atribuir-lhe.
É por isso que a ideia de um 'mês do coração', Maio, no caso, contribui de forma decisiva para fazer com que todos e cada um paremos para reflectir sobre os nossos hábitos e tomemos consciência do pouco que eventualmente estamos a fazer em prol do nosso coração e, sobretudo, do que poderemos alterar para melhor em nosso grande beneficio.
A lição nós já todos o conhecemos combater o sedentarismo, refrear os abusos alimentares, afinar o paladar para reduzir progressivamente a quantidade de sal que consumimos, juntamente com o controlo periódico da tensão e rastreios com frequência adequada à nossa idade e situação.
Mas não basta conhecer a lição, é preciso aplicá-la, valeu?"

Jorge Miranda, in O Benfica

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"2
Everton e Lucas Veríssimo foram chamados à selecção brasileira. Desde Ederson e Jonas que o Benfica não fornecia, em simultâneo, dois jogadores à Canarinha;

5
Seferovic chegou à 5.ª posição, com 39 golos, no ranking dos melhores marcadores neste Estádio da Luz (incluindo particulares). Cardozo lidera, com 109, e é seguido por Jonas (92), Pizzi (54) e Nuno Gomes (42). O suíço assinou 27 golos com o pé esquerdo, e só Cardozo fez mais (72);

8
O Benfica venceu o Sporting por 4-3 pela 8.ª vez, a 7.ª em competições oficiais, apenas uma delas num prolongamento, curiosamente, a anterior, em novembro de 2013, para a Taça de Portugal. De resto, essa partida realizada há cerca de 7 anos e meio era, até ao fim-de-semana passado, a última, de 38, com um 4-3 favorável ao Benfica;

10
O passe de Everton para Pizzi concretizar o nosso 2.º golo ao Sporting foi magistral e a 10.ª assistência do brasileiro, alcançando Darwin na liderança, entre o plantel benfiquista, deste item estatístico em competições oficiais na presente temporada;

28
Com o bis ao Sporting (o 8.º na temporada), Seferovic ocupa agora a 28.ª posição entre os melhores marcadores de sempre do Benfica no campeonato. É o 34.º considerando todas as competições oficiais;

30
Com o golo marcado ao Sporting, Pizzi passou a ser o 30.º mais goleador da história do Benfica. Chegou aos 96 golos, tantos quanto Simão (29.º) e Diamantino (31.º). Em competições oficiais leva 92 golos e é o 23.º do ranking. No campeonato isolou-se na 21.ª posição, a apenas 1 golo de Magnusson e João Pinto;

90
Além de ter marcado 1 golo, Pizzi fez ainda 2 assistências frente ao Sporting, totalizando agora 90 em competições oficiais ao serviço do Benfica."

João Tomaz, in O Benfica

Fim de semana de decisões


"Nos próximos dias haverá dois títulos em disputa, ambos no futebol, além de vários desafios importantes para as nossas equipas de outras modalidades.
No domingo teremos a oportunidade de conquistar a Taça de Portugal, numa final inédita ante o Braga agendada para as 20h30, em Coimbra. Nas 37 ocasiões anteriores em que chegámos ao jogo derradeiro da prova-rainha, sagrámo-nos vencedores 26 vezes.
Este é um título que vale por si só, mas a possibilidade de vencê-lo trata-se também de uma oportunidade de dar continuidade à solidez do percurso da equipa ao longo dos últimos meses, em que logrou obter 13 triunfos nos últimos 15 jogos.
Amanhã, sábado, será igualmente um dia decisivo, mas na vertente feminina do futebol. O sorteio determinou que haja um dérbi na jornada derradeira do Campeonato Nacional, no qual será definido o campeão, pois Benfica e Sporting são os únicos que têm ainda possibilidades de conquistar o título.
A nossa equipa lidera a classificação, pelo que um empate chegará para que o Benfica termine a prova na frente, sabendo que a melhor forma de consegui-lo é entrar em campo com a ambição de vencer a partida. O jogo terá início às 17h00.
Conforme afirmou a capitã de equipa, "a mentalidade do Benfica é sempre ganhadora". "É um dérbi, e os dérbis são sempre para ganhar", vincou Sílvia Rebelo. A glória José Augusto já dera o mote nas palavras de incentivo que dirigiu ao plantel: "Entrem com a convicção de que vamos ganhar! Temos de ganhar!"
Na fase crucial da época encontram-se também as nossas equipas masculinas de futsal e de hóquei em patins. No futsal terão início as meias-finais dos play-offs do Campeonato, tendo por adversário o Fundão (sábado, às 14 horas, no Fundão). No hóquei em patins está agendado à mesma hora, no Porto, o jogo 2 das meias-finais do Campeonato. No primeiro embate, também realizado no pavilhão do FC Porto, saímos vencedores.
Haverá ainda jogos de outras das nossas equipas ao longo do fim de semana, a saber: na Liga Portugal 2, a nossa equipa B defrontará, no Seixal, a sua congénere do FC Porto (sábado, 18h00); às 22h00 (21h00 nos Açores) será a vez de a nossa equipa de andebol visitar o Sp. Horta; no andebol feminino haverá dois importantes confrontos na Luz com equipas da Madeira, o CS Madeira e o candidato ao título Madeira SAD. Na reta final da prova, estamos a dois pontos da liderança; no hóquei feminino, a visita ao Infante Sagres concluirá a segunda fase do Campeonato, com o primeiro lugar já garantido na antecâmara do play-off que definirá o campeão; e ainda o futsal feminino, já tetracampeão nacional, que defrontará o Arneiros na última jornada.
Desejamos sorte a todas as nossas equipas e que possamos celebrar a conquista de dois títulos nos próximos dias.
De Todos Um, o Benfica!"

