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terça-feira, 7 de janeiro de 2025

Janeiro é decisivo para o Benfica


"Com o primeiro mês do ano abre-se a janela para acertos cirúrgicos (sem eles, Benfica, nada feito). E há a Taça da Liga, que só não vale nada para quem a perde

O Benfica chegou ao Natal em primeiro na Liga. Alguém se lembra? E atingiu essa liderança apenas porque o Sporting pagou, com língua de palmo, o sentimento de orfandade deixado por Ruben Amorim. Caso contrário, embora Lage tivesse consertado vários danos da era-Schmidt, a equipa da Luz, que mantém problemas estruturais, teria, mesmo na Consoada e no peru natalício, olhado para cima, e não para baixo, para ver o leão. Depois chegaram os duelos, na passagem de 2024 para 2025, com duas das quatro melhores equipas portuguesas, e a implosão encarnada deu-se, deixando evidentes lacunas que a janela de janeiro pode mitigar. Se os responsáveis encarnados olharem para este cenário e não se aperceberem do estado de necessidade da equipa, fazendo como a avestruz e enfiando a cabeça na areia, relatando jogos que só existiram na sua imaginação virtual, o caminho encarnado passará de pedregoso para uma verdadeira ‘via cruxis’. Este é um momento, em relação ao Benfica, que requer clareza, por isso sejamos absolutamente claros:
A) – Não há equipa que ganhe seja o que for com uma estrutura defensiva débil, e é isso que o Benfica de hoje apresenta: é fraco na pressão alta; quando a tenta, fá-lo de forma descoordenada, o que permite aos adversários cavalgarem a seu bel-prazer, em superioridade numérica, até à área encarnada. O exemplo mais recente aconteceu com o SC Braga onde, depois do 1-2, que deveria antecipar um esmagamento dos arsenalsitas, não resultou em nenhuma ocasião clara de golo dos encarnados, sendo, até, a turma forasteira a estar mais perto do 1-3.
B) – Dito isto, se o Benfica não encontrar, em janeiro, um médio que cole a equipa (que não é Florentino, por umas razões, nem Kokçu, por outras, sendo Barreiro um jogador útil no plantel, mas não determinante) dificilmente passará desta cepa torta.
C) – Se o Benfica não tiver capacidade para pressionar alto, como aconteceu nos primeiros seis meses de Schmidt, matando à nascença a construção de jogo adversária, será sempre uma equipa sujeita a ser comandada e não disposta a comandar.
D) – Se o meio-campo do Benfica não for capaz de manter a bola com qualidade, impondo tempos e criando espaços para a verticalização do seu futebol, a vulgaridade e previsibilidade continuarão a imperar, fazendo como principais vítimas os jogadores que atuam mais avançados, que sem munição à altura passam ao lado dos jogos.
E) – E, finalmente, se não houver uma afinação de jogo dos centrais (que baixaram de produção), capaz de dar segurança defensiva e soluções no início das jogadas, o que aconteceu com o SC Braga na Luz irá repetir-se.
Rui Costa terá a palavra nos dias que se seguem, porque alguém que tem a sua experiência no futebol não pode estar a ver um jogo diferente daquele acima descrito. Quando ainda faltam dois jogos de Champions (Barcelona e Juventus) e a tolerância zero na Liga entrou em vigor após as derrotas com Sporting e SC Braga, o Benfica ainda pode ir a tempo de salvar a época, desde que seja proativo. Porque não é verdade que o plantel tenha tudo o que precisa, por um lado, e, depois, das duas uma, ou há um toque a reunir e todos, sem exceção contribuem para a causa comum – e nesta matéria Bruno Lage tem uma importante palavra a dizer – ou os primeiros seis meses de 2025 serão penosos para os lados da Luz e lançarão uma perspetiva diferente sobre as eleições de outubro."

Pavlidis: quanta mais paciência é preciso?


"Quando chegou, Pavlidis parecia o avançado que estava a fazer falta ao Benfica. Na pré-época marcou golos, jogou bem, convenceu os adeptos e conseguiu, milagrosamente, partir apenas um dedo de uma mão quando caiu desamparado numa escadaria, em julho, no jogo frente ao Celta de Vigo – e aí ainda viria a marcar dois. Parecia que dali viriam grandes coisas, mas a verdade é que o avançado grego tem agastado os adeptos mais do que tem dado alegrias e um jovem benfiquista personificou sábado, no estádio da Luz, toda a frustração: espetou um dedo à frente da cara e soltou um «ó Pavlidis, não metes uma!» A realização da BTV proporcionou esse momento, mas não o que achou Bruno Lage de mais um falhanço, uma vez que o treinador do Benfica nunca é mostrado de frente nas transmissões do canal.
Terminada a primeira volta, e de acordo com o quadro da Liga, o grego é apenas 23.º na lista de marcadores da Liga, com 4 golos em 17 jogos. E o outro avançado do Benfica? Arthur Cabral, que sábado marcou, é 44.º, com 2 golos em 13 jogos.
Inevitalmente temos de olhar para o topo, onde o rei continua a ser Viktor Gyokeres. Apesar de uma fase de maus resultados da equipa com João Pereira, que também o arrastou para baixo, o sueco, que acabou 2024 como melhor marcador mundial, com 62, já deixou isso para trás e marcou três em Guimarães. Lidera, claro, com 21 golos em 17 jogos, à frente de Samu, do FC Porto, com 13 em 13. Já agora, os melhores marcadores do Benfica na Liga são Di María e Akturkoglu, com 6 golos cada um.
Questionado mais uma vez sobre os avançados estão com falta de forma, o treinador não quis individualizar, mas deixou passar o recado. «É um problema da equipa (…) os golos têm de aparecer da forma como nós jogámos. Tivemos muitas oportunidades, criamos muitas oportunidades, agora temos é de marcar golos. Neste jogo tínhamos de marcar golos e não tínhamos que perder este jogo.»
As soluções têm chegado do banco, como o treinador gosta de dizer no contexto do «todos contam», mas tudo tem parecido demasiado curto, e com o mercado a abrir…"

Se voltar a correr mal com o SC Braga, tem a palavra Rui Costa. Desculpe, Bruno: o presidente Rui Costa...


"João Pereira: quatro pontos em quatro jornadas da Liga. Bruno Lage: quatro pontos nas últimas quatro jornadas de Liga. É sinal de alerta?

