Últimas indefectivações

quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

Goleada, garantindo a qualificação...


Benfica 7 - 0 Estrela


Na última jornada, a vitória que garante a qualificação para a Fase dos Campeões...
Independentemente deste resultado, apesar de alguns maus resultados, a época tem sido positiva. A equipa tem jogado bem, e os jogadores têm evoluído.
Agora vamos ver como será a Fase Final...

Bah 2029

Bajrami 2029

Defesa...

Jogador...

Treinador...

Falar Benfica #188

5 minutos: Diário...

El Mítico #117 - Un paso hacia atrás, un paso hacia delante

Pre-Bet Show - "Benfica Vai Ser Campeão Esta Època" 😳

Jogo Pelo Jogo - S02E19

A Verdade do Tadeia #2025/26 - Sporting respira na frente

BenfiquistadeGaia: AFS...

DAZN: Partidazo - "Quem vai ser o campeão de inverno?"

Zero: Senhoras - S04E16 - «Grupo da Morte»: o que esperar de Portugal no Euro?

Lamentações em curso


"1. Consultando a imprensa desportiva diária e as notícias que nos chegam em catadupa através das mais variadas plataformas tecnológicas, é impossível não dar conta do regresso em força do tema da arbitragem, que tão arredio do dia a dia andou nos últimos e largos meses. É que durante muito tempo até parecia que não havia árbitros no nosso país, tal era o sossego em que, aparentemente, se vivia.

2. Mas, de repente, parece que voltou a haver árbitros em Portugal. Porquê? Ora, porque o Benfica se aproximou um bocadinho do topo da tabela aproveitando alguns deslizes dos nossos competidores mais diretos. É crime? Não, não é, mas parece, se estivermos atentos aos choros e ás lamentações que por aí campeiam.

3. Imagine-se que até o condenado ex-diretor de comunicação do FC Porto veio exigir que os jogos do Benfica sejam 'escrutinados'. Mas 'escrutinados' por quem? Escrutinado já foi, e muito bem, Francisco J. Marques pelo Ministério Público e com os resultados que se conhecem.

4. A BTV cumpriu na última terça-feira o seu 16.º aniversário. O tempo voa, é verdade. A BTV foi a primeira estação televisiva de um clube a arrancar no nosso país, e, naturalmente, teria de ser o Benfica a atirar-se na linha da frente a esta fantástica aventura audiovisual. A ligação dos benfiquistas ao 'nosso' canal de televisão é indiscutivelmente real e efetiva. Está de parabéns a nossa estação e estão de parabéns todos os benfiquistas.

5. Telma Monteiro colocou em ponto final no seu incrível percurso de judoca - 94 medalhas nas maiores competições internacionais! - mas não colocou um ponto final na sua ligação ao Benfica e ao emblema que defendeu tão brilhantemente nos últimos 17 anos. Telma continuará connosco no cargo de coordenadora do judo e a sua sabedoria acumulada servirão de inspiração para os jovens judocas do Benfica. O Benfica tem muitas razões para se sentir agradecido a Telma Monteiro, e a boa notícia é que vai continuar a ter.

6. O Benfica, com toda a legitimidade, persegue o seu 39.º título de campeão nacional de futebol. Nesta Liga de 2024/25 está tudo em aberto, ou não estivéssemos ainda em dezembro e tão distantes, em termos de calendário, do mês e Maio, o mês das decisões definitivas. O próximo passo desta nossa empreitada rumo ao 39 está marcado para domingo pelo final da tarde na casa do AFS.

7. Não há jogos fáceis no campeonato nacional de futebol. E, sobretudo, não há jogos fáceis no campeonato depois de jornadas europeias de grande responsabilidade e intensidade que sempre convocam as maiores emoções. Na nossa caminhada segue-se agora o AFS. Que não falta o querer nem a inspiração à nossa equipa, porque o apoio das bancadas certamente não lhe faltará. Carrega, Benfica!"

Leonor Pinhão, in O Benfica

Em casa mandamos nós


"Com o Estádio da Luz como fortaleza, os benfiquistas destronaram qualquer dúvida em relação às suas qualidades

O fator casa é um fenómeno difícil de explicar no desporto. Os jogadores transcenderam-se perante os seus adeptos, vencendo jogos frente a equipas teoricamente mais fortes. Se, para os jogadores do conjunto da casa, o apoio das bancadas serve de tónico, para os seus adversários, o ambiente surte um efeito contrário, condicionando-os.
Na temporada 1960/61, o Benfica sucedeu ao Real Madrid como campeão europeu, sendo até então as únicas duas equipas a arrecadarem este troféu. Os encarnados realizaram uma campanha fantástica, dando a conhecer o futebol português e com os seus jogadores a serem idolatrados.
Ainda assim, havia quem esperasse o mínimo percalço para duvidar do feito alcançado. Em Fevereiro, o Benfica tinha garantido o apuramento para as meias-finais da Taça dos Clubes Campeões Europeus, com uma vitória retumbante frente ao Nuremberga por 6-0, na 2.ª mão dos quartos-de-final, no Estádio da Luz, corrigindo assim a derrota da 1.ª mão, por 3-1. Poucas semanas depois, em 14 de Março, os encarnados defrontaram a seleção de Itália, em Milão. Com uma exibição desinspirada, os benfiquistas perderam por 4-1. A imprensa transalpina foi célere a questionar a qualidade dos portugueses: 'Isto é que é o Benfica, campeão da Europa?'
Sete dias depois, os jornalistas italianos fizeram questão de se deslocarem a Lisboa para a reação dos encarnados ao Tottenham, para a 1.ª mão das meias-finais da competição, 'para ver se o Benfica é tão forte, que tenha merecido ganhar o título máximo europeu'.
Os adeptos lotaram as bancadas do Estádio da Luz, o ambiente no recinto era ensurdecedor, com um jornalista do Daily Express a afirmar: 'Aquela multidão de 70 000 mil pessoas é a mais terrível assistência que até hoje vi. Rosnava, rugia, gritava e assobiava'. Impulsionados pelo apoio dos seus adeptos, os benfiquistas protagonizaram uma exibição sublime, vencendo sem contestação os spurs por 3-1.
Desta forma, os benfiquistas mantiveram a invencibilidade no seu reduto, sendo o 8.º jogo disputado neste recinto para esta competição, tendo vencido 7 e empatando 1.
Saiba mais sobre o antigo Estádio da Luz na exposição Um por Todos e Todos pelo Estádio - Memórias do Estádio da Luz (1954-2003), no Museu Benfica - Cosme Damião."

