""A responsabilidade dos jogadores e do treinador do Benfica é sempre a mesma: ganhar!", conforme afirmou Jorge Jesus, ontem, na conferência de imprensa de antevisão ao jogo com o Nacional, na Madeira, com início agendado para as 18 horas de hoje.
A partida com o Nacional insere-se na antepenúltima jornada da Liga NOS. O nosso adversário encontra-se na luta pela manutenção, o que reforça a expectativa de um encontro difícil frente a uma equipa apostada em contrariar o favoritismo atribuído ao Benfica.
Vencer todos os jogos até final do Campeonato é o nosso objetivo para que, se possível, possamos melhorar a classificação atual. Só depois de terminada a Liga NOS o foco será direcionado para a final da Taça de Portugal, uma prova que, naturalmente, queremos muito vencer.
Mas hoje importa apenas o jogo com o Nacional e será com o intuito de regressar da Madeira com os três pontos que a nossa equipa se apresentará em campo.
De Todos Um, o Benfica!
P.S.: As nossas basquetebolistas sagraram-se campeãs nacionais após vencerem, por 73-76, a equipa do União Sportiva no jogo derradeiro da final dos play-offs da Liga Skoiy. Apesar de desfalcada de uma das melhores jogadoras, a norte-americana Altia Anderson, a equipa apresentou-se na final determinada a vencer, conseguindo-o com enorme mérito. O Presidente do Sport Lisboa e Benfica, Luís Filipe Vieira, destacou o feito inédito do Clube na modalidade, numa temporada repleta de sucesso, em que à Taça de Portugal se juntou a conquista do Campeonato Nacional. O Benfica passou a ser, com este título, o único clube português já campeão pelo menos numa ocasião na vertente feminina das cinco modalidades de pavilhão.
A lamentar temos apenas que, numa final tão bonita e bem disputada, os nossos adeptos só tenham podido entrar no pavilhão 24 minutos depois do início do jogo decisivo do último domingo, isto quando na véspera tinham sido impossibilitados de entrar e apoiar a nossa equipa feminina no segundo jogo. Uma situação que deve merecer a respetiva reflexão por parte dos vários intervenientes envolvidos no basquetebol e no desporto em geral."
"Nos seus contratos de digressão, insistia que lhe fosse garantida hospedagem perto de um parque ou jardim e que o seu quarto tivesse uma televisão: queria poder jogar e ver futebol quando quisesse. Se fosse vivo, Bob Marley cumpriria, esta terça-feira, 11 de maio de 2021, 76 anos. E esta é a história possível de contar sobre a relação que a lenda do reggae tinha com o futebol
Era a sua vontade, já era um hábito, e constava, obrigatoriamente, nas alíneas dos contratos que assinava com as produtoras - para qualquer concerto, fosse onde fosse, ele tinha de ficar hospedado algures onde “o acesso fácil” a um parque, a um jardim, a algo com relva, estivesse garantido. Nesse dia, a um dia do arranque de mais uma digressão, levou as rastas gordas e longas, baloiçantes ao acaso, enfeites no corpo vestido com roupas justas e coloridas, para um espaço verde em Paris, perto da Torre Eiffel.
Combinado estava um jogo de futebol. A 10 de maio de 1976, ele juntou-se com amigos a alguns jornalistas, para se entreterem contra uma equipa de homens de negócios, empresários vários, entre os quais Francis Borelli, que viria a ser presidente do Paris Saint-Germain. Durante essa recreação com uma bola, um adversário pisou-lhe, com força, o pé direito, entrada que lhe arrancou parte da unha do dedo grande.
Esse dedo, por consequência, teve de ser desinfetado e tapado, com uma ligadura, que, conta-se, o obrigou a usar chinelos, ou sandálias, durante a maioria dos concertos da digressão de “Exodus”, nome do álbum que a motivara - eleito pela “Time” como o mais influente do século XX. “Todas as canções são um clássico, desde as mensagens de amor aos hinos à revolução. Mais do que isso, o álbum tem um nexus político e cultural, inspirando-se no Terceiro Mundo e dando-lhe voz no resto do mundo”, justificou, em 1999, a revista.
Por ser esse álbum, por estar próximo do expoente da popularidade, como um alpinista que já avista o cume da montanha, e por outras razões que nunca saberemos, Bob Marley prosseguiu. Alastrou o reggae pela consciência coletiva. Foi o jamaicano conhecido pela rouquidão na voz, a paz nos seus ideais, a revolução nas suas mensagens, o Rastafarianismo na sua fé e a marijuana nas coisas que fumava.
Bob Marley foi música, mas também era futebol.
