Últimas indefectivações

domingo, 8 de agosto de 2021

Bom triunfo


"Belo jogo da nossa equipa em Moscovo, estando à altura do exigido. Foi 'chegar, ver e vencer', sabendo-se que haverá ainda a segunda parte na Luz e que o apuramento para a eliminatória seguinte está por garantir.
Haverá certamente quem tente desmerecer a exibição e o triunfo benfiquistas, menosprezando a competência da equipa do Spartak Moscovo. Porventura os russos ter-se-ão exibido aquém do esperado, mas o que me interessa realçar é algo que me parece evidente: este Spartak não é inferior ao PAOK do ano passado.
A diferença no jogo de estreia desta época e no da transacta esteve na nossa equipa. Na Rússia, ao contrário da 'tragédia grega', impusemos o nosso jogo, fomos coesos e organizados defensivamente, soltos, entrosados nos passes, mais rápidos, soltos, entrosados e criativos no ataque posicional e, sobretudo demonstrámos já ter uma equipa, algo que, no ano passado, só a partir de Março se verificou de forma consistente.
Tal não surpreende. A equipa técnica, outrora recém-chegada, agora mantém-se, e o núcleo duro dos jogadores já está perfeitamente identificado com a ideia de jogo de Jorge Jesus. E as pinceladas de classe de João Mário, mestre no entendimento do jogo, preenchem a tela do nosso contentamento e lustram os esforços dos colegas. Nos seus pés a bola chega e parte redondinha, envolta em carinho e nunca se sentido abandonada ou maltratada.
E uma palavra também para Gonçalo Ramos, que, entrado a frio, fez uma exibição competente, demonstrando inequivocamente a sua validade neste plantel.
Agora, mais do que pensar na segunda mão com os russos, há que redirecionar o foco para a deslocação a Moreira de Cónegos. A receita da vitória é simples: atitude e qualidade patenteadas em Moscovo."

João Tomaz, in O Benfica

sábado, 7 de agosto de 2021

Tenho saudades de uma boa novela


"Não sei se todos os caminhos vão dar a Roma, mas se o autocarro for do Benfica, seja lá qual for o caminho, tem de ir dar à Liga dos Campeões. Alguém que avise o senhor motorista de que, se ele se atrever a parar antes, então mais vale passarmos a andar de táxi à boleia do Jorge Máximo.
É impossível esconder que o Benfica atravessa um momento conturbado. Os episódios recentes não deixam nenhum benfiquista indiferente. Tensão, apreensão, incerteza. No espaço de um ano, a diferença é tremenda. Então o Benfica vai à Bélgica contratar o Yaremchuk, e não há nenhuma novela de duas semanas nos meios de comunicação? Os jornais sugerem que o Benfica quer o Meite, e dois ou três depois ele já veio de Itália para tirar fotografias no Estádio da Luz com o manto sagrado vestido? Eu não estava preparado para isto e suponho que o leitor também não. Depois do altíssimo nível estabelecido na época passada, este ano eu contava com novelas ainda mais interessantes. Negociações com o Lewandowski intermediadas pelo Lourenço Ortigão, conversas com o Messi conduzidas pelo Ruy de Carvalho, uma perseguição ao Neymar liderada pelo Fernando Luís e pelo Max. Vi muitos adeptos na linha da frente a criticar a contratação do Rui Pedro Braz, no entanto não tenho visto nenhum deles a elogiar o silencioso e competente trabalho do novo director-geral do Benfica. Pois, claro, agora vamos aos sites dos jornais desportivos de cinco em cinco minutos fazer o quê? Ganhou-se em eficiência, perdeu-se em entretenimento - enchi a despensa com dezenas de pacotes de pipocas no início do verão, e ainda por cima isto nem sequer dá para congelar."

Pedro Soares, in O Benfica

Planeamento


"Não há uma segunda oportunidade para causar uma primeira boa impressão. E o certo é que a abordagem ao marcado feita pela dupla Rui Costa / Rui Pedro Braz parece ir ao encontro daquilo que os adeptos pretendem: reforços cirúrgicos e de qualidade comprovada, saídas acauteladas antecipadamente, definição rápida da matriz essencial do plantel.
João Mário será uma mais-valia para o Benfica. A época mais cintilante da sua carreira aconteceu sob o comando de Jorge Jesus, e creio que os dois melhores Sportingues dos últimos vinte anos (o de 2015-16 e o da época passada) tiveram-no como protagonista. Meite vem com a experiência táctica da liga italiana e corresponde a um perfil de jogador que faltava ao meio-campo encarnado, nomeadamente em termos de robustez física e capacidade de choque. Yaremchuk foi um dos pontas-de-lança que mais se destacaram no Europeu (tal como, de resto, Seferovic), tem dimensão atlética, jogo de cabeça, remate forte e eficácia diante da baliza. Cheira-me que, com Jorge Jesus, elevará os seus números até níveis superiores aos 23 golos que anotou na última temporada pelo Gent. Acrescem ainda as entradas de Gil Dias e Rodrigo Pinho, duas boas alternativas de plantel, bem como os regressos dos promissores Ferro, Florentino e Gedson, e do goleador Carlos Vinícius.
Num lote com quase quarenta nomes, é óbvio que ainda haverá vendas e dispensas. E talvez contratações (um lateral seria bem-vindo). Porém, há já neste momento uma base que permite a Jorge Jesus e à estrutura dirigente tomar opções sem risco de abrir buracos difíceis de fechar. Chama-se a isto planeamento."

Luís Fialho, in O Benfica

Até sempre, Dr. Bento Leitão!


"No passado dia 28 de Julho, vítima de um enfarte do miocárdio, partiu o Dr. Bento Leitão. Uma semana antes, cruzei-me com ele, no Estádio da Luz, e ele, com a habitual fleuma que o caracterizava, ironizou: 'Ainda bem disfarçado com esse chapéu, esses óculos de sol e com a máscara! Muito bem a máscara, pois todos os cuidados são poucos...' Era assim o Dr. Bento Leitão. Um verdadeiro gentleman e um grande profissional.
Natural de Abrantes, prestes a completar 70 anos, José Fernando Bento Leitão era por todos reconhecido e admirado por ser um médico competente e muito dedicado à sua causa. Destacou-se no mundo do futebol profissional. Primeiro, no Estrela da Amadora, onde trabalhou durante 18 épocas, e, depois, no SL Benfica, a partir da época 2007/08, com Fernando Santos ao leme, integrando o Departamento Médico liderado por João Paulo Almeida e onde se destacava António Martins. Seguiu-se Quique Flores e a sua primeira conquista - a Taça da Liga, no Algarve, frente ao Sporting. Depois, reencontrou Jorge Jesus, com quem trabalhara no E. Amadora.
Entre 2009 e 2015 foi um dos pilares da conquista de dez títulos, três deles ligas. Seguiram-se duas temporadas com Rui Vitória, ajudando a conquistar mais cinco títulos, sendo um dos obreiros do histórico tetra. Nas dez épocas festejou 16 títulos, cinco deles campeonatos.
Após dez anos no futebol profissional, abraçou a direção clínica da Clínica Benfica, onde se destacou. Tratava-se de um verdadeiro 'João Semana', ou seja, um homem bondoso e abnegado, sempre ao serviço dos outros, conforme ficou imortalizado o médico n'As Pupilas do Senhor Reitor, o romance de Júlio Dinis. Aos seus familiares e amigos, apresento as minhas condolências."