António Pinto, in O Benfica

A podridão continua


"Francisco J. Marques foi jornalista, comentador e diretor de comunicação do FC Porto. È um cidadão condenado por violência doméstica e um dos adeptos portistas mais ativos nas redes sociais. Nenhum desses factos faz dele uma mais-valia para o futebol português. No entanto, é comum que as suas declarações via teclado sejam apresentadas com destaque em várias publicações desportivas. Como se o ódio e a intolerância ganhassem cliques e conquistassem seguidores... Ah, espera, ganham e conquistam.
Graças e este tipo de comportamentos, a indústria do futebol profissional em Portugal é quase ridícula. Estádios às moscas, suspeitas de espionagem na Liga de Clubes, clubes que funcionam como satélites uns dos outros, acertos de contas mal explicados, impunidade, tudo faz parte do enredo desta tragédia. Ou será filme de terror?
Num dos recentes desaires do FC Porto, em Famalicão (empata a uma bola), ainda a bola não estava a rolar, e já uma equipa de reportagem do Porto Canal estava a ser ameaçada. Pelos 'radicais' adeptos do Fama? Claro que não. O bando que atacou os jornalistas identificava-se como portista, e a cena decorreu uma delegação do FCP em Famalicão. Ou seja, depois de anos a agredir e insultar adversários, agora até os da casa são metidos ao barulho. Curiosamente, este braço armado (ou será guarda pretoriana?) até deveria estar feliz, com tantas homenagens, por parte da atual direção, ao ex-presidente do clube - que segue a sua vida, impune depois de tudo o que andou a fazer em mais de 40 anos. Depois do apito final, refira-se, também os jogadores e o treinador foram insultados e ameaçados, ao relvado, pelos próprios adeptos.
A podridão no entanto, não termina aqui. Na mais recente derrota do Sporting CP (na Bélgica), não só os jogadores foram visados com petardos no relvado como o presidente da agremiação foi duramente insultado nas ruas de Bruges.
É tudo tão triste, tão poucochinho. E revoltante. Ainda mais quando sabemos que, também do nosso lado, há quem veja o futebol com estas palas, com mais gosto pela violência do que pelo desporto."

Ricardo Santos, in O Benfica

Num instante


"Se há seis ou sete meses alguém ousasse prever que o treinador do Benfica seria agora Bruno Lage, o do FC Porto, Vítor Bruno, e o do Sporting. João Pereira, ninguém levaria a sério. Na altura, uns mais do que outros, Roger Schmidt, Sérgio Conceição e Rúben Amorim pareciam de pedra e cal ao comando dos 'três grandes', e a haver mudanças, os nomes dos putativos substitutos, uns mais do que outros, andariam longe daqueles que hoje se sentam nos bancos.
Noutro plano, se ao entrar em campo para defrontar o Arsenal alguém imaginasse que o Sporting entraria também aí numa sequência de maus resultados, e que o autocarro da equipa seria, duas semanas mais tarde, alvo de tochas e insultos por parte dos próprios adeptos, então o caso era para alarme. Na altura, o conjunto de Alvalade era imbatível, desafiava os anos dos Cinco Violinos, e caminhava tranquilamente para a renovação do título. Quanto ao Benfica, bem sabemos que, aquando das primeiras jornadas, tinha um plantel medíocre, jogava um futebol medíocre e podia desde logo pensar apenas no 2.º lugar.
Tudo isto ensina-nos a acreditar até ao fim. Em cada competição, em cada jogo, em cada lance. Mas ensina-nos também que, mesmo estando e duas vitórias da liderança, tendo encetado uma recuperação que poucos previam tão rápida, e vendo os rivais circunstancialmente enfraquecidos, nada nos garante o sucesso final.
Não há campeões em Dezembro, como não houve em Setembro e não haverá em Janeiro. Só no dia 18 de Maio uma equipa festejará o título. E essa será a que melhor souber lidar com as múltiplas oscilações que, necessariamente, vão ocorrendo ao longo dos meses.
Devemos estar confiantes e acreditar no treinador e nos jogadores. Porém, nada de triunfalismos, pois até ao fim da temporada muita água correrá debaixo de todas as pontes."

Luís Fialho, in O Benfica

Crianças


"Crianças são sempre crianças todas as condições e latitudes, e nunca, mesmo nunca, deveriam adoecer. Era bom que assim fosse, mas a realidade é bem diferente, às vezes muito dura e difícil de compreender para as crianças e de aceitar pelos adultos.
O nosso sistema de saúde dedica-lhes, e bem, uma atenção e um carinho especiais, juntando aos cuidados médicos todas as parcerias que de uma maneira ou de outra possam ajudar as crianças a ultrapassar esta fase mais difícil e levar alegria e um pouco de bem-estar, tão necessários à humanização dos hospitais. São inúmeros os voluntários e as organizações de diferentes tipos que atuam ao longo de todo o ano nos hospitais portugueses, e também lá não faltam os clubes de futebol, com o Benfica orgulhosamente à cabeça. No Natal, esta presença continua durante o ano todo torna-se particularmente visível aos olhos da opinião pública, porque o espírito da quadra natalícia assim o determina e porque todos parecem mais abertos a ver e compreender o sofrimento dos outros.
Em nome destas crianças, das suas famílias e dos profissionais que com elas lidam e combatem a adversidade e a doença, deixamos o agradecimento sentido da Fundação Benfica a todos os atletas benfiquistas, das modalidades ao futebol profissional, que são incansáveis, no Natal e todos os dias, na sua disponibilidade para transportar a chama imensa, estender afeto e rasgar sorrisos na face das crianças doentes."

Jorge Miranda, in O Benfica

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"1
Florentino é o novo recordista de jogos oficiais pela 1.ª equipa do Benfica no atual Estádio da Luz entre os formados no Benfica Campus (já era incluindo particulares - soma 75, mais 4 que Rúben Dias). Soma 69 partidas (27.º na geral, a par de Lima) e superou o registo de Rúben Dias. Mas em tempo de utilização é ainda o 2.º (33.º na geral), atrás do defesa-central;

3
A equipa feminina de luta do Benfica é tricampeã nacional;

9
Otamendi passou a ser, a par de Preud'homme, o 9.º estrangeiro com mais jogos oficiais pelo Benfica (198 - já inclui o Nacional - Benfica, do qual ainda só 8 minutos foram disputados e será retornado no dia 19 de Dezembro). Considerando todos os futebolistas, esta dupla ocupa a 64.º posição no ranking;

13
Miguel Moreira, recém-campeão nacional de corta-mato, classificou-se na 13.ª posição no Campeonato da Europa da especialidade, o melhor desempenho de um português desde 2010;

16
A BTV cumpriu 16 anos de serviço aos benfiquistas: É no dia 16 de Junho de 2025, frente ao Boca Juniors que o Benfica se estreia no Campeonato do Mundo de Clubes;

17
Após 17 anos de competições de águia ao peito (chegou ao Benfica aos 21 anos), a judoca Telma Monteiro termina a carreira e assume a coordenação do judo do Clube;

50
Otamendi chegou à meia centena de jogos pelo Benfica nas competições europeias. É o 24.º a consegui-lo."

João Tomaz, in O Benfica

Editorial


"1. Neste sábado, mais uma etapa decisiva no processo de revisão de estatutos. De entre a meia centena de artigos que estão ainda por discutir na especialidade, três poderão gerar debate mais alargado e provocar uma alteração matricial na proposta de consenso: listas separadas para os órgãos sociais, segunda volta das eleições e o voto das Casas do Benfica.
Fundamental que, uma vez mais, os sócios compareçam e participem neste que é um momento definidor para o futuro do Clube. É o Sport Lisboa e Benfica que ganha.