Robert Nesta Marley, o filho de mãe negra e jamaicana, de pai branco e inglês, adorava o futebol. Já o jogava em Nine Mile, aldeia pobre e isolada nas montanhas da ilha caribenha, de onde se mudou para Trenchtown, bairro em Kingston, sítio na capital do país onde os pobres se encavalitavam em casas de lata, sem saneamento e com cozinhas comuns.
Lá, em adolescente, jogava pelos três clubes do bairro e nas mesmas ruas onde conheceu Peter Tosh e Bunny Livingston, com quem fundou os The Wailing Wailers (mais tarde, mudariam o nome para The Wailers). O futebolista que havia em Bob, nos primeiros tempos, mesmo dedicando-se à bola, era algo gozado: pelo estilo calmo, sem meter o pé e suave com que jogava, chamavam-lhe Miss Marley, escreveu a 8by8, revista de futebol americana.
Desgostoso da forma como o julgavam, o ainda jovem, cujo primeiro single gravado, a solo, intitulara de “Judge Not”, endureceu o estilo de jogo até lhe corrigirem a alcunha. Passaria a Mister Marley.
Algures no final dos anos 60 - Bob Marley nasce em 1945 - conhece Allan “Skill” Cole, o melhor futebolista jamaicano da época, jogador de seleção e que chegaria a jogar nos EUA. Tão próximos se tornaram que Cole, na década seguinte, seria uma espécie de manager do músico, viajando com ele para todo o lado, finda a sua carreira no futebol, durante a qual fora representado pelo pai de John Barnes, craque do Liverpool.
Com ele e os restantes The Wailers, mais amigos, conhecidos e ocasionais visitas, Bob Marley daria muitos toques na bola e improvisaria éne pequenas partidas à porta de casa, em Hope Road. Já longe de Trenchtown e no pátio diante da moradia para onde se mudaria, com a família, na rua onde se tornou vizinho de políticos, homens de negócios e ricos jamaicanos, incluindo o primeiro-ministro. Era aí que, em parte, o futebol os reunia.
Foi também aí que, numa noite, em dezembro de 1976, atentaram contra a vida de Bob Marley. Em tempos de violência, crime e protestos políticos na Jamaica, o cantor anunciara um concerto solidário, o "Smile Jamaica Concert", apolítico e apartidário, mas ao qual tanto Michael Manly, o primeiro-ministro socialista, e Edward Seaga, o trabalhista e seu principal opositor, se tentaram unir. Ele foi alvejado com uma bala, no braço, que lá ficou, por os médicos o avisarem que uma cirurgia para a remover poderia afetar a mobilidade da mão e dos dedos.
Dois dias depois, com o braço ao peito, atuou durante hora e meia num espetáculo que era suposto durar uma canção. Em 1978, perante as mesmas ameaças e perigos de voltar a ser atacado, atuou, de novo, no One Love Peace Concert, durante o qual obrigou Manly e Seaga a darem as mãos. Por essa altura, já se mudara para Londres com a família, fixando-se no bairro de Chelsea, perto de Battersea Park. Um parque, claro.
Vivendo na Europa, estava mais perto de digressões, de concertos diante de massas e do mediatismo cultural - e do futebol. Os jornalistas foram sabendo dos seus horários peculiares e adaptados a jogos. Em 1978, as suas entrevistas tinham de ser agendadas consoante os horários das partidas do Campeonato do Mundo, conquistado pela Argentina de Mario Kempes e Daniel Passarela. Bob Marley gravava quase todos os encontros, em cassete.
Muitas vezes, justificando que era uma oportunidade para o conhecerem melhor e o verem mais descontraído, convidava jornalistas para jogarem futebol com ele. Ou, pelo menos, para assistirem. Como Julián Ruíz, um espanhol que, em 1980, jogou contra Bob Marley, em Ibiza. “A maior recordação que tenho é a sua respiração atrás de mim, no meu pescoço. O que fazia melhor? Correr e correr, como um possuído. Não falava muito, tinhas que lhe arrancar palavras à força, mas, quando falava, fazia-o como um líder político”, recordou o jornalista, à revista Líbero.
Mais tarde, no Brasil, meses antes de uma nova digressão lhe marcar uma ida ao país do Santos e do Pelé, que admirava, Bob conheceu Chico Buarque. O brasileiro convidou o jamaicano para sua casa, no Rio de Janeiro, onde deram uso à paixão pelo futebol no campo privado do músico anfitrião.
