Últimas indefectivações

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Ser do Benfica, quando as coisas correm mal, não é para todos...

Benfica 0 - 2 Zenit

Com o Bi-Campeonato como objectivo principal, fui para o jogo de hoje, estranhamente calmo... até porque competir com Clubes de 'plástico' cheios de dinheiro sujo (se a folha salarial do Zenit, não faz com que o fair-play financeiro da UEFA seja posto em causa, então nada o fará...), não é do meu agrado... Mas também como é habitual nestas coisas, depois do jogo começar tudo muda.
O 'jogo'  na verdade só teve 22 minutos, o resto foi 'paisagem', mas pelo menos os Benfiquistas presentes perceberam o que se passou em campo, e no final deram uma resposta de grande Benfiquismo... como poucas vezes acontece, diga-se...!!!
Nesses 22 minutos, o Jardel fez dois passes errados, e o jogo ficou decidido, ponto final. Qualquer outro tipo de analise é escusada... É verdade que o Zenit está com mais rodagem, é verdade que o Samaris voltou a estar bem, mas posicionalmente ainda não sabe tudo da posição 6 (veja-se o 1.º golo...), é verdade que o Enzo parece limitado fisicamente, é verdade que ambas as equipas podiam ter marcado mais golos... mas jogar 70 minutos com 10, a perder por 0-2 não é fácil em nenhuma circunstância...
Ainda por cima o apitadeiro vinha com encomenda!!! O zelo demonstrado nas decisões contra o Benfica, não o teve nas decisões contra a Gazprom... e nem me vou alongar sobre os penalty's (2), o facto mais esclarecedor foi mesmo o critério disciplinar: quando no 2.º tempo ainda andava a ameaçar os jogadores do Zenit com amarelos - que só mostrou aos 65 minutos -, depois do que fez no 1.º tempo, com o Artur... e o Maxi... Para quem sabe do que a casa gasta, sabe perfeitamente a intenção... e se não fosse o Jardel 'abrir' as portas aos golos Russos, teríamos muito mais do que falar... Assim, a partir do minuto 22 a única coisa que precisava de fazer, era assegurar que o Zenit ficava com 11 jogadores em campo... e diga-se foi muito 'profissional' na forma como garantiu que não haveria nenhum jogador do Zenit expulso. Vamos numa série de 4 jogos da UEFA com arbitragens absolutamente vergonhosas: os 2 jogos com a Juventus, a Final com o Sevilha e agora este... cada vez dá menos vontade em dar dinheiro aos suínos da UEFA.
E desde já fico na expectativa: com mais 'noruegueses' destes, e o Zenit é candidato a vencer a Champions... vamos ver até onde vão, por acaso até têm um treinador, e um jogador, bem habituados a este tipo de tratamento... aliás sem estes empurrões são medíocres, apesar de todo o paleio e seguidismo beato dos avençados...

Não é fácil destacar exibições, num jogo tão sofrido, onde todos deram a cara à luta... mas tenho que destacar o Nico, que fartou-se de empurrar a equipa para a frente, o Lima que 'sozinho' voltou a dar tudo, o Maxi que voltou a fazer piscinas atrás de piscinas, o patrão Luisão, o Paulo Lopes que até esteve muito bem, e o Enzo, que mesmo limitado, ainda conseguiu algumas cavalgadas que só ele sabe fazer... Pela negativa, além do Jardel, e da forma ainda 'tímida' como o Samaris compensa os Centrais quando estes saem do seu lugar, tenho que 'destacar' a forma exagerada como o Salvio optou pelos 'túneis' aos adversários, permitindo demasiadas perdas de bola perigosas... O Jesus voltou a demorar nas substituições. Para finalizar, não compreendo como é que os jogadores do Benfica, ainda foram cumprimentar o árbitro no final da partida...!!!

UEFA Youth League - 1.ª jornada

Benfica 0 - 0 Zenit

Só vi os primeiros minutos, onde não estávamos a jogar bem... recordo que o ano passado obtivemos os melhores resultados a jogar fora de casa...

terça-feira, 16 de setembro de 2014

O velho operário vive agora em opulência

"Em 1964, o Zenit não era de São Petersburgo, era de Leningrado. Não tinha os milhões da Gazprom: clube popular sem grandes vitórias no futebol soviético. Defrontou o Benfica em Florença: venceu por 1-0.

Zenit de Leningrado: era assim que o conheciam em 1964, quando defrontou o Benfica em Florença, para um torneio internacional.
A verdade é que o nome oficial do Zenit não leva a cidade a reboque, seja ela a Leningrado dos anos soviéticos (ou São Petrogardo, no início) ou a São Petersburgo do tempo dos czares e deste tempo de agora, sem czares, ou com czares diferentes, os novos do poderio financeiro. Clube de Futebol Zenit - apenas -, nascido das cinzas de um grupo de ingleses instalados na ilha de Vasilievsky, no final da década de 1890, que apelidavam a sua equipa de Ostrov.
A história dos clubes russos (e por influência, dos clubes dos países do leste europeu) é  confusa e mereceria bem mais do que as margens estreitas de uma página como esta. Influências sociais e políticas não alteraram somente os nomes das cidades que os albergam, mas também, naturalmente, os seus próprios nomes. Dizem alguns que o Zenit nasceu da transformação de um tal de Murzinka, fundado em 1914, que utilizava o mesmo estádio de Obukhovsky até 1924. Outros, apontam-lhe como predecessor o Leningradsky Metallichesky Zavod (Indústria Metálica de Leningrado, numa tradução ao correr da pena). Há ainda quem insista que foi uma mescla de ambos (acrescida de outras organizações mais pequenas) que deu origem ao Zenit em 1938. Fora de dúvidas é que o berço do Zenit é operário. Algo que ninguém apostaria agora que, nobremente conhecido por Zenit de São Petersburgo, se transformou num dos novos ricos do futebol do mundo, propriedade da poderosíssima Gazprom, a maior empresa de gás natural do planeta.
Nova vida: vida de opulência!
E assim, o sombrio Zenit, que fora uma vez campeão da URSS em 1984 e ganhara uma Taça em 1944, transformou-se num filho da classe rica ao qual tudo pode exigir-se.

Fresquinhos como carpas do Volga
Mas vamos até 1964, Junho, dia 16. Benfica e Zenit de Leningrado encontram-se em Florença. Vence o Zenit por 1-0, com golo de Nepomilev, aos 13 minutos do segundo tempo, num remate que fez a bola bater no corpo de Coluna e enganar Costa Pereira.
Dizem os jornalistas que assistiram ao encontro ao vivo (e não pela televisão, como é moda dos dias que correm, em que os repórteres não levantam o traseiro da secretária para se darem ao trabalho de demandarem aos estádios), que a diferença entre as equipas esteve no factor físico. Os portugueses, que tinham acabado a época, mostravam-se cansados; os russos, que iniciavam a sua, pareciam frescos como carpas do Volga.
Falam também as crónicas da época de uma arbitragem desastrosa do italiano Angelini que chegou a perdoar uma grande penalidade evidente ao Zenit por falta sobre o azougado António Simões.
Bateu-se o Benfica com a classe que lhe era sobejamente reconhecida. Germano, Coluna, José Augusto, Simões, Eusébio e Serafim desenhavam lances ofensivos de qualidade inegável. Impuseram, por seu lado, os adversários uma toada mais dura. As faltas sucediam-se. Os portugueses deixaram-se embalar pela toada tristonha da balada russa, jogou-se cada vez menos, discutiu-se cada vez mais. A bola era apenas mais um elemento pontapeável por entre canelas e joelhos.
E, assim sendo, nada de muito bom se esperava.
Torres e Eusébio foram vítimas da batalha e saíram para dar lugar a Pedras e a Augusto Silva. O Benfica perde qualidade. Forças, já não tinha muitas.
Com a vitória na mão, o Zenit dedicou-se a defender. Bater o grande Benfica, duas vezes campeão da Europa, era motivo de orgulho para os operários de Leningrado. Vontade de trabalhar não lhes faltava. Queixaram-se também eles de um «penalty» perdoado a Germano. Rodearam José Augusto, que passara para o centro do terreno, orientando o futebol ofensivo da sua equipa, de soldados prontos a tudo.
Secaram o terreno. Duros, inflexíveis, mantiveram-se atentos. Nada foi capaz de fazer dobrar a sua vontade, o seu futebol colectivo no qual se destacava Danilov, Trotikov, Vassilev e Burstalkin.
Esta semana, o Zenit volta a defrontar o Benfica. Este outro Zenit: rico, burguês, cheio de jogadores estrangeiros que custam milhões e milhões.
O velho operário de Leningrado vive à grande!
Como o tempo muda a verdade das origens."

