Últimas indefectivações

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Olhar de A a Z sobre o ano novo de 2017

"Aqui se identificam vários temas e personagens capazes de fazer correr muita tinta, por boas ou más razões, no ano de 2017

Arbitragem - Não se prevê uma grande mudança de hábitos, por cá, no ano que agora entra.
Bernardo Silva - O Mónaco começa a ser curto para tanto talento. Hora de dar o salto.
Confederações - Portugal numa prova onde só se entra pela porta grande da glória...
Direitos TV - 2017 vai ser marcado por vários acertos de contas. E não será um ano pacífico...
Eleições SCP - A 4 de Março os leões vão a votos. De lhos postos nos resultados do futebol.
FIFA - Infantino tem em mãos a hercúlea tarefa de regenerar a imagem da entidade. É obra!
Geringonça - Até que ponto as autárquicas vão abalar a Geringonça e a estabilidade do País?
Hotel Benfica - Promete ser uma das novidades extra-futebol de 2017, em plena baixa.
IPDJ - Este organismo estatal tem em mãos o processo do vapor no túnel de Alvalade. E agora?
José Mourinho - O M. United está a recuperar e pode ser o ano do regresso do Special One.
Lindelof - Uma mais valia de 180 vezes o investimento é algo impensável. Está quase...
Messi - Acossado por CR7, que só está a uma Bola de Ouro, que resposta vai dar?
Nélson Évora - Mudou de clube, de treinador e de país. Muita expectativa para 2017.
Oitenta - Pinto da Costa soprará 80 velas em Dezembro de 2017. Ano de retoma do FC Porto?
Placard - As apostas desportivas vão de vento em popa e o dinheiro que circula é bem-vindo.
Qualificação - A Selecção terá jogos difíceis, de olhos postos no apuramento directo para a Rússia.
Ronaldo - Vai defender quase todos os títulos individuais ao alcance de um futebolista.
Selecção feminina - Portugal estreia-se no Europeu!
Tetra - Luís Filipe Vieira será o primeiro presidente do Benfica tetracampeão? Parada alta!
UEFA - O novo presidente tem em mãos o sensivel dossier da Liga fechada dos clubes mais ricos.
Villas Boas - Experiência milionária na China, numa carreira muito amiga da conta bancária.
Xenofobia - Uma luta de todos os dias, no desporto também, em plena crise de migrantes que marca a vida da Europa.
Zidane - Melhores os resultados que as exibições, mas a verdade é que o Madrid é uma máquina de ganhar. Continuará a sê-lo?

ÁS
Nélson Semedo
Poucos adivinhariam que a saída de Maxi Pereira do Benfica para o FC Porto ia abrir espaço para um lateral direito que meia Europa hoje cobiça. Tem talento e ambição, defende bem (embora ainda necessite de algumas afinações...) e ataca ainda melhor. Dificilmente continuará, na próxima temporada, na Liga portuguesa.
(...)

Pré-campanha agita os dias em Alvalade
«Que no ano novo os sportinguistas não fiquem ofuscados pelo ódio de Bruno de Carvalho a tudo e todos»
Madeira Rodrigues, candidato à presidência do Sporting
Bruno de Carvalho parte favorito mas Madeira Rodrigues promete dar luta. E a ver vamos se não aparece mais algum candidato ao trono leonino. Como em quaisquer outras eleições de clube, os resultados desportivos também terão um papel relevante na disputa. O que fica claro e que ter eleições em Março, quando as decisões desportivas estão no auge, não é grande ideia. A rever...

E CR7 nem assim ficou de olhos em bico...
Na China não falta dinheiro, o país continua a crescer exponencialmente e o futebol é uma das áreas onde o investimento é mais mediatizado. Cristiano Ronaldo recusou na última semana 500 milhões de euros por cinco anos de contrato, havendo ainda outros 300 milhões disponíveis para convencer o Real Madrid. Uff!!!

'Around the clock'
Fiéis à lógica de que é preciso levar o espectáculo ao consumidor, competições onde vigora o mais alto profissionalismo como a NBA e a Premier League passaram praticamente ao lado do Natal e do ano novo, promovendo jogos nessas datas festivas. Estádios e pavilhões a abarrotar e óptimas audiências televisivas foram o corolário dessa política, que nos deve, pelo menos, fazer reflectir. Os melhores jogos da NBA da temporada disputaram-se a 25 de Dezembro e a Premier League teve jornada a 31 de Dezembro e a 1 de Janeiro. E logo com um golaço de Giroud (um 'escorpião' a pedir meças a Mkhitharyan) que vai, de certeza, dar a volta ao Mundo..."

José Manuel Delgado, in A Bola

"Estou na história do futebol com Maradona, Henry e Messi"

"Vata ficou famoso pelo golo com a mão ao Marselha e com a mesma emoção de há 26 anos garante: "Foi com o peito!" Vive agora na Austrália e quer descobrir talentos para o Benfica

A noite de 18 de abril de 1990 mudou a vida de um discreto avançado angolano, muitas vezes utilizado como arma secreta pelo então treinador do Benfica, Sven-Göran Eriksson. Vata Matanu Garcia, ou simplesmente Vata, o nome de guerra que entrou para o baú de memórias do futebol. Os encarnados precisavam de um golo frente ao Marselha, no Estádio da Luz, para garantirem o apuramento para a final da Taça dos Campeões Europeus e, aos 82 minutos, após um canto de Valdo, lá estava ele a desviar para a baliza do incrédulo Jean Castaneda.
O estádio explodiu de alegria com mais de 120 mil espectadores a reactivarem o inferno da Luz que, por essa altura do jogo, já começava a descrer num golo milagroso. Mais de 26 anos depois dessa noite, Vata, hoje com 55 anos e a residir em Melbourne, na Austrália, falou ao DN.
Assim que atendeu o telefone não conteve as gargalhadas. "A melhor recordação de Portugal? Ah! Ah! Ah! Ah!" Parecia que já estava à espera da pergunta para a qual tinha resposta na ponta da língua, mas ainda assim preferiu fazer dois dribles antes de rematar: "A primeira grande recordação foi ter jogado no Benfica, a segunda foi ter sido melhor marcador do campeonato... A terceira? (mais risos) claro, aquela meia-final com o Marselha."
A noite que jamais esquecerá começou com um aviso premonitório. "Quando eu entrei em campo na segunda parte, o Mozer, que era o patrão da defesa do Marselha, disse-me: "Não vens para aqui estragar a minha festa!"", recordou... parecia que estava a adivinhar. "Ele conhecia-me bem, tínhamos sido companheiros de equipa na época anterior e sabia do que eu era capaz", contou. "Ele ficou magoado com aquele golo, mas somos amigos e agora quando conversamos rimos do que aconteceu."
Mas Vata é um nome aziago sobretudo para os franceses e o próprio ex-jogador teve a oportunidade de confirmar isso mesmo quando visitou França em 2014. "Ninguém me esqueceu e não me perdoam. O engraçado é que falaram comigo como se o jogo tivesse sido ontem, com mágoa... diziam--me: "Vê bem o que nos fizeste!"."
Ao falar assim, parece que Vata já assume que utilizou a mão para marcar ao Marselha. Só que quando o DN lhe pergunta se assim foi, a resposta foi automática: "Com a mão? Não! Foi com o peito. Estou de consciência tranquila e tenho dito sempre o mesmo, mas respeito a opinião de todos, pois aquele era um momento importante da vida de muita gente."
O que importa para Vata é que a sua marca "vai perdurar por muito tempo" e não tem dúvidas de que aquele golo ao Marselha o tornou famoso: "Entrei para a história do futebol europeu e mundial, pois quando falam em golos célebres citam sempre o meu e os de Maradona, Thierry Henry e Messi." Porquê? Porque todos eles marcaram golos importantes com a mão, El Pibe à Inglaterra, o francês à Rep. Irlanda e da estrela do Barcelona no dérbi com o Espanyol em 2007.