Pedro Guerra, in O Benfica

Semear o futuro


"Acolhemos como ninguém os que chegam de todas as paragens para encontrar em Portugal um oásis de segurança e prosperidade, e no Benfica, uma paixão que se aprende a sentir. É o nosso Povo de braços abertos e o nosso Benfica e actuar solidário, próximo e impactante. O mundo não para nem oferece moratórias á violência, à pobreza ou à catástrofe natural. Na verdade, todos estes males da Humanidade se agravaram nestes anos de pandemia e não dão sinais de abrandar, antes endurecendo os seus efeitos sobre os mais fracos e vulneráveis. E nesse particular os refugiados são um dos grupos com maiores vulnerabilidades, que importa acolher, acarinhar e integrar em benefício de todos. Por isso, a Fundação Benfica desenvolve o projecto Welcome trough Football para que tantos e tantos jovens se adaptem plenamente à língua e à vida social portuguesa e possam integrar a força de trabalho e progresso de que tanto precisamos. Mais que um imperativo ético ou missão humanitária, acolher e integrar jovens promovendo a sua qualificação e inserção socioprofissional é combater o envelhecimento de que o país padece e semear o futuro. Os benfiquistas sentem e sabem isso, por isso o Benfica manda, e a Fundação faz!"

Jorge Miranda, in O Benfica

Editorial


"1 - Exibição muito consistente, sólida, com qualidade e cérebro. O Benfica foi uma equipa com personalidade perante um Spartak de Moscovo aguerrido, a jogar perante o seu público, que nem mesmo a perder por 0-2 deixou de ser um incentivo. Mas o Benfica foi claramente melhor. Esteve por cima do jogo, agressivo sem bola e vertical quando o decidiu ser. Teve pelo menos 4 oportunidades claras de golo, par além daqueles que marcou, e ficam 2 grandes penalidades por assinalar.
Exibição concludente perante um adversário muito competitivo. Nada está decidido. Nada está ganho! Nada! Mas há um vislumbre de que, neste ano, tudo pode ser muito diferente. E essa é uma crença que se vai acentuar com o regresso dos sócios ao nosso estádio, mas também fora, já neste fim de semana em Moreira de Cónegos. Vamos Benfica!

2 - Brilhante prestação de Fernando Pimenta em Tóquio, trazendo uma medalha de bronze e aviando a alma benfiquista. Espírito vencedor e uma ambição tão grande quanto a responsabilidade de vestir a camisola do Sport Lisboa e Benfica. Palavras que ficam para todos os benfiquistas como um lema para a nova temporada, que agora está a começar.
Que grande lição de Fernando Pimenta nos argumentos, depois de mais uma prestação internacional de excelência na canoagem.

3 - Ana Oliveira é a responsável pelo projeto olímpico do Benfica e coordena o atletismo no Clube. Numa entrevista em que ressalta liderança em cada resposta, a metodologia, o profissionalismo e a paixão com que vive toda a qualquer competição ajudam a compreender por que razão desde 2004 o Sport Lisboa e Benfica conquistou 170 títulos. São quase tantos quantos os que tinham sido conquistados até então. Vale a pena ler.

4 - A contagem dos votos cristalizou de forma inequívoca a fiabilidade do sistema informático utilizado nas últimas eleições. O desvio foi de 0,35 por cento face aos resultados oficiais. Depois do empréstimo obrigacionista fechado com sucesso, fica assim cumprido mais um objectivo traçado em nome da transparência, estabilidade e credibilidade do Clube. É tempo de nos unirmos em torno das nossas equipas e arrancar-mos a nova época como todos nós, benfiquistas, pretendemos. O ruído permanente que ecoa insídia só desgasta e serve interesses adversários. E pluribus unum."

Pedro Pinto, in O Benfica

Tiros certeiros


"Luís Howorth foi o primeiro atleta do Benfica a participar nos Jogos Olímpicos na modalidade de tiro
Luís Howorth tinha 8 anos de idade quando, ao passear com o seu pai pelo Campo de Sete Rios, viu Alberto Augusto marcar um 'espetacular golo'. Cheio de admiração, perguntou ao pai 'quem era o jogador e que clube era aquele'. A sua simpatia pelo Benfica e pelo jogador 'nunca desvaneceu, nem mesmo quando, em representação do Grupo Desportivo do Banco Espírito Santo, alinhou numa equipa adversária', acabando por ingressar no Clube em 1949, onde não mais deixou de honrar a secção de tiro e o país.
Considerado 'o maior atirador português de carabina de todos os tempos', participou nos Jogos Olímpicos de Helsínquia, em 1952. Foi a primeira vez que um atleta de tiro do Benfica participou na mais importante prova desportiva. Na viagem de barco a caminho da Finlândia, como preparação para a posição de pé, considerada a mais difícil de todas, Luís Howorth deslocava-se todas as manhãs para o convés, onde treinava com a arma vazia sobre o horizonte. Na especialidade de 50 metros, o atleta classificou-se em 31.º no conjunto das três posições e em 37.º na posição de deitado. Pelo seu mérito e espírito desportivos, a Federação Portuguesa de Tiro propôs uma medalha olímpica ao atirador.
Luís Howorth exerceu o cargo de gerente da Agência do Estoril do Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa. Desportista dedicado, as responsabilidades inerentes ao cargo não o impediram de se levantar sistematicamente às 8 horas de manhã, para treinar, e nunca 'passou uma manhã de domingo na cama', pois um 'atirador precisa de fazer ginástica e exercícios físicos ao ar livre, com qualquer outro atleta'. Mesmo a descansar treinava, pois, para se habituar à posição de deitado, aprendeu a dormir de bruços.
A nível de equipas, ajudou o Benfica a conquistar três Taças Portucale, um dos mais prestigiados troféus da modalidade na época. O Clube venceu a primeira edição, em 1953, e venceu duas vezes consecutivas em 1955 e 1956. Com Luís Howorth a integrar a equipa de tiro do Benfica, esta era considerada 'a melhor do País'. A nível individual, foi campeão nacional de tiro a 50 metros por duas vezes, em 1953 e 1955, e hexacampeão distrital de tiro nos 50 metros, no conjunto das três posições, entre 1953 e 1958.
Saiba mais sobre os atletas encarnados que competiram nas Olimpíadas na exposição online Atingir o Olimpo - Participação dos Atletas do Benfica nos Jogos Olímpicos, no site do Museu Benfica - Cosme Damião."

Lídia Jorge, in O Benfica

Vencer


"É já daqui a poucas horas que será dado o pontapé de saída na estreia benfiquista na Liga Bwin 2021/22. O nosso objetivo passa pela conquista dos três pontos e é focado nessa tarefa que o Benfica se apresentará em campo frente a um Moreirense que, na temporada passada, obteve o 8.º posto da classificação.
O histórico em Moreira de Cónegos é favorável para as nossas cores, com 10 triunfos e um empate em 11 partidas no Campeonato. No entanto, estes são números que não refletem o que habitualmente se passa em campo, onde "as equipas grandes têm alguma dificuldade em vencer", conforme admite Jorge Jesus.
A nossa equipa parte embalada para este jogo pela excelente vitória obtida na Rússia na passada quarta-feira, há somente três dias.
Com a realização dessa partida e a longa deslocação feita, Jorge Jesus reconhece a escassez de tempo para preparar o encontro e a necessidade de proceder a algumas modificações no onze inicial. Assevera, no entanto, que "o plantel está preparado, tem mais do que dois jogadores por posição para fazer mudanças jogo a jogo".
Este desafio marcará o reencontro com os Benfiquistas, dado o muito aguardado e desejado regresso do público aos estádios.
Todos sabemos quão importantes são os Benfiquistas para o sucesso do Clube. O apoio vibrante nos estádios e pavilhões é fundamental para os triunfos. Que hoje tenhamos mais um exemplo da paixão e dedicação dos Benfiquistas a ajudar a nossa equipa a alcançar a vitória!
Viva o Benfica!"

