Últimas indefectivações

segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Eficácia!!!


"Meus amigos, é altura de não dar tréguas aos nossos inimigos. A Comunicação Social em geral e páginas de merda como esta GoalPoint têm de levar com a nossa indiferença e repugnação. Este é apenas um exemplo que damos. Os últimos meses desta página tem sido um desrespeito e gozo sem fim à nossa Instituição e isso não podemos tolerar! Chega destes lagartos a destilar ódio! "Águia super eficaz", dizem eles! Vamos a ver e vemos 12 remates, 9 dos quais enquadrados, 21 acções na área adversária, 61% de posse de bola. Super eficazes! Guerra a estes anti-benfiquistas primários!"

Profecias ou desejos!!!


"Os funerais fazem-se quando se morre. O Benfica está bem vivo, para desespero daqueles que o quiseram enterrar prematuramente. Que seja o despertar de que precisávamos. Carrega, Benfica! 🔴⚪"

45 minutos!!!


"O Tondela, em 45 minutos, teve mais penalties assinalados do que o Benfica nos últimos 40 jogos da Liga Portuguesa."

A vida que vai é a vida que volta


"Num dia é-se goleado e no outro goleia-se e a habilidade estará em encontrar o meio-termo. O Benfica não é hoje o oposto do que foi em Munique, nem o Sporting de Braga que não era derrotado há quase dois meses ficará com a etiqueta desta meia dúzia (6-1) encaixada no Estádio da Luz, num jogo em que Everton parece ter nascido com dois golos e um par de assistências

Ter dentro da cabeça uma das mentes que mais estuda, pensa, escreve e capaz é de falar sobre a mente deve ser extraordinário e para mim é incompreensível tentar pensar no que vai na cabeça de António Damásio, que há décadas tenta dar palavras às infinitas possibilidades do cérebro humano, a coisas que sabemos estarem lá sem saber os porquês, como o “belo e dramático que devemos enfrentar: a vida que nos vai a cada minuto e que é como o ato de um funambulista no circo”.
Num minuto, em dois e em três, a vida literal se vai e a futebolística também pode começar a ir, ao terceiro do jogo entre Benfica e Braga já a dos minhotos era cadente, tão cedo e tão provocada por um erro de julgamento quando Galeno julgou ser prudente arrancar sozinho com a bola. Logo a perdeu, vendo o galopante Darwin a correr para dentro do espaço vagado pela intempestiva precipitação do adversário para receber um passe, ir à linha e cruzar para uma cabeça que dista 171 centímetros do chão.
Foi a de Grimaldo a fazer o 1-0. Ser o segundo jogador mais baixo em campo a chegar à área para saltar e marcar é a “habilidade para manter a vida” que o neurocientista português diz necessitarmos. O Benfica mostrá-lo, assim de rompante, exigia que a equipa do Braga puxasse por si mesma, pela capacidade de ser hábil como tem crescentemente vindo a ser desde 16 de setembro, última dia em que alguém lhe fatiou um pedaço de vida com uma derrota.
A explicação poderia estar nos cerca de 25 minutos que fez após o golo. Cheios de paciência em não serem atraídos para onde estava a bola, tipos como Lucas Piázon, Ricardo Horta e Abel Ruiz esperavam no costado dos médios do Benfica e em espaços de ninguém, fiéis à posição onde um passe deveria e haveria de chegar. Rápido e vertical a emparelhar passes, o Braga foi chegando sobretudo a esses jogadores e usando todos os que tinha para, sem bola, pressionar alto e em bloco qualquer princípio de jogada do adversário.
A praticabilidade com que, em três passes, a equipa chegou à desmarcação de Ricardo Horta para dentro do muito espaço atrás da última linha do Benfica, sempre subida, deu-lhes o 1-1, aos 12’. O golo inflacionou-lhes a vida que estavam a ter. Castro e Al Musrati manietavam todas as segundas bolas e as curtas tabelas para se ir avançando no campo eram encadeadas como se nada fosse. A equipa que se precipitava sobre a área contrário com jogadas controladas era o Braga e, aos 27’, também a invadiu com a urgência de quem está na equipa para lhe dar frenesim.
Num lançamento lateral, portanto numa bola imperdoável de se consentir que resulte em problemas, Galeno fugiu nas costas de Lucas Veríssimo, sprintando pela área até rematar contra Vlachodimos. A perseguição em esforço do central deixá-lo-ia mazelado no joelho e deitado numa maca, como antes já outro bocado de vida futebolística fora roubada do jogo — a substituição do brasileiro (34’) juntou-se à de João Mário (23’), lesionado nas costas, e a estas se juntaria a de Sequeira, do Braga, também magoado num joelho (45’+6). Não há funâmbulo que na vida de quem joga mais desgostoso de se ver e a primeira parte vista no Estádio da Luz foi prolongada por estas voltas à roda da fortuna.
Coincidiu, mais ou menos, com a troca do Benfica de centrais o esburacar da pressão a todo o campo dos minhotos, que nunca a esmoreceram embora sem impedirem que começassem a ser superados em duelos individuais e atropelados nos espaços abertos entre jogadores. Podiam não percorrer todo o campo com uma jogadas das calmas, conspirativas e pensadas, mas os anfitriões começaram a cortar o Braga ao meio, velozmente.
Deixando Everton balancear-se nas costas de Darwin e Rafa, o Benfica teve o brasileiro a acelerar e depois abrandar uma transição, até soltar a bola em Grimaldo para o seu remate desviado ter na defesa de Matheus o ricochete que a levou ao 2-1 de Darwin, aos 37’. Era o início de vários contra-ataques em que a velocidade era o combustível da vida escolhida pelo Benfica para acabar com a do adversário que escolheu pressionar a todo o campo.
Voltaria a ser Everton a esperar por uma corrida alheia, a de Rafa, que só abrandou quando cravou a Diogo Leite uma precipitação em carrinho, na pequena área, para mostrar como se vive com calma e classe na iminência de um golo. Fez o 3-1 por entre as pernas do guarda-redes, aos 42’, e o sopro acelerador seguinte que mais parecia uma rajada de tempestade sempre que o Benfica reagia, com velocidade, a uma bola recuperada, aconteceria outra vez com o brasileiro a lançar o português (45’+3) para o 4-1.
Mesclada entre velocidade, eficácia e vertigem por chegar à área, a vida que lhe fugira em Munique, onde foi engolido pela intensidade com que o Bayern gere a dele, regressou ao Benfica com a mesma pressa de um bumerangue que é arremessado e volta à mão de origem. Essa viagem de regresso continuou a fazer-se sem soluços no ritmo, mal arrancou a segunda parte, vendo-se apenas umas trocas de papéis.
A inaugural transição rápida que os encarnados tentaram encontrou o sprint de Rafa, que concentrou atenções em si para soltar Everton na área, pela esquerda. A malandrice do pára-arranca que o brasileiro, por vezes, aplica em jogadas que não pedem alguém a encravá-las aqui extraiu uma precipitação deslizante do outro central do Braga. Foi Paulo Oliveira a atirar-se aos pés do extremo cuja simulação o fez sumir do caminho que desbravou para rematar o 5-1, aos 52’.
Sete minutos mais tarde, uma das frequentes diagonais em corrida do centro para uma ala de Darwin, dador do melhor de si quando tem a bola para correr e não para a ter, fez o uruguaio fugir pela esquerda no contra-ataque que veio depois: o avançado cruzou rasteiro, a bola passou por quatro adversários que só se preocuparam com ele e chegou ao remate da meia dúzia de Everton.
Ser goleado por 6-1 em menos de uma hora foi o sinal a que o Braga se rendeu para colocar o tampão possível no desastre. Também pode existir habilidade na cara de uma tragédia e impedi-la de piorar era a forma possível de a equipa se agarrar à vida. A equipa recuou nas intenções e no campo, assentou o início da pressão perto da linha do meio-campo e, moribunda, proporcionou que o Benfica fizesse algo que não costuma.
Gerir a vantagem com cabeça, tronco e membros, traduzidos em ter a bola, passá-la por todo o campo e cansar os adversários na sua perseguição. A cadência do jogo minguou drasticamente, de palpitante só uma oportunidade não convertida por Gonçalo Ramos, aos 72’, na área, quando das flechas do Benfica sobrava apenas Rafa, numa equipa a transpirar calma e simplicidade em abundância: ter nas redondezas de Weigl um fã de fazer as coisas simples e bem, como são os 19 anos de Paulo Bernardo, muito ajudou a que o Benfica vivesse descansado até ao final do jogo.
Saber que a vida começa a abandonar-nos assim que nascemos difere de estar consciente que isto é uma roda em constante movimento. Num dia é-se goleado e no outro goleia-se e a habilidade estará em encontrar o meio-termo. O Benfica não é hoje o oposto do que foi em Munique, nem o Sporting de Braga que não era derrotado há quase dois meses ficará com a etiqueta desta meia dúzia. A vida que vai é a vida que volta e no futebol ganhará mais vezes quem encontrar a constância que, por enquanto, ainda não vive em alguma destas equipas."