Presente estava Paulo César Cajú, que fora campeão mundial pela seleção brasileira em 1970 e, diz-se, acabou o dia a dissonar das vozes que louvavam os dotes futebolísticos da lenda do reggae: “O jogo foi curto e tudo foi rápido, Graças a Deus, porque estava a ser horrível. O Bob era muito mau. Simplesmente não conseguia jogar. De 1 a 10, dava-lhe um 1,5”.
Aconteceu em 1980, portanto, a exibição de Marley foi, por certo, severamente afetada pelo que soubera três anos antes - os médicos tinham-lhe diagnosticado um melanoma maligno, após Bob desmaiar durante um corrida, em Nova Iorque, desenvolvido pela ferida que, recorrentemente, ele foi maltratando no dedo grande do pé direito, com pontapés, toques e pisadelas. Com o futebol, que insistia, muitas vezes, em jogar descalço. Tinha cancro. E esse cancro, com os anos e a recusa em amputar o dedo, espalhara-se pelo seu corpo.
Mesmo de saúde e corpo decadente, conseguiu, no mesmo ano, dar um concerto em Itália, onde foi visto pelo maior aglomerado de pessoas na sua carreira: cerca de 120 mil espetadores. O local foi o estádio de San Siro, casa do AC Milão e do Inter de Milão. Ao primeiro de 11 filhos, David Marley, deu a alcunha de Ziggy, que muitos dizem ser o significado de “drible” num dialeto jamaicano, mesmo que o próprio o tenha atribuído ao álbum de David Bowie, “Ziggy Stardust”.
Gostando quase tanto de futebol como adorava música, Bob Marley faleceu em Miami, derrotado pelo cancro, a 11 de maio de 1981, aos 36 anos. Aí se começou a erguer a lenda de um músico cujo legado se agigantou, ainda mais, com a sua morte prematura. Bob Marley foi o veículo de um estilo embrionado na pobreza do Terceiro Mundo, de guitarradas pausadas e linhas de baixo pesadas, que o popularizou dali para fora. Ele foi música, mas também foi, e houve sempre, futebol:
“O futebol tem uma aptidão própria, um mundo inteiro, um universo próprio. Adoro-o porque tens de ser habilidoso para o jogar. O futebol é liberdade. Quando o jogo, o mundo acorda à minha volta.”"
"Nas últimas semanas as redes sociais foram inundadas com um conjunto de comentários que em nada abonam acerca da literacia emocional e, muito francamente, diferenciação cognitiva dos portugueses que por lá se “expressam” – desta feita, a propósito de um testemunho da atriz Sofia Arruda no programa “Alta Definição” da SIC.
Em boa verdade, intelectualmente falando, este programa acabou por prestar um “serviço à comunidade”, ao dar voz ao testemunho de uma situação de potencial assédio sexual, no caso, no contexto da performance artística.
À Sofia, seguiu-se a Catarina Furtado (igualmente “agraciada” com um conjunto de comentários de natureza muito “erudita”...) e um conjunto de outras atrizes, sendo que, a última “bomba”, surgiu pelo testemunho de Leonor Poeiras acerca do seu psicanalista.
Já se esperaria um agigantar de comentários idiotas (tal como se tem vindo a confirmar) por parte de quem, em muitas fases da sua vida, foi optando por “emburrecer” em diferentes “estágios” em contextos de ódio e escárnio sediados das redes sociais, em vez de tornar o seu raciocínio mais claro e diferenciado através da educação (entenda-se: educação cognitiva e emocional, daquela que, felizmente, muitas famílias ainda teimam em passar) e, por essa razão, entendemos poder serem pertinentes alguns esclarecimentos:
O Que Nos Diz a Ciência?
O trauma é, por definição, insuportável e intolerável (Bessel van der Kolk, 2014). Quanto mais insuportável é a dor física ou psicológica causada pelo trauma, maior é a probabilidade de dissociar.
STOP.
Dissociar? Vamos lá explicar melhor para ver se tornamos mais claro o que, de facto, uma vítima de trauma (no enquadramento deste texto, assédio) pode vivenciar...
Na fase aguda, ou seja, enquanto está a ocorrer o trauma, não sentir a dor (física ou psicológica) permite funcionar de forma automática, como por exemplo quando uma pessoa não sente a dor de uma ferida muito grande até que chegue o socorro. Quando temos um grande trauma temos uma grande dissociação – ou seja, defensivamente, para “sobreviver” à perceção de ameaça/ameaça real, distanciamo-nos do que está a acontecer-nos de forma automática – ou seja, involuntária e inconscientemente.
Esta dissociação funciona como se a pessoa não pudesse sentir as emoções no corpo, não sentir o corpo significa não sentir sofrimento - as vítimas ficam tão transtornadas que quando o trauma lhes surge no pensamento o seu cérebro tenta a todo o custo apagar essa experiência na sua cabeça, fazendo de conta que nada se passou.
