Últimas indefectivações

sexta-feira, 14 de junho de 2024

ESPN: Futebol no Mundo #347 - Um guia GRUPO a GRUPO do torneio!

Bravo: Análise e previsão do Grupo de Portugal no Euro 2024

Zero: Reactzz - #9 - Mixórdia de variedades

Terceiro Anel: Euro24 - Países Baixos...

Terceiro Anel: Euro24 - Dinamarca...

RED-S, uma síndrome que esgota Atletas


"A síndrome RED-S é uma condição caracterizada por uma deficiência energética relativa

Com a aproximação dos Jogos Olímpicos e do Europeu de Futebol as atenções estão totalmente focadas na performance dos atletas e nos seus resultados. Contudo, este também é o momento em que devemos focar na sua saúde. No meio da pressão, da procura incessante pela excelência surge com demasiada frequência a RED-S (Relative Energy Deficiency in Sport), uma condição que pode comprometer seriamente o desempenho, mas acima de tudo a saúde a longo prazo dos atletas.
A síndrome RED-S é uma condição caracterizada por uma deficiência energética relativa, resultante de um desequilíbrio entre a ingestão alimentar e o gasto energético. Este desequilíbrio pode ser causado por uma dieta inadequada, aumento da intensidade dos treinos, ou uma combinação de ambos. A prevalência da síndrome RED-S entre os atletas é alarmante. Alguns estudos indicam que cerca 60% dos atletas de elite podem sofrer deste síndrome ou estar em risco de o desenvolver. Este número é especialmente elevado em desportos que enfatizam o culto do corpo e o belo, ou exigem categorias de peso, como ginástica, atletismo, ciclismo e artes marciais, podendo mesmo atingir cerca de 80% destes atletas.
As causas da RED-S são multifacetadas. A pressão para alcançar e manter um baixo peso corporal, combinada com uma carga de treino intensa, muitas vezes leva os atletas a consumir menos calorias do que o necessário para suportar suas atividades físicas. Além disso e acima de tudo, fatores psicológicos, como transtornos alimentares e a busca por um corpo ideal, mas acima de tudo pelo desejo de se tornarem ainda melhores, contribuem significativamente para o desenvolvimento da síndrome.
As consequências deste défice calórico são inevitáveis, podem ser graves e irrecuperáveis, daí que possa levar ao esgotamento do atleta enquanto desportista de alto rendimento, mas também da saúde enquanto indivíduo. Estas consequências são multissistémicas e podem afetar quase todos os sistemas do corpo. Quando um atleta sofre de síndrome RED-S, é como se o próprio organismo entrasse em autodestruição. A falta de energia necessária para sustentar as funções vitais e o treino leva a uma cascata de efeitos negativos. A curto prazo, os atletas podem experimentar uma queda no desempenho desportivo, aumento do risco de lesões e doenças, fadiga constante e dificuldades de concentração.
A longo prazo, as complicações podem ser ainda mais graves, incluindo osteoporose, problemas cardiovasculares, condições autoimunes, distúrbios gastrointestinais e disfunções endócrinas."

quinta-feira, 13 de junho de 2024

Bronze na estreia...


Bronze na estreia como portuguesa, da Ágate de Sousa, na Final do Salto em Comprimento nos Europeus de Roma, com 6,91m, e só não foi Prata, no último salto, com a Italiana a fazer mais 3cm!!!

Concurso muito consistente, com a perna esquerda cheia de ligaduras, o que nos deixa com esperanças que em Paris ainda possa saltar mais longe... mas a concorrência nos Olímpicos também será maior, mas a saltar assim, a Final deverá estar garantida!

Histórias - Parte 1

Manto 24/25

Bigodes: Assembleias Gerais...

Agressões...

Bem... o @brunoandrd hoje acordou e optou pela violência. 😬🔥👏

Como gente grande sem dinheiro 😂😂😂😂😂

5 minutos: Diário...

Zero: Mercado - Rodrigo Gomes, João Cancelo e Greenwood

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Ataque Rápido - S05E01 - Preocupações e favoritismo de Portugal no Euro

Entrevista: Rúben Dias...

Pouco importa, pouco importa


"Adeptos da Seleção precisam-se. Já que não há bandeiras na janela, arranje-se uma música

A poucos dias de começar o Euro 2024, o entusiasmo com uma das melhores gerações de sempre de jogadores portugueses não parece estar em alta. Não tem a ver com expectativas, que essas estão bem lá em cima, mas com um sentimento com o qual os adeptos se defrontam a cada competição como esta: quem, porquê e como se torce pela Seleção Nacional?
Lembrei-me disto a propósito de um anúncio - muito bem conseguido, já agora - dirigido a quem não sabe nada de futebol, mas que a cada dois anos vai buscar o cachecol ao armário e vai para uma praça com ecrã gigante gritar golo numa repetição. Será um mito ou já todos debatemos um pouco sobre isto? Quem torce por Portugal não liga a futebol?
Quando a Seleção venceu o Euro 2016, os portugueses - soubessem ou não muito sobre futebol - não precisaram de ser convencidos a sair à rua para celebrar. Foi o culminar de uma caminhada quase sempre desinteressante ao nível do que se jogava em campo, mas muito bem explorada pelo célebre «pouco importa, pouco importa, se jogamos bem ou mal, queremos é levar a taça, para o nosso Portugal!» Um simples cântico conseguiu com que todos se identificassem com estas palavras e - por arrasto - com a Seleção. Mas numa altura em que este Europeu ainda nem começou, como se captam estes mesmos adeptos para apoiar os comandados por Roberto Martínez?
Há quem ache que a culpa é da clubite em Portugal. Se quem liga a futebol está mais preocupado com as notícias de mercado de Benfica, FC Porto e Sporting, pouco tempo sobra para Portugal. Mas tendo a notar que os adeptos do River Plate ou Boca Juniors são ainda mais fanáticos pelos seus clubes, e no entanto é vê-los que nem loucos quando joga a seleção argentina.
E se for disso mesmo que a Seleção precisa? Fanatismo, portanto. De quem pense num Campeonato da Europa não só durante um mês, de quem analise parcialmente os jogadores, de quem defenda estas cores no café e em todo o lado com argumentos duvidosos e enviesados?
Enquanto não conseguimos decifrar o segredo, precisamos pelo menos de uma música. O «pouco importa» já não dá, que com estes jogadores todos exigem boas exibições. Lembro-me dos ingleses, em 2021, a entoarem a «Sweet Caroline» de Neil Diamond até à final e a não se cansarem de avisar que o futebol estava de volta a casa. E, durante os amigáveis, vejo os adeptos da Seleção Nacional com vergonha de cantar baixinho um «Portugal allez» como se nem o ritmo estivesse já decidido.
Fica, então, o desafio: há meia dúzia de dias para encontrar as palavras e o som que façam os portugueses entusiasmar-se com esta Seleção. Parece que pouco importa, eu sei, mas recordo que este é o último Euro de Cristiano Ronaldo e os adeptos que não percebem de futebol vão ficar sem saber sequer por quem gritar a cada toque na bola."