Afonso de Melo, in O Benfica

Lixívia IV

Tabela Anti-Lixívia:
Benfica........... 10 ( 0) = 10
Braga................. 7 (-2) = 9
Corruptos....... 10 (+2) = 8
Sporting........... 6 (+1) = 5

Foi preciso os Corruptos não ganharem um jogo, para que o Circo da hipocrisia abrisse as 'portas'!!! Ouvir adeptos e responsáveis Corruptos a queixarem-se das arbitragem é um cumulo da idiotice... Assistir a esta obediência cobarde, por parte dos avençados, que repetem todas as queixas à exaustão, sem qualquer reparo, é comovente!!! A transformação de uma arbitragem boa, num escândalo lesa a pátria, é a prova mais do que provada, que a desinformação reina, nas TV's, nas rádios e nos jornais... estas campanhas organizadas de propaganda barata, já são feitas em modo automático, tal é o hábito... Quando o mesmo Paulo Baptista, num Benfica-Estoril, decidiu um Campeonato, validando um golo ilegal ao Estoril, expulsando um jogador do Benfica, entre outras tropelias... ninguém encontrou motivo de crítica, só os 'fanáticos' Benfiquistas é que encontraram erros no trabalho da equipa de arbitragem; ontem, acertou em todas as decisões mais complicadas, e passou a ser o anti-Cristo na critica desportiva Portuguesa... deveria ficar surpreso, mas já nada me surpreende no Tugão!!!

Sei que em caso de dúvida, os auxiliares devem dar o beneficio da dúvida, à equipa que ataca, nas situações de foras-de-jogo... Mas quando se analisa os lances nas TV's, um fora-de-jogo de 2 metros, é tão fora-de-jogo como um, de 2 centímetros... A linha virtual da SportTV não tem nenhuma credibilidade, já tivemos exemplos de linhas tortas, e de imagens 'paradas' dessintonizadas com o momento do passe ... agora, não é preciso ter experiência nas técnicas de propaganda televisiva, para saber que não são os pés que determinam a 'linha', só os braços não contam... e esta semana tivemos dois exemplos claros deste tipo de analise 'torta', e como é costume, os avençados, não tiveram a coragem de contrariar a versão oficial!!!

Em Guimarães, o maior erro do árbitro, foi nos sucessivos perdões de amarelos ao Casemiro... Parece incrível, depois da choradeira toda, mas é verdade, tivemos mais um jogo, onde o Trinco Corrupto, passou o jogo todo a dar porrada, e só levou um amarelo no fim do jogo... mudam-se os jogadores, e a história é sempre a mesma!!!
Nos dois penalty's marcados, esteve bem: é verdade que o Brahimi só se deixou cair, quando viu que já não chegaria à bola, mas o Bruno Gaspar foi burro, depois de entrar na área devia ter deixado de colocar o braço...; o Jackson sem necessidade nenhuma dá uma trancada no pé de apoio do André André. Qual é a dúvida neste lance?!
Nos penalty's 'pedidos' pelos Corruptos é só rir !!! No lance onde o Brahimi se isola, é verdade que o Central do Vitória, tenta o desequilibrar, mas o Argelino não caiu... continuou a jogar, e por muito que tenha havido contacto, nenhum árbitro - de consciência tranquila - marcaria penalty numa situação idêntica. Repito nenhum. Na bola no braço do Cafú, é claro que existiu um desvio, e o Cafú não conseguiu desviar o braço, que estava coladinho ao corpo, totalmente involuntário. Mencionar o lance entre o Traoré e o Quintero, só mesmo num cenário de anedota!!! O Leirós na RR conseguiu descortinar ainda outro penalty, pois afirmou, no final da partida, que ficaram 4 penalty's por marcar, só ele saberá qual...!!!
Mas mesmo assim a discussão mais absurda, é no fora-de-jogo, bem assinalado ao Brahimi!!! Então, parece que todos se esqueceram que o tronco também conta, e não são só os pés... A imagem prova que o corpo do Brahimi está adiantado. É por pouco, mas está... Usar este lance para 'ladrar' roubo, só mesmo alguém com muito pouco carácter!!! Além disso, no início do lance, fiquei com muitas dúvidas sobre se existe falta do Jackson sobre o Defendi, que ficou estendido no relvado...
Além das declarações do Basco no final da partida (amigo de peito de Angel Villar, 'chefe' dos árbitros na UEFA...), 'gostei' de assistir a todo aquele festival de pressão e intimidação junto ao banco dos Corruptos, durante toda a 2.ª parte!!! Só faltou o Pratas a fugir...!!!
Aliás, a 'coisa' não ficou pelo jogo: as ameaças e intimidação continuaram nas redes sociais, com alguns comentários verdadeiramente criminosos, feitos por conhecidos Corruptos...

No Alvalixo, voltámos a terminar com o Paspalho do Bruno, no relvado a 'marrar' no árbitro!!! O tal Presidente diferente, que vem credibilizar o Futebol... o tal que não gosta das estratégias do Pintinho, volta a copiar uma das estratégias de intimidação favoritas do Pintinho, no início da sua carreira...!!!
Neste jogo mais uma vez o árbitro esteve quase sempre bem... até o amarelo ao Matt Jones, logo aos 23 minutos, por demorar na reposição de bola em jogo!!! O Benfica nunca tem essa sorte!!!
Admito que tenho pouca paciência para ver os jogos Portugueses, sem o Benfica, mas sempre que vejo os Lagartos a jogar, não posso deixar de ficar espantado, com a quantidade de mergulhos para a piscina que as Lagartixas dão por jogo!!! Não é um jogador, é quase a equipa toda, faz parte da cultura... O engraçado, é que os próprios avençados, vão na cantiga... neste jogo, numa das melhores combinações da partida, o Esgaio ficou isolado, adiantou demasiado a bola, esticou-se em carrinho para chegar primeiro que o guarda-redes adversário, o lance acabou por não dar em nada, mas nas bancadas foi automático o burburinho a pedir penalty, e na televisão, um dos jornaleiros 'espirrou' logo: lance duvidoso!!! Portanto, quando um jogador Lagarto resolve fazer um carrinho, sem nenhum adversário num raio de 1 metro, é penalty!!!
Já no minuto 90 o Silimani agarra o João Meira na área do Sporting. Este é o lance mais duvidoso de todo o jogo. Só não afirmo que é penalty descarado, porque nos Cantos, temos que dar alguma 'liberdade' nos contactos, porque eles existem na maioria das vezes... Na palmada do Jefferson ao Deyverson no final da 1.ª parte, acho que devia ter levado amarelo, só porque não acertou em cheio no adversário... que depois fez teatro.

A tentativa de manipulação da opinião pública começou na Sexta-feira em Setúbal. Num jogo onde o Benfica venceu por 5-0... os avençados não descansaram enquanto não encontraram motivos de suposto benefício ao Benfica, que explicasse o resultado!!!
Mais uma vez, um fora-de-jogo, milimétrico, mas que existe, foi usado. É mais do que óbvio nas imagens, que o Luisão tem o corpo inclinado para 'trás' e o avançado Vitoriano tem corpo inclinado para a 'frente', se os pés estão em linha, o resto do corpo não está...
Eu até admito, o erro do árbitro, nestes foras-de-jogo milimétricos, aquilo que não posso aceitar, é assistir às mesmas pessoas, que desculpam este tipo de foras-de-jogo, quando os Corruptos e os Lagartos são 'beneficiados' ficarem indignadas agora... Aliás, nem é preciso foras-de-jogo milimétricos, os exemplos de branqueamentos são muitos, e às vezes são erros de metros...!!! Em sentido contrário, recordo-me de um fora-de-jogo parecido tirado ao Maxi na Trofa, num jogo que até correu muito mal ao Benfica, onde os expert's foram unânimes em afirmar que a decisão do auxiliar foi a correcta!!!
Mas o Circo não ficou por aqui: já com o resultado em 5-0, o Samaris faz um corte limpo sobre o Zequinha (megulhor-mor, refilão-mor, nojento-mor...!!!). As repetições por trás da baliza, provam o toque na bola do Grego. O Zequinha inclusive, aleija-se porque acerta, na sola da bota da Samaris, que ficou na posição, onde milésimos de segundos antes estava a bola... Mas tudo isto não interessa, os comentadores da SportTV decidiram que era penalty, e 'ficou' penalty!!! O facto das tais repetições, do ângulo detrás da baliza terem desaparecido, também ajudou à festa!!!
Até podíamos, ingenuamente, pensar que este seria mais um erro humano de analise!!! Mas quando aos 69 minutos, o Lima é completamente agarrado num Canto, pelo Ney. E depois de finalmente se soltar, acaba por tropeçar no guarda-redes adversário, caindo sobre ele, com o árbitro a marcar falta contra o Benfica... Depois de tudo isto, com repetição e tudo, ninguém acha que o lance é duvidoso, quando ninguém acha que poderá ter ficado um penalty por marcar a favor do Benfica... Então é porque isto está mesmo entregue aos bichos... Tal como escrevi anteriormente, nestes lances do bolas paradas dou algum desconto aos árbitros, mas o lance merecia que pelo menos tivesse sido considerado um 'Caso do Jogo'!!!