Nova época, velhos hábitos


"Hoje dá-se início à primeira jornada da liga portuguesa no que ao SL Benfica diz respeito.
Depois do escândalo que foi a época passada em que o Sport Lisboa e Benfica viu ser-lhe roubados vários penáltis com a complacência do VAR, tendo tido apenas 3 penáltis favoráveis ao longo de toda a época e sendo o primeiro assinalado à 25ª jornada - face aos 16 penáltis a favor do FC Porto e 10 a favor do Sporting CP - pensámos que, no mínimo, as coisas seriam diferentes esta época.
Não poderíamos estar mais enganados.
Bastaram 30 minutos da inauguração da nova temporada para o Sporting CP usufruir da sua primeira grande penalidade. Como se isto não fosse suficientemente alarmante e claro sinal indicativo da tendência que se aproxima, eis que o clube leonino, sem qualquer pudor, se deu ao luxo de ir contra as decisões do TAD e Conselho de Disciplina e arrancou a época com Rúben Amorim no banco, mesmo estando castigado e obrigado a pagar um valor pecuniário de 30 mil euros.

Como táctica habitual, o Sporting CP recorreu ao TCAS, através de Frederico Varandas, e os seus amigos deram a ajuda necessária para contornar os castigos aplicados. O precedente foi criado na época passada mas tanto a FPF como a Liga Portugal nada fizeram para estancar o escândalo.
Em sentido manifestamente oposto encontra-se o SL Benfica, que começa a primeira jornada com João Mário de fora, castigado por uma situação registada… ainda ao serviço do Sporting CP. Em causa estiveram as declarações proferidas no final do empate a duas bolas entre o Sporting CP e Famalicão, na época passada.
Dois pesos, duas medidas. Nova época, mesmos hábitos. Compete aos benfiquistas impedir que o mesmo guião se repita duas vezes. Partilhem o máximo que puderem."

Benfica Poscast #414 - On the right foot

O Brinco do Baptista #80 - Somos todos filhos dos oitenta

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Antevisão

Regresso a Braga!!!!

Benfica After 90 - Spartak...

Benficando #4 - Rui Andrade

Mudança de (sexo) desporto


"O que é ser mulher? O que é ser homem? Diferentes abordagens existem para explicar a formação das identidades de género e dos papéis sociais. De um modo geral, os sociólogos utilizam o termo «sexo» para se referirem às diferenças anatómicas e fisiológicas que definem os corpos masculino e feminino. Por género, entendem-se as diferenças psicológicas, sociais e culturais entre os indivíduos (masculino e feminino). O género está associado a noções construídas socialmente de masculinidade e feminilidade.
O desporto é, atualmente, um espelho da sociedade. Por razões sociais, culturais e históricas, e do ponto de vista fundamental em matéria de equidade, muitas práticas desportivas são classificadas segundo o sexo ou o género. A grande maioria das pessoas responde facilmente aos critérios de admissibilidade das categorias binárias (homem e mulher), mas outros não. As autoridades desportivas internacionais têm diversas dificuldades, através dos programas médicos de verificação do sexo, incluindo o «controle de género». Se o lugar dos atletas transgénero levanta questões em matéria de equidade, os investigadores ainda não conseguiram determinar o impacto da transição hormonal na prática de diferentes desportos.
A Comissão Executiva do Comité Olímpico Internacional (COI) aprovou uma proposta médica, conhecida por «Stockholm Consensus», procurando respeitar uma pessoa que tenha mudado de sexo para participar nas competições desportivas. Esta Comissão entendeu que «todo o homem que alterou o sexo antes da puberdade deveria ser considerado do sexo feminino». E isso também se aplica às mulheres, que deveriam ser consideradas como sendo do sexo masculino. Esta Comissão recomendou que:
- as transformações anatómicas cirúrgicas tenham sido efetuadas, nomeadamente para a mudança dos órgãos genitais externos e gonadectomia.
- o reconhecimento legal, reconhecido pelas autoridades oficiais competentes;
- um tratamento hormonal apropriado tenha sido administrado por um período suficientemente longo para reduzir ao mínimo das vantagens ligadas ao sexo nas competições desportivas.
Estas condições foram aplicadas nos JO de 2004, em Atenas. Muita polémica gira em torno do assunto, dado que as diretrizes do COI não preveem um conjunto de variáveis que podem condicionar o desempenho dos atletas transgénero nas competições.
Laurel Hubbard, atleta transgénero, vai competir no halterofilismo nos JO de Tóquio 2020. Está prestes a fazer história ao tornar-se na primeira atleta transgénero a competir. A atleta vai representar a Nova Zelândia na categoria feminina mais de 87 quilos, depois de ter participado em competições de peso masculino antes da mudança, em 2013. Uma última nota: o jornal Público, na edição de 24 de julho de 2021, informa que 160 atletas LGBT+ vão competir nestes JO. Obviamente, há mais atletas LGBT+ nas Olimpíadas, mas não há espaço para se assumirem. O mais importante é que o desporto é para todos."

Sintomas preocupantes


"1
O panorama desportivo actual e todas as suas envolventes, tanto a nível nacional como internacional, mostram-nos grandes mudanças. Umas para melhor, dirão uns, outras para pior, dirão outros… Uns, vítimas de uma ignorância colectiva que alastra cada vez mais, outros desassombrados por análises conscientes e fundamentadas. Uns, louvando perspectivas axiológicas, outros, desassossegados por inquietações éticas e morais. Alguns, mortos na ilusão de continuarem vivos, outros não podendo fazer mais nada do que somente assistir à morte.
E se o desporto evolui a uma velocidade vertiginosa «num mundo em que só a mudança é imutável» (1), há que reflectir sobre o passado (o próximo, o recente, e o afastado) e analisá-lo para se construir um novo futuro – não o desgastado futuro todos os dias abordado que não é mais do que o prolongamento desse passado. Para que a história não nos continue a mostrar que nada se aprende com a história. E analisar implica uma crítica fundamentada para que se encontrem soluções, até porque as adaptações (mais as acomodações e menos as assimilações) tendem a ser apreendidas como não-problemáticas e não geram um novo panorama – mais harmonioso e saudável. Os adeptos, conscientes ou não, deliberados ou vítimas do acaso, do «não-problematismo» acabam por se submeter ao sistema. Vivem de clichés que acabam por se transformar em mitos. Rejeitam análises críticas e não buscam o sucesso no diferente… São subservientes, amorfos… O sincretismo é fácil, cómodo, mas cria patologias... A análise dá trabalho, necessita de pesquisa, de bibliografia, de cruzamento de dados… necessita de desmontar factos. Saber analisar é uma competência, pelos vistos, só ao alcance de alguns.
Mas a mudança gera receios e ansiedades. A expectativa do novo – melhor ou pior – revela mais do que preocupação pelo desconhecido, mais do que temor pelas incertezas. A expectativa do novo motiva o medo e gera até o terror. E paralisa. E paralisando, o «novo-novo» só consegue «criar» reproduções, as quais proliferam tanto pelas dúvidas, pelas incógnitas e pelas patologias como pela (des)inovação de situações que, novas só na roupagem, continuam a dar pão a crentes e a crenças. Pão e circo…