Euro, a surpresa sempre à espreita


"Ao contrário dos Mundiais, os vencedores dos Campeonatos da Europa são mais imprevisíveis. Portugal é favorito, mas isso de pouco vale

Ao contrário do Mundial, o Campeonato da Europa de futebol tende a ser uma prova em que é mais difícil identificar um favorito claro à vitória porque a História mostra-nos que são muito mais as surpresas que as certezas desde 1960, quando a UEFA_decidiu honrar o mentor da ideia, Henri Delaunay. 10 seleções vencedoras em 16 edições empresta um grau de imprevisibilidade muito maior que o Campeonato do Mundo, que só conheceu oito vencedores em 22 edições. Seja por que motivo for, há uma tradição vincada de os eternos candidatos a campeões planetários exercerem o seu poder e estatuto, impedindo a emergência do underdog de quem poucos davam crédito e muito menos hipóteses mínimas de vitória final. Pelo menos até ao momento nunca houve, na competição maior da FIFA, fenómenos como a Dinamarca em 1992, a Grécia em 2004 ou mesmo Portugal em 2016.
Neste século, de resto, apenas por duas vezes me recordo de o campeão europeu ser aquele que mais ou menos todos estavam à espera: França em 2000 (dois anos depois de se sagrar campeã mundial) e Espanha em 2012 (dois anos depois de vencer o título mundial e quatro anos após se sagrar campeão do Velho Continente). Porque em todas as outras edições a surpresa foi a marca de água: Grécia em 2004, a Espanha em 2008, Portugal em Paris e até mesmo a Itália em 2020.
Serve isto para pôr em perspetiva o próximo Europeu, que arranca na sexta-feira, em Munique, com o jogo de abertura Alemanha-Escócia. Claro que em qualquer competição há sempre favoritos e nessa caixa coloco França, Inglaterra e Portugal: o primeiro porque é vice-campeão mundial, o segundo porque é vice-campeão europeu e do meio-campo para a frente tem qualidade individual para vencer qualquer jogo e os portugueses porque, como diz José Mourinho, a Seleção Nacional tem capacidade para fazer duas equipas de topo e ambas poderem sorrir a 14 de julho em Berlim. Mas nos Europeus, mais do que em qualquer outra grande competição continental, o inesperado está sempre à espreita, para gáudio das casas de apostas que veem neste espírito Eurovisão da bola um campo fértil para a imaginação.
Mas se as dúvidas são muitas, há no entanto certezas e que só enobrecem os seus protagonistas: Cristiano Ronaldo vai tornar-se no único jogador a participar em seis Europeus (já era o único com cinco; Pepe ficará em segundo na lista com cinco), continuará a ser o futebolista com mais jogos na competição (tem 25, o segundo é Pepe, com 18, os mesmos que o alemão Schweinsteiger) e muito provavelmente sairá da Alemanha continuando a exibir o estatuto de melhor marcador de sempre (tem 14 golos, mais cinco que Platini).
Independentemente de quanto jogarem, Ronaldo com 39 anos e Pepe com 41 continuarão a fazer história e num contexto muito interessante: Portugal já não dependerá tanto deles como dependeu noutras ocasiões, podendo respirar quando no passado tal não lhes era possível. Com o central pode mesmo dar-se o caso de conhecer novo momento de glória quando já não estiver contratualmente ligado ao seu clube, o FC Porto. Não sendo uma situação inédita, é mais uma história paralela que faz do Euro uma caixinha de histórias surpreendentes. Que a bola comece a rolar."

Zero: Tema do Dia - Portugal a caminho do Euro: 5 ilações a tirar dos jogos de preparação

Vizak: Euro24 - Previsões 1.ª jornada

Terceiro Anel: Euro24 - Sérvia...

Terceiro Anel: Euro24 - Eslovénia...

Terceiro Anel: Euro24 - Inglaterra...

Zero: Negócio Mistério - S02E22 - Robbie Keane no Inter de Milão

Hurley evitou LeBron?


"Os Lakers têm tido dificuldade em atrair técnicos de renome apesar de LeBron James lá estar há seis temporadas.

Dan Hurley, treinador da Universidade de Connecticut, de 51 anos, terá declinado a irrecusável proposta de 70 milhões de dólares (65,1 milhões de euros) por seis temporadas dos Lakers para a vaga deixada pelo dispensado Darvin Ham. Contrato que o tornaria no quinto mais bem pago da NBA.
Hurley, que em 2023 renovou com UConn, onde está desde 2020/21, por 32,1 milhões (29,84 milhões) por seis épocas, preferiu permanecer na NCAA em vez de testar as revoltas águas da Liga onde raros técnicos vindos do campeonato universitário tiveram êxito nas últimas décadas. Após as conquistas em 2022/23 e 2023/24 mantém a ambição de levar os Huskies ao tri na NCAA e chegar perto dos registos de Mike Krzyzewski (Duke), cinco títulos, e John Wooden (UCLA) com 10(!) em 12 temporadas, sete deles consecutivos e único a vencer três torneios seguidos nos 85 anos do evento.
Curioso, Krzyzewski, que liderou os Blue Devils 41 épocas, tendo-os levado à Final Four em 12 ocasiões, também recusara os Lakers em 2004.
Para quem não esteja familiarizado com o desporto universitário americano, ser treinador de uma universidade, sobretudo de topo, está longe de ocupar uma posição menor, quer a nível salarial como profissional. A pressão existe, mas a volatilidade do cargo não é tão grande e os principais técnicos são deuses nos campus. Diz-se que um treinador de basquetebol ou futebol americano numa universidade é mais importante do que o reitor e que isso é comprovado quando morrem e se vê o funeral de um e outro. Os êxitos desportivos trazem centenas de milhões de dólares em apoios e contratos comerciais e televisivos à universidade.
E por mais que digam o contrário, é mais fácil comandar jovens do que homens, alguns milionários, e a maior parte a ganhar mais do que o treinador como acontece na NBA.
Isto leva a duas questões. A primeira, a ideia de que os Lakers desejam um técnico de topo, experiente e com provas dadas, ainda que a nível da NCAA, o que tem sido difícil garantir desde que Phil Jackson por lá passou a segunda vez entre 2005/06 e 2010/11, com a conquista de dois campeonatos (2008/09, 2008/10) em três Finals (2007/08).
Desde então, ninguém resistiu mais do que três épocas. Nem Frank Vogel que ganhou o 17.º e último titulo em 2019/20.
Mesmo com Jeanie Buss à frente do clube e o ambiente pacificado, os Lakers têm tido dificuldade em atrair técnicos de renome apesar de LeBron James lá estar há seis temporadas. E esta leva-me à duvida que tenho há anos: apesar de ter chegado a 10 Finals em 21 épocas, nas quais se sagrou campeão quatro vezes, LeBron raramente contou com treinadores de renome, provavelmente salvo Erik Spoelstra. Mas esse já estava (e está) nos Heat.
Durante anos nos Cavaliers o patrão Dan Gilbert nunca esteve com grande disposição de gastar com treinadores. Mas será que foi só isso ou os nomes mais sonantes evitaram King James — apesar do inequívoco valor — porque, às vezes, é ele quem quer decidir parte do plantel e o que se vai fazer em campo em momentos chave? Será que Hurley, apesar dos milhões e de LeBron estar em fim de carreira, também não desejou ser adjunto ou quis mesmo ficar nos Huskies?"