João Pereira, em quem tantos bateram, argumentando incapacidade de comunicar ao mais alto nível e inexperiência para treinar equipa da dimensão do Sporting, somou quatro pontos nos únicos quatro jogos de Liga: derrotas com Santa Clara e Moreirense, vitória sobre o Boavista e empate com o Gil Vicente. E entrou Rui Borges.
Bruno Lage (excluindo o jogo que estava em atraso com o Nacional da jornada 8) somou quatro pontos nos últimos quatro jogos pelo Benfica: empate com o Aves SAD, vitória sobre o Estoril e derrotas com Sporting e SC Braga. E Bruno Lage substituiu Bruno Lage. A capacidade de comunicação do treinador do Benfica está ao nível da capacidade de comunicação do ex-treinador do Sporting. A sua experiência, sim, está muito acima: 164 jogos entre Benfica, Wolverhampton, Botafogo e, de novo, Benfica. Tem uma Liga e uma Supertaça Cândido de Oliveira no currículo.
Êxito tremendo nos primeiros 19 jogos de Liga no Benfica (18 vitórias e um empate, 72-16 em golos; quatro golos, em média, a cada jornada!) e 10.º lugar na Premier League 2021/2022 com o Wolverhampton. Mas apenas 18.º nas nove jornadas de 2022/2023 em que orientou os wolves. Parou nove meses e arrancou para o Botafogo. Esteve no Fogão em 10 jogos do Brasileirão e somou 13 pontos (3 vitórias, 4 empates e 3 derrotas). Quando chegou, a equipa liderava o Brasileirão com 12 pontos de avanço sobre Flamengo e Grêmio. Quando foi despedido, três meses depois e após cinco jogos sem ganhar em todas as provas, continuava primeiro no Brasileirão, mas com sete pontos de vantagem sobre o Bragantino.
As entradas em cena de Lage são brilhantes. Como no Benfica 2018/2019 (campeão nacional), no Wolverhampton 2021/2022 (oitavo a meio da Premier League), de algum modo no Botafogo 2023 (12 pontos nos primeiros seis jogos) e também no Benfica 2024/2025 (9 vitórias nas suas primeiras 9 jornadas de Liga, jogo com o Nacional incluído). Porém, como se viu no Benfica 2019/2020, no Wolverhampton 2022/2023 e na segunda metade da passagem pelo Botafogo, o rendimento cai a pique. Serão estes quatro pontos nas últimas quatro jornadas pelo Benfica (Aves SAD, Estoril, Soprting e SC Braga) verdadeiro sinal de alerta? Se a isto juntarmos a fraca qualidade exibicional da equipa ao longo da maioria dos jogos dos últimos quatro meses (excluindo Atlético Madrid, FC Porto, Estrela da Amadora e, vá lá, Mónaco), o sinal é mesmo de alerta.
Lage tem gerido bem a condição de Di María, mas mal a gerir o rendimento de Otamendi, Akturkoglu ou Pavlidis. E a comunicar não é brilhante. Como não era João Pereira. O tal que ganhou nos seus únicos quatro jogos pelo Sporting os mesmos pontos que Bruno Lage nos últimos quatro pelo Benfica. O SC Braga é já daqui a dois dias. Se correr mal, tem a palavra Rui Costa. Desculpe, Bruno: o presidente Rui Costa."

Pede-se identidade a Lage


"Soam alarmes no Benfica, que tem de jogar como líder se quer andar à frente dos rivais. Lage terá de encontrar uma identidade e dar um abanão à equipa, mas limitou as soluções

Os sinais estavam mais do que identificados — internamente também, acredito —, mas isso não impediu que o Benfica claudicasse frente a Sporting e SC Braga, passando de líder da Liga pelo Natal a terceiro classificado no Dia de Reis, com possibilidade de ficar a cinco pontos do primeiro lugar se o FC Porto ganhar ao Nacional, a 15 de janeiro, se o nevoeiro deixar retomar o jogo da Choupana.
Soam alarmes na Luz, à entrada de um mês que pode ser particularmente delicado, tendo em conta a final four da Taça da Liga e as decisões da Liga dos Campeões, sem esquecer a difícil eliminatória da Taça de Portugal, em Faro, e duas jornadas do campeonato pelo meio.
Parece inegável, nesta altura, que o Benfica está sem identidade. Não o clube, que nunca pode ser reduzido ao futebol, e que entretanto completa 121 anos de história — ainda que 2025 traga eleições, que reativarão inevitavelmente um debate mais amplo. Mas aqui debruço-me sobre o momento da equipa comandada por Bruno Lage, técnico que pode bem saber para onde quer ir, mas que parece cada vez mais perdido quanto ao caminho a seguir para alcançar os objetivos traçados neste regresso à Luz.
Lage teve o mérito de reequilibrar a equipa após a saída (tardia) de Roger Schmidt, mas agora é preciso mais do que colocar as peças nos sítios certos. O técnico precisa definir qual é o seu Benfica, por estes dias identificado sobretudo pelas dificuldades na primeira fase de construção e pela forma como se estende excessivamente em campo, o que dificulta a estabelecer ligações de ataque e deixa espaços que os adversários aproveitam. Falta coesão defensiva, mas acima de tudo dinâmica ofensiva, numa equipa demasiado dependente da criatividade de Di María.
Se quer ser líder, o Benfica tem de jogar como líder. É essa arrogância positiva que falta à equipa, e que Lage precisa urgentemente de encontrar. Não só no plano estratégico, mas também na liderança que exerce fora do campo, no balneário ou na sala de imprensa.
Lage, que até hoje só deu a volta a momentos negativos que herdou, terá aqui de mostrar capacidade de reinvenção. Para tal é provável que seja preciso dar um abanão à equipa, mas esse tem sido um dos principais pecados do técnico: a forma como esgotou alguns jogadores, como Akturkoglu ou Aursnes, ao mesmo tempo que esvaziava alternativas como Rollheiser, Prestianni ou Schjelderup."

Mata Mata: Alta Tensão na Liga: Guimarães e Sporting Dão Show, Benfica Volta a Perder e o Porto a Ver 👀

Zero: Legends...

Zero: Mercado - S08E05 - Jogadores do Vitória SC dominam mercado

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Sporting, Porto, Benfica ou Braga, quem leva a taça?