2
A teoria da complexidade de Edgar Morin (2) mostra-nos como tem de ser analisado não só o desporto em si mas também a actividade de todos os agentes desportivos: «juntai a causa e o efeito, o efeito voltará sobre a causa, por retroacção, o produto será também produtor». Demasiada preocupação em determinar as causas reduz a análise sobre os efeitos, até estes se tornarem de novo causas. O mesmo é confirmado por Peter Berger e Thomas Luckmann (3) quando nos dizem que «o produto age sobre o produtor». E teremos de estar atentos a que se esse produto encerra valores, ele também é comercializável, logo, envolvendo enormes quantias monetárias e estando sujeito à lei da oferta e da procura, ou seja, a uma economia de mercado – com todas as suas implicações. Repare-se que os custos da preparação para os J. O. de Tóquio dos portugueses (dos presentes e do ausentes) cifram-se em 18,5 milhões de euros. “Conhecimento é um produto social e conhecimento é um factor na transformação social” (3). A questão surge quando pseudo-conhecimento (mascarado de conhecimento), como produto, retroage sobre o produtor… O produto, ao influenciar o produtor, torna-se assim também um criador de patologias…

3
Em 2018 foi publicado entre nós um livro que passou despercebido, intitulado «A Morte da Competência» (4), de Tom Nichols. Nesta obra o autor mostra-nos que as pessoas não se limitam a acreditar em «verdades» sem nexo, mas resistem ativamente a aprender só para não terem de abdicar das suas crenças, apresentando-nos o facto de todos nós termos problemas como o do viés de confirmação, “que é a tendência natural para aceitarmos apenas as provas que confirmam aquilo em que já acreditamos.” O que nos leva à velha máxima de que não adianta explicar a quem não quer compreender… 
Nichols afirma que, em relação à causa e efeito, a natureza das provas e a frequência estatística são demasiada areia para a camioneta do senso comum. E são demasiada areia porque é sempre mais fácil emitir uma opinião não fundamentada recorrendo a estereótipos e a generalizações do que fazer verificações factuais, isto é, «determinar o porquê depois de se ter confirmado o quê».
Recorrendo ao efeito Dunning-Kruger, Nichols apresenta-nos os motivos pelos quais as pessoas não são capazes de aceitar as diferenças de conhecimento ou de competência. Numa época em que nos encontramos atolados no meio de muita informação, esta não gera o conhecimento que seria necessário. E se há uma diferença entre o perito e o leigo, este último sente-se com as competências do primeiro dado ter a ‘internet’ à mão: «a internet junta pseudofactos e ideias pouco amadurecidas, e depois espalha essa informação errada e esses raciocínios débeis por todo o mundo electrónico.» E a uma velocidade estonteante. A ‘internet’ é um ambiente que abre a porta a que sejam o ‘marketing’, a política e as decisões fundamentais de outros leigos, e não a avaliação de peritos, a definir os conteúdos.
Neste livro Tom Nichols mostra como a Wikipédia é uma excelente lição sobre os limites da substituição da competência promovida pela ‘internet’, até porque para o leigo a Wikipédia serve perfeitamente. Nada melhor do que uma informação instantânea que possa fazer com que uma pessoa sem opinião passe a ter uma opinião errada. Difícil – e trabalhoso – é usar instrumentos rigorosos como a investigação, o recurso a fontes e a verificação de factos.
Os meios de comunicação social também não escapam a uma análise lúcida de Tom Nichols: o entretenimento, a informação, o comentadorismo e a participação cívica são uma mistela caótica que, mais que informar as pessoas, lhes cria a ilusão de estarem informadas. Isto acontece porque a tecnologia se associou ao capitalismo e deu às pessoas aquilo que elas querem, mesmo quando não é o melhor para elas. Duas conclusões retiradas do seu texto são importantes: 1ª – a parcialidade da comunicação social, de várias formas e sobre vários assuntos, é real; 2ª – o crescimento de novos meios de comunicação e o declínio da confiança estão ambos intimamente ligados à morte da competência.
Os atletas e os seus treinadores são peritos, afirma o autor deste livro. Mas também refere que peritos numa matéria são leigos numa outra. Fazemos aqui um parêntesis para referir que desportistas (competidores) e treinadores não são peritos em desporto, em gestão do desporto ou em sociologia do mesmo – logo, não são analistas do fenómeno, a não ser para darem conferências de imprensa ou receberem troféus à frente de painéis publicitários para que os logotipos de várias marcas inundem subliminarmente o nosso cérebro a fim de se criar ou prolongar o consumidor. E, recorrendo de novo à obra mencionada, os peritos não podem garantir resultados, os peritos apenas propõem hipóteses. Contudo, não podem fazer escolhas em relação aos valores. Nichols é peremptório ao afirmar que «os peritos não podem obrigar as pessoas a fazer refeições saudáveis ou a praticar desporto. Não podem arrastar as pessoas para que não vejam o reality show do momento e obrigá-las a olhar para um mapa. Não podem curar por decreto o narcisismo das pessoas».
O sintoma mais preocupante actualmente não é a ignorância da maior parte dos cidadãos. O mais preocupante é o orgulho nessa ignorância. A morte da competência tem origem em características intrínsecas à natureza humana segundo Nichols, mas também é o resultado inevitável da modernidade e da abundância. E do consumismo, acrescentaríamos nós…

4
Em 1948, quando Cândido de Oliveira – então treinador de futebol do Sporting – afirmou no final de um Benfica-Sporting que «somos bestiais quando ganhamos e bestas quando perdemos» estava longe de pensar que um dia estaria errado. Recorrendo tanto à comunicação social escrita como à televisionada, tanto à ‘internet’ como às redes sociais, é-nos dada a oportunidade de vermos que hoje Cândido de Oliveira não teria razão ao constatarmos como pessoas com responsabilidades no desporto (e nos meios de comunicação social) qualificam os nossos resultados, quer sejam eles em campeonatos europeus, campeonatos mundiais ou até mesmo nos J. O. que decorrem. Temos tido bons resultados! Somos bestiais mesmo quando perdemos! O que quer dizer que somos pequeninos! Continuemos a pensar pequenino…"