O Braga perdeu em Arouca... num remate do David Simão a bola bateu nos braços do André Pinto, mas este estava com os braços na posição 'normal'...

Anexos:
Benfica
1.ª-Paços de Ferreira(c), V(2-0), Cosme, Prejudicados, Sem influência no resultado
2.ª-Boavista(f), V(1-0), Marco Ferreira, Prejudicados, (2-0), Sem influência no resultado
3.ª-Sporting(c), E(1-1), Proença, Nada a assinalar
4.ª-Setúbal(f), V(0-5), Capela, Nada a assinalar

Sporting
1.ª-Académica(f), E(1-1), Soares Dias, Beneficiados, (2-1), (+1 ponto)
2.ª-Arouca(c), V(1-0), Nuno Almeida, Prejudicados, (2-0), Sem influência resultado
3.ª-Benfica(f), E(1-1), Proença, Nada a assinalar
4.ª-Belenenses(c), E(1-1), Cosme Machado, Nada a assinalar

Corruptos
1.ª-Marítimo(c), V(2-0), Xistra, Nada a assinalar
2.ª-Paços de Ferreira(f), V(1-0), Mota, Beneficiados, (1-1), (+2 pontos)
3.ª-Moreirense(c), V(3-0), Bruno Esteves, Nada a assinalar
4.ª-Guimarães(f), E(1-1), Paulo Baptista, Nada a assinalar

Braga
1.ª-Boavista(c), V(3-0), Vasco Santos, Beneficiados, (1-0)?!, Impossível contabilizar
2.ª-Moreirense(f), E(0-0), Paixão, Prejudicados, (1-0), (-2 pontos)
3.ª-Estoril(c), V(2-1), Hugo Miguel, Prejudicados, (3-1), Sem influência no resultado
4.ª-Arouca(f), D(1-0), Proença, Nada a assinalar

Jornadas anteriores:
1.ª jornada
2.ª jornada
3.ª jornada

domingo, 14 de setembro de 2014

Bons indicadores no arranque...

Fundão 3 - 5 Benfica

Abertura do Campeonato com o jogo perfeito para 'matar' potenciais traumas, em relação à eliminação do ano passado... É verdade que o Joel Rocha mudou-se para a Luz, e após o derrota expressiva na Supertaça parece que o Fundão está longe daquilo que fez o ano passado... Mas contra o Benfica todos jogam bem, é daquelas fatalidades...!!!
O jogo foi complicado, começamos a perder, ao intervalo estava 1-1, no inicio do 2.º tempo conseguimos ganhar alguma vantagem, o Fundão reduziu de penalty, e só nos últimos minutos demos a 'martelada' na partida!!!
O meu destaque hoje, vai todinho para o Chaguinha. Durante a pré-época esteve lesionado, nos jogos televisionados não jogou... As indicações de Itália eram muito boas, mas hoje no Fundão demonstrou ao vivo, ser um enormíssimo reforço. Se o Patias vai ser importante nas bolas paradas, o Chaguinha vai ser muito importante em todo o jogo do Benfica, começando nos equilíbrios defensivos, acabando nas assistências para golo...

sábado, 13 de setembro de 2014

Empate

Oriental 0 - 0 Benfica B

Como não vi o jogo, não vou tecer muitos comentários... mas é estranho ver na 11 inicial tantos 'centrais'!!!

Varela; Nunes, Valente, Lindelof, Alfaiate; Dawidowicz (Santos, 64'), Pinto; Teixeira (Amorim, 86'), Costa, Guedes (Romário, 80'); Fonte.

Derrota

Sporting 28 - 21 Benfica

Não vi o jogo, portanto não vou tecer muitos comentários... mas o resultado, infelizmente, não surpreende.

Reforços à medida do que se queria

"A ser verdade a notícia que A BOLA online anuncia em primeira mão, o Benfica comprou o avançado Jonas. Como bem sabe quem tem a paciência de me ler com regularidade, nunca exulto com contratações, e dou um valor relativo às sucessivas chegadas de prometidos craques que vão mudar o curso da vida desportiva do clube. Não sou dado a euforias de pré-época. Com excepção de Aimar, cuja chegada me maravilhou por ser um dos jogadores que mais admirava, não devo ter gasto muitas linhas com reforços.
Faço uma excepção aqui hoje, porque me confessei angustiado e apreensivo com tantas saídas e de tão grande qualidade, este defeso. Nas últimas semanas o Benfica foi absolutamente cirúrgico, e a meu ver assertivo naquilo que eram as óbvias prioridades depois das saídas.
Não havia adepto que não referisse a necessidade de um lateral esquerdo, dois médios (tanto mais com a lesão de Rúben), um guarda-redes experiente e um avançado feito.
Como sempre no imponderável futebol, pode correr mal, mas Eliseu, Júlio César, Samaris, Cristante e Jonas parecem à medida daquilo que se queria e para onde se precisava. Lateral feito, guarda-redes experiente e que não treme, dois médios créditos firmados e um ponta de lança experiente. Sem bola de cristal, parece haver agora matéria prima para lutar pelos títulos todos (adoro dizer todos) que temos em nossa posse.
Há mérito grande nas aquisições. Podia ser melhor? Podia sempre ser melhor. Poderia vir o Messi, Bale e o Manuel Neuer ou o Ibrahimovic. Mas a nossa realidade financeira impõe responsabilidade.
Logo em Setúbal, sem euforia nenhuma, mas com uma ambição enorme continua a luta pelo sonho maior: ser bicampeão nacional.
Terça-feira contra o Zénit espero ver um bom jogo, mas para mim é essencialmente o jogo que antecede o Moreirense esse sim importante e decisivo."

Sílvio Cervan, in A Bola

PS: Ontem, com os 5 em Setúbal, esqueci-me da crónica do Cervan... sendo assim, aqui fica ligeiramente atrasada, mas como é habitual, bastante acertada!!!

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Tranquilo...

Setúbal 0 - 5 Benfica

Diria mesmo demasiado tranquilo... Num relvado tradicionalmente difícil, onde o Benfica raramente ganha folgado - ainda o ano passado, ganhámos, num dos piores jogos da época!!! -, contra uma equipa agressiva (como são todas...), acabámos por descomplicar, marcando cedo, e não deixando o adversário sequer aproximar da nossa área... Apesar das facilidades, é sempre bom recordar que o Setúbal, foi uma das equipas mais activas neste defeso, fazendo algumas contratações 'surpresa', e nas primeira jornadas até tinha dado bons sinais...
O Talisca com o 3 golos vai ser considerado por todos como o homem do jogo... para mim não é surpresa, já que defendi desde do início, e depois de ver alguns vídeos do Brasil, que o Talisca era um avançado, e não um centro-campista como o Jesus inicialmente o quis transformar. Agora com a chegada o Samaris e do Cristante, parece-me que não vamos ver o Talisca novamente no meio-campo... Mas não deixa de ser um pouco irónico, no dia em que o Benfica confirmou a contratação de mais um avançado, supostamente para o lugar do Talisca, que ele tenha feito o seu primeiro hat-trick no Benfica (logo no jogo onde marcou pela primeira vez, num jogo oficial...)!!!
Pessoalmente, estive mais interessado em observar a adaptação do Samaris ao esquema. Não é preciso ver o Grego com a bola nos pés durante muito tempo, para ter a certeza que o homem, é jogador da bola... a única questão, é a adaptação ao esquema do Benfica de Jesus. Apesar do adversário não ter dado muitos problemas defensivos, gostei bastante do jogo do Samaris... nota-se em algumas jogadas, alguma confusão no posicionamento, e ainda hesita no passe, complicando algumas jogadas desnecessariamente, mas isso só será optimizado com os minutos. Na próxima Terça-feira com o Zenit, o teste já será mais complicado, pareceu-me que as compensações nas laterais ainda não estão 'mentalizadas'!!!
O Cristante também teve direito a alguns minutos, numa altura onde o jogo estava 'fechado', mas gostei da postura... mas é necessário outras dificuldades para avaliar definitivamente.