Zero: PlayBook #104 - A bela (equipa) e o monstro

quarta-feira, 12 de junho de 2024

Incrível Prata!!!


Recorde Nacional, 18,04 metros, e somente Prata nos Europeus! O Pichardo como Cubano já saltou mais, mas como Português nunca o tinha feito, e com tão poucos atletas a saltarem 18m, fechar um concurso com 18,04 e ficar em 2.º lugar é 'estranho'!!! O salto do Diaz foi o 3.º melhor de sempre!!!

Por outro lado, o facto do Pichardo ter regressado à competição com uma marca tão boa, após uma longa ausência por lesão (quase 1 ano parado), dá esperanças para Paris... onde muito provavelmente, vai voltar a competir com o Diaz pelo Ouro!

Apesar de todos os 'problemas' pessoais com a Ana Oliveira e a sua ex-esposa, e com o Benfica, o Pichardo continua a ser atleta do Benfica, e por isso a referência aqui...

Vários títulos


"O destaque desta edição da BNews é a conquista de títulos no basquetebol, futebol de formação e polo aquático.

1. Tricampeões
O Benfica é tricampeão nacional de basquetebol. Na final dos play-offs frente ao FC Porto, a equipa do Benfica precisou apenas de três jogos para ganhar o 30.º título nacional do seu palmarés.
Norberto Alves refere: "Esta equipa está viciada em ganhar, mas sabe o que é preciso sofrer para ganhar. O que eles provaram foi que o desejo de conquista vence muitas vezes."
Na mensagem de felicitações, o Presidente do Sport Lisboa e Benfica, Rui Costa, enaltece o "trabalho, humildade e espírito de grupo" e o "extraordinário apoio aos nossos campeões".

2. Bicampeões a dobrar
Depois dos Iniciados, no domingo, foi a vez de os Juvenis revalidarem o título nacional no dia seguinte. Ao vencerem na antepenúltima jornada, frente ao FC Porto (3-2), os Sub-17 benfiquistas já asseguraram o título.

3. Triplete no polo aquático
As pentacampeãs nacionais e vencedoras da Supertaça ganharam a Taça de Portugal. O pleno foi conseguido, mais uma vez, pela equipa feminina de polo aquático do Benfica..

4. Jogo marcado para a Luz
Está agendada uma partida de preparação com o Brentford, da Premier League, para 25 de julho no Estádio da Luz. Este jogo antecede a Eusébio Cup, também na Luz, no dia 28 de julho.

5. Contributos internacionais
Di María foi o autor do golo solitário que deu a vitória à Argentina no desafio com o Equador. Kökcü foi titular pela Turquia frente à Polónia, e Jurásek foi utilizado no jogo da Chéquia com a Macedónia do Norte.

6. Campeonatos da Europa de atletismo 
companhe o desempenho dos atletas do Benfica nos Europeus de atletismo. Ontem, Isaac Nader qualificou-se para a final dos 1500 metros. Fatoumata Diallo estabeleceu o novo recorde nacional dos 400 metros barreiras e apurou-se para a final da prova.

7. Título no triatlo
O Benfica sagrou-se campeão nacional de estafetas mistas."

1 minuto

- Minuto...

Terceiro Anel: Euro24 - Croácia...

Terceiro Anel: Euro24 - Albânia...

Terceiro Anel: Euro24 - Espanha...

5 minutos: Diário...

Zero: Mercado - Debast, Pavlidis, Šeško

Benfica – a urgência de reflexões estratégicas ou de eleições?