2. Parabéns, BTV. Nesta edição do jornal O Benfica celebramos os 16 anos da BTV com uma reportagem que acompanha os bastidores da produção e transmissão de um jogo na nossa Catedral.
Um trajeto de sucesso e onde perpassa um denominador comum: a BTV como marca da água dos momentos mas importantes do Sport Lisboa e Benfica nos últimos 16 anos. Dos títulos e das maiores conquistas às homenagens aos nossos símbolos e ao permanente renovar do respeito pela nossa história, tudo aqui passou.
Passado e futuro, de mãos dadas. Até porque vêm aí grandes desafios que nos impõem mudanças estratégicas para garantir uma premissa essencial: a BTV como indiscutível referência da informação de todo o mundo Benfica.
Um partenariado de ainda maior proximidade com os benfiquistas, numa relação interativa, e uma forma diferente de fazer televisão é a primeira etapa. Uma outra, não menos importante, já está em curso: crescente integração de conteúdos, com uma lógica de produção 360 e distribuição em todas as plataformas, do telemóvel e das redes ao jornal escrito e ao online do site. Do streaming no Bplay ao live na BTV. E para acabar a ouvir em podcast!"

Pedro Pinto, in O Benfica

Regras...

A sério?!

“The goalkeeper didn’t want to save the goal”

Estavam com saudades...

Jornalismo de qualidade!

Mais do que Ser Campeão: Recuperar a Alma do Benfica


"Bem, acho que tenho de falar sobre isto. Não consigo explicar a frustração que senti depois do jogo contra o AVS. A equipa da casa empatou ao último minuto, numa segunda parte onde estava a crescer e o nosso Benfica em movimento contrário. Tal como tem feito nos últimos jogos. Vejo uma opinião muito dividida sobre o trabalho de Bruno Lage. Vejo gente a olhar para as estatísticas e a pensar como estavam na época do Roger; vejo gente a ser completamente arrasadora para Bruno Lage, chamando-o de medíocre. Eu limito-me só a observar e encarar os factos. Estamos muito melhor com Bruno Lage do que estávamos com Roger Schmidt (também não era preciso muito). Mas temos de olhar para as coisas como elas são. A equipa demonstra e transpira desgaste. Vê-se. Esse é o primeiro ponto.
Segundamente, nestes últimos jogos em específico, há demérito do nosso treinador. Mexeu mal. Mexeu mal e sem critério. Decisões que nos fazem pôr as mãos à cabeça. Contudo, temos de encarar a realidade. Recuperou toda a porcaria que Roger Schmidt fez. Lage pode não ser um treinador brilhante, mas tem muitas qualidades. Sabe o que é o Benfica, puxa pela bancada. Claro que isso não chega, é necessário o trabalho sujo. Os treinos, a dinâmica coletiva e, sobretudo, a luta. Suor e lágrimas. Raça, querer e ambição. Temos de ter isso de volta. Não interessa quem são os jogadores ou o treinador, essa é a nossa identidade. O objetivo não é só ser campeão, é mais profundo do que isso. O nosso objetivo é trazer o Benfica de volta.
Há umas semanas, ouvi uma frase que foi dita pelo nosso amigo Bakero há uns tempos que está relacionada com isto. O mesmo falou sobre o estado do nosso Benfica e disse algo que me deixou a pensar durante muito tempo. Ele falou sobre o facto de, atualmente, miúdos com 20 anos não terem muito Benfica para recordar. Não há muito onde se possa agarrar. Não há aquelas memórias lendárias que tanto o Bakero, o Picado, o João Nuno e o Sérgio tiveram. Bem, sendo um rapaz de 19 anos, que foi incentivado pelo pai a ir ao estádio desde pequenino, acho que tem tudo a ver com legado. Benfiquistas mais velhos têm de explicar aos benfiquistas mais novos o que é a Mística. Parece tudo muito bonito, mas, quando chegamos ao estádio e percebemos essa ideia, vemos que os nossos pais tinham razão.
Agora, é o nosso trabalho passar a Mística para a geração seguinte.
Saudações Benfiquistas"