“Fazendo de conta que nada se passou” – Hummmm.... será que começa a ficar um pouco mais claro, para os “especialistas” que habitam nas redes sociais, que um dos principais mecanismos de defesa do ser humano é tentar esquecer (o que faz muitas vezes com muito êxito) e, por essa mesma razão, frequentemente só recorda a situação em causa anos mais tarde? (ops... pois é, às vezes, já num prazo “legalmente” prescrito, mas com uma violência psicológica e dor impossíveis de prescrever?!)
Então e como é que o Assédio se pode transformar em Trauma?
Em boa verdade, e pelo atrás exposto, a capacidade de reconhecer e atribuir um significado a uma situação de relação laboral ou social como abusiva é muito difícil. Estas relações revestem-se de um jogo de poder por parte do abusador e de necessidade por parte da vítima.
A vergonha e medo da exposição pública (que, como pudemos constatar nos últimos dias, não é fruto de uma “imaginação fantasiosa”, mas da crua realidade do julgamento público em que muitas vítimas se veem expostas – resultando, muitas vezes, num segundo trauma) pode levar à destruição do “eu” em vários níveis (íntimo, familiar, social, laboral), conduzindo a uma “morte psicológica”, à destruição de uma parte de si, a “parte boa”. Neste contexto a dissociação surge como mecanismo de defesa para suportar o insuportável (Xella & Belo, 2015).
Mesmo quando são pessoas de sucesso profissional nunca se sentem bem consigo próprias e estão sempre em busca do caminho para sair do trauma, mesmo que isso não seja feito de forma consciente. O próprio sucesso e autoexigência estão muitas vezes relacionados com esta busca (sendo que, neste contexto, os “experts” de internet já só querem saber do tamanho do carro, da casa, ou da conta bancária, uma vez que não fazem a mínima ideia da realidade de quem quer que seja – muito frequentemente, nem da própria).
Muito tempo depois de uma experiência traumática terminar (o assédio é uma experiência particularmente intensa e muitas vezes de longa duração) ela pode ser reativada a partir do menor sinal de perigo ou de contacto com situações que lembrem o trauma. Isto pode acontecer em qualquer altura e mesmo depois de muitos anos. Por exemplo quando é necessário proteger um filho ou quando alguém vem falar de uma experiência semelhante.
Muito frequentemente as vítimas apenas ressignificam este tipo de comportamentos como “abuso” nessa altura (entenda-se, anos mais tarde, quando acedem novamente à informação podem conseguir já identificá-la como uma situação onde o abuso ocorreu).
No contexto do assédio, muitas vezes a vítima conta quando se sente apoiada, compreendida, quando precisa de defender alguém, quando já não tem nada a perder ou quando se sente resiliente o suficiente para poder aguentar o que imagina que pode acontecer após a revelação.
Ou seja, quando se sentem robustas o suficiente para testemunhar, antecipando a chorrilhada de disparates que irão ter que ouvir e processar internamente.
O que fazer? Como se podem então comportar as pessoas para, na realidade, não evidenciarem esta espécie de analfabetismo (cognitivo e emocional) digno das praças públicas da idade média?
Vamos tentar deixar algumas orientações:
1. Mais do que 30 minutos diários de redes sociais (de forma repetida), pode evidenciar alguma necessidade de “anestesia” ou dificuldade em lidar com o aborrecimento – compre uma bicicleta ou vá andar, a sua saúde mental e física agradecem (tal como a despesa pública na área da saúde, quando daqui a uns anos começar a necessitar de mais exames e cuidados médicos, fruto de uma vida sedentária... nas redes sociais);
2. Se sentir um impulso incontrolável de comentar a vida dos outros de forma depreciativa, talvez esteja com alguma dificuldade em controlar determinado tipo de impulsos como a raiva – se não se sentir curioso(a) o suficiente para ir tentar perceber porquê e resolver em si próprio esta raiva, a primeira sugestão também se aplica – faça exercício, mas de forma vigorosa;
3. Por último, e num exercício claro de proteção da sua própria imagem, antes de vociferar comentários ignorantes acerca de que tema for, procure educar-se acerca do mesmo – ou seja, menos horas a espreitar a vida dos outros e mais horas a preencher a sua, o que será fantástico!
Nota Final
O Assédio não tem idade, género, raça ou religião – É, antes, um tema de Direitos Humanos que deve, por isso, ser levado a termo com uma enorme seriedade, criando canais seguros de queixa e de investigação para que a verdade possa ser apurada, no sentido de se imputar a responsabilidade a quem de direito no tempo certo.