quinta-feira, 5 de agosto de 2021

Saltos para a glória


"Pedro Pichardo é o mais recente português campeão olímpico e é do Benfica!
A prestação do nosso atleta foi absolutamente brilhante, dominando toda a prova e deixando a concorrência a tantos centímetros que mais pareceram quilómetros.
Bastaria o primeiro salto na final (17,61 m) para que Pichardo assegurasse o ouro na prova, mas o português queria mais. Na terceira tentativa chegou a uns impressionantes 17,98 m, conseguindo a segunda melhor marca olímpica e a melhor do ano, além de estabelecer novo recorde nacional.
Na hora dos festejos, foram visíveis a felicidade e o orgulho sentidos pelo atleta. E impressionou a confissão de alguma insatisfação durante a prova por não ter saltado além dos 18 metros, tratando-se de um pormenor imensamente revelador do caráter que faz de Pichardo um grande campeão. Conforme manifestou o Presidente do Sport Lisboa e Benfica, Rui Costa: "A tua ambição é um exemplo para todos no Sport Lisboa e Benfica."
O ouro de Pichardo foi o primeiro da delegação portuguesa em Tóquio, a quarta medalha para o país neste certame. É o segundo atleta do Benfica a sagrar-se vencedor olímpico nos chamados desportos individuais, depois de Nelson Évora, em 2008. Desde que o Benfica Olímpico teve início, em 2005, são cinco os medalhados. Além dos já referidos, pertencem a este quinteto exclusivo Fernando Pimenta, Telma Monteiro e Vanessa Fernandes, os sucessores de António Leitão, que brilhou em Los Angeles, em 1984, e Uchenna Emedolou, em Atenas 2004.
Noutro palco tivemos também um final de tarde muito satisfatório. A nossa equipa de futebol alcançou na Rússia, frente ao Spartak Moscovo, um resultado que nos coloca numa posição privilegiada para obter o apuramento para a ronda derradeira de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões.
No primeiro jogo oficial da temporada, o Benfica venceu por 0-2, fruto de uma exibição sólida, assente na consistência defensiva e na inspiração coletiva nos momentos ofensivos. As oportunidades de golo criadas foram-se sucedendo, ficando a sensação de que o triunfo sobre um adversário que demonstrou ter inegável qualidade poderia ter atingido uma margem mais dilatada. Rafa e Gilberto, assistidos, respetivamente, por João Mário e Lucas Veríssimo, foram os autores dos golos benfiquistas, ambos finalizadores de excelentes jogadas coletivas.
Jorge Jesus elogiou o "grande jogo" do Benfica e considerou que "os jogadores merecem, taticamente foram espetaculares". Para o nosso treinador, a exibição foi "melhor do que pensava para primeiro jogo da época", tratando-se, ainda de acordo com o técnico, de uma "vitória de afirmação de uma equipa muito confiante" ante um adversário que tem "uma boa equipa e um bom treinador".
E dedicou o triunfo a Luís Filipe Vieira: "Hoje não posso esquecer uma pessoa que foi muito importante na minha carreira, pelo meu regresso ao Benfica: o Presidente Luís Filipe Vieira. Fez um grande trabalho no Benfica. É meu amigo e continuará sempre a ser meu amigo. Dedico-lhe esta vitória pelo que fez por mim e pelo Clube. Fez de mim treinador, um treinador conhecido. Deixou um grande clube para caminhar com outra estrutura, com o Presidente Rui Costa. Quero partilhar com ele este triunfo."
O triunfo por dois golos coloca-nos numa situação vantajosa, mas Jorge Jesus fez questão de salientar que "estamos apenas na primeira parte da eliminatória, (…) ainda falta um jogo para passar, queremos seguir e estar entre os melhores".
Agora todas as baterias estão apontadas para a deslocação a Moreira de Cónegos. Entrar bem no Campeonato é o objetivo."

O cubano de importação que garantiu a 5ª medalha de ouro da história de Portugal


"O cubano de importação que garantiu a 5ª medalha de ouro da história de Portugal. Esta semana fomos brindados com mais uma peripécia da televisão pública que todos pagamos com os nossos impostos. Quando pensávamos que já tínhamos ouvido e visto tudo na RTP, depois de Luís Lopes, comentador dos Jogos Olímpicos na RTP, ter apelidado Pedro Pichardo de «cubano de importação» em plena estação pública em 2018, debruçando-se em insultos ao atleta e chegando, inclusive, a dizer que era inadmissível o mesmo ter superado Nélson Évora e que a Federação deveria ter tomado medidas contra Pedro Pichardo, eis que agora, após a consagração da medalha de ouro do atleta, outro jornalista do mesmo canal tem o desplante de perguntar se Pedro Pichardo havia conseguido cantar o hino, insinuando claramente que este não o teria feito e que tentou verificar, mas não conseguiu confirmar porque Pedro estava de máscara.
Pedro Pichardo é português e escolheu o nosso país como destino de uma vida de sofrimento, luta e pobreza. Pedro Pichardo treinou descalço, comeu pão e bebeu água com açúcar porque não tinha mais nada para comer. Pedro Pichardo fugiu para Portugal porque queria uma vida melhor, porque viu no nosso país uma nova página, um novo rumo, viu boas pessoas e melhores condições para viver. O atleta português não merece, de todo, que seja destratado e vítima de comentários xenófobos em plena estação pública.
A RTP tem a obrigação de instaurar um processo disciplinar nestes indivíduos e a ERC já deveria ter tido um parecer público e oficial acerca da xenofobia que foi fomentada no canal ao longo destes três anos. Iremos pressionar em todos os sentidos e todas as vias para que esta denúncia chegue à ERC e para que os jornalistas e comentadores xenófobos sejam severamente punidos.
Não obstante, não nos esquecemos do jornal Record que não se coibiu de andar de mãos dadas com a RTP ao longo do tempo, fomentando, também eles, comentários xenófobos nos seus artigos, mas a verdade é que vindo deste jornal não surpreende ninguém. Desde que Bernardo Ribeiro assumiu a pasta de diretor do jornal, o mesmo tem tanto valor quanto uma ETAR a céu aberto.
Numa nota final, ficámos a saber através de Fabrice Zango que Nélson Évora se manteve a incentivá-lo durante o decorrer dos Jogos Olímpicos, que inclusive treinaram juntos antes dos Jogos e que este lhe deu dicas de como vencer Pedro Pichardo. «O Nelson é um campeão olímpico. Disse-me para tentar, tentou incentivar-me. Treinei com ele antes dos Jogos, umas duas semanas, e por isso ele quis incentivar-me a responder”, declarou o atleta do Burkina Faso.
É sempre bonito constatar a falta de carácter, de patriotismo, de companheirismo e o mau perder de alguns atletas portugueses. Nélson poderia ter saído pela porta grande, mas sai assim, pequenino e amargurado."

Modalidades: Voleibol 21/22

Jornal...

Ouro


Talvez o Ouro mais 'previsível' da história de Portugal, e apesar da alegria, fiquei um pouco frustrado com a marca, pois estava confiante que o Pedro ia pelo menos ameaçar o recorde do Mundo!!!
Parabéns a toda a família Pichardo... e um grande obrigado à Ana Oliveira e ao Fernando Tavares, por terem lutado contra tudo e contra todos em Portugal para ter um dos melhores atletas de todos os tempos do Triplo a representar Portugal!
Um Triplo é um disciplina fisicamente muito complicada, o mais importante é manter a saúde do atleta, não vale a pena fazer previsões a longo prazo... mas com o PPP saudável, vamos ter muitas medalhas nos próximos tempos!

PS: Parabéns à Teresa Portela, pelo 7.º lugar na Final do K1 500m, depois do 9.º lugar no K1 200m (1.ª da Final B)!

Lanças...

Rescaldo BTV...

Cadomblé do Vata


"1. Ora seja bem vindo de volta Sr. Benfica, isso é que foram umas férias valentes, porra.
2. Gosto do Rui Vitoria e tal, mas porra homem... como é que foste enganado pelo bluff do 442, com tantos tiques e trejeitos que até o Andrea Bocelli o topou?
3. Um director do Spartak demitiu-se ao intervalo do jogo... fica por saber o nome da vidente que lhe disse que na segunda parte os russos iam sofrer um golo do Gilberto.
4. O futebol é lindo porque todos os dias nos surpreende e ensina qualquer coisa... por exemplo, hoje ficamos a saber que jogar com um 8 na posição 8, dá bom resultado.
5. Durante a sua marcante passagem pelos relvados Benfiquistas, Luisão era apodado de "centralão"... ainda é muito cedo para tratar Lucas Veríssimo por "centralíssimo"?"