SL Benfica 6-1 SC Braga: Cebolinha faz rir e chorar por mais


"A Crónica: SL Benfica Cobra Fatura Sobre Atrevimento Do SC Braga
O duelo entre águias e arsenalistas não podia começar da melhor forma. Pé no acelerador e golos de empreitada. De facto os minutos iniciais indiciavam que vinha aí um final de noite cheio de magia e bom futebol. Logo aos dois minutos, Darwin cavalga pela direita e cruza para Grimaldo. Já na área, o número 3 finaliza de forma exímia e de cabeça. Os bracarenses reagiram bem ao tento sofrido numa fase tão embrionária. E eis que aos 12 minutos se faz justiça no marcador por aquilo que estava a acontecer dentro das quatro linhas no pós 1-0.
Ricardo Horta, ex-Benfica, depois de um passe em profundidade, aparece de régua e esquadro à espreita na linha mais recuada encarnada. Linha ultrapassada, descai para direita e, na cara de Vlachodimos, marca o golo para a igualdade. 1-1 a espelhar de facto uma muito boa reação do conjunto de Carlos Carvalhal à desvantagem na partida.
O resto da primeira parte não sorriu ao Benfica. As águias estavam com muitas dificuldades para respirar com bola e, ao mesmo tempo, para progredir. Isto porque, do outro lado, estava um Braga muito forte na pressão, mas também porque em 30 minutos Jorge Jesus viu-se obrigado a fazer duas substituições forçadas. Primeiro João Mário e depois Lucas Veríssimo.
Ainda assim, o primeiro tempo que começou bem cinzento para os encarnados, acabou melhor do que a encomenda. Aos 37 minutos, Grimaldo, pela esquerda, remata cruzado mas Matheus defende. Na recarga, aparece Darwin com todo o seu perfume para o 2-1. De seguida, aos 42′, uma grande jogada começada por Everton Cebolinha dilata ainda mais a vantagem onde quem faturou foi Rafa. O número 27 fez gosto ao pé e volta novamente a marcar aos 48 minutos. 4-1 ao intervalo onde o jogo foi desbloqueado a partir dos 40 minutos com aquele que, na minha opinião, estava a ser o principal culpado: Everton Cebolinha.
Os bracarenses entram na segunda parte com alterações a tentar procurar algum tipo de reação. Mas do outro lado estava o conjunto encarnado que parecia sedento de golos. Confortável com o resultado, a fatura ia saindo cada vez mais cara ao plantel bracarense.
O atrevimento do conjunto de Carlos Carvalhal foi pago caro. Aos 52 minutos, Cebolinha faz jus à exibição com um golo e bisa cinco minutos depois. 6-1 com a “máquina benfiquista” a parecer não querer dar descanso ao adversário. O resto da partida não teve muito mais para contar. O Benfica geriu a goleada naquela que foi uma das exibições mais consolidadas da época encarnada.

A Figura
Everton Cebolinha Assim que apareceu conseguiu ser decisivo para a equipa encarnada. Bisou na partida mas, antes disso, serviu os colegas de grandes jogadas que acabaram mesmo em golo. Acabou por ser aplaudido com toda a Luz de pé perante uma exibição enormíssima do brasileiro. Esta exibição deixou água na boca para um possível ponto de viragem para o jogador finalmente impor o seu futebol no Benfica.

O Fora de Jogo
Carlos Carvalhal O próprio o disse na conferência de imprensa que este jogo foi uma espécie de “erro de casting”. A ideia era boa, mas a execução ficou aquém da capacidade física da equipa bracarense depois de poucos dias de descanso. Carvalhal apresentou uma equipa com um bloco muito subido, mas pouco coeso que acabou por não conseguir estancar as investidas de ataque das águias a partir de certa altura.

Análise Tática – SL Benfica
Destaque para a saída de Yaremchuk do onze encarnado para a entrada de Everton, movendo assim Darwin para o centro do ataque. Um 3-4-3 onde, nos primeiros minutos, o trio de centrais mostrava-se muito recuado deixando muito espaço entre Weigl e João Mário. Algo que o Braga estava a conseguir aproveitar bem, deixando muitas dificuldades ao Benfica para chegar ao meio-campo ofensivo.
Na minha opinião, Jorge Jesus tem a chave deste encontro no trio de ataque do Benfica. Toda a mobilidade de Everton, Darwin e Rafa fez o conjunto de Carlos Carvalhal pagar caro todo o seu atrevimento e o bloco subido que estes três da frente souberam aproveitar como poucos. Depois do resultado já bastante dilatado, Jorge Jesus aposta num meio-campo a três de forma a gerir um resultado que, por aquela altura, já estava mais do que sentenciado.

11 Iniciais e Pontuações
Odysseas (7)
Vertonghen (7)
Otamendi (6)
Lucas Veríssimo (5)
Grimaldo (7)
João Mário (4)
Weigl (6)
Gilberto (6)
Everton (9)
Darwin (8)
Rafa (8)
Subs Utilizados
Paulo Bernardo (6)
Morato (6)
Gonçalo Ramos (-)
Pizzi (-)
Diogo Gonçalves (-)

Análise Tática – SC Braga
A grande surpresa deste onze inicial dos arsenalistas diz mesmo respeito a Abel Ruiz que entra desde início. Carlos Carvalhal apresenta o conjunto em 4-4-2 que, como já disse nesta crónica, acaba por se expor demasiado em terrenos mais recuados na zona entre o meio-campo e a defesa. Principalmente quando, do outro lado, estavam jogadores criativos e velozes como é o caso do Benfica.
O Braga apostou num futebol mais direto, com uma pressão muito alta que, a certa altura, parecia asfixiar as águias. Mas a verdade é que o bloco mais subido dos arsenalista acabou por se tornar numa via verde para as encarnados com o Braga a mostrar muitas dificuldades em momentos de transição defensiva.