Calar as potenciais vítimas não é a solução que se pretende numa Sociedade que se quer ver respeitada, mas destacar/valorizar e agradecer a quem contra tudo e contra todos avança como seu testemunho já o é!
O assédio existe em toda e qualquer organização (académica, desportiva, empresarial, religiosa,...) e é, por isto mesmo, da responsabilidade de todos nós dar-lhe visibilidade e solução."
"Com a temporada a terminar começam a surgir os primeiros rumores de transferências. O mercado está quase a abrir e começam a ser associados nomes de jogadores a outros clubes. No caso do SL Benfica, há um rumor em especial que tem vindo a ser muito falado. Beto, avançado do Portimonense SC parece ser a aposta de Jorge Jesus e do SL Benfica para o ataque encarnado na próxima temporada.
O jovem jogador, de apenas 23 anos, tem estado em evidência na Primeira Liga e até mostrou serviço no embate entre SL Benfica e Portimonense SC, da jornada 28, ao apontar o único golo da formação algarvia na derrota por cinco bolas a uma.
O jovem jogador português é um avançado muito alto (194cm) e bastante portentoso, sendo esse um dos seus pontos mais fortes. Tem uma capacidade de impulsão incrível pelo que no jogo aéreo é uma ameaça constante.
Ainda que seja muito alto e robusto é um avançado ágil, aliás, como provou num golo apontado ao CD Tondela nesta temporada, em que executou um gesto técnico com nota artística. Beto desmarcou-se, rodou sobre si mesmo e rematou no ar para aquele que viria a ser o golo daquela jornada da Primeira Liga.
Um sentido de baliza fantástico e uma execução incrível culminaram num golo soberbo por parte do jogador formado no União de Tires.
Beto tem vindo a provar ser um jogador em ascensão que poderá render ainda muito mais numa equipa como o SL Benfica. Atualmente, Beto conta com onze golos em 28 jogos na temporada, contabilizando ainda três assistências.
No clube da Luz, a confirmar-se o interesse das águias, encontraria bastante concorrência por um lugar no onze. Darwin, Seferovic, Gonçalo Ramos e os regressados Carlos Vinícius e Jhonder Cádiz serão algumas das possibilidades do SL Benfica para a sua frente de ataque, pelo que Beto teria que lutar por uma vaga.
Ainda que seja jovem e que tenha um futuro prometedor, o SL Benfica poderá não ser a equipa ideal para dar seguimento à sua carreira uma vez que poderá ter poucos minutos e jogador de 23 anos tem de ganhar experiência para se afirmar. Contudo, o facto de já estar habituado a jogar na Primeira Liga abona a favor de Beto, por não necessitar de se adaptar ao campeonato lusitano.
Ao que tudo indica, o SL Benfica está bastante satisfeito com o rendimento de Beto ao serviço do Portimonense SC e terá oferecido oito milhões de euros por 70% do passe, proposta que o clube de Portimão terá rejeitado. A verdade é que Beto tem muito mercado, tanto nacional como internacional.
Equipas como FC Porto, VFL Wolfsburgo, E. Frankfurt, Bayer Leverkusen e CSKA Moscovo seguem atentamente o jogador, pelo que os valores de um possível negócio possam aumentar dado o interesse de vários emblemas do futebol europeu.
Beto seria uma boa adição ao plantel dos encarnados, mas não encontrará um “lugar ao sol” pronto a ser tomado. Terá de batalhar muito para conquistar o seu espaço no SL Benfica, o que poderá mesmo ser benéfico para o seu desenvolvimento ou prejudicial caso não seja opção de todo."
"Os últimos jogos do SL Benfica têm mostrado a melhor forma de Pizzi, um jogador que não tem sido uma primeira escolha de Jorge Jesus esta época, mas que ultimamente tem mostrado bons sinais dentro das quatro linhas.
Quando chegou à Luz, Jorge Jesus fez questão de salientar que Pizzi não seria uma opção para o meio do terreno e que as suas qualidades sobressaem mais na ala direita – lugar que ocupou em outras épocas nos encarnados. Ora, o que tem acontecido nas últimas partidas tem sido exatamente o oposto: Pizzi tem atuado no miolo ao lado de Weigl, fruto da lesão de Adel Taarabt.
A lesão do marroquino abriu portas ao internacional português para voltar a ser titular e tem merecido todos os elogios do técnico e da imprensa.
No último jogo fora de casa, frente ao CD Tondela, Pizzi foi um dos elementos em destaque depois de ter marcado um golo, feito uma assistência e realizado quatro passes para finalização, acabando com uma eficácia de passes superior a 85%.