Zero: Ataque Rápido - S06E23 - Comprar ou vender? O que farão os grandes no mercado de janeiro

Falsos Lentos - S05E19 - Vamos de excursão à Extrema Dura!

Segundo Poste - S04E23 - "Falta critério ao projecto do Benfica"

SportTV: O Futebol é Momento - S03E22 - Fechados para balanço

BolaTV: Este Futebol Não É Para Velhos #19 - Previsões para 2025 e Sérgio Conceição no Milan

BolaTV: Rivalidades #16 - A rivalidade original da Bundesliga

BolaTV: Política Desportiva #4

BolaTV: Política Desportiva #3

BolaTV: Mãe África #4

BolaTV: Lado B #21 - Do Natal Dos Nossos Atletas Às Ações Solidárias

segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

Liderança reforçada...


Benfica 3 - 1 Braga


O Braga era o 2.º classificado antes desta jornada, portanto esta vitória, ainda por cima a forma contundente como a conseguimos, é um excelente indicador, para o resto da época! Resultado curto para o nosso domínio... E ainda faltou a Jody!

Mais uma arbitragem anti-benfiquista nojenta!

BI: Megafone #24 - E voltou tudo ao mesmo...

O Benfica Somos Nós - S04E29 - Braga...

Falar Benfica - Conversas Gloriosas #5

Um Benfica incessante: Procura-se!


"Quatro troféus em 28 possíveis nos últimos 7 anos, 11 troféus em 50 possíveis desde 2000 (entre campeonatos e taças de Portugal), contratar um diretor desportivo, que na verdade, era um "jornalista" no Mais Transferências da TVI, e de se eleger um presidente — por ser alguém querido para os benfiquistas —, encontramo-nos todos por aqui. Uns discutem, não tanto no sentido pejorativo da coisa, se Lage realmente será a escolha certa para o clube, olhando-se para o contexto pós despedimento do Roger Schmidt já com plantel fechado; outros discutem a vinda de reforços para o plantel, e possíveis saídas; outros falam da necessidade de se aprovar os estatutos que andaram a ser discutidos.
Apesar de concordar que se traga isto para cima da mesa, só acho que há um tema que obrigatoriamente tem de se começar a falar — que é tão importante como o tema da aprovação dos estatutos — que são as eleições no nosso clube. Depois de se aprovar (ou não, onde honestamente espero que se aprove, e o mais depressa possível, para que se possa realizar as próximas eleições de forma muito mais democrática), é importante que se comece a dar ênfase às eleições. É certo que Rui Costa foi eleito democraticamente, com mais de 80% dos votos, tendo-lhe sido atribuído um dos cargos mais exigentes em Portugal — o de Presidente do grupo Sport Lisboa e Benfica. Por ter este carinho dos benfiquistas, tinha como função de democratizar, revitalizar e de alavancar financeira e desportivamente o clube, (ainda que em termos financeiros, nem estivéssemos assim tão mal), desassociando-se de todas as caras representantes do Vieirismo.
Cinco anos depois, em termos financeiros, estamos a entrar na linha vermelha. Desportivamente, juntando aos outros números, ganhamos 2 troféus em 5 anos, não deixou os maiores representantes do Vieirismo cair, e nem expulsou de sócio o maior “cancro” da história do Sport Lisboa e Benfica, a par de Vale e Azevedo, Luís Filipe Vieira. Nunca estará em causa o Rui Costa benfiquista, nem o Rui Costa jogador, mas garantidamente o Rui Costa presidente está, porque após tudo o que mencionei anteriormente, torna-se o pior presidente da história do nosso clube.
Não é normal que depois de, indiretamente, ter assumido que Roger não era o treinador do seu projeto não ser suficiente, ao despedir-lo, e não renunciar ao cargo. Depois de toda a má gestão e desvirtuação da realidade do clube, haver uma auditoria que exponha a realidade das falcatruas que o clube sofreu, e não abandonar o cargo, sendo que compactuou com o desvio de dinheiro da SAD, e as comissões absurdas para os agentes, para servir os próprios interesses.
O problema deixou de ser ter o treinador A ou B, e de ter jogador X ou Y, a partir do momento que nem se expulsa de sócio alguém que, enquanto nosso presidente, apertou o pescoço de um consócio numa AG, nem se tentou reaver as ações do mesmo na SAD. O Benfica não pode estar distante da velha glória e da velha epopeia europeia, trazendo o populismo de se criar um estádio de 120 mil, para manter o atual para rugby e futebol feminino, com o objetivo de atirar areia para os nossos olhos. E certamente não iremos lá, a pagar viagens ao Seabra, depois de já não ter cargo nenhum relativo ao clube, para ir para os Estados Unidos, aumentando astronomicamente FSE's, por causa deste tipo de casos e de outros.
Por isto, acabo pedindo que o Rui Costa comece a organizar um espaço, para que futuramente haja um debate com João Diogo Manteigas, para que haja um espaço para os benfiquistas analisarem as ideias dos dois, num frente a frente, e pedindo a João Diogo Manteigas que continue com a boa campanha que tem feito, onde tem apresentado ideias, e espero que apresente a sua equipa o quanto antes, desejando que este vença, para que retomemos com o benfiquismo incessante, em busca de umas modalidades com melhor gestão e mais vencedoras, com um projeto inovador no futebol masculino e feminino, e com um Benfica mais saudável e democrático."

Um Benfica ao contrário


"Não se trata apenas das derrotas com o Sporting e o SC Braga

Uma das principais ideias que Bruno Lage continua a passar quando fala em público é que o foco dele se mantém em fazer crescer os jogadores e a equipa, sobretudo em busca da consistência.
Mas o que temos visto em campo não reflete sucesso nessa demanda. Não apenas nesta derrota em casa com o SC Braga, ou na derrota em Alvalade com o Sporting. A falta de consistência, da sensação de segurança, de domínio e controlo dos jogos por parte da equipa já dura há mais tempo.
O golo quase sempre está no banco e as muitas oportunidades de que fala o treinador e às quais será apenas preciso dar melhor sequência, não as vejo nem tão numerosas, nem tão flagrantes. O Benfica (nas segundas partes apenas, ultimamente) consegue ter mais bola, mas poucas ideias e pouca clareza no último toque. Em sentido inverso, sucedem-se os lapsos defensivos.
Sem individualizar para concluir, porque neste ponto entendo que o treinador do Benfica tem razão quando diz que é a equipa e não apenas alguns que não conseguem, há pormenores relacionados com dois jogadores que abalam o que de bom foi feito até há pouco tempo. Um tem a ver com Florentino, que baixou de forma e no plantel não há outro como ele — jogar com Kokçu a 6 é tirar criatividade mais à frente e remediar mais atrás. O outro é Akturkoglu. Há cinco ou seis jogos que o Harry Potter turco não consegue enfeitiçar os adversários e faz más transições que obrigam a equipa a correr na direção da baliza errada.
Não está tudo mal, muito menos tudo bem. Mas neste momento o Benfica é o contrário da consistência."