"Com Valdo e Chalana era fácil"
Vata vive com a família na cidade de Melbourne, onde até há pouco tempo treinava a equipa de sub-20 do Werribee City. "O futebol faz parte da minha vida. Vim para a Austrália em 2001, depois estive três anos na Indonésia como treinador [do Deltras e Persija]. Voltei a seguir a Melbourne e em 2010 fui para Angola trabalhar com a Federação para incrementar o futebol de praia. Mas por causa de um problema familiar tive de voltar à Austrália. Tenho dois filhos, um com 9 e outro com 12 anos, e faço de mãe e de pai para eles", revelou.
Apesar de estar do outro lado do mundo, Vata não esquece os amigos que fez em Portugal e no Benfica. "Há pouco tempo falei com o Magnusson pelo Facebook, e quando estive em Lisboa, em 2014, encontrei vários amigos como o Valdo, Hernâni, Paneira, Diamantino, Veloso, Schwarz, Samuel e outros. E sabe uma coisa? Estivemos a falar e tudo o que vivemos estava ali bem vivo, afinal a nossa relação enquanto jogadores era muito forte, o grupo era fantástico", revela. "Devo-lhes muito. Tinha grandes jogadores ao meu lado. Só tinha de esperar que o Valdo, o Chalana e outros fizessem o seu trabalho para depois rematar a bola para dentro da baliza. E é por isso que as pessoas não se esquecem de mim."
O Benfica continua a fazer parte da sua vida. Acompanha os jogos, apesar das onze horas de diferença entre Lisboa e Melbourne, e não esconde a satisfação de ver o clube conquistar títulos. "Só falta fazer uma boa figura na Champions, porque de resto o Benfica está a dominar o futebol português", assumiu, não hesitando depois quando questionado se o Vata de há 26 anos tinha lugar no actual plantel de Rui Vitória: "Claro que jogava. No meio de grandes jogadores é mais fácil empurrar a bola para a baliza." Ainda assim, destaca o papel desempenhado por Jonas. "É um avançado fantástico, mas só se parece comigo por marcar muitos golos", diz, com mais uma sonora gargalhada. O Benfica até bem pode voltar a fazer em breve parte da vida de Vata num futuro próximo. "De vez em quando colaboro com o clube. Estou sempre em contacto com o Gonçalo Nuno, director internacional das camadas jovens, e estou a pensar indicar alguns jovens para irem treinar ao Seixal para que se possam desenvolver e, quem sabe, serem aproveitados pelo Benfica", revelou, garantindo que "há bons talentos na Austrália... só precisam de trabalhar de forma diferente"."

Benfiquismo (CCCXXXV)

Está quase a chegar...!!!

domingo, 1 de janeiro de 2017

Uma Semana do Melhor... com o Toni do Benfica !!!

Jogo Limpo... com dois dos nossos 'mosqueteiros' !!!!

Entrar confiante no futuro de 2017

"Com o Paços de Ferreira, fomos uma equipa mole, molinha, como sonhos de Natal. É normal, é a fruta da época, dir-me-ão, e ganhámos. Pois, é verdade, mas o adepto benfiquista tem de exigir mais ao Glorioso. Na Catedral, até jogámos um bom tempo ao ataque, a morder os calcanhares da baliza do guardião Felgueiras da Capital do Móvel, mas fizemos-lo sem demasiada convicção, sem aquele extra de urgência que empurra as bolas para as malhas. E, depois de marcarmos o golito, então aí é que nos desinteressámos quase por completo desse fenómeno chamado futebol.
Foi um golo bem jeitosinho, lá isso foi. Uma triangulação entre o nosso menino de ouro argentino, Franco Cervi, e o anti-herói 'prata da casa', André Almeida. Mesmo nesse momento feliz, a bola não parecia muito convencida de que devia dirigir-se para os interiores da baliza pacense. Gonçalo Guedes, o miúdo tuga que parece estar em todo o lado, aparecendo do nada a correr como aqueles ventos repentistas que atravessam as histórias do Faroeste, ainda teve oportunidades de chutar contra um jogador do Paços de Ferreira que para ali estava.
Mister Vitória bem gesticulava, pedindo mais bola, mais cabeça, mais alma à equipa, mas não havia maneira de a máquina engrenar. No ataque fazíamos belas trocas, desenhos rápidos, movimentos inesperados e sugestivos dignos da melhor dança contemporânea, mas, na hora agá do chuto, as chuteiras revelava-se cerimoniosas e mansinhas. (A propósito, o mínimo que se pode dizer é que Jiménez não acabou bem o ano). E, no meio-campo, continua a faltar um maestro. Um maestro de verdade, alguém que saiba gerir os tempos do colectivo - não um 'joker' interior como Pizzi (que, quinta-feira, ficou na bancada, castigado), nem um '8' em crescimento como Celis. Poderá ser André Horta esse maestro que nos falta?
E eis que chegamos às boas notícias do final de ano. Os regressos de Jonas e André Horta. O megacraque brasileiro jogou só uns minutinhos e no registo cuidadoso de quem regressa de uma longa travessia no deserto e, ainda assim - que diferença, que classe. Quando a bola passa por ele, passa realmente a poder chamar-se redondinha.
André Horta não fez nada de espectacular, mas traz para o relvado algo mais importante que técnica, táctica e tudo - amor à camisola. É por estas e por outras que entramos confiantes no futuro, não é verdade, amigos?"

Jacinto Lucas Pires, in O Jogo

Benfiquismo (CCCXXXIV)

Festa...

Em tons vermelhos...


sábado, 31 de dezembro de 2016

Foto2016 !!!