O tempo é de apoiar Bruno Lage


"«Um futebol ofensivo, dinâmico, divertido, fundamentalmente um futebol que puxe pela bancada, é o que queremos.»
O seu a seu dono. Passaram alguns meses deste esta afirmação e não podemos dizer que o futebol ambicionado por Bruno Lage no dia da sua apresentação no Benfica tenha sido uma promessa vã ou uma ambição irracional. Bruno Lage sabia a quem dirigia essas palavras e era precisamente à bancada que queria deixar as suas primeiras palavras, a bancada que ele conhece bem, porque é benfiquista e porque foi a bancada que fez dele herói, primeiro, e vilão, até deixar o clube. Lage encontrou adeptos descrentes e angustiados, quase tanto como por alturas da sua saída, convencidos de que a época terminara quase antes de começar e desconfiados do que Lage lhes podia trazer, apesar de o sentimento geral ser um pior que está não fica.
Mas Lage encontrou também adeptos profundamente entediados com o jogo jogado, e conseguiu resgatá-los do estado catatónico em pouco tempo. Ao longo das semanas seguintes, aos poucos, o futebol atrativo foi aparecendo, nomeadamente nos pés de Di María, que não sabe jogar de outra forma, Akturkoglu, um reforço que saiu melhor do que a encomenda, e Carreras, o lateral espanhol que passou de flop a novo craque após meia dúzia de saídas virtuosas com a bola colada no pé.
Houve bom futebol e os golos voltaram a aparecer com mais frequência do que os lenços brancos. Houve golos para todos os gostos. Houve uma goleada épica ao Atlético Madrid que quase me atirou para aquela euforia da época de Schmidt em que tínhamos alegadamente tudo para ganhar a Champions, até a realidade nos impor um duro revés em forma de catennacio. Houve uma goleada ao FC Porto como não me lembro de ter visto, um perfeito esmagamento do adversário.
Essa noite alegrou os Benfiquistas e deixou os adeptos da equipa adversária num estado de profundo desânimo, prontos para crucificar o treinador e já saudosos do antigo presidente. Havia um campeonato que parecia perdido e que agora está perfeitamente em jogo. Havia uma Champions para disputar e a equipa permanece em condições de lutar por um lugar na prova. Havia um plantel esfrangalhado e mal planeado, ao qual Lage deu apesar de tudo um sentido e do qual tirou partido, o suficiente para agora, ironicamente, lhe exigirmos mais do que tem mostrado nestas últimas semanas.
A proverbial gota de água, que por enquanto é uma tempestade num copo, foi o empate de domingo frente a essa figura jurídica que dá pelo nome de AVS Futebol SAD, entidade acerca da qual pouco sei, a não ser que tem sede na simpática Vila das Aves e, consta, terá adeptos. Acresce que roubou pontos ao Benfica nos últimos segundos de um jogo em que, tal como os outros todos, isso não podia acontecer. Mais do que os pontos perdidos, o que incomoda mesmo é aquela sensação de que estávamos a pedi-las há sensivelmente meia hora. Não sei se o AVS Futebol SAD terá passado 30 minutos a encostar outro adversário na Liga portuguesa como o fez na noite de domingo. Foi, digamos, irritante.
É um facto que a equipa esteve a 30 segundos de levar 3 pontos, mas a verdade é que não fez por merecer a sorte que manifestamente não teve, e Lage voltou a mexer mal na equipa. Não há dois jogos iguais, mas este relaxamento, ou a nossa incapacidade de gerir os momentos de um jogo em que temos vantagem mínima, sentiram-se em certa medida nos jogos contra Farense, Arouca e Vitória de Guimarães. São adversários diferentes, com um denominador comum: capacidade de intranquilizar um adversário muito superior como é o Benfica. Ainda assim, não obstante o facto de aquela ideia de um «futebol divertido» ser agora uma memória longínqua, o facto é que nestes 4 jogos o Benfica fez 10 pontos. Não é perfeito, mas pode muito bem vir a chegar se a equipa fizer o que lhe compete no restante calendário.
De resto, neste momento só temos mesmo uma opção, que é apoiar Bruno Lage. Nenhum treinador faz um favor ao Benfica em aceitar treinar a equipa de futebol principal, mas há timings e timings. Lage aceitou regressar quando outros recusaram (compreensivelmente). Não teve oportunidade de planear a atual época, não tem um plantel à sua medida, não é responsável pelo planeamento danoso que originou vários dos problemas agora sentidos, e não teve uma enormidade de tempo para tornar esta equipa assim tão diferente do que era. Ah, e, apesar de tudo isto, não se queixou uma única vez.
O pedido que foi feito a Lage era o mais desafiante que existe no futebol: produzir impacto imediato numa equipa que só está bem se ganhar os jogos todos, ou se deixar sangue, suor e lágrimas no relvado a tentar lá chegar. Contas feitas, o balanço não é estruturalmente negativo. Se me perguntam pelo tal «futebol divertido que puxa pela bancada», eu direi que espero pelo seu regresso a qualquer instante, idealmente com a segunda linha do plantel a aparecer de forma mais consistente (é preciso que Lage evolua no seu aproveitamento destes jogadores).
É um facto que não temos visto o futebol divertido das primeiras semanas, mas não perdi a esperança de que o jogo bonito volte a aparecer. Bruno Lage já foi criticado esta época por teatralizar a comunicação com os adeptos, mas talvez estejamos a ver mal o filme. O que Lage faz de cada vez que clama por mais apoio das bancadas é mesmo pedir-nos que trabalhemos com ele, porque sabe que isto não é nem será fácil daqui até ao final. Vamos prosseguir em circunstâncias bastante imperfeitas e Lage já viu jogos do Benfica suficientes para saber que a bancada ganha jogos. Desta vez, talvez seja melhor deixar o cinismo fora dos convocados. Prefiro alguém que pede aos adeptos para se envolverem do que um treinador fechado sobre si mesmo e apostado em desprezar os adeptos do clube que representa.
Por agora, acho que é de seguir o conselho do Di María de cada vez que nos dirige um daqueles abraços largos. Façamos o mesmo e abracemos este treinador, até porque tão cedo não haverá outro. Em vez das dúvidas, é investir energias no reforço positivo e vermos onde isso nos pode levar. As contas, estas e todas as outras, fazem-se no fim. Até lá, digo ao leitor o que tenho dito a mim mesmo: deixemos as crises de fé para outro dia, acreditemos que a equipa vai emendar a mão já nos próximos 3 jogos - fundamentais - e levemos o nosso Bruno Lage ao colo, rumo às conquistas que todos desejamos. Pode ser que dê."

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Vítor Pereira chega à Premier League: que desafios o aguardam?

Terceiro Anel: AFS...

Guardiola: não está a ser bom, mas mau nunca foi


"O melhor treinador de uma geração (ou várias) debate-se com uma situação inédita na sua carreira: apenas uma vitória em 11 jogos. Será que estamos a assistir ao fim de uma era?

Aquela imagem dos arranhões na cabeça e no rosto de Pep Guardiola dificilmente será esquecida por quem teve o prazer de assistir à evolução do futebol no século XXI graças a ele. O treinador do Man. City vive uma série negativa que poucos acreditariam ser possível (apenas uma vitória em 11 jogos!) e, no final do dérbi de Manchester e da vitória de Ruben Amorim na casa do rival, admitiu que não está a ser «suficientemente bom». Perante os resultados, é verdade que começa a ser difícil contrariá-lo.
Não é a primeira vez, no entanto, que o melhor treinador das últimas décadas e um dos melhores de sempre da história deste jogo tem de justificar fases más, mas é interessante analisar os argumentos de Pep nas últimas semanas e o seu crescente desespero. A culpa já foi das lesões - e quem perde o Bola de Ouro é certo que pode queixar-se, mas num plantel praticamente sem limites financeiros parece só desculpa de mau pagador. Também o facto desta equipa já ter ganho tudo não ajuda - a forma como este Man. City (um clube com pouca história antes dos investidores árabes) se tornou um gigante da competitividade é um dos segredos do técnico catalão, mas pelos vistos nem ele consegue motivar este conjunto de estrelas a ganhar sempre. Mesmo a provocação aos adeptos do Liverpool (são 6 Premier League nas últimas 7, quem resiste a gabar-se disto?) e o bate-boca com José Mourinho com as 115 acusações ao Man. City metidas ao barulho seriam momentos de diversão ou até admiração, se tivessem reação em campo. Assim sendo, são só tristes.
Agora, tendo renovado com o clube e garantido que não o abandona nem que desça de divisão por castigo, Guardiola não está a ser, de facto, suficientemente bom para encontrar soluções que contornem as lesões, a falta de motivação e os adversários que nem precisam de muito para ser melhores (ao Man. United bastou Amad e a estrelinha...). Estamos a assistir ao debate interno e externo da figura que ainda hoje inspira treinadores a jogar de uma determinada forma, mesmo quando não têm recursos para isso. Não está a ser bonito, mas se a solução para ganhar sempre tivesse sido finalmente encontrada isto tinha menos piada.
Mesmo estando tudo encaminhado para correr mal, parte de mim ainda acredita que Pep vai dar a volta a isto, inventando um milagre imediato e reinventando-se para o que falta na sua carreira. Por tudo o que já fez no futebol e o que ainda vai fazer, a verdade é que a marca de Guardiola é muito mais profunda do que estes arranhões."