Nevoeiro na Choupana: só não vê quem não quer...


"Jogos adiados na Choupana devido ao nevoeiro qualquer dia deixam de ser notícia. Previsões durante a semana foram alertando. Mudar o horário podia evitar isto, como alertou Villas-Boas

Peço desde já desculpa pela repetição do assunto, mas a cada jogo adiado na Choupana devido ao nevoeiro acabamos a debater a forma de o evitar - até agora, com visível insucesso. Desta vez será o FC Porto a ter de esperar uma semana e meia pela resolução de uma partida que, nesta altura, até podia dar-lhe a liderança da Liga. Esta época já aconteceu o mesmo ao Benfica e se é verdade que quando envolve os grandes há mais atenção, também começa a ser difícil ignorar que são já 18 jogos condicionados neste século e que nada está a ser feito para que a lista não continue a aumentar.
Não partilho a opinião de que uma mudança de estádio deva estar em cima da mesa. O Nacional tem o direito de jogar em casa, mesmo que esta se encontre num local com um microclima complicado. Qualquer viagem, por mais pequena que fosse (a hipótese Marítimo é sempre muito falada), poderia ser prejudicial para quem está habituado a jogar na Choupana e a última coisa que a Liga desejaria era um clube a queixar-se de que está em desvantagem perante todos os outros. E, já agora, bem sei que nem sempre contam, mas os adeptos também não devem estar interessados nisso.
Durante a última semana, fomos dando conta todos os dias das previsões do tempo para o estádio do Nacional à hora do jogo e o elemento comum entre elas confirmou-se: o nevoeiro não afetou o local até muito perto das 18h00, precisamente quando começou a partida. Não é a primeira vez que ouvimos e vemos tal pontaria, mas não é como se o clima se tivesse revoltado contra o futebol. Não é preciso ser meteorologista (embora os especialistas nos ajudem a compreender isto e obrigada por isso) para encontrar aqui um padrão. O horário é um problema na Choupana e André Villas-Boas, depois de ter passado uma manhã e início de tarde descansadas na Madeira, percebeu bem porquê. O presidente do FC Porto deu assim o toque: «Se os jogos não forem marcados para o início da tarde é difícil haver condições…»
Se nada mais servir para alterar isto, se não interessar a competição alterada, o planeamento de duas equipas afetado, até o dos vários profissionais que rondam o futebol, além dos pobres adeptos que andam para lá e para cá sem contrapartidas, pelo menos que alguém entenda que o espetáculo televisivo também foi muito pobre (nem nos minutos efetivamente jogados se via mais de metade do campo...). Mudem lá a hora para não termos de discutir mais isto. Por esta altura, já só não vê a solução quem não quer..."

A Liga da vergonha


"O que se passou na Choupana deve levar Pedro Proença e a Sport TV a meditarem seriamente no futuro. Agendam jogos para horas em que o nevoeiro é constante ameaça. Os clubes e os adeptos que se lixem...

Mesmo alertados para aquilo que se tinha passado com o Benfica em outubro passado no Estádio da Madeira, a Liga e a Sport TV não mudaram a sua postura relativamente aos horários dos jogos dos grandes na Choupana. O aviso para o que se iria confirmar foi dado no último dia do ano passado por Victor Prior, diretor da Delegação Regional da Madeira do IPMA (Instituto Português do Mar e da Atmosfera). Em vez de encontrar uma solução credível para a possibilidade de o nevoeiro voltar a fazer das suas, o que fez a Liga Portugal a reboque da Sport TV? Manteve tudo na mesma e seja o que D. Sebastião quiser...
O Nacional-FC Porto foi apenas mais mais um episódio degradante do futebol português, cuja imagem que tentam passar é de grande qualidade, com executantes de grande nível (os jogadores), mestres da tática (treinadores), mas dirigentes que deixam muito a desejar e que só pensam nos interesses financeiros, neste caso concreto nos shares televisivos.
Pedro Proença ainda teve o desplante de viajar propositadamente para a Madeira para assistir in loco, ladeado dos presidentes André Villas-Boas e Rui Alves, ao triste espetáculo que se assistia no relvado da Choupana, com o árbitro Tiago Martins a fazer das tripas coração no sentido de prosseguir uma partida que estava condenada a ser interrompida desde o início, tudo pelos superiores interesses de uma transmissão televisiva que não podia ser feita ao final da manhã ou ao início da tarde.
Há aqui uma questão grave que merece ser tratada relativamente aos jogos que se disputam no Estádio da Madeira e, sobretudo, quando lá se deslocam os grandes do futebol português. É inconcebível que numa Liga que tanto se apregoa de profissional permitir que 18 jogos sejam adiados devido ao mau tempo. Há que precaver sempre a possibilidade de mau tempo e reunir condições para que os jogos sejam transferidos para o Estádio dos Barreiros se for caso disso, por muito que custe ao Nacional jogar na casa emprestada do rival Marítimo. O engenheiro que construiu o recinto certamente também não levou em linha de conta as adversas condições atmosféricas que atingem amiúde a cota do estádio e, nesse sentido, há que ter sempre um plano B para situações destas, que, na realidade, mancham pela negativa a imagem do futebol português.~
Como querem exportar para mercados internacionais um produto com tamanhas lacunas? Acham que norte-americanos, chineses, japoneses ou australianos compram jogos de um campeonato em que têm de andar de lupa para ver as jogadas ou os golos pela televisão? Pedro Proença sempre passou a imagem de um presidente preocupado com os adeptos, mas esta é a prova inequívoca de que tem errado nessa matéria e em muitas outras. Quem se responsabiliza por custear as despesas do avião dos adeptos que viajaram do continente para assistir a 15 minutos (com duas paragens) de futebol no meio da bruma? E a Sport TV, não fica diminuída enquanto canal pago pelos seus assinantes que se viram impossibilitados de ver a bola rolar, independentemente da zona do relvado? Consideram que este é o caminho certo? E já agora, foi de mestre a ideia de marcarem o que resta do encontro para as 17 horas do dia 15? Seguramente a essa hora não há risco de o nevoeiro pairar sobre a Choupana..."