2016

Juntos !!!



Lista alargada dos triunfos de 2016, aqui.

Cadomblé do Vata

e"1. Acabamos o ano com o recorde de 44 vitórias... curiosamente é o mesmo número de dentes que eu mostro durante a gargalhada que dou de cada vez que me lembro que havia quem achasse que o clube que sobreviveu a Damásio, Artur Jorge, Vale e Azevedo e Souness se ia esbardalhar todo com a saída de um treinador.
2. Durante este ano, o SLB ganhou com jogadores lesionados, castigados, vendidos, amuados, etc... foi tipo sem mãos, sem pés, de olhos vendados, a fazer o pino e com o Celis a titular.
3. Com o golo de ontem, Cervi conseguiu facturar em 5 competições diferentes... sei de alguém que vai passar o Ano Novo chateado por o SLB ter falhado o "apuramento" para a Liga Europa.
4. Passamos 2 semanas de depressão a pensar que vamos perder o Lindelof... depois vemos jogar o Jardel e pensamos: ainda bem que não desmarquei a Passagem de Ano.
5. O guarda redes do Paços disse, no final de um jogo em que a sua equipa fez 1 singelo remate à baliza de Ederson, que o pessoal da Capital do Móvel tinha feito uma boa exibição... arrisco dizer que ele joga no Paços de Ferreira mas gosta mais do Porto Ferreira."

Benfiquismo (CCCXXXIII)

...To Be Continued !!!

Acaba um ano de mesa farta

"Uma crónica de final de ano não pode deixar de sublinhar um 2016 com uma Taça da Liga de entrada, com a conquista do 35.º Título de Campeão Nacional como menu principal, e uma Supertaça de sobremesa.
Acabamos um ano de mesa farta e bem gostoso. Três títulos num ano, foi excelente.
Mas foi também um ano que nos projectou em 2017 na liderança do Campeonato Nacional, na maior prova europeia de clubes e nas duas taças existentes no nosso futebol.
Nenhum Benfiquista termina 2016 que não seja com um sorriso pelo conquistado e a alma cheia de ilusão para novas conquistas.
Temos ganho muito, mas é o futebol que nos anima, por isso nas mensagens de Natal e Ano Novo vários amigos terminam com «e em Maio no Marquês».
Falta muito, o caminho é difícil e ainda não chegou a meio, teremos que ser prudentes e competentes para lá chegar, mas ânimo, ambição e determinação não podem faltar.
Melhor situação para começar o ano era difícil. Terça-feira com o Vizela começa o futuro.
Ontem, na Luz, mais de 30 mil assistiram ao início de uma caminhada com o objectivo de ganhar outra Taça da Liga. Não foi um grande jogo, nem um resultado volumoso, mas comparado com alguma concorrência dir-se-ia que foi um luxo. Temos adversários a achar que goleámos...
Estamos condenados a sofrer para vencer e nem na Taça da Liga é diferente.
Em 2016 ninguém na Europa ganhou mais do que nós, 44 vitórias, quase todas difíceis e sofridas. Agora que venha um Ano Novo com títulos no futebol e nas modalidades, porque só assim será verdadeiramente um grande 2017!"

Sìlvio Cervan, in A Bola

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Fácil !!!!!!!!

Benfica 69 - 56 Corruptos
16-12, 22-15, 16-16, 15-13

Depois de um mês de Dezembro com várias derrotas (internas e europeias) esta vitória era essencial... a aparente facilidade como ganhámos, ainda torna mais frustrante a actual situação na Liga, onde após duas vitórias sobre os Corruptos, estamos em igualdade pontual!!!!

Um dos segredos da vitória de hoje, foi por incrível que pareça: o colectivo!!! Ao contrário do que costuma ser habitual, não dependemos de 1 ou 2 jogadores para marcar cestos... Além disso defensivamente, estivemos bem... com os Corruptos desta vez, a marcarem somente 3 Triplos (quando noutros jogos, 'só' marcavam Triplos)!!! E até fizemos mais assistências, algo muito raro contra qualquer adversário!!!
O Lonkovic voltou a provar hoje, que merece mais minutos...

Agora, na Terça-feira, temos jogo na Sibéria!!! Talvez o encontro oficial do Benfica (em qualquer modalidade colectiva), mais longe de Lisboa...!!! Vamos ver se não vamos ter consequências nos jogos da Liga (vamos a Ovar na próxima jornada)... porque apesar da vitória de hoje, se quisermos garantir o 1.º lugar, não temos margem de manobra!!!

Vitória em Coimbra

São João 1 - 2 Benfica

Não foi um bom jogo, mas mesmo assim merecíamos ter ganho mais confortavelmente. O Elisandro fez um autêntico 'tiro ao boneco' durante toda a partida... inacreditável o numero de remates, que não deram golo... Mas a bola simplesmente não entrava!!!
A equipa está a defender melhor neste tipo de jogos, os nossos guarda-redes já não 'levam' com jogadores isolados constantemente, mas ofensivamente, estamos demasiado previsíveis, com demasiada insistência nas jogadas individuais...
O resultado foi feito na 1.ª parte e com a vantagem mínima acabámos o jogo a sofrer... Já agora, aqueles dois remates perigosos do São João no último minuto, são fruto de descarado bloqueio faltoso não assinalado, no 5x4... demasiado evidente, para ninguém ter visto!!!

Viva o Benfica!

"O ecletismo é um dos eixos fundacionais do Sport Lisboa e Benfica e o seu propósito passa unicamente, em termos desportivos, por ganhar títulos. Deixamos orgulhosamente eventuais vitórias morais para os outros e procuramos granjear as condições que nos garantam competitividade em todas as equipas que nos representam. Neste sentido, 2016 foi um ano muito bom.
Até no andebol, em que desde há vários anos nos víamos arredados da luta por títulos, saímos vitoriosos da segunda competição nacional e estivemos a poucos segundos do regresso ao título de campeão nacional, além da presença meritória numa final europeia.
Porém, apesar do retumbante sucesso no atletismo, futebol e hóquei em patins e da superação de expectativas no andebol, os fracassos nos campeonatos nacionais de basquetebol, futsal e voleibol impedem 2016 de figurar na galeria dos anos perfeitos. Claro que tal galeria, temos de admirar, é inexistente no mundo real. Pertence à utopia benfiquista, capítulo 'pleno das conquistas', que só ao Benfica é permitido almejar em Portugal. Não duvidemos, se há clube português que alguma vez conseguirá conquistar os sete campeonatos nacionais destas modalidades num ano, só poderá ser o Benfica. Não sei quando ou sequer se acontecerá, mas alegra-me saber que nenhum outro clube desta envergadura.
O Benfica é um clube único, diferente porque é inimitável, o maior porque todos os indicadores o confirmam e o melhor porque tem sabido explorar as suas forças. Nem sempre foi assim no passado, nunca o esqueçamos. Não somos os maiores e os melhores por direito divino. Somo-lo porque fazemos por isso.
Um excelente 2017 para todos os benfiquistas!"