De corredor em corredor – A Superioridade Tática de Jorge Jesus


"Como referimos na análise após o jogo, a toada de um jogo começa a determinar-se na construção adversária pela forma como condicionamos (ou não) a saída adversária. Desta forma, Rui Vitória optou por alterar a forma como defendia, assim como, Jorge Jesus alterou a forma de atacar da equipa encarnada (por força da alteração do sistema) e regressou ao 3x4x3, superiorizando-se taticamente sobre o antigo treinador do Benfica nesta fase. As dificuldades sentidas pelo 4x3x3 da equipa russa, que se transformava num 4x1x4x1 a defender, foram bem notórias pela indefinição nos momentos de pressionar/controlar, mas fundamentalmente pelas dificuldades no controlo dos corredores laterais. Recordamos as dificuldades de Portugal no Euro contra a Alemanha pela forma como o seu 4x1x4x1 não encaixou no 3x4x3 da Alemanha.

De corredor em corredor, nasceram as melhores oportunidades de golo do Benfica na Rússia. Quando os extremos russos saltavam nos centrais encarnados, os laterais do Spartak não encostavam nos laterais adversários, pelo que, os laterais encarnados apareciam soltos e de frente para acelerar a construção encarnada, começando a sua construção por fora. Ultrapassada a primeira linha de pressão adversária, sobretudo pelo corredor direito, o Benfica facilmente conseguia ligar por dentro porque existiam sempre movimentos de dentro para fora (o que arrastava central do lado da bola para corredor) e abria o espaço entrelinhas até chegar ao corredor contrário. O Spartak nunca se conseguiu ajustar defensivamente para encaixar na construção encarnada e o Benfica foi chegando sempre com tremenda facilidade ao último terço adversário e até com finalização, podendo ter chegado a números bem superiores ao 2-0 final.

Também em Transição Ofensiva, como o Pedro Bouças previu no Canal 11, o Benfica criou bastante perigo e até poderia ter criado mais, não fossem más definições a condicionar o desenlace das jogadas. Saídas bem pensadas para explorar as debilidades da equipa russa em Transição Defensiva que podiam ter dilatado a vantagem encarnada.

Foi um Benfica taticamente muito superior, embora perante um Spartak longe de um nível de Champions League e que muitas dificuldades terá para dar a volta a eliminatória. Destaque, por fim, para João Mário e Rafa. João Mário porque é o cérebro do jogo encarnado, em todas as suas decisões aproxima a sua equipa da baliza adversária e sabe quando meter pausa nos ataques do Benfica, tendo um número de perdas de bola mais reduzido que outro médios do Benfica. Rafa porque é o oposto de João Mário, trás desequilíbrio e velocidade no ataque de Jorge Jesus, aliando hoje, atributos que outrora lhe faltara, definição e finalização. Ainda não jogaram o triplo, mas a equipa têm potencial para jogar o triplo."

Lucão, o homem que definiu a Construção e… Criação encarnada


"A vantagem do Benfica na partida nasceu e cresceu praticamente toda ela no corredor direito. O extremo esquerdo do Spartak – Larsson – saía na bola quando Lucas recebia, e o central brasileiro do Benfica descobriu incessantemente Diogo Gonçalves livre para iniciar aceleração já em criação.
O central que no Santos impressionava pela relação com bola até nos “meinhos”, foi mais que um construtor de excelência pela forma como recebia abrindo o campo e encontrando homem livre – Bastaria receber fechado para perder a melhor ligação ofensiva. Lucas foi também ele criador do jogo ofensivo. A sua qualidade com bola é absolutamente invulgar para quem ocupa espaços defensivos. Tecnicamente, taticamente, fisicamente… e ainda mais, cognitivamente. A forma como Lucão descobriu e destapou linhas de passe que ainda nem existiam criando em um minuto duas oportunidades de golo para o Benfica – uma delas, Gilberto viria a sentenciar o jogo – é de craque, diria Mário Wilson."

FK Spartak Moscovo 0-2 SL Benfica: Números escassos para tanto controlo


"A Crónica: Houve Demasiado SL Benfica Na Rússia – E Rui Vitória Pode Agradecer À Sorte (E Ao Árbitro) Derrota Tão Magra

Rui Vitória tinha prometido uma equipa com “determinação e convicção” na véspera do encontro entre os seus russos e o SL Benfica. Não cumpriu, já que o Spartak Moscovo de pouco fez valer o seu estatuto de visitado, numa Otkrytiye Arena já com adeptos sempre prontos para puxar pela sua equipa.
O SL Benfica, nunca amedrontado, foi competente na perseguição dos seus objetivos e, apesar de iniciar com três centrais, nunca foi conjunto de tração atrás: antes sempre focado, atrevido, explorando as muitas deficiências defensivas do lado contrário.
Se os primeiros 15 minutos foram de equilíbrio – com muita pressão alta do Spartak, ainda que ineficaz – o jogo cedo se transformou num passeio para a turma benfiquista, onde Rafa se divertiu mais que qualquer outro: apostou na velocidade para criar o pânico no último terço e era ele que interpretava a maioria das transições rápidas.
Os golos que confirmavam o domínio, em certas fases avassalador, chegaram tardiamente na segunda parte: o SL Benfica já tinha ido para intervalo senhor do jogo, mas no regresso transformou o controlo numa sessão de tortura, submetendo o adversário a minutos de futebol sufocante e sem qualquer possibilidade de resposta.
Rafa tabela com João Mário aos 51’, aparecendo em ótima posição para fuzilar as redes à guarda de Maksimenko – garantiu aqui, de forma oficial, o prémio de homem do jogo. Rui Vitória era incapaz de acalmar a equipa, com muitos elementos inexperientes nestas andanças – notou-se bem o desconforto emocional de Umyarov (21 anos), um dos bons valores da equipa mas sem qualquer experiência competitiva neste patamar.
É possível alegar disparidade assinalável ao nível de talento individual e falta de recursos para a paupérrima prestação da equipa de Rui Vitória, mas continua-se a exigir mais de um candidato à Premier League russa: a organização defensiva inenarrável em muitos momentos demonstrada pela equipa não é adequada para este nível competitivo, confirmando ao treinador português a dificuldade da sua missão.
O 0-2 peca por escasso e não seria descabido, de todo, se o Spartak viesse à Luz com goleada na bagageira – só o árbitro da partida fechou o olho a três grandes penalidades por mão na área – mas as grandes ocasiões encarnadas sucederam-se em catadupa, sendo a única falha a apontar ao rendimento dos onze de Jesus: a falta de eficácia.

A Figura
Rafa Silva Correu, marcou, brincou: divertiu-se com o seu futebol, abusou da criatividade e do espaço dado pela caótica defesa russa para garantir ao SL Benfica um bom resultado em Moscovo. Estrela maior de um conjunto e muito bem apoiado por João Mário ou Diogo Gonçalves.

O Fora de Jogo
PizziAlém do senhor Srdjan Jovanovic, responsável pelo apito que fechou os olhos a três mãos dentro da grande área, de assinalar a pobre exibição do capitão benfiquista. Pouco prático nas suas ações, pouco discernido na definição de lances, não se notou empatia com o resto dos seus companheiros mais criativos: saiu substituído por Everton à passagem dos 65’, numa boa leitura de Jorge Jesus.

Análise Tática – FK Spartak Moscovo
Rui Vitória deixou cair o 4-2-3-1 que resultados prometedores lhe tem dado para refugiar-se no 4-3-3, tirando Ignatov para preencher a intermediária com mais um médio de contenção: entrou Hendrix para o seu lugar, acomodando-se ao lado de Zobnin e Umyarov, dando músculo ao meio-campo mas pouca racionalidade na construção de lances ofensivos.
Foi uma equipa sempre muito dependente dos apoios frontais de Sobolev – impecavelmente controlado pela tripla de centrais encarnada – ou dos pormenores individuais de Bakaev, muito desacompanhado perante tanta organização contrária. Moses ou Quincy Promes, principais estrelas do conjunto, não foram a jogo de início por razões diversas – mas não foi esse o principal problema de Rui Vitória, que terá de mudar bastante na sua abordagem se quiser construir resultado positivo no Estádio da Luz.