E a seguir à centralização dos direitos de transmissão?


"A indústria do desporto ganha dinheiro atualmente através dos fabulosos acordos de transmissão das suas competições que fez com grupos televisivos, da capacidade de captar e ativar marcas que utilizam o desporto para chegar aos consumidores através de patrocínios e dos adeptos que pagam os seus bilhetes para ir aos estádios, piscinas, pavilhões, courts ou circuitos. Espera-se que este modelo de negócio se transforme totalmente nos próximos anos.
Começam a existir os primeiros sinais que os contratos televisivos fabulosos terão chegado aos seus tetos financeiros pelo que se esperam novidades a esse nível, nomeadamente com a entrada das tecnológicas neste negócio bem como da fragmentação de transmissão em diferentes plataformas de streaming. Por outro lado, o foco no futuro não vai estar apenas nas transmissões das competições ao vivo, mas também num conjunto de novos conteúdos gerados em redor do desporto. Quer isto dizer que todos os momentos que decorrem antes e depois das competições vão também gerar novos públicos e audiências significativas.
Olhando para os contratos comerciais e patrocínios espera-se que esta linha de receitas se desenvolva muitos nos próximos anos dado que os novos investidores e donos da indústria do desporto vão ser capazes de maximizar fórmulas de atração e ativação das marcas neste território. Quanto às bilheteiras, os clubes, para além da melhoria tremenda que vão proporcionar nos estádios essencialmente pela utilização da tecnologia, vão poder estender a experiência de estádio às casas dos adeptos.
Dito de outra forma, um clube como o Sporting Clube de Portugal vai poder proporcionar, para além dos 50.000 adeptos que se deslocam a Alvalade em cada jogo, a outros 2 milhões de espetadores espalhados pelo país e pelo mundo uma experiência semelhante no conforto das suas casas. Isto vai impulsionar brutalmente as receitas atuais.
O modelo de negócios do desporto usado por mais de 30 anos vai ser alvo de disrupções várias passando a estar desatualizado num ápice. As equipas comerciais e de marketing dos clubes trabalharam durante mais de três décadas orientadas para este triângulo de receitas o que os levou a uma obsessão à volta do dia de jogo e da sua duração.
Quase todas as receitas surgiam da exploração e maximização das oportunidades geradas à volta da competição desvalorizando todos os restantes dias do ano. Os clubes estão por isso já muito capacitados e focalizados nesta dimensão pelo que as grandes curvas de aprendizagem surgirão de todos os momentos distantes das competições.
Outro fator que vai contribuir para a transformação dos modelos de negócios dos clubes é que o tipo de consumidores alvo vai naturalmente mudar nos próximos anos. Pensemos nas principais características das diferentes gerações e percebemos logo que a forma como consomem desporto é muito diferente entre elas."

A dinâmica dos processos eleitorais


"Regresso a este tema com algum sentido de oportunidade (digo eu). É que estamos a apenas dois dias de saber quem se apresentará a votos às próximas eleições para a Federação Portuguesa de Futebol. Na próxima quinta-feira termina o prazo estipulado pela Comissão Eleitoral, presidida por José Luís Arnaut.
Segundo o que é possível perceber, é provável que tenhamos mais do que uma lista a concorrer aos orgãos sociais, facto que sublinha a importância do que está em causa e elogia a beleza singular de processos democráticos desta dimensão. Mas a eventual existência de duas (ou mais) candidaturas não anula a obrigação de acautelar alguns deveres, em nome do respeito mútuo e grandeza ética que têm que prevalecer nestes momentos.
É muito claro para mim: há uma diferença muito grande entre esgrimir argumentos na busca pela vitória e recorrer a expedientes menores para tentar conquistá-la; há uma diferença entre taticismo/jogo político e ataque cerrado, descontrolado, desenfreado a adversários; há uma diferença entre apresentar ideias ou visões distintas e tentar descredibilizar projetos de quem está no outro lado da barricada. As primeiras mostram inteligência estratégica, elevação, lealdade democrática. As segundas uma falta gritante de argumentos, medo e até desespero. Qualquer observador distante reconhece os sinais sem grande esforço.
Naturalmente que quem se propõe ir a votos escolhe o jogo que quer jogar, sabendo que isso dirá sempre mais de si do que das peças que coloca no tabuleiro. Mas as ações (e respetivas consequências) ficam sempre para quem as pratica e está tudo bem.
No que me diz respeito, penso que há linhas que não se devem ultrapassar. Aliás, se tivesse que redigir um manual intitulado ‘O que nunca fazer num processo eleitoral’, saberia perfeitamente o que escrever:
— Evitem ofensas, calúnias, difamações ou ataques pessoais em relação a rivais, porque isso belisca a vossa imagem e desvia o foco das propostas que têm para oferecer;
— Não alimentem rumores, boatos ou fake news. É pouco ético, mostra falta de opções, prejudica a campanha e pode acarretar consequências legais;
— Atenção às promessas. O compromisso com a palavra é fundamental. Um dia alguém lembrar-se-á de cobrar e perceber se foram vazias, irrealistas ou lançadas ao vento. A última pessoa que querem desiludir é aquela que vos confia o voto. Always deliever what you promise;
— Nunca tentem influenciar o resultado das eleições com estratagemas desonestos, imorais ou antiéticos. Gente limpa não aprecia jogo sujo. Gente grande não joga baixinho;
— Não sugiram que as eleições em si, o processo, é pouco profissional, mal preparado ou gerido. Tentar desacreditar quem tem legitimidade legal/regulamentar para o efeito demonstra falta de respeito pela instituição e pelos seus responsáveis. Um tiro nos pés;
— Evitem criticar sistematicamente os adversários. Um candidato inteligente prioriza a apresentação das suas ideias e a divulgação do seu projeto. Nunca se centra apenas na campanha dos rivais;
— Nunca menosprezem a inteligência e integridade dos vossos eleitores. Uma atitude mais agressiva ou arrogante afasta uns quantos e reduz o apoio de outros;
— Não adoptem ações ilegais ou desleais para atingir o objetivo. Violar a privacidade de outros, usar dados sigilosos ou explorar vunerabilidades pessoais não é o caminho digno para obter vantagem. O jogo baixo tem preço alto;
— Não incentivem a polarização ou a desunião como forma de angariar apoios. Ficarão sentados sozinhos num dos extremos da mesa;
— Nunca fujam de debates justos nem ignorem temas difíceis mas necessários. Isso será interpretado como falta de pulso, má preparação ou desconfiança nas próprias propostas. Não funciona.
Ao contrário do que tantos defendem, não vale tudo para ganhar."