Zero: Mercado - Gabriel Veron volta, mas não fica

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Dar já uma resposta na Taça da Liga


"Esta edição da BNews é dedicada à atividade desportiva do Benfica neste fim de semana.

1. Desaire caseiro
Na receção ao SC Braga, o Benfica foi derrotado, por 1-2, após uma segunda parte em que procurou inverter a desvantagem de dois golos verificada ao intervalo.
Na opinião do treinador do Benfica, Bruno Lage: "Temos uma boa reação na 2.ª parte, praticamente nossa, com várias oportunidades de golo, mas apenas conseguimos marcar um golo."
Bruno Lage projeta já o futuro imediato: "Só nós é que podemos dar a volta à situação, nós enquanto equipa técnica, nós enquanto jogadores, eu fundamentalmente enquanto líder, e dar já uma resposta. Aquilo que queremos é no próximo jogo vencer o Braga, eliminar o Braga e estar na final da Taça da Liga."

2. Foco nos objetivos
Di María considera que "no segundo tempo tentámos reagir, criámos ocasiões, mas não conseguimos converter" e frisa que "há que continuar a trabalhar. Ainda falta muito, vai começar a 2.ª volta, então há muito pela frente". O jogador argentino já pensa na Taça da Liga: "É o primeiro objetivo que temos, tentar chegar à final e poder ganhar a primeira competição."

3. Ângulo diferente
Veja o golo do Benfica frente ao SC Braga de outro ângulo.

4. SC Braga no feminino
O Benfica recebe esta tarde (17h30) o SC Braga a contar para o Campeonato Nacional de futebol no feminino. Filipa Patão releva a importância do encontro: "Sabemos aquilo que temos de fazer e sabemos da consistência que temos tido ao longo da época no que toca ao Campeonato. É isto que espero, um jogo entre candidatos ao título. É mais um jogo que temos de ganhar."

5. Outros resultados
No que respeita a equipas masculinas, o Benfica ganhou, por 4-7, na visita ao SC Braga em futsal; em hóquei em patins, vitória, por 3-2, ante o SC Tomar; no basquetebol, triunfo, por 69-89, em Guimarães; em voleibol, 3-1 aplicado à AA São Mamede; em râguebi, derrota, por 18-19, frente ao Direito.
Quanto a equipas femininas, no hóquei em patins o Benfica somou três pontos na visita ao Nantes a contar para a WSE Champions League Women; no futsal, vitória, por 1-4, no reduto do Águias Santa Marta; em andebol, triunfo, por 35-24, frente ao CJ Almeida Garrett.

6. Bicampeões nacionais
O Benfica sagrou-se bicampeão nacional de estrada. Isaac Nader terminou a prova no 1.º lugar e voltou a estabelecer o recorde nacional, passada uma semana de tê-lo conseguido na São Silvestre de Lisboa. Todos os quatro primeiros classificados na prova correram de águia ao peito.

7. Jogos do dia
Além do embate com o SC Braga em futebol no feminino, estão agendados os seguintes jogos: às 15h00, receção ao União Sportiva em basquetebol no feminino; às 16h00, embate com o PV Colégio Efanor na condição de visitante, em voleibol feminino. Esta manhã, os Sub-17 ganharam, por 1-4, na deslocação ao Belenenses.

8. Eusébio partiu há 11 anos
Hoje assinalam-se 11 anos do falecimento da maior figura da história do Benfica, Eusébio da Silva Ferreira."

Zero: Ponto Final #22 - João Tomaz...

Atypical: Is This The Most INTENSE Overseas Rivalry?

Bello: Braga...

Pois É Com Jogos Assim Que Se Perdem Campeonatos


"Benfica 1 - 2 Braga

ANTES DO JOGO
Está na hora de voltar a jogar com intensidade os 90 minutos do jogo. Dificilmente venceremos o Braga - obrigação ainda maior depois do empate do Sporting ontem - se não jogarmos ao nosso melhor nível do princípio até ao fim.
Grande momento coletivo antes disto começar. Lindooooo! Carrega, BENFICA!!! Vamos!

AGORA O JOGO
05' Kokcu mais recuado, na posição 6, para garantir melhor construção em zonas recuadas. Barreiro como 8 dá intensidade àquela zona do campo. Vamos ver como resulta.
08' Pavlidis a protagonizar o primeiro lance de perigo. Era difícil fazer melhor: bola na rede lateral.
17' Braga a confirmar que rende mais fora de casa e já estamos a levar um - o Trubin nãopodia ter feito mais? Toca a acelerar e, já agora, a falhar menos passes em zonas de decisão, sff.
30' Esperávamos uma reação ao golo deles? Ainda não se viu nada de jeito.
35' O Akturkoglu está em péssima forma. Não acerta um passe. 41' Nós zero, eles dois. Sozinho no meio da área a cabecear num canto? Agora vai ser muito difícil dar a volta a isto, ai vai, vai.
45' Primeira parte muito pobre - mais uma! Um remate enquadrado.
46' Arthur Cabral no lugar de Aursnes. Dois avançados. A ver vamos.
49' Ainda agora recomeçou e já vai no segundo jogador do Braga no chão, a obrigar a parar o jogo. Os árbitros portugueses sempre a ir nisto.
52' Bola dividida, Di María no chão, dentro da área, dúvidas.
55' Uma pergunta: porque é que o Benfica não entrou com esta pressão sobre eles logo no início do jogo?
61' Ó Pavlidis, mas o que é isto???
67' Três substituições. O tempo corre acelerado. Eles defendem com tudo e jogam com o anti jogo, passam a vida no chão. Normal na liga tuga. E nós não acertamos com uma na baliza...
72' Fdx, até tu, Carreras?
73' Di María é o único capaz de criar perigo. Tudo em lances individuais. Um ponto já não será mau. 77' Arthur Cabral, belo golo a dar uma réstea de esperança aos 61.750 que enchem a Luz. No campeonato das assistências somos imbatíveis. Fosse tudo assim.
90+6' Duas derrotas seguidas por culpa própria. O campeonato cada vez mais longe.
Muita, muita, muita coisa a repensar. Desde a goleada ao Porto que não fazemos um bom jogo. Oito pontos perdidos em quatro jogos onde jogámos no máximo 45 minutos.
O Benfica dá condições únicas aos seus profissionais: estrutura, treinadores, jogadores, etc. O Benfica tem que saber exigir tudo aos seus profissionais."