João Tomaz, in O Benfica

Um ano em cheio

"Não há como começar qualquer balanço do ano de 2016 sem lembrar, desde logo, o tão inesperado quanto saboroso triunfo português no Europeu. É justo fazê-lo também aqui. Foi um momento histórico para Portugal e para os portugueses. Tivemos o privilégio de o viver, com a consciência de que dificilmente se repetirá nas nossas gerações.
Dito isto, permitam-me confessar que, para mim, o grande dia do ano aconteceu algumas semanas antes, quando, a 15 de Maio, festejámos o Tri-Campeonato na Luz.
A distância temporal ainda não o permite garantir com clareza, mas arriscaria afirmar que se terá tratado da maior alegria desportiva da minha vida.
Um campeonato é um campeonato. Porém, aquele foi especial. Quer pelas circunstâncias que o rodearam dentro e fora do campo, quer pela enorme empatia criada entre dirigentes, treinador, jogadores e adeptos na inesquecível caminhada rumo à glória. Talvez o Futebol nunca me tenha levado a tão altos índices de ansiedade como em algumas partidas das derradeiras jornadas. Valeu a pena!
Gostaria de juntar aqui as outras modalidades. À cabeça, a Liga Europeia de Hóquei, por desígnios do destino conquistada na mesmíssima tarde do “Tri” futebolístico. Estive lá, cumprindo o sonho de ver, ao vivo, o Benfica Campeão Europeu de uma modalidade que nos é tão querida.
De salientar, igualmente, a Medalha de Bronze da nossa Telma no Rio de Janeiro. E recordar que não andámos longe de triunfos internacionais em Andebol, Voleibol e Futsal, tendo chegado às finais de todos os play-offs domésticos.
Por tudo isto, 2016 ficará nas nossas memórias. Que venha outro parecido."

Luís Fialho, in O Benfica

Que grande ano!

"Em altura de balanços, cá estamos a constatar qual o mais titulado clube português em 2016. Mais uma vez, o SL Benfica ocupa o lugar de destaque. Enquanto uns repetem entrevistas atrás de entrevistas para ver se alguém acredita em mentiras de 1 de Abril - 'maior potência desportiva... (risos seguidos de gargalhadas) - o Glorioso trabalha e enche o Museu Cosme Damião de troféus e conquistar historias. Futebol, Hóquei em Patins, Andebol, Futsal, Voleibol, Basquetebol, Atletismo (só para citar as modalidades mais mediáticas), em masculinos ou em femininos qualquer que seja o escalão, estão sempre nos momentos de decisão. Campeonatos, Taças de Portugal, Supertaças, Taças Europeias, finais e meias-finais alcançadas, há de tudo.
Foi um grande ano de 2016 com médias de assistências no estádio inimagináveis para Portugal, pavilhões com boas casas, adeptos a percorrer o país nas deslocações das nossas equipas. Este é o Benfica que eles temem. Este é o Benfica que os desespera, que faz com que invadam a comunicação social com invenções e acusações diárias. Este é o Benfica que ganha, que impõe respeito e que só lhes dá resposta em campo, no ringue ou nas pistas.
O meu desejo para 2017 é que continuemos assim: juntos, fortes, indivisíveis. Eles que chorem baba e ranho, que alucinem com as nossas conquistas, que olhem para as contas bancárias das suas SAD's e lhes tremam os joelhos. Sem perdões da banca, sem jogadas de bastidores, só com entrega e profissionalismo, cá estaremos no novo ano a ganhar as vertentes.
Vencedores desde o primeiro dia."

Ricardo Santos, in O Benfica

A cor de 2016 foi o encarnado

"Rui Vitória não é de se gabar. Se o fosse, certamente que de vez em quando olhava-se ao espelho e piscava o lho ao reflexo, feliz pelos resultados obtidos pelo Benfica no ano civil de 2016. Sob a sua liderança (embora Vitória seja da escola de Fernando Santos, dando toda a importância ao 'nós' e respeitando a essência colectiva do futebol) a turma da Luz estabeleceu um novo recorde de triunfos, nada mais, nada menos que 44, obtidos ao longo do ano que amanhã termina. Trata-se de um número impressionante, só igualado, no Velho Continente, por um colosso, o Barcelona de Luís Enrique.
E que resultou de tanta vitória da equipa de Rui? Três títulos, Campeonato, Taça da Liga e Supertaça Cândido de Oliveira, uma presença nos quartos de final da Liga dos Campeões e um apuramento, recente, para os oitavos desta mesma Champions. Mas a este rol deveras importante há que acrescentar a valorização de jovens jogadores como Renato Sanches, Nélson Semedo, Éderson, Lindelof e Gonçalo Guedes, numa vertente fundamental para a politica de Luís Filipe Vieira.
Assim, 2016 vai ficar nos anais benfiquistas como um bom ano, até por mais uma razão. Foi o momento de afirmação definitiva do Benfica como potência formadora integral, com uma política que será aprofundada num futuro próximo e que deverá garantir o fluxo de qualidade e rentabilidade, pilares em que assenta o projecto em marcha dos encarnados.

PS - Franco Cervi chegou à Luz rotulado de craque e não está a deixar os seus créditos por mãos (ou será pés?) alheias. Com o golo de ontem ao Paços de Ferreira, já marcou em todas as competições oficiais. Chuky em grande!"

José Manuel Delgado, in A Bola

Sinais da bola

"Lindelof reservado
O sueco, que até prova em contrário está de saída para Manchester, para assinar pelo United, estava convocado mas foi o eleito para saltar da lista para a bancada. Rui Vitória fala em opção técnica, mas a decisão não será alheia à reserva já feita pelos red devils...

Jardel e Luisão
A dupla defensiva mais experiente do Benfica voltou a juntar-se em campo, algo que não acontecia há mais de sete meses, mais concretamente há 225 dias. Isto é, desde a última final da Taça da Liga, a 20 de Maio, na qual as águias golearam o Marítimo por 6-2.

André Horta
Mais um regresso à acção neste caso 55 dias depois do último jogo: 1-1, no Dragão, diante do FC Porto. O ex-médio do Vitória de Setúbal, que conquistara o seu espaço no onze no início da temporada, sofreu depois longo período de lesões, mas parece estar de volta ao seu melhor.

A dupla das barbas
Já tinham jogado juntos esta época, mas Jonas e Mitrolgou, os dois, com barba, só agora sucedeu. O brasileiro deixou crescer a barba durante a lesão, mas quando voltou com o Estoril (17/12) estava sem ela. Ontem, ao lado do grego, voltou a surgir barbudo. Superstição?