"Cismava eu sobre o que escrever a propósito da Assembleia Geral de aprovação do Orçamento do SLB para 2024/25, em que constato números que suscitam elevadíssima preocupação, quando rebenta hoje a "bronca de Verão" no meu Clube: segundo o Record, há riscos de rutura na Luz, ou seja, andam de "candeias às avessas", Luis Mendes e outros administradores da SAD, com Fonseca Santos (Presidente do Conselho Fiscal) pelo meio.
Fiquei siderado! Não tendo acesso a informações privilegiadas, fico a pensar se porventura as minhas preocupações quando analiso um Orçamento em que os FSE’s atingem 27,4 M euros (previsão para 2023/24 de 30,9 M euros – inclui o futebol feminino que para o ano sai para a SAD) e as amadoras atingem o custo de 28,7 M euros (cerca de 32,9 M euros como "previsão 2023/24", com futebol feminino) estarão na origem de tais divergências, sobretudo quando leio que está metido ao barulho o Conselho Fiscal?
Sem respostas para saber o que se passa no interior do meu Clube, pergunto-me se a perda do campeonato nacional precipitou divergências latentes. Entrando pela SAD, as Contas publicadas no 1º semestre de 2023/24 demonstram que, excluindo transações de atletas, temos receitas de 106 M euros para gastos de 139 M euros – ou seja, um défice de cerca de 33 M euros, o qual, anualizado, será de uns 66 M euros! Um problema crónico que se arrasta desde há vários anos e que tem enormes reflexos na competitividade do nosso futebol profissional – obrigado a vender os melhores para equilibrar as Contas, tipo "pescadinha de rabo na boca"…
Esta realidade tem de causar mossa no dia-a-dia do Clube. Se depois vemos o Clube igualmente com FSE’s elevados e custos com Pessoal na casa dos 20 M euros, temos forçosamente de concluir que o "barco tem excesso de peso" e qualquer gestor que se preze há muito que teria alijado custos para aguentar o "barco à tona de água". Assim, será de facto surpresa existir um conflito entre a Gestão e o Conselho Fiscal (com um elemento comum entre o Clube e SAD), ainda por cima quando o Presidente Rui Costa promete reforçar apostas nas modalidades para tudo ganhar em 2024/25?
Sinceramente, o que eu esperava era ouvir o Presidente Rui Costa vir propor aos Sócios uma profunda reflexão sobre a continuidade das modalidades amadoras, dada a sua frágil sustentação económica. Se olharmos para a origem das receitas que totalizam apenas 5,9 M euros, vemos que a quotização dos Sócios é apenas de 2,1 M euros [10% das quotas totais (que estimo em 1,8-2 M euros), mais a parte diretamente afeta e que resulta de uma proposta que fiz há muito anos numa Assembleia Geral de se pagarem 60 euros anuais – 0,1 a 0,3 M euros].
Não tendo acesso a números reais, deduzo por aqui que seguramente nem 5 mil Sócios pagam as quotas das amadoras. Se a esta realidade somar a visão habitual do pavilhão meio cheio (ou meio vazio) na esmagadora maioria dos jogos das amadoras, a pergunta a fazer é: os Sócios querem mesmo ter as amadoras? Porque, ao invés desta realidade, as assistências ao futebol tiveram uma média de 56 mil espetadores e a lista de espera dos cativos supera, ao que consta, os 14 mil interessados. Parece claro que os Sócios querem é bola e acham graça às amadoras!
Sinceramente, acho absolutamente premente esta discussão, porque a realidade dos números assim o exige e não me venham dizer que é um escândalo ousar suscitar o tema quando no emblema temos uma roda de bicicleta e ninguém exige ter o ciclismo como modalidade! Veja-se lá fora: o Real Madrid só tem basquetebol e não se dispersa a despender energias (€€€) inúteis. Relembremos os números: para 2024/25, as amadoras irão custar (líquido de receitas imputadas) 22,7 M euros e em 2023/24 a previsão é de 24,3 M euros. Quem financia? O futebol, pois claro.
Claro que ser campeão no basquetebol e no voleibol (masculinos) como formos este ano é importante (o hóquei também está na luta). Como os sucessos do desporto feminino em que este ano fomos campeões no futebol, basquetebol, andebol e futsal. Indiscutível que os Sócios gostam e afogam com estes sucessos as mágoas da bola. Mas enquanto com os insucessos do futebol discutem até à exaustão durante semanas e meses, quantas vezes com insultos soezes, confessem lá quanto tempo os Sócios "choram" pelos inêxitos no andebol e futsal (masculinos)?
Resumindo, o Benfica (Clube/SAD) precisa de enorme reflexão estratégica nas diversas vertentes (i) futebol profissional, (ii) modalidades e (iii) estruturas. Uma coisa eu sei que agora não deveria ter: esta guerra interna como a que veio para os jornais em vésperas de uma nova época desportiva do futebol. Mas como a realidade é a que é, perante estas disputas internas, se calhar o que Clube/SAD precisa mesmo é de uma clarificação urgente que só a antecipação de eleições pode proporcionar."

Manuel Boto, in Record

Jogo Pelo Jogo #43 - com Joana Marques

Betting: Euro2024

Overlap: Euro2024

The Give N Go: Copa América 2024

Vizak: Copa América 2024

Rabona: Euro2024

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - TAD dá razão ao Nacional: o que muda na II Liga?

Percam à vontade, mas tragam o prémio do público


"Vou rezar para que não ganhemos nada a não ser o prémio de favoritos do público, quais estetas injustamente derrotados por uma das tradicionais máquinas de ganhar