A nota, mais ou menos, negativa vai para o Lima: que continua a trabalhar muito, mas está a passar por uma daquelas fases, onde simplesmente não consegue marcar golos!!! À frente da baliza tudo lhe corre mal, e depois perde o discernimento, e a probabilidade de falhar os golos, ainda aumenta mais... Precisa urgentemente de marcar, para recuperar a confiança.
O objectivo número 1 é o Campeonato, que ninguém se esqueça disso. Mas para que o Campeonato seja conquistado é importante, não 'cair' novamente para a Liga Europa. O Zenit desta época, não é o Zenit do Spalletti das últimas épocas... as dificuldades vão ser muitas, ninguém tenha dúvidas, ainda por cima eles estão com mais rodagem. É verdade que hoje goleámos, é verdade que o ano passado por esta altura andávamos todos histéricos, com os golos sofridos (principalmente de bola parada!!!), mas também é verdade que ainda estamos longe do nosso potencial, que normalmente (com o Jesus) só atingimos lá para Novembro...

Jonas

A última contratação deste defeso, já foi feita 'fora de horas'... é óbvio que o Jonas não foi a primeira opção, mas dentro de todas as condicionantes (e são muitas: financeiras, projecção da Liga nacional...), acaba por ser uma surpresa pela positiva.
O Jonas é um veterano (mais novo que o Lima), que foi estrela quando jogava no Grémio, onde era conhecido pelo Detonador... acabou por se transferir para o Valência onde ficou 4 anos, com números muito interessantes para a Liga Espanhola e na UEFA...
É daqueles avançados oportunos, espertos, que não é especialmente rápido, nem especialmente forte no um para um, nem especialmente bom de cabeça... mas faz aquilo que muitas vezes parece muito complicado: marca golos!!!!
Com o Lima, o Derley, o Jara e o Talisca (que neste momento está a fazer um hat-trick!!!) - não me parece que o Nelson Oliveira seja opção para o Jesus... -, e agora o Jonas para as provas nacionais (só poderá ser inscrito na UEFA em Janeiro), ficamos com várias e boas opções para o nosso ataque...
Escrevi muitas vezes que quando o Cardozo deixa-se o Benfica seria muito difícil encontrar um substituto... acho que nenhum destes jogadores fará os números do Cardozo no Benfica, mas para o imediato não está nada mau...

Da FPF

"A Selecção Portuguesa perdeu, em casa, contra a Albânia. Isto, por si só, é um acontecimento que obrigaria a repensar o futebol na FPF. No entanto, para a FPF isto é uma espécie de sobressalto menor na triunfal caminhada da dupla Paulo Bento/Fernando Gomes ou Cristiano Ronaldo/Jorge Mendes (para o efeito, é indiferente). O jornal 'A Bola' chamou-lhe a maior vergonha do futebol português. Não é. Para o ser, isto teria de ser uma vergonha maior do que a Justiça desportiva Portuguesa (com alto patrocínio da FPF fez com as escutas do Apito Dourado. Aliás, para que isto que aconteceu com a Albânia fosse a maior vergonha do futebol português seria necessário que o actual presidente da FPF não tivesse feito a figura que fez nas escutas da... maior vergonha do futebol português.
Olhando para a derrota da Selecção Portuguesa contra a Albânia (em casa, convém não esquecer), chegamos à conclusão de que Paulo Bento até tinha razão e propriedade em dizer, no final do jogo, que a sua equipa até chegou a jogar bom futebol durante vinte minutos... contra a Albânia, em casa. É um facto. Também é um facto que nenhum jogador português se lesionou. Juntando estes dois factos deveríamos todos nós portugueses (e não apenas a dupla que manda na Selecção) concluir que o afastamento da equipa médica do grupo de excursionistas que triunfou no Mundial do Brasil se justificou e que foi aí que radicou o problema da FPF.
Para concluir, resta esperar pelo próximo momento vergonhoso, o tal que decorrerá no meio dos festejos de terem conseguido um apuramento de calculadora em punho para uma competição europeia que apura um número inaudito de 24(!) selecções. Longa vida a esta dupla (seja lá qual for) que lidera esta brilhante Selecção da FPF."

Pedro F. Ferreira, in O Benfica

PS: A crónica do Pedro está um bocadinho desactualizada, num pormenor, mas não deixa de ter razão no resto...!!! 

Encarnado é o Vermelho-amor (avençados)

"A ingratidão causa-me revolta. A ingratidão relativa ao Benfica ainda mais. Vem isto a propósito de alguma imprensa desportiva e de alguns jornalistas. É inconcebível que o Benfica seja tão maltratado por alguns, quando é o ganha-pão desses mesmos. Já imaginaram as vendas desses jornais sem notícias do Glorioso? O Benfica não está, como ninguém deverá estar, acima da crítica. O que eu não aceito é que seja provocado, denegrido ou, simplesmente, que tenha um tratamento desigual, relativamente a outros. E deparando-nos com este fenómeno, perguntamos às direcções desses periódicos se tal facto é uma estratégia editorial ou uma fraqueza da própria direcção que permite que alguns jornalistazinhos ajam desta maneira? Sem dar publicidade a esses pasquins, quero recordar e desmontar como alguns títulos e notícias são forjados para provar e apoucar o Benfica: 'Jara Riscado' era notícia de capa inteira. A palavra 'riscado' não é inocente. Ela carrega um sentimento de punição, de falta de consideração, que o Benfica nunca teve para com o jogador. Havia, certamente, outra terminologia. Mas mais gravoso é que o dito jornaleco não percebeu que o jogador estava lesionado. Se a intenção não fosse a de provocar o Benfica, sobre a mesma matéria poder-se-ia ter dito: 'Nélson Oliveira é aposta do Benfica na Champions'.
O que espanta é que não se falou de um Rolando riscado depois das palavras do presidente desse clube, nem dos três últimos reforços do FC Porto, nem se falou dos riscados do Sporting contratados com tanta pompa há um ano. Há dias, anunciava-se que, para o mesmo lugar, o Benfica havia gasto 15 milhões em dois atletas. Quiseram dar a imagem de despesista, esqueceram-se que nos grandes clubes assim acontece e, inocentemente, elevaram a qualidade do plantel. Mais: 'Crise no eixo do ataque'; 'Não ir para o Benfica foi a melhor decisão'; 'Irregularidade tramou afirmação de Jara', etc, continuam a encher jornais e a agredir o Benfica. Tenham vergonha, não desceremos do nosso lugar: o mais alto!"

Carlos Campaniço, in O Benfica

A Formação

"A indecorosa derrota da Selecção Nacional diante da Albânia acentuou o debate sobre a Formação. Também no Benfica o tema tem sido recorrente, quer para aqueles que vêm nele a cura para todos os males, quer para os que olham com alguma prudência para tão grande optimismo (nos quais me incluo). 
Desde logo, quando se fala em Formação, há que distinguir o interesse do futebol português, dos interesses dos clubes portugueses. Se a Selecção teria a ganhar com uma política desportiva que reforçasse a utilização de jovens jogadores portugueses nas principais equipas e nas principais competições, para os grandes clubes o compromisso é vencer, com ou sem juventude, com ou sem portugueses. Perante gerações bastante apagadas de futebolistas lusos, é natural que a aposta de quem busca títulos e presenças internacionais de relevo incida noutro perfil de jogador - mais agressivo, mais disponível, e mais resistente, que os mercados sul-americanos vão fornecendo.
Seria interessante perceber se esse apagamento é conjuntural, ou se, pelo contrário, se deve à agonia de um certo futebol de rua (que conferia criatividade e robustez aos Futres, aos Figos e aos Ronaldos), e ao recrudescimento das gerações “Play-Station” (mais acomodadas e sem grande capacidade de sofrimento), assumindo então uma matriz estrutural, logo mais difícil de inverter. A verdade é que, na última década, contam-se pelos dedos os jogadores de classe internacional que o futebol português produziu. Mau trabalho de base, ou inexistência de talento natural? Suspeito que a segunda hipótese também seja de considerar. 
Sendo este um problema do âmbito da FPF, das selecções jovens, ou, no limite, da regulamentação desportiva, não me parece que o Benfica deva ter pruridos em recorrer aqueles que lhe dão mais garantias imediatas, independentemente de nomes, nacionalidades ou datas de nascimento. É verdade que existe, bem perto, quem alinhe com seis ou sete jogadores formados internamente. Mas…quantos títulos têm eles conquistado?"

Luís Fialho, in O Benfica

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Não vi mas também não gostei

"Será que a Selecção tem cozinheiro? Tem? Então a culpa é do cozinheiro. No Benfica também temos cozinheiro: o Talisca já engordou cinco quilos.