Tapa a boca!
Não foi imagem exclusiva desde jogo, nem sequer é algo que só aconteça em Portugal e muito menos só no futebol. Mas está a tornar-se, diríamos, um tique esta coisa de, a cada vez que treinador e jogador conversam, haver mãos a tapar as bocas. Não vá alguém ler os lábios..."

João Pimpim, in A Bola

Contradições!...

"Ao longo da época desportiva, os treinadores das equipas de futebol profissional têm alguns períodos, normalmente curtos, um, dois meses, em que sabem as datas e horários exactos dos seus jogos. Claro que me refiro ao panorama nacional, porque no que diz respeito ao calendário internacional não há dúvidas destas. Evidente que se podem fazer acertos mais próximo da data dos jogos, contudo não é aceitável que a dez dias, por vezes menos, de um jogo, não se saiba a data e o horário do início do mesmo. Também a sobreposição de competições numa mesma data não ajuda nada ao planeamento. Nesta época de Natal, e portanto da família, poucos se lembram que há muitos profissionais deslocados dos seus núcleos familiares, e com um pouco de cuidado se podiam ter efectuado jogos e proporcionado a esses mesmos profissionais a possibilidade de estarem perto das suas famílias. Isto porque os recursos de quem trabalha nos grandes não é semelhante a todos os outros. Mas também aqui a calendarização é favorável aos mesmos. E com os argumentos do costume.
Como também é inadmissível aceitar a ditadura televisiva, não percebendo do que o futebol sem público prejudica a própria televisão, para além do grave prejuízo para os intervenientes directos. Será que alguém que produz um espectáculo para o público pensa que sem a presença das pessoas no estádio o empenhamento dos actores não sofre influência? Ou está tudo a pensar no curto prazo, defendendo assim apenas a posição de três em detrimento do sucesso de todos? Parece-me bem que é assim.
Independentemente dos regulamentos, até o caso da nomeação das equipas de arbitragem, como todos esperam, exige bom senso. Mas bom senso, como atrás ficou descrito, é coisa que nem sempre impera no futebol português.
Tudo isto num ano desportivo de ouro para as cores nacionais. As selecções estiveram em destaque, sobretudo a principal, que, nunca é de mais lembrar, venceu o Europeu. Contradições!..."

José Couceiro, in A Bola

PS: O ex-candidato a Presidente do SCP, até tem alguma razão, mas como é costume naquela 'casa', manipula os argumentos: é perfeitamente aceitável que os clubes com um calendário mais sobrecarregado, principalmente com jogos Europeus a meio da semana, sejam 'protegidos' na marcação das jornadas... se o actual treinador do Setúbal, quer passar para o lado dos 'outros' só tem que qualificar a sua equipa para a Europa, e manter-se em competição nas Taças...!!!

2016: A História... constrói-se

"Portugal tem História.
Portugal tem História porque, desde o inicio da nação, o seu arrojo e coragem fez com que os seus habitantes ultrapassassem as barreiras de um pequeno país para influenciar todo um mundo, também ele em expansão, marcando presença nos diferentes continentes do globo.
Portugal tem História porque "faz" história todos os dias e o ano de 2016 não foi excepção.
Portugal "faz" História todos os dias porque, apesar de todas as adversidades e faltas de apoio, há sempre um conjunto de "inquestionavelmente determinados" que acreditam... acreditam que é possível... ainda assim é possível.
Estas pessoas espelham uma máxima muito interessante: "Crer e Querer", ou seja, a sua força e determinação, a sua motivação e resistência à frustração (por outras palavras, a capacidade de querer algo...) nasce, invariavelmente, de um só sítio: acreditarem que vão ser capazes e que, na realidade, não há sequer outra opção.
2016 traduziu-se, por esta razão, num ano de enormíssimas concretizações, em diferentes planos na nossa sociedade e, curiosamente, até em áreas onde não estamos (pelo menos, do ponto de vista do público em geral) "habituados" a obter reconhecimento.
De facto, em 2016 tornou-se do conhecimento de todos nós (falo de uma forma mais abrangente), o excelente trabalho que os portugueses têm vindo a realizar na área da investigação científica, em território nacional e internacional, e a forma como "ditam" o caminho da evolução da ciência em termos globais. Exemplo disso, tem sido a carreira científica de Lillian Barros e Isabel Ferreira (Instituto Politécnico de Bragança), Mário Figueiredo e José Bioucas-Dias (Instituto de Telecomunicações, do Instituto Superior Técnico), Nuno Peres (Universidade do Minho), Miguel Araújo (CSIC – Conselho Superior de Investigações Científicas de Espanha e Universidade de Évora) ou Delfim Torres (Universidade de Aveiro), entre tantos outros (impossíveis de nomear no espaço deste artigo).
Também no presente ano, foram infindáveis as concretizações alcançadas no contexto desportivo, seja por atletas com uma carreira consolidada ou por atletas que começam agora a afirmar o seu espaço nos grandes palcos mundiais. Nomes como Filipa Martins, Sara Moreira, Patrícia Mamona, Jéssica Augusto, Fernando Pimenta, Telma Monteiro, Tiago Ferreira, a selecção nacional de futebol sénior masculina, a selecção nacional sénior de futebol feminina, entre tantos, tantos outros... Posicionaram Portugal nos grandes palcos do desporto mundial. Também na dança, bailarinos como Diogo de Oliveira e Frederico Loureiro (Escola Domus Dança, Porto) ou António Casalinho (Anarella Academia de Ballet e Dança (Leiria), consolidaram o reconhecimento internacional que têm vindo a obter, aquando da sua participação em concursos internacionais.
É, por tudo isto, uma tarefa impossível (e desde já deixo a minhas desculpas pela impossibilidade de os nomear a todos), enunciar todos os portugueses que, de uma forma ou de outra... fizeram História, em cada dia de 2016.
Estas pessoas, antes de mais, inspiram-nos através do seu exemplo pelos resultados e notoriedade que alcançam e, curiosamente, este é, por certo, o aspeto "menos interessante" a termos em atenção...
Na realidade, a "outra História"... aquela que não vemos, que não presenciamos e à qual muito dificilmente temos acesso, revelar-nos-ia um vida de escolhas diferentes, difíceis... uma vida a escolher estar menos tempo com a família, com os amigos... com uma menor rede social e/ou menos momentos de lazer... mas, de mais dor... de um corpo que dói por uma repetição infindável de pequenos e precisos movimentos que promovem a evolução... de uma dor que acompanha a cada lesão e a cada sonho frustrado, de uma dor que faz questionar a forma abnegada com que se persegue uma meta em prol de tudo o resto...
Porém, uma "dor" que desafia, que alavanca, que direciona, e que os faz querer...mais.
A "história" destas pessoas conflui, muitas vezes, com a própria "história" de Portugal e, muito frequentemente, o seu foco é:
- "É no meu Presente que vou construir a "história" que vou querer contar no futuro!"
Confuso? Nem por isso.
Todos eles começaram no mesmo ponto de todos nós: anónimos com um sonho. Todos eles quiseram "mudar a história"... a "sua história"... e colocaram aí toda a sua energia, todas as suas escolhas. Na realidade, é apenas aqui que se diferenciam sobejamente dos demais:
Na sua capacidade de, de forma determinada, perseguirem os seus objectivos e orientarem todas as suas escolhas num sentido único, o do seu sonho.
E aqui sim, podem ser claramente inspiradores, mostrando-nos que, mesmo na adversidade, podemos mudar a nossa "história" e que, a única forma de o fazermos é traduzirmos o "sonho" em acções e começarmos a agir.
Ou, citando Walt Disney: "The way to get started is to quit talking and begin doing".
E, que melhor altura para o começar a fazer? Agora mesmo."