Há uns dias conversava com amigos sobre o próximo europeu de futebol quando demos por nós a recordar a vitória em 2016. Foi uma noite extraordinária, em Paris e em Lisboa, onde celebrei com centenas de milhares de pessoas. Não me lembro da noite toda, por razões que não vêm agora ao caso, mas havia uma crença algo estúpida naquela equipa que nem jogava assim tão bem. O futebol nunca deslumbrou, mas a equipa foi levando a água ao moinho e aquela improvável dupla técnica dos últimos minutos - Fernando Santos e Cristiano Ronaldo - encarregou-se do resto. Foi bonito confirmar que o nosso país podia vencer uma coisa tão grande quanto um campeonato europeu, especialmente depois das várias desilusões desde 1996, sempre com um futebol bonito cronicamente destinado ao insucesso. Quis o destino que uma seleção pior do que algumas dessas anteriores acabasse por vencer a prova, um pouco como a Grécia nos tinha feito em 2004.
Não sei onde pára o adepto da seleção que assistiu a tudo isto em 2016. Eis aquilo a que fui assistindo: desde 2016, a seleção retomou a sua trajetória mais lógica, falhando em todas as competições internacionais disputadas, exceto numa competição - Liga das Nações - inventada por portugueses. Lembro-me de uma derrota sem espinhas no Euro seguinte, lembro-me de perdermos justamente com Uruguai, e, mais recentemente, depois de uma goleada à Suíça que fez de nós os favoritos nas casas de apostas, aquela lição da seleção marroquina que nos pôs mais uma vez no lugar. Ao longo de todo este processo, a seleção raramente produziu o futebol vistoso a que as convocatórias obrigavam, preferindo antes entreter-se com o teste de outras hipóteses, por exemplo, quantos cruzamentos inconsequentes é possível fazer para a cabeça de Cristiano Ronaldo durante 90 minutos, ou quantos livres frontais vamos deixar o Cristiano marcar até percebermos que isso é um erro.
Ao longo deste caminho penoso, a seleção foi comandada por um treinador com uma espécie de contrato vitalício que, segundo os tribunais, não era afinal de treinador mas sim de gestor de empresas, o que talvez explique a inaptidão para a liderança tática. A ideia de jogo da seleção foi sendo esquecida em prol da atividade de uma empresa de brindes. Lembro-me que esta saga de mau futebol terminou quando eu já pouco ou nada queria saber acerca da seleção. Em todos estes momentos, várias figuras foram perdurando até se tornarem uma presença inexplicável, e Fernando Santos não foi a única. Lembro-me por exemplo da claque da seleção chefiada por Fernando Madureira em múltiplas provas internacionais. Lembro-me das convocatórias dúbias em que a coisa mais parece escolhida por um empresário do que pela pessoa contratada para o fazer. O problema de me lembrar de todas estas coisas é que a seleção passou a ser muito mais isto do que qualquer outra construção romântica.
Entretanto veio Roberto Martinez. Tal como os restantes interessados na modalidade, fui acompanhando aqui e ali as vitórias gordas de uma fase de apuramento jogada contra amadores. Depois de muitos anos a fazer contas ao apuramento, Portugal descobriu que tinha condições para se apurar para competições internacionais sem ter que se chatear demasiado com isso. Ainda esbocei um olhar para a televisão em busca de uma nova ideia de jogo que me entusiasmasse, mas rapidamente percebi que o desinteresse se mantinha - e é mais profundo do que eu gostaria. Não consigo explicar tudo o que aconteceu entre 1996 e 2004, mas sinto que nunca mais vou ver seleções que se divirtam tanto em campo e nos divirtam tanto como as desse período. Hoje, esse carrossel viu-se substituído por um sem número de animais competitivos que estão proibidos de fintar 5 jogadores da equipa adversária e que só arriscam fazer dois passes consecutivos com o calcanhar se a sua equipa tiver uma vantagem superior a 4 golos e já passarmos do minuto 90.
Em suma, a seleção não tem vida fácil comigo. Ao cinismo cuja origem descrevo nos parágrafos anteriores, junta-se este saudosismo meio tolo (admito) que me leva a preferir seleções que jogaram muito bem e perderam como sempre, a sonhar com uma seleção que joga assim assim, mas que é muito competitiva e séria e talvez, só talvez consiga ganhar qualquer coisa. É um pouco estranho gostar tanto de futebol e ter tão pouco apetite pela seleção do próprio país, mas é aqui que estou. Sempre achei o cântico «pouca importa se jogamos bem ou mal / queremos é levar a taça para o nosso Portugal» uma idiotice. É uma tentativa de sujeitar um país à ideia de que só a vitória importa, ignorando aquele que deve ser o desígnio de qualquer seleção portuguesa: jogar bonito, fazer as coisas que não é suposto fazer-se no relvado, ser uma espécie de Brasil europeu, não se levar excessivamente a sério, e, como tal, só muito raramente satisfazer a expectativa criada por um povo demasiado otimista no que aos seus futebolistas concerne - mas pelo menos chegamos ao fim com a barriga cheia de futebol. Foi mais ou menos isto que sempre me fez gostar do futebol de seleções, tanto na equipa portuguesa como naquelas surpresas que aparecem de rompante numa competição e levam tudo à frente até embaterem na realidade de uns quartos de final resolvidos nos penáltis. Vai tudo para casa sem medalhas, mas recebem o prémio do público. Já não é nada mau.
Há poucos dias, imbuído do espírito pré-europeu, lá fui espreitar o jogo frente à Croácia, um coletivo de futebolistas profissionais que nos pôs no devido lugar. Frente à primeira seleção de nível mais elevado em sei lá quantos meses, vi muito pouco da habilidade natural dos jogadores portugueses e quase nenhuma capacidade de competir contra uma equipa croata que tem o dom de fazer o futebol parecer contabilidade, e ganha mais vezes do que perde. Aguardei pelo show de bola da fase de apuramento, e nada. Mas não desisto. Não sei bem como se resolve a descrença, mas lá voltarei a dar uma oportunidade à seleção, até porque não há mais futebol para ver. Já tenho tudo planeado. Em primeiro lugar, se a agenda me permitir, juntar-me-ei em espírito à claque da seleção nacional, agora sem a liderança decisiva dos Super Dragões que tantos motivos de orgulho nos deu nos últimos anos. Depois, vou evitar as conferências de imprensa ou as entrevistas de Roberto Martinez em que este fala sobre jogadores do Benfica como se fosse um comissionista de Jorge Mendes. Finalmente, vou rezar para que não ganhemos nada a não ser o prémio de favoritos do público, quais estetas injustamente derrotados por uma das tradicionais máquinas de ganhar. Não me chateava nada."

Vasco Mendonça, in A Bola

Gyokeres tinha todos os trunfos, Arthur Cabral não


"Comparado com sueco, Cabral não terá sido 1.ª opção ou sequer escolha do seu técnico, e falhava no encaixe no modelo inegociável de Schmidt

Os adeptos gostam de rótulos e têm dificuldades em distinguir tons. É quase sempre preto ou branco. Craque ou flop. Por isso, quando quem lidera é tão ou ainda mais adepto do que os que quer ver a encher as bancadas do estádio onde joga a sua equipa há sempre riscos de que corra mal. No entanto, quando o futebol é visto e analisado desde dentro, o contexto começa ou deveria começar a ganhar contornos decisivos. Porque pode ser fundamental no sucesso ou insucesso de um jogador.
Não há jogadores iguais e Arthur Cabral e Viktor Gyokeres são muito diferentes. O primeiro ainda sobreviveu ao rótulo de flop que no início lhe parecia destinado, porém os 11 golos e 3 assistências em 43 encontros não chegaram para qualificar a época de bem-sucedida ou sequer garantir ao brasileiro uma segunda oportunidade na Luz. Precisamente ao contrário do sueco, que chegou, viu, convenceu de imediato e manteve o rendimento, fazendo da escolha para melhor jogador da temporada uma mera formalidade. 43 golos e 15 assistências em 50 partidas não deixaram margem para dúvida. No seu caso, a dificuldade será amarrá-lo a curto, médio prazo a uma liga tão periférica quanto a portuguesa.
Houve, no entanto, um caminho a percorrer até os dois avançados poderem colocar em campo o seu talento individual e as suas competências. Gyokeres foi aposta clara do Sporting. Desde cedo, ficou evidente que era o alvo principal e Rúben Amorim envolveu-se pessoalmente ao ligar-lhe. Explicou-lhe onde se enquadrava e convidou-o a vir. Deu-lhe moral. Ao fim dos primeiros treinos e jogos, o técnico percebeu o real impacto do nórdico e todo o processo de mutação na direção de um ataque mais posicional, iniciado na temporada anterior, ficou em suspenso. Amorim adaptou-se sim ao que lhe tinha caído nos braços porque percebeu o que valia, que era muito no panorama português.
Arthur Cabral foi solução de recurso e nunca muito bem aceite por Roger Schmidt. Antes, falara-se em Santiago Giménez, Pavlidis e Lucas Beltrán. O argentino estaria ainda com uma proposta dos encarnados em cima da mesa, quando se inclinou definitivamente para Florença, de onde partiu o brasileiro para Lisboa. O investimento foi alto, de 20 milhões de euros. Só que o alemão nunca o considerou um dos seus e, provavelmente, sempre sentiu que lhe faltava algo para que pudesse jogar o seu jogo. Schmidt desistiu dele, até quando estava a marcar golos. Nunca lhe deu importância suficiente para ajustar o modelo à sua volta, ele é que teria de adaptar-se. A equipa nunca o aproveitou e, assim, fracassou. Não querendo aqui medir talento, é certo que até o contexto favoreceu Gyokeres. Na Luz, desta vez, Pavlidis, parece ser alvo bem mais transversal. E esse é sempre um ponto de partida mais favorável.