NÃO fizemos um mau jogo disse Paulo Bento.
Lamento, e lamento muito sinceramente, mas não usufruo do grau mínimo de legitimidade para desancar com os meus argumentos impiedosos a supracitada análise do nosso seleccionador nacional devido a uma razão nada complicada. É que não vi o jogo.
Não ver é um direito que a todos assiste e que não menoriza ou, pelo menos não deveria menorizar, os que dele (do direito) não prescindem em certas e bem determinadas ocasiões. Como esta, justamente.
Portugal contra a Albânia não era grande programa, admita-se sem complexos. O cartaz só não era fraquíssimo para quem não anda nestas coisas. E ainda são algumas privilegiados.
Mas para os outros, os que andam forçosamente nestas coisas mas com consciência plena dos factos, e ainda são muitos, fazia arrepiar só a ideia de que o cair da noite do primeiro domingo do sempre admirável mês de Setembro pudesse vir a ser importunado por um acontecimento tão insuficientemente exótico como um Portugal - Albânia.
E se fosse ao contrário? Se em vez de um Portugal - Albânia marcado para Aveiro, antes fosse um Albânia - Portugal agendado para Tirana?
Com o devido respeito pelas duas federações em contenda, ia das ao mesmo.
Mas, sendo o jogo no estrangeiro e sabendo-se que as excursões para fora do país provocam sempre formigueiros em qualquer tipo de comitivas, não se poderia antecipar um Albânia - Portugal prometedoramente mais atractivo do ponto de vista da qualidade das emoções? Não, de modo algum. Sò os ingénuos acreditam numa coisa destas.
Cá ou lá, a coisa tinha todos os ingredientes para estar condenada à partida.
Começou mal a campanha de qualificação da Selecção portuguesa de futebol para a fase final do Europeu de 2016, evento para o qual ainda falta imenso tempo? Sim!
Começou pessimamente. Mas pior teria começado para mim, egoistamente falando, se tivesse de ver esse mesmo jogo de que me escapei, muito decididamente, atravessando a fronteira para a Espanha sem pinga de remorso.
Remorsos? Nada, nem um bocadinho. Mas onde é que as exóticas festas da Senhora das Angústias de Ayamonte ficam alguma vez atrás, no domínio das mais básicas expectativas, de um Portugal-Albânia ou de um Albânia-Portugal, seja em que modalidade for?
Devo dizer, em abono da verdade, que estava o jogo precisamente no seu intervalo e ainda estava eu em terras portuguesas. Mais precisamente numa estação de serviço à beira da estrada. Foi aí que ouvi em fundo, e sem querer, o som vindo do minúsculo aparelho de televisão que para lá está a um canto a fazer companhia ao gasolineiro nas horas mortas, que devem ser incontáveis daqui até ao próximo verão.
A televisãozinha estava sintonizada na RTP que transmitiu o jogo como é deu dever. Conto-vos então o que ouvi no momento em que liquidava a despesa sob um cheiro intenso e inebriante a gasolina.
«Chegamos ao intervalo e em termos de ocasiões, uma para Portugal, zero para a Albânia».
Foi este (e num tom enfadado) o modo como o comentador de serviço resumiu os primeiros quarenta e cinco minutos do tal desafio internacional.
E pensei com grande tranquilidade: «Deve estar a ser bonito, deve».
O homem ou adivinhou os meus pensamentos ou terá reparado num franzir de sobrolho que me escapou e logo se dispõe a dar-me razão sem eu lhe pedir:
- Não está a perder nada de especial, não senhora.
E disse-o com bonomia que é o que ser quer. Segui viagem.
Meia hora depois, sentada à mesa com um grupo de bons amigos na esplanada da Puerta Ancha na já mencionada cidade de Ayamonte, perante a excelência de tudo o que se me deparava, afligiu-me um rebate de consciência muito característico de quem na infância frequentou a catequese.
Foi maior a preocupação do que o arrependimento, convenhamos. Mas a perspectiva de uma derrota da Selecção portuguesa frente à selecção albanesa, resultado indiscriminadamente exótico, obrigava-me por isso mesmo, e por razões morais, a ter visto o jogo sobre o qual toda a gente, dos amadores aos profissionais, iria falar durante a semana.
E eu, no fundo, considerei-me e considero-me uma profissional, anda que sem nada para dizer sobre o assunto albanês.
Vi o jogo? Honestamente, não, não vi.
Não vi mas também não gostei.
Pronto. É o mais longe que me posso permitir em termos do comentário profissional, do tipo intelectualmente honesto predominante.
E, sem ter visto o jogo, o que escrever?
Poderia, nas circunstâncias difíceis em que me encontrava, optar por uma de duas soluções para uma saída airosa tendo em vista a crónica desta quinta-feira.
A primeira era desancar à tripa forra no seleccionador nacional. Para dizer mal do Paulo Bento e deixar toda a gente satisfeita nem é preciso ver jogos da Selecção que ninguém dá conta. Mas não será fácil de mais, quase ignóbil, desancar no seleccionador goleado por 1-0 pela Albânia num jogo que nem vi?
A propósito desta questão moral lembrei-me de uma frase que nunca me saiu da cabeça lida num romance de Conrad - «... aquela cobardia peculiar da respeitabilidade» - e logo se me afastou essa ideia tristíssima de me fazer consensual às custas de um pobre diabo caído em desgraça.
A primeira solução ficou, portanto, imediatamente arrumada.
A segunda solução era cumprir a crónica desta quinta-feira sem considerações sobre o jogo da Selecção ou sobre qualquer outro jogo ou evento desportivo, ou mesmo escândalo judicial, considerando eu, do meu imbatível lugar sentado numa esplanada espanhola, que não havia nada de mais contundente, espirituoso e urgente para os leitores de A BOLA do que conhecer o menu proposto pela casa juntando-lhe eu a minha muito pessoal descrição sábia e vaporosa de uns quantos pratos que me mataram a fome.
É isso, é isso queremos! - gritam os leitores que, francamente, já preferem não importa que assunto a ter de ler mais uma página de alto a baixo a descansar no Paulo Bento.
Ganhou, portanto, a segunda solução. Cá vai. Da exibição do nosso renovado meio campo nada sei nem quero saber. Mas naquela hora de domingo à noite em Ayamonte podia garantir-vos que o tataki du atún con wasabi y encurtido de jengibre ganhava de largo a qualquer prato confeccionado pelo cozinheiro da Selecção Nacional.
E agora interrogo-me: será que a Selecção tem cozinheiro? Tem? Ah, então a culpa, está visto, é do cozinheiro. Há que substitui-lo com urgência. La vida es demasiado corta para beber vino malo, reza o cardápio da Puerta Ancha na contracapa. E reza muito bem. Por alguma razão já foram campeões do mundo.

UMA vez sem exemplo a falar de comida, é verdade, mas não por falta de assunto, nem por temor reverencial, muito menos por gula, Deus me livre, antes por deliberada falta de comparência, tal como ficou justificado.
No entanto, o tema alimentar, devo confessar, persegui-me durante a semana e coloco-o mesmo no cume da minha montanha de atenções neste primeiro terço de Setembro. E pelas melhores e mais felizes razões.
Então não é que o nosso Talisca, dizem os jornais já engordou cinco quilos em massa muscular desde que aterrou no Estádio da Luz? No Benfica, ao menos, temos cozinheiro."

Leonor Pinhão, in A Bola

Fellini 8 1/2

"Era um jovem quando nos anos 60 do século passado vi o filme de Fellini 8 1/2, por sinal bem difícil de descodificar. Veio o notável realizador italiano à minha memória, quando surgiu uma nova e sofisticada aritmética (tabuada) no futebol. As posições dos jogadores deixaram de ter nomes substantivos para se lhe aporem números significantes. Não me refiro à numeração nas camisolas, que essa deixou de ter qualquer sentido, excepto se ligada a alguma tradição ou até superstição.
Estou a falar de outros números que enquadram posições e movimentos. Ouve-se dizer que um certo jogador é um puro 8, mas pode adaptar-se a ser um bom 6 e, em caso de emergência, até um 3. Assim como são raros os bons 10 para  assistir os 9. Fala-se agora de Jonas para o Benfica, com uma interessante referência: não é bem um 9, nem um 10: é um 9,5. Confesso que não conheço as suas capacidades. Mas ser um número fraccionado é o mesmo que dizer que não é inteiro? Será 9 por excesso e 10 por defeito? Já agora, sendo o 1 o guarda-redes haverá alguns que só são 0,5?
Também ouço dizer, de vez em quando, que certo jogador é, por exemplo, um falso 6. Quer dizer que é um número imaginário?
Ainda a propósito dos novos algarismos, recordo a sagaz explicação de Jorge Jesus durante o jogo em Londres contra o Totteham. Ganhava o Benfica gloriosamente por 3-1 e dirigindo-se ao seu colega inglês fez o gesto com os dedos indicando 3 (golos, claro). Mas, na conferência de imprensa, mais cauteloso, explicou-se: «Estava a dizer Luisão, number 3» que, por acaso, veste a camisola n.º 4. Mas que para Jesus ocupa a posição 3. Ou seja, um número primo no SLB, evidentemente."