No mais recente jogo do SL Benfica, frente ao FC Porto, que terminou com um empate a uma bola, Pizzi voltou a ser titular ao lado de Julian Weigl. O internacional português jogou os 94 minutos da partida, mas não esteve ao nível que tinha apresentado nos dois jogos anteriores, apesar de ter tido uma eficácia de passe superior a 81% e de ter visto um golo anulado já em período de compensação por fora de jogo de Darwin Núñez.
Pizzi chegou ao SL Benfica em 2013 proveniente do Atlético de Madrid por 14 milhões de euros, mas esteve a primeira temporada emprestado ao RCD Espanyol de Barcelona onde fez 34 jogos e marcou quatro golos. No verão de 2014 regressou ao plantel encarnado, onde se fixou como uma das principais figuras até aos dias de hoje."
"O povo saiu à rua de norte a sul do país quando centenas de milhares de pessoas se manifestaram no 1º de maio de 1974, apenas uma semana decorrida após o 25 de Abril.
Um ano depois da Revolução de 25 de Abril de 1974, exactamente um ano depois, o povo voltou a sair à rua desta vez para a primeira votação democrática em Portugal – participação de 92% dos eleitores. Viviam-se ainda as palavras do Zeca: “o povo é quem mais ordena”.
A 8 de Março de 2008 (precisamente há 13 anos) foi a vez de cerca de 90/100 mil professores saírem à rua na chamada 'marcha pela indignação'. Uma Ministra da Educação conseguiu unir todos os professores…
Pensava e continua a pensar o povo que saindo à rua será ele quem mais ordena… o que se verificou não ser verdade – veja-se o caso dos professores – porque nunca nenhuma das grandes manifestações populares se traduziu em benefícios para o próprio povo. Aliás, Noam Chomski (1) mostrou como é possível controlar-se e manipular-se o chamado “povo” através dos ‘media’.
Miguel Poiares Maduro (que passou pelo comité de governação da FIFA) foi um dos que veio a terreiro afirmar que "quem matou a Superliga não foi a UEFA, foram os adeptos e a intervenção política que a mobilização destes gerou" («Expresso», 23.04.2021, p. 32). Pura ilusão!
João Bonzinho («A Bola», 23.04.2021, p. 31) também nos veio dizer que “o futebol e os clubes são do povo e não de quem os comanda, mesmo que os compre, ou compre a empresa que integra o clube.” Pura ilusão também!
As cerca de 5 mil pessoas (fãs ou arruaceiros?) que invadiram Old Trafford no dia 2 de Maio e impediram a realização do jogo entre o Liverpool e o Manchester United não demonstraram que são elas que mandam no futebol. Já dias antes tinham invadido o centro de treinos como forma de protesto contra a decisão do clube participar na Superliga Europeia. Ora, se esta já tinha caído, por que motivo tal comportamento? Exigiam tetos salariais para treinadores e jogadores? Exigiam limites nos valores das transferências? Exigiam uma cota para o número de jogadores por equipa? Exigiam menos equipas nos campeonatos? Exigiam maior tempo de recuperação para os jogadores? Exigiam transmissões em canal aberto?
O futebol, inicialmente da burguesia, foi roubado pelos pobres, pelos operários, para depois voltar a ser roubado, mas desta vez pelos ricos. Depois de termos mostrado aqui em “Superliga: take one” (26.04.2021) que fãs ou adeptos não são mais do que meros consumidores, concluímos que o futebol já não pertence ao povo…
E quando pensávamos que estávamos sozinhos nesta cruzada, eis que aparece Álvaro de Magalhães («O Jogo», 02.05.2021, p. 48) a afirmar que viu os adeptos “todos a lutarem por algo que já perderam há muito tempo” e a referir que, sobre o que se passou, “nada disto teve, tem ou terá que ver com adeptos, que já não têm voto na matéria há muito tempo e são aquilo em que os transformaram: um rebanho dócil de consumidores passivos.”
Quererem fazer-nos crer que o futebol é dos “adeptos” ou é um puro exercício de retórica, ou desconhecimento, ou uma tentativa de manipulação.