Onze Inicial e Pontuações
Maksimenko (7)
Rasskazov (5)
Gigot (5)
Dzhikiya (5)
Ayrton (5)
Umyarov (4)
Hendrix (5)
Zobnin (5)
Bakaev (6)
Sobolev (5)
Larsson (4)
Suplentes Utilizados
Ignatov (5)
Moses (-)
Kral (-)
Ponce (-)

Análise Tática – SL Benfica
Depois de toda a pré-época em 4-4-2, Jesus volta a apostar na defesa a cinco para garantir solidez. A equipa controlou o jogo na sua plenitude, sempre compacta na defesa da baliza de Vlachodimos – a única oportunidade flagrante do Spartak surgiu antes dos dez minutos – e incisiva no assalto à baliza de Maksimenko.
Gonçalves e Grimaldo garantiam largura e soltavam Pizzi e Rafa para penetrações em zona central. João Mário e Weigl reagem cada vez melhor à perda enquanto parelha e trataram a bola na mesma linguagem técnica. A Veríssimo, Otamendi e Verthogen, elogios são poucos para as suas exibições.

Onze Inicial e Pontuações
Odysseas (6)
Diogo Gonçalves (7)
Veríssimo (7)
Otamendi (7)
Verthongen (7)
Grimaldo (7)
Weigl (8)
João Mário (8)
Pizzi (5)
Rafa (9)
Seferovic (5)
Suplentes Utilizados
Gonçalo Ramos (6)
Everton (5)
Gilberto (6)
Taarabt (-)"

De cebolada, Jorge


"Houve muito Benfica na primeira parte em Moscovo. Como quase sempre acontece, a definição sobre a primeira fase defensiva é o catalizador fundamental para a toada do jogo. Da decisão estratégica de como defender a construção adversária se consegue condicionar o jogo opositor, ou se fica desde logo em desvantagem.
O Benfica juntou os seus três belíssimos centrais em simultâneo, e partiu daí toda a superioridade encarnada no primeiro tempo. Rui Vitória definiu de forma ineficaz a primeira fase defensiva, colocou extremos a sair aos centrais (Lucas e Vertonghen) e o Benfica saiu sempre de forma tremendamente fácil da pressão para encontrar posteriormente espaços mais à frente. Do jogo no primeiro terço do Benfica – mau encaixe defensivo do Spartak – se definiu que o Benfica chegasse incessantemente ao último terço com grandes possibilidades para acelerar.

Extremo Esquerdo saía em Lucas, Diogo baixava e recebia livre para acelerar jogo


Extremos com os centrais libertaram espaço lateral, por onde Benfica invadiu organização adversária 

Mesmo quando os laterais russos chegavam atempadamente à pressão a Digi ou a Grimaldo, a variação de corredor encontrou o lateral do lado oposto só, e o Benfica não parou de acelerar o jogo por entre o muito espaço e incapacidade defensiva do Spartak em estancar o jogo ofensivo da equipa de Jesus:


No lado oposto, a pressão bem definida do Benfica nunca deixou o Spartak assumir o jogo. Seferovic encostava no médio, e eram os extremos que ficavam com os dois centrais. Encaixe Homem a Homem em todo o terreno e a equipa de Rui Vitória não encontrou sequer soluções para se libertar e poder assumir o jogo em ataque posicional.

Encaixe na Saída do Spartak, que não deu espaços

A superioridade do Benfica foi avassaladora, mas faltava concretizar, e só no segundo tempo um passe de João Mário encontrou Rafa para uma finalização soberba.
Com o Spartak perdido em campo, sem nunca encontrar os posicionamentos e movimentos dos jogadores do Benfica, sem agressividade que pudesse compensar as dificuldades que sofria taticamente, o Benfica tomou por completo conta das rédeas do jogo e foi sempre chegando com facilidade latente ao último terço. Demasiado fácil construir, o Benfica criou, criou, criou mas foi perdendo sucessivamente oportunidades para sentenciar o jogo e até a eliminatória.
Com João Mário, o melhor em campo, a puxar para o Benfica toda a organização e controlo do jogo – Incrível como com a suas decisões define toda a toada do jogo, fazendo a bola rolar com qualidade, rodando sobre os adversários e descobrindo os melhores espaços, foi Lucas Veríssimo – Que jogador – Fantástico em todos os momentos do jogo! – que com dois passes extraordinários em pouco mais de dois minutos descobriu primeiro Everton num lance de perigo imenso, e posteriormente Gilberto para o segundo golo encarnado. Destaque importante também para Rafa Silva, enquanto o Benfica apresentava superioridade tática, mas nem por isso técnica, foi o extremo que mais demonstrou poder desequilibrar a estrutura adversária, e para a entrada de Gonçalo Ramos – não fez o habitual – Golos – Mas aquela disponibilidade e passada larga que lhe permite chegar em momento ofensivo, mas também ser preponderante logo no momento defensivo – E aí se começa a definir toada do jogo – foram determinantes no condicionar do jogo.
Super Benfica na tarde de Moscovo poderia ter obtido um resultado ainda bem superior. Foi penalizado por uma eventual menor confiança no momento da finalização até ao resultado abrir. A vantagem tática deu espaço aos jogadores encarnados para imporem a sua qualidade no relvado. Para o Estádio da Luz, seguramente que Rui Vitória corrigirá abordagem, e não terá as mesmas facilidades a equipa de Jorge Jesus."

Bello: Moscovo...

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

Vermelhão: 1.º passo... faltam mais 3 !!!

Spartak Moscovo 0 - 2 Benfica


É sempre complicado, ter no primeiro jogo oficial da época, uma autêntica final. Na última época, o jogo em Salónica correu mal, muito mal... e este ano, temia-se a repetição do 'azar', mas acabámos por fazer uma excelente partida... Desta vez, o treinador 'conhecia' a equipa, e o esquema usado no relvado, acabou por ser praticamente o mesmo da última época, sendo o João Mário a única 'novidade' no 11... De resto, praticamente o mesmo posicionamento... E isso, ajudou na consistência de jogo que a equipa demonstrou! Não foi perfeito, na 1.ª parte, o Spartak ainda assustou o Ody em 2 ou 3 ocasiões, mas o Benfica foi sempre superior... e o resultado final, acaba por ser escasso! Então depois do 0-1, os russos ficaram desorientados, o Benfica podia e devia ter aproveitado, para dilatar a vantagem...

Como já tinha demonstrado na pré-época, o João Mário veio dar muito critério ao nosso jogo! Praticamente sem perdas de bola, sem complicar, com algumas variações de flanco, mas na maior parte das vezes a jogar simples, curto, com poucos toques na bola...
Mesmo assim, o MVP do jogo, foi o Lucão! O Veríssimo, além das saídas de bola, além dos desarmes, além da qualidade técnica, dá à equipa capacidade de choque, garra, agressividade... por exemplo o Vertonghen, também faz quase tudo bem, mas às vezes parece que não está 'em jogo', com o Brasileiro isso nunca acontece!!!
O Rafa foi a outra boa exibição... desequilibrador, e desta vez, até não se precipitou no momento do passe...
Destaque ainda para o Weigl, que com o João Mário, acabou por 'combinar' quase sempre bem, na marcação defensiva...
Uma nota ainda sobre a 'construção' ofensiva do Benfica: o Spartak deu os nossos laterais de 'barato' e a bola 'saíu' quase sempre pelos Laterais, principalmente o Digi. Contra outros adversários, não vamos ter as mesmas facilidades, é importante ter opções... e é aí, que o João Mário, poderá ter um papel decisivo!
No lado oposto exibicional, coloco o Pizzi: se defensivamente já dá pouco à equipa, as perdas de bola em processo ofensivo, já chateiam... com o Gedson no banco, com o Everton a fazer os primeiros minutos, e com o Meité a ganhar ritmo para entrar, espero que o sacrificado seja o Pizzi...