Bagão Félix, in A Bola

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Há dias de sorte !!!

Hoje foi um dia de sorte (dentro do 'azar'), o nosso Franco Jara, safou-se de um aparatoso acidente de viação, sem mazelas...

Noutro local, um dos maiores corruptos portugueses - no mundo do futebol -, um dos grandes 'pais' do famoso sistema, finou-se!!! Conheci-o pessoalmente... na última vez que o vi, fugiu!!! Porque não quis ser confrontado, com alguém que o conhecia de gingeira... os cobardes são assim, são perigosos quando 'negoceiam' nos recantos escuros, mas a consciência é tramada, e mais tarde ou mais cedo, a vergonha acaba por lhes 'conquistar' a cara!!! As excepções são os 'sortudos' que nos últimos dias ficam com Alzheimer, e esquecem-se de toda a porcaria que fizeram...!!!
Infelizmente, deixou muitos seguidores...

Chamem o médico!

"Como já vem sendo regra, a Selecção começou mal o apuramento para uma fase final. É mesmo o pior começo, superando os anacrónicos 4-4 contra cipriotas.
Nunca um apuramento se apresentou, à partida, tão acessível. O sorteio bafejou-nos com um grupo de 5 (e não 6) equipas, das quais são apuradas as duas primeiras directamente e - imagine-se! - a terceira ainda tem um play-off, num Europeu que, pela primeira vez, vai contar com um número exorbitante e injustificado de 24 selecções. No nosso grupo estão as as acessíveis Dinamarca e Sérvia e as generosas Albânia e Arménia...
Sem Ronaldo, Portugal é uma equipa vulgar. Aliás, foi Ronaldo que nos pôs no Brasil numa exibição soberba em Estocolmo. A Selecção, para utilizar uma imagem popular, «não é peixe, nem é carne». Talvez «ovos mexidos, mas sem sal». Presa por egos, tatuagens, penteados e conversas. Os velhos já jogam com o estatuto de aposentação antecipada, os novos são lançados aos soluços sem uma linha estratégica pensada. Alguns dos debutantes são-no em função de factores que fogem ao racional do puro futebol. Ser seleccionado passou a ser uma vulgaridade. Há jogadores que se tornam internacionais porque mudam de um clube secundário para um grande (veja-se Licá e Josué, no ano passado) ou porque vão para a estranja (como o duo ex-setubalente Vezo e Horta).
O discurso já não mobilizador. Antes, é cansativo, repetitivo, sem chama.
No fim da indigna derrota diante de uns medíocres albaneses, lembrei-me da substituída equipa médica que acumulou as culpas do desastre por terras de Santa Cruz. Afinal, a culpa no domingo não foi do médico. De quem terá sido agora?"

Bagão Félix, in A Bola

A entrevista que parece não ter existido !!!

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

A noite dos príncipes mal educados...

"Em Junho de 1960, o Mónaco, vencedor da Taça de França, visitou o Estádio da Luz para um jogo amigável. Vitória encarnada por 1-0, que podia ter sido por quatro ou cinco e um episódio caricato que indignou a imprensa da época.

Dificilmente outro clube vive com as vantagens deste Mónaco que cabe ao Benfica defrontar para a Liga dos Campeões.
Association Sportive de Monaco Football Clube: fundado em 1924, joga na liga francesa já que o Principado do Mónaco não está filiado na UEFA. Mas, ao contrário dos seus adversários de França, beneficia das facilidades fiscais de um paraíso do jogo. Uma injustiça sentida no seio do campeonato francês e que tem levado a acesas discussões.
Deixemo-las. É lá com eles... Mas assim se compreende mais facilmente os negócios de gente como Dimitri Rybolovev, patrão russo dos monegascos.
A história europeia do Mónaco é pobrezinha. Duas finais das competições da UEFA frente aos felizardos Werder Bremen e FC Porto, na Taça das Taças e na Taça dos Campeões, e viva o velho! Oficialmente, nem um jogo com o Benfica, pelo que assistimos a uma estreia.
O que nos faz viajar hoje até 1960. 16 de Junho 1960.
O Mónaco veio a Lisboa, ao Estádio da Luz, defrontar os encarnados num encontro particular. Que tal falarmos deles? Em termos de embates entre ambos é do melhor que se arranja. Nesse ano, os rapazes do Principiado tinham conquistado a Taça de França. No ano seguinte seriam campeões. Tinham alguns nomes que fizeram história no futebol gaulês. Ora vejam: George Casolari - defesa que cumpriu onze épocas no clube; o médio Henry Biancheri; Michel Hidalgo - figura do grande Satde de Reims e que, mais tarde, como treinador levou a França ao título de campeã da Europa em 1984; Raymond Kaelbel - central com 35 internacionalizações, titular no Mundial de 1958, no qual a França atingiu o terceiro lugar. Enfim, gente de inegável qualidade.

Um atendado à «delicatesse»
Mas a imprensa da época, não poupou críticas aos monegascos. O domínio do Benfica foi tão intenso, tão continuo, que, a despeito do ritmo do encontro, ficaram os portugueses a dever a si mesmo mais um rosário de golos. José Augusto, Santana, Águas, Coluna e Cavém formavam a linha ofensiva. Santana e Coluna eram adjectivados de infortunados, tais as oportunidades perdidas. Fernando Soromenho, um dos nomes grados da imprensa da altura, sublinhava: «O Benfica ganhou muitíssimo bem, além de que em todas as circunstâncias soube vincar um aprumo e uma compostura que contrastou sobremaneira com a inexplicável má-criação dos monegascos que atingiu as raias do cúmulo quando um suplente (por sinal Carlier, que fora substituído no princípio do segundo tempo), entrou em campo sem autorização do árbitro e foi interferir numa jogada de ataque da sua equipa. O mais curioso é que o citado elemento saiu do banco onde costumam sentar-se os dirigentes e o treinador. Uma tristeza que se lamenta e que é um atentado contra a proverbial 'delicatesse'. A cena, inédita, era digna de uma fita cómica, que bem poderia ter intérprete, por exemplo, Fernandel. As gargalhadas das plateias seriam idênticas às que ecoaram ontem no Estádio da Luz».
O Benfica ganhou como já se percebeu. Por 1-0, golo de Santana aos 26 minutos. «A diferença de quatro ou cinco bolas estaria mais certa», insistia o mesmo Soromenho. Só que o vento do futebol nem sempre bafeja com a fortuna aqueles que por ela porfiam. Ficaram os jogadores encarnados a dever golos a si próprios e ao público que acorreu ao estádio. Na segunda parte, a troca de Águas por Torres e de Coluna por Mendes não aprimorou a dinâmica do conjunto. O Mónaco, esse, desiludiu em jogo e em compostura. Um grupo de «príncipes» mal educados estragou a noite de Lisboa.
Já se passaram 54 anos sobre o episódio. Outro Mónaco está à beira de visitar a Luz. E as estórias continuam a iluminar a História."

Afonso de Melo, in O Benfica

sábado, 6 de setembro de 2014

Arranque...

Benfica 29 - 23 Xico Andebol

Jogo agradável, mas ainda é cedo para tirar ilações. Tal como na pré-época, tivemos um Benfica em constante rotação (parece ser aposta do treinador...), com muitos minutos dados aos nossos jovens... com o Flávio Fortes na minha opinião a destacar-se. No próximo sábado vamos defrontar o Sporting, perdemos com eles na pré-época, num jogo com muita, mas mesmo muita rotação da nossa parte, vamos ver qual será a estratégia na próxima semana...

Com os bons resultados da nossa Formação, nas últimas épocas, acaba por ser normal a aposta nos jovens da casa, e parece que o treinador está sintonizado com esse objectivo (e não podemos esquecer os vários jogadores emprestados a clubes da I Divisão), mas como é óbvio os resultados que todos desejamos, não vão aparecer imediatamente... As minhas expectativas são baixas, continuamos a ter problemas na 1.ª linha, os jogadores Espanhóis, são essencialmente defensores, acabam por substituir no plantel o Inácio Carmo e o Álvaro Rodrigues... vamos ver como a equipa vai evoluir durante a época. Gostei de ver várias jogadas de laboratório durante a partida, em contraste com alguns turnovers 'parvos'...

A boa notícia, é que este ano a decisão vai ser disputada num Play-off (finalmente), e assim vamos ter tempo para melhorar... suspeito que a aposta internacional dos Corruptos (e assim poden 'descomprimir' na 1.ª fase) , tenha ajudado a FPA tomar esta decisão!!!
Diga-se que a 'aposta' internacional dos Corruptos tem duas vertentes: as competições Europeias, e a quantidade absurda de jogadores não-portugueses no plantel!!!