11 Iniciais e Pontuações
Matheus (5)
Sequeira (5)
Paulo Oliveira (5)
Diogo Leite (5)
Galeno (6)
Castro (5)
Al Musrati (5)
Fabiano (5)
Lucas Piazon (5)
Abel Ruiz (4)
Ricardo Horta (6)
Subs Utilizados
Francisco Moura (5)
Yan Couto (4)
Vitinha (5)
Lucas Mineiro (-)
Iúri Medeiros (-)

BnR na Conferência de Imprensa
SL Benfica
BnR: Pergunto-lhe se a mobilidade do trio de ataque do Benfica não foi a chave para o jogo de hoje. Visto que do outro lado vimos um Braga a fazer pressão alta e com um bloco muito subido que acabou por deixar alguns espaços em zonas mais recuadas.
Jorge Jesus: A ideia foi essa. Não jogar o Yaremchuk que não tem os movimentos para a profundidade tão fortes como tem o Darwin. E o Rafa exatamente a mesma coisa. E precisávamos de ter outro jogador que não fosse assim, se não íamos ter sempre três jogadores sempre a acelerar o jogo e depois pouco havia para termos aquele jogo que por vezes é preciso ter: o jogo pensante do Everton. E não foi só porque a equipa do Braga quis disputar o jogo com a sua pressão alta como o Benfica faz.
Aliás, como todas as equipas grandes fazem. Todas as grandes equipas jogam na pressão alta sem receio. O Braga quis acreditar na sua capacidade e quis disputar o jogo com o Benfica. Ao disputar e ao se posicionar um pouco mais alto, isto fez com que os jogadores do Benfica pudessem tirar partido, ter mais espaço. Foi 6-1, podia ter sido mais… Esse foi um dos motivos, mas também porque nós adivinhávamos, sentíamos que a equipa ia dar-nos esta grande vitória.

SC Braga
Não foi possível colocar questões ao treinador do SC Braga, Carlos Carvalhal."

O miúdo joga e eles aceleram


"A entrada no jogo fez prever o que se poderia seguir, mas não sem antes o Braga assustar e prometer fazer muito diferente na partida.
Grimaldo na área respondeu de cabeça a um cruzamento de Darwin. Estranho? Não, de todo. No seu 3x4x3 em momento ofensivo, os laterais invadem as zonas de finalização, sempre para responder a cruzamentos que chegam do lado oposto. Já marcou antes Gilberto, na noite do Estádio da Luz, coube a Grimaldo facturar.

Lentidão de Vertonghen
Uma intercepção de Otamendi que procurou depois de recuperar a posse, ligar o jogo ofensivamente redundou numa perda. Vertonghen demorou a perceber a mudança da posse, manteve-se de frente para a bola – ao invés de se colocar em posição lateral e iniciar rapidamente a marcha para trás, para reduzir o espaço para Odysseas, possibilitou a Ricardo Horta receber a bola nas costas da linha encarnada, no golo do empate.

A noite de Cebolinha
Darwin marcou e assistiu por duas vezes, mas foi Everton o homem da noite. Começou por criar o golo que desbloqueou novamente o resultado – Driblou e enganou toda a linha média do Braga, foi para cima da linha defensiva, juntando-a e libertou em Grimaldo que seguia com espaço pelo corredor esquerdo, pela ação de Everton. O remate defendido por Matheus apenas adiou o golo que Darwin marcaria na recarga.
Numa Transição ultra veloz, Everton assistiu no tempo oportuno e para o espaço certo Rafa Silva, que sentou Diogo Leite antes de atirar a contar. E não tardaria muito para que a fórmula Everton – Rafa se repetisse. Aceleração de Everton, mais um passe de elevado quilate e a velocidade de Rafa sentenciaria o jogo ainda na primeira parte.
Depois das duas assistências, um golaço no abrir da segunda parte, desta feita com Paulo Oliveira a ir ao chão, enganado pela simulação de Cebolinha. O Segundo golo, nova finalização de categoria, desviando do guarda redes teve o papel de Darwin a acelerar para oferecer o golo.

O jogo que o Benfica gosta
A equipa de Jorge Jesus não se tornou repentinamente a melhor do mundo. O jogo é que foi ao encontro do que de melhor as suas individualidades podem dar. Com espaços abertos, a velocidade e capacidade de recepção de Rafa Silva, que sempre antecede os seus ímpetos individuais, e o poderio físico de Darwin emerge. Everton, que define sempre com categoria, tem naturalmente muito mais impacto em espaços mais abertos.
Tornou-se fácil, porque pôde o Benfica jogar em ataque rápido, saindo com velocidade após cada ganho da bola, enquanto do outro lado, os defesas arsenalistas nunca foram capazes de suster no primeiro impacto as bolas que entravam entre linhas na Transição encarnada.
O maestro Paulo Bernardo
Entrou aos 23 minutos e provou o que já havia sido dito pelo Pedro Bouças no Futebol Total do Canal 11. Não há razões para que Paulo Bernardo não seja firme aposta como alternativa a João Mário. Talento a rodos, em forma de inteligência decisional e qualidade técnica que lhe permite rodar o jogo com grande categoria de corredor a corredor, e de zonas de construção até zonas de criação. Pensa, Decide, Executa. Tudo com elegância de quem é já hoje um homem para estes jogos."

BnR: Rescaldo...

O Cantinho Benfiquista #70 - De volta a casa

Vermelhão: Meia-dúzia para matar a fome!!!

Benfica 6 - 1 Braga


Estava-me a sentar, de costas para o relvado, quando o Grimaldo marcou o primeiro... e imediatamente tive um dèjá vú: Benfica 10 - 0 Nacional! Aconteceu-me exatamente a mesma coisa! Também com o Grimaldo a marcar...!!!

Nesta última época e meia, estamos com um saldo negativo com o Braga, agora 4-2, e nas duas vitórias do Benfica, fizemos exatamente a mesma coisa: ataques rápidos, velocidade, e raramente permitimos bolas nas costas da nossa defesa! Quando a dinâmica foi inversa, perdemos!

Apesar da goleada, o jogo não foi 'demolidor', marcámos cedo, e partir daí, quem ficou com a iniciativa foi o Braga, e no meio de faltas não marcadas, do João Mário condicionado e outras coisas... o Braga empata! Pouco depois, nova lesão, lançamento lateral marcado 10 metros à frente, bola nas costas da nossa defesa, sprint e Veríssimo lesionado (vamos ver quanto tempo...), tudo parecia estar a correr mal...!!!

Mas a partir daqui, com o Braga a 'acreditar' que estava por cima, fomos letais nos contra-ataques... ainda antes do intervalo, duas caminhadas galopantes até à área contrário, e 4-1 ao intervalo, e resultado feito...


A segunda parte, já foi diferente, ganhámos confiança, começamos a fazer posse de bola mais demorada... e mantivemos a marcação individual na saída do adversário... O Braga, já não acreditava muito na reviravolta, mas para não deixar dúvidas, mais dois no bucho... E só depois as substituições, para acalmar o jogo... Mesmo até ao fim, fomos sempre nós mais perto do golo!