Benfica-SC Braga, 1-2 Benfica só pode queixar-se do que não foi como equipa


"Quando está uma volta inteira por jogar, é prematuro falar-se em adeus encarnado ao título. Mas que o Benfica deu um tiro no pé, deu, e Carvalhal ganhou, e bem, a Lage…

Foram 61.750 os que estiveram na Luz para ver o Benfica-SC Braga, e quase 60 mil eram afetos à equipa da casa, que entrou em campo com o sabor doce na boca dos dois pontos que o Sporting tinha deixado em Guimarães, que colocavam os campeões nacionais ao alcance da águia. Porém, face ao Benfica, neste final de primeira volta, os leões acabaram por ganhar um ponto, e em relação aos dragões mais tarde se verá.
Houve injustiça na Luz? Nem por sombras. O SC Braga – o maior poço de contradições desta Liga - foi a equipa mais esclarecida, mais adulta e mais fria, e soube aproveitar bem as alamedas que a estrutura defensiva do Benfica continua a construir para a progressão dos adversários, nomeadamente em ataques rápidos.
Bem vistas as coisas, logo aos 17 minutos, na sequência de uma perda de bola de Arkturkoglou, os minhotos tiveram todo o espaço e tempo para fazerem chegar a bola a Fran Navarro (grande empréstimo, para quem o fez e recebeu…) que sem grande oposição bateu Trubin; e aos 40 minutos, Bambu, após um pontapé de canto apontado por Ricardo Horta, foi o único jogador na área encarnada a saltar à bola para fazer, à vontade, o 0-2. Na primeira parte, quantos remates enquadrados teve o Benfica? Zero. Apenas aos 8 minutos Pavlidis esteve perto do golo, mas acertou na malha lateral. Curto, para quem precisava de ter uma abordagem mais assertiva ao jogo, e revelou uma ansiedade que fez o esférico queimar os pés dos jogadores, subtraiu na dinâmica, e levou a que se notasse, à exaustão, a incapacidade de pressionar a saída de bola do adversário e, mais grave ainda, conseguir manter, de forma a mandar nos acontecimentos e não de ir atrás deles, o controlo da partida.
Foi da tática? Não. Bruno Lage, depois de um primeiro tempo amorfo em Alvalade, optou pela solução da segunda metade, que tinha correspondido melhor, mas que acabou por ser um ‘flop’ contra os arsenalistas. Estes, vindos de uma derrota caseira frente ao Casa Pia, começaram a partida em 4x2x3x1, mas cedo, logo que se viram em vantagem, optaram por um 5x4x1, com o recuo de Gabri e a passagem de Marin para zonas mais interiores, que nunca esteve perto de ser um ‘autocarro’. E, para os minhotos, em boa hora não baixaram demasiado as linhas, porque as ‘encomendas’ que iam chegando do Benfica eram de fraca qualidade.

OS RISCOS DE LAGE
Após o intervalo, o Benfica regressou em 4x4x2, com o sacrifício de Aursnes para a entrada de Arthur Cabral, que se juntou a Pavlidis, passando o duplo pivot a ser assegurado por Barreiro e Kokçu. Mas as soluções dos encarnados pouco assustaram Matheus, e só aos 52 minutos enquadraram o primeiro remate, que saiu à figura do guarda-redes minhoto. E os males da primeira parte, no que respeita à vulnerabilidade defensiva – por exemplo, como foi possível Bruma ter ‘vivido’ entre linhas a fazer o que melhor sabe, sem que cuidados especiais fossem tomados? - mantiveram-se, embora, especialmente a partir da tripla alteração do Benfica, aos 67 minutos (Pavlidis/Amdouni, Arkturkoglou/Schjelderup e Bah/Renato, passando Barreiro para a direita da defesa), o domínio territorial, também por escolha de Carvalhal, passasse a ser mais evidente, embora não melhorasse a lucidez, como vários passes sem rei nem roque de Renato Sanches mostraram.
Foi neste contexto de falta de soluções que Arthur Cabral, aos 78 minutos, tirou um coelho da cartola e, com um belo remate de meia-distância, reduziu para 1-2. Pela Luz passou a ideia de que os derradeiros 18 minutos (12 até aos 90 e mais seis de compensação) iriam ser de grande sofrimento para o SC Braga. Porém, não foi isso que sucedeu. Sem mexer no 5x4x1, Carlos Carvalhal foi ao banco, aos 82 minutos, em jogada de mestre, refrescar o ataque (Horta por Roger e Navarro por El Ouazzani), mantendo um Benfica que, já depois de Di María ter saído, apostava muitas fichas nos cruzamentos de Beste, Carreras e Barreiro, que procuravam Cabral, Amdouni e Otamendi, em contenção, sem que os donos da casa tivessem disposto de alguma oportunidade clara para empatar a partida.
Janeiro, mês de mercado, talvez traga a Bruno Lage soluções que compactem a equipa, que se mostra de uma permissividade defensiva incompatível com altos voos. Porque, ninguém duvide, se os seis pontos perdidos nas últimas duas jornadas da primeira volta contra adversários do ‘top quatro’ – especialmente da forma que o foram - não fizer soar todas as campainhas de alarme instaladas no eixo Luz-Seixal, a época de 2024/25 dificilmente terá um final feliz para o Benfica."

Sendo que esta posse de bola, nasce num lance, com um carrinho perigoso, que no Liverpool-Man United até deu Amarelo...!!!

Vinte e Um - Como eu vi - Braga...

Esteves: Braga...

Terceiro Anel: Braga...

RND - Era Só Isto... - Braga...

BI: Braga...

Visão: Braga...

5 minutos: Braga...

Zero: Mercado - FC Porto leva Wendell à FIFA

domingo, 5 de janeiro de 2025

Vermelhão: Fundamental inverter o ciclo!