SL Benfica | Retrospetiva da época em 6 partes


"A época do SL Benfica correu mal praticamente desde o primeiro jogo. Se na pré-época a contratação de Jorge Jesus e as suas famosas declarações geraram êxtase e euforia junto dos adeptos encarnados, os 100 milhões de euros gastos em jogadores de renome internacional eram a “cereja no topo do bolo”. Mas tudo isso era apenas um sonho, depois veio o pesadelo.
Pré-eliminatória da Liga dos Campeões, Supertaça, Liga Europa, Taça da Liga e Primeira Liga Portuguesa foram as competições que, consecutivamente, iam caindo como peças de dominó, uma a uma. Jorge Jesus prometeu “arrasar”, mas quem saiu arrasado foi o clube. Pelo meio, uma crise de Covid-19 afetou mais de 25 jogadores e membros da equipa técnica e staff e colocou Jorge Jesus “sob brasas” principalmente entre janeiro e março.
Desde a catastrófica derrota em Salónica frente ao PAOK até às pobres prestações nas competições internas, o Bola na Rede decidiu fazer uma retrospetiva da época encarnada em seis partes.

1. Taça de Portugal – A prova na qual o SL Benfica chegou mais longe. À data do artigo, a final da Taça de Portugal entre águias e Sporting Clube de Braga ainda não se disputou, mas certamente é um jogo que ambos querem ganhar.
Ainda que o sorteio ao longo de toda a competição tenha sido relativamente amigo dos encarnados, a equipa de Jorge Jesus realizou, até ao momento, seis jogos e ganhou-os todos. Mas quem foram os adversários até à final?
Na terceira eliminatória, o SL Benfica viajou até Paredes para vencer o clube local pela margem mínima (1-0), sendo que na fase seguinte jogou na Luz perante um pobre UD Vilafranquense, que saiu com goleado por 5-0.
Nos oitavos de final, as águias tiveram uma deslocação curta até à cidade Natal de Jorge Jesus – a Amadora – para derrota o Clube Football Estrela por 0-4, num encontro bastante tranquilo e nos “quartos” a vítima foi a Belenenses SAD que viu o marcador fixar-se em 3-0 a favor dos encarnados.
A prova decorria tranquilamente e o adversário das “meias”, o GD Estoril Praia, não complicou muito.. Os comandados de Bruno Pinheiro perderam por 1-3 no seu estádio e somaram nova derrota na Luz por 2-0.
O jogo restante, a disputar-se no Estádio Cidade de Coimbra, opõe SL Benfica e SC Braga naquele que promete ser um grande jogo para fechar a época desportiva em Portugal. Se do lado encarnado este pode ser a única conquista do ano depois de um investimento recorde, os minhotos veem nesta final uma oportunidade de dar aos adeptos uma conquista que foge desde 2016 quando a equipa então orientada por Paulo Fonseca derrotou o FC Porto por 4-2 nas grandes penalidades.

2. Primeira Liga Portuguesa – O principal objetivo dos clubes ditos “grandes” em Portugal é sempre lutar pelo título de campeão nacional de futebol, mas a edição deste ano trouxe vários dissabores aos encarnados.
A primeira volta até começou bastante bem para a equipa de Jorge Jesus, com cinco vitórias em outros tantos jogos e 15 golos marcados. No entanto, a derrota avassaladora por 0-3 no Bessa frente ao Boavista FC fez sobressair as debilidades do plantel encarnado. Depois desse jogo, uma receção ao SC Braga trouxe nova derrota por 3-2 e as contestações começavam a nascer.
Ainda assim, nas 13 jornadas seguintes apenas se registou uma derrota – na visita ao Sporting CP -, mas o problema estava nos empates: o SL Benfica somou seis empates durante este período.
É certo que estas partidas ocorreram no período mais crítico da pandemia dentro do plantel encarnado, mas os adeptos pediam e queriam mais do seu clube. 
As últimas 13 jornadas trouxeram apenas um empate frente ao FC Porto, na Luz, e uma derrota inesperada diante do Gil Vicente FC, em casa, mas o “estrago” estava feito e apesar de ser uma das equipas com mais pontos conquistados na segunda volta da competição, os diversos empates da primeira volta ajudaram a consolidar um pobre terceiro lugar – atrás de Sporting CP e FC Porto – e o acesso a uma terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões 2021/2022.
O fator positivo a retirar da competição foi o rendimento de Haris Seferovic, que ficou em segundo lugar na lista de melhores marcadores do campeonato com 22 golos, menos um do que Pedro Gonçalves, do Sporting CP, que culminou a sua prestação na competição com um hat-trick frente ao CS Marítimo.