Aliás a UEFA, ao anunciar o alargamento da Liga dos Campeões de 32 para 36 clubes a partir de 2024/2015, onde cada equipa jogará contra outras dez equipas adversárias com cinco jogos em casa e cinco jogos fora não estará a fazer mais do que a montar uma Superliga dentro da própria UEFA. Logo, o problema não estará no modelo organizacional, mas sim no controlo de um negócio que rende milhões. Como alguém disse, a Superliga já existe e tem nome: chama-se Liga dos Campeões. Aliás, o próprio Ceferin («A Bola» ‘online’, 25.04.2021) veio afirmar que “não se pode gerar menos produto e ganhar mais dinheiro ao mesmo tempo” – basta sabermos interpretar! Quando a UEFA decidir vender os direitos de transmissão da Liga dos Campeões a uma plataforma de ‘streaming’ e quando estabelecer tectos salariais os treinadores irão perceber que o seu papel será ministrar os treinos e orientar jogos e os jogadores irão perceber que o seu papel será jogar e marcar golos – e não, como aconteceu, imiscuírem-se em projectos organizacionais ou em formas de gestão. Quando a UEFA decidir controlar os negócios dos empresários ou agentes (ou intermediários), estes tentarão negociar as condições e sentirão que dependem de alguém. Os adeptos, por seu turno, irão compreender finalmente que o seu papel será o de consumidores. Estando na cauda da cadeia de alimentação, os adeptos (ou fãs, se preferirem) darão conta então que terão de assumir o ónus dos encargos, de todos os encargos…
A evolução mercantilista do desporto, ou o progresso do capitalismo se quiserem, a isso levarão. Nos Estados Unidos há muito que o modelo está em funcionamento: NFL (futebol americano), NBA (basquetebol), MLB (basebol), NHL (hóquei no gelo) e MLS (futebol) são exemplos de ligas fechadas altamente ‘sponsorizadas’ e altamente lucrativas. No futebol americano há 69 anos que nenhuma equipa abdica da competição e no basquetebol o mesmo acontece, e já lá vão 67 anos. (A propósito, constava-se que as equipas que desistissem da Superliga seriam multadas pela mesma em 150 milhões de euros. As desistentes já foram multadas?)
Restam em aberto algumas questões para as quais não conhecemos respostas, dado estarem mais ligadas ao foro jurídico. Qual o regime jurídico da Superliga Europeia: era uma associação, uma empresa, ou existiam apenas contratos estabelecidos entre os clubes iniciais? Pode a UEFA de facto castigar os fundadores da Superliga? Podem as Federações Nacionais impedir os clubes de participarem em ligas fechadas que nada têm a ver com as competições da UEFA (o que já fez a Federação Italiana)? O que diz o Direito Europeu em relação à livre concorrência no mercado? E, por último, uma outra questão: recordam-se do nome Bosman?"
"Concluíamos então o último artigo, dizendo que há alguns anos era preciso ser forte para fazer Desporto, hoje faz-se Desporto para se ser forte porque nele está a possibilidade de salvaguardar a raça humana – é quase uma oportunidade de sobrevivência.
A Atividade Física e Desportiva é em suma uma das formas possíveis para se tentar evitar a decadência física e psíquica da espécie, tendo uma intervenção direta na saúde e higiene, no lazer e recreação, nas aprendizagens escolares de base, na reabilitação física, etc … indo ao encontro dos anseios de todos aqueles que experimentam um espaço de realização pessoal, pela prática do movimento humano de forma intencional e que visa a superação.
Tem vindo a constatar-se uma prática generalizada da Atividade Física, de forma mais ou menos regular e sistemática, no sentido de que o exercício físico possa causar uma melhoria da saúde e bem-estar e cujos benefícios também sejam capazes de incorporar a prevenção e recuperação duma multiplicidade de doenças. Neste aspeto, sabe-se que a ação preventiva é mais eficaz quando associada a um estilo de vida saudável.
Não devemos nunca esquecer que o exercício físico, como qualquer carga exercida ao organismo, leva a respostas adaptativas, condicionadas pelo teor em que a mesma é aplicada. A incorreta administração dessa carga, pode provocar uma grave rotura do equilíbrio bio psíquico e funcional com resultados de extrema gravidade.
Por isso, a prescrição de qualquer programa de exercício, deve mencionar o modo, a intensidade, a duração, a frequência e a progressão do esforço.
A qualificação dos agentes que têm a responsabilidade de orientar o exercício, assume uma das regras de ouro, porque, como temos vindo a referir não fazer o que deve ser feito ou fazê-lo de forma incorreta são males do mesmo tamanho.
A fase do empirismo foi definitivamente ultrapassada. São cada vez mais as ciências que se dedicam ao estudo do “homem desportivo” nas suas diferentes formas de atuar. Desde a anatomia, fisiologia, psicologia, medicina desportiva, sociologia, biomecânica, nutricionismo e tantas outras, se preocupam com o equilíbrio do homem em esforço. Não se investiga um esforço qualquer, mas um esforço que implique movimento intencional, sendo o ser humano corpo, mente desejo, natureza e sociedade. Movimento onde no corpo em ato emerge a carne, o sangue, o desejo, o prazer, a paixão, a rebeldia, as emoções, os sentimentos, tudo isto visando a transcendência ou a superação, como nos tem ensinado o nosso querido Professor Doutor Manuel Sérgio e que de forma sapiente acrescentava: “em cada gota de suor terá sempre de existir um grão do pensamento”.