P.S. Bastou a derrota com a Croácia para ler que Roberto Martínez deveria voltar à verdadeira identidade da Seleção Nacional, com bloco defensivo sólido e contra-ataques rápidos (!). No fundo, voltarmos a ser pequeninos outra vez. Humm... Até Trump tinha melhores slogans!"

Luís Mateus, in A Bola

Chuveirinho #78

terça-feira, 11 de junho de 2024

A semana em revisão


"O desporto (o mundo) tem gente demasiadamente doente para partilhar do mesmo oxigénio que todos nós

A final do Campeonato de Portugal entre V. Setúbal e Amarante foi dirigida por uma equipa de arbitragem totalmente feminina: à árbitra principal Sara Diana Alves (AF Viana do Castelo) juntaram-se as assistentes Andreia Sousa e Cátia Tavares. A quarto árbitro foi Sara Moreira Alves.
O feito, inédito, aconteceu em 2024 mas poderia ter acontecido mais cedo. Há muito que Portugal tem várias árbitras com qualidade e experiência suficientes para atuarem em jogos/competições desta exigência e mediatismo. A nomeação para o Jamor foi um prémio merecido para o quarteto e para todas as mulheres que em boa hora tiveram a coragem de abraçar uma carreira difícil, historicamente associada ao género masculino. Felizmente, o tempo tem sabido desmontar esses e outros preconceitos e hoje o que se exige em alta competição são agentes desportivos (homens ou mulheres) competentes, capazes de estar à altura dos desafios que têm em mãos. Parabéns à equipa de arbitragem e ao Conselho de Arbitragem pela escolha corajosa.
Aos 54 anos de idade, Fernando Rocha (AB Porto), um dos nomes grandes do basquetebol português, encerrou a sua longa carreira como árbitro. Depois de uma experiência enquanto atleta nos escalões de formação (na modalidade e também no futebol), o ex-internacional portuense esteve 38 épocas consecutivas na arbitragem da modalidade, realizando um total de 981 (!) jogos oficiais. Só para que se perceba o nível galáctico que Fernando Rocha atingiu: foi árbitro internacional de 1995 até 2019 (24 épocas seguidas), arbitrou jogos das principais ligas europeias (Eurocup e Euroliga), tendo nesta última marcado presença em várias Final Four. Foi nomeado para dirigir jogos nas finais da EuroBasket e Eurocup, além de ter sido árbitro da VTB League. Garantiu presença num Campeonato do Mundo, sendo então o primeiro árbitro português a consegui-lo. Mais tarde participou noutro, como árbitro neutro, de masculinos de sub-19. Pelo meios muitas outras partidas além-fronteiras. No passado mês de maio esteve noutra Final Four, no caso em Berlim. Despediu-se no passado dia 10 num sempre acalorado Benfica-FC Porto, onde saiu cumprimentado por todos os agentes desportivos.
Uma carreira assim merece o respeito não apenas do mundo do basquetebol, mas também do universo desportivo e, em boa verdade, de todos nós. O Fernando é um exemplo para todos e a prova viva que maturidade e experiência são quase sempre os melhores aliados da competência. Chapeau.
Aconteceu de novo e desta vez com a expressão máxima que o tribalismo pode ter: num dos jogos dos quartos de final da Taça do Congo (entre FC Tanganyka e OC Renaissance de Kinshasa), o árbitro da partida foi violentamente agredido por alguns adeptos da equipa forasteira, ainda que procurando fugir para junto de proteção policial. A selvajaria foi de tal forma que há notícias locais que apontam para a morte confirmada do juiz congolês (inicialmente foi dito que estaria nos Cuidados Intensivos a lutar pela vida). Uma das imagens mais fortes desta barbaridade foi gravada junto aos balneários das duas equipas: o árbitro caído no chão, totalmente inconsciente e mesmo ao seu lado, a cerca de metro, metro e meio, vários jogadores da equipa da casa a festejarem, aos saltos e gritos, a passagem à eliminatória seguinte. O desdém, a indiferença são difíceis de esquecer. Confesso que são raros os momentos em que tenho dificuldade em expressar o que me vai na alma. Este é um deles. O desporto (o mundo) tem gente demasiadamente doente para partilhar do mesmo oxigénio que todos nós, pessoas de bem. Uma vergonha inqualificável que tem que levar à intervenção urgente da FIFA. Prisão para todos os responsáveis banimento para quem for desportivamente culpado. Ontem já era tarde.
Dois jogos particulares de Portugal até à data, duas arbitragens com estilo e abordagens totalmente distintas: a primeira algo permissiva, deixando vários cartões por exibir por entradas negligentes; a segunda excessivamente rigorosa, mostrando cartões em situações que não o justificavam. Como em tudo na vida, o difícil é agir da forma mais fácil: equilibrada e com moderação."

Duarte Gomes, in A Bola

ESPN FC: Bernardo Silva...

Cromos - Bernardo Silva...

O Rally Sede do Benfica


"Uma importante jornada a favor dos valores do cicloturismo que culminou em glória para os encarnados

O cicloturismo é um desporto que tem como fim a prática de passeios ou corridas em bicicleta e que, graças à figura de António Duarte Laureano, começou a ganhar alguma expressão no nosso país a partir dos inícios da década de 1940.
Em Outubro de 1943, os ventos destruidores da II Guerra Mundial continuaram a sentir-se um pouco por toda a Europa, porém tal facto não demoveu uma comissão de sócios do Benfica de promover uma prova de cicloturismo. O denominado Rally Sede do Sport Lisboa e Benfica pretendia incrementar esta jovem modalidade, que entre nós estava ainda a dar os seus primeiros passos.
Os participantes foram distribuídos por duas categorias, nas quais eram admitidas médias de 15 e 20 quilómetros, consoante a sua forma física e habilidade para o pedal, havendo penalizações de 1 ponto por cada segundo de atraso ou de avanço. O trajeto escolhido para a prova levava os concorrentes a desfrutar das belezas e do colorido campestre da região saloia, num percurso que se iniciativa no Estádio do Sport Lisboa e Benfica, passando por Telheiras, Luz, Carnide, Benfica, Amadora, Queluz, Cacém, Massamá, Queluz e Amadora, terminando na sede do Clube, na Avenida Gomes Pereira. Pela primeira vez, neste tipo de provas, foi permitida a utilização de conta-quilômetros nas bicicletas, assim como a de um verificador mecânico no posto de fiscalização das Portas de Benfica.
A prova suscitou grande interesse, tendo-se registado um avultado número de inscrições. No dia 24, apresentavam-se na linha de partida cerca de 40 concorrentes, compostos na sua grande maioria por ciclistas do Benfica, nos quais se juntaram cicloturistas representando os clubes Lusitano, Os 15 e o Desportivo Clube de Arroios. O benfiquista José Manuel Loureiro e Delfim de Carvalho do Arroios foram os grandes protagonistas desde rally, encabeçando ao longo de 26 quilómetros uma animada disputa pela primeira posição no pódio. Marçal Loureiro, que havia conquistado no ano anterior o campeonato distrital de regularidade, levou a melhor sobre os adversários e foi o grande vencedor, somando um total de 49 pontos na categoria dos 20 quilómetros. Miguel Semedo, outro dos cliclistas encarnados em prova, venceu na categoria de 15 quilómetros, enquanto por equipas triunfou o Arroios.
Com a organização deste rally, o Benfica mais uma vez soube elevar os valores do seu ecletismo, dando um contributo decisivo para a dinamização a viabilidade da modalidades menos conhecidas, como foi o caso do cicloturismo, que viria a tornar-se numa modalidade com tradição.
Para saber mais sobre esta e outras modalidades histórias do Sport Lisboa e Benfica, visite a área 3 - Orgulho Eclético, do Museu Benfica - Cosme Damião."