O facto dos minhotos terem jogado na Quinta, vai ser usado como desculpa, mas recordo que o Braga rodou quase metade da equipa... e os 4-1 ao intervalo, não foram devido ao cansaço!

Dois golos do Everton, mais duas assistências para golo mas também grande jogo do Rafa e do Weigl! Excelente entrada do Paulo Bernardo, sem arriscar muito ofensivamente, mas seguro e confiante com a bola no pé, e muito forte na pressão após perda de bola... Quem diria, o Paulo era um 10 na formação, que pouco defendia, mas hoje, é um jogador diferente, e sabe que tem que usar o cabedal defensivamente se quiser triunfar no Benfica! Muito sinceramente não consigo falar mal do Gilberto!!! Tem erros e trapalhadas de iniciado, mas depois mistura uma atitude enorme, com alguns toques de 'magia'!!! O Darwin hoje fez duas assistências e marcou um golo... mas, continuo a não gostar de vê-lo como '9 isolado'! Quando é preciso receber a bola de costas continua a ter muitas dificuldades!

Vitória importantíssima, estamos a duas jornadas de jogar com a Lagartada, vínhamos da perda da liderança, com derrotas europeias e dum ataque feroz da Cofina, colocando em causa o treinador e os jogadores... O facto de profissionais da Cofina continuarem a ter permissão para entrar na Luz, é vergonhoso!

Agora, nem tudo está bem!!! Até porque o problema do Benfica internamente, são os jogos contra adversários com o bloco baixo, e hoje o Braga não jogou assim...

O apitadeiro, foi o filho-da-puta de sempre, no lance da lesão do João Mário, duas faltas não assinaladas que dão contra-ataque ao Braga (e não foi o único lance parecido...), Amarelos para o Benfica a sair do bolso a uma velocidade supersónica, as entradas perigosas por trás do Braga, só a pedido é que eram penalizadas... e nos últimos com o jogo 'fechado' continuaram a dar porrada impunemente...!!!

O negativo desta noite foram mesmo as lesões! O Veríssimo parece o pior, provavelmente entorse... o João Mário e o Rafa, seria interessante não irem à Selecção por lesão, mas estarem aptos para Barcelona... o Darwin, também saiu aparentemente tocado... Vamos ver como fica o boletim clínico nos próximos dias!!!

Mais uma paragem para as Selecções, com um regresso para a Taça de Portugal, sem os Internacionais (e vamos ver quantos lesionados). O jogo com o Paços vai ser perigoso! Depois Barcelona, autêntico mata-mata!!! E depois B Sad e Sporting... O próximo ciclo, até ao Natal, pode ser decisivo nas contas do final de época...!!!

domingo, 7 de novembro de 2021

Para vencer!


"Jorge Jesus foi categórico quanto à especulação veiculada nos últimos dias, manifestamente infundada, em torno de supostos desentendimentos no seio do plantel da equipa de futebol. Desmentiu de forma concludente essas "notícias" desprovidas de qualquer sentido e adesão à realidade.
Na conferência de imprensa de antevisão ao jogo com o Braga, Jorge Jesus dirigiu-se diretamente aos Benfiquistas para se insurgir contra o que classificou de "alguns casos que foram plantados, mentiras", que visavam Otamendi, "um grande profissional que é capitão de equipa e que sabe quais são os limites dele em relação à responsabilidade que tem e ao treinador".
"Os Benfiquistas podem estar seguros, o grupo está unido e se os resultados não aparecerem não é por este motivo", assegurou Jorge Jesus, complementando com a garantia: "Jogadores, equipa técnica e staff estão ligados e todos sabemos o que queremos." E reiterou, logo de seguida, o caráter exemplar do atleta visado: "Não podemos controlar esta especulação, esta mentira e que põe em causa um capitão de equipa, um profissional que tem um comportamento espetacular."
Na Luz, às 21h15, frente ao Sp. Braga, os nossos jogadores estarão prontos para defrontar um adversário difícil e procurar somar os três pontos em disputa.
"Tem provas dadas, não só nos confrontos diretos connosco, mas também nas competições em que está inserido. É um Braga já com uma ideia de jogo e com o mesmo treinador há algum tempo, o que faz com que a equipa esteja cada vez mais forte", caracterizou Jorge Jesus, prevendo que "vai ser um excelente jogo, um excelente espetáculo e que vai ter golos, porque as duas equipas quando têm bola são muito criativas e procuram o golo com facilidade".
Por certo a nossa equipa estará mais próxima de vencer ao contar com o habitual e inexcedível apoio dos Benfiquistas nas bancadas. Sejamos o 12.º jogador e ajudemos os nossos representantes em campo a conquistar os três pontos!
Entretanto, ontem foi dia de muitas vitórias benfiquistas, com destaque para aquela conseguida pela nossa equipa feminina de futebol nos últimos segundos do jogo com o Torreense, através de um livre direto de Kika Nazareth, e para a tarde de atividade intensa nos pavilhões, com triunfos das equipas de futsal, basquetebol e voleibol a contar para os respetivos Campeonatos Nacionais.
Chamamos ainda a atenção para os vários desafios a realizar hoje, desde logo, daqui a pouco, o Benfica B–Mafra no Benfica Campus (14h00) e as partidas com Alavarium (15h00) e CACO (15h30), ambas na Luz.
Vamos, Benfica!"

Vitoria...

Marítimo 0 - 2 Benfica


Boa vitória, num terreno onde tradicionalmente temos muitas dificuldades, contra uma equipa que na 1.ª volta venceu no Seixal!

Derrota...

Benfica B 1 - 3 Mafra
Cruz


Mau jogo. Nem sempre corre bem. A ausência do Paulo Bernardo, não explica tudo...

Antevisão...

Vitória...

Benfica 3 - 0 Castêlo da Maia
25-16, 25-20, 25-17

Rodando, a pensar no jogo da República Checa... Eu acredito!

sábado, 6 de novembro de 2021

Goleada no cesto !!!

Benfica 110 - 63 Académica
35-16, 16-15, 36-16, 23-16

A Académica é a equipa mais fraca da Liga, este resultado acaba por ser normal, mesmo com muita rotação, dando muitos minutos aos menos utilizados, estivemos quase a 'dobrar'!!!

Ponta final arrasadora...

Benfica 5 - 1 Azeméis

Resultado enganador, estava 2-1 a 5 minutos do fim! O Azeméis é uma das equipas que começou a época em bom plano, mas hoje, não estivemos bem... Acabámos por aproveitar bem os erros do adversário, mas o jogo esteve 'tremido' durante demasiado tempo!

Vitória, no último minuto...

Benfica 2 - 1 Torrense
Pauleta, Kika


Não sei se as jogadoras estavam a pensar no jogo de Quarta, na Champions, com as Suecas do Hacken, mas hoje jogámos mal... e até tivemos alguma sorte na forma como chegámos à vitória!
Sim, o Torrense evoluiu nestas duas últimas temporadas, mas devíamos ter feito muito mais...

Sem a Nycole, neste tipo de jogos, contra equipas que joguem com as linhas baixas, a Lara Pintassilgo, tem que ser titular, é a única ponta-de-lança que sobra no plantel, meter a Cloé na frente, no meio das Centrais, não faz sentido...!!!

Boa exibição da jovem Carolina Correia a Central...