ESPN: Futebol no Mundo #407 - Final de semana sem vitórias de Real, Barça, Liverpool, City, Juve, Bayern...

terça-feira, 17 de dezembro de 2024

Tomás Araújo 2029

Visão: Especial Natal...

O Benfica Somos Nós - S04E26 - AFS...

Vermelho

Tiveram que ser os Turcos a fazer o clip!!!

De Amorim a Lage: aquelas marcas no caminho


"Vitória épica no dérbi de Manchester pode ser o clique que Amorim precisava para a mudança; empate na Vila das Aves terá sempre de ser um ponto de viragem para o Benfica de Lage

Três vitórias, um empate e duas derrotas. O registo de Ruben Amorim nos primeiros seis jogos como treinador do Manchester United não foi propriamente brilhante. Ficou dentro do padrão dos últimos treinadores dos red devils, por assim dizer. Mas a vitória no primeiro dérbi com o City, alcançada no reduto do rival, e de forma épica, pode servir de empurrão para o tremendo desafio que o antigo treinador do Sporting tem pela frente.
O resultado não apaga a evidência de que há muito trabalho para fazer, mas uma reviravolta frente à melhor equipa inglesa da última década, que por acaso até é vizinha, pode ajudar Amorim a conquistar jogadores e adeptos do United, e de caminho angariar o respeito de adversários e analistas.
Este bem pode ser o pior momento de Pep Guardiola em Inglaterra, mas isso pouco importará aos diabos vermelhos, e se Ruben já tinha derrotado o City esta época, ao serviço do Sporting, repetir a proeza só ajudará a fazer com que olhem para ele como a pessoa certa para a missão. Ainda para mais depois de ter assumido uma posição de força dentro do balneário, ao deixar Rashford e Garnacho de fora. O resultado tem tudo para puxar para o lado do treinador aqueles que verdadeiramente interessam, e talvez daqui a uns tempos estejamos a recordar este jogo como o dia em que a mudança começou verdadeiramente. Mas que reviravolta! Golos a acabar dão vitória ao Man. United sobre o rival City Mas que reviravolta! Golos a acabar dão vitória ao Man. United sobre o rival City Jogo com pouco acerto ofensivo teve o Manchester City quase sempre na frente do marcador, mas golos aos 88' e 90' valeram os três pontos ao United.
Há jogos que marcam um trajeto, e no caso do Benfica deve existir agora a preocupação de mostrar que o empate frente ao Aves SAD foi um momento de aprendizagem, e não a confirmação de uma quebra. O presidente Rui Costa fechou a Assembleia Geral a desejar a liderança como prenda de Natal, mas horas depois o Sporting voltou às vitórias, e acabou por ser o Benfica a perder pontos, deixando de depender de si próprio para festejar a consoada como líder.
A equipa encarnada tem dado sinais de estagnação em dezembro, até pelo fulgor perdido por alguns dos seus principais elementos. Bruno Lage, que tem resistido a mexer mais no onze do que é obrigado, fez agora quatro alterações não forçadas, mas isso não resultou num Benfica mais autoritário.
Não há bem que nunca acabe, lá está, mas o jogo da Vila das Aves terá mesmo de ser um momento de viragem para o Benfica, até pelo que aí vem. Se não servir de aprendizagem para retomar um caminho ascendente, então pode ficar como um marco negativo no projeto da reconquista."

5 minutos: Diário...

Terceiro Anel: Diário...

Zero: Tema do Dia - Já há efeito Amorim em Manchester?

Observador: E o Campeão é... - “Benfica esteve a marinar e o empate foi injusto"

Observador: Três Toques - Amorim. A vida muda, mas vitória ao City é certa?

Zero: Ataque Rápido - S06E20 - Quem é, nesta altura, o maior candidato ao título?

BolaTV: Este futebol não é para velhos #16 - O que esperar do Mundial de Clubes?

BolaTV: Política desportiva #1 - Os bastidores do futebol

BolaTV: Rivalidades #13 - Dérbi de Mereyside

BolaTV: Mãe África #2

Falsos Lentos - S05E16 - ALERTA FASHION: Diogo faz Extreme Makeover!

Segundo Poste - S04E20 - “O discurso de Lage é totalmente vazio"

SportTV - O Futebol é Momento - S03E19 - O menos mau

Chuveirinho #107

DAZN: The Premier Pub - A(mad) Derby

Zero: Afunda - S05E25 - Mailbag, prémios e a troca de Dennis Schröder

Série de triunfos interrompida


"O Benfica cedeu um empate ao cair do pano na deslocação ao reduto do AVS, depois de oito vitórias consecutivas no Campeonato. Este é o tema em destaque na BNews.

1. Confiança
O treinador do Benfica, Bruno Lage, lamenta o empate e perspetiva o futuro: "O mais importante para nós é continuarmos o nosso trabalho e chegar ao fim e ser primeiro. Sabíamos que este percurso de vitórias no Campeonato Nacional um dia poderia terminar, mas foi pena, realmente, principalmente em função daquilo que fizemos durante 60 minutos. Tenho uma confiança enorme neste plantel e sinto que é com este plantel que vamos terminar em 1.º lugar. Os objetivos são muito claros."

2. Motivados
Aursnes encara o empate no reduto do AVS como um percalço que importa corrigir: "Temos estado bem. Temos de aprender com este empate, há um bom espírito na equipa, estamos muito motivados para continuar, então só temos de aprender com este jogo."

3. Ângulo diferente
Veja o golo do Benfica frente ao AVS de outro ângulo.

4. Em vantagem
A equipa feminina de futebol do Benfica comanda os quartos de final da Taça da Liga ante o Marítimo. Na 1.ª mão, disputada no Benfica Campus, ganhou por 2-0. Filipa Patão realça o triunfo e lembra que a eliminatória não está fechada: "É um bom resultado para nós, para levarmos para a Madeira, mas não vamos desligar, porque sabemos que contra esta equipa do Marítimo, se o fizermos, é meio caminho andado para as coisas correrem mal."