Aquecimento... o ano do 44 !!!

Benfiquismo (CCCXXXII)

O ano do 35 está a acabar...
... o do 36 vai começar!!!

Vermelhão: 1.ª carta entregue via Taça CTT !!!

Benfica 1 - 0 Paços de Ferreira
Cervi


Depois da consoada, e antes do reveillon, nada melhor do que somar 3 pontos, na estreia na Taça CTT 2016/17. A história desta competição, mostra que este tipo de jogos, nesta altura, nunca são grandes espectáculos... o Benfica foi consistente, marcou, não sofreu, e merecer claramente a vitória... Com o Cervi, a confirmar a sua apetência para marcar em todas as competições!!!
Fizemos uma primeira parte, engraçada (!!!), voltámos a desperdiçar golos, o Ederson foi um espectador... e o 1-0 ao intervalo, era claramente curto! O 2.º tempo, foi mais calmo... tivemos um curto período de alguns minutos de massacre... mas não marcámos, e acabámos por 'controlar' bem a partida! O primeiro remate digno desse nome, por parte do nosso adversário, foi ao minuto 80!!!
Apesar das 'poucas' oportunidade junto das balizas, o jogo até teve mais intensidade, daquilo que eu estava à espera... não foi bonito, mas houve agressividade!
Com esta longa paragem do Campeonato (praticamente 3 semanas), era importante dar algum ritmo, aos titulares, portanto não estava à espera de muitas alterações no 11. No jogo com o Vizela, na próxima Terça, mais próximo do jogo de Guimarães, haverá seguramente mais alterações...
As 'entradas' acabaram por ser somente duas: Jardel e Celis.
O Jardel, está a caminho de recuperar a titularidade, e hoje já mostrou que está completamente recuperado e com ritmo para ser titular... Mesmo se o Lindelof, não sair, defendo a titularidade do Jardel, como Central descaído para o lado esquerdo...
O Celis acabou por ser o substituto do Pizzi (castigado), fez o melhor jogo ao serviço do Benfica, no início esteve mesmo muito bem, mas acabou por 'recuar' um pouco, e isso tirou-lhe protagonismo... Como é óbvio, não tem a capacidade ofensiva do Pizzi (ou do Horta) e o Benfica ressentiu-se disso mesmo...
O André Horta acabou por entrar nos últimos minutos... ainda sem ritmo, após nova longa paragem, O Horta, neste momento com o Pizzi a jogar bem a '8', terá que render noutro 'papel', e creio que isso não será problema...
A nota negativa do jogo, foi novamente do foro clínico!!! Nova lesão, desta vez, foi o Jiménez!!! E a forma como o mexicano se queixou, deixa-me apreensivo... Espero que tenha sido só uma dor 'passageira'!!! O Raúl seria seguramente titular em Guimarães, pois será um jogo que se encaixa perfeitamente no seu perfil... Mas também já é tempo do Mitro acordar para a vida...!!!
Com o Vizela, aposto num 11 com: Ederson; Almeida, Lisandro, Lindelof, Yuri; Samaris, Pizzi, Zivkovic, Rafa; Jonas, Mitrolgou.
2016 vai ficar na história do Benfica. 44 vitórias em 54 jogos. Existem estatísticas no Futebol, que quando olhamos para elas, pensamos logo que não impossíveis de alcançar, que esses números foram obtidos num tempo onde o Futebol era essencialmente amador, onde havia grandes diferenças entre os Clubes grandes e os outros... Hoje, onde todos os Clubes são profissionais, onde todos os jogadores, dedicam-se a 100% ao jogo, onde os jogos e os adversários são preparados, cientificamente, por quase todas as equipas... por tudo isto e muito mais, aquilo que o Benfica obteve em 2016 é inacreditável... Só tenho pena, que alguns Benfiquistas, parece que continuam a não perceber a real dimensão do momento em que vivemos...!!!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

12 desejos para 2017

"Um desejo por cada badalada da meia-noite... tantos quantos os pontos que levamos de avanço do Porto e do Sporting... juntos.

Fernando Santos
1. Fernando Santos foi considerado, pela Federação Internacional de História e Estatística do Futebol, o melhor seleccionador do Mundo, no ano de 2016.
Fernando Santos conquistou 199 pontos, contra os 71 do sueco Lars Lagerback, seleccionador da Islândia no Europeu, e contra os 62 pontos, Joachim Low.
Uma distinção mais do que merecida!
E não apenas pelo Campeonato da Europa.
Pelo seu percurso e pelo seu discurso.
Mas, sobretudo, pela sua humildade e pela sua crença.
Inabalável!
A juntar a tudo isso, o seu habitual adicional de alma, que incutiu e se veio a reflectir em toda a campanha da selecção nacional, até ao título de Campeão da Europa, em Paris.
Onde tudo se perdia... até tudo se ganhar, com Fernando Santos.
Tudo isso, claro, para além da sua firmeza de carácter e da sua grandiosidade humana.
Que o identificam, como homem de bem.
Fernando Santos encarou sempre este seu desafio com uma ambição desmedida para um povo tão pessimista como o português, fazendo dele  seu projecto.
Sem desculpas (prévias, como sempre acontece em Portugal) e sem medo.
Sem receio, aliás, de ter assumido o que quis e onde sempre quis: chegar apenas a Lisboa a 11 de Julho e ser recebido em festa.
Nós, afinal depois de duvidar-mos - muito - sonhámos com ele.
E percebemos que, enquanto existisse vontade de lutar, haveria esperança de vencer (parafraseando Santo Agostinho, para dar algum sentido filosófico a esta nossa passagem pela época natalícia, para que tudo não se perca na voragem do consumismo e das tradições que têm muito pouco de... cristãs).
Essencialmente pela sua enorme vontade, só superada, talvez, pela sua grande fé.
Fé em vencer.
Fé e foco na conquista.
Tem, por isso - e independentemente da fé e da dimensão da mesma que nos anima, a mim e a ele - toda a minha admiração e respeito.
Sobretudo por andado «por mares nunca dantes navegados», como diria Luiz Vaz de Camões.
Mares (agitados) esses entretanto desmitificados e ultrapassados.
Ainda que, nesse percurso, e para o ultrapassar, tivesse de prometer mais do que aquilo que a força humana podia exigir - ou, no caso - do que poderiam supor poder dar todos e cada um dos 11 tais milhões que somos.
Até nisso, no numero de Portugueses, Fernando Santos foi mais além do que os censos, do que a realidade.
E, adaptando-se e acrescentando-a, fez-nos acreditar que há sempre margem para crescer.
Até onde só o sonho pode fazer milagres.
Pois, além de todo o reconhecimento que tem tido, ensinou-nos a maior lição...
Ou como canta Jorge Palma, «enquanto houver estrada para andar, a gente vai continuar,... enquanto houver estrada para andar, enquanto houver ventos e mar».