Supertaça Futsal Feminino

Golpilheira 2 - 6 Benfica

Excelente inicio de época, das nossas meninas, que depois de uma Fase Final do Campeonato mal jogada o ano passado, depois de algumas saídas importantes no defeso, acabámos por começar da melhor forma esta nova época... Parabéns...

"A Benfica TV dá dinheiro"

 "(...)
A Benfica TV é obra sua?
Não, porque já existia. O mérito é de quem a criou antes. É do presidente do Benfica que a decidiu fazer, do Domingos Soares de Oliveira que a implementou, da direcção que lá estava e continua a estar. O meu posicionamento em relação à Benfica TV deve ser visto como uma atitude de total disponibilidade sempre que a Benfica TV ou a direcção necessitarem de mim para alguma coisa. Houve uma altura em que precisou bastante de mim, que foi a fase do relançamento do canal, sobretudo no que dizia respeito à renegociação com as redes de distribuição. Essa foi a actividade mais intensa, era a questão crucial, era o ponto mais importante para resolver.

As notícias do seu impacto na Benfica TV foram sobrevalorizadas?
O que o mercado e a opinião pública podem ter a certeza é que sempre que a Benfica TV necessitar de mim, seja para o que for, eu estarei lá. Essa é a melhor resposta.

Houve duas ideias recorrentes na opinião pública. Numa primeira fase, que o José Eduardo Moniz iria ser o homem que iria relançar a Benfica TV, com os jogos do Benfica, com as contratações que fez...
Ajudei a convencer algumas pessoas disso, sim.

E depois, numa segunda fase, que houve um afastamento seu dessa pasta. É verdade? Foi afastado progressivamente ou esvaziaram-lhe as funções?
A Benfica TV não precisa da minha intervenção, pela simples razão de que ela corre normalmente. Tem a sua programação, que já estava delineada, houve alguns acertos que foram feitos em função da análise da realidade no momento. Tem bons profissionais, tem um modelo, que não tem segredos, que está em andamento, que factura bem, que tem boas audiências no universo que serve, que obteve um conjunto de assinantes notável em muito pouco tempo, que fez excelentes acordos com as redes de distribuição e que está a espalhar-se para outros países.

O modelo de negócio é completamente sustentável?
Muito sustentável. A BTV ganha dinheiro, é altamente rentável, e é uma coisa de que os sócios do Benfica se podem orgulhar.

A Benfica TV foi uma promessa eleitoral de Luís Filipe Vieira. O Benfica faz mais dinheiro com o exclusivo dos seus jogos em casa do que fazia com o acordo que tinha com a Olivedesportos. Fará hoje cerca de 18 a 20 milhões de euros, segundo alguns analistas.
Não lhe vou dizer o valor exacto, mas faz muito mais do que esse valor que mencionou.

Chega aos 22 milhões de euros/ano, a última proposta da Olivedesportos proposta pelo Benfica?
Faz muito mais do que isso. A Benfica TV não só tem resultados superiores à oferta que recebeu como proporciona ao Benfica uma coisa extraordinária e que não tem preço, que é independência e autonomia. As pessoas estão a desvalorizar este aspecto. O Benfica é soberano relativamente às suas decisões e ao que é dele. Isso, não há mais nenhum clube em Portugal que se possa gabar.

Como é que vê a chegada do Sporting a este negócio?
Com naturalidade. Não me impressiona nem deixa de me impressionar.

O presidente Bruno de Carvalho já disse que o modelo que o Sporting quer não passa por ter os jogos de futebol na sua televisão.
Não vai levar a mal responder-lhe assim, mas eu preocupo-me com aquilo que se passa dentro da minha casa. Dentro da casa dos outros não me interessa nada.

E como é que vê o facto de o FC Porto ter exercido a opção de compra do Porto Canal à Media Luso? 
Podia responder-lhe da mesma forma que respondi à pergunta anterior. Acho que isso significa apenas que o modelo existente anteriormente não era um modelo que satisfizesse os dirigentes do FC Porto.

Portanto, acredita que o Porto Canal vai acabar por deixar de ser um canal generalista, como sempre disse ser, e passar a ser um canal de clube como o Benfica e o Sporting têm?
Não quero tecer considerações sobre isso. Não conheço suficientemente bem o dossier para fazer comentários.

A Benfica TV tem condições para entrar num leilão de jogos, por exemplo, da Champions?
Respondo-lhe com uma pergunta: Alguém esperaria que a Benfica TV comprasse a Liga inglesa? O futuro é um livro aberto.

Mas a expansão da Benfica TV passa por aí?
A Benfica TV quer proporcionar aos seus espectadores o melhor produto que houver disponível no mercado, desde que tenha condições financeiras para proceder à aquisição desse produto. Ninguém comete loucuras, fazem-se estudos de viabilidade e se, balanceadas as coisas, perceber que é uma aposta válida, é óbvio que qualquer produto que se encontre no mercado é apetecível.

Os direitos da Liga Europa e a Liga inglesa serão renegociados em 2015 e 2016. A BTV vai a jogo?
Há tantas coisas que o mundo do desporto proporciona. É só uma questão de se estar atento.

A BTV será mais do que uma televisão de clube. Quer ser assumidamente um canal de desporto?
A BTV é uma televisão de que o Benfica se orgulha e de que os benfiquistas se podem orgulhar.

Só os benfiquistas? A mudança de semântica de nome foi para piscar o olho a portistas e sportinguistas? 
Parece-me uma coisa óbvia. É uma sigla que sintetiza o que a televisão é. Olhando para o ecrã, você verifica que Benfica TV é um logótipo muito grande. Se colocar BTV é mais pequeno.

Mas já era grande há quatro anos, quando foi lançada. As coisas evoluem, há aprendizagens que se fazem. Se um sportinguista e um portista se sentir menos incomodado com isso, ainda melhor. Na nossa casa recebemos bem toda a gente.

Já viu a Sporting TV?
Não, não vi. Não posso comentar porque não vi.

Por convicção benfiquista?
Porque não me lembrei. Não sou sectário, não tenho essas visões restritivas da realidade e do público.
(...)"

Entrevista a José Eduardo Moniz (vice-Presidente do SL Benfica), por Nuno Azinheira, in Jornal de Notícias

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Pontos perdidos com equipa banal

"Com muito respeito pelo Sporting e a sua história, e por muito que me custe admitir, o Benfica perdeu dois pontos com uma equipa banal no domingo. O Sporting é uma equipa com um bom treinador, mas um discurso desadequado à sua realidade. Não me parece com argumentos de candidato ao título e não me parece perto de Benfica e FC Porto. O Benfica perdeu dois pontos, por isso percebo a alegria sportinguista pelo empate na Luz, no fundo o Benfica fez igual à Académica e quase igual ao Arouca.
O FC Porto ao manter Jackson, fez o essencial para ser um enorme candidato ao título nacional. Jackson é decisivo num campeonato como o português. As hipóteses do Benfica dobravam se Jackson tivesse saído.
Verdade que as chances do FC Porto também aumentavam muito se Enzo não ficasse no Benfica. Foi excelente o esforço feito para o manter. Fiquei muito satisfeito com a permanência do argentino e aguardo para ver os médios grego e italiano no sistema táctico do Benfica. A escassez de recursos ficou muito menor com estas chegadas.
Jorge Jesus foi ao Fórum Internacional de Treinadores realçar uma ideia óbvia, e de elementar bom sendo: os campeonatos devem começar com os plantéis fechados. Assim havia respeito pelo trabalho dos técnicos, pelos adeptos e verdade desportiva.
O Benfica tem agora argumentos para disputar todas as provas nacionais, que diga-se, são todas suas. A loucura neste defeso europeu fez clubes gastarem milhões e ficarem mais fracos. Com metade desse dinheiro o Benfica seria campeão europeu. O futebol ainda vê milagres, embora a tendência seja de perda de capacidade dos clubes portugueses a nível internacional. Hoje ser adepto do Real Madrid e ter chama deve ser difícil. Gastar dinheiro não é sinónimo de ficar melhor mas há quem gaste tanto, que não ganhar nada parecerá ridículo.
Em semana de Portugal-Albânia, boa sorte para uma Selecção muito renovada."