João Felix, o melhor do Atleti – Uma perspetiva gráfica


"Eleito o melhor jogador do mês do Atleti, precisamente no mês em que recuperou de lesão, João Felix rubricou uma série de exibições importantes, onde se destacou a recepção ao Barcelona. Fomos perceber o posicionamento de Felix nos diferentes parâmetros do seu rendimento analisados pelo SciSports, enquanto pisou os terrenos de avançado centro, comparando-o com Benzema."

Os valores do desporto moderno no final do século XIX


"Peter Mac Intosh (1968), Jean-Marie Brohm (1976), James Magan (1981) e Richard Holt (1989), entre outros autores, já demonstraram que o surgimento do desporto moderno na Inglaterra Vitoriana não pode ser dissociado das questões económicas e políticas da época (século XIX).
Ao se reafirmar a ligação explícita entre os desportos modernos e a ideia de progresso, desde a sua origem, estamos perante um facto social total. O maquiavelismo de Pierre de Coubertin - o reitor do olimpismo moderno -, reside na faculdade de realizar o sincretismo entre as pragmáticas instituições dos pedagogos anglicanos do final do século XIX e as reminiscências da cultura helénica dessa época.
Na origem, o desporto britânico estava desprovido de todo o aspeto humanista explícito e ainda menos helénico. Ele representa o lazer privilegiado dos atletas anglo-saxónicos, sobretudo dos ingleses e americanos. O ideal da educação britânica consistia em desenvolver uma alma forte num corpo robusto. Na realidade, Pierre Coubertin encontra na Inglaterra aquilo que faltava em França, ou seja, os valores morais associados às qualidades físicas. Músculos e inteligência deveriam andar a par. O barão entendeu defender o conjunto de valores de caráter elitista, religioso e universal.
O olimpismo, para ele, era a base de uma educação desportiva generalizada e acessível a todos. No crepúsculo da sua vida, numa mensagem radiofónica difundida em 1935, não hesita em relembrar longamente as caraterísticas essenciais do olimpismo. O olimpismo continua, nos dias de hoje, a incarnar um discurso pedagógico e político que se transforma numa ideologia, com as doutrinas próprias de uma época, de uma sociedade ou de um grupo de indivíduos.
Neste sentido, a ideologia do olimpismo, desde a sua implementação, transmite-se pelo imaginário coletivo através dos seus principais elementos: atletas, treinadores e dirigentes."

Bola no próprio cesto


"A situação no basquetebol português é muito grave, e há, de facto, razões para preocupação.
O FC Porto entendeu, na minha opinião injustificadamente, que foi lesado no lance derradeiro do jogo decisivo da época passada, no qual perdeu o campeonato para o Sporting, reagindo com um anúncio absurdo de boicote aos três árbitros dessa partida. No primeiro jogo do FC Porto em que um desses árbitros foi nomeado, os portistas não compareceram.
Até agora, em seis jogos do FC Porto, só por uma vez um desses árbitros foi nomeado, o que já causa estranheza. São três dos melhores árbitros portugueses: Fernando Rocha, presença assídua em fases finais de competições europeias, Carlos Santos e Paulo Marques, ambos experientes e conceituados.
Mesmo que o FC Porto tivesse razão, a exigência de exclusão de três árbitros das suas partidas seria igualmente inaceitável. Não se pode transigir perante uma interferência desta magnitude. É inconcebível que um clube determine que árbitros lhe convêm, e, caso a Federação aquiesça a tão inusitada exigência, é evidente que estará a promover uma óbvia e inqualificável pressão sobre a arbitragem.
Não só o FC Porto merece ser criticado. Se hoje (2/11/2021) consultarmos o site da FPB, constatamos que, na classificação do campeonato, o FC Porto não tem averbada qualquer derrota, apesar de ter faltado à partida com a Ovarense, desrespeitando adeptos, adversários e patrocinadores e desvirtuando a classificação. Uma falta de comparência injustificada é inapelável. Do que espera a Federação?
E também o corpo de juízes, os quais, ao se saber de intenção portista de boicotar os três árbitros visados, deveriam ter eles próprios, em bloco, pedido escusa de arbitrar jogos do FC Porto enquanto não houvesse um recuo portista, acompanhado de um pedido de desculpas.
Que fique claro: numa situação destas, se a consequência última for a desistência do FC Porto, então que desista. Não pode haver o mínimo de tolerância, condenação de um tão gritante condicionamento das competições."

João Tomaz, in O Benfica

Benfica europeu, mas em toda a Europa!


"Eu sei que um dos desígnios da criação do Benfica foi a ambição de vencer os maiores clubes da Europa, mas convém não esquecer que também é muito importante vencer todos os outros. Desde que despachámos o Barcelona por 3-0 da Luz que temos sentido dificuldades com qualquer adversário. Bem mais, aparentemente, do que contra os espanhóis. Sinto que, se amanhã jogássemos contra o Barcelona, o Benfica ia dar uma resposta ao nível da sua gloriosa história. Mas se o jogo for contra o Arsenal de Crespos, que disputa a última divisão dos campeonatos regionais da AF Braga, provavelmente será um adversário muito complicado de ultrapassar. O Depay viu-se às aranhas para ultrapassar o trio defensivo do Benfica, mas fico com a impressão de que o Chico Pistola, que joga comigo aos sábados de manhã, seria um míssil apontado à baliza de Vlachodimos. Vamos lá, Benfica! Queremos ver-te brilhar na Europa, e, da última vez que fui consultar o Google, Portugal ainda não fazia parte da Ásia.
Na terça-feira, o Paulo Bernardo estreou-se pela equipa principal do Benfica. Jogou apenas os últimos 15 minutos da partida, porque na quarta-feira tinha a avaliação de resistência em Educação Física, e todos os adolescentes sabem que a escola está sempre em primeiro lugar. O que demonstra que não só é talentoso como também é um jovem responsável, virtude tão rara nos putos hoje em dia. Só quem estiver muito desatento ainda não reparou no potencial deste craque. Isso, deu para ver muito, mas também só não vê a qualidade do Paulo quem não quiser: ou nos jogos da equipa B na Liga 2 ou no torneio interturmas lá na escola."

Pedro Soares, in O Benfica


Bancadolândia


"Mudam-se os tempos, alteram-se as vontades, transformam-se os cenários, modificam-se os contextos, diversificam-se os agentes, mas há sempre um vocábulo perfumado que veste bem e se apresenta para casar. Crise governamental, crise política, crise orçamental, crise social, crise sanitária, crise desportiva, crise comportamental, crise educativa, crise laboral, crise produtiva, crise climática, crise de valores, crise isto, crise aquilo e ainda mais crise.
Por estes dias, em consequência do ciclone que se intrometeu na arena política parlamentar da nação e também pelas tempestades marginais nos espetros partidários, sentido e espírito democrático são outras construções lexicais que nos invadem, em doses reforçadas, tanto pelos espaços de informação e análise, sobretudo generalistas, como pelo mundo das redes socias, um dos campos prediletos de exibição dos nossos espadachins.
Noutra frequência, a profusa mistura de perspetivas e de emoções dominou-me num daqueles momentos de 'transfer' que nos assaltam num pestanejar e os paralelismos ocorreram-me, ao género de desabafo de mim para mim, sugestionado que estava pelos acontecimentos-relâmpagos na ponta final do jogo disputado pela equipa B de futebol do Benfica no Estádio do Mar, ao final da manhã/início de tarde do passado 30 de Outubro.
Vivo e muito agradável de acompanhar, o Leixões-Benfica B, se nos cingirmos ao observado no interior das quatro linhas e nas principais áreas adjacentes, foi um promotor janota da Liga 2 e da sua competitividade. Concretizando um volte-face nos números do marcador, a jovem equipa do Glorioso triunfou e validou a posição de líder da prova, e fê-lo com o mérito e a felicidade que por norma acompanham os competentes.
Quem viu, sabe que a vitória não caiu do céu e percebe que o golo da vantagem decisiva, obliterado nas redes da equipa de Matosinhos aos 88' tenha gerado uma daquelas explosões de júbilo entre os triunfantes, pelo instante em que ocorreu. Alegria racionalmente compreensível, tudo pelo futebol, pelo jogo e pela cordilheira de emoções que este nos oferece, nada contra quem se sente afundar na súbita azia do golo sofrido ou do(s) ponto(s) perdido(s). Falar é fácil, escrever ainda mais, subscrevo, mas o limite das manifestações de desagrado é uma responsabilidade de cada um de nós."