A ciência tem evoluído de forma categórica. As universidades chamaram a si a razão do estudo e investigação na formação de quadros, aos quais competem um alargado grau de competências, na defesa do direito à saúde e à vida.
Neste contexto não há mais lugar para o voluntarismo, para a improvisação e para o desenrascanso. A prática metodológica da Atividade Física e Desportiva corporiza sem dúvida um tempo de alegria, de prazer e entusiasmo…é como uma chamada à festa do corpo em que poderemos aglutinar um nível superior de relação entre as pessoas, onde as noções do belo, do estético e do ético farão acordos duma admirável existência.
Mas como referia no artigo 1 a prática da Atividade Física e Desportiva tem sobrado para um certo desprezo, em relação às demais exigências orgânicas e funcionais, com que os responsáveis se lhe devotam ao longo dos tempos.
Ao que temos vindo a assistir, creio que não será apenas esquecimento, mas sobretudo incompetência ou negligência pelos continuados governos que, vá lá, pela constante pressão dos vários núcleos das federações, associações, escolas, clubes, comité olímpico, etc, pertencentes a um País em que a percentagem de prática desportiva se encontra na cauda da Europa, só agora é que se viu referida a inclusão do Desporto na versão final da visão estratégica para o plano de recuperação de Portugal 2020-2030, reafirmando que as políticas que possam promover o incremento da prática desportiva podem ter consequência na qualidade de vida dos cidadãos.
Como bem sabemos os palcos do poder são por vezes montados em insuportáveis ninharias que só a ocasião fará clamar a razão e, como diz o nosso bom povo: gato escaldado de água fria tem medo, cá estaremos para constatar e de que forma esse título de boas intenções ostenta a honradez da sua aplicabilidade.
O que temos como dado adquirido é que a Atividade Física e Desportiva empresta à causa participativa uma imagem de generosidade, civilidade e respeito, podendo funcionar como catalisador privilegiado para fazer potenciar maior sintonia entre o teor energético do indivíduo e a correspondência com a vida … e também nos deixa ensinamentos, memórias e imagens que nos vão exigindo competências de vida capazes de nos fazer pessoas de bem."
Foi com grande sofrimento, mas valeu ainda mais, grande vitória das nossas meninas do basquetebol nos Açores, na negra, tornando-se campeãs nacionais pela 1.ª vez! Aqueles erros nos últimos segundos, eram desnecessários, mas acabaram ainda por dar mais emoção!!!
Vencemos, a equipa que nas últimas épocas tem dominado, apesar de a nossa poste norte-americana se ter lesionado antes desta Final e mesmo com a equipa da Sportiva a manter uma percentagem louca de Triplos, principalmente no jogo 2!!!
Mais uma vitória épica, num recinto onde é quase impossível alguém ganhar, com apitadeiros portugueses!!! Este jogo, em condições normais teria terminado com uma daquelas cabazadas históricas, que às vezes acontecem no Hóquei, mas apesar dos 0-5 aos 10 minutos de jogo, acabámos por vencer por 2, e tivemos muita sorte!!!
O Hóquei em Patins é a modalidade mais corrupta em Portugal, não tenho a mínima dúvida! E recordo que para ser o mais corrupto em Portugal, em qualquer categoria, é preciso ser mesmo muito corrupto, porque a concorrência é grande...!!! Aquilo que se passou esta manhã no ringue foi vergonhoso, devia dar prisão... Foram agressões, penaltys (não sei quantos ficaram por marcar, porque as repetições na área dos Corruptos estavam proibidas!), foram milhentas simulações, e ainda tivemos o episódio circense da retirada do baliza de propósito sem que nada tivesse sido assinalado...!!!
Tenho que elogiar os nossos jogadores, por aquilo que jogaram e principalmente por terem mantido a cabeça fria, durante todo o jogo...
E tenho a certeza que todos eles, sabem que só ganharam, porque realmente naqueles primeiros minutos, tivemos uma eficácia muito acima da média, senão independentemente da nossa qualidade, teríamos perdido mais um jogo... e no final, seriam só elogios à garra, e ao espírito de luta dos outros!!!
Temos que vencer 3 jogos para chegar à Final, este foi só um... e nos próximos teremos seguramente o Joaquim Pinto e outros compadres, a dar tudo... portanto, muita humildade, muito trabalho, muito talento e muita cabeça fria!!!