5. Outros resultados
O Benfica segue em frente na Taça de Portugal de hóquei em patins ao ter vencido, por 6-12, no rinque do Marinhense. Em râguebi, triunfo, por 31-27, ante o Técnico.
No feminino, vitórias, por 3-0, ante o FC Porto em voleibol; por 38-14, em andebol, frente ao Colégio de Gaia; e, em basquetebol, por 90-33 à Sanjoanense.

6. Bom desempenho
O Benfica é o clube com mais atletas medalhados nos Campeonatos Nacionais de natação Seniores e Juniores. Ao todo, os nadadores benfiquistas arrecadaram 55 medalhas (37 nos seniores, sendo 14 de ouro, e 18 nos juniores, das quais 8 de ouro) e ainda estabeleceram alguns recordes nacionais. Diogo Ribeiro foi quem ganhou mais provas: 5.

7. Iniciativa do Museu
O Estádio do Sport Lisboa e Benfica e o Museu Benfica – Cosme Damião celebram o Natal com uma visita ao Estádio (incluindo balneário do Benfica) e Museu do Clube. É no dia 20 de dezembro, das 18h00 às 23h00."

Gerir Resultados De Um-Zero È Correr Riscos Destes


"AVS 1 - 1 Benfica

Já fui atrás do Glorioso a quase 40 estádios no nosso país, mas é a minha primeira vez na Vila das Aves. Mais uma experiência nova e com uma originalidade: o benfiquista à minha frente foi obrigado a deitar para o caixote do lixo... o baton do cieiro! "Batons não podem entrar", diz o steward de serviço.
Atenção ao efeito Champions: ontem Liverpool, Arsenal, Aston Villa, Real Madrid, Bayern, Monaco e Juventus não ganharam os seus jogos.

VAMOS AO JOGO (apontamentos em direto, sem filtro)
00' Para quem reclamava da pouca rotatividade que Lage tem feito na equipa, aí estão várias alterações. Que todos aproveitem a oportunidade. Saúdo especialmente o regresso de António Silva à titularidade - e logo como capitão!
10' Já deu para perceber a tática de anti jogo do AVS. É à descarada. Veremos o que faz o árbitro.
15' Benfica vai tricotando o jogo. Amdouni já perdeu uma oportunidade e o Kökcü precisa afinar os passes longos.
17' Olhem lá o Amdouni a concluir competentemente uma bela jogada coletiva. Carrega!!! (vão continuar com o anti jogo?)
25' Apoio não falta à equipa: BEN-BEN-BEN-BENFICAA-BENFICAA-BENFICAAAA! Estádio cheio, somos mesmo o abono de família do futebol português.
35' Toada do jogo mantém-se, AVS sob controlo, ritmo não muito elevado, muita troca de bola do nosso lado, já podíamos ter marcado pelo menos mais um. Best, Barreiro e Amdouni a mostrar serviço. Cabral é que nada...
45+3' Bem... como é que a curva que o Aktürkoglu deu à bola não a fez ir lá para dentro? Porra, que está frio a valer, precisamos de mais golos para aquecer isto!
46' O Benfica a atacar agora para o nosso lado!
47' Que luxo ter um central com a capacidade de construção do Tomás Araújo. Já o Bah está difícil de acertar hoje.
55' E que tal se matássemos o jogo? Vou vendo o AVS a atrever-se casa vez mais.
62' Olha, olha, nós a falharmos aqui e eles que iam marcando lá, uma broa defendida pelo Trubin.
65' A ideia é entrar com a bola pela baliza deles dentro?
66' Mais uma deles! Daniel Ramos mexeu bem nisto. Acorda Benfica!!!
70' Só vejo bolas com perigo a rondar a nossa baliza. Não é para ir para Alvalade na liderança? Agarrem lá no jogo, crl!
80' Estou desejoso que isto acabe - e não é só por causa do frio...
90+4' Pusémo-nos a jeito e eles aproveitaram. Castigo merecido, fazer 750 quilómetros para isto, pkp!"

Na Vila das Aves, o Benfica, estando a ganhar, foi em busca do empate. O AFS também e deu-se bem


"O Benfica deixou pontos a norte, num jogo em que dominou a 1.ª parte e deixou-se dominar na 2.ª, perdendo ainda a oportunidade de chegar à liderança da I Liga na meio da próxima semana. Empate (1-1) muito justo para a equipa de Daniel Ramos, que soube mexer após o intervalo

Ler-se que uma equipa foi em busca do empate e conseguiu é, normalmente, algo bom para essa equipa. Este sábado, na Vila das Aves, a equipa da casa, que agora é AFS mas já foi AVS, modernices do futebol, foi em busca do empate e conseguiu, para alegria dos adeptos e jogadores. Mas do outro lado esteve uma equipa que foi em busca do empate e também conseguiu, para tragédia dos adeptos e jogadores. Porque o Benfica da 2.ª parte deste jogo foi um conjunto de jogadores tresmalhados que, da forma como entregou o jogo, só podia estar em busca de um mau resultado, de más notícias.
O empate (1-1) fora trava uma série de oito vitórias consecutivas, de 100% de sucesso de Bruno Lage em jogos de I Liga e, consequência mais dolorosa, impede que os encarnados possam ser líderes do campeonato na quinta-feira, caso vençam o Nacional. A culpa é própria.
Mas não sejamos injustos. O surpreendente descontrolo do Benfica na 2.ª parte ajudou ao resultado final, mas a forma como Daniel Ramos preparou a equipa após o intervalo foi tão ou mais essencial para um empate que é justíssimo para os casa, conseguido já em horas extraordinárias num livre bem trabalhado e de bela execução. Depois de um início de jogo forte do AFS, o Benfica tomou conta do campo em organização ofensiva, ainda que sentindo dificuldades na hora de criar para Arthur Cabral, esta noite titular, tal como Beste, António Silva, Leandro Barreiro e Amdouni.
O golo aos 17 minutos foi, no entanto, um prémio pelo que os encarnados estavam a tentar trabalhar no corredor central, nascido de uma gigante jogada, de um momento de inspiração coletiva que faltaria mais tarde ao Benfica: Amdouni, Aursnes e Akturkoglu dançaram em combinações e apoios frontais na área do AFS, com o avançado suíço a ser o fiel depositário da missão de rematar rasteiro e colocado para abrir o marcador. O AFS não mais se levantou na 1.ª parte, apertado num colete de forças que era o jogo em posse dos encarnados, que antes do intervalo quase aumentavam a vantagem, com um remate colocado de Akturkoglu.
Ao intervalo, tudo mudou. A entrada de Tunde permitiu a Lucas Piazon tornar-se dono do corredor central do AFS e o Benfica, com a saída de Leandro Barreiro para a entrada de Di Maria, perdeu o meio-campo. Mas o crescimento da preponderância do médio brasileiro do AFS foi o pivô da mudança, com Tunde a oferecer também soluções mais lateralizadas. Nenê, 41 anos cheios de classe, substituiu o lesionado Zé Luís e lançou o pânico na área do Benfica. Ficou perto do golo aos 63’ (impressionante remate de moinho) e aos 66’, com a bola a embater no poste da baliza de Trubin, que logo de seguida defendeu a recarga Fernando Fonseca. A equipa da Aves, em plena blitz, entrava em bastiões encarnados por tudo o que era caminho.
A confiança que o AFS mostrava com bola era inversamente proporcional ao estado de abandono do Benfica, perdido em campo, perdendo bolas atrás de bolas no primeiro terço, inofensivo quando conseguia chegar a zonas altas. A entrada de Florentino, demasiado tardia, tirou ainda de campo um Kökçü desaparecido em combate depois da 1.ª parte. O jogo ficou ligeiramente menos partido, por momentos o Benfica pareceu controlar melhor as saídas do AFS, mas na parte final do encontro a equipa da casa voltou a acreditar e a ser ambiciosa. E o Benfica recuou. Em demasia.
O golo aos 90’+4 é, por isso, um prémio merecido. Um livre frontal, que Piazon lançou para o segundo poste, com Roux a servir de intermediário para o cabeceamento de Cristian Devenish. A felicidade procura-se e o AFS foi em busca dela com todas as suas forças. E o Benfica, incompreensivelmente, limitou-se a assistir. Os dois, à sua maneira, foram em busca do empate."