João Sanches, in O Benfica

sexta-feira, 5 de novembro de 2021

Benfica, marcar, marcar


"Por diferentes motivos, as últimas duas temporadas foram muito más para o futebol do Benfica. Campeonatos perdidos, taças perdidas, prestações europeias modestas.
Talvez por isso, à menor quebra de rendimento da equipa, logo os adeptos temem os fantasmas desse passado recente.
Ora, a história não se repete, e agora o contexto é outro. A época pôde ser preparada desde o início, e espera-se (por todos os motivos) que o covid não volte a fazer os estrados de há um ano. A calendarização voltou à normalidade, e o público regressou às bancadas. Além de tudo isto, há que dizer que o Benfica tem hoje um plantel mais vasto e mais equilibrado do que nas temporadas anteriores.
Nas últimas partidas, nomeadamente nas que significaram perda de pontos, creio que o problema se colocou ao nível da finalização. A equipa defende melhor, o meio-campo (com a subida de rendimento de Weigl e a integração de João Mário) está muito melhor, e é no ataque que temos sentido dificuldades, não resolvendo jogos aparentemente controlados - como foram os casos de Portimonense e Estoril.
Nas três épocas anteriores, Seferovic anotara 62 golos, e Pizzi 61. Um está lesionado há meses, e outro não tem sido opção. Yaremchuk não estará totalmente adaptado, Gonçalo Ramos ainda procura o seu espaço, e Rodrigo Pinho lesionou-se gravemente. Darwin rende mais no flanco, e Rafa não pode fazer tudo.
Creio que é aqui que o trabalho de Jorge Jesus terá de incidir. Quando aproveitarmos melhor as oportunidades que criamos, os bons resultados voltarão. E, com eles, o regresso à liderança do campeonato será uma questão de tempo."

Luís Fialho, in O Benfica

Futuro assegurado no hóquei em patins


"Nesta segunda-feira fomos brindados com uma grande notícia - a conquista da Eurockey Cup de Hóquei em Patins, no escalão de iniciados em Espanha. A prestigiada competição, organizada pela Real Federação Espanhola de Patinagem e pela Federação Catalã de Patinagem, teve a participação de 22 clubes, destacando-se as melhores da Europa. Trata-se de uma espécie de Liga dos Campeões, prova na qual o Sport Lisboa e Benfica se apresentou para vencer. Durante 4 dias disputámos 6 jogos e vencemos todos, apontando 36 golos e sofrendo apenas 8. Após a fase de grupos só com vitórias (6-2 ao Barcelona, 8-1 ao Genève, 8-0 ao CH Lloret), seguiram-se os quartos de final, que ganhámos por 6-0 ao Paços de Arcos. Nas meias-finais, batemos os italianos do Follonica Hockey, por 3-1, e a final foi um verdadeiro dérbi lisboeta. Frente ao Sporting, o nosso treinador, Miguel Dantas, filho de Carlos Dantas, escalou a melhor equipa que bateu o eterno rival por 5-4, num grande jogo de hóquei em patins. Foram 6 jogos, outras tantas vitórias, 4 delas com goleada, e belas exibições dos nossos sub-15.
Esta conquista confirma a política desportiva de aposta na formação. As nossas equipas de sub-15, sub-17 e sub-19 têm 36 jovens com muito talento, com o objectivo de chegarem à primeira equipa. Trata-se de um projeto arrojado para os próximos 5 anos. Há 14 nomes que podemos fixar: os guarda-redes Nuno Emídio, Pedro Santos e Francisco Henriques, e os 11 jogadores de campo: Diogo Duarte, Diogo Rosa, Santiago Honório, Rodrigo Preciso, Martim Monteiro, Duarte Alves, João Costa, Afonso Santos, Tiago Santos, Gonçalo Pereira e Rodrigo Jacinto. Em Espanha, 4 dos nossos jogadores estiveram em destaque pelos golos marcados: Diogo Duarte(12), Diogo Rosa(5), Rodrigo Preciso(5) e Santiago Honório(4). Destaque para o staff do Benfica, formado pelo treinador, Miguel Dantas, pelo treinador de guarda-redes, Pedro Santos e pelos seccionistas, Ana Fernandes, Marina Santos e José Carlos Rato."

Pedro Guerra, in O Benfica

Walking Football = Futebol e Andar


"Assim dito parece uma brincadeira inconsequente, um bocado como o já velho dito do medicamento Melhoral: 'Não faz bem bem faz mal...'
Na verdade, é muito mais que isso em múltiplas vertentes. Desde logo porque faz mesmo bem, e muito! Seja no plano da prevenção, seja no plano da intervenção ativa ao nível do envelhecimento saudável, da motricidade e mobilidade, da condição cardiovascular ou da saúde mental, a prática do Walking Football é, já hoje, e mais ainda para o futuro, um importante instrumento de saúde pública que o pais pode e deve capitalizar. Num outro plano, da vida social e do bem-estar individual, familiar e comunitário, este futebol especial também se constitui como um importante instrumento de socialização e combate ao isolamento social. Isto acontece, por exemplo, no plano familiar, com a dinamização intergeracional que vemos acontecer, a cada dia quando em campo se encontra o avô ou a avó (às vezes os dois) e na bancada os filhos e netos torcem pelo seu desempenho. Mas também acontece no plano mais amplo da vida em comunidade, com a valorização do papel e vitalidade dos seniores e com a sua integração mais efetiva na vida social, combatendo fenómenos sociais como o idadismo e dramas individuais como a solidão ou o abandono. Há, portanto, muito mais neste futebol que o prazer de jogar ou a curiosidade da inovação, há a capacidade de produzir bem-estar e melhorar a qualidade de vida de uma parcela cada vez mais preponderante da população portuguesa. Finalmente, no plano desportivo, o que se pratica é cada vez mais e melhor futebol e não um sucedâneo com bola. É por tudo isto que a Fundação Benfica investiu e investe tanto do seu esforço, dos seus recursos e da sua paixão neste projecto. Sabemos o potencial e a falta que faz ao país, e também sabemos que o Sport Lisboa e Benfica quer que a sua solidariedade seja ativa, abrangente e consequente. E o Walking Football é isso tudo!"