Ricardo Ferreira, in O Benfica

Euro 2024: somar é ganhar


"Falta uma semana para começar o Europeu, e Portugal leva expectativas elevadas para a competição. Depois de uma qualificação imaculada como não se via desde o Euro 2004 - quando entrámos diretamente por sermos o país organizador -, a maior surpresa na convocatória de Roberto Martinez não foi a chamada de Pedro Neto ou Francisco Conceição, nem a dispensa de Pedro Gonçalves ou Francisco Trincão. A grande novidade foi a ausência da calculadora. Segundo os critérios do seleccionador nacional, não tendo feito parte dos estágios anteriores, é assim natural que a calculadora tenha continuado excluída do lote de convocados.
Por um lado, é estranho, porque nenhum português está habituado a vibrar com competições internacionais sem recorrer a funções e equações de terceiro grau. Uma calculadora não é uma bússola, mas eu sei que me vou sentir desorientado. Por outro lado, Roberto Martinez, talvez por ter estado muito ocupado e empenhado nas aulas de português, parece ter encontrado desde o primeiro dia uma estratégia bastante eficaz para ser dispensado das aulas de matemática ganhar.
Não foi propriamente este inusitado método que nos conduziu à glória em 2016, quando vencemos apenas um jogo dentro dos 90 minutos, em sete realizados. No entanto, este plano também parece promissor, e menos arriscado. Não me dei ao trabalho de confirmar esta teoria através de uma regra de três simples, mas, assim de cabeça, diria que, se ganharmos os jogos todos como aconteceu na qualificação, em princípio a taça vem para Portugal. Há várias opiniões em relação ao onze mais forte para atacarmos o Europeu, e calculo que a conta do leitor tenha a mesma solução que a minha: João Neves e mais dez."

Pedro Soares, in O Benfica

Crédito a Schmidt


"Não há treinadores perfeitos. E os que se aproximam as perfeição (Guardiola? Ancelotti?) não estão no alcance dos cofres do Benfica.
Roger Schmidt não é um treinador perfeito. Tem virtudes e defeitos, como tantos outros que representaram o Clube no passado, como maior ou menor sucesso. Quando campeão, há apenas um ano, todos lhe reconheciam o mérito de uma época fantástica - em que chegámos a sonhar com a final da Champions. Depois de uma temporada má (e o técnico alemão não foi feliz ao afirmar o contrário), apontou-se-lhe o dedo como único culpado.
Fazendo o balanço aos resultados, temos, pois, um campeonato ganho e outro perdido. Ora, ganhar metade dos campeonatos não me parece assim tão mau.
Há quem não goste das substituições. Outros queixam-se das conferências de imprensa. Eu próprio, por vezes, não entendo Schmidt em alguns desses momentos. Não acho, porém, que o trabalho de um treinador se resuma a substituições e declarações. Nem sequer não essas as suas componentes mais importantes. E há outras em que o alemão se tem destacado, como por exemplo a condição física da equipa, ou o lançamento de jovens como António Silva e João Neves.
Diz-se que mantê-lo é um risco. Todas as opções na vida têm uma dose de risco. Até, simplesmente, sair de casa. Risco maior seria começar tudo de novo, com outro treinador (quem?). E se corresse mal, despedia-se também?
Entre 1994 e 2004 tivemos mais de uma dezenas de treinadores, alguns deles conceituados. Quase todos saíram pela porta dos fundos sob intensa contestação. Não ganhámos nada nesse período.
Entrar num ciclo como esse não é, de todo, o melhor caminho. Há que perceber o que Roger Schmidt ainda pode dar ao Benfica, e se é possível resgatar o espírito de 2022-23.
Que chegue rapidamente a próxima época para responder a essas questões."

Luís Fialho, in O Benfica

Não poder ser criança


"É o pior que podemos imaginar para a vida dos nossos filhos, mas está a acontecer pelo mundo.
Passaram-se décadas desde a Declaração Universal dos Direitos da Criança. Passaram-se ainda mais décadas desde a Declaração Universal dos Direitos do Homem. Nem uma nem outra são respeitadas como deviam. Pior: dantes as democracias ocidentais achavam que estes desrespeitos aconteciam apenas no Terceiro Mundo, nas ditaduras dos países em vias de desenvolvimento ou nos sistemas totalitários.
Hoje o que vemos são as maiores atrocidades envolvendo crianças, e famílias, de que dependem, vitimizadas em países desenvolvidos e até em plena Europa.
Talvez por isso, hoje como nunca, seja importante comemorar convenientemente o Dia Mundial da Criança. Porque em primeiro lugar as crianças que nele se divertem não têm nenhuma culpa das males do mundo, e o direito a brincar é um dos seus direitos fundamentais.
Mas sobretudo porque é preciso alertar as consciências dos adultos para o que andam a fazer com a geração dos seus filhos e dos seus netos, e para o mundo que estão a criar para o nosso futuro coletivo.
Há muito a fazer por tudo isto e pelo próprio planeta, senão talvez esse futuro coletivo não aconteça como gostaríamos que fosse para os nossos vindouros.
Há, pois, muito a fazer, e esse trabalho é responsabilidade de todos, dos poderes públicos e da sociedade civil, mas é sobretudo eficaz quando feito pelos grandes do futebol, porque esses, como o Benfica, galvanizam a vontade de milhões e, como tal, podem ter uma palavra decisiva!
Essa é a razão de ser mais profunda para a Fundação Benfica comemorar o Dia Mundial da Criança. E melhorar o mundo em que vivemos é o mandato que o Benfica nos deu, e é isso que os benfiquistas querem que se faça!"