Benfica 1 - 2 Braga


Este desperdício de 8 pontos no último mês pode ser fatal! A equipa perdeu a embalagem da chicotada psicológica, e não está a conseguir dar a volta aos jogos!

Hoje, um Braga que nada fez para ganhar o jogo (2 remates à baliza, dois golos e mais uma oportunidade em praticamente 100 minutos!), e conseguiu ganhar! Com um Benfica, que dominou territorialmente a maior parte do jogo, criou oportunidades que desperdiçamos, mas para o domínio que tivemos, devíamos ter massacrado mais! Não estamos a criar as oportunidades em catadupa, que devíamos neste contexto!

Sem o Tino com álibi para as críticas, recordo que os jogos e os adversários não são iguais, o esquema que pode resultar num determinado contexto, pode não resultar contra outro adversário!

Uma nota para o anti-jogo: nestas duas derrotas nas últimas duas jornadas, assistimos a formas muito criativas de anti-jogo, do mais nojento que se pode observar nos campos de futebol, durante mais de 45 minutos em cada jogo, e em ambos os casos, com a total complacência dos apitadeiros, mas como o Benfica não ganhou, está tudo bem...


Agora, vamos ter Taça da Liga e depois Taça de Portugal. Com este ambiente, não me atrevo a prever desfechos... Podemos estar no momento decisivo da época, em todas as competições internas. Acredito que os jogadores querem ganhar, mas para isso acontecer, temos que começar a jogar para ganhar no 1.º minutos, e temos que marcar golos...!!! O Lage, no passado, demonstrou muitas dificuldades em dar a volta aos ciclos negativos, é fundamental voltar a ganhar convincentemente rapidamente.

Grande atitude...

Braga 4 - 7 Benfica

Vitória importantíssima, que nos garante a liderança para já, contra um adversário que recentemente ganhou a Supertaça!
Entrámos a marcar, a 1.ª parte não podia ter corrido melhor, com o Braga a desperdiçar alguns golos, no 2.º tempo ainda tivemos margem para ter uma branca, que permitiu os 4 golos do Braga (marcados de forma consecutiva!).

Se na atitude e na intensidade ninguém pode acusar os nossos jogadores de alguma coisa, no ataque planeado, temos espaço para melhorar. Tentamos fazer tudo muito depressa, e às vezes complicamos...

Apesar dos muitos golos, destaco o André Correia que jogou no lugar do Gugiel, grande jogo, na baliza, e melhorou bastante com a bola nos pés

Vitória em Guimarães...

Guimarães 69 - 89 Benfica
18-21, 14-20, 17-30, 20-18

Ainda sem o Stone e o Carvacho (no banco, mas não jogou), nova vitória larga, com o Trey a dominar, mas com o Broussard e o Makram também a melhorarem bastante em relação ao início da época!
Nota ainda para os maus 25% nos Triplos: o Benfica normalmente quando os Triplos não entram, perde (ou tem muitas dificuldades)! Algo que ultimamente tem mudado!

Vitória...


Benfica 3 - 1 São Mamede
25-13, 24-26, 25-22, 25-16

Provavelmente o primeiro jogo da temporada, com todo o plantel disponível!
A única anormalidade, foi mesmo o Set perdido, de resto tudo normal...
Destaco a aposta do Edu como titular em toda a partida... nestes jogos, pode ser opção...

3 pontos, importantes...


Benfica 3 - 2 Sp. Tomar

Vitória apertada, o final foi demasiado emocionante, mas na minha opinião, até jogámos bem, mas a finalização deixou a desejar... com o adversário a marcar de penalty e Livre Direto!

Goleada em Nantes...


Nantes 1 - 6 Benfica

Vitória esperada em França, após a derrota com as Espanholas.

Somar três pontos


"O Benfica recebe o Braga hoje, às 18h00, no Estádio da Luz. Este é o tema em destaque na BNews.

1. Jogar bem e ganhar
O treinador do Benfica, Bruno Lage, afirma: "O nosso desejo e a nossa determinação é entrar no ano da melhor maneira, vencer o jogo, os três pontos, com uma boa exibição e com golos."
Bruno Lage revela um dos seus desejos para 2025: "Fundamentalmente, termos a ambição e a determinação de continuar a fazer um bom trabalho. Fazer crescer a equipa, fazer crescer os jogadores e de continuar a fazer evoluir a equipa para ir ao encontro daquilo que é a ambição e a exigência dos nossos adeptos."

2. Braga também no feminino
Na última jornada da 1.ª volta do Campeonato Nacional de futebol no feminino, o Benfica recebe o Braga, amanhã às 17h30, no Benfica Campus. Filipa Patão releva a importância do encontro: "Sabemos aquilo que temos de fazer e sabemos da consistência que temos tido ao longo da época no que toca ao Campeonato. É isto que espero, um jogo entre candidatos ao título. É mais um jogo que temos de ganhar."

3. Jogos do dia
Além do desafio com o Braga em futebol, hoje o Benfica tem várias partidas agendadas de outras modalidades.
Nos masculinos, em hóquei em patins, na Luz, com o SC Tomar (15h00); à mesma hora, em râguebi, o Benfica recebe o Direito; em voleibol, também na Luz, com a AA São Mamede (16h30); em basquetebol, visita ao Vitória SC (18h00); em futsal, deslocação ao reduto do Braga (21h30). Nos femininos, em hóquei em patins, embate europeu em Nantes (17h00); em futsal no reduto do Águias Santa Marta (19h00); em andebol, receção ao CJ Almeida Garrett (21h00).

4. Grande entrevista
Rui Passo, vice-presidente do Sport Lisboa e Benfica com o pelouro da inovação e tecnologia, em grande entrevista à BTV. "A tecnologia é aplicada no sentido de sermos mais competitivos e ganharmos mais, e temos esse reconhecimento a nível nacional e internacional", afirma.

5. Convocatórias das seleções jovens
As mais recentes convocatórias das Seleções Nacionais Sub-17 e Sub-16 masculinas contam, respetivamente, com nove e sete atletas do Benfica. Na convocatória da Seleção Sub-17 feminina constam oito futebolistas do Benfica.