Neste momento o jogo mais importante, será a partida em Moreira de Cónegos, ainda por cima sem o João Mário... mas se calhar com o Meité, e até com o Yaremchuk... A 2.ª mão desta eliminatória pode esperar... Mesmo assim, posso antever grandes dificuldades, no eventual Play-off com o PSV, que está em maré de goleadas!

Uma nota final para a UEFA, que achou não ser importante ter VAR nestas eliminatórias! Hoje, houve momentos onde pensei estar a assistir a um jogo de Andebol (o Jesus 'inspirou-se' nas minhas palavras durante o jogo!!!), tantas foram as vezes que os jogadores do Spartak tocaram com os braços na bola...!!!

105x68...

Ambição: vencer


"Fernando Pimenta, brilhante medalhado olímpico em Tóquio, deixou esta manhã, em declarações à BTV, palavras importantes de apoio e incentivo à nossa equipa de futebol para o desafio desta tarde ante o Spartak Moscovo.
E partilhou a sua visão, que subscrevemos, quanto ao espírito que deve nortear todos os que têm a honra e a responsabilidade de representar o nosso querido Clube: "Orgulhem-se da camisola que vestem, representem-na com alma e paixão. Se estão num clube como o Sport Lisboa e Benfica, têm de estar agradecidos. (…) Que deem sempre o seu melhor, com grandes espetáculos desportivos, e de preferência que o Benfica ganhe."
Será imbuída destes valores que a nossa equipa se apresentará hoje em campo na Rússia. "Muita ambição, muita confiança e uma vontade muito forte de querer passar esta eliminatória", é o que todos esperamos, conforme reiterado, ontem, por Jorge Jesus, na conferência de imprensa de antevisão ao jogo da primeira mão da 3.ª eliminatória de acesso à fase de grupos da Liga dos Campeões.
Na estreia oficial benfiquista nesta temporada, naquela que será a primeira parte de um jogo de 180 minutos, teremos um oponente que já disputou dois jogos de competições oficiais e que luta pelo mesmo objetivo.
Não se esperam, portanto, facilidades nesta contenda, o que já era expectável uma vez que se trata do acesso à mais competitiva das competições europeias. Ainda assim, Jorge Jesus e João Mário não se inibiram de assumir que a passagem à ronda seguinte é o que todos temos em mente.
O nosso treinador asseverou que a equipa técnica tem "muita confiança na equipa, muita confiança no trabalho que se está a desenvolver" e considerou que o Benfica, hoje, terá a capacidade de apresentar um jogo ao nível do que tem treinado e jogado nestas cinco semanas de preparação.
À partida para Moscovo, o Presidente Rui Costa, que já dera o mote na entrevista concedida na semana passada e definira, como objetivo imediato, a presença na fase de grupos da prova, declarou-se "muito otimista".
A contribuir para este sentimento estão a valia da equipa técnica liderada por Jorge Jesus, a competência do plantel e as condições de excelência proporcionadas ao grupo de trabalho, mesmo sabendo-se que o Spartak apresenta uma equipa com muita qualidade.
Os dados estão lançados, restando-nos desejar que a nossa equipa possa dar hoje o primeiro passo para chegar à eliminatória seguinte.
Força, Benfica!"

Treino...

Spartak Moscovo – Como joga e como pode o Benfica bater a equipa de Rui Vitória?

Segunda Bola...

Modalidades - Andebol 21/22

O Cantinho Benfiquista #59 - Velhos Conhecidos Em Moscovo

O Cantinho Benfiquista #58 - Now It's For Real

História...

terça-feira, 3 de agosto de 2021

3.º

Treino...

Antevisão...

Pimenta de Bronze!


O Bronze é melhor do que nada... mas muito sinceramente, esperava mais!
Segunda medalha Olímpica do Pimenta, desta vez, no K1.
Não será fácil ao Fernando manter-se a este nível nos próximos ciclos Olímpicos até porque o Húngaro mais novo, terá tudo para dominar a categoria nos próximos anos...!!!

PS: Realce também para a Kate Zaferes, que conquistou a Prata no Triatlo, representando o seu país (EUA), que tem vestido o manto sagrado nas provas colectivas do Benfica!

... Moscovo

Ronaldo Camará | A renovação que trará a afirmação


"É uma das maiores joias da formação do Sport Lisboa e Benfica e finalmente acertou um contrato com os encarnados, válido por cinco temporadas. Falo de Ronaldo Camará, uma das maiores promessas do Seixal.
Ronaldo Camará estava afastado das competições desde janeiro deste ano por se recusar a renovar o vínculo que o ligava aos encarnados, mas, nos últimos dias, acabou mesmo por acertar os termos do contrato e será reintegrado nos trabalhos da equipa secundária das águias. Contudo, terá de recuperar a forma física, o que poderá levar algumas semanas até que volte a ter o ritmo competitivo necessário.
Natural da Guiné-Bissau, Ronaldo Camará é internacional pelas seleções jovens portuguesas, pelo que possui dupla nacionalidade. Médio ofensivo de origem, Camará iniciou a sua formação nas escolas do Sporting CP, mas mudou-se para o SL Benfica nos sub-15, tendo percorrido os escalões dos encarnados desde então.
Tem nome de craque e qualidade que sobra! Ronaldo Camará tem um talento impressionante e uma visão de jogo muito acima da média. A forma como recebe a bola, sempre orientada para servir os seus colegas de equipa é soberba. É capaz de colocar a bola à mercê dos seus companheiros com imensa facilidade e, quando não há espaços, este inventa-os. A juntar a tudo isto, é ainda muito capaz a jogar sob pressão e é bastante bom a fazer passes para o espaço entrelinhas.
A qualidade técnica é um dos seus maiores atributos, mas a maturidade com que trata a bola com os seus 18 anos é algo fora do normal. Talvez seja por essa mesma razão que, ainda com idade de júnior, jogava pela equipa B do Sport Lisboa e Benfica.
Camará também é exímio na arte de driblar. É capaz de contornar os adversários sem qualquer esforço acrescido, quase como se levitasse sobre a relva. Por ser ambidestro, dificulta, em muito, a função dos seus adversários, confundindo-os com o seu drible.
Uma das poucas lacunas no jogo de Ronaldo Camará é a falta de golo, algo que, ainda que não seja obrigatório na sua função, é um extra. A falta de golo não é por ser mau finalizador, mas sim porque Camará gosta de servir os colegas com os seus passes fatais. Contudo, trabalhando mais a finalização, tem um potencial brutal.
Depois de bastante tempo afastado da competição devido aos motivos supramencionados, Ronaldo Camará poderá almejar chegar à equipa principal, devendo para isso mostrar serviço nos treinos e na equipa secundária das águias para merecer uma convocatória da parte do técnico da equipa principal, Jorge Jesus. Qualidade não falta, pelo que se espera que, mais tarde ou mais cedo, o talento e o empenho sejam reconhecidos e lhe valham a chamada à equipa A."