Sílvio Cervan, in A Bola

Palma Cavalões

"Fechou o mercado de transferências. Isto é uma boa notícia para os adeptos do futebol e uma péssima notícia para os jornalistas desportivos. Os adeptos de futebol gostam de notícias e procuram-nos nos jornais desportivos. Os jornais desportivos gostam de especulações e detestam notícias. A notícia, normalmente traz associado um facto. As 'notícias' nos jornais desportivos baseiam-se em especulações encomendas de empresários/clubes, boatos infundados e uma incompetência militante em não conseguir destrinçar o ruído da mensagem. Ou seja, o adepto procura saciar a sede de notícias em água inquinada. Como resultado, surge uma progressiva, galopante e preocupante ausência de confiança no jornalismo desportivo, colocando-o num patamar idêntico ao da imprensa cor-de-rosa da coscuvilhice de cabeleireiro.
Só assim se explica que nenhum dos jornais (e foram todos!) desportivos nacionais tenha pedido desculpa por ter enganado repetidamente os leitores sempre que garantiram (e fizeram-no durante meses) a venda de Gaitán Enzo e, inclusivamente, Luisão. O Enzo foi diariamente 'vendido' ao Valência (cujo treinador teve repetidamente atitudes parolas de um pato-bravo do futebol ao serviço do novo-riquismo bacoco). Gaitán foi semanalmente 'vendido' ao Mónaco e Luisão foi garantido durante um mês inteiro na Juventus.
A realidade desmentiu os 'factos' inventados pelos três jornais desportivos diários nacionais.
Perante isto, conclui-se que os 'Palma Cavalões' do jornalismo actual continuam a ser feitos daquilo que Eça adjectivava como 'canalha', 'vil bolinha de matéria pútrida!...' e 'chouricinho de pus!'. Nada mudou nem mudará."

Pedro F. Ferreira, in O Benfica

Culpas e desculpas

"1. O presidente da Federação Portuguesa de Futebol qualificou de incompetente a participação de Portugal no Campeonato do Mundo de Futebol, realizado no Brasil, entre os dias 12 de Junho e 13 de Julho. Não teriam sido precisos dois meses de inquéritos internos para chegar a conclusão que entra pelos olhos dentro com a força da luz do Sol.
A culpa da evidente incompetência mantem-se mais ou menos solteira, embora o departamento médico tenha fornecido uns noivos para o acompanharem ao altar.
Figura mediática do futebol português, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol assume-se acima das responsabilidades que deverá assumir.

2. Em Alvalade, por seu lado, toda a gente pede desculpas. A sinceridade do acto de contrição pouco importa.
É uma prática que conduz, tal como na vida católica e apostólica, ao arrependimento e à redenção.
Teria o seu quê de edificante, não fosse a pobreza do argumento de tal película com tão pouco de bíblica.
Quanto à proverbial e deplorável grosseria do messias de pacotilha que engendra tão desavergonhado argumento, essa não tem desculpa.
A obtusidade vem-lhes, certamente, do berço. Os bigorrilhas de nascença não são perdoáveis: são inimputáveis."

Afonso de Melo, in O Benfica

Um a um

"1-Um erro individual impediu o Benfica de alcançar a sétima vitória consecutiva em Dérbis para o Campeonato disputados em casa, permitindo ao Sporting voltar a marcar na Luz – algo que não sucedia desde 2006-07.
O espectáculo foi grandioso (dentro e fora das quatro linhas), e a nossa equipa mostrou fulgor. Mas em jogos desta natureza, um simples detalhe pode fazer a diferença. Não adianta crucificar Artur, que noutras ocasiões já foi herói. É manifesto o seu défice de confiança, e cabe-nos também a nós, adeptos, ajudá-lo a readquirir a tranquilidade necessária para superar este momento menos bom, e regressar aos níveis revelados em 2011 e 2012.
Em Alvalade, na segunda volta, com Artur ou sem Artur, recuperaremos os pontos agora perdidos.
2-Finalmente encerrou o “mercado”. Dos últimos dias, uma nota de tranquilidade, e um motivo de preocupação.
A nota de tranquilidade prende-se com as permanências de Enzo Perez e Nico Gaitán, tão somente os dois melhores jogadores do último Campeonato. O Presidente prometeu que só sairiam pela cláusula de rescisão, e cumpriu a palavra dada. Como ninguém bateu as cláusulas, eles aí estão, incorporando a espinha dorsal do Campeão Nacional, e desmentindo as teses mais catastrofistas. Juntamente com Sálvio, formarão o núcleo duro do nosso futebol criativo. Continuaremos a ouvir Tango na Luz.
O motivo de preocupação reside no centro do ataque, onde me parece que as saídas de Cardozo e Rodrigo não ficaram devidamente colmatadas, e para onde se esperava um reforço de peso. É de realçar que nos quatro jogos oficiais já realizados (seis, se contarmos com a Taça de Honra), nenhum avançado benfiquista marcou qualquer golo. O futebol faz-se de golos, e sem eles não adianta jogar bonito ou empolgar plateias. Lima é um excelente ponta-de-lança, mas atinge normalmente os seus picos de forma em fases mais adiantadas das épocas (já foi assim no ano passado), e as alternativas não parecem à altura das exigências. Oxalá a realidade venha a dissipar este meu receio."

Luís Fialho, in O Benfica

Diz-se por aí... (derby)

"Foi qualquer coisa de extraordinário ver os adeptos sportinguistas abandonarem o Estádio da Luz. Saíam vitoriosos, confiantes, cheios de si mesmo por terem conseguido, ao final de umas tantas épocas desportivas, marcar um tento.
No entanto, ao contrário do que se possa pensar, o erro de Artur - que pode, efectivamente, acontecer a qualquer jogador em qualquer circunstância - nada mudou em termos de prestação de ambas as equipas e de prognóstico para o Campeonato.
O Benfica mostrou um futebol de classe, um fortíssimo Eliseu, um inspirado Gaitán e um sempre motivado Salvio, fundamental na elevação do nível de toda a equipa. O Sporting evidenciou um Adrien que parece cada dia mais desgastado e um Nani que não se encontrou e dificilmente se encontrará neste Sporting. É verdade que, como equipa, o Sporting revelou-se mais afiando, mas continua a ser um colectivo para se superar pontualmente e a nível interno, com extremas fragilidades defensivas, sem qualquer possibilidade de uma ambição credível ao título e, muito menos a qualquer título europeu.
Aliás, a alegria e o entusiasmo com que os leões abandonavam a Luz, emitindo gritos de vitória e hasteando bandeiras euforicamente, são a expressão fidedigna disto mesmo: o Sporting vai lutar pelo 3.º ou 4.º lugar. E Bruno Carvalho terá de continuar, provavelmente, a fazer o papel de treinador e a sentar-se na cabine da equipa técnica, junto ao relvado.
O Benfica tem de continuar a jogar este futebol, que confere magia à Liga e uma alegria autêntica aos milhões de adeptos por todo o mundo: dos potentes remates de Talisca, à liderança de Luisão, passando pelas combinações extasiantes entre Salvio e Gaitán, é por este caminho que renovaremos o triplete.
Como dizia um grande teórico do futebol, os resultados por vezes apenas permitem fazer prognósticos. Mas a magia constante com a bola nos pés garante a concretização dos sonhos."

André Ventura, in O Benfica

Encarnado é o vermelho-amor

"À hora a que escrevi esta crónica, ainda o mercado de transferências não fechou e são intermináveis as horas para que se inicie o clássico de Lisboa. Não obstante um e outro desfecho, os quais desejo ardentemente que sejam favoráveis às minhas pretensões de adepto e sócio benfiquista, há uma realidade que não deverá merecer-nos dúvidas: o Benfica tem equipa para revalidar o título.
É bem verdade que durante a temporada tive temores, dúvidas e até algumas angústias. Confesso. Aquietei-me, contudo, quando pensei que mantemos uma base sólida de grandes jogadores, mas também o mesmo treinador e equipa técnica, o mesmo sistema de jogo e, sobretudo, a mesma Direcção.
A estrutura directiva, encabeçada pelo Presidente Luís Filipe Vieira, é um garante de benfiquismo. O amor expresso que estes nossos representantes têm pelo Clube leva-me a crer que tudo farão para manter a hegemonia futebolística que o Benfica tem demonstrado nos últimos anos. Um campeão não se constrói com um punhado avulso de bons jogadores (embora ter bons jogadores ajude muito!). Tão determinante quando estes é a estrutura profissional para o futebol, que no caso do Benfica é do melhor que há nível planetário. Esta Direcção tem demonstrado que é seríssima nos deveres e obrigações mas astuta e apaixonada para voltar a criar um grande Benfica!
Em suma, uma grande Direcção, um bom treinador, excelsas condições de trabalho, magníficos e inigualáveis adeptos, são condições suficientes para que a tal base sólida de grandes jogadores que constituem o actual plantel do Benfica lute pelo título.
E, pensando assim, sou hoje um homem descansado, tanto quanto o cortador de relva do Estádio do Bessa!"

Carlos Campaniço, in O Benfica