6. Ação de formação
Os Sub-23 do Benfica participaram numa ação de formação sobre prevenção rodoviária.

7. Reforço
A oposta croata Barbara Dapic reforça a equipa feminina de voleibol do Benfica.

8. Comunicado oficial
Leia o comunicado oficial do Sport Lisboa e Benfica que esclarece informações incorretas veiculadas por um órgão de comunicação oficial acerca das contas da SL Benfica SAD em 2023/24.

9. Casa Benfica Figueira da Foz
Esta embaixada do benfiquismo celebrou o 30.º aniversário."

Roubo

Terceiro Anel: Diário...

Benfica Podcast #545 - New Year in Third

O Benfica do António: Entre a Inocência e a Desilusão


"No último domingo, no dérbi contra o Sporting, conheci o António. Não deve ter mais de 8 anos, mas já carrega um fardo pesado para quem tão pouco tempo teve para sonhar. O António estava inconsolável. Chorava pelo resultado e pelas provocações dos adeptos adversários, mas chorava, sobretudo, por um sentimento que poucos adultos conseguem traduzir: a tristeza de ver o clube que ama ser pequeno quando deveria ser gigante.
Aproximei-me para o confortar. Disse-lhe que o Benfica ainda lhe daria muitas alegrias, que um dia voltaria a sorrir com as vitórias do clube. Mas não estava preparado para a resposta dele: “Pois, mas ultimamente não tenho visto muitas.”
Fiquei sem palavras. Ali, naquele momento, percebi que o António simbolizava algo maior do que o desalento de um jogo perdido. Ele simbolizava uma geração inteira de benfiquistas que cresceu sem referências de glória, apenas com recordações de promessas quebradas e sonhos desfeitos. Eu tenho 21 anos. Vi o Benfica regressar a finais europeias, algo que não acontecia desde 1990. Assisti à conquista de 7 campeonatos nacionais e outros títulos. Mas mesmo assim, já vivi mais desilusões do que esperava. Já vi mais enxovalhos do que motivos para orgulho.
Agora imaginem o António. Na sua curta vida, terá festejado, no máximo, 1 ou 2 campeonatos. No resto do tempo, viu um Benfica frágil em campo e ainda mais vulnerável fora dele. Viu um clube atolado em processos judiciais, suspeitas de corrupção, tráfico de influências e má gestão. Um Benfica que trocou a grandeza por subterfúgios e conluios.
O António conhece um Benfica manchado. Um Benfica que sai nos jornais pelas piores razões, onde se fala de manipulação de resultados, acordos obscuros e práticas que ferem o nome de um clube que já foi sinónimo de ética e grandeza. E o pior é que ele já normalizou essa imagem. Cresceu a acreditar que este é o Benfica.
Uma auditoria recente expôs aquilo que muitos já temiam: um clube que se desviou dos seus princípios, que perdeu a liderança moral e desportiva, e que hoje sobrevive mais pelo nome do que pelo mérito. E é este o Benfica que estamos a legar ao António e a tantos outros miúdos como ele. E, no entanto, o António merece mais. Merece um Benfica que inspire sonhos, não desculpas. Merece vibrar com finais europeias e festejar campeonatos, não crescer habituado à mediocridade e aos escândalos. Merece sentir orgulho no emblema que escolheu amar.
Mas a responsabilidade não é só dos dirigentes. É nossa. Nós, adeptos e sócios, temos de ser mais exigentes. Temos de abandonar a apatia e levantar a voz contra quem usa o Benfica como trampolim pessoal. Temos de exigir transparência, competência e dignidade.
O António merece crescer a acreditar que o Benfica é tão grande quanto a história diz que é. E se não o fizermos por nós, que já conhecemos um passado melhor, temos de o fazer por ele. Porque o Benfica não pode ser apenas uma memória distante de glória. O Benfica tem de voltar a ser aquilo que sempre prometeu ser: o maior clube de Portugal.
E isso não é um pedido — é uma obrigação."

Estaduais têm ‘spoilers’


"Os campeonatos estaduais estão para o futebol brasileiro mais ou menos como a Taça da Liga, cuja final-four vai começar, ou a Supertaça Cândido de Oliveira, ganha pelo FC Porto antes do início da Liga Portugal Betclic, estão para o futebol português: são vistas como competições secundárias no calendário dos grandes clubes pelos dirigentes, pelos treinadores, pelos adeptos e pela imprensa.
A diferença é que a Supertaça Cândido de Oliveira ocupa umas duas horas desse calendário — a deste ano ocupou um bocadinho mais porque foi a prolongamento — enquanto os estaduais brasileiros demoram penosos dois ou mais meses.
Como também eram penosas a fase de grupos e as eliminatórias da Taça da Liga antes de se chegar ao jogo decisivo, em Portugal entendeu-se que o formato deveria ser radicalmente alterado, mantendo o vestígio de emoção que a prova contém, a tal final-four, disputada este ano, como de costume, entre os três grandes e o campeão SC Braga.
No Brasil, no entanto, como os estaduais alimentam os dirigentes das federações locais e os dirigentes das federações locais são quem elege o presidente da CBF, este organismo insiste em mantê-los nos moldes atuais — neste espaço de opinião não se propõe a sua extinção, atenção, mas a sua extensão, palavra quase homófona mas muito diferente, ao longo do ano, como uma espécie de Série E com acesso à D, engordada pelas equipas B dos maiores clubes de cada estado que, desse modo, poderiam dar minutos à imensidão de jovens craques que produzem.
Embora em dieta de duração ano após a ano — este ano acabam em março —, os estaduais ainda apertam o Brasileirão, essa sim uma competição de enorme potencial desportivo e financeiro, no resto do ano, com jogos de três em três dias, num país em que as viagens são continentais e a cada jogo os treinadores e os jogadores são postos em causa por uma multidão de fãs (demasiadamente) apaixonados.
E para quê? No Rio de Janeiro e em São Paulo ainda há quatro grandes, as finais do Cariocão e do Paulistão são, por isso, mais ou menos imprevisíveis, mas no Gauchão é quase garantido que a final será entre Grêmio e Internacional. E no estadual mineiro entre Cruzeiro e Atlético e no Baianão entre Bahia e Vitória e no Paranaense entre Athletico e Coritiba e por aí adiante.
Ou seja, os estaduais são uma espécie de interminável conversa de chacha antes de se chegar a um duelo entre a dupla dominadora do estado que já toda a gente conhece — são como um filme em que já se sabe o fim."