Jorge Miranda, in O Benfica

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"1.46
Foi insuficiente para garantir o triunfo no Estoril, mas regista-se que o golo apontado por Lucas Veríssimo, o seu 3.º na presente temporada, foi o mais madrugador do Benfica neste época;

5
Pizzi chegou aos 5 golos na Taça da Liga com o que apontou ao Vitória de Guimarães. Só Jonas(10), Cardozo(7) e Rodrigo(6) marcaram mais de águia ao peito na prova. Com esse tento, o transmontano atingiu a marca de 99 golos pelo Benfica (incluindo jogos particulares), igualando o pecúlio de Magnusson e Jorge Tavares. Por ter mais jogos que as duas glórias benfiquistas, continua na 29.º posição do ranking de golos pela equipa A do Benfica em todas os jogos. Em competições oficiais é o 23.º nas goleador e esta a 1 golo de Simão e a 3 de Francisco Rodrigues;

23
Absolutamente notável o percurso da equipa B na II Liga: 23 pontos ao fim de 10 jornadas que proporcionam a liderança isolada com 4 pontos de avanço sobre o 2.º classificado. Mais do que os resultados, entusiasma a notória evolução dos jovens atletas;

200
Rafa é o 62.º futebolista a atingir as duas centenas de 'jogos oficiais' pela primeira categoria do Benfica;

298
Número de Casas do Benfica existentes, conforme referido por Rui Costa na Figueira da Foz, naquele que foi o seu primeiro ato público oficial no âmbito das Casas enquanto presidente do Sport Lisboa e Benfica. Impressionam igualmente os cerca de 25000 praticantes desportivos nas Casas em 36 modalidades;

347
Jogos de Pizzi pelo Benfica em competições oficiais. Passou a ocupar a 19.ª posição do ranking dos futebolistas com mais participações em jogos pela equipa de honra do clube. Pizzi também alcançou a 19.ª posição no ranking de jogos no campeonato pelo Benfica, a par de Cruz e Pietra."

João Tomaz, in O Benfica

Editorial


"1 - O Benfica depende só de si próprio para chegar aos oitavos de final da Liga dos Campeões. Barcelona e Kiev são dois jogos que vão determinar a espessura da nossa ambição no maior palco do futebol mundial. Por agora, oque mais interessa é regressar às vitórias na partida desde fim de semana com o Sporting de Braga. A dupla jornada bávara deixou, apesar de tudo, sinais positivos a espaços. Seja na personalidade de jogar longos minutos cara a cara com o Bayern, seja no facto de termos terminado o jogo no Allianz Arena com quatro jogadores da formação: Morato, Diogo Gonçalves, Paulo Bernardo e Gonçalo Ramos. Uma derradeira palavra para os adeptos do Benfica. São a alma do Clube. Que orgulho vê-los durante todo o dia a espelhar benfiquismo no centro da cidade de Munique, incansáveis noite dentro no decorrer da partida. Uma dimensão exclusiva e singular do que é o Sport Lisboa e Benfica além-fronteiras.

2 - Destaque nesta edição do jornal O Benfica para a vitória dos sub-19 na Youth League. É o terceiro triunfo consecutivo na competição, com 10 golos marcados e nenhum sofrido perante adversários como Barcelona e Bayern de Munique. Um retrato da enorme qualidade com que se continua a trabalhar nos escalões de formação.

3 - É com orgulho que desafiamos a entrevista de Ana Catarina Pereira, considerada a melhor guarda-redes do mundo de futsal feminino pela segunda vez em três anos. Palavras que não valem o mesmo que os títulos que já ajudou a conquistar, mas que merecem ser lidas por inteiro pela determinação que nos emprestam e pelo benfiquismo que encerram."

Pedro Pinto, in O Benfica

O arranque fulminante de Jota | SL Benfica


"Arranque fulminante na Escócia já ecoa pela Europa

João Pedro Neves Filipe, mais conhecido no futebol português como Jota, está a encantar na Escócia. O internacional pelas camadas jovens portuguesas está em destaque no Celtic FC e fala-se que o clube católico está já a pensar em exercer a cláusula de compra que tem sobre Jota.
Com três golos e cinco assistências em 12 jogos, Jota, avançado do SL Benfica emprestado esta temporada ao Celtic FC está a realizar um início de temporada fulminante e tem sido destaque na imprensa escocesa.
Ainda que se encontrem na segunda posição da tabela classificativa, o Celtic FC tem beneficiado imenso com as boas prestações de João Filipe que tem estado em grande plano. Arranque fulminante
Jota parece entender-se às “mil maravilhas” com o seu colega de equipa, o nipónico Kyogo Furuhashi, e juntos têm dado frutos no ataque, sendo em muito responsáveis por os verde e brancos serem o melhor ataque da liga escocesa com 26 golos marcados em 12 jogos.
Na imprensa do Reino Unido diz-se que Jota já convenceu os responsáveis do Celtic FC a investir no jogador e comprá-lo em definitivo no final do presente empréstimo. Pelo que se sabe, a opção de compra está estabelecida nos sete milhões e meio de euros.
É um valor que é significativo para aquilo que é o mercado escocês, contudo, Jota tem justificado esse mesmo valor e espera-se que o clube católico assuma mesmo essa despesa e assine com o jogador português no final da temporada.
Mas onde andava este Jota quando estava em Portugal? Pois bem, a verdade é que este Jota nunca se mostrou no SL Benfica, muito por falta de oportunidades, mas se isto é verdade, também o é que quando tinha minutos de jogo junto da equipa principal dos encarnados, não justificava que se tornasse numa aposta recorrente.
João Filipe fez a sua formação toda no Sport Lisboa e Benfica, tendo mesmo chegado à equipa principal, mas nunca se conseguiu afirmar, acabando sempre relegado para a equipa B.
Na temporada transata teve a sua primeira experiência fora do SL Benfica ao ser emprestado aos espanhóis do Real Valladolid numa passagem bastante discreta pela La Liga, em que registou apenas dois golos em 18 jogos pelos Albivioletas.
Acabou então por ser devolvido ao SL Benfica e foi novamente emprestado, desta feita ao Celtic FC onde se tornou numa peça-chave para a formação orientado por Ange Postecoglou.
O avançado de 22 anos tem sido aposta recorrente do treinador australiano, que já afirmou publicamente que gostaria de contar com o jogador a título definitivo para a próxima temporada, ainda que vá apenas com um terço da época disputada.
Jota era tido como uma das joias prontas a sair do Seixal para equipa principal, mas nunca se conseguiu afirmar como um jogador regular e capaz de dar garantias, daí a falta de oportunidades para o português.
Por cá, ia tendo uns rasgos de bom futebol, principalmente nas camadas jovens e até mesmo na equipa B encarnada, mas quando era chamado à equipa principal, nunca correspondia aquilo que se esperava.
Nunca foi mau jogador, bastante longe disso, mas o Jota que tem brilhado em Glasgow nunca jogou no SL Benfica, pelo menos na equipa principal. A verdade é que esta experiência pela Escócia está a ser um sucesso e para Jota poderá ser mesmo uma porta de entrada para a melhor liga do mundo, a Premier League, que é o sonho de qualquer jogador.
A continuar assim, presumo que Jota já não volte a vestir o símbolo do SL Benfica novamente, pelo menos tão cedo. Sair dos encarnados e rumar a outro clube foi a melhor coisa que poderia ter feito. Estava claro que não contava para Jorge Jesus e desta forma pode lançar a sua carreira e finalmente ter a projeção que merece."