Jorge Miranda, in O Benfica

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"1
Terminadas as principais 7 ligas europeias e a Liga dos Campeões, Trubin foi o melhor guarda-redes sub-23 nos seguintes dados estatísticos: golos evitados (também o melhor em Portugal independentemente da idade), golos expectáveis defendidos e defesas eficazes;

3.30,84
Isaac Nader estabeleceu nova marca pessoal nos 1500 metros (3.30,84 minutos), a 3ª melhor de sempre portuguesa e a apenas 0,77 segundos do recorde nacional;

5
O Benfica é pentacampeão nacional de polo aquático no feminino;

7
A equipa feminina de futsal do Benfica sagrou-se heptacampeã nacional, numa temporada em que também venceu a Supertaça, a Taça de Portugal e o Women's European Champions;

15
Estão duas assembleias-gerais do Sport Lisboa e Benfica agendadas para o próximo dia 15. De manhã, com vista à apresentação, discussão e votação da proposta de metodologia para discussão e votação das propostas de alteração dos Estatutos, bem como à admissão de propostas de alteração; à tarde, acerca do orçamento do clube para 2023/24;

20
São 20 os atletas do Benfica em representação de Portugal no Campeonato da Europa de atletismo;

36
Janice Silva, com 36 golos, foi a melhor marcadora do Campeonato Nacional de futsal no feminino;

86
Madalena Lousa, com 86 golos, foi a melhor marcadora do Campeonato Nacional de polo aquático no feminino;

1000
Mais de 1000 crianças participaram na iniciativa da Fundação Benfica e do Sport Lisboa e Benfica para assinalar o Dia Mundial da Criança."

João Tomaz, in O Benfica

30.º Campeões Nacionais


Benfica 83 - 76 Corruptos
20-25, 21-10, 15-24, 27-17

Drechsel(23), Broussard(21), Carter(15), Betinho(11), Douglas(10), Almeida(2), Relvão(1), Makram, Barbosa, Gameiro(dnp), S. Silva(dnp), Edu(dnp)

Não jogámos bem, mas deu para ganhar, tal a diferença de qualidade! É verdade que os Corruptos, nestas Finais, tiveram algumas lesões, mas nós também não tivemos o Zé Silva disponível! E se hoje a arbitragem não esteve tão mal como nos primeiros dois jogos, também é verdade, que debaixo do cesto valeu tudo...!!!

Limámos as Finais, e não limpámos todos os troféus internos, porque a equipa é veterana, e com os jogos Europeus, pelo meio, não consegue manter o nível! Aliás, o futuro próximo da secção é 'perigoso'! O Betinho e o Ivan, dificilmente tem substitutos como Formados Localmente, o Makram também já caminha 'quase' para os 40!!! E os Americanos, são como os Melões... o Drechsel por exemplo, foi para mim, o MVP destas Finais (o Carter não desmereceu o prêmio!), não pelos números, mas pelos momentos onde marcou a maioria dos seus pontos: quando a equipa estava a jogar pior, mantendo o Benfica dentro dos 'jogos'!!!

21.º Campeões Nacionais

Benfica 3 - 2 Corruptos

D. Ferreira; Duarte, Mdembi, Furtado, Capucho; Quintas(Santo, 76'), Vakulyuk, Stevan(Pastel, 62'); Juvenal(Neto, 88'), Afonso(Dudu, 46'); Souza(Anísio, 62')

O empate chegava, mas a vencer por 3-0, era desnecessário os tremeliques na parte final... as substituições não resultaram, e a equipa assustou-se!!!

Campeões, com total mérito, temos uma equipa muito melhor, e se os adversários 'subiram' alguns jovens aos Juniores, nós também o fizemos!

O Diogo na baliza, os Centrais, o Capucho (incrível como não foi ao Europeu), o Quintas e o Vakulyuk, o Dudu, o Pastel e o Souza, na minha opinião são certezas! Vamos ver como o Duarte, o Stevan, o Juvenal e o Anísio vão crescer...

Terceiro Anel: Bar do Cosme #12 - Estatutos e a sua Revisão estatutária nas AGE's!

RND - Tamos Juntos

5 minutos: Diário...

Zero: Mercado - Fábio Vieira, Chiquinho, Gareth Bale

Terceiro Anel: Diário...

Tailors - Final Cut - S03E05 - Tozé Marreco

Falsos Lentos - S04E40

ESPN: Futebol no Mundo #346 - Real Madrid desmente Ancelotti sobre Mundial, Endrick decide para o Brasil

Retrato - Rúben Dias...

Cromos - Nélson Semedo...

Terceiro Anel: Euro24 - Escócia...

Terceiro Anel: Euro24 - Alemanha...

Terceiro Anel: Euro24 - Suíça...

Terceiro Anel: Euro24 - Hungria

Olheiro 11 - João Neves e Palhinha

Zero: Tema do Dia - Vai arrancar o Euro 2024: as principais curiosidades

Zero: PlayBook #103 - You can't handle the Jrue!

COP: Glória - Messias Baptista

segunda-feira, 10 de junho de 2024

12.ª Campeões Nacionais

Marítimo 1 - 2 Benfica

T. Ferreira; Magalhães(H. Gomes, 55'), Vieira, Tomás F., F. Santos; Galinho, Constantino(Wang, 23), T. Rodrigues; Nunes, Almeida(Souza, 48'); Ferreirinha(M. Gomes, 55')

Bicampeoanto Nacional de Iniciados, depois do adiamento da festa na jornada anterior, hoje voltou a não ser fácil, com o Marítimo a marcar cedo e com a remontada só a acontecer a 10 minutos do final!!! Com alguma ausências nos convocados, fomos obrigados a recorrer a jogadores ainda mais jovens, mas no final fizemos a festa...!!!

6.ª Taça de Portugal

Benfica 13 - 10 Fluvial Portuense

Mais uma tripleta, contra um adversário que se reforçou exclusivamente para esta ponta final da época, mas mesmo assim o Benfica voltou a vencer!

Vamos à negra...

Oliveirense 2 - 1 Benfica

Isto pouco tem de desporto, é um espectáculo de confusão, provocação, raiva, protestos, simulações, gente completamente manipulada por um discurso de ódio, que o treinador adversário é bem representativo!

O Benfica até manteve a cabeça fria no 1.º tempo, mas a péssima entrada no 2.º tempo, colocou-nos em desvantagem, e hoje o Nicolía, não foi eficaz nas Bolas Paradas e isso fez a diferença!
Inacreditável como o guarda-redes da Oliveirense continua a fazer falta em todas as bolas paradas e nada lhe acontece!!!

A negra na Luz é perigosa, mas temos tudo para vencer...