Aves SAD-Benfica, 1-1 Desaparecidos sem combate


"Benfica domina primeira parte e foi dominado na segunda. Fim da série de oito vitórias seguidas e a prova de que não há bem que nunca acabe. Agravam-se sinais preocupantes dos dois jogos anteriores

O Benfica volta a tropeçar no campeonato, põe fim à série de oito vitórias seguidas na competição, prova de que não há bem que nunca acabe, e já não depende dele próprio para chegar isolado ao dérbi com o Sporting, mesmo que vença, quinta-feira, na Madeira, o Nacional, no que resta do jogo em atraso.
Se é verdade que pelo pouco que produziu, especialmente na segunda parte, até pode dar-se por satisfeito por ter conquistado um ponto, não é menos verdade que a má exibição deixa insatisfeitos adeptos, corrói algumas convicções que nasceram com a recuperação da equipa e alimenta dúvidas que pareciam esquecidas ou esmagadas. Foi uma noite má e na qual houve desaparecidos sem combate. Sim, no Benfica.
O Benfica dominou e controlou o jogo na primeira parte, quase sem contestação, mesmo sem ser intenso ou colérico, mesmo sem criar muitas oportunidades. Com o Aves SAD muito recuado, jogou quase sempre em ataque posicional, sem a urgência de quem quer resolver depressa as coisas para ficar descansado. Sentiu-se confortável.
Bruno Lage trocou Otamendi, Carreras (castigado), Florentino, Di María e Pavlidis por António Silva, Beste, Leandro Barreiro, Amdouni e Arthur Cabral e recuperou o 4x2x3x1 de Roger Schmidt, adaptando a tática aos recursos. Kokçu, ao lado de Barreiro, voltou à posição de que disse não gostar.
Depois de uma oportunidade clara do Aves SAD — António Silva comprometeu a sair a jogar e Mercado nem à baliza foi capaz de disparar (10') — o Benfica tomou conta do jogo, repetindo uma e outra vez a fórmula — Akturkoglu, Amdouni e Aursnes faziam uma linha entre os defesas e os médios do Aves, permitindo a projeção dos laterais (nunca houve, porém, profundidade no jogo da equipa) e, sobretudo, servindo de apoio a Kokçu e Leandro Barreiro para combinações ofensivas, em toques curtos e com a bola a rolar depressa.
Foi num desses lances, no qual participaram Bah, Aursnes, Akturkoglu e Amdouni que marcou — disparo de Amdouni com o pé esquerdo à entrada da área depois de serviço de Akturkoglu.
O golo não animou o Benfica. A equipa deixou-se andar em velocidade de cruzeiro, por não sentir ameaça do lado contrário. Foi um Benfica demasiado conformado e sem imaginar o que lhe iria acontecer. Até porque o Aves SAD não voltou a criar perigo até ao intervalo.

Outro jogo
A segunda parte foi completamente diferente da primeira. E não foi preciso muito a Daniel Ramos para mudar o jogo. Só obrigar a equipa a começar defender mais à frente no terreno, a partir da área do Benfica. E, como aconteceu com o V. Guimarães e o Bolonha, os encarnados, pressionados, não encontraram linhas de passe para sair a jogar.
Aos 71' Bah, sem espaço para progredir e sem companheiros livres para receber a bola, desesperava e abria os braços. Naquela imagem estava toda a dificuldade que o Benfica sentiu e da qual não foi capaz de se libertar.
Antes já Daniel Ramos tinha lançado Nenê e Vasco Lopes. O jovem avançado de 41 anos esteve duas vezes perto de marcar, disparando uma vez nas costas de António Silva para defesa de Trubin (63') e cabeceando ao poste (66'). Neste último lance Fernando Fonseca obrigou o guarda-redes ucraniano a grande intervenção. Vasco Lopes também entrou com o dedo no gatilho e pronto a disparar. Em 16 minutos o Aves SAD rematou seis vezes! E o Benfica já só defendia. Mal.
Bruno Lage sentiu o perigo e, aos 74', trocou Kokçu e Akturkoglu por Rollheiser e Florentino, voltou ao 4x3x3 para tentar recuperar o controlo do meio-campo e da bola. A ação do treinador foi mais de contenção de danos. E menos para matar o jogo. Só uma vez voltou à baliza do Aves SAD, num pontapé de Trubin para a frente, desviado por Pavlidis e que Andreas Schjelderup aproveitou para marcar. Estava fora de jogo.
O Benfica tinha, então, desaparecido do jogo e sem combate. O Aves SAD, emocionalmente por cima, procurou o empate que surgiu, no tempo de compensação, num cabeceamento de Devenish (marcado por Rollheiser!) após livre lateral."

Vinte e Um - Como eu vi - AFS...

RND - Tamos Juntos...

Visão: AFS...

BI: AFS...

5 minutos: AFS...

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