3. Liga Europa – A queda humilhante perante o PAOK de Salónica fez do SL Benfica “cabeça de série” na fase de grupos da Liga Europa, mas nem isso garantiu uma prova correspondente às expectativas dos adeptos.
Num grupo com o Rangers FC, Lech Poznan e Standard Liège FC, as águias garantiram a passagem no segundo lugar atrás da equipa escocesa comandada por Steven Gerrard. Apesar dos adversários bastante acessíveis e com valores de plantéis bem inferiores, viu o primeiro lugar escapar depois de três vitórias e três empates, dois deles frente aos escoceses. Isto colocou o SL Benfica num lote de equipas que jogariam contra os primeiros classificados dos outros grupos de onde saiu o Arsenal FC, adversário nos dezasseis avos-de-final.
Ainda a recuperar do forte surto de Covid-19 no plantel, os encarnados jogaram os dois jogos em campo neutro: a primeira mão no Estádio Olímpico de Roma e a segunda no Georgios Karaiskakis, na Grécia. Se o primeiro jogo até trouxe um resultado algo animador – empate a uma bola –, a decisiva partida foi tudo menos feliz. Depois de estar por duas vezes em vantagem na eliminatória, a equipa de Jorge Jesus viu Aubameyang acabar com o “sonho europeu” aos 87 minutos e fechou o marcador em 3-2 a favor dos ingleses.

4. Taça da Liga – Uma das taças internas que o SL Benfica queria conquistar. Num formato diferente da típica “final four”, a edição deste ano da Taça da Liga decorreu em quartos-de-final, meias-finais e final, sendo que a primeira eliminatória decorreu no Estádio da Luz e as restantes duas no Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria.
Nesta competição, os encarnados defrontaram o Vitória Sport Clube na Luz, mas apenas conseguiram selar a passagem nas grandes penalidades por 4-1 depois de um empate a uma bola no tempo regulamentar. A fase seguinte colocou frente-a-frente as águias e o SC Braga, que acabou por derrotar a equipa de Jorge Jesus por 2-1. A equipa minhota defrontou o Sporting CP na grande final, mas foram os leões a levantar o troféu depois de uma vitória pela margem mínima (1-0).
A equipa mais ganhadora da competição – com sete vitórias – voltou a ficar muito aquém das expectativas e apenas conseguiu marcar dois golos em outros tantos jogos, sendo que ambos foram apontados por Pizzi… de grande penalidade.

5. Supertaça – A segunda desilusão da época chegou na altura do Natal quando SL Benfica e FC Porto se defrontaram em Aveiro para a Supertaça Cândido de Oliveira. Um clássico é sempre um jogo histórico, mas as águias voltaram a comprometer e perderam por 2-0 numa partida onde Sérgio Oliveira e Luis Díaz fizeram os únicos golos da partida.
Num jogo bastante faltoso (37 faltas), os encarnados acabaram com apenas dois remates à baliza – um deles ao ferro – contra cinco dos dragões, que se superiorizaram e controlaram o jogo desde o primeiro minuto.
O homem do jogo acabou por ser Mehdi Taremi que com um penálti sofrido, quatro duelos aéreos ofensivos ganhos e dois passes para finalização mostrou-se em grande nível num dos primeiros clássicos com a camisola azul e branca.

6. Liga dos Campeões – O SL Benfica viu a sua participação na Liga dos Campeões 2020/2021 acabar na 3ª pré-eliminatória frente a um modesto, mas bem trabalhado PAOK FC – então orientado por Abel Ferreira.
As águias tinham realizado um investimento de mais de 100 milhões de euros em jogadores e equipa técnica – um recorde no clube e em Portugal -, mas nem por isso conseguiu superiorizar-se a um emblema grego pouco habituado a estas andanças.
O clube de Salónica apresentava em campo a sua maior aquisição, Andrija Zivkovic, recentemente contratado ao SL Benfica. Curiosamente, a promessa sérvia marcou o 2-0 e selou a eliminação encarnada da prova milionária.
Este precoce afastamento ditou uma grande quebra nas finanças da Luz e Luís Filipe Vieira viu-se “obrigado” a vender Rúben Dias por 68 milhões de euros para o Manchester City FC, de modo a compensar a falta dos milhões da prova milionária."