Muito Benfica para apoiar


"Ontem assistimos a voleibol de enorme qualidade, naquele que foi o primeiro jogo da derradeira eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões, reservada às 20 melhores equipas europeias.
O adversário, campeão checo e presença na fase de grupos da prova em duas das últimas três edições, entrou melhor no jogo, chegando à vantagem de dois sets a zero. Porém, ninguém, na quadra ou nas bancadas, deu o jogo por perdido, com a nossa equipa, embalada pelo forte e incessante apoio dos Benfiquistas presentes no pavilhão, a encetar uma excelente recuperação e a empatar a contenda. No quinto set, o Karlovarsko selou o triunfo, por 2-3.
Apesar da desvantagem para a segunda mão (dia 10), este é um resultado que deixa tudo em aberto na eliminatória. O nosso treinador, Marcel Matz, assegurou que a equipa "não tem problemas em jogar fora de casa" e que a vitória no segundo set "dá confiança para conseguir seguir na competição".
Matz e o atleta Rapha fizeram questão de enaltecer o apoio dos Benfiquistas ao longo da partida, autênticos sétimos jogadores. Dependendo apenas deles, já estaríamos apurados. Foi notável, à Benfica!
Ao longo do fim de semana teremos muitas mais oportunidades para ajudarmos as nossas equipas a vencer.
Desde logo no futebol, em que os comandados de Jorge Jesus têm pela frente o Braga. O jogo está agendado para domingo, às 21h15. Vencer, domingo e sempre, é o objetivo.
A equipa B, líder da Liga Portugal 2, é anfitriã do Mafra, 11.º classificado, no mesmo dia, mas no Benfica Campus, às 14h00. Somar a 8.ª vitória na prova é o desafio que se coloca aos nossos jovens jogadores.
Os Sub-23 visitam o Marítimo (domingo, 11h00), enquanto os Sub-19 enfrentam a U. Leiria no Seixal (sábado, 15h00) e os Sub-15 atuam no reduto do Sacavenense (domingo, 11h00).
As Inspiradoras, sábado às 11h00, no Benfica Campus, defrontam o Torreense, 3.º classificado na Série Sul da Liga BPI. Ganhar e somar três pontos permitirá preservar a liderança nesta fase da prova.
Nas modalidades de pavilhão são, também, várias as equipas em ação nos próximos dias.
No basquetebol, a equipa masculina, regressada dos Países Baixos com um excelente triunfo na bagagem que a coloca bem posicionada para seguir em frente na FIBA Europe Cup, recebe a Académica, numa partida a contar para o Campeonato (sábado, 17h00). A equipa feminina, campeã em título e invencível na presente temporada, desloca-se a Aveiro para medir forças com o Clube dos Galitos (sábado, 18h30).
No futsal perspetiva-se um jogo exigente frente ao atual 4.º classificado, o FC Azeméis, na Luz, às 15h00 de sábado, enquanto a equipa feminina tem a deslocação ao Leões de Porto Salvo (domingo, 17h00).
No voleibol, sábado, na Luz, às 18h30, frente ao Castêlo da Maia, procuramos a 5.ª vitória consecutiva desde o início do Campeonato. Já a equipa feminina tem a deslocação à Vila das Aves (domingo, 17h00).
Por fim, no andebol (feminino) há confronto com o Alavarium, um dos candidatos ao título (domingo, 15h00, na Luz), e no hóquei em patins (feminino) enfrentamos o CACO, na Luz, às 15h30 de domingo.
Temos, assim, muito Benfica para acompanhar e apoiar, num fim de semana que se deseja repleto de vitórias.
Vamos, Benfica!"

A luta pela titularidade: Gonçalo Ramos vs Darwin Núñez


"A luta pela titularidade da frente de ataque na Luz promete ser intensa…

O SL Benfica dispõe, na sua generalidade, de um plantel bastante profundo e capaz de dar soluções diferentes para problemas diferentes que possam surgir ao longo da temporada. Ainda assim, é na frente de ataque que tem havido um problema que requer uma análise mais aprofundada.
Então, se Roman Yaremchuk tem sido dono e senhor da posição de ponta de lança, o seu parceiro na frente de ataque tem variado consoante os jogos. Mas, afinal, quem é que está melhor preparado para assumir a titularidade no ataque encarnado?
Pois bem, esta discussão tem apenas dois nomes e são eles Darwin Núñez e Gonçalo Ramos, que se perfilam como os homens ao serviço de Jorge Jesus que estão melhor preparados para fazer parceria com Yaremchuk.
Darwin e Ramos têm caraterísticas muito diferentes e é exatamente por isso que estão ambos nesta “luta” constante por um lugar no onze. Um não dá à equipa o que o outro pode dar e vice-versa, daí a titularidade ser entregue jogo a jogo conforme aquilo que a equipa precisa. Contudo, há, na minha ótica, um jogador mais completo do que o outro.
Gonçalo Ramos é tecnicamente melhor do que Darwin, tem melhor poder de decisão e conquista uma profundidade no ataque que Darwin não consegue. Claro que o uruguaio tem aspetos que se sobrepõem a Gonçalo Ramos.
Darwin é mais rápido, com e sem bola, tem mais faro de golo, é bastante mais intenso, sendo capaz de dar largura no terreno ao descair mais um pouco para as linhas e é bastante forte no jogo aéreo fazendo-se usar da sua envergadura.
Entre o uruguaio e o português, a minha escolha cairia para o lado de Darwin, isto assumindo que Yaremchuk seria o parceiro do ataque, mas também gosto da ideia de ver Darwin-Gonçalo Ramos como uma parceria.

Mas vamos a números! 
Na atual temporada, Darwin Núñez já disputou 12 jogos, entre Liga dos Campeões e a Primeira Liga e apontou um total de sete golos, sendo que três foram na liga milionária e quatro no campeonato, não tendo realizado nenhuma assistência para golo neste início de temporada.
Por sua vez, Gonçalo Ramos disputou as mais variadas competições que o SL Benfica esteve até ao momento na época (Liga dos Campeões, campeonato, Taça da Liga e Taça de Portugal) e ainda não abriu o contador de golos em jogos oficiais pela equipa principal dos encarnados, mas regista um total de duas assistências para golo.
E não, não é por falta de oportunidades que os números entre estes dois jogadores são tão díspares. Analisando o tempo de jogo de cada um, Gonçalo Ramos tem apenas 70 minutos de jogo a menos que Darwin, pelo que esse não é o fator chave para justificar esta diferença.
Ainda assim, os números pouco interessam quando falamos de dois jogadores em ascensão e com muito para melhorar, até porque números nem sempre conseguem transpor o impacto que um jogador teve em determinado jogo.
Voltando ao início, um dá aquilo que o outro não consegue e vice-versa, sendo este fator diferenciador uma coisa boa. Para Jorge Jesus permite-lhe abordar os diferentes jogos com diferentes soluções.
Não sendo um claramente superior ao outro, vejo Darwin mais preparado para assumir a titularidade do SL Benfica num futuro imediato. Contudo, vejo Gonçalo Ramos com mais potencial de desenvolvimento do que Darwin.
Gonçalo Ramos tem tudo para ser um jogador de classe mundial e assim que se conseguir afirmar e marcar golos de forma regular, vai ter meio mundo atrás dele. Para já, Darwin está melhor preparado para ser o titular do SL Benfica."

João Cancelo, o melhor do Mundo?