A lista de desejos para 2017
2. Para terminar, e porque ninguém foge ao seu próprio destino, por mais que se esforce... nem às tradições, nada como fazer a nossa lista de desejos, para, desportivamente, os pedirmos...
Um por cada badalada do fim de ano.
Um por cada ponto que levamos de avanço de Porto e Sporting, juntos.
12 pedidos para 12 pontos, em doze badaladas.
Parece-me junto!!
1. o tetra
Se tivesse de pedir só um desejo no desporto, deixaria de lado todos os outros.
Como estou certo, todos os Benfiquistas.
Por isso, não podemos cometer erros... a todos os níveis.
Porque eles não vão descansar...

2. O Benfica à frente das ambições pessoais
Que a paixão de adepto (bastante necessária, ainda que não suficiente) de cada um de nós, com alguma ou nenhuma responsabilidade pelas funções exercidas, seja sempre colocada à frente de qualquer ambição pessoal. Com a continuidade de um discurso à imagem e à medida do Benfica.
Num caminho onde só as vitórias interessam!

3. 'Olho por olho, dente por dente' ... sempre
Que, quem tiver essa responsabilidade, perceba que é necessário continuar a assumir uma postura à Benfica, respondendo, sempre, a todo e qualquer ataque.
E que nunca, mas nunca, se esqueçam que é a obrigação de todos nós defender a honra do Benfica!
Para que não nos ganhem, por distração!

4. O início de um caminho para podermos voltar a ser... campeões europeus
Sem medo de comprações nem menorizações que não são dignas do Benfica.
Porque atingir os oitavos, os quartos ou as meias satisfaz quem faz as contas (e quem vive delas), mas deixa desiludidos os sócios, os adeptos e os simpatizantes do Benfica que acreditam que isso é possível

5. Ganhar tudo... nas modalidades 
Acreditar em Calos Lisboa, em José Jardim, em Pedro Nunes, em Joel Rocha, em Mariano Ortega, em Ana Oliveira, para podermos ser campeões nacionais em basquetebol, em voleibol, em hóquei, em futsal, em andebol e no atletismo.
O esforço de Luís Filipe Vieira em dar tudo o que precisam, com a coordenação competentíssima do meu grande amigo Domingos Almeida Lima, merece isso... e muito mais!

6. A continuidade de um presidente... nunca certo clube
Com muita fé que as eleições que aí vêm não nos tragam nenhum dissabor e que não tirem de lá quem lá tem estado.

7. A continuidade do treinador... desse mesmo clube
Na segunda época em que passou por cá, à 4.ª jornada, já estava com 9 pontos de atraso.
Por isso, andam com muita sorte, por, à 15.ª, estarem a 8.
Para continuar, espero!

8. A continuidade do presidente... do outro clube
Porque longe vão os tempos do Apito Dourado... quem só conseguiu ganhar assim, nunca ganhará consistentemente, com regras claras.

9. A continuidade do treinador... do outro clube
Há coisas que não mudam.
E o facto de me parecer ser pessoa de carácter e com personalidade nunca fará dele um grande treinador.
Apesar do esforço que a estrutura irá fazer para lhe oferecer o campeonato.

10. A perpetuação da sede de vingança de uns
Que continuem a ter uma sede enorme de vingança, que têm revelado até aqui.
Que continuem a demonstrar arrogância, a mandar farpas e a atacar.
E que continuem a não conseguir deixar de pensar e de falar no Benfica.

11. A continuação dos anos sem títulos de outros
Que continuem a pensar como deixaram de ganhar, depois de terem ganho como ganharam.
E que continuem sem perceber que os tempos dos quinhentinhos não voltam mais.
E que, como os outros, continuem a não conseguir deixar de pensar e de falar do Benfica.

12. Saúde... no ano de Jiménez
Mas se as vitórias do Benfica são importantes, num ano que - acreditando, como acredito, nas previsões e nas premonições do meu Presidente - será o ano da afirmação de Rául Jiménez, com o que isso terá de muito importante nas conquistas de 2017, nada como incluir, num desses tradicionais 12 desejos, o da saúde.
Muita saúde, para todos, os de um lado e os do outro (ou dos outros), sem a qual nada terá interesse.
Nem a celebração das vitórias.
Por isso, e para todos, ...
Um fantástico 2017.
Bom ano."

Rui Gomes da Silva, in A Bola

Os melhores de 2016

"O fim de um ano é uma convenção para sumariar os 365 dias, ainda que o tempo não pare entre anos. Apenas com a espontaneidade do que da memória me ocorre, quase sempre decrescente com o passar dos meses e naturalmente limitada, seleccionei o que mais apreciei (por ordem alfabética), no futebol por cá jogado, concentrando-me mais nos três grandes pela simples razão de serem os que mais acompanho. Quanto ao que menos apreciei, prefiro congelar a recordatória.
Os melhores jogadores da Liga: João Mário, Jonas, Layun; As maiores revelações: Diogo Jota, Gelson Martins, Renato Sanches; Os melhores guarda-redes: Ederson, Miguel Silva, Rui Patrício; Os melhores treinadores: Lito Vidigal, Jorge Jesus, Rui Vitória; Os melhores defesas laterais: Grimaldo, Layun, Nelson Semedo; Os melhores defesas centrais: Coates, Jardel, Lindelof; Os melhores médios defensivos: Danilo Pereira, Fejsa, William Carvalho; Os melhores médios: Adrien, João Mário, Pizzi; Os melhores extremos: Gaitán, Gelson Martins, Rafa; Os melhores avançados: Jonas, Mitroglou, Slimani; Os melhores públicos: Benfica, Sporting, Vitória (de Guimarães); As melhores ascensões/recuperações: Benfica (para campeão), Tondela (para a manutenção) e Portimonense (para promoção); O melhor jogo do Benfica na Liga: 5-1 contra o SC Braga; o melhor jogo do Sporting na Liga: 3-0 na Luz; o melhor jogo do FC Porto na Liga: 5-0 no Bessa.
E limitando-se ao meu clube, a maior alegria foi, evidentemente, o tricampeonato, na esperança do tetra e os golos mais saborosos foram o de Mitroglou em Alvalade, Jonas no Bessa, Jiménez em Coimbra e Lisandro no Dragão."

Bagão Félix, in A Bola

Ano de excelência para o Benfica

"O ano de 2016 foi um excelente ano para os benfiquistas. Ano de tricampeonato, o que já não sucedia há 31 anos, ano de Supertaça, ano de Taça da Liga, de quartos na Champions e até um ano único, porque nunca o Benfica tinha conseguido na sua história tantas vitórias num só um ano.
Tal como A Bola hoje publica, mais vitórias do que o Benfica, em 2016, só só mesmo o Barcelona.
Compreendo que haja quem considere um exagero a comparação, sobretudo tendo em vista a realidade desequilibrada do futebol português.
Mesmo aceitando a natureza das reservas que muitos colocarão a estes dados comparativos, é evidente que uma estatística tem sempre diversas leituras para as explicar e justificar, mas os números também são factos e, como tais, indesmentíveis.
É certo, que o quadro competitivo do futebol português não é comparável com o inglês, o alemão, até o espanhol, mas o desequilíbrio de campeonatos como o italiano ou, mesmo, o francês é também manifesto e haverá sempre a considerar, sobretudo nos big five europeus., a colossal diferença de meios financeiros desses clubes em relação aos maiores de Portugal.
O certo é que os títulos se constroem à custa de vitórias e o Benfica teve, aí, o que é um indicativo decisivo sobre o ano de excelência do clube.
Quanto a responsabilidades, numa equipa de futebol elas são sempre colectivas, mas é justo que se assinale o impacto da serena liderança de Rui Vitória. Até pela maneira diferenciada como conduz um campeão sem stress. Às vezes estranha-se, mas a verdade é que os resultados estão à vista."

Vítor Serpa, in A Bola

Lanças... balanço 2016

Benfiquismo (CCCXXXI)


O último jogo de José Águas,
com o Manto Sagrado...!!!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

É o Benfica!

"Nunca imaginei uma maquinação tão compacta e unida contra dirigentes do Sporting Clube de Portugal, uma instituição com grande história e prestígio. Senão, vejamos.
É a FIFA. É o Benfica. É a UEFA. É o Benfica. É a Federação Portuguesa de Futebol. É o Benfica. É a Liga de futebol (apoiada pelo SCP). É o Benfica. É a lista perdedora para a Liga (apoiado pelo SLB). É o Benfica. É o Conselho de Arbitragem novo. É o Benfica. É o anterior Conselho de Arbitragem. É o Benfica. É o Conselho de Disciplina e seus derivados. É o Benfica. É o Conselho de Justiça. É o Benfica. É o Tribunal Arbitral do Desporto. É o Benfica. É a comunicação social. É o Benfica. É um qualquer fundo de investimento. É o Benfica. É o mercado. É o Benfica. É o árbitro. É o Benfica. É o árbitro assistente. É o Benfica. É o quarto árbitro. É o Benfica. É um árbitro estrangeiro. É o Benfica. É o sorteio. É o Benfica. É o frio. É o Benfica. É a 'gaiola'. É o Benfica. É uma cartolina (amassada ou misteriosamente embrulhada). É o Benfica. É a Autoridade Antidopagem de Portugal. É o Benfica. É o silêncio de Luís Filipe Vieira. É o Benfica. É qualquer 'clube pequeno' que perca com o Benfica. É o Benfica. É o Petit. É o Benfica. É um 'corruptível voucher' ou uma rifa com origem na Luz. É o Benfica. É a BTV. É o Benfica. É a conta de resultados do Benfica. É o Benfica. É a 'falsificação' da história dos 22 títulos. É o Benfica. É a Federação Portuguesa de Matraquilhos. É o Benfica. Deixou de ser o FC Porto. É o Benfica. É o Natal. É o Benfica."

Bagão Félix, in A Bola

O tom de voz de quem perde

"Bruno de Carvalho está a perder. Falar como se estivesse a ganhar é um risco

Bruno de Carvalho em pose de Estado. Bruno de Carvalho magnânimo e comedido, pedindo até desculpas e jurando que as pedia a sério, ou seja, assumindo genuinamente que a palavra, dita por ele, soa a tudo menos isso.
"Como presidente, estou a saudar todos aqueles que querem viver nesta democracia que é o Sporting e que querem mostrar as suas ideias." Nas últimas semanas, aos sportinguistas que quiseram mostrar as ideias vinha chamando "abutres", "híbridos cobardes", "papagaios" e "parasitas". Ontem, na reacção programada à candidatura presidencial de Pedro Madeira Rodrigues, transmitida em directo pela Sporting TV (!), desapareceu a fera: "Não tenham receio, candidatem-se."
A metamorfose é surpreendente sem surpreender. Surpreende que Bruno tenha sido capaz de reprimir o impulso de responder às críticas que Madeira Rodrigues lhe fizera; não surpreende que tenha intuído os riscos da pose despótica que resultava dos comentários anteriores, em especial quando assumida por um presidente que se esvaziou de argumentos.
Tinha dois: a atitude intimidatória para com os adversários e os créditos de ter posto as contas em ordem. Quase quatro anos depois, os adversários não estão intimidados e o Sporting gasta em salários praticamente o mesmo que Benfica e FC Porto, a oito pontos do primeiro lugar e acumulando pequenas derrotas colaterais, como a do caso Doyen.
Os sportinguistas tenderão, talvez, a querer continuar ferozes, em vez de regressarem ao tempo das tias e dos tios bem-educados e mansos, mas há vencedores e perdedores. E um tom de voz diferente para cada um deles."


PS: Inacreditável como o mito das 'contas em ordem' está a ganhar forma: o Passivo total, actual, do Sporting (clube e grupo) ronda os 850 milhões de euros... Bastava um bocadinho de vontade jornalística, e o mito seria facilmente desmascarado, mas...

Benfiquismo (CCCXXX)


1959/60

Barroca, Serra, Neto, Cruz, Guttman, Mário João, Artur, Costa Pereira
Zé Augusto, Santana, José Águas, Coluna, Cavém, Mão de Pilão

Sim, Mão de Pilão, massagista Baiano,
que foi uma das grandes contratações do Benfica nos anos 50...
no tempo de Otto Glória!!!